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INTERCORR 2016 16 a 20/05/16

Experiência de campo com aços

duplex em água do mar e a

importância do controle de

qualidade destes materiais

Cynthia Andrade - Profissional Independente

Flávia Maciel F. Guedes - Petrobras/CENPES

SUMÁRIO
SUMÁRIO

Aços Inoxidáveis Duplex Considerações Técnicas

Problemas Associados ao Processamento e Soldagem dos Aços

Duplex

Histórico de Falhas de Bombas de Incêndio

Histórico de Falhas de Tubulações que operam com água do

mar

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex

Conclusões e Recomendações

Aços Inoxidáveis Duplex – Considerações Técnicas
Aços Inoxidáveis Duplex – Considerações Técnicas

Os aços inoxidáveis duplex e superduplex apresentam uma microestrutura bifásica constituída de

ferrita () e austenita (), idealmente em frações volumétricas

aproximadamente iguais , no entanto, as

ligas comerciais apresentam frações de ferrita variando entre 35% e 60%.

Este equilíbrio micro estrutural é obtido

através do controle da temperatura de processamento, velocidade de resfriamento e composição química.

Duplex  
Duplex
Superduplex  
Superduplex

Aços Inoxidáveis Duplex versus Superduplex

Aços Inoxidáveis Duplex versus Superduplex PREN W = %Cr + 3,3 (%Mo + 0,5 %W) +

PREN W = %Cr + 3,3 (%Mo + 0,5 %W) + 16 x %N

Principal diferença dos SDSS em relação aos DSS
Principal diferença dos SDSS em relação aos DSS

Maior teor de elementos de liga, principalmente de nitrogênio para acelerar a formação da austenita e para obtenção de uma maior resistência à corrosão por pite associada a uma elevação das propriedades mecânicas.

Condições para Manutenção da Resistência à Corrosão dos Aços Duplex
Condições para Manutenção da Resistência à Corrosão dos
Aços Duplex

Atendimento à Composição Química (PREN)

Atendimento ao Balanço Adequado das fases

Austenita/Ferrita com PREN similar entre as fases;

Ausência de Fases Intermetálicas (Ex: Nitretos de Cromo, fase

Sigma, entre outras)

Controle e verificação de soldagem (cuidados especiais no que tange a reparos)

Histórico de Falhas em Bombas de Incêndio
Histórico de Falhas em Bombas de
Incêndio
Descrição do Equipamento • Bomba tipo Centrífuga Vertical com Eixo Prolongado → São bombas de
Descrição do Equipamento
Descrição do Equipamento

Bomba tipo Centrífuga Vertical com Eixo Prolongado São bombas de simples ou múltiplos estágios que possuem vários tubos guia de eixo bem como buchas de mancais intermediários e

eixos divididos. Os eixos são unidos por meio de luvas de

acoplamento.

Material: Aço Duplex, sem proteção catódica.

Colunas e eixos com extensão entre 30 e 40 metros, sendo cerca de 4 a 8 metros submersas.

Testadas semanalmente por 1 h e o hipoclorito só é dosado no teste, porém sem controle da dosagem.

O motor fica na superfície (plataforma) → durante paradas a temperatura da água é a ambiente, ou seja, entorno de 25 o C.

Principais Problemas Detectados

Coluna Segmentada ou Tubos da Coluna

Principais Problemas Detectados • Coluna Segmentada ou Tubos da Coluna
Principais Problemas Detectados • Coluna Segmentada ou Tubos da Coluna
Principais Problemas Detectados • Coluna Segmentada ou Tubos da Coluna
Principais Problemas Detectados • Coluna Segmentada ou Tubos da Coluna

Crivo

Principais Problemas Detectados

em Bombas de Incêndio

Crivo Principais Problemas Detectados em Bombas de Incêndio Os depósitos encontrados evidenciam problemas na dosagem do
Crivo Principais Problemas Detectados em Bombas de Incêndio Os depósitos encontrados evidenciam problemas na dosagem do

Os depósitos encontrados evidenciam problemas na dosagem do hipoclorito. É esperado que sob os depósitos se formem alvéolos e/ou pites, pois o “ biofouling ” se comporta como uma fresta para os materiais inoxidáveis.

Principais Problemas Detectados em

Bombas de Incêndio

Detalhe da Corrosão do Eixo

em Bombas de Incêndio • Detalhe da Corrosão do Eixo Acoplamento E i x o Região

Acoplamento

de Incêndio • Detalhe da Corrosão do Eixo Acoplamento E i x o Região com condição

Eixo

Região com condição de fresta entre eixo e acoplamento apresenta corrosão significativa, além das faces entre os acoplamentos.

Centralizador (Mancal Intermediário)

• Centralizador (Mancal Intermediário) Este centralizador mancaliza os eixos intermediários. Corrosão em diversos

Este centralizador mancaliza os eixos intermediários.

Corrosão em diversos pontos, em especial no contato com a coluna segmentada.

Nesta local, entre o centralizador e os eixos, usa-se bucha de mancal em material não-metálico, agravando a condição de

fresta.

entre o centralizador e os eixos, usa-se bucha de mancal em material não-metálico, agravando a condição
entre o centralizador e os eixos, usa-se bucha de mancal em material não-metálico, agravando a condição

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Identificação do Mecanismo de Falha das Bombas de Incêndio
Identificação do Mecanismo de Falha das Bombas de Incêndio
Identificação do Mecanismo de Falha das Bombas de Incêndio
Identificação do Mecanismo de Falha das Bombas
de Incêndio

Análise Micro estrutural Microscopia Óptica

Mancal Intermediário
Mancal
Intermediário

- Material fundido.

- Presença de inclusões.

- Pouca quantidade de fases intermetálicas.

- Peça devidamente tratada termicamente.

intermetálicas. - Peça devidamente tratada termicamente. E i x o - Material laminado. - Presença de

Eixo

- Peça devidamente tratada termicamente. E i x o - Material laminado. - Presença de inclusões.

- Material laminado.

- Presença de inclusões.

- Ausência de fases intermetálicas.

- Peça devidamente tratada termicamente.

Rechupe Fases intermetálicas
Rechupe
Fases
intermetálicas

Coluna

Segmentada

Rechupe Fases intermetálicas Coluna Segmentada - Material fundido. - Presença de inclusões e vazios de

- Material fundido.

- Presença de inclusões e vazios de fundição (rechupes).

- Presença significativa de fases intermetálicas.

- Peça não tratada termicamente de forma adequada.

Análise da Fase Intermetálica por MEV

Interface Austenita/Ferrita Fases Intermetálicas Coluna Segmentada (Tubos) Austenita Ferrita Linha analisada
Interface
Austenita/Ferrita
Fases
Intermetálicas
Coluna Segmentada (Tubos)
Austenita
Ferrita
Linha analisada
Análise via MEV/EDS: Método Line Scan
na amostra atacada para mostrar a
variação na quantidade dos elementos
de liga ao longo da linha.
A fase intermetálica é rica em cromo e
provoca a depleção do mesmo ao seu
redor.
Distância (µm)
Elementos Químicos:
Cromo
Intensidade (UA)

Ferro

Molibdênio

Níquel

Determinação da Temperatura Crítica de Pites (TCP) ASTM G 150

PREN 36 PREN 35 PREN 34 PREN 32 Duplex
PREN 36
PREN 35
PREN 34
PREN 32
Duplex
Resumo dos Problemas das Bombas de Incêndio tipo Centrífuga Vertical com Eixo Prolongado • Material
Resumo dos Problemas das Bombas de Incêndio tipo Centrífuga Vertical com Eixo Prolongado
Resumo dos Problemas das Bombas de Incêndio
tipo Centrífuga Vertical com Eixo Prolongado

Material Fundido de má qualidade (vazios, inclusões, intermetálicos);

Emprego de material cujo percentuais de N e C

encontravam-se em desacordo com os valores estabelecidos pelas normas DIN 14462 e 14463 e falha no tratamento térmico aplicado nas peças analisadas;

O aço Duplex desta norma são de 1ª geração, isto é, não

possuem N como elemento de liga → baixíssima resistência à corrosão em água do mar;

Deposição de “Biofouling” que funciona como frestas;

Descontrole da Cloração (inexistente ou excessiva).

Conclusões Bombas de Incêndio

- O aço inoxidável duplex (22Cr e 25Cr) não é adequado para esta aplicação, pois tende a sofrer corrosão (por frestas e pites) em água do mar sob condições de baixa velocidade e

nas temperaturas da costa brasileira, independente de ser

laminado, fundido ou centrifugado. Verificou-se, contudo, que o material fundido é mais susceptível à corrosão localizada e à falhas. - Além do mais, o Projeto de bombas de incêndio empregadas com inúmeras geometrias que favorecem a corrosão por frestas (união metal-metal e união metal-não

metálico), limita a seleção de materiais para a fabricação

das bombas, principalmente as de acionamento diesel-

hidráulico, onde a temperatura da água do mar pode atingir cerca de 50ºC ;

Recomendações Bombas de Incêndio

- Recomenda-se não especificar os aços duplex para esta instalação. Como alternativa, pode-se empregar a Norma ISO 21457 que especifica os seguintes materiais:

- Ligas de níquel-alumínio-bronze;

- Aço inoxidável superduplex, com proteção catódica.

- No caso de opção pelo aço superduplex com proteção catódica,

recomenda-se, ainda, avaliar a possibilidade de revestir por pintura as regiões com geometria de frestas, ou eliminar estas regiões usando eixos e acoplamentos roscados com graxa para formar uma barreira entre o material e o meio corrosivo.

Histórico de Falhas em Linhas de Captação e Resfriamento com Água do Mar  SISTEMAS
Histórico de Falhas em Linhas de Captação e
Resfriamento com Água do Mar
 SISTEMAS DE CAPTAÇÃO E
RESFRIAMENTO: Operam com água do
mar aerada e clorada e o material
empregado foi o SDSS – UNS 32750 ou
32760
Características da Água do Mar em Sistemas de Injeção
Características da Água do Mar em Sistemas de Injeção
O ÁGUA DO MAR NATURAL APRESENTA AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS CORROSIVAS : PRESENÇA DE O 2
O ÁGUA DO MAR NATURAL APRESENTA AS SEGUINTES
CARACTERÍSTICAS CORROSIVAS :
PRESENÇA DE O 2 DISSOLVIDO
(8 mg/L)
+
MICRORGANISMOS
(deficiência da cloração)
+
ÁCIDO HIPOCLOROSO (HOCl) E ÍON HIPOCLORITO (OCl - ) (teor de cloro
livre entre 0,5 mg/L a 1,0 mg/L)
+
TEMPERATURA
15 a 20°C – captação
Até 40°C – após bombas de injeção
RELATO DAS FALHAS EM Plataforma ”A”
RELATO DAS FALHAS EM Plataforma ”A”

LOCAL: As falhas iniciaram após cerca de 3 meses de operação e ocorreram ao longo dos tubos e na região das juntas soldadas de 40 linhas).

MATERIAL : Superduplex S32760 (25Cr-7Ni-3,5Mo), mas foi identificada a utilização inadequada de material ASTM A312 Gr TP 316 em trechos retos de tubulação, em curvas, reduções, flanges e também de consumíveis de

soldagem.

RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “B”
RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “B”

LOCAL: Ocorreram na região das juntas soldadas em superduplex (soldas de campo), após três meses de operação (29 linhas).

MATERIAL : Superduplex S32760 (25Cr-7Ni-3,5Mo), não sendo encontradas evidências de troca de material e/ou

de consumíveis de soldagem.

RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “C”
RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “C”

LOCAL: Sistema de captação de água do mar (linha que vai para overboard após trocadores de placa). Falhas ocorreram na região da ZTA da junta soldada (soldas de ajustes na tubulação realizadas em campo) após 6 meses da operação. Destaca-se que a temperatura de operação da água do mar neste trecho atinge 40ºC.

MATERIAL : Superduplex ASTM A 790 (UNS 32750) (25Cr-7Ni-3,5Mo).

RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “D”
RELATO DAS FALHAS EM Plataforma “D”

LOCAL: Sistema de injeção de água do mar na tomada de vent ¾”, linha 12”. Detectada trinca na ZTA.

MATERIAL : Superduplex ASTM A 790 (UNS 32750) (25Cr-7Ni-3,5Mo).

Causas Principais das Falhas Precoces das Tubulações do Sistema de Captação de Água do Mar
Causas Principais das Falhas Precoces das Tubulações do
Sistema de Captação de Água do Mar (superduplex)

Incompatibilidade do meio corrosivo (água do mar clorada) e da temperatura de operação com o material empregado (aço

superduplex), sendo o limite da Norma ISO 21457, 20ºC, 0,7 mg/L

de cloro residual;

Presença de frestas nas tubulações (flanges, depósitos, etc)

Presença de soldas nas tubulações que normalmente corresponde à

região mais suscetível ao ataque corrosivo, devido à dificuldade de

se manter as propriedades mecânicas (ex.: tenacidade) e de resistência à corrosão originais do metal de base após a soldagem.

Provável não atendimento dos requisitos de soldagem (descontrole

de parâmetros de soldagem e insuficiência de purga), revelados pela

precocidade das falhas (pouco tempo de operação).

Conclusões Linhas de Captação e Resfriamento

- O uso do superduplex não é adequado para tubulações soldadas em sistemas de captação e resfriamento de água do mar aerada com presença de cloro livre e em

temperatura superior a 20°C.

- Os materiais recomendados para este serviço são:

- Plástico Reforçado com Fibra de Vidro (PRFV) - trechos de baixa pressão;

- Aço

carbono

revestido

internamente

com

Polietileno

trechos de alta pressão.

Recomendações

- Implementar uma política de controle de qualidade do

material durante a fabricação e recebimento dos

equipamentos construídos em aços superduplex, pois como se viu, a maioria das falhas esteve relacionada ao não cumprimento das Especificações Técnicas.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex

- Os aços duplex e superduplex possuem bom potencial de uso na

indústria de óleo e gás, no entanto, os riscos de emprega-los recaem

sobre problemas relacionados à qualidade do material, como presença de defeitos de fabricação, tratamentos térmicos incorretos, etc;

- O risco é agravado se o material for fundido, deformado a frio ou soldado, pois o torna altamente suscetível à precipitação de fases deletérias (intermetálicas) e ao desbalanço da microestrutura ferrita/austenita;

- A presença dessas não conformidades tende a reduzir a tenacidade (fragilização pelo hidrogênio) e a resistência a corrosão desses

materiais devido à depleção de Cr e Mo nas regiões próximas à dos

precipitados.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex

- Assim, quando se opta pela utilização de materiais duplex principalmente em válvulas, bombas de incêndio, captação e/ou injeção de água do mar onde esses aços

estão no seu limite de aplicação, é fundamental que

sejam especificados, previamente, testes para controle de qualidade na fabricação e desenvolvidos métodos para verificação da sua qualidade no recebimento.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex - ASTM A 923 - 14

de Qualidade para os Materiais Duplex - ASTM A 923 - 14 - Apresenta três métodos

- Apresenta três métodos de testes, porém não determina a natureza da fase deletéria, mas sim a presença ou ausência de fase intermetálica que impacte negativamente as características de tenacidade e de resistência a corrosão do

material.

- Quando o método de teste A é especificado como um teste de aceitação, os materiais que não passarem neste critério deverão ser testados pelo Método B ou Método C.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex - ASTM A 923 - 14

- É importante ressaltar que o Método C, teste de corrosão com sol. de cloreto férrico 10% por 24 h irá detectar a perda de resistencia a corrosão associada à depleção de Cr e Mo. Sabe-se que uma microestrutura afetada sofre significativa perda de massa.

- A presença ou ausência de ataque corrosivo

não é necessariamente uma medida da

performance do material em outros ambientes corrosivos, e particularmente, não prevê a resistência à outras formas de corrosão que não as associadas a precipitação

de fases intermetálicas.

à outras formas de corrosão que não as associadas a precipitação de fases intermetálicas. mdd –

mdd mg / dm2 / day

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex ASTM G 150

- O teste de Temperatura Crítica de Pites (TCP), conforme ASTM G 150 (teste

eletroquímico) é útil para comparar materiais quanto a sua qualidade e à

perda de resistência à corrosão, mas tende a apresentar limitações quanto à determinação da temperatura máxima para a ocorrência de corrosão localizada, pois não reproduzem exatamente as condições reais de exposição em campo.

- O teste de Temperatura Crítica de Frestas (TCF) seria mais realista que o

TCP na definição do limite da temperatura máxima de uso, porém para determinar essa temperatura com precisão é fundamental padronizar os parâmetros críticos que influenciam na iniciação de frestas que são: tipo

dispositivo de frestas, acabamento superficial do cupom e pressão

aplicada, dentre outros parâmetros.

ASTM G150 – “Standard Test Method for Electrochemical Critical Pitting Temperature Testing of Stainless Steels”

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex ISO DIS 17781

de Qualidade para os Materiais Duplex – ISO DIS 17781 - Norma em desenvolvimento, cujo escopo

- Norma em desenvolvimento, cujo escopo

inclui prover metodologias de teste para controle de qualidade, assim como, os critérios de aceitação para materiais obtidos por diferentes processos de fabricação e

suas juntas soldadas.

- Inclui uma vasta gama de graus de materiais duplex, desde leanduplex, “standard”, “superand hyper.

- Esta norma é baseada na experiência de operadoras de óleo e gás offshore incluindo

aplicações de materiais duplex nas instalações de superfície, assim como, submarinas para serviço com hidrocarbonetos, água do mar ou estrutural.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex ISO DIS 17781

- São apresentadas nesta proposta de norma, as condições e critérios de aceitação para os testes de corrosão a que devem ser submetidos os materiais duplex, assim como, as condições e critérios de aceitação para os testes de avaliação da microestrutura (checagem da presença de fases intermetálicas e precipitados, assim como a contagem do teor de ferrita) e avaliação da tenacidade (Charpy).

- Tendo em vista que diversos parâmetros da microestrutura do material podem influenciar os resultados dos testes recomenda-se a aplicação de

três diferentes métodos para aceitação dos materiais.

Importância do Controle de Qualidade para os Materiais Duplex ISO DIS 17781 versus ASTM A 923

A norma ASTM A923 sugere somente um tipo de ataque eletrolítico (solução de NaOH) para identificação dos intermetálicos, enquanto a norma

em andamento, ISO DIS 17781, recomenda um número significativo de

possibilidades de ataque químico, o que aumenta a chance de identificação

da presença de intermetálicos.

A norma ISO DIS 17781 (em elaboração) adota critérios de aceitação mais

rígidos, como uma maior exigência nos requisitos de energia absorvida nos

testes Charpy, sobretudo para materiais que serão aplicados em sistemas submarinos devido à proteção catódica (risco de fragilização pelo H).

A norma ISO DIS 17781 (em elaboração) inclui a avaliação da corrosão localizada entre os critérios de aceitação para os testes de corrosão.

Agradecimentos

- Aos colegas da Petrobras (CENPES e Unidades Operacionais) que colaboraram nas discussões técnicas, disponibilização de dados e pelas

importantes informações que contribuíram para enriquecer esta

apresentação.