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Máquinas Elétricas 1

Capítulo 2 – Transformadores Monofásicos

Prof. Alvaro Augusto W. de Almeida


Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Departamento Acadêmico de Eletrotécnica
alvaroaugusto@utfpr.edu.br
2 Sumário do capítulo

 Introdução
 O Transformador Ideal
 O Transformadores Real
 O Autotransformador
 Sistema Por Unidade
 O Transformador de Alta Frequência
 Exercícios
 Referências

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3 Observações
 Estes slides foram preparados como parte do conteúdo da disciplina de
Máquinas Elétricas 1 dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de
Controle e Automação da UTFPR, campus Curitiba.
 Esperamos que estes slides possam servir também como uma pequena
apostila, além de material a ser exibido em sala de aula. Daí a maior
quantidade de texto em relação a slides convencionais.
 Todas as ilustrações, exceto menção em contrário, foram confeccionadas
pelo autor por meio do GIMP 2.8.18, GNU Image Manipulation Program.
 As fotografias foram pesquisadas por meio do Google e, quando a fonte
não foi encontrada, foram consideradas de domínio comum. Caso não
seja este o caso, basta entrar em contato e solicitar a retirada.
 E-mail: alvaroaugusto@utfpr.edu.br.

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4
Introdução
5 Transformadores
 Transformadores (ou “Trafos”, na gíria da Engenharia Elétrica
brasileira) são circuitos elétricos que transferem energia
eletromagnética entre dois ou mais circuitos por meio de
indução eletromagnética, possibilitando o aumento ou a
redução de tensão.
 Faraday descobriu o princípio da indução de pulsos de tensão
entre dois enrolamentos em 1830. Contudo, ele não percebeu
que havia uma relação entre o número de espiras do primário
e do secundário e as tensões do primário e do secundário,
respectivamente.
 Um dos primeiros pesquisadores a perceber a relação entre
espiras e tensões foi o irlandês Nicholas Callan (1799-1864). Em
1837, usando um relógio para interromper a corrente 20 vezes
por segundo, Callan, produziu faíscas de 380mm, uma tensão
estimada de 60kV.

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6 Aplicações dos Transformadores

 Adequar os níveis de tensão em sistemas de geração, transmissão e


distribuição de energia elétrica.
 Isolar eletricamente o circuito de potência principal dos sistemas de
proteção, medição e controle.
 Realizar casamentos de impedância, maximizando a transferência de
potência entre dois circuitos.
 Evitar a transferência de corrente contínua de um circuito para o outro.
 Alimentar equipamentos de baixa tensão a partir de tomadas de média
tensão (380/220/110 V).
 Realizar medições de tensão e corrente.

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7 Alguns Tipos de Transformadores

Figura (2.1)

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Transformadores de
Força
 São transformadores para geração,
transmissão e distribuição de energia
em concessionárias e subestações de
grandes indústrias, incluindo aplicações
especiais como fornos de indução,
fornos a arco e retificadores.
 Potência: 5 MVA a 300 MVA.
 Tensões: as tensões mais comuns no
Brasil vão de 230 kV a 500 kV. Uma
exceção é uma das linhas AC da UHE
Itaipu, que transmite em 750 kV.
Fonte: WEG

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Sumário
9 Transformadores de
Distribuição
 São transformadores para distribuição
de energia ao consumidor final
(concessionárias de energia,
cooperativas, instaladoras e empresas
de modo geral).
 Potência: 30 kVA a 300 kVA.
 Alta tensão: 13,8 kV a 25 kV.
 Baixa tensão: 380/220 V ou 220/127 V.

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Elétricas 1
Autotransformadores

 São transformadores cujos enrolamentos, além de


acoplados magneticamente, são também aco-
plados eletricamente.
 Se o isolamento elétrico não for necessário e se, além
disso, tensões variáveis forem necessárias, o auto-
transformador é o mais indicado.
 Por causa do acoplamento elétrico, o rendimento e a
regulação do autotransformador são maiores.
 Um autotransformador de baixa potência bastante
conhecido é o Varivolt.

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Sumário
Autotransformadores
de Potência
 Autotransformadores trifásicos podem operar
em potências que vão até algumas centenas
de kVA. A grande vantagem é o tap variável,
que per-mite o controle de tensão sob carga
variável.
 Exemplos desse tipo de transformador
encontram-se na subestação de 765/500/345
kV Tijuco Preto e na subestação de 500/345 kV
de Ibiúna, ambas pertencentes a Furnas.
 O autotransformador da fotografia ao lado foi
construído pela Ningbo Tianan Group, uma
empresa chinesa. Fonte: Ningbo Tianan Group, China

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Sumário
12 Transformadores de Potencial (TPs)
 Os TPs são transformadores de medição de
alta tensão usados em conjunto com os TCs.
São conectados em paralelo com o circuito
medido, interferindo minimamente no
funcionamento deste.
 O primário do TP é conectado ao circuito de
alta tensão a ser medido e o secundário é
conectado a um voltímetro.
 A razão entre a tensão do primário e a
tensão do secundário é uma constante
denominada “razão de transformação” e é
determinada pelo fabricante.

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13 Transformadores de Corrente
(TCs)
 TCs de alta tensão são usados em subestações para
medição de corrente e proteção.
 Também existem TCs de baixa tensão, usados para
monitoramento do consumo de energia em residências
e outras instalações do mesmo tipo.
 O primário dos TCs é geralmente um só condutor e o
secundário é um bobina envolvente.
 Amperímetros do tipo alicate, que permitem a medição
de correntes sem interrupção do circuito, também
operam com base nesse princípio.

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Transformadores de Pulso

 Enquanto os transformadores convencionais


operam com ondas senoidais, os transformadores
de pulso operam com ondas descontínuas, e.g.,
ondas quadradas.
 A principal característica destes transformadores é
reproduzir o mais adequadamente possível em seu
secundário o sinal injetado no primário, o que
requer elevada permeabilidade e indutância de
dispersão reduzida, assim como capacitância entre
espiras.
 De modo a evitar a distorção dos pulsos, estes
transformadores operam somente na região linear
da curva de magnetização.

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Sumário
Transformadores de
Pulso de Alta Potência
 Transformadores de pulso são também
usados na área de alta potência e alta
frequência.
 Estes transformadores podem usados
para acoplar a saída de geradores AC
com a entrada de retificadores, por
exemplo. Outras aplicações envolvem
aceleradores de partículas e a geração
de pulsos para radar.
 A fotografia ao lado mostra um
transformador de pulso de 12,5 MVA
para uso em 33 kV. Fonte: Tianan China

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Sumário
16 Transformadores de
Áudio (AF)
 Os transformadores de áudio operam em
banda larga, em frequências que vão de
20Hz até 20kHz, e são usados para
adequar a saída de alta impedância dos
amplificadores de áudio com a entrada
de baixa impedância dos alto falantes.
 Esses transformadores foram essenciais na
época dos amplificadores valvulados, mas
ainda são produzidos para uma série de
funções, como no caso de amplificadores
que devem alimentar simultaneamente
dois ou mais alto falantes de impedâncias
diferentes, por exemplo.

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Transformadores de Alta Frequência (RF)
 As aplicações de transformadores de RF incluem o
casamento de impedâncias, o isolamento de compo-
nentes DC de sinais AC e o interfaceamento entre
circuitos balanceados e circuitos desbalanceados, como
no caso de amplificadores de alta frequência.
 O núcleo destes transformadores não pode ser o aço
silício, por causa da permeabilidade reduzida deste
material em frequências elevadas. Materiais como ferrite,
permalloy ou SMC (Soft Magnetic Composite) são então
utilizados.
 Os transformadores de RF são de banda larga, como os Fonte: BCE
transformadores de áudio, mas, ao contrário destes, componentes
podem operar em frequências que vão de alguns kHz eletrônicos
até mais de 1,0 GHz.

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Sumário
18
O Transformador Ideal
O Transformador Ideal

 Um transformador ideal é aquele


que não apresenta perdas no
cobre, no ferro, dispersão de
fluxo ou quaisquer outros tipos
de perdas.
 Um transformador é ilustrado ao
lado, com uma fonte AC
colocada no primário e uma
carga no secundário.
 As grandezas indicadas por 1
pertencem ao primário e as
indicadas por 2 pertencem ao
secundário.
Figura (2.2)

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Sumário
20 Notação
 A notação que iremos utilizar daqui em diante é a seguinte:

𝑣, 𝑖: valores instantâneos.
𝑉, 𝐼: valores eficazes.
𝑉𝑚 , 𝐼𝑚 : valores máximos.

𝑉,ሶ 𝐼:ሶ fasores.

 Supondo que uma forma de onda seja senoidal de frequência w rad/s,


podemos escrever, por exemplo:

𝑣 = 𝑉𝑐𝑜𝑠 𝜔𝑡 + 𝜃 ,

onde q é um ângulo de defasamento medido a partir de uma referência.

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20 Fluxo Concatenado
 O fluxo magnético que atravessa uma espira é conhecido como fluxo
concatenado com a espira (linkage flux). No caso de um enrolamento
formado por N espiras o fluxo concatenado pode ser escrito como:
𝑁

𝜆 = ෍ 𝜙𝑖
𝑖=1

 Na relação acima devemos considerar que o fluxo concatenado com


cada espira é levemente diferente do fluxo da espira vizinha e é muito
difícil estimar essa distribuição de fluxos.
 Assim, na prática é mais comum usarmos a noção de fluxo concatenado
equivalente:
𝜆 = 𝑁𝜙 (2.1)

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21 Fluxos de Dispersão

 O fluxo total em um enrolamento i pode ser escrito como:

𝜙𝑖 = 𝜙𝑑𝑖 + 𝜙 (2.2)

 Aqui fdi é o fluxo de dispersão do enrolamento i e o fluxo f pode ser


entendido como o fluxo mútuo entre os dois enrolamentos.
 O fluxo de dispersão é pequeno quando comparado com o fluxo mútuo,
não mais de 7%.
 O fluxo de dispersão não satura, de forma que este fluxo em um dado
enrolamento é proporcional à corrente neste enrolamento.

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22 Equacionamento do Trafo Ideal (1)

 Os valores instantâneos de fems e fluxos mútuos são escritos em função da


Lei de Faraday:

𝑑𝜙1 𝑑𝜙2
𝑣1 = 𝑁1 e 𝑣2 = 𝑁2
𝑑𝑡 𝑑𝑡

 No transformador ideal os fluxos dispersos no primário e no secundário são


desprezíveis. Logo, teremos f1 = f2 = f. Assim:

𝑑𝜙 𝑑𝜙 𝑣1 𝑣2
𝑣1 = 𝑁1 e 𝑣2 = 𝑁2 ou =
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑁1 𝑁2

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23 Equacionamento do Trafo Ideal (2)

 Supondo ainda que as fems sejam funções suaves do tempo, como


funções senoidais, a relação valerá também para os valores eficazes:

ou 𝑉1 𝑁1
= =𝑘 (2.3)
𝑉2 𝑁2

onde k é denominada “relação de espiras” ou “relação de transformação”.

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24 Equacionamento do Trafo Ideal (3)

 Em qualquer transformador temos que:

𝑆1 = 𝑉1 𝐼1 e 𝑆2 = 𝑉2 𝐼2

 No transformador ideal (sem perdas), vale também que:

𝑆1 = 𝑆2 ou 𝑉1 𝐼1 = 𝑉2 𝐼2

 Substituindo esta relação em (2.3), teremos que

𝑉1 𝐼2
= =𝑘 (2.4)
𝑉2 𝐼1

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26 Equacionamento do Trafo Ideal (4)

 Unindo as relações (2.3) e (2.4) vem que

𝑉1 𝑁1 𝐼2
= = =𝑘 (2.5)
𝑉2 𝑁2 𝐼1

 Da relação (2.3) vem também que:

𝑁1 𝐼1 = 𝑁2 𝐼2 ou ℱ1 = ℱ2 (2.6)

 Da relação (2.6) fica claro que a fmm e o fluxo magnético dentro do núcleo do
transformador ideal são nulos. Isso ocorre por causa da Lei de Lenz, que produz
uma fem com sinal inverso ao do fluxo original (força contra-eletromotriz).

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28 A Convenção do Ponto
 Testes de polaridade permitem
determinar em qual terminal do
secundário será induzida uma tensão
positiva a partir de uma tensão positiva
aplicada em um terminal do primário.
 Na notação de circuitos os pontos são
colocados nos terminas das bobinas
que tenham tensão positiva. Isso signi-
fica que um fluxo mútuo variável atra-
vés das duas bobinas produz tensões Figura (2.3)
induzidas em fase:

𝐸ሶ1 = 𝐸ሶ 2

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29
O Transformador Real
Transformadores Elevadores 29

 As relações (2.3) e (2.4) permitem entender porque é


necessário elevar as tensões antes de transmitir a po-
tência a longas distâncias. Seja, por exemplo, uma
subestação cujos dados básicos são os seguintes:
 Gerador: 440 MVA, 13,8 kV.
 Transformador: 13,8 kV/230 kV.
 Resistência da Linha de transmissão: RTX=10 W.
 As perdas ôhmicas na linha de transmissão são P=RTXI2

Sumário
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30 Resultados

 O fator de transformação é k=13,8 kV/230 kV=0,06.


 A corrente no primário é 𝐼1 = 𝑆Τ 3𝑉1 = 400 × 103 / 3 × 13,8 =16.735 A
 Os demais resultados são mostrados na tabela abaixo.

Tipo I1 (A) I2 (A) Perdas (MW) Perdas (%)


Com 16.735 1.004 10,1 2,5%
transformador
Sem 16.735 16.735 2.800 700%
transformador

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31 Conclusão

 Para manter as perdas em 2,5%, sem


usar transformador, seria necessário um
condutor com diâmetro 600 vezes maior
do que os utilizados.
 O uso dos transformadores, que só é
possível em corrente alternada, permite
reduzir as perdas.
 Quando a linha de transmissão chega à
subestação de destino, transformadores
abaixadores fazem a operação inversa,
reduzindo as tensões a valores utilizáveis.

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Elétricas 1
Sistema de Geração, Transmissão e Distribuição

 Um sistema de geração,
transmissão e distribuição de
energia elétrica é mostrado ao
lado.
 Note que, no desenho, um
consumidor industrial é atendido
diretamente da linha de distribui-
ção, talvez 13,8 kV, 34,5 kV ou 69
kV.
 Alguns poucos consumidores no
Brasil são atendidos diretamente
da transmissão, em 230 kV, por
exemplo.

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Sumário
33 Perdas no Transformador Real
 As perdas no transformador real são classificadas da seguinte forma:
 Perdas sob carga (PL)
 Perdas no cobre (PCu)
 Perdas suplementares (Psup)

 Perdas a vazio (Pf)


 Perdas no Ferro ou no núcleo (“core”) (PC)
 Perdas nos dielétricos (Pdi)

 As perdas suplementares e nos dielétricos são muito menores do que


as perdas no cobre e no ferro, respectivamente, e são usualmente
desprezadas.

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34 Perdas no Cobre

 Sendo Ne o número total de enrolamentos de um


transformador e ri a resistência elétrica de cada um
deles, as perdas totais no cobre (também
denominadas “perdas ôhmicas”) serão:

𝑁𝑒

𝑃𝐶𝑢 = ෍ 𝑟𝑖 𝐼𝑖2 (2.7)


𝑖=1

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Sumário
1
35 Perdas por Histerese

 As perdas por histerese surgem da energia absorvida pelo núcleo de


ferro para percorrer os laços de histerese.
 Sendo Bm a indução magnética de pico e f a frequência de operação,
as perdas por histerese podem ser escritas como:

𝑥
𝑃ℎ = 𝑘𝑘 𝑓𝐵𝑚 (2.8)

onde x (o expoente de Steinmetz) e kh são parâmetros que devem ser


determinados experimentalmente.

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36 Perdas por Correntes de Foucault

 As perdas por Foucault surgem das correntes induzidas no núcleo de ferro,


também denominadas “correntes parasitas”. Sendo s a condutividade do
núcleo, d a espessura das lâminas do núcleo, Bm a indução magnética de
pico e f a frequência de operação, as perdas por Foucault serão:

𝜋2𝜎 2 2 2
𝑃𝐹𝐶 = 𝑓 𝑑 𝐵𝑚 (2.9)
6

 Note que as perdas por Foucault são diretamente proporcionais a s2 e a


d2. Logo, quanto mais finas e menos condutivas forem as lâminas, menores
serão as perdas por Foucault.

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37 Perdas no Ferro

 Na prática as perdas por Foucault e por histerese não


são medidas separadamente. De fato, a maneira mais
fácil de determinar tais perdas é por meio do ensaio a
vazio, que resulta nas perdas no ferro:

𝑃𝐶 = 𝑃𝐻 + 𝑃𝐹𝐶 (2.10)

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Sumário
38 Reatâncias do Transformador (1)

 Como mostra a anterior, o fluxo total do transformador divide-se em três


componentes: o fluxo mútuo entre o primário e o secundário, o fluxo
disperso no primário e o fluxo disperso no secundário.
 É possível representar os fluxos por meio de reatâncias. Inicialmente,
sabemos que:
𝑁𝑖2
𝑥𝑖 = 𝜔𝐿𝑖 = 𝜔 ,

onde “i” é o índice do enrolamento em questão.


 Da Lei de Hopkinson, temos:

𝑁𝑖2 𝑁𝑖2
𝑥𝑖 = 𝜔 ou 𝑥𝑖 = 𝜔 𝜙 (2.11)
ℱ𝑖 Τ𝜙𝑖 ℱ𝑖 𝑖

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39 Reatâncias do Transformador (2)

 As reatâncias de dispersão do transformador correspondem à potência


fornecida pela fonte de alimentação, mas que não estão disponíveis para
realizar o processo de transformação.
 Da mesma forma, o fluxo mútuo, ou fluxo de magnetização, pode ser
escrito em função de uma reatância de magnetização:

𝑁2
𝑥𝑚 =𝜔 𝜙 (2.12)
ℱ𝑚 𝑚

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40 Circuito Equivalente do Transformador Real

 A terminologia completa de impedâncias e correntes que usaremos é a


seguinte:
𝑟1 = resistência ôhmica do primário (Ω).
𝑟2 = resistência ôhmica do secundário Ω .
𝑟𝐶 = resistência de perdas no ferro Ω .
𝑥1 = reatância de dispersão do primário Ω .
𝑥2 = reatância de dispersão do secundário Ω .
𝑥𝑚 = reatância de magnetização Ω .
𝐼1 = corrente do primário A .
𝐼2 = corrente do secundário A .
𝐼𝜙 = corrente de excitação A .
𝐼𝐶 = corrente de perdas no ferro A .
𝐼𝑚 = corrente de magnetização A .
𝐼𝐶 = corrente de perdas no ferro A .

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41 Magnetização do Núcleo
 Considerando que o fluxo concatenado seja um função senoidal do
tempo de frequência w rad/s, podemos escrever:

𝜙 = 𝜙𝑚𝑎𝑥 𝑠𝑒𝑛ω𝑡

 A tensão induzida no primário será:


𝑑𝜙 𝑒1 = 𝜔𝑁1 𝜙𝑚𝑎𝑥 𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡 = 2𝜋𝑓𝑁1 𝜙𝑚𝑎𝑥 𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡
𝑒1 = 𝑁1 ou
𝑑𝑡
 Calculando o valor eficaz da tensão, teremos:

2𝜋 ou 𝐸
𝑉1 = 𝑓𝑁1 𝜙𝑚𝑎𝑥 𝜙𝑚𝑎𝑥 = (2.13)
2 𝜋 2𝑓𝑁1

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42 Equivalente do Transformador Real (1)
 O circuito equivalente do transformador real é inicialmente construído
adicionando-se as resistências dos condutores e as reatâncias de
dispersão ao circuito do transformador ideal.

Figura (2.4)

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44 Ramo de Excitação

 Os efeitos de excitação do núcleo


precisam ser agora incluídos.
 Charles P. Steinmetz (1865-1923)
representou a excitação dividindo-a
em duas partes: magnetização e
perdas no núcleo.
 O fluxo de magnetização fm, é
produzido pela corrente de
magnetização Im e as perdas no ferro
são produzidas pela corrente Ic.
 O ramo de excitação é representado
Figura (2.5)
ao lado.

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44 Equivalente do Transformador Real (2)
 O equivalente do transformador real é finalizado adicionando-se o ramo
de excitação ao equivalente anterior.

Figura (2.6)

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45 Equacionamento do Trafo Real

𝐼1ሶ = 𝐼𝜙ሶ + 𝐼1′ሶ (2.14) 𝐸1 2


𝑄𝑚 = (2.19)
𝑥𝑚
𝐼𝜙ሶ = 𝐼𝑚ሶ + 𝐼𝑐ሶ (2.15)
𝑄𝑚 = 𝑥𝑚 𝐼𝑚 2
(2.20)
2
𝐸1
𝑃𝑐 = (2.16)
𝑟𝑐 𝑃𝐶𝑢 = 𝑟1 𝐼12 + 𝑟2 𝐼22 (2.21)

𝑃𝑐 = 𝑟𝑐 𝐼𝑐 2
(2.17) 𝑉1ሶ = 𝐸1ሶ + 𝐼1ሶ 𝑟1 + 𝑗𝑥1 (2.22)

𝐸1ሶ = 𝑘𝐸2ሶ (2.18) 𝐸2ሶ = 𝑉2ሶ + 𝐼2ሶ 𝑟2 + 𝑗𝑥2 (2.23)

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Diagrama Fasorial a Vazio (1)

 Sabendo que o fluxo e as fems estão


defasados de 90°, o diagrama ao lado
pode ser construído.
 Note que o fluxo de magnetização é
tratado como um fasor, embora seja a
rigor um escalar (lembremos da Lei de
Gauss do magnetismo).
 Esse tipo de “vetorização” ou “fasorização”
do fluxo magnético será útil em varias
oportunidades.
 Note que, no momento, por facilidade, as
fems do primário e do secundário estão
representadas em oposição de fase. Figura (2.7)

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Sumário
Diagrama Fasorial a Vazio (2)
 Quando a vazio, a relação (2.22)
se torna:

𝑉1ሶ = 𝐸1ሶ +𝐼𝜙ሶ 𝑟1 + 𝑗𝑥1

 O diagrama ao lado ilustra todos


os fasores do transformador
monofásico a vazio.
 Note que, neste caso, a corrente
que passa pela resistência do
primário é apenas a corrente de
excitação.
Figura (2.8)

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Sumário
Diagrama Fasorial Sob Carga (1)
 Supondo um transformador alimentando carga indutiva, o diagrama fasorial é
construído a partir da equação (2.22).

Figura (2.9)

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Sumário
Diagrama Fasorial Sob Carga (2)
 O diagrama fasorial completo, com as grandezas do secundário incluídas, é mostrado
abaixo.

Figura (2.10)

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Sumário
50 Transferência de Impedância
 Lembrando das relações de transformação (relação 2.5), podemos
escrever:
𝐼2
𝑉1 = 𝑉2 𝑘 e 𝐼1 =
𝑘

 Uma impedância Z2 no secundário pode ser escrita em função de uma


impedância Z1 no primário:

𝑉1 𝑘𝑉2 𝑉2
𝑍1 = = = 𝑘2 ou 𝑍1 = 𝑘 2 𝑍2 (2.24)
𝐼1 𝐼2 /𝑘 𝐼2

 A relação (2.24) é denominada transferência de impedância e significa


que uma impedância do secundário pode ser “vista” do primário desde
que multiplicada por k2.

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51 Equivalente “T” Referido ao Primário
 O circuito equivalente referido ao primário, também denominado
Equivalente T, pode ser agora construído tomando-se como base a
transferência de impedância.

Figura (2.11)

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52 Equacionamento do Equivalente “T”
Referido ao Primário
 Algumas relações no circuito referido ao primário podem ser simplificadas
em relação ao circuito completo, conforme abaixo:

𝐼2ሶ 𝑃𝐶𝑢 = 𝑟1 𝐼12 + 𝑟2 𝐼22 (2.28)


𝐼1ሶ = 𝐼𝜙ሶ + (2.25)
𝑘

𝐸2
𝑄𝑚 = (2.26) 𝐸ሶ = 𝑘𝑉ሶ 2 + 𝐼2ሶ 𝑘𝑟2 + 𝑗𝑘𝑥2 (2.29)
𝑥𝑚

𝐸2
𝑃𝑐 = (2.27) 𝑉1ሶ = 𝐸ሶ + 𝐼1ሶ 𝑟1 + 𝑗𝑥1 (2.30)
𝑟𝑐

 As demais relações permanecem as mesmas.

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Diagrama Fasorial do Equivalente “T” – Carga
Indutiva
 O diagrama fasorial do Equivalente T é igual ao diagrama do circuito completo, desde
que façamos E1 = E2 = E. Por facilidade de visualização, vamos remover os fasores-
corrente do ramo de excitação e agrupar os demais fasores do lado direito.

Figura (2.12)

53 Prof. Alvaro Augusto - UTFPR Máquinas Elétricas 1 Sumário


Sumário
Diagrama Fasorial do Equivalente “T” – Carga
Capacitiva
 No caso de carga capacitiva a corrente do secundário se adianta em relação à
tensão do secundário.

Figura (2.13)

54 Prof. Alvaro Augusto - UTFPR Máquinas Elétricas 1 Sumário


Sumário
55 Equivalente “T” Referido ao Secundário
 Um Equivalente “T” referido ao secundário também pode ser construído.

Figura (2.14)

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56 Equivalente Simplificado Ref. Primário (1)
 Em algumas situações a corrente de excitação é muito pequena em
comparação com a corrente do primário. O ramo de excitação pode
então ser posicionado em paralelo com a fonte de alimentação.
 Por conveniência duas variáveis são definidas:

𝑟𝑒𝑞 = 𝑟1 + 𝑘 2 𝑟2 (2.31)

𝑥𝑒𝑞 = 𝑥1 + 𝑘 2 𝑥2 (2.32)

 O circuito equivalente simplificado referido ao primário, também


denominado Circuito L, é mostrado na página seguinte.

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57 Equivalente Simplificado Ref. Primário (2)

Figura (2.15)

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58 Equacionamento do Equivalente “L”
 Algumas relações podem ser ainda mais simplificadas:

𝐼2ሶ 𝑉12
𝐼1ሶ = 𝐼𝜙ሶ + (2.33) 𝑃𝑐 = (2.35)
𝑘 𝑟𝑐

𝑉12
𝑄𝑚 = (2.34) 𝐼2 2
𝑥𝑚 𝑃𝐶𝑢 = 𝑟𝑒𝑞 (2.36)
𝑘

𝐼ሶ
𝑉1ሶ = 𝑘𝑉2ሶ + 𝑘2 𝑟𝑒𝑞 + 𝑗𝑥𝑒𝑞 (2.37)

 As demais relações permanecem as mesmas.

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59 Exemplo 2.1 (1)
 Um transformador monofásico de 100 kVA, 8.000/320 V tem os seguintes
parâmetros de circuito equivalente: r1=5.0 W; r2=0,0075 W; x1=6,0 W; x2=0,009
W; rc=50 kW; xm=10 kW. Os parâmetros em série estão referidos aos seus
próprios lados e os parâmetros em paralelo estão referidos ao lado de alta.
O transformador opera com fator de potência 0,9 indutivo. Considerando
V2=320 V, tomado como referência, calcule as perdas no ferro e a
potência de magnetização usando o circuito: a)equivalente “T”; b)
equivalente “L”.
 Para o equivalente “T”:

𝑆 100.000
𝐼2ሶ = . exp −𝑎𝑐𝑜𝑠 𝑓𝑝 = . exp −25,84 = 312,5. exp(−25,84)
𝑉2 320

𝐸ሶ = 𝑘𝑉ሶ2 + 𝐼2ሶ 𝑘𝑟2 + 𝑗𝑘𝑥2 = 25 × 320 + 312,5. exp(−25,84) × 0,005 + 𝑗0,006

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60 Exemplo 2.1 (2)
𝐸ሶ = 8.055,61. exp(0,179)

 Perdas no ferro:

𝐸2 8.055,61 2
𝑃𝑐 = = 𝑃𝑐 = 1.297,86 𝑊
𝑟𝑐 50.000

 Potência de magnetização:

𝐸2 8.055,61 2
𝑄𝑚 = = 𝑄𝑚 = 6.489,28 var
𝑥𝑚 10.000

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61 Exemplo 2.1 (3)
 Para o equivalente “L”:

𝑟𝑒𝑞 = 𝑟1 + 𝑘 2 𝑟2 = 9,69 Ω 𝑥𝑒𝑞 = 𝑥1 + 𝑘 2 𝑥2 = 11,63 Ω

 Tensão de entrada para 320V na saída:



𝐼 312,5
𝑉1ሶ = 𝑘𝑉2ሶ + 𝑘2 𝑟𝑒𝑞 + 𝑗𝑥𝑒𝑞 = 25 × 320 + 25 . exp(−𝑗25,84) × 9,69 + 𝑗11,63

𝑉1ሶ = 8.172,80. exp 𝑗0,547 𝑉 .

 As perdas no ferro e potência de magnetização podem ser calculadas


como antes, com V1 no lugar de E.
O erro entre os cálculos
𝑃𝑐 = 1.335,89 𝑊 𝑄𝑚 = 6.679,47 var com os dois equivalentes
é 2,85%.

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Equivalente Simplificado Referido ao
Primário sem Ramo de Excitação

 Em algumas aplicações o
ramo de excitação pode
ser totalmente desprezado
sem grandes prejuízo aos
cálculos.
 Um circuito sem ramo de
excitação, referido ao
primário, é mostrado ao
lado.

Figura (2.16)

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Sumário
63 Equacionamento do Equivalente
Simplificado
 Algumas relações bastante simplificadas:

𝐼2ሶ 𝑉12
𝐼1ሶ = 𝐼𝜙ሶ + (2.33) 𝑃𝑐 = (2.35)
𝑘 𝑟𝑐

𝑉12
𝑄𝑚 = (2.34) 𝐼2 2
𝑥𝑚 𝑃𝐶𝑢 = 𝑟𝑒𝑞 (2.36)
𝑘

𝐼ሶ
𝑉1ሶ = 𝑘𝑉2ሶ + 𝑘2 𝑟𝑒𝑞 + 𝑗𝑥𝑒𝑞 (2.37)

 As demais relações permanecem as mesmas.

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64 Laboratório: Ensaio a Vazio
 O objetivo do ensaio a vazio é determinar o valor dos parâmetros
do ramo de excitação. Deve-se deixar o lado de alta tensão a
vazio, alimentar o lado de baixa com tensão nominal e medir
corrente e potência, conforme abaixo.

Figura (2.17)

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65 Equivalente a Vazio
 A vazio podemos usar o equivalente L e desconsiderar o ramo série,
pois a corrente circulando por ele é desprezível, conforme mostrado
abaixo.

Figura (2.18)

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66 Cálculo dos Parâmetros a Vazio
 Tendo-se medido V0, P0 e I0, os parâmetros do ramo de excitação podem
ser determinados conforme se segue, referidos ao lado de baixa tensão.

𝑉02 𝑉02
𝑃0 = ou 𝑟𝑐 (𝐵) = (2.38)
𝑟𝑐 𝑃0

 Da mesma forma:

𝑉02 𝑉02
𝑄0 = ou 𝑥𝑚 = ,
𝑥𝑚 𝑄0

𝑉02
𝑥𝑚 (𝐵) =
ou, ainda: (2.39)
𝑉02 𝐼02 − 𝑃02

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67 Laboratório: Ensaio em Curto-Circuito
 O objetivo do ensaio em curto é determinar o valor dos parâmetros do
ramo em série. Devemos deixar o lado de baixa tensão em curto e
alimentar o lado de alta, de modo que circule corrente nominal. A
seguir medimos tensão e potência, conforme abaixo.

Figura (2.19)

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68 Equivalente em Curto
 Em curto podemos desconsiderar o ramo em paralelo, pois a corrente
circulando por ele é desprezível, conforme mostrado abaixo.

Figura (2.20)

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69 Cálculo dos Parâmetros em Curto

 Tendo-se medido Vcc, Pcc e Icc, os parâmetros do ramo de excitação podem


ser determinados conforme se segue, referidos ao lado de alta.

𝑃𝑐𝑐
2
𝑃𝑐𝑐 = 𝑟𝑒𝑞 𝐼𝑐𝑐 ou 𝑟𝑒𝑞 (𝐴) = (2.40)
2
𝐼𝑐𝑐

 Da mesma forma:
,
𝑄𝑐𝑐 = 2
𝑥𝑒𝑞 𝐼𝑐𝑐 ou 𝑉𝑐𝑐2 𝐼𝑐𝑐
2 2
− 𝑃𝑐𝑐
𝑥𝑒𝑞 (𝐴) = 2
(2.41)
𝐼𝑐𝑐

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70 Cálculo dos Parâmetros em Curto

 Para facilitar os cálculos é interessante converter os parâmetros para o


mesmo lado. Por exemplo, convertendo os parâmetros em série para o
lado de baixa tensão, teremos:

𝑟𝑒𝑞 (𝐵) = 𝑘 2 𝑟𝑒𝑞 (𝐴) (2.42) 𝑥𝑒𝑞 (𝐵) = 𝑘 2 𝑥𝑒𝑞 (𝐴) (2.43)

 Os parâmetros do circuito T podem ser estimados da seguinte forma:

𝑟1 𝐵 = 𝑟2 𝐵 = 0,5 × 𝑟𝑒𝑞 (𝐵) (2.44) 𝑥1 𝐵 = 𝑥2 𝐵 = 0,5 × 𝑥𝑒𝑞 (𝐵) (2.45)

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71 Rendimento do Transformador (1)
 O rendimento de qualquer máquina é a relação entre a potência de
saída e a potência de entrada. Definindo:

𝑃𝑖 = potência de entrada.
𝑃𝑜 = potencia de saída.
𝑃𝑐 = perdas no ferro.
𝑃𝐶𝑢1 = perdas no cobre do primário.
𝑃𝐶𝑢2 = perdas no cobre do secundário.

 O rendimento pode ser escrito como:

𝑃𝑜 𝑃𝑜
𝜂= ou 𝜂= (2.46)
𝑃𝑖 𝑃𝑜 + 𝑃𝐶𝑢1 + 𝑃𝐶𝑢2 + 𝑃𝑐

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Rendimento do
Transformador (2)

 A curva do rendimento em
função da carga é mostrado
ao lado, com parâmetros
ilustrativos.
 Podemos perceber que o
rendimento é pequeno até um
certo nível de carga, tornando-
se máximo em um ponto ótimo
e decaindo um pouco a seguir.
Esse é um dos problemas dos
transformadores operando
com carga reduzida.
Figura (2.21)

72 Prof. Alvaro Augusto - UTFPR Máquinas Elétricas 1 Sumário


Sumário
73 Rendimento Máximo
 O rendimento máximo ocorrerá quando a derivada do rendimento em
relação à corrente for nula. Utilizando o Circuito L, podemos escrever:

𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠𝜑 − 𝑟𝑒𝑞 𝐼 2 − 𝑃𝑐
𝜂=
𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠𝜑

𝑑𝜂 𝐼 𝑉𝑐𝑜𝑠𝜑 − 2𝐼𝑟𝑒𝑞 − 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠𝜑 − 𝐼 2 𝑟𝑒𝑞 − 𝑃𝑐


= =0
𝑑𝐼 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠𝜑 2

𝑟𝑒𝑞 𝐼 2 = 𝑃𝑐 ou 𝑃𝐶𝑢 = 𝑃𝑐 (2.47)

 Assim, o rendimento é máximo para a carga na qual as perdas no ferro


igualam as perdas no cobre. Este fenômeno pode ser facilmente
observado no gráfico anterior.

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74 Regulação de Tensão
 A regulação de tensão é uma medida da variação da tensão do
secundário provocadas por variações na carga. Sendo V2(0) a tensão do
secundário a vazio e V2(L) a tensão do secundário sob carga, podemos
escrever:

𝑉2 0− 𝑉2 𝐿
𝑅=
𝑉2 0
อ (2.48)
𝑉1 =𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡

 A regulação percentual pode ser escrita como:

𝑉2 0− 𝑉2 𝐿
𝑅(%) = 100 ×
𝑉2 0
อ (2.49)
𝑉1 =𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡

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75 Exemplo 2.2 – Regulação Positiva (1)
 Vamos usar o Equivalente L para calcular inicialmente um circuito com
regulação positiva. Seja um transformador de 10 kVA, 2.400/240 V, r1=3,0 W;
r2=0,03 W; x1=15,0 W; x2=0,15 W. O fator de potência inicialmente é 0,8
indutivo.

2.400
𝑘= = 10
2400

 A impedância referida ao primário é:

𝑍ሶ 𝑒𝑞 1 = 𝑟1 + 𝑘 2 𝑟2 + 𝑗 𝑥1 + 𝑘 2 𝑥2 = 3,0 + 3,0 + 𝑗 15,0 + 15,0

𝑍ሶ 𝑒𝑞 1 = 6,0 + 𝑗30,0 = 30,59. exp(𝑗78,7) Ω

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76 Exemplo 2.2 – Regulação Positiva (2)
 Agora calculamos a corrente:
𝑆 10.000
𝐼2ሶ = . exp −𝑎𝑐𝑜𝑠 𝑓𝑝 = . exp −36,87 = 41,7. exp(−36,87)
𝑉2 240
 A tensão do secundário para V1=2.400 será:

𝐼2ሶ 41,7
ሶ ሶ ሶ
𝑘𝑉2 = 𝑉1 − 𝑍𝑒𝑞 1 = 2.400 − 30,59 × × exp 78,7 − 36,87
𝑘 10

𝑉ሶ2 = 230,67. exp −2,11

𝑉2 0− 𝑉2(𝐿) 240 − 230,67


𝑅= = = 0,0389 ∴ 𝑅 % = +3,89%
𝑉2 0 240

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77 Exemplo 2.3 – Regulação Negativa (1)
 Seja agora um caso de fator de potência 0,8 adiantado. A corrente será:

𝐼2ሶ = 41,7. exp(+36,87)

 A tensão do secundário para V1=2.400 será:

41,7
𝑘𝑉ሶ2 = 2.400 − 30,59 × × exp 78,7 + 36,87 = 230,69. exp( 115,57)
10

𝑉ሶ2 = 245,77. exp −2,68

𝑉2 0− 𝑉2(𝐿) 240 − 245,77


𝑅= = = −0,024 ∴ 𝑅 % = −2,4%
𝑉2 0 240

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Curvas de
Regulação
 A figura ao lado mostra as
curvas de regulação para
três fatores de potência,
com a potência do
transformador variando de
zero até o valor nominal.

Figura (2.22)

78 Prof. Alvaro Augusto - UTFPR Máquinas Elétricas 1 Sumário


Sumário
79
O Autotransformador
80 Autotransformadores
 Um autotransformador tem apenas um
enrolamento, conforme mostrado ao
lado. A formação do primário e do
secundário é feita por meio de um tap,
o que faz o autotransformador ser
acoplado eletricamente, além de
magneticamente.
 O tap pode ser fixo, deslizante ou
selecionável por meio de contatos,
permitindo a obtenção de diversos
níveis de tensão.
 Da mesma forma que corre com os
transformadores comuns, os
autotransformadores podem ser
abaixadores ou elevadores. Figura (2.23)

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81 Definição das Variáveis

𝑁𝑠 = número de espiras do enrola − 𝑉𝑠 = tensão nominal do enrola −


mento série. mento série (V).
𝑁𝑐 = número de espiras do enrola − 𝐼𝑠 = corrente do enrolamento
mento comum. série (A).
𝑁𝑇 = 𝑁𝑠 + 𝑁𝑐 = número total 𝑆𝐵 = 𝑉𝑠 𝐼𝑠 = potência nominal do
de espiras do autotrafo. transformador antes de ser
ℱ𝑇 = 𝑓𝑚𝑚 total Ae . conectado como autotrafo VA .
ℱ𝑠 = 𝑓𝑚𝑚 do enrolamento série Ae . 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = potência conduzida VA .
ℱ𝑐 = 𝑓𝑚𝑚 do enrolamento comum Ae . 𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = potência transformada VA .
𝐼𝑒𝑥 = corrente de excitação A . 𝑆𝑖𝑛 = potência de entrada VA .
𝑉𝑐 = tensão do enrolamento comum (V). 𝑆𝑜𝑢𝑡 = potência de saída VA .
𝐼𝑐 = corrente do enrolamento
comum (A).

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82 Autotransformador Elevador

Figura (2.24)

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83 Autotransformador Abaixador

Figura (2.25)

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84 Equacionamento do Autotransformador
𝐼𝑒𝑥 ≅ 0 (2.50) 𝑉1 𝐼2 1
= =𝑘 (2.56) 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑉2 𝐼2 1 − (2.63)
𝑉2 𝐼1 𝑘
𝐼2 = 𝐼𝑠 + 𝐼𝑐 (2.51)
𝑉𝑐 = 𝑉2 (2.57) 𝑁𝑠
𝐼1 = 𝐼𝑠 (2.52) 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑆𝑜𝑢𝑡 (2.64)
𝑁𝑠 + 𝑁𝑐
𝑆𝑖𝑛 = 𝑉1 𝐼1 (2.58)
𝑁𝑠 + 𝑁𝑐
𝑘= (2.53) 𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = 𝑆𝑜𝑢𝑡 − 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 (2.65)
𝑁𝑐 𝑆𝑜𝑢𝑡 = 𝑉2 𝐼2 (2.59)

𝑉𝑐 𝐼𝑠 𝑁𝑐 𝑆𝑖𝑛 ≅ 𝑆𝑜𝑢𝑡 (2.60) 𝑁𝑐


= = (2.54) 𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = 𝑆𝑜𝑢𝑡 (2.66)
𝑉𝑠 𝐼𝑐 𝑁𝑠 𝑁𝑠 + 𝑁𝑐
𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑉𝑐 𝐼𝑐 (2.61)
𝑉1 = 𝑉𝑐 + 𝑉𝑠 (2.55)
𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑉𝑐 𝐼2 − 𝐼𝑠 (2.62)

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85 Exemplo 2.4 – Autotrafo Elevador (1)

 Um transformador de 60 VA, 120/12 V, 5 A (no secundário) foi reconectado


como um autotransformador elevador. O enrolamento de 120 V é o
enrolamento comum e o enrolamento de 12 V é o enrolamento série.
Determine: (a) o fator de transformação k; (b) a tensão na saída para 105
V aplicados no primário; (c) a potência total transferida; (d) a potência
transformada; (e) a potência conduzida.
 Fator de transformação:
𝑉𝑐 120 120
𝑘= = = ∴ 𝑘 = 0,9091
𝑉𝑠 + 𝑉𝑐 120 + 12 132

 Tensão no secundário:
𝑉1 105
𝑉2 = = ∴ 𝑉2 = 115,5 𝑉
𝑘 0,909

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86 Exemplo 2.4 – Autotrafo Elevador (2)
 Potência nominal transferida:

𝑆𝑜𝑢𝑡 = 𝑉2 𝐼𝑛𝑜𝑚 = 115,5 × 5 ∴ 𝑆𝑜𝑢𝑡 = 577,5 𝑉𝐴

 Potência nominal transformada:

𝑆𝑛𝑜𝑚 60
𝐼2 = = = 0,50
𝑉𝑛𝑜𝑚 120

𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = 𝑉1 𝐼2 = 105 × 0,50 ∴ 𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = 52,5 𝑉𝐴

 Potência conduzida
∴ 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 525 𝑉𝐴
𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑆𝑜𝑢𝑡 − 𝑆𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠 = 577,5 − 52,5

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87 Conclusões
 Pelo preço de um transformador de 60 VA nominais obtemos um
transformador capaz de transformar 577,5 VA. A potência que não é
transferida magneticamente (52,5 VA) é transferida eletricamente (525
VA). Por causa disso o autotransformador é mais econômico do que o
transformador convencional.
 Outra característica aqui é que se deseja elevar a tensão de 105 V para
apenas 115,5 V. Nesse caso seria um desperdício adquirir um transformador
de 525 VA para realizar somente esta operação.
 Uma desvantagem do autotransformador é a ausência de isolamento
elétrico. Uma falha no isolamento dos enrolamentos pode resultar e tensão
plena aplicada à carga.
 No caso de redes trifásicas os autotransformadores têm a limitação de não
suprimir harmônicos de corrente.

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88
Sistema Por Unidade (PU)
89 Definição do Sistema Por Unidade

 Um valor em PU é o valor original de uma grandeza, tal como tensão,


corrente, impedância, etc., escrito em relação a um valor base da mesma
grandeza. Sendo Vreal o valor da grandeza original e Vbase o valor base, o
valor expresso em PU será:

𝑉𝑟𝑒𝑎𝑙
𝑉 𝑝𝑢 = (2.85)
𝑉𝑏𝑎𝑠𝑒

 Um valor expresso em PU é igual a um centésimo do mesmo valor, quando


expresso de forma percentual. Da mesma forma que percentuais, valores
em PU são adimensionais. Todavia, costumamos anexar a partícula “PU”
ao final dos valores, de modo a evitar confusão.

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90 Algumas Vantagens do Sistema PU
 Os fabricantes de equipamentos tais como geradores, motores e
transformadores costumam fornecer reatâncias e impedâncias já em PU
ou em percentual, expressas nas bases nominais dos equipamentos.
 Equipamentos semelhantes (mesma tensão, mesma potência, etc.) têm
impedâncias semelhantes quando expressas em PU. Isso facilita os cálculos
para substituição de equipamentos e para expansão e reformulação de
redes.
 A impedância de transformadores, quando expressa em PU, é
independente do lado (alta, média, baixa tensão) que tomamos como
referência.
 A impedância dos transformadores torna-se independente do tipo de
ligação (delta-estrela, delta-delta, estrela-estrela, etc.).
 Nas máquinas trifásicas, o uso do √3 é minimizado.

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91 Escolha das Bases (1)
 Em sistemas elétricos há três grandezas importantes: tensão elétrica,
potência aparente, corrente elétrica e impedância. Escolhendo-se as
bases para duas dessas grandezas, as bases para as outras seguem-se
diretamente.
 Por exemplo, sendo Vb e Sb as bases de tensão e potência, respecti-
vamente, a impedância base é:

𝑉𝑏 2
𝑍𝑏 = (2.86)
𝑆𝑏

 A corrente base para sistemas monofásicos é:

𝑆𝑏
𝐼𝑏 = (2.87)
𝑉𝑏
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92 Escolha das Bases (2)
 Para sistemas trifásicos a corrente base será:

𝑆𝑏
𝐼𝑏 = (2.88)
3𝑉𝑏

 A impedância base também pode ser escrita da seguinte forma:

𝑉𝑏
𝑍𝑏 = (2.89)
𝐼𝑏

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93 Exemplo 2.5 (1)
 (CHAPMAN, Exemplo 2.3) Considere o sistema de potência abaixo.

Figura (2.26)

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94 Exemplo 2.5 (2)
 Os dados do sistema são os seguintes:

𝑉𝐺 = 480 𝑉 Transformador 1: 𝑘1 = 1/10 Transformador 2: 𝑘2 = 1/10

𝑍𝐿𝑇 = 20 + 𝑗60 Ω 𝑍𝐿 = 10. exp(𝑗30) Ω

 Vamos escolher as seguintes bases na região do gerador:

𝑉𝑏1 = 480 𝑉 𝑆𝑏 = 10 𝑘𝑉𝐴

 As bases de corrente e impedância são calculadas a partir das bases de


tensão e potencia:

𝑆𝑏 10.000 𝑉𝑏1 480


𝐼𝑏1 = = = 20,83 𝐴 𝑍𝑏1 = = = 23,04 Ω
𝑉𝑏1 480 𝐼𝑏1 20,83

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95 Exemplo 2.5 (3)
 As tensão base se transformam da mesma forma que as tensões reais:

𝑉𝑏1 480
𝑉𝑏2 = = = 4.800 𝑉
𝑘1 1/10
 Enquanto a potência base permanece a mesma em todo o sistema.

𝑆𝑏2 = 𝑆𝑏1 = 10.000 𝑉𝐴

 As demais bases na região 2 serão:

𝑆𝑏 10.000 𝑉𝑏2 480


𝐼𝑏2 = = = 2,083 𝐴 𝑍𝑏2 = = = 2.304 Ω
𝑉𝑏2 4.800 𝐼𝑏2 2,083

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96 Exemplo 2.5 (4)
 Na região 3 teremos

𝑉𝑏2 4.800
𝑉𝑏3 = = = 240 𝑉
𝑘2 20/1

𝑆𝑏3 = 10.000 𝑉𝐴

 As demais bases na região 3 serão:

𝑆𝑏 10.000
𝐼𝑏3 = = = 41,67 𝐴
𝑉𝑏3 240

𝑉𝑏3 240
𝑍𝑏3 = = = 5,76 Ω
𝐼𝑏3 41,67

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97 Exemplo 2.5 (5)
 Agora convertemos os valores para pu:

𝑝𝑢 𝑉𝐺 1,0
𝑉𝐺 = = = 1,0 𝑝𝑢
𝑉𝑏1 1,0

𝑝𝑢 𝑍𝐿𝑇 20 + 𝑗60
𝑍𝐿𝑇 = = = 0,00866 + 𝑗0,026 𝑝𝑢
𝑍𝑏2 2.304

𝑝𝑢 𝑍𝐿 10. exp(𝑗30)
𝑍𝐿 = = = 1,736. exp(𝑗30)𝑝𝑢
𝑍𝑏3 5,76
𝑝𝑢 𝑝𝑢 𝑝𝑢
𝑍𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑍𝐿𝑇 + 𝑍𝐿𝑇 = 1,5117 + 0,894 𝑝𝑢 = 1,756. exp 𝑗30,6 𝑝𝑢

𝑝𝑢 𝑝𝑢 𝑝𝑢 𝑉 𝑝𝑢 1,0
𝐼𝐺 = 𝐼𝐿𝑇 = 𝐼𝐿 = 𝑝𝑢 = = 0,569. exp(−𝑗30,6)
𝑍𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 1,756. exp(𝑗30,6)

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98 Exemplo 2.5 (6)
 A figura abaixo mostra o circuito final convertido para PU.

Figura (2.27)

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Diagramas Unifilares
 Diagramas unifilares são
interessantes por se aplicarem
tanto a sistemas monofásicos
quanto a sistemas trifásicos
equilibrados.
 O diagrama da Figura (2.25),
por exemplo, pode ser dese-
nhado como ao lado. Os
barramentos 2 e 3 delimitam
as regiões operacionais.
 Em um sistema de potência,
além de outros barramentos,
cada enrolamento de um
transformador define um Figura (2.28)
barramento.

99 Prof. Alvaro Augusto - UTFPR Máquinas Elétricas 1 Sumário


Sumário
100
O Transformador de Alta Frequência
101 Transformadores de Alta Frequência

 Quando os transformadores devem operar em frequências superiores a


60 Hz, seja em AF ou RF, algumas características especiais aparecem.
 Uma dessas característica é a elevada permeabilidade que o núcleo
deve ter em frequências elevadas, o que torna impossível o uso de
chapas de aço silício.
 Outra característica é a operação em várias frequências, e não
apenas em uma frequência fixa. Dizemos então que o transformador
deve ter banda larga.

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102 Resposta em Frequência
 A resposta em frequência de
um transformador de alta
frequência pode ser medida
por meio das perdas por
inserção em relação, como
mostrado ao lado.
 As perdas por inserção
correspondem à fração de
potência perdida quando o
transformador é inserido em
um sistema de transmissão,
comparadas a um trans-
formador ideal.
Figura (2.29)

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103 Circuito Equivalente
para Altas Frequências
 As limitações de resposta em frequência do transformador de alta frequência
são modeladas por meio da reatância capacitiva entre dois enrolamentos, (-jxc2)
e das reatâncias capacitivas dos enrolamentos em si (-jxc1 e –jxc3).

Figura (2.30)

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100
Exercícios
105  Exercício 2.1 (MCPHERSON; LARAMORE, 1990, 3.1). Um transformador
monofásico tem 50 espiras em seu enrolamento primário, cuja indutância de
dispersão é 0,8 mH. Em dado instante o fluxo entre o enrolamento primário e o
secundário é 10 mWb e a corrente no primário é 20 A. Pede-se o fluxo
concatenado total no primário neste instante.
 Exercício 2.2 (MCPHERSON; LARAMORE, 1990, 3.10). Um transformador
monofásico de 7.200 V/240 V, 15 kVA tem Zeq=0,06 + j0,50 W, rc=800 W e xm=160
W, todas referidas ao secundário. (a) Quando o transformador está
entregando corrente nominal a um fator de potência 0,8 indutivo sob 240 V,
pede-se a tensão terminal e a corrente no primário; (b) que erro seria
cometido se o transformador fosse ideal?
 Exercício 2.3 (MCPHERSON; LARAMORE, 1990, 3.11). Um transformador
monofásico de 5 kVA, 440/220 V é testado em vazio e em curto-circuito. Os
resultados do ensaio em vazio são 220 V; 1,10 A e 48,4 W e os resultados do
ensaio em curto são 22,8 V; 11,4 A e 52 W. Pede-se: (a) o rendimento do
transformador a plena carga e fator de potência 0,85 indutivo; (b) a que
carga o transformador atinge rendimento máximo?

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106  Exercício 2.4 (MCPHERSON; LARAMORE, 1990, 3.18). Um transformador
monofásico, 10 kVA, 7.260/240 V tem impedância equivalente de 100 + j400 W
referida ao primário. Pede-se: (a) a impedância referida ao secundário; (b) sob
potência nominal, fator de potência unitário e tensão terminal igual a 220 V,
qual a tensão no lado de baixa?
 Exercício 2.5 (MCPHERSON; LARAMORE, 1990, 3.19). Um transformador
monofásico de 2.400/120 V, tem impedância equivalente de 0,01 + j0,09 W,
referida ao lado de baixa. As perdas no ferro são 100 W. Quando tensão
nominal é aplicada ao primário a tensão de excitação é 0,2 A. Pede-se a
regulação e o rendimento a plena carga para: (a) fator de potência 0,8
indutivo; (b) fator de potência 0,8 capacitivo.
 Exercício 2.6 (FITZGERALD; KINGSLEY; UMANS, 2006, 2.11). As resistências e
reatâncias de dispersão de um transformador de distribuição de 30 kVA, 60 Hz,
2.400/240 V, são: r1=0,68 W; x1=7,8 W; r2=0,0068 W ; x2=0,078 W. Cada quantidade
está referida ao seu próprio lado. Considerando que o transformador esteja
entregando potência nominal a uma carga com 230 V no lado de baixa,
encontre a tensão no lado de alta que a carga seja: (a) indutiva com fator de
potência 0,8; (b) capacitiva com fator de potência 0,8.
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107  Exercício 2.7 (FITZGERALD; KINGSLEY; UMANS, 2006, 2.18). Um transformador de
distribuição de 75 kVA, 240/7970 V, 60 Hz, tem os seguintes parâmetros referidos
ao lado de alta tensão: r1=5,93 W; x1=43,2 W; r2=3,39 W; x2=40,6 W; rc=244 kW;
xm=114 kW. Suponha que o transformador esteja fornecendo sua potência
aparente nominal em seu lado de baixa. Escreva um script em Matlab para
determinar o rendimento do transformador para qualquer fator de potência,
indutivo ou capacitivo.
 Exercício 2.8 (CHAPMAN, 2012, 2.3). Considere um sistema de potência simples
consistindo de uma fonte ideal de tensão, um transformador elevador ideal,
uma linha de transmissão, um transformador abaixador ideal e uma carga. A
tensão da fonte é VS=480 V, a impedância da linha é ZLT=3 + j4 W e a impe-
dância da carga é ZL=30 + j40 W. (a) Considerando que os transformadores
não estão presentes no circuito, qual a tensão da carga e o rendimento do
sistema?; (b) considerando que o transformador 1 é elevador de 1 para 5 e
que o transformador 2 é abaixador de 5 para 1, qual a tensão da carga e o
rendimento do sistema?; (c) qual a relação de espiras necessária para reduzir
as perdas na linha de transmissão a 1% da potência total do gerador?

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108  Exercício 2.9 (CHAPMAN, 2012, 2.15). Um autotransformador é utilizado para
conectar uma linha de transmissão de 12,6 kV a uma outra linha de 13,8 kV. Ele
deve ser capaz de operar com 2.000 kVA. Há três fases, ligadas em YY, com
seus neutros solidamente aterrados. (a) qual deve ser a relação Nc/Ns para
obter essa conexão?; (b) qual a potência aparente de cada enrolamento?;
(c) qual é a vantagem de potência desse sistema como autotransformador?;
(d) se um dos transformadores fosse religado como transformador comum,
quais seriam suas especificações nominais?
 Exercício 2.10 (CHAPMAN, 2012, 2.16). Prove a seguinte afirmação: se um
transformador, com uma impedância em série Zeq, for ligado como auto-
transformador, sua impedância em série, como autotransformador, será:

′ =
𝑁𝑆
𝑍𝑒𝑞 𝑍
𝑁𝑆 + 𝑁𝐶 𝑒𝑞

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 Exercício 2.11 (DEL TORO, 1999, 2.15). Um transformador de 200/100 V tem uma
109 impedância de 0,3 + j0,8 W no enrolamento de 200 V e uma impedância de
0,1 + j0,25 W no enrolamento de 100 V. Quais as correntes nos lados de alta e
de baixa se o curto-circuito ocorrer do lado de 100 V com 200 V aplicados no
lado de alta?
 Exercício 2.12 (DEL TORO, 1999, 2.21). Um transformador de 10 kVA, 460/150 V,
tem resistência do enrolamento do lado de alta igual a 0,4 W e resistência do
enrolamento do lado de baixa igual a 0,02 W. A reatância de dispersão
equivalente do lado de alta é 3,2 W. Esse transformador alimenta uma carga
passiva com corrente atrasada de 21,7 A em 460 V e 8 kW. Determine as
componentes resistiva e reativa da impedância de carga. Despreze a
impedância de magnetização.
 Exercício 2.13 (DEL TORO, 1999, 2.23). Um transformador de 30 kVA, 240/120 V,
tem os seguintes parâmetros: r1=0,14 W; x1=0,22 W; r2=0,035 W; x2=0,055 W.
Deseja-se uma fem induzida no primário igual, em módulo, à tensão nos
terminais do primário quando o transformador fornece corrente de plena
carga. Como deve ser o transformador carregado para que se obtenha esse
carregamento?

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110  Exercício 2.14 (DEL TORO, 1999, 2.36). Um autotransformador monofásico tem
Ns=100 espiras e Nc=600 espiras. Um ensaio de curto-circuito é realizado curto-
circuitando-se o enrolamento AB e aplicando-se uma tensão reduzida no
enrolamento BC. A impedância equivalente vista do enrolamento BC é 1,5 +
j4,5. (a) Calcule a impedância equivalente vista do lado AC para a condição
onde o enrolamento BC está em curto; (b) calcule a resistência equivalente
vista de BC quando AC é curto-circuitado e uma tensão aplicada a BC.
 Exercício 2.15 (DEL TORO, 1999, 2.37). Um autotransformador monofásico de 40
kVA, alimenta uma impedância de 4,0.exp(-j36,9°) W, sob 200 V, a partir de
uma alimentação de 125 V. Todas as perdas de potência e reatâncias de
dispersão são desprezíveis. Calcule os módulos das correntes nas partes
comuns e não comuns do transformador, considerando corrente de
magnetização igual a 0,075 PU.
 Exercício 2.16 (DEL TORO, 1999, 2.40). Um transformador com potência nominal
de 40 kVA tem perdas ôhmicas totais de 250 W quando opera com 50% da
corrente nominal. Determine o valor PU da resistência equivalente.

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 Exercício 2.17 (DEL TORO, 1999, 2.43). Um transformador com valores nominais
111 de 2,5 MVA, 10.000/2.000 V, 60 z, é projetado para rendimento máximo com
80% da carga nominal. O valor por unidade da impedância equivalente deste
transformador é 0,02 + j0,06. Para uma carga resistiva e operação com
rendimento máximo, calcule as perdas e a mudança na tensão de uma de
carga de 80% (na tensão nominal) até a operação a vazio.
 Exercício 2.18 (BIM, 2009, 2.7). Um transformador monofásico de 200 kVA,
20/2,4 kV, 60 Hz, é conectado para transformar 2,4 kV para 22,4 kV. Pede-se:
(a) a máxima potência que pode ser transferida à carga sem exceder os
valores nominais de tensão e corrente de seus enrolamentos; (b) as potências
transferidas por indução e por condução.
 Exercício 2.19 (SEN, 1997, 2.10). Um transformador monofásico, 300 kVA,
11kV/2,2 kV, 60 Hz, tem os seguintes parâmetros de circuito equivalente
referidos ao lado de alta tensão: req=2,784 W; xeq=8,45 W; rc=57,6 k W; xm=16,34 k
W. (a) Pede-se: (i) a corrente a vazio como um percentual da corrente a plena
carga; (ii) as perdas a vazio (i.e., perdas no ferro); (iii) o fator de potência a
vazio; (iv) as perdas no cobre a vazio. (b) Se a impedância da carga do lado
de baixa for 16.exp(-j60°), calcule a regulação usando o circuito aproximado.

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 Exercício 2.20 (SEN, 1997, 2.13 e 2.14). Um transformador monofásico, 25 kVA,
112 2.300/230 V, tem os seguintes parâmetros: Zeq=4,0 + j5,0 W; rc=450 W; xm=300 W.
O transformador é conectado a uma carga de fator de potência variável. (a)
Determine a regulação para plena carga no pior caso; (b) determine o
rendimento quando o transformador entrega plena carga sob tensão nominal
e fator de potência 0,85 atrasado; (c) determine o carregamento percentual
do transformador quando seu rendimento é máximo e determine este
rendimento se o fator de potência é 0,85 atrasado sob tensão 230 V na carga.
 Exercício 2.21 (SEN, 1997, 2.15). Um transformador monofásico, 10 kVA,
2.400/240 V, tem as seguintes características: perdas no ferro a plena
carga=100 W; perdas no ferro a meia carga=60 W. (a) Determine o rendimento
do transformador quando alimenta plena carga sob fator de potência 0,8
atrasado; (b) determine o carregamento em PU no qual o rendimento é
máximo. Determine esse rendimento se o fator de potência da carga for 0,9;
(c) o transformador tem a seguinte curva de carga: vazio por 6 horas; 70% da
carga por 10 horas sob fator de potência 0,8 indutivo; 90% da plena carga por
8 horas sob fator de potência 0,9 indutivo. Determine o rendimento diário do
transformador.

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 Exercício 2.22 (SEN, 1997, 2.17). Um transformador monofásico, 10 kVA, 460/120
113 V, 60 Hz, tem rendimento de 96% quando entrega 9 kW sob fator de potência
0,9 indutivo. Este transformador é conectado como autotransformador para
alimentar uma carga de 460 V a partir de uma fonte de 580 V. Pede-se: (a)
desenhe a ligação do transformador como autotransformador; (b) determine
a máxima potência (em kVA) que o autotransformador pode suprir à carga de
460 V; (c) determine o rendimento do autotransformador a plena carga para
fator de potência 0,9 indutivo.
 Exercício 2.23 (CHAPMAN, 2012, 2.9). Um transformador monofásico de 150
MVA, 15/200 kV tem resistência de 0,012 pu e reatância de j0,05 pu. A
impedância de magnetização é j50 pu. Pede-se: (a) encontre o circuito
equivalente, referido ao lado de baixa tensão, deste transformador; (b)
calcule a regulação de tensão do transformador, para uma corrente de plena
carga com fator de potência 0,8 atrasado; (c) calcule as perdas no núcleo e
no cobre nas condições do item (b); (d) considere que a tensão no primário é
15 kV. Plote a tensão no secundário como uma função da corrente de carga
para a condição desde a vazio até a plenas carga. Repita esse processo para
fatores de potência 0,8 atrasado, unitário e 0,8 adiantado.

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114
The End!

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115 Referências do Capítulo 2
 BIN, E. Máquinas elétricas e acionamento, 2009.
 CHAPMAN, S.J. Fundamentos de máquinas elétricas, 5ed. 2013.
 FITZGERALD, A.E. et al. Máquinas elétricas – com introdução a eletrônica
de potência, 2006.
 JORDÃO, Rubens Guedes. Transformadores, 2008.
 MCPHERSON, G.; LARAMORE, R.D. An introduction to electrical machines
and transformers, 1990.
 SEN, Paresh C. Principles of electric machines and power electronics. 1997.
 SMITH, Ralph J. Circuitos dispositivos e sistemas – um curso de introdução à
engenharia elétrica, v.1, 1975.
 WOLSKI, B. Eletromagnetismo para estudantes de engenharia, 2013.

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