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TEORIA, HISTÓRIA E CRÍTICA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO II – TH 2 Profª. Ana

TEORIA, HISTÓRIA E

CRÍTICA DA

ARQUITETURA E DO URBANISMO II TH 2

Profª. Ana Paula de O Zimmermann

Curso de Arquitetura e Urbanismo Escola de Artes e Arquitetura Pontificia Universidade Católica de Goiás

O U RBANISMO R ENASCENTISTA

O URBANISMO RENASCENTISTA

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

A UTOPIA E A CIDADE IDEAL

Seria lógico pensar que, durante o Renascimento se produzisse uma profunda transformação nas cidades.

No entanto, nada disto, ou

quase nada acontece

As realizações e até as ideias urbanistas quinhentistas representam pouco se as compararmos com o caminho percorrido

pela arquitetura durante o

mesmo período.

quinhentistas representam pouco se as compararmos com o caminho percorrido pela arquitetura durante o mesmo período.
quinhentistas representam pouco se as compararmos com o caminho percorrido pela arquitetura durante o mesmo período.

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

POR QUE , NO RENASCIMENTO, HOUVE UM DESENVOLVIMENTO MAIOR DA ARQUITETURA EM RELAÇÃO AO URBANISMO?

Os arquitetos do Renascimento tinham ao seu alcance todos os monumentos da antiguidade

romana.

Os

exemplos

do

urbanismo

antigo

tinham

desaparecido, estavam sepultados, ou jaziam em

regiões longínquas.

No

início

do

renascimento,

a

Europa

não

necessitava de novos núcleos urbanos, dada a

estrutura urbana que se havia constituído na Idade

Média.

O

tamanho

contido

da

cidade

medieval

não

oferecia

possibilidades

de

intervenções

em

grande escala.

contido da cidade medieval não oferecia possibilidades de intervenções em grande escala.

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

A NTECEDENTES H ISTÓRICOS  Para urbanistas algumas passagens obscuras do restavam os texto de Vitrúvio,

Para

urbanistas

algumas

passagens obscuras do

restavam

os

texto de Vitrúvio, que,

além

apresentavam

disso,

não

ilustrações.

No livro I, aparece a descrição de como deve

ser a cidade para

cumprir os requisitos básicos da doutrina de Vitrúvio: firmitas, utilitas,

e venustas.

de como deve ser a cidade para cumprir os requisitos básicos da doutrina de Vitrúvio: firmitas,
Igreja S. Andrea em Mântua, Alberti A NTECEDENTES H ISTÓRICOS A Utopia Clássica propõe uma

Igreja S. Andrea em Mântua, Alberti

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

A Utopia Clássica propõe

uma cidade cristã e platônica, uma referência ideal, mais do que um instrumento realmente

aplicável.

cidade ideal

renascentista é

arquitetônico da utopia e como tal é uma cidade mental: uma referência platônica.

corolário

A

o

renascentista é arquitetônico da utopia e como tal é uma cidade mental: uma referência platônica. corolário

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

vitruviano Francesco di Giorgio Martini (1439-1501)
vitruviano
Francesco di
Giorgio
Martini
(1439-1501)

(1475-1543)

Leonardo Da Vinci (1452-1519) Homo ad circulum

ideal, o

CÍRCULO passou a ser o preferido dos projetistas da

Renascença por significar a redenção da sociedade; um emblema da perfeição, do

equilíbrio e da eternidade.

A CIDADE PERFEITA deveria ser circular; forma de bases cósmica e metafísica que

simbolizava, por analogia, a

esfera da criação divina, sem começo nem fim.

No

plano

e metafísica que simbolizava, por analogia, a esfera da criação divina, sem começo nem fim. No

Cesare Cesariano

É, geralmente de forma circular ou um octógono murado , diferindo-se das formas retangulares dos
É, geralmente de forma circular ou um octógono murado , diferindo-se das formas retangulares dos

É, geralmente de forma circular ou um octógono murado, diferindo-se das formas

retangulares dos bastiões

medievais. Sendo de forma circular possui um centro (geralmente cívico/religioso) com ruas no interior do perímetro em diferentes soluções, podendo ser

radiocêntricas.

Outro formato de cidade ideal seria a interpretação da mesma em um tabuleiro de

Outro formato de cidade ideal seria a interpretação da mesma em um tabuleiro de damas com

damas com uma planta

poligonal.

Assim nascerá a cidade ideal do

Renascimento, criação

mais intelectual que real, que virá a ser uma consequência do pensamento utópico renascentista.

Renascimento, criação mais intelectual que real, que virá a ser uma consequência do pensamento utópico renascentista.
Piazza Annunziata, Florença  A atividade urbanística durante os séculos XV e XVI consiste, em

Piazza

Annunziata,

Florença

A atividade urbanística durante os séculos XV e XVI consiste, em grande parte, em alterações no interior das velhas cidades que, geralmente, modificam muito pouco a estrutura geral.

em grande parte, em alterações no interior das velhas cidades que, geralmente, modificam muito pouco a

A CIDADE (IDEAL) RENASCENTISTA

Alberti, retoma o problema da cidade ideal.

A teoria albertinana da cidade: Uma característica forte desta teoria é a capacidade de unir as novas concepções

urbanísticas com a antiga, de estrutura medieval.

O tratado De re aedificatoria se divide em duas partes:

Tratado de edificação divide-se em:

Lugar

Distribuição

Muros

Cobertas

Ventos

Solar

Tratado de edificação divide-se em: • Lugar • Distribuição • Muros • Cobertas • Ventos •

A CIDADE (IDEAL) RENASCENTISTA

Tratado de urbanismo. A cidade é formulada a partir de fatores climáticos.

As ruas estão divididas em 3 categorias:

As principais As secundárias

As ruas funcionais

principais • As secundárias • As ruas funcionais Vista aérea de Urbino e pintura da cidade

Vista aérea de Urbino e pintura da cidade ideal.

Recomendações gerais

• As ruas devem estar bem empedradas e limpas ao extremo.

Todos os edifícios devem estar alinhados ter continuidade e mesma altura.

• Deve-se prever espaços públicos.

Utilização da Perspectiva no contexto da cidade.

e mesma altura. • Deve -se prever espaços públicos. • Utilização da Perspectiva no contexto da

PALMANOVA

P ALMANOVA

Palmanova

Essa configuração resulta, em um modelo harmonioso graças a uma complexa disposição de ruas radiais, três anéis

concêntricos, doze ruas

radiais adicionais e de seis pequenas praças secundárias situadas no

interior das quadras.

praças secundárias situadas no interior das quadras. Palma Nova conseguiu chegar até os dias atuais conservando

Palma Nova conseguiu chegar até os dias atuais conservando seu traçado original, seu contorno fortificado e seus principais edifícios, sem que tais elementos tenham sido descaracterizados por desenvolvimentos posteriores.

e seus principais edifícios, sem que tais elementos tenham sido descaracterizados por desenvolvimentos posteriores.

ALMEIDA - PORTUGAL

Vista do ar, a vila de Almeida, classificada como Aldeia histórica, parece uma estrela de 12 pontas, tantas quantos os baluartes e revelins que rodeiam um espaço com um perímetro de 2500 metros.

Esta notável praça-forte foi edificada nos sécs. XVII-XVIII, em redor de

um castelo medieval, num local importantíssimo como ponto de defesa estratégico da região.

como ponto de defesa estratégico da região. Vista aérea de Almeida, próxima à fronteira com a

Vista aérea de Almeida, próxima à fronteira com a Espanha. O sistema defensivo é do século XVI, mas a estrutura morfológica é a mesma do período medieval (século XIII).

O sistema defensivo é do século XVI, mas a estrutura morfológica é a mesma do período

A CIDADE REAL

Para transformar a cidade real na cidade ideal, Alberti propõe:

Para evitar que o ideal abstrato atuasse contra a realidade

Para evitar que o ideal abstrato atuasse contra a realidade Metástase benígna Seletiva Abertura de Novas

Metástase

benígna

Seletiva

atuasse contra a realidade Metástase benígna Seletiva Abertura de Novas Adaptação da utopia pontual na malha
atuasse contra a realidade Metástase benígna Seletiva Abertura de Novas Adaptação da utopia pontual na malha

Abertura de Novas

Adaptação da

utopia pontual na

malha urbana da cidade medieval

Vias, criação de novas

na malha urbana da cidade medieval Vias, criação de novas praças regulares com objetivos perspectivos =>

praças regulares com objetivos

perspectivos =>

influenciando novos comportamentos racionais

Roma
Roma

Plano Regulador para Roma, 1585-

1590. Ilustração

mostrando o núcleo medieval, as muralhas

Aurelianas, as vias

traçadas no Renascimento e as vias traçadas por

Sixto V.

mostrando o núcleo medieval, as muralhas Aurelianas, as vias traçadas no Renascimento e as vias traçadas

Roma

Relacionadas de certa forma com essas idéias de alternância, pode-se destacar a forma representada pela cidade e a cidadela enquanto função de defesa militar.

Com exemplo é o Vaticano, entendido como sede do governo e como cidadela papal em permanente relação dialética com a cidade de Roma.

Vaticano , entendido como sede do governo e como cidadela papal em permanente relação dialética com
Basílica de São Pedro,vista atual Vaticano Desenhada por Bramante , com contribuições de muitos outros

Basílica de São Pedro,vista atual Vaticano Desenhada

por Bramante , com

contribuições de muitos outros artistas do Renascimento e do

Maneirismo, como Michelangelo, Rafael e Bernini, concluído com o

Barroco

de muitos outros artistas do Renascimento e do Maneirismo, como Michelangelo, Rafael e Bernini, concluído com

CIDADES COLONIAIS NAS AMÉRICAS

C IDADES C OLONIAIS NAS A MÉRICAS

AMÉRICA

A américa torna-se uma terra virgem onde a utopia

é uma possibilidade real, onde o esquema urbano idealizados pelos reis católicos e por Carlos V é o único modelo de cidade renascentista planejado e controlado por

vários séculos. A retícula hipodâmica é adotada na implantação de novas cidades na américa hispânica em virtude de ser um

instrumento prático para facilitar o planejamento e a

construção das mesmas. Não serão encontrados variedade dos esquemas renascentistas, tão pouco seu desejo de beleza arquétipica,

somente o desejo de expresso e prático de facilitar o

PROJETO, A CIRULAÇÃO E A DEFESA.

desejo de beleza arquétipica, somente o desejo de expresso e prático de facilitar o PROJETO, A

AMÉRICA

Outro aspecto é que as realizações urbanísticas e

de construção nos territórios de além-mar, são, em seu conjunto, muito mais importantes do que as existentes na pátria mãe. Possibilidades de realizar novos e grandes programas de colonização e urbanização em virtude de grandes espaços vazios.

Contrastam-se com a pátria mãe:

EUROPA => há especialistas de alto nível e faltam espaços para trabalhos importantes

AMÉRICA => há tudo a se fazer

e

especialistas de alto nível.

espaços, e faltam os

para trabalhos importantes AMÉRICA => há tudo a se fazer e especialistas de alto nível. espaços,

CIDADE COLONIAL

Entre os séculos XV e XVI, tiveram início a ERA DAS

NAVEGAÇÕES e a conseqüente expansão mundial da civilização européia, impulsionada pelo mercantilismo e pela posterior descoberta de metais preciosos nas colônias além

mar.

Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Holanda tornaram-se grandes potências marítimas e partiram para o

domínio do NOVO MUNDO.

As realizações urbanísticas e de construção nos territórios coloniais, em seu conjunto, constituíram em importantes experiências, assim como nas

oportunidades de aplicação na prática dos pressupostos

ideais elaborados nas metrópoles.

experiências, assim como nas oportunidades de aplicação na prática dos pressupostos ideais elaborados nas metrópoles.

Colonização da América Espanhola

O Renascimento correspondeu ao período de expansão européia. Nos séculos XV e XVI, a expansão marítima e

comercial coube às duas nações ibéricas: Espanha e Portugal.

A Espanha foi o segundo país a se lançar em sua expansão além-mar.

Os espanhóis financiam a viagem de Colombo, que chega ao continente americano em 1492. Na América, eles vislumbram

vastas terras virgens, palco propício para as realizações

urbanísticas utópicas do Renascimento europeu possibilidade

real de concretização de modelos e planos de cidades ideais quinhentistas.

do Renascimento europeu – possibilidade real de concretização de modelos e planos de cidades ideais quinhentistas.

Os

territórios mais propícios à

espanhóis encontram

colonização:

os

planaltos da

América Central e Meridional.

Aqui encontram diversos povos com diferentes culturas, desde os tapuias, no Brasil, até as de alta cultura, como os astecas, maias e incas.

A colonização teve como ponto

de apoio às minas de ouro e prata, no México e no Peru, e as riquíssimas minas de prata de

Potosí (atual Bolívia).

de ouro e prata, no México e no Peru, e as riquíssimas minas de prata de

Potosi.(Bolívia)

de ouro e prata, no México e no Peru, e as riquíssimas minas de prata de

Na segunda década do século XVI, os espanhóis implantaram as cidades de La Habana, Guatemala,

Campeche e Panamá. Estes povoados seguem as mesmas

regras: planos simples e práticos, que se adaptavam à topografia local.

Ao conquistar a grande cidade indígena Tenochtitlán

(transformada na cidade do México), Cortéz impõe um modelo de cidade com planta em forma de tabuleiro de xadrez. O mesmo procedimento é adotado por Pizarro em

Cuzco, no Peru. No resto do continente, os espanhóis destroem as aldeias indígenas e suas pirâmides e obrigam seus moradores a ocuparem as novas cidades.

os espanhóis destroem as aldeias indígenas e suas pirâmides e obrigam seus moradores a ocuparem as
À esquerda, mapa de 1582 de Tentenango, Vila indígena no México. À direita, Cidade do

À esquerda, mapa de 1582 de

Tentenango, Vila indígena no México. À direita, Cidade do Panamá, plano do século 17.

Tenochtitlán, a capital asteca.

Vila indígena no México. À direita, Cidade do Panamá, plano do século 17. Tenochtitlán, a capital

O conceito

padrão uniforme:

urbano

segue

um

-Quarteirões idênticos, geralmente, com forma quadrada,

definidos por ruas ortogonais e

retilíneas.

-O centro da cidade é ocupado

por grandes edifícios públicos.

-Estas edificações repousam sobre uma grande praça regular, obtida com a supressão de alguns quarteirões.

sobre uma grande praça regular , obtida com a supressão de alguns quarteirões. Planta de Havana,

Planta de Havana, Juan Síscara

sobre uma grande praça regular , obtida com a supressão de alguns quarteirões. Planta de Havana,

Em 1573, Filipe II institui a Lei das Índias - associação entre os princípios e ideias renascentistas, as influências do Tratado de Vitrúvio e as realizações concretizadas na América.

Algumas regras mais importantes:

-A planta do estabelecimento a ser fundado deveria sempre ser levada pronta;

-O plano composto por ruas, praças e lotes deveria ser implantado a partir da praça

principal, de onde sairiam às ruas,

que se prolongavam até as portas e ruas exteriores;

ruas, que se prolongavam até as portas e ruas exteriores; Mapa colonial de Atitlan À esquerda,

Mapa colonial de Atitlan

até as portas e ruas exteriores; Mapa colonial de Atitlan À esquerda, traçado de Luiz Díez
até as portas e ruas exteriores; Mapa colonial de Atitlan À esquerda, traçado de Luiz Díez

À esquerda, traçado de Luiz Díez Navarro para Nova Guatemala, 1776. À direita, plano de Cusco na época da conquista espanhola.

-A implantação deveria ser feita,

deixando espaço vazio aberto ;

-A praça principal, denominada de praça maior deveria estar

sempre localizada no centro da

cidade;

-A área da praça deveria ser proporcional e adequada ao número de habitantes, pensando-

se sempre no futuro crescimento da cidade; -A praça e as ruas principais que

se originam nela deveriam ser

ladeadas com pórticos; -Nas áreas que necessitam de defesa, as ruas deveriam ser largas

para permitir o acesso aos cavalos;

que necessitam de defesa , as ruas deveriam ser largas para permitir o acesso aos cavalos;

Mapa colonial de Guatemala.

que necessitam de defesa , as ruas deveriam ser largas para permitir o acesso aos cavalos;

-A

igreja

deve

estar

situada

livremente

e

de

forma

independente -A igreja deveria estar situada numa área com topografia elevada,

-O hospital freqüentado pelos

pobres deveria estar localizado ao norte,

construção,

situados em volta da praça principal, não deveriam ser cedidos à particulares, e sim à

igreja, aos edifícios reais e

municipais, às lojas e às habitações de mercadores e, por último, aos colonos mais ricos.

-Os

terrenos

para

e, por último, aos colonos mais ricos. -Os terrenos para Planta da Cidade de Lima, Peru,

Planta da Cidade de Lima, Peru,

século XVIII

colonos mais ricos. -Os terrenos para Planta da Cidade de Lima, Peru, século XVIII Plano de

Plano de Montevidéu, século

XVIII

colonos mais ricos. -Os terrenos para Planta da Cidade de Lima, Peru, século XVIII Plano de
As MISSÕES JESUÍTICAS construídas no século XVI para a catequese indígena constituíram-se em modestos núcleos

As MISSÕES JESUÍTICAS construídas no século XVI para a catequese indígena constituíram-se em modestos núcleos urbanos assentados em planos regulares compostos por casas, igreja e colégio. Por pertencerem a uma congregação relativamente recente a Companhia ou Sociedade de Jesus, fundada em

1534, quando Inácio de Loyola (1491-1556) e seis

companheiros egressos da Universidade de Paris fizeram voto de pobreza e de irem pregar o Evangelho , os padres jesuítas exerceram uma intensa atividade de

irradiação cristã, em pleno espírito da Contra-Reforma.

– , os padres jesuítas exerceram uma intensa atividade de irradiação cristã, em pleno espírito da

Os traçados das cidades hispano-americanas não expressam uma grande variedade, seus objetivos são eminentemente práticos, pois visam a facilidade de reimplantação e a defesa.

pois visam a facilidade de reimplantação e a defesa . Na realidade a cidade que é

Na realidade a cidade que é produzida na América possui

características próprias

originais.

e

vezes,

inutilmente grandioso, ao passo que os edifícios são

1.

das praças

desenho

das

o

ruas

é,

por

baixos e modestos (as

casas são quase sempre de

um andar)”

por baixos e modestos (as casas são quase sempre de um andar)” Planta da fundação da

Planta da fundação da cidade de León, hoje Caracas

2. A cidade poderá e deverá crescer, porém não se sabe o quanto crescerá; sendo assim o plano em tabuleiro xadrez poderá ser estendido em todo e qualquer sentido.

Planta de 1581,

com a a parte

central da cidade de Cholula, no México.

poderá ser estendido em todo e qualquer sentido. Planta de 1581, com a a parte central
Planta da cidade de Guadalajara, no México. Cidade de Quito, no Equador, as 4 praças

Planta da cidade de Guadalajara, no México.

Cidade de Quito,

no Equador, as 4 praças eliminam quarteirões.

3. O traçado das vias é

uniforme não se importando com as especificidades de cada

local. Os traçados

americanos

não

acompanharam a evolução da Europa.

não se importando com as especificidades de cada local. Os traçados americanos não acompanharam a evolução

Segundo Benevolo, as cidades coloniais americanas são as realizações mais importantes do século XVI.

Vista aérea da

Cidade de Guadalajara, com a praça principal.

“ são as realizações mais importantes do século XVI. Vista aérea da Cidade de Guadalajara, com

O ambiente das cidades coloniais na América

espanhola, uma rua

típica,

cidades coloniais na América espanhola, uma rua típica, térreas, uma a igreja, da são interpretados livremente

térreas,

uma

a

igreja,

da

são

interpretados livremente

pelos construtores.

com casas

fachada

os arquitetura clássica

onde

e

de

elementos

da são interpretados livremente pelos construtores. com casas fachada os arquitetura clássica onde e de elementos
As Leis das Índias , de acordo a Renascimento, aconselham que todas as casas da
As Leis das Índias , de acordo a Renascimento, aconselham que todas as casas da

As Leis das Índias, de acordo

a Renascimento, aconselham que todas as casas da cidade sejam

da mesma forma, isto é

conservem uma grande unidade. Até há pouco eram assim as cidades hispano- americanas grandes e pequenas, “um legado de unidade, harmonia e graça que,

hoje, só podemos imaginar

revendo as velhas litografias e

um ou outro daguerreotipo amarelecido”

estética do

com

um ou outro daguerreotipo amarelecido” estética do com Ruas em Mérida, na Venezuela, ainda circundada pelas

Ruas em Mérida, na Venezuela, ainda

circundada pelas casas térreas coloniais.

Colonização da América Portuguesa

Em Portugal, as realizações urbanísticas e de construção nos territórios de além-mar são, em seu conjunto, muito mais importantes do que as existentes no próprio

território.

Os portugueses, em seu hemisfério, encontraram territórios pobres e inóspitos (sobretudo a África Meridional) ou então, no Oriente, Estados populosos e aguerridos que não podem ser conquistados, assim fundam somente uma série de bases navais, para

controlar o comércio oceânico, e não tem condições de

realizar uma verdadeira colonização em grande escala.

para controlar o comércio oceânico , e não tem condições de realizar uma verdadeira colonização em

Em relação ao Brasil, a ausência de riquezas minerais

aparentes levou os primeiros ocupantes a optarem por uma

colonização de baixo investimento, voltada exclusivamente à exploração de suas riquezas naturais mais evidentes.

Inicialmente foram construídos muitos fortes e fortificações no litoral para protegerem o território português das incursões de espanhóis, franceses e

holandeses. Estas obras eram realizadas por engenheiros

militares, caracterizando-se por serem recintos amuralhados (cantaria de pedra) com traçados geométricos de bases medievo-renascentistas.

por serem recintos amuralhados (cantaria de pedra) com traçados geométricos de bases medievo-renascentistas.

A FORTIFICAÇÃO DAS CIDADES NO SÉC. XVII

No período das guerras da restauração, na segunda metade do séc. XVII, muitas cidades portuguesas foram alvo de intervenção, com o objetivo de reforçar e melhorar os sistemas defensivos. Em muitos casos, a nova área urbana

irá englobar o burgo medieval e os antigos arrabaldes.

COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO BRASIL

Até1580 , as vilas como São Paulo, Olinda e Vitória tinham

traçados irregulares . Mas Salvador, como cidade real ”, foi criada com características diferentes.

Para traça-la, veio de Portugal o mestre de fortificações Luiz Dias, que trouxe diretrizes da Corte sobre o modo de proceder.

veio de Portugal o mestre de fortificações Luiz Dias, que trouxe diretrizes da Corte sobre o
A cidade teve desde o início ruas retas e seu desenho aproximava-se, nos terrenos planos,

A cidade teve desde o início ruas retas e seu

desenho aproximava-se,

nos terrenos planos, do clássico tabuleiro de xadrez. Um esquema

semelhante foi adotado

Luiz do

Maranhão e Filipéia (João

em São

Pessoa).

Salvador (Bahia)

de xadrez. Um esquema semelhante foi adotado Luiz do Maranhão e Filipéia (João em São Pessoa).

Em 1549 para dar novo impulso à colonização, o governo português promoveu a criação de um governo geral e a fundação da cidade de Salvador na capitania da Bahia como sede da nova administração (Cidade Real).

Fundada por Tomé de Souza, é a terceira cidade a ser fundada no Brasil. As demais ainda encontram-se na condição de vilas.

A primeira foi São Vicente em São Paulo (1532) e a segunda

Olinda em Pernambuco (1537).

na condição de vilas. A primeira foi São Vicente em São Paulo (1532) e a segunda

Colonização da América Britânica

O modelo urbano em tabuleiro, idealizado pelos espanhóis no século XVI para traçar as novas cidades da

América Central e Meridional, foi também aplicado

extensivamente pelos ingleses, assim como pelos franceses e holandeses, entre os séculos XVII e XVIII para a colonização da América Setentrional.

Vários técnicos de terceira ordem, emigrados para o Novo Mundo, conseguiram realizar o que não era possível

de ser feito na Europa da época: reorganizar o

ambiente construído com os novos princípios da simetria e da regularidade geométrica, que garantiam a afirmação do poder.

construído com os novos princípios da simetria e da regularidade geométrica, que garantiam a afirmação do

O território norte-americano também foi encontrado sem cidades, como no caso do Brasil, contudo, os colonizadores que desembarcaram com o May Flower1, mais de um século

após o início da colonização das terras brasileiras, não

permaneceram no litoral, embrenhando-se para o oeste no propósito de colonizar e permanecer na sua nova pátria.

não permaneceram no litoral, embrenhando-se para o oeste no propósito de colonizar e permanecer na sua

A efetiva colonização do território americano cujo descobrimento deu-se em 12 de outubro de 1492, por Cristóvão Colombo iniciou-se com a implantação de colônias espanholas (pueblos) na Flórida (St. Augustine, 1565), Novo México (Santa Fé, 1609) e Texas (San Antonio, 1718).

O primeiro assentamento francês foi em Quebec (1608), seguido por Detroit (1701), Mobile (1711), New Orleans (1722), Fort Duquesne (Pittsburgh, 1724) e St. Louis (1762), enquanto que o holandês deu-se na foz do Hudson, Ilha de Manhattan (1620).

Porém, foi o controle britânico que acabou predominando, graças às cidades coloniais fundadas na Virgínia (1607), na Nova Inglaterra (1620) e na Pensilvânia (1681). Boston passou a ser a sede do governo de Massachusetts em 1630, substituíndo Charlestown (1629) pela boa qualidade de suas fontes d’água.

do governo de Massachusetts em 1630, substituíndo Charlestown (1629) pela boa qualidade de suas fontes d’água

Filadélfia foi fundada em 1682, na confluência dos rios

Delawre e Schuylkill, por William Penn (1644-1718), em um

local antes habitado por imigrantes suecos. De traçado uniforme e retilíneo, com ruas cruzando-se em ângulo reto, possui uma grande praça central, na qual atravessam ortogonalmente duas grandes avenidas. O plano já apresentava preocupações de hierarquização de vias e de zoneamento, com lotes de tamanhos distintos.

O plano já apresentava preocupações de hierarquização de vias e de zoneamento, com lotes de tamanhos

Savannah (Georgia), fundada em 1733, apresenta um traçado ortogonal em grelha que, embora uniforme, demonstrava um princípio de diferenciação de vias (principais

e secundárias), além da previsão de jardins residenciais e três

parques.

de diferenciação de vias (principais e secundárias ), além da previsão de jardins residenciais e três
de diferenciação de vias (principais e secundárias ), além da previsão de jardins residenciais e três
A C IDADE B ARROCA

A CIDADE BARROCA

O BARROCO

Na Itália, após o Concílio de Trento (1545- 63), surge uma igreja revigorada pela

definição de novas posturas pela Contra-

Reforma, que se volta para as massas e permite uma concepção mais emocional e universalmente compreensível.

O barroco rompe, assim, com o intelectualismo classicista do Maneirismo.

emocional e universalmente compreensível . O barroco rompe , assim, com o intelectualismo classicista do Maneirismo.

O BARROCO

"Barroco", realmente, significa absurdo ou grotesco, e era empregado por homens que insistiam em que

as formas das construções clássicas jamais

deveriam ser usadas ou combinadas senão da maneira adotada por gregos e romanos.

Todos os elementos do Renascimento reaparecem no Barroco, porém elevados ao grau máximo de representação.

e romanos . Todos os elementos do Renascimento reaparecem no Barroco, porém elevados ao grau máximo

O BARROCO

Não foi somente a Igreja Romana que descobriu o poder da arte para

impressionar e dominar pela emoção. Os

reis e príncipes da Europa seiscentista estavam igualmente ansiosos por exibir seu

poderio e assim aumentar a sua

ascendência sobre a mente de seus súditos.

estavam igualmente ansiosos por exibir seu poderio e assim aumentar a sua ascendência sobre a mente

A CIDADE BARROCA

Entendida como um espaço político, centro poderoso de decisão e de grande importância estratégica, a cidade medievo-renascentista do

século XVI sofreu intervenções que permitiram a

abertura de ruas e praças, edificadas dentro dos princípios da simetria e da proporção.

Os ideais estéticos da RENASCENÇA defendiam o alargamento de vias, as quais deveriam confluir para construções monumentais, agora destacadas em praças ajardinadas, repletas de fontes esculturais, estátuas e colunatas.

monumentais, agora destacadas em praças ajardinadas, repletas de fontes esculturais, estátuas e colunatas .

A CIDADE BARROCA

Em I Quattro Libri dell’Architettura (1570), ANDREA PALLADIO (1508-80) estabeleceu as premissas de concepção

tanto da arquitetura como

da cidade, as quais se baseavam em uma atitude de lógica e de produção

mental, estabelecendo a relação das partes e a harmonia das suas grandezas, o que foi muito bem

partes e a harmonia das suas grandezas, o que foi muito bem Villa Rotonda , (1566,

Villa Rotonda,

(1566, Vicenza).

suas grandezas, o que foi muito bem Villa Rotonda , (1566, Vicenza). exemplificado através do projeto

exemplificado através do projeto de suas

villas.

A CIDADE BARROCA

Surgimento do Estado Nacional como expressão de um todo territorial, de uma integração em vez de uma soma do conjunto aditivo de cidades.

A formação da Cidade Capital vinculada ao desenvolvimento da urbanística praticada pelo Barroco em tratar de forma cenográfica os espaços urbanos.

Capital moderna de criação barroca onde estão associadas as sedes de poder que tudo absorviam e

suscitava à grandes intervenções urbanas em cada

uma das capitais que se firmavam através deste conceito

absorviam e suscitava à grandes intervenções urbanas em cada uma das capitais que se firmavam através

A CIDADE BARROCA

A nova concepção do espaço urbano tornou-se um dos grandes triunfos da mentalidade barroca: organizar o espaço, tornando-o contínuo, reduzindo-o à media e à

ordem, estendendo os limites da grandeza, para

abranger o extremamente remoto e o extremamente pequeno, finalmente, associando o espaço ao movimento e ao tempo. Uma espécie de início do que

conhecemos hoje como “zoneamento” – uso do solo.

A linguagem barroca oferecia dinâmica, movimento e

drama à forma clássica estática do renascimento, para

que fosse acessível a todos, que fosse revelado de forma

sedutora para as inúmeras camadas sociais.

renascimento , para que fosse acessível a todos, que fosse revelado de forma sedutora para as

A CIDADE BARROCA

A C IDADE B ARROCA Afresco da Biblioteca Vaticana mostrando o plano de Sisto V e

Afresco da Biblioteca Vaticana mostrando o plano de Sisto V e Domenico Fontana para Roma, 1587-1589. (INSOLERA, 1981, p. 193)

Extensas avenidas cortando a preexistência medieval,os sítios arqueológicos, formando eixos perspectivos que

uniriam muitas das principais basílicas cristãs, nova

legibilidade ao espaço urbano.

formando eixos perspectivos que uniriam muitas das principais basílicas cristãs , nova legibilidade ao espaço urbano

A CIDADE BARROCA

A C IDADE B ARROCA No século XVII até meados do XVIII, a arte BARROCA promoveu
A C IDADE B ARROCA No século XVII até meados do XVIII, a arte BARROCA promoveu

No século XVII até meados

do XVIII, a arte BARROCA promoveu um

prolongamento em escala

do Renascimento e, embora negasse suas normas rígidas e proporções imutáveis,

manteve a perspectiva

como elemento primordial na concepção espacial e da

valorização das vias e

monumentos (Kostof, 1991).

e da valorização das vias e monumentos (Kostof, 1991). Piazza del Popolo (1589/1680, Roma Itália) Carlo

Piazza del Popolo

(1589/1680, Roma Itália)

Carlo Rainaldi (1611-91)

A CIDADE BARROCA

A CIDADE BARROCA teve que atender às aspirações estéticas aristocráticas pela grandiloquência de suas formas expressão de poder, de ordem e de controle social e, ao mesmo tempo, aos interesses burgueses pelo seu aspecto socioeconômico (Goitia, 2003).

burgueses pelo seu aspecto socioeconômico (Goitia, 2003). Place Stanilas ant. Place Royale (Séc. XVII, Nancy,
burgueses pelo seu aspecto socioeconômico (Goitia, 2003). Place Stanilas ant. Place Royale (Séc. XVII, Nancy,

Place Stanilas ant. Place Royale (Séc. XVII, Nancy, França)

burgueses pelo seu aspecto socioeconômico (Goitia, 2003). Place Stanilas ant. Place Royale (Séc. XVII, Nancy, França)

A CIDADE BARROCA

Place de la Liberátion, Séc. XVII, Dijon França. François Mansart.
Place de la Liberátion, Séc. XVII, Dijon
França. François Mansart.

A cidade tornou-se um

espetáculo para os olhos, emocionante e dinâmico

que utilizava um repertório

mais rico que o renascentista, composto

por obeliscos, chafarizes,

estátuas, colunatas e arcadas, além de grandes

planimetrias, traçados

radiocêntricos e ajardinamentos.

, estátuas , colunatas e arcadas , além de grandes planimetrias , traçados radiocêntricos e ajardinamentos

A CIDADE BARROCA

A C IDADE B ARROCA Gravura da praça San Carlo a Torino, projetada por Carlo de

Gravura da praça San Carlo a Torino, projetada por Carlo de

Castellamonte, toda com arquitetura uniforme e as duas igrejas gêmeas emoldurando o eixo perspectivo da Via Roma projetada por Ascanio Vittozi, apenas a igreja da esquerda foi construída.

o eixo perspectivo da Via Roma – projetada por Ascanio Vittozi, apenas a igreja da esquerda

A CIDADE BARROCA

A CIDADE B ARROCA Entrada norte de Roma Praça del Popolo e o obelisco egípcio e
A CIDADE B ARROCA Entrada norte de Roma Praça del Popolo e o obelisco egípcio e

Entrada norte de Roma Praça del

Popolo e o obelisco egípcio e com a

imagem de duas igrejas gêmeas com

poucas características diferentes (Santa Maria de´Miracoli e Santa Maria di Monte Santo).

de duas igrejas gêmeas com poucas características diferentes (Santa Maria de´Miracoli e Santa Maria di Monte
Piazza del Popolo (1589/1680, Roma Itália) Carlo Rainaldi (1611-91).

Piazza del Popolo (1589/1680, Roma Itália) Carlo Rainaldi (1611-91).

A CIDADE BARROCA

A C IDADE B ARROCA Palácio de Versailles: vista aérea do palácio e do tridente (trivium)

Palácio de Versailles: vista aérea do palácio e do tridente (trivium) concebida pelo Rei Luís XV (1638-1715).

B ARROCA Palácio de Versailles: vista aérea do palácio e do tridente (trivium) concebida pelo Rei

A CIDADE BARROCA

Até o RENASCIMENTO, a arte

dos jardins resumia-se na apropriação pela cidade de

espaços verdes naturais, que

eram cercados e domesticados; ou então no cultivo de áreas verdes domésticas.

ou então no cultivo de áreas verdes domésticas . A partir do BARROCO, os jardins expandiram-se

A partir do BARROCO, os jardins expandiram-se em

amplas praças com desenhos

geométricos e escalonados em diversos planos.

Palácio Piccolomini, Pienza.

em amplas praças com desenhos geométricos e escalonados em diversos planos . Palácio Piccolomini, Pienza.

A CIDADE BARROCA

Principais elementos do URBANISMO BARROCO, característico da Europa dos séculos XVII e XVIII:

a) Traçados de bases renascentistas, guiados pela

perspectiva, mas dotados de maior liberdade,

movimento e escala, passando a simetria a ser

relativa (em composição, mas não em detalhes);

b) Caráter monumental expresso pela busca da

grandiosidade e pela criação de verdadeiras cidades - cenário ”, o que foi obtido por meio de rasgamento e alargamento de vias, assim como

a criação de amplos espaços públicos.

o que foi obtido por meio de rasgamento e alargamento de via s, assim como a

A CIDADE BARROCA

c) Desenho urbano realizado com base na composição

arquitetônica simetria, ritmo, dominância de massas compactas e aspecto imponente e sólido das obras , além da artificialidade dos jardins;

d) Paisagem concebida como construção humana, adquirindo assim um espírito mais arquitetônico artificial e

cênico: proliferam eixos, ruas e avenidas radiais,

composições geométricas e a retificação de canais, fontes e

espelhos d’água.

Piazza di Spagna, 1690-1720, Roma. Francesco de Sanctis.

e a retificação de canais, fontes e espelhos d’água . Piazza di Spagna, 1690-1720, Roma. Francesco

A CIDADE BARROCA

e) Arquitetura urbana exuberante e retórica, de escala monumental composta por igrejas, palácios e monumentos para os quais convergiam alamedas arborizadas e consistiam nos principais temas

estéticos.

Piazza del Popolo (1589/1680, Roma Itália) Carlo Rainaldi (1611-91).

e consistiam nos principais temas estéticos. Piazza del Popolo (1589/1680, Roma Itália) Carlo Rainaldi (1611-91).

A CIDADE BARROCA - FRANÇA

Jardin du Palais de Versailles (1668/85)

André Le Nôtre (1613-1700)
André Le Nôtre (1613-1700)

O JARDIM BARROCO

estabelecia-se como uma

paisagem completa,

simétrica e regular, na qual

os edifícios eram vistos como cenários e a natureza trabalhada como massas compactas e artificiais.

Os cursos d’água eram

canalizados, os percursos

pré-estabelecidos e todo o desenho dominado por relvados e alamedas,

canteiros floridos,

dominado por relvados e alamedas, canteiros floridos, chafarizes, colunatas e estátuas. Jardin du Château de

chafarizes, colunatas e estátuas.

Jardin du

Château de Chantilly (1663)

A CIDADE BARROCA - FRANÇA

Segundo LE NÔTRE, os jardins franceses deveriam ser compostos por:

Traçados retilíneos e

radiocêntricos compostos por caminhos

e arruamentos de cascalhos para o

tráfego de cavalos e carruagens;

Amplos relvados, alamedas, cercas-

André Le Nôtre

(1613-1700)

Jardin de

Villandry

vivas, trepadeiras e canteiros

formando desenhos geométricos e

bordaduras curvilíneas, separados de bosques;

Criação de cursos d’água (canais e lagos artificiais), assim como

perspectivas que destacassem as fachadas arquitetônicas, os portões de acesso e os elementos decorativos em profusão.

A CIDADE BARROCA

A CIDADE BARROCA foi a espacialização dos ideais do absolutismo e seu traçado centro

urbano, palácio e jardim baseava-se em um

conjunto de premissas teóricas e de idealização perspéctica e geométrica.

O uso de eixos divergentes e convergentes era

a expressão e instrumento do poder e da ordem

monárquica, representando um ponto de vista

simultaneamente unívoco e abrangente, que aconteceu em outros países europeus.

, representando um ponto de vista simultaneamente unívoco e abrangente, que aconteceu em outros países europeus.

A CIDADE BARROCA - PORTUGAL

Com o Grande Terremoto de 1755, em que a parte antiga e medieval de Lisboa foi totalmente destruída, o MARQUÊS DE POMBAL (1699-1782) realizou um plano urbano que remodelou seu centro e impôs um traçado geometrizado, que valorizava a criação de praças e o destaque de monumentos.

Marquês de Pombal (1699-1782)
Marquês
de Pombal
(1699-1782)

Lisboa

REFERÊNCIAS

SUMMERSON, John. A linguagem clássica da arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2006

NEVES, André Lemoine. Território O pensamento sobre a

cidade no Renascimenrto e seus reflexos em Portugal

séculos XV-XVII. Humanae, v.1, n.3, p.27-43, Dez

2009.

PEREIRA, José Ramón Alonso. Introdução à História da Arquitetura: das origens ao século XXI.Trad. Alexandre Salvaterra. Porto Alegre: Bookman, 2010. p. 29-35.

BENÉVOLO, Leonardo. História da cidade. São Paulo:

Perspectiva, 2003.

FAZIO, Michael. A História da arquitetura mundial. Porto Alegre: Bookman, 2011.

São Paulo: Perspectiva, 2003.  FAZIO, Michael. A História da arquitetura mundial. Porto Alegre: Bookman, 2011.