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Tipos de caráter: visão psicanalítica e reichiana

Caráter – grego – karathein -> gravar, marcar. O caráter é uma forma/estratégia básica do
indivíduo lidar com suas pulsões, seu corpo e com o mundo externo.

Fixação é quando o indivíduo fica fixado, onde há impedimentos no desenvolvimento de suas


fases psicossexuais do desenvolvimento.

Fases psicossexuais do desenvolvimento – proposto por Freud: oral (sucção 0-6 meses;
canibalesca 6-12 meses), anal (expulsiva 12-24 meses; retentiva 2-3 anos), fálico (narcisista 3-7
anos) e genital (12 anos).

Caráter oral de sucção

Fixação: fase oral de sucção (0-6 meses);

Fase do desenvolvimento do amor: auto erotismo, indiferenciação eu outro. Mitos ou


arquétipos relacionados: Uroboros, ninfa eco.

Objeto libidinal: seio da mãe, porém encarado como parte do próprio eu.

Bloqueios ou excitações ao nível corporal: bloqueio a nível dos anéis ocular (esquizofrenia), a
nível oral (anorexia), ou insatisfação oral, com voracidade (alcoolismo e transtorno de
personalidade dependente).

Patologias Associadas: esquizofrenia, anorexia, alcoolismo, transtorno de personalidade


dependente.

# mamou tempo demais, ate o 7 anos por exemplo; ou não teve o peito #

Uroboros: criança tem a impressão de que o seio é parte dela, seria como se ela estivesse
mordendo a própria cauda igual a uroborus.

REICH: na esquizofrenia é como se a região dos músculos dos olhos tivesse uma couraça
muscular;

Ninfa eco: protegia Zeus enquanto estava com suas amantes, evitando que sua esposa Hera
descobrisse. Mas Hera descobre e amaldiçoa a Ninfa Eco, em que ela não poderia mais falar,
somente iria repetir as últimas palavras das pessoas. Ela se apaixonou por Narciso. Se aproxima
dele, mas por repetir apenas a ultima palavra, Narciso a rejeita. E ela passa a deixar de comer
(néctar dos deuses). As demais ninfas amaldiçoaram Narciso (mito de narciso...).

Esquizofrenia: não tem difusão do sujeito com o mundo, o mundo e eu somos um só; anorexia:
não se acha digno do amor da mãe; alcoolismo: como se mamasse na mãe; a dependência
patológica de alguém, da mãe.

Reich: são 7 anéis que ele divide: ocular, oral, CERVICAL, TORÁXICO, DIAFRAGMÁTICO,
ABDOMINAL E GENITAL.

Caráter oral canibalesco

Fixação: fase oral canibalesca 6-12 meses.


Fase do desenvolvimento do amor, mito ou arquétipo relacionado: narcisismo. Mitos ou
arquétipos relacionados: Narciso.

Objeto libidinal: Seio da mãe, olhar da mãe.

Bloqueios ou excitações a nível corporal: Excitação e bloqueio a nível oral e ocular,


alternadamente (transtornos bipolar e bulimia). Bloqueio a nível ocular e oral (depressão
narcísica), excitação a nível oral (transtorno de comer compulsivo)

Patologias associadas: Transtorno bipolar, depressão narcísica, bulimia, transtorno de comer


compulsivo (TCC).

Quando a criança perde a mãe nessa fase, ela pode ser tomada por uma tristeza, um luto,
acreditando que foi sua culpa, e entra em uma depressão absoluta, ou depressão psicótica e
para que ela consiga superar isso, seu ego precisa de uma euforia (mania eufórica) quase que
absoluta também, daí surge a bipolaridade. Perda precoce da figura materna. O dano pode se
dar na infância ou adolescência, onde o indivíduo sente que teve culpa na perda da mãe. (isso
porque a criança cria um vínculo muito forte com o olhar dos pais ou cuidadores);

Essa fase, a criança vivencia o olhar que a mãe tem com ela, pois o bebê passa a enxergar melhor.
Com esse olhar, a criança se vê como alguém importante, onde a mãe sorri para a criança, brinca
com ela, olha para ela. ORIGEM DA AUTO ESTIMA. Pulsão erótica.

Depressão narcísica: severa; ama-se a mãe, transfere o amor para o pai, e na puberdade para o
namorado, marido, etc.. qdo ama a mãe e vai transferir o amor para o pai, e esse processo não
se dá, o amor volta para a mãe novamente, e esse tipo de amor é muito narcísico. (ex: como a
mãe da menina era muito linda e esbelta, ela acreditava que se engordasse a mãe não a amaria
mais, pois a mãe era a única figura de amor em sua vida; já que seu pai não estabeleceu uma
ligação amorosa com ela, por acreditar não acreditar nas queixas dela em relação à madastra).

Bulimia: come, sente culpa de ter comido, ou provoca o vômito ou usa laxantes. Ex: rapaz com
complexo de édipo, cuidou da mãe quando estava doente de câncer, quando ela faleceu, ele
desenvolveu uma bulimia. Acreditava que não foi capaz de ter feito sua mãe sobreviver. Sentia
culpa. O alimento pode ser relacionado ao amor materno (leite materno), e ele não se sentir
merecedor desse amor (alimento), por isso provocava o vômito. Na bulimia e bipolaridade existe
bloqueio a nível oral e ocular alternadamente: como compulsivamente, e depois vomito ou
deixo de comer. Como muito na hora da fome, e quando paro para ver, vejo que não mereço
esse alimento.

Comer compulsivo: mães que dão tudo para a criança, sobrealimentam a criança, acham bonito
que a criança coma muito.

Caráter anal expulsivo

Fixação: fase anal expulsiva 1-2 anos (relacionado ao controle da musculatura estriada); prazer
em fazer cocô.

Fase do desenvolvimento do amor, mito ou arquétipo relacionado: Objeto parcial. Mito


moderno: Shrek.

Objeto parcial: Fezes (prazer e destruição);


Patologias associadas: Psicopatia (transtorno de personalidade antissocial), transtorno de
personalidade impulsivo (TPI), sadismo.

Bloqueios e excitação a nível corporal: Excitação: utilização da musculatura de forma impulsiva


ou agressiva. Musculatura de maneira geral encouraçada, com diminuição da sensibilidade.

Psicopatia: uso o objeto para meu prazer, e depois o destruo. O psicopata é agradável com as
pessoas, quando elas são úteis à ele, e quando deixam de ser, ele passa a mostrar seu lado
perverso. Pode passar despercebido, mascarado.

Transtorno de personalidade impulsiva: essa fase os impulsos estão sem controle. Agressividade
é exagerada na fase por algum motivo. Ex: indivíduo quando criança, viu o pai bêbado dormindo,
e a mãe transando com um convidado da festa, isto o fez sentir muita raiva, e quando via alguém
parecida com a mãe, machucava, era agressivo.

Sadismo:

Reich fala sobre o orgasmo como uma entrega completa ao parceiro, fusão com o parceiro.

O objeto são as fezes, e o objetivo é o prazer e destruição. O objeto é projetado sobre as pessoas
e coisas. Tais indivíduos tendem a projetar a questão das fezes sobre as pessoas, em relação ao
prazer e destruição. Ex: psicopata: tira prazer através da pessoas, e utiliza da destruição com o
outro.

A Agressão estimula a criação de adrenalina, que proporciona prazer ao indivíduo.

Caráter anal retentivo

Fixação: fase anal retentiva 2-3 anos

Fase do desenvolvimento do amor, mito ou arquétipo relacionado: objeto parcial. Mito: sísifo.

Objeto libidinal: fezes (controle)

Patologias associadas: neurose obsessiva, transtorno de personalidade anancástico (obsessivo),


masoquismo.

Bloqueios e excitações a nível corporal: endurecimento, encouraçamento dos segmentos ou


anéis abdominais e pélvicos.

Criança sente prazer em controlar as fezes. E pelo ânus ser uma mucosa, proporciona prazer
quando a criança as segura.

Indivíduos fixados nessa fase, porque tem mães que exigem tal controle de fezes muito cedo,
desde muito cedo teve que segurar, então sente prazer nisso, fixando-se, ou, mães que exigem
muita limpeza dos filhos, (no inconsciente humano, fezes= prazer; leite = amor; fezes, porque é
a primeira produção concreta do corpo da criança; primeira vez que ela produz algo que lhe dá
prazer, algo do seu próprio corpo; leite porque é a primeira coisa que a mãe oferta ao filho,
relacionando-o ao amor, o vínculo entre mãe-filho.)
a mania de limpeza = mania de tentar controlar o prazer; o prazer está ligado às fezes, e também
está ligado à sujeira (sujeito que pensa muito em sexo = mente suja); fezes = prazer = sujeira. E
a maneira que o indivíduo encontro de controlar tal prazer, é a mania de limpeza.

Tanto a falta de limpeza, quanto o excesso fazem mal. O objetivo da psicologia é encontrar o
equilíbrio. A falta de limpeza está relacionada a fase anal expulsiva, mães impulsivas que vivem
o prazer intensamente.

Quando a mãe é obsessiva, o filho tende a ser também, porque a criança tende a introjetar isso
em si. E quando a mãe é porca, a criança pode se tornar obsessiva, porque é tanta falta de
limpeza, que ele deseja a limpeza.

Moral do obsessivo: não gosto do meu instinto, você também não deve gostar dele, deve
reprimi-lo. É muito comum o obsessivo controlar a região pélvica e abdominal. Desenvolvendo
o enrijecimento dessas áreas. Porque ela tentará controlar as fezes de maneira bem intensa. A
prisão de ventre é muito comum nos obsessivos, porque ela desenvolve um enrijecimento
crônico da região do abdômen e ânus.

Possuem dificuldades a nível genital sexual também, as próprias excreções é considerados como
algo nojento pelo obsessivo.

Uma mulher, 5ª filha de 5 mulheres, o pai dela era louco para ter um filho, só que o pai queria
que ela fosse homem, então todas as tarefas masculinas, ele deixava para essa filha (5ª). O pai
ia caçar, levava essa filha, ajudava na construção. Após o falecimento do pai, a mãe desenvolveu
um alcoolismo crônico, que quando o marido era vivo ajudava a controlar, e essa filha começou
a cuidar da mãe (como o pai fazia), agia como ‘homem da casa’ (e ela já era casada, e já era
viúva), ela morava com a mãe então, as duas viúvas, moravam em uma casa palafita, ela era
muito bem vestida, asseada. Ela contava que a mãe era o contrário, bebia 15 dias seguidos, até
o fígado não aguentar mais, parava um tempo até se recuperar, pra poder voltar a beber
seguido. A ‘casa’ delas, era uma do lado da outra, parede compartilhada, e quando a mãe
passava mal de não aguentar mais, se arrastava e batia na parede pra filha ir cuidar dela.

Essa filha tinha condições de ir morar em outro lugar, mas não saía dali pra poder cuidar da mãe.
Começou a sonhar com água suja = relacionado com as fezes = prazer = sujeira, mas, mais em
relação à culpa. Logo, o desejo dela impuro. Foi trabalhado com ela, para que ela tivesse seus
próprios desejos, parasse de sentir culpa por sentir um desejo. Com o tempo, a água do sonho
começou a ficar mais limpa. Significando que o desejo já não era tão ruim, diminuindo sua
obsessividade.

No caso dessa filha, o pai controlava ela, por mais que ela quisesse brincar de boneca com suas
irmãs, ela tinha que fazer o que o pai dela queria que ela fizesse. Essa obsessão dele, controle,
passou pra ela.

O transtorno de personalidade obsessivo, não vê tais obsessões como algo ruim, vê como se
fosse certo, o correto a se fazer.

O obsessivo tenta se limitar o tempo todo, e isso pode ser doloroso = masoquista. A pessoa é
totalmente contra si própria, a tal ponto que sente prazer nisso.

Franz Alexander: o paciente deve ter uma relação diferenciada com o terapeuta, que não repta
a relação patológica que o indivíduo teve com a mãe ou pai.
O vínculo que se estabelece com o paciente deve ser diferenciado, por isso que a anamnese
ajuda, você tem que perceber o tipo de vínculo logo no início, saber como que os pais viviam
com o paciente.

Reich fala do masoquista: teria a musculatura dele toda muito enrijecida, principalmente na
periferia, então os estímulos normais que a pessoa deveria sentir prazer, não afetam muito,
porque como o músculo está muito ‘duro’, fica insensível, precisando de estímulos mais fortes,
mais intensos para sentir prazer. Para ele, o sexo deveria fazer os músculos pulsarem,
enrijecerem e descansar, no caso do masoquista, ele só vibra com estímulos intensos.

Caráter fálico narcisista (histérico)

Fixação: fase fálica narcisista 3-7 anos de idade

Fase do desenvolvimento do amor, mitos ou arquétipos relacionados: objeto parcial. Mito


relacionado: édipo.

Objeto libidinal: mulher: falo do pai, com sedução deste. Homem: próprio falo, com sedução da
mãe.

Patologias associadas: histeria.

Bloqueios e excitações a nível corporal: excitação a nível ocular e pélvico (genital), porém com
dificuldade de real satisfação orgásmica.

De 3 a 7 anos, a testosterona no menino tende aumentar; e na menina o estrogênio. De 7 aos


12, esse hormônio diminui.

O menino, inconscientemente, acredita que a mãe pode se apaixonar por ele, gostando dele
como objeto sexual. Memória filogenética – como que uma criança que nunca viu o ato sexual,
acredita que isso possa acontecer, por causa dessa memória, que (inconsciente coletivo), a
espécie foi adquirindo no decorrer dos tempos, e a criança já adquire ao nascer. Aí se dá o
complexo de édipo, onde o menino se apaixona pela mãe tentando seduzi-la, e tem temor e
rivalidade pelo pai. (mãe = figura materna, pode acontecer de um homem fazer essa figura
materna, e o menino desenvolve essa paixão pelo homem, podendo se tornar homossexual). O
menino quer seduzir a mãe, mas tem medo do pai castrá-lo.

O caráter histérico está muito ligado à sedução, porém tem muita dificuldade de relação afetiva
profunda, porque tal relacionamento profundo, significa estar amando inconscientemente a
mãe, então poderia ser castrado pelo meu pai. Quero muito ser feliz, mas tenho muito medo de
me envolver com as pessoas, pois tenho medo de ser castrado.

Ex: ninfomaníaca que tinha prazer em fazer relações em locais onde ela pudesse ser descoberta,
ficava com vários homens, ficou com um quartel de bombeiros todo. Era apaixonada pela mãe,
e tentava provar para si mesmo que era mulher, e não aceitava que era lésbica.

Ex: mulher que tinha tido uma relação ruim com a mãe, e uma relação muito boa com o pai.
Mãe perseguia e pai protegia. Ela tinha um namorado por mês. Quando percebia que o cara
começava a ficar apaixonado por ela, ela dava o fora nele. Essa paciente projetava nos
namorados, o próprio pai, a figura paterna, só que, seduzir o pai significaria poder ser castrada
pela mãe, tinha medo de continuar no relacionamento e ser castrada pela mãe.

Na cabeça do menino pequeno, ele acha que a menina, mulheres, também possuem o falo.

Ex: rapaz que se masturbava demais, mas só se excitava com mulheres vestidas. Associando com
a mãe, onde só via a mãe vestida, imagem de mãe fálica, pois achava que ela tinha o falo também
por nunca ter visto ela nua.

Quando o menino vê sua mãe nua, e vê que a mãe não tem o falo, ele quer dar o falo para a
mãe, nisso que começa o Complexo de Édipo. Só que ao mesmo tempo em que ele quer dar o
falo para a mãe, e dar um bebê para a mãe, ele teme ser castrado pelo pai. Pois o pai é mais
forte que ele. Nisso ele desiste do amor à mãe (castração).

- Menino entra no período de latência / identificação com o pai. Já que eu não posso
enfrentar meu pai, pois é mais forte do que eu, quero ser igual à ele.

A menina pelos 3 anos começa a ter interesse pelo clitóris (segundo Freud, pênis pequeno que
vai se desenvolver), e acha que isso é o falo dela. Ela acha que a mãe dela tem o falo (pênis). E
quando vê a mãe nua e constata que a mãe não tem o falo, o mesmo processo acontece. Ela
deixa de ter a mãe como objeto de amor principal, e passa a ter o pai como objeto de amor.

A menina tem um ressentimento de que a mãe a castrou. – Inveja do pênis.

No relacionamento da menina com o pai, há casos em que a mãe tenta colocar empecilhos nesse
relacionamento, castrando-a.

A menina quer o falo do pai, já que ela não teu o seu próprio falo. Logo, ela quer ter um bebê
do pai.  memória filogenética. Uma fantasia inconsciente.

Em alguns casos, esse complexo continua até a adolescência, até encontrar algum outro homem
que possa ser igual ao pai, ou totalmente ao contrário do pai, que preencha sentimentalmente
e sexualmente suas vidas.

A mulher vê o bebê como o falo dela. Principalmente ser for um bebê menino. Mulheres
histéricas fálicas, fazendo de seus filhos o seu falo.

O típico da histeria é a sedução. O menino quer dar o seu falo pra mãe, mas tem medo de
concretizar esse amor por medo de ser castrado por seu pai. Daí fica nessa relação de sedução.
Quando há fixação nessa fase, o indivíduo fica só nesse processo de sedução. O indivíduo se
‘produz’ para ficar atraente e seduzir outras pessoas, mas tem dificuldades de ter relações
sexuais normais, pois isso se caracterizaria no inconsciente, ‘seduzir realmente a mãe/pai’.

Pessoas que buscam chamar a atenção também é um caso de histeria, mas é uma sedução
negativa: preste atenção em mim, porque sou coitadinho.

Histeria conversiva: ao invés de enfrentar os sentimentos, eles são convertidos para o corpo.
Caso Elizabeth von r.

REICH> orgasmo verdadeiro inclui a satisfação sexual e a posterior entrega afetiva ao parceiro.
– POTÊNCIA ORGÁSTICA.
Caráter fálico narcisista (fóbico)

Fixação: fase fálico narcisista.

Etapa do desenvolvimento do amor Mitos e arquétipos associados: objeto parcial. Mito do


Édipo.

Objeto de amor: Mulher: falo do pai, com relação com figura que remete ao pai, de forma
inconsciente. Homem: próprio falo, com relação que remete a mãe, inconsciente.

Patologia associada: Fobia.

Bloqueio e excitações a nível corporal: excitação a nível pélvico (genital), mas com medo da
castração.

Ex: filha que descobriu traição do pai, e passou a ocupar o lugar da mãe, ter ciúmes do pai, pois
a mãe não ligou tanto quanto ela, ela sofria mais do que a mãe com essa traição, sonhos em que
alguém vinha e dava um tiro nela, ou na cabeça ou no coração. Ao mesmo tempo em que ela
ocupou o lugar da mãe, ela passou a ter medo da castração, por ela estar se importando mais
do que a mãe, tendo esse ciúme exagerado do pai, daí os sonhos com medo de ser morta,
originando uma síndrome do pânico.

Ex: era preferida do pai e muito perseguida pela mãe. Vó falou pra mãe que já que ela não
gostava da filha desse pra ela cuidar. A vó materna pegou a criança pra cuidar, ficou um ano e
depois morreu de câncer, a menina teve que voltar para a mãe, e com isso continuou
apanhando, sendo perseguida pela mãe. Casou cedo, com um rapaz bom, só que na semana do
casamento, que elas foram comprar algo, elas discutiram e a mãe deu um tapa na cara da filha.
E o rapaz era muito parecido com o pai, durante dois anos teve uma boa relação com esse novo
marido. Até que um dia, o marido perdeu o freio do carro, e quase que eles morrem numa
ladeira. A partir disso ela começou a ter agorafobia, ter medo de sair de casa. Ela tinha uma
relação de édipo muito forte com o pai, a mãe perseguindo tentando castra-la de qualquer
forma, casa com alguém parecido com o pai, e passa a ter medo que a mãe vá lá e se vingue
dela.

Fase genital

Relação com: fase genital – 12 anos.

Fase do desenvolvimento do amor: objeto total. Arquétipo da anima animus, self, conjunctio
(conjunção).

Objeto de amor: outro como pessoa total.

Patologia associada: nenhuma, teoricamente o caráter genital é saudável.

Excitações e bloqueios: teoricamente nenhum bloqueio, tendência a viver as excitações


corporais de forma equilibrada, com ênfase à capacidade orgásmica.

Corta o complexo de édipo com a mãe ou pai, e passa a se envolver com outras pessoas totais,
e não com a lembrança materna, paterna.
A menina não fica com o cara por querer o falo do pai, e o menino não fica com a moça por
querer dar o falo para a mãe. Vê o outro como alguém total.

A pessoa que vive nessa fase está saudável.

Segundo jung: o homem que consegue se relacionar com seu lado feminino, e a mulher com seu
lado masculino, ele atinge a integração de sua alma, de seu self.