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Cálcio

O Cálcio é o eletrólitro em maior abundância no organismo humano (1,5 a 2% de peso


corporal).

Ele é mantido dentro dos limites fisiológicos pela ação combinada do paratormônio e vitamina
D, através de seus efeitos sobre os ossos, intestinos e rins. O cálcio ionizado representa a porção
fisiologicamente ativa do cálcio sérico e corresponde a metade do cálcio total.

Funções
Os principais papéis do cálcio para a saúde verificam-se ao nível da formação da massa óssea e
dos dentes, na contração muscular e na transmissão dos impulsos nervosos. O cálcio é também
muito importante para a coagulação sanguínea (é o fator IV da Cascata de Coagulação) e para
manter bons níveis de colesterol. Além disso, o cálcio também tem uma série de papéis
metabólicos: afeta a função de transporte das membranas celulares, mantém a manutenção da
integridade e permeabilidade das membranas celulares, influencia a transmissão de íons através
das membranas de organelas celulares, a liberação de neurotransmissores, a função dos
hormônios protéicos e a liberação/ativação de enzimas dentro e fora das células. O cálcio
também é necessário para a transmissão nervosa e regulação do batimento cardíaco
(coordenando a ação do sódio e do potássio) e age influenciando na ação do lab-fermento
(enzima que ajuda a coagulação do leite em mamíferos jovens).
O cálcio tem uma grande importância na regulagem do Ciclo de Krebs, ativando algumas
enzimas (socitrato desidrogenase e a-glutarato desidrogenase) e regulando assim a velocidade
de produção de ATP. Também é ativado pelo íon cálcio o complexo da piruvato desidrogenase,
responsável pela conversão de piruvato em acetil-CoA, sendo também regulatório do ciclo.
A presença de vitamina D é necessária para a absorção do cálcio. Funcionalmente, a vitamina D
atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do
aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também
regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.
O cálcio também possui grande importância no estabelecimento do equilíbrio juntamente com o
fósforo (equilíbrio entre fósforo e cálcio, processo esse que normalmente está sujeito a uma
regulação homeostática rigorosa, presente no funcionamento dos rins).

Deficiência
Por ser essencial para o funcionamento do organismo, quando existe deficiência de cálcio na
corrente sanguínea (por má alimentação, questões hormonais ou outros motivos, como a
deficiência de magnésio) o corpo tende a repor a deficiência retirando cálcio dos ossos. A
deficiência de cálcio pode levar a osteopenia e osteoporose, na qual os ossos se deterioram e há
um aumento no risco de fraturas especialmente nos ossos mais porosos.
Também sua deficiência pode causar: agitação, unhas quebradiças, propensão a cáries,
depressão, hipertensão, insônia, irritabilidade, dormência no corpo e palpitações.
Níveis séricos diminuídos de Cálcio podem ser observados no: hipoparatireoidismo,
insuficiência renal, deficiência de vitamina D (raquitismo), pancreatite aguda, transfusões
maciças de sangue.

Excesso
Seu excesso pode ocasionar as conhecidas "pedras" no rim, que são na verdade pequenos
aglomerados de uma substância conhecida como oxalato de cálcio. Este tipo de formação é mais
comum em decorrência da ingestão de cálcio de origem mineral (presente no solo e
conseqüentemente na água de determinadas regiões) e também em alguns suplementos
alimentares, já que este tipo de cálcio não é muito bem absorvido pelo organismo. Ingestão de
água em quantidade suficiente ajuda evitar as pedras nos rins.
Consumir cálcio em excesso também pode ocasionar a redução de outros minerais, como
magnésio.
Também seu excesso pode causar anorexia, dificuldade de memorização, depressão,
irritabilidade e fraqueza muscular.
A hipercalcemia pode ser observada no hiperparatireoidismo, tumores malignos, doença de
Paget (osteíte deformante), hipervitaminose D, nos casos de imobilização por fraturas.

Dosagem de cálcio
A dosagem de cálcio é empregada para auxílio diagnóstico de muitos distúrbios, como a
osteoporose, alterações da paratireóide, alguns tipos de tumores (como o osteossarcoma) etc

Interação com outros nutrientes

O sódio se liga ao cálcio gerando um composto que não é absorvido pelo corpo. Pessoas com
deficiência de cálcio devem evitar o consumo excessivo de sódio (encontrado no sal de cozinha
e diversos alimentos industrializados).

Estudos mostraram que a ingestão de 3 mg de boro por dia pode reduzir a excreção de cálcio em
44%.

Acredita-se que a cafeína contribui para a retirada de cálcio dos ossos.

O ferro também se liga ao cálcio diminuindo a absorção de ambos.

Uma das funções do cálcio é diminuir a acidez do organismo. Uma alimentação muito ácida
exigirá mais cálcio portanto este tipo de alimento (como refrigerantes, pimenta, vinagre, frutas
cítricas) deve ser evitado por pessoas com deficiência do mineral.

O ácido oxálico, encontrado com maior predominância na mandioca, espinafre, cenoura e


rabanete, se liga ao cálcio, portanto o consumo contínuo destes alimentos deve ser evitado em
pessoas com deficiência de cálcio. Suplementos de cálcio ingeridos juntamente com alimentos
ricos em ácido oxálico podem fazer com que o oxalato de cálcio se precipite. O oxalato de cálcio
precipitado é conhecido como pedras nos rins (cálculo renal). O ácido oxálico também é
encontrado em menor quantidade na couve de folhas e de Bruxelas, alho, feijão, batata-doce,
brócolis e agrião, no entanto muitos destes últimos possuem quantidades significativas de cálcio.
Deve-se observar também que a cenoura é uma das principais fontes vegetais de vitamina A, a
abóbora poderia substituí-la em uma dieta.

Ácido fítico - Interage negativamente com o Cálcio.

Água - Beber água em quantidade suficiente para gerar 2 a 2,5 litros de urina diariamente ajuda
a evitar que o cálcio consumido inadequadamente se precipite no sistema linfático.