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RAFAEL VINICIUS PADILHA

CONSCIENTIZAÇÃO A MAIOR DIFICULDADE DO TÉCNICO DE


SEGURANÇA DO TRABALHO

Relatório Final de Estágio, apresentado ao Curso


Técnico Subsequente em Segurança do Trabalho do
Colégio Estadual Pedro Macedo – Curitiba-Paraná, como
parte das exigências para a obtenção do grau de Técnico
em Segurança do Trabalho.

Orientador: Franciele Scorsin

CURITIBA
2014
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a minha família, aos meus amigos Adriana


Bueno Machado, Priscila Inocência de Souza e Roberto Alves de
Oliveira e aos professores que estiveram sempre do meu lado me
dando forças para continuar e não desistir.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus pela força e sabedoria e a minha família que sempre esteve
do meu lado.
“O fracassado jamais começa o perdedor jamais termina e o vencedor jamais
desiste”

(Norman Vicent Peale)


RESUMO

Esse trabalho tem como foco mostrar que a conscientização é maior


dificuldade do técnico de segurança do trabalho por diversos fatores entre eles
pode-se destacar: a falta o uso de EPIs, falta de treinamentos, falta diálogo de
segurança, ou seja, deve ter ferramentas para ajudar a conscientizar o trabalhador,
mas mesmo assim não é tão fácil, pois lidar com pessoas é difícil e mudar hábitos é
um processo gradativo e árduo.

Palavras-chaves: Conscientização, segurança do trabalho.


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO......................................................................................................7
2.OBJETIVOS...........................................................................................................8
2.1OBJETIVO GERAL...............................................................................................8
2.2 OBJETIVO ESPECIFICO.....................................................................................8

3. JUSTIFICATIVA.....................................................................................................9

4. FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA............................................................................10
4.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL...............................10
4.2 SEGURANÇA NO TRABALHO UMA QUESTÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO......13
4.3 REQUISITOS LEGAIS VISANDO À CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE
ACIDENTES...............................................................................................................14
4.4 NR 6- EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI................................15
4.5 RESPONSABILIDADE VERSUS ACIDENTE......................................................16
4.6 QUALIDADE DE VIDA.........................................................................................17
4.7 ATITUDES DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO...........................18
4.8 CONSCIENTIZAÇÃO A FERRAMENTA EFICAZ................................................19
4.9 EVITANDO ACIDENTES / DOENÇAS OCUPACIONAIS....................................19
4.10 SITUAÇÕES DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS E ACIDENTES NO MUNDO.....
....................................................................................................................................20
4.11 CONSCIENTIZAÇÃO.........................................................................................22
4.12 FERRAMENTAS DE PREVENÇÃO...................................................................24

5. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA........................................................................28
5.1 LOCALIZAÇÃO....................................................................................................28
5.2 HISTÓRICO.........................................................................................................28
5.3 ORGANIZAÇÃO...................................................................................................28
5.4 CLIENTELA..........................................................................................................29

6. ESTÁGIO CURRICULAR......................................................................................30
6.1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS.........................................................................30

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................32

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................33
7

1. INTRODUÇÃO

A conscientização busca fazer as pessoas refletirem como estão agindo,


como podem mudar isso é motiva-las para fazerem os procedimentos corretos de
segurança. Mas esse processo educacional é feito passo a passo não é de um
dia para o outro. Sendo de extrema importância para prevenir os acidentes e
doenças do trabalho. Mas é uma das grandes dificuldades, pois é difícil lidar com
pessoas que, para uns prevenção é importante embora muitos não levem a sério,
infelizmente isso faz parte da realidade do técnico de segurança do trabalho. As
estatísticas de acidentes estão diminuíndo, porem há muitos acidentes e doenças
ainda devido ao trabalho, cerca de 2,34 milhões de mortes em decorrência do
trabalho em todo o mundo. Muitas vezes o funcionário não sabe os riscos e as
medidas preventivas que estão relacionados ao seu labor por isso que é
importante a conscientização não só dos trabalhadores como também do
empregador. Uma das maneiras de conscientizar é o treinamento do empregado
além de capacitar aprendem também as medidas preventivas e corretas para o
trabalho, ou seja, acidente/doença tanto para o empregado como para o
empregador é gravíssimo e um dos métodos para diminuir essa estatística é o
treinamento que qualifica e ao mesmo tempo conscientiza.
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2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL

Realizar um estudo sobre a importância da conscientização do trabalhador


e seu impacto no labor.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


 Estudar sobre conscientização do trabalhador;
 Levantar os desafios do técnico de segurança do trabalho;
 Sugerir soluções;
 Buscar treinamentos.
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3 JUSTIFICATIVA

É de extrema importância a Conscientização sendo um processo


gradativo e progressivo que visa destacar para o funcionário que ele precisa se
cuidar que ele é responsável pela sua própria segurança, ou seja, ninguém pode
fazer mais pela segurança do que ele mesmo. A conscientização pode ser feita
de varias maneiras desde uma simples de DDS (Dialogo de Segurança) até
treinamentos, palestra e SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
10

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL

1891 - A preocupação prevencionista teve início com a Lei que tratava da proteção
ao trabalho dos menores, em 23/01/1891.
1919 - Criada a Lei n° 3724, de 15/01/19 – Primeira Lei brasileira sobre acidentes de
trabalho.
1941 - Em 21/04/41, empresários fundam no Rio de Janeiro a ABPA – Associação
Brasileira para Prevenção de Acidentes.
1943 - CLT foi aprovada pelo decreto-Lei n°5452, em 01/05/43 (entrou em vigor em
10/11/43). Foi o instrumento jurídico que viria a ser prática efetiva da prevenção no
Brasil.
1944 - Decreto-Lei n° 7036 de 10/11/44 promoveu a “reforma da Lei de acidentes de
trabalho” (um desdobramento que contava no capítulo V do Título II da CLT).
Objetivando maior entendimento à matéria e agilizar a implementação dos
dispositivos da CLT referentes à Segurança e Higiene do Trabalho, além de
garantir a “Assistência Médica, hospitalar e farmacêutica” aos acidentados e
indenizações por danos pessoais por acidentes.
Este Decreto-Lei, em seu artigo 82 criou as CIPA.
1953 - Decreto-Lei n° 34715, de 27/11/53 instituiu a SPAT (Semana de Prevenção
de Acidentes do Trabalho) A ser realizada na 4° semana de Novembro de cada
ano. Também em 1953 a Portaria 155 regulamenta e organiza as CIPAs e
estabelece normas para seu funcionamento.
1955 - Criada a portaria 157, de 16/11/55 para coordenar e uniformizar as atividades
das SPAT. Constando a realização do Congresso anual das CIPA durante a
SPAT. O Título do Congresso passou em 1961 para Congresso Nacional de
Prevenção de Acidentes do Trabalho – CONPAT. A exclusão do CONPAT
ocasionou a proliferação de Congressos e outros eventos.
1960 - A Portaria 319 de 30/12/60 regulamenta a uso dos EPIs.
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1966 - Criada conforme Lei n° 5161 de 21/10/66 a Fundação Centro Nacional de


Segurança Higiene e Medicina do Trabalho, atual Fundação Jorge Duprat Figueiredo
de Segurança e Medicina do Trabalho, em homenagem ao seu primeiro Presidente.
Hoje mais conhecida como FUNDACENTRO. A criação da FUNDACENTRO foi sem
dúvida um dos grandes feitos na história da segurança do trabalho e partir de ações
da entidade a segurança do trabalho pode avançar de forma significativa.
1967 - A Lei n° 5316 de 14/09/67 integrou o seguro de acidentes de trabalho
na Previdência Social.
Também em 1976 surge a sexta lei de acidentes de trabalho, e identifica doença
profissional e doença do trabalho como sinônimos e os equipara ao acidente de
trabalho.
1972 - Decreto n° 7086 de 25/07/72, estabeleceu a prioridade da Política do PNVT-
Programa Nacional de Valorização do Trabalhador. Selecionou 10 prioridades, entre
elas a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho.
A Portaria 3237 do MTE de 27/07/72 criou os serviços de Segurança, Higiene e
Medicina do Trabalho nas empresas. Foi o “divisor de águas” entre a fase do
profissional espontâneo e o legalmente constituído. Esta portaria criou os cursos de
preparação dos profissionais da área.
1974 - Iniciados enfim, os cursos para formação dos profissionais de Segurança,
Higiene e Medicina do Trabalho.
1977 - A Lei n° 6514 de 22/12/77 modificou o Capitulo V do Título II da
CLT. Convém ressaltar que essa modificação deu nova cara a CIPA, estabeleceu
a obrigatoriedade, estabilidade, entre outros avanços.
1978 - Criação das NRs – Normas Regulamentadoras, aprovadas pela Portaria 3214
de 08/06/78 do MTE, aproveitando e ampliando as postarias existentes e Atos
Normativos, adotados até na construção da Hidrelétrica e Itaipu. Na ocasião foram
criadas 28 NRs.
Essa portaria representou um dos principais impulsos dados a área de Segurança e
Medicina do Trabalho nos últimos anos.
1979 - Em virtude da carência de profissionais para compor o SESMT, a resolução
n° 262 regulamenta a criação de cursos em caráter prioritário para esses
profissionais.
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1983 - A Portaria n° 33 alterou a Norma Regulamentadora 5 introduzindo nela os


riscos ambientais.
1985 - A lei n° 7410 de 27/11/85 Oficializou a especialização em Engenharia de
Segurança do Trabalho e criou a categoria profissional de Técnico em Segurança do
Trabalho, até então os únicos profissionais prevencionistas não reconhecidos
legalmente.
Dava prazo de 120 dias para o MEC os currículos básicos do curso de
especialização em Técnico de Segurança do Trabalho. Mas somente em
1987, através do parecer 632/87 do MEC, foi estabelecido o curso de formação de
TST em vigor.
1986 - A lei n° 7498/86 regulamenta as profissões Enfermeiro, Técnico em
Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem.
1986 - A Lei n° 9235 de 09/04/86 regulamentou a categoria de Técnico de
Segurança do Trabalho. Que na década de 50 eram chamados de “Inspetores de
Segurança”.

1990 - O quadro do SESMT NR 4 é atualizado. O SESMT a partir de então é


formado por:
- Engenheiro de Segurança do Trabalho;
- Médico do Trabalho;
- Enfermeiro do Trabalho;
- Auxiliar de Enfermagem do Trabalho;
- Técnico em Segurança do Trabalho.

1991 - Lei 8.213/91 estabelece o conceito legal de Acidente de Trabalho e de


Trajeto e nos artigos 19 a 21 e no artigo 22 também estabelece a obrigação da
empresa em comunicar os Acidentes do Trabalho às autoridades competentes.
Foi posteriormente alterado pelo Decreto nº 611, de 21 de julho de 1992.
2001 - Entra em vigor a Portaria n° 458 de 4 de Outubro de 2001 e fica proibido a
partir de então, o trabalho infantil no Brasil.

2009 – O termo Ato Inseguro é retirado do item 1.7 da Norma Regulamentadora 1. E


isso é motivo de comemoração para muitos prevencionistas que reclamam que o
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termo retirava em muitas vezes a responsabilidade do empregador. Pois era fácil


rotular os acidentes somente como Ato Inseguro, e isso dificultava encontrar a
verdadeira causa.

2012 - A presidente do Brasil institui através da Lei nº 12.645, de 16 de maio de


2012 o dia 10 de outubro como o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas
Escolas. (Neto Nestor Waldhelm, 2014).

4.2 SEGURANÇA NO TRABALHO UMA QUESTÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO

Segundo o blog segurança no trabalho no Brasil, 2013 existem três níveis de


Segurança do Trabalho:

NÍVEL 1:
NÍVEL INTUITIVO: É quando o trabalhador não conhece nenhuma técnica de
Segurança do Trabalho e se protege intuitivamente, ou seja, se protege apenas
quando percebe alguma situação de risco.

NÍVEL 2:
REATIVO: É quando o trabalhador é cobrado para que cumpra com normas e
procedimentos de segurança do trabalho e o mesmo só cumpre porque é cobrado.
O trabalhador não tem consciência de que o controle dos riscos é realizado para a
manutenção de sua segurança e saúde.

NÍVEL 3:
PRÓ ATIVO: O trabalhador e sua equipe tem consciência dos riscos procurando
sempre utilizar as melhores praticas para se proteger dos riscos e tem
responsabilidade para com a equipe onde todos cuidam de sua segurança levando
em conta que o maior bem que tem é a VIDA.

Então quanto menor o nível maior é o Risco de Acidentes.

Infelizmente a falta de conscientização do trabalhador faz com que a maior parte das
empresas que tem preocupação com a Segurança do Trabalho se encontrem no
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segundo nível. O problema é que para se chegar ao terceiro nível é preciso uma
mudança de paradigma, ou seja, saber que a sua vida é da equipe de trabalho são
as coisas mais importantes. É preciso o comprometimento desde a direção da
empresa até a auxiliar de cozinha sob a motivação de criar um ambiente seguro
para todos realizarem suas atividades de trabalho.

4.3 REQUISITOS LEGAIS VISANDO À CONSCIENTIZAÇÃO E A PREVENÇÃO


DE ACIDENTES

Uma das alternativas previstas em lei para evitar o acidente de trabalho é o uso de
EPIs (Equipamento de Proteção Individual). Segundo a NR6 considera-se EPI todo
dispositivo o ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. O
uso de EPI está previsto na legislação trabalhista. A Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) prevê a obrigatoriedade da empresa em fornecer aos empregados,
gratuitamente, EPI adequado aos riscos e em perfeito estado de conservação e
funciona mento. Caso não sejam fornecidos os equipamentos aos funcionários e
ocorrendo acidentes de trabalho, a empresa é responsabilizada perante a legislação.
A NR6 também prevê obrigações do empregador em fornecer os EPIs e, cabe aos
empregados a responsabilidade pelo seu uso, guarda e conservação. Os estudos
sobre a aceitação do uso dos EPI são relativamente recentes. Os primeiros foram
efetuados em minas e siderurgias e inseridos num conjunto de 16 investigações que
decorreram entre 1961 a 1964, promovidas pela Comunidade Europeia do Carvão e
do Aço (CECA), tendo como grande objetivo a obtenção de resultados utilizáveis na
prevenção dos acidentes de trabalho No âmbito legal ainda são citados aspectos
sobre atividades insalubres. Segundo a NR15 são consideradas atividades ou
operações insalubres as que se desenvolvem no "limite de tolerância" máxima ou
mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que possa
causar dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. As empresas
devem atentar-se a organização das atividades de modo que possam evitar a
exposição dos trabalhadores a estes riscos. A Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA) exerce papel importante no processo de garantia da segurança no
ambiente de trabalho. Segundo a NR5 a CIPA tem como objetivo a prevenção de
acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível
15

permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do


trabalhador.

4.4 NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL– EPI

6.1. Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se


Equipamento de Proteção Individual - EPI todo dispositivo de uso individual, de
fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade
física do trabalhador.
6.2. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI
adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas
seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não
oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de
doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
c) para atender a situações de emergência.

6.4.1. Nas empresas desobrigadas de possuir CIPA, cabe ao empregador, mediante


orientação técnica, fornecer e determinar o uso do EPI adequado à proteção da
integridade física do trabalhador.
6.5. O EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser colocado à venda,
comercializado ou utilizado, quando possuir o Certificado de Aprovação - CA,
expedido pelo Ministério do Trabalho e da Administração - MTA, atendido o disposto
no subitem 6.9.3.
6.6. Obrigações do empregador.
6.6.1. Obriga-se o empregador quanto ao EPI a:
a) adquirir o tipo adequado à atividade do empregado;
b) fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo MTA e de empresas
cadastradas no DNSST/MTA;
c) treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado;
d) tornar obrigatório o seu uso;
e) substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou extraviado;
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f) responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica;


g) comunicar ao MTA qualquer irregularidade observada no EPI.
6.7. Obrigações do empregado.
6.7.1. Obriga-se o empregado, quanto ao EPI, a:
a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.
(Ministério do Trabalho e Emprego, 2014).

4.5 RESPONSABILIDADE VERSUS ACIDENTE

Artigo 159 da Lei nº 3.071 de 01 de Janeiro de 1916


Art. 159. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência, ou imprudência,
violar direito, ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar o dano.
A verificação da culpa e a avaliação da responsabilidade regulam-se pelo disposto
neste Código, arts. 1.518 a 1.532 e 1.537 a 1.553. (Redação dada pelo Decreto do
Poder Legislativo nº 3.725, de 15.1.1919).

CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a


quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado
não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

Superveniência de causa independente (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação


quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a
quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

Relevância da omissão (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).


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§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para


evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984).

a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984).

b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (Incluído pela


Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.


(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). (Revista Eletrônica JUSBRASIL, 2014).

Segundo art. 159 da lei 3071 e art. 13 da lei 2848, respondemos criminalmente, por
isso a importância da conscientização e de nos resguardar com documentos e
provas. Então vale salientar que às vezes não é culpa do técnico e não é ele que
responde, mas sim a pessoa que deu origem ao acidente por ação ou omissão do
mesmo.

4.6 QUALIDADE DE VIDA

A Qualidade de Vida no Trabalho tem como objetivo fazer com que os trabalhadores
se sintam bem em trabalhar na empresa e fazer do ambiente de trabalho um lugar
agradável e produtivo.

As empresas estão se preocupando cada vez mais com o tratamento em relação às


pessoas, por estarem em um meio de alta concorrência e modernização, pois
dependem extremamente delas para o alcance de seus objetivos e metas. Portanto,
as pessoas trabalham em conjunto para atingirem os objetivos e metas da empresa,
porém têm os seus objetivos individuais que cada vez se tornam mais precisos e
necessários para uma vida saudável, necessitando assim que sejam consideradas
parceiras da organização.

Um programa de Qualidade de Vida existe para criar estratégias com o intuito de


promover um ambiente que estimule e de suporte ao colaborador e à organização,
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conscientizando sobre como sua saúde está diretamente relacionada à sua


qualidade e produtividade.

Com esta nova realidade, o termo Qualidade de Vida no Trabalho começou a ser
discutido e implantado pelas organizações. Estas medidas visavam uma busca na
melhoria do ambiente de trabalho e principalmente na saúde física e mental de seus
colaboradores.

Atualmente as organizações estão criando alternativas mais práticas e colocando


em rigor programas de incentivo para aumentar os níveis de satisfação e saúde do
colaborador através de ginásticas laborais, melhoras no clima organizacional por
meio de relações e ações saudáveis, melhoras na capacidade de desempenho das
atividades diárias com a implementação de ferramentas voltadas para otimizar o
processo de trabalho, além de promover ações para diminuição da carga de
trabalho. (Revista Eletrônica ADMINISTRADORES.COM, 2011)

4.7 ATITUDES DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

 PACIENTE (Ato ou efeito daquele que sabe esperar, ser paciente, pessoa
serene tranquila, persistente, perseverante, virtude de quem suporta males e
incômodos sem queixumes nem revolta). (DICIONARIOINFORMAL, 2014).

 HULMILDADE (Característica de pessoas francas, que aceitam a verdade e


que têm senso de realidade apurado, reconhecem seus erros e acertos com a
mesma naturalidade, não subestimam, nem supervalorizam fatos, pessoas,
coisas ou a si mesmos). (DICIONARIOINFORMAL, 2014).

 SABER A HORA DE FALAR (Saber o momento certo na hora certa)

 SABER COMO FALAR (Saber a forma certa de se expressar, desde o jeito de


olhar até o tom de voz).

 GOSTAR DO QUE FAZ (Para fazer bem feito e tem prazer no que faz).
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 SABER SER IMPOR (Sem constranger o empregado, usar a persuasão e a


astúcia, boa comunicação).

 SER EXEMPLO (Usar EPIs e não só cobrar o seu uso, fazer a coisa certa
dentro das normas, procedimentos e da lei).

Sem isso não ira a lugar algum, pois nosso trabalho é cuidar, prevenir e
conscientizar pessoas. Se não tiver paciência não tem como atuar e progredir, se
não tiver humildade não terá respeito, Se falar em horas erradas ganhara inimigos,
se impor de forma errada e principalmente na frente dos outros irá constranger o
trabalhador e mostrará para outros que é um técnico de segurança do trabalho
arrogante. Não se deve deixar o empregado fazer o que bem quer, tem que fazer o
que é melhor para ele com argumentos concretos e da melhor forma possível, ser
exemplo, pois adianta cobrar se não usar, tal como, o EPI.

4.8 CONSCIENTIZAÇÃO A FERRAMENTA EFICAZ

Segundo especialista Arnaldo Cambraia e Maria Cristina Barros, 2013 a


conscientização é forma mais eficaz de combate a acidente de trabalho, porem para
ter sucesso deve estar comprometido e ter paciência, pois não é fácil mudar hábitos,
então sempre vai ser uma tarefa árdua que precisa de tempo e dedicação além de
uma boa persuasão.

O engenheiro ambiental Arnaldo Cambraia ressalta que é preciso que


empresas desenvolvam ações educativas. “O Treinamento Diário de
Trabalho (TDT) é muito importante. É uma espécie de minitreinamento que
alerta o trabalhador a respeito dos procedimentos corretos de segurança,
com eletricidade e altura, por exemplo.” (RBA REDE BRASIL ATUAL, 2013).

Para a Maria Cristina de Barros, procuradora federal “Precisamos unir a


sociedade para a conscientização. Não é apenas a falta de equipamentos
que causa acidentes, mas sim a falta de consciência de que este acidente
pode ser causado a partir do momento em que o trabalhador manipula um
equipamento perigoso”. (RBA REDE BRASIL ATUAL, 2013).

4.9 EVITANDO ACIDENTES / DOENÇAS OCUPACIONAIS

De acordo com a Lei 8213/91, Art. 19 da Legislação de Direito Previdenciário e o


Decreto nº 611/92 de 21 de julho de 1992, do Ministério da Previdência e Assistência
Social, o acidente de trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho, a
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serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais,


provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte do
trabalhador, a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o
trabalho (invalidez).

Doenças ocupacionais causam alterações na saúde do trabalhador, provocadas


pelas atividades desempenhadas no seu ambiente de trabalho. Uma doença
ocupacional acontece quando um trabalhador é exposto ao limite excessivo
permitido a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, sem proteção
compatível com o risco envolvido. Essa proteção pode ser com o uso de
equipamento de proteção coletiva (EPC) ou equipamento de proteção individual
(EPI).

As empresas tem que ter o objetivo de manter os funcionários sempre seguros e


distantes de qualquer doença ocupacional ou acidente de trabalho, todos precisam
ficar atentos aos riscos e aos cuidados com a saúde, levando em consideração a
infraestrutura do ambiente de trabalho. É fundamental que todo empregador
conheça bem as implicações e as exigências legais pertinentes, ou seja, tem que
haver a conscientização do empregador também, para oferecer ao seu trabalhador
uma proteção adequada evitando a ocorrência de doenças e de possíveis acidentes.

Existem varias formas de conscientizar e evitar acidentes entre elas pode-se citar:
mostra imagens e fotos para os funcionários de acidentes e colocando em murais, a
sinalização Norma Regulamentadora 26 Sinalização de Segurança, Treinamentos,
palestras, campanhas, SIPAT (semana interna de prevenção de acidente), entre
outros. Se não conscientizar e prevenir haverá sempre uma consequência disso
tanto para empresa tanto para o empregado quanto para a sociedade, mas como
TST (técnico de segurança do trabalho) deve-se dar o exemplo, ou seja, ouso de
EPIs é de extrema importância para evitar acidente e doença porem não adianta só
cobrar tem que ensinar e mostrar que também usa.

4.10 SITUAÇÕES DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS E ACIDENTES NO MUNDO

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) fez um relatório em 2013 que mostra:


que dois milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido a doenças
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ocupacionais/profissionais, 321 mil em consequência de acidentes, 6.300 mortes


diárias relacionadas ao trabalho, 5.500 mortes diárias causadas por doenças.

E de acordo com a OIT, anualmente “se produzem 16 milhões de casos de


enfermidades não mortais relacionadas com o trabalho”, diz o informe. Os tipos e
tendências das doenças “variam consideravelmente”, segundo a organização, que
cita, entre outros, o exemplo da China, quem em 2010 notificou ter registrado 27.240
casos de enfermidades profissionais, incluídas 23.812 provocadas por exposição a
partículas de pó no local de trabalho.

O relatório cita também o Brasil, onde se calcula que 6,6 milhões de trabalhadores
estejam expostos a partículas de pó de sílica. “Estudos feitos na América Latina
revelam uma taxa de prevalência de silicose entre os mineiros (trabalhadores na
mineração) de 37%, e de 50% entre os mineiros com mais de 50 anos”, afirma. A
silicose é uma doença respiratória comum também na construção civil.

A OIT chama a atenção também para os riscos das mudanças tecnológicas, sociais
e de organização “como consequência da rápida globalização que vivemos”.
Segundo a entidade, “ainda que alguns dos riscos tradicionais tenham diminuído
graças à maior segurança, aos avanços técnicos e à melhor regulamentação
existentes, eles seguem afetando gravemente a saúde dos trabalhadores”. Ao
mesmo tempo, aumentam “novos tipos de enfermidades profissionais sem que se
apliquem medidas de prevenção e controle adequadas”. Seriam exemplos, “as
novas tecnologias, como as nanotecnologias e determinadas biotecnologias”, que
comportam novos e não identificados riscos. “Entre os riscos emergentes, se
incluem as condições ergonômicas deficientes, a exposição à radiação
eletromagnética e os riscos psicossociais.”

Ainda conforme o relatório, mais da metade dos países não proporcionam


estatísticas adequadas a respeito. “Os dados disponíveis se referem principalmente
a lesões e mortes. Poucos países compilam dados separados por sexo. Isso não só
torna mais difíceis a identificação das lesões ou doenças profissionais específicas de
homens e mulheres, como também impede o desenvolvimento de medidas de
prevenção eficazes”, afirma OIT, que também ressalta o alto custo dos acidentes,
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para todas as partes (trabalhadores, empregadores e poder público), enfatizando a


importância da prevenção. “O controle regular do ambiente de trabalho e a vigilância
da saúde dos trabalhadores facilita aos empregadores prevenir e notificar os casos
de doenças profissionais.” (RBA REDE BRASIL ATUAL, 2013)

As doenças profissionais mais comuns são: Lesão por Esforços Repetitivos/


Distúrbios Osteomusculares, Bissinose, Surdez temporária ou definitiva, Antracose,
Dermatose Ocupacional, Câncer de pele, Siderose, Catarata, Doenças por função,
doenças psicossociais. (Revista Proteção, 2014)

Pode-se destacar como também uns dos grandes fatores para as doenças
ocupacionais e acidentes de trabalho: a falta de conhecimento e falta de
concentração do trabalhador. Eis ai a Grande importância de ter um Técnico de
segurança do trabalho para conscientizar e prevenir.

Esta evoluindo continuamente a segurança do trabalho mais há muito que melhorar


não só o Brasil, mas sim o mundo.

4.11 CONSCIENTIZAÇÃO

É o ato de estar ciente, isto é, ter conhecimento sobre algo e a partir daí, passar a
refletir, julgando o que está certo ou errado em suas atitudes de tal forma que seu
objetivo passe a ser a transformação de si mesmo e depois da sociedade como um
todo. (DICIONÁRIO INFORMAL, 2014)

Para Neto Nestor Waldhelm, 2014 a segurança do trabalho só flui na empresa


através de conscientização. É necessário que a empresa adote uma linguagem clara
no tocante a aos riscos e as medidas que deverão ser adotadas.

Norma Regulamentadora 9.5.2 Os empregadores deverão informar os trabalhadores


de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-
se nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais
riscos e para proteger-se dos mesmos.
23

E segundo Neto Nestor Waldhelm, 2014 a conscientização dos funcionários é de


longe a prática mais importante para uma gestão de segurança do trabalho de
sucesso, porém segue fazes:

DIVULGAÇÃO DOS RISCOS


A empresa precisa divulgar de forma clara os riscos a que estão expostos os
funcionários da empresa.
Essa conscientização pode acontecer através de palestras como DDS, SIPAT (que é
obrigatória), dentre outras, e também usando comunicação visual, placas de perigo,
risco, cuidado, e até o Mapa de Risco.
Um Mapa de Risco bem elaborado com uma linguagem clara é muito útil para
conscientização. O Mapa de Risco consegue conscientizar e orientar até aqueles
que ainda não tiveram chance de participar de palestras, como visitantes da
empresa por exemplo.

DIVULGAÇÃO DAS MEDIDAS PREVENTIVAS


Antes de fornecer o EPI o funcionário deve ser orientado. Muitas empresas
entregam o EPI e obrigam o uso sem nem ao menos se dar ao trabalho de mostrar
para que serve, e como usar.
Todos os funcionários devem receber essa orientação antes de iniciar o uso, isso é
uma atitude que mostra respeito. Essa orientação nem precisa ser demorada, talvez
possa ser ministrada até no momento de assinar a Ordem de Serviço, em uma
conversa com o funcionário. Legislação: NR 6.6.1 letra “D”.

EUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPCs)

É o foco de todo prevencionista inteligente. O EPC deve ser a primeira opção a ser
analisada para atenuação ou eliminação dos riscos no ambiente de trabalho. O EPI
só deve ser indicado em último caso, ou como medida passageira segundo a NR 6.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)


São muito usados e conhecidos na maioria das empresas. É uma medida fornece
proteção por um preço bem em conta. É o pesadelo de muitos Técnicos em
24

Segurança do Trabalho. Diálogos individuais e palestras podem ajudar muito na


conscientização dos funcionários mais resistentes ao uso.

4.12 FERRAMENTAS DE PREVENÇÃO

DDS-DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA


É uma ótima ferramenta de conscientização dos funcionários.
São palestras curtas, que normalmente não chegam a 15 minutos. Habitualmente
ministradas no próprio ambiente de trabalho. Com temas focados nos riscos
presentes no ambiente, e nas medidas preventivas adotadas pela empresa.
Em algumas empresas o DDS é diário para todos os trabalhadores, em outras, cada
dia é feito com uma parte da equipe de trabalho, outras optam por palestras
semanais, mensais.

CKECK LIST
Possuem várias utilidades. Na Segurança do Trabalho podem ser usadas para
verificações de segurança em locais de trabalho, veículos, máquinas, ferramentas,
equipamentos, EPIs e até para funcionamento de órgão como Serviço Especializado
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e CIPA.
Têm também os famosos check lists de NRs que servem para adequar à empresa
as exigências da NR utilizada como fonte do próprio check list.

INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES
É importante para determinar a causa do acidente, para tentar evitar que aconteçam
acidentes parecidos.

PPRA
O programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) NR 9. Esse programa visa
à proteção da saúde do trabalhador no “ambiente” de trabalho.
O PPRA é um documento fundamental, para a proteção e saúde dos trabalhadores,
e também para uma boa gestão de segurança e medicina do trabalho na empresa.
A partir do mapeamento dos riscos feitos no PPRA fica mais fácil fazer o
monitoramento e controle dos riscos existentes no local de trabalho.
25

INSPEÇÃO DE SEGURANÇA
Visam à identificação dos riscos causadores de acidentes e doenças ocupacionais,
fazendo uso da técnica e recursos apropriados. Após o completo mapeamento dos
riscos, serão determinadas as medidas preventivas e corretivas necessárias.

TIPO DE INSPEÇÃO
Geral: Envolve todos os setores da empresa ou grande parte dela, normalmente
esse tipo de inspeção é previamente definida.
Parcial: É feita em setores de trabalho, maquinários, ou partes específicas.
De Rotina: São inspeções eventuais ou feitas em intervalos regulares curtos e
previamente definidos. Esse tipo de inspeção é muito usado por profissionais de
segurança do trabalho.
Periódica: É realizada com data e local previamente definido. Adotando-se para
tanto um cronograma que indicará os locais e periodicidade de inspeção adotada
para cada setor listado. Tem como objetivo dar atenção às condições de segurança
dos diversos setores existentes em uma empresa.
Eventual: Feitas sem previsão de data. É o tipo de inspeção que depende da
sensibilidade do profissional. Normalmente surte bons resultados por causa do fator
surpresa.
Oficial: São realizadas por órgão governamentais do trabalho como Ministério do
Trabalho e Emprego, Bombeiros, e empresas particulares como seguradoras e
parceiros de trabalho.
Especial: É o tipo de inspeção mais aprofundada. Que requer equipamentos ou
aparelhos especiais.

PCMSO – NORMA REGULAMENTADORA 7


O Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) tem como objetivo
de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. Sendo
então, um programa que em conjunto com os demais somará forças em prol da
saúde dos trabalhadores.
Tem caráter de prevenção, mapeamento precoce e diagnóstico dos agravos à saúde
dos trabalhadores, além da constatação dos casos de doenças profissionais ou
26

danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. O responsável legal por esse


programa deve ser um Médico do Trabalho.

APR
A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma técnica que visa à prevenção de
acidentes do trabalho através da antecipação dos riscos.
É uma visão antecipada do trabalho a ser executado, que permite a identificação dos
riscos envolvidos em cada passo da tarefa, e ainda permite a condição de evitá-los
ou conviver com eles em segurança.

PT
A Permissão de Trabalho (PT) ou Permissão de Trabalho Especial (PTE) é um
formulário normalmente utilizado em trabalhos de risco elevado. É usado para
documentar a liberação de um trabalho por um tempo determinado.
É uma ferramenta de avaliação e documentação de possíveis riscos causadores de
acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Uma das fases da PT é a APR
(Análise Preliminar de Risco).

SINALIZAÇÃO/ PLACAS DE AVISO


Sinalização e sinalização de segurança se confundem. Afinal, ambas servem como
orientadores. Uma pessoa bem orientada tem menos chances de sofrer um
acidente.
As placas de aviso tipo perigo, risco, cuidado devem ser usadas com inteligência,
não podemos rotular tudo como perigoso. Quem faz assim corre o risco de ter sua
sinalização como desacreditada. Uma sinalização desacreditada se torna inválida e
não cumpre sua missão.

ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE
Sabemos que um ambiente desorganizado é um convite ao acidente. Então,
devemos também estar de olho na organização e até na limpeza do ambiente.
Mantenha contato permanente com o pessoal do setor de limpeza, descubra quais
são as áreas mais vulneráveis a carentes de limpeza e vez ou outra dê uma
conferida. Limpeza e organização andam juntas.
27

NÃO IMPROVISAR
É uma regra de ouro da segurança do trabalho. O improviso é um dos maiores
causadores de acidentes e acidentes de trabalho.

PARTICIPAR DOS TREINAMENTOS OFERECIDOS PELA EMPRESA


É muito importante a participação dos funcionários nos treinamentos de segurança
oferecidos pela empresa.
O ideal é que até os líderes da empresa participem para dar o exemplo. Fazendo
assim, o treinamento ganha em credibilidade, e cada vez mais pessoas se sentirão
motivadas a participar.

CUMPRIR AS NORMAS DE SEGURANÇA ADOTADAS PELA EMPRESA


Como bem sabemos, a empresa é a responsável pela prestação de serviço, é ela
que deve coordenar como o trabalho é desenvolvido. E também arcar com a
responsabilidade e consequência dessa coordenação.
É importante que a empresa se faça ser ouvida a respeito das normas de segurança
estabelecidas por ela. As normas internas devem ser seguidas pelos funcionários
como se fossem leis. Para isso podemos até usar das penalidades previstas por leis
e jurisprudências. O que não pode é que as normas sejam somente de fachadas,
que não sejam cumpridas, que não sejam aceitas…
A empresa precisa ser consciente no momento da criação das normas internas, ela
não pode criar normas apenas por “modismo”! Não pode criar procedimentos que
ferem a legislação e a ética pessoal do trabalhador.
As normas de segurança devem ser pensadas e elaboradas a fim de proteger os
funcionários. Esse é o único motivo da existência delas. (Neto Nestor Waldhelm,
2014).
28

5 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
5.1 LOCALIZAÇÃO

Rua José Mendes Sobrinho, 464, Cidade Industrial, Curitiba, Paraná.

5.2 HISTÓRICO

A Royalplás, atual Royal Química, foi fundada em 1968, em Santo Amaro,


dedicando-se a produção de Resinas Termofixas e Pó para Moldagem (Baquelite).
Em 1980, foi transferida parte de suas atividades para o atual endereço, situado em
Guarulhos, iniciando a produção de Formaldeído para as mais diversas aplicações
no mercado, tais como: resinas, desinfetantes, tintas e vernizes, tecidos,
bactericidas, entre outros.

Em 1991, a Royalplás ampliou suas atividades e instalou uma unidade de


produção com 4 (quatro) reatores, dedicando-se a fabricação de Resinas Sintéticas,
para o atendimento aos fabricantes de laminados, compensados e aglomerados de
madeira por todo o país.

No final de 2008 a Royalplas integrou outra unidade, a Royal Sul, com sede
em Curitiba no estado do Paraná. Nesta unidade ocorre somente à produção de
Resinas Uréicas e Fenólicas, excluindo-se a produção de Formol e Concentrado
uréia-formol.

5.3 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO

A Royal Química (Sul) é uma empresa familiar, pertencente a um grupo de


mais 05 empresas. A unidade referida produz resinas termofixas à base de formol e
fenol, com ótimo posicionamento no mercado da indústria madeireira na região sul,
que leva para as empresas do ramo, a qualidade e a alto desempenho de seus
produtos. A empresa conta com um quadro de 30 colaboradores diretos na unidade
entre outros, que são coorporativos do grupo proprietário, que fica sediado em São
Paulo.
29

5.4 CLIENTELA

A Royal foca como clientes as indústrias madeireiras de compensados, MDF,


portas entre outros.
30

6 ESTÁGIO CURRICULAR

6.1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO

Integração para funcionário e terceiros mostrando os riscos, os EPIs adequados,


horários das refeições, apresentando a empresa seus procedimentos e normas.
Reunião da CIPA abordando melhorias para os trabalhadores, elaboração de ATA,
como esta a atuação dos Cipeiros e se estão participando de todas as reuniões.
Controle e entrega de EPIs através de planilha e documentação onde tem assinatura
do funcionário, certificado de aprovação do EPI, termo de responsabilidade, data da
entrega, nome completo do funcionário com o cargo/função e entre outros. Inspeção
de extintores sendo semanal (apenas uma olhada na situação dos extintores) e
mensal (feita uma inspeção verificando cada detalhe desde manômetro até a
sinalização do extintor e a próxima recarga). Inspeção de hidrantes feita todo mês
verificando o estado do hidrante, sinalização e validade do teste hidrostático.
Atualização do estoque de EPIs sendo feita todo começo de mês e verificando a
necessidade de qual EPI precisa ser comprado e a quantidade. Atualização de
documentos para CIPA verificando como que esta os cronogramas de ação, se tem
todas as assinaturas dos representantes nas atas. Elaboração do cronograma de
cursos agendando e programando treinamentos com empresas terceiras, pois é
necessário a capacitação do funcionário segundo as normas regulamentadoras.
DDS feita antes de começar o trabalho com duração de 5 a 10 minutos com os
terceirizados da empresa. SIPAT feita todo mês de Agosto sendo ministrada por
empresas terceiras. APR feita todo dia antes de começar o trabalho do pessoal
terceirizado a onde eles percebem quais riscos que estão expostos e suas medidas
preventivas. Honda habitual pelo setor fabril feito todo dia inspecionando e
verificando desde melhorias até o uso dos equipamentos de proteção. Atualização
da validade dos testes de vasos de pressão e testes da caldeira feita por profissional
habilitado todo ano. Preenchimento do plano de ação do PPRA conforme as datas
estipuladas. Conscientização do trabalhador feita quando o funcionário não esta
usando seu equipamento de proteção ou esta fazendo algo inseguro, sempre
conversado e explicado para o trabalhador que sua vida é seu bem mais precioso e
sua família espera por você em casa. Participação de Workshops representando a
empresa em diversos temas da segurança. Acompanhando e participando de cursos
31

da empresa como: brigada de incêndio, trabalhador e vigia de espaço confinado,


curso CIPA, trabalho em altura, produtos perigosos entre outros onde o foco é
capacitar os trabalhadores, conscientiza-los dos riscos, suas medidas preventivas e
como fazer o trabalho com segurança.
32

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi muito satisfatório o estágio pode perceber que a conscientização é feita


de varias formas (como treinamentos, mapa de risco, sinalização, Diálogo Diário
de Segurança, Semana Interna de Prevenção de Acidente, mural com
informações de acidente, Análise Preliminar de Risco entre outros) e de passo a
passo, porem não é tão fácil na verdade é bem difícil sem contar que essa foi a
minha maior dificuldade principalmente quando a questão era o uso de EPIs. Mas
com o tempo o trabalhador vai entendendo que o técnico de segurança esta ali
para ajudar e não para prejudicar.
33

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SITE:

ADMINISTRADORES.COM. A Importância da Qualidade de Vida no Trabalho.


Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/a-importancia-
da-qualidade-de-vida-no-trabalho/60251/> (02/12/2011) Acesso em: 20.Abril.2014.

BLOG SEGURANAÇA NO TRABALHO NO BRASIL. Segurança no Trabalho uma


Questão de Conscientização. Disponível em:
<http://segurancanotrabalhors.blogspot.com.br/2010/07/seguranca-no-trabalho-uma-
questao-de.html> (06/03/2013) Acesso em: 20.Abril.2014.

DICIONÁRIO INFORMAL: DICIONÁRIO ONLINE. Conscientização. Disponível em:


< http://www.dicionarioinformal.com.br/> Acesso: 18.Maio.2014.

DICIONÁRIO INFORMAL: DICIONÁRIO ONLINE. Humilde/humildade. Disponível


em: < http://www.dicionarioinformal.com.br/> Acesso: 18.Maio.2014.

DICIONÁRIO INFORMAL: DICIONÁRIO ONLINE. Paciente/Paciência. Disponível


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JUSBRASIL. ART.13 do Código Penal Decreto Lei 2848/40. Disponível em: <
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10638340/artigo-13-do-decreto-lei-n-2848-de-07-
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JUSBRASIL. ART.159 do Código Civil de 1916 Lei 3071/16. Disponível em:


<http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11482313/artigo-159-da-lei-n-3071-de-01-de-
janeiro-de-1916> Acesso em: 20.Abril.2014.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Normas Regulamentadoras.


Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1.htm>
(09/12/2011) Acesso em: 20.Abril.2014.

NETO, Nestor Waldhelm. A História da Segurança no Brasil. Blog de Segurança


do Trabalho NWN. Disponível em: <http://segurancadotrabalhonwn.com/historia-da-
seguranca-do-trabalho/> Acesso em: 20.Abril.2014.
34

NETO, Nestor Waldhelm. Como Evitar Acidentes do Trabalho. Blog de


Segurança do Trabalho NWN. Disponível em: <
http://segurancadotrabalhonwn.com/como-evitar-acidentes-de-trabalho/> Acesso:
18.Maio.2014.

RBA REDE BRASIL ATUAL. Conscientização é a Forma mais Eficaz de combate


a Acidente de Trabalho dizem Especialistas. Disponível em:
<http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2013/04/conscientizacao-e-forma-mais-
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por ano em todo mundo. Disponível em:
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20.Abril.2014.

REVISTA PROTEÇÃO. 10 principais problemas de saúde desenvolvidos no


trabalho. Disponível em:
<http://www.protecao.com.br/noticias/doencas_ocupacionais/10_principais_problema
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18.Maio.2014.

RIBEIRO, Yuri de Lima, et al. Acidente do Trabalho e Doenças Ocupacionais :


Indenizações por Danos Materiais Morais e Estéticos. Âmbito Jurídico.com.br.
Disponível em :

<http://ambitojuridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=10351&re
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