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08/10/2016 EXERCÍCIOS SOBRE COMPETÊNCIA NO NOVO CPC ­ TURMA PÓS­GRADUAÇÃO ESA/PE | Profa.

 FERNANDA RESENDE

Últimas É possível redução da multa astreinte no Novo CPC?

QUEM SOU EU
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ESA/PE
Recife, P
EXERCÍCIOS SOBRE COMPETÊNCIA NO NOVO CPC - TURMA Professo
PÓS-GRADUAÇÃO ESA/PE ASCES,
Faculdade dos GUARAR
 Profa. Fernanda Resende   09:24:00 METROPOLITANA e Fa
NABUCO nas áreas de 
Civil, Mediação e Arbitra
Cível e Coordenação de
Jurídica. Mestre em Dir
pela Universidade Catól
Pernambuco/UNICAP. P
Graduação da OAB/PE.
Envie suas dúvidas ou 
em "comentários" abaix
Visualizar meu perfil co

OAB FEDERAL

“Parece haver uma orqu
advocacia”, afirma Lam
de Presidente no Paran
Confira as principais no
30 de setembro e 6 de o
Presidentes da OAB Na
gaúcha desagravam adv
Queridos alunos da PÓS­GRADUAÇÃO sobre o NOVO CPC,

STF ­ NOTÍCIAS
O  debate  em  nossa  última  aula  foi  muito  enriquecedor,  estou  certa  que  todos  saíram
da sala angustiados para passar as madrugadas estudando o NOVO CPC. OAB questiona lei do A
depósitos judiciais
Assim,  para  atender  essa  fome  de  saber,  publico  abaixo  as  questões  que  nós Programação da Rádio 
feira (10)
utilizamos  em  nosso  exercício  deste  último  sábado,  bem  como  suas  respectivas
Ministra concede limina
respostas. sem condições financei

BONS ESTUDOS!!!
STJ ­ NOTÍCIAS

Profa. Fernanda Resende. Novos dirigentes do ST
de setembro
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Aumentado valor de dan
acidente ocorrido em ro
EXERCÍCIOS SOBRE COMPETÊNCIA NO NOVO CPC
Reparo posterior à entre
prescrição para devoluç
1.  Assinale  a  alternativa  correta,
considerando  doutrina  e  jurisprudência
TST ­ NOTÍCIAS
prevalentes, nas questões a seguir:
Concluída a correição o
Em  ação  subordinada  ao  procedimento Região (MA)
ordinário,  proposta  perante  o  juízo  da  10ª Min. Aloysio Corrêa da 
Vara  Cível  de  João  Pessoa/PB,  o  réu conciliação judicial e so
Revista TST
alega  como  preliminar  da  contestação
Mantida decisão que nã
a  incompetência  relativa  do  juízo.  A entre site de compras P
preliminar  é  acatada  tendo  o  juízo  da  10ª representante comercia
Vara Cível de João Pessoa/PB declinado para o juízo da 2ª Vara Cível do Recife/PE. A decisão não
é agravada. Recebendo os autos, o juiz da 2ª Vara Cível do Recife/PE, verificando que a decisão é
TRF 5ª REGIÃO ­ NOTÍC
equivocada e julgando­se incompetente: Justifique.
Justiça Federal na 5ª R
a) pode suscitar conflito de competência perante o Tribunal de Justiça de Pernambuco; campanha Outubro Ros
Internet e Intranet do TR
indisponíveis amanhã, 8
b) pode suscitar conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça;
Confirmado direito a ise
automotor por deficiente
c)  pode  devolver  os  autos  ao  juízo  da  10ª  Vara  Cível  de  João  Pessoa/PB,  para  que  este  suscite
conflito de competência perante o tribunal competente;
TJPE ­ NOTÍCIAS

d)  não  pode  suscitar  conflito  de 6/10/2016 16:29:00 ­ Ju


competência. inscrever na XI Semana
Conciliação até o dia 17
2.  Assinale  (V)  para  verdadeiro  e  (F) 5/10/2016 10:28:00 ­ Pa
internas com vagas par
para falso. Justifique sua escolha. Ascom
5/10/2016 09:33:00 ­ Ins
A. (     ) A nulidade da cláusula de eleição Relações de Consumo n
de  foro,  em  contrato  de  adesão,  não  pode começam nesta quarta 
ser  declarada  de  ofício  pelo  juiz,  o  qual,
somente  quando  provocado,  pode  declinar
de competência para o juízo de domicílio do réu.

B. (     ) A competência é determinada no momento em que a ação é proposta; portanto, segundo o
princípio  da  perpetuação  da  jurisdição  (perpetuatio jurisdictionis),  não  há  alteração  da  competência
quando ocorrem modificações irrelevantes do estado de fato ou de direito efetuadas posteriormente
à propositura da ação.

3.  JOÃO,  residente  em  Belo


Horizonte/MG,  pretendendo  adquirir
imóvel  para  veraneio,  interessou­se  por
uma  casa  localizada  em  Escarpas  do
Lago,  Município  de  Capitólio/MG,
integrante  da  Comarca  de  Piumhi/MG,
pertencente  à  Construtora  "B",  sediada
no  Município  de  Divinópolis/MG.
Acertado  o  preço  para  pagamento
parcelado,  os  contratantes  celebraram
compromisso  de  compra  e  venda,  contendo  cláusula  de  eleição  de  foro,  Comarca  de
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Divinópolis/MG.  Depois  de  quitado  o  preço,  o  promitente  vendedor  recusou­se  a  outorgar  o


domínio  e,  por  isso,  o  comprador  ajuizou  ação  de  adjudicação  compulsória  no  Juízo  da
Comarca de Belo Horizonte.

De  acordo  com  a  jurisprudência  dos  Tribunais  Superiores,  marque  a  resposta  CORRETA.
Justifique sua escolha.

a)  O  foro  do  domicílio  do  promitente  comprador  é  o  absolutamente  competente,  visto  que  a
controvérsia envolve relação de consumo.
b) Não há relação de consumo e, por isso, prevalece o foro do domicílio do réu.
c) Mesmo havendo cláusula de eleição de foro, o promitente comprador não fica inibido de propor a
ação em local diverso e, nesse caso, por se tratar de competência relativa, a modificação somente
poderá ocorrer se o réu, por meio de exceção, arguir a incompetência.
d)  Trata­se  de  ação  real  imobiliária  e,  consequentemente,  o  foro  competente  é  o  da  situação  do
imóvel, devendo o juiz, de ofício, reconhecer a sua incompetência.

4.    Contrato  de  empreitada  para  a


construção  de  quatro  navios  foi
concluído,  por  razões  fiscais  e  de
captação  de  financiamentos,  entre  as
subsidiárias  estrangeiras  da  empresa
brasileira  e  do  estaleiro  brasileiro  que
construirá  os  navios.  O  contrato,
assinado  em  Londres,  indica  as  leis
brasileiras  como  aplicáveis  e  Londres
como  foro  exclusivo  do  contrato.  Em
decorrência  do  atraso  desmedido  na  entrega  do  primeiro  navio,  a  empresa  contratante
rescinde  o  contrato  e  ingressa  em  juízo  no  Brasil,  pleiteando  do  estaleiro,  cuja  sede  é  em
Niterói, RJ, a devolução dos pagamentos já feitos.

O  estaleiro  pode  requerer  a  extinção  do  feito,  por  incompetência  da  justiça
brasileira? Justifique sua escolha.

(A)  Sim, em razão da existência de cláusula de foro exclusivo.

(B)  Sim, porque o contrato foi assinado no exterior.

(C)  Não, porque o contrato seria cumprido no Brasil.

(D) Não, porque o contrato é regido pelo direito brasileiro.

5.  A  respeito  da  competência  no


processo civil, assinale a opção correta.
Justifique sua escolha.

A)  É  absoluta  a  competência  do  órgão


jurisdicional estabelecida segundo o critério
funcional,  portanto,  inderrogável.  Por  isso,
o  desmembramento  da  comarca  ou  a
criação  de  uma  vara  especializada  na
comarca  em  cujo  território  se  situe  imóvel
objeto  de  ação  reivindicatória  não  altera  a  competência  funcional  exercida  pelo  juízo  da  comarca

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originária.  Trata­se  da  aplicação  do  princípio  de  que  a  competência  absoluta  do  juízo  deve
prevalecer sobre a competência relativa fixada pela situação do imóvel.

B)  A  execução  de  sentença  prolatada  em  ação  de  separação  judicial  que  tenha  determinado  o
pagamento  do  ressarcimento  de  determinada  quantia  a  título  de  meação  deve  ser  processada  no
juízo cível. No caso, por constituir o ressarcimento a título de meação matéria de natureza cível, o
juízo  de  família  —  sede  em  que  se  constitui  o  título  executivo  judicial  é  absolutamente
incompetente, em razão da matéria, para processar a referida execução.

C) É competente para a ação de alimentos
o  foro  do  domicílio  ou  da  residência  do
alimentando.  Assim,  quando  os  autores
forem  menores  impúberes
hipossuficientes, considerando­se que a lei
deve  ser  aplicada  com  vistas  aos  fins
sociais a que se dirige e por conveniência,
a mudança de domicílio do menor e de seu
representante legal depois de configurada a
relação processual modifica a competência
firmada no momento em que a ação é proposta.

D) O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a ação de investigação
de  paternidade,  quando  cumulada  com  a  de  alimentos,  ainda  que  no  curso  da  lide  sobrevenha  a
maioridade  do  autor,  momento  a  partir  do  qual  cessa,  como  regra,  a  obrigação  de  o  suposto  pai
prestar alimentos. 

6. Leia e analise o acórdão abaixo:

STF:  DIREITO  CONSTITUCIONAL.


PRINCÍPIO  DA  ISONOMIA  ENTRE
HOMENS  E  MULHERES.  AÇÃO  DE
SEPARAÇÃO  JUDICIAL.  FORO
COMPETENTE. ART. 100, I DO CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL. ART. 5º, I E ART.
226,  §  5º  DA  CF/88.  RECEPÇÃO.
RECURSO  DESPROVIDO.  O  inciso  I  do
artigo  100  do  Código  de  Processo  Civil,
com  redação  dada  pela  lei  6.515/1977,  foi
recepcionado  pela  Constituição  Federal  de  1988.  O  foro  especial  para  a  mulher  nas  ações  de
separação  judicial  e  de  conversão  da  separação  judicial  em  divórcio  não  ofende  o  princípio  da
isonomia entre homens e mulheres ou da igualdade entre os cônjuges.
(STF.  RE  227114  /  SP  ­  SÃO  PAULO.  Relator  Ministro  Joaquim  Barbosa.  Julgamento:  22  de
novembro de 2011.)

O posicionamento manifestado em 2011 pelo STF no acórdão acima será recepcionado pelo
CPC/2015? Justifique.

7. Leia e analise o acórdão abaixo:

SENTENÇA  ESTRANGEIRA  CONTESTADA.  CONDENAÇÃO  POR  JUÍZO  ARBITRAL.


DEMANDA  NA  JUSTIÇA  BRASILEIRA.  IMPEDIMENTO  À  HOMOLOGAÇÃO.  INEXISTÊNCIA.
REQUISITOS PREENCHIDOS. PEDIDO DEFERIDO.

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1. Cuidando­se de competência internacional concorrente, a tramitação de ação no Brasil que
possua  o  mesmo  objeto  da  sentença
estrangeira  homologanda  não  impede  o
processo  de  homologação,  sendo  certo
que  terá  validade  o  decisum  que  primeiro
transitar em julgado.
2.  Preenchidos  os  requisitos  exigidos  pela
Resolução  nº  9/STJ,  assim  como  os
previstos  nos  arts.  38  e  39  da  Lei  nº
9.307/96,  impõe­se  a  homologação  da
sentença estrangeira.
3. Pedido deferido.
(STJ.  SEC  9.714/EX,  Rel.  Ministra  MARIA  THEREZA  DE  ASSIS  MOURA,  CORTE  ESPECIAL,
julgado em 21/05/2014, DJe 27/05/2014)

O  posicionamento  manifestado  em  2014  pelo  STJ  no  acórdão  acima  será  recepcionado  pelo
CPC/2015? Justifique.

RESPOSTAS

1. Resposta: A alternativa “D” encontra­se
correta.
A  questão  trata  das  regras  aplicáveis  à
competência  relativa  (territorial/  valor  da
causa).

A  incompetência  relativa  deverá  ser


alegada  pelas  partes  na  preliminar  da
contestação,  no  prazo  legal,  sob  pena  de
prorrogação  da  competência  (art.  64  c.c.
art. 65, do NCPC)
A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício de juiz (súmula 33 do STJ). 

2. Resposta:
            
          A.        Errada.  A  nulidade  da  cláusula  de
eleição  de  foro,  em  contrato  de  adesão,  pode
ser declarada de ofício pelo juiz, que declinará
de  competência  para  o  juízo  de  domicílio  do
réu (art. 190, parágrafo único, NCPC).
     B.     Incompleta. Há exceções ao princípio
da  perpetuação  da  jurisdição.  Referido
princípio,  com  previsão  no  art.  43  do  NCPC,
determina  que  a  competência  é  fixada  no
momento  da  propositura  da  demanda  e  não
mais se modifica. Neste momento, perpetua­se a competência do juízo e nenhuma modificação do
estado  de  fato  ou  de  direito  superveniente  poderá  alterá­la,  salvo  quando  suprimir  órgão
judiciário ou alterar a competência em razão da matéria ou hierarquia.

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3. Resposta: A alternativa ”D” encontra­se correta.

Nas  ações  fundadas  em  direito  real  sobre


imóveis  é  competente  o  foro  da  situação
da  coisa.  Entretanto,  o  autor  poderá  optar
pelo foro do domicílio do réu ou de eleição,
se  o  litígio  não  recair  sobre  direito  de
propriedade, vizinhança, servidão, posse,
divisão  e  demarcação  de  terras  e
nunciação  de  obra  nova  (art.  47,  §1º,
NCPC).

No  caso  da  questão,  o  litígio  recai  sobre  direito  de  propriedade,  razão  pela  qual  não  cabe  ao  autor
optar pelo foro do domicílio ou de eleição, o foro competente é, sem dúvida, o foro da situação do
imóvel,  qual  seja:  o  foro  de  Escarpas  do  Lago,  Município  de  Capitólio/MG,  integrante  da
Comarca de Piumhi/MG.

É  importante  mencionar,  também,  que  predomina  nos  Tribunais  o  entendimento  de  que  “A
competência territorial, em regra, é relativa, entretanto, quando se tratar de ação fundada em direito
real sobre imóvel, é absoluta”. Dessa forma, não poderá haver prorrogação de competência e o juiz
poderá alegar a incompetência de ofício. (STJ REsp 936.218)

4. Resposta: A alternativa “A” encontra­se correta.

O  aluno  pode  observar  que  a  questão  trata  sobre  competência  internacional,  tendo  como  pano  de
fundo caso hipotético de conflito de leis no espaço, havendo divergências sobre a competência do
juízo  brasileiro  frente  ao  inglês.  A  pergunta  trata  das  formalidades  necessárias  para  o
prosseguimento  do  processo,  pois  pressupõe  dúvida  quanto  à  competência relativa.  Trocando  em
miúdos,  a  pergunta  poderia  ser  assim  formulada:  o  réu,  em  sua  contestação,  antes  de  discutir  o
mérito,  pode  alegar  preliminar  de  incompetência  absoluta  (NCPC,  art.  337,  II),  objetivando  a
declaração  de  nulidade  de  todos  os  atos  decisórios  do  juízo  absolutamente  incompetente  (NCPC,
art. 64, §4ª) e a extinção do feito?   

A resposta é positiva, caro aluno. 

O  caso  se  resolve  mediante  a  invocação  do


regramento  aplicável  às  hipóteses  de
competência  internacional  concorrente  ou
cumulativa,  previstos  a  partir  do  art.  21  do
NCPC.  Nesses  artigos,  que  discutimos  em
sala,  há  norma  específica,  dando  conta  de
que o juízo brasileiro também é competente quando a obrigação tiver de ser cumprida no Brasil (art.
21,  II),  independentemente  do  lugar  onde  tiver  sido  celebrado  o  contrato.  De  tal  forma  que  o  juízo
poderia não acatar a preliminar e processar o feito no Brasil.

Todavia, o NCPC trouxe inovação dando prioridade ao foro de eleição escolhido pelas partes quando
o  conflito  se  tratar  de  contratos  internacionais,  conforme  previsto  no  artigo  25:  “Art. 25. Não
compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando
houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo
réu na contestação.”

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Tal  é  o  caso  hipotético  apresentado  na


questão,  onde  se  verifica  existir  um  pacto
contratual, firmado em Londres, que elegeu
a  capital  inglesa  como  foro  exclusivo  do
contrato.  Ora,  à  luz  do  direito  interno
brasileiro,  a  cláusula  de  foro  exclusivo,  a
partir  da  entrada  em  vigor  do  Novo  CPC,
irá prevalecer.

5. Respostas:

LETRA A: A alternativa está errada pois a criação de vara com competência absoluta é motivo para
a modificação e transferência do processo conforme artigo  Art. 43. Determina­se a competência no
momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do
estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou
alterarem a competência absoluta.

LETRA B: A alternativa, conforme entendimento recente do TJPE, está correta.

“CONFLITO  DE  COMPETÊNCIA  ­


PARTILHA DE BENS APÓS O DIVÓRCIO­
CONFLITO  ENTRE  VARA  DE  FAMÍLIA  E
VARA CÍVEL ­ COMPETÊNCIA DA VARA
CÍVEL ­ EXTINÇÃO DE CONDOMÍNIO DE
COISA  COMUM  ­  QUESTÃO
PATRIMONIAL  ENVOLVENDO  TÃO­
SOMENTE  O  DIREITO  REAL  DAS
PARTES.

1.  No  caso,  a  discussão  é  sobre  o  juízo  competente  para  processar  e  julgar  ação  de  partilha  de
bens após o trânsito em julgado do divórcio dos cônjuges.

2.  O  conflito  de  competência  foi  estabelecido  entre  uma  Vara  Cível  (Juízo  suscitado)  e  a  Vara  de
Família e Registro Civil que julgou a ação de divórcio pretérita (Juízo suscitante).

3.  A  pretensão  se  reveste  de  natureza  eminentemente  cível,  possuindo  efeitos  meramente
patrimoniais,  não  havendo  que  se  falar  em  conexão  ou  outra  forma  de  atração  da  competência  da
Vara de Família.

4.  Esgotada  a  competência  do  Juízo  de  Família,  ante  a  conclusão  do  divórcio  e  seu  trânsito  em
julgado,  a  questão  remanescente,  extinção  de  condomínio  de  coisa  comum,  há  de  ser  enfrentada
com base exclusivamente no direito real de cada um dos coproprietários, sendo irrelevante o fato de
terem  sido  cônjuges.  4.Conflito  de  competência  conhecido  para  declarar  o  Juízo  de  Direito  da  3ª
Vara Cível da Comarca do Recife, Juízo suscitado, competente para processar e julgar o processo
autuado sob o n. 89273­85.2013.8.17.0001.

(TJPE.  CC  3238299  PE.  Relator  Des.  Francisco  Eduardo  Goncalves  Sertorio  Canto.
Julgamento:29/05/2014. Órgão Julgador: 3ª Câmara Cível. Publicação:05/06/2014)

LETRA C: Essa alternativa durante muitos anos representou o entendimento do STJ. Todavia, em
2013, a ministra Nancy Andrighi afirmou que os direitos processuais e materiais dos genitores são
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submetidos  ao  interesse  primário  do


menor,  que  é  objeto  central  da  proteção
legal  em  ações  que  o  afetem,  como  no
caso  de  sua  guarda:  “Uma  interpretação
literal  do  ordenamento  legal  pode  triscar  o
princípio  do  melhor  interesse  da  criança,
cuja  intangibilidade  deve  ser  preservada
com  todo  o  rigor”,  asseverou  a  relatora.
Para  ela,  deve­se  garantir  a  primazia  dos
direitos  da  criança,  mesmo  que  implique
flexibilização de outras normas, como a que afirma ser estabilizada a competência no momento da
proposição da ação (artigo 87 do Código de Processo Civil – CPC).

Para  a  ministra,  deve  ser  aplicado  de


forma imediata e preponderante o princípio
do  juiz  imediato,  previsto  no  Estatuto  da
Criança  e  do  Adolescente  (ECA).  Pela
norma,  o  foro  competente  para  ações  e
procedimentos  envolvendo  interesses,
direitos  e  garantias  previstos  no
próprio ECA é determinado pelo local onde

o  menor  tem  convivência  familiar  e
comunitária habitual.

Ela  acrescentou  que  o  CPC  se  aplica,


conforme  previsão  expressa  do  ECA,  de
forma  subsidiária,  cedendo,  portanto,  no
ponto  relativo  à  competência  ou  sua
alteração.  Desse  modo,  a  regra  especial
subordina  as  previsões  gerais  da  lei
processual,  dando  lugar  a  “uma  solução
que  oferece  tutela  jurisdicional  mais  ágil,
eficaz  e  segura  ao  infante,  permitindo,
desse  modo,  a  modificação  da
competência no curso do processo”, afirmou a ministra.

Fonte:  STJ  |  Últimas  Notícias.  O  número  do  processo  não  é  divulgado  em  razão  do  sigilo
judicial. 3ª Turma, rel. Min. Nancy Andrighi.
Disponível  em:  http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?
tmp.area=398&tmp.texto=108303. 

LETRA  D:  A  alternativa  ”D”  encontra­se  correta.  Trata­se  da  interpretação  cumulada  dos  artigos
53, II e 43 do NCPC.

6. Resposta: NÃO. O foro privilegiado da mulher foi extinto no NCPC, tendo sido substituído pelas
hipóteses previstas no artigo 53 abaixo transcrito:

“Art. 53. É competente o foro:

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 I – para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução


de união estável:
a) de domicílio do guardião de filho
incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não
haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das
partes residir no antigo domicílio do casal;”

7. Resposta: SIM

Vejamos o disposto no artigo 24, do NCPC:

Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a
autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas
as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil.

Parágrafo único.  A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a


homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no Brasil.

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