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L i ç õ e s B í b l i c a s

1º trimestre 2018

SEU REINO NÃO TERÁ FIM


Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus
Comentarista: Natalino das Neves 1º trimestre 2018
Lição 1
O EVANGELHO DE MATEUS 3
Lição 2
O NASCIMENTO DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE MATEUS 11
Lição 3
O BATISMO DE JESUS 18
Lição 4
A TENTAÇÃO DE JESUS 25
Lição 5
OS PRIMEIROS DISCÍPULOS 32
Lição 6
OS DISCÍPULOS SÃO COMISSIONADOS POR JESUS 40
Lição 7
O PERIGO DA FALSA RELIGIOSIDADE 48
Lição 8
A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM 56
Lição 9
ACERCA DAS ÚLTIMAS COISAS 64
Lição 10
O CRISTO CRUCIFICADO: ESTÁ CONSUMADO 72
Lição 11
A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO 80
Lição 12
A ORDEM SUPREMA DE CRISTO JESUS 88
Seu Reino não Terá Fim
Vida e obra de Jesus segundo o
Evangelho de Mateus
CASA PUBLICADORA DAS Com a graça do Senhor, estamos ini-
ASSEMBLEIAS DE DEUS
ciando um novo ano e um novo trimestre.
Começaremos estudando o primeiro
Presidente da Convenção Geral das dos Evangelhos Sinóticos, cujo escritor
Assembleias de Deus no Brasil
foi Mateus, um cobrador de impostos,
José Wellington Costa Junior
Conselho Administrativo
desprezado por muitos, mas escolhido e
José Wellington Bezerra da Costa vocacionado por Jesus para ser um dos
Diretor Executivo seus doze discípulos. O público-alvo dele
Ronaldo Rodrigues de Souza eram os judeus, por isso, encontramos
Gerente de Publicações
no seu texto várias referências ao Antigo
Alexandre Claudino Coelho
Consultoria Doutrinária e Teológica Testamento.
Antonio Gilberto e O objetivo de Mateus era mostrar aos
Claudionor de Andrade judeus que Jesus Cristo era o Messias
Gerente Financeiro
que havia sido prometido desde o Jardim
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção do Éden e anunciado pelos profetas. Por
Jarbas Ramires Silva isso, ele inicia apresentando a genealogia
Gerente Comercial de Jesus Cristo. Mateus se preocupa em
Cícero da Silva
mostrar que Jesus era descendente de
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Abraão e da família de Davi.
Chefe de Arte & Design O Evangelho de Mateus mostra que
Wagner de Almeida Deus cumpriu sua promessa de redenção
Chefe do Setor de Educação Cristã ao enviar Jesus, nosso Salvador! O Filho
César Moisés Carvalho
de Deus veio ao mundo, implantou o
Comentarista
Natalino das Neves seu Reino, curou os doentes, ensinou
Redatora às pessoas, morreu na cruz e ao terceiro
Telma Bueno dia ressuscitou. Ele está vivo! Seu Reino
Projeto, diagramação e capa
jamais terá fim e em breve voltará para
Suzane Barboza
Fotos
arrebatar a sua Igreja e todos os que
Shutterstock pertencem, pela fé, a Ele. Essa é a nossa
real esperança!
Que Jesus, o Filho de Deus, o abençoe.
RIO DE JANEIRO
CPAD Matriz Até o próximo trimestre!
Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP21852-002
Rio de Janeiro - RJ Os Editores.
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2 JOVENS
1
LIÇÃO

07/01/2018

O EVANGELHO
DE MATEUS
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AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 1.1
“Livro da geração de Jesus é da descendência davídica
Jesus Cristo, Filho de TERÇA – Mt 1.2
Davi, Filho de Abraão.” A genealogia de Jesus começa por
(Mt 1.1) Abraão
QUARTA – Mt 1.16
A descendência davídica de Jesus é
herdada por meio de seu pai terreno,
José
QUINTA – Mt 5.17
SÍNTESE Jesus veio para cumprir a Lei e os
O objetivo principal do profetas
Evangelho de Mateus é SEXTA - Mt 16.18
mostrar que Jesus é o Mateus é o único dos evangelistas
Messias que foi anunciado que menciona a Igreja
pelos profetas no Antigo SÁBADO – Mt 28.18-20
Testamento. A Igreja é chamada para cumprir
as ordenanças de Jesus

JOVENS 3
OBJETIVOS
1. PONTUAR a autoria, a data e a relação sinótica do
Evangelho de Mateus;
2. APRESENTAR a genealogia de Jesus em Mateus;
3. EXPOR a teologia do Evangelho de Mateus.

INTERAÇÃO
Professor(a), com a graça de Deus estamos iniciando um
novo ano e um novo trimestre. Estudaremos o Evangelho
de Mateus. Esse Evangelho foi o que mais influenciou a
história da igreja cristã. É importante que você busque
obter um bom comentário a respeito do Evangelho de
Mateus. Sugerimos o Comentário de Mateus & Marcos:
À luz do Novo Testamento Grego, da CPAD. Sugerimos
também que você adquira o livro de apoio do trimestre,
pois ele amplia o conteúdo de cada lição.
Antes de iniciar a lição em classe, apresente o comenta-
rista do trimestre: Natalino das Neves, pastor auxiliar na
IEADC (Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba),
Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
do Paraná – PUC-PR.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugerimos que antes de iniciar o trimestre você faça a
leitura de todo o Evangelho de Mateus. Procure também
ler todas as lições da revista. Depois, a cada semana estude
a lição específica que vai lecionar. Se possível, consulte
outras obras que tratem a respeito do tema e prepare
um esboço da lição destacando os pontos principais de
cada tópico em forma de frases. Se possível, a cada aula,
elabore apresentações em PowerPoint ou outro software
de apresentação que você disponha.
Durante a aula, jamais leia a revista. Apresente os principais
pontos e incentive a participação de todos. Aproveite o
início do trimestre para estimular os alunos a estudarem
previamente a lição em suas casas.

4 JOVENS
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 1.1-17
1 Livro da geração de Jesus Cristo, Filho INTRODUÇÃO
de Davi, Filho de Abraão.
Neste trimestre estudaremos o
2 Abraão gerou a Isaque, e Isaque gerou
Evangelho de Mateus, o primei-
a Jacó, e Jacó gerou a Judá e a seus
irmãos, ro dos Evangelhos Sinóticos e o
3 e Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá,
mais lido e estudado desde os
e Perez gerou a Esrom, e Esrom gerou primórdios do cristianismo. Ele
a Arão. apresenta uma estrutura mar-
4 Arão gerou a Aminadabe, e Aminadabe cadamente didática, distribuída
gerou a Naassom, e Naassom gerou a por cinco grandes discursos, que
Salmom, são intercalados por narrativas.
5 e Salmom gerou de Raabe a Boaz, e Em seu conteúdo se destacam o
Boaz gerou de Rute a Obede, e Obede Sermão do Monte, as parábolas
gerou a Jessé.
a respeito do Reino dos Céus, as
6 Jessé gerou ao rei Davi, e o rei Davi
orientações de Jesus para a Igreja
gerou a Salomão da que foi mulher
de Urias. e o discurso escatológico. Quando
7 Salomão gerou a Roboão, e Roboão
lemos o Evangelho de Mateus,
gerou a Abias, e Abias gerou a Asa, podemos perceber suas caracte-
8 e Asa gerou a Josafá, e Josafá gerou a rísticas judaicas, que estimularam
Jorão, e Jorão gerou a Uzias, grupos judeu-cristãos a usá-lo.
9 e Uzias gerou a Jotão, e Jotão gerou a Nesta primeira lição abordaremos
Acaz, e Acaz gerou a Ezequias. as questões introdutórias, como
10 Ezequias gerou a Manassés, e Manassés por exemplo, a data e o ano em que
gerou a Amom, e Amom gerou a Josias,
foi escrito, bem como a genealogia
11 e Josias gerou a Jeconias e a seus de Jesus.
irmãos na deportação para a Babilônia.
12 E, depois da deportação para a Babilô-
nia, Jeconias gerou a Salatiel, e Salatiel
gerou a Zorobabel,
13 e Zorobabel gerou a Abiúde, e Abiúde
gerou a Eliaquim, e Eliaquim gerou a
Azor,
14 e Azor gerou a Sadoque, e Sadoque
gerou a Aquim, e Aquim gerou a Eliúde,
15 e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar
gerou a Matã, e Matã gerou a Jacó,
16 e Jacó gerou a José, marido de Maria,
da qual nasceu JESUS, que se chama
o Cristo.
17 De sorte que todas as gerações, desde
Abraão até Davi, são catorze gerações;
e, desde Davi até a deportação para a
Babilônia, catorze gerações; e, desde a
deportação para a Babilônia até Cristo,
catorze gerações.

JOVENS 5
I - QUESTÕES INTRODUTÓRIAS locais. A apresentação da região e a
1. Autoria e data. A autoria do pri- cidade (Cafarnaum) onde Jesus reside
meiro Evangelho, como apresentado na e convoca seus primeiros discípulos,
ordem canônica, é atribuída a Mateus, o padrão de sua atuação na região e a
o publicano que se tornou discípulo de popularidade conquistada é um exemplo
Jesus. A Igreja Primitiva considerava-o de bloco narrativo.
autor do Evangelho assim como os pais Mateus faz com requinte a relação
da Igreja: Orígenes, Tertuliano e Eusébio. entre agrupamentos narrativos e dis-
Quanto à data, situa-se entre os anos 60 cursivos, preservando a ênfase nos
d.C. e 85 d.C. discursos de Jesus. Como exemplo a
2. A relação sinótica dos Evangelhos conexão entre o agrupamento narrativo
de Mateus, Marcos e Lucas. A partir do (Mt 3,4; 8,9) e o agrupamento discursivo
século XVIII, os três primeiros Evange- (Mt 5-7; 10). Assim Mateus dá ênfase no
lhos passaram a ser conhecidos como ensino de Jesus, de forma que seus
sinóticos (synopsis = visão de conjunto). seguidores possam se tornar cada vez
Em uma análise da organização narrativa mais disciplinados, guardando todas as
da vida e obra de Jesus no Evangelho coisas que Ele tem ensinado (Mt 28.20).
de João comparada com a dos livros
sinóticos fica evidente a diferença entre Pense!
eles, e consequentemente o motivo dele Jesus ensinou que devemos
guardar todas as coisas que Ele
não pertencer ao grupo.
tem ensinado. Jovem, o que você
As similaridades entre os três Evange- tem feito para saber e fazer o
lhos sinóticos conduzirão em determina- que Ele ensinou?
dos momentos uma análise comparativa
de textos de Mateus com os Evangelhos Ponto Importante
de Marcos e Lucas. Essa análise contri- Mesmo que não haja
buirá para a interpretação do texto em unanimidade a respeito da data
do Evangelho de Mateus, o mais
apreciação. Mateus e Lucas possuem
importante é o conteúdo dos
maior volume e, consequentemente, ensinamentos de Cristo.
maior detalhamento de alguns episódios,
como por exemplo: tentação, infância II - A GENEALOGIA DE JESUS EM
e discursos de Jesus. Desse modo, os MATEUS
Evangelhos de Mateus e Lucas tem um 1. A genealogia de Jesus, o Mes-
conteúdo maior que Marcos, mas eles se sias. A relação do evangelista com a
complementam. As semelhanças entre tradição e modo de pensar dos rabinos
eles deram-lhes o título de Evangelhos influencia a organização das gerações
sinóticos. de Abraão até Jesus. Ele divide em
3. Organização em blocos narrativos três grupos de gerações: de Abraão
e discursivos. Mateus está organizado ao estabelecimento do reino sob Davi
em blocos narrativos e discursivos. Nos (Mt 1.2-6); de Davi ao fim da monarquia
blocos narrativos são apresentados (exílio babilônico) (Mt 1.6-11) e do perí-
relatos de uma série de eventos que odo do exílio babilônico ao nascimento
cobrem certo período e variedade de de Jesus (Mt 1.12-16).

6 JOVENS
O evangelista tinha um objetivo 3. Uma genealogia onde os excluídos
específico ao descrever a genealogia são incluídos. As mulheres não eram
de Jesus: demonstrar que Ele era o as únicas “excluídas” a serem incluídas
Messias prometido. Mateus o relaciona na genealogia de Jesus. Mateus coloca
com a casa real, como descendente várias personagens excluídas da so-
direto do rei Davi, figura ligada à expec- ciedade judaica em papéis principais
tativa messiânica. Também enfatiza a nos discursos de Jesus. Esta inclusão
descendência abraâmica, pois o grande parece ser proposital, principalmente
patriarca é considerado o pai da na- pelo ambiente judaico desse Evangelho.
ção israelita. Ele recebeu a promessa O evangelista destaca que o Messias
divina de que sua descendência seria viria para salvar o seu povo de seus
grande e abençoada. Abraão é uma pecados (Mt 1.21). Ao mesmo tempo,
figura importante para o cristianismo ele descreve o encontro de Jesus com
como o pai de todo aquele que crê, por pessoas estrangeiras que são alcança-
meio de seu exemplo de fé e vínculo das pela sua graça e misericórdia (Mt
com Jesus. 4. 23-25). Demonstra que sua missão
2. As mulheres na genealogia de não era exclusiva para os judeus, mas
Jesus. Na leitura da genealogia de universal. A universalidade da missão de
Jesus salta aos olhos a menção de Jesus é explicada de forma exaustiva
três mulheres: Rute, Raabe e Tamar. pelo apóstolo Paulo, principalmente na
Para a cultura da época a menção Epístola aos Romanos, ao incluir tanto
de mulheres já era um fato relevan- judeus como gentios como receptores
te pois elas geralmente, não eram da graça de Deus.
mencionadas nas genealogias. O que
surpreende ainda mais é o fato de que Pense!
estas mulheres, segundo a tradição Mateus demonstrou que a missão
judaica, jamais teriam condições de de Jesus era inclusiva. Jovem,
entrar na genealogia do Rei dos reis, você tem feito o possível para
pois Rute, embora tivesse um caráter falar de Jesus a todos? Como tem
lidado com os “excluídos”?
ilibado, era moabita. Raabe ganhava a
vida como prostituta (Js 2.1), e Tamar
seduziu e enganou o seu sogro (Gn 38).
Ponto Importante
A genealogia de Jesus nos dá
Além dessas três mulheres é citada um grande exemplo de inclusão
também Bate-Seba, esposa de Urias, social, pois a tendência humana
que se tornou conhecida pelo adultério é “esconder” das ascendências os
com Davi (2 Sm 11.3-5). Para a cultura excluídos pela sociedade.
judaica, estas mulheres eram consi-
deradas moralmente corrompidas e, III – A TEOLOGIA DE MATEUS
portanto, sem nenhuma possibilidade 1. O Messias e a proclamação da
de fazerem parte da linha sucessória chegada do Reino dos Céus. A figura do
do Messias. No entanto, Deus não se Messias está estritamente relacionada
submete às culturas, pois está atento com a proclamação do Reino dos Céus.
aos corações das pessoas. Esses temas ficam mais evidentes no

JOVENS 7
início e no fim do Evangelho. O título de Mateus, o estilo de vida apostólico
“Filho de Deus” é citado sempre em e missionário é descrito (Mt 9.36-11.1) e
momentos cruciais do Evangelho: no a Igreja é chamada para cumprir a sua
batismo de Jesus (Mt 3.17); na confissão missão evangelizadora (Mt 28.19,20).
de Pedro (Mt 16.16); na transfiguração (Mt 3. O uso do Antigo Testamento em
17.5), no julgamento e na cruz (Mt 26.63; Mateus. O evangelista utiliza, pelo me-
27.40,43,54). Outra expressão importante nos, uma série de 10 citações do Antigo
relacionada à messianidade de Jesus Testamento para demonstrar que tudo
é “Filho de Davi”, que ocorre 10 vezes que aconteceu na vida e ministério de
em Mateus. Jesus estava previsto, principalmente
Mateus demonstra que Jesus é, nos profetas (Mt 1.23; 2.15, 23; 4.14-16;
de fato, o Filho de Deus prometido no 8.17; 12.17-21; 13.35; 21.4,5; 27.9).
Antigo Testamento. Verdadeiro Homem O cuidado de Mateus em demonstrar
e Verdadeiro Deus. o cumprimento das profecias na vida e
No Reino dos Céus proclamado por obra de Jesus tinha como objetivo de-
Jesus, a forma de governo é diferente monstrar que o Messias não veio para
dos impérios humanos que dominam destruir ou anular, mas para cumprir a
os povos. O Reino dos Céus implica Lei e os profetas (Mt 5.17). Principalmente
justiça, paz e a alegria que somente por meio de sua morte na cruz, que era
Deus pode dar. Assim a identidade de difícil entendimento para um judeu,
messiânica de Jesus, o Reino dos Céus mesmo convertido ao cristianismo. Essa
e temas recorrentes (a justiça e a Lei) dificuldade será analisada com mais
são os principais focos teológicos do profundidade na lição 11.
Evangelho de Mateus. A utilização de textos do Antigo
2. O Evangelho de Mateus e a Igreja. Testamento para explicar os aconteci-
Mateus menciona a Igreja por duas vezes mentos da vida de Jesus e sua obra foi
(Mt 16.18; 18.18), enquanto o termo não uma importante estratégia de Mateus
é mencionado nos demais Evangelhos. para demonstrar que o plano histórico-
Em seus escritos, a comunidade cristã salvifico de Deus é único, tanto para
é incentivada a manter a fé em Cristo e
judeus como para gentios.
a seguir suas diretrizes fundamentais e
aos seus líderes. Os grandes discursos
Pense!
do Evangelho contêm as principais Mateus teve o cuidado de
diretrizes à Igreja. identificar cada etapa e evento
Mateus recomenda a fé em Cristo e importante da vida de Jesus com
a humildade para se evitar a queda e os as Escrituras. Jovem, qual valor
escândalos, aos quais todas as pessoas você tem dado à Palavra de Deus?
estão sujeitas (Mt 18.1-9). Ele alerta a
respeito dos falsos profetas (Mt 7.15) Ponto Importante
Os títulos “Filho de Deus” e “Filho
e da existência tanto de santos como
de Davi”, atribuídos a Jesus, são
de pecadores na Igreja, cuja diferença expressões messiânicas que
ficará evidente apenas no Dia do Senhor Mateus usa para identificá-lo
(Mt 13.36-43; 22.11-14). No Evangelho com o Messias prometido.

8 JOVENS
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

O Evangelho de Mateus “Durante os três primeiros séculos


“Data da era cristã, a descrição de Jesus,
no Evangelho de Mateus, foi a mais
Como no caso da maioria dos livros
admirada e citada no Novo Testa-
do Novo Testamento, a data é incerta.
mento. Evidentemente, o evangelho é
Escritores mais antigos consideraram
exatamente isso: o retrato da pessoa
Mateus como tendo sido escrito por
que é em si mesma as boas-novas do
volta de 60 d.C. A maioria dos estu-
amor perdoador de Deus.
diosos hoje prefere 80 ou 85 d.C.
O Evangelho de Mateus é um dos
Local da Escrita
mais enraizados no Antigo Testamento
Novamente há duas opiniões princi- e o mais preocupado com questões
pais. A opinião tradicional é a de que importantes para o povo judeu. É o
o Evangelho de Mateus foi escrito na que mais contém citações do Antigo
Palestina (cf. ‘Judeia’). Streeter diz que Testamento e a maior parte das refe-
o local foi Antioquia da Síria, e ele é rências acerca do cumprimento das
seguido pela maioria dos estudiosos profecias messiânicas. Também é o
hoje. Talvez a coletânea aramaica que mais tem a dizer sobre a Lei do
de palavras tenha sido escrita na Antigo Testamento, ao demonstrar a
Palestina, e o Evangelho em grego
distorção produzida pelas tradições
em Antioquia.
defendidas pelos fariseus focalizan-
Propósito do a atenção no coração e não no
Fica evidente que Mateus escreveu comportamento.
o seu Evangelho para os judeus, com Tudo indica que a contribuição te-
o objetivo de apresentar Jesus como ológica mais importante de Mateus
o Messias. Quando o Evangelho foi diz respeito ao reino. Os profetas do
escrito, a nação já o havia rejeitado, Antigo Testamento estavam conven-
e logo — se Mateus foi escrito entre cidos de que a intenção de Deus era
60 e 70 d.C. — iria sofrer por isto um implementar um reino terreno do
severo juízo através da destruição Messias, um descendente de Davi, que
de Jerusalém (70 d.C.). Hayes diz: elevaria Israel à glória e estabeleceria
‘O primeiro Evangelho tinha algo do a justiça de Deus em todo o mundo.
caráter de um ultimato oficial. Foi um A morte de Jesus na cruz levantou
último aviso do Senhor para o seu uma questão decisiva. Se Jesus é o
povo’” (Comentário Bíblico Beacon. Messias, o que teria acontecido com
Mateus a Lucas. 1.ed. Vol. 6. Rio de o reino? Mateus responde a essa
Janeiro: CPAD, 2006, p. 22). indagação” (RICHARDS. Lawrence O.
Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise
de Gênesis a Apocalipse capítulo por
capítulo. 9.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2010, p. 599).

JOVENS 9
ESTANTE DO PROFESSOR
RICHARDS, Lawrence O. Comentário
Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Na lição de hoje, uma introdução ao Evangelho de Mateus, aprendemos
que os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) evidenciam detalhes
diferentes da vida e obra de Jesus, mas são coerentes no conteúdo. Que
a genealogia mateana de Jesus tem o objetivo de apresentá-lo como o
Messias, cujo Reino é universal incluindo judeus e gentios e que a teologia
principal de Mateus é apresentar o Reino dos Céus por meio da Igreja e
em concordância com o Antigo Testamento.

HORA DA REVISÃO
1. Qual a data mais provável em que foi escrito o Evangelho de Mateus?
A data situa-se entre os anos 60 d.C. e 85 d. C.
2. Como está organizado o Evangelho de Mateus?
O Evangelho de Mateus está organizado em blocos narrativos e discursivos.
3. Qual o objetivo de Mateus ao descrever a genealogia de Jesus?
O evangelista tinha como objetivo demonstrar que Jesus era o Messias prometido.
4. Por que surpreende o fato das mulheres, Tamar, Raabe e Rute entrarem na ge-
nealogia judaica de Jesus?
O que surpreende ainda mais é o fato de que estas mulheres, segundo a tradição
judaica, jamais teriam condições de entrar na genealogia do Rei dos reis, pois
Rute, embora tivesse um caráter ilibado, era moabita. Raabe ganhava a vida
como prostituta, e Tamar seduziu e enganou seu sogro.
5. De acordo com a lição, quais são os principais focos teológicos do Evangelho
de Mateus?
Os principais focos são o Messias e a proclamação da chegada do Reino dos Céus.
2
LIÇÃO

14/01/2018

O NASCIMENTO DE JESUS
SEGUNDO O EVANGELHO
DE MATEUS
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AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 1.18
“Eis que a virgem conceberá Maria concebeu Jesus pelo
e dará à luz um filho, e ele Espírito Santo
será chamado pelo nome TERÇA – Mt 1.19
de EMANUEL. (EMANUEL José era um homem justo
traduzido é: Deus conosco).” QUARTA – Mt 1.25
(Mt 1.23) José só conheceu Maria após o
nascimento de Jesus
QUINTA – Mt 5.21-48
Jesus fez uma releitura das
SÍNTESE tradições
A concepção de Jesus se SEXTA – 1.21
deu por uma ação divina. O nome de Jesus está relacionado
Foi o resultado da ação à sua missão
direta do Espírito Santo SÁBADO - Mt 1.22,23
sobre Maria, a serva O nascimento de Jesus ocorreu
do Senhor. conforme o que fora predito
pelos profetas

JOVENS 11
OBJETIVOS
1. MOSTRAR que Maria foi somente escolhida para ser a
mãe terrena de Jesus e não para ser mediadora entre
Deus e os seres humanos;
2. APRESENTAR as qualidades de José como o escolhido
para ser o pai terreno de Jesus;
3. ESCLARECER a concepção virginal de Jesus Cristo.

INTERAÇÃO
Professor(a), caso ainda não possua, sugerimos que
você crie um grupo no WhatsApp para os alunos de
sua classe. O objetivo é facilitar a comunicação com
os jovens, incentivá-los a estudar a lição ou esclarecer
as dúvidas que possam surgir a respeito do estudo da
lição. Provavelmente, os jovens de sua classe já utilizam
o WhatsApp, assim não há como ignorar o valor desse
recurso. Caso você não tenha afinidade com o aplica-
tivo, indique ou deixe o grupo definir o líder do grupo.
Procure colocar, no mínimo, duas pessoas na liderança
do grupo para facilitar a comunicação. Você também
poderá utilizar esse recurso para a divulgação do Texto
do Dia, Síntese e o Texto Bíblico, comentários prévios a
respeito do tema da lição, pedidos de oração, ação social,
entre outras atividades.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Na próxima aula vamos abordar a respeito do batismo
de Jesus. Sugerimos que solicite um(a) voluntário(a) para
pesquisar a respeito das formas de batismo (infantil,
adulto, imersão, entre outras formas) e apresentar nos
últimos 10 minutos da próxima aula. Você deverá estar
preparado(a) também com o conteúdo, no mínimo para
duas situações: ausência do voluntário ou dúvidas durante
sua apresentação. As aulas participativas produzem me-
lhores resultados e comprometimentos dos participan-
tes. Reserve pelo menos 5 minutos antes do final desta
aula para definir o voluntário e dar as orientações sobre
como vai ser conduzida a próxima aula. A apresentação
não tem a intenção de formar nenhum especialista, mas
oportunizar desenvolvimento de habilidades.
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO

Mateus 1.18-25
18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo INTRODUÇÃO
foi assim: Estando Maria, sua mãe,
desposada com José, antes de se
Os judeus convertidos ao cristia-
ajuntarem, achou-se ter concebido do nismo tinham dificuldades para
Espírito Santo. se comunicar e relacionar com
19 Então, José, seu marido, como era seus patrícios, praticantes do ju-
justo e a não queria infamar, intentou daísmo, pois estes não aceitavam
deixá-la secretamente. Jesus como o Messias prometido.
20 E, projetando ele isso, eis que, em so- Mateus busca o diálogo com os
nho, lhe apareceu um anjo do Senhor,
judeus a fim de demonstrar a
dizendo: José, filho de Davi, não temas
receber a Maria, tua mulher, porque o relação entre Jesus e o Messias
que nela está gerado é do Espírito Santo. prometido nas Escrituras. Ele dá
21 E ela dará à luz um filho, e lhe porás o ênfase à figura do Salvador da hu-
nome de JESUS, porque ele salvará o manidade, aquEle que implantaria
seu povo dos seus pecados. o Reino dos Céus, mostrando que
22 Tudo isso aconteceu para que se cum- este Reino seria eterno e universal.
prisse o que foi dito da parte do Senhor
pelo profeta, que diz:
Nesta lição, estudaremos a res-
peito do casal que foi escolhido
23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz
um filho, e ele será chamado pelo nome para serem os pais terrenos de
de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Jesus. Também veremos como
Deus conosco). se deu a concepção sobrenatural
24 E José, despertando do sonho, fez do Messias.
como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu a sua mulher,
25 e não a conheceu até que deu à luz
seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o apocalíptica, que surgiu cerca de dois
nome de JESUS. séculos antes de Jesus.
O texto messiânico mais expres-
sivo para demonstrar essa realidade
é Isaías 7.14-16, complementado por
I – MARIA, A ESCOLHIDA PARA Isaías 9.1-6. Maria teve o privilégio de
SER A MÃE DE JESUS dar à luz o menino Jesus, o verdadeiro
1. Uma mulher daria à luz o Messias Messias, que Israel esperava. Assim,
prometido. Na época do nascimento Maria foi a protagonista de uma das
de Jesus, entre os judeus, existia uma mais especiais promessas de Deus.
grande expectativa messiânica, pois Ela foi o instrumento pelo qual Deus
acreditavam que o Messias os liberta- se fez presente, morando junto com o
ria da opressão romana. As mulheres seu povo (Emanuel).
judias tinham a esperança de serem 2. Uma mulher escolhida para ser
escolhidas para tamanha honra, de ser agraciada. A igreja católica usa o termo
mãe da figura mais esperada de seu “imaculada conceição” em referência a
povo. Esta expectativa surgiu, princi- Maria. Esse termo é utilizado erronea-
palmente, pela influência da literatura mente por eles em uma referência à

JOVENS 13
concepção da própria Maria. Segundo samento caso fosse comprovado que a
a crença católica, ela foi preservada da jovem não era mais pura (virgem). Assim,
mancha do pecado original desde a sua José era obrigado a tornar público o
concepção. fato de Maria ter engravidado antes do
3. Uma mulher que diz sim para o casamento ter sido consumado. Maria
plano divino. Maria realmente foi agra- seria envergonhada, punida e o compro-
ciada em ser escolhida para ser a mãe de misso firmado entre eles seria desfeito.
Jesus Cristo. Todavia ela estava na mesma No entanto, orientado divinamente, José
condição de qualquer outro ser humano: toma Maria como sua esposa. Mas ele
separada de Deus. Portanto, totalmente somente conheceu Maria como esposa
dependente do ato salvífico de Cristo na após o nascimento de Jesus. Isso mos-
cruz como qualquer um de nós. Paulo tra que José era um homem honrado,
afirma em Romanos 3.10 que: “[...] Não bondoso e obediente a Deus.
há um justo, nem um sequer.” Este texto 2. José une Jesus à tradição mes-
ratifica a dependência humana da salva- siânica davídica. No relato de Mateus,
ção por meio de Cristo, incluindo Maria. um anjo aparece a José em sonho.
No plano de Deus, a virgem Maria Essa forma de revelação faz referência
estava destinada a ser a mãe do Cristo, à tradição dos patriarcas em relação à
o Messias e Salvador. Maria aceitou sem comunicação com Deus.
nenhuma restrição o convite de Deus José também recebeu um papel
feito por intermédio do anjo. Ela responde próprio e importante no plano divino de
com firmeza, se colocando na posição salvação. Ele teve o privilégio de cuidar
de serva e se submetendo a tudo. e educar o Filho de Deus. José educou
Jesus segundo a tradição judaica. No
Pense! entanto, isso não o torna “canônico” e
José e Maria tiveram disciplina com autoridade de intermediar, diante
para manter o segredo divino e de Deus, benefícios para os seres hu-
andar na vontade de Deus. Jo- manos, como alguns creem.
vem, você tem essa disciplina? A filiação de Jesus por intermédio
de José lhe garante o título de “Filho de
Ponto Importante Davi”, ligando-o à tradição messiânica
Maria foi agraciada e escolhida
davídica. Jesus, como descendente
para ser a mãe de Jesus Cristo. No
entanto, não recebeu nenhuma de Davi é rei (Mt 1.1; 2.2). No entanto, o
autoridade para ser mediadora que confundiu os judeus, a ponto de
entre o ser humano e Deus. cegá-los para que não aceitassem a
Jesus como o verdadeiro Messias é que
II - JOSÉ, ESPOSO DA MULHER o seu Reino não era deste mundo, por
QUE CARREGOU JESUS EM SEU isso, não visava a glória humana, mas
VENTRE sim a justiça e a bondade divina.
1. José um homem honrado e de 3. O filho de José é Rei de justiça e
bom caráter. O casamento de José e bondade. O modelo imperial existente
Maria seguiu a tradição cultural judaica. na época do nascimento de Jesus era
O marido tinha o direito de anular o ca- exercido com o poder patriarcal irres-

14 JOVENS
trito, tanto em Israel como nas demais ado no relato de mitos pagãos, todavia
nações. Mas Jesus propõe um governo Mateus afirma que Maria simplesmente
com estruturas mais justas (Mt 11.25-27; “achou-se ter concebido do Espírito
12.46-50). Santo” (Mt 1.18).
Jesus, como Rei, fez uma releitura 2. A concepção virginal de Jesus.
de alguns ícones do judaísmo, como Para comprovar o plano divino do nas-
por exemplo: das tradições já existentes cimento virginal, Mateus não recorre à
(Mt 5.21-48), da vontade de Deus que era mitologia e sim ao profeta Isaías: “Por-
desde o começo (Mt 19.3-6), dos ensina- tanto, o mesmo Senhor vos dará um
mentos de Moisés (Mt 8.1-4), de Davi (Mt sinal: eis que uma virgem conceberá, e
12.3; 22.42-45) e dos profetas (Mt 9.10-13). dará à luz um filho, e será o seu nome
Os líderes religiosos judeus, contemporâ- Emanuel” (Is 7.14).
neos de Jesus, acreditavam que a justiça 3. A origem divina de Jesus. Quando
era baseada somente no cumprimento se fala de concepção virginal, o que
da Lei segundo suas interpretações e está em questão é a preservação da
tradições. Então, Jesus questiona a fal- virgindade de Maria no processo da
sa religiosidade e as práticas religiosas concepção. Mateus evidencia a origem
opressoras e enganosas desses líderes. divina de Jesus por meio da narrativa da
Ele faz advertências rígidas contra o abuso concepção sem ação humana e unica-
de poder, a luxúria, o adultério, o divórcio, mente pela ação divina, independente
a avareza e a exploração dos pobres (Mt do casal escolhido para a missão de criar
5.27-32; 6.19-34; 19.3-12, 6-30). Assim, os e educar o Messias prometido. Assim,
valores e princípios do seu reino eram Jesus é apresentado como o Messias
diferentes dos reinos terrenos. divino no qual se cumpriram as profecias
do Antigo Testamento.
Pense! Após o nascimento de Jesus, Maria
José, ao receber Maria grávida, e José tiveram vários filhos (Mt 13.55).
a honrou e a conheceu somente
após o nascimento de Jesus. Jo- Pense!
vem, você teria essa disciplina? Jovem, você já parou para pensar
na humildade de Jesus. Como
Ponto Importante Deus Criador, se submeteu ser
As atitudes de José demonstravam gerado no ventre de uma de suas
que ele era um homem honrado e, criaturas?
junto com a jovem Maria, recebeu
a glória e a responsabilidade de Ponto Importante
criar o Filho de Deus. As redes socais têm sido um meio
eficaz utilizado por pessoas incré-
III – A CONCEPÇÃO VIRGINAL dulas, para contestar as doutrinas
DE JESUS CRISTO cristãs a respeito da concepção
divina de Jesus. Todavia, também
1. Um nascimento diferente dos
podem ser usadas para evangeli-
relatos míticos. Existem algumas ale- zar, anunciando que Jesus Cristo é
gações errôneas e não bíblicas de que o Salvador e o único caminho que
a concepção virginal de Cristo foi base- nos conduz até Deus.

JOVENS 15
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“Não há nenhum justo sequer (Rm “A genealogia de José é apresentada


3.10-12). em Mateus 1. Ele era carpinteiro (Mt
A partir deste verso o autor faz vários 13.55) que vivia em Nazaré (Lc 2.4).
recortes do Antigo Testamento, cha- Mas, como descendente de Davi,
mando assim, a escritura judaica para sua casa ancestral estava em Belém.
testemunhar a culpa universal, tanto Estava noivo de Maria na época em
de judeu como dos gentios. Inicia que Jesus foi concebido pelo Espírito
citando Salmos 14.1-3 para demons- Santo. Ao saber que Maria estava grá-
trar que toda humanidade estava vida, quis evitar que ela fosse exposta
corrompida pelo pecado. Paulo não à vergonha pública, embora cogitasse
traz algo novo, mas busca do próprio divorciar-se e despedi-la secretamente.
texto sagrado para os judeus, em que Mas em um sonho foi informado por
se diziam mestres e conhecedores. Deus que a concepção de Maria era
Todavia, faltava a eles uma correta divina e foi encorajado a se casar com
interpretação das escrituras. [...] O ela. Para se registrarem e pagarem
apóstolo indiretamente já havia afirma- o imposto real, ele e Maria foram a
do a culpabilidade universal, mas aqui, Belém, onde Jesus nasceu. José é
embasado pelo Antigo Testamento, mencionado juntamente com Maria e
enfatiza que ninguém consegue ser Jesus na visita dos pastores (Lc 2.16) e
justo por si mesmo, pois a natureza na apresentação de Jesus no Templo
humana é má. Por isso, é preciso (Lc 2.27). Em um sonho, Deus instruiu
entender que ninguém é melhor José a fugir da ira de Herodes, ir para o
do que o outro e que a alternativa Egito, e lá permanecer durante algum
para o bem-estar da humanidade é tempo. A última participação de José é
adotar uma posição de humildade e mencionada no evento dos Evangelhos
misericórdia. O único que foi justo por relacionado com a visita feita à festa
mérito próprio foi Jesus, e Ele não se anual em Jerusalém, quando Jesus
considerou superior, nem desprezou tinha 12 anos de idade (Lc 2.41-52). Ele
as pessoas por isso. Pelo contrário, não foi incluído com Maria e seus filhos
Cristo tratou as pessoas como iguais, em Mateus 12.46-50. Embora João 6.42
incluindo os que eram considerados possa indicar que José ainda tivesse
excluídos no seu convívio” (NEVES, vivo durante parte do ministério de
Natalino das. Justiça e Graça: Um Jesus. José não aparece na crucifica-
Estudo da Doutrina da Salvação na ção quando Jesus entregou sua mãe
Carta aos Romanos. 1.ed. Rio de Ja- aos cuidados do apóstolo João (Jo
neiro: CPAD, 2015, p. 42). 19.26,27), portanto podemos concluir
que José havia morrido antes desse
acontecimento” (Dicionário Bíblico
Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2009, p. 1092).

16 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & Marcos.
À luz do Novo Testamento Grego. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Aprendemos que Maria e José eram tementes a Deus e foram agraciados
por Ele para serem os pais terrenos de Jesus. No entanto, eram pessoas
comuns, pecadoras e desprovidas de poder para intermediação diante de
Deus. Vimos também que a concepção de Jesus não está baseada em mitos,
mas foi uma ação divina.

HORA DA REVISÃO
1. O marido tinha o direito de anular o casamento caso fosse comprovado que a
jovem não era mais pura (virgem)?
O marido tinha o direito de anular o casamento caso fosse comprovado que a
jovem não era mais pura (virgem).
2. Qual título é atribuído a Jesus devido a sua filiação por meio de José?
A filiação de Jesus por intermédio de José lhe garante o título de “Filho de Davi”.
3. Contra quais práticas dos líderes religiosos judaicos Jesus faz advertências rígidas?
Jesus fez advertências rígidas contra o abuso de poder, a luxúria, o adultério, o
divórcio, a avareza e a exploração dos pobres.
4. Como podemos refutar biblicamente a alegação de que a concepção de Jesus
foi baseada nos relatos de mitos pagãos?
Mostrando que Mateus afirma que Maria simplesmente “achou-se ter concebido
do Espírito Santo” (Mt 1.18).
5. Como Mateus evidencia a origem divina de Jesus?
Mateus evidencia a origem divina de Jesus por meio da narrativa da concepção
sem ação humana e unicamente pela ação divina, independente do casal esco-
lhido para a missão de criar e educar o Messias prometido.
3
LIÇÃO

21/01/2018

O BATISMO DE JESUS
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 3.14
“E eis que uma voz dos João não se sente confortável em
céus dizia: Este é o meu batizar Jesus
Filho amado, em quem TERÇA – Mt 3.15
me comprazo.” João se permite batizar Jesus
(Mt 3.17) QUARTA – Mt 3.11
O batismo de João era para
arrependimento
QUINTA – Mt 28.19
O batismo é uma ordenança de
SÍNTESE Jesus
Deus confirmou a SEXTA – Rm 4.1-12
filiação divina de O batismo é um símbolo de fé em
Jesus por ocasião do Cristo
seu batismo. SÁBADO – Rm 6.3,4
O batismo mostra que pela
fé em Jesus estamos mortos
para o pecado

18 JOVENS
OBJETIVOS
1. APRESENTAR o profeta que batizou Jesus, João Batista;
2. EXPLICAR como se deu o batismo de Jesus e os sinais
divinos que ocorreram;
3. MOSTRAR as diferenças entre o batismo de Jesus
realizado por João Batista e o batismo do crente.

INTERAÇÃO
Prezado educador, sabemos da escassez de bons professo-
res para o ensino na Escola Dominical, por isso precisamos
investir em ações de capacitação e desenvolvimento de
novos talentos. Observe bem os seus alunos e procure
descobrir aqueles que possuem mais habilidades para
o ensino. No decorrer do trimestre, crie oportunidades
para que estes façam a apresentação de algum tópico
da lição. Tenha como objetivo ensinar e formar novos
talentos para a Educação Cristã.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Depois de orar para iniciar a aula, convide um aluno ou
aluna para falar a respeito de como foi o batismo dele(a).
Você poderá fazer as seguintes perguntas: “Por que você
decidiu se batizar?” “O que sentiu depois do batismo?”
Para isso, reserve 5 minutos para cada aluno.
Dar a oportunidade para que os alunos falem a respeito
de como foi o batismo deles, contribui para que percam
a timidez e o medo de falar em público, contribuindo
para a formação de novos docentes.

JOVENS 19
TEXTO BÍBLICO I – O PROFETA QUE BATIZOU
JESUS
Mateus 3.13-17 1. João, o batista. Mateus descreve
13 Então, veio Jesus da Galileia ter com a aparição de João Batista diretamente
João junto do Jordão, para ser batizado
no deserto. Ele faz uma conexão entre
por ele.
o texto de Mateus 3.3 com Isaías 40.3:
14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu
careço de ser batizado por ti, e vens tu “Voz do que clama no deserto: Preparai
a mim? o caminho do SENHOR; endireitai no
15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: ermo vereda a nosso Deus”. A profecia de
Deixa por agora, porque assim nos Isaías 40.3 teve um significado especial
convém cumprir toda a justiça. Então,
ele o permitiu. para os exilados da Babilônia. A inter-
16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da pretação teológica do exílio era de que
água, e eis que se lhe abriram os céus, ele ocorreu devido à desobediência do
e viu o Espírito de Deus descendo como povo e a libertação estava condicionada
pomba e vindo sobre ele.
ao retorno a Deus. Essa interpretação
17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este
é o meu Filho amado, em quem me
influencia o discurso de João Batista.
comprazo. João é comparado a Elias pelo seu
estilo de vida e ousadia ao desafiar o
povo de Israel a se converter a Deus (1 Rs
COMENTÁRIO 1.17,18-46). Mateus deixa claro que João
tinha uma missão especial já prevista no
INTRODUÇÃO Antigo Testamento: preparar o caminho
para o Messias.
Algumas pessoas não conseguem
2. O batismo de João. O batismo de
entender o motivo que levou Je-
João era com água e para arrependi-
sus, sendo o Deus encarnado, a se
sujeitar a ser batizado pelo último mento, um batismo de purificação pre-
dos profetas de Israel (Mt 11.13). cedido por uma confissão de pecados.
No entanto, a narrativa de Mateus, O discurso realizado por João Batista
apesar de resumida, mostra o que
estava por trás desse gesto de Jesus.
A história do batismo de Jesus não
era para ser apenas mais um relato
de batismo de João, o Batista. Ela teve
um significado importante: revelar a
divindade de Cristo e a confirmação
escriturística de sua missão.
Nesta lição, estudaremos a res-
peito do gesto humilde de Jesus
de vir até João para ser batizado.
Veremos também os sinais que
aconteceram naquele momento
e a relação do batismo de João
com o batismo cristão.

20 JOVENS
antes do batismo era direto e firme. Uma II - O BATISMO DE JESUS E OS
temática profética semelhante a Moisés SINAIS DIVINOS
(Dt 30.2,10), Oseias (Os 3.5; 6.1), Amós (Am 1. Jesus foi batizado para que se
4.6,8,9), Isaías (Is 9.13), Jeremias (Jr 2.27) e cumprissem as Escrituras. A narrativa de
Ezequiel (Ez 14.6). A mensagem de João Mateus a respeito de Jesus não menciona
era de arrependimento para um batismo a infância dEle. Do seu nascimento salta
que realmente simbolizasse a morte do para a visita a João.
“velho homem”. Se o batismo de João era A atitude de João, seu primo, ao rece-
para o arrependimento e precedido de bê-lo demonstra que ele conhecia Jesus
um discurso duro, por que Jesus vai ao e não via nEle necessidade de arrepen-
Jordão procurar João para ser batizado? dimento e muito menos de ser batizado.
De que teria Ele que se arrepender? Por Mateus é o único evangelista que
que ouvir tal discurso? A atitude de João registra o fato de João, a princípio, ter se
demonstrava que ele não via em Jesus recusado a batizar Jesus. Sua recusa é
necessidade de arrependimento, mas consistente com sua humildade (Mt 3.11).
que tudo foi realizado para se cumprir Quando Jesus menciona que é para cum-
as Escrituras. primento de “toda a justiça”, ele se rende
3. João anuncia um batismo su- e batiza o Salvador. O verbo cumprir que
perior ao seu. Antes de batizar Jesus, aparece também em textos de Mateus
João anunciou que após ele surgiria (Mt 1,22; 2.15; 4.14) significa concordância
alguém com um batismo superior da vontade de Deus com o que está
ao seu. João estava se referindo a acontecendo no ministério de Jesus, que
Jesus, pois Ele batizaria aqueles que fora previamente declarado nas Escrituras.
cressem com o Espírito Santo e com 2. Primeiro sinal: a descida do Espírito
fogo (Mt 3.11). de Deus em forma de pomba (Mt 3.16).
A missão de Jesus era salvar e purifi- Logo após a saída de Jesus das águas
car os que o aceitam pela fé e o recebem os céus se abrem para Ele. A abertura
como seu único Salvador, crendo dos céus revela favor divino a pessoa
nas palavras do Evangelho. que estava em consonância com Deus
(Ez 1.1; At 7.56; Ap 19.11).
Pense! O evangelista afirma que ao sair Jesus
Jesus e João, durante o
das águas o Espírito de Deus desceu sobre
batismo, demonstraram
exemplos de humildade. Ele como uma pomba (Mt 3.16). O Espírito
Jovem, você é um exemplo Santo que já estava ativo no nascimento
de humildade? de Jesus (Mt 1.18) continua presente no
início de seu ministério terreno.
Ponto Jesus é o Filho de Deus que veio ao
Importante mundo para proclamar e libertar o oprimido,
João batista não tinha conforme a leitura que Ele mesmo fez de
inveja de Jesus. Ele realça
Isaías 61.1. Este também era o sinal de um
as qualidades e virtudes do
Salvador, mesmo correndo novo governo, diferente do governo do
o risco de “perder” seus Império Romano, em que os menos favore-
discípulos para Ele. cidos não tinham quem os representasse.

JOVENS 21
3. Segundo sinal: uma voz dos céus. III – O BATISMO DE JESUS E O
Na sequência, Mateus afirma que “e eis BATISMO CRISTÃO
que uma voz dos céus dizia: Este é o meu 1. O modelo do batismo de João foi
Filho amado, em quem me comprazo” adaptado pelo cristianismo. João Batista
(Mt 3.17). Mais uma vez Mateus recorre ao não foi o primeiro a praticar o batismo
Antigo Testamento, fazendo uma alusão nas águas. Antes dele, os judeus bati-
ao Salmo 2.7 e Isaías 42.1. zavam os prosélitos como símbolo de
Mateus apresenta Jesus como o servo uma natureza “purificada”. João Batista
sofredor de Deus e como o Messias (Is propagava o batismo do arrependimento,
42.1-4). Ele demonstra que mesmo sendo todavia o significado de arrependimento
Filho de Deus, Jesus tinha a humildade para João não é o mesmo do batismo
de servir, diferente dos governantes cristão (At 18.24-26; 19.1-7). O batismo
romanos. Mateus também apresenta de João era uma preparação para o
a figura do Messias, que devia batizar batismo que Jesus iria instituir depois
com o Espírito e com fogo. A pomba é de sua morte e ressurreição. Jesus é o
símbolo de suavidade e mansidão. Isso Cordeiro de Deus, para justificação de
nos mostra que, dependendo da atitude todo aquele que crê e depois da sua
do ser humano em relação à vontade morte e ressurreição, todos que nEle
de Deus, Jesus pode ser a verdadeira creem devem ser batizados em nome
benignidade como também a severidade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo
(Rm 11.22). (Mt 28.20).
Em Mateus, João Batista aparece
Pense! pregando o “batismo de arrependimento
Jesus recebeu ao mesmo tempo
para remissão de pecados”, enquanto
o título de Filho de Deus e Servo
Sofredor. Jovem, você sabe lidar Jesus entra com um discurso do Reino:
com situações de glória e de “Arrependei-vos, porque está próximo o
humilhação? Reino dos céus”. Para a pessoa participar
do batismo, é preciso crer na obra vicária
Ponto Importante de Cristo para ser justificada somente
A benignidade ou severidade de depois disso vem o batismo (At 2,41). O
Jesus está condicionada à atitude batismo é um símbolo da justificação já
do ser humano em relação à
realizada por Jesus Cristo.
vontade de Deus (Rm 11.22).
2. O batismo é uma ordenança de
Cristo e não um sacramento. Segun-
do a doutrina católica, as obras são
Para a pessoa participar do essenciais para a justificação assim
batismo, é preciso crer na como o “sacramento do batismo”. Tais
argumentos repetem a mesma defesa
obra vicária de Cristo para ser dos judeus com relação à circuncisão
justificada somente depois como meio de justificação. Em Roma-
nos 4.9-15, Paulo questiona tal prática e
disso vem o batismo. chama de hipócrita quem se gloria de
obras e sinais externos. Paulo afirma que

22 JOVENS
Abraão foi justificado antes da instituição
SUBSÍDIO
da circuncisão, tornando irrefutável a
afirmação de que a circuncisão não era “O batismo de Jesus marca o início
requisito para a justificação. de seu ministério. João Batista esta-
O batismo cristão é a ordenança va chamando os ouvintes para um
de Jesus proferida pouco antes de sua batismo de arrependimento. Jesus,
ascensão, mas a justificação se dá me- no entanto, não tinha pecados dos
diante a fé no Filho de Deus (Mt 28.19,20). quais se arrepender. Mas Ele, graças
Jesus deu orientações explícitas de à sua submissão ao batismo de João
que as pessoas convertidas devem ser Batista, demonstrou sua identificação
batizadas em nome do Pai, e do Filho, e com a humanidade pecaminosa. A
do Espírito Santo. Porém, somos salvos descida do Espírito Santo em forma
pela fé em Jesus, pela sua graça e não de pomba e as palavras de aceitação
pelo batismo em si. O batismo sem fé do Pai que acompanharam o batismo
nenhum valor tem. representaram a aprovação de Deus
3. O batismo cristão ilustra a morte e do ministério que se seguiria. [...] No
ressurreição de Cristo. O crente, pela fé batismo de Jesus, Deus o confirmou
em Cristo, torna-se justo diante de Deus e como seu Filho e encheu-o com seu
o velho homem é com Jesus crucificado, Espírito (Mt 3.13-17), capacitando-o
fazendo surgir uma nova criatura (Rm 6.6; para sua missão” (Guia Cristão de
2 Co 5.17). O batismo nas águas é um Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro:
ato público para atender uma ordenança CPAD, 2013, p. 436).
que formaliza, simbolicamente, o que já
ocorreu: o sepultamento do velho homem
(Cl 2.12). O batismo nas águas é uma bela
representação da nova posição do salvo
em Cristo, morto para o pecado (debaixo
das águas), justificado e reconciliado
com Deus (ao sair das águas). Portanto,
o batismo cristão é um ato público que
simboliza a justificação ocorrida por meio
da fé em Cristo.

Pense!
Se o próprio Jesus, que não tinha
pecado, se submeteu ao batismo
de João, por que ainda há jovens
que resistem o batismo?

Ponto Importante
O batismo nas águas é a
ordenança de Jesus, um ritual
que simboliza que um pecador
justificado está confessando, em
público, sua fé em Cristo.

JOVENS 23
ESTANTE DO PROFESSOR
MARK, Daver. A Mensagem do Novo Testamento:
Uma exposição teológica e homilética. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2009.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Jesus demonstrou sua humildade e obediência, ao que estava predito nas
Escrituras, ao se submeter ao batismo de João Batista, mesmo não tendo
pecado. O batismo de Jesus foi acompanhado de sinais, comprovando que
Ele era o Filho de Deus.

HORA DA REVISÃO
1. Como Mateus descreve a aparição de João Batista?
Mateus descreve a aparição de João Batista diretamente no deserto.
2. Qual o significado do verbo “cumprir” que aparece em alguns textos de Mateus,
como exemplo, Mateus 1,22; 2.15?
O verbo cumprir que aparece também em textos de Mateus significa concor-
dância da vontade de Deus com o que está acontecendo no ministério de Jesus,
que fora previamente declarado nas Escrituras.
3. Segundo a lição, qual era a missão de Jesus?
A missão de Jesus era salvar e purificar os que o aceitam pela fé e o recebem
como seu único Salvador.
4. Por que o batismo é considerado uma ordenança e não um sacramento?
Porque o batismo cristão é a ordenança de Jesus proferida pouco antes de sua
ascensão, mas a justificativa se dá mediante a fé no Filho de Deus e não pelas obras.
5. De acordo com a lição, como relacionar o batismo nas águas e a nova posição
do salvo em Cristo?
O batismo nas águas é uma bela representação da nova posição do salvo em
Cristo, morto para o pecado (debaixo das águas), justificado e reconciliado com
Deus (ao sair das águas).
4
LIÇÃO

28/01/2018

A TENTAÇÃO
DE JESUS
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AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Êx 16.3-8
“Então, o diabo o deixou; Os hebreus tentaram a Deus no
e, eis que chegaram os deserto com suas murmurações
anjos e o serviram.”
TERÇA – Dt 8.3
(Mt 4.11)
Jesus rebate a primeira tentação
do Diabo
QUARTA – Sl 91
Deus promete proteger o justo
QUINTA – Dt 6.16
SÍNTESE Jesus rebate a segunda tentação
A narrativa da tentação de do Diabo
Jesus enaltece a importância SEXTA – Sl 24.1
do conhecimento e do uso
Do Senhor é a terra
da Palavra de Deus contra os
ataques do Inimigo. SÁBADO – Mt 4.10
Jesus rebate a terceira tentação
do Diabo

JOVENS 25
OBJETIVOS
1. MOSTRAR a tentação dos hebreus no deserto;
2. EXPLICAR a tentação do uso do Templo para explo-
ração;
3. CONSCIENTIZAR a respeito dos perigos do uso inde-
vido do poder.

INTERAÇÃO
É importante que você faça, a cada aula, um planejamento.
Todo planejamento deve ter os objetivos específicos e
para que eles sejam elaborados é preciso que o professor
conheça bem as características específicas de seus alunos.
O planejamento também deve ter três componentes
essenciais do processo ensino-aprendizagem: o método,
os recursos didáticos, a avaliação e o tempo que será
utilizado para cada atividade. Caso você não saiba como
elaborar um plano de aula, procure fazer uma pesquisa
na internet a respeito desse tema ou consulte algumas
obras a respeito de didática. Você vai encontrar um
vasto material e diferentes modelos de plano de aula
que vão auxiliá-lo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você
separe três grupos. Cada grupo ficará responsável em
ler, estudar e apresentar um dos tópicos da lição. Escolha
em cada grupo um líder para conduzir as conversas.
Cada grupo terá o tempo estimado de 1o minutos para
discutir o tópico e dez minutos para apresentá-lo para a
turma. Você deverá ser o moderador da turma e fazer as
considerações finais. O tempo sugerido/estimado serve
apenas como referência, você deverá adaptar de acordo
com o tempo disponibilizado pela sua superintendência
de Escola Dominical e o número de alunos.
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 4.1-11
1 Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito INTRODUÇÃO
ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
As pessoas tendem a acreditar
2 E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta
que a tentação de Jesus foi apenas
noites, depois teve fome;
momentânea. No entanto, Ele foi
3 E, chegando-se a ele o tentador, disse:
Se tu és o Filho de Deus, manda que tentado pelo Diabo durante toda
estas pedras se tornem em pães. a sua vida terrena.
4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Segundo o Evangelho de Mateus,
Nem só de pão viverá o homem, mas de a primeira tentação de Jesus está
toda a palavra que sai da boca de Deus. relacionada com as necessidades
5 Então o diabo o transportou à Cidade Santa, de sustento material e tem conexão
e colocou-o sobre o pináculo do templo,
com o povo hebreu na travessia do
6 e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus,
deserto. A última está relacionada à
lança-te daqui abaixo; porque está es-
crito: Aos seus anjos dará ordens a teu idolatria. Tal tentação nos mostra o
respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para risco que corremos ao dar lugar ao
que nunca tropeces em alguma pedra. impulso de se desfrutar das glórias do
7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: mundo, em detrimento da adoração
Não tentarás o Senhor, teu Deus. a Deus. Precisamos estar atentos.
8 Novamente, o transportou o diabo a um
monte muito alto; e mostrou-lhe todos
os reinos do mundo e a glória deles.
I - A TENTAÇÃO DOS HEBREUS
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, pros-
NO DESERTO
trado, me adorares. 1. A relação de Mateus 4.1-4 com a
10 Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, caminhada dos israelitas no deserto.
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, Existe uma relação direta entre a narrativa
adorarás e só a ele servirás.
de Mateus 4.1-11 e a narrativa da travessia
11 Então, o diabo o deixou; e, eis que
dos hebreus pelo deserto, em especial
chegaram os anjos e o serviram.
nos capítulos 6, 7 e 8 de Deuteronômio.
O texto de Mateus
4.1-11 está diretamente
relacionado ao livro de
Deuteronômio, que narra
a história dos hebreus
enquanto caminhavam
no deserto rumo à Terra
Prometida. A única exce-
ção é o Salmo 91.11,12.
Conhecer as Escrituras
foi fundamental para as
respostas de Jesus ao
Adversário. Ele reage
cada tentação citando
a Palavra de Deus e

JOVENS 27
extraindo o princípio de cada passagem vinos para satisfazer suas necessidades
mencionada. É recomendado estudar a humanas, mas Ele rebate a tentação
tentação de Jesus em paralelo com os utilizando a Palavra de Deus. Enquanto
textos de Deuteronômio. o povo hebreu murmura contra Deus por
2. A tentação de Israel no deserto causa da fome, Jesus segue submisso a
durou 40 anos. A tentação de Jesus se Deus a fim de cumprir sua missão.
assemelha ao Haggadah, um dos mais
importantes textos da tradição judaica. Pense!
No início da Páscoa, judeus de todos os O povo hebreu e Jesus respon-
deram de forma diferente diante
cantos da Terra se reúnem para lê-lo ao
das tentações no deserto. E você,
redor da mesa. Ele contém a narrativa como se comporta quando passa
do êxodo do Egito. Uma celebração da pelo deserto, pelas provações?
passagem dos israelitas da escravidão
para a liberdade, passando pelo deserto. Ponto Importante
Os hebreus saíram da escravidão do Conhecer as Escrituras foi
Egito, onde abundava a injustiça, com a fundamental para as respostas
incumbência de criar uma sociedade justa
de Jesus ao Inimigo. A Palavra de
Deus é uma arma eficiente contra
na terra que o Senhor os mandaria. Eles as tentações.
tiveram, necessariamente, de passar pelo
deserto e permanecer nele por 40 anos, II – A TENTAÇÃO DO USO DO
porém muitos dentre o povo, diante das TEMPLO PARA EXPLORAÇÃO
condições adversas do deserto, coloca- 1. A tentação de mercantilizar a religião
ram em dúvida a proteção e o cuidado (Mt 4.5,6). O local da segunda tentação é
de Deus, tentando-o por diversas vezes o lugar mais alto do Templo. O pináculo
(Êx 16.3-8). Por isso, a maioria das pessoas demonstra a responsabilidade de estar
que saíram do Egito não entrou na Terra no ponto mais alto do poder religioso, e
Prometida. Aprendemos que o deserto é quem assume tal “poder” precisa ter muito
lugar de fome (Mt 4.2-4), porém também cuidado, pois também será tentado pelo
é lugar de provisão, aliança, purificação e Diabo para usá-lo mal. O Inimigo cita o
encontro com Deus (Êx 19.1-19; Os 2.14). Salmo 91, em que Deus promete proteger
3. A tentação de Jesus no deserto o justo. No entanto, isso não quer dizer que
por 40 dias. Os quarenta dias de jejum o cristão será beneficiado em troca de sua
de Jesus recordam os quarenta anos de fidelidade. Infelizmente muitos pregam um
Israel no deserto. O jejum por 40 dias não relacionamento mercantil com Deus. Jesus
era uma inovação, pois Moisés (Êx 24.18) descartou esse procedimento afirmando
e Elias (1Rs 19.8) também jejuaram este que os seus discípulos também passariam
mesmo tempo. O número 40 é utilizado por aflições (Jo 16.33).
várias vezes na Bíblia (Gn 7,4,12; Êx 24.18; A sociedade atual é consumista,
Dt 9. 9) e quando se refere a dias ou anos tendo como principais características
pode significar um período necessário e o imediatismo, e em resposta a essa
suficiente para determinada ação. sociedade algumas instituições religio-
Jesus foi desafiado, como Filho de sas oferecem uma teologia consumista.
Deus, a fazer uso de seus atributos di- Promessas de experiências inovadoras,

28 JOVENS
com resultados imediatistas, em maior e libertou muitas pessoas, mas Ele nunca
quantidade e menor esforço. Em troca, tirou vantagem ou usou sua posição de
exigem a fidelização dos “consumidores profeta para manipular as pessoas com
espirituais”, além de sua passividade, seus discursos. Mateus 7.28,29 afirma que
cumplicidade e submissão cega. Essa as multidões se maravilhavam com o seu
relação de poder beneficia somente ensino e reconheciam sua autoridade
algumas pessoas, que não se interessam como divina, pois não estava baseada na
pelos fiéis, mas pelo sistema de poder sua persuasão, mas no exemplo de vida.
que monopolizam. Diferente da teologia
pregada por Jesus, que privilegiava a Pense!
solidariedade, a vida em comunidade, Jesus privilegiava a solidariedade,
simples e sem excesso de consumo. o amor ao próximo e uma vida
sem excesso de consumo.
A mercantilização da sociedade tem
moldado práticas religiosas antiblíblicas
Ponto Importante
e prestado um serviço ao materialismo. Jesus tinha autoridade e nunca
2. A tentação de fazer de Deus usou de suas qualificações em seu
um instrumento de ostentação. Em benefício próprio.
uma das respostas de Jesus, Ele cita
Deuteronômio 6.16: “Não tentareis o III – A TENTAÇÃO DO USO INDE-
SENHOR, vosso Deus [...]”. O texto se VIDO DO PODER
refere ao episódio ocorrido em Massá 1. O poder dos impérios e reinos
(Êx 17.1-7), onde os israelitas tentaram a deste mundo. A grande altura do monte
Deus, exigindo que Ele provasse o seu e a visualização de todos os reinos dão
poder providenciando água para beber. a sensação de poder. O ser humano
Infelizmente, muitos ainda acham que tem a tendência de desejar o poder; a
podem determinar o que Deus deve diferença é que alguns têm equilíbrio,
fazer. Muitos falsos profetas usam do enquanto outros não se importam com
autoritarismo em supostas “visões e os meios para conquistá-lo.
revelações”, visando à manutenção dos 2. O poder conquistado à custa da
benefícios e interesses próprios. Eles opressão e exploração do povo não
se apresentam como pessoas com o provém de Deus. O texto dá a entender
suposto poder de manipular a ação que o Diabo domina os reinos do mundo,
de Deus (“tentam” a Deus). Estes se pois ele tem a petulância de oferecê-los
apresentam como pessoas de fé, mas a Jesus, como se estivessem em seu po-
na realidade se comportam como ateus, der. Que mundo é esse? Provavelmente,
pois agem como se Deus não existisse Mateus está falando do controle da vida
para julgar o seus atos pecaminosos. política, social, econômica e religiosa.
3. As distorções que prejudicam o Portanto, um mundo que necessita da
cristianismo. A atuação dos falsos profe- intervenção divina para ser justo.
tas que querem mercantilizar a fé cristã O Diabo tenta negociar esse poder,
e a ideia erronea de “manipular a Deus”, mas Jesus rejeita e o vence. Sua vitória
acabam por prejudicar o cristianismo e a final é na cruz, ou seja, no cumprimento
pregação da Palavra de Deus. Jesus curou da sua missão e com o recebimento de

JOVENS 29
um corpo glorificado. O próprio Mateus
SUBSÍDIO
descreve que esse Jesus ressurreto
recebeu o poder e a autoridade, pois “Depois de seu batismo e afirmação
é o Criador de todas as coisas. Esse por Deus, Jesus foi levado para o
poder e autoridade são ilimitados, deserto pelo Espírito de Deus, e ali
pois é sobre a Terra e também sobre jejuou por quarenta dias e noites.
o céu (Mt 28.18). Há um paralelo direto com Israel, o
3. O poder idolátrico dos reinos deste povo de Deus, no Antigo Testamen-
mundo. Todos aqueles que aguardavam to. Depois de eles atravessarem o
a promessa messiânica tinham sua mar Vermelho (batismo) e fazerem
atenção voltada para a cidade de Sião. uma aliança com Deus (afirmação
Essa atenção e centralidade estavam da missão e identidade), os israelitas
relacionadas com o fato de Sião ser um passaram quarenta anos no deserto,
centro de adoração de todos os povos onde a fé e a obediência a Deus foram
e um lugar de bênçãos. Um reino com testadas (Dt 8.2). Agora, o verdadeiro
o poder de prover as necessidades dos Filho de Deus também tinha de ex-
povos do mundo, com certeza receberia perimentar esse teste, mas, de forma
as “glórias” desses povos. Tal poder era distinta de Israel, Ele teria de confiar
e é realmente tentador. Com a tentação perfeitamente no Pai e obedecer a
de Jesus também podemos aprender Ele de forma plena (Hb 4.15).
que mesmo alguém que pensa no bem
Mateus e Lucas registram três tenta-
do próximo também pode ser tentado
ções específicas que Satanás apre-
a receber glórias para si. Por isso, a im-
sentou a Jesus; ainda assim, nosso
portância de se estar em sincronia com
Salvador, em cada caso, resistiu ci-
Deus e sua vontade.
tando versículos de Deuteronômio
Jesus estava estava totalmente
(8.3;6.16,13). As tentações de Satanás
comprometido em cumprir a vontade do
levaram os primeiros seres humanos a
Pai, mesmo que fosse necessário sofrer
duvidar da Palavra de Deus, mas Jesus
dores, perseguição e morrer na cruz. A
firmou-se na verdade da Palavra. Em
cruz de Cristo deve ser o real motivo
cada uma das tentações, Jesus foi
pelo qual realizamos a obra de Deus.
desafiado sobre a compreensão de
sua missão e identidade (‘Se tu és o
Pense!
Por que muitas pessoas que Filho de Deus [...]’). Primeiro, Satanás
iniciam seu ministério na obra de tenta Jesus para que provesse pão
Deus com amor e lealdade, com para si mesmo, mas Jesus responde
o aumento do “poder” e da fama, citando Deuteronômio 8.3. Os israeli-
acabam por se perderem?
tas no deserto murmuraram para ter
pão e, só de forma muito relutante,
Ponto Importante confiaram na Palavra de Deus para
Jesus estava consciente que para
cumprir sua missão e os pro- prover o maná que necessitavam”
pósitos de Deus deveria trilhar (Guia Cristão de Leitura da Bíblia.
pacientemente o caminho da cruz 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 81).
e não o da glória humana.

30 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do
grande Rei. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição aprendemos que a fidelidade a Deus deve preceder a satisfação
pessoal e de bens materiais. Aprendemos também que Deus não pode ser
tentado pelo mal e seu nome não deve ser usado em benefício próprio.
Como crentes não devemos buscar a glória para nós, mas glorificar a Deus.
Precisamos estar sempre vigilantes, pois todos os cristãos passam pelo modelo
das tentações de Jesus e o caminho da vitória também é o mesmo: conhecer
a Palavra de Deus e fazer a vontade divina.

HORA DA REVISÃO
1. Como Jesus reagiu a cada tentação?
Ele reagiu cada tentação citando a Palavra de Deus e extraindo o princípio de
cada passagem mencionada.
2. De acordo com a lição, a tentação de Jesus se assemelha a quê?
A tentação de Jesus se assemelha ao Haggadah, um dos mais importantes
textos da tradição judaica.
3. Quanto tempo durou a tentação de Jesus no deserto?
A tentação de Jesus no deserto durou 40 dias.
4. O que representa a terceira tentação?
A tentação do uso indevido do poder.
5. Segundo a lição, explique a centralidade em Sião.
Sião era um centro de adoração de todos os povos e um lugar de bênção.
5
LIÇÃO

04/02/2018

OS PRIMEIROS
DISCÍPULOS
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 4.20,22
“E disse-lhes: Vinde após Chamados, os discípulos
mim, e eu vos farei obedeceram
pescadores de homens.” TERÇA – Mt 4.24
(Mt 4.19) A fama de Jesus correu por toda
a Síria
QUARTA - Mt 22,15,16
João Batista e os fariseus também
tinham discípulos
SÍNTESE QUINTA - Jo 13.35
O amor identifica o discípulo de
O chamado de Jesus e a
Jesus
afirmação de que a seara
é grande e os ceifeiros são SEXTA - Mt 5.13
poucos continuam atuais. Os discípulos são o sal da terra
SÁBADO – Lc 6.40
“O discípulo não é superior a
seu mestre”

32 JOVENS
OBJETIVOS
1. MOSTRAR como se deu o chamado dos primeiros
discípulos;
2. APRESENTAR o discipulado como estratégia de cres-
cimento;
3. DISCUTIR a eficácia do ensino do Mestre.

INTERAÇÃO
Professor(a), você conhece a origem da palavra método?
Sabe definir tal vocábulo? A palavra método é de origem
grega, methodos e significa caminho ou via que se utiliza
para chegar a determinado fim. Para melhor compreen-
são, método é o caminho a ser seguido para alcançar os
objetivos propostos de uma aula. Assim sendo, primeiro
o professor(a) precisa definir o objetivo a ser alcançado.
Na sua revista, os objetivos já foram estabelecidos pelo
autor da lição, mas para que você alcance melhores
resultados é necessário adaptá-los com sua realidade.
É importante que você também diversifique a metodo-
logia a cada aula.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula de hoje, sugerimos que você providencie
cópias do esquema abaixo e canetas. Reserve pelo menos
uns 15 minutos da aula para a atividade. Solicite que os
alunos formem grupos, e em seguida distribua as cópias
das folhas para os grupos e as canetas. Em grupo os alu-
nos vão preencher o quadro apresentando sugestões de
como implantar ações de discipulado para os jovens da
comunidade. Eles devem apontar também as possíveis
dificuldades e como solucioná-las.

DISCIPULADO PARA JOVENS

COMO
MEDIDAS DIFICULDADES RESOLVER?

JOVENS 33
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 4.18-25
18 E Jesus, andando junto ao mar da Ga- INTRODUÇÃO
lileia, viu dois irmãos, Simão, chamado
Ninguém pode fazer a obra de
Pedro, e André, os quais lançavam as
redes ao mar, porque eram pescadores. Deus sozinho, por isso Jesus, o
19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos Filho de Deus, chamou alguns dis-
farei pescadores de homens. cípulos para estar mais próximos
20 Então, eles, deixando logo as redes, e ajudarem em seu ministério.
seguiram-no. O Mestre investiu tempo para
21 E, adiantando-se dali, viu outros dois preparar estes primeiros discí-
irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, pulos, a fim de que eles dessem
seu irmão, num barco com Zebedeu, continuidade à sua missão depois
seu pai, consertando as redes; e cha-
da sua partida.
mou-os.
22 Eles, deixando imediatamente o barco Jesus comissionou os primei-
e seu pai, seguiram-no. ros discípulos e começou o seu
23 E percorria Jesus toda a Galileia, ensi- ministério de evangelização na
nando nas suas sinagogas, e pregando região da Galileia, logo que soube
o evangelho do Reino, e curando todas que João estava preso. O início da
as enfermidades e moléstias entre o pregação na região da Galileia e a
povo.
preparação dos discípulos foram
24 E a sua fama correu por toda a Síria;
fundamentais para a expansão do
e traziam-lhe todos os que padeciam
acometidos de várias enfermidades Evangelho.
e tormentos, os endemoninhados,
os lunáticos e os paralíticos, e ele os
curava. I – CHAMADOS PARA SEREM
25 E seguia-o uma grande multidão da PESCADORES DE HOMENS
Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, 1. O discípulo recebia formação
da Judeia e dalém do Jordão. aos pés do seu mestre. A escolha do
discípulo era de grande
responsabilidade, pois
ele seria o sucessor do
mestre para discipular
as futuras gerações. No
judaísmo, o discípulo
era alguém formado aos
pés de um rabi, o mes-
tre religioso, portanto
era algo honroso, mas
acompanhado de gran-
de responsabilidade.
João Batista e os fari-
seus também tinham
grupos de discípulos
(Mt 22,15,16; Mc 2.18).

34 JOVENS
Para ser convocado pelo mestre, o abandonado o negócio de pescaria da
discípulo deveria apresentar algumas família para ser discípulo de João Batis-
qualificações, como por exemplo, ter ta e deve ter visto Jesus pela primeira
memorizado a Torá, além de possuir vez quando este foi batizado por João.
potencial para se tornar um mestre Quando ouve João dizer que Jesus era o
no futuro. Ele também precisava ser Cordeiro de Deus, ele segue a Jesus até
próximo de seu mestre, pois a partir sua casa e passa o dia com o Mestre. No
da escolha deveriam ter uma vida dia seguinte André encontra seu irmão
em comum por um longo período. A Simão e o leva para conhecer Jesus
princípio pode parecer que Jesus não (Jo 1.41,42). No outro dia Jesus também
teve o devido cuidado na escolha dos chama Filipe, que, também traz mais um
primeiros discípulos. O texto descreve a discípulo, Natanael. Os novos amigos e
escolha a partir de um encontro casual discípulos de Jesus permanecem juntos
e repentino, durante uma caminhada durante vários dias (Jo 2.12).
junto ao mar. Por isso, a necessidade O lugar onde ocorreu o chamado dos
de analisar esta narrativa de Mateus em primeiros discípulos é motivo de contro-
conjunto com os demais Evangelhos, vérsia entre alguns estudiosos dos Evan-
pois as informações se complementam. gelhos. Pois, a narrativa dos Evangelhos
Cada um dos evangelistas teve o seu pode dar impressões diferentes. Segundo
objetivo na hora de escrever os Evan- João parece que eles foram chamados
gelhos, com destinatários específicos na Judeia, onde João pregava. Mas de
e informações que seguiam também acordo com Mateus o local definido é
as necessidades específicas. a Galileia. Os comentaristas geralmente
2. A escolha dos discípulos. Quando falam de duas chamadas, a primeira na
o chamado dos primeiros discípulos Judeia e a segunda e definitiva, pouco
é analisado em conjunto com outros depois, na Galileia quando Jesus iniciou
Evangelhos é possível perceber que o seu ministério, após saber da prisão
Jesus os conhecia antes de chamá-los de João Batista.
e os preparou depois da chamada. Dife- 3. Ser discípulo exige fazer algumas
rente do que aparenta a leitura isolada renúncias. O que caracteriza um verda-
de Mateus, João nos dá mais detalhes deiro discípulo de Jesus? É a sua dispo-
a este respeito (Jo 1.35-56). André, o pri- sição para segui-lo, independente das
meiro discípulo a ser chamado já havia circunstâncias. A chamada dos discípulos
e a resposta imediata deles mostram
como se dá a verdadeira conversão. O
chamado de Jesus falou mais forte do
O chamado de Jesus falou que os projetos pessoais e familiares
mais forte do que os projetos daquele grupo de homens.
Mateus mostra que os discípulos
pessoais e familiares
abandonaram suas profissões para seguir
daquele grupo de homens. a Jesus, porém eles não abandonaram
seus familiares por completo (Mt 8.14,15;
20.20). Mas, uma coisa é certa, todas as

JOVENS 35
pessoas que se propõe a seguir Jesus lificações de liderança. Mas investiu na
terão que fazer algum tipo de renúncia preparação deles.
e mudar o estilo de vida. A comitiva de Jesus saiu por toda a
Galileia pregando, ensinando e realizando
Pense! diversos milagres. Assim, os discípulos
Os discípulos de Jesus tiveram vão sendo preparados “aos pés de Jesus”.
que fazer algum tipo de renúncia
2. A difusão das Boas Novas pelos
para seguir a Jesus. Jovem, o que
você tem renunciado por Cristo? discípulos. A estratégia de Jesus deu
grande resultado, pois as pessoas que
Ponto Importante se convertiam se transformavam em
O chamado para o exercício novos discípulos para anunciar as Boas
do ministério é para pessoas Novas. Jesus, como homem, não pode-
ocupadas e que estejam dispostas ria estar em vários lugares ao mesmo
a seguir Jesus, independente
tempo, mas poderia ser representado
das circunstâncias.
pelos discípulos.
II – O DISCIPULADO COMO ES- O envolvimento daqueles que eram
TRATÉGIA DE CRESCIMENTO alcançados pela mensagem das Boas
1. O início do ministério de Jesus e Novas era tão grande que Mateus
a preparação dos discípulos. Jesus deu registra que as pessoas da região da
início ao seu ministério terreno assim Galileia, da Judeia, de Jerusalém, dalém
que soube da morte de João. Ele retorna do Jordão, inclusive de Decápolis e da
para a Galileia, mas não se estabelece Síria, foram alcançadas pelo Evangelho.
em sua cidade natal, Nazaré, onde foi A mensagem de salvação ultrapassou
rejeitado (Lc 4.29). Jesus se muda para as fronteiras. E isso se deve ao en-
Cafarnaum, uma cidade marítima na volvimento e testemunho dos novos
região de Zebulom e Naftali. Mateus faz convertidos.
questão de enfatizar que Ele não fez isso Os discípulos foram aprendizes e
por acaso, mas para que se cumprissem testemunhas dos milagres de Jesus,
as Escrituras. Por isso, ele cita Isaías 9.1,2. foram propagadores de sua mensagem
Uma predição de que os habitantes de e instrumentos de Deus para cura dos
Zebulom e Naftali, que estavam em enfermos. A expansão do Reino de Deus
trevas, veriam uma grande luz. Mateus se deu com pessoas simples, porém
relê o texto de Isaías, apresentando testemunhas do poder de Deus na
Jesus como essa grande luz que traria vida de Jesus. Eles propagavam com
a salvação para esse povo. A chamada eficácia a mensagem e os feitos de
Galileia dos gentios estava em trevas, Jesus nas ruas, casas e comércio, de
distante de Deus e era um campo fértil tal forma que milhares de pessoas se
para conversões. convertiam e a cada dia aumentava o
Jesus não foi para os grandes centros grupo de discípulos.
da Judeia e nem comissionou os prin- 3. A estratégia de discipulado de
cipais rabinos e mestres de Jerusalém Jesus continua atualizada. Ainda hoje,
para iniciar o seu ministério. Ele escolhe algumas pessoas pensam que a res-
discípulos da própria região, sem qua- ponsabilidade pela propagação do

36 JOVENS
evangelho é somente dos líderes e
pregadores. Muitos estão acomodados A tarefa da Igreja somente
com a rotina de atividades dentro dos
templos. A evangelização deixou de ser estará completa quando o novo
prioridade para alguns. crente for integrado à vida da
Jesus disse que veio para os doentes
e não para os sãos. A Igreja deve atuar
Igreja e for capacitado para
como um hospital, um local para acolher fazer novos discípulos.
os enfermos, mas para isso, precisa de
pessoas capacitadas e preparadas para
receber e tratá-los adequadamente.
A conversão é uma obra espiritual co grande e diversificado e mantê-los
realizada pelo Espírito Santo, mas fazer atentos por horas. Ele fez uso de várias
discípulos é responsabilidade de cada ilustrações em seus sermões, pois elas
cristão. Essa era a estratégia de Jesus. As conduziam os seus ouvintes a imagi-
pessoas que ouviam e testemunhavam narem a cena citada de tal forma que
do poder de Deus eram estimuladas a os discípulos se sentiam participantes
propagar as Boas-Novas em todos os ativos.
lugares, de forma simples e objetiva. 2. Histórias utilizadas pelo Mestre.
Com isso as conversões cresciam a cada Ao longo do Sermão do Monte, Jesus se
dia por meio do discipulado. A tarefa da utiliza da parábola dos dois alicerces para
Igreja somente estará completa quando ressaltar a diferença entre aqueles que
o novo crente for integrado à vida da ouvem a sua palavra e a pratica; e os que
Igreja e for capacitado para fazer novos somente a ouvem. Jesus mostra que a
discípulos (2 Tm 2.2). primeira casa foi muito bem construída,
pois o seu construtor a estabeleceu
Pense! sobre um fundamento seguro, a rocha.
Considerando que o discipulado Jesus compara o construtor prudente à
é responsabilidade de cada pessoa que ouve os seus ensinos e os
cristão, jovem, qual tem sido a coloca em prática. O Mestre ensina que
sua contribuição?
a nossa vida (nossa casa) é construída
mediante as nossas escolhas e que
Ponto Importante estas vão interferir em nosso futuro.
Desde o início da Igreja o
discipulado tem sido a melhor Na segunda casa, o construtor utiliza a
estratégia de crescimento, pois areia como fundamento e tal ilustração
desenvolve tanto o discipulando chama a atenção para as práticas dos
como o discipulador. escribas, fariseus e os líderes religiosos
que viviam uma espiritualidade superficial
III - A EFICÁCIA DO ENSINO DO e hipócrita. Jesus mostra que a primeira
MESTRE (Mt 7.24-29) casa se manterá de pé, mesmo diante
1. A didática do Mestre. A eficácia das intempéries da vida, mas a segunda
do ensino de Jesus era surpreendente, será destruída. Sobre qual fundamento
pois Ele conseguia falar para um públi- você tem construído sua casa?

JOVENS 37
3. O ensino de Jesus era único e
SUBSÍDIO
causava admiração (Mt 7.28,29). Apesar
de tudo que já foi escrito a respeito do “Discípulo era um termo comum no
Mestre, o estudo de sua vida e obra con- século I para uma pessoa que era
tinua edificando, exortando, consolando um seguidor compromissado de um
seus discípulos e lhes causando admi- líder religioso, filosófico ou político. No
ração. Por isso, não é de se estranhar o mundo judaico, o termo era particu-
entusiasmo das multidões ao ouvir seus larmente usado para os estudantes
sermões (v.28). de um rabi, o mestre religioso. Nos
Os métodos utilizados por Jesus em Evangelhos, João Batista e os fariseus
seu ensino não eram novos; a grande tinham grupos de discípulos (Mc 2.18;
maioria era conhecida, principalmente Mt 22.15,16). Esses discípulos, com
pelos mestres judeus. No entanto, a frequência, eram os alunos mais
maestria com que Ele os utilizava fazia promissores que passaram pelo sis-
uma grande diferença no aprendiza- tema de educação judaica — os que
do dos seus ouvintes e os deixavam já tinham memorizado as Escrituras
maravilhados. Porém, isso não era o hebraicas e demonstraram o poten-
que mais impressionava e causava cial para aprender os ensinamentos
admiração nos seus discípulos e na- específicos dos rabis sobre a Lei e
queles que o ouviam. O que chamava a os profetas a fim de que pudesse
atenção do povo era a coerência entre ensinar isso a outros. Portanto, era
o que Jesus ensinava e o seu modo de uma grande honra e responsabilidade
vida. Enquanto os escribas, fariseus e ser chamado por um rabi para ser seu
demais líderes viviam de aparência e discípulo. Os discípulos aprenderam
falsas ostentações, o discurso de Jesus os ensinamentos de seu rabi vivendo
era coerente com sua prática. Os anos com ele e seguindo-o aonde quer
passam, mas seus ensinos continuam que vá. Uma frase daquele tempo
admiráveis, inigualáveis e capazes de descrevia os discípulos como aqueles
transformar o mais vil pecador em filho que ‘ficavam cobertos pela poeira do
de Deus, tornando-o “um pescador de rabi’, porque, literalmente, seguiam
homens” (Mt 4.19). de muito perto seus mestres” (Guia
Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio
Pense! de Janeiro: CPAD, 2013, p. 69).
Jovem, sobre qual dos
fundamentos citados por
Jesus, rocha ou areia, você está
construindo sua casa?

Ponto Importante
Jesus, com a sua metodologia
de ensino e com a sua
autoridade, fazia com que
multidões o ouvissem
voluntariamente por horas.

38 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário Bíblico Pentecostal: Novo
Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que Jesus escolheu os discípulos e investiu tempo
para capacitá-los a fim de que se tornassem discipuladores. Isso exigiu deles
renúncias pessoais, profissionais e até mesmo familiares. Aprendemos tam-
bém que o modelo de discipulado de Jesus continua atual e eficiente para o
crescimento da Igreja na atualidade.

HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, qual foi o local do chamado dos discípulos?
De acordo com Mateus o local definido é a Galileia.
2. O que caracteriza um verdadeiro discípulo de Jesus?
É a sua disposição para segui-lo, independente das circunstâncias.
3. De acordo com a lição, quando Jesus iniciou o seu ministério terreno?
Jesus deu início ao seu ministério terreno assim que soube da morte de João.
4. A estratégia de discipulado de Jesus continua atualizada?
Sim. Ainda hoje, temos a responsabilidade de fazer discípulos.
5. De quem é a responsabilidade de fazer discípulos?
De todos os crentes.
6
LIÇÃO

11/02/2018

OS DISCÍPULOS SÃO
COMISSIONADOS
POR JESUS
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AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 10.1
“E, chamando os seus doze O chamado dos 12 primeiros
discípulos, deu-lhes poder discípulos
sobre os espíritos imundos, TERÇA - Mt 9.36
para os expulsarem e para Jesus teve compaixão das
curarem toda enfermidade e multidões
todo mal.” (Mt 10.1)
QUARTA – 2 Tm 2.3
Como bom soldado de Jesus
Cristo
SÍNTESE QUINTA – Mt 10.14
Muitos não aceitam a mensagem
O Evangelho deve ser
do Evangelho
proclamado, independente
da aceitação ou não SEXTA – Mt 10.15
das pessoas. As consequências da rejeição do
Evangelho
SÁBADO – Mt 4.17
A mensagem de arrependimento

40 JOVENS
OBJETIVOS
1. APRESENTAR os doze discípulos de Jesus e mostrar
como se deu o chamado deles;
2. EXPLICAR os sinais e milagres que acompanham os
comissionados;
3. CONSCIENTIZAR de que nem todos aceitam a men-
sagem do Reino.

INTERAÇÃO
A cada dia fica mais difícil para os professores(as) manter
o interesse e a atenção dos alunos durante toda a aula.
Tal fato se deve, em grande parte, ao uso exacerbado das
redes sociais. Mas, não é só o uso exagerado das redes
sociais. Infelizmente a falta de uma metodologia adequada
e o relacionamento com os jovens também contribuem
para que os alunos fiquem desatentos durante as aulas.
Por isso, dar aulas para os jovens, na atualidade, é um
desafio. Alguns jovens têm abandonado a Escola Dominical
por achar as aulas monótonas e cansativas. Por isso, é
importante que você elabore aulas participativas, ame
seus alunos e seja amigo(a) deles.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a) para a aula de hoje será necessário um pe-
queno investimento. De acordo com o número de alunos,
compre uma ou mais caixas de “BIS” ou outro chocolate
de sua preferência. Após a saudação inicial, calmamente,
pegue uma das caixas e, na frente dos alunos, abra um dos
BIS e comece a comê-lo lentamente. Não vai demorar e
alguém falará alguma coisa (vai pedir um ou vai reclamar,
entre outras atitudes). Continue comendo devagar até
acabar. Depois de comer o BIS pergunte se alguém ficou
com vontade de comer o chocolate. Provavelmente, a
maioria vai dizer que sim. Então, aproveite para mostrar
que existem também muitos jovens que estão desejo-
sos de conhecer Jesus, mas não tem ninguém que os
evangelize. Estes também estão só olhando sem poder
experimentar do Pão da Vida, Jesus. Mas, a salvação é
para todos. Em seguida, distribua o BIS para aos alunos.

JOVENS 41
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 10.1-15
1 E, chamando os seus doze discípulos, INTRODUÇÃO
deu-lhes poder sobre os espíritos
Jesus escolheu e preparou doze
imundos, para os expulsarem e para
curarem toda enfermidade e todo mal. homens para serem seus pri-
2 Ora, os nomes dos doze apóstolos são meiros discípulos. Depois de
estes: O primeiro, Simão, chamado comissionar e orientar quanto à
Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho missão deles, o Mestre os revestiu
de Zebedeu, e João, seu irmão; de poder para realizarem sinais
3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, que comprovariam as Boas-No-
o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e vas do Evangelho e a chegada do
Lebeu, apelidado Tadeu;
Reino dos Céus.
4 Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes,
aquele que o traiu. A missão destes primeiros discí-
5 Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, pulos era levar a paz a todas as
dizendo: Não ireis pelo caminho das pessoas, expulsar os espíritos
gentes, nem entrareis em cidade de imundos e curar as enfermidades
samaritanos; e todo mal (Mt 10.1). O Mestre
6 mas ide, antes, às ovelhas perdidas da orienta os discípulos, mostrando
casa de Israel; como deveriam proceder ao che-
7 e, indo, pregai, dizendo: É chegado o gar e ao sair das casas ou cidades.
Reino dos céus.
Jesus também ensina a respeito
8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, das consequências que sofreriam
ressuscitai os mortos, expulsai os de-
mônios; de graça recebestes, de graça
aqueles que não recebessem os
dai. discípulos e nem escutassem as
9 Não possuais ouro, nem prata, nem suas palavras (Mt 10.14).
cobre, em vossos cintos;
10 nem alforjes para o caminho, nem duas
túnicas, nem sandálias, nem bordão,
porque digno é o operário do seu
alimento.
11 E, em qualquer cidade ou aldeia em
que entrardes, procurai saber quem
nela seja digno e hospedai-vos aí até
que vos retireis.
12 E, quando entrardes nalguma casa,
saudai-a;
13 e, se a casa for digna, desça sobre ela a
vossa paz; mas, se não for digna, torne
para vós a vossa paz.
14 E, se ninguém vos receber, nem escutar
as vossas palavras, saindo daquela casa
ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.
15 Em verdade vos digo que, no Dia do
Juízo, haverá menos rigor para o país
de Sodoma e Gomorra do que para
aquela cidade.

42 JOVENS
I – OS DOZE DISCÍPULOS E A PRO- coeso e eficiente exige esforço, paciência
CLAMAÇÃO DO REINO DOS CÉUS e muito treinamento.
1. A preparação. Mateus dedica um Os Evangelhos de Mateus, Marcos
bom espaço do texto Sagrado para e Lucas registram a eleição dos doze,
trazer um dos principais discursos de mas cada um dá uma ênfase diferente
Jesus, conhecido como o Sermão do (Mt 10.1-4; Mc 3.13-19; Lc 6.12-16). O que
Monte (Mt 5-7). Nele há auxílios para coincide na lista sinótica e que todas
quem se dispõe a ter uma vida solidi- começam com Pedro, o líder, e termi-
ficada na rocha e ser uma testemunha na com Judas, o traidor. Diferente dos
do Reino. demais evangelistas, Mateus coloca a
Depois do Sermão do Monte, começa relação dos doze discípulos no início de
então a segunda parte do Evangelho uma seção a respeito de missão.
de Mateus e no capítulo dez temos o Depois de um bom tempo juntos
discurso de Jesus chamado de “Sermão e auxiliando Jesus a ensinar, curar e
Missionário” (Mt 10). expulsar demônios, agora os discípulos
Antes do comissionamento dos doze recebem a incumbência de cumprir
discípulos, Mateus narra uma série de a missão que lhes foi confiada sem a
sinais miraculosos realizados por Jesus supervisão direta do Mestre.
(Mt 8,9). Ele descreve um total de dez 3. Compaixão para proclamar o
curas e atos de poder realizados por Reino dos Céus às ovelhas perdidas da
Jesus e a constatação de que o campo casa de Israel (Mt 10.5-7, 9,10). Um dos
de trabalho, a seara, é grande, mas que principais exemplos que Jesus deixou
poucos são os ceifeiros. para seus discípulos é a compaixão
Tendemos a acreditar que os sinais pelo povo sofrido da Galileia e sul da
feitos por Jesus ninguém mais poderia Síria (Mt 9.35-38). O termo bíblico judaico
fazê-los, mas na verdade Ele estava para compaixão era rahamin que tem
capacitando e treinando seus discípulos o significado de amor materno. Jesus
para milagres ainda maiores. Je- demonstra que é com esse amor que
sus chamou os doze, os treinou os discípulos deveriam amar aqueles a
para depois comissioná-los. quem iriam anunciar o Evangelho.
2. O comissionamento dos Neste momento específico, a priorida-
doze. Diferente do judaísmo de na evangelização eram as ovelhas per-
institucionalizado, Jesus escolhe didas da casa de Israel (Mt 10.6). Esta era
dentre o povo doze homens uma estratégia específica e temporária.
comuns, simples e das mais Outra recomendação importante é que
diversas origens. Entre eles os discípulos não deveriam se preocupar
estavam pescadores, como em levar bens materiais ou riquezas (Mt
também membros de grupos 10.9,10). Quem está trabalhando na Seara
opostos (grupo dos zelotes — do Mestre deve agir como um soldado
coletor de impostos). Manter (2 Tm 2.3,4), pois quando o combatente é
um grupo de pessoas com convocado e vai para uma guerra ele só
conhecimentos e perspectivas pode carregar suas armas e o essencial
tão diferentes em um grupo para sua sobrevivência.

JOVENS 43
Pense! transferida de Jesus para os discípulos.
Você que já teve um encontro Eles receberam o poder diretamente do
sincero com Cristo e a vida Filho de Deus, como parte integrante
transformada por Ele, já sentiu do plano divino de anunciar a salvação.
compaixão por aqueles que estão Os doze receberam uma grande res-
desgarrados e errantes?
ponsabilidade acompanhada de uma
grande honra.
Ponto Importante 2. A mensagem dos discípulos de-
Antes de comissionar os
discípulos, Jesus os capacitou. Ele veria ser a mesma de Jesus. A pregação
investiu seu tempo e paciência dos discípulos deveria ser a mesma
para ensiná-los como deveriam de Jesus (Mt 4.17), mas além da men-
cumprir a missão que lhes foi sagem do Reino, eles necessitariam
confiada.
atender quatros imperativos: “curai os
enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai
II – SINAIS E MILAGRES ACOM-
os mortos e expulsai os demônios” (Mt
PANHAM OS COMISSIONADOS
10.7,8). Como representantes de Cristo,
(Mt 10.1,8)
os discípulos estariam desafiando o
1. Os discípulos recebem poder.
poder imperial romano e religioso, por
Jesus não tinha ciúmes ou medo de que
isso, estariam também correndo perigo,
seus discípulos se sobressaíssem, pois
como o Mestre deles.
sua visão era de crescimento do Reino
Acompanhar Jesus de perto e ser
dos Céus. Seu objetivo era a libertação
um discípulo era um privilégio e uma
dos oprimidos e enfermos. Aprende-
honra, mas também exigia disciplina
mos com o Mestre que quando o líder
e responsabilidade. Por isso, o Mestre
investe em seus subordinados e estes
relaciona uma série de recomendações
cumprem sua missão com êxito, o líder
a seus discípulos, dispostos a proclamar
que os instruiu também é honrado. Este
o Evangelho (Mt 10.7-17).
é o segredo da boa liderança, investir e
3. Os discípulos não poderiam uti-
treinar bem os liderados. Mateus afirma
lizar o poder recebido em benefício
que Jesus deu poder aos discípulos
próprio. Os discípulos haviam recebido
para expulsar os espíritos imundos e
poder para realizar sinais em nome de
curar toda espécie de enfermidades.
Jesus, mas também receberam uma
A autoridade para realizar os sinais foi
advertência séria, pois não poderiam
usar o poder recebido em benefício
próprio, ou ter pagamento algum em
troca. Eles receberam o poder de graça
Jesus deu poder aos discípulos e de graça deveriam anunciar o Reino
para expulsar os espíritos dos Céus.

imundos e curar toda espécie Pense!


Jesus investiu no preparo de seus
de enfermidades.
discípulos, mas eles tiveram que
se dispor para aprender. Jovem,
você tem essa mesma disposição?

44 JOVENS
expressão que não é costumeira para
Ponto Importante
Os discípulos foram honrados ao a cultura contemporânea: “sacudi o pó
serem comissionados, a exemplo dos vossos pés”. Tal declaração é uma
de grandes figuras do povo de forma de demonstrar que o proprietário
Israel do passado, como Moisés, da casa visitada, que rejeitou o Evan-
Davi, Isaías e Jeremias. gelho, é responsável pela sua atitude.
Jesus estava preparando os discípulos
III – NEM TODOS ACEITAM A MEN- para que eles aprendessem a lidar
SAGEM DO REINO (Mt 10.11-15) com as rejeições sem se magoarem e
1. A paz de Deus. Os discípulos são perderem o propósito, pois cada um é
recomendados a oferecer a paz de responsável pelas suas escolhas.
Cristo a “todas as ovelhas perdidas da 3. Não desanime diante da recusa
casa de Israel” (v.6). No contexto, a casa das pessoas. O crente não deve desa-
considerada digna é aquela em que o nimar quando as pessoas rejeitarem a
proprietário recebe voluntariamente a pregação do Evangelho. Quem rejeita
oferta da paz por meio do Evangelho. hoje poderá aceitar amanhã, pois as
Nesse caso, se convidado, o discípulo pessoas mudam, as condições e as
deveria entrar e se hospedar o tempo experiências também. Quem convence
necessário para anunciar as Boas-Novas. o homem do pecado, da justiça divina
Na cultura atual é difícil entender essa e do juízo é o Espírito Santo, a nós cabe
prática de se hospedar pessoas desco- somente anunciar o plano da salvação,
nhecidas, mas na época de Jesus era orar pelos enfermos e os oprimidos do
algo bem comum. O fato de depender Diabo. Infelizmente, haverá pessoas
da boa vontade das pessoas para se que nunca aceitarão a mensagem da
hospedar de forma gratuita na casa de salvação. O discípulo que passa por
um desconhecido também exigia humil- uma experiência dessas, não deve achar
dade dos discípulos, pois nem todas as que ele é o responsável pela recusa da
pessoas têm essa propensão e se propõe pessoa. Não devemos nos preocupar,
a fazer isso. Por isso, a necessidade da de forma demasiada, pelas decisões
ação do Espírito Santo na vida daqueles erradas das pessoas, pois o crente não
que realmente estão comprometidos pode mudar ninguém e nem impor às
com o Reino dos Céus. pessoas a salvação, mas oferecê-la
2. Lidando com a rejeição. Jesus gratuitamente e com amor.
orientou os discípulos mostrando
que algumas pessoas iriam rejeitar Pense!
o Evangelho e ignorá-los. O próprio Jovem, qual o seu
Jesus era um exemplo de rejeição e comprometimento com a missão
evangelizadora da Igreja?
submissão a situações de humilhação.
Todavia, também era um exemplo
a ser seguido, pois não desanimava
Ponto Importante
A salvação é oferecida
diante dessas dificuldades e mantinha gratuitamente a todas as pessoas e
seu propósito de fazer a vontade de não deve ser imposta. Cada pessoa
Deus. No versículo (v. 14) aparece uma é responsável pelas suas escolhas.

JOVENS 45
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“Evangelização e responsabilidade “Mateus 10.6:


social ‘As ovelhas perdidas da casa de Israel’,
O nosso próximo é uma pessoa, um as ovelhas, as que estão perdidas, são
ser humano, criado por Deus. E Deus mencionadas aqui pela primeira vez
não o criou como uma alma sem corpo em Mateus. Jesus está expressando
(para que pudéssemos amar somente compaixão e não censura. John Bebgel
sua alma), nem como um corpo sem comenta que Jesus diz ‘perdido’ e
alma (para que pudéssemos preo- assemelhados mais frequentemente
cupar-nos exclusivamente com seu do que ‘desviado’ e assemelhados. ‘Se
bem-estar físico), nem tampouco com a nação judaica pudesse ser levada
um corpo-alma em isolamento (para ao arrependimento o novo tempo
que pudéssemos preocupar-nos com despontaria’.
ele somente como um indivíduo, sem Mateus 10.14:
nos preocupar com a sociedade em
‘Sacudi o pó dos vossos pés’. ‘Sacudir’,
que ele vive). Não! Deus fez o homem
um gesto vigoroso de desfavor. Os
um ser espiritual, físico e social. Como
judeus tinham preconceitos ardentes
ser humano, o nosso próximo pode ser
contra as menores partículas do pó pa-
definido como ‘um corpo-alma em
gão. A questão não era a existência de
sociedade’. Portanto, a obrigação de
germes no pó. Tal fato não se conhecia
amar o nosso próximo nunca pode ser
na época. Os judeus consideravam
reduzida para somente uma parte dele.
que qualquer coisa relacionada aos
Se amarmos o nosso próximo como
gentios estava contaminada com a pu-
Deus o amou (o que é mandamento
trescência da morte. Se os apóstolos
para nós), então, inevitavelmente,
fossem maltratados, eles tinham de
estaremos preocupados com o seu
tratar os impiedosos donos da casa
bem-estar total, o bem-estar do seu
como se eles fossem gentios (cf. Mt
corpo, da sua alma e da sua socieda-
18.17; At 18.6) Essa instrução também
de. [...] É verdade que o Senhor Jesus
era restrita a esta excursão, com seus
ressurreto deixou a Grande Comissão
perigos peculiares” (ROBERTSON, A.
para a sua Igreja: pregar, evangelizar e
T. Comentário Mateus & Marcos: À luz
fazer discípulo. E esta comissão é ainda
do Novo Testamento Grego. 1.ed. Rio
a obrigação da Igreja. Mas a comissão
de Janeiro: CPAD, 2016, p. 118).
não invalida o mandamento, como se
‘amarás o teu próximo’ tivesse sido
substituído por ‘pregarás o Evangelho’.
Nem tampouco reinterpreta amor ao
próximo em termos exclusivamente
evangelísticos” (STOTT, John R. W.
Cristianismo Equilibrado. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1995, p.60,61).

46 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
GARLOW, James L. Deus e o seu Povo:
A História da Igreja como Reino de Deus. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição aprendemos que Jesus antes de comissionar seus discípulos
para a missão evangelizadora, os capacitou. O Mestre outorgou poder aos
discípulos para que estes fizessem os mesmos sinais que Ele fazia. No en-
tanto, Jesus recomendou aos discípulos que não usassem esse poder em
benefício próprio, mas sempre em favor do Reino. Aprendemos também
que Jesus orientou os discípulos a alcançarem primeiramente as ovelhas
perdidas da casa de Israel, mas Ele os advertiu de que nem todos aceita-
riam a mensagem do Reino, pois a responsabilidade da escolha é pessoal.

HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, quem eram os doze comissionados por Jesus?
Eram doze homens comuns, simples e das mais diversas origens.
2. A narrativa da escolha e missão dos doze discípulos é igual em todos os evan-
gelhos sinóticos? Explique.
Não. Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas registram a eleição dos doze,
mas cada um dá uma ênfase diferente. O que coincide na lista sinótica é que
todas começam com Pedro, o líder, e termina com Judas, o traidor.
3. De acordo com a lição, o que significa “sacudir o pó dos vossos pés”?
Tal declaração é uma forma de demonstrar que o proprietário da casa visitada,
que rejeitou o Evangelho, é responsável pela sua atitude.
4. Segundo a lição, qual foi um dos principais exemplos que Jesus deixou para seus
discípulos?
Um dos principais exemplos que Jesus deixou para seus discípulos é a com-
paixão pelo povo sofrido.
5. Segundo a lição, qual a recomendação às pessoas que se deparam com aqueles
que rejeitam de forma definitiva o Evangelho?
A recomendação é não desanimar diante da recusa das pessoas.
7
LIÇÃO

18/02/2018

O PERIGO DA FALSA
RELIGIOSIDADE
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AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 15.11
“Ele, porém, respondendo, O que contamina o ser humano é
disse-lhes: Por que transgredis o que sai de sua boca
vós também o mandamento de TERÇA – Mt 15.19
Deus pela vossa tradição?” Do coração surgem os pensamen-
(Mt 15.3) tos maus
QUARTA – Is 29.13
Isaías exorta contra a falsa
religiosidade
QUINTA – Nm 5.1-4
SÍNTESE Procedimentos de pureza na lei
Os fariseus e escribas se mosaica
preocupavam tanto em SEXTA - Mc 7.9-13
observar as tradições dos Jesus exorta fariseus e escribas a
anciãos (recomendações de respeito da hipocrisia
homens) que acabavam por SÁBADO – Mt 21.16
desprezar a Lei de Deus. Jesus enaltece o louvor sincero
das crianças

48 JOVENS
OBJETIVOS
1. EVIDENCIAR as injustiças da falsa religiosidade;
2. MOSTRAR que a falsa religiosidade leva a cegueira;
3. CONSCIENTIZAR de que a falsa religiosidade pode
levar a mercantilização da fé.

INTERAÇÃO
Professor(a), a hipocrisia é um tema que precisa de uma
atenção especial, pois infelizmente, existem pessoas em
nosso meio com atitudes semelhantes as dos escribas e
fariseus. Elas querem impor, por falta de conhecimento
bíblico e doutrinário um jugo pesado e impraticável que
acaba afastando as pessoas do Evangelho. Muitos, como
os fariseus e publicanos até têm um discurso eloquente,
mas não se comportam de maneira adequada na igreja
ou na sociedade em geral. Muitos estão envergonhando o
Evangelho e a Igreja, por isso, um debate bem conduzido
a respeito do assunto poderá contribuir para chamar a
atenção dos jovens para a necessidade de vivermos uma
vida íntegra e coerente diante das pessoas e de Deus.
Pois sem santidade ninguém verá o Senhor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugerimos que você faça uma atividade em grupo para
exemplificar o ensino do tópico II. Para isso, solicite
dois voluntários. Enquanto os demais alunos assistem,
coloque uma venda nos olhos dos voluntários e peça
para um guiar o outro em uma pequena caminhada pela
sala, não permitindo que retirem a venda, como se fosse
uma pessoa cega, guiando à outra. Após a atividade, peça
para cada voluntário expressar qual o sentimento que
teve nas duas funções exercidas, bem como a opinião
do público que presenciou a atividade. Depois de ouvir
a todos, explique que os escribas e fariseus se achavam
perfeitos e queriam guiar as demais pessoas, mas Jesus
afirmou que eles eram como cegos guiando cegos.
Avise a turma que na próxima aula haverá uma atividade
surpresa.

JOVENS 49
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 15.1-17
1 Então, chegaram ao pé de Jesus uns INTRODUÇÃO
escribas e fariseus de Jerusalém, di-
zendo:
Quando o assunto é falsa religiosi-
dade, não podemos deixar de falar
2 Por que transgridem os teus discípulos
a tradição dos anciãos? Pois não lavam dos escribas e fariseus, pois com
as mãos quando comem pão. suas práticas religiosas, eles come-
3 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por tiam muitas injustiças e lançavam
que transgredis vós também o manda- fardos pesados sobre os outros.
mento de Deus pela vossa tradição? Estes, erroneamente, trocaram
4 Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a a religião pura, a comunhão com
teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser Deus, pela mercantilização da fé.
ao pai ou à mãe, que morra de morte.
No capítulo 15 de Mateus, vemos
5 Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao
os escribas e fariseus acusando os
pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que
poderias aproveitar de mim, esse não discípulos de Jesus de transgre-
precisa honrar nem a seu pai nem a sua direm as tradições dos anciões
mãe, (v. 2). Devido ao comportamento
6 E assim invalidastes, pela vossa tradição, hipócrita deles, Jesus os chama
o mandamento de Deus. de “condutores cegos”, que guiam
7 Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso outros “cegos” a reproduzirem suas
respeito, dizendo: condutas hipócritas (Mt 15.14).
8 Este povo honra-me com os seus lábios,
Quanto mais Jesus se aproxi-
mas o seu coração está longe de mim.
mava de Jerusalém, maior era a
9 Mas em vão me adoram, ensinando
doutrinas que são preceitos dos homens.
severidade dos confrontos com
as facções religiosas judaicas que
10 E, chamando a si a multidão, disse-lhes:
Ouvi e entendei: não suportavam ouvir os ensinos
11 o que contamina o homem não é o que de Jesus.
entra na boca, mas o que sai da boca,
isso é o que contamina o homem.
12 Então, acercando-se dele os seus
discípulos, disseram-lhe: Sabes que
os fariseus, ouvindo essas palavras, se
escandalizaram?
13 Ele, porém, respondendo, disse: Toda
planta que meu Pai celestial não plantou
será arrancada.
14 Deixai-os; são condutores cegos; ora,
se um cego guiar outro cego, ambos
cairão na cova.
15 E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe:
Explica-nos essa parábola.
16 Jesus, porém, disse: Até vós mesmos
estais ainda sem entender?
17 Ainda não compreendeis que tudo o que
entra pela boca desce para o ventre e
é lançado fora?

50 JOVENS
I – A INJUSTIÇA DA FALSA RELI- invalidastes, pela vossa tradição, o
GIOSIDADE (Mt 15.1-9) mandamento de Deus” (v. 6). Jesus
1. As acusações injustas dos es- cita a lei mosaica em que os filhos de-
cribas e fariseus (vv. 1,2). Jesus e seus veriam honrar o pai e a mãe (o quinto
discípulos estavam na terra de Genesaré mandamento), cuja penalidade para tal
pregando as Boas-Novas, curando os transgressão era a morte. Mas, para não
enfermos que eram trazidos de todas atenderem as necessidades materiais
as localidades (Mt 14.34-36). Enquanto de seus pais alegavam que o bem que
isso, alguns escribas e fariseus vindos possuíam era Corbã, Isto é, oferta ao
de Jerusalém para observá-lo e achar Senhor (Mc 7.11). Segundo A. T. Robertson
algo errado para acusá-lo, perceberam (Comentário Mateus & Marcos - CPAD)
que os discípulos de Jesus comiam sem “os rabinos permitiam que o filho in-
lavar as mãos. No entanto, o que os fiel fizesse a mera declaração dessa
incomodava não era a falta de higiene, palavra para deixar de usar o dinheiro
mas sim a questão cerimonial, a tradição. necessário para o sustento do pai ou
A Torá previa alguns procedimentos mãe.” Na verdade os acusadores é que
quanto à pureza ritual (Lv 11-15; Nm eram os verdadeiros transgressores da
5.1-4). Todavia, a questão levantada Lei de Deus.
pelos escribas e fariseus não constava 3. O profeta Isaías já havia reprova-
nela, mas sim na tradição dos anciãos. do a falsa religiosidade (vv. 7,8). Jesus
Portanto, eles acusaram Jesus e seus exorta seus acusadores e demonstra
discípulos injustamente. A tradição deles que eram eles que estavam burlando
na verdade era acréscimo feito pelos a lei de Moisés por ganância. O Mestre
homens e não por Deus. chama os fariseus e escribas de hipócritas
2. Os acusadores eram na verdade e afirma a atitude errada deles citando
os transgressores (vv. 3-9). Os escribas Isaías 29.13. O profeta Isaías já havia,
e fariseus acusavam as pessoas de por diversas vezes, reprovado a falsa
transgredir as tradições religiosidade do seu povo. Ele afirmou
dos ancião como se eles que seu povo adorava a Deus somente
fossem os seres mais com palavras, mas o coração deles
honestos e puros do estava bem longe do Senhor.
universo. No entanto,
Jesus os repeliu e mos- Pense!
trou que eles estavam Os judeus cobravam o
equivocados e o quanto cumprimento das tradições
eram hipócritas. Então, humanas, mas transgrediam a
o Mestre questiona o Lei divina. Jovem, tal atitude
ainda pode ser vista na
fato de eles transgre-
atualidade?
direm os mandamentos
de Deus (v. 3).
Ponto Importante
Jesus repreende O importante é o cumprimento
os fariseus e escribas da Palavra de Deus, a prática da
afirmando: “E assim justiça e da verdade divina.

JOVENS 51
certo, pois quem quer aprender tem
que perguntar e não pode se importar
Os testemunhos dos feitos com a reação das pessoas. Muitas pes-
soas deixam de aprender por receio de
de Jesus se espalhavam
perguntar.
rapidamente e todos queriam Jesus fica admirado com a atitude
de Pedro e diz: “Até vós mesmos estais
ouvir e ver a Jesus.
ainda sem entender?” (v. 16). De acordo
A. T. Robertson (Comentário Mateus &
Marcos - CPAD) os discípulos “ainda
estavam sob o ‘encanto’ da perspectiva
II – A CEGUEIRA DA FALSA RE- teológica dos fariseus”. Por isso, a difi-
LIGIOSIDADE culdade de entendimento. Então, Jesus
1. A cegueira espiritual dos escribas explica para eles que o que contamina
e fariseus (v. 14). Jesus não se intimidou o homem é tudo aquilo que procede
diante dos fariseus e dos escribas. Ele do seu interior, coração (Mt 15. 18,19).
os exortou de forma segura e eficaz, Diferente dos escribas e fariseus, que
chamando-os de cegos e condutores ouviam Jesus ensinar, mas não queriam
de cegos. Os fariseus e escribas se aprender, pois seus interesses e hipo-
apegavam tanto a questões secundárias crisia impediam que seus “olhos fossem
e irrelevantes (tradições humanas) que abertos” para entender a mensagem do
se privavam das questões primárias, a Reino, os discípulos realmente dese-
observância da Lei divina. Na realidade, o javam compreender e aplicar às suas
que os incomodavam era a popularidade, vidas o ensino do Mestre.
o reconhecimento e o respeito que Jesus 3. O que contamina o homem é o
e seus discípulos vinham conquistando que procede do coração (Mt 15.17-19).
diante da população. Os testemunhos Jesus explica aos discípulos que o que
dos feitos de Jesus se espalhavam contamina o homem não é o que entra
rapidamente e todos queriam ouvir e pela boca, mas o que procede do seu
ver a Jesus. Os líderes religiosos, com coração. É do interior do homem que
suas tradições, discursos monótonos provêm os maus pensamentos, mortes,
e repetitivos já não chamavam mais a adultérios, prostituição, furtos, falsos
atenção do povo. testemunhos e blasfêmias. As práticas,
2. A dificuldade de Pedro em com- os ensinos errôneos e perversos dos
preender o ensino de Jesus. Os discí- escribas e fariseus ainda influenciam
pulos, em alguns momentos específi- muitos religiosos na atualidade, pois
cos, também tiveram dificuldades para infelizmente ainda há pessoas que va-
entender os ensinos de Jesus. Pedro, lorizam mais as tradições humanas que
tomando a palavra, perguntou a Jesus: a infalível e inerrante Palavra de Deus.
“Explica-nos essa parábola” (Mt 15.15). Jesus deixa claro que a falsa religiosida-
Interessante como o apóstolo Pedro não de contamina o homem e não o comer
se preocupava em declarar publicamente sem lavar as mãos. O Mestre rebate
que não havia compreendido. Ele estava duramente o ritualismo hipócrita dos

52 JOVENS
fariseus e escribas e a falsa santidade Logo depois, Mateus relata que al-
e espiritualidade deles. guns meninos, talvez admirados com os
milagres de Jesus, com a sua ousadia e
Pense! justiça o adoraram clamando: “Hosana
As tradições são mais importante ao Filho de Davi” (v. 15). Ao ouvir o louvor
que a Palavra de Deus? dos meninos, a raiva dos principais dos
sacerdotes e escribas se acentua ainda
Ponto Importante mais, e eles então tentam envergonhar a
Falsos religiosos, ofuscados pela
Jesus. Eles questionam Jesus a respeito
hipocrisia, se deixam prender
pelas tradições, sem se importar do procedimento das crianças. Mas, para
com as Sagradas Escrituras. a surpresa deles, o Mestre responde a
eles utilizando o Salmo 8.2.
III - A MERCANTILIZAÇÃO DA FÉ O texto de Mateus nos mostra duas
E DA ADORAÇÃO PELA FALSA situações antagônicas: de um lado os
RELIGIOSIDADE (Mt 21.12-17) cambistas e líderes do Templo que
1. Os falsos religiosos transformaram lucravam com o uso indevido das tra-
o Templo em covil de ladrões (v. 13). Ao dições religiosas; do outro, as crianças
entrar no Templo, Jesus fica indignado oferecendo o perfeito louvor ao Filho
quando vê o comércio que se havia de Deus pela libertação dos excluídos
estabelecido no pátio dos gentios, área (cegos e coxos) e a restauração da ordem
que ficava na parte externa do Templo e na Casa de Deus.
era aberta a judeus e gentios. Era neste
colocal que se dava a venda de animais Pense!
Uma das principais causas da
que seriam utilizados nos sacrifícios, po-
crucificação de Jesus foi sua
rém os cambistas se utilizavam disso para conduta contra a mercantilização
explorar os fiéis. Quem se beneficiava da religião.
com o monopólio das vendas eram os
sacerdotes e levitas, já que o comércio Ponto Importante
de animais gerava muito dinheiro. Mas Enquanto os sacerdotes, os levitas
Jesus expulsa os cambistas do Templo e os cambistas profanavam a Casa
e para isso utiliza os textos de Isaías de Deus, as crianças ofereciam a
Jesus o perfeito louvor.
56.7 e Jeremias 7.11. O propósito dEle
era restaurar a verdadeira finalidade do
Templo: a oração e a adoração.
2. Os falsos religiosos querem calar o
louvor genuíno (vv. 15,16). Jesus também
Jesus expulsa os cambistas
aproveita a ocasião para curar cegos e
coxos que foram ter com Ele no Templo. do Templo e para isso
Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal,
utiliza os textos de
“Davi proibiu que os cegos e coxos en-
trassem no Templo”. Mas, o Filho de Deus Isaías 56.7 e Jeremias 7.11.
reverte este preceito legal, mostrando que
a Casa de Deus é para acolher a todos.

JOVENS 53
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“Mateus usa a palavra ‘então’ (tole) “A purificação do Templo é descrita de


para unir a demanda dos fariseus e forma vívida. Jesus expulsou todos os
escribas (mestres da lei) da lavagem que vendiam e compravam no templo
cerimonial (v. 2) como relato de curas (Mt 21.12) — hieron, a ‘área do Templo’,
no final do capitulo 14, no qual as compreendia cerca de vinte e cinco
pessoas cerimonialmente imundas acres. No Pátio dos Gentios havia um
tocavam Jesus para serem curadas. mercado onde ovelhas e bois eram
O termo tole é uma das palavras de vendidos para os sacrifícios (cf. Jo 2.14).
transição favoritas de Mateus. Das Como a Lei especificava que esses
cento e sessenta vezes que aparece no animais deveriam ser ‘sem mácula’ (Êx
Novo Testamento, mais de cinquenta 12.5) era mais seguro comprá-los no
ocorrem no Evangelho de Mateus. A mercado do Templo que era dirigido por
‘tradição dos anciãos’ era a composição parentes do sumo sacerdote. Tudo que
de regulamentos designados a ampliar fosse comprado ali seria aprovado. Da
a lei mosaica e facilitar guardá-la. mesma forma, seria inconveniente para
Conforme a tradição, os fariseus se os peregrinos da Galileia trazer animais
lavavam depois de estar numa mul- em uma viagem tão longa. Aqueles que
tidão, no caso de eles terem tocado eram demasiadamente pobres para
uma pessoa cerimonialmente imunda; oferecer uma ovelha tinham permissão
a questão para eles não era saúde ou de substituí-la por uma pomba (Lv 12.8).
higiene. Preocupando-se mais com a Todo o dia era realizada uma animada
pureza cerimonial do que com a cura venda desses animais.
de doentes, eles consideravam Jesus Os cambistas também colhiam seus
e os discípulos violadores imundos frutos. Todo judeu adulto tinha que
da lei (cf. Mc. 7.3,4, que explica esta pagar uma taxa anual de meio siclo
tradição para uma audiência gentia). ao Templo (cf. Mt 17.24). Mas esse
Jesus não responde diretamente a pagamento deveria ser feito com a
acusação dos fariseus, antes, nivela moeda fenícia. Como o dinheiro que
as próprias acusações contra a de- os judeus usavam habitualmente era
les. Ele faz nítida distinção entre os grego ou romano, isso queria dizer
mandamentos de Deus e as tradições que a maioria das pessoas precisava
bastante modernas dos inimigos, que trocar o seu dinheiro. Os sacerdotes
não observavam as questões mais tinham permissão de cobrar algo em
importantes da lei. Ele questiona as torno de 15 por cento para fazer essa
pressuposições e procedimentos ope- troca. Edersheim acredita que somente
racionais padrões e mostra como suas essa taxa poderia alcançar uma soma
tradições sabotavam a Lei de Deus por entre 40.000 a 45.000 dólares por
fins egoístas” (ZRRINGTON, French L.; ano, isto era, uma renda exorbitante
STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário naquela época” (Comentário Bíblico
Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Beacon. Vol. 6. 1.ed. Rio de Janeiro:
2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 96). CPAD, 2006. p. 146).

54 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
COMENTÁRIO BÍBLICO MATTHEW
HENRY: Novo Testamento. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos a respeito da falsa religiosidade, fazendo uma análise
das atitudes errôneas dos escribas e fariseus. Estes acusaram os discípulos de
Jesus de não cumprir as tradições religiosas. Entretanto, o Mestre os exorta
mostrando o quanto eles estavam errados ao darem mais importância às
tradições humanas do que as Leis de Deus. Aprendemos também que Jesus
purificou o Templo, expulsando os cambistas e reprovando a atitude ganan-
ciosa dos líderes religiosos que fizeram da Casa de Deus um covil de ladrões.

HORA DA REVISÃO
1. Qual mandamento Jesus afirmou terem os escribas e fariseus transgredido?
Jesus repreende os fariseus e escribas afirmando: “E assim invalidastes, pela
vossa tradição, o mandamento de Deus” (v. 6). Jesus cita a lei mosaica em que
os filhos deveriam honrar o pai e a mãe (o quinto mandamento), cuja penalidade
para tal transgressão era a morte.
2. Por que Jesus acusou os escribas e fariseus de cegos e condutores de cegos?
Porque eles cobravam o cumprimento das tradições humanas, mas transgre-
diam a Lei divina.
3. Explique a expressão utilizada por Jesus: “O que contamina o homem não é o
que entra pela boca, mas o que sai dela.”
Jesus explica aos discípulos que o que contamina o homem não é o que entra
pela boca, mas o que procede do seu coração. É do interior do homem que
provêm os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos
testemunhos e blasfêmias.
4. Quem se beneficiava com o monopólio das vendas no Templo?
Os sacerdotes e os levitas.
5. Quando Jesus expulsa os cambistas do Templo qual referência bíblica Ele utiliza
para justificar sua ação?
Jesus expulsa os cambistas do Templo e para isso utiliza os textos de Isaías
56.7 e Jeremias 7.11.
8
LIÇÃO

25/02/2018

A ENTRADA
TRIUNFAL DE JESUS
EM JERUSALÉM
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 21.4,5
“E as multidões, tanto as que iam A entrada triunfal de Jesus em
adiante como as que o seguiam, Jerusalém foi predita pelos profetas
clamavam, dizendo: Hosana ao TERÇA – Mt 21.6
Filho de Davi! Bendito o que vem A obediência e disciplina dos
em nome do Senhor! Hosana nas discípulos
alturas!” (Mt 21.9) QUARTA - Mt 16.21
Jesus prediz que seria morto, e
ressuscitaria ao terceiro dia
QUINTA – Zc 9.9
SÍNTESE Zacarias prediz a entrada triunfal
A entrada triunfal de Jesus de Jesus em um jumentinho
em Jerusalém mostrou que SEXTA – 1 Rs 1.33
Ele era o Messias, o Rei Era costume os reis terem
anunciado pelos profetas. sua mula
SÁBADO – Sl 118.25
“Bendito aquele que vem em
nome do SENHOR”

56 JOVENS
OBJETIVOS
1. APRESENTAR a entrada do Rei dos reis em Jerusalém;
2. SABER que a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
foi um ato messiânico previsto nos profetas;
3. EXPLICAR como Jesus foi recebido como rei messiânico
em Jerusalém.

INTERAÇÃO
Professor(a), o método didático e participativo deve
ser incentivado na Escola Dominical. No entanto, para
que seja efetivo, o professor(a) necessita ter objetivos
claros, distintos e atingíveis. Os objetivos propostos nas
revistas servem como um modelo, porém eles deverão
ser adaptados à realidade de sua classe.
Os recursos didáticos que forem necessários para a aula
deverão ser providenciados antecipadamente para que
não haja surpresas durante as aulas. Faça tudo de forma
planejada, pois os alunos percebem quando o professor
não prepara a aula e esse é um fator desmotivador. Você
foi chamado para um excelente ministério, então seja
dedicado. Dê o seu melhor, pois o ensino eficaz pode
transformar vidas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
A respeito da atividade mencionada na última aula, pre-
pare algumas perguntas sobre a lição e chegue alguns
minutos antes da aula começar a fim de fixá-las debaixo
de algumas cadeiras da sala. Inicie a aula normalmente, se
os alunos perguntarem a respeito da atividade surpresa
vá adiando a revelação. Nos últimos 10 minutos de aula,
peça para os jovens procurarem, debaixo da cadeira, algo
que está colado. Peça aos alunos “sorteados” para lerem
as perguntas e, se possível respondê-las. Se o aluno não
conseguir responder, transfira para outro. Agradeça as
participações e ao final, se for possível, seria interessante
presentear os alunos selecionados.

JOVENS 57
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 21.1-11
1 E, quando se aproximaram de Jerusa- INTRODUÇÃO
lém e chegaram a Betfagé, ao monte
Nesta lição, estudaremos a entrada
das Oliveiras, enviou, então, Jesus dois
discípulos, dizendo-lhes: triunfal de Jesus em Jerusalém.
2 Ide à aldeia que está defronte de vós e Este episódio dá início ao quinto
logo encontrareis uma jumenta presa e bloco narrativo do Evangelho de
um jumentinho com ela; desprendei-a Mateus (Mt 21.1-11). O texto des-
e trazei-mos. creve a chegada de Jesus em Jeru-
3 E, se alguém vos disser alguma coisa, salém, centro do poder religioso. O
direis que o Senhor precisa deles; e Mestre já havia predito, aos seus
logo os enviará.
discípulos, que em Jerusalém Ele
4 Ora, tudo isso aconteceu para que se
iria padecer nas mãos dos anciãos,
cumprisse o que foi dito pelo profeta,
que diz: principais sacerdotes e escribas.
5 Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei
Jesus afirmou que seria morto,
aí te vem, humilde e assentado sobre mas ao terceiro dia ressuscitaria
uma jumenta e sobre um jumentinho, (Mt 16.21).
filho de animal de carga.
O Messias entrou em Jerusalém
6 E, indo os discípulos e fazendo como montado em um jumentinho, de
Jesus lhes ordenara,
forma humilde, para que se cum-
7 trouxeram a jumenta e o jumentinho,
prissem as Escrituras Sagradas e
e sobre eles puseram as suas vestes,
e fizeram-no assentar em cima. o povo o recebe bem, aclamando-o
8 E muitíssima gente estendia as suas
como enviado de Deus.
vestes pelo caminho, e outros cortavam
ramos de árvores e os espalhavam pelo
caminho.
9 E as multidões, tanto as que iam adiante
como as que o seguiam, clamavam,
dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Ben-
dito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas!
10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a
cidade se alvoroçou, dizendo: Quem
é este?
11 E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta
de Nazaré da Galileia.

58 JOVENS
I - A ENTRADA DO REI DOS REIS paixão e ressurreição. Por isso, depois
EM JERUSALÉM (Mt 21.1-3) da morte de Jesus os discípulos ficaram
1. A expectativa da chegada de tão decepcionados e desanimados. Se-
Jesus em Jerusalém. Talvez, os discí- gundo o Evangelho de Marcos e Lucas,
pulos estivessem animados e ansiosos dois deles resolveram deixar Jerusalém
em relação à chegada de Jesus na e seguir para Emaús (Lc 24.13,21).
cidade de Jerusalém. Quem sabe eles Mateus narra a chegada de Jesus
não pensavam que Jesus iria assumir o em Jerusalém de forma que lembra a
poder político ou que algo sobrenatural entrada das comitivas dos reis de Israel
iria acontecer? Todavia, Jesus reuniu e as greco-romanas. Estas entradas
os seus discípulos em particular para incluíam: marchas triunfais, honrarias
informar que em Jerusalém Ele seria militares, bem como a chegada de um
perseguido e morto. Esta foi a terceira rei ou soberano montado em uma mula.
vez que Jesus predisse a sua morte e A entrada triunfal de Jesus em Jeru-
ressurreição na cidade de Jerusalém salém marcaria um momento importante
(Mt 16.21; 17.22,23; 20.18). de transição para a sua paixão.
No capítulo 20, Mateus narra o pe- 3. Jesus planejou sua entrada em
dido da mãe dos filhos de Zebedeu, Jerusalém. Ainda em Betfagé, no Monte
Tiago e João, (v. 20). Ela intercede pelos das Oliveiras, Jesus dá uma ordem a dois
seus filhos, a fim de que eles fossem dos seus discípulos: “Ide à aldeia que
colocados ao lado de Jesus quando Ele está defronte de vós e logo encontrareis
assumisse o seu Reino (v. 21). Fica claro uma jumenta presa e um jumentinho
que a expectativa era de que Jesus as- com ela; desprendei-a e trazei-mos” (Mt
sumisse o poder em Jerusalém. Então, 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo
Jesus adverte aos discípulos a fim de planejado, diferente de alguns crentes
que eles não brigassem por que fazem tudo de modo improvisado.
posição, pois os valores do A primeira impressão que temos,
seu Reino eram superiores ao ler o relato de Mateus, é que Jesus
aos dos homens, e quem conhecia o dono dos animais, pois Ele
quisesse ser o primeiro, orienta os discípulos dizendo: “E, se
deveria ser servo de todos alguém vos disser alguma coisa, direis
(v. 27). Jesus lhes falava a que o Senhor precisa deles; e logo os
respeito do Reino dos Céus, enviará” (Mt 21.3). Mas, fazia parte do
mas eles estavam focados costume da época o sistema de angária,
nas coisas deste mundo. ou seja, as pessoas tinham obrigação de
2. A entrada em Jeru- ceder ou alugar animais de carga para
salém, uma fase de tran- o serviço dos soberanos.
sição. Os discípulos ainda
não haviam compreendido Pense!
Enquanto muitos querem
o real propósito da missão
demonstrar que são importantes,
de Jesus, mesmo depois Jesus expõe sua humildade.
de Ele predizer algumas Jovem, em sua vida cristã, o que
vezes a respeito de sua você tem procurado exibir?

JOVENS 59
nicas dos judeus, Jesus, em diferentes
ocasiões, demonstrou que seu reinado
O Salvador já havia deixado seria de paz e humildade. O Comentário
Bíblico Pentecostal afirma esta ideia ao
claro que Ele veio ao mundo asseverar que “o jumentinho é um trans-
não para ser servido, porte de paz e não de guerra.”
A entrada de Jesus em Jerusalém,
mas para servir.
montado em um jumentinho, de certa
forma, se assemelhava às comitivas
reais, mas o Salvador já havia deixado
claro que Ele veio ao mundo não para
ser servido, mas para servir (Mt 20.28).
Ponto Importante Jesus estava propagando o Reino de
A entrada triunfal de Jesus em
Jerusalém, montado em um Deus, cujos propósitos e valores são
jumentinho, representava o diferentes dos reinos deste mundo.
governo humilde do Messias. Tal 3. Os discípulos obedecem as re-
acontecimento incomodou as comendações do Mestre. Os dois
autoridades religiosas.
discípulos obedeceram rigorosamente
às ordens de Jesus. Tal obediência foi
II - A ENTRADA TRIUNFAL DE
importantíssima para o cumprimento
JESUS MONTADO EM UM JU-
das profecias e para que o planejamento
MENTINHO, UM ATO MESSIÂ-
que Jesus havia feito desse resultado.
NICO (Mt 21.4,5)
Sem a obediência dos liderados não
1. Os profetas e a entrada triunfal de
existe liderança eficiente.
Jesus em Jerusalém. Mateus é o único
evangelista sinótico que registra que o
jumentinho estava preso a uma jumenta.
Pense!
Os discípulos atenderam as
O fato de o animal estar junto à mãe ordens de Jesus e fizeram tudo
demonstrava que ele ainda não tinha como Ele havia solicitado. Jovem,
sido desmamado e que nunca havia como discípulo de Cristo, você
sido montado. É importante ressaltar obedece a seus líderes?
que somente Mateus e João registram
que as ações de Jesus cumprem as Ponto Importante
O jumento era um animal de
profecias.
transporte utilizado em tempo de
O Evangelho de João 12.15,16 deixa paz. Isso nos mostra que o Reino
claro que os discípulos só conseguiram implantado por Jesus na Terra é
relacionar a entrada de Jesus em Jeru- um Reino de paz e humildade.
salém, montado em um jumento, com
os textos proféticos, somente depois III – JESUS É RECEBIDO COMO
da morte do Salvador. Mateus cita na REI MESSIÂNICO (Mt 21.8-11)
primeira linha o texto de Isaías 62.11, e 1. A entrada triunfal de Jesus e
as demais são de Zacarias 9.9. sua comitiva. A entrada repentina
2. A humildade do Messias. Ao con- de Jesus em Jerusalém causou um
trário de todas as expectativas messiâ- grande alvoroço na cidade, pois era

60 JOVENS
algo inusitado e que atraiu um público mais perigosa. Somente Mateus registra
significativo. Tal fato se assemelha à o questionamento da multidão a res-
entrada de Salomão quando este foi peito de quem era Jesus. A resposta foi:
constituído rei e desceu a Giom, utili- “Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da
zando a mula que pertencia o seu pai, o Galileia” (v. 11). Em determinado período
rei Davi (1 Rs 1.33). A ação das pessoas, do seu ministério, Jesus atuou mais
de espalharem roupas pelo chão na distante do principal centro religioso
estrada diante de Jesus, também se da sua época, mas agora Ele chega a
assemelhou a unção de Jeú quando Jerusalém e “alvoroça” a cidade com
este foi declarado rei (2 Rs 9.13). sua presença.
Jesus foi recebido como um Rei, Lucas registra o pedido dos fariseus
porém, como Ele afirmou a Pilatos: “[...] para que Jesus repreendesse seus dis-
O meu Reino não é deste mundo” [...] cípulos: “[...] Mestre, repreende os teus
(Jo 18.36). discípulos [...]” (Lc 19.39). Mas Jesus os
2. Jesus é aclamado como Rei Mes- repeliu dizendo que se eles se calas-
siânico. Quando Jesus entrou em Jeru- sem até as pedras clamariam (Lc 19.40).
salém a multidão que o seguia o exaltou Agora não haveria mais volta, Jesus daria
com partes do Salmo 118.26. Segundo o prosseguimento a sua morte de cruz e
Comentário Bíblico Pentecostal, “hosana é ao sacrifício que proporcionou a nossa
a versão grega transliterada da expressão salvação.
hebraica, ‘salva-nos’” (Sl 118.25). Mateus
enfatiza a ação das pessoas ao cortarem Pense!
e espalharem ramos e gritarem “hosana”, Jesus conhecia os perigos da
fama e do clamor das multidões.
pois tais ações eram muito utilizadas nas
Ele demonstrou isso na narrativa
festividades judaicas. da tentação. Jovem, como você
Infelizmente, a multidão que gritou lidaria com a fama e a populari-
“hosana”, foi a mesma que também dade?
gritou: “Crucifica-o!” “Crucifica-o!” Esco-
lheram soltar Barrabás, um salteador e Ponto Importante
homicida, e pediram a prisão e morte A multidão que na entrada triun-
fal de Jesus em Jerusalém clamou,
de Jesus. Por isso, o crente não deve
“Hosana” foi a mesma que no seu
se iludir com a fama e a bajulação das julgamento clamou, “crucifica-o.”
multidões. O importante é conhecer e
viver os princípios bíblicos e procurar
agradar sempre a Deus.
3. A recepção de Jesus é vista como
uma ameaça pelos líderes religiosos de
O importante é conhecer e
Jerusalém. O alvoroço das pessoas, a viver os princípios bíblicos e
aclamação do povo e o reconhecimento
procurar agradar
de Jesus como uma figura messiânica,
abalaram a segurança das principais sempre a Deus.
autoridades religiosas de Jerusalém.
Jesus passou a ser uma ameaça ainda

JOVENS 61
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“A entrada triunfal aconteceu em um “A questão mais importante é que


domingo. Depois de curar os dois cegos Jesus deliberadamente se identifica
em Jericó, Jesus e os seus discípulos, como o Messias e, assim, cumpre a
acompanhados pelos peregrinos da profecia. Até aqui não é feita menção
Galileia a caminho da festa da Páscoa, nos Evangelhos de Jesus viajar mon-
haviam caminhado pela estrada de tado num animal; com certeza Ele não
Jericó em direção a Jerusalém. Isso precisaria ir montado num jumentinho
aconteceu em uma sexta-feira. Desde o para perfazer a distância de Betfagé
pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol aos portões da cidade, a qual poderia
do sábado (o sábado judaico). Jesus e ter sido percorrido à pé. Dos escrito-
os seus discípulos descansaram, talvez res sinóticos, só Mateus nota que as
na casa de Marta e Maria em Betânia. ações de Jesus cumprem a profecia
(Mt 21.4,5; cf. também Jo12.14,15). Isto é
No domingo, eles foram para Jerusalém
característico do registro frequente de
e, no caminho, evidentemente pararam
Mateus aludir o cumprimento de pro-
em Betfagé. Essa vila não é mencionada
fecia com sua expressão introdutória:
no Antigo Testamento, mas somente em
‘Para que se cumprisse o que foi dito
conexão com a entrada triunfal no Novo
pelo profeta’. A primeira parte de sua
Testamento. O Talmude fala sobre ela
citação é de Isaías 62.11 e a segunda,
como estando próxima a Jerusalém. Dal-
de Zacarias 9.9. O monte das Oliveiras
man diz, com base na literatura rabínica:
é o local da volta do Messias (veja Zc
‘Este deve ter sido um distrito situado
14.4). No uso que Mateus faz de Zaca-
fora de Jerusalém (um subúrbio, mas
rias 9.9, ele omite as palavras ‘justo e
não uma unidade independente), que
Salvador’, e a descrição subsequente
começava na fronteira do santuário, isto
de um Messias vitorioso, preferindo
é, antes do muro oriental de Jerusalém’.
enfatizar Jesus como humilde (Mt
Isso pode sugerir um território que incluía
5.5; 12.18-21). O jumentinho é um
o vale de Cedrom e a encosta ocidental
transporte de paz, não de guerra; o
do monte das Oliveiras. conquistador vem como pacificador
Como de costume, Mateus cita o humilde. [...] o fato de outro ‘Filho de
cumprimento de uma profecia nesse Davi’, Salomão, ter montado a mula
evento da vida de Cristo. A citação de Davi, seu pai, quando foi coroado
corresponde a Zacarias 9.9 (cf. também na fonte de Giom no mesmo vale ao
Is 62.11) onde está previsto que o Rei- longo do qual Jesus esta agora indo
Messias viria humildemente, montado montado no jumentinho (1 Rs 1.38)
em um jumento. [...] Josefo registra não teria passado despercebido pela
a crença popular de que o Messias audiência judaica de Mateus” (ARRIN-
iria aparecer no monte das Oliveiras” GTON, French L.; STRONSTAD, Roger
(Comentário Bíblico Beacon: Mateus (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal:
a Lucas. Vol. 6. 1.ed. Rio de Janeiro: Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2006, pp.144-145). CPAD, 2004, p.116).

62 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário do Novo Testamento
Aplicação Pessoal. Vol. 1. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Na lição de hoje, aprendemos que Jesus realizou sua missão de forma planejada
a fim de cumprir com o seu propósito: observar as Escrituras. Sua entrada em
Jerusalém, ao contrário de todas as expectativas, demonstra que o seu Reino
não era desse mundo, por isso era um reino de paz, humildade e justiça.

HORA DA REVISÃO
1. Quais eram os nomes dos filhos da mulher que intercedeu por eles diante de
Jesus para que fossem colocados ao seu lado, quando assumisse o trono?
No capítulo 20, Mateus narra o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu, Tiago e João.
2. O que lembrava a cena empregada na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém?
Mateus narra a chegada de Jesus em Jerusalém de forma que lembra a entrada
das comitivas dos reis de Israel e as greco-romanas.
3. Segundo a lição, Jesus planejou sua entrada triunfal em Jerusalém?
Sim. Jesus dá uma ordem a dois dos seus discípulos: “Ide à aldeia que está
defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com
ela; desprendei-a e trazei-mos” (Mt 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo
planejado, diferente de alguns crentes que fazem tudo de modo improvisado.
4. A entrada triunfal de Jesus se assemelhava a qual rei do Antigo Testamento?
Se assemelhava à entrada de Salomão quando este foi constituído rei e desceu
a Giom, utilizando a mula que pertencia o seu pai, o rei Davi.
5. Qual foi a resposta de Jesus quando os fariseus pediram para que calasse seus
discípulos?
Jesus os repeliu dizendo que se eles se calassem até as pedras clamariam (Lc 19.40).
9
LIÇÃO

04/03/2018

ACERCA DAS
ÚLTIMAS COISAS
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 24.2
“E, estando assentado no monte Jesus prediz a destruição do
das Oliveiras, chegaram-se
a ele os seus discípulos, em Templo de Jerusalém
particular, dizendo: Dize-nos TERÇA – Mt 24.3
quando serão essas coisas e que Os discípulos pedem um sinal
sinal haverá da tua vinda e do
fim do mundo?.” (Mt 24.3) da vinda de Jesus
QUARTA – Mt 24.37
A vinda do Filho do Homem será
SÍNTESE como nos dias de Noé
O mais importante não é QUINTA – Mt 25.1-13
saber o dia e a hora da A Parábola das Dez Virgens
segunda vinda de Jesus e SEXTA - Mt 25.14-30
do fim dos tempos, mas sim A Parábola dos Talentos
vigiar e estar preparado
para esses eventos. SÁBADO – Mt 27.31-46
A vida eterna e o castigo eterno

64 JOVENS
OBJETIVOS
1. MOSTRAR o anúncio da destruição do Templo e os
sinais do fim dos tempos;
2. EXPLICAR a responsabilidade do homem e o julgamento
divino.

INTERAÇÃO
Professor(a), o conteúdo da lição deve ser adaptado à
realidade dos seus alunos, considerando o meio em
que estão inseridos, bem como suas limitações (sociais,
financeira, espirituais). Somente você que está próximo
deles e os conhece poderá conhecer tais limitações. Por
isso, você tem a responsabilidade de “traduzir” o con-
teúdo da lição à realidade deles. Assim como utilizar
uma metodologia que os permita compreender melhor
o conteúdo da lição.
Fique atento(a) para a lógica e coerência na exposição
das ideias durante a aula. A lição de hoje é uma das mais
complexas devido às questões escatológicas. Por isso, se
faz necessário um estudo mais aprofundado.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), sugerimos que inicie a aula fazendo algu-
mas perguntas a respeito da Segunda Vinda de Jesus:
“Você se considera preparado caso a vinda de Jesus se
dê daqui a alguns minutos?” “Você crê na vinda de Jesus
em glória?” “Saberia citar alguns sinais da sua vinda?”
A lição desta semana aborda a curiosidade dos discípulos
com relação ao fim dos tempos, surgida após o anúncio
da destruição do Templo feito por Jesus. Por isso, as
perguntas iniciais servirão para despertar a atenção dos
alunos para o tema da lição. No decorrer da aula, enfatize
que mais importante do que saber quando Jesus voltará
é estar preparado para a sua vinda.

JOVENS 65
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 24.1-4,37,45,46; 25.1,2,14,15,31-33
24.1 E, quando Jesus ia saindo do templo, INTRODUÇÃO
aproximaram-se dele os seus discí-
pulos para lhe mostrarem a estrutura
Jesus advertiu aos seus discípulos
do templo. a respeito do apego demasiado às
2 Jesus, porém, lhes disse: Não vedes estruturas humanas e a necessidade
tudo isto? Em verdade vos digo que de se estar atento à nossa conduta
não ficará aqui pedra sobre pedra que para com Deus e com o próximo, a fim
não seja derribada. de que não venhamos perder a visão
3 E, estando assentado no monte das correta do Reino de Deus, pois o fim
Oliveiras, chegaram-se a ele os seus
de todas as coisas certamente virá.
discípulos, em particular, dizendo: Dize-
nos quando serão essas coisas e que O Mestre, ao anunciar a destrui-
sinal haverá da tua vinda e do fim do ção de um dos maiores símbolos
mundo? religioso dos judeus, o Templo de
4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Jerusalém, estava dando a oportu-
Acautelai-vos, que ninguém vos engane,
nidade para os discípulos fazerem
37 E, como foi nos dias de Noé, assim será duas indagações importantes:
também a vinda do Filho do Homem.
“Quando serão estas coisas?” “Que
45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente,
sinal haveria de sua vinda e do fim
que o Senhor constituiu sobre a sua
casa, para dar o sustento a seu tempo? do mundo?” Estes são os temas que
46 Bem-aventurado aquele servo que o
estudaremos nesta lição.
Senhor, quando vier, achar servindo
assim.
25.1 Então, o Reino dos céus será seme-
lhante a dez virgens que, tomando as
suas lâmpadas, saíram ao encontro
do esposo.
2 E cinco delas eram prudentes, e cinco,
loucas.
14 Porque isto é também como um homem
que, partindo para fora da terra, chamou
os seus servos, e entregou-lhes os seus
bens,
15 e a um deu cinco talentos, e a outro,
dois, e a outro, um, a cada um segundo
a sua capacidade, e ausentou-se logo
para longe.
31 E, quando o Filho do Homem vier em
sua glória, e todos os santos anjos,
com ele, então, se assentará no trono
da sua glória;
32 e todas as nações serão reunidas diante
dele, e apartará uns dos outros, como
o pastor aparta dos bodes as ovelhas.
33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os
bodes à esquerda.

66 JOVENS
I – O ANÚNCIO DA DESTRUIÇÃO 2. O principio das dores e os sinais
DO TEMPLO E OS SINAIS DO FIM do fim dos tempos. Depois da conversa
DOS TEMPOS que Jesus teve com os seus discípulos
1. Cristo anuncia a destruição do na saída do Templo, eles vão para o Mon-
Templo (Mt 24. 1,2). Os primeiros versí- te das Oliveiras. As palavras de Jesus a
culos de Mateus 24 mostram que Jesus respeito da destruição do Templo ainda
estava saindo do Templo quando os estavam incomodando os discípulos.
seus discípulos se aproximaram e co- Então, eles se aproximam de Jesus e
meçaram a lhe mostrar a estrutura do perguntam: “[...] Dize-nos quando serão
Templo que Herodes havia construído. essas coisas e que sinal haverá da tua
Eles, apesar de já conhecerem bem o vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3).
edifício, estavam admirados com o es- Jesus explica aos discípulos que
plendor, a beleza e a grandiosidade da a destruição do Templo e da cidade
construção. Então, Jesus anuncia que de Jerusalém seriam acontecimentos
tudo o que eles estavam vendo seria futuros. Não somente os discípulos,
totalmente destruído. Não ficaria pedra mas os crentes até os dias atuais ainda
sobre pedra. Os discípulos provavelmente fazem confusão com relação à Segun-
ficaram espantados com o que ouviram da Vinda de Cristo e têm dificuldades
do Mestre e, com certeza, muitas dúvidas para compreender o texto bíblico de
e questionamentos devem ter surgido na Mateus 24.
mente deles, principalmente a respeito Na sequência, Mateus discorre a
de quando se dariam estas coisas. respeito dos alertas do discurso de Jesus
Jesus estava se referindo à des- a respeito dos fatos que aconteceriam
truição do Templo que ocorreu em 70 nos anos que antecederam a destruição
d.C. A cidade de Jerusalém foi sitiada de Jerusalém e do Templo (70 d.C.).
pelo exército dos romanos, sob Jesus aponta alguns sinais que antece-
o comando de Tito. Tal cerco e deriam a sua vinda e o fim do mundo.
destruição ocorreram devido a Vejamos: falsos cristos se levantariam
uma rebelião dos zelotes (70 (v. 5); guerras e rumores de guerras (v.
d.C.). Nesta época o Templo era 6,7); fomes, pestes e terremotos em
controlado pelos principais dos vários lugares (v. 7).
sacerdotes e seus auxiliares 3. A necessidade de vigilância (Mt
e pelo Império Romano. Por 24.37-51). Jesus compara a sua vinda
isso, a preocupação constante com os dias de Noé (vv. 37-39). Ele
dos principais dos sacerdotes equipara com a surpresa que as pes-
com relação à conduta e ao soas tiveram com o dilúvio, enquanto
discurso de Jesus, pois a po- viviam suas vidas de perversidades e
sição religiosa deles, o “poder” imoralidades.
e seus privilégios estavam Mateus apresenta neste capítulo dois
em jogo. Depois dos anos 70 grupos de pessoas: os que aguardavam
d.C. a estrutura de poder que o fim imediato dos tempos e o esta-
confrontou Jesus e provocou belecimento do Reino Messiânico, e o
sua morte foi destruída. grupo dos distraídos, que não estavam

JOVENS 67
Ponto Importante
Jesus estava mostrando que Os discípulos deveriam estar
sempre preparados, pois o
os seus servos deveriam estar Senhor poderia retornar a
sempre preparados para a sua qualquer hora.

vinda e agir como o servo II – A RESPONSABILIDADE DO HO-


fiel e prudente. MEM E O JULGAMENTO DIVINO
1. A parábola das Dez Virgens (Mt
25.1-13). Jesus dá continuidade ao seu
sermão profético, utilizando a Parábola
preocupados com a vinda de Jesus e o das Dez Virgens. O ambiente da parábola
fim dos tempos. O primeiro grupo, nos é uma festa de casamento, que acon-
versículos anteriores, já havia recebi- tece dentro dos costumes judeus do
do as orientações. Então, o segundo primeiro século. O ponto alto das bodas
grupo, agora recebe a advertência de era o momento em que o noivo e sua
Jesus, pois estavam despercebidos e comitiva seguiam até a casa da noiva,
se continuassem assim seriam pegos de que também tinha o seu cortejo. Após
surpresa na segunda vinda. Em seguida, a chegada do noivo, que era costume
Jesus continua a exortação utilizando a se atrasar devido o recolhimento dos
Parábola dos Dois Servos (vv. 45-51). O presentes, todos se dirigiam para a casa
Mestre fala a respeito de um senhor e da noiva para a festa que durava dias.
de dois servos. Um dos servos é fiel e O evento geralmente acontecia à noite,
sensato, pois obedeceu e fez tudo o que por isso a necessidade de se manter as
seu senhor havia ordenado. Tal servo é lamparinas acesas.
recompensado e posto como encarregado Na parábola, a noiva estava na
dos bens de seu senhor. O outro servo sua casa aguardando a chegada do
é mau, pois se aproveitou da ausência e noivo, acompanhada de dez virgens,
aparente demora de seu senhor para se damas de honra. Cinco virgens eram
divertir e explorar os demais servos. Mas prudentes, pois levaram uma reserva
o senhor retornou em um dia em que o de óleo para suas lâmpadas caso
servo mau não estava esperando. Como o noivo demorasse a chegar. Mas
recompensa, o mau servo foi destinado cinco virgens foram chamadas de
a um lugar onde haveria “pranto e ranger insensatas, loucas, pois não provi-
de dentes” (v. 51). Jesus estava mostrando denciaram a reserva de azeite para
que os seus servos deveriam estar sempre suas lamparinas. Com a demora do
preparados para a sua vinda e agir como noivo, como de costume, as dez vir-
o servo fiel e prudente. gens adormeceram. Então, quando
é anunciada a chegada do noivo, as
Pense! cinco insensatas percebem a falta de
Jesus exortou os discípulos a fim
de prepará-los para a sua vinda. óleo e pedem azeite emprestado às
Jovem, você está preparado para outras cinco prudentes. Mas elas sa-
a Segunda Vinda de Cristo? biamente negam, pois corriam o risco

68 JOVENS
de todas ficarem sem e perderem o 3. A vinda do Filho do Homem em
ponto mais importante da festa. As glória. Mateus anuncia a chegada do
cinco insensatas saem para comprar Filho do Homem em glória, uma figu-
o azeite, mas enquanto isso o noivo ra apocalíptica que vem para julgar
e a sua comitiva chegam. Quando as todas as nações (Mt 25.31,32). Quando
insensatas retornam a porta já havia Mateus fala a respeito de julgamento,
sido fechada. Jesus estava mostrando ele está se referindo ao momento em
que a preparação (prática da justiça) que as obras, atitudes de todos, são
para a “vinda do noivo” é individual. expostas. Segundo Mateus, o Senhor
2. A parábola dos talentos (Mt 25.14- Jesus irá separar as pessoas em dois
30). O sermão profético continua e Jesus grupos: as ovelhas (os que foram jus-
conta mais uma parábola. O Mestre fala tificados mediante a fé em Cristo) e os
de um senhor que sai em uma jornada, bodes (os que não se arrependeram
mas antes distribui talentos a três de dos seus pecados e não creram em
seus servos. Os talentos foram doados Cristo). O Senhor Jesus mostra que
de acordo com a capacidade individual aqueles que são verdadeiramente
de cada um (v. 15). Um talento era um suas ovelhas entrarão no Reino de
valor bem significativo. Os servos que Deus. Somente as ovelhas usaram de
ganharam cinco e dois talentos traba- misericórdia para com essas pessoas.
lham e conseguiram dobrar o valor do Os bodes simplesmente ignoraram as
que haviam recebido. Mas já o que havia necessidades dos desvalidos.
recebido um talento não fez nada para
aumentar o seu valor, simplesmente foi Pense!
e o enterrou por segurança. Quando Jovem, como você tem lidado
com os dons e talentos que Deus
o senhor retornou e pediu conta aos
tem dado a você?
servos dos talentos, os dois primeiros
apresentam os valores duplicados e
Ponto Importante
com isso são elogiados e recebem a Muitos estão tão preocupados
promessa de receber ainda maiores em adquirir bens materiais,
responsabilidades. Enquanto que o que que se esquecem que um dia
havia recebido um talento, o devolve Jesus voltará e teremos que
prestar contas a Ele das nossas
da mesma maneira que recebeu. Este
ações e bens.
é repreendido pelo seu senhor e cha-
mado de “mau e negligente servo” (v.
26). Além disso, o talento que lhe havia
sido dado é retirado e entregue ao que Não importa quantos
estava com dez talentos. O ponto central talentos são dados, mas Jesus
dessa parábola é o uso dos talentos e
capacidades recebidas por Deus em ressalta que todos devem
favor do seu Reino. Não importa quantos ser utilizados em favor do
talentos são dados, mas Jesus ressalta
que todos devem ser utilizados em favor Reino dos Céus.
do Reino dos Céus.

JOVENS 69
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“O Discurso no Monte das Oliveiras “Filho do Homem


(Mt 24.1—25.46) De todos os seus títulos, ‘Filho do
Esta seção é uma das mais complexas Homem’ é o que Jesus preferia usar
dos ensinos de Jesus. Sistemas escato- a respeito de si mesmo. E os escrito-
lógicos completos têm sido inventados res dos Evangelhos sinóticos usam
para explicar a passagem, com muitos a expressão 69 vezes. O termo ‘filho
pontos desnorteantes e contrapontos e do homem’ tem dois possíveis signi-
opiniões entre teorias competidoras. [...] ficados principais. O primeiro indica
Cada tipo de literatura usado na revelação simplesmente um membro da hu-
do Novo Testamento deve ser respeitado manidade. E, neste sentido, cada um
por suas características próprias. Aqui é um filho do homem. Tal significado
os gêneros dominantes são profecia e era conhecido nos dias de Jesus e
apocalipse. Caracteristicamente a profecia remonta (pelo menos) aos tempos do
avisa o relapso do iminente julgamento livro de Ezequiel, onde é empregada
e promessas que abençoam os crentes. a fraseologia hebraica bem’adam,
Também prediz eventos futuros. Frequen- com significado quase idêntico. Essa
temente a profecia trata do julgamento expressão, na realidade, pode até
ou libertação de Deus, os quais ocorrem mesmo funcionar como o pronome
por instituições terrenas existentes ou da primeira pessoa do singular, ‘eu’
pessoas na história. Embora a profecia (cf. Mt 16.13).
possa ter características apocalípticas, Por outro lado, a expressão é usada
nos dias de Jesus o termo apocalipse também a respeito da personagem
(apocalypis, ‘revelação’) tinha se tornado profetizada em Daniel e na literatura
um tipo distinto de literatura. Este tipo via apocalíptica judaica posterior. Essa
o julgamento e as promessas de Deus personagem surge no fim dos tempos
vindo através da invasão de um cosmo com uma intervenção dramática, a fim
divino ao mundo terreno, engolfando- de trazer a este mundo a justiça de
-o e transformando-o. Simbolismo e Deus, o seu Reino e o seu julgamento.
expressões figurativas são usados para Daniel 7.13,14 é o texto fundamental
exprimir a nova era divina e espiritual para esse conceito apocalíptico” (HOR-
em termos compreensíveis para a era TON, Stanley. Teologia Sistemática:
presente. [...] Para tornar o assunto mais Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio
complicado, na experiência apocalípti- de Janeiro: CPAD, 1996, p. 310).
ca não se pode estar completamente
seguro quando determinado item deve
ser entendido literal ou figuradamente,
ou de ambas as formas” (ARRINGTON,
French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.).
Comentário Bíblico Pentecostal: Novo
Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2004, p. 129-130).

70 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
HORTON, Stanley. Teologia Sistemática:
Uma perspectiva pentecostal. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que os eventos da destruição do Templo tipificam
os sinais da Segunda Vinda de Jesus e do julgamento final. Aprendemos
também, que precisamos estar atentos para que não sejamos surpreen-
didos pelo Dia do Senhor.

HORA DA REVISÃO
1. O que Jesus estava dizendo ao afirmar aos discípulos que não ficaria “pedra sobre
pedra” do Templo?
Jesus estava se referindo à destruição do Templo que ocorreu em 70 d.C.
2. Na parábola dos dois servos, qual foi a recompensa do servo mau?
Como recompensa, o mau servo foi destinado a um lugar onde haveria “pranto
e ranger de dentes”.
3. Segundo a lição, qual é a mensagem central da Parábola das Dez Virgens?
Devemos estar preparados, com as lamparinas acesas, para a volta do Noivo.
4. Qual é a mensagem central da Parábola dos Talentos?
A mensagem central dessa parábola é o uso dos talentos e capacidades rece-
bidas por Deus em favor do seu Reino. Não importa quantos talentos são dados,
mas Jesus ressalta que todos devem ser utilizados em favor do Reino dos Céus.
5. Você está preparado(a) para a vinda de Jesus em glória?
Resposta pessoal.
10
LIÇÃO

11/03/2018

O CRISTO CRUCIFICADO:
ESTÁ CONSUMADO
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 27.32
“E Jesus, clamando outra Simão foi constrangido a levar a
vez com grande voz,
cruz de Jesus
entregou o espírito.”
(Mt 27.50) TERÇA – Mt 27.37
A acusação de Jesus Cristo
QUARTA – Mt 26.39-43
Todos escarnecem de Jesus
QUINTA – Dt 21.22,23
SÍNTESE Para os judeus a morte de cruz
Depois de muito sofrimento e era uma maldição
dor, a morte de Cristo, na cruz, SEXTA – Sl 22.1,2
proporciona a justificação de O clamor de Jesus na cruz
todo aquele que nEle crê.
SÁBADO – Mt 27.51
Com a morte de Jesus, o véu do
Templo se rasgou de alto a baixo

72 JOVENS
OBJETIVOS
1. EXPLICAR como se deu a crucificação de Jesus;
2. CONSCIENTIZAR de que Cristo morreu por nós;
3. MOSTRAR o que ocorreu no sepultamento de Jesus.

INTERAÇÃO
Professor(a), dê preferência as aulas mais participativas,
pois contribuem para uma maior atuação dos envolvi-
dos no processo de ensino-aprendizagem. Encare seus
alunos como detentores do saber e conhecimento, não
como meros receptores. Metodologias participativas
valorizam as experiências dos participantes, envolven-
do-os na discussão, identificação e busca de soluções
para as problemáticas apresentadas em cada lição. Os
alunos se sentem incluídos nas aulas, emitindo com
mais facilidade suas opiniões. Utilize metodologias que
incentivam a participação de todos, contribuindo para o
desenvolvimento das potencialidades de todos os jovens.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula de hoje sugerimos que seja elaborado um
concurso bíblico. Prepare uma série de perguntas a
respeito das lições e organize, no mínimo, dois grupos.
Use a criatividade para definir qual grupo vai começar
a responder as perguntas. Defina uma pontuação para
os acertos. Se o grupo responder a pergunta ganha um
ponto; se não responder, não ganha ponto e dá oportu-
nidade para o outro grupo responder (passa). Se o outro
grupo responder ganha um ponto. Se não, a pergunta
volta para o primeiro grupo (repassa). Se desta vez o
grupo responder, ganha dois pontos. Se não, você res-
ponde a pergunta para os grupos. Repetir até terminar
as perguntas.

JOVENS 73
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 27.32-37,45-51
32 E, quando saíam, encontraram um INTRODUÇÃO
homem cireneu, chamado Simão, a
O capítulo 27 do Evangelho de
quem constrangeram a levar a sua cruz.
Mateus descreve o suicídio de
33 E, chegando ao lugar chamado Gólgota,
que significa Lugar da Caveira, Judas, o julgamento de Jesus,
34 deram-lhe a beber vinho misturado
a sua crucificação e sepultura.
com fel; mas ele, provando-o, não quis Mateus retrata com precisão
beber. os momentos que antecedem a
35 E, havendo-o crucificado, repartiram crucificação, inclusive os horá-
as suas vestes, lançando sortes, para rios dos acontecimentos. Tudo
que se cumprisse o que foi dito pelo aconteceu conforme as Escritu-
profeta: Repartiram entre si as minhas
ras Sagradas e com a permissão
vestes, e sobre a minha túnica lançaram
sortes. de Deus.
36 E, assentados, o guardavam ali. Ao longo de sua viagem para Je-
37 E, por cima da sua cabeça, puseram rusalém, Jesus por três vezes
escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, anunciou a sua crucificação e
O REI DOS JUDEUS. morte (Mt 16.21; 17.22,23; 20.18).
45 E, desde a hora sexta, houve trevas Então, o momento chega como
sobre toda a terra, até à hora nona. Ele havia predito. Depois de um
46E, perto da hora nona, exclamou Jesus julgamento forjado e repleto de
em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sa- falsos testemunhos das autorida-
bactâni, isto é, Deus meu, Deus meu,
por que me desamparaste?
des religiosas e políticas, Jesus é
47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo
condenado e conduzido à morte
isso, diziam: Este chama por Elias. de cruz. Este é o tema que estu-
48 E logo um deles, correndo, tomou uma daremos na lição de hoje.
esponja, e embebeu-a em vinagre, e,
pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos
se Elias vem livrá-lo.
50 E Jesus, clamando outra vez com grande
voz, entregou o espírito.
51 E eis que o véu do templo se rasgou
em dois, de alto a baixo; e tremeu a
terra, e fenderam-se as pedras.

74 JOVENS
ACONTECIMENTOS TEXTOS BÍBLICOS DO AT
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Is 62.11; Zc 9.9

A purificação do Templo. Is 56.7

Indicação de que haveria um traidor. Sl 41.9

Na última ceia a alusão ao sangue da aliança. Êx 24.8

A prisão de Jesus e a fuga dos discípulos. Zc 13.7

Condenação à morte pelo Sinédrio. Sl 31.11-13


Traição de Judas. Zc 11.12

Flagelos de Jesus. Is 50.6

I – CRUCIFICAÇÃO DE JESUS Simão, o Cirineu, é obrigado a ajudar


1. A vida e o sofrimento de Jesus Jesus a carregar a cruz.
foi previsto nas Escrituras Sagradas. O Ao chegarem ao lugar da crucificação
relato da vida e da obra de Jesus seguiu é oferecido a Jesus vinho misturado com
um plano previamente estabelecido pelo fel; tal mistura tinha um efeito entorpecente,
Senhor e que foi relatado já no Antigo mas, Jesus ao prová-lo, não quis beber.
Testamento. Observe o quadro acima: Mateus é o único evangelista que registra
Como podemos observar, a paixão e a que antes de recusar, Jesus o prova.
ressurreição de Cristo são os fundamen- 3. A acusação de Jesus: “Rei dos
tos do cristianismo. Por isso, podemos Judeus”. Como os demais crucificados,
encontrar referências a respeito deste Jesus ficou pendurado até que, lenta-
assunto tanto no Antigo como no Novo mente, as dores e a exaustão física os
Testamento. levassem a morte. Se a perda de sangue
2. Os flagelos e escárnios no caminho e as consequências da flagelação não
do Gólgota. O caminho para a o matassem, a asfixia o faria. A vítima,
cruz foi um caminho de dor e geralmente, ficava fraca demais e não
tristeza, onde Jesus teve que conseguia levantar o corpo para respirar.
enfrentar a zombaria e o escár- Mateus registra que os soldados
nio. O sarcasmo a respeito da repartiram as vestes de Jesus entre
realeza de Jesus começou com eles lançando a sorte (Mt 27.35), uma
os principais líderes religiosos referência ao Salmo 22.18. Em cima
(Mt 26.67; 27.39-44), continuou de sua cabeça, na cruz, puseram uma
com os soldados e oficiais ro- tabuleta com a acusação contra Ele:
manos, após a condenação à “ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS”.
morte por Pilatos (Mt 27.27-31). Mais uma vez, Jesus é escarnecido e
A caminhada até o monte da desprezado. Mas, no Dia do Senhor,
crucificação foi marcada por todas as pessoas, de todas as nações,
atos de violência e opressão. terão que se dobrar diante dEle para
Diante da fragilidade física de serem julgadas (Mt 25.31-34). Afinal, Ele
Jesus, devido aos maus tratos, é o Rei dos reis.

JOVENS 75
que um cidadão romano não poderia ser
executado dessa forma.
2. A morte de Cristo foi necessária
A morte de cruz era para a justificação da humanidade. O
desprezada pelos judeus e primeiro clamor de Jesus na cruz de-
monstrou um grande desespero, e o texto
pelos romanos. utilizado por Mateus foi uma referência
ao Salmo 22.1, onde o justo, ao enfren-
tar uma oposição obstinada de seus
oponentes, não encontra uma solução
Pense! aparente e se vê abandonado por Deus.
Simão Cirineu ajudou Jesus a car- Por isso, clama: “Deus meu, Deus meu,
regar a cruz. Isso deve ter aliviado por que me desamparaste? Por que te
um pouco sua dor e cansaço.
alongas das palavras do meu bramido e
Jovem, o que você tem feito para
aliviar a dor de quem está enfren- não me auxilias?” Jesus, neste momen-
tando algum tipo de sofrimento? to, sente a separação de Deus, pois os
pecados da humanidade estavam sobre
Ponto Importante si. Ao ouvir as palavras de Jesus, o povo
A partir da crucificação, as relações pensou que Ele estava pedindo socorro
dos acontecimentos com o Antigo a Elias (Mt 27.47). Por isso, mais uma vez
Testamento se intensificam, pois zombam dEle. Então, o Salvador deu o
a paixão e a ressurreição são
seu último brado, ao entregar o espírito
fundamentos da fé cristã.
ao Pai. As palavras utilizadas por Jesus
II - MORTE DE JESUS são uma referência ao Salmo 31.5: “Nas
1. Morte de cruz. A morte de cruz era tuas mãos encomendo o meu espírito; tu
desprezada pelos judeus e pelos roma- me remiste, SENHOR, Deus da verdade.”
nos. Os judeus a rejeitavam por questões 3. A morte de Jesus rasgou o véu do
religiosas e os romanos por questões Templo em dois. Mateus não somente
políticas. Para os judeus a morte de cruz fala a respeito do véu que foi rasgado,
era uma maldição (Dt 21.22,23). Por isso, mas também menciona o fato de ter
os judeus não esperavam um Messias havido um terremoto (Mt 27.51). O véu
sofredor e muito menos um condenado era símbolo da inacessibilidade do ser
à morte na cruz. Paulo afirma, quando es- humano à presença de Deus. Ele tornava
creve aos Gálatas, que Cristo nos resgatou o sumo sacerdote o único intermediário
da maldição da Lei, fazendo-se maldição entre Deus e o homem. Com a morte de
por nós, morrendo na cruz (Gl 3.13). Ele Jesus o véu se rasgou, nos dando livre
faz uma referência a Deuteronômio 21.23. acesso ao Todo-Poderoso.
Os romanos reservavam a morte de Jesus demonstrou que, por meio de
cruz somente para os inimigos políticos, sua própria vida e obra, cumpriu toda a Lei
pessoas consideradas rebeldes e sub- e os profetas. A obra de Cristo satisfez a
versivas que se recusavam a obedecer justiça de Deus e conquistou o direito da
as ordens impostas pelas autoridades justiça perfeita que é atribuída a todo o que
romanas. Essa morte era tão desprezível crê e aceita o sacrifício vicário de Cristo.

76 JOVENS
que o sepulcro nunca havia sido usado
Pense!
O véu rasgado deu acesso direto a e ficava em um jardim, próximo ao Gól-
todos diante de Deus. Jovem, você gota, lugar estratégico devido ao pouco
já pensou no privilégio adquirido tempo para sepultamento (Jo 19.41). O
por meio da morte de Cristo? que José de Arimateia não sabia é que
o túmulo novo no domingo pela manhã
Ponto Importante já estaria vazio. José pode não ter tido
O sacrifício vicário de Cristo foi
coragem durante o ministério de Jesus,
perfeito e cumpriu a Lei. Por isso,
não é mais necessário oferecer mas agora ele se expõe e entra para a
sacrifícios a Deus. história como o homem que emprestou
a própria tumba talhada na rocha para
III - O SEPULTAMENTO DE JESUS sepultar Jesus, o Filho de Deus.
1. José de Arimateia. Ele é apresen- 3. A guarda do sepulcro. Duas mu-
tado pelos Evangelhos sinóticos como lheres permanecem ali sentadas, Maria
um homem rico, membro do Sinédrio, Madalena e a outra Maria. Elas dão
justo, bom e discípulo secreto de Jesus. continuidade ao testemunho da morte
Mateus informa que ele rompeu a barreira e sepultamento de Jesus (Mt 27.55,56).
do anonimato ao pedir o corpo de Jesus Os chefes dos sacerdotes também
a Pilatos. Os discursos de Jesus também ficaram preocupados com o túmulo de
alcançaram as pessoas da elite de Israel. Jesus. Os discípulos se esqueceram da
João menciona que Nicodemos também promessa que Jesus havia feito de que
foi com José de Arimateia sepultar Jesus. ressuscitaria ao terceiro dia, mas estes
Enquanto os discípulos mais próximos não se esqueceram. Os chefes dos sa-
abandonaram Jesus após sua prisão, cerdotes vão até Pilatos e pedem para
surge um discípulo secreto que se expõe que o túmulo seja guardado para evitar
e coloca em risco sua posição e a própria que os discípulos roubassem o corpo e
vida. Se o corpo não fosse requisitado, testificassem uma suposta ressurreição.
como costume, seria sepultado com os Pilatos atende ao pedido deles e envia
criminosos ou deixado para ser consu- um destacamento para selar o túmulo e
mido por bestas selvagens e pássaros. guardá-lo. Indiretamente, eles acabaram
Assim, dois discípulos secretos acabam por colaborar com a comprovação da
por participar de um momento importante ressurreição de Jesus.
do término da missão terrena de Jesus,
e para dar cumprimento às Escrituras Pense!
como veremos a seguir. Após a morte de Jesus, José de
2. Jesus é sepultado em túmulo Arimateia decidiu se expor e
emprestado. José de Arimateia envol- sepultar o corpo de Jesus. Jovem,
você teria coragem de expor sua
veu o corpo de Jesus em um lençol de
vida por amor a Cristo?
linho. Ele e Nicodemos fizeram uma
cuidadosa e completa unção do corpo,
Ponto Importante
conforme o costume judaico, e depois o Dois discípulos “secretos” sepul-
colocaram em um sepulcro novo, uma taram o corpo de Jesus e duas
tumba talhada na rocha. João acrescenta mulheres “guardaram” o corpo.

JOVENS 77
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“A morte de Cristo foi voluntária “José de Arimateia, conseguiu per-


Jesus não foi forçado à cruz. Nada missão de Pilatos para tirar o corpo
fez contra a sua vontade. Subme- da cruz. E, com Nicodemos, levando
teu-se à aflição espontaneamente. quase cem arráteis dum composto
Humilhou-se até à morte, e morte de de mirra, aloés, envolveram o cor-
cruz. Deixou-se crucificar. Que graça po do Senhor em lençóis com as
espantosa por parte daquEle que especiarias, como era costume dos
tudo podia fazer para evitar tamanho judeus. Havia no horto daquele lugar
suplício. Ele tinha o poder de entregar um sepulcro em que ainda ninguém
a sua vida e tornar a tomá-la — e de havia sido posto. Ali puseram Jesus
fato fez isso. Sim, eterno Salvador não (Jo 19.38-42). Sepultar os mortos era
foi forçado ao Calvário, mas atraído considerado um ato de piedade.
para ele, por amor a Deus e à huma- Também era comum que se sepul-
nidade perdida. tassem os mortos no mesmo dia
de seu falecimento. O corpo de um
Sua morte foi vicária e sem dúvida, o
homem executado não tinha permis-
profeta Isaías tinha em mente o cor-
são para ficar pendurado na cruz a
deiro pascal, oferecido em lugar dos
noite inteira (Dt 21.23), pois isso, para
israelitas pecadores. Sobre a cabeça
a mente judaica, poluiria a Terra. Às
do cordeiro sem mancha realizava-se
seis horas, começaria o sábado da
uma transferência dupla. Primeiro,
semana da Páscoa, durante a qual
assegurava-se o perdão divino me-
estava proibida qualquer execução”
diante o santo cordeiro, oferecido
(SILVA, Severino Pedro da. Teologia
e morto. Segundo, o animal, sendo
Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de
assado, servia de alimentação para
Janeiro: CPAD, 2008, p. 156).
o povo eleito. O sacrifício de Cristo
foi duplo: morreu para nos salvar, e
ressuscitou para nossa justificação.
Cristo também é o Pão da vida, o
nosso ‘alimento diário’.
Sua morte foi cruel. Ele foi levado
ao matadouro, esta palavra sugere
brutalidade. Não é de admirar que a
natureza envolvesse a cruz em um
manto de trevas, cobrindo, assim, a
maldade dos seres humanos” (SILVA,
Severino Pedro da. Teologia Sistemá-
tica Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2008, p. 156).

78 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição aprendemos que Mateus demonstra que o sofrimento, o escárnio
e a crucificação de Jesus aconteceram segundo o que estava previsto nas
Escrituras Sagradas. A morte de cruz, desprezada pelos judeus e romanos,
passou a ser motivo de vitória e vida eterna para todos aqueles que creem,
mediante a justificação alcançada por Cristo.

HORA DA REVISÃO
1. Mateus relaciona os soldados lançando sorte para ficar com a veste de Jesus
com qual dos Salmos?
Mateus registra que os soldados repartiram as vestes de Jesus entre eles lan-
çando a sorte (Mt 27.35), uma referência ao Salmo 22.18.
2. Qual o comentário de Paulo a respeito da morte de cruz por Jesus e a qual texto
do Antigo Testamento ele faz referência?
Paulo afirma, quando escreve aos Gálatas, que Cristo nos resgatou da maldição
da Lei, fazendo-se maldição por nós, morrendo na cruz (Gl 3.13). Ele faz uma
referência a Deuteronômio 21.23.
3. Quem sepultou Jesus junto com José de Arimateia?
Nicodemos também foi com José de Arimateia sepultar Jesus.
4. O que aconteceria se o corpo de Jesus não fosse requisitado por José de Arimateia?
Se o corpo de Jesus não fosse requisitado, como costume, seria sepultado com
os criminosos ou deixado para ser consumido por bestas selvagens e pássaros.
5. O que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo significam para você?
Resposta pessoal.
11
LIÇÃO

18/03/2018

A RESSURREIÇÃO
DE JESUS CRISTO
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA – Mt 28.1
“Ele não está aqui, porque Jesus ressuscitou no primeiro dia
já ressuscitou, como tinha da semana
dito. Vinde e vede o lugar TERÇA – Mt 28.2
onde o Senhor jazia.” Um anjo do Senhor removeu a
(Mt 28.6) pedra do sepulcro
QUARTA – Mt 28.9-10
Jesus é visto pelas mulheres que
foram ao sepulcro
QUINTA – Mt 28.11-15
SÍNTESE Os chefes dos sacerdotes com-
Se Jesus Cristo não tivesse pram o silêncio dos soldados
ressuscitado a nossa SEXTA - Mt 28.16,17
fé seria vã. Jesus aparece para os onze discí-
pulos
SÁBADO – Mt 28.18
A Jesus é dado todo poder nos
céus e na terra

80 JOVENS
OBJETIVOS
1. MOSTRAR que a ressurreição de Jesus foi acompanhada
de sinais;
2. RELACIONAR algumas evidências da ressurreição de
Jesus;
3. APONTAR algumas evidências históricas da ressur-
reição de Jesus.

INTERAÇÃO
Alguns professores utilizam, quase que todos os domin-
gos, o método expositivo (exposição oral ou preleção)
que é útil e bem conhecido. No entanto, ele nem sempre
é o mais eficaz para o conteúdo que será abordado e,
por isso, ele deve ser combinado com outros métodos.
Você poderá utilizá-lo junto com o método de discus-
são ou debate. Esse método, se bem conduzido, tende a
chamar a atenção dos alunos para o assunto principal
e seus tópicos. Todavia, ele exige que o professor tenha
um bom domínio do conteúdo, pois deverá atuar como
moderador das discussões.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugerimos para a aula de hoje a dinâmica do júri simulado.
Peça aos alunos que formem dois grupos. Um dos grupos
deverá argumentar contra as evidências da ressurreição
de Cristo, enquanto o outro terá que defender as evi-
dências da ressurreição. Dê oportunidade para que cada
grupo possa argumentar e depois contra-argumentar.
Faça a conclusão conforme a lição. O ideal é avisar a
turma sobre a atividade na aula anterior.

JOVENS 81
TEXTO BÍBLICO COMENTÁRIO
Mateus 28.1-15
1 E, no fim do sábado, quando já despontava INTRODUÇÃO
o primeiro dia da semana, Maria Madalena
e a outra Maria foram ver o sepulcro.
A maior prova da divindade de
Jesus é a sua ressurreição. Os
2 E eis que houvera um grande terremoto,
porque um anjo do Senhor, descendo adversários do cristianismo se
do céu, chegou, removendo a pedra, e utilizam de vários argumentos para
sentou-se sobre ela. anular a veracidade da ressurreição
3 E o seu aspecto era como um relâmpago, de Cristo. As evidências diretas
e a sua veste branca como a neve. somente podem ser comprova-
4 E os guardas, com medo dele, ficaram das por quem as presenciou. No
muito assombrados e como mortos. entanto, as evidências circunstan-
5 Mas o anjo, respondendo, disse às mu- ciais podem ser constatadas pela
lheres: Não tenhais medo; pois eu sei
própria história. Por isso, nesta
que buscai a Jesus, que foi crucificado.
lição estudaremos algumas dessas
6 Ele não está aqui, porque já ressuscitou,
como tinha dito. Vinde e vede o lugar
provas que auxiliam na constatação
onde o Senhor jazia. da ressurreição de Jesus.
7 Ide, pois, imediatamente, e dizei aos
seus discípulos que já ressuscitou dos
I - A RESSURREIÇÃO DE JESUS
mortos. E eis que ele vai adiante de vós
para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu É ACOMPANHADA DE SINAIS
vo-lo tenho dito. (Mt 28.1-7)
8 E, saindo elas pressurosamente do 1. A aparente vitória dos líderes re-
sepulcro, com temor e grande alegria, ligiosos. No sábado, o dia seguinte ao
correram a anunciá-lo aos seus discípulos.
da preparação da Páscoa, considerado
9 E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao
encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, sagrado pelos judeus, tudo parecia
chegando, abraçaram os seus pés e o estar perfeito para os principais líderes
adoraram. religiosos judaicos. Aparentemente seus
10 Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide
dizer a meus irmãos que vão a Galileia
e lá me verão.
11 E, quando iam, eis que alguns da guarda,
chegando à cidade, anunciaram aos
príncipes dos sacerdotes todas as coisas
que haviam acontecido.
12 E, congregados eles com os anciãos e
tomando conselho entre si, deram muito
dinheiro aos soldados, ordenando:
13 Dizei: Vieram de noite os seus discípulos
e, dormindo nós, o furtaram.
14 E, se isso chegar a ser ouvido pelo
governador, nós o persuadiremos e vos
poremos em segurança.
15 E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como
estavam instruídos. E foi divulgado esse
dito entre os judeus, até ao dia de hoje.

82 JOVENS
planos contra Jesus tinham dado certo. pela manhã ao sepulcro ele estava vazio;
Eles haviam persuadido Pilatos a enviar a pedra havia sido removida da entrada
um destacamento para guardar o túmulo e o selo romano, que havia sido posto
de Jesus. Os primeiros discípulos, que sobre o túmulo, fora quebrado. Tanto
haviam deixados seus próprios projetos os judeus como os romanos admitem
de vida para acompanhar Jesus, agora este fato.
estavam dispersos, amedrontados e Mateus menciona que enquanto as
desolados. mulheres caminhavam rumo ao sepul-
As autoridades religiosas e romanas cro, houve um “grande terremoto” que
acreditavam que tudo iria voltar a ser removeu a pedra que lacrava a entrada.
como antes, pois o principal “problema” Terremoto é um fenômeno natural e que
deles, Jesus, havia sido morto. Enquanto acontece em alguns lugares. Entretanto,
as autoridades comemoravam a aparente para Mateus, o terremoto não foi um fato
vitória, os discípulos de Jesus estavam isolado e casual; ele afirma que o tremor
passando o pior momento de suas vidas. de terra foi consequência da descida
Mas a tranquilidade dos oponentes de de um anjo.
Jesus não iria durar por muito tempo.
2. Maria Madalena e Maria vão até Pense!
o túmulo (v.1). As mulheres tiveram um A ressurreição de Cristo é a vitória
do Messias sobre a aparente
papel importante no ministério de Jesus,
derrota. Jovem, você valoriza a
na sua paixão e ressurreição. Todos os narrativa de Mateus a respeito da
Evangelhos destacam a atuação delas ressurreição de Jesus Cristo?
durante a crucificação, a morte, o se-
pultamento e ressurreição do Messias. Ponto Importante
O destaque dado às mulheres era algo Todos os Evangelhos destacam
incomum na cultura judaica, para quem a atuação das mulheres durante
a crucificação, a morte, o
Mateus escreveu o Evangelho
sepultamento e a ressurreição
que leva o seu nome. de Jesus.
As mulheres que contem-
plaram, de longe, a crucifica- II - EVIDÊNCIAS DA RESSURREI-
ção do Salvador (Mt 27.55-60), ÇÃO DE JESUS (Mt 28.9-15)
agora olham o túmulo de 1. A ressurreição de Jesus ao terceiro
Jesus de perto (Mt 27.61). dia. Algumas pessoas questionam a
Elas retornam ao sepulcro veracidade do relato da ressurreição,
no alvorecer do domingo. afirmando ser contradizente ela ter
Pela fé aquelas mulheres ocorrido no terceiro dia. Jesus foi cruci-
se tornaram as primeiras ficado, morto e sepultado rapidamente
testemunhas da ressurrei- na sexta-feira, antes do pôr do sol. O
ção. Que privilégio! pôr do sol é o começo do dia seguinte
3. O túmulo é aberto para os judeus e a ressurreição ocorreu
de forma sobrenatural (v. no domingo, antes do nascer do sol.
2). Quando as mulheres Portanto, Jesus morreu na sexta-feira
chegaram no domingo e passou a noite e o início do segundo

JOVENS 83
Então, eles se reuniram com os anciãos
O fato de soldados romanos para tomar uma decisão a respeito do
assunto. A deliberação do conselho foi
terem sido enviados para mentirosa e desonesta: pagar propina
guardar o túmulo, deu aos soldados para que eles mentissem
a respeito da ressurreição de Jesus.
mais credibilidade à O fato de soldados romanos terem
ressurreição de Jesus. sido enviados para guardar o túmulo,
deu mais credibilidade à ressurreição de
Jesus. Quem poderia retirar o corpo de
um túmulo que estava lacrado e guar-
dia, o sábado, no túmulo. Então, quando dado por um destacamento de Roma?
chega o pôr do sol do sábado, que já é o Os chefes dos sacerdotes e os fariseus
início do terceiro dia, e antes do sol nascer que haviam feito o pedido a Pilatos para
no domingo, Ele ressuscita. Portanto, guardar o túmulo de Jesus, sem querer,
considerando a forma de contar os dias acabaram por colaborar com a compro-
e noites dos judeus, não há contradição vação da sua ressurreição.
quando afirmamos que Jesus ressuscitou
no terceiro dia. Pense!
A ressurreição de Jesus tem sido
2. A aparição de Jesus para as mu-
questionada pelos críticos do
lheres. O anjo do Senhor diz às mulhe- cristianismo. Jovem, você está
res que Jesus havia ressuscitado. Ele preparado para defender esse
também pede que elas anunciem este importante fundamento da fé
fato aos discípulos, pois o Mestre iria cristã?
encontrá-los na Galileia (vv. 6,7). Mas
Jesus as surpreende enquanto elas Ponto Importante
caminhavam para cumprir as ordens O fato das mulheres serem as
primeiras testemunhas e a trama
recebidas. Ele vai ao encontro delas e
dos judeus para esconder a res-
as saúda. Elas imediatamente caem aos surreição são fortes evidências da
pés dEle e o adoram. Mateus destaca o ressurreição de Jesus.
fato de as mulheres abraçarem os pés
de Jesus. O Mestre repete a ordem dada III - EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS DA
pelo anjo e as encoraja a não temerem. O RESSURREIÇÃO DE JESUS
fato de as mulheres serem as primeiras 1. A Igreja de Cristo, um fenôme-
a testemunhar a ressurreição de Jesus, no histórico. Como os sacerdotes e
também é uma evidência favorável à demais líderes religiosos judaicos não
ressurreição. podiam apresentar o corpo de Jesus,
3. A trama para esconder o fato da restou-lhes ameaçar os discípulos de
ressurreição (vv. 11-15). Enquanto as morte se anunciassem a ressurreição.
mulheres vão até os discípulos para dar Mas, os discípulos não se intimidaram.
as boas-novas, os soldados que guarda- Eles pregaram, com convicção, o Cristo
vam o sepulcro vão até os príncipes dos ressurreto, mesmo correndo o risco de
sacerdotes contar o que havia ocorrido. serem mortos. Milhares de pessoas se

84 JOVENS
converteram ao ouvirem as pregações que enfrentar toda a sorte de males: a
deles (At 2.41). Os discípulos arriscariam morte por apedrejamento (At 6.8-15) ou
suas vidas por mentiras? Como tantas crucificação, prisões, ser lançados aos
pessoas, contemporâneas de Jesus e leões para entretenimento dos romanos,
moradoras de Jerusalém, poderiam se etc. Mesmo assim, não negavam a fé e
converter se não houvesse evidências não deixavam de testemunhar o Cristo
da ressurreição? Sem mencionar o risco ressurreto.
de morte que estas pessoas que se 4.As duas ordenanças de Cristo para
convertiam também estariam correndo. A a Igreja.O batismo e a Santa Ceia são as
Igreja também é um fenômeno histórico duas ordenanças do Mestre para a sua
que evidencia a ressurreição de Jesus. Igreja. A imersão nas águas representa
Interessante é o fato de que ela teve a morte do crente para o pecado, en-
o seu início na cidade onde Jesus foi quanto a saída das águas simboliza a
crucificado, morto e sepultado. ressurreição (o ressurgimento de uma
2. O domingo, um fenômeno so- nova vida). O batismo é uma ordenança
ciológico. O livro de Atos dos Apósto- de Jesus que passou a ser obedecida
los registra que os primeiros cristãos pela Igreja, com base na ressurreição
passaram a se reunir para adorar ao histórica do próprio Salvador.
Senhor no primeiro dia da semana (dia Outra ordenança de Cristo para a
da ressurreição). Mudar o dia de adora- Igreja é a Santa Ceia. Esta ordenança
ção de sábado para o domingo foi uma possui dois elementos que são símbolos
decisão radical, considerando que os da morte e do derramamento de sangue
judeus guardavam o sábado e que a de Cristo pelos pecados da humanidade.
Igreja Primitiva, na sua grande maioria, Quando participamos da Santa Ceia
era formada por eles. estamos reconhecendo publicamente
Os judeus, mesmo os convertidos ao que Cristo morreu por nós, mas que ao
cristianismo, tinham receio de quebrar terceiro dia Ele ressuscitou em um corpo
a guarda do sábado, pois temiam desa- glorificado e que em breve voltará. A
gradar a Deus e serem amaldiçoados. Santa Ceia também é uma das evidências
Somente algo divino, como a ressurrei-
circunstanciais da ressurreição de Cristo.
ção de Jesus, seria capaz de fazer com
que eles deixassem uma vida inteira de
Pense!
tradições e treinamento religioso. A persistência dos discípulos
3. A transformação de vidas, um e o crescimento da Igreja
fenômeno divino. Declarar a fé em Cristo Primitiva demonstram o
como Senhor e na sua ressurreição era comprometimento deles com a fé
o mesmo que assinar uma sentença de em Cristo. Jovem, até que ponto
vai o seu comprometimento com
morte. Por isso, somente alguém que
Jesus Cristo?
tivesse experimentado uma conversão
genuína e uma transformação interior
Ponto Importante
profunda, teria coragem de se declarar No primeiro século, confessar
cristão. Os crentes do primeiro século a fé em Jesus era enfrentar
foram muito perseguidos e tiveram perseguição, sofrimento e dor.

JOVENS 85
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“Na Bíblia, a palavra cumprir é nor- “Se todos os soldados tivessem real-
malmente usada como referência mente dormido, não poderiam saber
a profecia. Aqui Jesus usa a palavra o que aconteceu. Se algum deles
cumprir para falar sobre a Lei. Ele es- estivesse acordado, teria despertado
clarece que nenhuma Lei morrerá até aos outros e impedido o roubo; se
que tudo se cumpra, e no caso de al- estivessem dormindo, por certo que
gumas das caterogiras das leis judias, nunca teriam se atrevido a confessá-lo,
o seu ministério trouxe claramente o pois os governantes judeus teriam sido
cumprimento de leis específicas. Por os primeiros a pedirem o seu castigo.
exemplo, Ele cumpriu as leis sobre o E ainda, se realmente houvesse algo
sacrifício pelos pecados. A partir da de verdade neste relato, os governan-
sua morte na cruz, o Senhor Jesus tes teriam por esta razão julgado os
serviu como o sacrifício definitivo apóstolos com severidade. A situação
pelos pecados da humanidade. Já completa mostra que a história era
não há mais a necessidade de trazer totalmente falsa. [...] Deus permitiu
touros, cabritos, ovelhas e pombos que eles mesmos expusessem o seu
à igreja para que sejam sacrificados próprio caminho” (HENRY, Matthew.
pelos pecados (GUTHRIE, Geroge H. Comentário Bíblico de Matthew
Lendo a Bíblia para Vida: Seu guia para Henry. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
entender e viver a Palavra de Deus. 2002, p. 794).
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.172).

ANOTAÇÕES

86 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
MCDOWELL, Josh; McDowell Sean.
As Evidências da Ressurreição de Cristo. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

ANOTAÇÕES

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que o testemunho das mulheres e a trama dos
líderes judeus ao subornar os soldados para dizerem que os discípulos
roubaram o corpo de Jesus durante a noite são evidências do relato da
ressurreição de Jesus.

HORA DA REVISÃO
1. Segundo Mateus, qual foi a causa do terremoto no dia da ressurreição de Jesus?
Para Mateus, o terremoto não foi um fato isolado e casual; ele afirma que o
tremor de terra foi consequência da descida de um anjo.
2. Como Jesus ressuscitou no terceiro dia se Ele morreu na sexta-feira e ressuscitou
no domingo?
Jesus foi crucificado, morto e sepultado rapidamente na sexta-feira, antes do pôr
do sol. O pôr do sol é o começo do dia seguinte para os judeus e a ressurreição
ocorreu no domingo, antes do nascer do sol. Portanto, Jesus morreu na sexta-
feira e passou a noite e o início do segundo dia, o sábado, no túmulo. Então,
quando chega o pôr do sol do sábado, que já é o início do terceiro dia, e antes
do sol nascer no domingo, Ele ressuscita.
3. Segundo a lição, quais são as três evidências da ressurreição de Jesus?
A ressurreição de Jesus ao terceiro dia, a aparição de Jesus para as mulheres e
a trama para esconder o fato da ressurreição.
4. Por que o pedido dos chefes dos sacerdotes de colocar um destacamento de
soldados para guardar o túmulo deu mais credibilidade à ressurreição de Jesus?
Porque ninguém poderia retirar o corpo de um túmulo que estava lacrado e
guardado por um destacamento de Roma.
5. Quais as evidências históricas da ressurreição que foram apresentadas na lição?
A Igreja de Cristo, um fenômeno histórico; o domingo, um fenômeno sociológico
e a transformação de vidas, um fenômeno divino.
12
LIÇÃO

25/03/2018

A ORDEM SUPREMA
DE CRISTO JESUS
WWW.ESCOLA-EBD.COM.BR
AGENDA DE LEITURA
TEXTO DO DIA SEGUNDA - Mt 28.16
“Portanto, ide, ensinai todas Os discípulos retornaram para a
as nações, batizando-as Galileia
em nome do Pai, e do Filho, TERÇA – Mt 28.17
e do Espírito Santo.” Alguns quando viram o Cristo
(Mt 28.19) ressurreto duvidaram
QUARTA – Mt 28.18
Jesus tem todo o poder no céu e
na terra
QUINTA – Mt 10.6
SÍNTESE O primeiro comissionamento dos
Jesus, depois de morrer e discípulos foi para os judeus
ressuscitar, comissionou SEXTA - Mt 28.19
novamente os discípulos, Jesus comissiona os discípulos
mas a abrangência da missão para pregar o Evangelho ao
agora é maior, todas as mundo
nações do mundo. SÁBADO – Mt 20.20
A missão dada por Jesus

88 JOVENS
OBJETIVOS
1. MOSTRAR como foi a aparição de Jesus aos discípulos
na Galileia;
2. CONSCIENTIZAR de que Jesus ordena que se façam
discípulos;
3. DISCUTIR a permanência de Jesus no cumprimento
da missão.

INTERAÇÃO
Professor(a), chegamos à última aula do primeiro tri-
mestre do ano. Esperamos que o estudo do Evangelho
de Mateus tenha contribuído para o seu crescimento
espiritual e, consequentemente dos seus alunos. Estudar
a vida e o ministério de Jesus é sempre gratificante e
surpreendente, pois por mais que já tenhamos ouvido
falar a seu respeito, sempre temos algo novo a aprender.
Nesta última lição, vimos que o Evangelho de Mateus
é concluído com uma promessa gloriosa do nosso
Redentor para todos os seus discípulos: “[...] eu estou
convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”
(Mt 28.20). Segundo A. T. Robson, “a história cristã tem
sido o cumprimento dessa promessa na medida em que o
poder de Deus trabalha em nós. O Salvador ressurreto e
todo-poderoso permanece com o seu povo todo o tempo”.
Então, não desanime, pois apesar das dificuldades não
estamos sozinhos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para mostrar que obtemos melhores resultados quando
trabalhamos em unidade, sugerimos a utilização da di-
nâmica das varinhas que é simples e objetiva. Você vai
precisar de um feixe com aproximadamente 10 varinhas
(você também poderá utilizar palitos de churrasco).
Solicite que um aluno(a) quebre apenas uma das vari-
nhas. Enfatize que esta foi uma atividade fácil. Depois,
peça que um único aluno quebre todas as varinhas ao
mesmo tempo. Explique que esta é uma tarefa prati-
camente impossível de ser realizada e que exige muito
esforço de uma única pessoa. Conclua mostrando que se
trabalharmos unidos conseguiremos cumprir a Grande
Comissão, mas que de forma isolada fica quase impossível
cumprir a ordenança de Jesus.

JOVENS 89
TEXTO BÍBLICO I – A APARIÇÃO DE JESUS AOS
DISCÍPULOS NA GALILEIA (Mt
Mateus 28.16-20 28.16-18)
16 E os onze discípulos partiram para a 1. O reencontro de Jesus com os
Galileia, para o monte que Jesus lhes
discípulos (vv. 16,17). Os discípulos
tinha designado.
retornam à Galileia, local do início do
17 E, quando o viram, o adoraram; mas
alguns duvidaram. ministério de Jesus, do qual fizeram
18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, parte, obedecendo à ordem dEle para
dizendo: É-me dado todo o poder no o reencontro após a sua ressurreição.
céu e na terra. As aparições de Jesus e o testemunho
19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, dos discípulos que se encontraram
batizando-as em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo; com Ele foram os primeiros elementos
20 ensinando-as a guardar todas as que fundamentaram a fé no Cristo
coisas que eu vos tenho mandado; e ressurreto.
eis que eu estou convosco todos os 2. O reencontro com Jesus trás de
dias, até à consumação dos séculos.
Amém!
volta a vida. Até aquele momento, a
comunidade dos discípulos se sen-
tia vencida, fracassada naquilo que
tinham acreditado e defendido. Eles
ainda estavam assombrados e pertur-
bados com a morte do seu Mestre. A
COMENTÁRIO expectativa messiânica com os feitos
e autoridade do ensino de Jesus, que
INTRODUÇÃO tinha crescido nas últimas semanas
enquanto caminhavam para Jerusa-
Os discípulos vão para a Ga-
lileia e ali encontram o Cristo
ressurreto. Então, Jesus faz uso
da autoridade recebida do Pai e
pela segunda vez comissiona os
discípulos. Porém desta vez o
Mestre ordena a ida deles a to-
das as nações. Eles não somente
iriam pregar as boas-novas, mas
também batizar os que cressem
em nome do Pai, e do Filho e do
Espírito Santo. O Mestre ordena
a evangelização e o discipulado,
o ensino.
Os discípulos não cumpririam a
Grande Comissão sozinhos, pois
Senhor Jesus prometeu estar com
eles “todos os dias, até à consuma-
ção dos séculos” (Mt 20.20).

90 JOVENS
lém, foram frustradas. A crucificação Durante a tentação de Jesus no
e a morte de Jesus abalaram a fé de deserto pelo Diabo, uma das ofertas
seus discípulos. No entanto, agora na do Inimigo foram os reinos do mun-
mesma região em que foram chamados do e a glória deles (Mt 4.8,9). Mas,
por Jesus, eles se reencontram com o agora, depois de cumprir sua missão
Mestre, agora ressurreto e glorificado. pela morte de cruz, Ele recebe toda
Com a aparição do Cristo ressurreto, autoridade do próprio Pai, como filho
os discípulos também ressuscitaram amado que o honrava com sua fideli-
da apatia e do medo que tinha tomado dade (Mt 3.17).
conta deles. Mateus afirma que alguns Mateus não registra o evento da
ao verem Jesus o adoram, enquanto ascensão, mas nessa frase da autori-
outros ainda duvidam. dade recebida por Jesus está implícita
Paulo afirma, que certa vez, Jesus a autoridade de quem está sentado
foi visto por mais de quinhentos irmãos à direita do trono do Pai, símbolo do
(1 Co 15.6). Era o clímax das aparições, poder e autoridade no céu e na Terra.
justamente na Galileia onde havia vários
convertidos que o adoraram. Agora os Pense!
discípulos estavam prontos para rece- Os discípulos ficaram desani-
ber a nova ordem suprema de Jesus. mados diante da morte de Jesus
3. Jesus anuncia a autoridade re- na cruz, mas eles foram reno-
vados pelo Senhor ao verem o
cebida do Pai (v. 18). Jesus aproveitou
Cristo ressurreto. Jovem, como
o momento de adoração e entusiasmo você tem reagido diante das
dos discípulos para fazer uma reve- dificuldades?
lação especial: Ele havia recebido a
completude da autoridade de Deus: Ponto Importante
“É-me dado todo o poder no céu e na Jesus, enquanto estava sendo
terra.” Os discípulos haviam tentado no deserto pelo Diabo,
presenciado o poder na resistiu ao impulso de usufruir
do poder humano. Com sua
vida terrena de Jesus, e
vitória na cruz, Ele recebe a
sabiam que todas as coi- plenitude do poder do próprio
sas foram entregues a Ele Pai.
pelo Pai (Mt 11.27). Mas,
neste momento, Jesus II - JESUS ORDENA QUE SE FA-
Cristo anuncia que o seu ÇAM DISCÍPULOS (Mt 28.19,20)
poder agora não tem mais 1. Fazer discípulos em todas as
limites. Tal revelação des- nações (v. 19). Jesus comissiona seus
perta a fé dos seus se- discípulos para uma nova missão,
guidores. Anteriormente, diferente da primeira, que era restrita
naquela mesma região, aos judeus (Mt 10.6). Agora, eles de-
eles haviam recebido de veriam fazer discípulos em todas as
Jesus autoridade para nações (tradução de ethnos, grupos
pregar, expulsar demô- étnicos e não primariamente a países).
nios e curar enfermos (Mt 10.1). Segundo o dicionário Houaiss etnia

JOVENS 91
3. Batizando em nome do Pai, e do
Filho, do Espírito Santo. Jesus ordena que
os novos convertidos sejam inseridos for-
Jesus investiu seu tempo malmente na nova comunidade por meio
e paciência para ensinar e do batismo. O batismo torna mais forte
o vínculo da pessoa com Cristo e com
treinar os doze. a Igreja. É uma ordenação do Senhor. O
próprio Jesus deu o exemplo (Mt 3.13-17).

Pense!
Jovem, você está ativo ou ainda
é a “coletividade de indivíduos que está aguardando algo radical
acontecer para dar cumprimen-
se diferencia por sua especificidade
to a Grande Comissão?
sociocultural, refletida principalmente
na língua, religião e maneiras de agir.” Ponto Importante
No mundo há aproximadamente 24.000 Na primeira comissão dos dis-
etnias e apenas pouco mais da metade cípulos, Jesus os envia estra-
já foi evangelizada. Logo, temos muito tegicamente somente para os
trabalho a fazer. judeus. Após a ressurreição, para
todas as nações.
2. A relação Mestre-discípulo. No
relacionamento com seus discípulos,
III – A PERMANÊNCIA DE JESUS
Jesus demonstrou, pelo exemplo, o
NO CUMPRIMENTO DA MISSÃO
quanto um mestre deve abdicar de
(Mt 28.20)
seus interesses para a formação de
1. Ensinando a guardar todas as
discípulos. Jesus investiu seu tempo e
coisas que Jesus ensinou. Para ensinar,
paciência para ensinar e treinar os doze.
primeiro é preciso aprender, logo, para
Agora Ele os envia a todos os povos
para que fizessem o mesmo. Assim,
o Evangelho seria reproduzido pelos
novos discípulos, para crescimento do
Corpo de Cristo.
O livro de Atos discorre como se deu
o movimento dos apóstolos no início da
Igreja. Eles ficaram dentro do próprio
território pregando para seus patrícios,
os judeus. Isso mudou somente quando
veio a grande perseguição, liderada por
Saulo. Com o aumento da perseguição
eles saem da Judeia para Samaria e
chegam aos “confins da terra”. O ideal
do cristão deve ser fazer a vontade
de Deus (fazer discípulos) de forma
espontânea e prazerosa.

92 JOVENS
conhecer todas as coisas que Jesus chamado pelo nome de EMANUEL.
ensinou é necessário, antes de tudo, (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).”
um estudo apurado dos Evangelhos Deus-Filho, se fez carne e caminhou
que contam a vida e a obra de Jesus. com seres humanos imperfeitos e sim-
A ordem para ensinar, no texto ples, mas treinados e comissionados
grego, está no particípio presente, por Ele. Jesus conviveu de perto com
traduzido por “ensinando” e indica os pobres e excluídos que viviam à
uma ação contínua. Não pode ser um margem da sociedade.
estudo superficial e realizado sem um Os discípulos haviam experimenta-
planejamento e uma sequência lógica do, ainda que em um curto espaço de
e sistemática. O ensino deve ser contí- tempo, ficar sem a presença de Jesus,
nuo e envolver a mente e a vontade do devido à sua morte e sepultamento.
novo crente, produzindo mudança de Esta foi uma prova amarga e terrível.
comportamento e um desenvolvimento Eles sentiram muito a falta do Mestre
espiritual maduro e saudável. e não queriam mais passar por essa
2. Falso ensino e hipocrisia religiosa. experiência. Todavia, agora tinham a
Nos diálogos entre Jesus e os líderes promessa de que Jesus estaria com
religiosos judaicos, o Mestre por várias eles constantemente. Esta promessa
vezes combateu a falsa religiosidade e também é para os nossos dias e para os
a hipocrisia. Os líderes religiosos e os dias que virão. Não estamos sozinhos.
fariseus viviam uma vida de aparência. O Cristo ressurreto está conosco!
Eles se preocupavam apenas com o
exterior e “vendiam” a imagem (men- Pense!
tirosa) de que eram homens puros e Os discípulos aprenderam aos
pés de Jesus. Jovem, você tem
bondosos, que viviam de acordo com
investido no seu aprendizado?
a Lei. Mas o Senhor Jesus os chama de Quem tem sido o seu instrutor?
sepulcros caiados, “[...] que por
fora realmente parecerem for- Ponto Importante
mosos, mas interiormente estão Os discípulos abandonaram
cheios de ossos de mortos e tudo para seguir Jesus. Por isso
de toda imundícia” (Mt 23.27). a morte dEle os abalou profun-
3. A presença de Jesus, o damente. Mas, a ressurreição do
Mestre renovou suas vidas e fé.
Emanuel. Os discípulos que
recebem novamente a tarefa
de continuar a missão de Je-
sus são encorajados com a
plenitude do poder recebido Jesus conviveu de perto
por Ele e com a promessa da com os pobres e excluídos
sua presença contínua entre
eles. Trata-se do resgate da
que viviam à margem
promessa feita no anúncio da sociedade.
do nascimento de Jesus em
Mateus 1.23: “[...] e ele será

JOVENS 93
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

“A Igreja e Missões “Como Devemos Evangelizar


A evangelização do mundo é o im- Para começar, o ganhador de almas
perativo do Novo Testamento. ‘O tem de ter experiência própria de
evangelho deve ser proclamado salvação. É um paradoxo alguém
[anunciado] entre todas as nações’ conduzir um pecador a Cristo, sem
(Mc 13.10, tradução livre). O Advogado ele próprio conhecer o Salvador. Isto
a realizar a tarefa é o Espírito Santo, é apontar o caminho do céu sem co-
enquanto que a instituição escolhida nhecê-lo. Quem fala de Jesus deve
divinamente para a proclamação é ter experiência própria da salvação.
a Igreja de Jesus Cristo. Essas são Estando nosso coração cheio da Pa-
afirmações sérias e bíblicas. lavra de Deus, nossa boca falará dela
Até mesmo uma leitura superficial (Mt 12.34). É evidente que o ganhador
do Novo Testamento irá convencer o de almas precisa de um conhecimento
leitor da relevância da Igreja na atual prático da Bíblia; conhecimento esse,
administração de Deus. Cristo amava não só quanto à mensagem do Livro,
a Igreja e deu-se a si mesmo por ela. mas também quanto ao volume em
Somos assegurados de que no mo- si, suas divisões, estrutura em geral,
mento Ele está edificando sua Igreja e etc. Sim, para ganhar almas é preci-
que, por fim, irá ‘apresentar a si mesmo so ‘começar pela Escritura’ (At 8.35).
igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, Aquilo que a eloquência, o argumento
mas santa é irrepreensível’. Tudo isso e a persuasão humana não podem
está de acordo com o propósito eterno fazer, a Palavra de Deus faz, quando
que Deus tinha em Cristo Jesus nosso apresentada sob a unção do Espírito
Senhor (Ef 5.25-27; 3.10,11). Santo. Ela é qual espelho. Quando
A Igreja é a geração eleita, sacerdócio você fala a Palavra, está pondo um
real, nação santa e povo adquirido espelho diante do homem. Deixe o
por Deus. O propósito desse grande pecador mirar-se neste maravilhoso
chamado é que a Igreja exponha as espelho. Assim fazendo, ele aborre-
virtudes dEle, que a tirou da escuridão cerá a si mesmo ao ver sua situação
para sua maravilhosa luz. A Igreja é uma deplorável. [...] No estudo da obra de
criação proposital em Cristo Jesus; ela ganhar almas, há muito proveito no
é o corpo de Cristo (sua manifestação manuseio de livros bons e inspirados
visível) e o templo do Espírito Santo. sobre o assunto. [...] A igreja de Éfeso
Ela foi criada no dia de Pentecostes foi profundamente espiritual pelo
para personificar o Espírito Santo na fato de Paulo ter ensinado a Palavra
realização do propósito de Deus neste ali durante três anos, expondo todo
mundo” (PETERS, George W. Teologia o conselho de Deus (At 20.27-31)”
Bíblica de Missões. 1.ed. Rio de Janeiro: (GILBERTO, Antonio. Prática do Evan-
CPAD, 2000, p. 244). gelismo Pessoal. 1ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 1983, p. 30).

94 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
KNIGHT, A; ANGLIN, W. A História do
Cristianismo: Dos apóstolos do Senhor Jesus ao
Século XX. 19.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que no reencontro de Jesus com seus discípulos
na Galileia Ele revela ter recebido do Pai a completude do poder. Apren-
demos também que Jesus ordenou fazer discípulos de todas as nações
e batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Mas os
discípulos não estariam sozinhos, pois Jesus prometeu estar presente
onde quer que eles fossem. Então, concluímos o nosso estudo a respeito
do Evangelho de Mateus com a Grande Comissão e com a promessa da
presença constante de Jesus.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com a lição, quais são os dois primeiros elementos que fundamentaram
a fé no Cristo Ressurreto?
As aparições de Jesus e o testemunho dos discípulos que se encontraram com
Ele foram os primeiros elementos que fundamentaram a fé no Cristo ressurreto.
2. Qual diferença do primeiro comissionamento dos discípulos por Jesus (Mt 10.6)
para a Grande Comissão (Mt 28.19,20)?
Jesus comissiona seus discípulos para uma nova missão, diferente da primeira,
que era restrita aos judeus (Mt 10.6). Agora, eles deveriam fazer discípulos em
todas as nações (tradução de ethnos, grupos étnicos e não primariamente
a países).
3. Segundo o dicionário Houaiss, o que significa etnia?
Segundo o dicionário Houaiss etnia é a “coletividade de indivíduos que se dife-
rencia por sua especificidade sociocultural, refletida principalmente na língua,
religião e maneiras de agir.”
4. Como era a relação Mestre-discípulos?
No relacionamento com seus discípulos, Jesus demonstrou, pelo exemplo, o
quanto um mestre deve abdicar de seus interesses para a formação de discípulos.
Jesus investiu seu tempo e paciência para ensinar e treinar os doze.
5. Como os novos convertidos deveriam ser inseridos formalmente na nova comu-
nidade, segundo Jesus?
Jesus ordena que os novos convertidos sejam inseridos formalmente na nova
comunidade por meio do batismo.
ANOTAÇÕES
A mulher que se dedica ao estudo bíblico
colhe seus muitos benefícios

A mulher temente a Deus buscará conformar


suas crenças e comportamento à Escritura,
em vez de apenas selecionar e escolher o
trecho da Escritura que é mais agradável
para seus próprios desejos. A atenção à
Palavra de Deus, a disposição para explorar a
profundidade dos ensinamentos bíblicos, a
disposição para ter comunhão com o Autor
divino e para desfrutar desse relacionamento
com o Senhor inspirarão sua boa vontade
para se tornar uma mulher sábia cuja vida
é estruturada de modo seguro sobre a
rocha ao obedecer e pôr em prática o que
quer que seja que o Senhor diga. Que o
Senhor permita que cada uma de vocês ao
usar a Bíblia como fonte de estudo possa
renovar o compromisso do tempo pessoal
e da determinação para buscar as riquezas
encontradas em um estudo sério da Palavra
de Deus — não só para você mesma, mas
também para ensinar a Palavra escrita em
seu coração.
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