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I BT

Reatores a Núcleo de Ar

O s reatores a Núcleo de Ar, são


basicamen-te enrolamentos de cobre ou
alumínio, formando uma bobina ou várias,
CONSTRUÇÃO
Os reatores IBT são fabricados e testados
seguindo rigorosamente as normas ABNT ou
devidamente montadas em suportes isolantes
que permitem um desempenho compatível à especificadas pelo cliente como IEC, ANSI,
aplicação. NEMA, etc.
A necessidade de ser com núcleo de ar • MATÉRIA PRIMA
prende-se ao fato de sua indutância não sofrer Na fabricação desses componentes toda
variação, possibilitando uma larga abrangência matéria prima aplicada é selecionada para ga-
de limites de corrente circulante (não havendo
rantir um desempenho seguro e duradouro.
ferro, não há saturação).
• MATERIAL CONDUTOR
Aplicações: - Cobre eletrolítico puro.
• LIMITADORES DE CORRENTE - Alumínio compatível para aplicação em
A aplicação do reator a núcleo de ar nas componentes elétricos.
redes de um sistema de alta, média ou baixa
• MATERIAL ISOLANTE
tensão, tem por finalidade inibir o rápido
- Cadarço de fibra de vidro incorporado.
crescimento da corrente do curto circuito,
- Material suporte e distanciadores em fibra
mantendo-a compatível com os equipamentos
instalados após o reator (seccionadores, de vidro ou isolador de porcelana marron
disjuntores, transformadores, etc). vidrada.
• ATERRAMENTO DE NEUTRO • MATERIAL AGLUTINANTE
Os reatores para a aplicação acima, - Verniz classe térmica “H”, com alto poder
destinam-se a limitar a corrente entre fase e de cimentação assegura um ótimo grau de
neutro de um sistema trifásico, em estrela, a resistência mecânica contra impactos
fim de evitar danos nos componentes ligados a provocados por surtos de corrente e possíveis
ele. impactos mecânicos.
• REATORES DE ALISAMENTO • VENTILAÇÃO AN (Ar natural)
(Selfs de Lissage) - Canais de ar deixados pelo distanciador
Em sistemas de corrente contínua retificada
permitem circulação de ar através dos
(saída de retificadores ou conversores) onde
há incidência de ondulações superpostas, condutores, garantindo uma ótima ventilação,
torna-se necessário a aplicação desses assim como uma acentuada inércia térmica
reatores para eliminar ou reduzir o ripple necessária para componentes com grande
(ondulação) a valores compatíveis ou exigidos variação entre a corrente nominal e a corrente
pelo projeto. de surto.
São usados em motores de grande potência
em corrente contínua. • VENTILAÇÃO AF (Ar Forçado)
- Nos casos onde o regime de carga é
• REATORES PARA FILTROS variável e as sobrecargas repetem-se com
(Reatores de sintonia)
muita frequência aplica-se ventilação forçada,
Estes reatores são associados a capacitores
com a finalidade de: esta ventilação somente entra em operação
- Bloquear harmônicos (ligação shunt) quando o regime de carga provoca uma sobre-
- Facilitar a passagem (ligação série) elevação na temperatura do reator.
• REATORES para partida de motores • PERDAS
Para motores energizados com corrente - Os reatores IBT são projetados de maneira
alternada, monofásicos ou trifásicos, onde o que as perdas nos condutores proveniente de
conjugado motor não pode ser afetado, usa-se RI2, efeito pelicular, estrutura e outras sejam
como limitação de corrente in rush o reator a minimizadas afim de que o custo operacional
núcleo de ar, especificamente dimensionado para o cliente final permaneça o menor possí-
para esta aplicação.
vel.
• REATOR DUPLEX
• DISTÂNCIAS MÍNIMAS
Utilizado quando dois sistemas são
- Todo material aplicado na estrutura do rea-
energizados por uma só rede. Uma das
características principais deste tipo de reator é tor, prisioneiros, suportes, apoios, são de aço
a de gerar campos magnéticos opostos, inox, ou latão quando não sujeitos a torque ele-
anulando desta forma a sua indutância, e vado. As distâncias entre as zonas magnéticas
consequentemente a queda de tensão nos e demais partes do reator são dimensionadas
sistemas. Caso venha a ocorrer curto circuito para que haja o mínimo de influência.
em uma das redes, apenas prevalece a
indutância em uma delas, limitando a corrente • DISTÂNCIAS IDEAIS
do circuito a um valor compatível à proteção. - Em reatores montados no mesmo plano, a
distância entre eixos axiais não deve ser
inferior a I, 7 vezes o seu diâmetro. A distância
entre eixo axial e superfície lateral não deve
REATOR DUPLEX ser inferior a
1,1 vez o seu diâmetro.A distância entre o topo
ou fundo (plano horizontal) em relação a qual-
quer superfície, não deve ser inferior a metade
do diâmetro da bobina. (Vide fig. 1 e 2).

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Correntes na Ligação de Bancos Capacitadores

No momento mais desfavorável, no pico da O valor de pico máximo da corrente de ligação Para um cálculo aproximado, supondo as con-
tensão, a corrente em função do tempo é cal- do banco resulta em: p R dições mais desfavoráveis com a ligação do
culada pela seguinte fórmula: p • w ) wo • e- 4 • wo L ] banco, próximo de uma fonte como energia
t Ip = In 2 [ sen (
2 wo
+
w infinita, as seguintes fórmulas se aplicam:
w 2T
i = In 2 • (Sen w t +w o • e • sen wo t ) A relação entre o valor de pico máximo da cor-
onde rente de ligação Ip e o valor de pico da corren-
i = valor momentâneo da corrente te nominalIn 2 é definida como: Ligação com
Ip resistência R
k= k= 1
wo = 1 - ( R )² In 2 ohmica
XC
LC 2L b~=o
k= relação de impulso da corrente de ligação
na frequência própria do circuito de ressonân-
cia para As resistências ( R ) e reatâncias indutivas( X L ) Ligação com
R-< L = wo entre o banco de capacitores e a fonte de reatância
k= 1
X L
C energia estão relacionadas com a reatância (resistência
T = L capacitiva ( X C ) do banco de capacitores.
ohmica de circuito X C
b
R despresível)
constante de tempo eletromagnético do b~=o
R I² • R PA
circuito de ressonância. a= = n =
XC I²n • XC PRC
R= resistência ohmica do circuito de
R= ressonância. XL I²n • XL PRL
L= indutância do circuito de ressonância b= = =
XC I²n • XC PRC
C= capacidade do circuito de ressonância Dados:
t= tempo Com estes valores substituindo em R, temos:
POTÊNCIA REATIVA= MVAR
e= base do logaritmo neperiano
- a •
w •
p L= mH
b wo 4
V= KV
w V = KV
m

Os valores de pico aparecem: p w CÁLCULO DE C ( f )


k = sen ( • w ) + wo • e C= MVAR/U2 w
• para a corrente periódica quando p 2 2 o
w= L = µH
• para a corrente aperiódica quando 2 ou com a parte periódica arredondada
p p - a w p C = µF
wT = , onde t = w b

wo

4
O
2 2 wo k = 1 + wo • e

FÓRMULAS PARA REATORES LIMITADORES DE CORRENTE


Todos os cálculos de reatores são efetuados E) - Tensão nominal do reator UR (V): I) - Perdas P (W):
por fase: A queda de tensão nominal com corrente no- P TOTAL= P11 + P12 +...
A) - Tensão nominal do sistema Un (kV): minal e reatância nominal. J) - Fator Q:
A tensão nominal do sistema é o valor UR = In .XL X 2 p•f• L
fase-fase. In = valor r.m.s. da corrente nominal. Q= = = QL
R R P
B) - Corrente nominal do reator In (A): UR é a queda de tensão nominal como porcen- L = Indutância nominal
A corrente nominal é a corrente máxima tagem da tensão nominal do sistema. f = Frequência
contínua para qual o reator está projetado. R = Resistência efetiva do reator
C) - Indutância nominal L (H): Ur (%) = In XL - 3 100

QL = Potência ativa do reator
É a indutância nominal do reator. Un P = Potência ativa do reator (= Perdas)
D) - Reatância nominal XL ( W ): F) - Corrente de curto-circuito do reator A potência de curto-circuito da rede pode ser
É a reatância indutiva nominal do reator Ic (kA r.m.s.): reduzida até o valor da capacidade de interru-
numa frequência f especificada. Corrente de curto circuito máxima que pode pção do disjuntor, usando um reator série para
correr pelo reator, com impedância da rede limitar o curto circuito.
XL = 2 • p • f • L igual a zero. 110KV
50 MVA
1 - 1 ) Un = In 100
• EXEMPLO 110 KV
XL = Un² ( Ic = 15%
MVA2 MVA1 Ur 50 MVA
3 • XL
MVA1 = Potência de curto-circuito antes 15%
da inserção do reator. Caso a queda de tensão nominal seja menor XL
15KV
MVA2 = Potência de curto-circuito depois do que 5% da tensão nominal, a corrente de
15KV
da inserção do reator. curto-circuito máxima é definida geralmente
1 ) como 20 vezes a corrente nominal.
XL = Un • k ( 1 -
1C2 1C1
3 G) - Pico assimétrico da corrente de curto-
circuito Ip (Ã) 250 MVA
IC1 = Corrente de curto-circuito antes da
inserção do reator. Este depende da reatância e resistência total
MVA = 50 • 100 = 333 MVA (15%)
IC2 = Corrente de curto-circuito depois da do sistema. Geralmente se define: 15
MVA = Potência do Disjuntor = 250 MVA
inserção do reator. Ip = 2,55 . Ic
XL = 15² ( 1 - 1 = 0,22 W
K = Fator de sobre-tensão (1,05 de acor- 250 333
H) - Potência nominal do reator QL (VA): X
do com o ANSI C 57,16). L = L = 0,22 • 1.000 = 0,58 mH
QL= In2.XL 2pf 2p60

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Reatores para Limitação de Correntes


de Carga Bancos de Capacitores

Reator Trifásico
TIPO L N I dc NBI I cc Ø ALT= H Peso
(pH) (A) (KA) (KV) (KA) (mm) (mm) Total - (Kg)
Ø Ds

D S/2
NA 180/15 15 180 15.3 110 5 226 110 2,8
NA 180/22 22 180 15.3 110 5 226 130 3,2
NA 180/33 33 180 15.3 110 5 228 170 4,3

Hs
NA 180/50 50 180 15.3 110 5 228 210 5,5
NA 300/15 15 300 26.5 110 10 246 150 5,5
NA 300/22 22 300 26.5 110 10 246 180 7,3
NA 300/33 33 300 26.5 110 10 246 240 9,8

Hs
NA 300/50 50 300 26.5 110 10 246 305 13,0
NA 400/15 15 400 41 110 16 246 170 7,0
NA 400/22 22 400 41 110 16 246 215 9,3
NA 400/33 33 400 41 110 16 246 275 12,0

Hs
NA 400/50 50 400 41 110 16 246 300 17,0
NA 600/15 15 600 51 110 20 345 175 8,2 D S/2
NA 600/22 22 600 51 110 20 345 210 12,0
NA 600/33 33 600 51 110 20 345 285 15,0
600 51 110 20 345 340 20,0
1,1 x Ds 1,7 x Ds
NA 600/50 50
NA 800/15 15 800 64 110 25 346 240 11,0
NA 800/22 22 800 64 110 25 346 280 14,0
15 1000 80.5 110 31.5 346 285 10,0
Distâncias Mínimas entre
NA 1000/15
22 1000 80.5 110 31.5 346 340 12,0 Reatores e Partes Metálicas
NA 1000/22
Não Formando Laços Fechados
Ø Ds
D/2

Nomenclatura:
Hs

L = Indutância nominal 60 Hz.


In = Corrente nominal máxima permanente.
Icc = Corrente de curto-circuito térmica.
D/2

I dc = Corrente de curto-circuito dinâmica.


NBI = Nível de impulso máximo suportável.
=
Ø Diâmetro externo do reator.
=
Altura Altura total enrolamento do reator.
Disposições Possíveis
dos Terminais
A B

C D

E F

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