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4000 AC à 800 DC
800 dc à 1850 DC
1880 dc à 1936 DC
1940 DC à 1950 DC 1950dc à 1960 DC 1960dc à 1970 DC 1970dc à
1940 DC à 1950 DC
1950dc à 1960 DC
1960dc à 1970 DC
1970dc à 1980 DC
1980dc à 1990 DC
1990dc à 2004
DC

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Informática e análise de dados

Informática e análise de dados Compreender os conceitos fundamentais relacionados com a utilização dos

Compreender os conceitos fundamentais relacionados com a utilização dos computadores

Conhecer a base das Tecnologias de Informação (TI), tais como arquivo de informação e memória;

Conhecer a utilização do software na sociedade e a utilidade das redes informáticas. O ter noção de como as TI se encontram integradas em situações do dia a dia e como os computadores podem influenciar a saúde.

Conhecer as questões de segurança, ética e privacidade relativa à utilização dos computadores.

Iniciar o contacto com terminologia específica de análise de dados e com ferramentas informáticas indispensáveis para realizar investigações em Psicologia

Fomentar o uso de técnicas de análise de dados empíricos, com ênfase particular no campo da estatística descritiva (recolha, organização, redução, análise e interpretação de dados)

Sensibilizar para a relevância dos instrumentos estatísticos no âmbito das ciências sociais, em articulação com as restantes disciplinas da área de métodos quantitativos

  Informática e análise de dados I. A Informática   A. FACTOS HISTÓRICOS   1.
 

Informática e análise de dados

I.

A Informática

 

A. FACTOS HISTÓRICOS

 

1.

Os primeiros computadores

B. O COMPUTADOR PESSOAL

 

1. 1. Estrutura de um Sistema de Informação

 

a) 2. Hardware

 

(1)

2.1 Sistema de Processamento de Dados

 

(2)

2.2 CPU

 

(3)

2.3 Dispositivos de entrada

 

(4)

2.4 Dispositivos de saída

 

(5)

2.5 Memória Principal

 

(6)

Memória RAM (Random Access Memory) ­ memória de

acesso aleatório

 

(7)

2.6 Dispositivos de armazenamento ou memória auxiliar

 

b) 3. Software

 

c) 4. Peopleware

 

2. O Futuro

 
 

3. Processamento e análise de dados em psicolo g ia

C. APLICATIVOS

 
 

1. Word 2007 ­ Office Fluent

 

a)

O Interface de utilizador do Microsoft® Office Word® 2007

 

2. Power point

 
 

a)

Escolher um tema

 

3. Excel 2007

 
 

a)

O Interface de utilizador do Microsoft® Office Excel® 2007

 

(1)

Diminuir o tamanho da Faixa de Opções

 

(2)

O que aconteceu com o menu Arquivo?

 

(3)

Modo de exibição de Layout da Página

 

(4)

Resoluções de tela diferentes podem alterar o que vê

 

(5)

Colocar comandos na barra de ferramentas

 

(6)

Utilizando os novos atalhos de teclado

 

(7)

Como trabalhar com pessoas que não tenham o Excel 2007

 

(8)

Por que a alteração de formato de arquivo foi feita

 

4. A Internet

 
 

a)

A auto ­ estrada da informação

II.

Análise de dados

 

A. Escolha do software analítico adequado

 

1.

O SPSS: uma das mais completas soluções analíticas para psicólogos

 

a) Etapas do processo analítico

 

b) Análise descritiva e inferencial

 

c) Relatório

 
 

d) Recolha de dados

 

e) Pesquisa por inquérito

 

f) Importância de um inquérito

B. Escolha da Análise

 
 

a) Critérios

 
 

b) Possibilidades de Análise

‐ Introdução de conceitos, modelos e técnicas ‐ Resolução de exercícios de aplicação (prática) ‐

Introdução de conceitos, modelos e técnicas

Resolução de exercícios de aplicação (prática)

Utilização de técnicas tradicionais e de aplicações informáticas (SPSS)

Realização de trabalhos individuais e sua apresentação

de trabalhos individuais e sua apresentação Mini testes Entrega e apresentação de um trabalho

Mini testes

Entrega e apresentação de um trabalho

Mini testes Entrega e apresentação de um trabalho Pocinho, M. (2008). Informática e analise de dados.

Pocinho, M. (2008). Informática e analise de dados. ISMT: http://docentes.ismt.pt/margarida_pocinho

Conteúdo

INFORMÁTICA E ANÁLISE DE DADOS

2

OBJECTIVOS

 

2

PROGRAMA

3

METODOLOGIA

4

AVALIAÇÃO

4

BIBLIOGRAFIA

4

COMPILAÇÃO DAS MATÉRIAS

7

A Informática

 

7

FACTOS HISTÓRICOS

7

Os primeiros computadores

10

COMPUTADOR DE PRIMEIRA GERAÇÃO

11

COMPUTADOR DE SEGUNDA GERAÇÃO

11

 

COMPUTADOR

DE

TERCEIRA GERAÇÃO

11

COMPUTADOR DE QUARTA GERAÇÃO

11

COMPUTADOR DE QUINTA GERAÇÃO

12

1. Estrutura de um Sistema de Informação : O Computador pessoal

15

2.

Hardware

18

2.1 Sistema de Processamento de Dados

18

Unidade Central de Processamento CPU

19

Dispositivos de entrada

19

Dispositivos de saída

19

Memória Principal

19

Dispositivos de armazenamento ou memória auxiliar

19

Software

 

20

4.

Peopleware

20

O Futuro

21

Processamento e análise de dados em psicologia

21

Aplicativos MSOffice Fluent

 

24

Word 2007

24

O

Interface de utilizador

24

Separadores que são apresentados quando são necessários

25

Ferramentas contextuais

25

Separadores de programas

26

Botão do Microsoft Office

26

Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

27

Iniciadores de Caixas de Diálogo

27

A

Minibarra

de ferramentas

29

Minimizar o Friso

29

Atalhos do teclado

31

TRABALHAR COM O WORD 2007: compatibilidades e incompatibilidades com as versões anteriores

 

35

PowerPoint 2007

48

 

O

Interface de utilizador

48

Exibir galerias

49

Opções avançadas TRABALHAR COM O POWERPOINT2007: compatibilidades e incompatibilidades com as versões

50

 

anteriores

53

Excel 2007

69

 

O

Interface de utilizador

69

A

Internet

73

Uma estrada de duas vias

73

ANÁLISE DE DADOS

75

Software analítico

75

O

SPSS: uma das mais completas soluções analítica para psicólogos

76

Etapas do processo analítico

79

Análise descritiva e inferencial

80

Relatório

81

Disponibilização

81

Recolha de dados

83

Pesquisa por inquérito

90

Os princípios básicos de um inquérito

92

Préteste do questionário

95

Etapa 6: Produção do relatório

98

Etapa 7: Disponibilização dos resultados

99

Escolha da Análise

100

Possibilidades de Análise

100

Estatística Descritiva

100

Comparações Entre Amostras

101

Relação entre duas ou mais

101

BIBLIOGRAFIA

103

Compilação das matérias

Compilação das matérias Nesta unidade curricular terá uma visão geral sobre a origem dos primeiros

Nesta unidade curricular terá uma visão geral sobre a origem dos primeiros computadores, a presença do homem e das máquinas no processo de evolução tecnológica ao longo dos anos, e as principais gerações e componentes da micro electrónica

Informática é a ciência do tratamento lógico e automático da informação entendida, esta última, como suporte dos conhecimentos e das comunicações. Sua parte mais visível são os computadores, mas a informática está presente também no estudo e desenvolvimento de softwares, equipamentos periféricos de entrada e saída de informação, robôs, linguagens e técnicas de programação, micro electrónica e todas as aplicações que de alguma forma fazem o tratamento automático da informação, de componentes para cafeteiras eléctricas a equipamentos de bordo de aviões.

eléctricas a equipamentos de bordo de aviões. Apesar dos computadores electrónicos terem

Apesar dos computadores electrónicos terem efectivamente aparecido somente na década de 40 e o primeiro computador pessoal em 1981, os fundamentos em que se baseiam remontam a centenas ou até mesmo milhares de anos.

Se levarmos em conta que o termo COMPUTAR, significa fazer cálculos, contar, efectuar operações aritméticas, COMPUTADOR seria então o mecanismo ou máquina que auxilia essa tarefa, com vantagens no tempo gasto e na precisão. Inicialmente o homem utilizou seus próprios dedos para essa tarefa, dando origem ao sistema DECIMAL e aos termos DIGITAL e DIGITO. Para auxílio deste método, eram usados gravetos, contas ou marcas na parede. A partir do momento que o homem pré histórico trocou seus hábitos nómadas por aldeias e tribos fixas, desenvolvendo a lavoura, tornou se necessário um método para a contagem do tempo, delimitando as épocas de plantio e colheita, surgindo assim cerca de 2.500 anos o ÁBACO.

Este era formado por fios paralelos e contas ou arruelas deslizantes, que de acordo com a sua posição, representava a quantidade a ser trabalhada.

posição, representava a quantidade a ser trabalhada. Ábaco Chinês: aproximadamente 1.200 d.C. Soroban: o

Ábaco Chinês: aproximadamente 1.200 d.C.

a quantidade a ser trabalhada. Ábaco Chinês: aproximadamente 1.200 d.C. Soroban: o Ábaco Japonês 7

Soroban: o Ábaco Japonês

O ábaco russo era o mais simples: continham 10 contas, bastando contá las para obtermos suas

quantidades numéricas. O ábaco chinês possuía 2 conjuntos por fio, contendo 5 contas no conjunto das unidades e 2 contas que representavam 5 unidades.

A variante do ábaco mais conhecida é o SOROBAN, ábaco japonês simplificado (com 5 contas por fio,

agrupadas 4x1), ainda hoje utilizado, sendo que em uso de mãos treinadas continuam eficientes e rápidos para trabalhos mais simples. Esse sistema de contas e fios recebeu o nome de calculi pelos romanos, dando origem à palavra cálculo.

A Pascalina foi construída por entre 1642 1644, quando Pascal tinha cerca de 20 anos de idade. É a

calculadora decimal conhecida com maior longevidade. As calculadoras da geração da Pascalina executavam somente operações sequenciais, completamente independentes. A cada cálculo o operador deve intervir, introduzindo novos dados e o comando para determinar qual operação deve ser efectuada. Essas máquinas não tinham capacidade para tomar decisões baseadas nos resultados.

A máquina contém como elemento essencial uma roda dentada construída com 10 "dentes". Cada

"dente" corresponde a um algarismo, de 0 a 9. A primeira roda da direita corresponde às unidades, a imediatamente à sua esquerda corresponde às dezenas, a seguinte às centenas e assim sucessivamente.

a seguinte às centenas e assim sucessivamente. Um mecanismo muito simples construído com uma
a seguinte às centenas e assim sucessivamente. Um mecanismo muito simples construído com uma

Um mecanismo muito simples construído com uma "garra" resolve o problema do transporte. Cada vez que numa das rodas o algarismo passa de nove a zero, a roda vizinha é arrastada e desloca se um dente.

A Pascalina permite efectuar as operações de adição e subtracção. Embora a operação seja demorada

podem efectuarse multiplicações e divisões pelo método das adições sucessivas e subtracções sucessivas.

A introdução da Pascalina no mercado não foi um sucesso comercial porque era excessivamente cara.

Foram construídas apenas cerca de 50 Pascalinas, estando algumas delas expostas no Conservatoir des Arts et Métiers em Paris e outras no Science Museum, em Londres.

Cerca de 30 anos após a construção da Pascalina, Gottfried Wilhem Leibniz inventou um dispositivo constituído por um carreto com dez "dentes", cada um dos quais mais comprido que o anterior, que permitiu efectuar de modo automático a multiplicação e divisão.

Aperfeiçoamentos sucessivos desta calculadora decimal fizeram ‐ na sobreviver até ao advento da

Aperfeiçoamentos sucessivos desta calculadora decimal fizeram na sobreviver até ao advento da electrónica sob a forma de máquinas de calcular, máquinas registadoras, máquinas de contabilidade, máquinas facturadoras, etc.

Em 1786, o engenheiro J. Muller, planejou a construção de uma máquina para calcular e preparar tabelas matemáticas de algumas funções. A máquina Diferencial, como foi chamada, introduzia o conceito de registos somadores.

Em 1801, Joseph Marie Jacquard, mecânico francês, inventou uma forma de controlar teares por meio de cartões perfurados. Os cartões forneceriam os comandos necessários para a tecelagem de padrões complicados em tecidos.

para a tecelagem de padrões complicados em tecidos. No entanto, tal ideia não ficou restrita ao

No entanto, tal ideia não ficou restrita ao uso na tecelagem. Os cartões perfurados estavam predestinados para uma finalidade ainda mais importante: a programação de computadores.

Utilizando o princípio descoberto por Jacquard para comando automático de teares, Hermann Hollerith funcionário do United States Census Bureau inventou, em 1880, uma máquina para realizar as

operações de recenseamento da população. A máquina fazia a leitura de cartões de papel perfurados em código BCD (Binary Coded Decimal) e efectuava contagens da informação referente à perfuração respectiva. O sistema foi patenteado em 8 de Junho de 1887. A informação perfurada no cartão era lida numa tabuladora que dispunha de uma estação de leitura equipada com uma espécie de pente metálico em que cada dente estava conectado a um circuito eléctrico.

Cada cartão era colocado sobre uma taça que continha mercúrio e que estava conectada também ao mesmo circuito eléctrico do pente. Quando o pente era colocado sobre o cartão os dentes que atravessavam as perfurações fechavam o circuito eléctrico que accionava os contadores respectivos. O contador visualizava o resultado da acumulação pelo deslocamento de um ponteiro sobre um mostrador.

Hollerith construía máquinas sob encomenda para o United States Census Bureau, que foram usadas para calcular o censo de 1890 em apenas 2.5 anos. O censo de 1880 demorou 7 anos.

1890 em apenas 2.5 anos. O censo de 1880 demorou 7 anos. Em 1911, quatro corporações,

Em 1911, quatro corporações, incluindo a firma de Hollerith, se fundiram para formar a Computing Tabulating Recording Corporation. Sob a presidência de Thomas J. Watson, ela foi renomeada para International Business Machines Corp (IBM). Cartão perfurado foi inicialmente projectado pela IBM. Esses cartões foram os grandes precursores da memória usada em computadores.

Uma informação não confirmada é que "os cartões perfurados originais tinham o tamanho das notas de 1 dólar", este tamanho foi escolhido para que os cartões pudessem ser levados nas carteiras dos recenseadores.

Nos primeiros computadores, que eram máquinas enormes e muito complicadas de serem utilizadas, os cartões perfurados eram o meio de incluir dados e comandos nas máquinas. Até bem recentemente, alguns sistemas utilizavam este tipo de equipamento.

Os primeiros computadores

Como já referimos, várias tentativas foram feitas para ajudar o homem a automatizar tarefas repetitivas. O ábaco, instrumento para cálculos usado pelos chineses desde cerca de 1000 a.C. e difundido para outros povos, é o parente mais distante da arte de computar.

O americano Herman Hollerith constrói, aplicando as teses Jaquard e de Babbage, um tabulador, usando cartões perfurados, para tornar mais rápido o processamento das estatísticas do censo de 1890 dos EUA.

O equipamento que construiu, um computador mecânico, vence a concorrência aberta pelo governo. A empresa é bemsucedida e depois de várias fusões e mudanças de nome se torna, em 1924, a IBM).

A partir da década de 30 são feitas várias tentativas de substituir as partes mecânicas dos

equipamentos por partes eléctricas com o uso dos relés. O alto custo, o tamanho imenso e a baixa velocidade de processamento são as desvantagens dessas máquinas. Na Alemanha, Konrad Zuse conclui

em 1938 o primeiro modelo Z1, usando a teoria binária. Nos EUA, o matemático Howard Aiken, obtém

apoio da IBM para desenvolver um computador programável, baseado em relés e em fitas perfuradas, mas sem usar o sistema binário de numeração. Em 1941 ele apresenta o Mark I, que mede 15 m x 2,5 m.

É a primeira máquina capaz de efectuar cálculos complexos sem intermediação humana.

COMPUTADOR DE PRIMEIRA GERAÇÃO
COMPUTADOR DE PRIMEIRA GERAÇÃO

A substituição dos relés por válvulas permite a criação da primeira geração de por válvulas permite a criação da primeira geração computador moderno. Na Inglaterra, em 1943, o matemático computador moderno. Na Inglaterra, em 1943, o matemático Alan Turing constrói o Colossus, um computador para missões de guerra que usava válvulas . Em 1945, nos EUA, um grupo termina a construção do Eniac (Eletronic Numerical Integrator and Computer), com a ajuda dos pesquisadores John Mauchly e J. Presper Eckert. O Eniac é duas vezes maior que o Mark I e mil vezes mais rápido. Na mesma época, John Von Neumann estabelece a arquitectura básica de um computador, empregada até hoje: memória, unidade central de processamento, dispositivos de entrada e saída dos dados. Chegam ao mercado os primeiros modelos de computador.

Chegam ao mercado os primeiros modelos de computador. Em 1947 cientistas dos Laboratórios Bell, ligados à
Chegam ao mercado os primeiros modelos de computador. Em 1947 cientistas dos Laboratórios Bell, ligados à
Chegam ao mercado os primeiros modelos de computador. Em 1947 cientistas dos Laboratórios Bell, ligados à

Em 1947 cientistas dos Laboratórios Bell, ligados à American Telephone & Telegraph (AT&T), criam o transístor, que faz as mesmas funções das válvulas a um custo bem menor. Mas no final da década de 50 é que chegam ao mercado os primeiros modelos totalmente transistorizados, bem menores do que os movidos a válvula e com preço acessível para as empresas privadas.

COMPUTADOR DE TERCEIRA GERAÇÃO
COMPUTADOR DE TERCEIRA GERAÇÃO

Em 1958 a Texas Instruments anuncia os resultados de uma pesquisa que revoluciona o mundo: o circuito integrado. Esses circuitos são um conjunto de transistores, resistores e capacitores construído sobre uma base de silício (um material semicondutor), chamado de chip. Com ele, avança a miniaturização dos equipamentos electrónicos. A IBM é a primeira a lançar modelos com a nova tecnologia em meados da década de 60.

com a nova tecnologia em meados da década de 60. Já no final dos anos 60,
com a nova tecnologia em meados da década de 60. Já no final dos anos 60,

Já no final dos anos 60, a Intel inaugura uma nova fase. Projecta o microprocessador, um dispositivo que reúne num mesmo circuito integrado todas as funções do processador central. É a base para os microcomputadores. Os microprocessadores são muito pequenos – o PowerPC, por exemplo, tem apenas 1,2 cm².

Microcomputadores – O primeiro modelo é o Altair, baseado no microprocessador 8080 da Intel, vendido na forma de kit para aficionados da electrónica. Em 1974, o então estudante da Universidade de Harvard, Bill Gates, junto com o colega Paul Allen, desenvolve o sistema operacional do Altair. Um ano depois os dois fundam a Microsoft, hoje a maior companhia de software do mundo.

Bill Gates (William Henry Gates III1 1955) nasce em Seattle, EUA. Estuda em boas escolas e desde os 12 anos é apaixonado por computadores e inicia os seus estudos universitários em Harvard, mas a partir da criação do sistema operacional do Altair dedica se à informática, abandonando a universidade. Convence outras companhias, além da IBM, a utilizarem o sistema operacional MS DOS, da Microsoft, em seus microcomputadores. Isso permite que um mesmo programa funcione nos micros de diversos fabricantes. É um dos homens mais ricos dos EUA e já afirmou que pretende distribuir 95% da sua fortuna.

afirmou que pretende distribuir 95% da sua fortuna. A computação da quinta geração ou computador da
afirmou que pretende distribuir 95% da sua fortuna. A computação da quinta geração ou computador da

A computação da quinta geração ou computador da quinta geração, deve o seu nome a um projecto

gigantesco de pesquisa governamental e industrial no Japão durante a década 80 do século XX.

O projecto tinha como principal objectivo a criação de um computador que “marcasse uma época” com

performance semelhante a um supercomputador e capacidade prática de inteligência artificial. O termo “quinta geração” tencionava convencionar o novo sistema como sendo um salto para além das máquinas existentes.

Através destas várias gerações, e a partir dos anos 50, o Japão tinha sido apenas mais um país na retaguarda de outros, em termos de avanços na tecnologia da computação, construindo computadores seguindo os modelos utilizados na América e em Inglaterra.

O ministro da indústria e dos negócios estrangeiros japonês decidiu tentar quebrar esta corrente de

“segue o líder”, e em meados dos anos 70 do século XX deu início a uma visão em pequena escala para o futuro da computação. Foi então pedido ao Centro Japonês para o Desenvolvimento do Processamento da Informação para indicar um conjunto caminhos a seguir, e em 1979 ofereceu um contrato de 3 anos para conduzir mais estudos de pormenor conjuntamente com industriais e académicos. Foi durante este período que o termo "quinta geração" começou a ser utilizado.

A ideia de que a computação paralela seria o futuro dos ganhos de performance estava tão enraizada

que o projecto da quinta geração gerou uma grande apreensão no campo da informática. Após o mundo ter visto o Japão tomar conta da indústria da electrónica de consumo nos anos 70 e aparentemente ter

conseguido fazer o mesmo na indústria automóvel nos anos 80, os japoneses gozavam de uma reputação de invencibilidade. Não tardou para que projectos de computação paralela fossem implementados noutros países, nomeadamente nos Estados Unidos, através da empresa Microelectronics and Computer Technology Corporation (MCC), na Inglaterra através da Alvey ou através do Programa Estratégico Europeu de Pesquisa em Tecnologias da Informação (European Strategic Program of Research in Information Technology ou ESPRIT).

Nos dez anos seguintes, o projecto da quintageração saltou de uma dificuldade para a outra. O primeiro problema assentava no facto da linguagem de programação escolhida, Prolog, não oferecer suporte

para concorrências, logo, os investigadores tiveram que desenvolver uma linguagem própria para a possibilidade de atingir objectivos reais com multiprocessadores. Este facto nunca aconteceu de forma clara. Foram desenvolvidas algumas linguagens, todas elas com as suas próprias limitações.

Outro grande problema foi o facto de que a performance das CPUs existentes na altura rapidamente levaram o projecto para junto das barreiras "óbvias" que todos acreditavam que existir nos anos 80, e o valor da computação paralela rapidamente caiu para o ponto onde ainda hoje é usada apenas em situações muito particulares e de certa forma restritas. Embora um número considerável de estações de trabalho com capacidades superiores tenham sido idealizadas e construídas ao longo da duração do projecto, rapidamente se davam conta de que estas ficavam obsoletas quando comparadas com equipamentos de menor gama entretanto colocados à disposição no mercado.

A quinta geração acabaria por ficar também constantemente no lado errado da curva de tecnologia do software.

Foi também durante o período de desenvolvimento do projecto que a Apple Computer introduziu a GUI (Interface Gráfica do Utilizador) para as grandes massas através do seu sistema operativo "amigo" do utilizador. A Internet fez com que as bases de dados armazenadas localmente se tornassem uma coisa do passado e até mesmo projectos de pesquisa mais básicos produziram melhores resultados práticos através de buscas de dados, como prova o exemplo da Google.

Finalmente o projecto chegou à conclusão de que as promessas baseadas na programação lógica eram largamente uma ilusão e rapidamente chegaram ao mesmo tipo de limitações que os investigadores de inteligência artificial antes haviam encontrado embora numa uma escala diferente. As repetidas tentativas para fazer o sistema funcionar após uma ou outra mudança na linguagem de programação apenas mudavam o ponto em que o computador repentinamente parecia estúpido.

De facto, pode se dizer que o projecto perdia o norte como um todo. Foi durante esta época que a indústria informática moveu o seu foco principal do hardware para o software. A quintageração nunca chegou a fazer uma separação clara, ao acreditar que, tal como se idealizava nos anos 70, o software e o hardware estavam inevitavelmente misturados.

Inevitavelmente, o projecto tornou se formalmente num falhanço. No final do período de dez anos haviam sido gastos mais de 50 bilhões de ienes e o programa terminou sem ter atingido as suas metas. As estações de trabalho não tinham procura comercial num mercado onde os sistemas de um único CPU facilmente lhes ultrapassavam em performance, os sistemas de software nunca funcionaram e o conceito geral ficou completamente obsoleto com a explosão e amadurecimento da internet.

aqui alguma polémica envolta entre se existe ou não uma quinta geração. Os que não acreditam dizem que a estamos apenas a projectar, enquanto os que acreditam nos computadores de Quinta Geração destacam como característica desta época o uso de IC VLSI Integrated Circuit Very Large Scale Integration, ou seja, "Circuitos Integrados numa Escala Muito Maior de Integração".

Os "chips" vêm diminuído tanto de tamanho, fazendo com que seja possível a criação de computadores cada vez menores, como é o caso da microminiaturização do microprocessador F 100, que mede somente 0,6 cm quadrados e é pequeno o suficiente para passar pelo buraco de uma agulha!

Microprocessador F-100 A história dos supercomputadores (servidores) começa, de facto, no final de

Microprocessador F-100

A história dos supercomputadores (servidores) começa, de facto, no final de 1975,quando Seymour

Roger Cray, projectista do CDC 6600 e 7600 da Control Data, forma sua empresa, a Cray Research Inc., que entrega o primeiro Cray 1 aos Los Alamos National Laboratories. As aplicações para esses computadores são muito especiais e incluem laboratórios e centros de pesquisa aeroespacial, como a NASA (National Aeronautics and Space Adminstration), empresas de altíssima tecnologia, previsão do tempo, produção de imagens e de efeitos especiais por computador. Como não podia deixar de ser, os super computadores são os mais poderosos, mais rápidos e de maior custo. O Cray 1 custava mais de 5 milhões de dólares e seus sucessores podem, hoje, passar de 20 milhões de dólares. Os supercomputadores são desenhados para executar tarefas complexas e diferentes das aplicações dos mainframes. Só para se ter uma ideia da sua rapidez, pode se falar em MIPS Milhões de Instruções por Segundo. Para avaliarse o desempenho do supercomputador, a unidade mais usada é o megaflops milhões de operações em ponto flutuante por segundo. Para conseguir esses índices, os supercomputadores utilizam cada vez mais o conceito de processamento paralelo e são máquinas vectorias (vector computer), isto é, podem executar a mesma operação em diversas variáveis simultaneamente.

No início da década de 90, a unidade de medida de capacidade dos supercomputadores passaram de megaflops para gigaflops, para meados do século 21 a unidade estimada é de teraflops. O Cary – 2 lançado em 1985/86 é 6 a 10 vezes mais rápido e 10 vezes menor que o Cray 1. Em 1990/91 são lançados diversos modelos novos, como o Cray 3, o Nec SX3 etc.

As especulações para meados do século 21 falam em teraflops. Ou seja, um computador com capacidade

equivalente a mais de 1 milhão de PCs trabalhando ao mesmo tempo.

Um pouco de história Em 1976 o mercado é revolucionado com o Apple I, o

Um pouco de história

Em 1976 o mercado é revolucionado com o Apple I, o primeiro computador pessoal, criado numa garagem por 2 americanos (Steve Jobs e Steve Wozniac). A resposta da IBM vem cinco anos depois, quando lança seu PC (personal computer) e contrata a Microsoft para desenvolver o sistema operacional, o MS DOS. Sua arquitectura aberta ou seja, um sistema que podia ser licenciado por outros fabricantes determina um padrão para o mercado. Em 1983 a IBM lança o PC XT, baseado no microprocessador 8088 e com disco rígido. A arquitectura é copiada em todo o mundo e os micros tipo PC passam a ser conhecidos pelo modelo do microprocessador que utilizam 286, 386SX, 386DX, 486SX, 486DX e que são cada vez mais potentes.

O DOS Disk Operating System durante muito tempo foi o sistema operacional padrão em micros de 16

bits (semelhante ao CP/M que foi padrão para os de 8 bits ) e surgiu em 1981 junto com o primeiro IBM

PC. Desenvolvido pela Microsoft, pois a IBM não imaginou que as vendas desse micro pudessem ir muito longe, o DOS possuía dois rótulos: PC DOS comercializado pela IBM e MS DOS comercializado pela Microsoft (para aprofundar assunto ver anexo I).

A Intel interrompe essa série, em 1993, ao lançar o Pentium. Em 1984 a Apple apresenta sua resposta ao

PC, o Macintosh, revolucionário na utilização do ícone símbolo gráfico que indica um comando e do rato,

que substitui muitas das funções do teclado. Esses recursos facilitam o uso dos micros por quem não domina a linguagem tradicional da informática. O sistema operacional equivalente da Microsoft para PC, o Windows, chega ao mercado um ano depois.

Com a chegada do Windows 95, sistema operacional que não necessita da prévia instalação do DOS, apesar de conter incorporado uma versão reduzida, possivelmente chegamos ao fim das constantes evoluções deste sistema operacional que acompanhou o usuário por cerca de 15 anos.

“Sendo a Informática uma ciência com apenas escassas dezenas de anos de existência não é de estranhar que tenha ainda uma estruturação mal definida. Sendo talvez a mais jovem das ciências autónomas e sem dúvida sujeita à mais acelerada evolução. Com efeito, a fim de poder servir outras ciências e disciplinas, que hoje dependem, sem excepção, da utilização dos computadores, o processamento de informação tem evoluído numa dimensão, que só e comparável ao somatório de todas as outras evoluções. Esta ânsia voraz de novas aplicações, tem provocado certos atropelos, cujos custos são elevadíssimos, mas que acabam sempre por ser justificados, em função da urgência de que estão envolvidos. A menos que haja a ousadia de parar, olhando para trás com sentido crítico, e para a frente com imaginação inovadora, caminhamos a passos largos para um beco sem saída, onde não será possível preparar informáticos a velocidade necessária para corrigir os erros dos que actualmente são considerados profissionais. Em parte, é o receio da vertigem Que nos impede de olhar para trás, tal é o "buraco" que temos criado. E realmente preciso coragem para verificar que poderemos não estar exactamente no, caminho mais correcto para atingir o fim que nos propusemos, e que, se continuarmos como até aqui, corremos o risco de sermos considerados inaptos pelas ciências Que de nos dependem hoje desesperadamente, por vezes bem arrependidas do compromisso em que se envolveram, ao ultrapassar os limites da régua de calculo, ou do livro de cepa preta, onde 30 anos, apontavam calmamente o "Deve" e o "Haver". Vamos assumir que as linhas anteriores foram motivação suficiente

para fazer uma retrospecção. Qual é o panorama? Uma paisagem indefinida, envolta numa neblina, onde é dificil descortinar qualquer tipo de organização; um amontoado de ideias que não tiveram tempo de amadurecer, e que foram usadas numa avalanche de insucessos habilmente justificados; uma certa tendência para técnicas complexas, para melhor encobrir os erros, ou para impressionar os vindouros; uma multiplicidade de hierarquias divergentes onde os direitos dos superiores são tão bem definidos como as responsabilidades dos inferiores. Uma constante e inútil repetição de tarefas, num péssimo aproveitamento das capacidades humanas”. 1

Definir um computador não é tão fácil de responder quanto um televisor ou uma máquina de lavar, porque o computador, ao contrário desses aparelhos. não se destina a um único uso. Computadores digitais, incluindo os que podem ser comprados por cerca de 100 dólares, são um novo tipo de máquina capaz de realizar uma grande variedade de tarefas, dependendo de como forem programados pelos utilizadores. A ideia de "programabilidade" não é totalmente desconhecida nas casas modernas; afinal, aparelhos domésticos como a máquina de lavar e os fogões são programáveis para executar muitas funções. Com um computador, porém, todas as funções da máquina podem ser modificadas basta introduzir um novo programa para que ele passe, em minutos, de um processador de palavras para um jogo electrónico ou para um controlador de sua conta bancária.

Na verdade, longe de dominar todos os dados, o chip de silício que caracteriza o "cérebro" de um micro computador não conhece sequer o alfabeto e não tem noção de aritmética. Tudo o que entende são várias centenas de combinações de números e qualquer coisa que se ensinar à máquina deve necessariamente ser traduzida em números. (usa os algarismos 0 e 1 para exprimir todos os números). Poder, armazenar informação é vital para o funcionamento do computador. Tão bem quanto armazenar números na memória, um computador faz operações com eles (somas, subtracções, comparações) e também é capaz de movimentá los no interior da memória. Tudo o que a máquina faz tem como ponto de partida essas operações simples. Suponha que queira armazenar um texto no computador. Será preciso utilizar um código, de modo que para cada letra do alfabeto corresponda determinado número: neste caso, o computador pode arquivar palavras em forma de números e dispô los de várias maneiras. E claro que não necessita inventar esse código, porque o fabricante da máquina

o incorporou nos programas do computador.

Um programa é uma lista de instruções dadas ao computador para que cumpra as operações (adição, comparação etc.) numa certa sucessão. O computador não pode fazer nada sem um programa que lhe instrua o que fazer; por exemplo quando a letra "A" é digitada, um programa no interior do computador percorre todo o teclado para verificar que tecla foi apertada e emitir então ao computador o número do código para tal letra. Quando o computador foi pela primeira vez projectado, o programa de varredura do teclado não existia. Alguém precisava colocar meticulosamente os números certos directamente na memória do teclado, recorrendo a instrumentos especiais, de forma que ela pudesse compreender as letras do teclado e exibilas na tela. Uma vez prontos os programas básicos, tudo ficou mais fácil. Agora pode se arquivar números novos na memória do computador basta digitar. O processo é chamado de programação em linguagem de máquina. Como esse tipo de programação é difícil e cansativo, alguns técnicos elaboraram programas (em linguagem de máquina) que traduzem palavras inglesas como PRINT (imprimir), BEEP (alarme), LOAD (carregar) e LIST (listar), em instruções de código de máquina que

o computador pode usar. Quase todos os microcomputadores têm, embutido, um programa desse tipo. Assim, pode programálos utilizando uma linguagem simples de computador chamada BASIC em vez de sequências de números. Mas, toda vez que recorrer ao BASIC. Lembre se que o produto de muitas horas

1 Estrato retirado do arquivo referencia ao autor

http://piano.dsi.uminho.pt/museu/CPI80/comun61.pdf.

Sem

de trabalho do programador está embutido no computador por exemplo quando utiliza a sintax do SPSS para analisar dados está a programar uma instrução que o computador descodifica e processa. Com este tipo de linguagens de computador é bem fácil fazer programas que realizem tarefas úteis ou de entretenimento, sem a necessidade de preocuparse com a complexa e intensa actividade iniciada no interior da máquina para verificar que foi teclada a letra A. Ou seja, o cérebro electrónico sabe apenas aquilo que lhe foi dito antes; não descobre nada por si mesmo. Se é assim, por que os computadores são tão úteis? Porque podem armazenar enorme quantidade de informações e manipulá las muito melhor do que as pessoas. Naturalmente, não precisa ser a pessoa que colocará pela primeira vez a informação no