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Leandro Nagae Kuritza

Mestrando em Ciências Veterinárias


UFPR
 Doença altamente infecciosa de origem viral;
 Acomete tanto machos quanto fêmeas;
 Afeta os tratos respiratório e genitourinário;
 Representa grandes prejuízos para a
avicultura;
 Presente em todo o mundo.
 Identificada pela primeira vez no início da
década de 30 por Schalk e Hawn;
 Delaplane e Stuart diagnosticaram a doença
atingindo aves mais velhas, afetando a
produção de ovos;
 Diagnosticado no Brasil pela primeira vez em
1957 em aves de postura.
 Família Coronaviridae;
◦ Gênero Coronavirus;

 RNA virus de fita simples envelopado;


 Projeções S1 e S2 presentes na membrana;
 Sensível a maioria dos desinfetantes;
 Morre a 56 graus por 15 minutos;
 Resistente em baixas temperaturas.
 Mutação das cepas conhecidas;
 Principais sorotipos:
◦ Massachussets – Primeiro sorotipo descrito. Afeta
os tratos reprodutivo, respiratório e urinário;
◦ Connecticut – Apenas trato respiratório;
◦ Beaudette – Mata embriões em até 48 horas;
◦ Gray e Holte – tropismo pelos rins.
 Disseminação bastante rápida;
 Transmissão horizontal:
◦ Direta – de ave para ave;
◦ Indireta – Material contaminado, pessoas que
transitam entre granjas, aerossois, veículos.
 A replicação acontece nas células do trato
respiratório superior, rins, oviduto e TGI;
 O local de replicação vai depender do
sorotipo.
 Os sinais clínicos vão aparecer 36 a 48 horas
após a infecção;
 Aves jovens:
◦ Edema e exsudato catarral;
◦ Apatia;
◦ Dispnéia;
◦ Dificuldade respiratória.
 Aves adultas:
◦ Síndrome da cabeça inchada;

 Sinais reprodutivos:
◦ Queda na produção de ovos (10 a 50%);
◦ Piora na qualidade dos ovos;
◦ Albúmen mais liquefeito.
 Exsudato catarral na traquéia e brônquios;
 Congestão pulmonar;
 Inflamação dos sacos aéreos;
 Rins aumentados de tamanho e com uratos.
 Não existe tratamento eficaz.
 Histórico e sinais clínicos;
 Diagnóstico direto:
◦ Isolamento viral
◦ IF, PCR ou microscopia eletrônica;
 Diagnóstico indireto:
◦ Soroneutralização por inoculação em ovos
embrionados;
◦ ELISA;
◦ Inibição da hemaglutinação;
◦ Precipitação em ágar gel.
 Doença de Newcastle;
 Laringotraqueíte;
 Coriza infecciosa;
 Síndrome da queda de postura.
 Medidas de biossegurança:
◦ Lavagem e desinfecção do galpão;
◦ Sistema all in all out;
◦ Controle de fluxo de pessoas e veículos;
◦ Intervalo entre lotes;
◦ Vacinação.
 Sua necessidade depende do desafio na
região;
 Monitoria da titulação das matrizes;
 Vacina atenuada – para frangos de corte,
poedeiras e reprodutoras;
 Vacina inativada – atua como estímulo a
vacinação prévia.

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