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GRUPO I

V Concurso de Espantalhos – Quinta Pedagógica dos Olivais


Regulamento Concurso de Espantalhos com o tema: “Personagens do Meio Rural”
1. Introdução
Querendo repetir o sucesso obtido nos anos letivos passados, a Quinta Pedagógica dos Olivais vai lançar o V Concurso de
Espantalhos, de 03 de janeiro a 19 de março, sob o tema “Personagens do Meio Rural”, valorizando o aproveitamento e o
5 emprego de materiais reutilizáveis.
2. Objetivos
Estimular o sentido estético, a criatividade no domínio das várias formas de expressão plástica; exprimir e encorajar a
capacidade de improvisação.
3. Destinatários
10 Este concurso destina-se a todos os jardins de infância, escolas de 1.o ciclo e de 2.o ciclo e do Ensino Especial, da Área
Metropolitana de Lisboa.
4. Prazos de entrega dos espantalhos – 19 de março.
5. Critérios de seleção
As propostas devem conter obrigatoriamente os seguintes parâmetros:
15 a) Memória descritiva (máximo cinco páginas, descrição, maquetas, desenhos, planos, lista de materiais usados, fotografias
do processo de construção, etc.);
b) O espantalho deve obedecer às seguintes características:
– altura máxima de 2 m;
– largura máxima de 1,5 m;
20 – ser construído maioritariamente com materiais reciclados e/ou recicláveis. Uma vez que os espantalhos serão
queimados no fim das colheitas, só deverão ser usados plásticos (por exemplo) no exterior, para que possam ser
retirados antes de queimar. As cinzas serão lançadas à terra, simbolizando fertilidade e renovação;
– não conter materiais que libertem líquidos e/ou substâncias nocivas, quer para as plantas quer para os solos.
6. Critérios de avaliação
25 Os espantalhos serão selecionados e avaliados:
– pelo público, em votação secreta, que decorrerá entre os dias 20 e 30 de março;
– em função da qualidade estética;
– em função da funcionalidade.
7. Exposição dos trabalhos
30 As propostas apresentadas serão expostas nos espaços verdes da Quinta Pedagógica dos Olivais.
8. Prémios
Existem prémios para os três primeiros trabalhos selecionados pelo público e são constituídos por:
1º Trabalho – Brindes da Quinta
2º Trabalho – Brindes da Quinta
35 3º Trabalho – Brindes da Quinta
9. Data da divulgação dos premiados
Os resultados do concurso serão divulgados no dia 02 de abril.
Visão Júnior, n.o 139, dezembro de 2015 (texto adaptado)
1. Assinala com um X, de 1.1. a 1.5., a opção que completa corretamente cada frase, de acordo com o sentido do texto.

1.1. O Concurso de Espantalhos da Quinta Pedagógica dos Olivais


A. realiza-se pela primeira vez.

B. tem como tema “Personagens do meio ambiente”.

C. está na sua 5.a edição.

D. pretende dar a conhecer o município de Olivais.

1.2. Este concurso destina-se a


A. alunos de jardins de infância e de escolas de 1.o, de 2.o ciclos e do Ensino Especial da Área Metropolitana de
Lisboa.
B. todos os alunos da Área Metropolitana de Lisboa.

C. todos os cidadãos.

D. trabalhadores rurais.

1.3. Os espantalhos devem


A. ser construídos unicamente por materiais reciclados e/ou recicláveis.

B. ser integralmente feitos de plástico.

C. conter substâncias nocivas para as plantas e para os solos.

D. ser construídos a partir de materiais reutilizáveis.

1.4. Os espantalhos serão avaliados


A. pelo público, que poderá votar no dia 19 de março.

B. pelo público, que poderá votar entre o dia 20 e o dia 30 de março.

C. unicamente pela sua beleza.

D. unicamente pela sua função.

1.5. Todos os trabalhos a concurso


A. receberão prémios.
B. serão expostos na Quinta Pedagógica.
C. serão selecionados pelo público no dia 2 de abril.
D. serão devolvidos à escola depois da votação.

2. Atenta no seguinte diálogo entre o João e o Manuel depois de terem concorrido ao V Concurso de Espantalhos.
João: O meu espantalho ficou espetacular. Mede 2,20 m e foi construído com rolos de papel higiénico.
Manuel: Acho que o meu ficou melhor. Não é tão alto, mede 1,80 m, mas tem um ar muito simpático.
2.1. Indica qual dos espantalhos não cumpre os parâmetros necessários para o concurso. Justifica a tua resposta.
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GRUPO II
Lê um exerto da obra A vida mágica da Sementinha, de Alves Redol.

O ladrão escapa-se e a Sementinha cai


E logo o bosque ficou triste com os ramos a soltarem pingos de chuva, como se as árvores chorassem o desgosto do
professor de Música.
Apavorada, a Sementinha bem sentia no corpo que aquele bico era diferente do outro que a levara na primeira viagem.
E não se enganava. Enquanto o do Rouxinol era um instrumento delicado para executar cantos melodiosos, o do Pardal era
5 uma ferramenta forte, como um quebra-nozes, que a partiria num instante, logo que descobrisse um sítio sossegado para a
devorar. A fome do Pardal era negra. Que o dissessem muitos outros grãos que ele furtara nas eiras e nos celeiros.
Valera até ali à Sementinha a perseguição da passarada, que clamava sem canseiras:
– Agarra! Agarra, que é ladrão!
À frente de todos, alucinado, o Rouxinol vagabundo batia as asas com frenesi, enquanto o Pardal procurava um refúgio
10 para comer o seu jantar. E a verdade é que, pouco a pouco, conseguia aumentar a distância entre si e os perseguidores, que,
por fim, já esgotados, ficaram a segui-lo de longe.
O Pardal ia cego pela carreira, mas, mal percebeu que os outros se ficavam para trás, abriu bem os olhos para se
certificar da sua vitória. Foi então que viu à sua frente o Sr. Espantalho, que estava ali, de braços abertos, a guardar as
sementes que o António Seareiro iria deitar à terra. De chapéu enterrado até ao nariz, o maldito seria capaz de meter medo
15 a um milhafre, quanto mais a um mísero pardaleco espavorido. E, num instante, julgando ver no Sr. Espantalho o chefe dos
seus perseguidores, largou a Sementinha do bico e voltou, assarapantado, para a banda de umas moitas.
Solta de tão grande altura, a nossa amiga sentiu-se tonta com a vertigem e pensou: “Aquele maroto empurrou-me sem
para-quedas e agora…”
Mas não teve tempo para acabar o seu raciocínio, porque chegou ao chão e perdeu os sentidos.
20 Quando abriu os olhos, mal se mexendo com o corpo dorido, viu-se sozinha no meio do campo. Ouviu ao longe a
campainha do Doirado, chamou pelos companheiros, mas ninguém lhe respondeu; lembrou-se de pedir a ajuda do Sol, e
também este desaparecera no poente, deixando no céu pardacento uma mancha rosada.
Começava a escurecer.
Por instantes, a Sementinha encheu-se de receio. Logo, porém, se lembrou de que tinha de procurar uma saída para
25 aquele isolamento e ganhou forças para não perder a calma. “Amanhã veremos o que devo fazer…”, pensou, resoluta.
E quando a noite chegou a nossa amiga procurou um torrãozinho de terra, deitando nele a cabeça para adormecer. E
sonhou com o Rouxinol vagabundo, a cantarolar para lhe trazer o sono, enquanto os dois chapins azuis a embalavam na
teia doirada da aranha; depois vinham mais pássaros, todos os que vira no ensaio do bosque, e que traziam no bico o
Amarelo de Barba Preta, o Serrano, o Rubião, o Mocho de Espiga Branca e os outros seus companheiros bagos de trigo. Que
30 grande festa lhe fizeram!...

Alves Redol, A vida mágica da Sementinha, 16.a, Lisboa, Editorial Caminho, 2013, pp. 27-29.

1. Ordena as seguintes afirmações, de 1 a 8, de acordo com a sequência do texto.


A. O Rouxinol lidera a perseguição dos pássaros.
B. O Pardal solta a Sementinha.
C. A Sementinha tenta pedir auxílio ao Sol.
D. A Sementinha compara o bico do Rouxinol com o bico do Pardal.
E. A Sementinha adormece.
F. A Sementinha desmaia.
G. O Pardal voa mais depressa que os seus perseguidores.
H. Aquela não era a primeira vez que o Pardal roubava grãos de trigo.

2. Indica o motivo que levava a Sementinha a sentir-se apavorada.


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3. Explica o significado da expressão: “A fome do Pardal era negra.” (linha 6)
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4. Identifica um sentimento do Rouxinol enquanto perseguia o Pardal.


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5. “Foi então que viu à sua frente o Sr. Espantalho.” (linha 14)
5.1. Caracteriza o Espantalho de António Seareiro.
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5.2. Indica a função do Espantalho.
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5.3. Explica o que fez o Pardal depois de ter visto o Espantalho.
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6. “E quando a noite chegou a nossa amiga procurou um torrãozinho de terra, deitando nele a cabeça para
adormecer.” (linhas 30-31)

6.1. Descreve o sonho da Sementinha.


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7. Identifica o recurso expressivo presente na passagem: “E logo o bosque ficou triste...”. (linha 1)
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GRUPO III
1. Atenta na frase que se segue.
“Apavorada, a Sementinha bem sentia no corpo que aquele bico era diferente do outro que a levara na primeira viagem.”
(linhas 3-4)
1.1. Retira do texto uma palavra que pertença às classes e subclasses indicadas.
Adjetivo Determinante
Nome comum Adjetivo numeral Pronome pessoal
qualificativo demonstrativo

2. Identifica a classe das palavras sublinhadas, colocando um X na coluna adequada.


Frase Determinante Pronome Quantificador
a) “(...) o Pardal procurava um refúgio para comer
o seu jantar.” (linhas 10-11)
b) “(...) largou a Sementinha do bico” (linhas 17-18)

c) “(...) mas ninguém lhe respondeu” (linha 23)


d) O Rouxinol vagabundo batia as duas asas com
frenesi.
3. Associa as formas verbais sublinhadas na coluna A aos tempos verbais correspondentes da coluna B.

Coluna A — Formas verbais Coluna B — Tempos verbais


A. “Agarra, que é ladrão!” (linha 9) 1. Presente do indicativo
2. Pretérito perfeito do indicativo
B. “Mas não teve tempo para acabar o seu raciocínio”
(linha 21) 3. Pretérito imperfeito do indicativo
4. Futuro do indicativo
C. A passarada clamava sem canseiras.
5. Particípio
D. “Amanhã veremos o que devo fazer...” (linhas 28-29) 6. Imperativo

A. ______________ B. _______________ C. _______________ D. ______________

4. Reescreve as frases seguintes, substituindo cada expressão sublinhada pelo pronome pessoal adequado.
a) A Sementinha gritava assustada.
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b) Rouxinol vagabundo largou a Sementinha.
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c) Todos os pássaros gritavam desesperados.
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1. Lê a frase: “a Sr.a Gage ficou assustada” (linha 11)


1.1. Assinala com um X a opção que corresponde à ordem correta da classe das palavras da frase.

A. Pronome, nome, nome, determinante, verbo. C. Verbo, adjetivo, nome, nome, pronome.

B. Determinante, nome, nome, verbo, adjetivo. D. Determinante, nome, verbo, nome, adjetivo.

2. Faz corresponder o adjetivo de cada frase ao respetivo grau.


Frases Grau dos adjetivos
1. Normal
A. A Sr.a Gage era a melhor de todas as mulheres. 2. Superlativo absoluto sintético
3. Superlativo relativo de superioridade
B. Os barulhos na janela foram muito leves.
4. Comparativo de igualdade
C. O papagaio era insistente. 5. Comparativo de superioridade
6. Superlativo relativo de inferioridade
D. A voz da Sr.a Gage era altíssima. 7. Comparativo de inferioridade
8. Superlativo absoluto analítico

A. _________________ B. ______________ C. ______________ D. ______________

3. Completa o quadro que se segue com o infinitivo das formas verbais e a identificação da sua conjugação.

Verbo Infinitivo Conjugação


a) “conseguia” (linha 1)

b) “pagaria” (linha 2)

c) “tivera” (linha 5)

d) “abriu” (linha 12)

4. Atenta na frase: A Sr.a Gage levantou-se e foi à janela.


4.1. Retira da frase um exemplo de uma forma verbal de um verbo irregular. ______________________________
4.2. Coloca a forma verbal que identificaste em 4.1. no infinitivo. __________________________________________
5. Reescreve a seguinte frase, colocando no futuro do indicativo todas as formas verbais que se encontram no pretérito
perfeito do indicativo.
“a Sr.a Gage vestiu um avental grande, desceu a escada com o mínimo de ruído e saiu sem acordar a Sr.a Ford.” (linhas 19-
20)
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GRUPO IV
Imagina que também tu participaste no Concurso de Espantalhos da Quinta Pedagógica dos Olivais e que ficaste em
primeiro lugar.

Escreve uma carta ao teu melhor amigo na qual:


• descrevas o teu espantalho;
• indiques os materiais que utilizaste;
• refiras se tiveste ajuda para o fazer e de quem;
• expliques o que sentiste quando soubeste que ganhaste;
• indiques em que é que consistia o prémio.

A tua carta deve ter o mínimo de 120 e o máximo de 180 palavras.


Não te esqueças de colocar:
• local e data;
• saudação inicial;
• corpo do texto;
• fórmula de despedida e assinatura.

Após teres terminado a escrita, verifica se:


• respeitaste o número de palavras;
• utilizaste corretamente as maiúsculas e as minúsculas;
• assinalaste corretamente os parágrafos e a pontuação está correta
Grupo I — Leitura
1. 1.1. C.; 1.2. A.; 1.3. D.; 1.4. B.; 1.5. B.
2. O espantalho que não cumpre os parâmetros necessários para o concurso é o do João, porque mede 2,20 m e os espantalhos não podem
ultrapassar 2 metros de altura.

Grupo II — Leitura, Educação Literária e Escrita


1. D – H – A – G – B – F – C – E.
2. A Sementinha estava apavorada, porque tinha sido raptada pelo Pardal e sentia que o bico do Pardal era diferente do bico do
Rouxinol vagabundo e que aquele a ia devorar.
3. A expressão significa que o Pardal estava esfomeado.
4. Enquanto perseguia o Pardal, o Rouxinol estava desesperado, apavorado, “alucinado”.
5.1. O Sr. Espantalho estava de braços abertos e tinha um chapéu enterrado até ao nariz.
5.2. O Espantalho tinha a função de guardar as sementes que o António Seareiro iria deitar à terra.
5.3. Depois de ter visto o Espantalho, o Pardal largou a Sementinha do bico e voltou para umas moitas.
6.1. A Sementinha sonhou que o Rouxinol vagabundo cantarolava para lhe trazer o sono, enquanto os dois chapins azuis a embalavam na teia
doirada da aranha e outros pássaros traziam nos bicos os seus antigos companheiros. Sonhou também com a festa que lhe fizeram.
7. O recurso expressivo é a personificação.
Grupo III — Gramática
1. Nome: “corpo”; “bico”; “viagem”.
Adjetivo numeral: “primeira”.
Adjetivo qualificativo: “Apavorada”; “diferente”.
Determinante demonstrativo: “aquele”.
Pronome pessoal: “a”.
2. a) Determinante; b) Determinante; c) Pronome;
d) Quantificador.
3. A. 6; B. 2.; C. 3; D. 4.
4.1. a) Ela gritava assustada.
4.2. b) O Rouxinol vagabundo largou-a.
4.3. c) Eles gritavam desesperados.