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AAAA ESCOLAESCOLAESCOLAESCOLA DEDEDEDE CHICAGOCHICAGOCHICAGOCHICAGO ––––

AAAA ESCOLAESCOLAESCOLAESCOLA DEDEDEDE CHICAGOCHICAGOCHICAGOCHICAGO –––– INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a Escola Austríaca, liderada por Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek, e a Escola de Chicago, liderada por Milton Friedman e George Stigler(ambos laureados com o premio Nobel de Economia), se estabeleceram como as duas principais escolas de pensamento pró-livre mercado. Juntas, ambas analisaram e criticaram, com rigor e lucidez, os erros e os perigos das políticas intervencionistas e socialistas defendidas pelos keynesianos e marxistas. Embora seus métodos de análise frequentemente tenham sido distintos, ambas as escolas chegaram a conclusões similares: somente uma economia de livre mercado pode garantir tanto a liberdade quanto a prosperidade.

Tanto os austríacos quanto os chicaguistas rejeitaram o argumento de Keynes de que a economia
Tanto os austríacos quanto os chicaguistas rejeitaram o argumento de Keynes de que a economia de
mercado era um arranjo fundamentalmente instável e propenso a gerar prolongados períodos de desemprego, com
vastos recursos ociosos. Ambas as escolas argumentaram que, quando inflações e recessões ocorriam, elas eram o
inevitável resultado, respectivamente, de uma desleixada gestão monetária e de intervenções governamentais que
reduziam a flexibilidade do mercado.
No entanto, os economistas austríacos e os membros da Escola de Chicago divergiram em várias questões
cruciais nos campos da história monetária e da política monetária e muito embora, também, seja verdade que os
austríacos concordam com os chicaguistas em várias questões políticas, a abordagem que ambos fazem da ciência
econômica pode ser bastante divergente. Antes de tudo, os austríacos são considerados excêntricos pelos
economistas convencionais por causa do seu enfoque em questões metodológicas; enquanto uma escola é
essencialmente apriorísticas e racionalista, a outra é substancialmente empírica e cientifica.
A maioria dos atuais membros das escolas Austríaca e de Chicago possui ideias vastamente diferentes no
que concerne à área conhecida como "Análise econômica do direito". Os austríacos tendem a crer que as pessoas
objetivamente possuem direitos de propriedade, ponto final; e que, só uma vez especificados esses direitos, a análise
econômica pode ser feita. Em contraposição, algumas das mais extremas aplicações daquilo que pode ser chamado
de "a abordagem de Chicago" diriam que os direitos de propriedade deveriam ser designados de acordo com a
eficiência econômica que estes podem trazer, ou não, para a sociedade. Muito embora no campo do Direito a escola
de Chicago tem importância fundamental principalmente no tocante as contribuições na criminologia elaborada por
Gary Becker, e na construção de decisões postuladas por Richard Posner. Uma das vertentes da análise econômica
do direito que busca justificar o comportamento dos indivíduos é a teoria da escolha racional. Ou seja, tendo em vista
que os indivíduos são racionais, agindo e fazendo escolhas para maximizar o seu próprio interesse. As pessoas
reagem a incentivos, a escolha racional, do ponto de vista econômico, não é necessariamente a escolha certa a ser
feita, mas sim aquela realizada a partir de uma avaliação de prejuízos e benefícios feita por um determinado agente.
A partir de tal análise, se determinada conduta trouxer uma melhoria na condição do agente, o ato tenderá a ser
praticado, haja vista a maximização do próprio interesse, característica intrínseca a qualquer agente econômico.
Dessa forma, temos pressupostos analíticos fundamentais, pelos quais podemos entender porque criminosos agem
como agem e, como o Estado pode atribuir os incentivos certos em cada pena a fim de minimizar as violações aos
bens jurídicos que a sociedade entende serem necessários a tutela estatal.
Recentemente Steven Levitt, Ph.D. pelo MIT, em parceria com o jornalista Stephen J. Dubner, inspirados no
método chicaguista de Gary Becker escreveram o livro, “Freakonomics - O lado oculto e inesperado de tudo que nos
afeta”. No primeiro capítulo, as origens da corrupção são discutidas. No segundo, os autores debatem problemas
decorrentes de assimetria de informação. No terceiro, levanta-se uma outra questão: por que os traficantes de
drogas, apesar de estarem em uma atividade altamente rentável, ainda têm um baixo padrão de vida? O quarto
capítulo é o mais polêmico: é o que defende a tese de que o aborto legalizado seria o grande responsável pela
diminuição da criminalidade em Nova Iorque, e não fatores como a existência de uma economia mais forte, o
aumento do número de policiais, a implementação de estratégias policiais inovadoras ou as mudanças no mercado
de drogas. Os autores argumentam que filhos indesejados teriam maior probabilidade de se tornarem criminosos,
pelas condições precárias de vida a que estariam sujeitos durante sua criação. Prova que o método da Escola de
Chicago é dinâmico e passível de ser aplicado aos mais variáveis campo de estudo da área humanas, mesmo
naqueles que acreditamos ser competência estrita de estudos sociológicos.

Cabe notar que o prêmio Nobel em economia começou a ser concedido em 1969. Nestes 45 anos que se passaram, nada menos que 30 economistas de alguma forma associados a Chicago (professores, ex professores e ex alunos) foram contemplados com a homenagem. Nas citações na literatura, por outro lado, Milton Friedman e Von Hayek, ex professores de Chicago, só ficam atrás de Karl Marx, Adam Smith e John Maynard Keynes, o que os coloca entre os cinco economistas mais influentes da História.