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Conto Contigo 9

GRUPO I

Oralidade

Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir, duas vezes, um excerto jornalístico sobre o Clerigus Cup, (até ao minuto 02:18).

sobre o Clerigus Cup , (até ao minuto 02:18). 1. Para cada item ( 1.1. a
sobre o Clerigus Cup , (até ao minuto 02:18). 1. Para cada item ( 1.1. a

1. Para cada item (1.1. a 1.4.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada ao que acabaste de ouvir. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1.1. “Clerigus Cup”

(A) é um campeonato mundial de futsal para padres, que existe há nove anos.

(B)

é um campeonato de futsal para jovens padres europeus, que existe, aproximadamente, há uma década.

nove anos. (B) é um campeonato de futsal para jovens padres europeus, que existe, aproximadamente, há
nove anos. (B) é um campeonato de futsal para jovens padres europeus, que existe, aproximadamente, há

(C)

é um campeonato nacional de futebol para padres, que existe há nove anos.

(C) é um campeonato nacional de futebol para padres, que existe há nove anos.

(D)

é um campeonato europeu de futsal para padres, que existe,

(D) é um campeonato europeu de futsal para padres, que existe,

aproximadamente, há uma década.

1.2.

Portugal

(A)

participou em todos os campeonatos, com a exceção do primeiro, tendo-se sagrado vencedor por duas vezes.

(A) participou em todos os campeonatos, com a exceção do primeiro, tendo-se sagrado vencedor por duas

(B)

participou em todos os campeonatos e saiu vencedor na final contra a Polónia.

(B) participou em todos os campeonatos e saiu vencedor na final contra a Polónia.

(C)

participou em todos os campeonatos realizados, mas nunca se sagrou vencedor.

(C) participou em todos os campeonatos realizados, mas nunca se sagrou vencedor.

(D)

Não participou em todos os campeonatos, mas alcançou a sua única vitória na final contra a Polónia.

(D) Não participou em todos os campeonatos, mas alcançou a sua única vitória na final contra

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Conto Contigo 9

1.3. Os jogadores

Conto Contigo 9 1.3. Os jogadores (A) manifestam dificuldade em perdoar o adversário, apesar de serem

(A)

manifestam dificuldade em perdoar o adversário, apesar de serem padres.

(A) manifestam dificuldade em perdoar o adversário, apesar de serem padres.

(B)

têm um discurso agressivo quando se recordam das derrotas.

(B) têm um discurso agressivo quando se recordam das derrotas.

(C)

afirmam que não deixam de ser padres em campo por quererem ganhar o jogo.

(C) afirmam que não deixam de ser padres em campo por quererem ganhar o jogo.

(D)

são padres mais velhos e com experiência no futsal.

(D) são padres mais velhos e com experiência no futsal .

1.4.Com a expressão “besta negra”

(A)

dá-se conta da prepotência dos jogadores portugueses, apesar de serem padres.

(A) dá-se conta da prepotência dos jogadores portugueses, apesar de serem padres.

(B)

destacam-se as dificuldades que Portugal sempre teve nos jogos contra a Polónia.

(B) destacam-se as dificuldades que Portugal sempre teve nos jogos contra a Polónia.

(C)

salienta-se o caráter ofensivo dos jogadores de futsal.

(C) salienta-se o caráter ofensivo dos jogadores de futsal .

(D)

reconhece-se o carisma dos portugueses em relação aos jogadores da Polónia.

(D) reconhece-se o carisma dos portugueses em relação aos jogadores da Polónia.

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GRUPO II Leitura Lê o texto. Se necessário, consulta as notas. Na solidão dos mosteiros procuravam os monges ficar mais perto de Deus. Mas estas casas religiosas acabaram por ter uma ação civilizadora no ocidente. Entre o trabalho espiritual e manual, as comunidades monacais tiveram

um papel valioso no repovoamento, na transmissão da fé e de um legado cultural e artístico, como a produção de manuscritos. Vejamos o que se passava no Mosteiro do Lorvão.

Vejamos o que se passava no Mosteiro do Lorvão. Desde o nascer ao pôr do sol,

Desde o nascer ao pôr do sol, a vida interna dos mosteiros era ritmada pelo relógio

das horas canónicas

dedicavam-se a tarefas mais terrenas. O trabalho no campo e nas variadas oficinas

era igualmente rigoroso, com regras e cargos definidos e distribuídos por todos.

1 . Depois de louvar a Deus com cânticos e orações, os monges

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 Na comunidade do Lorvão, anterior à fundação do reino de Portugal, um grupo

Na comunidade do Lorvão, anterior à fundação do reino de Portugal, um grupo especializado na arte da iluminura produziu manuscritos de rara beleza que ao

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mosteiro trouxeram enorme prestígio cultural, como é exemplar o texto bíblico do Apocalipse, cujas ilustrações são consideradas os primeiros vestígios da pintura românica em Portugal.

Estas pinturas, que podiam ocupar uma página inteira ou cingir-se às letras iniciais de capítulos ou parágrafos, revelavam não só perícia técnica como uma

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extraordinária criatividade traduzida nas figuras e temas representados. Os textos eram copiados em tinta preta, para as ilustrações e outros ornamentos usava-se uma mistura de pigmentos, feita também no escritório.

No entanto, a produção dos manuscritos necessitava de todo um trabalho prévio que acabava por envolver os poucos religiosos que residiam neste mosteiro fundado no

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século IX: era preciso cuidar dos rebanhos, tratar a pele dos animais, cortar o pergaminho, ajustá-lo ao tamanho do livro, coser e pautar as páginas. E, por fim, viria a encadernação do valioso objeto.

Não tivesse sido o labor intenso destes e de outros monges escribas e copistas, muitas obras antigas teriam ficado para sempre perdidas no tempo. Livros religiosos e

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profanos eram copiados, comentados e iluminados cuidadosamente nos scriptorium medievais, muitos deles encomendados e destinados a uma elite erudita, outros guardados na biblioteca do mosteiro.

Porque todo este trabalho era encarado como um serviço a Deus, vital para “reproduzir a palavra divina” e perpetuar os valores da Igreja, estes monges mantinham-se

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discretamente sob anonimato. São estas histórias que nos conta aqui Maria Adelaide Miranda, especialista portuguesa em iluminura.

http://ensina.rtp.pt/artigo/a-vida-nos-mosteiros-e-a-producao-de-manuscritos-medievais/

Notas 1 Antigas divisões do tempo que serviam como diretrizes para as orações religiosas a serem feitas durante o dia.

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 Para responderes a cada item ( 1. a 3. ), seleciona a opção

Para responderes a cada item (1. a 3.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1. No primeiro parágrafo,

(A)

descreve-se o Mosteiro do Lorvão e recorre-se a exemplos dos seus

(A) descreve-se o Mosteiro do Lorvão e recorre-se a exemplos dos seus

contributos para a sociedade.

(B)

dá-se a conhecer, de forma ampla, o contributo dos mosteiros para a sociedade.

(B) dá-se a conhecer, de forma ampla, o contributo dos mosteiros para a sociedade.

(C)

desvaloriza-se a função cultural das comunidades monacais existentes no

país.

país.

(D)

reforça-se a dimensão exclusivamente espiritual das comunidades monacais.

(D) reforça-se a dimensão exclusivamente espiritual das comunidades monacais.

2. No antepenúltimo parágrafo, os dois pontos introduzem

(A)

uma explicitação do trabalho diário realizado pelos monges copistas.

(A) uma explicitação do trabalho diário realizado pelos monges copistas.

(B)

uma justificação para o valor monetário de um manuscrito.

(B) uma justificação para o valor monetário de um manuscrito.

(C)

uma consequência das atividades realizadas pelos monges.

(C) uma consequência das atividades realizadas pelos monges.
(C) uma consequência das atividades realizadas pelos monges.

(D)

uma enumeração das atividades realizadas até á produção final de um manuscrito.

3. Os monges escribas e copistas

(A) contribuíram para a divulgação e preservação de escritos quer religiosos quer profanos. (B) copiavam e ilustravam textos sem emitir qualquer comentário. (C) visavam o enriquecimento próprio, através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos sociais.

através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos
através da venda dos seus manuscritos. (D) eram amplamente conhecidos e divulgados entre os diferentes grupos

4. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 (A) Os monges do Lorvão foram pioneiros na arte da pintura românica em

(A) Os monges do Lorvão foram pioneiros na arte da pintura românica em

 

Portugal.

  Portugal.

(B)

Ao longo do dia, os monges cumpriam escrupulosamente um conjunto de tarefas espirituais e terrenas.

(B) Ao longo do dia, os monges cumpriam escrupulosamente um conjunto de tarefas espirituais e terrenas.

(C)

O valor documental do texto bíblico do Apocalipse é pouco significativo, apesar da ilustração de rara beleza que o acompanha.

documental do texto bíblico do Apocalipse é pouco significativo, apesar da ilustração de rara beleza que

(D)

A produção de manuscritos era um trabalho exigente, rigoroso e obedecia a diferentes etapas.

(D) A produção de manuscritos era um trabalho exigente, rigoroso e obedecia a diferentes etapas.

GRUPO III

Educação literária PARTE A

Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

 

Dia.

Que é isso, padre? Que vai lá?

 

Fra.

Ah, Corpo de Deos consagrado!

Fra.

Deo gratias! Som cortesão.

 

Pela fé de Jesu Cristo,

Dia.

Sabês também o tordião 1 ?

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que eu nom posso entender isto!

Fra.

Porque não? Como ora sei!

Eu hei de ser condenado?

375

Dia.

Pois entrai! Eu tangerei 2

Um padre tão namorado

 

e

faremos um serão.

e

tanto dado a virtude?

 

Assi Deos me dê saúde,

 

Fra.

Essa dama, é ela vossa? Por minha la 3 tenho eu,

400

Que eu estou maravilhado!

 

e

sempre a tive de meu.

Dia.

Não curês de mais detença.

380

Dia.

Fezestes bem, que é fermosa!

 

Embarcai e partiremos:

 

não vos punham lá grosa 4 no vosso convento santo?

E

 

Fra.

tomareis um par de remos. Nom ficou isso n’avença 6 .

 

Fra.

E

eles fazem outro tanto!

405

Dia.

Pois dada está já a sentença!

Dia.

Que cousa tão preciosa…

Fra.

Par Deos! Essa seri’ela 7 !

385

Entrai, padre reverendo!

 

Não vai em tal caravela Minha senhora Florença.

 

Fra.

Para onde levais gente?

 

Dia.

Pera aquele fogo ardente

 

Como? Por ser namorado

 

que nom temestes vivendo.

410

e

folgar com ũa mulher

 

Fra.

Juro a Deos que nom t’entendo!

se há um frade de perder,

390

E

este hábito nom me val?

com tanto salmo rezado?

 

Dia.

Gentil padre mundanal 5 ,

 

Dia.

Ora estás bem aviado!

 

a

Berzabu vos encomendo!

Fra.

Mais estás bem corregido!

 

Notas

415

Dia.

Devoto padre marido, haveis de ser cá pingado

1 tordião - dança.

2 tangerei - tocarei.

3 la - a.

4 punham grosa - censuravam.

5 mundanal - dado aos prazeres do mundo.

6 avença - contrato.

7 Era o que faltava.

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno, António José Saraiva (organização e fixação do texto), Teatro Gil Vicente, Manuscrito Editores, 1984.

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 1. Ao longo do excerto, o Frade faz a sua autocaracterização. 1.1. Indica

1.

Ao longo do excerto, o Frade faz a sua autocaracterização.

1.1.

Indica duas características da personagem e justifica cada uma com uma expressão textual.

2.

Explicita a ironia contida na exclamação do Diabo “Gentil padre mundanal” (verso

391).

3. Explica de que modo a defesa do Frade (versos 390, 404, 412) encerra uma crítica do dramaturgo ao clero.

Educação literária PARTE B

Lê o texto.

Erros meus, má fortuna, amor ardente

em minha perdição se conjuraram;

os erros e a fortuna sobejaram,

que para mim bastava o amor

somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente

a grande dor das cousas que

passaram, que as magoadas iras me

ensinaram a não querer já nunca ser

contente.

Errei todo o discurso dos meus anos;

dei causa [a] que a Fortuna castigasse

as minhas mal fundadas esperanças.

que a Fortuna castigasse as minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos.

De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse que fartasse este meu duro génio de vinganças!

Luís de Camões, Rimas

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 4. Neste soneto, o sujeito poético faz uma reflexão sobre a sua vida.

4.

Neste soneto, o sujeito poético faz uma reflexão sobre a sua vida.

4.1.

Indica os fatores que o sujeito poético responsabiliza pela sua infelicidade.

5.

Dos fatores que enumera, o sujeito poético destaca um.

5.1.

Identifica-o e explica o que leva o “eu” a responsabilizá-lo pelo seu sofrimento.

GRUPO IV

Gramática

1.

Associa cada palavra sublinhada nas frases da coluna A à classe e subclasse que lhe corresponde na coluna B.

 

COLUNA A

COLUNA B

 

(1) Conjunção subordinativa completiva

(a)

Fezestes bem, que é fermosa!

(2) Pronome relativo

(b)

Pera aquele fogo ardente/ que nom

(3) Pronome interrogativo

temestes vivendo.

(4) Conjunção coordenativa explicativa

(c)

Juro a Deos que nom t’entendo!

 

(5) Conjunção subordinativa causal

2.

Para responderes a cada item, seleciona a opção que completa cada afirmação.

2.1. Identifica a relação semântica que a palavra “amor” estabelece com a palavra “sentimento” na frase seguinte:

Ao longo do tempo, o amor é o sentimento que mais tem atormentado os poetas.

(A)

Hiperonímia

(B)

Holonímia

(C)

Meronímia

(D)

Hiponímia

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Conto Contigo 9

Conto Contigo 9 2.2. A frase que contém uma oração subordinada adverbial completiva é (A) O

2.2. A frase que contém uma oração subordinada adverbial completiva é

(A)

O Frade foi a julgamento para que os erros do clero fossem revelados.

(A) O Frade foi a julgamento para que os erros do clero fossem revelados.

(B)

O Frade foi condenado porque não cumpria os seus votos.

(B) O Frade foi condenado porque não cumpria os seus votos.

(C)

O Frade acreditava que iria para o paraíso.

(C) O Frade acreditava que iria para o paraíso.

(D)

O Frade era tão pecador que iria obrigatoriamente para o inferno.

(D) O Frade era tão pecador que iria obrigatoriamente para o inferno.

2.3. Identifica a frase que apresenta predicativo do sujeito.

(A)

Na sua intervenção, o Frade revelou-se consciente dos seus pecados.

(A) Na sua intervenção, o Frade revelou-se consciente dos seus pecados.

(B)

Apesar de tudo, o Frade não aceita a acusação do Diabo.

(B) Apesar de tudo, o Frade não aceita a acusação do Diabo.

(C)

O Frade tem uma companheira, a “senhora Florença”.

(C) O Frade tem uma companheira, a “senhora Florença”.

(D)

O clero da época de Gil Vicente é representado pelo Frade.

(D) O clero da época de Gil Vicente é representado pelo Frade.

3. Reescreve a frase seguinte na passiva.

Gil Vicente, o primeiro grande dramaturgo português, retratou bem a sociedade do seu tempo.

4. Reescreve as frases seguintes, substituindo cada expressão sublinhada pelo

pronome pessoal adequado. Faz apenas as alterações necessárias.

Se fosse possível, levaria os meus alunos ao teatro para assistirem a uma

representação do Auto da Barca do Inferno. Eles não diriam que não a essa

possibilidade.

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Conto Contigo 9

GRUPO V

Escrita

Conto Contigo 9 GRUPO V Escrita Muitas histórias se têm escrito sobre o amor. Em muitos

Muitas histórias se têm escrito sobre o amor. Em muitos casos, este sentimento contribui para a felicidade de quem ama, mas, noutros, acarreta infelicidade e conduz à perdição. Escreve um texto argumentativo bem estruturado, com um mínimo de 160 e um máximo de 240 palavras, em que apresentes uma reflexão sobre os aspetos positivos ou negativos do amor. O teu texto deve incluir, pelo menos, dois argumentos e dois exemplos.

Bom trabalho!

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