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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Título
FREQUÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO DAS ANEMIAS EM HEMOGRAMAS DE
PACIENTES DE SANTA CECÍLIA DO PAVÃO-PR

Rosângela Gavioli Rabelo


TURMA 10105
1

ROSÂNGELA GAVIOLI RABELO

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA

FREQUÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO DAS ANEMIAS EM


HEMOGRAMAS DE PACIENTES DE SANTA CECÍLIA DO PAVÃO-PR

Trabalho de conclusão de curso


apresentado ao curso de graduação
em Farmácia. Sob a orientação da
professora Carolina Panis
.

LONDRINA -PR
AGOSTO 2008
2

BANCA EXAMINADORA DO TRABALHO DE


CONCLUSÃO DE CURSO

ALUNA: Rosângela Gavioli Rabelo


ORIENTADORA: Prof. Esp. Carolina Panis

MEMBROS DA BANCA:

1. Prof. Esp. Carolina Panis – Orientadora, Faculdade INESUL.


2. Prof. Dr ª.Fabiana Guillen Moreira Gasparin– Faculdade INESUL.
3. Prof. Esp Alessandra Ester Iakmiu Camargo – Faculdade INESUL.

Data: 11/12/2008
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DEDICATÓRIA

À minha mãe, Margarida Marli Gavioli e ao meu pai, Ângelo Gavioli, que
sempre me ensinaram a preservar uma caminhada, pelo carinho, pela amizade, pela vida, e
oportunidade, a quem respeito e amo.
Ao meu esposo, João Carlos, que todo este tempo teve paciência, e me
acompanha em todos os momentos.
  Ao senhor Lasaro Elias Rabelo (em memória) e a Sra. Clarice Bergamim
Rabelo por todo incentivo e dedicação.

Com todo meu amor

Rosangela Gavioli Rabelo  
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AGRADECIMENTOS

“Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó senhor, tudo conheces. Tu me
cercaste em volta; e puseste sobre mim a tua mão”. (salmo. 139:4-5)
A Deus, que torna tudo possível. Que dá sentido à minha vida e faz com que nada seja por
acaso e tudo tenha uma razão de ser.
À Prof. Carolina Panis, orientadora desta monografia, por toda sua dedicação e
disponibilidade em compartilhar o seu conhecimento, pela paciência, pelo profissionalismo,
pela ajuda na revisão e editoração do texto a quem devo a grande oportunidade de
desenvolver este estudo. Minha grande consideração, respeito e amizade.
A toda equipe multidisciplinar, representados pelo Professores e coordenadora: Prof. Esp.
Ingrid Valadão da Silva Tirapelle pelo apoio e incentivo. Meus sinceros agradecimentos.
A toda equipe do Serviço do Lábor Laboratório Rabelo , pela ajuda e incentivo durante todo
percurso deste estudo. Em especial, ao Dr. João Carlos Rabelo por toda sua dedicação e
colaboração para realização deste trabalho.
À Sandra Aparecida Rabelo Castilho por todo companheirismo, que tanto me incentivou no
decorrer desta jornada.
À colaboradora Universitária Isis Larissa Gavioli que durante o percurso deste estudo me
auxiliou neste projeto.
A todos os amigos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho,
expresso o meu mais sincero reconhecimento e gratidão. Em especial, a todos os pacientes
que colaboraram nesta pesquisa.
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RESUMO

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, anemia é definida quando os níveis de


hemoglobina no sangue de um indivíduo adulto encontra-se abaixo de 12 g/dL. O diagnóstico
laboratorial desta patologia baseia-se inicialmente no hemograma, um exame de triagem
rápido, simples e de baixo custo que permite ao médico visualizar as alterações apresentadas
pelo indivíduo e diagnosticar o provável tipo de anemia através da análise da cor e tamanho
das hemácias. O objetivo deste trabalho foi caracterizar hemogramas realizados em
laboratório de análises clínicas em relação à anemia, bem como classificá-las
morfologicamente. Os hemogramas foram obtidos junto ao laboratório Labor que presta
atendimento ao SUS no município de Santa Cecília do Pavão. Os exames foram
caracterizados quanto ao sexo e idade dos pacientes, teor de hemoglobina, número de
hemácias, valor do hematócrito e variação dos índices hematimétricos (volume corpuscular
médio –VCM e hemoglobina corpuscular média – HCM). Através dos valores obtidos dos
índices as anemias foram classificadas de acordo com o tamanho da hemácia e teor de
hemoglobina dos eritrócitos em: macrocíticas, microcíticas hipocrômicas e normocíticas
normocrômicas. Foram selecionados 50 exames com teor de hemoglobina menor que 12 g/dL
(anêmicos segundo a OMS) realizados pelo laboratório no período de fevereiro a abril de
2008. A idade dos pacientes variou de 1 a 98 anos, sendo que 68% foram do sexo feminino,
onde predominou a anemia ferropriva/microcítica. O teor médio de hemoglobina foi de 10,7
g/dL, com hematócrito médio de 38,55% e contagem média de hemácias de 4,59
milhões/mm3. Em relação à classificação morfológica, 64% dos exames foram normocíticos
normocrômicos, 24% microcíticas hipocrômicos e 12% macrocíticos. Em países em
desenvolvimento como o Brasil, ocorre o predomínio das anemias carênciais como a
ferropriva (normocítica nas fases iniciais e microcíticas nas fases mais adiantadas) e a
megaloblástica (macrocítica), indicando que a amostra estudada encontra-se provavelmente
dentro desta classificação. O conhecimento do predomínio das anemias permite visualizar o
predomínio de patologias passíveis de prevenção e indicar a necessidade de políticas de saúde
em medicina preventiva.
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ABSTRACT

According to the World Health Organization, anemia is defined as the levels of hemoglobin in
the blood of an adult is below 12 g / dL. The laboratory diagnosis of this disease is based
initially in the blood, a rapid screening test, simple and low cost that enables doctors to view
changes made by individual and diagnose the likely type of anemia by analyzing the color and
size of erythrocytes. This work was carried out in characterizing blood laboratory tests on
clinical anemia, and classify them morphologically. The blood was obtained from the
laboratory providing service to the Labor SUS in Santa Cecilia in Peacock. The examinations
were characterized as to sex and age of the patients, levels of hemoglobin, erythrocyte
number, hematocrit value and changes in erythrocyte indices (MCV, mean corpuscular
volume and mean corpuscular hemoglobin - HCM). Through the values of the indices
anaemias were classified according to the size of red blood cells and hemoglobin content of
erythrocytes in: macrocytic, microcytic hypochromic and normocytic normochromic. We
selected 50 tests with hemoglobin levels of less than 12 g / dL (anemic according to WHO)
conducted by the laboratory in the period February to April of 2008. The age ranged from 1 to
98 years, while 68% were female, which dominated the anemia / microcytic. The average
content of hemoglobin was 10.7 g / dL, with average hematocrit of 38.55% and mean
erythrocyte count of 4.59 millions/mm3. Regarding the morphological classification, 64% of
tests were normocytic normochromic, hypochromic microcytic 24% and 12% macrocytic. In
developing countries like Brazil, is the prevalence of deficiencies such as iron anemia
(normocytic and microcytic in the early stages in more advanced stages) and megaloblastic
(macrocytic), indicating that the sample is probably within this classification. Knowledge of
the prevalence of anemia can see that the prevalence of diseases prevention and indicate the
need of health policies in preventive medicine.
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 9
2. OBJETIVOS 12
2.1 OBJETIVO GERAL 12
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 12
3. METODOLOGIA 13
4. RESULTADOS 14
5. DISCUSSÃO 15
6. CONCLUSÃO 18
7. REFERÊNCIAS 19
8 .ANEXOS 22
ANEXO 1 – ARTIGO ENVIADO PARA PUBLICAÇÃO 23
8

SÍMBOLOS, SIGLAS E ABREVIATURAS

OMS - Organização Mundial de Saúde


HCM -Hemoglobina corpuscular média
CHCM - Concentração de Hemoglobina corpuscular média
VCM - Volume Corpuscular Médio
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
VCM - Volume Corposcular Médio
HCM - Hemoglobina Corposcular Media
CHCM - Concentração de Hemoglobina Corposcular Média
Hb - Hemoglobina
He - Hamácias
Ht - Hamatócritos
9

1 INTRODUÇÃO

As deficiências nutricionais de maior importância epidemiológica: a


desnutrição energético-protéica, as anemias, a hipovitaminose A e o bócio que, acham-se
estreitamente associadas ao quadro estrutural da pobreza (BATISTA-FILHO & RISSIN,
1993).
A anemia é considerada a doença mais prevalente em todo o mundo
(TORRES, SATO, & QUEIROZ, 1994), sendo conseqüência da incapacidade do setor
hematopoiético em manter a concentração de hemoglobina acima de 12 g/dL. Ocorre como
problema de ocorrência de saúde pública em diversos países (principalmente naqueles em
desenvolvimento como o Brasil), com importantes conseqüências para a saúde humana e
desenvolvimento das nações (MONTEIRO, C.A.; SZARFAC, S.C. 1987)
Estima-se que na América Latina aproximadamente 10-30% das mulheres
em idade fértil apresentem algum tipo de anemia, principalmente associada à deficiência de
ferro (BEARD & CONNOR, 2003). Reduções nos níveis de hemoglobina disponíveis
promovem alterações morfológicas, bioquímicas e estruturais, com sérias conseqüências para
o desenvolvimento do indivíduo (FREIRE, 1998).
De acordo com estimativa do Ministério da Saúde, cerca de 45% das crianças
brasileiras de até 5 anos (10 milhões de pessoas) tem anemia (ANVISA, 2006). O Brasil tem
uma alta incidência de anemia por deficiência de ferro: 50 por cento em crianças (menores de
2 anos de idade) e 35 por cento em gestantes (GERMANO & CANNIATI-BRAZACA, 2002).
O hemograma constitui um importante exame laboratorial que permite
avaliar o estado de saúde geral de um indivíduo. As alterações observadas neste exame
permitem ao médico avaliar patologias relacionadas às séries vermelha (anemias, policitemia,
malária), branca (leucemias, infecções diversas) e plaquetas (púrpuras, trombocitopenias) e
relacioná-las aos achados clínicos observados no paciente (BEUTLER & WAALLER, 2006).
Na interpretação do hemograma, atenção especial deve ser dada ao número
de eritrócitos, valores de hemoglobina, hematócrito, assim como aos índices hematimétricos
(VCM, HCM, CHCM), possibilitando ao médico vislumbrar as possibilidades diagnósticas
(CARVALHO, 2006).
A avaliação diagnóstica do paciente com anemia inclui uma história e exame
físico detalhados, e um mínimo de exames laboratoriais. O primeiro exame a ser solicitado é o
hemograma, o qual deve ser sempre acompanhado da contagem de reticulócitos, para
10

definirmos a causa da anemia como secundária; a diminuição de produção ou aumento de


destruição de dos glóbulos vermelhos (ZAGO, 2004).
Segundo a Organização Mundial da Saúde, considera-se anêmico um
indivíduo com nível de hemoglobina menor que 12 g/dL. Laboratorialmente, a anemia
caracteriza-se por diminuição do hematócrito, queda na concentração de hemoglobina no
sangue ou variação dos índices hematimétricos, que dependem de fatores como fase de
desenvolvimento individual, estimulação hormonal, à tensão de oxigênio no ambiente, idade e
sexo (ZAGO, 2004).
A partir dos dados do hemograma, as anemias podem ser classificadas em
três tipos fundamentais: normocítica normocrômicas, microcítica hipocrômica e macrocítica.
Anemia normocítica pode ocorrer em diversas patologias como nas anemias hemolíticas ou
ser causada por perda sanguínea aguda, doença crônica, problemas hepáticos e renais
(FARIA, 1999).
Na anemia macrocítica, têm-se como causas a deficiência de folato/vitamina
B12 e o uso de medicamentos como sulfas e antiretrovirais (CAMPOS, FERMINO,
FIGUEIREDO, 2001). Já a anemia microcítica é associada a patologias como doenças
crônicas, hemoglobinopatias e, principalmente, à deficiência de ferro no sangue,
caracterizando a anemia ferropriva (PORTH & KUNERTH, 2004).
Através deste trabalho pretendeu-se caracterizar o perfil dos hemogramas de
pacientes atendidos no setor de hematologia de um laboratório de análises clínicas da cidade
de Santa Cecília do Pavão - PR em relação às alterações observadas na série vermelha
sanguínea para diagnóstico de anemia. Espera-se que os resultados produzidos neste estudo
possibilitem a produção de dados estatísticos que possam futuramente contribuir para a
elaboração de estratégias de saúde pública voltadas à prevenção de anemias de acordo com o
perfil da amostra da população estudada neste município.
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2 OBJETIVOS

2.1 – OBJETIVO GERAL

Caracterizar os hemogramas de pacientes atendidos em laboratório de análises clínicas do


setor privado do município de Santa Cecília do Pavão - PR.

2. 2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS

2.2.1 - Destacar a importância do hemograma como exame laboratorial que permite avaliar o
estado geral de saúde dos pacientes.

2.2.2 – Identificar as alterações observadas nos hemogramas em relação ao eritrograma de


pacientes anêmicos e classificar as anemias de acordo com critérios morfológicos e
caracterizar seu perfil em relação ä cada critério que compõe o eritrograma, bem como em
relação aos dados do paciente.

2.2.3 – Discutir os dados obtidos no âmbito das informações disponíveis na literatura de


referência sobre o tema.
12

3 METODOLOGIA

Esta pesquisa foi realizada com uma amostra de 50 hemogramas fornecidos


pelo laboratório de Análises Clínicas Rabelo, que presta atendimento a pacientes através de
convênio firmado com o SUS.
As análises dos hemogramas foram realizadas por método automatizado em
aparelho Coulter T890, além da avaliação observacional do esfregaço sanguíneo em
microscopia de luz.
Para indicativo de anemia, foi considerada como referência a recomendação
da Organização Mundial de Saúde que preconiza que um indivíduo encontra-se anêmico
quando o teor de hemoglobina sanguíneo revela-se menor que 12 g/dL (WHO, 2001).
Os resultados obtidos foram tabulados como média ou porcentagem ± desvio
padrão para o teor de hemoglobina, número total de hemácias, hematócrito e índices
hematimétricos (VCM, HCM, CHCM).
Para melhor entendimento das informações e discussão dos resultados
obtidos, foi realizada pesquisa bibliográfica em bases de dados científicos digitais.

4 RESULTADOS

Foram selecionados 50 laudos cujo teor de hemoglobina foi menor que 12


g/dL para caracterização da anemia. Os exames foram realizados pelo laboratório no período
de fevereiro a abril de 2008. Os dados obtidos para caracterização dos pacientes revelam que a
idade variou de 1 a 98 anos, sendo 68% do sexo feminino.
13

Em relação ao hemograma, a caracterização do eritrograma revelou teor


médio de hemoglobina (Hb) de 10,7 g/dL, com hematócrito médio (Ht) de 38,55%, contagem
média de hemácias (He) de 4,59 milhões/mm3 e VCM médio de 84,73 µ3.A classificação
morfológica das anemias revelou que 64% dos exames foram normocíticos normocrômicos,
24% microcíticos hipocrômicos e 12% macrocíticos (Figura 1).

Figura 1. Distribuição das anemias dos laudos examinados de acordo com sua classificação
morfológica.

5 DISCUSSÃO

Na hematologia, os mecanismos básicos que produzem citopenia situam-se


no comprometimento da produção como: hipofunção, perdas (sangramentos), encurtamento
da sobrevida circulante (hemolise), seqüestração (hiperesplenismo) e hemodiluição, por
conseguinte as causas das alterações dos eritrócitos nas anemias são de carácter multifatorial.
(GUYTON, 2002).
De acordo com os dados do hemograma, com os índices hematimétricos, as
anemias são classificadas em três tipos fundamentais: Normocística Normocrômicas,
Microcística Hipocrômica, Macrocística Hipercrômica (ZAGO, 2005).
14

Anemia normocítica normocrômicas, é causada pela perda de sangue aguda,


doença crônica ou falha em produzir quantidade suficiente de células vermelhas, problema
renal crônico e hepático. Certas deficiências hormonais, como deficiência de testosterona,
podem causar anemia normocítica. A classificação morfológica das anemias revelou que 64%
dos exames realizados na cidade de Santa Cecília do Pavão foram normocíticos
normocrômicos. De acordo com GERMANO & LARNIATTI- BRAGACA(2002) a
incidência é maior na população feminina em idade fértil devido o ciclo sexual mensal.
Dos 50 exames realizados pelo laboratório Rabelo, 24% corresponderam à
anemia microcíticos hipocrômicos, caracterizado principalmente pela deficiência de ferro, o
que é decorrente do consumo de uma dieta ou absorção na qual a presença de ferro é
insuficiente.
Na faixa etária pediátrica, a carência alimentar constitui a causa mais comum
de anemia, particularmente nos países em desenvolvimento pois, o acesso irregular a uma
alimentação balanceada, a elevada incidência de parasitoses intestinais e o requerimento
continuo e elevado de nutrientes devido ao crescimento, tornam as crianças propensas a
desenvolver anemia carêncial (MONTEIRO, C.A.; SZARFAC, S.C. 1987)
GERMANO & LARNIATTI- BRAGACA (2002) em seu estudo sobre a
incidência das anemias, ressaltou que a dieta pobre em ferro, o aumento da sua necessidade,
como ocorre durante o crescimento e a gravidez, e o aumento da perda durante sangramentos
e parasitismo intestinal estão entre as principais causas de anemia microcítica.
Já a anemia macrocítica caracterizada pela presença de hemácias (glóbulos
vermelhos) e neutrófilos (glóbulos brancos) gigantes e imaturos, que correspondeu a 12 % da
população analizada, pode ser provocada pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no
organismo, devida à ingestão inadequada ou absorção insuficiente. (CAMPOS, 2001)
O município de Santa Cecilia do Pavão apresenta população media de 3000
mil habitantes, com aproximadamente 900 mulheres em idade fértil, das quais 55,47%
possuem segundo grau de escolaridade completo e renda per capita anual de R$ 6.500.00.
Estes dados permitem caracterizar a população do município como portadora de médio nível
de escolaridade e renda (PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA CECILIA DO PAVÃO,
2008)
Um agravante para as situações aqui descritas, decorrem da falta de
informação quanto a alimentação adequada e o prognóstico das varias doenças que alteram a
morfologia das hemácias determinado o tipo de anemia (CAMPOS, 2001).
15

Sabe-se que o consumo de verduras, legumes e frutas é determinante para a


promoção da saúde e prevenção de anemia. Segundo a OMS, cerca de 50% das anemias tem
origem em função de dietas inadequadas.
É descrito o papel preventivo do consumo de vegetais e frutas sobre o
desenvolvimento de anemia, principalmente os ricos em ferro, vitamina B12 que são na
maioria das vezes caracterizados por vegetais verdes folhosos (MONTEIRO, C.A.;
SZARFAC, S.C. 1987)
Entretanto, observa-se alta freqüência de ingestão de alimentos
industrializados e gordurosos, que devem estar associados à alta prevalência das mulheres no
mercado de trabalho, o que reduziu em muito sua disponibilidade para elaboração das
refeições da família. Embora a maioria da população Santa Ceciliense tenha conhecimento e
renda para aquisição de alimentos saudáveis, prevalece o desconhecimento sobre hábitos
alimentares corretos e seu potencial preventivo da anemias em geral, alem disso
desconhecem o que a falta que alguns nutrientes causam sobre o organismo, neste caso com
referência a morfologia da célula sanguínea, determinando um tipo de anemia.
16

6 CONCLUSÃO

Os resultados aqui obtidos revelam que são necessárias ações de maior impacto
sobre a importância da conscientização da população quanto, as alterações que determinadas
doenças, como problema renal crônico, hepático, parasitoses intestinais, deficiências
hormonais, ingestão inadequada de alimentos causam ao organismo e quanto ao
comprometimento das funções básicas celulares e prognóstico destas patologias.
Há a necessidade de que a prefeitura do município de Santa Cecilia do
Pavão, em conjunto com uma equipe múltidiciplinar que engloba médicos, farmacêuticos,
psicólogos, nutricionistas e assistente social forneça subsídios necessários para a realização de
exames complementares, palestras, distribuírem panfletos informativos tendo em vista a
conscientização da população principalmente quanto a prevenção e tratamentos, já que as
desordens hematológicas identificadas partir dos dados do hemograma, e índices
hematimétricos são de carácter multifatorial.
Esperamos que este trabalho contribua para a melhoria da saúde publica do
municipio por servir como indicador de saúde de uma amostra da população, sendo necessária
a implantação de projetos que diminuam a incidência desta patologia – totalmente previnivel -
e que reflita como impacto positivo na qualidade de vida da população através de programas
de informações que sirvam de suporte para a prevenção.
17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Legislação Sanitária. 2006. Disponível


em: www.anvisa.gov.br, acesso em 16 de junho de 2008.

BATISTA-FILHO, M., RISSIN, A. Deficiências nutricionais: ações específicas do setor saúde


para seu controle. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 9 (2): 130-135, abr/jun, 1993.

BEARD, J. L.; CONNOR, J. R. Iron status and neuronal functioning. Annual Reviews in
Nutrition, 23: 41-58, 2003.

BEUTLER, E.; WALER, J. The definition of anemia: what is the lower limit of normal of the
blood hemoglobin concentration? Blood, 107:1747-1750, 2006.

CAMPOS, M. G.V.; FERMINO, F. A.; FIGUEIREDO, M. S. Anemias Carenciais. Revista


Brasileira de Medicina, 58(41):464-450, 2001.

CARVALHO, M. C.; SATO K.; LOPES, E. R. Anemia Ferropriva e Anemia de Doença


Crônica:Distúrbios do Metabolismo de Ferro. Segurança Alimentar e Nutricional,
Campinas, 13(2): 54-63, 2006.

FARIA, J. L. Patologia especial com aplicações clinicas. Segunda edição. Rio de Janeiro-
RJ, p.397- 418, 1999.

FREIRE, W.B. Iron deficiency anemia: PAHO/WHO strategies to fight anemia. Salud
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GERMANO, R. M. A.; CANNIATI-BRAZACA, S.G. Importância do ferro em nutrição
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MONTEIRO, C. A.; SZARFARC, S. C. Estudo das condições de saúde das crianças no


Município de São Paulo, SP (Brasil), 1984-1985: V - Anemia. Rev. Saúde Pública, vol.21,
no.3, p.255-260, Jun 1987.
18

PORTH, C. M.; KUNERT, M. P. Fisiopatologia. 6 a edição, Editora: Guanabara Koogan. Rio


de Janeiro- RJ. 2004.

PREFEITURA DE SANTA CECILIA DO PAVÃO. Secretaria de Planejamento. Perfil do


Município de Santa Cecília do Pavão-2008. Disponível em:
http://home.santaceciliadopavao.pr.gov.br/planejamento/perfil/perfil_2008.pdf, acesso em 26
de setembro de 2008.

STOLTZFUTZ, R. J. Iron deficiency anaemia: reexamining the nature and magnitude of the
public health problem. Journal of Nutrition, 131 (2): 697S-701S, 2001.

TORRES, M. A.; SATO, K.; QUEIROZ, S. S. Anemia em crianças menores de 2 anos


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ZAGO, M. A. Hematologia: Fundamento e Prática. Atheneu, 1ª ed. revista e reimpressa,


2004

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica.


Editora Guanabara Koogan, 2002. Rio de Janeiro – RJ.
19

ANEXOS
20

ARTIGO ENVIADO PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA PHARMACIA


BRASILEIRA, DO CONSELO FEDERAL DE FARMÁCIA, EM 25 DE OUTUBRO
DE 2008.
21

FREQUÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO DAS ANEMIAS EM HEMOGRAMAS DE


PACIENTES DE SANTA CECÍLIA DO PAVÃO-PR.
Rosângela GAVIOLI RABELO1 e Carolina PANIS1,2
1
Faculdade Integrado INESUL, 2 Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná,
Brasil, carolpanis@sercomtel.com.br.
22

INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO,


As deficiências nutricionais de maior importância 2001), considera-se anêmico um indivíduo com nível de
epidemiológica — a desnutrição energético-protéica, as anemias, a hemoglobina menor que 12 g/dL. Laboratorialmente, a anemia
hipovitaminose A e o bócio — acham-se estreitamente associadas caracteriza-se por diminuição hematócrito, queda na concentração
ao quadro estrutural da pobreza (BATISTA-FILHO & RISSIN, de hemoglobina no sangue ou variação dos índices hematimétricos,
1993). que dependem de fatores como fase de desenvolvimento individual,
A anemia é considerada a doença mais prevalente estimulação hormonal, a tenção de oxigênio no ambiente, idade e
em todo o mundo (TORRES, SATO, QUEIROZ, 1994), sendo sexo (ZAGO, 2004).
conseqüência da incapacidade do setor hematopoiético em manter a A partir dos dados do hemograma, as anemias
concentração de hemoglobina acima de 12 g/dL. Ocorre como podem ser classificadas em três tipos fundamentais: normocítica
problema de ocorrência de saúde pública em diversos países normocrômicas, microcítica hipocrômica e macrocítica. Anemia
(principalmente naqueles em desenvolvimento como o Brasil), com normocítica pode ocorrer em diversas patologias como nas anemias
importantes conseqüências para a saúde humana e desenvolvimento hemolíticas ou ser causada por perda sanguínea aguda, doença
das nações (STOLTSFUZ, 2001; MONTEIRO et al. 1987). crônica, problemas hepáticos e renais (FARIA, 1999).
Estima-se que na América Latina Na anemia macrocítica, têm-se como causas a
aproximadamente 10-30% das mulheres em idade fértil apresentem deficiência de folato/vitamina B12 e o uso de medicamentos como
algum tipo de anemia, principalmente associada à deficiência de sulfas e antiretrovirais (CAMPOS, FERMINO, FIGUEIREDO,
ferro (BEARD & CONNOR, 2003). Reduções nos níveis de 2001). Já a anemia microcítica é associada a patologias como
hemoglobina disponíveis promovem alterações morfológicas, doenças crônicas, hemoglobinopatias e, principalmente, à
bioquímicas e estruturais, com sérias conseqüências para o deficiência de ferro no sangue, caracterizando a anemia ferropriva
desenvolvimento do indivíduo (FREIRE, 1998). (PORTH & KUNERTH, 2004).
De acordo com estimativa do Ministério da Através deste trabalho pretendeu-se caracterizar o
Saúde, cerca de 45% das crianças brasileiras de até 5 anos (10 perfil dos hemogramas de pacientes atendidos no setor de
milhões de pessoas) tem anemia (ANVISA, 2006). O Brasil tem hematologia de um laboratório de análises clínicas da cidade de
uma alta incidência de anemia por deficiência de ferro: 50 por Santa Cecília do Pavão - PR em relação às alterações observadas na
cento em crianças (menores de 2 anos de idade) e 35 por cento em série vermelha sanguínea para diagnóstico de anemia. Espera-se
gestantes (GERMANO & CANNIATI-BRAZACA, 2002). que os resultados produzidos neste estudo possibilitem a produção
O hemograma constitui um importante exame de dados estatísticos que possam futuramente contribuir para a
laboratorial que permite avaliar o estado de saúde geral de um elaboração de estratégias de saúde pública voltadas à prevenção de
indivíduo. As alterações observadas neste exame permitem ao anemias de acordo com o perfil da amostra da população estudada
médico avaliar patologias relacionadas às séries vermelha neste município.
(anemias, policitemia, malária), branca (leucemias, infecções
METODOLOGIA
diversas) e plaquetas (púrpuras, trombocitopenias) e relacioná-las
Esta pesquisa foi realizada em uma amostra de
aos achados clínicos observados no paciente (BEUTLER %
hemogramas (n=50) fornecidos pelo laboratório de Análises
WAALLER, 2006).
Clínicas Rabelo, que presta atendimento a pacientes através de
Na interpretação do hemograma, atenção especial
convênio firmado com o SUS.
deve ser dada ao número de eritrócitos, valores de hemoglobina,
As análises dos hemogramas foram realizadas por
hematócrito, assim como aos índices hematimétricos (VCM, HCM,
método automatizado em aparelho Coulter T890, além da avaliação
CHCM), possibilitando ao médico vislumbrar as possibilidades
observacional do esfregaço sanguíneo em microscopia de luz.
diagnósticas (CARVALHO, 2006).
Para indicativo de anemia, foi considerada como
A avaliação diagnóstica do paciente com anemia
referência a recomendação da Organização Mundial de Saúde que
inclui uma história e exame físico detalhados, e um mínimo de
preconiza que um indivíduo encontra-se anêmico quando o teor de
exames laboratoriais. O primeiro exame a ser solicitado é o
hemoglobina sanguíneo revela-se menor que 12 g/dL (WHO,
hemograma, o qual deve ser sempre acompanhado da contagem de
2001).
reticulócitos, para definirmos a causa da anemia como secundária a
Os resultados obtidos foram tabulados como
diminuição de produção ou aumento de destruição de dos glóbulos
média ou porcentagem ± desvio padrão para o teor de hemoglobina,
vermelhos (ZAGO, 2004).
23

número total de hemácias, hematócrito e índices hematimétricos fundamentais: normocística normocrômicas, microcística
(VCM, HCM, CHCM). hipocrômica, macrocística hipercrômica (ZAGO, 2005)
Para melhor entendimento das informações e Anemia normocítica normocrômicas, é causada
discussão dos resultados obtidos, foi realizada pesquisa pela perda de sangue aguda, doença crônica ou falha em produzir
bibliográfica em bases de dados científicos digitais (Scielo, Bireme, quantidade suficiente de células vermelhas, problema renal crônico
Lilacs, Pubmed) especializadas no assunto, utilizando-se as e hepático. Certas deficiências hormonais, como deficiência de
palavras-chave: anemias, hemograma, diagnóstico laboratorial. testosterona, podem causar anemia normocítica. A classificação
morfológica das anemias revelou que 64% dos exames realizados
RESULTADOS
na cidade de Santa Cecília do Pavão foram normocíticos
Foram selecionados 50 laudos cujo teor de
normocrômicos. De acordo com Germano e colaboradores (2002) a
hemoglobina foi menor que 12 g/dL para caracterização da anemia.
incidência é maior na população feminina em idade fértil devido o
Os exames foram realizados pelo laboratório no período de
ciclo sexual mensal.
fevereiro a abril de 2008. Os dados obtidos para caracterização dos
Dos 50 exames realizados pelo laboratório
pacientes revelam que a idade variou de 1 a 98 anos, sendo 68% do
Rabelo 24 por cento correspondem à anemia microcíticos
sexo feminino.
Em relação ao hemograma, a caracterização do hipocrômicos, caracterizado principalmente pela deficiência de
eritrograma revelou teor médio de hemoglobina (Hb) de 10,7 g/dL, ferro, o que é decorrente do consumo de uma dieta ou absorção na
com hematócrito médio (Ht) de 38,55%, contagem média de qual a presença de ferro é insuficiente.
hemácias (He) de 4,59 milhões/mm 3 e VCM médio de 84,73 µ3.A Na faixa etária pediátrica, a carência alimentar se constitui na causa
classificação morfológica das anemias revelou que 64% dos exames mais comum de anemia, particularmente nos paises em
foram normocíticos normocrômicos, 24% microcíticos desenvolvimento. O acesso irregular a uma alimentação
hipocrômicos e 12% macrocíticos (Figura 1). balanceada, a elevada incidência de parasitoses intestinais e o
requerimento continuo e elevado de nutrientes devido ao
crescimento, tornam as crianças propensas a desenvolver anemia
carêncial.
Germano e colaboradores (2002) em seu estudo
sobre a incidência das anemias ressaltou que a dieta pobre em ferro,
o aumento da sua necessidade, como ocorre durante o crescimento
e a gravidez, e o aumento da perda durante sangramentos e
parasitismo intestinal estão entre as principais causas de anemia
microcítica.
Já a anemia macrocitica caracterizada pela
presença de hemácias (glóbulos vermelhos) e neutrófilos (glóbulos
brancos) gigantes e imaturos, que corresponde a 12 por cento da

Figura 1. Distribuição das anemias dos laudos examinados de população analizada, pode ser provocada pela carência de vitamina

acordo com sua classificação morfológica. B12 ou de ácido fólico no organismo, devida à ingestão inadequada
ou absorção insuficiente. (CAMPOS, 2001)
DISCUSSÃO
O município de Santa Cecília do Pavão apresenta
Na hematologia, os mecanismos básicos que
população media de 3000 mil habitantes, com aproximadamente
produzem citopenia situam-se no comprometimento da produção
900 mulheres em idade fértil, das quais 55,47% possuem segundo
como: hipofunção, perdas (sangramentos), encurtamento da
grau de escolaridade completo e renda per capita anual de R$
sobrevida circulante (hemolise), seqüestração (hiperesplenismo) e
6.500.00. Estes dados permitem caracterizar a população do
hemodiluição, por conseguinte as causas das alterações dos
município como portadora de médio nível de escolaridade e renda
eritrócitos nas anemias são de carácter multifatorial. (GUYTON,
(PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA CECÍLIA DO PAVÃO,
2006).
2008)
De acordo com os dados do hemograma, com os
Um agravante para as situações aqui descritas
índices hematimétricos, as anemias são classificadas em três tipos
decorrem da falta de informação quanto a alimentação adequada e
o prognóstico das varias doenças que alteram a morfologia das
24

hemácias determinado o tipo de anemia. Sabe-se que o consumo de


verduras, legumes e frutas é determinante para a promoção da REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
saúde e prevenção de anemia. Segundo a OMS, cerca de 50% das
anemias tem origem em função de dietas inadequadas. (GLANZ, ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Legislação
1997). Sanitária. 2006. Disponível em: www.anvisa.gov.br, acesso em 16
É descrito o papel preventivo do consumo de de junho de 2008.
vegetais e frutas sobre o desenvolvimento de anemia, BATISTA-FILHO, M., RISSIN, A. Deficiências nutricionais: ações
principalmente os ricos em ferro, vitamina B12 que são na maioria específicas do setor saúde para seu controle. Cad. Saúde Públ.,
das vezes caracterizados por vegetais verdes folhosos (RODRIGO, Rio de Janeiro, 9 (2): 130-135, abr/jun, 1993.
SIESTRA, 2007). BEARD, J. L.; CONNOR, J. R. Iron status and neuronal
Entretanto, observa-se alta freqüência de functioning. Annual Reviews in Nutrition, 23: 41-58, 2003.
ingestão de alimentos industrializados e gordurosos, que devem BEUTLER, E.; WALER, J. The definition of anemia: what is the
estar associados à alta prevalência das mulheres no mercado de lower limit of normal of the blood hemoglobin concentration?
trabalho, o que reduziu em muito sua disponibilidade para Blood, 107:1747-1750, 2006.
elaboração das refeições da família. Embora a maioria da CAMPOS, M. G.V.; FERMINO, F. A.; FIGUEIREDO, M. S.
população Santa Ceciliense tenham conhecimento e renda para Anemias Carenciais. Revista Brasileira de Medicina, 58(41):464-
aquisição de bons alimentos, prevalece o desconhecimento sobre 450, 2001.
hábitos alimentares saudáveis e seu potencial preventivo da CARVALHO, M. C. et. al. Anemia Ferropriva e Anemia de Doença
anemias em geral e também quanto ao desenvolvimento e o Crônica:Distúrbios do Metabolismo de Ferro. Segurança
comprometimento que algumas doenças causam sobre o Alimentar e Nutricional, Campinas, 13(2): 54-63, 2006.
organismo, neste caso com referência a morfologia da célula FARIA, J. L. Patologia especial com aplicações clinicas. Segunda
sanguínea, determinando um tipo de anemia. edição. Rio de Janeiro- RJ, p.397- 418, 1999.
FREIRE, W.B. Iron deficiency anemia: PAHO/WHO strategies to
CONCLUSÕES
fight anemia. Salud Publica Mexico, 40: 199-205, 1998.
GERMANO, R. M. A.; CANNIATI-BRAZACA, S.G. Importância
Os resultados aqui obtidos revelam que são
do ferro em nutrição humana. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment.
necessárias ações de maior impacto sobre a importância da
Nutr; 24:85-104, 2002.
conscientização das alterações que determinadas doenças, como
MONTEIRO, C. A.; SZARFARC, S. C. Estudo das condições de
problema renal crônico, hepático, parasitoses intestinais,
saúde das crianças no Município de São Paulo, SP (Brasil), 1984-
deficiências hormonais, ingestão inadequada de alimentos causam
1985: V - Anemia. Rev. Saúde Pública, vol.21, no.3, p.255-260,
ao organismo e quanto ao comprometimento das funções básicas
Jun 1987.
celulares e prognóstico destas patologias.
a
PORTH, C. M.; KUNERT, M. P. Fisiopatologia. 6 edição,
Há a necessidade de que a prefeitura do
Editora: Guanabara Koogan. Rio de Janeiro- RJ. 2004.
município de Santa Cecilia do Pavão, em conjunto com uma equipe
PREFEITURA DE SANTA CECILIA DO PAVÃO. Secretaria de
múltidiciplinar que engloba médicos, farmacêuticos, psicólogos,
Planejamento. Perfil do Municipio de Santa Cecília do Pavão-2008.
nutricionistas, assistente social forneça subsídios necessários para a
Disponível em:
realização de exames complementares, realizar palestras, distribuir
http://home.santaceciliadopavao.pr.gov.br/planejamento/perfil/perfi
panfletos informativos tendo em vista a conscientização da
l_2008.pdf, acesso em 26 de setembro de 2008.
população principalmente quanto a prevenção e tratamentos, já que
STOLTZFUTZ, R. J. Iron deficiency anaemia: reexamining the
as desordens hematológicas identificadas partir dos dados do
nature and magnitude of the public health problem. Journal of
hemograma, e índices hematimétricos, são de caráter multifatorial.
Nutrition, 131 (2): 697S-701S, 2001.
Esperamos que este trabalho contribua para a
TORRES, M. A.; SATO, K.; QUEIROZ, S. S. Anemia em crianças
melhoria da saúde publica por servir como indicador de saúde de
menores de 2 anos atendidas nas Unidades Básicas de Saúde no
uma amostra da população, sendo necessária a implantação de
Estado de São Paulo, Brasil. Rev Saúde Pública;28:290-4, 1994.
projetos que diminuam a incidência desta patologia – totalmente
WHO.World Health Organization/United Nations Children’s
prevenível - e que reflita como impacto positivo na qualidade de
Fund/United Nations University. Iron deficiency anaemia.
vida da população através de programas de informações que sirvam
Assessment, prevention and control. A guide for programme
de suporte para a prevenção.
25

managers. Geneva: World Health Organization/United Nations


Children’s Fund/United Nations University; 2001.
ZAGO, M. A. Hematologia: Fundamento e Prática. Atheneu, 1ª
ed. revista e reimpressa, 2004