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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS – SCH


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA

PROGRAMA DE DISCIPLINA
Código HCP023 Carga Horária
Disciplina Instituições Políticas Brasileiras Teóricas Práticas Estágio Total
60 0 0 60
Ementa Pré-Requisito Introdução à Política
Curso Ciências Sociais
DOCENTE(S)
Professor(a) ADRIANO CODATO
Monitor
VALIDADE
Validade 2018/1° Horário TERÇA-FEIRA 7:30-12:30
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Objetivo
O objetivo do curso é treinar os estudantes em coleta, revisão, categorização e análise estatística de bancos de dados
sobre a política nacional. O curso é eminentemente prático, funcionando como um laboratório ao mesmo tempo de
Programa
tratamento de dados e de métodos científicos. Serão priorizados bancos de dados sobre a elite burocrática do Estado
no nível nacional e grupos de decisores semelhantes de outros países, a fim de construir uma plataforma para
pesquisas comparadas. Diretores e presidentes de bancos e firmas estatais, gestores públicos, burocratas de alto
nível, presidentes de Banco Central, agências reguladoras, etc. são o foco do exercício. Também podemos
contemplar a burocracia de “segundo escalão”, aquela nomeada pelos partidos quando esses conquistam um
ministério e a alta burocracia do Judiciário, MP etc. Esta disciplina continua a do semestre passado, que funcionou
como base teórica para as discussões metodológicas e para o trabalho empírico a ser realizado agora. Contudo, ter
cursado “Teoria das Elites e da Classe Política” NÃO É UM PRÉ-REQUISITO FORMAL para cursar HCP023. Outro
objetivo do curso é tornar os bancos de dados disponíveis em plataformas de acesso aberto, como Consórcio de
Informações Sociais - Anpocs, Harvard Dataverse e figshare. Excepcionalmente poderemos trabalhar, a título de
exemplo, com bancos já existentes.
Calendário As aulas começam em 6 de março. Esta disciplina está vinculada ao evento Simpósio internacional “Ministros e
ministérios: tecnocracia e política” de 26 a 28 de março de 2018 na UFPR. PROGRAMA:
http://www.cienciapolitica.ufpr.br/decp/2017/12/19/simposio-internacional-ministros-e-ministerios-tecnocracia-
e-politica/
Portanto, a presença no Simpósio é obrigatória e será certificada.
Atividades
Escolha da população
Fontes dos dados
Coleta de dados
Revisão dos dados
Categorizações dos dados a partir de problemas de teoria
Exercícios com testes estatísticos
Análise e discussão de dados
Bibliografia MARÇO
Básica 6 – Apresentação do curso (1)
13 – A pesquisa com dados empíricos em Ciência Política (2)

✓ Kellstedt, P.M. & Whitten, G.D., 2015. Fundamentos da pesquisa em Ciência Política, São Paulo: Blucher,
cap. 1: O estudo científico da política, pp. 27-48.

20 – Repositórios de bancos de dados: CIS-Anpocs, Figshare, Dataverse. O que são e como funcionam (3)
✓ King, Gary. 2015. « Replicação, replicação ». Revista Eletrônica de Ciência Política, vol. 6, no 2, p. 382-401.
<https://doi.org/10.5380/recp.v6i2.44206>.
✓ Rocha, Enivaldo Carvalho da, Ranulfo Paranhos, Dalson Britto Figueiredo-Filho et Erinaldo Ferreira do
Carmo. 2013. « A importância da replicabilidade na Ciência Política: o caso do SIGOBr ». Política Hoje, vol.
22, no 2, p. 213-229.
27 – Simpósio Internacional: Ministros e ministérios: tecnocracia e política (4) http://bit.ly/2F0LMfw

ABRIL
3 – Aula prática: banco de dados: problema de pesquisa, conceitos teóricos, escolha das variáveis, fontes, coleta de
dados, “conceitos operacionais”, categorização, indicadores empíricos e livro de códigos (5)
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10 – Aula prática: construindo a sua base de dados (6)


✓ Simmons, Roberta G. 1976. Princípios básicos para leitura de tabelas. In: Morris Rosenberg. A lógica da
análise do levantamento de dados. São Paulo: Cultrix; Editora da Universidade de São Paulo, pp. 273-280.

✓ Davis, James A. 1976. Levantamento de dados em sociologia: uma análise estatística elementar. Coll.
« Biblioteca de ciências sociais ». Rio de Janeiro : Zahar, Cap. 1: Variáveis, pp. 22-50.

17 – Pesquisa aplicada (background educacional): tabelas de dupla entrada, frequências, qui-quadrado e razão de
chance (7)
✓ Schneider, Ben Ross. 1995. « A conexão da carreira: uma análise comparativa de preferências e
insulamento burocrático ». Revista Serviço Público, vol. 119, no 1, p. 9-43.
<https://doi.org/10.21874/rsp.v46i1.726>.
✓ Codato, Adriano, Marco Cavalieri, Renato Perissinotto et Eric Gil Dantas. 2016. « Economic mainstream
and power: a profile analysis of Central Bank directors during PSDB and PT governments in Brazil ». Nova
Economia, vol. 26, no 3, p. 687-720. <https://doi.org/10.1590/0103-6351/2845>.
✓ D’Araujo, Maria Celina et Camila Lameirão. 2009. « Social Scientists and Public Administration in the Lula
da Silva Government ». Brazilian Political Science Review, vol. 3, no 1, p. 11-39. (leitura complementar)
✓ Cervi, Emerson U. 2014. Análise de dados categóricos em Ciência Política: uso de testes estatísticos em
tabelas de contingência com fontes secundárias de dados. Curitiba: Programa de Pós-Graduação em
Ciência Política, 98 p. (leitura complementar)
✓ Dancey, Christine et John Reidy. 2013. Estatística sem Matemática para Psicologia, 5e éd. Porto Alegre :
Penso, cap. 9: Medidas de associação (pp. 269-300) (leitura complementar)

24 – Pesquisa aplicada (sobrevivência ministerial): Kaplan–Meier methods, log rank test and Cox’s proportional
hazards model (8)

✓ Lins, Rodrigo, Dalson Figueiredo Filho et Enivaldo Rocha. 2017. « Não temos tempo a perder: uma
introdução à análise de sobrevivência ». Política Hoje, vol. 26, no 1, p. 279-298. http://bit.ly/2BWEF59
✓ Gené, M., Perissinotto, R. & Codato, A., 2017. Recrutamento ministerial em regimes presidenciais: Brasil
e Argentina pós-redemocratização. In 9o Congreso Latinoamericano de Ciencia Política. Montevidéu,
Uruguai: Asociación Latinoamericana de Ciencia Política (ALACIP), pp. 1–22. http://bit.ly/2lUlORV
✓ Lopez, Felix, Maurício Bugarin et Karina Bugarin. 2014. « Rotatividade nos cargos de confiança da
administração federal brasileira (1999-2013) ». Revista do Serviço Público, vol. 65, no 4, p. 439-461.
(leitura complementar)
✓ Bouzidi, Btissam, Robert Gary-Bobo, Thierry Kamionka et Ana Prieto. 2010. « Le pantouflage des
énarques : une première analyse statistique ». Revue française d’économie, vol. 25, no 3, p. 115-146.
<https://doi.org/10.3917/rfe.103.0115>. (leitura complementar)

MAIO
1 – feriado
8 – Pesquisa aplicada (revolving doors/pantouflage): regressão logística (9)
✓ Maillet, Antoine, Bastián González-Bustamante et Alejandro Olivares L. 2016. ¿Puerta giratoria? Análisis
de la circulación público-privada en Chile (2000-2014). 7. Santiago, Chile : Programa de las Naciones
Unidas para el Desarrollo (PNUD).
✓ Barbetta, Pedro Alberto. 2014. Estatística aplicada às Ciências Sociais, 9e éd. Florianópolis : Editora da
UFSC, cap. 13: Correlação e regressão, 13.6: Introdução à regressão múltipla (pp. 283-288).
✓ Field, Andy. 2015. Descobrindo a Estatística Usando o SPSS, 2e éd. Porto Alegre : Artmed, cap. 6:
Regressão logística (pp. 221-264).
✓ Dancey, Christine et John Reidy. 2013. Estatística sem Matemática para Psicologia, 5e éd. Porto Alegre :
Penso, cap. 12: Análise de regressão, item 12.2: Regressão múltipla (pp. 407-417) (leitura complementar)
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15 – PRIMEIRA AVALIAÇÃO: APRESENTAÇÃO DO BANCO DE DADOS (10)

22 – Aula prática: construindo índices e escalas (11)


✓ Babbie, Earl. 2005. Métodos de pesquisa em survey. Belo Horizonte: Editora UFMG. Capítulo 8:
Construção de índices e escalas, pp. 213-244

✓ Benson, Oliver. 1974. « Indices y escalas: El espectro político arroja nueva luz ». In El laboratorio de
ciencia política, p. 178-200. Buenos Aires : Amorrortu.

29 – Pesquisa aplicada (tipos de decisores estatais): redução de dimensões, análise de correspondência, tipologias
empíricas (12)
✓ Becker, Howard S. Tabelas de verdade, combinações e tipos. In: Segredos e truques da pesquisa. Rio de
Janeiro: Zahar, pp. 209-232. 2007.
✓ Cantu, Rodrigo. 2009. « Uma abordagem das elites da burocracia econômica como espaço social ». In I
Seminário Nacional Sociologia & Política. (2009), p. 1-20. Programa de Pós-Graduação em Ciência
Política; Programa de Pós-Graduação em Sociologia.
✓ Pereira, Júlio Cesar R. 2004. Análise de dados qualitativos: estratégias metodológicas para as Ciências da
Saúde, Humanas e Sociais. São Paulo: Edusp. Capítulo 5: Princípios gerais de análise multivariada, pp.
101-151.
JUNHO
5 – Pesquisa aplicada (tipologia das motivações e dos indivíduos): experience score (13)

✓ Adolph, Christopher. 2013. Bankers, Bureaucrates, and Central Bank Politics: the Myth of Neutrality. New
York : Cambridge University Press, cap. 1: Agents, institutions, and the political economy of performance
(pp. 1-26); e cap. 3: Central banker careers and inflation in industrial democracies (pp. 70-80 (trecho)).

12 – Pesquisa aplicada (medindo a autonomia da burocracia): operacionalizando conceitos teóricos (14)

✓ Dargent, Eduardo. 2015. Technocracy and Democracy in Latin America. The Experts Running Government.
New York : Cambridge University Press. Introduction: Technocracy under Democracy (pp. 1-18); e cap. 3:
A Theory of Technocratic Autonomy (pp. 35-64).

19 – Seminário coletivo: apresentação dos bancos de dados (variáveis, categorizações, índices e comentário) (15)

26 – SEGUNDA AVALIAÇÃO: entrega do trabalho final (banco de dados, livro de códigos e comentário)

Bibliografia VER ACIMA


Complementar

Recursos
http://www.centralbanknews.info/p/central-bank-governors.html
eletrônicos de
pesquisa https://www.bis.org/cbanks.htm
https://hbr.org/2017/05/assessment-do-you-know-how-bureaucratic-your-organization-is
Teodoro, Manuel P. (Texas A&M University). (2016). Replication Data for: Contingent Technocracy: Bureaucratic
independence in developing countries [Data set]. Harvard Dataverse. https://doi.org/10.7910/dvn/xzusnt
Dahlström, C., & Holmgren, M. (2017). Replication Data for: The Political Dynamics of Bureaucratic Turnover. Harvard
Dataverse. http://doi.org/doi/10.7910/DVN/JOSCG1
Bradley, K. (2016). Replication Data for: Who Lobbies the Lobbyists? State Medicaid Bureaucrats’ Engagement in the
Legislative Process. Harvard Dataverse. http://doi.org/doi/10.7910/DVN/N61EAI

Repositórios de bancos de dados:


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS – SCH
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA

https://figshare.com/
http://www.nadd.prp.usp.br/cis/index.aspx
https://dataverse.harvard.edu/
http://info.worldbank.org/governance/wgi/index.aspx#home
https://perg-tamu.com/documents/2016/12/index2.html (Representative Bureaucracy DB)

Formas de 1) Avaliação da coleta de banco de dados (50%)


Avaliação
2) Avaliação sobre os testes estatísticos a partir do banco de dados (50%)