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Normas de qualidade da água

A água purificada é usada em todas as indústrias e em organizações de base científica. Por isso, foram
estabelecidas normas de qualidade da água para tipos de aplicação gerais pelas autoridades encarregadas
da normalização a nível internacional e nacional:

• A Organização Internacional de Normalização (ISO)

• A Associação Americana para Ensaios e Materiais (ASTM)


Outras organizações representativas especificaram critérios relevantes para os seus domínios específicos.
São proeminentes entre estas:

• A Comissão Nacional para a Normalização de Laboratórios Clínicos (NCCLS)

• A Farmacopeia

Especificação da Organização Internacional de Normalização


relativa à água para uso laboratorial ISO 3696: 1987

Esta norma abrange três graus de água conforme a seguir especificado:

Grau 1

Essencialmente isenta de contaminantes dissolvidos ou coloidais iónicos e orgânicos. É adequada para os


requisitos analíticos mais estritos, incluindo os requisitos da cromatografia líquida de alta pressão (HPLC).
Deve ser produzida por tratamento adicional de água de grau 2, por exemplo, por osmose inversa ou
permuta iónica seguida de filtragem através de um filtro de membrana de poros de 0,2µm de diâmetro
para remover material particulado ou redestilação por um aparelho de sílica fundida.

Grau 2

Muito baixo teor de contaminantes inorgânicos, orgânicos ou coloidais, e adequada para fins analíticos
sensíveis, incluindo a espectrometria de absorção atómica (AAS) e a determinação de constituintes em
quantidades vestigiais. Pode ser produzida por destilação múltipla, permuta iónica ou osmose inversa
seguida de destilação.

Grau 3

Adequada para a maior parte do trabalho laboratorial de química húmida e de preparação de soluções
reagentes. Pode ser produzida por destilação simples, por permuta iónica, ou por osmose inversa. Excepto
quando exista especificação em contrário, deve ser usada para trabalho analítico normal.

Especificação da Organização Internacional de Normalização


relativa à água para uso laboratorial ISO 3696: 1987

Parâmetro Grau 1 Grau 2 Grau 3


Valor pH a 25ºC gama inclusiva N/A N/A 5,0 a 7,5
Condutividade eléctrica µS/cm 25ºC, máx. 0,1 1,0 5,0
Matéria oxidável Teor de oxigénio (O2) mg/L máx. N/A 0,08 0,4
Absorvência a 254 nm e 1 cm de comprimento do trajecto Não
0,001 0,01
óptico, unidades de absorvência, máx. especificado
Resíduo após evaporação quando aquecida a 110ºC
N/A 1 2
mg/kg, máx.
Não
Teor de sílica (SiO2) mg/L, máx. 0,01 0,02
especificado

Associação Americana para Ensaios e Materiais (ASTM)


Especificação da Norma D1193-91
Para Água de Grau Reagente

Esta especificação abrange os requisitos relativos à água adequada para utilização em métodos de análise
química e ensaio físico, sendo a selecção de um dos diversos graus determinada pelo método ou pelo
investigador.

Tipo
Tipo I* Tipo II ** Tipo IV
III***
Condutividade eléctrica máx (µS/cm a 25ºC) 0,056 1,0 0,25 5,0
Resistividade eléctrica
18,0 1,0 4,0 0,2
Mín. (MΩ-cm @ 25ºC)
pH @ 25ºC - - - 5,0 - 8,0
TOC máx. (µ g/L) 100 50 200 Sem limite
Sódio, máx (µg/L) 1 5 10 50
Sílica, máx. (µg/L) 3 3 500 Sem limite
Cloro, máx. (µg/L) 1 5 10 50
Legenda:

*Requer o uso de um filtro com membrana de 0,2µm


** Preparada por destilação
*** Requer o uso de um filtro com membrana de 0,45µm

Quando haja necessidade de controlar os níveis bacterianos, os tipos de grau reagente devem ser ainda
classificados como se segue:

Tipo A Tipo B Tipo C


Contagem total de bactérias, máx CFU/100 ml 1 10 1000
Endotoxinas, máx. UI/ml 0,03 0,25 -

Comissão Nacional para a Normalização de Laboratórios Clínicos (NCCLS)


(1988)

Tipo I Tipo II Tipo III


Bactérias (CFU/ml) < 10 < 1000 NA
pH NA NA 5,0 - 8,0
Resistividade (MΩ-cm @ 25ºC) > 10* >1 > 0.1
SiO2 mg/L < 0,05 < 0,1 <1
Total de Sólidos mg/L 0,1 1 5
Total de carbono orgânico oxidável mg/L < 0,05 < 0,2 <1

A água do Tipo I deve ser isenta de particulado de dimensões superiores a 0,2µm


* A resistividade do Tipo I tem de ser medida em linha

Normas da farmacopeia

São produzidas farmacopeias diferentes por diversas autoridades, particularmente nos EUA e na Europa.
Cada uma delas especifica os materiais a serem usados em trabalho médico, incluindo a água. As normas
para a água purificada são semelhantes em cada caso. São definidos critérios extra para a água requerida
para aplicações estéreis. As normas relativas à água purificada apresentadas na Farmacopeia Europeia
(EP) e na Farmacopeia Americana (USP) são a seguir sumariadas. A água para injecção tem critérios
estritos relativos a bactérias/pirogénios e são especificados os respectivos métodos de preparação.

Requisitos da Farmacopeia relativos à pureza da “água purificada”

Propriedades EP USP
Nitratos <0,2 ppm -
Metais pesados <0,1 ppm -
TOC <500 µg/L C <500 µg/L C
Condutividade <4,3 µS/cm a 20ºC <1,3 µS/cm a 25ºC
Bactérias (orientação) <100 CFU/ml <100 CFU/ml

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