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CARBOIDRATOS (hidratos de carbono) – Carbono, hidrogênio e oxigênio.

Monossacarídeo (unidade básica) – glicose, frutose e galactose.

 Podem sofrer polimerização (combinação), formando assim compostos maiores como amidos, glicogênios, pectinas e
dextrinas.
 Glicose + Glicose  Processo de condensação + H2O.

Dissacarídeos (combinação de duas moléculas de monossacarídeos) – maltose, galactose e sacarose.

 Unidos por ligações glicosídicas: duas hidroxilas de duas moléculas de monossacarídeos, pela exclusão de uma molécula
de água.

Polissacarídeos (centenas ou milhares de monossacarídeos) – amido, celulose.

 Amido: carboidrato mais comum da dieta – polímero da glicose.

METABOLISMO CORPOTAL TOTAL – totalidade das reações químicas em todas as células do organismo animal.
 Vias metabólicas: catabolismo (degradação, onde os nutrientes orgânicos são convertidos em produtos finais menores e
mais simples, liberando assim energia – reação exergônica) e anabolismo (síntese, ou seja, de nutrientes pequenos são
formaods moleculas maiores e mais complexas, sendo assim necessario um fornecimento de energia – reação
endergônicas).
 A intensidade da producão de calor pelo corpo é uma medida da intensidade ou velocidade com que a energia é liberada
dos alimentos.

Metabolismo basal: energia requerida para a realização de todas as reações químicas do corpo, ou seja, é o mínimo de
energia necessária para a sobrevivência.

Fatores que modificam o metabolismo:

 Exercício físico: estímulo para o aumento do metabolismo. Uma quantidade enorme de ATP é transformado em ADP nas
células musculares, resultando no aumento de intensidade da oxidação de alimentos.
OBS: indivíduos com preparo físico tem a capacidade aeróbica mais desenvolvida, por isso a produção de ATP
aerobiamente inicia cedo o que resulta em menor produção de ácido lático.
 Alimentos: após a refeição o metabolismo aumenta e permanece elevado por um período variável de 2 a 10 horas. Esse
efeito possui o nome de ‘’efeito termogênico dos alimentos’’. Esse aumento pode ser explicado pelo maior metabolismo
para a digestão, absorção e assimilação dos alimentos. As proteínas são as que mais aumentam a taxa metabólica (ação
dinâmica especifica das proteínas).
 Hormônios: tireoide, adrenalina e noradrenalina, testosterona.
 Genético.
 Sexo: o hormônio sexual masculino pode aumentar o metabolismo. Um efeito que se relaciona com a testosterona é o
seu efeito anabólico no aumento da massa muscular esquelética, fazendo com que o homem possua maior massa
muscula magra do que a mulher.
 Temperatura: quanto maior a temperatura do corpo, maior será o metabolismo, porque as reações ocorrerão mais
rapidamente.
 Sono: reduz o metabolismo devido a dois fatores – redução do tônus da musculatura esquelética e diminuição da
atividade do sistema nervoso central.
 Massa muscular: músculos vigorosos produzem maior gasto calórico, portanto aumentam o metabolismo. Isso porque os
músculos são tecidos vivos. E possuem um gasto energético maior do que o tecido adiposo (gostas de lipídios
metabolicamente inativas). A adição de massa muscular magra cria um uso adicional de energia, portanto diminui o
número de calorias que será armazenado.
 Idade: quanto maior for a idade, o metabolismo tende a diminuir, pela consequente perda de massa muscular.

Metabolismo Total: soma da taxa metabólica basal, efeito térmico do alimento e a energia consumida nas atividades físicas

GET = TMB + ETA + GAT


BALANÇO ENERGÉTICO – está relacionado com a alimentação e o gasto de energia do corpo.
Positivo: alimentação está fornecendo mais energia do que o necessário, portanto haverá o armazenamento desta em forma
de gordura.

Neutro: consumir a mesma quantidade de calorias gastas.

Negativo: pouca energia para a atividade metabólica total, logo, haverá consumo de reservas energéticas do corpo.

ENERGÉTICA DOS ALIMENTOS E NUTRIÇÃO


ATP (trifosfato de adenosina) – nucleotídeo: base nitrogenada adenina, açúcar ribose e 3 radicais fosfato.

 ‘‘Moeda de energia’’
 A energia fica armazenada nas duas últimas ligações entre os fosfatos
(ligações de fosfato de alta energia), e quando quebrada se tem a
formação do difosfato de adenosina (ADP). Então, a energia extraída dos
nutrientes permite a reação com o ácido fosfórico para a formação de um
novo ATP.
 Reserva de ATP em cada célula que fornece a energia necessária para
transporte através de membranas (transporte ativo), síntese de
compostos químicos (ligações peptídicas entre aminoácidos, glicose,
ácidos graxos, colesterol, fosfolipídios), secreção glandular, condução de
estímulos nervoso e trabalho mecânico, mas esse trifosfato de adenosina
deve ser reposto continuamente, sendo os alimentos usados na síntese
de mais ATP.
 Parte da energia da glicose é liberada pelo processo GLICÓLISE (sem
oxigênio), mas a grande parte de energia é liberada quando essa glicose é oxidada, pelo processo de METABOLISMO
OXIDATIVO.

Formação de ATP – Papel das mitocôndrias – diversos alimentos são digeridos no aparelho digestivo produzindo glicose,
ácidos graxos e aminoácidos, sendo estes transportados até as células. Dentro das mitocôndrias, parte dessas substâncias são
transformadas em Acetil-Co-A e acaba sendo desdobrado em CO2 e H2. O CO2 acaba difundindo-se para fora da célula e o H2
combina-se com substâncias carregadoras e transportado para as cristas mitocôndrias. Depois disso, o H2 é combinado com o
O2 e dessa reação é liberada a energia necessária para ativar e produzir o ATP.

 Glicólise (hialoplasma): molécula de glicose é desdobrada por enzimas em duas moléculas menores, sendo estas
modificadas e transformadas em ÁCIDO PIRÚVICO  liberação de energia por metabolismo anaeróbico. (2 ATP)
 Metabolismo oxidativo (mitocôndrias): ácido pirúvico metabolizado com oxigênio formando gás carbônico e agua,
fornecendo 18 vezes mais energia. Na primeira etapa, ou ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs, o ácido pirúvico é
desdobrado em CO2 e H2. O CO2 é removido por enzimas e o hidrogênio participa da segunda etapa, chama de oxidação,
reagindo com o O2 (sendo este transportado para os tecidos pela hemoglobina) formando água.  Canalização da
energia liberada na direção apropriada para formar um novo ATP. (34 ATP)

A intensidade da metabolização de alimentos é controlada pela presença ou ausência de ADP. Portanto quando todo o ADP foi
reconvertido em ATP, cessa o metabolismo dos alimentos.

Energia anaeróbica  picos de atividades fisicas intensas, a energia vem pela glicólise, portanto a quantidade de ATP
fornecida é mais baixa do que comparado a energia aeróbica, pois se fosse depender do Ciclo de Krebs, a obtenção de energia
iria demorar muito. O glicogênio presente nos músculos é quebrado pela glicólise liberando assim o ácido pirúvico, sendo este
convertico em ácido lático (enzima lactato desidrogenase). Após o término do esforço, 4/5 do acido lático é transformado em
glicose pelos hepatócitos e o restante acaba sendo degradado e oxidado no Ciclo de Krebs.

FONTES DE ENERGIA PARA O TRABALHO MUSCULAR


A quantidade de ATP disponível nos músculos só é capaz de aguentar 1 ou 2 segundos de contração intensa, quando essa
contração ultrapassa esse limite pequeno de tempo, a reserva muscular – fosfocreatina - é utilizada. Essa fosfocreatina é
produzida durante o período de repouso (fosforilação de creatina). A próxima reserva para ser utilizada caso a contração
continue e a fosfocreatina termine é a glicose da circulação sanguínea e o glicogênio muscular. Nesse caso se torna uma via
anaeróbica, pois a oferta de O2 no musculo é pequena, formando assim o lactato. A medida que o sistema respiratório e
circulatório vai ser ativado, o suprimento de O2 vai sendo aumentado, a via anaeróbica glicólitica passa a ser substituída pela
via aeróbica oxidativa.

 Somente carboidratos podem ser utilizados anaerobiamente.

O metabolismo aeróbio requer um suprimento contínuo de oxigênio. No instante em que o exercício é iniciado e sua
intensidade aumentada, a capacidade do sistema cardiovascular de suprir oxigênio torna-se um fator limitante, sendo este
influenciado pelo condicionamento físico do indivíduo.

 Fadiga muscular: incapacidade de manter a contração e instala-se após a estimulação repetida de um grupo muscular.
Seja devido a grande produção de H+, provocando a acidose lática.

TECIDO ADIPOSO – células adiposas (adipócitos)


 Maior depósito de energia (triglicerídeos) do corpo, com o auxílio de glicogênios armazenados no fígado e nos músculos.
 Modela a superfície, coxins absorventes de choques, isolamento térmico (por serem más condutoras de calor).
 Tecido adiposo comum, amarelo ou unilocular: apresenta apenas uma gotícula de gordura que ocupa quase todo o
citoplasma. A cor se deve ao acumulo de carotenoides dissolvidos na gordura, variando entre amarelo e branco. Possui
distribuição generalizada pelo organismo.
 Tecido adiposo pardo ou multilocular: numerosas gotículas lipídicas e muitas mitocôndrias. Regula a produção de calor e
consequentemente a temperatura corporal. Podendo estimular o emagrecimento.