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Documento norteador

Responsabilidades da Rede de Apoio


à Implantação do PSF

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO


SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
PREFEITA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ASSESSORES
MARTA SUPLICY CLÉLIA NEVES DE AZEVEDO
IRMÃ MONIQUE BOURGET
SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE MARIA FÁTIMA DE SOUSA
EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO ROSA MARIA MARÓTTA
TACIANA LÚCIA GUERRA NÓBREGA
COORDENADORA DO PROGRAMA DE
SAÚDE DA FAMÍLIA INTERLOCUTORES REGIONAIS
ANNA MARIA CHIESA ANA REGINA WILLY CAMPOS
ISAMARA GRAÇA CYRINO DE GOUVEIA
VICE - COORDENADORA MARCIA WALTER DE FREITAS
KARINA BARROS CALIFE BATISTA MARIA ANGÉLICA CREVELIM
MARIA DO CARMO PORTERO DA SILVA
MARILDA DE CÁSSIA CASTRO

outubro/2002 3
Apresentação

Após oito anos sem integrar-se ao Sistema Único de instância desta rede. É produto de várias oficinas
Saúde - SUS, a cidade de São Paulo, desde janeiro de denominadas Conversando com Distritos e foi
2001, vem assumindo o compromisso de incluir os 10 elaborado com a contribuição dos interlocutores
milhões de paulistanos no Sistema Único de Saúde – regionais, coordenadores distritais e assessores do PSF
SUS, cuja responsabilidade deve ser compartilhada nos diferentes níveis. Contém:
entre os Gestores Federal, Estadual e Municipal, com a
efetiva participação da sociedade, através dos · Princípios norteadores à organização das
Conselhos Locais, Distritais e Municipal de Saúde. A Unidades Básicas de Saúde;
conjugação desse esforço, entre os três níveis de · Responsabilidades na atenção à saúde das famílias;
Governo e Sociedade, amplia as possibilidades de · Responsabilidades na esfera gerencial e
organizar o Sistema Municipal de Saúde, tendo no administração das Unidades Básicas de Saúde;
Programa Saúde da Família - PSF a base para · Responsabilidades na gestão das Unidades Básicas
organizar a Atenção Básica à Saúde e estruturar a rede de Saúde/PSF;
da média e alta complexidade, ambulatórios de · Portaria que normatize documento (anexo I);
especialidades e hospitais de forma integrada, A dimensão das responsabilidades da rede de
contínua, resolutiva e humana. Este é o compromisso apoio à implantação do PSF, como estratégia
técnico-político da gestão atual, do governo da central para a organização da Atenção Básica à
reconstrução. Saúde cresce, progressivamente, à medida em que
Para assegurar os objetivos de qualidade nos processos adquire condições e capacidade para ampliar suas
organizativos da estruturação do Sistema Municipal de competências e pautar os demais níveis do sistema
Saúde, faz-se necessário construir consensos em torno de forma orgânica e orientada, razão da existência
das responsabilidades e ou competências/atribuições deste documento.
da rede de apoio à implantação do PSF, que se formam
desde os Agentes Comunitários de Saúde/ Equipes
Saúde da Família, Coordenadores Distritais, Diretores
das Unidades Básicas de Saúde, Diretores dos Distritos, Eduardo Jorge
Interlocutores Regionais, Instituições Parceiras e
Coordenação Central do PSF. Portanto, este documento
se propõe a orientar as responsabilidades de cada

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Introdução · Assessorias e grupos de trabalho ligados aos
Assistentes Técnicos dos projetos prioritários da
agenda municipal de saúde;
Este documento visa a contribuir no processo de · Apoio administrativo.
organização e desenvolvimento da Atenção Básica e,
simultaneamente, apontar um eixo orientador que, Para cumprir tal tarefa, a Coordenação Municipal do
reafirmando os princípios e diretrizes do SUS, possa PSF está ligada estrategicamente ao Gabinete do
auxiliar na reorientação do modelo de atenção e na Secretário, de forma a garantir a execução das ações
busca da integralidade das ações e serviços de saúde. de gerenciamento de todas as responsabilidades que
Para assegurar o diálogo permanente entre os envolvem a organização da atenção básica, tendo
diferentes níveis de gestão interno e externo, a no PSF a base que alicerça a substituição gradativa
Secretaria Municipal de Saúde criou, em 26 de do modelo de atenção à saúde, em que a expansão/
setembro de 2001, por meio da Portaria nº 1.787, a implantação das Equipes de Saúde da Família são
Rede de Apoio ao PSF, cuja função principal é objeto de cuidado especial, conjugado ao projeto de
normatizar, acompanhar e avaliar os processos de formação, capacitação e educação permanente para
reorganização da atenção básica, tendo no PSF seu o pessoal da rede básica, e ao projeto de avaliação e
eixo central. É importante mencionar que a rede de monitoramento permanente do novo modelo de
Apoio ao PSF amplia-se na sequinte composição: Atenção à Saúde da Família.
· Coordenação Municipal do PSF; É importante mencionar que estão sendo adicionados
· Diretores de distritos; a essa estrutura os “governos locais” , cujas ofertas de
· Coordenadores Distritais do PSF; serviços são produtos de escutas e discussões
· Interlocutores Internos; populares – processo do Orçamento Participativo – e
· Instituições Parceiras. que o PSF foi uma das primeiras e principais
demandas oriundas das “aprovações/eleições de
As ações propostas devem ser gerenciadas pela prioridades” das assembléias populares, o que vem
contribuindo significativamente para a concepção e
Coordenação Municipal do PSF, com a seguinte
sistematização de todas as ações relativas à atenção
composição: básica no processo de expansão das estratégias
· Coordenador; PACS/PSF. Outro aspecto relevante é a contribuição
· Vice-Coordenador; do PSF no levantamento de problemas
· Assessores; estratégicos a serem solucionados pela ação
· Interlocutores Regionais; intersetorial no âmbito do governo local.

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PRINCÍPIOS NORTEADORES À ORGANIZAÇÃO
DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
A responsabilidade de implantar o SUS no município · garantia do princípio de hierarquização da rede,
de São Paulo move todo o corpo técnico-político da articulando entre si os diferentes níveis de atenção
Secretaria Municipal de Saúde, primeiro para se (estruturação do atendimento em torno da demanda
agregar à luta nacional de construção do SUS, organizada); intervenções centradas na prática
segundo, para acelerar a superação das iniqüidades interdisciplinar; percepção do ser humano na sua
existentes na maior cidade do País. Tendo em vista integralidade, articulando as ações de promoção,
esses compromissos, assumimos a responsabilidade de proteção, recuperação e reabilitação, humanizando a
transformar de forma gradativa a rede básica de saúde atenção à saúde;
através da estratégia da Saúde da Família, rumo à
organização do Sistema Municipal de Saúde. · incentivo à participação popular.
A transformação das Unidades Básicas de Saúde – O PSF amplia as possibilidades de fortalecimento da
UBS exige de cada um dos integrantes da SMS-SP a participação popular, tendo nos Conselhos Municipal,
capacidade de ampliar os esforços no sentido de Distritais e Locais suas bases. Com isto, assegura o
retomar o direito de que todos possam ter saúde nesta princípio constitucional, regulamentado na Lei
cidade. Logo, é necessário enfrentar vários desafios, Orgânica de Saúde (Lei 8.142/90) e aprofunda a
entre eles, a expansão e sustentação da estratégia identidade de propósitos com a defesa da
Saúde da Família, como tarefa principal à organização participação democrática e popular em saúde,
da atenção básica como ponto inicial do Sistema particularmente na adequação das ações de saúde às
Municipal de Saúde. necessidades da população.
Pautar os outros pontos do Sistema Municipal de
Saúde, de forma hierárquica, é responsabilidade direta Mesmo que a lei 8.142/90 defina alguns fóruns
do PSF/Atenção Básica. Para tanto, traz em seus próprios para o exercício do controle social, as
princípios organizativos, os seguintes eixos conferências e os conselhos de saúde, a serem
norteadores de trabalho: efetivados nas três esferas de governo, é
· conceito de saúde como qualidade de vida; particularmente importante o papel do PSF no estímulo
atenção centrada no coletivo e no indivíduo como à criação ou fortalecimento dos Conselhos distritais e
membro de uma família inserida numa comunidade; locais de Saúde. Provocando outros espaços de

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direito de cidadania e, portanto, expressão de
diálogo entre o governo e sociedade, a exemplo de
qualidade de vida;
outras instâncias formais (como a Câmara de
Vereadores e Associações de Moradores) e
· Incentivar a participação efetiva da comunidade nos
informais, os profissionais de saúde devem facilitar e
processos organizativos da atenção básica/PSF;
estimular a população a exercer o seu direito de
participar da definição, execução, acompanhamento
· Pactuar uma agenda integrada entre a saúde e outros
e fiscalização das políticas públicas, oriundas dos
setores, ampliando as possibilidades do
debates do Orçamento Participativo e conselhos de
desenvolvimento sustentável da atenção básica/ PSF;
gestão, nos governos locais-subprefeituras.
Dada a complexidade da organização da atenção
· Atuar de forma a contribuir para ampliar a
básica, a estratégia Saúde da Família impõe uma
participação da saúde e fortalecer as ações
nova prática na atenção, na gerência e gestão das
intersetoriais na perspectiva de valorização do espaço
Unidades Básicas de Saúde, esperando que sejam
local para superar as lacunas das Políticas Públicas
capazes de:
tradicionais.
· Cuidar da saúde das famílias, de forma humanizada Estas, portanto, são as premissas gerais que norteiam as
e estabelecendo vínculos entre os profissionais e os responsabilidades individuais e coletivas da Rede de
indivíduos/famílias/comunidades; Apoio à Implantação do Programa de Saúde da Família,
no âmbito do Sistema Único de Saúde desta cidade.
· Fortalecer o processo da descentralização das
ações e serviços de saúde, integrando os pontos
do Sistema Municipal de Saúde;

· Ampliar a rede de instituições parceiras- ensino-


serviço, de forma a assegurar os objetivos de
qualidade nos processos de transformação das
Unidades Básicas de Saúde;

· Democratizar o conhecimento do processo saúde/


doença, da organização dos serviços e da
produção social da saúde;
· Estimular o reconhecimento da saúde como um

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RESPONSABILIDADES
NA ATENÇÃO À SAÚDE DAS FAMÍLIAS

Consenso: · Prestar assistência integral, incorporando como


A equipe nuclear do PSF, composta por 5 a 6 objeto das ações a pessoa, o meio ambiente e
Agentes Comunitários de Saúde, um médico, um os comportamentos interpessoais, buscando
enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem responder de forma contínua e racionalizada à
deverá desenvolver suas atividades/ações de demanda organizada ou espontânea, com
forma dinâmica, contínua, humana, integrada e ênfase nas ações de prevenção da saúde;
resolutiva, com avaliação permanente, através · Resolver 100% dos problemas prevalentes
dos indicadores de saúde/doença de cada micro no território;
área de atuação, e ou dos “marcadores” dos · Utilizar adequadamente o sistema de
Projetos Prioritários que compõem a agenda referência e contra-referência para os outros
municipal de saúde. Assim, a Equipe nuclear do problemas detectados que necessitam de
PSF deve estar preparada para: tecnologia de investigação incompatível com a
atenção básica;
· Reconhecer o território; · Desenvolver processos educativos e novas
· Reconhecer a realidade das famílias pelas tecnologias de intervenção em saúde, voltados
quais são responsáveis, com ênfase nas suas à melhoria do autocuidado dos indivíduos;
características sociais, demográficas e · Promover ações intersetoriais para o
epidemiológicas; enfrentamento dos problemas identificados,
· Identificar os problemas de saúde prevalentes fortalecendo o eixo de Promoção da Saúde;
e condições de risco às quais a população · Realizar visita domiciliar com a finalidade de
está exposta; monitorar a situação de saúde das famílias. A
· Elaborar, com a participação da comunidade, equipe deve realizar visitas programadas ou
o plano local para o enfrentamento dos voltadas ao atendimento de demandas
determinantes do processo saúde/doença; espontâneas, segundo critérios epidemiológicos

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e de identificação de situações de risco. O
acompanhamento dos Agentes Comunitários
de Saúde em microáreas, selecionadas no
território de responsabilidade das Unidades
Básicas de Saúde, representa um
componente facilitador para a identificação
das necessidades e racionalização do
emprego dessa modalidade de atenção;

· Realizar assistência domiciliar no intuito de


humanizar e garantir maior qualidade e
conforto ao paciente. Por isso, deve ser
realizada quando as condições clínicas e
familiares do paciente exigirem. A
hospitalização deve ser feita sempre que
necessária, com o devido acompanhamento
por parte da equipe;

· Participar de grupos comunitários – a equipe


deve estimular e participar de reuniões de
grupo, discutindo os temas relativos ao
diagnóstico e alternativas para a resolução
dos problemas identificados como
prioritáriospelas comunidades.

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É DE RESPONSABILIDADE DO AGENTE
COMUNITÁRIO DE SAÚDE - ACS

Consenso:
É responsabilidade do Agente Comunitário de Saúde - desenvolvidas e as informações colhidas na
ACS acompanhar em média 150 famílias, nos comunidade, para análise da situação das famílias
domicílios de sua microárea de atuação e junto aos acompanhadas;
demais membros da equipe nuclear do PSF nas · Participar no processo de programação e
Unidades Básicas de Saúde às quais estão vinculados planejamento local das ações relativas ao território
para prestar atenção à saúde dos indivíduos/famílias/ de abrangência da Unidade Básica de Saúde, com
comunidades em articulação com os demais níveis do vistas à superação dos problemas identificados;
Sistema Municipal de Saúde, com as seguintes · Informar os demais membros da equipe de saúde
competências: acerca da dinâmica social da comunidade, suas
· Fortalecer o elo entre os indivíduos/famílias/ disponibilidades e necessidades;
comunidades e os serviços de Saúde; · Desenvolver ações básicas de saúde nas áreas de
· Participar do processo de territorialização atenção em todas fases do ciclo de vida e nos
realizando o mapeamento de sua microárea de Projetos Prioritários, com ênfase na promoção da
atuação e colaborando no mapeamento da área saúde e prevenção de doenças, mobilizando as
da UBS; comunidades com vistas à ampliação de autonomia
· Cadastrar as famílias de sua microárea de atuação e na saúde;
atualizar os dados mensalmente; · Atuar de forma integrada com os diversos
· Identificar e priorizar as famílias expostas a segmentos das comunidades, a exemplo dos clubes
condições de risco individual e coletivo sob a de mães, associações de bairros, grupos de teatros
orientação da equipe; etc., na perspectiva de estabelecer canais de
· Realizar, por meio de visita domiciliar, diálogo e participação efetiva entre as equipes
acompanhamento mensal de todas as famílias nucleares e as famílias, criando vínculo e
sob sua responsabilidade na lógica da vigilância compromissos compartilhados na tarefa de
à saúde; promover a saúde;
· Coletar e registrar corretamente as ações · Conversar e orientar os indivíduos/famílias/

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comunidades no que se refere ao direito à saúde e
sua forma de acesso;
· Inserir-se de forma permanente nos processos de
formação, capacitação e educação, junto às
equipes nucleares e demais profissionais da rede do
Sistema Municipal de Saúde e outros setores do
governo local;
· Participar e contribuir na execução da agenda
municipal de saúde, segundo sua qualificação
profissional, a exemplo do cartão SUS, controle da
Dengue e outras doenças de caráter sazonal ou
importância epidemiológica, combate à violência,
ação da cidadania em defesa da vida e eliminação
da fome, desemprego etc.

É DE RESPONSABILIDADE DO AUXILIAR DE
ENFERMAGEM
Consenso:
O(s) auxiliar(es) de enfermagem desenvolvem suas ACS no que se refere às visitas domiciliares;
atividades/ações nos espaços das Unidades Básicas de · Acompanhar os indivíduos e suas respectivas
Saúde e/ou no domicílio/comunidade, de acordo com famílias expostos a situações de risco, visando
programação/agendamento dos Agentes Comunitários garantir uma melhor monitoria de suas
de Saúde, mediante necessidades de tratamento que se condições de saúde;
distinguem da atuação do ACS, em função da sua · Executar, segundo sua qualificação profissional e
formação profissional. Cabendo-lhe as seguintes sob supervisão da Enfermeira, os procedimentos de
competências: vigilância sanitária e epidemiológica nas áreas de
· Desenvolver, com os Agentes Comunitários de atenção à criança, à mulher, ao adolescente, ao
Saúde, atividades de identificação das famílias de trabalhador e ao idoso, bem como no controle da
situações de risco; tuberculose, hanseníase, doenças crônico-
· Contribuir, quando solicitado, com o trabalho dos degenerativas e infecto-contagiosas;

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· Participar da discussão e organização do · Participar da elaboração do diagnóstico
processo de trabalho da Unidade de Saúde; epidemiológico e social do território, elaborado
· Realizar visitas domiciliares e prestar assistência pela Unidade e comunidade, bem como do
de enfermagem e procedimentos em domicílio, plano de ações, execução e avaliação das
no nível de sua competência, conforme plano propostas de trabalho;
de cuidados; · Ajudar na organização das Unidades Básicas de
· Executar atividades de limpeza, desinfecção, Saúde, desde as rotinas do tratamento até a
esterilização do material e equipamentos, gerência dos insumos (equipamentos,
cuidando de sua ordem, reposição e medicamentos etc;
conservação, bem como o seu preparo, · Participar do processo de formação, capacitação e
armazenamento e manutenção, segundo as educação permanente, junto às equipes nucleares e
normas técnicas; demais profissionais da rede do Sistema Municipal
· Efetuar a notificação, controle e busca ativa de de Saúde e outros setores do governo local.
suspeitos e/ou comunicantes de doenças sob
vigilância ou de notificação compulsória;
· Participar nas orientações educativas individuais
ou de grupo realizadas pela equipe nuclear do
PSF nas Unidades Básicas de Saúde e em
outros equipamentos da Comunidade;
· Realizar procedimentos de enfermagem na UBS,
nos diferentes setores, respeitando escala de
trabalho;
· Preencher relatórios e registros de produção das
atividades de enfermagem, bem como efetuar a
análise dos mesmos;
· Executar tarefas afins e/ou outras atividades
orientadas pelo enfermeiro no seu campo de
atuação;
· Participar da reunião diária da equipe nuclear
do PSF;
· Conhecer e cumprir a ética nas relações de
trabalho em equipe;

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É DE · Planejar e acompanhar o trabalho do Auxiliar
de Enfermagem;
RESPONSABILIDADE · Realizar avaliação contínua da equipe de
enfermagem;
DA ENFERMEIRA · Participar na elaboração de normas, rotinas e
procedimentos dos serviços de saúde;
· Prescrever ou transcrever medicamentos
conforme protocolos estabelecidos pela
Consenso: Instituição;
As (os) Enfermeiras (os) desenvolvem suas atividades/ · Acompanhar o cadastramento e atualização dos
ações em dois campos de atuação de forma integrada, dados das famílias da área de abrangência
no processo de organização das Unidades Básicas de realizada pelo ACS;
Saúde e nos processos de formação, capacitação e · Planejar e acompanhar, em conjunto com o
educação permanente, em conjunto com os demais médico e o gerente, o trabalho do ACS;
membros da equipe nuclear do PSF e das comunidades,
· Participar da elaboração, execução, avaliação
com destaque para o apoio à organização do processo
do plano de ação, baseado no diagnóstico
de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde-ACS, e
realizado pela Unidade e pela Comunidade;
diretamente no tratamento da saúde dos indivíduos/
· Planejar e realizar visita domiciliar;
famílias/comunidades, cabendo-lhes as seguintes
competências: · Prestar assistência direta aos usuários nas
diferentes fases do ciclo de vida e às famílias
· Participar do processo de territorialização; através das consultas de enfermagem, grupos

· Participar da elaboração do diagnóstico epidemiológico educativos ou grupos operativos;

e social do território, elaborado pela Unidade e · Acompanhar a assistência prestada pelo Auxiliar
comunidade, bem como do plano de ações, execução de Enfermagem;
e avaliação das propostas de trabalho; · Executar os procedimentos de Vigilância
· Planejar, organizar, coordenar, acompanhar, executar e Sanitária e Epidemiológica nas áreas de
avaliar as ações de assistência de enfermagem ao atenção à criança, à mulher, ao adolescente,
indivíduo e à família; ao trabalhador e ao idoso bem como no
· Planejar e executar os cuidados diretos de enfermagem controle da tuberculose, hanseníase, doenças
ao usuário de acordo com as prioridades dos programas crônico-degenerativas e infecto-contagiosas;
e conforme os protocolos do serviço; · Preencher e/ou acompanhar os boletins de

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produção referente ao trabalho do Auxiliar
de Enfermagem;
· Planejar, organizar e/ou participar de ações
educativas organizadas em sua área
de atuação;
· Realizar consulta de enfermagem para os
indivíduos cadastrados em todas as fases do
ciclo de vida;
· Participar do atendimento à demanda espontânea,
segundo protocolos da Instituição para a categoria;
· Promover capacitação e educação permanente da
equipe de enfermagem;
· Participar das reuniões diárias com a equipe;
· Desenvolver ou colaborar em pesquisas na área de
saúde e de enfermagem que aprimorem as
tecnologias de intervenção;
· Preencher registros de produção das atividades de
enfermagem, bem como efetuar a análise dos
mesmos;
· Participar da análise dos dados de produção da
Equipe;
· Transcrever a prescrição dos pacientes crônicos e
controlados pela equipe em uso de medicação
contínua;
· Ajudar na organização das Unidades Básicas de
Saúde, desde as rotinas do tratamento até a
gerência dos insumos (equipamentos,
medicamentos etc;
· Participar do processo de formação, capacitação e
educação permanente, junto às equipes nucleares e
demais profissionais da rede do sistema municipal
de saúde e outros setores do governo local.

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É DE RESPONSABILIDADE DOMÉDICO

· Realizar procedimentos ambulatoriais;


Consenso: · Realizar atendimento de urgência e emergência,
O médico que compõe a equipe nuclear do PSF dentro da resolutividade esperada para o nível
desenvolve suas atividades/ações junto à população de
local, referenciando quando necessário;
sua área atendendo indivíduos em todas as fases do ciclo · Conhecer o sistema de referência e contra-
de vida, situando-as nos contextos biopsicossociais nos
referência;
quais estão envolvidos. Atua de forma integrada nos · Atestar o óbito de pacientes em acompanhamento
processos de promoção, prevenção e recuperação da pela Equipe dentro do horário de trabalho;
saúde fortalecendo o trabalho em equipe, valorizando o · Avaliar os resultados de exames para
sujeito, como parte integrante da responsabilização do estabelecimento de conduta;
tratamento de sua própria saúde, ampliando autonomia,
· Planejar e realizar visitas domiciliares;
respeito e confiança, propiciando o aprofundamento do · Participar do atendimento e organização da
vínculo. Portanto, ao médico com prática generalista, ou
demanda espontânea da área de abrangência da
em formação para tal prática, cabem as seguintes UBS em que atua;
competências:
· Valorizar a relação médico-paciente e médico-
· Participar do processo de territorialização; família como parte de um processo terapêutico e
· Participar da elaboração do diagnóstico epidemiológico de confiança;
e social do território, elaborado pela Unidade e
· Propiciar os contatos com indivíduos sadios ou
comunidade, bem como do plano de ações, execução e doentes, visando a abordar os aspectos preventivos
avaliação das propostas de trabalho;
e de educação sanitária;
· Prestar assistência integral aos indivíduos e respectivas · Executar ações básicas de Vigilância
famílias sob sua responsabilidade em todas as fases do Epidemiológica e Sanitária em sua área de
ciclo de vida; abrangência;
· Realizar consultas, fazer diagnósticos e tratamentos de · Planejar e executar ações educativas;
indivíduos e famílias, acompanhando-os na referência · Planejar e acompanhar com o gerente e o
para outros serviços quando possível; enfermeiro o trabalho do ACS;

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• Participar, de forma permanente, junto à equipe de
trabalho e comunidade, o conceito de cidadania,
RESPONSABILIDADES
enfatizando os direitos à saúde e as bases legais
que o legitimam;
GERENCIAIS E
• Participar das reuniões diárias com a equipe; ADMINISTRAÇÃO DAS
• Desenvolver ou colaborar em pesquisas na área de
saúde que aprimorem as tecnologias de UNIDADES BÁSICAS DE
intervenção;
• Preencher registros de produção de suas SAÚDE
atividades, bem como proceder à análise
dos mesmos;
• Participar da análise dos dados de produção
Consenso:
da Equipe; DAS UNIDADES
• Participar do processo de formação, capacitação e A Unidade Básica de Saúde, organizada na lógica do
educação permanente, junto às equipes nucleares e PSF, é um equipamento público de saúde destinado a
demais profissionais da rede do Sistema Municipal cuidar da saúde dos indivíduos/famílias/comunidades,
de Saúde e outros setores do governo local. por meio de equipes nucleares, bem como com outros
profissionais que atuam na área de abrangência da UBS.
Essas unidades devem desenvolver suas atividades/
ações de promoção, proteção e recuperação à saúde no
ponto inicial do Sistema Municipal de Saúde
(competências do primeiro contato do tratamento)
articulando os demais níveis do Sistema e assegurando a
referência e contra-referência de forma hierárquica em
uma prática integral, contínua, humana e resolutiva.
Portanto, as Unidades Básica de Saúde deverão realizar:

ADSCRIÇÃO DA CLIENTELA
A Unidade de Saúde deve trabalhar com a definição de
um território de abrangência, que significa a área sob
sua responsabilidade. Uma Unidade de Saúde pode

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atuar com um número de Equipes de Saúde da Família, determinantes para o desencadeamento de ações das
dependendo do número de famílias a ela vinculada. demais áreas da gestão municipal, visando contribuir
Recomenda-se que, no âmbito de abrangência da para uma melhor qualidade de vida da população.
unidade básica, uma equipe seja responsável por uma
área onde residam de 600 a 1000 famílias, com o limite
máximo de 4500 habitantes. Este critério deve ser
flexibilizado em razão da diversidade sociopolítica e
COMPOSIÇÃO DAS
econômica das regiões, EQUIPES
levando-se em conta fatores como densidade
É recomendável que a equipe de uma Unidade de
populacional e acessibilidade aos serviços, além de
Saúde da Família seja composta, no mínimo, por um
outros considerados como de relevância local.
médico generalista, enfermeiro, auxiliar de
enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde – ACS.
CADASTRAMENTO Os demais profissionais de saúde poderão ser

As Equipes de Saúde da Família deverão realizar o incorporados a essas unidades básicas, de acordo com

cadastramento das famílias através de visitas aos as demandas e características da organização dos

domicílios, segundo a definição da área territorial pre- serviços de saúde locais, devendo estar identificados

estabelecida para a adscrição. Nesse processo serão com uma proposta de trabalho que exige criatividade e

identificados os componentes familiares, a morbidade iniciativa para trabalhos comunitários e em grupo. Os

referida, as condições de moradia, saneamento e profissionais das equipes de saúde serão responsáveis

ambientais das áreas onde essas famílias estão por sua população adscrita, trabalhando em regime de

inseridas. Essa etapa inicia o vínculo da unidade de dedicação integral. Para garantir a vinculação e

saúde/equipe com a comunidade, a qual é informada identidade cultural com as famílias sob sua

da proposta de trabalho do PSF, oferta de serviços responsabilidade, os Agentes Comunitários de Saúde

disponíveis dentro do sistema de saúde, que devem residir nas suas respectivas áreas de atuação.

prioritariamente deverão ser a sua referência.


A partir da análise da situação de saúde local e de seus
determinantes, os profissionais e gestores possuirão os
Consenso:
dados iniciais necessários para o efetivo planejamento DO GERENTE
das ações a serem desenvolvidas. O cadastramento Para que os gerentes das Unidades Básicas de Saúde
possibilitará que, além das demandas específicas do organizem as práticas desses estabelecimentos, é
setor da saúde, sejam identificados outros necessário entender que incorporar profissionais para

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atuar na lógica do PSF, não significa a criação de • Realizar o diagnóstico epidemiológico e social do
novas estruturas assistenciais, nem processos território com as equipes e a comunidade,
organizativos paralelos à rede existente, exceto em elaborando planejamento local, com
áreas desprovidas. As equipes nucleares do PSF estabelecimento de metas e definição de
deverão ser instaladas nas unidades básicas de saúde prioridades de acordo com as necessidades dos
ou unidades de maior complexidade já existentes no diferentes grupos sociais (moradores de áreas de
município, ou naquelas a serem reformadas ou risco, menores de um ano, crianças com déficit de
construídas de acordo com a programação municipal crescimento, gestantes, idosos, pessoas com
em áreas que não possuem nenhum equipamento de hipertensão, diabetes, fármaco-dependentes,
saúde. Por sua vez, a área física da unidade deverá vítimas de violência etc);
ser adequada à nova dinâmica de um outro modelo • Levantar os equipamentos sociais existentes no
de atenção à saúde. Portanto, compete aos gerentes território, bem como ONGs, empresas e outros
revisar o processo de trabalho dessas Unidades serviços como potenciais parceiros da UBS/PSF;
Básicas de Saúde, nos seguintes aspectos: • Contribuir na execução do plano de ação da
• Definir número de equipes por unidades de Unidade, delegando tarefas, atividades e ações
acordo com o potencial e capacidade da rede de modo a concretizar e avaliar o plano de ação,
física instalada; readequando-o à realidade sempre que
• Transformar as Unidades Básicas na lógica do PSF necessário;
conforme as disponibilidades de recursos humanos, • Estimular a organização da população e estabelecer
tecnológicos e financeiros dos governos locais; parcerias com entidades que a representa para um
• Priorizar a expansão de Unidades Básicas levando efetivo controle social (escolas, igrejas etc.) e
em consideração as áreas de riscos desenvolvimento de atividades em parceria
epidemiológicos e sociais e as demandas do (Conselhos Gestores);
Orçamento Participativo; • Promover e facilitar a integração entre todas
• Acolher a população, com garantia de acesso às as equipes;
ações de saúde da Unidade; • Garantir a atualização contínua dos sistemas de
• Capacitar e sensibilizar todos os membros das informação (SIAB, SIM, SINAM, SINASC), com
equipes e da Unidade para o cumprimento das elaboração e distribuição, para as equipes e
diretrizes do PSF; comunidade organizada, de relatórios de produção,
• Ser o elo entre as equipes e a comunidade e os Indicadores de Saúde e consolidado das famílias
Distritos de Saúde na implementação da proposta cadastradas, para avaliação do serviço e
do PSF; encaminhamento dos problemas das Unidades;

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• Conhecer as atribuições e promover avaliação de
desempenho individual e das equipes;
DO FUNCIONÁRIO
• Administrar o cumprimento de horário de
funcionamento da Unidade e de seus profissionais;
ADMINISTRATIVO/
• Ter liderança na condução dos trabalhos, conforme RECEPÇÃO
compromisso com a proposta e competência
técnica;
• Propiciar periodicidade de reuniões com a equipe; Consenso:
• Estimular a participação da comunidade nas As Unidades Básicas de Saúde só cumprirão
reuniões dos Conselhos de Saúde, nas atividades do plenamente seu papel se todos os membros que
bairro e no Orçamento Participativo; compõem as Equipes da Saúde da Família, e as
• Desenvolver a potencialização do serviço, pela equipes complementares, trabalharem no
otimização dos recursos, com garantia de suporte mesmo propósito: cuidar com respeito, e de forma
técnico-administrativo e humano; humanizada, de todos os cidadãos a eles vinculados.
• Integrar-se com níveis hierárquicos do serviço, Neste sentido, o profissional responsável pela
disponibilidade para a função e capacidade na administração e/ou recepção direta dos indivíduos/
resolução de conflitos; famílias e comunidades deve estar preparado para
• Implementar comissões de acolhimento na acolhê-los; portanto, a cada um deles compete:
Unidade; • Humanizar a recepção no acolher;
• Fazer uma análise crítica periódica das atividades • Realizar a matrícula das famílias;
desenvolvidas na unidade; • Observar a organização dos serviços;
• Zelar pelo patrimônio público envolvendo os • Digitar o cadastro inicial das famílias e suas
funcionários nesse propósito; atualizações;
• Ter compromisso com o projeto institucional e com • Digitar Mapas de produção / estatística mensal;
o Plano de Gestão Distrital; • Digitar as informações gerais da Unidade;
• Criar estratégias de comprometimento da • Agendar consultas / retornos;
população com a sua saúde. • Levantar e arquivar prontuários;
• Levar o prontuário a quem o solicitou;
• Orientar quanto aos dias de coleta de exames
e procedimentos;
• Preencher impressos e outras partes administrativas
da coleta;
19
• Registrar em livro as SADT
• Registrar exames no prontuário; RESPONSABILIDADES
• Dar baixa em exames entrega, para usuários;
• Registrar Controle de Exames em Geral /
NA GESTÃO DAS
Orientação;
• Registrar pedidos de exame que não são feitos na
UNIDADES BÁSICAS DE
Unidade; SAÚDE/PSF
• Encaminhar usuários a outros serviços;
• Registrar Controle de encaminhamentos;
• Agendar consultas em especialistas; Consenso:
• Preencher declaração de comparecimento;
• Controlar os receituários / carimbar impressos;
Do nível central
• Organizar malotes; A Coordenação Municipal do PSF tem como objetivo

• Conferir livro de ponto; central normatizar a organização e a prática da

• Atender telefone; Atenção Básica em Saúde, articulando-a com os outros

• Receber e distribuir a correspondência; níveis do Sistema, assim como regular, acompanhar e

• Requisitar material / impressos; avaliar a estrutura da rede básica na ótica do PSF, e

• Ler e divulgar o DOM. também os processos de trabalho e os resultados das


ações e serviços prestados à população neste nível, em
articulação com os Distritos e Postos avançados.
Esse objetivo é compartilhado com os diferentes níveis
de gestão da Secretaria Municipal de Saúde, desde os
Distritos de Saúde, os Coordenadores Distritais,
Interlocutores Regionais, Assessores, Grupos Técnicos
de Apoio à sustentação do PSF de forma a agregar
valores, conhecimentos e atitudes, constituindo assim
a rede de apoio à implantação do PSF na cidade de
São Paulo. Nesse sentido, à Coordenação Central do
PSF compete:
• Elaborar o plano de implantação / EXPANSÃO /
CONSOLIDAÇÃO do Programa de Saúde da
Família no município de São Paulo;

20
• Articular outros setores da Secretaria Municipal da • Elaborar em parceria com a COGest os consensos
Saúde visando a integração e contribuição desses temáticos da atenção à saúde nos diferentes ciclos
com a implantação do Programa de Saúde de vida, considerando as condições de riscos
da Família; epidemiológicos e sociais das realidades regionais
• Articular e integrar os setores da Secretaria Munici- e locais;
pal da Saúde, com o fim de agilizar e garantir • Definir diretrizes que balizem a articulação das
qualidade ao processo; regiões com Instituições de Ensino Superior,
• Formular as diretrizes para ampliação e diretamente ou através dos Pólos de Capacitação,
implementação de novas práticas da atenção Formação e Educação Permanente em Saúde da
básica, tendo a estratégia Saúde da Família como Família;
seu eixo estruturador, em parceria com os Distritos/ • Articular com o CRH/COGERH o apoio necessário
Postos Avançados; à realização das parcerias com as Instituições de
• Articular, no Comitê de Gestão da SMS, os espaços Ensino Superior para os processos de capacitação,
de interação com as demais instâncias da SMS titulação e/ou acreditação dos profissionais
(CEInfo, COGest, CRH, COGERH, CFO), facilitando envolvidos na Estratégia de Saúde da Família;
a integração das linhas de investimento do PSF, na • Desenvolver projetos de capacitação e educação
estrutura da Secretaria; permanente para o pessoal do PSF (médicos,
• Articular com o CEInfo o gerenciamento do Sistema enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes
de Informação da Atenção Básica – SIAB; comunitários de saúde e demais profissionais de
• Assessorar os Distritos de Saúde em todas as fases saúde que trabalhem ou venham a trabalhar sob a
de implantação do PSF: no processo de estratégia de Saúde da Família);
territorialização; definição de áreas de implantação; • Articular com o CRH formas de viabilizar a maior
seleção de pessoal; acompanhamento e avaliação inclusão dos funcionários públicos municipais ou
do trabalho; municipalizados para atuarem nas Equipes de
• Monitorar e avaliar o processo de implantação do Saúde da Família;
PSF e seu impacto, em parceria com a CEInfo, • Desenvolver cursos e eventos educativos dirigidos
COGest, CRH, COGERH e CFO; à capacitação gerencial;
• Formular propostas relacionadas à adequação do • Implementar Cursos de Especialização ou outras
financiamento dos incentivos à atenção básica, formas de pós-graduação voltadas para a estratégia
acompanhando e avaliando os dados através do de Saúde da Família.
Sistema de Captação para o Pagamento de • Desenvolver iniciativas destinadas a introduzir
Incentivos e busca de parcerias externas; inovações curriculares nos cursos de graduação

21
em saúde voltadas à adequação da formação reforçar e legitimar a Estratégia de Saúde da Família

profissional ao perfil epidemiológico, à realidade como eixo estruturante da atenção básica nessa

social, à humanização e integralização da capital, daí a existência de uma assessoria capaz de:

assistência e ao novo modelo de atenção à saúde,


inserindo-o, precoce e rotineiramente, nos serviços • Elaborar e/ou revisar as normas e diretrizes para a

locais de saúde; implantação do PSF;

• Criar linhas de pesquisa em saúde da família • Articular as instâncias político-administrativas

referentes aos aspectos operacionais e gerenciais, governamental e não-governamental para o

bem como para avaliação do processo e do estabelecimento de parcerias;

impacto das ações; • Apoiar na elaboração de projetos necessários à

• Desenvolver/avaliar uma linha de produção/ Sustentação do PSF nos 39 Distritos de Saúde;

utilização de materiais didáticos e pedagógicos que • Participar, juntamente com a rede de apoio à

orientem os processos de trabalho dos profissionais implantação do PSF, da formulação dos consensos

de saúde em relação às abordagens coletivas e técnicos-políticos à implantação – consolidação de

individuais das questões relacionadas à atenção novas práticas da atenção básica/estratégia Saúde

básica de saúde. da Família;


• Articular instituições nacionais e internacionais
capazes de promover o PSF no cenário externo;
• Apoiar a Coordenação Municipal no desenho de
projetos que possam captar recursos financeiros,
DA ORGANIZAÇÃO DA tecnológico e capital humano, necessário ao
fortalecimento do PSF;
ATENÇÃO BÁSICA/PSF • Contribuir na formulação de projetos de
acompanhamento e avaliação dos diferentes
resultados do PSF.
Consenso:
Manter as atividades, ações, projetos e programas
articulados, cada um deles reforçando o todo e
permitindo a realização das metas de implantar 1.750
Equipes de Saúde da Família e inserir 10.496 Agentes
Comunitários de Saúde nas equipes nucleares, exige
uma ampla articulação interna e externa, que possa

22
DO GRUPO DE capacitação e educação permanente ao pessoal em
Atenção Básica/PSF;

CAPACITAÇÃO · Coordenar a implantação do Projeto de Educação à


Distância para as equipes de Saúde da Família;
• Apoiar a Coordenação de Recursos Humanos/
CEFOR no monitoramento e avaliação dos
resultados do projeto de formação, capacitação e
Consenso: educação permanente ao pessoal em Atenção
Dispor, na rede de apoio à implantação do PSF na Básica/PSF;
cidade de São Paulo, de grupos assessores que possam • Apoiar a Coordenação de implantação do PSF na
responder de forma integrada e compartilhada junto à articulação com o Pólo de formação, capacitação e
Coordenação Central por “projetos específicos”, foi educação permanente para o pessoal da Grande
apontado desde o início como necessário, oportuno São Paulo;
e urgente, principalmente no tocante ao processo de • Participar do processo de avaliação dos diferentes
reconstrução do conhecimento e do saber, visando a momentos de Capacitação realizados pelas
transformação das práticas de atenção à saúde, do Instituições Parceiras;
pessoal a ser envolvido na atenção e organização da • Otimizar a integração das Instituições Parceiras e
rede básica de saúde, estratégia Saúde da Família, respectivos Distritos de Saúde, potencializando os
de forma que os profissionais possam ser resolutivos, diferentes momentos de Capacitação;
éticos , humanos e co-responsáveis no processo de • Organizar e coordenar grupos para construção de
reorientação deste novo modelo. A este grupo consensos técnicos aplicáveis ao PSF;
assessor compete: • Planejar, executar e avaliar as Oficinas de Trabalho
· Desenvolver, apoiar e traçar diretrizes para com os Distritos de Saúde considerando as
realização do projeto de formação, capacitação e diretrizes do PSF;
educação permanente ao pessoal em Atenção • Apoiar iniciativas regionais de capacitação.
Básica /PSF;
· Apoiar/garantir ações direcionadas a otimizar
qualitativa e quantitativamente o processo de
Capacitação de RH para o PSF, desde o momento
inicial até a Especialização/Residência;
· Recomendar e apoiar descentralização dos
momentos I, II, III, e IV do projeto de formação,

23
DO GRUPO DE APOIO
FINANCEIRO

Consenso:
Organizar e acompanhar os termos de parcerias entre operação e manutenção dos aplicativos e sistemas
a Secretaria Municipal de Saúde e as Instituições em uso;
Parceiras através da Coordenação Central do PSF, • Participar de eventos de interesse para sua área de
constituem o objetivo principal do grupo assessor – trabalho;
financeiro , sendo vital a existência deste, • Produzir material visual para apresentação
o que garante maior agilidade na elaboração dos (gráficos, mapas, tabelas e outros);
mecanismos operacionais, da comunicação e • Criar rotinas e fluxos para o controle e tratamento
negociação entre as partes envolvidas na implantação de dados e informações de interesse da
do PSF, estimulando assim a manutenção e expansão coordenação.
desta estratégia no Município de São Paulo de forma
segura e perene. A estes assessores compete:
• Acompanhar a execução financeira junto às
Instituições conveniadas;
• Articular com a coordenação orçamentária/
financeira a execução orçamentária do programa;
• Acompanhar o tratamento de dados e informações
para o controle da implantação de equipes de
saúde da família e da produção de serviços e
ações no âmbito do PSF;
• Informatizar os dados em aplicativos e sistemas
específicos;
• Disponibilizar informações da execução financeira
para os diferentes níveis que compõem o programa;
• Capacitar a rede de apoio na implantação,

24
• Divulgar interna e externamente dados e
DOS PROJETOS informações de saúde referentes à atenção básica,

ESPECIAIS assegurando a memória do PSF na cidade de


São Paulo;
• Apoiar a promoção de eventos, encontros, oficinas,
reuniões, dentre outros, para qualificar o processo
Consenso: de implantação do PSF nesta capital.
Ter um grupo assessor que pudesse responder pelos
projetos especiais, oriundos de parcerias nacionais e
ou internacionais, apoiando assim a coordenação
central no fortalecimento da implantação do PSF era DO GRUPO DE APOIO
mais que necessário, daí a montagem deste grupo,
cuja responsabilidade essencial é auxiliar a ADMINISTRATIVO
Coordenação na sistematização e operacionalização
dos projetos especiais. Cabem a este grupo as
seguintes competências:
• Apoiar a Coordenação no fortalecimento das redes
Consenso:
de apoio ao processo de implantação do PSF na • Assessorar a Coordenação no funcionamento e
cidade de São Paulo que possam reforçar e organização das demandas e agendas internas
legitimar a estratégia Saúde da Família como eixo e externas;
estruturante da atenção básica; • Atender o público externo da Coordenação:
• Incentivar a rede de apoio à implantação do PSF a Representantes das Instituições parceiras,
produzir tecnologias aplicadas à atenção básica, ao Diretores dos Distritos, representantes de
desenvolvimento de recursos humanos e processos entidades de classes, de ONGs, profissionais de
avaliativos; saúde em geral e todos os interessados em
• Dar suporte aos Distritos de Saúde em relação a informações sobre o Programa Saúde da Família;
equipamentos e outros insumos à qualificação da • Apoiar a Coordenação na definição do
implantação do PSF; funcionamento administrativo;
• Incentivar a produção de conhecimentos • Organizar, controlar e adotar as ações
referentes à estratégia de Saúde da Família e seu necessárias ao recebimento, triagem,
impacto na mudança do modelo assistencial e na distribuição, envio e transmissão de
saúde da população; correspondências e documentos diversos;

25
• Executar as atividades relativas à catalogação/
classificação de documentos e arquivo;
DOS INTERLOCUTORES
• Organizar as atividades relativas à solicitação,
recebimento e distribuição dos materiais e controle
REGIONAIS
de estoque;
• Acompanhar a realização de serviços externos e
internos (o recebimento e postagem de
correspondências; a reprodução e encadernação de Consenso:
documentos); Tendo em vista a escala e complexidade da
• Realizar o controle e adoção das ações necessárias implantação do PSF na cidade de São Paulo, fez-se
à solicitação de serviços gerais e manutenção, necessário dividir a cidade em regiões para somar
instalação física e de equipamentos; esforços nos processos de diálogo, negociação,
• Executar o envio de publicações e materiais articulações, construções de consensos e pactuação de
didáticos às redes de apoio à implantação do PSF agendas entre o nível central e o Distrital, bem como
(Interlocutores Regionais, Instituições Parceiras, com Instituições Parceiras , de modo que a “figura” dos
Diretores de Distrito). interlocutores regionais é uma oportunidade ímpar de
acelerar os diferentes movimentos/ações, desde a
capacitação de recursos humanos, a assessoria
técnica aos distritos e parceiros até o alinhamento
de discursos e orientações técnico-políticas,
ampliando, assim, a possibilidade de assegurar os
objetivos de qualidade para a implantação do PSF
nesta capital. Aos interlocutores regionais compete:
· Acompanhar e monitorar os processos de
implantação e sustentação do PSF na região e nos
Distritos sob sua responsabilidade, identificando e
sinalizando aspectos facilitadores e restritivos a essa
implantação e/ou sustentação;
· Promover a aproximação; articulações e
negociações com os Diretores dos Distritos de
Saúde, buscando a facilitação e/ou otimização
do processo de implantação e implementação

26
da estratégia de Saúde da Família, oferecendo os
subsídios técnicos e encaminhamentos
DOS DIRETORES E
·
administrativos quando necessários;
Construir e garantir espaços sistemáticos de
COORDENADORES
interlocução junto aos coordenadores regionais do DISTRITAIS
PSF dos seus respectivos Distritos de Saúde;
· Assessorar o Coordenador Distrital do PSF, visando
garantir o acompanhamento das Unidades Básicas Consenso:
dos respectivos Distritos, pelo Coordenador Os Distritos de saúde e os governos locais
regional do PSF buscando a identificação e constituem os espaços essenciais no processo de
superação de dificuldades locais; descentralização da gerência1 e gestão2 do Sistema
· Apoiar direta e/ou indiretamente os Distritos Municipal de Saúde, assegurando assim cuidar o
correspondentes à sua região na implantação / mais perto possível da saúde dos cidadãos. Os
aplicação do Sistema de Informação da Atenção diretores dos Distritos e coordenadores distritais do
Básica – SIAB; PSF têm as responsabilidades de formular, implantar,
· Subsidiar a Coordenação do PSF nas prioridades acompanhar e avaliar de forma integrada com a
em relação à elaboração e/ou disponibilização de Coordenação Central, os assessores, interlocutores
materiais didáticos pedagógicos aos Distritos; regionais e Instituições Parceiras, o Programa de
· Facilitar as relações Distritos de Saúde / Parceiros, Saúde da Família, em seus territórios. Para tanto, é
cuidando para que os aspectos facilitadores e/ou de co-responsabilidade dos diretores e
restritivos dessas relações sejam abordados de forma coordenadores distritais:
positiva, coerente e resolutiva. · Diagnóstico da saúde do Distrito e dos territórios:
Para planejar e organizar adequadamente as ações
de saúde, o Distrito deve apropriar-se do
diagnóstico de saúde das famílias da área de
abrangência e levantar indicadores
epidemiológicos e socioeconômicos. Além das
informações que compõem o cadastramento das

1
Gerencia é a responsabilidade de dirigir um ponto de prestação de serviço – neste caso, atenção básica – e/ou qualquer complexidade e densidade tecnológica do Sistema municipal de Saúde.
2
Gestão é a responsabilidade de dirigir um Sistema de Saúde mediante o exercício de funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento, controle, avaliação e auditoria.

27
famílias, deverão ser também utilizadas as diversas poder indutor no reordenamento desses níveis, articula-os
fontes de informação que possibilitem melhor através de serviços existentes no município ou região. O
identificação das áreas trabalhadas, sobretudo as oficiais, PSF é um dos componentes de uma política de
como dados do IBGE, cartórios e Secretarias de Saúde. complementaridade, integrando-se ao sistema local.
Igualmente, devem ser valorizadas fontes qualitativas e Como estratégia estruturante, a Saúde da Família deve
de informações da própria comunidade. provocar uma transformação inte rna ao próprio sistema,
· Planejamento/Programação Regional: com vistas à reorganização das ações e serviços de
Para planejar regionalmente, faz-se necessário considerar saúde. Essa mudança implica na colaboração entre as
tanto quem planeja, como para quê e para quem se áreas de promoção e assistência à saúde, rompendo com
planeja. Em primeiro lugar, é preciso conhecer as a dicotomia entre as ações de saúde pública e a atenção
necessidades da população, identificadas a partir do individual.
diagnóstico realizado e do permanente · Abordagem multiprofissional:
acompanhamento das famílias adscritas na região de O atendimento no PSF deve ser sempre realizado por
abrangência do Distrito de Saúde. O pressuposto básico uma equipe multiprofissional. A constituição da equipe
do PSF é o de que quem planeja deve estar imerso na deve ser planejada levando-se em consideração alguns
realidade sobre a qual se planeja. Além disso, o processo princípios básicos: o enfrentamento dos determinantes do
de planejamento deve ser pensado como um todo e processo saúde/doença; a integralidade da atenção; a
direcionado à resolução dos problemas identificados na ênfase na prevenção, sem descuidar do atendimento
área de responsabilidade do Distrito de Saúde, visando a curativo; o atendimento nas clínicas básicas por ciclo de
melhoria progressiva das condições de saúde e de vida e clínica cirúrgica (pequenas cirurgias
qualidade de vida da população. Essa forma de ambulatoriais); a parceria com a comunidade; as
planejamento contrapõe-se ao planejamento possibilidades locais e regionais.
centralizado, habitual na “administração clássica”, em · Referência e contra-referência:
vista de características tais como abertura à Em conformidade com o princípio da integralidade, o
democratização, concentração em problemas atendimento no PSF deve, em situações específicas,
específicos, dinamismo e aproximação dos seus objetivos indicar o encaminhamento do paciente para níveis de
à vida das pessoas. maior complexidade. Esses encaminhamentos
· Complementaridade: constituem uma continuidade previsível e que deve ter
A Unidade Básica de Saúde deve ser a “porta de critérios bem conhecidos tanto pelos componentes das
entrada” do Sistema Local de Saúde. A mudança no equipes de Saúde da Família como pelas demais
modelo tradicional exige a integração entre os vários equipes das outras áreas do próprio distrito e do
níveis de atenção e, nesse sentido, apresentando um sistema de saúde como um todo. Compete ao serviço

28
municipal de saúde definir, no âmbito municipal ou · Estímulo à ação intersetorial:
regional, os serviços disponíveis para a realização de A busca de uma ação mais integradora dos vários
consultas especializadas, serviços de apoio setores da administração pública pode ser um
diagnóstico e internações hospitalares. A elemento importante no trabalho das equipes de Saúde
responsabilidade pelo acompanhamento dos da Família. Como conseqüência de sua análise
indivíduos e famílias deve ser mantida em todo o ampliada do processo saúde/doença, os profissionais
processo de referência e contra-referência. do PSF deverão atuar como catalisadores de várias
· Educação permanente: políticas setoriais, buscando uma ação sinérgica.
Para que produza resultados satisfatórios, a equipe de Saneamento, educação, habitação, segurança e meio
Saúde da Família necessita de um processo de ambiente são algumas das áreas que devem estar
capacitação e informação contínuo e eficaz, de modo integradas às ações do PSF, sempre que possível.
a poder atender às necessidades trazidas pelo A parceria e a ação tecnicamente integrada com os
dinamismo dos problemas. Além de possibilitar o diversos órgãos do poder público que atuam no
aperfeiçoamento profissional, a educação permanente âmbito das políticas sociais são objetivos
é um importante mecanismo no desenvolvimento da perseguidos. A questão social será enfrentada pelo
própria concepção de equipe e de vinculação dos esforço conjunto do setor saúde com os vários
profissionais com a população – característica que responsáveis pelas políticas sociais do município e da
fundamenta todo o trabalho do PSF. Da mesma forma população organizada.
que o planejamento local e regional das ações de · Acompanhamento e avaliação:
saúde responde ao princípio de participação ampliada, A avaliação, assim como todas as etapas do PSF, deve
o planejamento das ações educativas deve estar considerar a realidade e as necessidades locais e
adequado às peculiaridades locais e regionais, à regionais (Plano de Gestão Distrital), a participação
utilização dos recursos técnicos disponíveis e à busca popular e o caráter dinâmico e perfectível da proposta.
da integração com as Instituições Parceiras. A O resultado das avaliações, além de ser considerado
formação em serviço deve ser priorizada, uma vez que como um dado técnico, é uma informação de interesse
permite melhor adequação entre os requisitos da de todos (Diretores de Distrito, Gerentes,
formação e as necessidades de saúde da população coordenadores distritais, profissionais das equipes e
atendida. A educação permanente deve iniciar-se população). Por isso, devem ser desenvolvidas formas
desde o treinamento introdutório da equipe, e atuar de ampliação da divulgação e discussão dos dados
através de todos os meios pedagógicos e de obtidos no processo de avaliação. É importante
comunicação disponíveis, de acordo com as ressaltar que os instrumentos utilizados para a
realidades de cada contexto. avaliação devem ser capazes de aferir: alterações

29
efetivas do modelo assistencial; satisfação do
usuário; satisfação dos profissionais; qualidade do
atendimento/desempenho da equipe; impacto nos
indicadores de saúde; cobertura da população
adscrita. Por sua vez, o acompanhamento do
desenvolvimento e a avaliação dos resultados da
atuação das unidades de Saúde da Família podem
ser realizados através:
· Sistema de informação:
A organização de um sistema de informações deve
permitir o monitoramento do desempenho das
Unidades de Saúde, no que se refere a
resolutividade das equipes, melhoria do perfil
epidemiológico e eficiência das decisões gerenciais.
· Relatório de gestão:
É um instrumento vital para o acompanhamento do
processo e resultados da organização das ações e
serviços das Unidades de Saúde da Família, em
especial no tocante ao impacto nos indicadores de
saúde, bem como nas ações referentes às demais áreas
da gestão municipal.
· Controle Social :
O Controle Social do sistema de saúde é um princípio
e uma garantia constitucional regulamentada pela Lei
Orgânica de Saúde (Lei n.º 8.142/90). Assim, as ações
desenvolvidas pelo PSF devem seguir as diretrizes
estabelecidas pela legislação no que se refere à
participação popular. Mais do que segui-las, o PSF
tem uma profunda identidade de propósitos com a
defesa da participação popular em saúde,
particularmente na adequação das ações de saúde às
necessidades da população.

30
COMPETE TAMBÉM AO · Facilitador na análise de dados-indicadores do
diagnóstico e planejamento das ações das equipes

COORDENADOR ·
e serviços;
Analisar os dados coletados pelo Sistema de
DISTRITAL DO PSF Informação da Atenção Básica.

· Promover a integração entre as UBS, o Distrito de


DAS INSTITUIÇÕES
·
Saúde e o Interlocutor regional;
Apoio-referência para o gerente da Unidade;
PARCEIRAS
· Acompanhamento das atividades das UBS;
· Ser parceiro e facilitador e agilizar a comunicação
escrita e verbal entre a UBS/Distrito de Saúde/SMS;
Consenso:
· Parceiro das UBS na implantação e avaliação do PSF; Desde janeiro de 2001, esta Secretaria assumiu o
· Articulador das interfaces do PSF com outros serviços compromisso de organizar a rede básica de saúde,
e Programas no espaço do Distrito de Saúde; tendo no Programa de Saúde da Família, sua
· Identificação e encaminhamento das demandas estratégia, e na divisão de responsabilidades, seu eixo
relacionadas à Educação permanente das equipes; principal. Partindo deste princípio, foi-se em busca de
· Encaminhar de forma pertinente as sugestões / parceiros para assumir com a SMS a tarefa de restituir
reivindicações da UBS; aos paulistanos o direito de ter saúde de forma
· Ações de interlocução com o parceiro em aspectos responsável e solidária. As Instituições de ensino e
relativos a RH, materiais, financiamento e serviços de respeito e legitimidade nacional e
capacitação; internacional desta capital não se negaram a estabelecer
· Atualizar o Distrito de Saúde e interlocução regional acordos de cooperação com a SMS com a finalidade de
sobre planejamento ou execuções das ações nas UBS; contribuírem à administração/implantação do PSF. Logo,
· Discutir problemas com Gerentes das UBS, levando está sendo dividida com as 12 Instituições parceiras as
encaminhamentos para o Distrito de Saúde e vice-versa; seguintes responsabilidades:
· Respeitar a autonomia de trabalho da Unidade · Executar as ações necessárias à consecução do objeto
sempre que respaldado nos fundamentos do PSF; do Convênio, de acordo com as políticas e metas
· Cooperar na execução do planejamento de trabalho estabelecidas pela Secretaria Municipal da Saúde
das UBS sempre que necessário; (SMS) e com o Plano de Trabalho que o integra;

31
· Responsabilizar-se conjuntamente pela estrutura de assessoria técnica, acompanhamento, supervisão,
recursos humanos do Programa, pela organização e controle e fiscalização da execução do programa;
pagamento do pessoal técnico e de apoio necessário · Manter os recursos em conta bancária
para o bom desenvolvimento das ações contidas no individualizada, aberta exclusivamente para essa
Plano de Trabalho, observados critérios finalidade;
exclusivamente técnicos nas contratações e · Recolher os encargos sociais e trabalhistas incidentes
obedecidas todas as normas legais atinentes; e efetuar a comprovação da quitação, sempre que
· Participar do processo seletivo das equipes de saúde solicitado pela Secretaria Municipal da Saúde – SMS;
da família; · Indicar o responsável pela execução do programa a
· Aplicar os recursos transferidos pela Secretaria ser contratado pela Instituição Parceira, após
Municipal da Saúde – SMS exclusivamente nas ações aprovação da Secretaria Municipal da Saúde.
pactuadas neste Convênio; · Indicar um Coordenador Técnico responsável pelos
· Organizar a escrituração dos atos referentes ao itens 1 e 2, das atribuições da Instituição Parceira;
Programa, de ordem financeira, inclusive fiscal, · Instituir um Conselho de acompanhamento,
contábil, de recursos humanos e administrativos, composto por dois membros indicados pela
colocando-a à disposição da Secretaria Municipal da Secretaria Municipal da Saúde – SMS e dois
Saúde – SMS, sempre que solicitada e mantendo indicados pela Instituição Parceira, que se reunirá,
arquivo individualizado de toda documentação; ordinariamente, a cada três meses, visando a
· Prestar contas à Secretaria Municipal da Saúde- SMS, elaboração do Plano de Trabalho anual, que poderá
de todos os recursos que lhe forem transferidos, ser analisado mensalmente, ou de acordo com a
devolvendo os não aplicados; rotina definida pela Secretaria Municipal da Saúde –
· Comunicar à Secretaria Municipal da Saúde – SMS, SMS, bem como o acompanhamento das atividades
fatos decorrentes das atividades ora conveniadas, que do programa.
julgar relevantes e oportunos, visando o bom
desenvolvimento do Programa;
· Apresentar, mensalmente, Balancetes e, anualmente,
Prestação de Contas, bem como os relatórios técnicos
das atividades e de produção de serviços, de acordo
com a rotina definida pela Secretaria Municipal da
Saúde – SMS;
· Facilitar o acesso aos técnicos da Secretaria Municipal
da Saúde – SMS, para exercerem as atividades de

32
Portaria

Portaria nº 3822, de 16 de outubro de 2002.


Aprova o documento norteador à implantação do Programa Saúde da Família, define as responsabilidades das
equipes nucleares do PSF, e reconhece responsabilidades da rede de apoio à sua sustentação do PSF no Município
de São Paulo.

O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE, no uso de suas atribuições,

Considerando o objetivo da Secretaria Municipal de Saúde em cumprir a meta estabelecida, no plano de


Implantação do Programa de Saúde da Família – 1.749 equipes até 2004;
Considerando a importância de estruturar um novo modelo de atenção à saúde no município de São Paulo,
segundo a estratégia de saúde da família;
Considerando a necessidade de se formular princípios, diretrizes e parâmetros aplicados a realidades de São Paulo;
Considerando a importância de se estimular a articulação entre as Instituições de Ensino e de Serviço visando a
participação de ambas no processo de construção do modelo de atenção à saúde estruturado segundo a estratégia
de saúde da família;

RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o documento norteador à Organização da Atenção Básica na cidade de São Paulo.
Art. 2º Definir as responsabilidades das equipes nucleares do PSF e das unidades básicas de saúde as quais estão
inseridos.
Art. 3º Reconhecer as responsabilidades da rede de apoio à implantação do PSF na cidade de São Paulo
respeitando as competências de cada membro e suas funções instituições.
Parágrafo único – Não haverá prejuízo de outras portarias por esta secretaria já emitida no que se refere a esta
matéria.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Eduardo Jorge
Secretário Municipal de Saúde

33
PARTICIPARAM DESTA EDIÇÃO

SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE ASSESSORIA JURÍDICA


EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO PAULO MELO DE ALMEIDA BARROS

COORDENADORA DO PROGRAMA DE APOIO TÉCNICO


SAÚDE DA FAMÍLIA MARIA AMÉLIA DE CAMPOS OLIVEIRA
ANNA MARIA CHIESA MARIA DE FÁTIMA FARIA DUAYER
NEIVA MARIA ROGIÉRI
VICE - COORDENADORA VALÉRIA PANIZZA NADOR
KARINA BARROS CALIFE BATISTA
APOIO FINANCEIRO
ASSESSORES MARCIA ELISABETH W. PADOVANI
CLÉLIA NEVES DE AZEVEDO SANDRA REGINA DE OLIVEIRA ASSEN
IRMÃ MONIQUE BOURGET VERA LÚCIA NOGUEIRA MARTINS
MARIA FÁTIMA DE SOUSA
ROSA MARIA MARÓTTA APOIO ADMINISTRATIVO
TACIANA LÚCIA GUERRA NÓBREGA AMÉLIA ROSSI BALTAZAR
FLÁVIO BARBOSA COELHO
INTERLOCUTORES REGIONAIS FRANCILENE WANDERLEY DA SILVA
ANA REGINA WILLY CAMPOS MARIA DA PENHA OLIVEIRA
ISAMARA GRAÇA CYRINO DE GOUVEIA MARIA DE LOURDES LOPES
MARCIA WALTER DE FREITAS MÔNICA ELUF
MARIA ANGÉLICA CREVELIM
MARILDA DE CÁSSIA CASTRO COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E ARTE
MARIA DO CARMO PORTERO DA SILVA HELMA KÁTIA SENA DA SILVA

GRUPO DE CAPACITAÇÃO CRIAÇÃO E PRODUÇÃO


ANA MARIA BARA BRESSOLIN OLHO DE BOI COMUNICAÇÕES
LAÍS REGINA RAMOS www.olhodeboi.com
NAIRA REGINA DOS REIS FAZENDA
OTILIA SIMÕES GONÇALVES
PATRÍCIA PEREIRA DE SÁLVIO

Programa de Saúde da Família


Rua General Jardim, 36 - 8º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP
CEP 01223-010 - Fone 55 11 3218-4062/3218-4045
www.prefeitura.sp.gov.br/psf
34