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UNIRONDON – Centro Universitário

Curso de Ciência da Computação

Apostila de
Matemática Discreta

Profª Marilda de Mattos Gregorio


Matemática Discreta

Contagem

A combinatória é o ramo da Matemática que trata de contagem .


Problemas de contagem são importantes sempre que temos recursos finitos.
Exemplos: 1) Quanto espaço de armazenamento um determinado banco de dados
usa?
2) Quantos usuários uma determinada configuração de computador pode
suportar?
3) Quantos cálculos são efetuados por um determinado algoritmo?
Essas são questões que possivelmente terão que responder no decorrer do curso.
Problemas de contagem se resumem, muitas vezes, em determinar o número de
elementos em algum conjunto finito.

Princípio da multiplicação
Exemplo 1: Uma criança pode escolher uma entre duas balas, uma rosa e uma
marrom, e um entre três chicletes, um amarelo, um verde e um branco. Quantos
conjuntos diferentes a criança pode ter?
Podemos resolver esse problema separando a tarefa de escolha em duas etapas
seqüenciais: escolher primeiro a bala e depois o chiclete.

A árvore mostra que existem 2 x 3 = 6 possibilidades: {R,A}, {R,B}, {R,V}, {M,A},


{M,B}, {M,V}. Nesse problema, a sequência de eventos poderia ser trocada: a
criança poderia escolher primeiro o chiclete e depois a bala, resultando a seguinte
árvore:
O número de possibilidades é o mesmo 3 x 2 = 6 possibilidades: {A,R}, {A,M},
{V,R},{V,M},{B,R},{B,M}. Pensar em uma seqüência de eventos sucessivos nos
ajuda a resolver o problema, mas a ordem da seqüência não faz parte do
problema pois o conjunto {R,A} = {A,R}.
No exemplo, vimos que o número total de resultados possíveis para uma
seqüência pode ser obtido multiplicando-se o número de possibilidades do
primeiro evento pelo número de possíveis resultados do segundo. Essa idéia é
resumida no Princípio da Multiplicação.

Princípio da Multiplicação:
Se existem n1, resultados possíveis para um primeiro evento e n 2 para um
segundo, então existem n1 . n2 resultados possíveis para a seqüência dos
eventos.
O princípio da multiplicação pode ser estendido, a uma seqüência com qualquer
número finito de eventos.
O princípio da multiplicação é útil sempre que quisermos contar o número total de
possibilidades par uma tarefa que pode ser dividida em uma seqüência de etapas
sucessivas.

Exemplo 2: A última parte do seu número de telefone contém quatro dígitos.


Quantos desses números de quatro dígitos existem?
Resolução: Vamos construir números de 4 dígitos através de uma seqüência de
tarefas: escolher o primeiro dígito, depois o segundo, depois o terceiro e
finalmente o quarto. O primeiro dígito pode ser qualquer um dos 10 dígitos, de 0 a
9, de modo que há 10 possibilidades para a primeira tarefa. Da mesma forma
existem 10 possibilidades para cada uma das outras tarefas.
Usando o princípio da multiplicação, temos:
10.10.10.10 = 104 = 10000 números diferentes.
Com relação ao exemplo 2, quantos números de quatro dígitos existem se um
mesmo dígito não puder ser repetido?
Resolução: Aqui também temos uma seqüência de tarefas para selecionar os
quatro dígitos, só que agora não podemos ter repetições.
Temos 10 possibilidades para o primeiro dígito, mas apenas 9 para o segundo, já
que não podemos escolher um dígito igual ao primeiro, e assim por diante.
Existem 10. 9 . 8 . 7 = 5040 números diferentes.
Exemplo 3:
a) De quantas maneiras podemos escolher três representantes em um grupo de
25 pessoas?
b) De quantas maneiras podemos escolher três representantes para três
comissões,em um grupo de 25 pessoas, se um representante pode participar de
mais de uma comissão?
Resolução:
Em (a), existem três tarefas sucessivas sem repetições. A 1ª tarefa, escolher o
primeiro representante, tem 25 possibilidades. A segunda 24 e a terceira 23
possibilidades.
O número total de possibilidades é 25 . 24 . 23 = 13800
Em (b), as mesmas três tarefas são feitas sucessivamente mas são permitidas
repetições. O número total de resultados possíveis é 25 . 25 . 25 = 15625

Princípio da Adição:
Exemplo 4: Queremos selecionar uma sobremesa entre quatro tortas e três bolos.
De quantas maneiras isso pode ser feito?
Resolução: Temos dois eventos, um com 4 resultados possíveis (a escolha de
uma torta) e outro com 3 (a escolha de um bolo). No entanto,não temos uma
seqüência de dois eventos, já que só comeremos uma sobremesa, que será
escolhida dentre as possibilidades de dois conjuntos disjuntos. O número de
escolhas possíveis é o número total de escolha que temos, 4 + 3 = 7. Isso ilustra o
Princípio da Adição.

Princípio da Adição: Se A e B são eventos disjuntos com n 1 e n2 resultados


possíveis, respectivamente, então o número total de possibilidades para o evento
“A ou B” é n1 + n2.
O princípio da adição pode ser estendido a qualquer número finito de eventos
disjuntos.

Exemplo 5: Um consumidor deseja comprar um veículo de uma concessionária. A


concessionária tem 18 automóveis e 10 caminhões em estoque. Quantas escolhas
possíveis o consumidor tem?
Resolução: O consumidor pode escolher um carro ou um caminhão. Esses são
eventos disjuntos: a escolha de um carro tem 18 possibilidades e a escolha de um
caminhão,10. Pelo princípio da adição, a escolha de um veículo tem 18 + 10 = 28
possibilidades.
Obs: O princípio da adição, é usado, geralmente, junto com o princípio da
multiplicação.
Com relação ao exemplo 1, suponha que queremos encontrar de quantas
maneiras diferentes a criança pode escolher os doces, ao invés do número de
conjuntos de doces que ela pode ter. Então, escolher uma bala rosa e depois um
chiclete amarelo não é a mesma coisa que escolher primeiro um chiclete amarelo
e depois uma bala rosa. Podemos considerar dois casos disjuntos  a escolha de
balas ou de chicletes primeiro. Cada um desses casos(pelo princípio da
multiplicação) tem 6 possibilidades, de modo que(pelo princípio da adição) existem
6 + 6 = 12 maneiras diferentes de escolher os doces.

Exemplo 6: Quantos números de 4 dígitos, começam com 2 ou 3 ?


Resolução: Um problema de contagem pode ser resolvido, muitas vezes de mais
de uma forma. Vamos resolver esse problema de duas formas:
a) Podemos considerar dois casos disjuntos: os números que começam com 2 e
os que começam com 3. Contando os que começam com 2 e os que começam
com 3. Contando os que começam com 2, tem uma escolha possível para o
primeiro dígito e 10 escolhas possíveis para cada um dos outros três dígitos. Logo
pelo princípio da multiplicação existem 1 . 10 . 10 . 10 = 1000 maneiras de se
obter um número de 4 dígitos começando com 2. O mesmo raciocínio mostra que
existem 1000 maneiras de se obter um número de 4 dígitos começando por 3.
Pelo princípio da adição, temos 1000 + 1000 = 2000 possibilidades ao todo.

b) Não vamos usar o princípio da adição, vamos considerar o problema como


dividido em quatro tarefas sucessivas, onde a primeira tarefa, escolher o primeiro
dígito tem duas possibilidades, escolher 2 ou 3. Existem então, 2 . 10 . 10 . 10 =
2000 possibilidades.

Exemplo 7: Quantos números inteiros de 3 dígitos são ímpares?


Resolução: Uma das soluções baseia-se no fato de que os números ímpares
terminam em 1,3,5,7 ou 9. Considerando esses casos separados, o número de
inteiros com três dígitos terminando em 1 pode ser encontrado escolhendo-se os
três dígitos sucessivamente. São 9 escolhas (de 1 a 9) para o primeiro dígito, 10
escolhas (de 0 a 9) para o segundo e uma escolha (1) para o terceiro. Pelo
princípio da multiplicação, existem 90 números terminados em 3, em 5, em 7 e em
9, de modo que, pelo princípio da adição existem 90 + 90 + 90 + 90 + 90 = 450
números.
Uma outra solução é devido ao fato de que existem apenas 5 escolhas para o
terceiro dígito. Pelo princípio da multiplicação, existem 9 . 10 . 5 = 450 números.

Árvores de Decisão
Árvores como as do exemplo 1, ilustram o número de possibilidades de um evento
baseado em uma série de escolhas possíveis. Tais árvores são chamadas de
árvores de decisão. As árvores nos levam ao princípio da multiplicação, já que o
número de resultados possíveis em qualquer nível da árvore é o mesmo em todo o
nível. Por exemplo na 2ª árvore do exemplo 1, mostra dois resultados possíveis
para cada um dos três ramos formados no nível 1. Árvores de decisão menos
regulares ainda podem ser usadas para se resolver problemas de contagem onde
o princípio da multiplicação não se aplica.

Exemplo 8: Pedro está jogando moedas. Cada jogada resulta em cara (c) ou coroa
(k). Quantos resultados possíveis ele pode obter se jogar 4 vezes sem cair duas
caras consecutivas?
São 8 resultados possíveis: {c,k,c,k}, {c,k,k,k}, {c,k,k,c}, {k,c,k,c}, {k,c,k,k}, {k,k,k,k},
{k,k,k,c}, {k,k,c,k}.

Exercícios grupo A

1) Uma sorveteria permite que você escolha um sabor (uva, limão, pêssego,
abacaxi ou groselha), um acompanhamento ( raspas de chocolate, castanha
picada ou coco ralado) e uma cobertura ( calda de morango ou calda de
caramelo). Quantas sobremesas diferentes são possíveis?
2) No exercício 1,quantas escolhas possíveis de sobremesa você tem se não
gostar de limão e abacaxi?
3) Quantos números de C P F são possíveis?
4) Quantos números de três dígitos menores do que 600 podem ser formados
usando-se os algarismos 8,6,4 e 2?
5) Uma senha de usuário para acessar um sistema computacional consiste em
três letras seguidas de dois dígitos. Quantas senhas diferentes existem?
6) Um prédio comprou um novo sistema de fechaduras para seus 175
apartamentos. Uma fechadura é aberta digitando-se um código de dois
algarismos. O síndico do edifício fez uma compra inteligente?
7) Em um determinado estado americano, as placas dos carros começam com
dois dígitos ( o 1º não pode ser zero), seguidos de uma letra (incluindo
K,W,Y),seguidos de uma cadeia de dois a quatro dígitos (o 1º podendo ser zero).
Quantas placas diferentes são possíveis?
8) Considere o conjunto dos números inteiros com três dígitos (números entre 100
e 999, inclusive).
a) Quantos são divisíveis por 5?
b) Quantos não são divisíveis por 3?
9) Uma determinada votação é feita com cada pessoa colocando um pedaço de
papel rosa, branco ou verde em um chapéu. Os papéis são retirados um a um e a
1ª cor que recebe dois votos ganha. Desenhe uma árvore de decisão para
encontrar o número de maneiras que pode se desenrolar essa votação.
10) Desenhe uma árvore de decisão (use os times A e B ) para encontrar o
número de maneiras que as partidas da NBA podem ocorrer, onde o vencedor é o
1º time que vencer quatro entre as sete partidas.

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Arranjo

Exemplo1- Com os dígitos 1,2,3,4 e 5, quantos números de 3 algarismos distintos


podem ser formados?
Neste problema, o número 123 por exemplo, não é igual ao número 321, já que a
ordem dos três algarismos é importante.
Um agrupamento ordenado de p objetos de um conjunto de n objetos é chamado
de Arranjo.
Cada um dos números formados é uma arranjo de 3 objetos distintos escolhidos
em um conjunto de 5 objetos distintos( os dígitos).
A resposta encontrada usando-se o princípio da multiplicação, é 5 . 4 . 3 = 60. O
número de p objetos distintos escolhidos entre n objetos distintos é denotado por
An,p. Portanto a solução desse problema pode ser expressa por A5,3.
Usando-se fatorial, temos:
An,p= n !
(n-p)! onde n ∈ Z+ , n! = n (n-1) (n-2)..... 3. 2. 1 e 0 ≤ p < n

Temos: A5,3 = 5! = 5! = 5.4.3.2.1 = 60


(5-3)! 2! 2.1

Dois casos especiais podem aparecer ao se calcular An,p:


a) An,0 = n! = n! = 1
(n-0)! n!

b) An,1 = n! = n(n-1)! = n
(n-1)! (n-1)!

Exemplo 2- Quantas palavras de três letras( que podem ou não fazer sentido)
podem ser formadas a partir da palavra “compilar” se nenhuma letra pode ser
repetida?
Resolução: Nesse caso a ordem das letras faz diferença e queremos saber o
número de arranjos de três objetos distintos retirados de um conjunto de 8 dígitos.
A resposta é A 8,3 = 8! = 8! = 8 . 7 . 6 = 336
(8-3)! 5!
Permutação

Se queremos selecionar n objetos em um conjunto de n objetos, estamos


contando o número de permutações de n objetos onde a ordem é importante .
Uma permutação é um arranjo onde p = n.
Denotamos a permutação por: Pn = n!

Exemplo 1- Quantos são os anagramas da palavra “compilar”?(anagrama é a


ordenação de todas as letras de uma palavra)
Resolução: Nesse caso queremos saber o número de permutações de todos os
objetos de um conjunto de 8 objetos.
A resposta é P8 = 8! = 8.7.6.5.4.3.2.1 = 40320

Exemplo 2- Uma biblioteca tem 5 livros sobre programação, 4 sobre estruturas de


dados e 6 sobre sistemas operacionais. De quantas maneiras esses livros podem
ser arrumados em uma prateleira sendo que todos os livros sobre o mesmo
assunto devem ficar juntos?
Resolução: Podemos pensar nesse problema como uma seqüência de tarefas.
Vamos considerar, primeiro, a tarefa de se arrumar três assuntos . Existem 3!
Resultados possíveis para essa tarefa. As próximas tarefas são arrumar os livros
sobre programação(5! possibilidades), depois arrumar os livros sobre estruturas
de dados(4! possibilidades) e, finalmente, arrumar os livros sobre sistemas
operacionais(6! possibilidades). Portanto pelo princípio da multiplicação o número
final de ordens possíveis de todos os livros é: (3!). (5!). (4!). (6!) = 6x120x24x720 =
12441600

Combinação

Algumas vezes queremos selecionar p objetos de um conjunto de n objetos, mas


não nos importamos com a ordem. Nesse caso estamos contando o número de
combinações de p objetos distintos escolhidos entre n objetos distintos, que
denotamos por Cn,p = n!
p!(n-p)!
Exemplo 1- De quantas maneiras pode-se escolher uma comissão de 3 pessoas
em um grupo de 12?
Resolução: Esse é um problema de combinações, pois as pessoas são escolhidas
mas não ordenadas, portanto C 12,3 = 2! = 12! = 12.11.10 = 220
3!(12-3)! 3! 9! 3.2.1 6

Exemplo 2- Uma comissão de 8 alunos deverá ser escolhida em um grupo


contendo 20 alunos do primeiro ano e 15 do segundo ano.
a) De quantas maneiras pode-se selecionar 4 alunos do 1º ano e 4 do 2º ano?
Resolução: Como a ordem dos indivíduos é irrelevante, é um problema de
combinação. Temos uma seqüência de duas tarefas: selecionar alunos do 1º ano
e selecionar alunos do 2º ano.
Existem C 20,4 maneiras de se escolher um aluno do 1º ano e C 15,4 maneiras de
escolher um aluno do 2º ano, logo a resposta é:
C 20,4 x C 15,4 = 20! . 15! = 20! . 15!
=
4! (20 – 4)! 4! (15 – 4)! 4! 16! 4!
11!
= 20.19.18.17 . 15.14.13.12 = 6613425
4.3.2.1 4.3.2.1

b) De quantas maneiras pode-se selecionar uma comissão contendo exatamente


1 aluno do 1º ano?
Aqui temos novamente uma seqüência de tarefas: selecionar um único aluno do 1º
ano e depois selecionar o resto da comissão entre os alunos do 2º ano.
Temos C 20,1 x C 15,7 = 20! . 15! = 20.15.14.13.12.11.10.9 =
128700
1! 19! 7! 8! 7.6.5.4.3.2.1

c) De quantas maneiras pode-se selecionar uma comissão contendo no máximo 1


aluno do 1º ano?
Obtemos no máximo 1 aluno do 1º ano tendo exatamente 1 aluno do 1º ano ou 0
alunos do 1º ano. Como esses dois eventos são disjuntos usamos o princípio da
adição.
O número de maneiras de se selecionar exatamente 1 aluno do 1º ano é a
resposta do item (b). O número de maneiras de se selecionar 0 alunos do 1º ano é
o mesmo que o número de maneiras de se selecionar toda a comissão entre os 15
alunos do 2º ano, C 15,8, logo a resposta é:
C 20,1 . C 15,7 + C 15,8 = 128700 + 15! = 128700 + 6435 = 135135
8! 7!

d) De quantas maneiras pode-se selecionar uma comissão contendo pelo menos


um aluno do 1º ano?
Podemos resolver esse item de diversas maneiras. Uma delas é calcular o número
de possibilidades disjuntas de se ter exatamente 1 aluno do 1º ano,exatamente 2
alunos do 1º ano e assim por diante, até se ter exatamente 8 alunos do 1º ano,
usando o princípio da adição, poderíamos calcular cada um desses números e
depois somá-los. No entanto, é mais fácil contar todas as maneiras possíveis de
se formar a comissão com 8 membros selecionado do total de 35 pessoas e
depois eliminar as comissões que não contêm alunos do 1º ano(naturalmente
formados por alunos do 2º ano). Logo a resposta é: C 35,8 – C 15,8 = 35! -
15! = 23535820 – 6435
8! 27! 8! 7!
= 23529385
Arranjos com repetições

Contar o número de arranjos com repetições de p objetos entre n objetos distintos


é fácil. Temos n escolhas para o 1º objeto, como são permitidas repetições,temos
n escolhas para o 2º, n escolhas para o 3º e assim por diante. Portanto o número
de arranjos com repetições de p objetos escolhidos entre n objetos é dado por:
A’n,p = np
Nos arranjos e permutações sem repetições de p objetos formados a partir de um
grupo de n objetos, temos necessariamente p ≤ n, mas para arranjos com
repetições nem sempre isso ocorre pois como há repetições podemos até ter p >
n.
Exemplo 1: Com os dígitos 1,2,3,4,5, quantos números de três dígitos podem ser
formados?
A’ 5,3 = 5 3 = 125
Exemplo2: Com os dígitos 1,2, quantos números de 5 algarismos podem ser
formados?
Como dispomos de 2 dígitos e com eles queremos formar números de 5
algarismos, necessariamente temos que ter repetições, logo: A’2,5 = 25 = 32

Permutações com repetições

Exemplo 1: Quantas permutações distintas podem ser feitas com os caracteres


que formam a palavra Mississipi?
Resolução: Se fizermos as permutações simples dos 10 caracteres teremos um
número de permutações igual a 10!, só que estaríamos contando algumas
permutações mais de uma vez(isso significa por exemplo, que não podemos ver a
diferença entre Mis1s2issipi e Mis2s1issipi)
Considere uma permutação qualquer dessas letras. Os quatro s ocupam
determinadas posições na cadeia. Rearrumando os s nessas posições obteríamos
a mesma cadeia, logo nossa permutação teria 4! cadeias iguais. Para evitar contar
a mesma cadeia mais de uma vez, devemos dividir 10! Por 4! Para retirar todas as
maneiras de permutar os s nas mesmas posições. Analogamente, temos que
dividir por 4! Para lidar com os 4 i. Portanto, o número de permutações distintas é:
10!
4! 4!
Em geral, suponha que temos n objetos dos quais um conjunto de n 1 são
indistinguíveis entre si, um outro conjunto n2 são indistinguíveis entre si, e assim
por diante, até um conjunto de nk objetos que são indistinguíveis entre si. O
número de permutações distintas desses n objetos é dado por:
Pn, n1,n2,....nk = n!
n1! n2!...nk!

Exemplo2: Quantos anagramas tem a palavra “matematica”?


Temos 10 letras, sendo duas iguais a m, três iguais a a e duas iguais a t.
Portanto temos: P10, 2,3,2 = 10! = 10.9.8.7.6.5.4 = 151200
2!3!2! 2.1.2.1
Combinações com repetições

Exemplo1- Um joalheiro, ao projetar um broche, decidiu usar cinco pedras


preciosas escolhidas entre diamantes, rubis e esmeraldas. De quantas maneiras
diferentes podem ser escolhidas as pedras?
Como não estamos interessados em arrumar as pedras em ordem, esse é um
problema de combinação e não de arranjos. Queremos o número de combinações
com repetição de cinco objetos escolhidos entre três objetos.O broche pode conter
um diamante, três esmeraldas e um rubi, por exemplo,ou cinco diamantes.
Podemos representar essas possibilidades representando as pedras preciosas
escolhidas por cinco asteriscos e colocando marcadores verticais entre os
asteriscos para representar a distribuição entre os três tipos de pedras preciosas.
Por exemplo, podemos representar a escolha de um diamante, três esmeraldas e
um rubi por:
*|***|*
enquanto a escolha de cinco diamantes seria representada por:
*****||
Estamos, portanto, considerando sete posições (representando as cinco pedras e
os dois marcadores verticais) e as escolhas diferentes são representadas por
quais das sete posições são ocupadas por asteriscos. Então, contamos o número
de maneiras de escolher cinco itens entre sete, que é C 7,5 = 7! = 21
5!2!
Em geral, se usamos o mesmo esquema para representar uma combinação com
repetição de p objetos escolhidos entre n objetos distintos, teremos que ter n-1
marcadores para indicar o número de cópias de cada um dos n objetos. Isso nos
dá p + (n-1) posições a serem preenchidas e queremos saber o número de
maneiras de selecionar p dessas posições. Queremos, portanto:
C p+n-1,p = (p + n-1)! = (p+n-1)!
p!(p+n-1-p)! p! (n-1)!

Exemplo2- Seis crianças escolhem um pirulito cada entre uma seleção de pirulitos
vermelhos, amarelos e verdes. De quantas maneiras isso pode ser feito?( Não
interessa qual criança pega qual pirulito)
Portanto temos: n= 3( a escolha será feita num conjunto de três cores) e p= 6(são
6 crianças)
C 6+ 3-1,6 = C 8,6 = 8! = 8.7 = 28
6!2! 2
Exercícios grupo B

1) Com os dígitos 1,2,3,4,5,6 :


a) Quantos números de 4 algarismos distintos podem ser formados?
b) Quantos números de 4 algarismos podem ser formados?
c) Quantos números de 6 algarismos distintos podem ser formados?
d) Quantos números de 6 algarismos podem ser formados?
e) Quantos produtos de 3 algarismos distintos podem ser formados?
f) Quantos produtos de 3 algarismos podem ser formados?

2) Quantas permutações dos caracteres na palavra ERRO existem?

3) De quantas maneiras pode-se dar o primeiro, o segundo eo terceiro prêmios em


uma competição da qual participam 15 pessoas?

4)De quantas maneiras diferentes você pode sentar 11 homens e 8 mulheres em


uma fila se os homens sentam todos juntos e as mulheres também?

5) De quantas maneiras pode-se selecionar um júri de 5 homens e 7 mulheres em


um conjunto de 17 homens e 23 mulheres?

Os exercícios 6 a 9 tratam da seguinte situação: entre os funcionários de uma


companhia, 7 trabalham em projeto,14 em produção, 4 em testes, 5 em vendas, 2
em contabilidade e 3 em marketing. Deve-se formar uma comissão de seis
pessoas para se encontrar com a diretoria.

6) De quantas maneiras pode-se formar uma comissão se deve haver um


membro de cada departamento?

7) De quantas maneiras se pode formar uma comissão se deve haver exatamente


duas pessoas da área de produção?

8) De quantas maneiras se pode formar uma comissão se o departamento de


contabilidade não deve ser representado e o de marketing deve ter exatamente
um representante?

9) De quantas maneiras se pode formar uma comissão se a produção deve ter


pelo menos dois representantes?

Nos exercícios 10 a 13, um conjunto de quatro moedas é selecionado de uma


caixa contendo cinco moedas de dez centavos e sete moedas de vinte e cinco
centavos.

10) Encontre o número de conjuntos de 4 moedas.

11) Encontre o número de conjuntos nos quais duas das moedas são de dez
centavos e duas são de vinte e cinco centavos.
12) Encontre o número de conjuntos compostos apenas de moedas de dez
centavos ou apenas de moedas de vinte e cinco centavos.

13)Encontre o número de conjuntos com três ou mais moedas de vinte e cinco


centavos.

14) a) Quantas permutações distintas existem das letras na palavra HAVAIANO?


b) Quantas delas começam com H?

15) Cinco pessoas em um jantar pedem uma entrada. Se as escolhas são


mariscos, bolinhos de bacalhau ou bolinhas de queijo, de quantas maneiras
podem ser feitos os pedidos?

16) Seis armazéns devem receber,cada um, um carregamento de tintas, martelos


ou tábuas.
a) De quantas maneiras isso pode acontecer?
b) De quantas maneiras isso pode acontecer se não há carregamento de
tintas?
c) De quantas maneiras isso pode ocorrer se há pelo menos um carregamento
de cada item?
Indução
Princípio da Indução

Existe uma técnica de demonstração particularmente útil em ciência da


computação. Para ilustrar como ela funciona, imagine que você está subindo um a
escada infinitamente alta. Como você sabe se será capaz de chegar a um degrau
arbitrariamente alto? Suponha que você faça as seguintes hipóteses sobre sua
capacidade de subir:
1) Você consegue alcançar o 1º degrau.
2) Uma vez chegando a um degrau, você sempre é capaz de chegar ao próximo.

Se a proposição 1 e a condicional 2 são ambas verdadeiras, então, pela


proposição 1, você consegue chegar no primeiro degrau e, portanto, pela
proposição 2, consegue chegar no segundo; novamente pela proposição 2,você
consegue chegar no terceiro degrau; mais uma vez pela proposição 2, você
consegue chegar no quarto degrau; e assim por diante. Você pode subir tão alto
quanto quiser. Ambas as hipóteses são necessárias. Se apenas a primeira
proposição fosse verdadeira, você não teria nenhuma garantia de passar do
primeiro degrau e, se apenas a segunda fosse verdadeira, você poderia não ser
capaz de começar nunca. Vamos supor que os degraus da escada estejam
numerados pelos inteiros positivos – 1,2,3 etc. Agora pense sobre uma
propriedade específica que um número possa ter. Em vez de “chegar a um degrau
arbitrariamente alto”, podemos falar sobre um inteiro positivo arbitrário tendo essa
propriedade. Vamos usar a notação P(n) para dizer que o inteiro positivo n tem a
propriedade P. Como usar a mesma técnica que usamos para subir a escada para
provar que, qualquer que seja o inteiro positivo n, temos P(n)? As duas asserções
que precisamos provar são:
1) P(1) ( 1 tem a propriedade
P)
2) Para qualquer inteiro positivo k, P(k) → P(k + 1) (Se qualquer número
tem a
propriedade P, o
próximo
também tem.)
Se pudermos provar ambas as proposições 1 e 2, então P(n) é válida para
qualquer inteiro positivo n, da mesma forma que você poderia subir até um degrau
arbitrário da escada.
Simbolicamente, temos:
1) P(1) é verdade → P(n) verdade para
2) (∀ k) [ P(k) verdade → P(k + 1) verdade todo inteiro positivo n

O princípio de indução matemática é um condicional. A conclusão é uma


proposição da forma “P(n) é verdadeiro para todo inteiro positivo n”. Portanto,
sempre que quisermos provar que alguma coisa é verdade para todo inteiro
positivo n, é bastante provável que a indução matemática seja uma técnica
apropriada.
Para mostrar que a conclusão deste condicional é verdadeira, precisamos provar
que as duas hipóteses, 1 e 2, são verdadeiras. Para provar a proposição 1, basta
mostrar que o número 1 tem a propriedade P, geralmente uma tarefa bem simples.
A proposição 2 é um condicional que tem que ser válido para todo k. Para provar
este condicional, suponha que P(k) é verdadeiro para um inteiro positivo arbitrário
k e mostre, baseado nesta hipótese, que P(k + 1) é verdadeiro. Você deve se
convencer de que supor que o número k tem a propriedade P não é a mesma
coisa que supor o que queremos provar (esta é uma confusão comum na primeira
vez que se encontra uma demonstração deste tipo), Esta é, simplesmente,a
maneira de proceder para obter uma demonstração direta do condicional P(k) →
P(k + 1).
Ao fazer uma demonstração por indução, o estabelecimento da veracidade da
proposição 1 é chamado de base da indução ou passo básico da demonstração
por indução. O estabelecimento da veracidade de P(k) → P(k + 1) é o passo
indutivo. Quando supomos que P(k) é verdade para provar o passo indutivo, P(k)
é chamada de hipótese de indução.

Demonstrações por Indução Matemática

Suponha que um ancestral Silva casou-se e teve dois filhos. Vamos chamar estes
dois filhos de geração 1. Suponha, agora, que cada um destes filhos tenha dois
filhos; então, a geração 2 contém quatro descendentes. Isto continua de geração
em geração. A árvore genealógica da família Silva, portanto, tem a forma ilustrada
na figura abaixo:

n
n 2

A geração n contém 2n descendentes. Mais formalmente, se denotarmos por P(n)


o número de descendentes em cada geração, nossa hipótese é que:
P(n) = 2n
Podemos usar indução para provar que nossa hipótese para P(n) está correta.
O passo básico é estabelecer P(1), que é a equação:
P(1) = 21 = 2
Isto é verdade, pois nos foi dito que Silva teve dois filhos. Vamos supor agora que
nossa hipótese está correta para uma geração arbitrária k, k ≥ 1, isto é, vamos
supor que:
P(k) = 2k, e tentar mostrar que:
P(k + 1) = 2k + 1
Nesta família, cada descendente tem dois filhos, de modo que o número de
descendentes na geração k + 1 será o dobro do número de descendentes na
geração k, ou seja,
P(k + 1) = 2P(k). Pela hipótese de indução, P(k) = 2k, logo
P(k + 1) = 2P(k) = 2(2k) = 2k + 1
E, de fato, P(k + 1) = 2k + 1
Isto completa nossa demonstração. Agora que estamos tranqüilos sobre o clã dos
Silva, podemos aplicar o método de demonstração por indução a problemas
menos óbvios.

Exemplo 1- Prove que a equação:


1 + 3 + 5 +... + (2n – 1) = n2 (1)
é verdadeira para qualquer inteiro positivo n. A propriedade P(n) aqui é que a
equação (1) é válida.
O passo básico é estabelecer P(1), que é a equação (1) quando n tem o valor 1,
ou seja,
P(1): 1 = 12
Isto é certamente verdade. Para a hipótese de indução, vamos supor P(k) para um
inteiro positivo arbitrário k, que é a equação (1) quando n tem o valor k, isto é,
P(k): 1 + 3 + 5 + ... + (2k – 1) = k2 (2)
Usando a hipótese de indução, queremos mostrar P(k + 1), que é a equação (1)
quando n assume o valor k + 1, ou seja,
P(k + 1): 1 + 3 + 5 + ... + [2(k + 1) – 1] =? (k + 1)2 (3)
(O ponto de interrogação em cima do sinal de igualdade é para nos lembrar de
que é este fato que queremos provar, ao invés de ser alguma coisa que já
sabemos).
A chave de uma demonstração por indução é encontrar um modo de relacionar o
que queremos saber  P(k + 1), equação (3)  e o que supusemos  P(k),
equação (2).

P(k + 1) pode ser reescrito mostrando-se a penúltima parcela:


1 + 3 + 5 + ... + (2k – 1) + [2(k + 1) – 1] = (k + 1)2
Esta equação contém o termo à esquerda do sinal de igualdade da equação (2).
Como estamos supondo que P(k) é válida, podemos substituir este termo pelo
termo à direita do sinal de igualdade na equação (2). Obtemos então,
1 + 3 + 5 + ... + [2(k + 1) – 1] = 1 + 3 + 5 + ... (2k – 1) + [2(k + 1) – 1]
= k2 + [2(k + 1) – 1]
= k2 + [2k + 2 – 1]
= k2 + 2k + 1
= (k + 1)2
Portanto,
1 + 3 + 5 + ...+ [2(k + 1) – 1] = (k + 1)2
o que mostra a validade de P(k + 1), provando,assim, que a equação (1) é
verdadeira para qualquer inteiro positivo n.
Exemplo 2- Prove que: 1 + 2 + 2 2 + ... + 2 n = 2 n +1 - 1 para todo n ≥ 1.
Temos:
P(1): 1 + 2 = 2 1 + 1 - 1 ou 3 = 2 2 - 1 que é verdadeira.
P(k): 1 + 2 + 2 2 + ... + 2 k = 2 k + 1 - 1
Como a hipótese é estabelecer P(k + 1), temos:
P(k + 1): 1 + 2 + 2 2 + ... + 2 k + 1 =? 2 k + 1 + 1 - 1
Novamente reescrevendo P(k + 1):
1 + 2 + 2 2 + ... + 2 k + 2 k + 1 = 2 k + 1 + 1 – 1
Então 1 + 2 + 2 2 + ... + 2 k + 1 = 1 + 2 + 2 2 + ... + 2 k + 2 k + 1
= 2 k+1 – 1 + 2 k+1
= 2(2 k + 1) – 1
= 2 k+1+1 – 1
o que mostra P(k + 1), concluindo a demonstração.

Exemplo 3 – Prove que 1 + 1 + 1 + ... + 1 = _n


1.2 2.3 3.4 n(n+1) n+1
Temos:
P(1): 1__ = _1__ que é verdadeira
2 1+1
P(k) : __ 1__ + __1__ + __1__ + ... + __ 1_____ = __k___
1.2 2.3 3.4 k ( k + 1) k+1
P(k + 1): __1__ + __1__ + __1___ + ... + ___1________ = ?
__k_+
1_
1.2 2.3 3.4 (k + 1)(k + 2) k+
2

Reescrevendo P(k + 1):


__1___ + ___1___ + ___1___ + ... ___1_____ + ____1_______ = _k+
1__
1.2 2.3 3.4 k(k + 1) (k + 1)(k + 2) k
+2

Então
__1_ + _1_ + __1__+ ...+ __1_____ = _1__+ __1__ + __1__ + ... ___1_____+
__1______
1.2 2.3 3.4 (k+1)(k+2) 1.2 2.3 3.4 K(K+1) (K+1)
(K+2

= __K___ + ___1____
K+1 (K+1)(K+2)

= _K(K+2) + 1_
(K+1)(K+2)
= _K2 + 2K + 1_
(K+1)(K+2)

= __(K+1)2____
(K+1)(K+2)

= __K+1____
K+2
o que mostra P(k+1), concluindo a demonstração.

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Exercícios grupo C

Use indução matemática para provar que as proposições dadas são verdadeiras
para todo inteiro positivo n.
1) 2 + 6 + 10 +... + (4n – 2) = 2n 2

2) 2 + 4 + 6 + ... + 2n = n(n+1)

3) 1 + 5 + 9 + ... + (4n – 3) = n(2n – 1)

4) 1 + 3 + 6 + ... + n(n+1) = n(n+1)(n+2)


2 6

5) 4 + 10 + 16 + ... + (6n – 2) = n(3n + 1)

6) 5 + 10 + 15 + ... + 5n = _5n(n+1)

2
2 2 2
7) 1 + 2 + ... + n = n(n+1)(2n+1)

6
8) 13 + 23 + ... + n3 = _n2(n+1)2__

4
9) 1.3 + 2.4 + 3.5 + ... + n(n + 2) = n(n + 1)(2n + 7)__

6
10) 2 + 6 + 18 + ... + 2.3 n – 1 = 3 n - 1

11) 22 + 42 + ... + (2n)2 = 2n(n + 1)(2n + 1)__


3

12) 1 + a + a2 + ... + an – 1
= an - 1 para a ≠ 0, a ≠ 1
a-1
Recursão e Relações de Recorrência

Definições recorrentes:
Uma definição onde o item sendo definido aparece como parte da definição é
chamada de uma definição decorrente ou definição por recorrência ou ainda
definição por indução. A princípio isto não parece fazer sentido  como podemos
definir alguma coisa em termos de si mesma? Isto funciona porque uma relação
recorrente tem duas partes:
1. Uma base, ou condição básica, onde alguns casos simples (pelo menos
um) do item que está sendo definido é dado explicitamente.
2. Um passo de indução ou recorrência, onde novos casos do item que está
sendo definido são dados em função de casos anteriores.
A parte 1 nos dá um lugar para começar, fornecendo alguns casos simples e
concretos; a parte 2 nos permite construir novos casos, a partir destes simples, e
depois construir ainda outros casos a partir destes novos,e assim por diante. ( o
nome “definição por indução” é devido à analogia com demonstrações por indução
matemática. Em uma demonstração por indução existe uma base da indução, a
saber, mostrar que p(1) ou P em algum outro valor inicial é verdadeira, e existe um
passo indutivo, onde a veracidade de P(k + 1) é estabelecida a partir da
veracidade de P em valores anteriores.)
Recorrência é uma idéia importante que pode ser usada para definir
seqüências de objetos, coleções mais gerais de objetos e operações com objetos.
Seqüências definidas por Recorrência:
Uma seqüência S é uma lista de objetos que são numerados em determinada
ordem; existe um primeiro objeto,um segundo, e assim por diante. S(k) denota o k-
ésimo objeto na seqüência. Uma seqüência é definida por recorrência nomeando-
se, explicitamente, o primeiro valor (ou alguns poucos primeiros valores) na
seqüência e depois definindo valores subseqüentes na seqüência em termos de
valores anteriores.
Exemplo1- A seqüência S é definida por recorrência por:
1. S(1) = 2
2. S(n) = 2S(n – 1) para n ≥ 2
Pela proposição 1,S(1), o primeiro objeto em S, é 2. Depois, pela proposição 2, o
segundo objeto em S é S(2) = 2S(1) = 2.2 = 4. Novamente pela proposição 2,
S(3) = 2S(2) = 2.4 = 8. Continuando assim, vemos que a seqüência S é:
2,4,8,16,32,64,...
Uma regra como a da proposição 2 no exemplo 1, que define um valor de uma
sequência em termos de um ou mais valores anteriores, é chamada uma relação
de recorrência.
Exemplo 2- A seqüência T é definida por recorrência por:
1. T(1) = 1
2. T(n) = T(n – 1) + 3 para n ≥ 2
Vamos escrever os cinco primeiros valores da seqüência T
T(1) = 1
T(2) = T(2 – 1) + 3 = T(1) + 3 = 1 + 3 = 4
T(3) = T(3 – 1) + 3 = T(2) + 3 = 4 + 3 = 7
T(4) = T(4 – 1) + 3 = T(3) + 3 = 7 + 3 = 10
T(5) = T(5 – 1) + 3 = T(4) + 3 = 10 + 3 = 13
Então, a seqüência T = 1,4,7,10,13,...

Exemplo 3- A famosa seqüência de Fibonacci, introduzida no século XIII por um


comerciante e matemático italiano, é definida por recorrência por:
F(1) = 1
F(2) = 1
F(n) = F(n – 2) + F(n – 1) para n ≥ 2
Aqui são dados os dois primeiros valores da seqüência e a relação de recorrência
diz que F em qualquer valor, exceto em 1 e 2, é a soma de F em seus dois valores
anteriores.
Vamos escrever os oito primeiros valores da sequência de Fibonacci :
F(1) = 1
F(2) = 1
F(3) = F(3 -2) + F(3 -1) = F(1) + F(2) = 1 + 1 = 2
F(4) = F(4-2) + F(4 – 1) = F(2) + F(3) = 1 + 2 = 3
F(5) = F(5–2) + F(5 – 1) = F(3) + F(4) = 2 + 3 = 5
F(6) = 3 + 5 = 8
F(7) = 5 + 8 = 13
F(8) = 8 + 13 = 21
Então, a sequência F = 1,1,2,3,5,8,13,21,…

Exemplo 4- Prove que na sequência de Fibonacci, F(n + 4) = 3F(n + 2) – F(n)


para n ≥ 1
Como queremos provar que alguma coisa é verdadeira para todo n ≥ 1, é natural
pensar em uma demonstração por indução, mas podemos provar diretamente,
sem indução, usando apenas a relação de recorrência na definição dos números
de Fibonacci. A relação de recorrência: F(n +2) = F(n) + F(n + 1) que pode ser
reescrita na forma:
F(n + 1) = F(n + 2) – F(n) (1)
Logo,
F(n + 4) = F(n + 2) + F(n + 3)
= F(n + 2) + F(n + 2) + F( n + 1) reescrevendo F(n + 3)
= F(n + 2) + F(n + 2) + [F(n + 2) – F(n)] reescrevendo F(n + 1)
usando (1)
= 3F(n + 2) - F(n)
Exercícios grupo D
Para os exercícios de 1 a 10, escreva os cinco primeiros valores da seqüência.
1) S(1) = 10
S(n) = S(n – 1) + 10 para n ≥ 2

2) A(1) = 2 A(n) = 1 para n ≥ 2


A(n – 1)

3) B(1) = 1
B(n) = B(n – 1) + n 2 para n ≥ 2

4) S(1) = 1
S(n) = S(n – 1) + 1 para n ≥ 2
n

5) T(1) = 1
T(n) = nT(n – 1) para n ≥ 2

6) P(1) = 1
P(n) = n 2P(n – 1) + (n – 1) para n ≥ 2

7) M(1) = 2
M(2) = 2
M(n) = 2M(n – 1) + M(n – 2) para n > 2

8) D(1) = 3
D(2) = 5
D(n) = (n – 1)D(n – 1) + (n – 2)D(n – 2) para n > 2

9) W(1) = 2
W(2) = 3
W(n) = W(n – 1)W(n – 2) para n > 2

10) T(1) = 1
T(2) = 2
T(3) = 3
T(n) = T(n – 1) + 2T(n – 2) + 3T(n – 3) para n > 3

Nos exercícios de 11 a 15, prove a propriedade dada dos números de Fibonacci


diretamente da definição:

11) F(n + 1) + F(n – 2) = 2 F(n) para n ≥ 3

12) F(n) = 5F(n – 4) + 3F(n – 5) para n ≥ 6


13) [F(n + 1)] 2 = [F(n)] 2 + F(n – 1)F(n + 2) para n ≥ 2

14) F(n + 3) = 2F(n + 1) + F(n) para n ≥ 1

15) F(n + 6) = 4F(n + 3) + F(n) para n ≥ 1

Nos exercícios de 16 a 19, prove a propriedade dada dos números de Fibonacci


para todo n ≥ 1. (Dica: o princípio de indução vai funcionar)

16) F(1) + F(2) + ... + F(n) = F(n + 2) – 1

17) F(2) + F(4) + ...+ F(2n) = F(2n + 1) – 1

18) F(1) + F(3) + ... + F(2n – 1) = F(2n)

19) [F(1)] 2 + [F(2)] 2 + ... + [F(n)] 2 = F(n)F(n +1)

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