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DOENCA DO REFLUXO

GASTROESOFAGICO NA INFÂNCIA
Joao Pedro BR Goulart
DOENCA DO REFLUXO
GASTROESOFAGICO
• “REFLUXO”
• “GASTRO”
• “ESOFAGICO”
• DOENCA”-aspecto biopsicossocial
• Esofagite de refluxo
• Distúrbio esofágico mais comum em
crianças de todas as idades
Esofago
• jea
• Hiato esofágico
• Partes cervical, toracica e abdominal
• Antro cárdico/ porção abdominal
• Relações
Esofago
• Parte cervical: ramos esofagicos da A.
tireoide inferior. Drenam para a veia tireoide
inferior e para veia braquiocefalica direita
• Parte toracica: ramos esofagicos diretio da
aorta toracica. Drenagem venosa para
sistema hemiazigo, azigo
• Parte abdominal: ramos esofagicos da
A.gastrica esquerda. Drena para a veia
gastrica esquerda
Estomago
• Curvatura Menor e Maior
• Cardia e Piloro
• Fundo e corpo
Estomago
• Artérias gástricas esquerda e direita
• Artérias gastromental direita e esquerda
• Drenagem para a veia porta, veia
esplénica e veia mesenterica inferior
• Tronco vagal anterior e posterior
(parassimpático)
• Simpatico= T6 a T9

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MECANISMOS QUE MANTEM A CARDIA
FECHADA
• Angulo Esofagogastrico— normalmente agudo, pode
ficar mais aberto ou mesmo desaparecer em casos de
hérnia hiatal por deslizamento
• Musculatura diafragmatica
• Ligamento Frenoesofagico na parte terminal do
esôfago que impede sua movimentação excessiva
• Cardia(Esfíncter Esofágico Inferior)
• Fixação da arteria gástrica esquerda (ramo do tronco
celíaco. Ela nutre o estômago e parte inferior do
esôfago) na parece do esôfago representando assim
um meio de contenção para maiores excursões do
estômago para o tórax
Causas
• Hipotonia do esfíncter inferior do esofago (cardia)
• Esclerose sistêmica progressiva (alterações
motoras progressivas, esôfago hipocinético, com
debilidade ou perda do peristaltismo na sua
metade inferior, esvaziando-se por gravidade)
• Hernia Hiatal
• Aumento da pressão intra-abdominal (gravidez,
ascite e uso de cintas ortopédicas)
• Hiperssecreção e estase gastrica
• Intubação nasogástrica prolongada
• Hiperêmese
Sintomas
• Regurgitação acida (especialmente pos
prandial)
• Sinais de esofagite (irritabilidade,
arqueamento, engasgo, ânsia de vomitos,
recusa alimentar)
• Deficit de crescimento.
• Sintomas esses que pode desaparecer
espontaneamente por volta de 12-24 meses
de idade.
Sintomas
• Odinofagia resulta da hiperssenbilidade da
mucosa esofagiana inflamada ou de contrações
espasmódicas da musculatura e manifesta-se
principalmente após ingestão de alimentos
irritantes da mucosa.
• Eructação pode acompanhar-se de refluxo com
agravamento da pirose.
Sintomas
• Pirose
• Pigarro, bronquite cronica, pneumonia de
repetição,tosse cronica
• Dor toracica
• Sialose, nauseas, hemorragia cronica e anemia
• Quando atípica, pode confundir com dor da
insuficiência coronária.
• A disfagia, principalmente em alimentos sólidos e
na maioria das vezes resulta de alterações
motoras do esôfago distal. Comumente episódica
e de leve intensidade.
• A esofagite pode se apresentar em
diferentes fases evolutivas, definidas em
4 graus
• Esofagite edematosa
• Esofagite erosiva
• Esofagite ulcerada
• Esofagite complicada
Classificação endoscopica de Savary-
Miller
• Grau 1: Uma ou mais erosões ,lineares ou
ovuladas em uma prega mucosa longitudinal
• Grau 2: Varias erosões em mais de uma prega
longitudinal, confluentes ou não, sem ocupar
toda a circunferência do esôfago.
• Grau 3: Erosões confluentes em toda a
circunferência do esôfago
• Grau 4: Lesões crônicas:ulcera, estenose,
epitélio colunar (esôfago de Barret), associadas
ou não às lesões dos graus anteriores.
Diagnostico
• EDA
• Biopsia
• Phmetria continua
• Complicações: estenose, ulcera peptica
marginal, esofago de Barret
• Biopsia obrigatória em caso de Esôfago de
Barret devido a maior incidência de
câncer
Hernia Hiatal
• Muito associada ao DRGE
• Hernia por deslizamento
• Hernia Paraesofagiana
• Hernia Mista
Hernia hiatal
Tratamento
• Tratamento Clinico
• Tratamento Farmacologico
Tratamento Clinico
• Mudança de atitude, dieta
• Elevar a cabeceira da cama,
• Moderar a ingestão de alimentos irritativos (citricos,
álcool, menta, bebidas gasosas,chocolate,
condimentos em excesso),
• Evitar deitar-se logo após as refeições, evitar
refeições grandes, francionando-a durante o dia,
• Redução peso corporeo
• Suspensão consumo de tabaco.
• Cuidado especial para medicamentos potencialmente
de risco(anticoligencios,beta-adrenergicos,
bloqueadores de canais de calcio, antidepressivos
tricíclicos)
Tratamento Farmacologia
• Antiácidos

• Inibidores do receptor da histamina 2 ( ARH2)-


ranitidina, famotidina e cimetidina

• Inibidores da bomba de protons ( IBP)- omeprazol,


pantoprazol, lansoprazol, rabeprazol
Tratamento Farmacologico
• Agentes procineticos—> Metoclopramida (porem
apresentar alguns efeitos adversos como ação
sobre SNC como sonolência e efeitos
extrapiramidais.
• Mais usado atualmente domperidona, é um
derivado do antigo porem tem menos efeito
colateral sobre o SNC
• Cirurgia(fundoplicatura) - eficaz para drge
intratável em crianças

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Bibliografia
• Porto 5 ED
• Moore 6 ED
• Nelson 18 Ed
• Gray anatomia 29 Ed
• Harrison 18 ED
• Fisiopatologia Clinica 4 ED

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