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Curso: Engenharia Civil

Disciplina: Estática das Estruturas I


Princípio dos Trabalhos Virtuais

• CARGA HORÁRIA: 54 h/a


• Prof. Me. Leandro Dias Küster
1
Aula 02 - Princípio dos Trabalhos Virtuais

• O princípio dos trabalhos virtuais (PTV) engloba o


teorema dos deslocamentos virtuais dando
introdução e aplicação ao método da força
unitária que é fundamental para o estudo do
método das forças ou dos esforços.
• Trabalho Virtual (Hipotético) decorrente de
deformações impostas à estrutura.
• A importância do processo está em:
– Determinar deslocamentos;
– Análise de cargas móveis;
– Resolução de estruturas hiperestáticas.

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• Deve-se definir para a estrutura dois estados:


– A) Estado de carregamento (de forças)
• A estrutura encontra-se em repouso e equilíbrio. Neste
estado todas as forças e momentos atuam na
estrutura..

A B

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– B) Estado de deslocamento (deslocamento virtual).


Existe apenas nos cálculos.
• Este estado causado pelo deslocamento infinitesimal
imposto à estrutura gerando deformação nos elementos da
estrutura que causarão trabalho virtual interno.

A B
Deslocamento Deslocamento
devido ao virtual
carregamento
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M V M + dM

N N + dN
V + dV
• Pelo PTV, quando impomos à estrutura um
estado de deslocamentos (b) ao estado de
carregamento ou forças (a) tem-se:
– O trabalho virtual externo das forças externas de (a)
com os deslocamentos de (b), é igual ao trabalho
virtual interno realizado pelos esforços internos de (a)
com os deslocamentos de (b).
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𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑊𝑖𝑛𝑡
𝑊 = 𝑡𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑜
• 𝑊𝑒𝑥𝑡 – Calculado pelo produto das forças
externas pelos deslocamentos virtuais
impostos à estrutura;
• 𝑊𝑖𝑛𝑡 – Calculado das tensões de deformações
que ocorrem nos elementos ao se dar um
deslocamento virtual.

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dx B
d du
d
A
dv
A' dy

dx

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• O ponto A simboliza a estrutura em repouso;


• O ponto A’ simboliza a estrutura deformada;
• du = Deslocamento na direção x (causado por
uma deformação);
• dv = Deslocamento na direção y (causado por
uma deformação);
• d = Giro da seção considerada (causado pela
deformação).
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• O trabalho interno no elemento considerado é:

𝑑𝑊𝑖𝑛𝑡 = 𝑁𝑑𝑢 + 𝑉𝑑𝑣 + 𝑀𝑑𝜃


• Desprezam-se as parcelas de ordem superiores
resultantes de dN, dV e dM.
• Na estrutura como um todo o trabalho interno
será:

𝑊𝑖𝑛𝑡 = 𝑁𝑑𝑢 + 𝑉𝑑𝑣 + 𝑀𝑑𝜃


𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡
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• No processo do PTV vamos criar 2 sistemas.


– 1º sistema: A estrutura submetida as forças
externas responsáveis pelo deslocamento ou
esforço que se queira determinar.

P P
A  B

deslocamento real
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• 2º sistema: À estrutura aplica-se uma carga virtual


unitária (valor 1), carga coerente com o
deslocamento ou esforço que desejamos determinar.
Esse sistema denomina-se estado de deslocamento.

1
A  B

Estado de deslocamento virtual


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• Exemplo: Determinar o giro  da estrutura


abaixo:

𝑊𝑖𝑛𝑡 = 𝑁𝑑𝑢 + 𝑁𝑑𝑣 + 𝑀𝑑𝜃


𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡

𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑊𝑖𝑛𝑡

A 

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– 1º sistema: Estado de carregamento real.

A
Para determinar o giro , aplica-se uma carga unitária
no ponto A (ponto que se queira determinar o
deslocamento).

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– 2º sistema: Estado de carregamento virtual.

A 1

Do PTV tem-se que:

𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑊𝑖𝑛𝑡

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O trabalho externo é:

𝑊𝐸𝑥𝑡 = 1Δ
Sendo:
1 = Carga virtual unitária;
 = Deslocamento desejado real = 1.
O trabalho interno é:

𝑊𝑖𝑛𝑡 = 𝑁1𝑑𝑢 + 𝑉1𝑑𝑣 + 𝑀1𝑑𝜃


𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡 𝐸𝑥𝑡
A Força unitária gera os esforços N1, V1 e M1.
O carregamento real gera os esforços NR, VR e MR.

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• Para que se possa integrar na variável x, tem-se:


𝑑𝑢 𝑁𝑅
𝜀= 𝑑𝑢 =? 𝜀=
𝑑𝑥 𝐴
• Da lei de Hooke, temos:
s = Tensão;
𝑁𝑅 e = Deformação específica;
𝜎 = 𝜀𝐸 =
𝐴 E = Módulo de elasticidade

• Então:
𝑁𝑅
𝑑𝑢 = 𝜀𝑑𝑥 = 𝑑𝑥
𝐸𝐴
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• Para que se possa integrar na variável y, tem-se:


 𝑑𝑣
dy dv 𝛾= ≈ 𝑡𝑔 𝛾
𝑑𝑥
◦ Da lei de Hooke para
cisalhamento, temos:
dx
𝜏 = 𝛾𝐺 𝑉𝑅
𝜏= 𝑐
𝐴
◦ C = coeficiente para correção da distribuição não
uniforme de t.
𝜏 𝑉𝑅
𝑑𝑣 = 𝛾𝑑𝑥 = 𝑑𝑥 = 𝑐 𝑑𝑥
𝐺 𝐴𝐺
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• Para se integrar ao longo do giro tem-se:



 𝑑 2 𝑣 𝑀𝑅
dv 𝑑𝜃 =? =
𝑑𝑥² 𝐸𝐼
dx

𝑑𝑣
𝑡𝑔𝜃 ≅ 𝜃 =
dv

𝑑𝑥
dx
𝑀𝑅 𝑑𝑥
𝑑𝜃 =
𝐸𝐼
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Do PTV tem-se que:

𝑊𝑒𝑥𝑡 = 𝑊𝑖𝑛𝑡

1. Δ = 𝑁1𝑑𝑢 + 𝑉1𝑑𝑣 + 𝑀1𝑑𝜃

𝑁𝑅 𝑑𝑥 𝑐𝑉𝑅 𝑑𝑥 𝑀𝑅 𝑑𝑥
1. Δ = 𝑁1 + 𝑉1 𝑑𝑣 + 𝑀1
𝐸𝐴 𝐴𝐺 𝐸𝐼

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Bibliografia
• GILBERT, A. M.; LEET, K. M.; UANG, C. M. Fundamentos da análise
estrutural. São Paulo: McGraw-Hill, 2009.
• MAZZILLI, C. E. N.; ANDRÉ, J. C.; BUCALEM, M. L.; CIFÚ, S. Lições em
mecânica das estruturas. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
• SORIANO H. L. Análise de estruturas: método das forças e método dos
deslocamentos. 2.ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
• BORESI, A. P. Estática. São Paulo: Thomson, 2003.
• SORIANO H. L. Análise de estruturas: formulação matricial e
implementação computacional. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2005.
• SOUZA, J. C. A. O. Processo de cross. São Carlos: Editora da EESC-USP,
1988.
• SOUZA, J. C. A. O. Processos gerais da hiperestática clássica. São Carlos:
Editora da EESC-USP, 1995.

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