Você está na página 1de 6

Teoria Espectral de Operadores Compactos

I. Definição: O escalar 𝜆 é um valor regular do operador 𝑇 se (𝑇 − 𝜆𝐼) é bijetor e


(𝑇 − 𝜆𝐼)−1 é contínua. O conjunto dos valores regulares de 𝑇 é chamado o
conjunto resolvente de 𝑇 denotado por 𝜌(𝑇). Seu complementar 𝕂 − 𝜌(𝑇) é
chamado o espectro de 𝑇 denotado por 𝜎(𝑇).

II. Proposição: Sejam 𝐸 espaço de Banach e 𝑇 ∈ ℒ(𝐸, 𝐸) com ‖𝑇‖ < 1. Então 1 ∈
𝜌(𝑇). Além disso,

−1
(𝐼 − 𝑇) = ∑ 𝑇𝑗
𝑗=0

Dem.: Note que ‖𝑇𝑗 ‖ ≤ ‖𝑇‖𝑗 , ∀𝑗 ∈ ℕ. Logo,


∞ ∞

∑‖𝑇 ‖ ≤ ∑‖𝑇‖𝑗 < ∞


𝑗

𝑗=0 𝑗=0

Pois ‖𝑇‖ < 1, logo,


∑‖𝑇𝑗 ‖ < ∞
𝑗=0

Para todo 𝑚, 𝑛 ∈ ℕ tal que 𝑚 < 𝑛, temos

𝑛 𝑚 𝑛 𝑛

‖∑ 𝑇 − ∑ 𝑇 ‖ = ‖ ∑ 𝑇 ‖ ≤ ∑ ‖𝑇𝑗 ‖ → 0
𝑗 𝑗 𝑗

𝑗=0 𝑗=0 𝑗=𝑚+1 𝑗=𝑚+1

Quando 𝑚, 𝑛 → ∞. Portanto, a série (∑𝑛𝑗=0 𝑇𝑗 ) é de Cauchy. Digamos que,


𝑛∈ℕ

∑ 𝑇𝑗 = 𝑆 ∈ ℒ(𝐸, 𝐸)
𝑗=0

Então,

(𝐼 − 𝑇) ∘ (𝐼 + 𝑇 + ⋯ + 𝑇 𝑛 ) = 𝐼 − 𝑇 𝑛+1

Fazendo 𝑛 → ∞,

(𝐼 − 𝑇) ∘ 𝑆 = 𝐼

Ou seja, (𝐼 − 𝑇)−1 = 𝑆.

Página 1 de 6
III. Teorema: Sejam 𝐸 um espaço de Banach e 𝑇 ∈ ℒ(𝐸, 𝐸). Então o espectro de 𝑇 é
um conjunto compacto contido no disco (caso complexo) ou intervalo (caso real)
{𝜆 ∈ 𝕂: |𝜆| ≤ ‖𝑇‖}.

Dem.: Seja 𝜆 ∈ 𝕂 com |𝜆| > ‖𝑇‖. Então,

‖𝑇‖ 1
< 1 ⇔ ‖ 𝑇‖ < 1
|𝜆| 𝜆
Pela Proposição acima, temos que,

1
1 ∈ 𝜌 ( 𝑇)
𝜆

Disso decorre que 𝜆 ∈ 𝜌(𝑇). Além disso,


−1
1 1 −1 1 1 𝑗
(𝑇 − 𝜆𝐼) = − (𝐼 − 𝑇) = − (∑ ( 𝑇) ) ∈ ℒ(𝐸, 𝐸)
𝜆 𝜆 𝜆 𝜆
𝑗=0

Ou seja, 𝑇 − 𝜆𝐼 é bijetor e (𝑇 − 𝜆𝐼)−1 é contínua. Provamos que {𝜆 ∈ ℝ: |𝜆| >


‖𝑇‖} ⊆ 𝜌(𝑇), logo 𝜎(𝑇) ⊆ {𝜆 ∈ ℝ: |𝜆| ≤ ‖𝑇‖}.

Fixado 𝜆0 ∈ 𝜌(𝑇), logo 𝑇 − 𝜆0 𝐼 é bijetor e (𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1 é contínua. Note que


∀𝜆 ∈ 𝕂,

𝑇 − 𝜆𝐼 = 𝑇 − 𝜆0 𝐼 + 𝜆0 𝐼 − 𝜆𝐼 = 𝑇 − 𝜆0 𝐼 − (𝜆 − 𝜆0 )𝐼

= (𝑇 − 𝜆0 𝐼)[𝐼 − (𝜆 − 𝜆0 )(𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1 ]

Logo,

𝑇 − 𝜆𝐼 = (𝑇 − 𝜆0 𝐼)[𝐼 − (𝜆 − 𝜆0 )(𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1 ]

Defina, 𝑈 = 𝐼 − (𝜆 − 𝜆0 )(𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1. Queremos que (𝜆 − 𝜆0 )(𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1 seja


invertível, para que 𝑈 o seja. Pela proposição acima, tomemos

‖(𝜆 − 𝜆0 )(𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1 ‖ = |𝜆 − 𝜆0 |‖(𝑇 − 𝜆0 )−1 ‖ < 1

Logo, teremos que 𝑈 tem inversa contínua. Daí,


−1
(𝑇 − 𝜆𝐼)−1 = ((𝑇 − 𝜆0 𝐼) ∙ 𝑈) = 𝑈 −1 ∙ (𝑇 − 𝜆0 𝐼)−1

Portanto, 𝑇 − 𝜆𝐼 é bijetor e (𝑇 − 𝜆𝐼)−1 é contínua, concluindo que 𝜆 ∈ 𝜌(𝑇).


Logo,

1
{𝜆 ∈ 𝕂: |𝜆 − 𝜆0 | < }
‖𝑇 − 𝜆0 𝐼‖

é uma vizinhança aberta de 𝜆0 . Portanto 𝜎(𝑇) é fechado.

Página 2 de 6
IV. Definição: Um operador linear 𝑇: 𝐸 → 𝐹 entre espaços normados é dito compacto
se ̅̅̅̅̅̅̅̅
𝑇(𝐵𝐸 ) é um compacto de 𝐹.

V. Proposição:

a) Todo operador compacto é contínuo.


b) Todo operador linear contínuo de posto finito é compacto.
c) Um espaço normado 𝐸 tem dimensão finita se, e somente se, a identidade em
𝐸 é um operador compacto.

Dem.: (𝑎) Seja 𝑇: 𝐸 → 𝐹 um operador compacto. Logo ̅̅̅̅̅̅̅̅


𝑇(𝐵𝐸 ) é compacto em 𝐹,
̅̅̅̅̅̅̅̅
como 𝑇(𝐵𝐸 ) ⊆ 𝑇(𝐵𝐸 ), segue que 𝑇 é contínuo.

(𝑏) Conjuntos fechados e limitados em espaços de dimensão finita são compactos.

(𝑐) Segue do Teorema: Um espaço normado 𝐸 tem dimensão finita se, e somente
se, a bola unitária fechada de 𝐸 é compacta.

VI. Proposição: Sejam 𝐸 e 𝐹 espaços normados. As seguintes afirmações são


equivalentes para um operador linear 𝑇: 𝐸 → 𝐹.

a) 𝑇 é compacto.
̅̅̅̅̅̅ é compacto em 𝐹 para todo limitado 𝐴 em 𝐸.
b) 𝑇(𝐴)
c) Para toda sequência (𝑥𝑛 )𝑛∈ℕ limitada em 𝐸, a sequência (𝑇(𝑥𝑛 ))𝑛∈ℕ tem
subsequência convergente em 𝐹.

Dem.: (𝑎) ⇒ (𝑏) Seja 𝐴 limitado em 𝐸, logo ∃𝐶 > 0 tal que, ‖𝑥‖ ≤ 𝐶 ∀𝑥 ∈ 𝐴.
Logo,

1 𝑥
𝐴 = { , 𝑥 ∈ 𝐴} ⊆ 𝐵𝐸 = {𝑥 ∈ 𝐸; ‖𝑥‖ = 1}
𝑐 𝑐

Portanto,

1 ̅̅̅̅̅̅ ̅̅̅̅̅̅̅̅̅
1
𝑇(𝐴) = 𝑇(𝐴) ⊆ ̅̅̅̅̅̅̅̅
𝑇(𝐵𝐸 )
𝑐 𝑐
1 ̅̅̅̅̅̅
Segue que 𝑐 𝑇(𝐴) é compacto por ser um fechado dentro de um compacto. Logo
̅̅̅̅̅̅ é compacto.
𝑇(𝐴)

(𝑏) ⇒ (𝑐) Tome (𝑥𝑛 )𝑛∈ℕ ∈ 𝐴 ⊆ 𝐸, logo (𝑇(𝑥𝑛 )) ̅̅̅̅̅̅. Isto mostra que
⊆ 𝑇(𝐴)
𝑛∈ℕ
(𝑇(𝑥𝑛 ))𝑛∈ℕ
é compacto, logo possui subsequência convergente em 𝐹.

(𝑐) ⇒ (𝑎) Seja (𝑦𝑛 )𝑛∈ℕ ∈ ̅̅̅̅̅̅̅̅


𝑇(𝐵𝐸 ). Para cada 𝑛 ∈ ℕ existe 𝑥𝑛 ∈ 𝐵𝐸 tal que,

1
‖𝑦𝑛 − 𝑇(𝑥𝑛 )‖ <
𝑛

Página 3 de 6
Por hipótese (𝑇(𝑥𝑛 ))𝑛∈ℕ possui subsequência convergente, digamos 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) →
𝑦 ∈ 𝐹. Logo,

1
‖𝑦𝑛𝑗 → 𝑦‖ ≤ ‖𝑦𝑛𝑗 − 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 )‖ + ‖𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) − 𝑦‖ ≤ + ‖𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) − 𝑦‖ → 0
𝑛𝑗

Quando 𝑗 → ∞, segue que 𝑦𝑛𝑗 → 𝑦. Portanto ̅̅̅̅̅̅̅̅


𝑇(𝐵 𝐸) é compacto,
consequentemente 𝑇 é operador compacto.

VII. Proposição: Sejam 𝐸 e 𝐹 espaços normados. Então 𝒦(𝐸, 𝐹)


∶= {𝑐𝑜𝑛𝑗𝑢𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑜𝑝𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝐸 𝑒𝑚 𝐹} é subespaço vetorial de
ℒ(𝐸, 𝐹). Se 𝐹 é espaço de Banach então 𝒦(𝐸, 𝐹) é fechado em ℒ(𝐸, 𝐹).

Dem.: Sejam 𝑇1 , 𝑇2 ∈ 𝒦(𝐸, 𝐹) e 𝛼 ∈ 𝕂, então:

(𝑇1 + 𝛼𝑇2 )(𝐵𝐸 ) = 𝑇1 (𝐵𝐸 ) + 𝛼𝑇2 (𝐵𝐸 ) ⊆ ̅̅̅̅̅̅̅̅̅ ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅


𝑇1 (𝐵𝐸 ) + 𝛼𝑇 2 (𝐵𝐸 )
̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
= 𝑇1 (𝐵𝐸 ) + 𝛼𝑇2 (𝐵𝐸 )

Isto mostra que 𝒦(𝐸, 𝐹) é subespaço vetorial de ℒ(𝐸, 𝐹). Agora suponha que 𝐹 é
espaço de Banach. Seja (𝑇𝑛 )𝑛∈ℕ ∈ 𝒦(𝐸, 𝐹) tal que 𝑇𝑛 → 𝑇 ∈ ℒ(𝐸, 𝐹). Devemos
mostrar que 𝑇 é compacto. Seja (𝑥𝑚 )𝑚∈ℕ uma sequência limitada em 𝐸, ou seja,
‖𝑥𝑚 ‖ ≤ 𝐶, ∀𝑚 ∈ ℕ e 𝐶 > 0. Devemos mostrar que (𝑇(𝑥𝑚 )) possui
𝑚∈ℕ
subsequência convergente em 𝐹. Como 𝑇1 é compacto (𝑥𝑚 )𝑚∈ℕ possui uma
subsequência (𝑥𝑚,1 )𝑚∈ℕ tal que (𝑇1 (𝑥𝑚,1 )) é de Cauchy em 𝐹. Como 𝑇2 é
𝑚∈ℕ
compacto a sequência (𝑥𝑚,1 )𝑚∈ℕ possui uma subsequência (𝑥𝑚,2 )𝑚∈ℕ tal que
(𝑇2 (𝑥𝑚,2 )) é de Cauchy. Continuando o processo indefinidamente
𝑚∈ℕ
construiremos a sequência,

(𝑦𝑚 )𝑚∈ℕ = (𝑥1,1 , 𝑥2,2 , … )

Que é subsequência de (𝑥𝑚 )𝑚∈ℕ e (𝑇𝑛 (𝑦𝑚 ))𝑚∈ℕ é de Cauchy em 𝐹, ∀𝑛 ∈ ℕ. Em


particular ‖𝑦𝑚 ‖ ≤ 𝐶, ∀𝑚 ∈ ℕ. Como 𝑇𝑛 → 𝑇, então ∀𝜀 > 0, ∃𝑛0 ∈ ℕ; 𝑛 > 𝑛0
implica

𝜀
‖𝑇𝑛 − 𝑇‖ <
3𝐶

Como (𝑇𝑛 (𝑦𝑚 ))𝑚∈ℕ é de Cauchy, existe 𝑚0 ∈ ℕ tal que para todos 𝑗, 𝑘 > 𝑚0
implica

𝜀
‖𝑇𝑛 (𝑦𝑗 ) − 𝑇𝑛 (𝑦𝑘 )‖ <
3

Então,

Página 4 de 6
‖𝑇(𝑦𝑗 ) − 𝑇(𝑦𝑘 )‖ = ‖𝑇(𝑦𝑗 ) − 𝑇𝑛 (𝑦𝑗 ) + 𝑇𝑛 (𝑦𝑗 ) − 𝑇𝑛 (𝑦𝑘 ) + 𝑇𝑛 (𝑦𝑘 ) − 𝑇(𝑦𝑘 )‖

≤ ‖𝑇(𝑦𝑗 ) − 𝑇𝑛 (𝑦𝑗 )‖ + ‖𝑇𝑛 (𝑦𝑗 ) − 𝑇𝑛 (𝑦𝑘 )‖ +‖𝑇𝑛 (𝑦𝑘 ) − 𝑇(𝑦𝑘 )‖

𝜀 𝜀 𝜀
≤ ‖𝑇 − 𝑇𝑛 ‖‖𝑦𝑗 ‖ + 𝜀 + ‖𝑇𝑛 − 𝑇‖‖𝑦𝑘 ‖ < 𝐶+ + 𝐶=𝜀
3𝐶 3 3𝐶

Isto mostra que, (𝑇𝑛 (𝑦𝑚 ))𝑚∈ℕ é de Cauchy e portanto convergente em 𝐹.

VIII. Proposição: (Propriedade de Ideal) Sejam 𝐸0 , 𝐸, 𝐹, 𝐹0 espaços normados e


𝑆: 𝐸0 → 𝐸, 𝑇: 𝐸 → 𝐹 e 𝑈: 𝐹 → 𝐹0 operadores lineares com 𝑆 e 𝑈 contínuos e 𝑇
compacto. Então 𝑈 ∘ 𝑇 ∘ 𝑆 é compacto.

Dem.: Seja (𝑥𝑛 )𝑛∈ℕ uma sequência limitada em 𝐸0 , da continuidade de 𝑆 temos


que (𝑆(𝑥𝑛 ))𝑛∈ℕ é limitada é 𝐸. Da compacidade de 𝑇, temos que (𝑇(𝑆(𝑥𝑛 )))
𝑛∈ℕ
possui uma subsequência convergente em 𝐹, digamos, 𝑇 (𝑆 (𝑥𝑛𝑗 )) → 𝑦 ∈ 𝐹, da

continuidade de 𝑈, temos 𝑈 (𝑆 (𝑥𝑛𝑗 )) → 𝑈(𝑦) ∈ 𝐹0 , ou seja, 𝑈 ∘ 𝑇 ∘ 𝑆 é


compacto.

IX. Proposição: Sejam 𝐸, 𝐹 espaços normados e 𝑇 ∈ ℒ(𝐸, 𝐹).

a) Se 𝑇 é compacto, então
𝑤
𝑥𝑛 → 𝑥 em 𝐸 ⇒ 𝑇(𝑥𝑛 ) → 𝑇(𝑥) em 𝐹

b) Se 𝐸 é reflexivo, então 𝑇 é compacto se, e somente se, vale a implicação


acima.

Dem.: (𝑎) Pelo diagrama abaixo

𝑤
Seja (𝑥𝑛 )𝑛∈ℕ ∈ 𝐸, por hipótese 𝑥𝑛 → 𝑥, logo 𝑓(𝑇(𝑥𝑛 )) → 𝑓(𝑇(𝑥)), para todo
𝑤
(𝑓 ∘ 𝑇) ∈ 𝐸 ′ , logo 𝑇(𝑥𝑛 ) → 𝑇(𝑥) em 𝐹. Suponha por absurdo que (𝑇(𝑥𝑛 ))
𝑛∈ℕ
não convirja em norma para 𝑇(𝑥). Logo existem 𝜀 > 0 e uma subsequência
(𝑇 (𝑥𝑛𝑗 )) tais que,
𝑗∈ℕ

Página 5 de 6
‖𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) − 𝑇(𝑥)‖ ≥ 𝜀, ∀𝑗 ∈ ℕ

𝑤
De 𝑥𝑛𝑗 → 𝑥, segue que (𝑥𝑛𝑗 ) é limitada, pela compacidade de 𝑇, (𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ))
𝑗∈ℕ 𝑗∈ℕ
possui uma subsequência convergente, digamos,

𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑦 ∈ 𝐹
𝑘

Como convergência em norma implica convergência fraca, pois a topologia fraca


𝑤
está contida na topologia da norma, temos 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑦. Por outro lado, temos
𝑘
𝑤
que 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑇(𝑥). Logo, 𝑦 = 𝑇(𝑥), portanto, 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑇(𝑥), absurdo, pois
𝑘 𝑘

por hipótese ‖𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) − 𝑇(𝑥)‖ ≥ 𝜀.


𝑘

(𝑏) Suponha 𝐸 reflexivo e que valha,


𝑤
𝑥𝑛 → 𝑥 𝑒𝑚 𝐸 ⇒ 𝑇(𝑥𝑛 ) → 𝑇(𝑥) 𝑒𝑚 𝐹

Dada uma sequência limitada (𝑥𝑛 )𝑛∈ℕ em 𝐸 podemos extrair uma subsequência
𝑤
fracamente convergente, digamos (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑥 ∈ 𝐸. Por hipótese 𝑇 (𝑥𝑛𝑗 ) → 𝑇(𝑥),
portanto 𝑇 é compacto.

Página 6 de 6

Você também pode gostar