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BIBLIOGRAFIA TÉCNICA PARA

CERTIFICAÇÃO DE ESPECIALISTA EM SEGURANÇA

ABSO – Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança


Orgânica

ÁREA DE CONHECIMENTO:
SEGURANÇA FÍSICA E ELETRÔNICA

EDIÇÃO - APOSTILAS
Sicurezza Editora e Distribuidora Ltda

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta


publicação, sem a autorização da Sicurezza Editora e Distribuidora Ltda.
Fone: (11) 5514-7555 – Fax: (11) 5514-7569

2ª Edição: 2007

CERTIFICADO DE ESPECIALISTA EM SEGURANÇA


SOBRE OS AUTORES

WILMAR ANTONIO CERCA PEIXOTO

Pós-Graduado em Alta Direccion de Seguridad pelo Instituto de Postogrado y


Formacion Continua da Universidad Pontifícia Comillas de Madrid - España; Pós-
Graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing/RJ;
Coordenador e Professor do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Segurança
nas Organizações da Universidade Estácio de Sá-RJ; Coordenador e Professor do
Curso de Pós-Graduação em Gestão de Segurança Privada nas Organizações da
Faculdade da Serra Gaúcha – Caxias do Sul – RS; Membro da ASIS (American
Society for Industrial Security), Alexandria – EUA; Diretor Acadêmico da CEAS
(Corporación Euro-Americana de Seguridad); Atualmente Coordenador de
Segurança da TV Globo.

HÉLIO DE MOURA

Mestre em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval - Marinha do Brasil;


Bacharel em Ciências do Mar, Especializado em Segurança Corporativa - MBA
Gestão em Segurança Corporativa pela Fundação Getulio Vargas; Professor de
Segurança Física no Curso de Pós-Graduação em Gestão de Segurança nas
Organizações da Universidade Estácio de Sá; Professor de Segurança Física no
Curso de Pós-Graduação em Gestão de Segurança Privada nas Organizações da
Faculdade da Serra Gaúcha - Caxias do Sul/RS; Encarregado da Escola de
Comunicações Navais no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo -
Marinha do Brasil; Instrutor no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo -
Marinha do Brasil.

CERTIFICADO DE ESPECIALISTA EM SEGURANÇA


CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO

A motivação para escrever este livro nasceu durante o curso de pós-graduação de Gestão
de Segurança Corporativa da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. No transcorrer do
curso quando em conversa com um aluno e hoje meu amigo, Hélio Moura, comentamos sobre
a necessidade de material escrito que iniciasse com uma fundamentação teórica sobre
segurança e chegasse em um Plano Operacional de Segurança. A maioria dos livros existentes
(poucos em língua portuguesa) aborda o tema já na sua aplicação prática, e mesmos esses não
chegam claramente ao Plano Operacional.

Sendo assim, e de forma coerente com o grande esforço realizado por muitos que
trabalham na área de segurança corporativa no Brasil para fortalecer a área de segurança,
decidimos iniciar o projeto deste livro, que não pretende ser excepcional, mas que pretende
sim buscar a discussão em torno do tema “Segurança Corporativa” em nível mais alto,
doutrinário, para a partir daí evoluirmos nos níveis operacionais. Acreditamos que só assim
poderá haver crescimento nos padrões da segurança corporativa nacional.

Das três áreas da segurança (segurança física, segurança da informação e segurança das
pessoas), decidimos iniciar o trabalho pela segurança física, em um projeto que deverá
continuar pelas outras áreas da segurança.

Para os fundamentos teóricos este livro baseou-se em vários autores, principalmente


Barral & Langelaan e Consterdine entre os estrangeiros, e em Brasiliano, que dentre os
autores nacionais tem se mostrado ao melhor nível dos autores já consagrados. Tanto estes
como outros autores utilizados como referência para outras partes do livro estão listados na
bibliografia. Digno de nota ter sido a parte relativa a sensores e a CFTV foi fortemente
baseada nas notas de aula do Prof. Raymundo Luiz Baptista de Oliveira, professor de
Segurança Eletrônica no curso de Gestão da Segurança Corporativa da Fundação Getulio
Vargas, cujas apostilas em muito superam livros de grandes autores internacionais sobre o
assunto.

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Incluímos também um capítulo específico sobre de materiais de segurança física, como
forma de apresentar novas idéias de utilização aos profissionais da área.
As fotos deste livro foram retiradas da Intenet, por meio da ferramenta de busca google.

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CAPÍTULO 2
HISTÓRICO

A atividade desenvolvida pelo homem visando proteger sua vida, a vida de seus
familiares e seu patrimônio não é nova. Desde os primórdios da existência do ser humano a
violência, seja em forma de furtos, roubos, invasões, apropriações indevidas, sabotagens,
homicídios etc., sempre se manifestou em
qualquer grupo social. Recorrendo às
narrativas bíblicas percebe-se que a
violência não é um fato que surgiu
recentemente. Desde os tempos da criação
do homem a violência já existia. Logo
depois de Adão ser expulso do Éden e ter
dois filhos com Eva, não demorou muito
para que um deles se irasse e cometesse o
primeiro homicídio de que se tem notícia.
Visando não sofrer o dano, o ser humano, com sua inteligência, criou elementos de
proteção e defesa. As cidades dos
tempos bíblicos eram cercadas por
muralhas e os castelos do tempo
medieval eram cercados de fossos ou
construídos em locais de difícil
acesso, e em todos os tempos foram
organizadas guarnições compostas
por seres humanos para a segurança
da comunidade.
As sociedades cresceram e
evoluíram, e já não se conseguiu
mais cercar as cidades com muralhas
devido à sua imensidão e os fossos
tornaram-se inúteis. No entanto, os elementos de proteção e defesa foram diversificando-se e

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acompanhando a evolução da sociedade, e, hoje em dia, a gama de opções para a defesa do
patrimônio e da vida é imensa. Apesar de haver vários elementos de proteção, estes estarão
obrigatoriamente ligados a uma das modalidades abaixo descritas:

- elementos de proteção e defesa.


- obstáculos naturais (rios, córregos, lagos, morros, montanhas, mata, mangues,
alagados).
- obstáculos artificiais (cercas, muros, portões, guaritas).
- sistemas elétricos, eletrônicos ou de informática de defesa.
- circuito fechado de televisão (CFTV).
- utilização do serviço humano.
- utilização do animal.

Quando se faz um muro para cercar uma casa, tal atitude nada mais é que uma medida
preventiva de segurança. O muro é um elemento de proteção. Também o é a colocação da
placa no quintal alertando da existência do cão bravo, ou cão de guarda. Portanto é fácil
perceber que, até mesmo de forma inconsciente, praticamente toda pessoa efetua uma medida
preventiva de segurança.

Com a diversidade de técnicas e de elementos de proteção, surgiu a sua utilização


organizada e a sua utilização de forma profissional, e o nível de profissionalismo atualmente
necessário para que se alcance a efetivação de tais medidas fez surgir grupos empresariais
especializados na prestação dos serviços de segurança.

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CAPÍTULO 3
FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA SEGURANÇA

3.1) Princípios Teóricos.

A área de segurança possui poucos fundamentos teóricos. Geralmente os autores se


limitam a delinear uma série de medidas práticas para a implementação da segurança, com
pouca introdução teórica. A ênfase dada em conhecimentos práticos possui uma vantagem:
Diminui a quantidade de erros quando da aplicação das medidas. Mas possui uma
desvantagem: Só se presta a situações parecidas com as que já ocorreram. Quando o
profissional de segurança se depara com uma situação nova, a prática que ele possui baseada
na experiência passada perde o valor. Soluções novas requerem embasamento teórico.

Uma pesquisa em vários autores consagrados levantou uma série de princípios teóricos
que são úteis para o entendimento da segurança física.

Os textos foram retirados e adaptados dos seguintes autores:


- Barral & Langelaan.
- Brasiliano.
- Broder.
- Consterdine.
- Fischer & Green.
- Purpura.
- Sennewald.

Barral & Langelaan


Escrevendo sobre Segurança da Informação, Barral e Langelaan trazem à luz conceitos
que podem ser aplicados a todas as categorias da segurança. Iniciam definindo segurança
como sendo a resposta a duas perguntas básicas:

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1) Proteger o que?
2) Como?

Entendem que segurança não pode ser vista como algo simplório. Não se pode fazê-la
“...da mesma forma com que se prende um extintor de incêndio na parede, ou que se faz uma
apólice de seguro contra terceiros para um cão. O extintor não impedirá o incêndio; o seguro
não impedirá que o cão morda um transeunte...”. A segurança deve ser fundada na faculdade
de prever os acontecimentos e antecipar-se a eles, tomando em tempo útil as decisões que se
impõem.

Não existe forma fixa de segurança. Há certo número de princípios, que possuem valor
empírico, que devem ser aplicados com intensidades diferentes de acordo com cada situação.
Para os autores, os conceitos da segurança são grandemente calcados no princípio feudal
utilizado nos castelos europeus medievais, os quais tinham barreiras sucessivas de proteção
em torno do seu ponto mais valioso, a torre principal. Delinearam 14 princípios de segurança:

1° - Um sistema de segurança compreende um conjunto de medidas que se


sobrepõem.
Qualquer subsistema de segurança examinado isoladamente será considerado falho. Não
há uma segurança perfeita. O agressor sempre poderá encontrar uma falha, seja ela causada
por negligência, esquecimento, hábito, vício ou circunstâncias. Se outras medidas de
segurança estiverem ativas e sobrepondo-se à primeira, haverá menor possibilidade de
sucesso do agressor.

2° - A importância de um sistema de segurança é função das ameaças que pesam


sobre o que ele protege.
Ao se planejar um sistema de segurança deve-se considerar o valor do que ele se propõe
a proteger. Um custoso sistema de segurança protegendo algo de valor (material ou
simbólico) bem menor não tem sentido prático.

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3° - A fraqueza de um sistema de segurança mede-se por seu ponto mais fraco.
Sempre haverá pontos mais fracos em um sistema defensivo, e eles definem o sistema
como um todo. Sendo assim, ao se planejar um sistema de segurança ou examinar um já
existente, os seus pontos mais fracos devem ser levantados e deverão receber a maior parte da
atenção do planejador. Um modo de identificá-los consiste em tomarmos o lugar do agressor e
imaginarmos como ele agiria. Identificando os pontos mais fracos, podemos então criar outras
medidas de segurança que se sobreponham à primeira, de forma a suprir eventuais falhas.

4° - Um sistema de segurança deve reduzir ao máximo a demora de intervenção da


defesa e retardar ao máximo a possibilidade de agressão.
Segundo os autores, “...quanto mais rápida for a intervenção quando de uma agressão,
mais fácil será controlá-la e reduzir seu dano...”.
A chave da defesa reside na rapidez da reação do serviço de segurança interna quando
de uma agressão. Seguindo a idéia medieval de barreiras sucessivas para proteção, os sistemas
de segurança devem buscar o retardo da ação do agressor, para que aumentem as
possibilidades de ser barrado antes de chegar ao seu objetivo, o torreão central.

5° - O acesso às informações sigilosas é limitado unicamente às pessoas que têm


necessidade de conhecê-las em razão de suas funções.
Esse princípio, também conhecido entre nós como “necessidade de conhecer”,
estabelece que devemos restringir ao máximo o número de pessoas que têm acesso às
informações restritas. Como exemplificam os autores, podemos guardar um bem precioso em
um cofre, mas precisamos saber quem tem acesso ao cofre, sua chave e seu segredo, e o
número dessas pessoas deve ser limitado ao máximo.

6° - As pessoas vulneráveis não devem ter acesso às informações sigilosas.


Por pessoas vulneráveis os autores definem alcoólatras, jogadores, gabolas (aqueles que
exaltam a si mesmos), mexeriqueiros, conquistadores ou viciados. Há também aqueles cuja
vulnerabilidade vem de circunstâncias tais como ciúmes, dificuldades familiares ou
financeiras, má adaptação ao meio social etc. Pessoas que se enquadrem nos casos citados não
devem ter acesso a conhecimentos relativos à segurança. Esse princípio, que complementa o
anterior, estabelece que mesmo as pessoas que têm necessidade de conhecer aspectos

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sigilosos pela função que exercem devem ser analisadas pelo pessoal de segurança e, caso se
enquadrem nos casos citados, isso representará uma vulnerabilidade no sistema de segurança
como um todo e que pode eventualmente vir a torna-lo muito fraco (3º princípio). Deverão ser
tomadas medidas adicionais de segurança em torno dessa pessoa para diminuir essa
vulnerabilidade (1º princípio). Cabe ressaltar que esse princípio deve permanecer sempre
dentro dos limites da ética e da legalidade, como será visto mais adiante (13º princípio).

7° - Os riscos devem ser agrupados e segredos divididos.


Ainda lembrando os castelos medievais, agrupar-se os riscos permite uma segurança
única como a que se fazia que em torno do torreão. Porém, da mesma forma que o senhor
feudal guardava parte de seu tesouro escondido fora do castelo para evitar um desastre total
no caso da chegada do agressor ao torreão, aquilo que pretendemos proteger deve ser
fracionado, sendo decompostos em partes que, por si só, não tenham significado, e cada parte
protegida por diferentes medidas de segurança. Dessa forma, caso um agressor tenha sucesso
em quebrar sucessivas barreiras e tenha acesso ao que queremos proteger, terá acesso somente
a parte do segredo. Para consegui-lo completo terá que quebrar outra seqüência de barreiras
de segurança, o que diminui suas chances de sucesso.

8° - Trancados ou não, os bens a serem protegidos devem estar sempre colocados


sob uma responsabilidade bem definida.
A melhor pessoa para proteger um bem é seu proprietário. Na falta de uma propriedade
individual, deve haver uma responsabilidade individual pelo bem claramente definida perante
a coletividade. Este princípio, juntamente com o 11º e 14º, remete ao gerenciamento de RH.
Pessoas se tornam mais responsáveis quando recebem tarefas importantes e de confiança.

9° - Tudo que serve para proteger um segredo é secreto.


Um segredo deixa de ser segredo quando um potencial agressor toma conhecimento de
que há um segredo, sendo atraído apenas por esse conhecimento. Deve-se, portanto, manter
segredo de tudo que protege um segredo, de forma que outros não saibam nem mesmo que
existe algo sendo protegido. Esse interessante princípio estabelece que a primeira opção da
segurança será sempre não fazê-la de forma ostensiva para que agressores não saibam que
algo está sendo protegido, o que significa que a primeira opção do profissional de segurança

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deve ser sempre atuar na área da segurança da informação, que por natureza é não-ostensiva.
A segurança ostensiva, da qual a segurança física é parte, é sempre uma segunda opção.
Exceções à regra são os casos em que pela própria natureza da atividade, não há como
esconder a existência de algo valioso. Exemplificando, caso um profissional de segurança seja
chamado para garantir a proteção de algo esteja sendo criado na empresa, a primeira opção é
sempre protegê-lo pelo segredo.

10°- Todo sistema de segurança deve comportar, no mínimo, um elemento de


surpresa para o agressor.
Esse princípio complementa o 4º princípio. Guardando-se o segredo de parte das
defesas, o agressor será surpreendido por fatores desconhecidos e inesperados. As surpresas
mais eficientes são aquelas que causam nervosismo, que fazem o agressor hesitar e perder
tempo. Por exemplo, pode-se ostentar rondas de vigilantes e cães junto ao perímetro
defensivo, como forma de desencorajar possíveis agressores. Mas pode-se fazer segredo sobre
um segundo sistema mais interiorizado de sensores de intrusão, que acionarão sirenes se
ultrapassados, que causarão susto e hesitação ao agressor que tenha se planejado para passar
apenas por vigias e cães. Como será visto mais adiante, esse princípio de elemento surpresa se
aplica bem à segurança eletrônica.

11°- As medidas de segurança jamais devem atrapalhar a marcha da empresa.


Conforme o 1º princípio, não há proteção total. Mas é possível conseguir-se altos graus
de proteção com medidas que se sobreponham. Porém, se tais medidas se tornam um entrave
para o trabalho das pessoas, estas se sentirão saturadas e haverá a tendência de negligenciar a
segurança, o que trará prejuízos à empresa. Esse é, como foi visto, o segundo princípio que se
refere à RH.

12°- A segurança deve ser compreendida, admitida e aprovada por todos.


Ao contrário do senso geral, a segurança não é encargo apenas de especialistas. Para ser
eficaz, deve contar com a cooperação de todos, pois é função do empenho e discrição de cada
um individualmente e interage com o trabalho cotidiano. Esse princípio estabelece a
importância do profissional de segurança dominar as técnicas de marketing e atuar
agressivamente em endomarketing.

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13°- A defesa é sempre moral.
A proteção só se justifica se for implementada respeitando-se a liberdade e dignidade da
pessoa humana. Esse princípio envolve todos os outros. Não há segurança se ela não for legal.
Os prejuízos a médio e longo prazos causados por ações ilegais ou amorais sobrepujam em
muito os ganhos de curto prazo que tais medidas podem trazer.

Esse princípio nos remete também ao assunto “Ética Profissional”. Ética profissional é o
conjunto de regras de conduta pelo qual os indivíduos que exercem uma profissão regulam
sua conduta entre eles e com todas as outras pessoas com as quais se relacionam. Ela existe
além dos preceitos do código ético ou moral básico que a sociedade na qual estão inseridos
observa. Ela também existe além das exigências da lei civil e criminal. Quando um grupo de
especialistas cujas ações afetam o público insiste em obter o reconhecimento da sociedade —
quando se nomeiam a si mesmos como “profissionais”— também está se apresentando como
possuindo regras especiais de conduta. Se tal um grupo é verdadeiramente o profissional,
então possuem habilidades e conhecimentos não possuídos pela comunidade em geral e agem
em assuntos que têm o potencial de prejudicar pessoas inocentes. Há implícita uma
reivindicação que tais habilidades serão recompensadas, que o conhecimento mostrado pelo
profissional receberá recompensa material ou simbólica. Mas a demanda por recompensa e a
insistência em reconhecimento deve ser acompanhada da vontade de se comportar
responsavelmente, ou o público se sentirá ameaçado. Quanto mais um grupo insiste em obter
reconhecimento profissional, mais tem que exibir comportamento responsável. O profissional
de prevenção de perdas não difere de outros grupos. Ele não precisa ser anti-ético para
conquistar espaço no mercado.

14°- A segurança exige um entendimento harmonioso no interior da empresa.


Esse é o terceiro princípio que remete à RH. Empresas com empregados descontentes
são alvo fácil para aliciamento por parte de agressores. Um empregado descontente constitui
um perigo em potencial para a segurança da empresa, e o profissional de segurança deve estar
atento a isso.

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Brasiliano
Escrevendo sobre o planejamento de segurança empresarial, Brasiliano define os
objetivos táticos de um projeto de segurança como sendo:

1° - Detectar o risco. Identificá-lo antes que ocorra. Isso remete à inspeção de


segurança e análise do risco.
2° - Inibir, dissuadir. Fazer com que o potencial agressor sinta-se psicologicamente
impedido de tentar a agressão.
3° - Impedir. Não permitir que o agressor concretize sua intenção dolosa.
4° - Retardar. Caso tente, que haja tempo para a reação.
5° - Responder. É necessário que a agressão tenha resposta efetiva. Caso contrário, o
projeto de segurança se tornará ineficaz e cairá em descrédito junto ao agressor, que tentará
outras vezes.

Broder
Em seu trabalho sobre a análise de risco, Broder enuncia algumas definições úteis. Para
o autor, o risco (risk) é a possível ocorrência de um evento indesejável. Não pode ser
confundido com perigo (peril), que é a causa do risco. Também não deve ser confundido com
ameaça (hazard), que é um fator contribuinte do perigo. Por exemplo, para o risco de
incêndio, o perigo é o fogo e a ameaça pode ser alguns panos velhos sujos de óleo amarrados
juntos deixados em algum lugar.

O risco por sua vez se divide em três categorias:


- Pessoal (contra a pessoa humana).
- Propriedade (contra a propriedade).
- Credibilidade (normalmente devido a problemas judiciais, afeta as duas categorias
acima).

A meta do gerenciamento do risco é a redução do número de incidências que causem


perdas, que se alcança reduzindo-se a possibilidade de sua ocorrência (risco), e com o menor
custo. Portanto, para que cada perda seja eliminada (ou ao menos reduzida), ela precisa ser

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identificada por meio de suas ameaças, seus perigos e seus riscos. Somente a análise dos
riscos provê informações sobre as quais se poderá decidir adequadamente.

Consterdine
Mesmo tendo escrito a respeito de Segurança Pessoal de Dignitários (VIP), Consterdine
estabelece alguns princípios que devem ser considerados no planejamento da segurança física.

1° - Cada um é responsável, individualmente, pela segurança.


Sobre a responsabilidade individual na segurança, Consterdine evidencia que segurança
versa sobre ter certeza de que todos os elos da corrente estão tão firmes quanto os outros. Em
geral, esses elos são os seres humanos, os procedimentos, os equipamentos e os sistemas.
Desses, o mais importante são os seres humanos, os quais têm responsabilidade individual na
implementação da segurança.

2° - Medidas de segurança precisam ser proporcionais ao risco.


Quanto à proporcionalidade entre a segurança e o risco, Consterdine considera que a
segurança é uma solução de compromisso entre os requerimentos da segurança em si e os
requerimentos do dia a dia de uma vida normal. Sendo assim, para evitar constrangimentos
desnecessários, os graus de proteção variarão de acordo com os graus de risco, e somente a
partir da avaliação do risco saberemos o que é necessário para combatê-lo.

3° - Estar sempre consciente da necessidade de segurança é a chave de uma boa


segurança.
As pessoas normalmente não têm o senso da necessidade de segurança o tempo todo em
suas mentes porque, mergulhadas na rotina diária, em casa ou no trabalho, as pessoas
esquecem que correm riscos. Necessita-se de treinamento metódico que faça com que o
estado de alerta mental para as necessidades de segurança torne-se subconsciente e
subliminar, porém permanente. Além do mais, procedimentos de segurança sem a correta
postura mental são ineficazes, uma vez que caem em rotina e passam a ser notados e
previsíveis, parando de ter efeito intimidatório ou preventivo.

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Sobre o assunto ameaça, Consterdine entende que o termo deve ser examinado de três
perspectivas diferentes:

1ª - Consciência da ameaça (threat awareness).


2ª - Decisão sobre a ameaça (threat evaluation).
3ª - Ação para evitar a ameaça (threat avoidance).
Isso nos dá a Pirâmide da Ameaça de Consterdine:
Evitar a ameaça
Decisão sobre a ameaça
Consciência da ameaça

Tanto a decisão sobre o que fazer frente à ameaça quanto a ação para se evitar a ameaça
são atitudes reativas e dependem totalmente da consciência prévia de que há uma ameaça, que
é a base da pirâmide e suporta todo o processo. Isso se dá porque a decisão sobre o que fazer é
um fator determinado pelo tempo disponível. As pessoas tornam-se incapazes de decidir
corretamente se o tempo disponível é diminuto ou inexistente. Se tiverem apenas uma fração
de segundo para decidir o que fazer frente ao perigo não haverá resposta correta e poderão
não evitá-lo. Podem ocorrer, e ocorrem com freqüência, a inação, o pânico e o caos, levando à
conhecida imobilidade frente ao perigo. Somente podem evitar uma ameaça de decidirem o
que fazer frente à mesma, e somente podem decidir frente a uma ameaça se tiverem tempo
suficiente para fazê-lo. Mas como conseguir tempo? O tempo é possível se estiverem
conscientes da necessidade de proteção e puderem, assim, reconhecer na primeira
oportunidade alguma modificação no meio-ambiente que possa vir a ser desfavorável.

Consterdine considera também que a segurança deve encaixar-se no estilo de vida das
pessoas (e das empresas). A melhor proteção para um cliente é aquela que conjuga o nível
apropriado de segurança com a mínima intrusão no estilo de vida normal do protegido.
Parafraseando Consterdine, devemos tornar conturbada a vida do agressor, e não a vida do
protegido.

“…make the job of the terrorist hard, and the life of the VIP easy...”

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Já tendo citado anteriormente que a segurança precisa ser proporcional ao risco, o autor
inicia então uma melhor explanação sobre o assunto risco. No mundo da segurança, a base
para todo o planejamento do esforço de proteção é derivada da análise do risco. Sem uma
apropriada análise dos riscos, o planejador estará completamente no escuro, não tendo idéia
alguma do nível de proteção requerido, nem sobre quando, como ou onde o risco poderá
manifestar-se. Consterdine categoriza o risco em três níveis, a saber:

1° Perigo considerável
(Suspeita-se que haverá ataque)
2° Perigo médio
(Não se pode desconsiderar a possibilidade de um ataque)
3° Pode haver algum perigo
(Há possibilidade remota de ataque)

As categorias acima podem ser resumidas em:


Categoria 1 Não SE, mas QUANDO (Not if, but when)
Categoria 2 Não QUANDO, mas SE (Not when, but if)
Categoria 3 Pode ser do interesse de alguém (Could be of interest to someone with ill-
designs)

Fischer & Green


Para Fisher e Green, o planejamento de segurança tem assumido várias formas, das mais
limitadas às mais abrangentes, tais como:

- Segurança unidirecional. Que se baseia em um único elemento de segurança, por


exemplo, vigilantes.
- Segurança por partes (piece meal security). Que agrega segurança ao processo uma
parte de cada vez, conforme a necessidade.
- Segurança reativa. Que responde somente a eventos específicos. Difere da anterior
por ocorrer após a perda, e não antes.
- Segurança em pacote (package security). Que instala sistemas de segurança
padronizados, sem relação com ameaças específicas, explicando-se pelo fato desses sistemas
estarem sendo usados em larga escala por outras empresas, ou pela teoria de que pacotes
prontos de sistemas de segurança resolvem qualquer problema que ocorra. Para eles, seria a
mesma coisa que prescrever um remédio sem o diagnóstico da doença, como um potente
antibiótico que deverá matar qualquer bactéria com a qual o paciente venha a ser infectado.

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Porém um bom planejamento de segurança não pode assumir nenhuma dessas formas
citadas. Deve ser baseado na análise de todos os riscos potenciais, ou seja, necessita primeiro
que se identifique e avalie os riscos. A análise deverá seguir quatro passos básicos:

1° - Identificação dos riscos ou vulnerabilidades específicas.


2° - Estudo e análise dos riscos, o que inclui a probabilidade e a gradação do perigo
representado por um evento.
3° - Otimização do gerenciamento de risco, por meio das alternativas:
a. Evitar o risco.
b. Reduzir o risco.
c. Espalhar o risco (dividi-lo com outros agentes).
d. Transferir o risco (seguro).
e. Assumir o risco. Todo homem pode correr riscos, desde que ele saiba o risco que está
correndo.
f. Combinação dos itens acima.
4° - Revisão contínua dos programas de segurança.

Purpura
Purpura lembra que, antes de se implementar qualquer programa de segurança ou de
prevenção de perdas, faz-se necessário um planejamento cuidadoso. Este planejamento deve
iniciar-se com a identificação das ameaças que rondam a organização que necessita de
segurança. Planejar, para o autor, é estabelecer um projeto para se alcançar objetivos. Sendo
assim, é melhor ter em mente onde se pretende chegar e como chegar lá que aderir ao
conceito bastante difundido de deixar acontecer para depois ver como se resolverá o
problema. Isso traz como conseqüência bastante danosa a atmosfera de pânico que se
desenvolve quando algo sério acontece. A partir daí, decisões emocionais são tomadas quando
é preciso rapidamente adquirir serviços de segurança, o que expõe a organização a pessoas
inescrupulosas, mercadores do medo, vendedores que vivem do pânico das empresas.
A principal ferramenta do planejador para se evitar o quadro acima é a análise de risco,
definida como sendo uma ferramenta para estimar a perda esperada que pode ser causada por
uma ameaça específica. Ela provê dados que darão uma boa base para o planejamento. Esta
análise é feita a partir do seguinte processo:

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1° - Inspeção inicial de prevenção de perdas.
2° - Identificação das vulnerabilidades.
3° - Determinação da probabilidade, freqüência e custo de ocorrência.
Por fim, lembra que para que se faça uma boa análise é necessário saber pensar como o
ladrão pensaria frente à sua empresa.

“...during a risk analysis, think like a thief. Try to anticipate…”

Sennewald
Em seu livro sobre Gerenciamento da Segurança, Sennewald explica que o programa de
segurança de qualquer empresa deve considerar:
1) As necessidades da companhia.
2) A presença de riscos conhecidos.
Ou seja, o planejamento de segurança deve representar uma resposta a esses dois
requisitos. Para se ter certeza de que os riscos serão reconhecidos e convertidos em programas
de segurança deve ser realizada uma inspeção, chamada Inspeção de Segurança, que avalie o
que está ocorrendo do ponto de vista da segurança. A inspeção revela a condição de grande
número de variáveis cuja possibilidade e probabilidade de se tornarem riscos que resultem em
perda, e a magnitude da perda, depende da própria natureza do risco.

3.2) Segurança Empresarial.


A segurança empresarial é definida como a execução com eficácia da segurança da
totalidade dos bens, materiais ou não, de uma empresa. A qualidade da segurança empresarial
é aferida pela eficiência obtida pelos métodos, processos e sistemas utilizados para garantir a
segurança das instalações e de seus empregados, bem como pela proteção dada contra
quaisquer ameaças que possam atrasar ou interromper o programa de uma empresa e sua
produção. Em conseqüência, a importância da segurança empresarial liga-se ao risco de
interrupções dos serviços ou da produção das empresas, os quais obviamente causarão
reflexos danosos na sua lucratividade. Ela visa a:
a) Redução dos gastos.
b) Integração dos sistemas.
c) Aumento dos controles.

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d) Incremento dos negócios, uma vez
que haverá uma real prevenção e
minimização de riscos.
3.3) Classificação Geral.
Vários autores classificam de várias
formas a segurança física. Normalmente,
tais classificações ou enfatizam ou os meios
utilizados (humanos, animais ou técnicos)
ou o modo como esses meios atuam.
3.3.1) Classificação quanto aos meios
utilizados.
A segurança física pode ser dividida
em:
1°) Meios Humanos.
Denominados vigilantes, em
comparação com outros elementos de
segurança, são caros. Já há algum tempo vem

ocorrendo a gradual substituição de


parte dos recursos humanos utilizados
por equipamentos, de forma que a
integração do homem com a máquina
avulta de importância pois um não
funcionará na sua plenitude sem o outro.
Para que se possa conseguir dos
equipamentos o que eles podem nos
oferecer o homem deverá estar
habilitado a utilizá-lo com perfeição.
2°) Animais.
No passado, jacarés eram
colocados nos fossos dos castelos para
evitar invasões, leões eram colocados
entre duas barreiras de cercados impedindo que por ali se transitasse. Nos tempos modernos

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tais utilizações não são mais aceitáveis. Hoje utilizamos cães de guarda treinados para o
serviço de vigilância. Eles representam uma das formas mais econômicas de proteção física.
Segundo Bintliff, um vigilante e um cão de guarda treinado pode substituir entre cinco e dez
postos de vigilância, especialmente em
locais espaçosos. Além disso, pode-se
também eliminar a necessidade de
extensas cercas iluminadas, uma vez que
cães de guarda preferem estar na
penumbra, apenas com a iluminação
natural da lua ou luzes refletidas à
distância. Sendo assim, ao invés de se
investir em grandes extensões de
cercaduras perimetral cobrindo toda a
extensão da propriedade, o uso de cães
de guarda permite que se cerque apenas
as áreas mais sensíveis dentro da área da
empresa. Há que se considerar também o
fato de cães não receberem salários ou outros benefícios sociais. Os custos envolvidos na
aquisição, alimentação e
treinamento de cães são bem mais
baixos que o custo agregado dos
vigilantes que ele pode substituir.
Além da conveniência
econômica do uso de cães, outra
importante vantagem é seu uso
em áreas sujeitas à serração ou
fortes chuvas, que reduzem a
visibilidade humana, mas não
ofuscam os sentidos dos cães.
Além disso, cães podem distinguir entre vários tipos de ruído a uma grande distância, pois sua
acuracidade auditiva é vinte vezes maior que a acuracidade humana e sua acuracidade visual é
dez vezes maior que a humana, não obstante não distinguirem cores e não poderem focar em

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um objeto específico. Portanto, se treinados para tal e bem posicionados, poderão detectar um
intruso antes que ele atinja os limites externos da empresa, mesmo no escuro. Para o invasor,
saber que na escuridão um cão feroz o espreita é um forte fator de dissuasão.

A utilização de cães apresenta alguns inconvenientes. Para que possa ser efetivo no
serviço, um cão deve obedecer a somente uma pessoa, o que obriga a maior planejamento por
parte do Departamento de Pessoal. Normalmente, a empresa deverá ter mais de uma equipe de
cães, cada uma com seu “dono”, por assim dizer. Quando esse “dono” estiver no seu turno de
vigilância, sua equipe estará com ele e as outras estarão descansando no canil.

Infelizmente, cães não possuem a capacidade de decisão inerente aos humanos. Mas
possuem grande agressividade natural e elevada capacidade de detectar movimento, sons e
odores, mesmo na escuridão. Um bom planejamento deve prever um trabalho em equipe, no
qual o uso desses fatores de força do animal sirva para aumentar a capacidade de detecção,
decisão e reação dos seres humanos encarregados da vigilância.

Os mais apropriados são os da raça Dobermann, Pastor Alemão e Rottweiler.

3°) Meios Técnicos.


Dentro da área tecnológica se encontram enquadrados o que poderíamos denominar
como Meios Técnicos de Segurança, que são todos materiais, elementos, dispositivos e
sistemas que podemos empregar ou implementar especificamente para a prevenção e proteção
face a riscos e ameaças.

Como a denominação abrange uma série extensa de artefatos inanimados, os autores


dividem-na normalmente em duas áreas:

- Meios Eletroeletrônicos.
São materiais, elementos, dispositivos e sistemas que utilizam as propriedades da
elétrica ou da eletrônica – ou ambas – para prover proteção.

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- Meios Mecânicos.
São materiais, elementos, dispositivos e sistemas que utilizam as propriedades da
mecânica para prover proteção.
3.3.2) Classificação quanto ao modo de atuação.
Será utilizada uma classificação adaptada de Barral & Langelaan, e que define a defesa
em três tipos:
1°) Defesas Passivas.
São aquelas estáticas, que permanecem constantes haja ou não agressão. Um muro, por
exemplo, estará sempre lá, haja risco ou não. E mesmo que uma agressão ocorra, o muro
continuará lá, não alterando seu comportamento;

2°) Defesas Ativas.


São aquelas móveis, que alteram sua configuração reagindo a uma agressão. Um portão
que se feche automaticamente quando acionado o alarme de invasão é um exemplo de defesa
ativa;

3°) Defesas de Inteligência.


São aquelas que possuem comportamento proativo, visando antecipar-se ao risco e
evitar uma agressão. Normalmente atuam à distância, antes que o problema atinja a empresa
Note-se que o termo “distância” aqui é utilizado em seu conceito mais amplo, não
significando apenas distância física. Pode ser também distância temporal. Sendo assim,
quando colocamos um empregado dentro da linha de produção com a tarefa de levantar uma
possível ação futura de fraude, estamos atuando com uma defesa de inteligência na distância
temporal, mesmo sendo fisicamente dentro da empresa.

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3.4) Teoria dos círculos concêntricos.
Esta teoria está calcada no princípio feudal europeu das sucessivas cinturas de proteção
em torno de uma torre principal. Baseia-se em um desenho do sistema de segurança que
mediante a aplicação dos meios
necessários nos permitam estabelecer
zonas, círculos de proteção, ao redor
do objetivo, de modo a ajustarmos
uma barreira, impondo um obstáculo a
uma possível agressão e dispondo de
suficiente capacidade de resposta para
reagir e neutralizar adequadamente
qualquer situação de emergência que
possa apresenta-se. Esta teoria não
discrimina na verdade quantos círculos
deve haver mais sim qual o objetivo de cada um deles.
Para descrevermos esta teoria temos de ter em
mente que as instalações a que destinamos pode
apresentar-se de diversas formas, por exemplo,
podemos estar tratando de um grande Centro
Empresarial no centro da cidade, onde suas paredes
serão os primeiros limites a serem considerados,
enquanto podemos tratar de uma grande Industria
Química, onde o primeiro limite traçado será uma
barreira, uma grade, um muro. Contudo em ambos os
casos este é o primeiro limite e a primeira linha que
deve ser transposta pelo invasor.

Segundo alguns autores, esta teoria tem evoluído nos últimos tempos para uma “Teoria
das Esferas Concêntricas”. Diferente dos círculos, que consideram os perigos somente ao
nível do solo ou próximos a ele, as esferas consideram também os perigos advindos do
subsolo e do espaço, ou seja, além de considerar possíveis ataques de ladrões que tentem
ultrapassar as cercas de proteção, considera também a possibilidade de infiltrações por bueiros

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ou túneis escavados intencionalmente,
bem como a possibilidade de invasão
pelo ar, por pára-quedas, ultraleves ou
asa delta, além da espionagem por
satélite.

3.5) Barreiras
A prevenção de perdas externas é
focada nas ameaças que vêem de fora
da organização. Sua prevenção

consiste em impedir intrusões externas. Se


ocorrer um acesso não autorizado, várias
perdas tornam-se possíveis, tais como
assalto, roubo, vandalismo, incêndio
criminoso ou espionagem. Naturalmente,
essas agressões também podem ser
realizadas por empregados, ou mesmo por
um conluio entre empregados e pessoas
externas. Pessoas vindas de fora da
organização ganham legitimidade de acesso
quando são clientes, pessoal de reparo etc.
A segurança física utiliza um combinado de barreiras, cada uma com um propósito
específico, que inclui barreiras naturais e
estruturais.
- Barreiras naturais: São acidentes do
terreno que por sua disposição natural
impedem ou dificultam o acesso ou o
trânsito na área da empresa. Pode ser um
rio, montanha, alagadiço, encosta ou outro
acidente geográfico que seja de difícil
transposição.
- Barreiras estruturais: São obras,

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permanentes ou temporárias, realizadas
na empresa, não necessariamente com a
única finalidade de prover segurança.
Pode ser cercaduras, portas, janelas ou a
parede de uma outra construção que sirva
à função de deter a entrada não
autorizada.
É importante frisar que as barreiras
raramente por si só impedem a intrusão,
pois cercas e muros podem ser escalados,
portas blindadas bem como janelas podem ser ultrapassadas dependendo da intensidade de
agressão. Da mesma forma rios podem ser vadeados, montanhas escaladas, cães podem ser
eliminados e vigias rendidos. A segurança se dá com o seu uso integrado.
A criação de barreiras de proteção considera três conceitos:
1°) Prevenir a entrada de pessoas e veículos de forma indesejada.
2°) Prevenir saídas indesejadas.
3°) Definir zonas de isolamento para áreas sensíveis.
4°) Prevenir o acesso de pessoas a áreas restritas.
Instalar barreiras não significa que sempre será necessário instalar cercas ou outros
obstáculos, uma vez que por vezes a natureza nos provê barreiras mais eficientes. Por
exemplo, uma barreira natural poderá ser um rio, montanha ou outro terreno difícil de ser
atravessado por pessoas ou veículos. Construções também devem ser consideradas, como por
exemplo, uma parede externa de um prédio.

3.6) Benefícios do uso de barreiras.


São quatro os benefícios do uso de barreiras:
1°) Benefício psicológico. Uma barreira visível e que não seja fácil de ser transposta serve
para desestimular entrada indesejada. Poucas pessoas sobem cercas altas e que tenham arame
farpado no topo, principalmente sabendo que a área é patrulhada por cães ou seguranças.
Normalmente, pessoas com intenção de roubar ou causar danos desistem frente a barreiras de
proteção, reconhecendo que, mesmo que entrem, talvez não possam escapar.

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2°) Diminui a necessidade de pessoal de segurança, e permite seu uso em atividades mais
importantes.
3°) Canaliza o fluxo de pessoas que entram e saem da empresa, uma vez que só poderão
fazê-lo através de pontos estabelecidos e controlados pela segurança.
4°) Causam confusão no invasor. Uma vez dentro da área da empresa, ele pode ser
confundido por suas barreiras de proteção internas. Quando seu sistema de barreiras possui
complexidade suficiente para causar confusão, a chance de um intruso sair da área sem ser
visto torna-se baixa.

3.7) Compartimentação.
Se as instalações que precisam ser protegidas cobrem uma área física muito extensa, e
dependendo de seu orçamento de segurança, um sistema de barreiras perimetrais, o que seria
o desejado, pode não ser o possível. O tamanho da área que você precisa proteger pode tornar
seu custo muito elevado. Muitas vezes os altos custos de instalação de barreiras perimetrais
podem ser evitados se o interior dos prédios ou as áreas sensíveis possuírem proteção
adequada. Por exemplo, ao invés de cercar o perímetro de uma companhia inteira, você pode
cercar áreas menores que sejam de maior vulnerabilidade, tais como o almoxarifado ou a casa
de força. Essa técnica, conhecida como “compartimentação”, consiste em proteger várias
áreas menores dentro de uma área maior.
A partir desse mesmo conceito, de compartimentação, pode-se classificar as áreas segundo
um critério de criticidade, ou seja, o quanto a violação dessa área interfere no negócio da
empresa. Uma classificação muito usada hoje em dia utiliza cores para definir as áreas,
conforme o quadro abaixo:
COR CRITICIDADE ACESSO
Branca Inexistente Livre acesso aos empregados e visitantes, sem muita
necessidade de acompanhamento específico.
Verde Baixa Acesso controlado. Poderá haver acompanhamento por
CFTV ou pessoal dos transeuntes.
Amarela Média Acesso restrito e controlado. Há algumas restrições
sobre quem poderá acessar a área e sua permanência
poderá ser acompanhada por CFTV ou pessoal.
Vermelha Alta Acesso restrito. Há muitas restrições sobre quem
poderá acessar a área e sua permanência deverá ser
acompanhada por CFTV ou pessoal.

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3.8) Formas de entrada não
autorizada.
A entrada forçada é o método mais
comum para entradas não autorizadas.
Portões, janelas e portas são
especialmente vulneráveis a entradas
forçadas. Agressores repetidamente
cortam as correntes que trancam um
portão, ou quebram o vidro de uma
janela ou porta para poderem liberar a fechadura pela parte interna. Entradas forçadas também
podem ser realizadas através de paredes, especialmente as finas, pisos, telhados, clarabóias ou
dutos de serviço ou ventilação.
Mesmo quando uma invasão não tem sucesso, sempre haverá prejuízos causados, por
exemplo, à construção ou às fechaduras. Porém, se o agressor estiver convencido de que há
tamanha segurança a ponto de se tornar um obstáculo desencorajador, o número de tentativas
de invasão diminuirá. Pode-se conseguir este efeito por meio de avisos bem visíveis
informando às pessoas sobre os sistemas de segurança – “CUIDADO COM O CÃO”,
“PERIGO, CERCA ELÉTRICA” etc.

O acesso não autorizado pode ser conseguido também sem o uso da força. Isso pode ser
possível graças a cadeados deixados desbloqueados, portas ou janelas deixadas destrancadas
ou uso de chaves roubadas. Empregados desonestos podem auxiliar criminosos destrancando
cadeados, portas e janelas, ou fornecendo cópias de chaves ou mesmo informações sobre o
sistema de defesa.

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3.9) Controle de acesso de segurança.
O controle de acesso é, na atualidade, além de um dos capítulos mais importantes da
prevenção e proteção ante os riscos derivados das atividades anti-sociais, uma das áreas de
segurança com maior índice de crescimento com uma oferta e uma demanda absolutamente
crescente.
A maior parte dos problemas de controle de
acesso vem de nossa cultura. Por exemplo, uma
pessoa de terno bem alinhado e carregando uma
pasta tipo 007 possivelmente poderá entrar na
maioria das empresas sem muitos obstáculos,
mesmo sendo um desconhecido. Da mesma forma,
alguém vestindo um macacão e tendo ferramentas
presas ao cinturão terá muito possivelmente terá
livre acesso às várias áreas da empresa, mesmo

áreas sensíveis, sem que seja


seriamente argüido sobre sua estada lá.
O primeiro passo para controlar
quem entra na área da companhia ou
sai dela, e aonde vão internamente ou
de onde vieram e os motivos é criar um
sistema efetivo que identifique as
pessoas, mantenha o controle de seus
passos internamente e que possa ser
facilmente conhecido por todos - e
reconhecido pelo pessoal da segurança
em particular. Isso normalmente é
conseguido por um sistema de crachás.
Há atualmente vários tipos de crachás,
desde os mais simples e baratos de

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papel aos mais sofisticados e caros com microprocessadores. Porém, o que garante o sucesso
do controle não é a sofisticação dos crachás, mas a capacidade do gestor de criar um processo
simples de identificação que consiga a participação de todos os empregados, caso contrário
qualquer que seja o tipo de utilizado, e qualquer que seja seu custo, provavelmente não
funcionará.

Um sistema de crachás deve se apoiar na compartimentação das áreas. Sendo assim,


qualquer que adentre a empresa, funcionário ou não, receberá um crachá que lhe garantirá o
acesso à algumas áreas da empresa e a outras não. Uma forma simples e com algum uso atual
é colorir os crachás nas mesmas cores das áreas de acesso. Se combinado com a pintura das
portas de acesso e das paredes (ou pelo menos de faixas nas portas e paredes) com as mesmas
cores, isso permite ao usuário do crachá a reconhecer as áreas em que pode entrar e a todo o
pessoal da empresa – e a segurança em particular – identificar e informar sobre entradas não
autorizadas.

Mas o uso de crachás requer algum cuidado. Deve-se ter em mente que os crachás de
visitantes e prestadores de serviço devem ser devolvidos na saída, bem como os dos
empregados que deixem de trabalhar na empresa. Os crachás que dão acesso às áreas mais
críticas devem receber maior atenção, principalmente visando evitar duplicações.

Atualmente há um aumento do uso de crachás eletrônicos. Seu uso se intensifica na


medida em que seu custo diminui. Deve-se lembrar que os crachás eletrônicos apenas
facilitam o trabalho, pois se houver, por exemplo, sensores de passagem nos portais da
empresa, o controle de presença torna-se mais fácil. Porém, o uso da eletrônica não resolverá
o problema de um sistema de controle mal desenhado. Pelo contrário, se o controle de crachás
simples estiver difícil, a sua substituição por crachás eletrônicos possivelmente aprofundará o
problema. Ressalta-se novamente que o que garante o sucesso do controle não é a sofisticação
dos crachás, mas a capacidade do gestor de criar um processo simples de identificação que
consiga a participação de todos os empregados, e principalmente isso.

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3.10) CPTED.
CPTED é um acrônimo, na língua inglesa, para Crime Prevention Through
Environmental Design, que pode ser traduzido por algo como “prevenção de crimes por meio
de projetos”. É uma abordagem multidisciplinar que busca reduzir crime e a insegurança
colocando lado a lado planejadores, projetistas, arquitetos e profissionais de segurança que
trabalham para criar um clima seguro em de um ambiente. Busca projetos que eliminem ou
reduzam o comportamento criminal e ao mesmo tempo encorajem as pessoas a manterem-se
alertas, provendo segurança uns aos outros.

"O próprio projeto e uso efetivo do ambiente


construído podem conduzir a uma redução no medo
e incidência de crimes, e a uma melhoria da
qualidade de vida”.
National Crime Prevention Institute – EUA

A teoria de CPTED defende que todas as possibilidades para prevenção de crime de


forma natural devem ser aplicadas ao máximo antes da aplicação de dispositivos e processos
tradicionais. A abordagem do CPTED é muito mais amigável, evitando o sentimento de "estar
prisioneiro" naqueles que se pretende proteger. Mas foi apenas nos últimos 20 anos que
projetistas e arquitetos começaram a ver a necessidade de planejar e construir não apenas
levando-se em conta as tradicionais ameaças da natureza (fogo, inundações, deslizamentos
etc). Passaram a considerar também a ameaça de crime, trazendo à cena essa nova abordagem
para a prevenção do crime que potencializa e dá maior alcance à proteção dada por cadeados
em portas e fechaduras em janelas. Os princípios do CPTED podem ser aplicados de forma
fácil e barata no construir ou remodelar e os resultados são impressionantes. Em algumas
comunidades que aplicaram os princípios de CPTED nos EUA a atividade criminal diminuiu
em até 40 por cento.

O CPTED coloca sua ênfase no "natural". Historicamente, a ênfase da prevenção de


crimes esteve na abordagem da dificultação do acesso ao bem que se queria proteger por meio
de dispositivos (fechaduras, sistemas de segurança, alarmes, equipamentos de monitoração
etc) e processos (patrulhamento, legislação etc), estratégias de prevenção de crime que

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pretendem tornar o acesso ao objetivo do criminoso mais difícil, mas que podem também criar
um sentimento de "estar prisioneiro". Esta abordagem tradicional tende a negligenciar a
oportunidade para controle de acesso e vigilância natural.

O CPTED prevê o projeto do espaço físico no contexto do usuário, o uso normal e


esperado daquele espaço e o comportamento previsível de usuários contumazes e não-
contumazes. Enfatiza a conexão entre o objetivo funcional de utilização espacial e
administração do comportamento das pessoas.

3.10.1) Origens do CPTED


Em 1968, Jane Jacobs discutiu a interação do ambiente físico com seus habitantes e
quão importante isto era para a vida e vitalidade de uma rua ou bairro no livro The Death and
Life of Great American Cities. Em 1969, o arquiteto Oscar Newman cunhou a expressão
"espaço defensável" quando iniciou seu estudo sobre planejamento de moradias, associando a
ele a percepção das pessoas que ali residiriam sobre segurança. O foco era de como aquelas
pessoas se sentiriam em relação ao senso de propriedade - ou à sua falta (reforço territorial), e
a relação disso com a atividade criminal. Parte de seu trabalho relacionou-se desde então ao
projeto e uso de ruas residenciais como um fator impeditivo para o crime. Em 1971 Clarence
Ray Jeffery, criminologista norte-americano cunhou o termo Crime Prevention Through
Environmental Design após estudar a relação entre o ambiente físico e incidência de crimes,
para os quais empreendeu estudos onde foram entrevistados criminosos a respeito dos
motivos pelos quais eles escolheram um certo local para praticar crimes e quais dos fatores
relacionavam-se com o meio-ambiente.

3.10.2) Princípios gerais


a. Vigilância natural
O CPTED considera a combinação de características físicas, atividades que serão
desenvolvidas e as pessoas que as desenvolverão no local de tal modo sobre que maximize a
visibilidade. O desenho da planta deve permitir que estranhos sejam facilmente observados
por todos. Deve-se buscar a visibilidade sobre as pessoas, estacionamentos, entradas dos
prédios (portas e janelas faceando ruas e estacionamentos), passeios de pedestres e iluminação
adequada à noite.

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b. Reforço territorial

O CPTED encoraja o uso de itens físicos - incluindo barreiras - que expressem


propriedade. O desenho da planta pode criar ou estender a esfera de influência das pessoas. Os
utilizadores desenvolvem então um senso de controle territorial que, quando percebidos por
potenciais agressores, serve de fator de dissuasão. Devem ser definidos os limites da
propriedade e tornar bem clara a distinção entre espaço público e privado, utilizando-se
cercas-vivas ou outros métodos.

c. Controle de acesso natural


O CPTED busca a orientação física das pessoas indo e vindo em um espaço pela
colocação judicial de entradas, saídas, cercaduras, ajardinados e iluminação. Nega-se o acesso
aos locais que possivelmente poderão ser alvos de agressões e cria-se nos agressores uma
sensação de risco. Consegue-se por meio de rotas, passeios e elementos estruturais que
indiquem claramente a direção que as pessoas em geral devem seguir, desencorajando o
acesso indevido a áreas privadas.

d. Manutenção
O CPTED deve permitir o uso continuado de um espaço para seu propósito planejado e
servir como uma expressão de propriedade. Não se deve permitir qualquer redução da
visibilidade de todos sobre o local ou obstrução na iluminação noturna.

3.10.3) O três “D” do CPTED


A abordagem dos três “D” provê um guia simples para determinação da conveniência
do projeto e seu uso.
a. Designação
Qual o propósito designado para este espaço?
Para que foi originalmente projetado?
Como o espaço suporta seu uso atual?
b. Definição
Como o espaço é definido?
Está claro quem é o seu proprietário?

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Onde estão seus limites?
Há condicionantes sociais ou culturais que afetem o uso do espaço?
Está bem sinalizado quanto aos
fatores acima?
Há algum conflito ou confusão
entre seu propósito (primeiro “D”) e
como foi definido (segundo “D”)?
c. Design
Como a planta física apóia o uso
planejado?
Como a planta física apóia a
definição do uso e os comportamentos desejáveis ou aceitáveis das pessoas que ali estarão?
A planta física está em conflito com o uso produtivo de espaço?
A teoria do CPTED prevê que mudanças no ambiente farão com que um possível tome
certas decisões de comportamento desejadas. Essas mudanças são feitas para desencorajar os
ofensores, e assim intimidar ao invés de conclusivamente prevenir o comportamento.
Alguns autores incluem o CPTED com parte integrante da teoria da Segurança Física,
outros o consideram como um planejamento separado, que se insere após a análise do risco e
antes do planejamento da segurança física propriamente dito. Neste livro adotaremos a
primeira definição, onde CPTED é algo que deve estar sempre na mente do planejador quando
da escolha das barreiras a serem adotadas. Porém mais importante que discutir se CPTED
pertence ou não à segurança física é compreendermos que sempre haverá estreita ligação entre
a arquitetura do projeto e a segurança.

3.11) Iluminação.
A iluminação permite que seu sistema de segurança continue operando durante a noite e
permite que se mantenha um nível de proteção próximo ao nível existente durante o dia. Uma
boa iluminação também funciona como um importante fator de dissuasão para
desencorajamento de possíveis agressores. Porém, não é comum a compreensão de que a
iluminação de proteção sirva para outros propósitos além de dissuadir possíveis agressores. A
falta de uma boa iluminação de proteção é causada por uma percepção falha de suas

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vantagens, principalmente seu baixo custo. Para compensar sua falta, aumenta-se o número de
postos de vigilância e patrulhas móveis, o que é bem mais caro.

A iluminação de segurança possui como características gerais:


1º) É relativamente barato mantê-la.
2º) Permite reduzir a necessidade de forças de segurança.
3º) Permite proteção pessoal para a força de segurança reduzindo o elemento de surpresa
para o intruso.
4º) Requer menor intensidade que a luz de trabalho.

O planejamento de um sistema de iluminação deve considerar a necessidade de luz a partir


do perímetro externo, passando por áreas e benfeitorias sensíveis dentro da empresa e
terminando nos locais de onde houver atividade noturna. Normalmente há menor necessidade
de luz nas partes externas que nas partes internas da empresa, exceto nos locais onde haverá
atividades tais como portões de entrada e locais de carga e descarga noturna. Pode também ser
utilizado acoplado a um sistema de alarmes, gerando grande benefício para a segurança.

Ao se pensar em iluminação de proteção deve-se ter em mente que ela precisa justificar-se
por ao menos um dos três motivos abaixo:

1º) Desencorajar entradas não autorizadas na área da empresa.


2º) Simplificar e garantir a detecção de intrusos que se aproximem ou tentem entrar em
áreas protegidas.
3º) Prevenir e detectar roubos internos ou outros problemas do gênero.

O sistema de iluminação deve ter capacidade de continuar operando de forma eficiente


durante períodos de baixa visibilidade tais como serração ou fortes chuvas. Há também a
necessidade de luzes de emergência, iluminação reserva caso haja pane nas luzes principais,
rotinas de teste e manutenção. As lâmpadas mais utilizadas são a lâmpada incandescente
comum, as de vapor de mercúrio ou de sódio e as de quartzo.

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CAPÍTULO 4
PLANEJAMENTO OPERACIONAL DE SEGURANÇA FÍSICA

4.1) Considerações iniciais.


Durante a evolução empresarial, ao longo do processo de industrialização e comércio
global, notou-se a necessidade da criação de um plano de segurança preventivo e por vezes
corretivo para o produto da empresa. Com o passar do tempo, foram estabelecidos conceitos
sobre os quais esse plano deve estar assentado:
1°) Triângulo do Planejamento.

DETECÇÃO: É a identificação de
um risco, no momento da sua
efetivação, através dos meios técnicos
ou humanos;
REAÇÃO: É a resposta pronta e
efetiva. A rapidez na resposta requerida
ditará o nível de complexidade dos
sistemas implantados.
EVENTO: É a ocorrência que se quer evitar.

2°) Triângulo do Roubo


Assim como vimos o triângulo do
planejamento, podemos esquecer de um outro
triângulo muito importante que é o do ROUBO,
composto de:
DESEJO = Vontade de ter alguma coisa.
MOTIVAÇÃO = Raciocínio, gosto, mania.
OPORTUNIDADE = A única coisa que se pode impedir.
Diante destes dois conceitos, devemos arquitetar nossas ações com a finalidade impedir o
avanço dos agentes agressores.

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Numa visão mais ampla, o planejamento da segurança física visa atingir o propósito de
proteger bens e pessoas, prevenindo, coibindo ou neutralizando ações de agentes agressores
que venham a interferir na rotina da empresa.
Porém, antes de se iniciar um planejamento de segurança física, há necessidade de se
definir:
1) Quais os ativos que vamos proteger (O que protegeremos)?
2) A que riscos esses ativos estão sujeitos (Quanto protegeremos)?
Há também a necessidade de se determinar o grau de risco ao qual o que deve ser
protegido está exposto. Uma empresa localizada em área urbana de alta criminalidade e
possui itens de alto custo para proteger precisará de mais segurança que uma empresa na área
rural, onde seja baixa a criminalidade, e que produza, por exemplo, parafusos.
Um Plano de Segurança Física deve também considerar a maneira de agir dos agressores.
As características das cercaduras, patrulhas, alarmes, fechaduras, janelas e portas devem ser
estudadas pelo pessoal da segurança – para impedir invasões – na medida do possível com a
mesma visão dos possíveis agressores – para tentar invasões. Colocando-se na posição do
agressor, pode-se vir a ter a sua perspectiva, o que ajudará em muito o planejamento das
defesas. Agressores normalmente decidem se tentarão ou não um crime contra aquele local
após responder aos seguintes questionamentos:
1°) É fácil entrar?
2°) O quanto o alvo parece atrativo, vulnerável ou visível?
3°) Quais as chances de ser visto?
4°) Se visto, haverá reação contrária?
5°) Há uma rota de fuga rápida?
Caso seu plano não passe no teste acima,
refaça-o antes de iniciar sua implementação.
Isso vai economizar um bom dinheiro e
talvez salvar seu emprego.
Utilizamos como ferramenta o método
PDCA (Planejamento, Desenvolvimento,
Controle e Avaliação)
P = Planejamento realizado.
D = Desenvolvimento. É a implementação do Plano de Segurança Física.

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C = Controle. São as ferramentas elaboradas para proporcionar o retorno.
A = Avaliação. Após o recebimento
do retorno este é analisado buscando se
a resposta ao Plano está de acordo com
o mesmo. Caso contrário, são
realizados ajustes para que o retorno
seja o esperado.

4.2) Fatores de planejamento.


4.2.1) Primeira linha de proteção -
segurança de perímetro.
Perímetro significa fronteiras
externas, normalmente os limites da propriedade. É a primeira linha de defesa contra as
invasões. A segurança de perímetro é tipicamente composta por uma cercadura, apoiada em
iluminação, CFTV e patrulhas. Em alguns casos, especialmente áreas urbanas, as paredes dos
prédios são o perímetro e suas portas e janelas seus acessos. O tipo de barreira física que será
utilizada como primeira linha de proteção dependerá do que se pretende proteger. Por
exemplo, proteger um prédio em área urbana difere significativamente de proteger uma
fábrica no campo.
Como definição geral se pode dizer que os fossos e gradeados são elementos tradicionais
para emprego em cercaduras perimetrais exteriores e vêm sendo utilizados com ou sem
especiais condições de segurança.
Para o planejamento de uma segurança de perímetro, os seguintes fatores devem ser
considerados:
1°) Sempre que houver um planejamento de perímetro, ele precisa estar de acordo com a
visão geral do Plano Estratégico da empresa e do Plano Tático de Segurança.
2°) Perímetros de segurança precisam ter uma relação custo-benefício favorável. Quando
o plano for apresentado, certamente alguém perguntará “Que tipo de retorno teremos com
esse investimento?”.
3°) Muito embora quanto menor o número de entradas no perímetro de segurança mais
segura ele fica, seu planejamento não deve interferir negativamente nos negócios nem na

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execução do Plano de Evacuação de Emergência. Fazer segurança significa aumentar o grau
de proteção para as pessoas e equipamentos, e não aumentar o risco.
4°) Perímetros de segurança têm efeito psicológico sobre invasores em potencial. Eles
sinalizam para os de fora – e para os de dentro também – que há medidas para impedir
invasões.
5°) Mesmo com uma boa segurança de perímetro, a possibilidade de uma entrada não
autorizada não deve ser desconsiderada.
6°) Se são encontrados invasores dentro da propriedade, houve fragilidade do perímetro
de segurança. Essa fragilidade deve ser encontrada e corrigida.
7°) O perímetro de segurança deve servir como uma primeira linha de uma série de
defesas.
8°) Mercadorias sempre poderão ser atiradas por sobre cercas ou através de janelas. Uma
enorme variedade de coisas sempre poderá ser surrupiada por pessoas a pé ou em veículos
legalmente dentro da propriedade.
9°) O perímetro externo de um prédio, principalmente em áreas urbanas, normalmente são
suas paredes externas.
10°) Zonas limpas. Para permitir vistas livres, os dois lados de uma cercadura deverão
estar limpos, sem obstáculos. Deve existir uma zona vazia de 6 metros ou mais entre a
barreira de perímetro e as estruturas de exterior, áreas de estacionamento, características
naturais ou benfeitorias feitas pelo homem. Da mesma forma, deve existir uma zona vazia de
15 metros ou mais entre a barreira de perímetro e as estruturas internas. Em caso de cercas
duplas, o intervalo entre elas também.
11°) Barreiras perimetrais estão todo o tempo expostas ao público externo. Deve-se cuidar
bem da sua aparência, bem como da aparência do pessoal das patrulhas e das guaritas.
12°) Barreiras perimetrais devem ser inspecionadas periodicamente, em períodos curtos.
Não se deve esperar encontrar um invasor na ante-sala para saber que a cerca está rompida.
- Cercadura. Quando for essencial o estabelecimento de maior grau de segurança, duas
linhas de cercaduras podem ser instaladas no perímetro. Estas cercaduras devem ser separadas
por distância não inferior a 4,5 metros e não mais de 45 metros para melhor proteção e
controle. As cercaduras devem permitir passagens para execução de serviços, que terão no
mínimo 25 cm de diâmetro, devendo ser protegidas para prevenir abertura não autorizada.

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A escolha da melhor cercadura depende da situação dos riscos que cada empresa está
sujeita, bem como do orçamento da segurança. Sugere-se a utilização da tabela abaixo, onde
os campos “Tempo de instalação por m²” e “Custo de instalação por m²” devem ser
preenchidos a partir de pesquisa no mercado local:

Tipo de cercadura Tempo de Custo de Manutenção Facilidade de Durabilidade


instalação instalação periódica transposição no tempo
por m² por m² por seres
humanos
Tela de arame Média Média Média
Arame farpado Alta Alta Baixa
Concertina Média Baixa Baixa
Fio cortante Média Baixa Baixa
Muro de alvenaria Baixa Baixa Alta
Grade de ferro Baixa Média Alta
Cerca viva Alta Alta Baixa

Para melhorar a segurança de uma cercadura, os seguintes pontos devem ser considerados:
1) Postes, árvores, caixas ou quaisquer outros objetos junto à cercadura podem ser
utilizados pelo agressor para escalá-la.
2) Escadas deixadas junto à cercadura são um convite aos invasores. Escadas fixas devem
ter seu início protegido dentro de uma gaiola de metal, com porta fechada.
3) Cercaduras conjugadas com a de outra propriedade, ou que se toquem em pontos
específicos, representam perigo extra. Um invasor pode entrar na propriedade vizinha e
depois invadir a propriedade que se quer proteger escalando ou abrindo a outra cercadura.
4) Deve-se ter especial atenção quando a cercadura toca em outras edificações, pois
poderá ser transposta a partir dos telhados vizinhos ou mesmo utilizando-se as janelas e outras
saliências da edificação como apoio para a transposição.

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- Barreiras de detenção de veículos. São dispositivos de proteção que formam uma
barreira compacta mediante barras ou fileiras de elementos e se dispõe para a detenção de
veículos diante de invasão agressiva ou não autorizada. Este tipo de elemento pode ser
utilizado tanto como um sistema de segurança que impeça invasões de veículos quanto como
apoio ao controle de acesso.
- Eclusas. Como é designado o conjunto de elementos fixos e móveis (anteparas, biombos
ou parede fina, divisória e portas) que formam um sistema de controle de acesso para pessoas,
veículos ou objetos constituído por duas ou mais portas que não se abrem de uma só vez, não
permitindo o contato direto entre duas áreas adjacentes.
4.2.2) Segunda linha de proteção - sistema de fechamento.
O propósito básico de um sistema de
fechamento é obstruir entradas não
autorizadas em locais já dentro do perímetro
da empresa. Tentativas de entrada em
lugares não autorizados – protegidos –
ocorrem normalmente pela porta ou pela
janela, tanto externas quanto internas.
Conseqüentemente, sistemas de fechamento
detêm acesso não autorizado de pessoas de
dentro ou de fora da empresa.
- Portões. São barreiras necessárias para o controle do
tráfego de entrada e saída através da cercadura. São utilizados
para impedir o acesso ou saída de veículos não autorizados.
Quando menos portões houver, maior a segurança, pois são
pontos de vulnerabilidade na cercadura da mesma forma que
portas e janelas são pontos de vulnerabilidade em paredes. Em
geral são fechados com correntes e cadeados. São também
exemplos de portões a cancela e o muro móvel. Quanto a este
último, seu uso aumentou, principalmente no exterior, com o
aumento dos problemas com carros-bomba e franco-atiradores
que invadem as instalações em veículos em alta velocidade. No Brasil, são pouco utilizados.

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- Janelas. As janelas são elementos de fechamento principalmente exterior utilizados na
arquitetura e na construção em geral e raras vezes são colocadas segundo condições
específicas de segurança. Seu emprego diante de invasão tem em qualquer caso,
planejamentos especiais. Sua função mais comum é a ocultação de vistas e a regulação da luz
solar, mas pode vir a apresentar, não obstante, condições notáveis de segurança.
- Fechaduras. Quando se pensa em sistema de fechamento, é normal se esqueça das
fechaduras. Mas antes de se considerar qualquer fechadura em particular é importante
entender seus princípios fundamentais.
Fechaduras não podem ser
consideradas como equipamentos
singelos que quando são adicionados
às portas ou janelas, como apêndices,
aumentam sua segurança. Fechaduras
são parte de um sistema de fechamento
cujo objetivo é atrasar a entrada ou a
saída de um espaço por um período de
tempo tal que permita a detecção do
invasor. Esta é a função de um sistema
de fechamento. Um sistema de
fechamento é composto por:
1) A abertura em que a porta, que pode ser a porta de uma sala, a porta de um cofre, de
uma sala-forte ou ainda uma porta de armário, janela ou portão será inserida, e seus
materiais adjacentes.
2) A moldura que é inserida nesta abertura.
3) A porta, janela, portão ou similar e o material que o constitui.
4) As dobradiças.
5) A maçaneta e sua lingüeta, ou outro dispositivo similar.
6) O cilindro-mestre.
7) O mecanismo de travamento.
Todas as partes listadas acima devem receber a mesma consideração que as duas
últimas, que são a fechadura propriamente dita. Se em um sistema de fechamento tem um
desses itens especificado de forma tal que forneça alto grau de segurança, mas outros itens

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não o acompanham no mesmo grau, não surte o efeito esperado e perde-se trabalho e
dinheiro.Atualmente fechaduras apresentam alto grau de sofisticação em relação à segurança
oferecida, mas os outros materiais não. Sendo assim, erros são comuns.
As fechaduras são categorizadas como “mecânicas” – fechaduras com chaves, nos seus
vários tipos – ou “eletromecânicas” – fechaduras com cartões ou similares. Quase todos os
tipos de fechadura operam por meio de uma chave, combinação numérica (segredo), cartões
ou impulso elétrico. A maioria das fechaduras de chave (exceto cadeados) usa para seu
funcionamento um mecanismo de travamento que se estende para além da fechadura,
penetrando no receptáculo na moldura da porta. Para anulá-lo, pode-se utilizar uma chave que
mova manualmente o mecanismo de
volta em direção à fechadura. As
lingüetas são empurradas por molas e
menos seguras que os mecanismos de
travamento. Possuem um ângulo que
permite seu deslizamento e fechamento
na abertura da moldura da porta sempre
que esta se fecha. A não ser que possua
ranhura de segurança será necessário
apenas um simples cartão plástico ou
uma faca para empurrá-la de volta à
porta.
Os cilindros-mestres são a parte da
fechadura que contém a ranhura para a
inserção da chave e os pinos do segredo. Fechaduras com cilindros-mestres duplos, um de
cada lado, são uma forma comum de aumentar segurança a uma porta, se comparadas com as
fechaduras de somente um cilindro. Fechaduras de cilindro duplo são mais seguras que
fechaduras de cilindro simples porque necessitam de chave também para abrir por dentro.
Com fechaduras de um só cilindro, o lado oposto do cilindro é operado somente por um pino,
o que significa dizer que um ladrão que quebre um vidro ou remova um painel poderá
alcançar o pino e abrir a fechadura.
Fechaduras com chave na maçaneta são usadas universalmente. Não possuem mecanismo
de travamento, sendo que o segredo atua diretamente na lingüeta. A maioria delas contém

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uma ranhura na parte externa (para receber a chave) e um pino na parte interna. Apresenta as
mesmas limitações que a fechadura de um cilindro. O modelo com duas ranhuras são mais
seguros, pelas mesmas razões já expressas. Se comparadas com as fechaduras com
mecanismo de travamento, são menos seguras, especialmente porque a lingüeta sofre grande
dano caso seja atacada com um martelo, por exemplo, e sua maçaneta pode facilmente ser
arrancada à força, expondo o segredo.
Há várias maneiras de se atacar uma fechadura. Provavelmente o mais simples, utilizado
em portas sem mecanismo de travamento, seja forçar um cartão plástico ou faca entre a porta
e a moldura, próximo ao local da lingüeta, para soltá-la da moldura, o que acontece sem muita
dificuldade. Fechaduras que possuem ressaltos de segurança na lingüeta ou mecanismos de
travamento não são passíveis de serem abertas dessa forma. Para este tipo e fechadura, pode-
se colocar uma chave de fenda ou pé-de-cabra entre a porta e a moldura, de forma que se
afastem uma da outra e o mecanismo de travamento possa soltar-se da moldura. Este tipo de
ataque, caso sejam tomados cuidados para não danificar nem arranhar portas e molduras, pode
vir a se difícil de ser descoberto mais tarde. Outro método consiste em usar uma serra sobre a
parte do mecanismo de travamento que se apresenta entre a porta e a moldura, cortando-a e
liberando a porta. Pode-se também, com uma chave de fenda ou similar, desgastar a porta
onde se prende o mecanismo de travamento. Por fim, pode-se arrancar o cilindro-mestre da
fechadura, com o auxílio de uma furadeira e broca de metal. Todos esses métodos podem ser
evitados com o uso de mecanismos de travamento de metal duro, que não possa ser serrado,
molduras de metal e uso de placas de metal como proteção dos cilindros.
Fechaduras que não sejam elementos definidos e desenhados para a segurança são
elementos decorativos e não de proteção.
4.2.3) Terceira linha de proteção – interna.
A terceira linha de proteção é aquela que visa o controle interno de acesso e é composta
por cofres, armários, porta interna, salas fortes e similares.
- Porta interna. Deve-se atentar para o fato de que uma porta fina e frágil, mesmo que
tenha uma boa fechadura, poderá simplesmente ser ignorada e atravessada por um agressor.
Sendo assim, uma porta sólida, de madeira ou de metal, é um investimento necessário. Da
mesma forma, molduras de madeira de pelo menos 10 cm ou de metal, permitirão que haja
segurança. Quando utilizando uma moldura de metal, deve-se ter o cuidado de que seja sólida,
e não apenas o perfil, o que a tornaria frágil. Se for utilizado apenas o perfil, deve ser

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preenchida com cimento, de forma a resistir a impactos. Quando utilizando dobradiças para
cadeados, as dobradiças devem ser fixadas de tal forma que os parafusos não fiquem
expostos.
- Janela. Utilizando-se a norma americana como referência, há dois tipos de janelas de
segurança, a janela anti-chama e a janela anti-arrombamento.
- Parede, piso e telhado. Telhados são de fácil penetração. Com pouca e simples
ferramentas pode-se penetrar pelo teto. Como geralmente alarmes, iluminação de segurança
ou patrulhas não incluem o teto, essa fragilidade é atrativa para invasores. Dessa forma, para
melhorar a segurança, deve-se sempre instalar cercaduras no teto,
principalmente se ele for subjacente ao teto de outra propriedade.
- Caixas fortes (cofres), câmaras blindadas (salas fortes) e
armários de segurança.
Para uma efetiva proteção, deve-se conhecer as formas
ataque contra uma caixa forte (cofre).
1) Podem ser rasgadas - como “lata de sardinha” - a partir de
um de seus cantos. Ocorre em caixas fortes feitas de metal fino.
É o método mais comum.
2) Suas portas podem ser raspadas para se alcançar a fechadura na sua parte interna,
liberando-a. Ocorre também em caixas fortes feitas de metal fino.
3) O disco da combinação pode ser quebrado e retirado com a ajuda de um martelo, de
forma a alcançar o mecanismo de travamento, que ficam expostos e podem ser quebrados e
empurrados para dentro com o auxílio de martelo e ponteira, liberando a porta. Ocorre em
equipamentos velhos.
4) Podem ser virados de cabeça para baixo e no seu fundo, normalmente mais frágil,
aberto um buraco com o auxílio de martelo e talhadeira.
5) Pode-se expor o mecanismo de travamento através de um buraco na sua porta, feito
com o auxílio de uma furadeira. Este mecanismo é então alinhado manualmente, liberando a
porta.
6) A porta pode ser cortada com o auxílio de um maçarico de oxiacetileno.
7) Pode-se simplesmente remover a caixa forte de seu local para um outro mais
conveniente, onde poderá ser aberta sem premência de tempo.

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Diante das formas de agressão expostas acima, as seguintes medidas para melhorar a
segurança das caixas fortes podem ser adotadas:
1) Utilização de alarmes, CFTV e iluminação adequada no local da caixa forte.
2) Deve estar localizada em um local bem visível. Salas fortes em locais escondidos
fornecem ao ladrão melhores condições de trabalho. Isso não significa que deva estar sempre
visível, pois não de pode esquecer o princípio de que aumentar a segurança o fato ser mantido
em segredo o fato de existir um segredo. Sempre que possível, o local da caixa forte deve ser
visível, mas a caixa forte em si, sempre que possível, deve ser camuflada de tal forma que as
pessoas não saibam que ela está ali.
3) Chumbe a caixa forte ao prédio, de forma que não possa ser tirada do local. Algumas
caixas fortes possuem mecanismos para facilitar seu transporte. Após sua colocação, retire
rodas ou quaisquer mecanismos de transporte existentes.
4) Não deve ser dada ao ladrão a facilidade de poder utilizar quaisquer ferramentas que
fiquem no local onde está a caixa forte.
5) O uso de fechaduras de tempo obriga que a caixa forte somente seja aberta em horários
certos, mesmo conhecendo-se o segredo. Uma fechadura de retardo obriga que haja um
intervalo de tempo, normalmente 15 minutos, entre o uso do segredo e a abertura da porta. Há
também fechaduras com segredos diferenciados, sendo que um deles abre a porta da caixa
forte e ao mesmo tempo aciona um alarme, que pode ser no local ou em uma central de
segurança.
6) Ao final deve-se girar o disco da combinação várias vezes na mesma direção.
7) A combinação não deve ser escrita. Se for escrita, deve ser guardada em local diferente
da caixa forte, e sem marcações que a liguem à mesma. Deve-se mudar a combinação original
da fábrica tão logo quanto possível. Quando alguém que souber a combinação for demitido,
deve-se trocar o segredo.
8) Deve-se manter valores baixos na caixa forte. Aumenta a segurança cultivar o hábito de
depositar constantemente valores no banco.
9) Use caixas fortes em que as marcas da classe estejam na parte de dentro do cofre. Se
um agressor sabe com que tipo de caixa forte está lidando, seu trabalho é facilitado.
- Duto. São aberturas para ventilação, ar-condicionado etc. São pontos vulneráveis que
merecem atenção. A regra básica é proteger qualquer abertura que tenha mais de 50x20 cm ou
30 cm de diâmetro.

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4.2.4) Emprego de meios humanos.
Podem ser próprios da empresa ou terceirizados, cada solução apresentando vantagens e
desvantagens.
Vantagens de vigilantes próprios:
- Geralmente de melhor padrão, pois, eles recebem salários mais altos.
- Geralmente prestam melhor serviço, pois se sentem como parte do negócio.
- Podem ser treinados para dirigir alguns deveres de segurança mais complexos.
- Apresenta menor rotatividade.
- São mais familiarizados com as instalações que protegem.
- Tendem a ser mais leais à companhia.
Desvantagens de vigilantes próprios:
- Custam mais caro.
- Têm que ter substitutos disponíveis na própria empresa.
Vantagem de vigilantes terceirizados:
- A empresa reduz seus problemas administrativos e de pessoal, reduzindo a carga sobre
seu Departamento de Pessoal.
- A empresa é aliviada das responsabilidades paralelas relacionadas à folha de pagamento.
- A empresa transfere para a contratada a responsabilidade de programar e supervisionar o
pessoal da vigilância.
- A contratada é capaz de fornecer vigilantes extras em curto espaço de tempo quando
necessário.
- A contratada assume os riscos da responsabilidade civil.
Desvantagens de vigilantes terceirizados:
- A empresa perde parte de seu controle sobre a qualificação dos vigilantes.
- Objetivando a redução de seus custos, a contratada pode dar treinamento falho aos
vigilantes.
- Também objetivando a redução de seus custos, a contratada pode utilizar empregados de
baixo salário e, por conseguinte, de baixa qualidade profissional.
- Os vigilantes terceirizados não apresentam lealdade para com a organização.
- Podem apresentar elevado índice de rotatividade, o que inviabiliza qualquer programa de
treinamento implementado pela empresa.

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- Podem não estar familiarizado com a planta.
4.2.5) Uso de cães de guarda.
Antes de decidir sobre o uso de cães de guarda, o profissional de segurança deve levar em
consideração alguns fatores.
- Presença de distúrbios externos.
A efetividade dos cães de guarda possui uma grande dependência da ausência de
distúrbios externos. Cães de guarda detectam movimentos, sons e odores estranhos, e isso os
faz alarmar a presença de invasores, ou seja, alguém que não está ali normalmente. Sendo
assim, eles devem ser utilizados em ambientes controlados, ou seja, que não varie de forma
difusa. O local deve ser livre de variações descontroladas de movimento, sons e odores para
que o animal possa perceber que a variação vem de um invasor. Quando utilizados em áreas
onde tais variações ocorrem, o cão notará todas elas e não saberá distinguir quando um
invasor se aproximar. Nessa situação, seu valor como cão de guarda se limitará ao efeito
psicológico de dissuasão.
- Visibilidade reduzida e escuridão.
Cães de guarda são mais efetivos quando utilizados à noite, em áreas escuras – não em
áreas iluminadas ou durante períodos de visibilidade reduzida. Cães ficam especialmente
alerta quando na escuridão, pois aguçam seus sentidos de audição e olfato, os quais são suas
melhores ferramentas para a detecção de invasores. Se utilizados de dia ou em áreas
iluminadas devem patrulhar por rotas alternativas que busquem as sombras ou permanecer em
pontos escuros de onde possam vigiar a área
a ser protegida. Por fim, caso seja necessário
que se exponham em áreas iluminadas,
mesmo não sendo seu uso ideal do ponto de
vista técnico, sua exposição aumentará o
efeito psicológico de dissuasão sobre
potenciais invasores.
- Vento, terreno e clima.
De todos os elementos naturais a serem
considerados, o vento é o mais importante.
Saber a direção dominante e sua velocidade afeta sobremaneira a forma de se planejar o uso
de cães de guarda, pois se deve utilizar o cão onde ele possa usar o vento a seu favor para

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aumentar sua capacidade de detecção.
Isso se torna crítico, pois afeta os dois
principais sentidos do animal, o olfato
e a audição. Sendo assim, o melhor
uso do fator vento consiste em planejar
o uso do cão de forma que ele possa
receber o vento vindo da área a ser
vigiada.
Da mesma forma o terreno e suas
benfeitorias podem, se bem que em
menor escala, interferir no olfato e audição dos cães, na medida em que podem desviar o
sentido original dos ventos e distorcer e difundir os sons de tal forma que se tornará muito
difícil para o cão definir o local exato da origem dos cheiros ou dos sons, dificultando que ele
localize o invasor.
As condições climáticas extremas tais como chuva torrencial, frio intenso, ou ventos
muito fortes também deve ser considerado, pois tendem a reduzir a capacidade de detecção
dos cães. Em tais condições, o uso de rotas alternativas de patrulha onde o animal possa estar
mais abrigado. É razoável considerar que os cães suportam exposição às intempéries da
mesma forma que os humanos, e que também as mesmas conseqüências. Sendo assim, sob
condições extremas, da mesma forma que o homem deve se proteger deve proteger também
os cães. Por exemplo, sob frio intenso, da mesma forma que os vigias devem se agasalhar,
deve-se considerar a necessidade de agasalho para os cães, inclusive calçados, caso tenham
que caminhar sobre geadas.
- Turno de trabalho.
Normalmente o turno de trabalho dos cães deve ser de quatro horas por quatro de
descanso. Caso se queira planejar turnos maiores, normalmente os cães se cansam e perdem o
interesse em seis horas. Ainda assim, quando o vento, o frio ou o calor se torna por demais
agressivo, é‘prudente uma redução no turno de forma a evitar animais cansados e
desinteressados na ronda.
Na figura abaixo temos um exemplo de planejamento de uso de cães de guarda.

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4.2.6) Iluminação de proteção.
Quando se inicia o planejamento de um
sistema de iluminação de proteção ou avalia-se um
sistema já existente, os seguintes pontos devem
servir de guia:
1º) Fazer uma lista com a descrição,
características e especificações dos vários tipos de
lâmpadas existentes.
2º) Fazer uma pesquisa e levantar as
características dos vários tipos de iluminação
oferecidos pelo mercado.
3º) Fazer alguns diagramas e definir quais as

suas necessidades de iluminação, definindo altura, direção e


espaçamento da iluminação.
4º) Definir o mínimo necessário em termos de luminosidade
em cada área que se queira iluminar.
Deve-se levar também em consideração:
1) Requisitos de manutenção. O que inclui limpeza periódica
e troca de lâmpadas queimadas. A determinação dos custos de
manutenção deve incluir material de apoio tais como escadas e
ferramental, tanto para limpeza e troca das lâmpadas quanto para
a segurança de quem vai executar o trabalho.
2) Controle fotoelétrico. Sua utilização para acionar
automaticamente a iluminação deve ser avaliada. São práticos e reduzem o gasto com energia,
porém aumentam o custo de implantação do projeto.
3) Condições climáticas. As condições de sol, chuva, ventos e serração devem ser
avaliadas. Elas podem influenciar o tipo de lâmpada escolhida e aumentar a necessidade de
manutenção.
4) Alimentação. As condições da rede elétrica devem ser levantadas, com especial atenção
às flutuações e períodos de falta de energia. Talvez se torne necessário um sistema de
alimentação próprio com geradores.

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5) Aterramento. O aterramento protegerá o sistema contra sobrecargas que poderiam
danificá-lo. Aterramentos são, portanto, de fundamental importância e não devem ser
desprezados. Uma consulta técnica com um engenheiro, da empresa ou externo, faz-se
necessária. É usual a empresa contratada para instalar o sistema de iluminação prover essa
informação.
6) Controle de manutenção. Deve-se estabelecer uma pauta de controle onde os tempos de
acionamento dos vários tipos de lâmpadas serão estimados, permitindo o controle e a previsão
de queimas. A expectativa de vida de uma lâmpada é fornecida pelo fabricante, e
normalmente se considera 80% desse tempo como o ideal para adquirirmos sobressalentes,
caso não haja em estoque, e prepararmos uma troca. Segue abaixo um exemplo de pauta:

Tipo e voltagem Localização (ver Data da instalação Data esperada da troca


diagrama)
001 Mercúrio 1000W 1-001 10 jul 20002 15 out 2002
002 Sódio 400W 4-002 15 out 2002 09 dez 2004
etc
Diagrama:

7) Áreas restritas. Todas as áreas restritas devem estar iluminadas durante toda a noite no
seu perímetro e pontos de acesso. O posicionamento deve cumprir as seguintes regras:
- Não ter um brilho ofuscante que cause cegueira temporária no pessoal de segurança e
atrapalhe sua tentativa de observar possíveis invasões, fornecendo vantagem ao invasor.
- Não iluminar o pessoal de segurança e nem fornecer a sua silhueta, permitindo que o
invasor saiba quantos são e sua localização.
- Garantir ao pessoal de segurança o controle do acionamento do sistema de iluminação,
evitando seu desligamento mesmo que não intencional.

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São princípios gerais de iluminação de segurança:
- A iluminação de pontos de controle de entrada deve ser de intensidade suficiente para
permitir aos guardas comparar e identificar os portadores de crachás.
- A iluminação protetora deve permitir ao pessoal de segurança observar sem serem
vistos.
- Sempre deve prever luzes brilhantes nos olhos do intruso.
- Deve haver pouca luz nas rotas de patrulha da segurança.
- A queima de uma ou mais luzes não deve afetar a operação das luzes restantes.
- A fonte de energia substituta deverá ser adequada para sustentar a iluminação de
segurança de todas as áreas sensíveis e estruturas.
- O cone de iluminação da fonte de luz deve ser dirigido para baixo e pra longe da
estrutura ou área protegida e para longe do pessoal de segurança da área.
- A fonte de luz para iluminar cercaduras de perímetro deve ser localizada suficientemente
dentro da área protegida e acima da cerca de forma que a claridade possa cobrir todo o solo
adjacente à cercadura.
- Deve prover adequada iluminação ate mesmo de áreas limítrofes.
Podem ser usados dois sistemas básicos para prover iluminação de segurança efetiva:
- Iluminar divisas e acessos.
- Iluminar área e estruturas dentro dos limites gerais da propriedade.
Existem quatro tipos gerais de sistemas de iluminação de segurança:
- Contínuo. É o sistema de iluminação de segurança mais comum e que consiste em
luminárias estacionárias. Há dois métodos primários de empregar iluminação contínua, que
são:
1º) Projeção de clarão.
2º) Iluminação controlada.
- Auxiliar. É o sistema de iluminação de segurança no qual as luminárias são estacionárias
e não estão continuamente ligadas.
- Móvel. É o sistema de iluminação de segurança que consiste em holofotes móveis,
manualmente operados. Normalmente é utilizado para complementar iluminação contínua ou
auxiliar.
- De emergência. Utilizado em caso de pane geral dos outros sistemas, duplica os outros
três sistemas citados no todo ou em parte. Seu uso é limitado pela possível falta de energia

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que pode ocorrer em casos de emergências ou mesmo por requisitos de atendimento à própria
emergência, que poderá limitar o uso de energia elétrica por questões de segurança. Pode
depender grandemente de fontes de energia alternativa como geradores portáteis ou baterias.
Há vários tipos de iluminação usados para propósitos de segurança:
- Luminárias incandescentes. Proporciona iluminação imediata e Pode ser montada de
maneira que a luz seja refletida ou difusa. Um exemplo é a lâmpada incandescente comum.
- Luminárias de descarga gasosa. Possuem a vantagem de serem mais eficientes (menor
custo por lux produzido) que as luzes incandescentes e apresentam excelente desempenho
onde há névoa e cerração. Porém
possuem a desvantagem de exigirem de
dois a cinco minutos para acender
quando frias e períodos mais longos
para reacender quando quentes. Há dois
tipos principais:
1º) Luminária a vapor de mercúrio
– produz luz azul suave.
2º) Luminárias a vapor de sódio –
produz luz amarela suave.
- Luminárias de quartzo: Têm luz branca muito luminosa e acendem rapidamente. São
excelentes para uso ao longo de perímetros e em áreas críticas, mas freqüentemente
necessitam ser usada em potências muito altas e de grande consumo.

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CAPÍTULO 5
O PLANO DE SEGURANÇA FÍSICA PASSO A PASSO

5.1) Iniciando o plano.


Baseado em um diagnóstico e uma análise de risco, o plano tem como finalidade
principal, propor soluções para a diminuição dos riscos levantados. Iremos então dimensionar
os meios humanos, animais e técnicos a serem utilizados para alcançar nossos objetivos. O
plano deve estar bem alinhado com a política e objetivos da empresa para que possamos
atingir resultados não só eficazes e eficientes, mas também efetivos. É interessante iniciar
apresentando o conceito à alta direção da empresa mostrando as conseqüências para a
empresa caso o sistema produtivo seja atacado e uma visão histórica de fatos ocorridos em
outras empresas – ou na própria empresa. Após a apresentação das medidas propostas se deve
apresentar de forma honesta à direção que tipo de problemas as medidas de segurança
poderão causar na produtividade e, comparando-se tais problemas com as conseqüências de
possíveis ataques ao sistema produtivo (mostradas no início da apresentação), uma honesta
análise do custo/benefício de tais propostas – que deve ser favorável à segurança, pois se não
for não de deve sequer iniciar a apresentação das propostas de segurança.
O plano deverá retratar todas as preocupações que o executivo de segurança deve ter com
relação à aplicação dos recursos adequados, além da descrição das normas e procedimentos
que as equipes de segurança desempenharão através das normas de cada posto de serviço,
respeitando-se as particularidades existentes em cada setor. Para que isso aconteça, se faz
necessário que todos os envolvidos com a segurança, estejam bem treinados e integrados com
o ambiente de trabalho.

5.2) Fatores importantes na elaboração do plano.


Primeiro passo:
- Saber atividade principal da empresa;
- Saber as metas e condicionantes do Plano Estratégico da empresa e do Plano Tático de
Segurança.
- Conhecer a geografia da região;
- Conhecer a planta da empresa;

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- Conhecer o entorno da empresa (proximidade de aeroportos, vias principais, córregos de
água, fontes de distribuição de energia, comunidades etc);
- Relacionar o histórico das ocorrências em outras empresas que residem na área;
- Conhecer a quantidade de funcionários, prestadores estagiários, visitantes etc;
- Conhecer as benfeitorias da empresa, inclusive internamente;
- Identificar os pontos vulneráveis (diagnóstico);
- Levantar os riscos (análise de risco).
Após isso:
- Identificar as barreiras necessárias (muros,cercas, portões, controle dos acessos,
iluminação etc), considerando o aproveitamento das barreiras naturais;
- Estabelecer postos de segurança (humana ou animal);
- Estabelecer controles de acesso;
- Estabelecer procedimentos;
- Levantar efetivo necessário;
- Levantar materiais e equipamentos a serem utilizados;
- Calcular o custo;
- Em função do orçamento, reajustar se for necessário.
- Alinhar os possíveis problemas que as medidas de segurança poderão causar (por
exemplo, aumento do tempo de carga ou descarga, aumento do tempo necessário para os
empregados entrarem ou saírem da empresa etc)
Devemos dar especial atenção aos pontos de maior sensibilidade numa organização que
são:
- Controle de acesso, circulação e perímetros;
- Controles internos e identificação;
- Áreas restritas, armazéns e estacionamentos;
- Áreas de carga e descarga.

5.3) Esboço de um Plano Operacional de Segurança Física


Conforme Bintliff, um Plano de Segurança Física deve conter:
1. Propósito. Explicita o propósito do plano de forma clara que não permita dúvidas.
2. Área de segurança. Define as áreas, prédios e outras estruturas consideradas críticas e que
mereçam proteção, bem como a prioridade para sua proteção.

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3. Medidas de controle. Estabelece restrições para o acesso e movimento nas áreas críticas.
Essas restrições devem ser listadas para pessoal, veículos e carga.
a. Controle de pessoal.
(1) Área. Define controles referentes a cada área ou estrutura considerada
individualmente
(a) Autorização de acesso. Quem a possui e emitida por quem.
(b) Critério de acesso para:
i. Empregados da empresa.
ii. Visitantes.
iii.Vendedores.
iv Pessoal de manutenção.
v Pessoal contratado para trabalhos específicos.
vi Outros.
(2) Identificação e controle.
(a) Tipo. Descreve o sistema a ser utilizado em cada área. Se for utilizado um
sistema de crachás, deve conter uma descrição completa sobre todo os aspectos relativos ao
acesso de pessoal nas diversas áreas da empresa e como os crachás permitirão sua
visualização rápida.
(b) Aplicação. Deve incluir regras específicas para cada caso baixo.
i. Empregados da empresa.
ii. Visitantes.
iii.Vendedores.
iv Pessoal de manutenção.
v Pessoal contratado para trabalhos específicos.
vi Outros.
b. Controle de material. Deve-se ter em mente que a área de segurança não define normas
na área contábil ou fiscal. A segurança controla se as normas definidas nessas áreas ppr quem
de direito na empresa estão sendo seguidas para evitar perdas por recebimentos ou liberações
indevidas.
(1) Entrada de material.
(a) Recebimento. Define normas de segurança a serem observadas para recebimento
de material e suprimentos de modo rotineiro.

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(b) Controle. Define normas e responsabilidades a respeito da inspeção de segurança
sobre o material que entra na empresa, incluindo toda a documentação necessária para o
aceite.
(2) Saída de material.
(a) Carregamento. Define normas de segurança a serem observadas para o
carregamento de produtos de modo rotineiro.
(b) Controles. Define normas e responsabilidades a respeito da inspeção de
segurança sobre o material que sai da empresa, incluindo toda a documentação necessária
para a liberação.
(3) Casos especiais. Define normas de segurança a serem observadas para o recebimento
ou carregamento não usuais, em áreas livres ou restritas. Define também a responsabilidade a
respeito da inspeção e liberação, documentação necessária e outros. Normatiza a procura e
inspeção de material caso haja indícios de ameaça, neste caso específico sempre de acordo
com a legislação vigente.
c. Controle de veículos.
(1) Frota da empresa. Define normas para o controle da utilização dos veículos da
empresa. Note-se que as normas para a utilização em si não são definidas pela área de
segurança da empresa, mas pela logística ou outra área equivalente. A segurança controla
apenas o uso determinado para evitar perdas por utilização indevida.
(2) Veículos particulares dos empregados. Define normas para controle de entrada,
revista e saída dos veículos particulares dos empregados da empresa. A revista só poderá ser
realizada se de acordo com a legislação vigente.
(3) Veículos de vendedores, visitantes, contratados e outros veículos. Normas para
controle de entrada, revista e saída, sendo a revista sempre de acordo com a legislação
vigente.
(4) Normas para o controle da entrada de veículos em áreas restritas.
(a) Veículos particulares dos empregados.
(b) Frota da empresa.
(c) Veículos de emergência.
(d) Veículos dos vendedores, visitantes, contratados e outros veículos.
d Política e procedimentos para registro de veículos. A política de autorização de
entrada de veículos de empregados da empresa não é, a princípio, definida pela área de

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segurança, mas pela área de RH. Aqui essa política é explicitada e são definidas normas para
seu cumprimento.
4. Implementação da segurança. Indica de que forma os seguintes itens de segurança serão
implementados dentro da área da companhia.
a. Barreiras de proteção.
(1) Definições. Descrição de que barreiras estruturais serão criadas ou barreiras naturais
serão aproveitadas, com o propósito de cada uma. Deve-se ter atenção para o fato de que
barreiras de segurança incluem cercaduras, mas não somente cercaduras. Inclui também
portas, janelas, armários, cofres e todo mais que retarde a ação do agressor que já tenha
penetrado em qualquer dos círculos de proteção.
(2) Zonas Limpas.
(a) Critério. Define os critérios utilizados para a definição da largura de cada zona
limpa junto às barreiras e o propósito de cada uma. Define também, no caso específico das
cercaduras, se poderá haver ou qual o tipo de tráfego de pessoas, animais ou veículos
permitidos ou aceitáveis, e em que situações. No caso de portas, janela e similares define se
poderá haver trânsito ou aglomeração de pessoas nas suas proximidades.
(b) Manutenção. Define critérios para a necessidade de manutenção de cada zona
limpa tais como altura máxima que a grama pode alcançar, tipo de material cuja presença seja
inaceitável na zona limpa (escadas ou martelos, por exemplo) etc.
(3) Sinalização.
(a) Visual. Define tipo de placas, avisos, faixas etc, seu tamanho, cores, dizeres,
locais de colocação e em que direção.
(b) Auditiva. Define avisos, que podem ser sistemáticos ou não, no sistema de som
interno, sirene etc.
(4) Portas, janelas e portões.
(a) Abertura e fechamento. Inclui horário para abertura e fechamento,
responsabilidade por seu fechamento, pela verificação do fechamento após o expediente e
pela sua abertura. Possui também instruções sobre o claviculário, sua localização, seu uso e
responsabilidade, sobre o recebimento das chaves, sua guarda e sua entrega. Deve conter
instruções claras sobre quem está autorizado manter chaves próprias de diferentes setores da
empresa consigo, sobre quem está autorizado a receber quais chaves no claviculário,

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autorizado por qual autoridade e sob quais circunstâncias (por exemplo, alguém pode estar
autorizado a receber uma chave em dias de trabalho, mas não em feriados).
(b) Requisitos de segurança. Define o tipo e o material a ser utilizado e o motivo -
sempre ligado à segurança. Portas, janelas e portões devem proporcionar o mesmo grau de
segurança que as cercaduras, armários ou paredes nas quais eles se inserem.
(c) Travas e fechaduras de segurança. Define também o tipo e o material a ser
utilizado. Deve-se ter em mente que as travas e fechaduras devem proporcionar o mesmo grau
de segurança que os portões, portas ou janelas aos quais pertençam.
b. Sistema de Iluminação de Proteção.
(1) Localização, utilização e controle. Define os locais onde será utilizada a iluminação
de segurança, suas características e o que se pretende com sua utilização.
(2) Inspeção. Define rotinas e responsabilidades para a inspeção da iluminação.
(3) Ação a tomar em caso de falta de energia.
(4) Ação a tomar em caso de falha no sistema de geração de energia de emergência.
(5) Sistema de iluminação de emergência.
(a) Fixo.
(b) Portátil.
c. Sistema de detecção de intrusão.
(1) Localização, utilização e controle. Define os locais onde serão utilizados, suas
características e o que se pretende com sua utilização.
(2) Inspeção. Define rotinas e responsabilidades para a inspeção do seu funcionamento.
(3) Uso e monitoração. Define procedimentos para sua utilização e responsabilidades
para monitoração dos painéis.
(4) Ações a serem tomadas em caso de acionamento do alarme.
(5) Manutenção. Define rotinas de manutenção.
(6) Registros de alarmes. Define procedimentos de catalogação e arquivamento dos
alarmes ocorridos e as providências tomadas. Deve-se atentar para a formatação dos dados,
que deve ser de tal forma que possam vir a ser utilizados posteriormente em juízo, se for o
caso.
(7) Locais sensíveis. Define os locais sensíveis da empresa onde deverá ser dada maior
atenção.

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(8) Previsão de falhas e interferências. Define regras e procedimentos caso haja falhas ou
interferências nos equipamentos.
(9) Localização do Painel Monitoração.
d. Comunicações.
(1) Localização. Define a localização e os usuários dos postos-rádio fixos, e usuários dos
postos móveis (incluindo telefonia móvel), localização e usuários dos telefones fixos.
(2) Uso. Define o uso que será dado ao sistema, evitando a sua sobrecarga.
(3) Teste. Define rotinas e responsabilidades de testes do sistema.
(4) Autenticação. Define métodos de autenticação.
5. Forças da Segurança. Inclui instruções gerais do que se aplica para todos os agentes de
segurança (em postos fixos ou rondantes).
a. Composição e organização.
b. Turnos de trabalho.
c. Rotas e postos essenciais.
d. Armamento e equipamento.
e. Treinamento.
f. Utilização de cães de guarda.
g. Forças reservas de segurança.
(1) Composição.
(2) Propósito ou missão.
(3) Armamento e equipamento.
(4) Localização.
(5) Conceito de utilização.
6. Plano de contingência. Caso haja falha geral do sistema.
7. Uso de observação aérea. Mais relacionado a grandes propriedades, se for utilizada a
observação aérea (helicópteros, aviões ou veículos aéreos não-tripulados) devem ser
estabelecidas normas, procedimentos e responsabilidades.
8. Instruções para coordenação. Torna explícito o que for necessário para coordenação com
outras agências de segurança, públicas ou privadas, por exemplo, Corpo de Bombeiros,
Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil ou mesmo com a gerência de segurança de outras
empresas visando o apoio mútuo.
a. Integração com o conceito de emprego e as necessidades de apoio dessas agências.

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b. Ligação e coordenação.
(1) Autoridades locais.
(2) Elementos locais de apoio.
9. Sanções. Normalmente estabelecidas pelo setor de RH, explicitam as sanções
administrativas e legais passíveis de serem aplicadas em caso de descumprimento das normas
e procedimentos estabelecidos.
10. Custos. Uma descrição dos custos da implantação do plano e de sua manutenção (custo
inicial e mensal).
Anexos.
Normas e procedimentos. As normas e procedimentos citadas no corpo do plano, se
extensas, poderão ser colocadas em anexo.
Planta baixa da empresa com sua compartimentação.
Planta do sistema de barreiras.
Planta de iluminação.
Planta de sensores e CFTV.
Crachás
Plano de comunicações.
5.4) Implantação do Plano
Esta é uma das partes mais sensíveis, pois neste momento teremos que mobilizar toda a
empresa, tanto pessoal da área de segurança como de todos os outros departamentos e setores.
Este é o momento em que é posto em prática tudo aquilo que foi previsto. Porém precisamos
lembrar que o sistema de segurança vai ser utilizado por todos os funcionários da empresa e,
para que isso realmente ocorra, o sistema deve ser cômodo para todos e deve ser divulgado
antes do início de sua implementação até que pelo menos a maior parte da resistência seja
quebrada.
5.5) Controle
Deve ser feito por meio de indicadores, os quais devem ser escolhidos criteriosamente de
forma a permitir uma visão correta dos efeitos causados pelo plano. Por exemplo, pode-se
utilizar uma caixa de sugestões para verificar a satisfação dos clientes internos com os
sistemas implantados. Deve-se ter especial atenção com indicadores que tenham influência
direta na lucratividade da empresa (tais como aumento de casos de recuperação de material
roubado por empregados, a diminuição de tentativas de invasão etc).

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5.6) Avaliação
A avaliação dará à área operacional a possibilidade de acompanhar o desempenho do
Plano de Segurança. Esta ferramenta deverá retratar a aplicação dos processos elaborados,
com a finalidade de medir se o que foi planejado está sendo executado, e se a execução está
com o retorno desejado. Caso contrário, ele deverá ser reajustado. Note-se que a avaliação não
deve ser superficial nem precipitada. O aumento de casos de recuperação de material roubado
por empregados por si só não é concludente. Mas se comparado com o relatório do setor de
produção informando que a quantidade de material agregado por unidade produzida diminuiu
(e, portanto, o custo unitário do produto reduziu) sem que ocorresse qualquer mudança
processual na produção, aí sim se torna significativo. Na avaliação deve-se ter em mente que
o objetivo final da segurança é diminuir perdas, o que proporcionará um aumento dos lucros.

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CAPÍTULO 6
MATERIAL DE SEGURANÇA FÍSICA

Como dito anteriormente a segurança física utiliza-se de elementos para definir limites,
impedir a intrusão ou retardar a locomoção do intruso na área da empresa, mesmo sabendo-se
que é praticamente impossível construir-se uma barreira protetora que não possa ser penetrada
por um ser humano ou por estruturas pesadas.
As barreiras podem ser barreiras naturais ou barreiras estruturais.
6.1) Rios
Seu valor como barreira está no grau de
agravamento de suas margens e na
violência de sua correnteza, impedindo que
sejam transpostos com facilidade.
6.2) Alagadiços
Seu valor reside no solo pouco firme,
que dificulta e por vezes impede o
movimento a pé.
6.3) Montanhas
Podem ser visualizadas como barreiras
dependendo da altura e do ângulo de inclinação de suas encostas.
6.4) Fossos
6.5) Cercaduras
6.5.1) Os tipos mais encontrados são:
– Tela de arame ou rede laminada.
É o tipo de cercadura mais usado para
propósitos de segurança. Provê o
sistema permanente de melhor custo-
benefício. Sua eficiência aumenta com
a introdução de arame farpado no seu
topo. Uma vantagem deste tipo de
cercadura é permitir a observação de
ambos os lados. Desta forma,

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folhagem ou outros materiais decorativos devem ser evitados, pois reduzem a visibilidade e
auxiliam o invasor que, uma vez dentro, estará fora das vistas dos transeuntes. Devem ser
construídas com no mínimo 2 m e, no caso de cerca dupla, a segunda deve ter no mínimo 1,80
m. Sua trama não deve ter mais que 2,5 cm de abertura. De preferência, o arame de suas
bordas superior e inferior não deve ser protegido, permanecendo pontiagudo e retorcido,
criando o efeito de arame farpado, pois o risco
de alguém inadvertidamente se cortar nas
pontas é menor que o risco de permitir que
algum agressor escale a cerca e ultrapasse-a
com facilidade (pode-se também lançar arame
farpado no seu topo como guarda superior,
criando-se o mesmo efeito). De qualquer
forma, considera-se sempre a possibilidade de
alguém lançar sobre a cerca uma lona, de forma a permitir escalá-la sem se ferir nas pontas
dos arames do topo. Deve ser suportada por posteamento de metal ou concreto armado, preso
em sapatas com 6 a 8 cm de profundidade. A tela deve ser rigidamente presa no posteamento.
Para impedir que pequenos animais ou pessoas passem por baixo da cerca, a tela não deve
estar a mais de 5 cm do solo, quando este for consistente e não possa ser cavado (cimento,
pedra, etc). Caso seja sobre terra ou outro solo não consistente, deve estar enterrada no
mínimo 5 cm no solo. Deve ser pintada com alguma tinta não reflexiva, de forma a não
permitir o reflexo da luz do sol. Em dias ensolarados, o reflexo do metal da cerca –
principalmente cercas novas – podem cegar momentaneamente a vigilância, permitindo que
um agressor não seja visto. Deve ser feita manutenção periódica, procurando pontos de
ferrugem e locais onde a cerca se desprendeu
do posteamento. Essas são as duas principais
fontes de enfraquecimento desse tipo de
cercadura. O posteamento também deve ser
testado para certificação de que continua
firme, pois caso se solte a cerca cairá com
ele. A distância entre postes deve ser de no
máximo 2 m.
– Cerca de arame farpado. Permitem a

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passagem de pessoas e podem ser facilmente cortadas. São efetivas quando a ameaça se
resume a animais de grande porte.
No Brasil não existe normatização versando sobre o assunto, porém as especificações
federais norte-americanas relativas a cercaduras de arame farpado são:
1) O arame farpado standard é trançado, duplo-fio, arame padrão 12, com 4 farpas,
espaçadas por igual distância entre cada uma.
2) Cercaduras de arame farpado não devem ter menos 2 m de altura, excluindo-se a
guarda superior.
3) O arame deve ser fixado
firmemente a postes, os quais não
devem estar separados por mais de
1,8 m.
4) A distância entre os fios não
excederá 15 cm e pelo menos um
arame será interlaçado verticalmente
a meia distância entre os postes.

– Cerca de concertina. A concertina foi desenvolvida pelas forças armadas norte-


americanas buscando uma barreira de
lançamento rápido. Lançada com
estaqueamento em X, cria uma barreira de 90
cm, podendo ser lançada em duas camadas,
uma sobre a outra, criando uma barreira de 1,80
m. Sua efetividade aumenta grandemente caso
seja feito um lançamento triplo, com um
estaqueamento sobre outros dois em paralelo,
assumindo uma forma piramidal. Consegue-se
assim uma barreira de 1,80 m de altura por 1,80
m de largura, muito difícil de ser transposta.
Cercaduras de concertina são muito úteis para
uso temporário, como apoio enquanto se repara
a cercadura original danificada. O arame

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farpado padrão para concertina é um rolo de arame farpado fabricado com aço muito forte,
unidos intervalos regulares de maneira
a formar um cilindro. Aberta, a
concertina de arame deve ter 15 m de
comprimento e 1 m de diâmetro.
– Cerca de fita farpada. Muito
parecidos com a concertina, possuem
o mesmo uso. Estão se tornando
populares atualmente. A fita farpada é
fabricada em uma tira de aço com uma
resistência à quebra de no mínimo 230
Kg. A largura geral é 3/4" e tem farpas de 7/16” espaçadas a intervalos de 1/2" ao longo de
cada lado.
- Muro de alvenaria. Tem grande uso.
Possui a vantagem da durabilidade,
além de poder acompanhar o estilo
arquitetônico de todo o complexo,
tornando-se menos agressivo às vistas.
Pode ser feitos de tijolos, concreto
armado, pedra ou similar. Aumenta
seu grau de segurança se possuir
arame farpado, pregos ou vidro
quebrado no seu topo. Não permitem a
visibilidade de dentro para fora e nem de
fora para centro, o que pode ser uma
vantagem ou uma desvantagem dependendo
do que se pretende, pois sem visibilidade se
ganha privacidade, mas uma vez que o
agressor tenha transposto o muro não poderá
ser observado por transeuntes nem por
patrulhas policiais. Muros sempre

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apresentam aparência agressiva e o uso
da hera tem servido para torná-los mais
sociais.
- Grade de ferro. Também são
duráveis, podem acompanhar o estilo
arquitetônico do complexo e são
devassáveis, isto é, permitem que se
observe de fora para dentro e de dentro
para fora. Normalmente são de alto custo.
- Cerca viva. São utilizadas como cercadura, principalmente em casas, por sua beleza
estética. O uso de plantas espinhosas
pode desestimular o agressor. Há a
necessidade de ser cuidada por jardineiro.
6.5.2) A guarda superior
Uma guarda superior é uma projeção de
arame farpado ou fita farpada ao longo do
topo da cerca ou do muro, apontando para
fora (ofensiva) ou para dentro (defensiva)
e para cima em um ângulo de
aproximadamente 45º. Os braços de
suporte para a guarda superior devem ser fixados permanentemente no topo dos postes para
aumentar a altura global da cerca em menos 30 cm, e três fios de arame farpado espaçados 15
cm devem ser colocados apoiados nos braços. Atualmente está ganhando força o uso da
guarda superior com cercadura elétrica.

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6.5.3) Material utilizado nas
cercaduras
Em geral são:
- Aço, com fabricação básica de
alta resistência em vários perfis.
- Ligas ligeiras, com fabricação
especial de alta resistência em vários
perfis.
- Concretos, com fabricação básica
ou de alta resistência em perfis ou
módulos de específico desenho e
construção.
- Madeiras, com fabricação especial em perfis reforçados de desenho e construção
específicos.
6.5.4) Construção das cercaduras
- Industrializada, com construção mediante o emprego de materiais ou perfis de caráter
industrial, geralmente não específica.
- Pré-fabricada, com construção mediante o emprego de materiais ou peças selecionados e
preparados para obter módulos completos enlaçados.
6.5.5) Composição das cercaduras
- Alicerce (ou base). Elemento estrutural, geralmente de concreto armado, que serve de
base para colocação do posteamento.
- Posteamento. Elementos estruturais, geralmente de perfis metálicos, que servem de
sustentação e fixação das malhas e painéis.
- Trama ou painéis. Elemento estrutural,
geralmente de aço, que constitui a base de
fechamento ou configuração da cercadura.
- Elementos de fecho. Dispositivos de segurança
que garantirão o ajuste e sustentação dos elementos
e painéis fixos ou móveis.

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- Elementos praticáveis. Painéis, portas e dispositivos móveis ou fraturáveis que permitam
a passagem através da cercadura.
- Acabamento. Determinação do material e seu tratamento final de proteção. Pode ser:
1) Galvanizado
2) Pintado
3) Plastificado
4) Inoxidáveis
6.5.6) Métodos de invasão da cercadura
Há vários métodos de invasão de cercaduras. O grau de segurança de uma cercadura é a
medida de resistência à esses métodos, que são as seguintes:
- Passagem por baixo, mediante o levantamento ou realização de buraco por baixo da
cercadura.
- Passagem por entre ou através, mediante a quebra ou realização de buraco na própria
cercadura.
- Passagem por cima, mediante a disposição de elementos que permitam superar a altura e
proteção da cercadura.
- Passagem por destruição, mediante a quebra e eliminação dos elementos da cercadura.
6.5.7) Escolhendo a melhor cercadura. Qualquer cercadura pode, de alguma forma, ser
transposta. Muros com arame farpado, pregos ou vidros no seu topo podem, por exemplo, ser
contornados pelo agressor jogando-se uma lona
sobre o muro antes de pulá-lo. O adequado
estudo e combinação de cada um dos conceitos
que constituem esse esquema geral de
classificação de cercaduras permitirá a definição
e dimensionamento das possíveis soluções ante
cada caso a partir da análise do risco de invasão
não autorizada. A escolha entre os tipos de
cercadura depende de cinco fatores:

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1°) Vida útil. Se a cercadura será sempre necessária, ou seja, se deverá durar no tempo ou se
será apenas provisória.
2°) Material disponível. O material disponível na região e a possibilidade de se trazer
material de outras regiões.
3°) Local. O local de uso da cercadura influencia, desde a degradação causada pelo meio-
ambiente – a proximidade do mar corrói
o metal mais facilmente – até requisitos
arquitetônicos – a cercadura deve ser
algo mais ou menos inserido no
contexto do ambiente.
4°) Ameaça. O tipo de ameaça tem
que ser considerada seja ela
constituída de animais, pessoas,
veículos, etc.
5°) Urgência. O tempo disponível
para a instalação da cercadura.
6°) Estratégia global da empresa.
A cercadura deve ser coerente com a
imagem da empresa, ou seja, uma
empresa que venda seus produtos com uma imagem de liberdade não deverá ter cercaduras de
aparência agressiva, ao contrário de uma empresa que venda uma imagem austera.
Placas sinalizadoras são aconselháveis em
intervalos de não mais de 100 metros ao longo da
cercadura informando que a propriedade não está
aberta ao público. A sinalização tem, efeito
dissuasório.
6.6) Barreiras de detenção de veículos
6.6.1) Tipos. Os tipos de barreiras de detenção
de veículos se concentram nos seguintes
dispositivos:
- Fixas ou fundeadas. Passivas, não acionáveis, de
caráter estacionário e permanente.

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- Basculantes. Acionáveis que giram em um movimento de básculo sobre um eixo
horizontal.
- Ascendentes. Elementos verticais ou horizontais acionáveis que se elevam sobre o solo.
- Extensíveis. Elementos pulsantes acionáveis manualmente que se estendem sobre o solo.
6.6.2) Construção. Os sistemas utilizados para a fabricação ou montagem das barreiras de
detenção de veículos se apresentam dentro dos seguintes tipos:
- Tradicional. Construção ou fabricação básica e generalizada.
- Industrializada. Construção ou fabricação empregando equipamentos e sistemas de
fechos de caráter industrializado.
- Específica. Construção ou fabricação de caráter específico e diferenciado.
6.6.3) Operacionalidade. Nas barreiras de detenção de veículos a operacionalidade é o
sistema de funcionamento ou acionamento que se utiliza. Em geral se enquadram nos
seguintes modos:
- Manual. Funcionamento mediante o acionamento
pela força manual do ser humano.
- Semi-automática. Funcionamento mediante sistemas
de acionamento de caráter elétrico ou pneumático
controlados por operador.
- Automática. Funcionamento mediante sistemas de
acionamento de caráter elétrico ou pneumático
controlados automaticamente.

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6.6.4) Grau de segurança. Nível de resistência determinado que oferecerão frente à
agressão. É determinado pelos seguintes parâmetros:
- Tipo de veículo. Características técnicas, dimensões e funcionamento dos veículos que
devem ser detidos.
- Peso do veículo. Dimensionamento em toneladas do veículo mais a sua carga.
- Velocidade de impacto.
Dimensionamento em Km/h no ponto de
impacto do veículo.
- Conteúdo do veículo. Definição da
carga passiva ou ativa do veículo.
6.6.5) Espaço posterior percorrido.
Limitação em metros do possível
deslocamento do veículo depois do
impacto na barreira.
As barreiras de detenção de veículos
têm uma dupla função, são empregadas
contra a intenção de invasão não
autorizada e como sistema de controle
de acesso de veículos. Seu desenho e implantação permitem utilizá-la ostensivamente como
um sistema de segurança dissuasório, ou oculta como elemento de surpresa para o agressor.
6.7) Portões
Como uma regra geral, o portão em uma cercadura deve ser tão alto quanto a cerca
adjacente e as suas guardas superiores ser verticais
para evitar problemas com seu movimento.
6.8) Iluminação protetora

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A iluminação protetora provê
meios de se continuar, durante as
horas de escuridão, com um grau de
proteção aproximado ao mantido
durante o dia. Existem quatro tipos
básicos de equipamentos com
aplicações de segurança:
1) Holofotes. Direcionais,
protejam luz em um raio concentrado
com um pouco de difusão. Por serem
fixos, são apropriados para iluminar
áreas específicas e para uso em
ocasiões que exijam iluminação longínqua.
2) Fresnels. Grandes faróis usados para estender a
iluminação em faixas longas, horizontais. Eles projetam
uma faixa curta de aproximadamente 180º na horizontal
e de 15 a 30º na vertical.
3) Luzes de rua. Produzem luz difundida,
extensamente usada em áreas de estacionamento.

F r esnel

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6.9) Portas e janelas
Portas internas – Se possível, todas as
portas exceto uma deve ser trancada do
interior e a porta restante deve ser
localizada em uma rua bem iluminada e
patrulhada pela polícia. Deve ser usada por
todos os empregados vindo e deixando
trabalho.
6.10) Portas blindadas.
Classificam-se por:
- Disposição geral;
- Manobra;
- Material de defesa;
- Composição;
- Grau de segurança.
6.10.1) Disposição geral
Entendo-se por disposição geral a
forma de colocação e montagem dessas
portas com respeito à estrutura que a suporta:
6.10.2) Manobra
Entendo-se como manobra a forma de ação ou movimento que realiza sua folha ou partes
móveis.
- Portas pivotantes (apoiadas por pivôs). O movimento de sua folha é sobre eixo vertical,
lateral ou central.
1) Abatível (mais comum).
2) Giratório em eixo lateral.
3) Giratório em eixo central.
- Portas suspensas. O movimento de sua folha ou lâminas é sobre guias de deslizamento
verticais.
1) Rígida.
2) Lâmina.

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3) Guilhotina.
- Portas deslizantes. O movimento de sua folha é sobre guias de deslizamento horizontais.
1) Reta.
2) Tangente.
6.10.3) Material de defesa.
Entendo-se como material de defesa a aquele que faz parte de sua configuração ou
fabricação e que se servem para sua proteção.
- Madeira – Material selecionado empregado como base estrutural e em peças maciças. A
madeira deve ser dura e estratificada.
- Material metálico – Material empregado como base estrutural ou de painéis, em moldura
ou lâmina.
1) Aço tradicional.
2) Aço de alta resistência.
- Material sintético – Material empregado como base estrutural ou de painéis e
normalmente em lâminas rígidas ou flexíveis.
1) Blindagem anti-maçarico – Material de diversas composições resistente à aplicação de
calor direto.
2) Blindagem anti-lança térmica – Material de diversas composições resistente à aplicação
de elevadas temperaturas.
- Material combinado – Material empregado como base estrutural ou painéis onde a
combinação de alguns materiais permite melhores graus de segurança.
1) Concreto de resistência normal – Conglomerado à base de cimento que possui
resistência característica do tipo básico, habitual e fácil de obter.
2) Concreto de alta resistência – Conglomerado à base de cimento que possui resistência
característica de tipo especial, pouco habitual e difícil de obter.
3) Concreto de fibras – Conglomerado à base de cimento e fibras plásticas ou metálicas
que possui elevado grau de segurança ante o ataque.
4) Armaduras tradicionais – Contorno de aço de resistência e formas habituais,
normalmente utilizado em obras de construção e concretos armados estruturais.
6.10.4 – Composição.
Entende-se como composição cada um dos elementos que constituem ou podem constituir
a configuração estrutural de portas blindadas.

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- Batente de porta. Estrutura básica para sustentação da folha da porta e integração com a
parede.
- Folha da porta. Elemento móvel que constitui a base do fechamento e alojamento dos
materiais de defesa, dispositivos de fechamento e segurança.
- Sistema de ancoragem. Elementos ou dispositivos situados para sua adequada e eficaz
integração entre os elementos da folha de porta e moldura e este ao batente.
- Grade interior. Elemento móvel que funciona como fechamento complementar e
controle de acesso nos períodos em que a porta blindada permanece aberta.
- Sistema de fechos. Elementos fixos e móveis que constituem a base do fechamento e
segurança das portas blindadas.
- Abertura motorizada. Mecanismo geralmente elétrico que permite o manejo do sistema
de fechos em forma não manual ou remota.
-Fechadura. Elemento mecânico ou motorizado que constitui a base do acesso e segurança
para a abertura e fechamento das portas.
-Retardador. Elemento mecânico ou motorizado que constitui a base do controle horário
para a abertura das portas blindadas.
- Sistema de alarme. Dispositivo de segurança que, incorporado às portas blindadas,
permite a detecção de ataque assim como transmite um sinal correspondente de alerta ou
alarme.
- Sistema de bloqueio. Dispositivo de segurança que, incorporado ao sistema de fechos da
porta blindada, provoca o bloqueio desta em caso de ataque mecânico ou térmico.
6.10.5) Grau de segurança.
Entende-se como grau de segurança o nível de resistência exigido ou determinado para
que a porta blindada e seu conjunto resistam a ataques por um determinado período. Em
particular o grau de segurança de uma porta blindada depende de diversas circunstâncias.
Porém, se deve estabelecer normas básicas de comparação para adequação das portas
fabricadas às reais necessidades da demanda. Nessa linha se estabelece uma classificação para
o grau de segurança das portas blindadas.
Foi utilizada uma classificação corresponde à norma espanhola UNE 108-113-86.
Câmaras Encouraçadas. Para a classificação em graus de segurança, essa norma considera o
equipamento utilizado para o ataque em um círculo de 1,5 m² de área e o tempo de ataque
mínimo que a porta deve resisti.

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- Grau A - Equipamento E-3 e tempo T –30. Ataque com a utilização de pé-de-cabra,
pinça, punção, marreta, alavanca, martelo percussor, furadeira portátil, serra mecânica ou gás
oxiacetilênico. Tempo mínimo de resistência, 30 minutos.
- Grau B - Equipamento E-4 e tempo T-45. Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-3 mais furadeira elétrica
com broca diamantada. Tempo
mínimo de resistência, 45 minutos.
- Grau C - Equipamento E-5 e
tempo T –60. Ataque com a utilização
dos equipamentos listados em E-4
mais o emprego de chama térmica.
Tempo mínimo de resistência, 60
minutos.
- Grau D - Equipamento E-6 e
tempo T –60. Ataque com a utilização
dos equipamentos listados em E-5
mais o emprego de explosivo
equivalente a 200 gramas de TNT.
Tempo mínimo de resistência, 60
minutos.
- Grau E - Equipamento E-5 e
tempo T –90. Ataque com a utilização dos equipamentos listados em E-4 mais o emprego de
chama térmica. Tempo mínimo de resistência, 90 minutos.
6.11) Caixas fortes (ou cofres) e armários de segurança
As caixas fortes (ou cofres), armários e compartimentos de segurança são definidos como:
conjunto de defesa física que delimitam um recinto autônomo ou espaço a proteger, de
pequeno e grande volume, acessível através de uma ou várias portas e cujo grau de segurança
é homogêneo em todas as suas faces ou partes e nos elementos que constituem.
São classificados por:
- Utilização;
- Grau de segurança;
- Localização;
- Volume Útil.

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6.11.1) Utilização.
A aplicação ou emprego que se realizará com elas.
- Guarda de valores. Locais para proteção ou guarda de objetos de valor, obras de arte,
documentos, dinheiro etc.
- Guarda de explosivos. Locais para proteção ou guarda de material explosivo e
detonadores.
- Guarda de armas. Locais para proteção ou guarda de armas de fogo e munições.
6.11.2) Grau de segurança.
Determina o nível de resistência ao ataque que oferecerão as caixas fortes, armários e
compartimentos de segurança em geral. Aqui novamente se utiliza a norma espanhola, UNE
108-112-87.
- Grau A - Equipamento E-1 e tempo T –15.
Ataque com a utilização de chaves, pés-de-
cabra, pinças, punções, picaretas, tesouras,
marretas ou alavancas. Tempo mínimo de
resistência, 15 minutos.
- Grau B - Equipamento E-3 e tempo T –15.
Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-2 mais serras mecânicas ou gás
oxiacetilênico. Tempo mínimo de resistência, 15
minutos.
- Grau C - Equipamento E-2 e tempo T –30. Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-1 mais: martelo e furadeira portátil. Tempo mínimo de resistência, 30 minutos.
- Grau D - Equipamento E-4 e tempo T –30. Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-3 mais furadeira elétrica com broca diamantada. Tempo mínimo de resistência,
30 minutos.
- Grau E - Equipamento E-5 e tempo T –45 - Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-3 mais: lança térmica. Tempo mínimo de resistência, 45 minutos.
- Grau F - Equipamento E-6 e tempo T –60 - Ataque com a utilização dos equipamentos
listados em E-5 mais: explosivo equivalente a 200 gramas de TNT. Tempo mínimo de
resistência, 60 minutos.
6.11.3) Localização.

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Localização refere-se à disposição final que têm as caixas fortes e para que estão
desenhadas e fabricadas. Em geral, a localização está relacionada com sua segurança.
- Caixa forte autônoma. Independente do ambiente que a cerca.
- Caixa forte fundeada. Presa ao solo ou parede.
- Caixa forte embutida.
6.11.4) Volume útil.
Refere-se ao espaço disponível no interior da caixa forte, armários ou compartimentos de
segurança.
- Menor que 50 litros.
- De 51 a 100 litros.
- De 101 a 200 litros.
- De 201 a 500 litros.
- Maior de 500 litros.
6.11.5) Composição especial.
No caso da fabricação de caixas fortes e
armários de segurança com características
especiais, estas não se enquadrarão nas
categorias das normas técnicas, pois seu
desenho e construção são de caráter livre.
Serão os testes de classificação, não obrigatórios e difíceis de serem realizados no Brasil, que
permitirão obter o seu grau de segurança específico. Não obstante, é importante assinalar
algumas características que devem ser consideradas pelo planejador, tais como:
- Dimensões interiores e exteriores.
- Peso.
- Volume útil interior.
- Material e acabamento.
- Tipo e quantidade de fechaduras.
- Fechaduras horárias.
- Sistema de detecção e alarme.
Dado o amplo leque de oferta que o mercado apresenta para este tipo de elemento, é
aconselhável analisar e avaliar suas características caso a caso.
6.12) Câmaras blindadas

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São definidas como recintos de segurança
limitados e formados por um conjunto de
defesas físicas integradas por paredes e ou
painéis blindados. Câmaras blindadas (ou salas
fortes) são, na verdade, grandes cofres. Estão
sujeitas às mesmas vulnerabilidades ao fogo e a
agressões que os cofres. Por causa de seu
tamanho, normalmente somente a porta é feita
de aço e o restante de concreto. São pesadas e
em geral construídas no sub-solo do prédio
para evitar problemas estruturais.Este tipo de
construção tem normalmente como objetivo a
custódia de valores. Podem ser resistentes a fogo ou resistente a arrombamento.
Classificam-se por:
- Utilização.
- Grau de segurança.
- Situação.
- Localização.
- Construção.
- Espessura das paredes.
6.12.1) Utilização.
Refere-se ao emprego que terá a câmara como recinto protegido para a guarda de valores.
- Câmaras de valores. Guarda de elementos de especial valor, como: metais preciosos,
jóias, obras de arte, documentos etc para uso privado ou bancário.
- Câmara de espécie (papel moeda). Guarda de papel moeda para uso privado ou bancário.
- Câmara de aluguel. Guarda de elementos de especial valor ou dinheiro em espécie para
uso público.
6.12.2) Grau de segurança.
Refere-se ao nível de resistência exigido ou determinado que oferecem. A classificação
está também baseada na norma técnica espanhola UNE 108-113-87, como referência.

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- Grau A - Equipamento E-3 e tempo T –30. Nível mínimo. Ataque com a utilização de
chaves, pés-de-cabra, pinças, picaretas, tesouras, marretas, martelos, serras mecânicas ou
abrasivas e gás oxiacetilênico.Tempo mínimo de resistência, 30 minutos.
- Grau B - Equipamento E-4 e tempo T-45. Nível médio. Ataque com a utilização dos
equipamentos listados em E-3 mais furadeira elétrica com broca diamantada. Tempo mínimo
de resistência, 45 minutos.
- Grau C - Equipamento E-5 e tempo T –60. Nível alto. Ataque com a utilização dos
equipamentos listados em E-4 mais: lança térmica. Tempo mínimo de resistência, 60 minutos.
- Grau D - Equipamento E-6 e tempo T –60. Nível muito alto. Ataque com a utilização
dos equipamentos listados em E-5 mais explosivo equivalente a 200 gramas de TNT. Tempo
mínimo de resistência, 60 minutos.
- Grau E - Equipamento E-5 e tempo T –90. Nível muito alto. Ataque com a utilização dos
equipamentos listados em E-4 mais lança térmica. Tempo mínimo de resistência, 90 minutos.
6.12.3) Situação.
Refere-se à disposição da câmara blindada na planta arquitetônica:
- Baixa. Situação da câmara abaixo do nível da rua ou zona de acesso ao local.
- Ao nível da rua. Situação da câmara planta ao nível da rua ou zona de acesso ao local.
- Alta. Situação da câmara acima do nível da rua ou zona de acesso ao local.
6.12.4) Localização.
Refere-se às características do local onde se encontra situada ou se situará a câmara e as
condições de utilização deste local.
- Local próprio ou único. Disposição do espaço sem limitações por ser construída em local
não compartilhado com outras atividades.
- Local compartilhado. Disposição do espaço com limitações por ser construída em local
compartilhado com outras atividades.
6.12.5) Construção.
Refere-se ao sistema utilizado para sua montagem ou configuração.
- Tradicional. Construção no local com materiais básicos e habituais, utilizando formas de
montagem também habituais e genéricos.
-Pré-fabricada. Construção em fábrica mediante sistemas especiais e industrializados e
com formas de montagem e trabalhos específicos.
6.12.6 – Espessura das paredes

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Esta classificação acompanha a classificação por grau de segurança e serve para
orientação quando da construção de câmaras blindadas. Somente é aplicada à forma de
construção tradicional, com o uso de paredes de concreto armado e ferragens normais.

Classificação Espessura
Grau A Até 30 cm
Grau B De 31 a 40 cm
Grau C De 41 a 60 cm
Grau D De 61 a 100 cm
Grau E Mais de 100 cm

6.12.7) Composição especial


Como no caso das de caixas fortes e armários de segurança, caso se queira a fabricação de
câmaras blindadas com características especiais, os seguintes pontos deverão ser observados
pelo planejador:
- Parâmetros de projeto.
- Elementos de composição.
- Meios de segurança.
- Sistema de construção.
1) Parâmetros de projeto.
Para o projeto da câmara, deve-se atentar para:
- Existência de poços, canalizações, túneis etc.
- Posição de cercaduras próximas.
- Organização e distribuição esquemática das áreas de atividade da empresa.
- Localização prevista para a câmara dentro do edifício, planta do piso, área etc.
- Características da estrutura do prédio, vigas, muros, cimentação etc.
- Presença de lençol freático e características naturais do terreno.
- Localização dos sistemas de ar-condicionado, calefação e ventilação.
- Tamanho e tipo das vias de circulação e acesso ao edifício e câmara.
- Distribuição das instalações de água, esgoto e eletricidade do local e do edifício.
- Condicionantes arquitetônicos que porventura possua o edifício.
- Dados estatísticos sobre riscos ou desastres naturais ocorridos.
- Implicações derivadas de legislação municipal, estadual e federal.

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- Determinação e definição do tipo de câmara que se necessita, características e
dimensões.
- Avaliação da utilização dos subterrâneos da zona afetada pelo edifício ou câmara.
- Distribuição e dimensionamento das áreas de ante-câmara e espaços de ronda ou
vigilância.
2) Elementos de composição.
As câmaras blindadas são compostas por:
- Porta principal.
- Porta de emergência.
- Controle de acesso por eclusa.
- Paredes de fechamento.
- Sistema de ventilação.
- Detecção e alarme de invasão.
- Sistema de vigilância por CFTV.
- Detecção e alarme de incêndio.
- Sistema de combate a incêndio.
- Sistema de climatização.
- Comunicações.
- Iluminação.
- Motorização de portas.
- Sistema de emergência.
- Sistemas pneumáticos.
- Compartimentos passivos ou eletrônicos.
- Compartimentos robotizados.
3) Meios de segurança mecânicos passivos.
São os elementos de proteção de caráter arquitetônico.
- Porta e tampão blindados.
- Eclusa em vestíbulo, acesso ou ante-câmara.
- Grade interior na porta da câmara.
- Paredes e vigas com revestimentos especiais.
- Elementos pré-fabricados de reforço e segurança.
4) Meios de segurança eletroeletrônicos ativos.

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- Detectores de vibração ou sísmicos.
- Detectores de microfones.
- Detectores volumétricos.
- Detectores de temperatura.
- Detectores de abertura.
- Detectores de quebra ou corte.
- CFTV.
- Conexão com a polícia ou central de monitoração.
5) Sistema de construção.
São formas habituais de montagem e instalação.
- Tradicional. Construção mediante paredes e vigas de concreto que incorporam
revestimento de aço normal ou misturado e revestimento de projetado especialmente para
paredes.
- Pré-fabricado. Construção mediante grandes ou pequenos painéis projetados para terem
resistência, que incorporam em seu interior diversos materiais para diferentes aplicações e
níveis de risco. Estes painéis se empregam igualmente para o reforço de câmaras já
construídas.
Dentre os sistemas de construção cabe destacar o avanço alcançado pelos sistemas pré-
fabricados que na atualidade já têm conseguido graus de segurança realmente surpreendentes,
com espessuras de painéis que não superam 10 cm na maioria dos casos. Estes sistemas
apresentam grandes vantagens para quase todas as circunstâncias.
6.13) Janelas
Classificam-se por:
- Tipo de manejo.
- Material.
- Acionamento.
- Funções.
- Grau de segurança.
6.13.1) Tipo de manejo.
Refere-se à forma de ação ou movimento que realiza o conjunto ou a parte móvel.

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- Pregado (horizontal ou vertical). Movimento de seus painéis ou partes móveis de
fechamento sobre eixos horizontais ou verticais agrupando-se ou pregando-se para sua
abertura.
- Extensível. Movimento de seus painéis ou partes móveis de fechamento sobre eixos
verticais agrupando-se para sua abertura.
- Enrolável. Movimento de seus painéis, lâminas ou partes móveis de fechamento sobre
um eixo horizontal no qual se enrolam para sua abertura.
- Abaixável. Movimento de seus painéis ou partes móveis de fechamento sobre um eixo
vertical lateral ou central sobre o qual giram para sua abertura ou fechamento.
-Deslizante. Movimento de seus painéis ou partes móveis de fechamento sobre guias
horizontais ou verticais nas quais deslizam para a abertura e fechamento.
6.13.2) Material.
- Aços normais. Composição básica e perfis normalizados.
- Aços especiais. Composição de elevada resistência e perfis normalizados.
- Ligas ligeiras. Composição de elevada resistência e perfis normalizados ou especiais.
- Materiais sintéticos. Composição especial de elevada resistência e perfis especiais.
- Madeiras. Composição de elevada dureza e perfil especial.
- Combinações. Composição variada de diversos materiais que em seu conjunto possuem
elevada resistência.
6.13.3) Acionamento.
-Manual. Acionamento direto sem nenhum tipo de mecanismo adicional para seu manejo.
- Mecânico. Acionamento direto mediante dispositivo de manejo de tipo mecânico.
- Eletromecânico ou eletromagnético. Acionamento remoto mediante dispositivos de
manejo do tipo eletromecânico ou eletromagnético.
- Pneumático. Acionamento remoto mediante dispositivos de manejo de tipo pneumático
ou ar-comprimido.
6.13.4) Função.
Refere-se às possibilidades de uso que apresentam este tipo de fechamento.
- Proteção. Provê segurança perante diversas formas de ataque.
- Visão. Permite a vigilância ou observação direta.
- Ventilação. Permite a circulação do ar.
- Iluminação. Permite a entrada de luz natural ou artificial.

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Em qualquer caso, as funções das persianas e fechamentos de segurança podem, segundo
a demanda correspondente por sua aplicação, combinar todas ou várias funções, por sua vez,
oferecendo um adequado nível de proteção.
6.13.5) Grau de segurança.
Refere-se a determinado nível de segurança que podem oferecer as janelas.
- Resistente a ataque com elementos manuais. Resiste a ataques utilizando meios básicos
como alavancas, pés-de-cabra, serras, tesouras de corte, martelos etc.
- Resistente a ataque com equipamento mecânico. Resiste a ataques utilizando meios
mecânicos ou eletromecânicos como
talhadeiras, serras elétricas, tesouras de
pressão etc.
- Resistente a ataque com projéteis
ligeiros. Resiste a ataques utilizando de
armas de fogo, de caça ou guerra com
projéteis básicos ou especiais.
- Resistente a ataque com explosivos. Resiste
a ataques utilizando materiais ou cargas
explosivas para a abertura.
6.14) Eclusas.
Classificam-se em função de:
- Manobra.
- Utilização.
- Tráfego.
- Grau de segurança.
- Configuração.
6.14.1) Manobra.
Refere-se à forma de ação ou movimento que realizam suas portas e partes móveis.
- Pivotante. O movimento de suas folhas realiza-se sobre um eixo vertical, lateral ou
central. Pode ser tipo abatível ou giratória.
- Elevação. O movimento de suas folhas realiza-se em forma ascendente ou descendente.
Tipo guilhotina.

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- Deslizante. O movimento de suas folhas realiza-se horizontalmente para direita ou para
esquerda. Tipo corredeira.
6.14.2) Utilização.
- Por pessoas. Dimensionadas para o controle de acesso de pessoas.
- Por veículos. Dimensionadas para o controle de acesso de veículos.
- Para objetos. Dimensionadas para o controle de acesso de maletas, valises, miudezas,
correspondências etc.
6.14.3) Tráfego.
Refere-se ao tipo de respostas que se espera da eclusa.
- Fluxo. É o número de elementos que por unidade de tempo que passam pela eclusa.
- Ordem de passagem. É a seqüência de passagem dos elementos.
- Freqüência. É o número de aberturas que por unidade de tempo que a eclusa deverá
atender.
6.14.4) Grau de segurança.
Refere-se ao nível de resistência a ataques que deve oferecer a eclusa. Sendo e eclusa um
sistema, esse grau é determinado pelo menor grau de segurança dos elementos individuais que
compõem a eclusa, que são.
- Portas. Grau de resistência a ataques de todos seus elementos móveis ou estruturais.
- Fechaduras. Grau de resistência a ataques e manipulação dos seus elementos de fecho.
- Painéis. Grau de resistência a ataques de seus elementos fixos de fechamento e
configuração.
6.14.5) Configuração.
Refere-se à forma arquitetônica na qual está constituída a eclusa.
- Linear. Forma de passagem em linha reta. Pode ser unidirecional ou bidirecional.
- Angular. Forma de passagem em linha quebrada (ou em ângulo). Também pode ser
unidirecional ou bidirecional
6.14.6) Equipamentos que compõem a eclusa
Uma eclusa é um sistema de equipamentos que deve ser projetada para cada situação. Não
há duas eclusas iguais. O desenho das eclusas está intimamente ligado aos diferentes
parâmetros que intervém em sua definição e montagem, obtendo com isto diferentes tipos e
modelos e sua correta adequação as necessidades de cada caso e circunstâncias.
- Estrutura. Refere-se aos elementos que constituem sua armação básica.

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- Painéis. Refere-se aos elementos que constituem seu fechamento perimetral.
- Sistema de abertura e fechamento. Refere-se aos elementos móveis.
- Equipamento de vigilância. Refere-se aos CFTV ou espelhos de observação.
- Equipamentos de comunicação. Refere-se aos sistemas de falar e escutar entre o interior
e o exterior da eclusa.
- Sistema de detecção de presença. Refere-se aos equipamentos de detecção volumétrica
ou detecção por passagem.
- Fechaduras e bloqueios. Refere-se aos sistemas de fechamento manual ou automático de
portas.
- Sistema de sinalização.Refere-se aos equipamentos de indicação do estado de portas e
utilização da eclusa.
- Dispositivo de emergência. Refere-se aos sistemas antipânico ou de abertura
emergencial de portas ou painéis.
- Passagem de documentos ou pacotes. Refere-se aos dispositivos mecânicos para
introdução ou passagem de pequenos objetos.
- Equipamento radioscópico. Refere-se aos sistemas de inspeção por raios-X para
materiais, objetos, pacotes e pessoas.
- Compartimento de custódia. Refere-se aos locais seguros para objetos de passagem não
autorizados.
- Leitoras de controle de acesso. Refere-se aos sistemas de dispositivos para validação e
autorização de passagem.
- Postos de controle geral. Refere-se à centralização do manejo e controle da eclusa.

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CONCLUSÃO

Nosso desejo é que este livro, que não tem a pretensão de esgotar o assunto Segurança
Física, seja criticado por todos que o manusearem para que ele possa melhorar a cada edição,
buscando sempre a excelência na área de segurança e ser uma orientação segura para o
profissional que dele se utilizar.

Críticas e sugestões serão muito bem-vindas para:

Wilmar Peixoto de Cerca Pinto


wilmar.peixoto@tvglobo.com.br

Hélio de Moura
cfsm@terra.com.br

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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

BARRAL, Jean, LANGELAAN, George. Espionagem Industrial. 3ed. Rio de Janeiro:


Agents Editores, 1977.

BINTLIFF, Russell L. The Complete Manual of Corporate and Industrial Security. 1ed.
Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall, 1992.

BORGES, Gerson. Seqüestros, a liberdade tem preço. 1ed. Rio de Janeiro: Quartet Editora
e Comunicação, 1998.

BRASILIANO, Antonio Celso Ribeiro. Planejamento da Segurança Empresarial. 1ed. São


Paulo: Cia das Artes, 1999.

BRODER, James F. Risk Analysis and the Security Survey. 1ed. Newton, Massachusetts:
Butterworth-Heinemann, 1984.

CONSTERDINE, Peter. The Modern Bodyguard. 1ed. Leeds, United Kingdom: Protection
Publications, 1995.

CUMMING, Neil. Security. 2ed. Newton, Massachusetts: Butterworth-Heinemann, 1992.

FISCHER, Robert J., GREEN, Gion. Introduction to Security. 6ed. Newton, Massachusetts:
Butterworth-Heinemann, 1998.

OLIVEIRA, Raymundo L.B. Segurança Eletrônica. 1Ed. Rio de Janeiro: FGV Management,
2002.

PURPURA, Philip P. Security and Loss Prevention. 3ed. Newton, Massachusetts:


Butterworth-Heinemann, 1998.

SENNEWALD, Charles A. Effective Security Management. 3ed. Newton, Massachusetts:


Butterworth-Heinemann, 1998.

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