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L rae f = (Ofna, Taichi, stems Topata de produce m de peduiso om 03 cxesla Toten Ohno: aco: Cristina Sumachet themes Poula © © Matta; consutora e supervsio ti (ook antoro Vale Artunas Jini: Porto Alegre: Bookman. | 19 p23 om, | \sonas7307-170-2 LAdma Ccatalogacio na publ teagho ee emprasas ~ Produc ~ Sistema “eyota de pradugie, | Tule cou esa. oqies Manica Bata Canto CRB 101023 Taiichi Ohno OSSTEMA TOVOTA DE PRODUCHO LEM DA PRODUCHO EM LARGA ESCALA Tredugio: Cristina Sehumscher Revise tecnica: Paulo C.D. Motta ‘Seonomista, Mesie em Adminstogto Paica pela New York Universi Consultoria e supervision técnica desta edigéa: sé Antonie Valle Antuated anior ert am kigenhoria de Producda peta UFSC Pretestr Péa-gradvaqdo em Engenharia de Produgbo da UFRGS Sécie-gerenge da PRODUTTARE Consutares Assocs ‘Goordenadtr do NUCTEC/PPGER/UPRGS Relmpresiss 2012 1337 bia ariginslmente publicade sob o titulo Tayola production system: Beyond large-scale production copyrigts © Productivity Pras, 2368 ‘Gente etal ~CESA: Ary Jaques Affono Golaboraram nesta eigis Cpa Joaquim do Farece Leura na dite remactsto: Aline chem EditoracBa: Techboaks Rerervades todas os direitos de publicagso, em lingua portuguese, & 1UPO AEDUCAGHO SA. : (BooIsAEDITERA CIDA, & ums emareia do GRUPO AEDUCAGAO S.A} Jus Jer6nimo de Ornelas, 670 ~ Santana 9040-240 - Porto Alegre —RS Fee (33) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070 E proibida a duplicacto ou renraducio deste volume, no tode.ov ar parte sot cusuet frau por musique mls eetidrica,mecinico ows fotocdpia, dtrbuigho na Web » eutes), sem permissio oxprenes da Editora, Unidad S40 Pauto ‘Av Embainador Maveeo Soares, 10725 - Pavilte S~ Cond. Espace Center Vita anastcio~ 05095+035 ~ 580 Paulo SP Fone: (J) 3685-1100 "Fax (21) 3667-1333 SHE.0800 703-3484 worw.grupoacom br IW PRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIC Apresentacao a Edicao Brasileira A indkstria brasileira vive, ha alum tema, um processo de revolugBo nos parimetros que define o ambiente que opera. Os ingregiantes s8o reco Nhecides — a abertura a importacdes: 2 possegem da superinfiagso para a racessfa de ino des anos $0, e,na sequéncla, as oscla;Ses assocladas &es- tebilizagdo de moeda: a retomads de Investimentos diretos nacionais trens- feclonals na produgia: entre outros ~ eimpactars de forma dlferencada os diversos setores ‘Dontre as estratégias de ajuste ae nivel da producio, 0 binémio TCH iNT (Controle de Qualidade Totel/iustin-time) tem se mostrado 0 mals enfatizado os madelos de referEscia na industria de bens dicretos. $6 Ista justficaria traduzit pare o police brasiero, as consideraqoas do condutor do precesso de formagie do Sistema Toyota de Produc8o, o hoje lendério Talichi Ohno, sobre sua obra 10 sisters JT no & mais do que a traducto estlizada de umn conjunte de politicas-padrao das praticas desemvolvidas pela Toyota desde a década -de 40, préticas essas to bem-sucedidas que permitiram & Toyots escapar da ‘fie que assolou a economia japoresa ern 1973, com o chaque de petréleo, pasando a ser utlizadas por diversas firmas nipénicse. Estas, por sua vez, ‘vieram 2 surpreender @ Ocidente a0 final da décads de 70 e inicio da década sde 80 justarieme pelas ventagens competitivas que 0 JIT Ihes proportiona. ‘va, As empresas americanas e europelas se dedicaram, assim, a entend ‘desenvolvende e implementande suas versdes do sistema. 4 difusio ento rapida e abrengente, chega 20 Brasil om meio & década de 80, e-ganha Farge ‘Se movimento generaizado durante os sustes de 1994, De fato, se 0 JT pode ser entendide eome um “pacote de politicas e téc nicas’, entéo cabe Squeles responsévels por sua implementaggo elesvendar 3 \Bgica subjacante ao sistema predutivo reel que the servi de base. Por isso, partihar das reflexes de Chno © entender suas motivacbes @ observacbes, fuming no $6.8 sentido do-qut jd fo feito, coma também permite Imaginar 0 ue ainda dewe ser feito, Trata-se, portanto, de entender 9 matodo que preside a decisdes de Ohno, dante da realidad com @ qual a Toyota tinha de lidar. equi, 9 obra se mostra mais vital do que a impresséo pode suger Se hé uma grande proposta nas palavras de Ohno, esta no é “apliquem o que —$ <_< vi | sorcanaciod Eoche Besta _ produtive esta metida, bem como user a Inteligéncia, gestudo eo i ‘duro —com eros, acertas, aprendizade — part desemvolver possibilidades que coeur tan rb gam neni wea de ee ac na eee beg gsc ae ‘Ohno ~ de quem, ais, dia-s ter sees a soueeane en om sec marae rar de most open opecerl portanto, perguniter >. que: faria Ghno diante dé contexte brasileiro com tai ‘uinenta da pradutividade dos setoras de servigos, #inevitivel lembrar de Gr ce Bets Se on Pd Comajd s disse alhures, o Sistema Toyota de Produsdo é histbria jt mer aaa ee oe dae nate ee ee eee oes pais renovado ¢ uma: sociedade melhor € mais produtiva. Niicite:Teenoldgico (NUCTEC/PPGEP/UFRGS) 6 er eras Apresentacao da Edicdo Inglesa (Sistema Toyota de Pradugso, sob o nome de Kanbon ou de sistema just -in-time, se tooneu a tépico de muitas conversas em loesis de trabalho @ em escritérios. Ele tem sido estudade e introduzido independentemente da tipo de inddstria, da excala e mesmo das frontalras nacionais, realmente o que & uma ocorréncia feliz (© Sistema Toyota de Producdo evolu & parte da necessidade, uma vez que certas restrigbes no mercado exigiram a praducia de pequenas quan tidades de muitas variedades sob condicées de boixa demanda, um destix0 ‘quea industria japoness enfremtou no period do pés-guerra Essa restrighws serviram como um critério para testar seas Tabricantes de carros japoneses poderiam se estabelecer e sobreviver cempetinda com os sistemas de produ: «Boe de vendas em massa jd estabelacidos na Europa e nos Estados Unidos. © objetive iis importante do Sisters Tayote wm sido aurnentar 9 efi- ciancia da produgio pela eliminacdo consistente e completa de desperdicos. Esse concelto bem coma 9 respeito pare com a humanidade, os quais tém sido passadios desde 0 venerdvel Toyoda Sakichi (1867-1930), fundador da ‘empresa e mestre de invenges, até seu flho Toyada Kiichird (1854-1952), primero presidente da Toyota ¢ pai do carro de passageitos japonés, x30 05 fundementos do Sistema Toyota de Producéo. Esse sistema, por sua vez, foi concebida e implementado logo apésa Se- queda Guerra Mundial, ainda que no tvesse atraico @ atencio da IndGstria Japonesa até a primeira cise do petrélea no outono de 1973. Os gerentes Joponeses, acostumados a inflagso @ 4s elas taxas de crescmmento, se vam subitamente confrontados com o crescimenta zera e forgados a lidar com de ‘réscimos de producdo. Foi durante essa emergancia econdmica que ales no- taram, pela primeiravez, os resultados que # Toyota estova conseguindo coma sua implacvel perseguitéo a eliminacao do desperdicic. Eles comecarema en frentar o problems de intsodurir a ssterna nos seus proprios locals Ge tabath » ‘O miunda hava mudada, de uma época em que a indistria podia vendr tude que produzisse para uma sociedade afiuente em que as necessidades rmateriais io satisfeitosrotineiramente. Os valores soci também muderarn. Hoje, née pedemas vender nostos pradutos a nao er que nes caloquemos dentio ds coraches dos nioss0s conswmidores, uma vex que cada um te:n _li_|_Aowsownena okgegxomiiae -conceitos @ gostos diferentes. Hoje, © mundo industrial fol forcado a dominar de-verdade a sistema de producio muittioo, em pequenss quantidades. 1D conceito inicial do Sistema Toyata de PredugBo, como eu tenho enfa- tizado, foi baseadie na completa eliminacao do desperdicia, De fato, quanto ‘nals porto chegamos desse objetivo, mais clara ficaa visdo de seres humanos hevdvais com personalidades ditintas, pois no existe substincio real nes: a massa abstrata que Gremamas de “a publico” Assim, dascobrimos que a ledistria tam que aceitar 08 pedidas de cada consumidor e fazer predutos de acordo com as exigéncias inaividuals “Todos os tipos de desperdicia ecorrem quando tentamos produrir ames- mo pradute em quantidades grandes, homogéneas e, no fim, a5 custos se “Jevarn. Emuito mals ecanémica produeir cada item de eada vez, sendo este ‘o métedo do Sistema Teyote de Produgio e, 0 segundo, do Sistema Fort, No tenho a intencdo de citicar Henry Ford (1263-1947 90 contrari, sou crtica des sucestores de Ford, que tém sofride de excessiva dependéncia ids autoridade do Sistema Ford precisamente porque ele tem side to pode reno ¢ tem credo tantas meravlhas ern termos de produthidade industal. Entrétanto, o= tempos mudam. Os fabricantes e os locais de taabalho nao padem mais basear a producfo somente no planajamento de escrivanirhae Bepols distur, ou “empurrar’, seus produtos no mercado. Para.os consueni- ‘dores, ou usuarios, cada urn com um sistema de valores diferente, tornau-se um hébito ficar ne linha de frente do mercado 6, por assim dizer, designer a: mercadorias de que eles necessitan. na quantidede ¢ ne momento ern que precisa delas ‘Q Sistema Toyota de ProducSo, entretanto, nfo-€ apenas um sistema de produgo. Estou conflante de que ele revels sua forge como um sistema ge- fencial adaptado & era aval de mercados globes e de sistemas computada- fizedos de informaqBes de alto nivel Par fim, apreciaria receber er letores. 6, correcBes e opinibesfrancosdos meus Taichi Ofino Prefacio “Agim ceo reconhecemas 2 grandeza do Sr. Shigeo Shingo, também reco- nhecemos 0 gino do Sr Tah Onna. ei Sr Onno que deverarecebw 6 -ciédito de ter crioda0 Sistema Toyota de Produglo just-in-time Encontesme como Ohne ne Jpto. ra Toyeda Goes onde le as mit 2 presidéncia depois de se aposentar da Tayota Motors. Toyads Ga 105, coma tubulagiesde borrachs, psindis de pléstico w outros materia. No nesso dltime encontra, perguinteia ele onde 2 Toyota esteva hoje no processade melhorla, Agora, a empresa deve ter reduzido tado © estoque de material semiacabado ~ belxendo 0 nivel da gua do ria para expor todas a predras, passibiitando a eles redusir todos os problems *O que. Toyota esté fazendo agora?" perguntel ‘Avesposta dele fol muito simple, “Tudo 0 que estamos fazendo # othar a linha do tempo", disc ele, “do imamento-em que © frequés not entrega um pedido até o panta em que re- ‘cebemios a inhelro. € estamos reduzinco asa inva do tempa removendo os sdesperdicias que no agregar valor” Lida ea Temas Peco Dinh Ire pa rwmago dot dspace mor amp) ‘Simpies, mas brithante, Isto a3 um foco bastante nitido da mete tind, EnGuato nds sau no cident, ocurariamosimedistamente ak gum milagre automatico, como a Manufatura Integrade per Comeuta ‘Conan intepotod Moasbeauy GU Looms alae sioner ne. ‘daz fabreagb, oF jyponeses esto simplesmente reduzindo desoerdi clos. E claro que alguns desperdicias podem ser remavids pola aquisigss de navas €eLinamentos, mas isso deve ser feito por cima ~ nfo primeira x | Pastcio N30 existe nadia muito complexo na magica dos ensinamentos do St ‘Ohno, Ne realidad, muitas veres e2usa contusso ouviio, porque ele fale 8 simples, dizendo apenss para procurar e eliminar @ desperdicie, Podemas ao ecreditar que sso soja to simples, nas @ verdad, Bascamente reduzir blinks de tempo pela eliminacac de queisquer desperdicos ‘A singela histéria que-o St. Olsno nos conta no lvro é brihante e deveria +e lide pox gerentes em todos os lugares. No & apenas uma histévie sobre Produgze, é uma historia sobre como dirgir uma empreta com muito suces~ Fa. 0 Sr Ohno voliou ne tempe e reviu como Henty Ford dirigia@ sua ern ppreta,este que foi capaz de extair minério de ferra numa segunds-felr 2, teande daquele mesmo mingria de ferro, produzir um carro saindo da Tinha de produgde na quinta-feira tarde. Henry Ford também se concentrou na elirhinagte tatal de daspercicios sem welor adicionada. 0 SF, Ohno simplesmente atualizau Henry Ford, fazen~ do tom que reduzise-os tempos de troca de ferramentas, com a ajuda do Sr Shingo, dedios e hands para minutos esequndos eeiminasse as classifcagtes de cargos para dar mais fexiiidade acs trabalhadores. ‘Nos ditimos dez anos, vsitl centenas de fabricas no Japio e nos Estedes Unido ¢ nunea vi um trabalhador janonés simplesmente othando pars uma maquina, enquanto nos Estados Unides constatasse 0 contririo ~ munca vie Stes uma fabric amaricana sem ver um trabalhador apenas olhando para @ maquina, Nunca vou esquecer de ter cartinhade par uma fébrica de cabor de Bibra tiga e verum joven apenas olhando para uma méquine de extrusdo davideo, Tudo oque ele fazla era olhar 0 vidra e os rhostraderes, esperanda Que o vidio quebrasse ou ficasse fora da tolerdncia, Nao podia acreditar na desperdico e na falta de respeito da geréncia com aquele ser humeno, pois produ deve ser duplamente efciente # ter tambem respeito pela pessoa ‘que opera @ méquina ‘0 mundo deve muito ao St Taichi Ohno. He nos mostrou como produ zr com mais eficéncia, come eeduzircustos ¢ produzir com mais qualidade, tember a olhar criticamente como ns, enquante pessoas, trabatharos numa féarica. ‘Uma fSbricajaponesa est lange de ser perfsite, As fbricas da Toyots, pelo menos as que visite 36 sujes, mais do que muitas das fabricas america hes Mas, em contrapartida, uma mudanca esté econtecendo, © respeito pels humanidade no processo de producdo esta se tornando uma realdade eo Sr. Gihno & urn dos lideres mund'ais nesta area, Enquanto a maioria das empresas se concentrava em estimularsalsios, ‘05 Ohno acreditow que o just-in-time era uma vantagem de produgie para 3 Toyota, £ durante muitos anos, ele nfo permitiu que qualquer czisa 2 e5F@ Fespeito forse registreda, arqumentande que a melhoria & sempre um pro- ‘essa inacabada, & que se ele o colocasse par escrito, 0 pracasta fcaria