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UNIDADE DO

PACIENTE

Enfª Cleyne Lima


LEITO
• A altura do leito hospitalar evita distensões indevidas no
sistema músculo-esquelético do profissional da en-
fermagem.
• A cama ou berço dispõe de acessórios de segurança
grades e cabeceira removíveis e pode ser colocada em
posições diversas para auxiliar no tratamento do cliente
ou facilitar a realização de procedimentos variados
• Enfermaria: é o compartimento destinado a internação de 3 ou mais
pacientes.
• Apartamento: é o compartimento destinado a internação de 1 e/ou 2
pacientes.
• Alojamento Conjunto: Modalidade de acomodação do recém-
nascido normal em berços contíguo ao leito da mãe.
• Unidade de Terapia Intensiva: Área destinada à acomodação de
pacientes críticos, em ambientes individuais ou coletivos, conforme
grau de risco (semi-intensiva ou intensiva).
Limpeza
• Limpeza é o processo de localizar, identificar, conter,

remover e desfazer-se de forma adequada, de


substâncias indesejáveis, ou seja, poluentes, de uma
superfície ou ambiente;
• O objetivo é a remoção da sujidade visível;
• Remoção, redução ou destruição dos microrganismos
patogênicos; e controle de disseminação de
contaminação biológica
TIPOS DE
POSICIONAMENTO
TIPOS DE POSIÇÃO

1. Posição horizontal, supina decúbito dorsal

É uma posição para relaxamento conforto, usada para exame físico


Posição de Fowler:
Usada para descanso, conforto, e tratamentos do paciente. No
caso de pacientes cardíacos e pulmonares, é usada para
facilitar a respiração. Para melhor comodidade do paciente,
elevar a cabeceira da cama em um ângulo (45° ou 90°) em
relação ao nível
Observações: Há 2 variações na posição de Fowler
Semi-Fowler: elevação da cabeça e do tórax até formar um
ângulo de mais ou menos 45° em relação ao nível normal do
peito;
Posição de Fowler alta: elevação da cabeça e do tórax,
formando um ângulo de 90°.
Posição ventral
É usada para exames da coluna vertebral e da região cervical, para exames
tratamentos, para injeções IM e conforto do cliente.
Pode ser: Posição ventral de longa duração
Os braços ficam fletidos voltados para cima ou distendidos ao longo do corpo, a cabeç
voltada para o lado, sobre o travesseiro, e os pés fica fora da cama.
Posição ventral de curta duração:
A cabeça fica voltada para o lado, sem travesseiro, e as mãos pendentes, e os pés sobr
a cama.
POSIÇÃO DE SIMS, OU DECÚBITO LATERAL
O paciente pode ficar deitado sobre o lado direito ou Esquerdo, conforme a
indicação da posição.
POSIÇÃO GENU PEITORAL
Essa posição é usada para exames vaginais e retais e, também, como
exercício após o parto para fazer o útero retomar a posição normal.
POSIÇÃO GINECOLÓGICA
Essa posição é usada para exames, tratamentos e cirurgias
vaginais e retais
POSIÇÃO LITÔTOMICA
É usada para parto, operação ou exame de períneo, vagina,
bexiga e reto.
POSIÇÃO DE TREDELEMBURG

É usada para as operações da região pélvica e em


caso de choque.
POSIÇÃO ERETA
Esta posição é usada para exames de certas anormalidades
ortopédicas ou neurológicas. Também é chamada de posição
ortostática ou em pé
MUDANÇA DE DECÚBITO
Mudança de decúbito

•É bem mais eficaz o paciente receber às mãos


equipamentos encontrados em camas ortopédicas que o
ajudem a movimentar-se e receber assistência da
enfermagem.
• Assim, poderá movimentar-se com maior freqüência e
não sentirá sensação de invalidez.
Mudar a cada 2 a 3 horas tempo máximo (proceder
massagem de conforto )
OBJETIVOS
• Descomprimir a área sob proeminências ósseas;
• Prevenir fadiga;
• Ativar a circulação;
• Prevenir complicações pulmonares, lesões, upp;
• Reduzir o risco de hipoxia tissular;
• Promover conforto;
UPP / ESCARAS
Escaras de decúbito ou úlcera por
pressão
• Patogênese: são áreas localizadas de tecidos moles
infectados, produzidas pela pressão exercida sobre a
pele e os tecidos subcutâneos.
• Ocorre compressão dos pequenos vasos que nutrem a
pele e os tecidos subjacentes, resultando em isquemias
teciduais.
• Os tecidos cutâneos são destruídos, acarretando
destruição progressiva dos tecidos moles subjacentes.
Após a ruptura da pele, pode-se formar uma úlcera
dolorosa de cicatrização lenta, a qual poderá ser
infectada por streptococos, estafilococos, pseudomonas,
escheriachia coli etc. Quando ocorre infecção na lesão,
há uma secreção fétida e uma desintegração tecidual.
Isso significa uma perda de constituintes protéicos.
• Quando a úlcera está infectada, pode penetrar
profundamente na aponeurose nos músculos e nos ossos
e em múltiplos trajetos fistulosos, podendo provocar uma
infecção sistêmica por invasão hematogênica de bacilos
gram-negativos.
• A anemia produzida por hemorragia, em razão de
deficiência nutricional ou por infecção, reduz a
capacidade do corpo de carrear oxigênio, apresentando
pacientes com deficiência nutricional como a da vitamina
C e dos minerais, que são necessários para a
manutenção e o reparo do tecido.
• As pessoas com síndrome de má absorção apresentam
deficiência protéica e anemia por falha na absorção do
ácido fólico.
• Os diabéticos podem ter tecidos de má qualidade que se
lesionam facilmente devido à deficiência de vitamina C e
à produção do colágeno.
• A paralisia motora, associada à atrofia muscular, reduz o
acolchoamento entre a pele e o osso.
• A pressão constante sobre pequenas áreas produz o
colapso dos vasos sangüíneos, impedindo o fluxo do
sangue.
• O paciente com perda sensorial não terá percepção da
dor ou da pressão.
• A força de cisalhamento (pressão exercida por um
determinado ponto) causa escara.
• Outra causa da formação das escaras é o edema, que
dificulta a circulação e a nutrição do tecido, bem como a
umidade e a fricção, que irritam a pele e a tomam menos
resistente ao traumatismo.
• Alterações cutâneas nos idosos, menor produção de
secreção sebácea favorecem o aparecimento de escara.
• Sinais e sintomas
• Aparecimento de eritema cutâneo, que adquire uma cor
pálida ao receber uma certa pressão;
• Evolução da vermelhidão para uma cor azul-acinzentada,
que resulta da oclusão dos capilares cutâneos e do
enfraquecimento subcutâneo;
• Ocorrência de formação de vesículas e de ruptura da
pele, acompanhadas dos estágios iniciais de necrose;
• Se a úlcera é antiga, já cicatrizou e voltou a abrir, são
excluídos alguns dos processos de formação de uma
nova úlcera.
• Avaliação a ser feita pelo pessoal de enfermagem
• Inspecionar os locais de pressão para detectar possível
presença de eritema, exercendo pressão sobre a área e
observando por quanto tempo ele persiste, após
interromper-se a pressão;
• Palpar para a percepção da existência de calor;
• Verificar se a pele está seca, úmida ou rachada;
• Palpar o pulso periférico para avaliar o estado
circulatório;
• Observar os diagnósticos laboratoriais em relação ao
hematócrito, à hemoglobina e aos níveis séricos de
albumina.
• Causas de aparecimento de escaras
• a) Predisponentes
• Anemia;
• Avitaminose;
• Desidratação;
• Diabete;
• Edema generalizado;
• Má circulação;
• Obesidade;
• Caquexia;
• Paralisias; Pouca vitalidade; Febre alta;
Incontinência de fezes /urina.
• b) Imediatas
• Pressão (peso, longas horas na mesma posição);
• Fricção (rugas e migalhas na roupa de cama, defeitos do
colchão);
• Umidade (paciente muito tempo molhado por suor ou
urina);
• Falta de asseio;
• Aplicação imprópria de gesso ou restrições de
movimento;
• Excesso de calor ou de frio.
4. Prevenção

•A prevenção das escaras representa uma das


considerações mais importantes na assistência de
enfermagem.
• Em locais sob pressão contínua, as escaras instalam-se
rapidamente, dentro de 2 a 4 horas.
• Locais mais propícios a escaras: regiões sacra, ilíaca,
glútea ou escapular, joelhos, tornozelos, calcâneo,
orelhas, parte superior da cabeça, artelhos, regiões entre
duas superfícies (axilas, seios ou qualquer superfície que
esteja sofrendo pressão constante).
• Locais mais propícios a escaras: regiões sacra, ilíaca,
glútea ou escapular, joelhos, tornozelos, calcâneo,
orelhas, parte superior da cabeça, artelhos, regiões entre
duas superfícies (axilas, seios ou qualquer superfície que
esteja sofrendo pressão constante).
• 5. Medidas terapêuticas
• Apoios bem distribuídos em colchões de espuma tipo
caixa de ovo;
• Mudança constante de posição (de 1 em 1. Ou de 2 em 2
horas);
• Vigilância contínua;
• Proteção das proeminências ósseas. Evitando-se a
superposição dos membros:
• Abolição de qualquer pressão exagerada sobre qualquer
ponto do corpo. Zelando-se principalmente pelas
proeminências;
• Apoios bem distribuídos em colchões ou esponjas;
• Manter a cama limpa e seca e os lençóis bem esticados;
retirar imediatamente a roupa úmida;
• Utilizar sempre roupa seca, passada e macia;
• Proteger a pele com algodão nas partes onde houver contatos
com os aparelhos;
• Evitar o uso de comadres sem proteção;
• Banhos freqüentes;
• Enxugar o paciente sem esfregar;
• Em pessoas de pele seca ou normal, fazer massagem com
vaselina ou óleo mineral;
• Executar movimentos passivos dos membros: com isso haverá
uma melhor. Irrigação nas zonas afetadas e aumento de suas
resistências;
• Cuidar do estado geral do paciente, corrigindo a
hipoproteinemia e a deficiência vitamínica e combatendo a
anorexia;
• Quando necessário, administrar sangue ou plasma com
prescrição médica.

6. Tratamentos
• a) Estágio I
• A úlcera apresenta área com eritema, edema e bolha. Há
uma elevação da temperatura local, devido ao aumento
da vasodilatação. O eritema progride para uma cianose,
provocando lesão tecidual, com tendência à necrose dos
tecidos.
Tratamento
• - Lavar o local afetado com sabão e água morna;
• - enxugar sem esfregar, tocando delicadamente a pele
com pano bem macio;
• Fazer fricção leve com óleo mineral ou ácido graxo
essencial (AGE); fazer mudança de decúbito de 2 em 2
horas, conforme o estado geral do paciente;
• Se possível, sentar o paciente fora do leito.
b) Estágio II
• Surge um rompimento na pele através da epiderme ou da
derme, ocorrendo à formação de necrose dos tecidos
com edema.
• O tratamento é o mesmo do estágio I e o curativo
conforme a prescrição médica, também para os estágios
III e IV.
• Geral
• - corrigir a hipoproteinemia e a avitaminose e estimular o
paciente a aceitar a dieta;
• - antibióticos com prescrição médica.
• Local
• - Deixar em repouso a região afetada;
• - fazer a limpeza do local para que sejam eliminados todos os
tecidos necrosados. Poderá ser feito um desbridamento dessa
ferida pela enfermagem, nos casos mais simples; e nos casos
mais complicados, deverá ser feito um desbridamento
cirúrgico, pelo médico e em sala de cirurgia.
• A cicatrização é favorecida mediante a aplicação de um dos
seguintes produtos, através de curativos diários:
• Colagenase, iruxol ou fibrase (utilizar-se de um agente
desbridante enzimático local, que digere o tecido necrótico e
os exsudatos, sem danificar o tecido de granulação);
• Anotar a localização, o aspecto e as dimensões da escara;
• Dispensar cuidados especiais;
• Anotar o horário e o tratamento.

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