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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ

PRÓ-REITORIA DE ENSINO E GRADUAÇÃO


CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SANTANA
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA

PEDRO EUCLIDES BARBOSA DE ALMEIDA

RESENHA DO ARTIGO: PARADIGMAS DE EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE


GRECO-ROMANA

SANTANA – AP
2016
PEDRO EUCLIDES BARBOSA DE ALMEIDA

RESENHA DO ARTIGO: PARADIGMAS DE EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE


GRECO ROMANA

Trabalho apresentado à Disciplina Historia


Geral da Educação do Curso de Lic.
Plena em Pedagogia da Universidade
Federal do Amapá como requisito de
avaliação de aprendizagem dos
conteúdos programáticos.
Professor: Raimundo Erundino S. Diniz.

SANTANA – AP
2016
RESENHA
Manuel Alexandre Jr. Paradigmas de Educação na Antiguidade Greco-Romana.
Universidade de Lisboa. HUMANITAS – Vol. XLVII, 1995.
Nasceu na Marinha Grande, a 29 de Agosto de 1936.
Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no
Departamento de Estudos Clássicos. Diretor do Programa de Estudos Pós-
Graduados em Estudos Clássicos. Secretário do Centro de Estudos Clássicos da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e Coordenador da Linha de Ação
N.º 1 do mesmo Centro. Membro da Comissão Redatora da Euphrosyne: Revista de
Filologia Clássica.

Neste Artigo Manuel Alexandre Júnior, trata do modelo educacional adotado


na Europa dos tempos atuais, criticando-o por ser uma forma desumanizadora de
educar, esta crítica é feita estabelecendo comparações com o modelo educacional
da Grécia Antiga, onde a educação tinha como fundamento a formação moral e
intelectual do homem. Modelo que ao longo dos séculos foi se perdendo, relegando-
se a planos inferiores e, por fim, esquecendo-se. Ele ressalta que em um mundo
globalizado como o atual, a educação não deve preocupar-se apenas em transmitir
conhecimento formando técnicos, mas sim, em formar pessoas mais humanas.
Para justificar este seu pensamento ele nos leva a fazer um passeio pela
história antiga da educação grega, mostrando como os gregos se preocupavam com
a formação de seus filhos. Na Grécia Antiga a educação é considerada como uma
das formas pelas quais os valores referentes ao espirito e ao físico do homem são
preservados e transmitidos como legado. Justificando sua ideia estabelece dados
comparativos da educação grega com a de outras civilizações do mesmo período e
mostra que é facilmente observável o avanço da mesma em relação as outras.
No texto, Manuel Alexandre, mostra que não é por acaso que a Grécia Antiga
é registrada como o lugar de origem da civilização ocidental. O processo de
desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança grega – a
Paideia – tinha como objetivo desenvolver um nobre tipo de homem. Diferente do
ponto de vista oriental, onde o homem para ser considerado o tipo ideal tinha que
ser um ente sublime, um tipo de semideus que excedesse a média natural, a Grécia
Antiga com sua educação proporcionou uma nova visão de homem, neste modelo,
era ele a medida das coisas.
O autor deixa antever que a partir disso surge a questão fundamental da
educação grega que trata-se de um modelo que foi criado com a intenção de
universalizar a metodologia de ensino de sua época. Pois em suas conquistas o
povo grego investia em educação edificando escolas para difundir sua forma de
instruir os povos conquistados. Seu maior conquistador tinha como principal objetivo
a universalização da cultura grega, pois acreditava que a educação unia os povos.
Neste período é como se ressurgisse um novo mundo com personalidade própria
ainda que longe de se enlear com as particularidades próprias da Modernidade.
Vê-se ainda no texto que a educação grega surge a partir de dois modelos, o
platônico e o isocrático, modelo que perdurou por séculos. No sistema educativo
helenístico a preocupação era a preservação da herança cultural, pois esta é que
mantinha a unidade do povo. Este modelo teve tanta influência que foi instalado na
cidade de Roma, podendo-se assim dizer que a cultura helenística transformou-se
na cultura do mundo daquela época. Isto acontece porque a cultura helênica tinha
uma base profundamente humanística que buscava uma formação integral
completamente integrada em um projeto globalizado, muito embora sua estrutura se
forjasse em um programa de repetição ininterrupto, iniciando de forma simples e a à
medida que avançava ia se aprofundando em conhecimentos mais complexos.
Observa-se que a educação grega tinha caráter voltado para a formação de
um indivíduo perfeito e independente com bons modos e fortes princípios morais. E
é na Grécia que tem início o padrão de educação com uma definição relativamente
semelhante ao utilizado nos dias atuais. Na realidade os ideais de educação gregos
é que dispõe pela primeira vez na história a educação como um problema da
sociedade. Desta forma a noção que vigorava era que, para formar o homem, a
educação tem que formar integralmente também o cidadão.
Assim, vê-se que na antiguidade quando trata-se de educação o povo grego é
o que mais se destaca, comprovadamente é na Grécia Antiga que surge o que pode-
se chamar de primeiras teorias de cunho educacional. O entendimento de cultura e
espaço ocupado pelo cidadão na sociedade está contido no ato de ensinar e nas
teorias de ensino. No ideal grego a educação contribui na vida e no
engrandecimento da sociedade, no seu destino exterior bem como na sua
construção interna e avanço espiritual e, tendo-se em conta que a evolução social
depende da consciência dos valores que regem a vida humana, a história da
educação está basicamente dependente dos valores válidos para cada sociedade.