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SEMÂNTICA é o estudo da significação das palavras.

Ao tratar da significação num dado


momento, a semântica busca ressaltar dois pontos:

1º. A existência dos planos denotativo e conotativo da linguagem:

DENOTAÇÃO – sentido real

CONOTAÇÃO – sentido figurado

2º. As relações existentes entre o significante e o significado.

Nesse sentido, é importante que retomemos a clássica lição saussuriana, segundo a qual o
signo é resultado de soma de suas faces distintas e inseparáveis: o significante, que
corresponde ao aspecto material (fônico ou gráfico), e o significado, que corresponde às
imagens mentais evocadas pelo signo.

Dito isso, lembro aqui que este site tem uma proposta sobretudo didática e que, em nome
dessa proposta, com o intuito de facilitar a compreensão do estudante não especializado e do
público de modo geral, usarei o termo “palavra” no lugar de “significante”.

Sublinho, no entanto, que não se trata, rigorosamente, de termos equivalentes, sendo a


palavra (signo linguístico) o resultado da união de significante e significado, metaforicamente,
corpo e alma…

Essas relações semânticas voltadas à relação entre o significante (“palavra material”) e o


significado são chamadas de aspectos semânticos, dentre os quais se destacam:

POLISSEMIA: é a propriedade que a palavra tem de assumir vários significados num contexto.
Tais significados guardam entre si um traço comum.

HOMONÍMIA: é o emprego de palavras iguais com significados diferentes. As palavras


homônimas classificam-se em:
a) homófonas: apresentam igualdade sonora, mas na escrita (como no significado) se
diferenciam. Ex.: concerto / conserto

b) homógrafas: apresentam igualdade gráfica, mas na pronúncia (como no significado) se


diferenciam. Ex.: almoço (substantivo) / almoço (forma verbal)

c) perfeitas: são iguais tanto no campo sonoro quanto no campo gráfico. Ex.: são (verbo “ser”)
/ são (sadio) / são (santo)

SINONÍMIA: é o emprego de palavras diferentes com significados iguais. Cabe ressaltar que a
sinonímia perfeita não existe, uma vez que duas ou mais palavras não podem ser
rigorosamente iguais no plano do significado. Ex.: matar / assassinar

ANTONÍMIA: é o emprego de palavras diferentes com significados opostos. Ex.: alegria /


tristeza

PARONÍMIA: é o emprego de palavras parecidas com significados diferentes. Ex.: retificar /


ratificar

Há, ainda, uma outra relação semântica, muito presente nos estudos sobre a coesão textual,
que é a HIPERONÍMIA / HIPONÍMIA. Nessa relação os HIPERÔNIMOS são palavras que, no
contexto, têm, em relação à outra (HIPÔNIMO), um sentido mais genérico. Assim, o HIPÔNIMO
corresponde à palavra cujo sentido é mais específico e o HIPERÔNIMO corresponde à palavra
de sentido mais abrangente.

Ex.: Subi na amendoeira e sé desci da árvore quando anoiteceu.

amendoeira = HIPÔNIMO

árvore = HIPERÔNIMO

Outra relação semântica existente é a meronímia/holonímia. Trata-se de uma relação


semântica em que um elemento (merônimo) designa a parte e o outro elemento (holônimo)
designa o todo. Assim, na relação “casa/parede”, casa é um holônimo e parede é um
merônimo; na relação “rosto/nariz”, rosto é um holônimo e nariz é um merônimo.