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INTRODUÇÃO ELEMENTOS DE AUTOMAÇÃO

Elementos de Controle Instrutora: Engª Milene O. de Sousa

Campina Grande, 09 de Fevereiro de 2018

Elementos de Automação

Elementos de Controle

Elementos de Automação Elementos de Controle • Um sistema de controle automático tem a missão de

Um sistema de controle automático tem a missão de manter a variável do processo

sob controle, ou seja, dentro de uma faixa de valores.

Para tanto, deve ser capaz de produzir um sinal de controle, que anule os eventuais desvios decorrentes de perturbações verificadas no processo.

Se esses desvios não puderem ser totalmente eliminados o que é muito difícil - , basta que ele se reduza a um valor muito pequeno, de forma que não comprometa a estabilidade do sistema.

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Elementos de Automação Elementos de Controle • Diagrama de bloco de um sistema de controle em

Diagrama de bloco de um sistema de controle em malha fechada

Elementos de Automação Elementos de Controle • Diagrama de bloco de um sistema de controle em

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Elementos de Controle

Elementos de Automação Elementos de Controle • Os sensores enviam para o controlador informações sobre o

Os sensores enviam para o controlador informações sobre o estado do processo.

O controlador compara se esse valor corresponde ao desejado (setpoint).

Caso não corresponda, ele determina o erro ou desvio e envia um sinal de comando

para o atuador fazer uma correção.

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Tipos de controlador

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controlador • Os controladores podem ser classificados de

Os controladores podem ser classificados de acordo com o tipo de energia que

utilizam para funcionar, diante disso, temos:

Controladores pneumáticos

Controladores hidráulicos

Controladores eletrônicos

Elementos de Automação

Elementos de Controle

Tipos de controlador

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controlador • Os controladores podem ser classificados de

Os controladores podem ser classificados de acordo com o tipo de energia que

utilizam para funcionar, diante disso, temos:

Controladores pneumáticos

Controladores hidráulicos

Controladores eletrônicos

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Tipos de Controlador

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de Controlador • Atualmente, a maioria dos controladores utilizados

Atualmente, a maioria dos controladores utilizados é eletrônica.

Mas há casos em que os outros tipos devem ser considerados, principalmente para a utilização em ambientes com atmosferas explosivas, nos quais a presença de eletricidade não é desejada.

Não existe um tipo melhor, existe o mais adequado à determinada situação.

Em casa caso, devem ser analisadas quais as vantagens e as desvantagens no uso de um tipo ou de outro.

Não existe uma regra geral, porque a escolha irá depender da natureza do tipo de energia disponível, das condições de segurança a ser obedecidas, do custo, da confiabilidade desejada, entre outros fatores.

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Sistema de controle pneumático

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistema de controle pneumático • Os componentes de um sistema

Os componentes de um sistema de controle totalmente pneumático podem ser

agrupados nas mesmas funções de um sistema de controle típico:

Sensor;

Controlador;

Atuador;

Elemento final de controle.

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Elementos de Controle Tipos de Controlador Componentes de um sistema pneumático

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de Controlador – Componentes de um sistema pneumático 9
Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de Controlador – Componentes de um sistema pneumático 9

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Sistemas de controle pneumático

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas de controle pneumático • Os sensores são elementos que

Os sensores são elementos que captam os sinais de entrada

e os enviam para o

controlador.

São normalmente compostos por válvulas de controle direcionais, as quais podem ser acionadas manual ou mecanicamente.

O acionamento manual é feito por um ser humano, que pressiona um botão de uma válvula direcional para iniciar, parar ou modificar o funcionamento do sistema (como em um botão de emergência).

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Sistemas de Controle Pneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas de Controle Pneumáticos • Um exemplo de acionamento mecânico

Um exemplo de acionamento mecânico pode ser a parte final da haste de um pistão

ao tocar o botão de uma válvula no momento em que atingir determinada posição.

O controlador é a parte em que está programada a lógica necessária para controlar o sistema.

No caso dos sistemas pneumáticos, costuma ser composto em um arranjo de válvulas de duas pressões (simultaneidade alternadora), que realizam as funções lógicas e (AND) e ou (OR) respectivamente e de válvula de controle direcional.

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Sistemas de Controle Pneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas de Controle Pneumáticos • Os atuadores são os elementos

Os atuadores são os elementos que recebem um sinal de comando do controlador

para atuar sobre o processo.

Normalmente eles são compostos por válvulas direcionais (5/2 vias, por exemplo).

Os elementos finais de controle são os que efetivamente entregam trabalho mecânico

ao processo, por meio do moimento de cilindros e motores.

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Sistema de controle pneumático Sistema de controle totalmente pneumático

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistema de controle pneumático – Sistema de controle totalmente pneumático
Elementos de Automação Elementos de Controle Sistema de controle pneumático – Sistema de controle totalmente pneumático

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Sistemas eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Nos sistemas totalmente pneumáticos, os sinais são

Nos sistemas totalmente pneumáticos, os sinais são mecânicos e pneumáticos.

Nos sistemas eletropneumáticos, aparecem os sinais elétricos.

Então um sistema eletropneumático é composto por sinais elétricos, mecânicos e

pneumáticos.

O que isso significa?

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Sistemas eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Isso significa que o controlador pode ser

Isso significa que o controlador pode ser eletrônico, como um CLP.

Também quer dizer que as válvulas podem ser acionadas por eletricidade as eletroválvulas, - por meio de solenoide.

Os sensores podem ser do mesmo tipo que os presentes nos pneumáticos: mecânicos

e manuais.

Mas também há a probabilidade de serem utilizados elementos que fornecem sinais elétricos, como interruptores elétricos, sensores de proximidade eletrônicos ou

manuais e sinal vindo de uma rede de comunicação industrial ou de um CLP.

Os controladores podem ser eletrônicos, baseados em lógica programável, como microcontroladores e CLPs; ou elétricos, com base na lógica fixa implementada por meio de relés e os respectivos contatos.

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Sistemas eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Os atuadores são válvulas eletropneumáticas, acionadas por

Os atuadores são válvulas eletropneumáticas, acionadas por eletricidade proveniente

de um sinal das saídas do controlador eletrônico (CLP).

Os elementos finais de controle são os mesmo dos pneumáticos: cilindros e motores.

No entanto, eles podem ter embutidos sensores eletrônicos para detecção da posição

do êmbolo (e, por consequência, da haste).

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Sistemas eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Na figura, são ilustrados esses elementos dos

Na figura, são ilustrados esses elementos dos sistemas eletropneumáticos:

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Na figura, são ilustrados esses elementos dos

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Sistemas eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Enquanto um circuito pneumático pode ser representado

Enquanto um circuito pneumático pode ser representado em um único diagrama, os eletropneumáticos são separados em dois:

Um para a parte elétrica;

Outro para a pneumática.

É importante ter isso em mente quando se trabalha com esses dois sistemas.

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Sistemas eletropneumáticos

Um exemplo de controle eletropneumático:

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Um exemplo de controle eletropneumático: • Um

Um interruptor elétrico é pressionado e envia um sinal para a entrada do CLP.

O CLP envia um sinal elétrico para uma eletroválvula, que vai fazer com que a

haste de um cilindro avance.

No final do curso da haste, há um sensor de proximidade, o qual envia um sinal para o CLP sinalizando ter detectado o final do curso.

O CLP, ao receber esse sinal, envia um novo sinal para a eletroválvula, a fim de fazer com que o cilindro recue a haste e retorne à sua posição de repouso.

Nesse caso, os sensores e os controladores são elétricos, os atuadores são

eletropneumáticos e os elementos finais de controle são pneumáticos.

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Sistemas eletropneumáticos

Vantagens dos controladores eletropneumáticos

Elementos de Automação Elementos de Controle Sistemas eletropneumáticos • Vantagens dos controladores eletropneumáticos • Como, no

Como, no controlador, a lógica de funcionamento é programável por software, é mais fácil modificar o funcionamento do circuito quando necessário.

A vida útil desse controlador é maior, porque ele apresenta menos partes móveis sujeitas a desgaste.

Ele exige menor esforço de instalação e manutenção.

Então, se a energia utilizada para produzir movimento é a pneumática, o padrão nas indústrias atuais são os sistemas eletropneumáticos.

Os sistemas totalmente pneumáticos estão limitados a casos especiais.

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Controladores eletrônicos

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Para se implementar sistemas de controle, são

Para se implementar sistemas de controle, são utilizados dispositivos como microcontroladores, CLPs e microprocessadores, entre outros.

Todos eles possuem em comum a capacidade de se comunicarem com o mundo

externo por meio de portas, as quais podem ser de entrada, de saída ou bidirecionais.

As portas de entrada costumam ser adotadas para receber sinais dos sensores, enquanto as de saída, para evitar comandos aos atuadores.

As portas bidirecionais podem ser destinadas a realizar a comunicação com outros

sistemas, como computadores e redes de comunicação industrial.

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Computadores

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Computadores • Os computadores podem ser utilizados

Os computadores podem ser utilizados como controladores.

Graças a seu poder computacional cada vez maior, à confiabilidade e à

flexibilidade que apresentam, eles estão ganhando espaço em aplicações, que antes só eram possíveis por meio de sistemas dedicados.

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Controladores eletrônicos

Microcontrolador

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Microcontrolador • Um microcontrolador é um sistema

Um microcontrolador é um sistema computacional quase completo, encapsulado em um único componente.

Normalmente contém uma Unidade Central de Processamento (UCP), memória, interface de entradas e saídas binárias e/ou analógicas e uma ou mais portas de comunicação padrão UART, SPI ou I2C.

É ideal para automação de dispositivos portáteis, porque estes consomem pouca

energia e são compactos.

A maioria dos equipamentos eletrônicos de consumo utilizados atualmente contém pelo menos um microprocessador em seu interior.

Exemplos: aparelhos de televisão, celulares, máquinas fotográficas, aparelhos de som, DVD player, etc.

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Microcontrolador

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Microcontrolador • Quando um equipamento é controlado

Quando um equipamento é controlado por um microcontrolador ele é chamado de sistema embarcado.

Os microcontroladores diferenciam-se dos microprocessadores também quanto à capacidade de processamento.

Enquanto um microprocessador pode trabalhar com frequência de alguns giga-

hertz, os microcontroladores estão limitados a dezenas de mega-hertz.

Ou seja, trabalham a uma frequência bem mais elevada quando comparados aos microprocessadores.

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Controladores Lógicos Programáveis (CLPs)

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) • Até o

Até o final da década de 1960, a automação das linhas de produção nas industriais era feita basicamente por meio de lógica fundamentada em relés, ou

seja, com base no sequenciamento e no arranjo de bobinas e relés.

Isso gerava uma dificuldade: caso a linha de produção mudasse, a nova lógica de funcionamento deveria ser feita com troca de fiação e mudança de todos os componentes físicos.

Além do alto custo desse processo, ele também era demorado, o que inviabilizava trocas frequentes.

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Controladores Lógicos Programáveis (CLPs)

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) • Com o

Com o surgimento dos minicomputadores nessa época, pensou-se em utilizá-los a fim de tornar as mudanças mais flexíveis. Daí surgiu o CLP ou PLC.

O termo “controlador lógico programável” deve-se ao fato de ele ter sido projetado para executar a lógica binária até então implementada por meio de relés.

Atualmente o nome mais adequado seria Controlador Programável (CP), já que

ele não está mais limitado a realizar operações lógicas.

Os CLPs modernos possuem um grande poder de processamento e são capazes de controlar sistemas analógicos e digitais, bem como outras funções.

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Controladores Lógicos Programáveis (CLPs)

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) • A definição

A definição de CLP mudou com o passar do tempo, atualmente a Associação Brasileira de Normas Técnicas o define como “um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais.

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Controladores eletrônicos

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • A figura mostra um esquema simplificado de

A figura mostra um esquema simplificado de um sistema de controle, em malha fechada típico.

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • A figura mostra um esquema simplificado de

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Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • O CLP tem o objetivo de fazer

O CLP tem o objetivo de fazer com que o processo permaneça funcionando como desejado.

Tendo em vista que o objetivo é controlar um processo, as informações sobre este são

enviadas pelos sensores, os quais estão ligados aos módulos de entrada do CLP, o qual

lê os valores dessas entradas periodicamente e os utiliza para tomar as decisões de ligar ou não as saídas.

A lógica para decidir é armazenada na memória, sob a forma

de um conjunto de

instruções (programa).

Nos módulos de saída, estão ligados os atuadores, elementos responsáveis por modificar alguma variável do processo, ou seja, o CLP controla o processo por meio dos sinais dos sensores e dos atuadores.

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Elementos de Controle Controladores eletrônicos Arquitetura do CLP

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos – Arquitetura do CLP 30
Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos – Arquitetura do CLP 30

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Controladores eletrônicos

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Na figura são mostrados os principais blocos

Na figura são mostrados os principais blocos funcionais de um CLP: entradas, saídas, CPU e programas.

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Na figura são mostrados os principais blocos

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Controladores eletrônicos

Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • CPU (Unidade Central de Processamento): são sistemas

CPU (Unidade Central de Processamento): são sistemas micro processados equivalentes à placa-mãe dos computadores de mesa. São responsáveis por executar um programa armazenado na memória e tomar as ações necessárias.

Interfaces de entrada/saída (I/O): a troca de informações entre o equipamento e o

PLC se dá por meio de dispositivos de entrada e saída; os principais dispositivos são:

Entradas analógicas: interfaces de comunicação que podem receber sinais de sensores de pressão, temperatura, indicadores de posição, etc. normalmente

utilizam um conversor analógico-digital, a fim de converter o sinal analógico

vindo do sensor em um sinal digital, mais adequado para utilização dos sistemas computacionais.

Entradas digitais: interfaces de comunicação que podem receber sinais de sensores cujos elementos tenham somente dois estados: botões, pressostatos e

termostatos, chaves de nível e de fim de curso, etc.

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Elementos de Automação Elementos de Controle Controladores eletrônicos • Saídas analógicas: a CPU processa os sinais

Saídas analógicas: a CPU processa os sinais no formato digital; para que os atuadores possam receber o sinal analógico desejado, deve haver uma conversão digital para analógico. Esses sinais será usados para acionar válvulas finais de controle, servomotores, posicionamentos, etc.

Saídas digitas: similares às entradas digitais, acionam elementos que funcionam a dois estados, como contatores, válvulas solenoide, lâmpadas, etc.

Software: local em que ficam armazenadas as instruções de funcionamento do

controlador. Ele deve agir de acordo com as diversas situações.

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Tipos de controladores e sinais

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Os controladores podem ser

Os controladores podem ser classificados de acordo com o tipo de sinal que manipulam, ou seja, podem ser analógico, digital ou binário.

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Os controladores podem ser

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Tipos de controladores e sinais

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Embora didaticamente tenhamos separado

Embora didaticamente tenhamos separado os controladores e três tipos distintos, a maioria dos equipamentos controladores atuais, como o controlador lógico programável (CLP), possui recursos para processar os três tipos de sinais.

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Tipos de controladores e sinais

Tipos de controle binário

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Tipos de controle binário

Em relação ao controle binário, podemos classifica-lo em lógico e sequencial.

Controle lógico

Utiliza a lógica binária para operar. É também chamado de controle combinacional ou discreto, o que significa individual ou distinto.

Em engenharia, uma variável discreta é aquela que só pode receber

determinados valores.

Uma variável binária é um caso particular de variável discreta, pois apenas são possíveis dois valores. Assim, qualquer um dos elementos

de um sistema de controle binário só vai ser encontrado em um de dois

estados complementares. Pode ser ligado/desligado, aberto/fechado, aceso/apagado, ativo/inativo, etc.

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Tipos de controladores e sinais

Controle lógico (continuação)

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Controle lógico (continuação) •

Se, por exemplo, uma válvula de fluxo tem sua abertura controlada por um sistema discreto binário, ela só pode ser encontrada totalmente aberta ou

totalmente fechada, sem nenhum estado intermediário.

Das mesma forma, se um motor é controlado por um sistema de controle binário discreto, ele só pode estar desligado (parado) ou ligado (girando na velocidade nominal), sem outra possibilidade de controle de velocidade.

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Tipos de controladores e sinais

Controle lógico (continuação)

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Controle lógico (continuação) •

Outro exemplo é um sistema de controle de iluminação pública.

 

Ao final da tarde, à medida quem o sol se põe e começa a ficar escuro, o sistema

possui um sensor de luz, que envia um sinal para o controlador, indicando que o nível de luz caiu abaixo de um valor limite.

O controlador recebe o sinal e envia um comando ao atuador para ligar a

iluminação elétrica pública.

 

Pela manhã, quando o sol nasce, o sensor começa a receber luz; quando a luz é superior a determinado valor, o sensor envia um sinal ao controlador, informando tal condição.

O controlador, iluminação.

por sua

vez, envia um comando

para o atuador desligar

a

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Tipos de controladores e sinais

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais 39
Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais 39

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Tipos de controladores e sinais

Controle sequencial

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Controle sequencial • As

As operações ocorrem em ordem sequencial, uma após a outra.

Uma das características desse tipo de controle é que a saída é uma função dos

sinais presentes nas entradas e do estado atual.

A próxima etapa só ocorre se certas condições forem obedecidas.

Uma furadeira automática é controlada por um controlador sequencial. O

primeiro passo é detectar se uma peça está na posição correta. Caso esteja e receba um comando do operador, deverá ligar o motor da broca e descer até determinada posição, o conjunto da broca é elevado até assumir a posição de repouso, quando então o motor da broca é desligado.

As operações ocorrem em uma sequencia predeterminada e que certas condições devem existir previamente para que a próxima etapa ocorra.

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Tipos de controladores e sinais

Controle digital

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Controle digital • Esse

Esse tipo de controla é predominante nos modernos sistemas de controle baseados em processamento distribuído.

Basicamente são utilizadas as redes de comunicação industrial, que permitem que sensores, controladores e atuadores se comuniquem digitalmente.

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Tipos de controladores e sinais

Controle analógico

Elementos de Automação Elementos de Controle Tipos de controladores e sinais • Controle analógico • É

É o utilizado para controle de processos contínuos, especialmente aqueles que visam manter determinada variável do sistema dentro de uma faixa de valores.

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Vamos recapitular

Elementos de Automação Elementos de Controle Vamos recapitular • Vimos que os controladores são os elementos

Vimos que os controladores são os elementos responsáveis por decidir se determinada ação deve ou não ser realizada.

Aprendemos que os controladores podem ser classificados, de acordo com a energia

que utilizam para funcionar, em eletrônicos, pneumáticos e elétricos.

Vimos que os CLPs são os controladores mais utilizados atualmente e que os controladores podem ser binários, digitais e analógicos.

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Agora é com você!

Elementos de Automação Elementos de Controle Agora é com você! • 1) Qual a diferença entre

1) Qual a diferença entre um sistema pneumático e um eletropneumático?

2) Cite uma vantagem do sistema de controle pneumático.

3) O controlador de um sistema eletropneumático só pode ser o CLP. Isso é verdadeiro ou falso? Por quê?

4) Quais são os elementos básicos de um sistema de controle genérico?

5) Os computadores podem ser utilizados para controlar um sistema? Em caso afirmativo, dê um exemplo.

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Campina Grande, 09 de Fevereiro de 2018

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Objetivo

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Objetivo • Apresentar os elementos comuns à maioria dos

Apresentar os elementos comuns à maioria dos sensores de proximidade.

Os termos utilizados são aceitos pelo mercado e padronizados por organismos normativos internacionais.

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O que é um sensor?

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores O que é um sensor? • Os cinco sentidos

Os cinco sentidos humanos: paladar, tato, audição, olfato e visão, talvez sejam os melhores exemplos para se entender os sensores e duas funções.

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores O que é um sensor? • Os cinco sentidos

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O que é um sensor?

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores O que é um sensor? • Só podemos interagir

Só podemos interagir com o mundo ao nosso redor se formos capazes de percebê-lo, de senti-lo.

Os nossos sentidos transmitem continuamente ao cérebro informações sobre o quê

está acontecendo a nossa volta.

Dependendo do que é percebido, o cérebro comanda as ações a serem tomadas.

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O que é um sensor?

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores O que é um sensor? • O nosso corpo

O nosso corpo é um controlador completo.

Possuímos sensores (visão, tato, etc.), controlador (cérebro) e atuadores (músculos, mãos, braços, pernas e pés).

Podemos fazer uma primeira definição dizendo que os sensores são os responsáveis por traduzir sinais, vindos dos fenômenos físicos em informações compreensíveis para o controlador do processo.

Nesse sentido, os sensores industriais têm a mesma função: enviar dados ao processo

para o controlador, ou seja, sempre que se deseje detectar a presença ou a posição de objetos, temperatura, vazão e pressão de um líquido, bem como qualquer outra grandeza física que seja importante, os sensores são utilizados.

Podemos fazer uma analogia, dizendo que os sensores são essenciais para o bom funcionamento de qualquer sistema de controle, na mesma proporção que os nossos cinco sentidos são importante para nós.

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Simbologia

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Simbologia • O símbolo internacional para os sensores de

O símbolo internacional para os sensores de proximidade é mostrado na figura.

• O símbolo internacional para os sensores de proximidade é mostrado na figura. • Normalmente, esses

Normalmente, esses símbolo vem junto a outro, que indica o tipo do sensor (indutivo, capacitivo, etc).

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Sensores discretos

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Sensores discretos • Os sensores discretos possuem uma saída

Os sensores discretos possuem uma saída binária, ou seja, cuja saída estará em um de dois estados distintos, como ligado (on) ou desligado (off), ou na presença ou não de determinada grandeza elétrica.

Basicamente, são utilizados para monitorar se determinado evento ocorreu ou não.

Os sensores de proximidade são uma categoria importante de sensores discretos.

Eles respondem à seguinte pergunta: o objeto está lá?

As duas respostas possíveis são: sim ou não.

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Sensores analógicos

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Sensores analógicos • Quando se utiliza um sensor de

Quando se utiliza um sensor de proximidade, há casos em que não é suficiente saber se o objeto está lá, mas a que distância se encontra.

Nesses casos, a saída é um sinal proporcional à sua posição na faixa de detecção.

Os sensores analógicos são o tipo de sensor mais comum em processos contínuos, porque normalmente queremos saber qual é o valor da pressão de um fluido na tubulação, a que temperatura está, qual é o nível de um tanque de matéria-prima e assim por diante.

Mas isso não significa que também não possam ser usados sensores binários para monitorar essas variáveis.

Um termostato é um sensor binário discreto, que sinaliza se a temperatura está acima

ou abaixo de determinado valor. Assim também é o pressostato, que informa se a

pressão está acima ou abaixo de certo valor.

Em geral, os statos(Termostato, pressostato, etc.) são sensores binários.

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Tecnologias com e sem contato

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Tecnologias com e sem contato • Outra forma de

Outra forma de classificar os sensores é os dividir em duas categorias: com e sem contato.

Sensores com contato

São dispositivos eletromecânicos que detectam mudanças, por meio de contato físico direto com o objeto alvo; geralmente não requerem alimentação própria, são simples de instalar e manter.

Os sensores mas comuns desses tipos são as chaves de fim de curso, usadas quando o objeto alvo pode ter contato físico, e as chaves de segurança, utilizadas para proteções de máquinas, pessoas e paradas de emergência.

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Tecnologias com e sem contato

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Tecnologias com e sem contato • Outra forma de

Outra forma de classificar os sensores é os dividir em duas categorias: com e sem contato.

Sensores sem contato

São dispositivos eletrônicos, que criam um campo ou feixe de energia ao seu redor e reagem a distúrbios nesse campo. Portanto, para funcionar, não precisam de contato físico, somente a aproximação é suficiente.

Sensores fotoelétricos, indutivos, capacitivos e ultrassônicos são as

tecnologias sem contato.

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Tecnologias com e sem contato

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Tecnologias com e sem contato • No dia a

No dia a dia de uma indústria, é comum a existência de diversos tipos de sensores. Por exemplo, uma máquina para estampar peças precisa saber se uma peça está na posição correta para, só depois, baixas a prensa.

Pode ser usado um sensor de contato para indicar se a peça está na posição correta e

um sem contato para indicar que a prensa chegou à sua posição final.

Outro sensor pode ser utilizado para contagem das peças que foram produzidas e assim por diante.

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Características/especificações do sensor

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • É importante entender os termos

É importante entender os termos técnicos comumente associados à tecnologia, para que seja possível especificar sensores.

Ainda que os termos variem, dependendo do fabricante, alguns conceitos são

globalmente compreendidos e aceitos por todos.

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Características/especificações do sensor

Distância sensora

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Distância sensora • Ao colocar

Ao colocar um sensor em uma aplicação, a distância sensora nominal e a distância sensora efetiva devem ser avaliadas.

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Características/especificações do sensor

Distância sensora

Distância sensora nominal

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Distância sensora • Distância sensora

É a distância de operação nominal para a qual um sensor é projetado.

Essa especificação é feita, usando-se um critério padronizado, que considera as médias estáticas das medidas.

A

figura

mostra

a

distância

sensora nominal de determinado sensor

capacitivo.

 
Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Distância sensora • Distância sensora

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Elementos Comuns aos Sensores

Características/especificações do sensor

Distância sensora

Distância sensora efetiva

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Distância sensora • Distância sensora

A distância sensora

efetiva é

a distância sensora real obtida

em uma

aplicação instalada.

Ela é qualquer ponto entra a distância sensora nominal ideal e o pior caso de distância sensora.

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Elementos Comuns aos Sensores

Características/especificações do sensor

Histerese

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Histerese • É um curso

É um curso diferencial, é a diferença entre dois pontos de operação (ligado) e liberação (desligado), considerando a direção do alvo, conforme a figura.

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Histerese • É um curso

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Elementos Comuns aos Sensores

Características/especificações do sensor

Histerese

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Histerese • Esses valores são

Esses valores são diferentes sensora.

se

o

alvo se distancia

ou

se aproxima

da face

Isso é expresso como uma porcentagem da distância sensora.

 

A histerese

é

um efeito desejado, porque, sem ela, a saída

de

um sensor de

proximidade

ligaria

e

desligaria

continuamente,

gerando

uma oscilação

indesejada.

Essa distância normalmente pode ser ajustada por meio de um circuito adicional.

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Características/especificações do sensor

Repetibilidade

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Repetibilidade • É a capacidade

É a capacidade de o sensor detectar o mesmo objeto sempre à mesma distância.

Expresso como um percentual da distância sensora nominal, esse valor depende

da temperatura ambiente e da tensão da fonte.

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Repetibilidade • É a capacidade

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Características/especificações do sensor

Frequência de comutação

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Frequência de comutação • Frequência

Frequência de comutação é o número de operações de comutação por segundo, alcançável sob condições padronizadas.

Em termos gerais, é a velocidade relativa do sensor, conforme a figura:

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Frequência de comutação • Frequência

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Tempo de resposta

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Características/especificações do sensor • Tempo de resposta • É

É o tempo decorrido entre a detecção de um alvo e a mudança do estado do dispositivo de saída (ligado para desligado ou desligado para ligado).

É também o tempo que o dispositivo de saída leva para mudar de estado, uma vez que o alvo não é mais detectado pelo sensor.

O tempo de resposta requerido para uma aplicação em particular é uma função

do tamanho do alvo e a velocidade pela qual ele passa pelo sensor.

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Elementos Comuns aos Sensores

Padrões

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Padrões • Vários órgãos normativos emitiram padrões para os

Vários órgãos normativos emitiram padrões para os sensores de presença, entre eles:

CENELEC - Comitê Europeu para Padronização Eletrotécnica

NEMA Associação Nacional dos Fabricantes de Materiais Elétricos

IEC Comissão Eletrotécnica Internacional

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Padrões

Elementos de Automação Elementos Comuns aos Sensores Padrões • Vários órgãos normativos emitiram padrões para os

Vários órgãos normativos emitiram padrões para os sensores de presença, entre eles:

CENELEC - Comitê Europeu para Padronização Eletrotécnica

NEMA Associação Nacional dos Fabricantes de Materiais Elétricos

IEC Comissão Eletrotécnica Internacional

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Contato: mileneosousa@gmail.com

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