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N-2269 DEZ / 89

VERIFICAÇÃO, CALIBRAÇÃO E
TESTE DE VÁLVULA DE
SEGURANÇA E/OU ALÍVIO
Procedimento

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser
CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
Recomendada].
SC – 10
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Instrumentação e Automação
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão
Industrial
Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS
N-2269
Dez 89

VERIFICAÇÃO, CALIBRAÇÃO E TESTE DE VÁLVULA DE


SEGURANÇA E/OU ALÍVIO
(Procedimento)

1 OBJETIVO

Esta Norma fixa as condições exigíveis para a execução dos


serviços de Verificação, Calibração e Testes de Válvulas de
Segurança e/ou Alívio, usadas nas unidades da PETROBRAS.

2 DEFINIÇÕES

2.1 Válvula de Segurança

Dispositivo automático de alívio de pressão, atuado pela


pressão estática à montante da válvula e caracterizado por uma
abertura rápida e total (pop).
Utilizada em serviços com vapores e gases.

2.2 Válvula de Alívio

Dispositivo automático de alívio de pressão atuado pela


pressão estática que à montante da válvula abre gradativamente em
proporção ao aumento da pressão de ajuste.
Utilizada principalmente em serviços com líquidos.

2.3 Válvula de Segurança e/ou Alívio

Dispositivo automático de pressão utilizável tanto como


válvula de segurança ou alívio dependendo da sua aplicação.

________________________
Propriedade da PETROBRAS Palavras-chaves: Testes -
Calibração -
Válvula -
Segurança e/ou
Alívio.

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2.4 Contrapressão

É a pressão existente à jusante da válvula, devido à pressão


no sistema de descarga, podendo ser:

(a) Constante

Quando não há variação aceitável da pressão no lado de


descarga em quaisquer condições de operação, com a válvula
aberta ou fechada.

(b) Variável

Quando existe uma variação provocada por vazão do produto


após a abertura da válvula (contrapressão desenvolvida).
Quando existe uma variação provocada por pressão estática
na linha de descarga da válvula antes da sua abertura como
resultado de outras fontes de pressão no mesmo sistema
(superimposta).

2.5 Pressão de Ajuste

(a) Serviços com líquidos:

É a pressão de entrada em que a válvula de alívio ou


segurança inicia a sua abertura e conseqüente descarga sob
as condições de serviço;

(b) Serviço com gases e vapores:

É a pressão de entrada em que a válvula abre com estampido


característico (pop) sob as condições de serviço.

2.6 Pressão de Operação

É a pressão a que está sujeito o vaso em condições normais de


operação.

2.7 Diferencial de Alívio (blowdown)

É a diferença entre a pressão de ajuste e a pressão de


fechamento da válvula expressa normalmente em porcentagem da
pressão de ajuste.

2.8 Sobrepressão

É o acréscimo de pressão, expressa em porcentagem, acima da


pressão de ajuste do dispositivo primário de alívio e coincide com
a acumulação, quando o dispositivo de alívio é ajustado para abrir
na pressão máxima de trabalho permissível do vaso.

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2.9 Acumulação

É o incremento de pressão acima da pressão de trabalho máxima


permissível do vaso durante a descarga através da válvula de alívio
de pressão, expressa normalmente em porcentagem da pressão de
ajuste.

2.10 Pressão de Trabalho Máxima Permissível

É a máxima pressão de trabalho admissível num vaso a uma


determinada temperatura, ou seja, o vaso não pode operar acima
desta pressão ou equivalente em qualquer temperatura do metal,
diferente do utilizado no seu projeto.
Consequentemente, para aquela temperatura do metal, esta é a
máxima pressão em que o dispositivo de alívio de pressão pode ser
ajustado para abrir.

2.11 Pressão de Alívio

É a soma das pressões de ajuste e a sobre pressão.

2.12 Pressão de Fechamento

É a pressão estática em que a válvula volta a fechar e não há


fluxo ou elevação mensurável.

2.13 Teste de Estanqueidade

É verificar os limites permissíveis de vazamentos após o


fechamento das PSV.

2.14 Chiado (simmer)

É o escape audível ou visível do fluido entre a sede e o


disco de vedação, que ocorre abaixo da pressão de disparo e de
capacidade não mensurável.

3 DOCUMENTOS A CONSULTAR NA CALIBRAÇÃO

3.1 Folha de Dados e desenhos certificados.

3.2 Manual do Fabricante.

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4 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA CALIBRAÇÃO

Bancada de Calibração específica para os serviços a serem


executados, com no mínimo os seguintes recursos e facilidades:

(a) Manômetros padrão com ponteiros de arraste, rastreáveis a


padrões da Rede Nacional de Calibração;
(b) Sistema de acoplamento rápido para a instalação das válvulas
a serem calibradas, e versatilidade para diversas bitolas de
válvulas;
(c) Sistema de controle e de pressurização adequado;
(d) Permitir que as válvulas sejam calibradas na posição de
operação;
(e) Vaso de capacitância construído para suportar as pressões de
teste e com volume adequado para calibração correta;
(f) Versatilidade para utilização de diversos fluidos de
teste/calibração (ar, água, nitrogênio), isentos de óleo e
partículas em suspensão.

5 PROCEDIMENTO DE CALIBRAÇÃO/VERIFICAÇÃO

5.1 Inspeção de Recebimento (válvulas novas)

5.1.1 Verificar visualmente a válvula, para se certificar da


inexistência de depósitos nas conexões, depósitos ou obstruções
internas e danos físicos, que caracterizam uma possível queda ou
golpe recebido e que possam eventualmente vir a causar problemas na
desempenho da válvula.

5.1.2 Verificar se a válvula está lacrada ou se o(s) lacre(s)


apresenta(m)-se danificado(s).

5.1.3 Verificar se as condições de operação e o número de


identificação estão estampados no bocal de descarga da válvula, bem
como, checar as demais características comparando-as com os
documentos relacionados anteriormente no item 3.

5.1.4 Efetuar rigorosa limpeza na válvula, em todas as partes,


principalmente no bocal de entrada, mas não desregular e nem abrir
o corpo.

5.1.5 O teste de recepção deve ser acompanhado registrando-se a


pressão de abertura e estanqueidade. Para válvulas de alívio,
anotar a pressão de fechamento.

5.2 Inspeção de Recebimento (válvulas em operação)

5.2.1 Seguir os procedimentos dos itens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3 e


5.1.5, se a válvula não apresentar sinais de vazamento ou danos
físicos e estiver limpa internamente, e se após três aberturas
consecutivas mantiver a repetibilidade da pressão de abertura, pode
ser dispensada a sua desmontagem, a critério do órgão da inspeção.
Para tal, deve-se verificar pelos registros o histórico da válvula.

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Após o teste de vedação a válvula pode ser enviada para


instalação.
5.2.2 No caso da válvula se apresentar muito suja, dispensar o
teste de recepção, devendo a válvula ser desmontada e verificados
seus internos com relação às dimensões e ocorrências de desgaste ou
corrosão.

5.3 Verificação da Pressão de Ajuste

Considerar para a verificação, a contrapressão e a temperatura


de operação conforme a tabela do fabricante.

5.3.1 Válvulas de alívio (sem pop)


5.3.1.1 Ajustar o anel de fechamento inferior (bocal) para a
posição inferior máxima.
Ajustar o anel de fechamento superior (guia) para a
posição superior.
5.3.1.2 Aplicar a pressão na entrada da válvula, gradativamente,
até que ocorra a abertura da mesma (afastamento do disco em relação
ao bocal).
5.3.1.3 Ler no manômetro o valor da pressão em que ocorreu o
evento acima e compará-lo com o valor da pressão de abertura
calculada conforme item 5.3, levando-se em consideração as
tolerâncias conforme item 5.3.3. Devem ser conseguidas duas (2)
aberturas consecutivas.
5.3.1.4 Caso o valor da pressão lida no manômetro quando da
abertura da válvula, seja diferente do valor da pressão de
abertura, deve-se ajustar a válvula para mais ou menos, regulando-
se o ajuste da mola. Para realizar este serviço deve-se
despressurizar a válvula, mover a coroa de regulagem da mola com
cuidado de segurar o disco, evitando sua rotação e dano. Repetir os
itens 5.3.1.2, 5.3.1.3 e 5.3.1.4, até que se obtenha o valor
desejado. Se após (5) aberturas não se tenha conseguido valores de
pressão, dentro das tolerâncias de ajuste, a válvula deve ser
desmontada.

5.3.2 Válvulas de segurança (teste do pop)


5.3.2.1 Elevar o anel de fechamento inferior até a posição máxima
e recue de 1 a 2 dentes. Para as válvulas que possuem o anel
superior este deve ser quase tangente ao disco de vedação.

5.3.2.2 Repetir o item 5.3.1.2 e 5.3.1.3.

5.3.2.3 Caso o valor da pressão lida no manômetro quando da


ocorrência do item 5.3.1.2 seja diferente do valor da pressão de
abertura (5.3), reduzir a pressão a pelo menos 30% da pressão de
abertura e efetuar o ajuste da pressão de ajuste movendo a coroa de
regulagem da mola. A válvula é considerada regulada somente depois
que dois “pops” consecutivos apresentem o mesmo resultado com os
valores de tolerância de calibração dentro dos limites de
tolerância estabelecidos no item 5.3.3.

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5.3.2.4 Caso os valores encontrados estejam dentro dos limites de


tolerância determinados no item 5.3.3, fazer o teste de
estanqueidade.

5.3.2.5 Caso os valores encontrados na verificação não atendam as


condições dos limites de tolerância, após cinco “pops”
consecutivos, desmontar a válvula e fazer manutenção ou devolver a
válvula para o fabricante quando for o caso.

5.3.2.6 Anotar todas as irregularidades observadas durante o


teste.

5.3.3 Tolerância

5.3.3.1 As válvulas de alívio/segurança, devem ser calibradas e


testadas. A tolerância na pressão de abertura deve ser conforme a
tabela abaixo:

Pressão de Ajuste Tolerância


0 a 70 psig ± 2 psig
Mais que 70 psig ± 3%
Nota: 1 psig = 6,894757 kPa.

5.3.3.2 As válvulas de segurança devem ser calibradas e testadas.


A tolerância da pressão de abertura deve ser conforme tabela
abaixo:

Pressão de Ajuste Tolerância


0 a 70 psig ± 2 psig
70 a 300 psig ± 3%
300 a 1000 psig ± 10 psig
acima de 1000 psig 1%
Nota: 1 psig = 6,894757 kPa.

5.4 Ajuste do Diferencial de Alívio

5.4.1 Para as válvulas convencional e balanceada, e que possuem


anel de fechamento, o valor do diferencial de alívio deve ser de
5%, a menos que exista uma indicação diferenciada do fabricante com
garantia de capacidade.

Nota: Normalmente os fabricantes adotam um diferencial de alívio de


5% a 7% da pressão de abertura (compensados os efeitos da
contrapressão e temperatura).

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5.4.2 Nas válvulas do tipo piloto-operada, o valor do diferencial


de alívio deve ser ajustado de 2 a 5% da pressão de abertura.

5.4.3 O anel deve ser “levantado” a uma posição equivalente à


metade do número de dentes do ajuste final.
A válvula deve ser pressurizada até a pressão de abertura.
Se o disparo não for nítido o anel deve ser reajustado para
uma posição mais elevada, porém nunca menos que dois dentes abaixo
da posição máxima superior.
Nunca elevar o anel com a válvula próxima da pressão de
abertura.

5.4.4 Após a regulagem da pressão de ajuste deve-se regular o


diferencial de alívio movendo-se o anel de diferencial de alívio de
acordo com as recomendações do fabricante da válvula.

5.4.5 A regulagem do anel deve ser feita com a pressão pelo menos
30% menor que a pressão de abertura.

6 TESTES

6.1 Teste de Estanqueidade


1 - tubing de 5/16” (7,9mm)
de diâmetro externo com
parede de 0,035”
(0,89 mm). A extremidade
do tubing deve ter corte
reto e liso.

2 - 1/2” (12,7 mm) abaixo da


superfície da água.

3 - tampa.

Figura 1 - Aparelho de Teste para


Válvulas de Castelo Fechado Assento
Metal-Metal e Pressões de Ajuste
até 6000 psig (41 MPa).

Nota: 1 - A chapa da tampa deve ser montada com um dispositivo


adequado para aliviar a pressão no corpo em caso de pop
acidental.

2 - A chapa deve ser fixada através de um vedante (graxa).

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3 - Todas as regiões secundárias (castelo, furos de dreno,


vent’s) devem ser fechados para evitar erros no teste.
Para se detectar vazamento por estas áreas deve-se
aplicar teste do tipo “água com sabão” quando da execução
do teste de estanqueidade.

6.2 Procedimento de Teste

6.2.1 Com a válvula montada verticalmente, conforme Figura 1 do


item 6.1 o grau de vazamento em bolhas por minuto, deve ser
determinado da seguinte forma:

- Promover a abertura plena (pop);


- Após a abertura, abaixar a pressão na entrada a 90% da
pressão de ajuste;
- Iniciar a contagem das bolhas.

6.2.2 Para válvulas com pressão de ajuste de 50 psig (345 kPa) ou


menor, manter a pressão total 5 psig (35 kPa) abaixo da pressão de
ajuste imediatamente após a abertura total (pop).

6.2.3 Aplicar o teste durante:

- 1 minuto no mínimo para válvulas até 2” (50,8 mm);


- 2 minutos para válvulas de 2 1/2” a 4” (152,4 a 203,2 mm).

O fluido de teste deve ser ar ou nitrogênio na temperatura


ambiente.

6.2.4 O grau de vazamento permitido, medido em bolhas por minuto,


não deve exceder ao indicado na Tabela abaixo, para pressões de
ajuste até 1000 psig (6,9 MPa).

Tipo de Válvula Orifício-Padrão Máximo Vazamento


(bolhas por minuto)
Convencional F e menores 40
G e maiores 20
Balanceada F e menores 50
G e maiores 30

6.2.5 Para pressões de ajuste acima de 1000 psig (6,9 MPa), o grau
de vazamento permitido, em bolhas por minuto, não deve exceder ao
indicado no gráfico do Anexo I.

6.2.6 Um método simplificado pode ser adotado para o ensaio com


válvulas com uma semelhança construtiva da Figura 2.
Consiste em representar com um flange cego a metade inferior da
saída da válvula e encher o seu cubo com água até o nível
pouco acima da área de assentamento. As válvulas com outras
disposições construtivas podem vazar sem que seja detectado o

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vazamento, sendo portanto este método restrito às válvulas do tipo


de castelo aberto, e de castelo fechado com alavanca de abertura e
elevação. O ar a 90% da pressão de ajuste é mantido durante o
ensaio.

Fig. 2 - Método Simplificado

6.2.7 Retífica/lapidação

Caso os valores de vazamento encontrados no teste de


estanqueidade, excedam aos permitidos retificar e lapidar as partes
de assentamento.
Reiniciar todas as etapas de testes e calibração até se
obter o ponto desejado pelas condições de projeto.

6.3 Teste do Fole (válvulas balanceadas)

6.3.1 Teste pneumático

6.3.1.1 Com a válvula montada sobre o flange de teste da Bancada,


pressurizar o fole com ar entre 0,25 kgf/cm2 a 0,5 kgf/cm2, através
do orifício existente no castelo.

Nota: 1 kgf/cm2 = 98,06650 kPa.

6.3.1.2 O bocal de entrada, furos de drenos e parafusos dos anéis,


devem estar perfeitamente estanques.

6.3.1.3 Verificar com espuma de sabão as juntas do castelo,


capacete e conexões roscadas, se existe formação de bolhas.

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6.3.2 Teste hidrostático

Com a válvula desmontada, encher o fole com querosene.

- Pressão de teste: coluna de líquido;


- Tempo de duração do teste: 20 a 30 minutos.

6.4 Teste Hidrostático do Corpo

6.4.1 Testar o corpo da PSV na pressão indicada, pelo fabricante


por um tempo mínimo de 30 minutos.

6.4.2 As bancadas para o ensaio hidrostático devem atender as


condições de exigência estabelecidas na NB-230 “Inspeção de
Válvulas de Aço Fundido e Forjado para a Indústria do Petróleo e
Petroquímica”.

6.4.3 Sendo encontrado no corpo qualquer vazamento durante o


ensaio hidrostático, ele deve ser reparado conforme recomendado na
NB-230.

6.5 Verificação da Mola

Caso a válvula de segurança/alívio esteja apresentando grande


discrepância nos valores da pressão de abertura, ou a mola esteja
apresentando aspectos de corrosão ou desalinhamento, deve ser
efetuado o teste de mola.

6.5.1 A mola deve ser levada a uma bancada plana (mesa de


desempeno), onde deve ser “medido” o seu comprimento e registrado.
Todas as espiras devem estar em contato com a mesa. Não se permite
deformação (barriga) das espiras formando ângulo maior que 2 graus.

6.5.2 Teste de carga sólida

6.5.2.1 Utilizando-se uma prensa, a mola deve então, ser


comprimida até encostar espira com espira, sem aperto posterior,
por três vezes seguidas, à temperatura ambiente.
Aguardar 20 minutos com a mola em descanso. Medir
novamente o comprimento da mola distendida.
A diferença entre o comprimento com a mola, após as três
compressões e o comprimento da mola em estado normal não deve
ultrapassar 0,5% do valor do comprimento original (normal).

6.5.3 Teste de Perpendicularismo

Coloque a mola na posição vertical e verifique o seu


perpendicularismo, tolerância máxima 2(dois) graus.

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7 CERTIFICAÇÃO

Após serem cumpridas todas as etapas anteriores deste


procedimento a válvula é considerada calibrada e testada.
Lacrar todos os ajustes e emitir Certificado de Aferição e
preencher ficha para acompanhamento dos resultados.

8 CONDIÇÕES DE MANUSEIO

8.1 Transportar e manter as válvulas armazenadas sempre na posição


de operação.

8.2 Cuidar para que não sofram choques mecânicos.

8.3 Sempre que estiverem fora de operação ou não estiverem sendo


manuseadas, as válvulas devem ter seus bocais de admissão e
descarga devidamente protegidos e fechados.

8.4 Antes de serem colocadas em serviço, deve-se efetuar uma


rigorosa limpeza no sistema no qual elas irão operar, bem como
conferir a calibração na bancada de testes, mesmo que tenham sido
calibradas antes do armazenamento.

9 ANEXOS

Esta Norma é constituída de (1) um Anexo.


- Anexo I - Gráfico do máximo vazamento em bolhas por minuto.

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CONTEC - Subcomissão no 10 - Instrumentação.

Toda Norma é dinâmica, estando sujeita a revisões. Comentários


e sugestões para seu aprimoramento devem ser encaminhados à
Comissão de Normas Técnicas da PETROBRAS - CONTEC - RJ.

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