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ESTATÍSTICA BÁSICA

Ponto dos Concursos


Prof. Sérgio Carvalho

AULA 0 - Introdução
AULA 1 – Distribuição de Frequências
AULA 2 – Distribuição de Frequências
AULA 3 – Exercícios
AULA 4 – Medidas de Posição
AULA 5 – Propriedades da Média
AULA 6 – Exercícios
AULA 7 – Medidas de Dispersão
AULA 8 – Medidas de Dispersão
AULA 9 – Medidas de Dispersão
AULA 10 – Correção Linear
AULA 11 – Números Índice
AULA 12 – Momentos Estatísticos, Assimetria e Curtose
AULA 13 – Exercícios
CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

Olá, amigos!
É com imensa satisfação que lhes apresentamos hoje o Curso Regular de
Estatística Básica!
Sabemos que esta disciplina tem tirado o sono de muita gente...! E que muitos
alunos até preferem deixá-la de lado, e dedicar-se somente à Matemática Financeira,
na esperança de conseguir livrar o ponto de corte apenas com os acertos desta última
matéria. Um negócio arriscadíssimo!
E tanto mais se considerarmos que a Estatística Básica nem é assim um bicho-
de-sete-cabeças. E isso nós pretendemos – e vamos – provar a vocês, ao longo das
aulas deste Curso. O objetivo aqui é muito claro: tornar o aluno apto a reconhecer
prontamente o assunto da questão, e a resolvê-la sem maiores dificuldades!
Não interessa se você já é quase um expert no assunto ou se nunca teve
contato com esta disciplina. O Curso não exige qualquer pré-requisito! A não ser a
vontade de aprender, enfrentar o medo e descobrir que a Estatística está longe, muito
longe, de ser a matéria mais difícil de um concurso fiscal.
Só precisa ser bem aprendida! E é para isso que estamos aqui!
Sabemos, melhor que ninguém, que não se aprende Estatística por outro
método, senão resolvendo muitas e muitas questões. E é por meio de mais de cem
resoluções (114 para ser mais preciso) que transmitiremos a vocês, com explicações
minuciosas e completas, todos os conceitos necessários a um conhecimento e
assimilação definitivos!
Entendam bem: não se trata de um curso de exercícios. As resoluções serão
integrantes essenciais das aulas, e nos ajudarão a complementar e fixar o
conhecimento teórico que será ensinado detalhadamente. Ok?
Consideramos este como um Curso Básico. Convém ressaltar que, uma vez
concluído esse estudo, deverá o aluno estar ciente de que precisará dar seguimento
ao aprendizado, por meio da resolução exaustiva e contínua de mais e mais provas
passadas. É esse treino com questões anteriores que não vai deixar que você esqueça
o que será estudado nestas nossas aulas!
A Estatística Básica, tal como é cobrada nas provas de concursos, é cheia de
atalhos. Conhecê-los é imprescindível a quem pretende resolver uma prova em tempo
hábil. Daí a importância deste Curso Básico. Ao final, se alguém pretender continuar
estudando em nossa companhia, é provável que nós elaboremos um Curso de
Exercícios Avançados. Mas esta será outra etapa.
Nossa previsão inicial é de doze aulas. Uma a cada semana. Julgando
necessário, esse número poderá mudar para um maior. (Nunca para um menor). O
exercício final que resolveremos é a prova do AFRF 2005, que acabou deixando muita
gente traumatizada.
Vamos matar esse trauma!
Na seqüência, daremos início à apresentação dos Conceitos Iniciais da
Estatística.

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AULA ZERO

A prova não vai lhe perguntar o que é a Estatística, mas convém que saibamos
que ela é um ramo da matemática, e que trabalha com elementos de pesquisa ou com
modelos probabilísticos.
Como nosso alvo é a Estatística Básica, os tais modelos probabilísticos não
serão objeto deste estudo. Daí, basta ficarmos com a idéia de que trabalharemos com
elementos de pesquisa.
Como é isso? Por exemplo: suponhamos que há uma sala com duzentas
pessoas, e eu pretendo realizar uma pesquisa, para saber qual a idade de cada uma
delas. Ora, como não tenho bola de cristal, o jeito será perguntar, de uma por uma:
Quantos anos você tem? Já pensaram, que pergunta deselegante...
Mas é o jeito! Para eu trabalhar com elementos de pesquisa, o primeiro e
inevitável passo será a coleta dos dados.
Pois bem, eu acabei de questionar aquelas duzentas pessoas e já estou de
posse das respostas que cada uma delas me passou. Ok? Vejamos algumas dessas
respostas:
{28 anos, 35 anos, 17 anos, 14 anos, 22 anos, 31 anos, 45 anos, ...}
Facilmente se vê que esses dados estão desordenados, uma vez que acabaram
de ser recebidos (coletados) e ainda não foram submetidos a nenhuma espécie de
organização. São os chamados dados brutos!
É fácil supor que, se pretendo fazer uma análise, um estudo mais aprofundado
desses elementos, será imprescindível que os organizemos. Claro! Será mais fácil
trabalhar com os dados organizados que com dados brutos.
Organizar os dados é, portanto, a segunda etapa do processo estatístico!
A forma mais básica de organização dos dados é o conhecido rol, o qual
consiste, tão somente, em um arranjo dos dados brutos em ordem crescente ou
decrescente. Normalmente, em prova, o rol vem com dados em ordem crescente!
Tomando aqueles dados brutos e os transformando em rol, teremos:
{14 anos, 17 anos, 22 anos, 28 anos, 31 anos, 35 anos, 45 anos, ...}
O rol não é a única maneira de organização dos dados. É apenas uma delas, a
mais simples!
Uma vez que estivermos com os elementos da pesquisa, coletados e
organizados, será conveniente descrevê-los. Descrever os dados é o mesmo que
apresentá-los. E isso poderá ser feito também de várias formas. Poderemos
apresentar os dados por meio de uma tabela, por meio de um gráfico, ou outra
qualquer.
O fato é que, ao concluirmos essas três fases iniciais do processo estatístico –
coleta, organização e descrição dos dados – somente então estaremos aptos a passar
às duas etapas finais, que consistem em proceder à análise dos elementos para,
enfim, chegarmos a uma conclusão ou tomada de decisão.
Obviamente que a Estatística não se prestará a um objetivo tão pobre como o
de meramente coletar dados de pesquisa para dispô-los numa tabela. Claro que não!
O alcance da Estatística é maior: aqueles elementos servirão a uma análise, porque,
ao final, queremos chegar a uma conclusão! Existe uma decisão a ser tomada, e o
será com base na conclusão a qual a análise dos dados nos conduzir!

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A Estatística está na vida das pessoas, muito mais do que elas imaginam!
Não há um só medicamento vendido nas farmácias que não tenha sido
submetido a rigorosos controles estatísticos! Antes de virar “remédio”, aquela droga
foi testada um zilhão de vezes. Primeiro em bichos e depois em gente. E foram
anotados os efeitos colaterais causados pela droga, em cada uma das vezes que elas
foram tomadas pelos pacientes. Esses dados foram analisados, para gerar uma
conclusão. Aquela substância só se transforma em medicamento e chega às
prateleiras se a conclusão for satisfatória e os riscos estiverem dentro de um padrão
aceitável.
Esse é apenas um minúsculo exemplo. São milhares deles!
Os autores costumam classificar a Estatística em Descritiva e Inferencial. Nossa
memorização passará pelo alfabeto: neste, o D vem antes do I. Assim, a Estatística
Descritiva (a do D) englobará as etapas iniciais do processo estatístico, quais sejam,
a coleta, a organização e a descrição dos dados. Já a Estatística Inferencial (a do
I), se encarregará da análise dos dados e tomada de decisão, que são as etapas finais
do processo.
Ficou fácil: a Estatística do D vem antes da Estatística do I.
Pode-se resumir as três etapas da Estatística Descritiva em uma única palavra:
síntese! Daí, coletar os dados, organizá-los e descrevê-los é o mesmo que fazer a
síntese dos dados. Ok?
Voltemos àquele exemplo inicial, das duzentas pessoas na sala. Minha pesquisa
é sobre a idade de cada uma delas. Ora, se eu tiver tempo e paciência para extrair a
informação de todas as pessoas da sala, estarei trabalhando com a população
inteira. População, na Estatística, é, pois, o conjunto universo do qual extraímos a
informação! No exemplo da sala, aquelas duzentas pessoas serão a população!
E se trabalho com a população inteira, estarei fazendo um estudo estatístico
chamado censo! Ou seja, o censo é uma forma de fazer uma pesquisa estatística, em
que todos os elementos da população são consultados!
Mas se eu considerar que duzentas pessoas é muita gente, e que eu perderia
muito tempo e dinheiro para coletar os dados de todos eles, haveria uma outra forma
possível para trabalharmos? Sim! Ao invés de usarmos toda a população para coletar
as respostas, escolheremos apenas uma parte menor dela, um subgrupo, que terá o
poder de representá-la por inteiro.
Suponhamos, então, que eu decidi fazer a pergunta a apenas cinqüenta
pessoas. Esse grupo menor será chamado de amostra, e estaremos realizando um
estudo estatístico por amostragem.
Atentemos para o fato de que amostra não é meramente um pedaço menor da
população! Não é só isso! A característica fundamental da amostra é a da
representatividade! Claro! Não adiantaria eu escolher uma única pessoa e perguntar a
sua idade. Essa única resposta, certamente, não teria o poder de representar a
população toda. Não poderíamos estender à população uma conclusão oriunda de um
subgrupo não-significativo. Concordam?
Daí, uma pergunta: Mas, professor, qual seria o número mínimo de elementos
de uma população que poderia ser adotado, para que possamos considerá-lo uma
amostra? Boa pergunta! Existem cálculos para isso! Há fórmulas prontas, por meio
das quais se define o número de elementos da amostra, com base no número de
elementos da população e do erro que se pretende admitir ao trabalharmos com a
amostra.
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A boa notícia é que esses cálculos, para determinação do número de elementos


da amostra, estão além dos interesses da nossa prova de Estatística Básica!
Para nós, basta saber que de um lado existe a população, e esta relaciona-se
com o conceito de censo; de outro lado existe a amostra, relacionada com o conceito
de amostragem! Ok?
Mais adiante, numa próxima aula, veremos como o conhecimento desses dois
conceitos tem sido exigido em questões de provas recentes, envolvendo cálculos e
tudo mais! (E veremos como é um negócio fácil...)
Se eu estudei a idade das pessoas daquela sala, então a minha variável
estatística era idade. Se eu for estudar peso, a variável será o peso. Se eu for
estudar a religião praticada pelas pessoas, essa será a variável. Em suma, variável
estatística é o objeto do estudo!
Podemos classificar as variáveis estatísticas em variáveis quantitativas e em
variáveis qualitativas.
Serão quantitativas quando lhes pudermos atribuir um valor numérico. Qual a
sua idade? A resposta é um número? Sim! Então, idade é uma variável quantitativa.
Quantos livros você lê por ano? A resposta é um número? Sim! Então, número de
livros lidos por ano é uma variável quantitativa. Por outro lado, se pergunto qual a sua
cor preferida, a resposta não é um valor numérico. Logo, a variável será dita
qualitativa.
Essa primeira classificação é bem simples. Concordam? Existe ainda uma
subclassificação!
Variáveis Quantitativas poderão ser ditas discretas ou contínuas.
Serão variáveis quantitativas discretas (também chamadas descontínuas)
aquelas que forem obtidas por um processo de contagem. Se para responder à
pergunta “Quantas pessoas moram na sua casa?” você precisa fazer uma contagem,
então estamos diante de uma variável discreta.
Já as variáveis contínuas são aquelas obtidas por um processo de medição! Se
alguém perguntar o seu peso, você precisará subir numa balança e medir. Assim,
peso é uma variável contínua.
Essas dicas – contagem para variável discreta e medição para variável contínua
– são conceitos mnemônicos, ou seja, usados para auxiliar a memorização. E os
conceitos formais, quais seriam? Vamos aprender por meio de dois exemplos.
Considere a reta abaixo, formada por resultados possíveis à pergunta “Quantas
pessoas moram na sua casa?” Teremos:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 ...

Ora, sejam quantas forem as pessoas entrevistadas, todas as respostas


recairão sempre sobre os valores inteiros (1, 2, 3, 4, 5 etc). Ou seja, jamais alguém
poderá dizer que moram 3,75 pessoas em sua casa! Concordam?
Por isso dizemos que a variável discreta é também chamada variável
descontínua. Porque entre um resultado possível e outro existe uma descontinuidade.
Certo?
Agora, consideremos a seguinte reta de resultados possíveis abaixo, e que
estejamos investigando o peso de um grupo de pessoas. Vejamos:
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10 20 30 40 50 60 70 80 90 ...

Poderia alguém responder que pesa 64,325kg? Claro! Observamos facilmente


que para esta variável não há qualquer descontinuidade entre um resultado possível e
outro! Ou seja, a variável contínua pode assumir qualquer resultado.
Esses conceitos – variável discreta e variável contínua – bem como a quase
totalidade dos demais conceitos estudados nesta aula inaugural, não têm sido
cobrados nas provas mais recentes da Esaf. Costumavam sê-lo, e muito, em provas
mais antigas. Sendo assim, por que temos que estudá-los? Primeiramente, porque
ainda continuam presentes nos programas atuais. E depois porque não há,
simplesmente, como saltar esse conhecimento básico. Ele terá, sim, sua utilidade,
como veremos ao longo das aulas.
Constarão de qualquer programa de Estatística Básica de concurso tópicos
como Medidas de Posição, Medidas Separatrizes, Medidas de Dispersão, Medidas de
Assimetria, Medidas de Curtose, entre outros. Ora, estudaremos o que significa e
como se calcula cada uma dessas medidas! O que precisamos saber é que todos esses
cálculos serão realizados com base nos dados de um determinado conjunto.
Chegamos ao ponto: a maneira mais usual de um conjunto de dados ser
apresentado em uma prova qualquer é por meio de uma tabela, que receberá o nome
de Distribuição de Freqüências!
Voltemos ao exemplo daquela sala de aula, com duzentas pessoas, e eu quero
saber agora quantos livros cada um lê por ano. Pois bem, para simplificar minha vida,
eu posso estabelecer alguns intervalos, que representarão as respostas daquelas
pessoas. Por exemplo: pessoas que lêem de 0 a 5 livros por ano (cinco exclusive!);
que lêem de 5 a 10 livros por ano (dez exclusive!); que lêem de 10 a 15 (quinze
exclusive!); e de 15 a 20. Colocando essas classes de resultados numa coluna da
tabela, teremos:

Classes fi
(número de livros (pessoas)
lidos por ano)
0 !--- 5
5 !--- 10
10 !--- 15
15 !--- 20
Total

Para complementar a tabela, agora eu pedirei: “Por gentileza, pessoas que lêem
entre zero e quatro livros por ano, levantem a mão!” Percebam que nesse momento
se fará um silêncio constrangedor... e todos meio com vergonha de erguer a mão e
revelar que não são leitores assim tão assíduos como gostariam de ser... Mas aí eu
insisto: “Vamos lá, minha gente! É só para eu preencher a tabela...” Resultado: 108
corajosas (e preguiçosas) pessoas ergueram a mão. Repetindo a pergunta para
leitores de cinco a nove livros por ano, 72 pessoas se pronunciaram. Nova pergunta,
agora para o intervalo de 10 a 14 livros, e apenas 18 pessoas ergueram o braço.

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Finalmente, na última pergunta, duas míseras pessoas (o que é diferente de duas


pessoas míseras!), levantaram a mão.
Informando o resultado desta pesquisa na tabela, teremos o seguinte:

Classes fi
(número de livros (pessoas)
lidos por ano)
0 !--- 5 108
5 !--- 10 72
10 !--- 15 18
15 !--- 20 2
Total 200

Pronto, meus amigos! Estamos diante de uma Distribuição de Freqüências!


Trata-se, portanto, de uma tabela que retratará o resultado de uma pesquisa
realizada. A característica marcante da Distribuição de Freqüências é que a variável
estudada estará subdivida em classes!
Dedicaremos a próxima aula inteira a conhecer e a dissecar uma Distribuição de
Freqüências! Exploraremos ao máximo essa tabela, pois ela se tornou, por assim
dizer, a alma de uma prova de Estatística Básica! Saber trabalhar com uma
Distribuição de Freqüências é meio caminho andado para se fazer uma boa prova!
No sentido inverso, se você não tiver desenvoltura para trabalhar com a
Distribuição, estará em maus lençóis na hora da prova! Ok?
Mas esse estudo será objeto da Aula 01.
Por hora, ficamos por aqui, esperando, sinceramente, que você nos acompanhe
neste projeto!
Na seqüência, apresentamos a relação das cento e poucas questões que
resolveremos ao longo das aulas, para complementar e sedimentar o conhecimento
teórico.
Um forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

RELAÇÃO DAS QUESTÕES DO CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS

01. (AFRF-2000) Utilize a tabela que se segue.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

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Suponha que a tabela de freqüências acumuladas tenha sido construída a partir de
uma amostra de 10% dos empregados da Cia. Alfa. Deseja-se estimar, utilizando
interpolação linear da ogiva, a freqüência populacional de salários anuais
iguais ou inferiores a R$ 7.000,00 na Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde a este número.
a) 150 b) 120 c) 130 d) 160 e) 180

02. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P
representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações
coincidentes com os extremos das classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100
Assinale a opção que corresponde à estimativa da freqüência relativa de
observações de X menores ou iguais a 145.
a) 62,5% d) 45,0%
b) 70,0% e) 53,4%
c) 50,0%

03. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde à estimativa do número de indivíduos na


população com valores do atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que
50,5.
a) 700 d) 995
b) 638 e) 900
c) 826

04. (AFRF 2003) Considere a tabela de freqüências seguinte correspondente a


uma amostra da variável X. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.

Classes Freqüências
Acumuladas (%)
2.000 – 4.000 5
4.000 – 6.000 16
6.000 – 8.000 42
8.000 – 10.000 77
10.000 – 12.000 89
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12.000 – 14.000 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x da distribuição


amostral de X que não é superado por cerca de 80% das observações.
a) 10.000 d) 11.000
b) 12.000 e) 10.500
c) 12.500

05. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências


abaixo, não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa, via interpolação da ogiva, do


número de observações menores ou iguais ao Valor 164.
a) 46 b) 26 c) 72 d) 35 e) 20

06. (FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo apresenta as freqüências


acumuladas (F) correspondentes a uma amostra da distribuição dos salários
anuais de economistas (Y) – em R$ 1.000,00, do departamento de fiscalização
da Cia. X. Não existem realizações de Y coincidentes com as extremidades das
classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

Assinale a opção que corresponde ao valor q, obtido por interpolação da ogiva,


que, estima-se, não é superado por 80% das realizações de Y.
a) 82,0 b) 80,0 c) 83,9 d) 74,5 e) 84,5

07. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Deseja-se estimar, via interpolação da ogiva, o nível salarial populacional que


não é ultrapassado por 79% da população. Assinale a opção que corresponde a essa
estimativa.
a) R$ 10.000,00

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b) R$ 9.500,00
c) R$ 12.500,00
d) R$ 11.000,00
e) R$ 11.500,00

08. (Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) A tabela abaixo apresenta


a distribuição de freqüências do atributo salário mensal medido em quantidade
de salários mínimos para uma amostra de 200 funcionários da empresa X. Note
que a coluna Classes refere-se a classes salariais em quantidades de salários
mínimos e que a coluna P refere-se ao percentual da freqüência acumulada
relativo ao total da amostra. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

Assinale a opção que corresponde à aproximação de freqüência relativa de


observações de indivíduos com salários menores ou iguais a 14 salários mínimos.
a) 65% d) 60%
b) 50% e) 70%
c) 80%

09. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) O quadro seguinte


apresenta a distribuição de freqüências da variável valor do aluguel (X) para
uma amostra de 200 apartamentos de uma região metropolitana de certo
município. Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x tal que a freqüência
relativa de observações de X menores ou iguais a x seja 80%.

Classes R$ Freqüências
350 – 380 3
380 – 410 8
410 – 440 10
440 – 470 13
470 – 500 33
500 – 530 40
530 – 560 35
560 – 590 30
590 – 620 16
620 – 650 12

a) 530 b) 560 c) 590 d) 578 e) 575

MEDIDAS DE POSIÇÃO

10. (BANCO CENTRAL-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o


desvio-padrão era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento de
10%. O salário médio passou a ser de:
a) $ 90.000,00 d) $ 99.000,00
b) $ 91.000,00 e) $ 100.000,00
c) $ 95.000,00

11. (AFPS-2002/ESAF) Assinale a opção que dá o valor de “a” para o qual a

∑i =1 ( xi − a) = 0
n
equação é sempre verdadeira.
a) A média dos valores x.
b) A mediana dos valores x.
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c) A moda dos valores x.
d) O desvio padrão dos valores x.
e) O coeficiente de assimetria dos valores x.
12. (TCDF-95) Em uma empresa, o salário médio dos empregados é de R$500,00. Os
salários médios pagos aos empregados dos sexos masculino e feminino são de
R$520,00 e R$420,00, respectivamente. Então, nessa empresa:
a) o número de homens é o dobro do número de mulheres.
b) O número de homens é o triplo do número de mulheres.
c) O número de homens é o quádruplo do número de mulheres.
d) O número de mulheres é o triplo do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

13. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) Em uma amostra,


realizada para se obter informação sobre a distribuição salarial de homens e
mulheres, encontrou-se que o salário médio vale R$ 1.200,00. O salário médio
observado para os homens foi de R$ 1.300,00 e para as mulheres foi de R$
1.100,00. Assinale a opção correta.
a) O número de homens na amostra é igual ao de mulheres.
b) O número de homens na amostra é o dobro do de mulheres.
c) O número de homens na amostra é o triplo do de mulheres.
d) O número de mulheres é o dobro do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

14. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15,
15, 15, 16, 16, 18, 23
Com base nestes dados, assinale a opção que corresponde ao preço modal.

a) 7 b) 23 c) 10 d) 8 e) 9

15. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) Dados os conjuntos de valores:


A = {1, 1, 2, 3, 4, 5, 8, 8, 8, 8, 9, 10}
B = {6, 7, 8, 9, 10, 11, 12}
C = {1, 2, 4, 4, 4, 4, 5, 6, 9, 9, 9, 9, 10}

Em relação à moda, afirmamos que:


I – A é unimodal e a moda é 8
II – B é unimodal e a moda é 9
III – C é bimodal e as modas são 4 e 9

Então, em relação às afirmativas, é correto dizer que:


a) Todas são verdadeiras
b) Todas são falsas
c) Somente I e II são verdadeiras
d) Somente I e III são verdadeiras
e) Somente II e III são verdadeiras

16. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Em uma fila, oito pessoas


esperaram, em minutos, os seguintes tempos para serem atendidas: 8, 11, 5,
14, 16, 11, 8 e 11. O tempo mediano de espera, em minutos, é:
A) 11 B) 13 C) 15 D) 17

17. (ANAL. FIN. E CONT. GDF-94) Os valores (em 1000 URVs) de 15 imóveis
situados em uma determinada quadra são apresentados a seguir, em ordem
crescente: 30, 32, 35, 38, 50, 58, 64, 78, 80, 80, 90, 112, 180, 240 e 333.
Então, a mediana dos valores destes imóveis é:
a) 78 c) 80
b) 79 d) 100

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18. (ESAF/TTN) Assinale a opção correta.


a) A moda é uma medida de posição que permite dividir a distribuição em duas
partes de igual freqüência.
b) A média harmônica é a média geométrica dos inversos das determinações da
variável.
c) A média aritmética não é influenciada pelos valores extremos da
distribuição.
d) A moda e a mediana são influenciadas pelos valores extremos da
distribuição.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são expressas na mesma unidade de
medida da variável a que se referem.

19. (Analista fin..e controle GDF 94 CESPE) Um órgão financiador de projetos


recebeu nos últimos doze meses as seguintes quantidades mensais de propostas
de projetos: 22, 10, 8, 16, 20, 26, 30, 40, 42, 36, 28, 24. Assinale a
alternativa que representa o 1º quartil deste conjunto.
a) 18 b) 20 c) 22 d) 24

(AFC-94 ESAF) Para a solução das duas questões seguintes, utilize a série
estatística abaixo:
2 5 7 13
3 6 9 13
3 6 11 13
4 6 11 13
4 7 12 15

20. Os valores da mediana e da moda da série são, respectivamente:


a) 4 e 15 b) 7 e 12 c) 6 e 13 d) 7 e 13 e) 9 e 13

21. Os valores do 1º e do 3º quartil da série são, respectivamente:


a) 2 e 15 b) 5 e 12 c) 4 e 13 d) 4 e 12 e) 6 e 13

22. (TTN-94) Marque a alternativa correta:


a) O intervalo de classe que contém a moda é o de maior freqüência relativa
acumulada (crescentemente).
b) A freqüência acumulada denominada “abaixo de” resulta da soma das
freqüências simples em ordem decrescente.
c) Em uma distribuição de freqüências existe uma freqüência relativa
acumulada unitária, ou no primeiro, ou no último intervalo de classe.
d) O intervalo de classe que contém a mediana é o de maior freqüência
absoluta simples.
e) Os intervalos de classe de uma distribuição de freqüência têm o ponto
médio eqüidistante dos limites inferior e superior de cada classe e sua
amplitude ou é constante ou guarda uma relação de multiplicidade com a
freqüência absoluta simples da mesma classe.

23. (ESAF/TTN) Dado o gráfico abaixo, onde fi é a freqüência simples ou


absoluta da i-ésima classe, então:

fi

12

10
8

4
2
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2 4 6 8 10 12 14 16 idades

a) a moda se encontra na 4o classe e é igual a 9;


b) o número de observações é 42;
c) como a distribução é assimétrica, moda=média=mediana;
d) a freqüência acumulada crescente da 3ª classe é 20;
7
e) ∑ fi = 48 .
i =1

24. (FISCAL DO TRABALHO-94) O levantamento de dados sobre os salários de 100


funcionários de uma determinada empresa forneceu os seguintes resultados:

Quantidade de Quantidade de
salários mínimos funcionários
2 |— 4 25
4 |— 6 35
6 |— 8 20
8 |— 10 15
10|— 12 5
Total 100
É correto afirmar que:
a) 20% dos funcionários recebem acima de 6 salários mínimos
b) a mediana é 7 salários mínimos
c) 60% dos funcionários recebem menos que 6 salários mínimos
d) o salário médio é de 7 salários mínimos
e) 80% dos funcionários recebem de 6 a 8 salários mínimos

(TTN-94) Considere a distribuição de freqüências transcrita a seguir:

Xi fi
2 |— 4 9
4 |— 6 12
6 |— 8 6
8 |— 10 2
10|— 12 1

25. A média da distribuição é igual a:


a) 5,27 b) 5,24 c) 5,21 d) 5,19 e) 5,30

26. A mediana da distribuição é igual a:


a) 5,30kg
b) 5,00kg
c) um valor inferior a 5kg
d) 5,10kg
e) 5,20kg

27. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) As distâncias, em milhares de quilômetros,


percorridas em um ano pelos 20 táxis de uma empresa, estão representadas no
quadro seguinte:
Distâncias Número de Táxis
45 |— 55 3
55 |— 65 7
65 |— 75 4
75 |— 85 5
85 |— 95 1
Total

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Nestas condições, é correto afirmar que a mediana dessa distribuição, em
milhares de quilômetros é:
a) 57 b) 61 c) 65 d) 69 e) 73

28. (AFTN/1994) Com relação à distribuição de freqüências abaixo, podemos


dizer que a mediana e a moda:
classes fi
2 |— 4 7
4 |— 6 9
6 |— 8 18
8 |—10 10
10 |— 12 6
Total
a) Têm valor superior ao da média aritmética
b) Têm valor inferior ao da média aritmética
c) Têm o mesmo valor
d) Diferem por um valor igual a 10% da média aritmética
e) Diferem por um valor superior a 10% da média aritmética.

29. Considere a seguinte distribuição de freqüências:


classes fi
0 |— 5 20
5 |— 10 20
10 |— 15 40
15 |— 20 10
20 |— 25 10
Total
A moda da distribuição é:
a) 12,5; dada a simetria da distribuição.
b) Inferior à média aritmética e à mediana.
c) Superior à média aritmética e à mediana.
d) Igual à menor freqüência simples absoluta.
e) Igual à média aritmética.

(AFTN-96) Para efeito das cinco próximas questões, considere os seguintes dados:

DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS DAS IDADES DOS


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ALFA, EM 1º/1/90
Classes de Freqüência Pontos Xi − 37 fi.di fi.di2 Fi.di3 fi.di4
Idades s Médios = di
(anos) (fi) (Xi) 5
19,5 |— 24,5 2 22 -3 -6 18 -54 162
24,5 |— 29,5 9 27 -2 -18 36 -72 144
29,5 |— 34,5 23 32 -1 -23 23 -23 23
34,5 |— 39,5 29 37 — — — — —
39,5 |— 44,5 18 42 1 18 18 18 18
44,5 |— 49,5 12 47 2 24 48 96 192
49,5 |— 54,5 7 52 3 21 63 189 567
Total 16 206 154 1106

30. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 37,4 anos b) 37,8 anos c) 38,2 anos d) 38,6 anos e)39,0
anos

31. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 35,49 anos b)35,73 anos c) 35,91 anos d)37,26 anos e)38,01
anos

32. Marque a opção que representa a moda das idades dos funcionários em
1º/1/90.

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a) 35,97 anos d) 37,03 anos
b) 36,26 anos e) 37,31 anos
c) 36,76 anos

Para efeito das duas questões seguintes, sabe-se que o quadro de pessoal da
empresa continua o mesmo em 1º/1/96.

33. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 37,4 anos d) 43,8 anos
b) 39,0 anos e) 44,6 anos
c) 43,4 anos

34. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 35,49 anos c) 41,49 anos e) 43,26 anos
b) 36,44 anos d) 41,91 anos

(AFRF-2000) Para efeito das duas próximas questões faça uso da tabela de
freqüências abaixo.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

35. Quer-se estimar o salário médio anual para os empregados da Cia. Alfa.
Assinale a opção que representa a aproximação desta estatística calculada com
base na distribuição de freqüências.
a) 9,93 d) 10,00
b) 15,00 e) 12,50
c) 13,50

36. Quer-se estimar o salário mediano anual da Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde ao valor aproximado desta estatística, com base na distribuição
de freqüências.
a) 12,50 d) 12,00
b) 9,60 e) 12,10
c) 9,00

(AFRF-2002) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue.
Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X) foram
examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse
exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa
intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência
relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100
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37. Assinale a opção que dá o valor médio amostral de X.


a) 140,10 d) 140,00
b) 115,50 e) 138,00
c) 120,00

38. Assinale a opção que corresponde à estimativa do quinto decil da


distribuição de X.
a) 138,00 d) 139,01
b) 140,00 e) 140,66
c) 136,67

(AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de
tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de
freqüências seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

39. Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do


atributo X.
a) 71,04 d) 68,08
b) 65,02 e) 70,02
c) 75,03

40. Assinale a opção que corresponde ao valor modal do atributo X no conceito


de Czuber.
a) 69,50 b) 73,70 c) 71,20 d) 74,53 e) 80,10

41. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências


abaixo, não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Classe Freqüência Acumulada
129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100
Assinale a opção que corresponde ao oitavo decil.
a) 179,5 d) 184,5
b) 189,5 e) 174,5
c) 183,9

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas


próximas questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a
uma amostra da distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$
1.000,00, do departamento de fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de
Y coincidentes com as extremidades das classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
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59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

42. Assinale a opção que corresponde ao salário anual médio estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X.
a) 70,0 d) 74,4
b) 69,5 e) 60,0
c) 68,0

43. Assinale a opção que corresponde ao salário modal anual estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X, no conceito de Czuber.
a) 94,5 d) 69,7
b) 74,5 e) 73,8
c) 71,0

44. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:

Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1

Deseja-se obter informação sobre o preço mediano praticado na amostra. Assinale


a opção que melhor aproxima este valor.
a) 16 b) 19 c) 17 d) 11 e) 14,2

45. (Fiscal-Campinas-2002) Dada a distribuição de freqüência abaixo, indique o


valor da Moda e Mediana, respectivamente

Classes Fi
4|—6 12
6|—8 36
8|—10 18
10|—12 4
a) 7,14 7,28 d) 5,84 7,5
b) 6,54 5,78 e) 6,24 6,78
c) 7,24 6,38

46. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Assinale a opção que corresponde ao salário mediano


a) R$ 10.250, b)R$ 8.000, c) R$ 8.700, d)R$ 9.375, e) R$ 9.500,

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(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Para a solução das três


próximas questões utilize o enunciado que segue.

A tabela abaixo apresenta a distribuição de freqüências do atributo salário


mensal medido em quantidade de salários mínimos para uma amostra de 200
funcionários da empresa X. Note que a coluna Classes refere-se a classes
salariais em quantidades de salários mínimos e que a coluna P refere-se ao
percentual da freqüência acumulada relativo ao total da amostra. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

47. Assinale a opção que corresponde ao salário médio amostral calculado a


partir de dados agrupados.
a) 11,68 d) 16,00
b) 13,00 e) 14,00
c) 17,21

48. Assinale a opção que corresponde ao salário modal no conceito de Czuber.


a) 6 b) 8 c) 10 d) 12 e) 16

49. Assinale a opção que corresponde ao salário mediano calculado a partir de


dados agrupados por interpolação da ogiva.
a) 12 d) 10
b) 9 e) 11
c) 8

50. (Técnico de Planejamento e Pesquisa IPEA 2004 ESAF) Para uma amostra
aleatória de determinado atributo encontrou-se a seguinte distribuição de
freqüências. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.
Classes Freqüências
2000 – 4000 18
4000 – 6000 45
6000 – 8000 102
8000 – 10000 143
10000 – 12000 32
12000 – 14000 60
Assinale a opção que corresponde à melhor aproximação do nonagésimo quinto
percentil.
a) 13.000 d) 12.667
b) 12.585 e) 13.900
c) 13.333

As três próximas questões dizem respeito à distribuição de freqüências seguinte


associada ao atributo de interesse . X Não existem observações coincidentes com
os extremos das classes.
Classe Freqüências
s Simples
0-10 120
10-20 90
20-30 70
30-40 40
40-50 20

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51. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá, aproximadamente, a média
amostral de X
a) 25,00 b) 17,48 c) 18,00 d) 17,65 e) 19,00

52. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá a moda no conceito de Czuber.
a) 5 b) 4 c) 8 d) 10 e) 15

53. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá o valor aproximado da mediana
amostral das observações de . X
a) 20,0 b) 5,0 c) 12,0 d) 15,8 e) 15,6

MEDIDAS DE DISPERSÃO

54. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) No conjunto de dados A={3, 5, 7, 9, 11}, o


valor do desvio médio é:
a) 2,1 d) 2,8
b) 2,4 e) 3,1
c) 2,6

55. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) O desvio padrão do conjunto de dados A={2,


4, 6, 8, 10} é, aproximadamente:
a) 2,1 b) 2,4 c) 2,8 d) 3,2 e) 3,6
56. (AFC-94) Entre os funcionários de um órgão do governo, foi retirada uma
amostra de dez indivíduos. Os números que representam as ausências ao
trabalho registradas para cada um deles, no último ano, são: 0, 0, 0, 2, 2,
2, 4, 4, 6 e 10. Sendo assim, o valor do desvio padrão desta amostra é:
a) 3 c) 10
b) 9 d) 30
57. (Fiscal de Rendas RJ 2003 FJG) O desvio-padrão populacional dos valores
30, 40 e 50 é igual, aproximadamente, a:
A) 8 B) 8,16 C) 10 D) 10,16

58. (AFC-94) Uma empresa que possui 5 máquinas copiadoras registrou em cada
uma delas no último mês (em 1000 unidades): 20, 23, 25, 27 e 30 cópias,
respectivamente. O valor da variância desta população é:
a) 5 b) 11,6 c) 14,5 d) 25

59. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Os valores de uma amostra de


cinco elementos são: 4, 3, 3, 5 e 5. A variância dessa amostra é de:
A) 4,00 b) 3,00 c) 2,33 d) 1,00

60. (AFPS-2002/ESAF) Dada a seqüência de valores 4, 4, 2, 7 e 3 assinale a


opção que dá o valor da variância. Use o denominador 4 em seus cálculos.
a) 5,5 b) 4,5 c) 3,5 d) 6,0 e) 16,0

61. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15,
15, 16, 16, 18, 23
Os valores seguintes foram calculados para a amostra:

Σi Xi = 490 e Σi Xi2 – (Σi Xi )2/ 50 = 668

Assinale a opção que corresponde à mediana e à variância amostral,


respectivamente (com aproximação de uma casa decimal)
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a) (9,0 13,6) d) (8,0 13,6)
b) (9,5 14,0) e) (9,0 14,0)
c) (8,0 15,0)

62. (AFC-94) A média e a variância do conjunto dos salários pagos por uma
empresa eram de $285.000 e 1,1627x1010, respectivamente. O valor da variância
do conjunto dos salários após o corte de três zeros na moeda é:
a) 1,1627x107 c) 1,1627x105
b) 1,1627x106 d) 1,1627x104

63. (BACEN-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o desvio


padrão dos salários era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento
de 10%. O desvio padrão dos salários passou a ser de:
a) $ 10.000,00 d) $ 10.900,00
b) $ 10.100,00 e) $ 11.000,00
c) $ 10.500,00

64. (FISCAL DO TRABALHO-94) Do estudo do tempo de permanência no mesmo


emprego de dois grupos de trabalhadores (A e B), obtiveram-se os seguintes
resultados para as médias X a e X b e desvios-padrão Sa e Sb.
Grupo A: X a = 120 meses e Sa=24 meses
Grupo B: X b = 60 meses e Sb=15 meses
É correto afirmar que:
a) a dispersão relativa no grupo A é maior que no grupo B
b) a média do grupo B é 5/8 da média do grupo A
c) a dispersão absoluta do grupo A é o dobro da dispersão absoluta do grupo B
d) a dispersão relativa do grupo A é 4/5 da dispersão relativa do grupo B
e) a média entre os dois grupos é de 180 meses

65. (TCU-93) O quadro abaixo apresenta a renda mensal per capita das
localidades A e B:
Localidade Média Desvio Padrão
A 50 10
B 75 15

Assinale a opção correta:


a) O intervalo semi-interquartílico é dado por [10, 15]
b) A renda da localidade A é mais homogênea que a renda na localidade B
c) O coeficiente de variação é 50/75
d) A renda da localidade B é mais homogênea que a da localidade A
e) Os coeficientes de variação de renda nas localidades A e B são iguais

66. (TCDF-1995) Uma pesquisa de preços de determinado produto, realizada em


dois mercados, produziu os resultados mostrados na tabela abaixo:

Mercado Preço Médio (R$/kg) Desvio Padrão (R$/kg)


I 5,00 2,50
II 4,00 2,00
Com base nesses resultados, é correto afirmar que
a) no mercado I, a dispersão absoluta dos preços é menor que no mercado II.
b) o mercado I apresenta uma dispersão relativa (de preços) maior que a do
mercado II.
c) no mercado I, a dispersão relativa é igual à dispersão absoluta.
d) no mercado I, a dispersão relativa dos preços é igual a do mercado II.
e) considerando os mercados I e II como se fossem um único mercado, a dispersão
absoluta da distribuição resultante é igual a 4,5.

67. (AFRF-2002.2) Uma variável contábil Y, medida em milhares de reais, foi


observada em dois grupos de empresas apresentando os resultados seguintes:
Grupo Média Desvio padrão
A 20 4
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B 10 3
Assinale a opção correta.
a) No Grupo B, Y tem maior dispersão absoluta.
b) A dispersão absoluta de cada grupo é igual à dispersão relativa.
c) A dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo
A.
d) A dispersão relativa de Y entre os Grupos A e B é medida pelo quociente da
diferença de desvios padrão pela diferença de médias.
e) Sem o conhecimento dos quartis não é possível calcular a dispersão relativa
nos grupos.

68. (AFC-94) Seja X uma variável aleatória com média aritmética x = 10 e


desvio-padrão S = 3. Considere as variáveis: y = 2x +1 e z = 2x. A
única afirmação errada é:
a) as variáveis y e z tem a mesma média aritmética.
b) o desvio padrão de y é 6.
c) as variáveis y e z têm o mesmo desvio padrão.
d) a média de y é 21.
e) as variáveis x e z têm o mesmo coeficiente de variação.

69. (FTE-PA-2002/ESAF) Um certo atributo W, medido em unidades apropriadas,


tem média amostral 5 e desvio-padrão unitário. Assinale a opção que
corresponde ao coeficiente de variação, para a mesma amostra, do atributo Y =
5 + 5W.
a) 16,7% b) 20,0% c) 55,0% d) 50,8% e) 70,2%

70. (Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Aplicando a transformação


z = (x - 14)/4 aos pontos médios das classes (x) obteve-se o desvio padrão de
1,10 salários mínimos. Assinale a opção que corresponde ao desvio padrão dos
salários não transformados.
a) 6,20 b) 4,40 c) 5,00 d) 7,20 e) 3,90

71. (AFRF-2003/ESAF) O atributo Z= (X-2)/3 tem média amostral 20 e variância


amostral 2,56. Assinale a opção que corresponde ao coeficiente de variação
amostral de X.
a) 12,9% d) 31,2%
b) 50,1% e) 10,0%
c) 7,7%

72. (AFRF-2000) Numa amostra de tamanho 20 de uma população de contas a


receber, representadas genericamente por X, foram determinadas a média
amostral M = 100 e o desvio-padrão S =13 da variável transformada (X-200)/5.
Assinale a opção que dá o coeficiente de variação amostral de X.
a) 3,0% b) 9,3% c) 17,0% d) 17,3% e) 10,0%

73. (AFRF-2002) Um atributo W tem média amostral a≠ 0 e desvio padrão positivo


b≠1. Considere a transformação Z=(W-a)/b. Assinale a opção correta.
a) A média amostral de Z coincide com a de W.
b) O coeficiente de variação amostral de Z é unitário.
c) O coeficiente de variação amostral de Z não está definido.
d) A média de Z é a/b.
e) O coeficiente de variação amostral de W e o de Z coincidem.

74. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:
Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
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[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1
As quantidades mi e fi representam o ponto médio e a freqüência da classe de
preços i. Sabendo-se que: Σi(fi mi2) – (Σi fi mi)2 / 25 ≈ 694
assinale a opção que melhor aproxima o desvio padrão amostral.

a) 0,5 (347/3)0.5
b) 6
c) 0,9 (345/3)0.5
d) 28,91
e) 8

75. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P
representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações
coincidentes com os extremos das classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

Considere a transformação Z=(X-140)/10. Para o atributo Z encontrou-se


7
i =1
f i Z i2 = 1680 , onde fi é a freqüência simples da classe i e Zi o ponto médio de
classe transformado. Assinale a opção que dá a variância amostral do atributo X.

a) 720,00 b) 840,20 c) 900,10 d) 1200,15 e) 560,30

76. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo X.


a) 16,0 d) 18,1
b) 17,0 e) 13,0
c) 16,6

77. (AFRF-2000) Tem-se um conjunto de n mensurações X1, ... , Xn com média


aritmética M e variância S2, onde M = (X1 + ... + Xn )/ n e S2 = (1/ n) Σi
( Xi – M )2 . Seja θ a proporção dessas mensurações que diferem de M, em
valor absoluto, por pelo menos 2S. Assinale a opção correta.

a) Apenas com o conhecimento de M e S não podemos determinar θ exatamente,


mas sabe-se que 0,25 ≥ θ.

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b) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 5% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
c) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 95% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
d) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 30% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
e) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 15% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.

78. (AFRF-2003) As realizações anuais Xi dos salários anuais de uma firma com
N empregados produziram as estatísticas
N
1
X=
N
∑X
i =1
i = R$14.300,00
0,5
⎡1
(X i − X ) ⎤⎥
N


2
S=⎢ = R$1.200,00
⎣N i =1 ⎦
Seja P a proporção de empregados com salários fora do intervalo [R$ 12.500,00;
R$ 16.100,00]. Assinale a opção correta.
a) P é no máximo 1/2 d) P é no máximo 1/2,25
b) P é no máximo 1/1,5 e) P é no máximo 1/20
c) P é no mínimo 1/2

79. (AFPS 2002/ESAF) Sejam X1, X2, X3, ... , Xn observações de um atributo X.
Sejam
1 n
x = ∑ xi
n i =1
1 n
s2 = ∑ (xi − x )2
n i =1
Assinale a opção correta.
a) Pelo menos 95% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
b) Pelo menos 99% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
c) Pelo menos 75% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
d) Pelo menos 80% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
e) Pelo menos 90% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.

80. (Analista CVM - 2000/ ESAF) Uma firma distribuidora de eletrodomésticos


está interessada em estudar o comportamento de suas contas a receber em dois
meses consecutivos. Com este objetivo seleciona, para cada mês, uma amostra
de 50 contas. As observações amostrais constam da tabela seguinte:

Valor (R$) Freqüência de Março Freqüência de Abril


1.000,00 6 10
3.000,00 13 14
5.000,00 12 10
7.000,00 15 13
9.000,00 4 -
11.000,00 - 3

Assinale a opção que corresponde a amplitude do intervalo interquartílico,


em reais, para o mês de março.

a) 3.250,00 d) 6.000,00
b) 5.000,00 e) 2.000,00
c) 4.000,00

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(AFC-94) Para a solução das três próximas questões considere os dados da tabela
abaixo, que representa a distribuição de freqüências das notas em uma prova de
estatística aplicada em três turmas de 100 alunos cada.

Classes Freqüências das Notas na Prova de Estatística


de Notas TURMA 01 TURMA 02 TURMA 03
0 |— 2 20 10 5
2 |— 4 40 15 10
4 |— 6 30 50 70
6 |— 8 6 15 10
8 |— 10 4 10 5
Total 100 100 100

81. (AFC-94) Assinale a afirmação correta:


a) Moda (turma 2) < Moda (turma 3) d) Mediana (turma 1) < Mediana (turma 2)
b) Média (turma 1) > Média (turma 2) e) Mediana (turma 2) > Mediana (turma 3)
c) Média (turma 2) < Média (turma 3)

82. (AFC-94) A única opção errada é:


a) 1º quartil (turma 1) > 1º quartil (turma 3)
b) desvio-padrão (turma 2) > desvio-padrão (turma 3)
c) média (turma 2) = média (turma 3)
d) coeficiente de variação (turma 2) > coeficiente de variação (turma 3)
e) na turma 3: média = mediana = moda

83. (AFC-94) A distribuição de notas é simétrica em relação à média


aritmética:
a) Nas três turmas c) Nas turmas 1 e 3 e) Nas turmas 2 e 3
b) Nas turmas 1 e 2 d) Somente na turma 1

EXERCÍCIOS DE MOMENTO, ASSIMETRIA E CURTOSE

84. (AFPS-2002/ESAF) Uma estatística importante para o cálculo do coeficiente


de assimetria de um conjunto de dados é o momento central de ordem três µ3 .
Assinale a opção correta.

a) O valor de µ3 é obtido calculando-se a média dos desvios absolutos em relação


à média.
b) O valor de µ3 é obtido calculando-se a média dos quadrados dos desvios em
relação à média.
c) O valor de µ3 é obtido calculando-se a média dos desvios positivos em relação
à média.
d) O valor de µ3 é obtido subtraindo-se o cubo da média da massa de dados da
média dos cubos das observações.
e) O valor de µ3 é obtido calculando-se a média dos cubos dos desvios em relação
à média.

85. (TCU-93) Os montantes de venda a um grupo de clientes de um supermercado


forneceram os seguintes sumários: média aritmética = $1,20 , mediana = $0,53
e moda = $0,25. Com base nestas informações, assinale a opção correta:

a) A distribuição é assimétrica à direita.


b) A distribuição é assimétrica à esquerda.
c) A distribuição é simétrica.
d) Entre os três indicadores de posição apresentados, a média aritmética é a
melhor medida de tendência central.
e) O segundo quartil dos dados acima é dado por $0,25.

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86. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram
obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.

4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15,
15, 16, 16, 18, 23

Pode-se afirmar que:


a) a distribuição amostral dos preços tem assimetria negativa
b) a distribuição amostral dos preços tem assimetria positiva
c) a distribuição amostral dos preços é simétrica
d) A distribuição amostral dos preços indica a existência de duas sub-
populações com assimetria negativa
e) nada se pode afirmar quanto à simetria da distribuição amostral dos preços

87. (AFTN-98) Pede-se a um conjunto de pessoas que executem uma tarefa manual
específica que exige alguma habilidade. Mede-se o tempo T que cada uma leva
para executar a tarefa. Assinale a opção que, em geral, mais se aproxima da
distribuição amostral de tais observações.
a) Espera-se que a distribuição amostral de T seja em forma de U, simétrica
e com duas modas nos extremos.
b) Espera-se que a distribuição amostral seja em forma de sino.
c) Na maioria das vezes a distribuição de T será retangular.
d) Espera-se que a distribuição amostral seja assimétrica à esquerda.
e) Quase sempre a distribuição será simétrica e triangular.

88. (AFTN-94) Assinale a alternativa correta:


a) Toda medida de posição ou de assimetria é um momento de uma variável
aleatória.
b) A média aritmética é uma medida de posição, cuja representatividade independe
da variação da variável, mas depende do grau de assimetria da distribuição de
freqüência.
c) Em qualquer distribuição de freqüência, a média aritmética é mais
representativa do que a média harmônica.
d) A soma dos quadrados dos resíduos em relação à média aritmética é nula.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são medidas de posição com valores
expressos em reais que pertencem ao domínio da variável a que se referem.

89. (AFTN-94) Indique a opção correta:


a) O coeficiente de assimetria, em qualquer distribuição de freqüência, é menor
do que o coeficiente de curtose.
b) O coeficiente de assimetria, em uma distribuição de freqüência, é um real no
intervalo [-3, 3].
c) O coeficiente de curtose, em uma distribuição de freqüência, é igual a três
vezes o quadrado da variância da distribuição.
d) O coeficiente de curtose é igual a três em uma distribuição normal padrão.
e) Em uma distribuição simétrica, o coeficiente de curtose é nulo.

90. (AFTN-98) Assinale a opção correta.


a) Para qualquer distribuição amostral, se a soma dos desvios das
observações relativamente à média for negativa, a distribuição
amostral terá assimetria negativa.
b) O coeficiente de variação é uma medida que depende da unidade em que
as observações amostrais são medidas.
c) O coeficiente de variação do atributo obtido pela subtração da média
de cada observação e posterior divisão pelo desvio padrão não está
definido.
d) Para qualquer distribuição amostral pode-se afirmar com certeza que
95% das observações amostrais estarão compreendidas entre a média
menos dois desvios padrões e a média mais dois desvios padrões.
e) As distribuições amostrais mesocúrticas em geral apresentam cauda
pesada e curtose excessiva.
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91. (AFPS-2002/ESAF) A tabela abaixo dá a distribuição de freqüências de um


atributo X para uma amostra de tamanho 66. As observações foram agrupadas em
9 classes de tamanho 5. Não existem observações coincidentes com os extremos
das classes.

Classes Freqüências
4-9 5
9-14 9
14-19 10
19-24 15
24-29 12
29-34 6
34-39 4
39-44 3
44-49 2

Sabe-se que o desvio padrão da distribuição de X é aproximadamente 10. Assinale


a opção que dá o valor do coeficiente de assimetria de Pearson que é baseado na
média, na mediana e no desvio padrão.
a) -0,600 c) 0,709 e) -0,610
b) 0,191 d) 0,603

(AFRF-2002.2) Para a solução da próxima questão utilize o enunciado que segue. O


atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de tamanho
100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências
seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

92. (AFRF-2002.2) Assinale a opção que dá o valor do coeficiente quartílico de


assimetria.
a) 0,080 d) -0,095
b) -0,206 e) 0,300
c) 0,000

(AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro


(X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa.
Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes
representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a
freqüência relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

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93. (AFRF-2002) Seja S o desvio padrão do atributo X. Assinale a opção que
corresponde à medida de assimetria de X como definida pelo primeiro
coeficiente de Pearson.
a) 3/S d) 6/S
b) 4/S e) 0
c) 5/S

94. (AFRF-2002) Entende-se por curtose de uma distribuição seu grau de


achatamento em geral medido em relação à distribuição normal. Uma medida de
curtose é dada pelo quociente
Q
k=
P90 − P10
onde Q é a metade da distância interquartílica e P90 e P10 representam os
percentis de 90% e 10%, respectivamente. Assinale a opção que dá o valor da
curtose к para a distribuição de X.
a) 0,263 d) 0,242
b) 0,250 e) 0,000
c) 0,300

95. (AFRF-2002.2) Para a distribuição de freqüências do atributo X sabe-se


que

∑i =1 ( xi − x ) 2 f i = 24.500 e que
7

∑i =1 ( xi − x ) 4 f i = 14.682.500 .
7

Nessas expressões os xi representam os pontos médios das classes e x a média


amostral. Assinale a opção correta. Considere para sua resposta a fórmula da
curtose com base nos momentos centrados e suponha que o valor de curtose
encontrado é populacional (Numa amostra de tamanho 100, veja esta questão
inserida na prova ao final da apostila).

a) A distribuição do atributo X é leptocúrtica.


b) A distribuição do atributo X é platicúrtica.
c) A distribuição do atributo X é indefinida do ponto de vista da intensidade da
curtose.
d) A informação dada se presta apenas ao cálculo do coeficiente de assimetria
com base nos momentos centrados de X.
e) A distribuição de X é normal.

CORRELAÇÃO LINEAR

96. (AFTN-96) Considere a seguinte tabela, que apresenta valores referentes às


variáveis x e y, porventura relacionadas:
Valores das variáveis x e y relacionadas
X y x2 Y2 xy
1 5 1 25 5
2 7 4 49 14
3 12 9 144 36
4 13 16 169 52
5 18 25 324 90
6 20 36 400 120
21 75 91 1.111 317

Marque a opção que representa o coeficiente de correlação linear entre as


variáveis x e y.
a) 0,903
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b) 0,926
c) 0,947
d) 0,962
e) 0,989

97. (BACEN-98) Duas variáveis aleatórias X e Y têm coeficiente de correlação


linear igual a 0,8. O coeficiente de correlação linear entre as variáveis 2x e
3x é:
a) 0,8
b) 0,53
c) 0,27
d) 0,32
e) 0,4

98. (BACEN-94) O coeficiente de correlação linear entre x e y é r. Se y=4-2x,


então:
a) r=1
b) 0<r<1
c) r=0
d) -1<r<0
e) r=-1

99. (TRF-2006) O coeficiente de correlação entre duas variáveis Y e X é igual a


+0,8. Considere, agora, a variável Z definida como: Z = 0,2 - 0,5X. O
coeficiente de correlação entre as variáveis Z e X, e o coeficiente de variação
entre as variáveis Z e Y serão iguais, respectivamente, a:”

a) -1,0 e -0,8
b) +1,0 e +0,8
c) -0,5 e -0,8
d) -0,5 e +0,8
e) -0,2 e -0,4

100. (TRF-2006) Para 5 pares de observações das variáveis X e Y, obteve-se os


seguintes resultados:

ΣX = ΣY = 15
ΣX2 = ΣY2 = 55
ΣXY = 39

Sabendo-se que esses 5 pares de observações constituem a totalidade da


distribuição conjunta populacional dessas duas variáveis, o valor do coeficiente
de correlação entre X e Y é igual a:

a) +1,000
b) +0,709
c) +0,390
d) -0,975
e) -0,600

EXERCÍCIOS DE NÚMEROS ÍNDICES

Questão do AFTN/94:
Considere a estrutura de preços e de quantidades relativa a um conjunto de
quatro bens, transcrita a seguir, para responder as três próximas questões.

Ano ANO 0 (BASE) ANO 1 ANO 2 ANO 3


s
Ben Preço Quantida Preç Quantida Preço Quantida Preç Quantida
s s de os de s de os de
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B1 5 5 8 5 10 10 12 10
B2 10 5 12 10 15 5 20 10
B3 15 10 18 10 20 5 20 5
B4 20 10 22 5 25 10 30 5

101. (AFTN/1994) Os índices de quantidade de Paasche, correspondentes aos quatro


anos, são iguais, respectivamente a:
a) 100,0; 90,8; 92,3; 86,4
b) 100,0; 90,0; 91,3; 86,4
c) 100,0; 90,0; 91,3; 83,4
d) 100,0; 90,8; 91,3; 82,2
e) 100,0; 90,6; 91,3; 86,4

102. (AFTN/1994) Os índices de preços de Laspeyres correspondentes aos quatro


anos são iguais, respectivamente, a:
a) 100,0; 117,7; 135,3; 155,3
b) 100,0; 112,6; 128,7; 142,0
c) 100,0; 112,6; 132,5; 146,1
d) 100,0; 117,7; 132,5; 146,1
e) 100,0; 117,7; 133,3; 155,3

(AFTN-1996) Para efeito das duas próximas questões, considere os seguintes


dados:

Artigo Quantidades (1000t) Preços (R$/t)


s 1993 1994 1995 1993 1994 1995
A1 12 13 14 58 81 109
A2 20 25 27 84 120 164

103. (AFTN-1996) Marque a opção que representa os índices de Laspeyres de


preços, no período de 1993 a 1995, tomando por base o ano de 1993.
a) 100,0; 141,2; 192,5
b) 100,0; 141,4; 192,8
c) 100,0; 141,8; 193,1
d) 100,0; 142,3; 193,3
e) 100,0; 142,8; 193,7

104. (AFTN-1996) Marque a opção que representa os índices de Paasche de preços,


no período de 1993 a 1995, tomando por base o ano de 1993.
a) 100,0; 141,3; 192,3
b) 100,0; 141,6; 192,5
c) 100,0; 141,8; 192,7
d) 100,0; 142,0; 193,3
e) 100,0; 142,4; 193,6

105. (AFTN-1996) Marque a opção que representa os índices de Paasche de preços,


no período de 1993 a 1995, tomando por base o ano de 1993.
a) 100,0; 141,3; 192,3
b) 100,0; 141,6; 192,5
c) 100,0; 141,8; 192,7
d) 100,0; 142,0; 193,3
e) 100,0; 142,4; 193,6

106. (AFTN-1998) A tabela abaixo apresenta a evolução de preços e quantidades de


cinco produtos:

Ano 1960 (ano base) 1970 1979


Preço (po) Quant. Preço Preço
(qo) (p1) (p2)
Produto A 6,5 53 11,2 29,3
Produto B 12,2 169 15,3 47,2

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Produto C 7,9 27 22,7 42,6
Produto D 4,0 55 4,9 21,0
Produto E 15,7 393 26,2 64,7
Totais ∑po.qo=9009,7 ∑p1.qo=14358,3 ∑p2.qo=37262,0

Assinale a opção que corresponde aproximadamente ao índice de Laspeyres para


1979 com base em 1960.
a) 415,1 b) 413,6 c) 398,6 d) 414,4 e)416,6

107. (AFRF-2005) Considerando-se os dados sobre os preços e as quantidades


vendidas de dois produtos em dois anos consecutivos, assinale a opção
correta:

Produto I Produto II
Ano
P11 Q11 P21 Q21
1 40 6 40 2
2 60 2 20 6

a) O índice de Laspeyres indica um aumento de 50% no nível de preços dos dois


produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 50%.
b) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Laspeyres são 80 para o
preço relativo do produto 1 e 240 para o preço do produto 2.
c) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preços dos dois
produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 75%.
d) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Paasche são 240 para o
preço relativo do produto 1 e 80 para o preço relativo do produto 2.
e) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preço dos dois
produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 25%.

AFRF 2005 – ESTATÍSTICA BÁSICA

108. Para dados agrupados representados por uma curva de freqüências, as


diferenças entre os valores da média, da mediana e da moda são
indicadores da assimetria da curva. Indique a relação entre essas
medidas de posição para uma distribuição negativamente assimétrica.
a) A média apresenta o maior valor e a mediana se encontra abaixo da moda.
b) A moda apresenta o maior valor e a média se encontra abaixo da mediana.
c) A média apresenta o menor valor e a mediana se encontra abaixo da moda.
d) A média, a mediana e a moda são coincidentes em valor.
e) A moda apresenta o menor valor e a mediana se encontra abaixo da média.

109. Uma empresa verificou que, a idade média dos consumidores de seu
principal produto é de 25 anos, considerada baixa por seus dirigentes.
Com o objetivo de ampliar sua participação no mercado, a empresa
realizou uma campanha de divulgação voltada para consumidores com
idades mais avançadas. Um levantamento realizado para medir o impacto
da campanha indicou que as idades dos consumidores apresentaram a
seguinte distribuição:
Idade (X) Freqüência Porcentagem
18 !--- 25 20 40
25 !--- 30 15 30
30 !--- 35 10 20
35 !--- 40 5 10
Total 50 100

Assinale a opção que corresponde ao resultado da campanha considerando o


seguinte critério de decisão: se a diferença X -25 for maior que o valor

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2σX / n , então a campanha de divulgação surtiu efeito, isto é, a idade média


aumentou; caso contrário, a campanha de divulgação não alcançou o resultado
desejado.

a) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,1 é maior que 2σX/ n =1,53.


b) A campanha não surtiu efeito, pois X -25=0 é menor que 2σX/ n =1,64.
c) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,1 é maior que 2σX/ n =1,41.
d) A campanha não surtiu efeito, pois X -25=0 é menor que 2σX/ n =1,53.
e) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,5 é maior que 2σX/ n =1,41.

110. Considerando-se os dados sobre os preços e as quantidades vendidas de


dois produtos em dois anos consecutivos, assinale a opção correta:

Produto I Produto II
Ano
P11 Q11 P21 Q21
1 40 6 40 2
2 60 2 20 6

a) O índice de Laspeyres indica um aumento de 50% no nível de preços


dos dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução
de 50%.
b) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Laspeyres são 80
para o preço relativo do produto 1 e 240 para o preço do produto 2.
c) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preços
dos dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução
de 75%.
d) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Paasche são 240
para o preço relativo do produto 1 e 80 para o preço relativo do
produto 2.
e) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preço dos
dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de
25%.

111. Para uma amostra de dez casais residentes em um mesmo bairro,


registraram-se os seguintes salários mensais (em salários mínimos):

Identificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
do casal
Salário do 30 25 18 15 20 20 21 20 25 27
marido (Y)
Salário da 20 25 12 10 10 20 18 15 18 23
esposa (X)

Sabe-se que:

∑ ∑ ∑
10 10 10
i −1
Yi = 221 i −1
Yi 2 = 5069 i −1
XiYi = 3940

∑ ∑
10 10
i −1
Xi = 171 i −1
Xi 2 = 3171
Assinale a opção cujo valor corresponda à correlação entre os salários dos
homens e os salários das mulheres.
a) 0,72 b) 0,75 c) 0,68 d) 0,81 e)0,78

112. Assinale a opção que expresse a relação entre as médias aritmética


( X ), geométrica (G) e harmônica (H), para um conjunto de n valores
positivos (X1, X2, ... , Xn):

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a) G ≤ H ≤ X , com G=H= X somente se os n valores forem todos iguais.


b) G ≤ X ≤ H, com G= X =H somente se os n valores forem todos iguais.
c) X ≤ G ≤ H, com X =G=H somente se os n valores forem todos iguais.
d) H≤ G ≤ X , com H=G= X somente se os n valores forem todos iguais.
e) X ≤ H ≤ G, com X =H=G somente se os n valores forem todos iguais.

113. De posse dos resultados de produtividade alcançados por funcionários de


determinada área da empresa em que trabalha, o Gerente de Recursos
Humanos decidiu empregar a seguinte estratégia: aqueles funcionários
com rendimento inferior a dois desvios padrões abaixo da média (Limite
Inferior – LI) deverão passar por treinamento específico para melhorar
seus desempenhos; aqueles funcionários com rendimento superior a dois
desvios padrões acima da média (Limite Superior – LS) serão promovidos
a líderes de equipe.
Indicador Freqüência
0 !--- 2 10
2 !--- 6 20
4 !--- 6 240
6 !--- 8 410
8 !--- 10 120
Total 800

Assinale a opção que apresenta os limites LI e LS a serem utilizados pelo


Gerente de Recursos Humanos.
a) LI=4,0 e LS=9,0 c) LI=3,0 e LS=9,8 d) LI=3,2 e LS=9,4
b) LI=3,6 e LS=9,4 e) LI=3,4 e LS=9,6

114. Em uma determinada semana uma empresa recebeu as seguintes quantidades


de pedidos para os produtos A e B:

Produto A 39 33 25 30 41 36 37
Produto B 50 52 47 49 54 40 43

Assinale a opção que apresente os coeficientes de variação dos dois


produtos:
a) CVA=15,1% e CVB=12,3%
b) CVA=16,1% e CVB=10,3%
c) CVA=16,1% e CVB=12,3%
d) CVA=15,1% e CVB=10,3%
e) CVA=16,1% e CVB=15,1%

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AULA 01
Olá, amigos!
Espero que estejam todos bem! E bem dispostos, a propósito!
Isso porque considero esta nossa primeira aula como a mais importante delas.
Conforme dito no final do encontro anterior, exploraremos hoje tudo o que pode ser
dito acerca de uma Distribuição de Freqüências!
Sem mais delongas, demos início ao nosso estudo.
A Distribuição de Freqüências é nada mais que uma tabela, por meio da qual
conheceremos o resultado de uma pesquisa realizada.
O exemplo mostrado na aula de apresentação contemplava um grupo de
duzentas pessoas que seriam questionadas sobre o número de livros que cada uma
delas lêem por ano. (Lembrados?) Assim, o resultado desta enquete foi transcrito
para uma tabela, e apresentado da forma seguinte:

Classes fi
(número de livros (pessoas)
lidos por ano)
0 !--- 5 108
5 !--- 10 72
10 !--- 15 18
15 !--- 20 2
Total 200

Pronto, meus amigos! Estamos diante de uma Distribuição de Freqüências!


Trata-se, portanto, de uma tabela que retratará o resultado de uma pesquisa
realizada. A característica marcante da Distribuição de Freqüências é que a variável
estudada estará subdivida em classes!
As classes serão, portanto, as subdivisões da nossa variável. É um conceito
intuitivo. Basta olharmos, e concluímos que essa Distribuição acima possui quatro
classes:
Æ 1ª Classe) Pessoas que lêem entre zero e cinco livros por ano;
Æ 2ª Classe) Pessoas que lêem entre cinco e dez livros por ano;
Æ 3ª Classe) Pessoas que lêem entre dez e quinze livros por ano;
Æ 4ª Classe) Pessoas que lêem entre quinze e vinte livros por ano;
Observem que cada classe será margeada por dois limites, chamados
respectivamente de limite inferior (linf) e limite superior (lsup).
Esses limites são justamente os valores que você está enxergando no início e
no fim de cada classe. Assim, teremos que:
Æ 1ª Classe) linf=0 e lsup=5
Æ 2ª Classe) linf=5 e lsup=10
Æ 3ª Classe) linf=10 e lsup=15
Æ 4ª Classe) linf=15 e lsup=20

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Facilmente vocês já observaram que onde acaba uma classe, começa a


próxima! Não é verdade? Ou seja, o limite superior de uma classe é igual ao limite
inferior da classe seguinte.
Agora uma pergunta interessante, a qual você deverá tentar responder apenas
olhando para a tabela. Ok? Uma pessoa que lê exatamente 10 (dez) livros por ano
entrará na contagem da segunda classe ou da terceira? Veja a tabela novamente:
Classes fi
(número de livros (pessoas)
lidos por ano)
0 !--- 5 108
5 !--- 10 72
10 !--- 15 18
15 !--- 20 2
Total 200

Vemos que 10 é limite superior da segunda classe e inferior da terceira. Mas, e


aí? Quem lê 10 livros participará de qual das classes, segunda ou terceira?
Para responder a essa pergunta, precisamos conhecer o significado de
intervalo de classe! E esse conceito será definido com base no símbolo que estiver
presente entre os limites da classe.
No caso do exemplo acima, o símbolo presente é este: !----
Essa simbologia tem um significado. Ampliemos o símbolo para explicarmos
melhor:

Linf Lsup

A presença do tracinho vertical no lado do limite inferior significa que ele estará
incluído no intervalo de classe. Falamos em intervalo fechado à esquerda.
A ausência do tracinho vertical no lado do limite superior quer dizer que este
limite estará excluído do intervalo! Falaremos em intervalo aberto à direita.
Daí, se analisarmos a segunda classe, teremos:

5 10

Esta classe possui como limites os valores 5 e 10. Porém, uma pessoa que lê
exatamente 10 (dez) livros não entrará na contagem desta segunda classe, uma vez
que 10 é limite superior desta classe, e aqui temos que o intervalo é aberto à direita.
Ou seja, o limite superior está excluído desta contagem, embora faça parte da classe
como um de seus limites!
Você conclui: classe é uma coisa; intervalo de classe é outra. Quem define o
intervalo é a simbologia que separa os limites das classes.
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Este símbolo que vimos acima (ı----) é aquele com o qual trabalharemos
sempre! É, por assim dizer, a simbologia clássica!
Trabalharemos sempre com essa consideração: intervalo fechado à direita e
aberto à esquerda.
E por que será sempre assim? Porque nossa elaboradora, a Esaf, considera que
em uma Distribuição de Freqüências, trabalha-se sempre com variáveis contínuas!
Todos lembrados do que é uma variável contínua? É aquela que pode assumir
qualquer resultado. Em outras: entre um resultado possível e outro, não pode haver
qualquer descontinuidade.
E se não pode haver descontinuidade entre resultados possíveis da variável,
faz-se necessário que onde termine uma classe, comece a próxima.
Alguém dirá: mas professor, número de livros lidos por ano é uma variável
discreta! Sim. Eu sei que é. Eu só usei essa variável para ilustrar o que é uma
Distribuição de Freqüências. Não fui muito rigoroso com o exemplo. Ok?
Mas na prova, para efeito de uma questão teórica, fica valendo o seguinte: na
Distribuição de Freqüências, trabalhamos com variáveis contínuas!
Outras simbologias há na definição de outros tipos de intervalos de classe.
Como não são de nosso interesse, não trataremos a seu respeito.
O próximo elemento que estudaremos é a amplitude da classe. Um conceito
muito simples. Amplitude será, para nós, sinônimo de tamanho. Amplitude da
classe será, portanto, o tamanho da classe. Representaremos esse conceito com a
letra h (minúscula).
Observando a nossa tabela, percebemos facilmente que todas as classe
apresentam a mesma amplitude (o mesmo tamanho). Senão, vejamos:
Classes
0 !--- 5 Æ h=5
5 !--- 10 Æ h=5
10 !--- 15 Æ h=5
15 !--- 20 Æ h=5

Pergunta: é obrigado que todas as classes tenham a mesma amplitude? Não!


Não é obrigado! Mas é isso é algo esperado. A quase totalidade das Distribuições de
Freqüência trazidas em provas usa classes de mesma amplitude. Mas isso não é uma
regra. É apenas o usual. Na prova do AFRF de 2005, por exemplo, a Esaf inovou e
apresentou uma Distribuição em que nem todas as classes possuíam a mesma
amplitude.
Oportunamente veremos os efeitos, na resolução das questões, do fato de
estarmos diante de uma Distribuição de Freqüência com classes de amplitudes
diversas. Ok? A rigor, não muda quase nada.
Falemos agora sobre o chamado Ponto Médio. O que vem a ser? Ora, o nome
é sugestivo: Ponto Médio (PM) é aquele valor que está rigorosamente no meio da
classe. Cada classe possui, portanto, seu próprio Ponto Médio. Às vezes é possível
determinar o PM de uma classe, só de olhar para ela. É o caso do nosso exemplo.
Vejamos: qual é o valor que está exatamente entre 0 e 5? É 2,5. Concordam? Claro!
Daí, 2,5 é o PM da primeira classe.
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Mas se tivéssemos uma classe com os seguintes limites: 19,5 !--- 24,5. Pode
ser que não seja assim tão imediata a determinação desse PM.
Assim, calcularemos o PM da classe somando seus limites, e dividindo esse
resultado por dois. Ou seja: PM=(Linf+Lsup)/2.
Assim, para a classe 19,5 !--- 24,5 , teríamos: PM=(19,5+24,5)/2=22.
Só isso! Agora voltemos a nossa Distribuição de Freqüências, e construamos a
coluna dos Pontos Médios. Teremos:

Classes PM
0 !--- 5 2,5
5 !--- 10 7,5
10 !--- 15 12,5
15 !--- 20 17,5

Alguém conseguiu observar uma relação qualquer entre os Pontos Médios? Sim?
Vemos que a diferença entre dois pontos médios consecutivos foi sempre igual a uma
constante. Perceberam? Ou dito de outra forma: o próximo Ponto Médio é sempre
igual ao anterior somado a uma constante.
Neste caso, essa constante é 5. Ora, onde foi mesmo que vimos esse valor 5?
Foi este também o valor da amplitude das classes!
Concluiremos assim: sempre que todas as classes de uma Distribuição de
Freqüências tiverem a mesma amplitude (mesmo h), observaremos que o próximo
Ponto Médio será igual ao anterior somado àquela amplitude.
É este o primeiro atalho do nosso Curso! Um bem simples, é verdade, mas não
deixa de ser um atalho! Assim, na hora de construirmos a coluna dos Pontos Médios,
a primeira coisa a observar é se todas as classes têm a mesma amplitude. Se for o
caso, você irá apenas descobrir o valor do primeiro Ponto Médio (o PM da primeira
classe). Daí, basta sair somar este PM com o h e prosseguir realizando essa mesma
operação, até chegar à última classe. No nosso exemplo, sabemos que h=5, logo,
teremos:
Classes PM
0 !--- 5 2,5 Æ 1º PM, calculado!
5 !--- 10 (2,5+5) = 7,5
10 !--- 15 (7,5+5) = 12,5
15 !--- 20 (12,5+5)= 17,5

Pois bem! Já conhecemos quais os elementos de uma Distribuição de


Freqüências. Agora precisamos saber por que essa tabela é chamada assim. O que
vêm a ser essas tais freqüências? É sobre isso que falaremos a seguir.
Comecemos repetindo a tabela do nosso exemplo:

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Classes fi
(número de livros (pessoas)
lidos por ano)
0 !--- 5 108
5 !--- 10 72
10 !--- 15 18
15 !--- 20 2
Total 200

Observemos que a segunda coluna nos revela o número de elementos que


participa da classe correspondente. Ou seja, o valor 108 na primeira classe da coluna
do fi significa que há 108 pessoas no conjunto que lêem entre zero e cinco livros por
ano (cinco exclusive).
Assim, concluímos: a coluna do fi, chamada freqüência absoluta simples,
indica o número de elementos que faz parte da classe correspondente. Só isso. É a
freqüência de mais fácil compreensão! E a mais importante delas também!
Precisaremos conhecer os valores da fi para podermos resolver quase todas as
questões de uma prova.
Isso nos leva a uma conclusão importantíssima: será preciso, como primeiro
passo, saber reconhecer o tipo de freqüência apresentado na tabela da prova! Uma
vez feito esse reconhecimento, se a freqüência fornecida houver sido a fi (freqüência
absoluta simples), então já podemos resolver as questões. Caso contrário, se a prova
houver fornecido um outro tipo de coluna de freqüência, diferente do fi, então
precisaremos fazer algum trabalho preliminar, no intuito de transformar a coluna de
freqüência da tabela na freqüência absoluta simples fi.
Ou seja, diante de uma Distribuição de Freqüências, convém seguirmos os
seguintes passos:
1º) Reconhecer o tipo de freqüência fornecida na tabela;
2º-A) Se for a freqüência absoluta simples (fi), ótimo: começamos a resolver a
prova;
2º-B) Se for um outro tipo de freqüência, diferente do fi, teremos que fazer
algum trabalho preliminar, no sentido de transformar a freqüência fornecida na
freqüência absoluta simples (fi).
Eu lhes digo que de nada adiantará você decorar todas as fórmulas deste
Curso, se não souber fazer esse tal de trabalho preliminar! Saber fazer isso se
tornou, por assim dizer, a alma da prova! Ok? Vamos a esse estudo.
Existem seis tipos de colunas de freqüências, as quais podem estar presentes
numa Distribuição. A primeira delas já conhecemos: a fi, freqüência absoluta simples.
Há ainda outros dois tipos de freqüências absolutas: a fac – freqüência absoluta
acumulada crescente, e a fad – freqüência absoluta acumulada decrescente.
Haverá também três tipos de freqüências relativas: a Fi, freqüência relativa
simples; a Fac – freqüência relativa acumulada crescente; e a Fad – freqüência
relativa acumulada decrescente.
Relacionando-as todas, teremos:

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Æ Freqüências Absolutas:
- fi : freqüência absoluta simples;
- fac: freqüência absoluta acumulada crescente;
- fad: freqüência absoluta acumulada decrescente.
Æ Freqüências Relativas:
- Fi : freqüência relativa simples;
- Fac: freqüência relativa acumulada crescente;
- Fad: freqüência relativa acumulada decrescente.

A primeira delas (fi) está em destaque para que não nos esqueçamos: é a mais
importante de todas! É a imprescindível. Teremos que conhecê-la previamente, antes
de começarmos a resolver a prova!
Vou criar outro exemplo de Distribuição de Freqüências. Ok? Suponhamos que a
tabela abaixo represente os pesos de um grupo de crianças. Certo? Teremos:
Classes fi
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4

Já sabemos o significado da fi. Assim, temos que 3 crianças têm peso até 10
quilos (exclusive); 6 crianças têm peso variando entre 10 e 20 quilos; 7 crianças,
peso variando entre 20 e 30 quilos; finalmente, 4 crianças têm peso variando entre 30
e 40 quilos. Assim, se perguntarmos quantos elementos há neste conjunto, ou seja,
quantas crianças há neste grupo? Para responder isso, basta somarmos os valores da
coluna do fi.
Designaremos o número total de elementos de um conjunto por um n
(minúsculo). Assim, teremos:
Classes fi
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

Será sempre assim: na tabela, o número de elementos de um conjunto será


encontrado somando a coluna do fi. Guarde isso!

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Suponhamos agora que precisamos construir a coluna da fac (freqüência


absoluta acumulada crescente).
Neste caso, devemos saber do seguinte:
1º) A fac é construída diretamente a partir da fi. (São freqüências irmãs!)
2º) A fac será construída de cima para baixo, uma vez que seus valores são
crescentes, partindo da primeira classe;
3º) A fac e a fi apresentam o mesmo valor naquela classe em que a fac
começa a ser construída, ou seja, são iguais na primeira classe.
4º) Os demais valores da fac serão obtidos somando-se o valor da fac anterior
com a fi da diagonal. (Isso será mais bem esclarecido quando virmos o exemplo).
Voltemos à tabela do nosso exemplo e sigamos os passos acima:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)
Iguais na primeira
0 !--- 10 3 3 classe
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

E para construir os demais valores da fac, seguiremos o comando de somar


com a diagonal. Teremos:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 6 9 (=3+6)
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
N=20

E depois:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 6 9
20 !--- 30 7 16 (=9+7)
30 !--- 40 4
n=20

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

E finalmente:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 6 9
20 !--- 30 7 16
30 !--- 40 4 20 (=16+4)
n=20

Observação importante: a fac termina sempre com o mesmo valor de n


(número de elementos do conjunto)!
É isso! Aprendemos a construir a coluna da fac, a partir da freqüência absoluta
simples (fi). Todos entenderam? Basta lembrar:
# De fi para fac:
Æ fi e fac são freqüências irmãs!
Æ fi e fac são iguais na primeira classe;
Æ o resto da fac se constrói somando com a diagonal.

E se for preciso fazer o caminho inverso? Ou seja, se quisermos construir a fi


partindo da fac? Como se fará isso? Vejamos:
1º) fac e fi são iguais na primeira classe. Teremos:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)
Iguais na primeira
0 !--- 10 3 3 classe
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

2º) O restante da coluna da fi será construída subtraindo a próxima fac da fac


anterior. Vejamos como se faz isso:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 (9-3=) 6 9
20 !--- 30 16
30 !--- 40 20

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E depois:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 6 9
20 !--- 30 (16-9=) 7 16
30 !--- 40 20
n=20

E finalmente:
Classes fi fac
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 3
10 !--- 20 6 9
20 !--- 30 7 16
30 !--- 40 (20-16=) 4 20
n=20

Daí, concluímos, que:


# De fac para fi:
Æ fi e fac são freqüências irmãs!
Æ fi e fac são iguais na primeira classe;
Æ o resto da fi se constrói subtraindo a próxima fac da
fac anterior.

Passemos a uma outra situação. Suponhamos que agora conhecemos a coluna


da freqüência absoluta simples fi e pretendemos construir a coluna da fad –
freqüência absoluta acumulada decrescente.
A primeira coisa a saber é que fi e fad são freqüências irmãs, ou seja, são
construídas uma por meio da outra.
A fad, por sua vez, será construída começando pela última classe. E lá, nesta
última classe, fad e fi terão o mesmo valor!
O restante da coluna da fad seguirá um comando já conhecido nosso. Qual?
Somar com a diagonal. Vejamos:

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1º) fad e fi são iguais na última classe. Teremos:


Classes fi fad
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
Iguais na última
30 !--- 40 4 4
classe
n=20

2º) Subindo e somando com a diagonal, teremos:


Classes fi fad
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7 11 (=4+7)
30 !--- 40 4 4
n=20

E depois:
Classes fi fad
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3
10 !--- 20 6 17 (=11+6)
20 !--- 30 7 11
30 !--- 40 4 4
n=20

E, finalmente:
Classes fi fad
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 3 20 (=17+3)
10 !--- 20 6 17
20 !--- 30 7 11
30 !--- 40 4 4
n=20

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Entendido? E se for preciso fazer o caminho de volta? Ou seja, se precisarmos


construir a coluna da freqüência absoluta simples fi a partir do conhecimento da
freqüência absoluta acumulada decrescente fad, como fazê-lo?
Simples. Basta lembrar que: 1º) fi e fad são iguais na última classe; 2º) O
restante da coluna da fi será construída fazendo próxima acumulada menos
acumulada anterior. Vejamos:
1º) fad e fi são iguais na última classe. Teremos:
Classes fi fad
(pesos, em Kg)

0 !--- 10 20
10 !--- 20 17
20 !--- 30 11
Iguais na última
30 !--- 40 4 4
classe

2º) O restante da coluna da fi será construída subindo e subtraindo a próxima


fad da fad anterior. Vejamos como se faz isso:
Classes fi fad
0 !--- 10 20
10 !--- 20 17
20 !--- 30 (11-4=) 7 11
30 !--- 40 4 4

E depois:
Classes fi fad
0 !--- 10 20
10 !--- 20 (17-11=) 6 17
20 !--- 30 7 11
30 !--- 40 4 4

E finalmente:
Classes fi fad
0 !--- 10 (20-17=) 3 20
10 !--- 20 6 17
20 !--- 30 7 11
30 !--- 40 4 4

É isso!

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Se tentarmos esquematizar o que vimos até aqui, podemos fazê-lo da seguinte


forma:
De simples para acumulada: somar com a diagonal
fac (iguais na primeira classe)
fi
fad (iguais na última classe)
De acumulada para simples: próxima acumulada – acumulada anterior

Agora passamos a falar sobre as Freqüências Relativas!


A primeira coisa a saber é que as freqüências relativas dizem respeito a valores
percentuais, ou seja, a porcentagens de elementos! Ok? Essa é a diferença entre
freqüências absolutas e relativas:
Æ Freqüências Absolutas: dizem respeito a número de elementos;
Æ Freqüências Relativas: dizem respeito a porcentagem de elementos.
Se quisermos construir a coluna da Freqüência Relativa Simples Fi, partindo do
conhecimento da freqüência absoluta simples fi, faremos apenas o seguinte:
1º) Compararemos os somatórios das duas colunas (fi e Fi), sabendo que:
Æ a soma da freqüência simples é sempre n (número de elementos do
conjunto); e
Æ a soma da freqüência relativa simples é sempre 100%.
2º) Estabeleceremos uma relação (de produto ou divisão) entre estes dois
somatórios. Ou seja, compararemos n com 100%, e descobriremos qual a relação
entre esses dois valores. (Vocês vão já entender isso melhor!)
Voltemos ao nosso exemplo. Teremos:
Classes fi Fi
0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20 100%

1º) Qual a relação que se verifica entre 20 e 100%? Ora, com 20 é menor do
que 100, então multiplicaremos! (Se fosse o contrário, dividiríamos). Pois bem:
multiplicaremos por quanto? Por 5, já que 20x5=100.
Uma vez estabelecida esta relação entre os somatórios destas duas colunas de
freqüências (fi e Fi), teremos enfim que repetir essa mesma relação com os demais
valores da freqüência conhecida, e teremos construído a coluna desconhecida!
Vejamos:

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Classes fi Fi
0 !--- 10 3 15% (=3x5)
10 !--- 20 6 30% (=6x5)
20 !--- 30 7 35% (=7x5)
30 !--- 40 4 20% (=4x5)
n=20 100%
(x5)

A mesma lógica se utiliza para fazer o caminho inverso, ou seja, para se


construir a coluna da fi partindo do conhecimento da Fi. Teremos:
Classes fi Fi
0 !--- 10 15%
10 !--- 20 30%
20 !--- 30 35%
30 !--- 40 20%
n=? 100%

Neste instante, teremos que reler o enunciado, para ver se foi revelado o valor
do n (número de elementos do conjunto). Caso, eventualmente, a questão não revele
o valor do n, adotaremos que n=100. Ok? (Isso foi feito na prova do AFRF de 2003)!
Suponhamos aqui, em nosso exemplo, que o enunciado tenha dito que n=20
elementos. Teremos:
Classes fi Fi
0 !--- 10 3 (=15÷5) 15%
10 !--- 20 6 (=30÷5) 30%
20 !--- 30 7 (=35÷5) 35%
30 !--- 40 4 (=20÷5) 20%
n=20 100%
(÷5)

Lembrem-se apenas de pôr o sinal de porcentagem % nas freqüências relativas


e de não colocá-lo nas freqüências absolutas!
Resta agora aprendermos como construir as colunas das freqüências relativas
acumuladas (Fac e Fad). Para construí-las, partiremos de um mesmo lugar: da
freqüência relativa simples Fi.
E o faremos seguindo o mesmo esquema utilizado nas transformações entre as
freqüências absolutas. Teremos:

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De simples para acumulada: somar com a diagonal


Fac (iguais na primeira classe)
Fi
Fad (iguais na última classe)
De acumulada para simples: próxima acumulada – acumulada anterior

Vejamos estas transformações:

# De Fi para Fac:
Classes fi Fi Fac
0 !--- 10 3 15% 15%
10 !--- 20 6 30% 45% (=15%+30%)
20 !--- 30 7 35% 80% (=45%+35%)
30 !--- 40 4 20% 100% (=35%+20%)
n=20 100%

# De Fac para Fi:


Classes fi Fi Fac
0 !--- 10 3 15% 15%
10 !--- 20 6 30% (=45%-15%) 45%
20 !--- 30 7 35% (=80%-45%) 80%
30 !--- 40 4 20% (=100%-80%) 100%
n=20 100%

# De Fi para Fad:
Classes fi Fi Fad
0 !--- 10 3 15% 100%(=85%+15%)
10 !--- 20 6 30% 85% (=55%+30%)
20 !--- 30 7 35% 55% (=20%+35%)
30 !--- 40 4 20% 20%
n=20 100%

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

# De Fad para Fi:


Classes fi Fi Fad
0 !--- 10 3 15% (=100%-85%) 100%
10 !--- 20 6 30% (=85%-55%) 85%
20 !--- 30 7 35% (=55%-20%) 55%
30 !--- 40 4 20% 20%
n=20 100%

Certamente vocês observaram que a coluna da Freqüência Relativa Acumulada


Crescente Fac termina sempre com 100%. E a da Freqüência Relativa Acumulada
Decrescente começa sempre com 100%.
Será sempre assim! Anote:
Æ Fac: apresenta 100% na última classe!
Æ Fad: apresenta 100% na primeira classe!

Vocês perceberam também que as duas freqüências absolutas acumuladas (fac


e fad) nascem da freqüência absoluta simples (fi). E viram que as duas freqüências
relativas acumuladas (Fac e Fad) nascem da freqüência relativa simples (Fi).
Podemos, assim, unir os dois esquemas de transformação em um só, e
chegaremos ao seguinte:

De simples para acumulada: somar com a diagonal


fac (iguais na primeira classe)
fi
fad (iguais na última classe)

(comparam-se os dois somatórios)

Fac (iguais na primeira classe)


Fi
Fad (iguais na última classe)
De acumulada para simples: próxima acumulada – acumulada anterior

Meus queridos, conhecer bem este trabalho de transformar uma coluna de


freqüências em outra, até chegar à freqüência absoluta simples fi, é algo
simplesmente fundamental.

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

Nas últimas provas de AFRF, por pelo menos três ocasiões a Esaf forneceu
Distribuições de Freqüências com as quais se precisaria fazer o trabalho preliminar de
descobrir qual a freqüência daquela tabela e, a partir daquela freqüência, construir a
fi. Vejamos abaixo duas destas Distribuições. Vamos a elas.
# (AFRF-2000) Utilize a tabela que se segue.

Classes de Salário Freqüências


Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

Sol.: O primeiro passo nosso será descobrir que freqüência foi essa trazida na tabela.
A primeira conclusão a tomar é se se trata de uma freqüência absoluta ou de uma
freqüência relativa.
Será Freqüência Relativa em três casos:
1º) Se o enunciado o disser expressamente;
2º) Se houver um sinal de porcentagem (%) no cabeçalho da coluna;
3º) Se houver sinais de porcentagem nos valores da coluna.
Nesta tabela, nenhum sinal indicativo de freqüência relativa esteve presente, o
que nos leva a concluir que estamos diante de uma coluna de freqüências absolutas.
Sabendo disso, resta-nos uma segunda decisão a tomar: que tipo de freqüência
absoluta é essa? Há três tipos: fi (freqüência absoluta simples), fac (freqüência
absoluta acumulada crescente) e fad (freqüência absoluta acumulada decrescente).
Ora, foi dito expressamente (no cabeçalho da coluna) que se trata de uma
freqüência acumulada. Logo, restam-nos duas possibilidades: fac ou fad. Para decidir
se a freqüência é acumulada crescente ou decrescente, basta observar os seus
valores: começamos com 12; e aumentamos para 30, para 50, para 60 etc. Ou seja,
estamos diante de uma freqüência absoluta acumulada crescente (fac).
Feita esta descoberta, concluímos pela necessidade de realizar um trabalho
preliminar, no sentido de construir agora a coluna da freqüência absoluta simples fi.
Já sabemos fazer isso. Teremos:
Classes fac fi
( 3 ; 6] 12 12
( 6 ; 9] 30 18 (=30-12)
( 9 ; 12] 50 20 (=50-30)
(12 ; 15] 60 10 (=60-50)
(15 ; 18] 65 5 (=65-60)
(18 ; 21] 68 3 (=68-65)

Somente então seria possível começar a resolver a prova!


Vamos ao próximo exemplo.

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

# (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma
empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes
representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência
relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

Sol.: Comecemos identificando a coluna de freqüência fornecida. O cabeçalho


apresenta um sinal de porcentagem. Daí, concluímos que se trata de uma freqüência
relativa, e é muito conveniente que coloquemos logo o sinal de porcentagem em todos
os valores desta coluna. Teremos:
Classes P (%)
70-90 5%
90-110 15%
110-130 40%
130-150 70%
150-170 85%
170-190 95%
190-210 100%

Ora, aprendemos que as duas freqüências relativas acumuladas começarão ou


terminarão com 100%. Lembrados? Daí, consultaremos imediatamente essas duas
classes: a primeira e a última. Encontramos 100% por lá? Sim! Na última classe!
Conclusão: trata-se de uma freqüência relativa acumulada.
Mas será acumulada crescente ou decrescente? Ora, basta verificar os seus
valores. Começou com 5%; cresceu para 15%; cresceu para 40%; e assim por diante.
Conclusão: estamos diante da coluna da freqüência relativa acumulada
crescente, Fac.
No intuito de construir a coluna da freqüência absoluta simples (fi),
construiremos, como primeiro passo, a coluna da freqüência relativa simples (Fi).
Teremos:
Classes Fac Fi
70-90 5% 5%
90-110 15% 10% (=15%-5%)
110-130 40% 25% (=40%-15%)
130-150 70% 30% (=70%-40%)
150-170 85% 15% (=85%-70%)
170-190 95% 10% (=95%-85%)
190-210 100% 5% (=100%-95%)

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

Daí, finalmente, faremos a transformação da freqüência relativa simples para a


freqüência absoluta simples. Ou seja, passaremos de simples para simples. Neste
caso, conforme aprendemos, iremos nos concentrar apenas nos somatórios destas
duas colunas de freqüências.
Precisamos reler o enunciado, para sabermos qual o número de elementos do
conjunto n. A questão disse que foram examinados 200 itens... Traduzindo: n=200.
Daí, teremos:

Classes Fac Fi fi
70-90 5% 5% 10
90-110 15% 10% 20
110-130 40% 25% 50
130-150 70% 30% 60
150-170 85% 15% 30
170-190 95% 10% 20
190-210 100% 5% 10
Total 100% n=200
(x2)

E somente neste momento a tabela estaria pronta para deixar você começar a
resolver a prova!

Amigos, o objetivo desta aula de hoje está, creio, alcançado. Na seqüência,


deixarei alguns exercícios, algumas Distribuições de Freqüências, para que vocês
procurem identificar a necessidade de fazer o trabalho preliminar com as colunas de
freqüências, e em caso afirmativo, que vocês encontrem a coluna da freqüência
absoluta simples. Ok? Outra coisa: revisem esta aula com carinho! Valorizem esta
aula: ela é importantíssima!

Eu fico hoje por aqui (dez para quatro da manhã!), e os deixo com o dever de
casa de hoje. Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

Dever de Casa

Identificar a coluna de freqüência fornecida na Distribuição e, se for o caso, fazer o


trabalho necessário para chegar aos valores da freqüência absoluta simples fi.

01. (AFRF 2003) Considere a tabela de freqüências seguinte correspondente a uma


amostra da variável X. Não existem observações coincidentes com os extremos
das classes.

Classes Freqüências
Acumuladas (%)
2.000 – 4.000 5
4.000 – 6.000 16
6.000 – 8.000 42
8.000 – 10.000 77
10.000 – 12.000 89
12.000 – 14.000 100

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CURSO REGULAR DE ESTATÍSTICA BÁSICA

02. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências


abaixo, não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

03. (AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de
tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de
freqüências seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

04. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências abaixo,


não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

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CURSOS ON-LINE - ESTATÍSTICA BÁSICA – CURSO REGULAR 3
PROFESSOR SÉRGIO CARVALHO

AULA 02
Olá, amigos!
Tudo bem com vocês? E aí, revisaram a aula passada? Espero que sim. Bem
como espero que tenham resolvido as questões que ficaram pendentes!
A propósito, vamos iniciar nossa aula de hoje comentando-as. Vamos a elas.

Dever de Casa
Identificar a coluna de freqüência fornecida na Distribuição e, se for o caso, fazer o
trabalho necessário para chegar aos valores da freqüência absoluta simples fi.

01. (AFRF 2003) Considere a tabela de freqüências seguinte


correspondente a uma amostra da variável X. Não existem observações
coincidentes com os extremos das classes.

Classes Freqüências
Acumuladas (%)
2.000 – 4.000 5
4.000 – 6.000 16
6.000 – 8.000 42
8.000 – 10.000 77
10.000 – 12.000 89
12.000 – 14.000 100

Sol.: Esta Distribuição de Freqüências fornecida pela prova acima apresentou-nos


duas colunas: a das classes e uma outra, a qual chamou de freqüências acumuladas,
seguido de um sinal de porcentagem.
Ora, aprendemos que este sinal de porcentagem é um indicativo de que
estamos diante de uma freqüência relativa. Uma vez que foi revelado, expressamente,
que se trata de freqüências acumuladas, restaram-nos duas alternativas:
Æ Freqüência relativa acumulada crescente (Fac); ou
Æ Freqüência relativa acumulada decrescente (Fad).
Para saber se é uma ou outra, basta examinarmos os valores da coluna: eles
estão crescendo ou decrescendo? Crescendo! Daí, matamos a charada: a freqüência
fornecida na tabela foi a Fac – Freqüência Relativa Acumulada Crescente.
Esse será sempre o primeiro passo: identificar a freqüência trazida pela prova.
O segundo passo é fazer o trabalho preliminar, que consiste em migrar da
freqüência apresentada na tabela para a coluna da freqüência absoluta simples fi.
Relembrando o desenho das transformações que criamos na aula passada,
teremos:

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CURSOS ON-LINE - ESTATÍSTICA BÁSICA – CURSO REGULAR 4
PROFESSOR SÉRGIO CARVALHO

De simples para acumulada: somar com a diagonal


fac (iguais na primeira classe)
fi
fad (iguais na última classe)

(comparam-se os dois somatórios)

Fac (iguais na primeira classe)


Fi
Fad (iguais na última classe)
De acumulada para simples: próxima acumulada – acumulada anterior

Nosso trabalho preliminar se fará, neste caso, em dois passos:


1º) Passaremos da Fac para a Fi (freqüência relativa simples);
2º) Passaremos da Fi para a fi.
Fazendo isso, teremos:

Classes Fac Fi
2.000 – 4.000 5% 5%
4.000 – 6.000 16% 11%
6.000 – 8.000 42% 26%
8.000 – 10.000 77% 35%
10.000 – 12.000 89% 12%
12.000 – 14.000 100% 11%

Sabemos que nesta transformação que fizemos acima, as duas freqüências


(Fac e Fi) são iguais na primeira classe, e o restante da coluna da Fi se constrói
subtraindo: próxima acumulada menos a acumulada anterior.
Ficou claro para todos? (Isso aprendemos na aula passada!).
Agora vamos aos finalmentes: partindo da Fi construiremos a coluna da fi.
Aprendemos que, de simples para simples, teremos apenas que nos concentrar
no somatório destas duas colunas! Lembrados? Sabemos que o somatório da coluna
da freqüência relativa simples (Fi) será sempre igual a 100%. E que o somatório da
freqüência absoluta simples (fi) é sempre igual a n (número de elementos do
conjunto).

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CURSOS ON-LINE - ESTATÍSTICA BÁSICA – CURSO REGULAR 5
PROFESSOR SÉRGIO CARVALHO
É nesse instante que nos cabe reler o enunciado, para ver o que foi dito acerca
deste n. Foi dito alguma coisa no enunciado? Não! A questão não revelou quantos
elementos há neste conjunto!
O que fazer agora? Neste caso, adotaremos n=100.
Essa foi a pergunta de uma colega do Fórum.
Embora talvez sem o destaque necessário, essa informação foi apresentada na
aula 1. Ok? Para frisar mais adequadamente este fato, ei-lo novamente:
Sempre que estivermos trabalhando com as duas colunas freqüências simples,
construindo a fi a partir da Fi, precisaremos conhecer o n (número de elementos do
conjunto). Caso este n não tenha sido fornecido pelo enunciado, adotaremos apenas
que n=100.
Certo agora?
Daí, facilmente verificamos que os valores da fi (freqüência absoluta simples)
serão iguais aos da Fi (freqüência relativa simples), apenas tirando o sinal de
porcentagem!
Teremos:
Classes Fac Fi fi
2.000 – 4.000 5% 5% 5
4.000 – 6.000 16% 11% 11
6.000 – 8.000 42% 26% 26
8.000 – 10.000 77% 35% 35
10.000 – 12.000 89% 12% 12
12.000 – 14.000 100% 11% 11
100% n=100

É isso! Está feito. Próxima questão.

02. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de


freqüências abaixo, não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classe Freqüência Acumulada
129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Sol.: Este enunciado apresentou-nos, além da coluna das classes, uma outra que foi
dita freqüência acumulada.
Pergunta: houve algum sinal indicativo de freqüência relativa? O enunciado
falou expressamente que é relativa? Não! Existe sinal de porcentagem no cabeçalho
da coluna? Não! Existe sinal de porcentagem ao longo dos valores da coluna? Não!
Conclusão inicial: não se trata de uma freqüência relativa, mas absoluta!
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Foi dito expressamente que é uma freqüência acumulada. Assim, sabendo que
é absoluta e que é acumulada, restam-nos duas alternativas: ou será
Æ freqüência absoluta acumulada crescente (fac); ou
Æ freqüência absoluta acumulada decrescente (fad).
Para saber qual das duas, basta vermos os valores da coluna, se estão
aumentando ou diminuindo. E aí? Estão aumentando!
Conclusão final: estamos diante de uma coluna de freqüência absoluta
acumulada crescente (fac).
Uma perguntinha: de antemão, apenas olhando para os valores desta nossa
fac, já é possível afirmar quem é o n (número de elementos do conjunto)?
O que você responde? SIM. Pois a fac termina sempre com o n.
Daí, já sabemos que n=100 elementos. Ok?
Pois bem! Precisaremos agora realizar o trabalho preliminar, no sentido de
transformarmos a fac na fi (freqüência absoluta simples). Fazendo isso, teremos:
Classe fac fi
129,5-139,5 4 4
139,5-149,5 12 8
149,5-159,5 26 14
159,5-169,5 46 20
169,5-179,5 72 26
179,5-189,5 90 18
189,5-199,5 100 10

Qual o indicativo de que acertamos nos valores da fi? Ora, somando os seus
valores, o resultado da soma terá que ser igual a n. E n, conforme vimos acima, é
igual a 100. Vamos conferir?
Classe fac fi
129,5-139,5 4 4
139,5-149,5 12 8
149,5-159,5 26 14
159,5-169,5 46 20
169,5-179,5 72 26
179,5-189,5 90 18
189,5-199,5 100 10
n=100

Está feito! Próxima!

03. (AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o


enunciado que segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um
inteiro, numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000
indivíduos, produziu a tabela de freqüências seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
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49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Sol.: Nossa análise começará sempre no sentido de sabermos se a coluna fornecida


na tabela da prova é de freqüências absolutas ou relativas. Certo?
No caso acima, não está presente nenhum sinal indicativo de freqüências
relativas. Daí, concluímos que se trata de uma freqüência absoluta!
Ora, diante disso, temos ainda três possibilidades: ou será
Æ freqüência absoluta simples (fi); ou
Æ freqüência absoluta acumulada crescente (fac); ou
Æ freqüência absoluta acumulada decrescente (fad).
Foi dito em algum lugar do enunciado que esta coluna é de freqüências
acumuladas? Não! Logo, por via de exceção, estamos diante de uma freqüência
absoluta simples (fi).
Assim sendo, não há qualquer trabalho preliminar exigido para esta tabela. Já
poderíamos começar a resolver a prova! Ok?
Curiosamente, esta coluna de freqüência absoluta simples fornecida nesta
Distribuição de Freqüências é exatamente a mesma a qual chegamos no exemplo
anterior. Perceberam? Uma mera coincidência!
Pois bem. Está feito!
O quarto exercício que eu havia deixado para casa, por displicência minha (peço
desculpas!) foi o repeteco da questão 2.
Não tem problema. Creio que frisei convenientemente a importância disso tudo
o que aprendemos na aula passada! Saber reconhecer a necessidade de realizar o
trabalho preliminar – e saber fazê-lo – é algo que se tornou a alma da prova!
Bem. O fato é que já conhecemos a alma da prova, mas ainda não sabemos
resolver nenhuma questão dela sequer...! Não seja por isso. Vamos aprender agora!
Suponhamos que estamos diante de uma Distribuição de Freqüências, que
representa os pesos de um grupo de crianças. Ok? Teremos:
Classes fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

É o mesmo exemplo que usamos na aula anterior.


Se eu lhes perguntar quantas crianças deste conjunto apresentam peso abaixo
de vinte quilos, o que você me responderia? Ora, você iria analisar a tabela, e
concluiria que as duas primeiras classes participam desta resposta. Concordam?

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A primeira classe contempla crianças com peso de zero a dez quilos. (Abaixo,
portanto, de vinte quilos). A segunda classe contempla crianças com peso de dez a
vinte quilos (vinte exclusive!). São pesos abaixo de vinte quilos. Certo?
Da terceira classe em diante, os pesos contemplados já superam aquele valor
(20kg). Assim, ficou fácil verificar que são nove as crianças do conjunto com peso
inferior a vinte quilos! (Três crianças na primeira classe, e seis na segunda).
Até aqui tudo bem?
Essa não será a pergunta da prova!
Vou propor outra questão: quantas crianças neste conjunto apresentam peso
acima de vinte quilos? Ora, uma rápida olhada na tabela já nos fará concluir que
participarão desta resposta os elementos contidos na terceira e na quarta classe!
Todos viram isso? Daí, responderemos que há onze crianças com peso superior
a vinte quilos: sete na terceira classe, e quatro na última.
Esta também não será a pergunta da prova!
Professor, deixe de suspense e diga logo como virá na prova! Na prova virá
assim: Quantos elementos (crianças) desse conjunto apresentam peso abaixo
de doze quilos?
Vamos ver mais de perto nossa Distribuição de Freqüências:
Classes fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

Esta é uma pergunta típica de prova! Para respondê-la, faremos a seguinte


análise:
Æ Abaixo de doze quilos: a primeira classe participa da resposta? O que você
diz? Sim! Mas participa de forma integral ou apenas parcialmente?
Vemos que a primeira classe participa integralmente do resultado!
Concordam? Claro! Se ela contempla pesos que vão de zero a dez quilos, significa que
seus elementos todos apresentam pesos abaixo de doze quilos. Certo? Adiante.
Æ Abaixo de doze quilos: a segunda classe participa da resposta? Olhe, analise
e responda! Diremos que sim, que a segunda classe participa da resposta!
Parcialmente ou integralmente? Parcialmente, uma vez que esta classe contempla
pesos que vão de 10 a 20 quilos. Daí, abaixo de 12 quilos, teremos apenas uma parte
desta classe!
Até aqui, tudo bem?
Pois bem! Descoberta qual é a classe que entra apenas parcialmente no
resultado, trabalharemos com ela para descobrir justamente qual é esta participação!
Façamos um desenho desta classe. Teremos:

10 !-------- 20
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O que faremos agora é uma regra de três: amplitude da classe (h) está para
freqüência absoluta simples (fi). Teremos:

10 !-------- 20
h ---------- fi
Na primeira linha da regra de três, trabalharemos com a classe inteira! Qual é a
amplitude (h) desta classe inteira? É h=10. Concordam? E nesta classe inteira, há
quantos elementos? Temos que fi=6.
Daí, já dispomos dos valores da primeira linha. Teremos:

10 !-------- 20
h ---------- fi
10 -------- 6
Já na segunda linha da regra de três, trabalharemos com a classe quebrada! O
que é a classe quebrada? É só o pedaço da classe que nos interessa! E qual é a parte
que nos interessa nesta classe? Apenas os pesos abaixo de 12 quilos.
Assim, teremos:

10 !--12---- 20
Qual é a amplitude desta classe quebrada? Ora, de 10 até 12, teremos
amplitude igual a 2. E neste pedaço menor (que nos interessa), quantos elementos
há? Não sabemos! Vamos chamar de x.
Assim, nossa regra de três completa será a seguinte:

h ---------- fi
10 -------- 6
2 --------- x

Agora basta multiplicarmos cruzando, para descobrirmos o valor do x. Este será


exatamente a participação da segunda classe no resultado. Teremos:
Æ 10x=12 Æ x=12/10 Æ x=1,2
Ou seja, nesta segunda classe, o número de crianças com peso abaixo de doze
quilos é apenas de 1,2.
Resta-nos ainda compor o resultado. Teremos:
Classes fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3 Æ entra integralmente no resultado: 3 elementos
10 !--- 20 6 Æ entra parcialmente no resultado: 1,2 elementos
20 !--- 30 7 Total: 4,2 elementos
30 !--- 40 4
n=20

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Chegamos à resposta: estima-se que 4,2 crianças desse conjunto apresentam
peso abaixo de doze quilos!
Duas observações a se fazer. Primeiro: este cálculo que fizemos acima é uma
mera estimativa! Claro! Quem pode garantir que as seis crianças que participam da
segunda classe não pesam, todas elas, 18 quilos, por exemplo? Ninguém pode
garantir nada! Assim, estaremos trabalhando com valores estimados! Ok?
A segunda observação surge de uma pergunta que sempre alguém faz em sala
de aula. (Geralmente, é pergunta de alguma garota, que se vê muito penalizada com
a situação!). Professor, pode partir a criança no meio? Claro! Não só ao meio, como
em vários pedacinhos pequenos! E ninguém vai chamar você de Herodes por isso! São
apenas cálculos estatísticos! Ok?
O que eu ainda não disse a vocês é o título que se dá a este assunto! A rigor,
esta questão de prova iria lhes perguntar da seguinte maneira: Calcule a estimativa
do número de elementos (crianças) desse conjunto que apresentam peso
abaixo de doze quilos, usando a interpolação linear da ogiva!
É isso mesmo! Ora, fazer a interpolação linear da ogiva é, nada mais, que
fazer a regra de três que aprendemos acima!
O nome do assunto é muito mais difícil que a própria resolução da questão!
Mas, professor, o que é esse negócio de ogiva? A ogiva é um tipo de gráfico
estatístico. Na hora certa e no momento oportuno eu a apresentarei a vocês. Ok? Por
hora, não precisamos deste conceito. Ficou demonstrado que você pode (e vai!)
acertar essa questão, mesmo sem conhecer a tal da ogiva.
Passemos a outro exemplo, trabalhando com a mesma tabela que acabamos de
usar. Ok? Vamos lá.

Exemplo: Considerando a Distribuição de Freqüências abaixo, determine qual


a estimativa da porcentagem de elementos (crianças) do conjunto que
apresentam peso acima de 28 quilos, usando a interpolação linear da ogiva?
Eis novamente a nossa Distribuição de Freqüências:
Classes fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

Vocês perceberam que está em destaque no enunciado a palavra porcentagem.


A questão não quer saber um número de elementos, e sim um valor percentual!
Assim, teremos que trabalhar com a coluna da Freqüência Relativa Simples (Fi).
Já sabemos como construir a Fi, partindo da freqüência absoluta simples (fi).
Basta compararmos os dois somatórios. Teremos:
Classes fi Fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3 15%
10 !--- 20 6 30%
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20 !--- 30 7 35%
30 !--- 40 4 20%
n=20 100%
x5

Pois bem! Esse trabalho já era nosso conhecido. Agora vamos analisar aquilo
que a questão quer saber: pesos acima de 28 quilos.
Æ Acima de 28 quilos: a primeira classe participa da resposta? Não! Nem
integralmente, nem parcialmente;
Æ Acima de 28 quilos: a segunda classe participa da resposta? Também não!
Nem integralmente, nem parcialmente;
Æ Acima de 28 quilos: a terceira classe participa da resposta? Sim! Só que de
uma forma parcial. Concordam? Já que essa classe contempla pesos que vão de 20 a
30 quilos, teremos que só uma parte dela estará acima de 28 quilos.
Æ Acima de 28 quilos: a quarta classe participa da resposta? Sim,
integralmente, com 20% das crianças!
Daí, o que nos resta fazer é trabalhar com a classe que entra só parcialmente
no resultado (a terceira classe), a fim de descobrirmos qual é esta participação!
Novamente, faremos uma regra de três. A única diferença deste exemplo para
o anterior, é que aqui estamos interessados em um valor percentual. Destarte, em
vez de usar a freqüência absoluta simples (fi) na regra de três, usaremos a
Freqüência Relativa Simples (Fi). Somente isso! Teremos:

20 !-------- 30
h ---------- Fi

A primeira linha da regra de três será formada levando-se em consideração a


classe inteira! Teremos, na classe inteira, uma amplitude de h=10 e 35% dos
elementos do conjunto. Daí:

20 !-------- 30
h ---------- Fi
10 -------- 35%

A segunda linha da regra de três levará em conta apenas a classe quebrada, ou


seja, aquele pedaço da classe que nos interessa! E o que nos interessa aqui?
Elementos com peso acima de 28 quilos. Teremos:

20 !----28--30

Nesta classe quebrada, a amplitude é 2 e o percentual de elementos nesta


amplitude é desconhecido, de sorte que o chamaremos de x.
Assim, nossa regra de três completa será a seguinte:

h ---------- Fi
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10 -------- 35%
2 --------- x%

Multiplicando em cruz, teremos que:


Æ X=(70/10) Æ X=7%
Este X é a própria participação (em termos percentuais) da terceira classe no
resultado que procuramos!
Compondo o resultado inteiro, teremos:
Classes fi Fi
(pesos, em
Kg)
0 !--- 10 3 15%
10 !--- 20 6 30%
20 !--- 30 7 35% Æ entra parcialmente no resultado: 7% dos elementos
30 !--- 40 4 20% Æ entra integralmente no resultado: 20% dos elementos
n=20 100% Total: 27% dos elementos

Chegamos à resposta: estima-se que 27% das crianças desse conjunto


apresentam peso acima de vinte e oito quilos.
Ficou claro?
Passemos a mais um exemplo!
Exemplo: Considerando a Distribuição de Freqüências abaixo, determine qual
o valor da variável X (qual o peso) que não é superado por cerca de 70% das
observações?
Mais uma vez aqui está a Distribuição de Freqüências:
Classes fi
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3
10 !--- 20 6
20 !--- 30 7
30 !--- 40 4
n=20

Este tipo de enunciado é diferente dos que vimos até aqui!


Nos anteriores, a questão fornecia um limite qualquer dentro de uma das
classes, e perguntava ou pelo número de elementos ou pelo percentual de elementos
que havia acima ou abaixo daquele limite.
Agora o raciocínio é inverso: a questão fornece um valor percentual qualquer, e
quer saber, em outras palavras, qual é o valor dentro das classes que corresponde
àquele percentual.
Precisamos agora aprender a fazer a tradução da pergunta desta questão. É
fácil: sempre que o enunciado perguntar Qual é o valor da variável X que não é
superado por tanto por cento...?, nós traduziremos esta pergunta da seguinte forma:

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Qual é o valor, inserido numa das classes, que corresponde a um acumulado de tanto
por cento?
Entendido? Vamos devagarzinho, para que todos entendam.
Nossa questão pergunta: qual o valor do peso não superado por 70% das
observações? Nossa tradução é esta: qual o valor, inserido numa das classes, que
corresponde a um acúmulo de 70%?
Uma vez compreendido como se faz a tradução, vamos construir agora em
nossa tabela as colunas da Fi e da Fac. Teremos:
Classes fi Fi Fac
(pesos, em Kg)
0 !--- 10 3 15% 15%
10 !--- 20 6 30% 45%
20 !--- 30 7 35% 80%
30 !--- 40 4 20% 100%
n=20 100%

Vamos pensar!
Começando pela primeira classe, se avançarmos até o seu limite superior (10),
já teremos acumulado quantos por cento dos elementos do conjunto? Ora, teremos
acumulado até aí 15% dos elementos. Confere?
Daí, se a questão estivesse perguntando: qual o valor dentro das classes que
não é superado por 15% das observações?, nossa resposta seria: 10.
Mas não é esta a pergunta da questão! Adiante!
Se avançarmos agora toda a segunda classe, chegando até seu limite superior
(20), já teremos acumulado quantos por cento dos elementos? Ora, esta segunda
classe sozinha possui 30% dos elementos. Confere? Daí, atingindo seu limite superior,
já passamos a acumular 45% dos elementos do conjunto!
Daí, se a questão estivesse perguntando: qual o valor dentro das classes que
não é superado por 45% das observações?, nossa resposta seria: 20.
Mas esta também não foi a pergunta da questão! Adiante!
Avançando agora toda a terceira classe, até chegarmos ao seu limite superior
(30), já teremos acumulado que percentual dos elementos do conjunto? 80%.
Confere? Ora, mas eu não quero acumular 80%. Quero acumular apenas 70%.
Daí, você conclui: o peso que corresponde a um acúmulo de 70% dos
elementos do conjunto é um valor inserido na terceira classe!
Claro! Analisemos os limites desta classe:
Æ Limite inferior: 20 Æ corresponde a um acumulado de 45% dos elementos;
Æ Limite superior: 30 Æ corresponde a um acúmulo de 80% dos elementos.
Logo, correspondendo a um acumulado de 70% (que é o que a questão está
pedindo), haverá um valor qualquer inserido nesta classe!
Ufa...! Todos entenderam por que a resposta que procuramos mora na terceira
classe? Pois bem! Sabendo disso, tomaremos a classe descoberta e faremos uma
regra de três simples. A seguinte:

20 !-------- 30
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h ---------- Fi

A primeira linha desta regra de três já é nossa conhecida. Será preenchida


considerando-se a classe inteira. Teremos:

20 !-------- 30
h ---------- Fi
10 -------- 35%

A segunda linha é que será novidade. Teremos agora que fazer a linha do
avanço! Como é isso? Ora, já havíamos acumulado, até chegarmos ao limite inferior
desta classe (20), um total de 45% dos elementos do conjunto. Certo?
Assim, de 45%, teremos que avançar mais quantos por cento até atingirmos
um acúmulo de 70%? Ora, de 45% para 70%, teremos que avançar mais 25%,
dentro daquela classe!
Daí, um avanço de 25% na terceira classe corresponderá Ea um avanço de x.
A regra de três completa será, pois, a seguinte:

h ---------- Fi
10 -------- 35%
x --------- 25%

Multiplicando em cruz, teremos que:


Æ X=(250/35) Æ X=7,14

Esse x que obtivemos é o valor que terá que ser somado ao limite inferior da
terceira classe! É o valor do avanço! Assim, teremos que:
Æ Linf + 7,14 = 20 + 7,14 = 27,14
Eis a nossa resposta! Esse peso – 27,14 quilos – corresponde a um acúmulo de
70% dos elementos do conjunto! É o peso não superado por 70% dos elementos!

É isso! Por meio do entendimento dos três exemplos comentados acima, você já
está apto a resolver qualquer questão que trate deste assunto – a interpolação linear
da ogiva.
São todos enunciados repetitivos! Recaem todos eles nestes três modelos que
apresentamos nos exercícios anteriores. Ok?
Então, convém que você revise com carinho esta aula de hoje e, em seguida,
que você tente resolver as questões que deixarei propostas para esta semana! Ok?
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Na seqüência, apresento-lhes o nosso Dever de Casa.
Um forte abraço a todos, bons estudos e até semana que vem!

Dever de Casa

03. (AFRF-2000) Utilize a tabela que se segue.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
(3 ; 6] 12
(6 ; 9] 30
(9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

Suponha que a tabela de freqüências acumuladas tenha sido construída a partir de


uma amostra de 10% dos empregados da Cia. Alfa. Deseja-se estimar, utilizando
interpolação linear da ogiva, a freqüência populacional de salários anuais
iguais ou inferiores a R$ 7.000,00 na Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde a este número.
a) 150 b) 120 c) 130 d) 160 e) 180

04. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P
representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações
coincidentes com os extremos das classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100
Assinale a opção que corresponde à estimativa da freqüência relativa de
observações de X menores ou iguais a 145.
a) 62,5% d) 45,0%
b) 70,0% e) 53,4%
c) 50,0%

05. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
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(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde à estimativa do número de indivíduos na


população com valores do atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que
50,5.
a) 700 d) 995
b) 638 e) 900
c) 826

06. (AFRF 2003) Considere a tabela de freqüências seguinte correspondente a


uma amostra da variável X. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.

Classes Freqüências
Acumuladas (%)
2.000 – 4.000 5
4.000 – 6.000 16
6.000 – 8.000 42
8.000 – 10.000 77
10.000 – 12.000 89
12.000 – 14.000 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x da distribuição


amostral de X que não é superado por cerca de 80% das observações.
a) 10.000 d) 11.000
b) 12.000 e) 10.500
c) 12.500

07. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências


abaixo, não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa, via interpolação da ogiva, do


número de observações menores ou iguais ao Valor 164.
a) 46 b) 26 c) 72 d) 35 e) 20

08. (FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo apresenta as freqüências


acumuladas (F) correspondentes a uma amostra da distribuição dos salários
anuais de economistas (Y) – em R$ 1.000,00, do departamento de fiscalização
da Cia. X. Não existem realizações de Y coincidentes com as extremidades das
classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
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49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

Assinale a opção que corresponde ao valor q, obtido por interpolação da ogiva,


que, estima-se, não é superado por 80% das realizações de Y.
a) 82,0 b) 80,0 c) 83,9 d) 74,5 e) 84,5

09. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Deseja-se estimar, via interpolação da ogiva, o nível salarial populacional que


não é ultrapassado por 79% da população. Assinale a opção que corresponde a essa
estimativa.
a) R$ 10.000,00 d) R$ 11.000,00
b) R$ 9.500,00 e) R$ 11.500,00
c) R$ 12.500,00

10. (Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) A tabela abaixo apresenta


a distribuição de freqüências do atributo salário mensal medido em quantidade
de salários mínimos para uma amostra de 200 funcionários da empresa X. Note
que a coluna Classes refere-se a classes salariais em quantidades de salários
mínimos e que a coluna P refere-se ao percentual da freqüência acumulada
relativo ao total da amostra. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

Assinale a opção que corresponde à aproximação de freqüência relativa de


observações de indivíduos com salários menores ou iguais a 14 salários mínimos.
a) 65% d) 60%
b) 50% e) 70%
c) 80%

11. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) O quadro seguinte


apresenta a distribuição de freqüências da variável valor do aluguel (X) para
uma amostra de 200 apartamentos de uma região metropolitana de certo
município. Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x tal que a freqüência
relativa de observações de X menores ou iguais a x seja 80%.

Classes R$ Freqüências
350 – 380 3
380 – 410 8
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410 – 440 10
440 – 470 13
470 – 500 33
500 – 530 40
530 – 560 35
560 – 590 30
590 – 620 16
620 – 650 12

a) 530 b) 560 c) 590 d) 578 e) 575

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AULA 03
Olá, amigos!
Todos bem?
Comigo nem tanto... fui surpreendido essa semana por uma virose daquelas! Ainda
bem que só dói quando eu respiro... Assim, vou pedir licença a vocês – contando com a
compreensão de todos – para apresentar hoje uma aula reduzida, somente resolvendo as
questões pendentes da aula passada. E fica a promessa, de minha parte, de que compensarei
o atraso numa próxima semana.
Vocês me permitem fazer assim? Obrigado!
Passemos, pois, às resoluções do nosso...

...Dever de Casa

01. (AFRF-2000) Utilize a tabela que se segue.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
(3 ; 6] 12
(6 ; 9] 30
(9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

Suponha que a tabela de freqüências acumuladas tenha sido construída a partir de


uma amostra de 10% dos empregados da Cia. Alfa. Deseja-se estimar, utilizando
interpolação linear da ogiva, a freqüência populacional de salários anuais
iguais ou inferiores a R$ 7.000,00 na Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde a este número.
a) 150 b) 120 c) 130 d) 160 e) 180

Sol.: Esta questão é para observadores! Para começo de conversa, o enunciado nos fala que
as freqüências representam uma amostra de 10% dos empregados, ou seja, apenas 10% dos
elementos do conjunto estão representados na amostra.
Observado isto, a questão pede um resultado referente à “freqüência populacional”.
Ora, “populacional” significa “da população”! Se a amostra representa 10% da população,
qualquer resultado encontrado para a amostra terá que ser multiplicado por 10, para se chegar
ao resultado correspondente da população. Claro:
10%(amostra) x 10 = 100%(população)
Outra coisa: os limites das classes são valores expressos na casa das unidades (3, 6, 9)
e das dezenas (12, 15, 18, 21) e o enunciado fala em valores “iguais ou inferiores a 7.000”. A
explicação está acima da tabela, quando a questão diz “freqüências... em milhares de reais”.
Ou seja, onde existe um 3, leia-se 3.000; onde existe um 9, leia-se 9.000, e assim por diante.
Tudo isso é feito para tentar complicar um pouco o raciocínio do aluno, todavia, na essência, a
questão é fácil do mesmo jeito!
Dito isso, temos que passar àquele trabalho já conhecido nosso, de chegarmos aos
valores da freqüência absoluta simples – fi. O resultado será o seguinte:

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Classes de Salários fac fi
(3 ; 6] 12 12
(6 ; 9] 30 (30 – 12=) 18
(9 ; 12] 50 (50 – 30=) 20
(12 ; 15] 60 (60 – 50=) 10
(15 ; 18] 65 (65 – 60=) 5
(18 ; 21] 68 (68 – 65=) 3

Pois bem! Valores iguais ou inferiores a R$7.000,00 passarão a ser, para nós, valores
iguais ou inferiores a 7 (conforme vimos acima a questão dos milhares de reais!). Pela simples
observação, constataremos que participa integralmente da resposta a freqüência da primeira
classe. Já a segunda classe participará apenas parcialmente do resultado.
Ou seja:
Classes de fi
Salários
(3 ; 6] 12 Æ participa integralmente da resposta!
(6 ; 9] 18 Æ participa parcialmente da resposta!
(9 ; 12] 20
(12 ; 15] 10
(15 ; 18] 5
(18 ; 21] 3

Daí, trabalhando a regra de três com a segunda classe (naturalmente!), teremos:


3 --- 18
1 --- X
Multiplicando em cruz, chegamos a:
X = (1 . 18)/3 Æ X = 6

Acharemos a resposta somando ao X a participação integral da primeira classe. Daí:

Æ Primeira classe:(3 |--- 6) Æ 12 elementos (fi=12)


Æ Segunda classe: (6 |--- 9) Æ 6 elementos (X=6)
-------------------------
Total: 18 elementos!

Conforme a observação que fizemos no início desta resolução, os resultados obtidos


para a amostra teriam que ser multiplicados por 10, para chegarmos aos resultados da
população. Em vista disso, faremos:
18 x 10 = 180 Æ Resposta da Questão!

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02. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo
financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P
representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações
coincidentes com os extremos das classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100
Assinale a opção que corresponde à estimativa da freqüência relativa de
observações de X menores ou iguais a 145.
a) 62,5% d) 45,0%
b) 70,0% e) 53,4%
c) 50,0%

Sol.: A coluna de freqüência fornecida na tabela foi a Fac – Freqüência Relativa Acumulada
Crescente. Daí, migraremos para a Fi – Freqüência Relativa Simples. Teremos:
Classes Fac Fi
70-90 5% 5%
90-110 15% 10%
110-130 40% 25%
130-150 70% 30%
150-170 85% 15%
170-190 95% 10%
190-210 100% 5%

A questão pergunta qual o percentual de elementos com valor abaixo de 145.


Vemos, facilmente, que 145 é um valor inserido na quarta classe (de 130 a 150).
Podemos, sem muita demora, desenhar esta classe. Teremos:
130 150

Vamos tentar resolver sem fazer regra de três. Só na observação! Podemos, facilmente,
dividir essa classe em quatro partes, da seguinte forma:

130 135 140 145 150

Ora, a classe inteira tem que percentual dos elementos? 30%. Basta olhar para a
coluna da Freqüência Relativa Simples (Fi).
Assim, se dividirmos a classe em quatro partes (como fizemos), teremos que cada
quarto desses terá 7,5% dos elementos, já que 30%/4=7,5%.
Agora, perguntamos: qual é a parte desta classe que nos interessa? Somente aquela
parte da variável abaixo de 145, pois assim pediu o enunciado!
Teremos:

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130 135 140 145 150

3 x 7,5%=22,5%

Logo, 22,5% é a participação da quarta classe no resultado!


Finalmente, precisamos compor a resposta. Teremos:
Classes Fac Fi
70-90 5% 5% Æ primeira classe: 5%
90-110 15% 10% Æ segunda classe: 10%
110-130 40% 25% Æ terceira classe: 25%
130-150 70% 30% Æ quarta classe: 22,5%
150-170 85% 15% Total=62,5%
170-190 95% 10%
190-210 100% 5%

Daí: Æ 62,5% Æ Resposta!

03. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde à estimativa do número de indivíduos na


população com valores do atributo X menores ou iguais a 95,5 e maiores do que
50,5.
a) 700 d) 995
b) 638 e) 900
c) 826

Sol.: Esta questão é mais trabalhosa, mas igualmente fácil! Apenas que teremos dois
trabalhos, em vez de um! Ou seja, faremos duas regras de três, com as duas classes que
participarão parcialmente do resultado! Vamos lá!
Novamente nesse enunciado, a questão veio com aquela história de amostra e
população! Disse que a amostra é de 100 e que a população é de 1000 indivíduos! Ora,
deduzimos que a população é “10 vezes” o tamanho da amostra. Logo, qualquer resultado
encontrado para a amostra terá que ser multiplicado por 10, para se chegar ao correspondente
resultado da população! Até aqui, tudo bem!
A questão ofereceu ainda algumas facilidades: primeiramente, ela já forneceu a
freqüência absoluta simples (fi), e pediu como resposta um “número de indivíduos”, ou seja,
ela quer que trabalhemos exatamente com esta fi.

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Valores maiores que 50,5 e menores que 95,5! Quais as classes que participarão desta
resposta? Vejamos:
Classes Freqüência (f)
29,4 --- 39,5 4
39,5 --- 49,5 8
49,5 --- 59,5 14 Æ participa parcialmente!
59,5 --- 69,5 20 Æ participa integralmente!
69,5 --- 79,5 26 Æ participa integralmente!
79,5 --- 89,5 18 Æ participa integralmente!
89,5 --- 99,5 10 Æ participa parcialmente!

Daí, teremos que fazer duas regras de três: uma para cada classe que participa apenas
parcialmente da resposta. Ficarão assim:
Primeira Regra de Três, referente à terceira classe:
10 --- 14
9 --- X

Daí: X = (9 . 14)/10 Æ X = 126/ 10 Æ X = 12,6

Segunda Regra de Três, referente à última classe:


10 --- 10
6 --- Y

Daí: Y = (6 . 10)/10 Æ Y = 60 / 10 Æ Y = 6

Finalmente, passamos à composição do resultado:

Æ Terceira classe: (49,5|--- 59,5) Æ 12,6 elementos (X=12,6)


Æ Quarta classe: (59,5|--- 69,5) Æ 20 elementos (fi=20)
Æ Quinta classe: (69,5 |--- 79,5) Æ 26 elementos (fi=26)
Æ Sexta classe: (79,5 |--- 89,5) Æ 18 elementos (fi=18)
Æ Sétima classe: (89,5 |--- 99,5) Æ 6 elementos (Y=6)
-------------------------
Total: 82,6 elementos!

Como pretendemos chegar ao resultado relacionado à população, temos que multiplicar


a resposta da amostra por 10, conforme vimos acima!
Ficaremos assim:
82,6 x 10 = 826 Æ Resposta da Questão!

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04. (AFRF 2003) Considere a tabela de freqüências seguinte correspondente a
uma amostra da variável X. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.

Classes Freqüências
Acumuladas (%)
2.000 – 4.000 5
4.000 – 6.000 16
6.000 – 8.000 42
8.000 – 10.000 77
10.000 – 12.000 89
12.000 – 14.000 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x da distribuição


amostral de X que não é superado por cerca de 80% das observações.
a) 10.000 d) 11.000
b) 12.000 e) 10.500
c) 12.500

Sol.: Esta também é bem fácil. Observemos que a coluna de freqüência fornecida na prova foi
a Fac – Freqüência Relativa Acumulada Crescente. Construindo agora a coluna da Fi, da forma
como já aprendemos, teremos:
Classes Fac Fi
2.000 – 4.000 5% 5%
4.000 – 6.000 16% 11%
6.000 – 8.000 42% 26%
8.000 – 10.000 77% 35%
10.000 – 12.000 89% 12%
12.000 – 14.000 100% 11%

A tradução da pergunta do enunciado recai no seguinte: qual o valor dentro das classes
que corresponde a um acumulado de 80%?
Procedendo à análise das Freqüências Relativas das classes, teremos que:
Æ Na primeira classe, temos 5% dos elementos;
Æ somando com os 11% da segunda classe, passamos a 16%;
Æ somando estes 16% acumulados com os 26% da terceira classe, passamos a 42%;
Æ somando estes 42% acumulados com os 35% da quarta classe, chegamos aos 77%
dos elementos do conjunto;
Æ finalmente, somando estes 77% acumulados até aqui com os 12% da quinta classe,
já passaríamos dos 80% desejados pelo enunciado!
Ou seja, até a quarta classe já acumulamos 77% do total dos elementos. Quanto
falta “avançar” para alcançarmos os 80% procurados pela questão? Apenas a diferença:
(80% - 77%) = 3%.
Traduzindo: teremos que “avançar” 3% na quinta classe, para chegarmos à
resposta!
Ficou evidente que trabalharemos nossa regra de três na quinta classe desta
distribuição. A regra de três que faremos é a seguinte:
2000 --- 12%
X --- 3%

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Daí, teremos que:
X = (2000 . 3%)/12% Æ E: X=500,

Finalmente, somando o valor encontrado ao limite inferior da sexta classe, chegaremos


à resposta: Æ 10.000 + 500 = 10.500 Æ Resposta!

05. (IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências


abaixo, não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Assinale a opção que corresponde à estimativa, via interpolação da ogiva, do


número de observações menores ou iguais ao Valor 164.
a) 46 b) 26 c) 72 d) 35 e) 20

Sol.: Começaremos esta resolução, identificando que a coluna de freqüência fornecida na


prova foi a fac – freqüência absoluta acumulada crescente!
Daí, convertendo-a para a fi – freqüência absoluta simples, teremos:
Classe Fac fi
129,5-139,5 4 4
139,5-149,5 12 8
149,5-159,5 26 14
159,5-169,5 46 20
169,5-179,5 72 26
179,5-189,5 90 18
189,5-199,5 100 10
Esta questão quer saber quantos são os elementos do conjunto com valor menor que
164. Ora, vemos facilmente que 164 é um valor inserido na quarta classe. Concordam? Daí, é
esta exatamente a classe que participará parcialmente do resultado! Ou seja, é com ela que
formaremos nossa regra de três.
Teremos:
10 --- 20
4,5 --- X

Daí, teremos que: Æ X=90/10 Æ x=9,0

Compondo o resultado, enfim, encontraremos:

Classe Fac fi
129,5-139,5 4 4 Æ 1ª classe: 4 elementos
139,5-149,5 12 8 Æ 2ª classe: 8 elementos
149,5-159,5 26 14 Æ 3ª classe: 14 elementos
159,5-169,5 46 20 Æ 4ª classe: 9 elementos
169,5-179,5 72 26 Total: 35 elementos
179,5-189,5 90 18
189,5-199,5 100 10
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Daí: Æ 35 elementos Æ Resposta!


06. (FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo apresenta as freqüências
acumuladas (F) correspondentes a uma amostra da distribuição dos salários
anuais de economistas (Y) – em R$ 1.000,00, do departamento de fiscalização
da Cia. X. Não existem realizações de Y coincidentes com as extremidades das
classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

Assinale a opção que corresponde ao valor q, obtido por interpolação da ogiva,


que, estima-se, não é superado por 80% das realizações de Y.
a) 82,0 b) 80,0 c) 83,9 d) 74,5 e) 84,5

Sol.: Aqui, mais uma questãozinha corriqueira! Deseja-se encontrar o valor não superado
por 80% dos elementos. Já sabemos, portanto, que vamos trabalhar com a freqüência
relativa simples, Fi! A análise da coluna de freqüência fornecida já é algo que sabemos
fazer, para chegarmos à freqüência absoluta simples. O resultado é o seguinte:

Classes fac ↓ fi
29,5 – 39,5 2 2
39,5 – 49,5 6 (6-2=) 4
49,5 - 59,5 13 (13-6=) 7
59,5 – 69,5 23 (23-13=) 10
69,5 – 79,5 36 (36-23=) 13
79,5 – 89,5 45 (45-36=) 9
89,5 – 99,5 50 (50-45=) 5

Feito isso, passaremos à construção da coluna da Freqüência Relativa Simples.


Teremos:
Classes fac ↓ fi Fi
29,5 – 39,5 2 2 4%
39,5 – 49,5 6 4 8%
49,5 - 59,5 13 7 14%
59,5 – 69,5 23 10 20%
69,5 – 79,5 36 13 26%
79,5 – 89,5 45 9 18%
89,5 – 99,5 50 5 10%

Observemos que o “n” neste caso foi igual a 50, que é o valor da fac da última classe!
Já sabemos disso, naturalmente!
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Faremos agora a análise dos valores acumulados da Fi, para descobrirmos com qual das
classes trabalharemos a nossa regra de três.
Æ Na primeira classe, temos 4% dos elementos;
Æ somando com os 8% da segunda classe, passamos a 12%;
Æ somando estes 12% acumulados com os 14% da terceira classe, passamos a 26%;
Æ somando estes 26% acumulados com os 20% da quarta classe, chegamos aos 46%
dos elementos do conjunto;
Æ somando os 46% acumulados com os 26% da quinta classe, chegamos a 72% do
total dos elementos;
Æ finalmente, somando estes 72% acumulados até aqui com os 18% da sexta classe,
já passaríamos dos 80% desejados pelo enunciado!
Ou seja, até a quinta classe já acumulamos 72% do total dos elementos. Quanto
falta “avançar” para alcançarmos os 80% procurados pela questão? Apenas a diferença:
(80% - 72%) = 8%.
Traduzindo: teremos que “avançar” 8% na sexta classe, para chegarmos à resposta!
Ficou evidente que trabalharemos nossa regra de três na sexta classe desta
distribuição. A situação é a seguinte:

Classes fac fi Fi
29,5 – 39,5 2 2 4% Æ 4% acumulados
39,5 – 49,5 6 4 8% Æ 12% acumulados
49,5 – 59,5 13 7 14% Æ 26% acumulados
59,5 – 69,5 23 10 20% Æ 46% acumulados
69,5 – 79,5 36 13 26% Æ 72% acumulados
79,5 – 89,5 45 9 18% Æ faltam 8% para chegarmos aos 80%!
89,5 – 99,5 50 5 10%

A regra de três que faremos é a seguinte:


10 --- 18%
X --- 8%

Daí, teremos que:


X = (10 . 8%)/18% Æ E: X=4,4

Finalmente, somando o valor encontrado ao limite inferior da sexta classe, chegaremos


à resposta:

79,5 + 4,4 = 83,9 Æ Resposta da Questão!

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07. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Deseja-se estimar, via interpolação da ogiva, o nível salarial populacional que


não é ultrapassado por 79% da população. Assinale a opção que corresponde a essa
estimativa.
a) R$ 10.000,00 d) R$ 11.000,00
b) R$ 9.500,00 e) R$ 11.500,00
c) R$ 12.500,00

Sol.: Novamente aqui se faz necessário trabalhar as colunas de freqüências para se chegar à
freqüência absoluta simples, fi. Como isso já foi feito no Ponto n.º06 (“Exercícios de Colunas
de Freqüências”), partiremos para o resultado, como segue abaixo:
Classes de Salários fac ↓ fi
(5.000-6.500) 12 12
(6.500-8.000) 28 (28-12=) 16
(8.000-9.500) 52 (52-28=) 24
(9.500-11.000) 74 (74-52=) 22
(11.000-12.500) 89 (89-74=) 15
(12.500-14.000) 97 (97-89=) 8
(14.000-15.500) 100 (100-97=) 3

Aqui, precisaremos ir além, uma vez que o enunciado pede os salários “não
ultrapassados por 79% da população”. Quero dizer que precisaremos encontrar a coluna da
freqüência relativa simples (Fi). Para isso, usamos a relação que há entre esta Fi e a
freqüência absoluta simples (fi). No caso desta questão, será facílimo este trabalho, pois o
número de elementos da questão é n=100. Daí, teremos:

Classes de Salários fac ↓ fi Fi


(5.000-6.500) 12 12 12%
(6.500-8.000) 28 (28-12=) 16 16%
(8.000-9.500) 52 (52-28=) 24 24%
(9.500-11.000) 74 (74-52=) 22 22%
(11.000-12.500) 89 (89-74=) 15 15%
(12.500-14.000) 97 (97-89=) 8 8%
(14.000-15.500) 100 (100-97=) 3 3%

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Daí, vamos verificar como ficam os valores acumulados da freqüência relativa – Fi -, a


fim de descobrirmos com qual das classes trabalharemos nossa regra de três:
Æ na primeira classe, temos 12% dos elementos do conjunto;
Æ somando aos 28% da segunda classe, passamos a 40%;
Æ somando agora esses 40% acumulados com os 24% da terceira classe, passaríamos
então a 52% dos elementos;
Æ somando a esses 52% acumulados os 22% da quarta classe, chegamos aos 74% do
total de elementos;
Æ finalmente, somando os 74% já acumulados aos 15% da quinta classe, passaríamos
já aos 89% dos elementos deste conjunto!
Ou seja, quando chegamos à quinta classe, se adicionarmos toda a sua freqüência
relativa, ultrapassaremos os 79% desejados pelo enunciado! Conclusão: trabalharemos a regra
de três com a quinta classe da nossa distribuição!
Atenção agora: antes de chegarmos à quinta classe, tínhamos acumulados 74% do total
dos elementos. Para chegarmos aos 79% desejados pela questão, teremos que “avançar” mais
quanto? Ora, a diferença: (79% - 74%)=5%.
Ou seja: faltam 5% dos elementos da quinta classe para chegarmos a nossa resposta!
Nossa situação, portanto, é a seguinte:
Classes de fac ↓ fi Fi
Salários
(5.000-6.500) 12 12 12% Æ 12% acumulados
(6.500-8.000) 28 16 16% Æ 28% acumulados
(8.000-9.500) 52 24 24% Æ 52% acumulados
(9.500-11.000) 74 22 22% Æ 74% acumulados
(11.000-12.500) 89 15 15% Æ faltam 5% para chegarmos aos 79%!
(12.500-14.000) 97 8 8%
(14.000-15.500) 100 3 3%

Trabalhando a regra de três na quinta questão, ficaremos com:


1500 --- 15%
X --- 5%

Daí, teremos:
X = (1500.5%)/15% Æ E: X=500

Traduzindo: 500 elementos representam exatamente 5% do total de elementos do


conjunto, que precisaríamos “avançar” nesta quinta classe, para chegarmos aos 79%
desejados. Cuidado agora para saber o que fazer com esse valor encontrado!
Como havíamos visto na aula passada, este valor X=500 será somado ao limite inferior
da classe na qual trabalhamos a regra de três. Daí, ficaremos com:

11.000 + 500 = 11.500 Æ Resposta da Questão!


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08. (Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) A tabela abaixo apresenta
a distribuição de freqüências do atributo salário mensal medido em quantidade
de salários mínimos para uma amostra de 200 funcionários da empresa X. Note
que a coluna Classes refere-se a classes salariais em quantidades de salários
mínimos e que a coluna P refere-se ao percentual da freqüência acumulada
relativo ao total da amostra. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

Assinale a opção que corresponde à aproximação de freqüência relativa de


observações de indivíduos com salários menores ou iguais a 14 salários mínimos.
a) 65% d) 60%
b) 50% e) 70%
c) 80%

Sol.: Outra questão na mesma linha de raciocínio. Fazendo o trabalho preliminar aqui exigido,
identificaremos que a coluna de freqüência fornecida, conforme indicação do próprio
enunciado, foi a Fac (Freqüência Relativa Acumulada Crescente)!
Daí, percorreremos o caminho necessário para chegarmos à Fi (Freqüência Relativa
Simples). Esse trabalho já é nosso conhecido. Teremos:
Classes Fac Fi
4–8 20% 20%
8 – 12 60% 40%
12 – 16 80% 20%
16 – 20 98% 18%
20 – 24 100% 2%

Vamos ver agora como essa questão é realmente de graça!


O enunciado pergunta, em outras palavras, qual é o percentual de elementos com
salário menor que 14 salários mínimos.
Percebemos sem maiores esforços que 14 é o Ponto Médio da terceira classe!
Concordam?
Daí, desenvolveremos o seguinte raciocínio: a terceira classe possui, sozinha, 20% dos
elementos do conjunto. Metade desta classe terá quantos por cento? Ora, metade de 20%, ou
seja, 10%. Concordam?
Assim, abaixo de 14 salários existem 10% dos elementos na terceira classe.
Somando-se esses 10% da terceira classe aos 40% da segunda classe e aos 20% da
primeira classe, chegamos a um total de:
Æ 70% Æ Resposta!

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09. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) O quadro seguinte


apresenta a distribuição de freqüências da variável valor do aluguel (X) para
uma amostra de 200 apartamentos de uma região metropolitana de certo
município. Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Assinale a opção que corresponde à estimativa do valor x tal que a freqüência
relativa de observações de X menores ou iguais a x seja 80%.

Classes R$ Freqüências
350 – 380 3
380 – 410 8
410 – 440 10
440 – 470 13
470 – 500 33
500 – 530 40
530 – 560 35
560 – 590 30
590 – 620 16
620 – 650 12

a) 530 b) 560 c) 590 d) 578 e) 575

Sol.: Outra questão parecida com as anteriores. A pergunta traduzida, já sabemos, será a
seguinte: Qual é o valor dentro das classes que corresponde a um acumulado de 80%?
Assim, precisaremos construir as colunas de freqüência relativas. Fazendo o trabalho
necessário para isso, e considerando que a coluna fornecida pela prova foi a fi (freqüência
absoluta simples), teremos:
Classes R$ fi Fi Fac
350 – 380 3 1,5% 1,5%
380 – 410 8 4% 5,5%
410 – 440 10 5% 10,5%
440 – 470 13 6,5% 17%
470 – 500 33 16,5% 33,5%
500 – 530 40 20% 53,5%
530 – 560 35 17,5% 71%
560 – 590 30 15% 86%
590 – 620 16 8% 94%
620 – 650 12 6% 100%

Ora, teremos acumulado já 71% ao avançarmos até o final da sétima classe. Viram?
Assim, avançando a oitava classe, que sozinha tem 15%, já passaremos direto pelos 80%
procurados! Para chegarmos aos 80%, só teremos que avançar 9% dentro desta classe!
Assim, a nossa resposta é um valor inserido na oitava classe! E é com ela que faremos
nossa regra de três. Teremos:
30 --- 15%
X --- 9%

Daí, teremos:
X = (30x9%)/15% Æ E: X=18

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Traduzindo: 18 elementos representam exatamente 9% do total de elementos do
conjunto, que precisaríamos “avançar” nesta sétima classe, para chegarmos aos 80%
desejados. Cuidado agora para saber o que fazer com esse valor encontrado!
Somaremos este valor X=18 ao limite inferior da classe na qual trabalhamos a regra de
três. Daí, ficaremos com:

560 + 18 = 578 Æ Resposta da Questão!

É isso!
Peço novamente desculpas por não avançar hoje na matéria, pois realmente não estou
em condições físicas para escrever mais do que isso...!
Agradeço a compreensão de todos!
Aproveitem essa trégua, e façam uma boa revisão de tudo o que foi visto. Ok?

Um forte abraço a todos, e fiquem com Deus!

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AULA 04
Olá, amigos!
Tudo bem com vocês? Agora refeito da virose da semana passada (e quase pronto para
outra!), vou tentar compensar o atraso com esta presente aula!
Nosso estudo de hoje dará início à análise das chamadas Medidas de Posição.
Porém, antes de as conhecermos, convém muitíssimo que nós saibamos quais são as
formas pelas quais um conjunto pode ser apresentado numa prova. As mais comuns formas de
apresentação de um conjunto são as três seguintes:
1ª) Rol: aqui os elementos do conjunto estarão dispostos numa ordem que pode ser
crescente ou decrescente. São exemplos de rol:
(1,2,3,4,5)
(1, 1, 1, 2, 2, 2, 2, 3, 3, 3, 4, 4, 5)
E assim por diante!
Não é muito comum encontrarmos um rol numa questão de prova, mas também não é
algo impossível. Entre as últimas provas da Receita, pôde-se ver um rol na prova de 1998 e na
de 2005. Entendido o que é um rol? Ótimo.
2ª) Dados Tabulados:
Vamos trabalhar com esse segundo exemplo de rol, acima. Será possível
apresentarmos os elementos desse conjunto na forma de uma tabela? Claro que sim! Vamos
ver como é que fica:
Xi fi
1 3
2 4
3 3
4 2
5 1

Vejam que a coluna do Xi apresenta os elementos (individualizados) do conjunto; e a


coluna do fi (a nossa conhecidíssima freqüência absoluta simples) indica o número de vezes
que o elemento aparece no conjunto! Assim, vemos que o elemento 1 (Xi=1) aparece três
vezes naquele rol (fi=3); o elemento 2 (Xi=2) aparece quatro vezes (fi=4), e assim por diante.
Se quisermos saber quantos elementos há neste conjunto, o que teremos que fazer?
Ora, teremos que somar a coluna da freqüência absoluta simples – fi.
Daí, já podemos guardar a seguinte informação: sempre que quisermos saber o n
(número de elementos de um conjunto), e esse conjunto estiver apresentado na forma de uma
tabela, basta somarmos os valores da coluna da freqüência absoluta simples!
Ok? Assim, teremos:
Xi fi
1 3
2 4
3 3
4 2
5 1
n=13
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Uma discussão existe acerca desta segunda forma de apresentação dos dados: há
autores que dizem que se trata de um tipo de Distribuição de Freqüências; outros dizem que
não! Ora, para efeito de concurso, essa discussão não nos interessa em nada!
O que interessa é que você precisará saber trabalhar a questão de todo jeito! Assim,
para nós, aparecendo um conjunto na prova, e esse conjunto estando apresentado desta
forma que acabamos de ver acima, diremos que estamos diante de Dados Tabulados! E só!
Ok?
3ª) Distribuição de Freqüências:
Essa já é nossa velha conhecida! Na Distribuição de Freqüências, diferentemente do que
ocorre no rol e nos dados tabulados, os elementos do conjunto estarão agrupados em classes,
em vez de serem apresentados de forma individualizada! Exemplo:
Xi fi
0 -- 10 3
10 -- 20 4
20 -- 30 3
30 -- 40 2
40 -- 50 1
n=13

Essencialmente, o que diferencia a Distribuição de Freqüências das outras duas formas


de apresentação de um conjunto, vistas acima, é exatamente o fato de aqui, na Distribuição,
os dados estarem agrupados em classes!
Já usamos uma aula anterior para estudar com minúcia os elementos de uma
Distribuição, não é verdade?
Essencialmente, são essas as três formas mais usuais de apresentação de um conjunto:
Rol, Dados Tabulados e Distribuição de Freqüências.
Porém, não são as únicas. Vamos aproveitar o ensejo para apresentar um tipo de
gráfico, chamado de Histograma!
O Histograma é o gráfico estatístico que existe para representar os dados de uma
Distribuição de Freqüências. Relacione sempre: Histograma para Distribuição de Freqüências!
Ok? É muito fácil construir um Histograma. No eixo horizontal, anotaremos os limites das
classes; e no eixo vertical, as freqüências absolutas simples.
Trabalhemos com a Distribuição de Freqüências do exemplo acima, e tentemos
construir o Histograma. Teremos:

fi

0 10 20 30 40 50 (Classes)

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A primeira classe, que vai de zero a dez, tem fi igual a 3. Assim, o retângulo que
representará essa classe no histograma será o seguinte:

fi

0 10 20 30 40 50 (Classes)

Viram? A base do retângulo é definida pelos limites da classe, enquanto sua altura é
definida pela freqüência absoluta simples daquela classe. Não é fácil? Facílimo! Para a segunda
classe, sabendo que o fi=4, teremos:

fi

0 10 20 30 40 50 (Classes)

A essa altura, todos já entenderam a feitura do Histograma, não é isso? Assim, vou
logo completar o gráfico, com base nos dados daquela Distribuição de Freqüências
apresentada acima. Teremos:

fi

0 10 20 30 40 50 (Classes)
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Enfim! Professor, mas por que foi mesmo que você apresentou o Histograma
exatamente neste momento? Porque é possível, embora muito raro, que a sua prova
apresente o conjunto a ser trabalhado por meio de um gráfico como esse!
Ou seja, em vez de apresentar a Distribuição de Freqüências, a questão trará um
Histograma! E aí? O que fazer? Ora, com a mesma facilidade que você construiu um
Histograma partindo de uma Distribuição de Freqüências, você poderá fazer o caminho de
volta, e construir a Distribuição, partindo de um Histograma! Concordam?
Repito: é muito raro vir um Histograma na prova. Mas não é impossível. E já
aconteceu!
Querem ver um exemplo? Caiu numa prova bem antiga de Técnico da Receita Federal,
do tempo em que esse cargo se chamava TTN. O Histograma trazido pela prova foi o seguinte:

fi

12

10
8

4
2

2 4 6 8 10 12 14 16 idades

E aí? Você saberia transformar esse gráfico numa Distribuição de Freqüências? Claro.
Ficaria o seguinte:
Classes fi
2 --- 4 2
4 --- 6 6
6 --- 8 10
8 --- 10 12
10 --- 12 8
12 --- 14 6
14 --- 16 4

Pronto! Está feito!


Ultimamente, isto é, em algumas provas muito recentes, a Esaf andou inovando, e
apresentou um conjunto por meio de um gráfico até então pouquíssimo conhecido: o
Diagrama de Ramos e Folhas. Daí, muita e muita gente ficou olhando para as tais das
folhas, e não soube absolutamente o que fazer com elas!
Não deixou de ser mais uma daquelas maldades de prova... (fico imaginando a cara de
prazer do elaborador de uma questão assim! Será que tem mãe?). Pois bem! O tal Diagrama
de Ramos e Folhas é algo semelhante ao seguinte:

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8 2
8
9 003
10 0011222344
10 577777
11 013
11 55679
12 00114
12 5557
13 004
13 5556
14 03
14 5
15
15 8

Vamos lá! O Diagrama acima será transformado num rol. Repetindo: o Diagrama de
Ramos e Folhas vai virar um Rol.
Se bem observarmos, veremos uma coluna de valores no lado esquerdo. E outra no
lado direito. Vejam melhor:
8 2
8
9 003
10 0011222344
10 577777
11 013
11 55679
12 00114
12 5557
13 004
13 5556
14 03
14 5
15
15 8

Esses valores da esquerda (em azul) permanecerão exatamente na esquerda! Serão as


dezenas! E os valores que os acompanham à sua direita (em vermelho) permanecerão –
adivinhem onde? – na direita! Serão as unidades! Assim, teremos:
8 2 Æ que vai virar: 82
9 003 Æ que vai virar: 90, 90, 93
10 0011222344 Æ que vai virar: 100, 100, 101, 101, 102, 102, 102, 103, 104, 104
10 577777 Æ que vai virar: 105, 107, 107, 107, 107, 107
11 013 Æ que vai virar: 110, 111, 113
11 55679 Æ que vai virar: 115, 115, 116, 117, 119
12 00114 Æ que vai virar: 120, 120, 121, 121, 124
12 5557 Æ que vai virar: 125, 125, 125, 127
13 004 Æ que vai virar: 130, 130, 134
14 03 Æ que vai virar: 140, 143

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15 8 Æ que vai virar: 158

Assim, nosso Diagrama de Ramos e Folhas acima se transformou no seguinte rol:


{82, 90, 90, 93, 100, 100, 101, 101, 102, 102, 102, 103, 104, 104, 105, 107,
107, 107, 107, 107, 110, 111, 113, 115, 115, 116, 117, 119, 120, 120, 121,
121, 124, 125, 125, 125, 127, 130, 130, 134, 140, 143, 158}

Entendido? (Espero que sim, pois é o mais didático que consigo explicar...)
Pois bem! O que fizemos nesta aula, até o momento, foi conhecer as maneiras pelas
quais a Esaf, ou qualquer outra elaboradora, pode se utilizar para apresentar um conjunto de
elementos numa prova de Estatística.
Uma vez fornecido o conjunto – seja na forma de um rol, ou de dados tabulados, ou
de Distribuição de Freqüências, ou de um Histograma, ou de um Diagrama de Ramos e
Folhas – já poderão ser solicitados, nas questões da prova, os cálculos de uma infinidade de
medidas estatísticas!
Ou seja, para um determinado conjunto, pode-se pedir o cálculo de:
Æ Medidas de Tendência Central (Média, Moda, Mediana);
Æ Medidas Separatrizes (Mediana, Quartis, Decis, Centis);
Æ Medidas de Dispersão (Amplitude Total, Desvio Absoluto, Desvio Padrão, Variância,
Coeficiente de Variação, Desvio Quartílico, Variância Relativa);
Æ Momentos Estatísticos;
Æ Medidas de Assimetria;
Æ Medidas de Curtose.
O estudo do conjunto dessas medidas todas constitui o objeto do nosso Curso! É
exatamente o que figura no programa dos concursos que cobram a Estatística Básica.
Considerando que o Histograma será transformado em uma Distribuição de Freqüências
e que o Diagrama de Ramos e Folhas será transformado num Rol, resta que as três formas
básicas de apresentação dos dados serão, realmente: o Rol, os Dados Tabulados e a
Distribuição de Freqüências.
Assim, para cada uma das medidas estatísticas que formos estudar, aprenderemos
como ela será calculada para o caso de o conjunto estar na forma de um Rol, ou de Dados
Tabulados ou de Distribuição de Freqüências. Ok?
Então vamos lá!
Começaremos conhecendo as Medidas de Tendência Central – Média Aritmética,
Moda e Mediana.

# A Média Aritmética: X
Quando falarmos simplesmente em Média, saiba que estaremos nos referindo à Média
Aritmética. Ok? Existem outras espécies de Média, além da Aritmética, que serão estudadas
oportunamente.
Comecemos pelo cálculo da Média de um Rol.
Estou certo que esse é um cálculo que todos nós já realizamos. Suponhamos que você
ainda está na faculdade. O semestre começou, e você nem se deu conta disso. Eis que chegou
o dia da primeira prova! A sua nota foi um desastre: nota 3 (três).

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Que lástima! Aí você disse: “Valha-me Deus, as aulas já começaram!” (Meio tardia essa
descoberta...!) O fato é que você procurou se redimir da nota baixa que tirou, e dedicou
esforços para a segunda prova. O resultado se fez perceber, e você conseguiu agora tirar um 8
(oito).
Ora, você sabia que para passar por média, teria que tirar um notaço na terceira e
última prova, uma vez que a média naquela sua faculdade era 7 (sete).
Assim, virou várias noites estudando e se dedicando àquela disciplina, de sorte que
conseguiu, merecidamente, tirar um 10 (dez) na terceira prova.
Tão logo recebeu esta última nota, você correu às contas, pois desejava saber se havia
passado por média, ou se necessitaria fazer a prova final.
Suas contas foram as seguintes:

Æ
(3 + 8 + 10) = 21 =7,0
3 3
Parabéns! Você acaba de provar que é um aluno cobra! (Aquele que passa se
arrastando)! Mas passou, não foi? Isso é o que importa! (Igual no concurso: se você passar
em último lugar, vai ganhar o mesmo salário de quem passou em primeiro)!
Vejamos novamente as notas das três provas dessa pessoa: (3, 8, 10).
Isto é um rol? Sim!
Então, esta conta que foi feita para o cálculo da média das notas foi, rigorosamente, o
mesmo cálculo que se faz para se descobrir a Média Aritmética de um conjunto apresentado
na forma de um rol.
Ou seja: somam-se as notas, e divide-se este resultado pelo número de provas.
Falando-se de um modo genérico: somam-se os elementos do conjunto, e divide-se
esse resultado pelo número de elementos do conjunto!
Colocando-se essa definição em uma fórmula, usando-se da linguagem estatística,
teremos que:

X=
∑ Xi
n
Onde:

Æ X é a Média Aritmética;
Æ Σ é o sinal de somatório. O que vier após este símbolo deverá ser somado!
Æ Xi é cada elemento do conjunto;
Æ n é o número de elementos do conjunto.
Só isso! Nada mais fácil que se calcular a Média de um rol.
Pena que o Rol seja tão raro em provas...!

# A TRANSIÇÃO:
Esta palavra – Transição – está em destaque, porque nos acompanhará longamente
durante nosso Curso!
Aprenderemos, meus queridos, que há uma maneira facílima de migrarmos de uma
fórmula de Rol para a fórmula de Dados Tabulados. Da mesma forma, há como migrarmos
da fórmula dos Dados Tabulados para a fórmula da Distribuição de Freqüências!
E essa maneira de fazer a migração de uma fórmula para outra é justamente a tal da
Transição que vamos aprender agora! Vamos lá!
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1º) Como passar da fórmula do Rol para a dos Dados Tabulados?
Manda a primeira transição que façamos o seguinte:
Æ Repete-se a fórmula do rol; e
Æ Acrescenta-se no numerador da fórmula, sempre junto ao sinal de somatório (Σ),
a freqüência absoluta simples fi.
Só isso!
Assim, se eu já aprendi que a fórmula usada para se calcular a Média Aritmética de um
conjunto apresentado na forma de um rol é:

ÆX =
∑ Xi ...
n
... então, querendo agora construir a fórmula da Média Aritmética para um conjunto
apresentado na forma de Dados Tabulados, eu só precisarei seguir o que manda a transição!
E teremos:
Para Dados Tabulados:

X = ∑ ......
fi Xi
n

Viram? Bastou repetir a fórmula do Rol (já conhecida!) e acrescentar o fi no


numerador, junto ao sinal de somatório!
Usamos a primeira Transição!
E agora, caso queiramos construir a fórmula da Média Aritmética para uma Distribuição
de Freqüências, como devemos proceder? Aí surge a segunda transição. Vejamos.
2º) Como passar da fórmula dos Dados Tabulados para a da Distribuição de
Freqüências?
Manda a segunda transição que façamos o seguinte:
Æ Repete-se a fórmula dos Dados Tabulados; e
Æ Troca-se o Xi (elemento individualizado do conjunto) por PM (Ponto Médio) da
classe!
E é só isso!
Mas qual seria o motivo de essa transição se fazer desta forma? Ora, por uma razão
muito simples. Basta comparar as duas primeiras formas de apresentação (Rol e Dados
Tabulados) com a Distribuição de Freqüências, e veremos que naquelas estamos sempre
trabalhando com Xi (elementos individualizados do conjunto). Mas na Distribuição de
Freqüências, nós deixamos de trabalhar com elementos individualizados, uma vez que agora
nossa variável passará a ser agrupada em classes!
Daí, na Distribuição, não há mais que se falar em elemento individualizado Xi. Terá ele
que ser substituído por aquele elemento que melhor representa cada classe. E esse elemento é
justamente o Ponto Médio!
Assim, conhecendo a fórmula da Média Aritmética para Dados Tabulados, e aplicando o
que nos manda a segunda transição, teremos que a Média para uma Distribuição de
Freqüências será dada por:

X=
∑ fi. PM
n

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A boa notícia, meus amigos, é que essa mesmíssima transição, que acabamos de
aprender, não se aplica somente a fórmulas de Média Aritmética. Não! Vai muito além disso!
Vamos usá-la para a memorização de várias outras medidas estatísticas, a exemplo do Desvio
Absoluto, do Desvio Padrão, da Variância, entre outras.
Primeiro, vejamos se ficou mesmo bem memorizada a nossa Transição!
Teremos:
Resumo da Transição:
1º) Você memoriza a fórmula do Rol;
2º) Repete a fórmula do Rol e acrescenta fi no numerador, sempre junto ao sinal de
somatório, e aqui chegamos à fórmula dos Dados Tabulados;
3º) Repete a fórmula dos Dados Tabulados e troca-se Xi por PM (Ponto Médio), e
aqui chegamos à fórmula da Distribuição de Freqüências!

No final das contas, como eu costumo dizer em sala de aula, você paga um e leva três!
Não é verdade? Claro! Imagine a mesma coisa ocorrendo para várias outras medidas
estatísticas! Já pensou, quanta economia de decoreba? Basta lembrar da transição.
Ainda nem é assunto de hoje, mas só para provar que a transição é boa mesmo, veja
abaixo a fórmula de uma medida de dispersão que será estudada numa aula futura: a
Variância. Veja a fórmula da Variância para um Rol:

∑ (Xi − X )
2
2
ÆS =
n
Sabendo disso, você já é capaz de me dizer quais serão as fórmulas da Variância para
Dados Tabulados e para Distribuição de Freqüências?
Claro que sim! Seguem a mesma regra da Transição que já conhecemos! Assim,
teremos:

fi (Xi − X )
∑ .....
2
2
Æ Para Dados Tabulados: S =
n

∑ fi.(......
PM − X )
2
2
Æ Para Distribuição de Freqüências: S =
n

Viram que foi só seguir a Transição? Maravilha, não é? É sim!

Voltemos ao estudo da Média. Agora, já sabemos quais são as fórmulas da Média para
um Rol, para Dados Tabulados e para Distribuição de Freqüências. Considerando que em
aproximadamente 99% dos casos o conjunto vem, na prova, expresso na forma de uma
Distribuição de Freqüências, convém que nos dediquemos mais a esta forma de apresentação!
Passemos a alguns exemplos:
Exemplo 1) A tabela abaixo representa os pesos de um grupo de crianças. Obtenha o peso
médio desse conjunto. Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Classes fi
(em Kg)
0 --- 10 2
10 --- 20 3
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20 --- 30 8
30 --- 40 6
40 --- 50 1
Antes de mais nada, viram a frase em destaque no enunciado? Foi pergunta de algumas
pessoas no Fórum de aulas passadas. Vamos entendê-la. Quais são os extremos das classes?
São os limites (inferior e superior). Se o enunciado diz que não existem observações
coincidentes com os extremos das classes, é porque não há nenhum elemento do conjunto
cujo valor coincida exatamente com algum dos limites (inferiores ou superiores) de nenhuma
das classes.
No caso em tela, como tratamos de pesos de crianças, diremos que nenhuma dessas
crianças tem peso coincidente com os limites das classes. Ou seja, nenhuma delas pesa 0, 10,
20, 30, 40, nem 50 quilos.
Em termos práticos, o que isso importará para nós? Importará que, sabendo disso, a
tabela pode trazer o símbolo que quiser para definir os intervalos de classe, e nós poderemos
simplesmente considerá-lo como aquela simbologia clássica, de intervalo fechado à esquerda e
aberto à direita, que não haverá problema algum!
Só isso!
Voltemos ao exemplo. A questão pede o peso médio, o que traduziremos como a média
dos pesos!
Se o conjunto representasse salários, a questão pediria o salário médio. Se o conjunto
representasse alturas, a questão pediria a altura média. Se o conjunto representasse idades, a
questão pediria a idade média. (E não é prova de História, hein!). E assim por diante!
(Quem já foi meu aluno presencial deve, a esta hora, estar balançando a cabeça e
dizendo: puxa, até as mesmas piadas bestas que ele diz em sala...)
Vamos repetir o conjunto, para podermos trabalhar com ele:
Classes fi
0 --- 10 2
10 --- 20 3
20 --- 30 8
30 --- 40 6
40 --- 50 1

Se eu quero a média aritmética de uma Distribuição de Freqüências, começarei


colocando a fórmula no papel. E será sempre assim! A fórmula é quem guiará os nossos
passos de resolução! Teremos:

Æ X=
∑ fi.PM
n
Olhando para o numerador da fórmula, perguntaremos: já conhecemos a coluna do fi?
Sim, já é nossa conhecida! E se não fosse? E se a coluna de freqüência fornecida na tabela
fosse alguma daquelas outras cinco (fac, fad, Fi, Fac ou Fad)? Então, teríamos que fazer todo
aquele trabalho preliminar, que aprendemos na primeira aula, a fim de construirmos a coluna
da fi (freqüência absoluta simples).
Neste nosso exemplo, isso não se fez necessário!
Próxima pergunta, ainda olhando para o numerador: já conhecemos a coluna dos
Pontos Médios (PM)? Ainda não! Assim, será nosso primeiro trabalho: construir a coluna dos
Pontos Médios! Já sabemos fazer isso! Teremos:
Classes fi PM
0 --- 10 2 5
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10 --- 20 3 15
20 --- 30 8 25
30 --- 40 6 35
40 --- 50 1 45

Reparem que todas as classes têm a mesma amplitude, não é isso? Quanto? h=10.
Assim, se vocês estiverem bem lembrados, basta calcular o valor do primeiro ponto médio, e
os próximos serão obtidos apenas somando com a amplitude (h). Viram? Isso já foi falado!
Ainda tratando do numerador da fórmula, perguntaremos agora: já conhecemos a
coluna do produto fi.PM? Ainda não! Conhecemos essas colunas separadamente, mas não o
seu produto! Daí, está definido o nosso próximo passo: construir a coluna do fi.PM. Teremos:

Classes fi PM fi.PM
0 --- 10 2 5 10
10 --- 20 3 15 45
20 --- 30 8 25 200
30 --- 40 6 35 210
40 --- 50 1 45 45

O que nos pede mesmo o numerador da fórmula? Pede o somatório (a soma) dos
elementos desta coluna que acabamos de construir.
E o denominador, o que nos pede? Pede-nos o valor de n (número de elementos do
conjunto). Ora, sabemos que n é obtido somando-se a coluna da freqüência absoluta simples
(fi). Fazendo esses dois somatórios, teremos:
Classes fi PM fi.PM
0 --- 10 2 5 10
10 --- 20 3 15 45
20 --- 30 8 25 200
30 --- 40 6 35 210
40 --- 50 1 45 45
n=20 510

Finalmente, aplicando a fórmula da Média Aritmética para uma Distribuição de


Freqüências, teremos:

Æ X=
∑ fi.PM Æ Æ X=
510
Æ X =25,5 Æ Resposta!
n 20

Fácil, não? Pode ficar mais fácil ainda! Antes de eu lhes apresentar um método
alternativo para cálculo da média de uma distribuição de freqüências, convém que lhes fale
acerca de algumas propriedades da Média.

# Algumas Propriedades da Média Aritmética:


Considere o seguinte conjunto original (um rol): {1, 2, 3, 4, 5}

Qual é a média deste conjunto? Teremos: (1+2+3+4+5)/5=15/5 Æ X =3


E se agora tomarmos cada elemento (Xi) daquele conjunto original, e resolvermos
adicionar cada um deles à constante 10, por exemplo. O que teremos? Ora, teremos um novo
conjunto: {11, 12, 13, 14, 15}. Concordam?

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Assim, já não mais estamos diante daquela variável original, e sim de uma variável
transformada! Transformada por meio de quê? De uma operação de soma!
E qual é a Média desse novo conjunto (dessa nova variável)? Façamos as contas:
(11+12+13+14+15)/5=65/5 Æ X =13.
Ora, nem precisaríamos ter feito essa conta! Pois existe uma propriedade que diz:
somando-se todos os elementos do conjunto com uma constante, a Média do novo conjunto
será igual à Média do conjunto original também somada com aquela mesma constante!

Foi verdade isso? Sim. A Média do conjunto original era X =3. Nós somamos cada
elemento do conjunto original com constante 10. Daí, a Média do novo conjunto será a média
anterior (3) somada também à constante 10. Ou seja, a nova Média será 13.
E se serve para soma, serve também para subtração!
Agora consideremos que cada elemento daquele conjunto original será multiplicado pela
constante 10. Ok? O que ocorrerá àquele conjunto? Será transformado em outro. Passaremos
a ter: {10, 20, 30, 40, 50}.
Não se trata mais da variável original e sim de uma variável transformada!
Transformada por quem? Por uma operação de multiplicação! Calculando a média do novo
conjunto, teremos: (10+20+30+40+50)/5=150/5 Æ X =30.
E nem precisaríamos ter feito este cálculo, pois existe uma propriedade da Média que
diz: multiplicando-se cada elemento de um conjunto original por uma constante, a nova Média
será igual à média anterior também multiplicada pela mesma constante!

Senão, vejamos: a média do conjunto original era X =3. Nós multiplicamos cada
elemento do conjunto original pela constante 10. Daí, a Média do novo conjunto será a média
anterior (3) multiplicada também pela constante 10. Ou seja, a nova Média será 30.
E se serve para produto, serve também para divisão!
Para melhorar a nossa vida e a nossa memorização, resumiremos essas propriedades
todas em uma única (e pequena) frase:
A MÉDIA É INFLUENCIADA PELAS QUATRO OPERAÇÕES!
Ok? É essa a frase que deve ficar guardada em nossa memória!
Agora, sim, posso passar a explicar o método da Variável Transformada!
Retomemos o nosso exemplo já trabalhado:
Exemplo 1 – Solução Alternativa) A tabela abaixo representa os pesos de um grupo de
crianças. Obtenha o peso médio desse conjunto. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes fi
(em Kg)
0 --- 10 2
10 --- 20 3
20 --- 30 8
30 --- 40 6
40 --- 50 1

Uma consideração inicial: este método alternativo para cálculo da Média Aritmética de
uma Distribuição de Freqüências, chamado Método da Variável Transformada, só será aplicado,
da forma como aprenderemos aqui, se todas as classes da Distribuição tiverem a mesma
amplitude!
Assim, essa será a nossa preocupação inicial: verificar se todas as classes tem a mesma
amplitude. Se for o caso, prosseguiremos com o método alternativo. Senão, resolveremos a

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questão da forma convencional, aplicando a fórmula da Média para uma distribuição de
freqüências, como foi feito na primeira solução deste exemplo.
No nosso caso, temos que todas as classes possuem a mesma amplitude (h=10).
Assim, poderemos (e deveremos!) utilizar o Método da Variável Transformada. Façamos um
passo a passo.
1º) Construiremos a coluna dos Pontos Médios! (A rigor, basta conhecermos o valor do
primeiro ponto médio). Teremos:
Classes fi PM
0 --- 10 2 5
10 --- 20 3 .
20 --- 30 8 .
30 --- 40 6 .
40 --- 50 1 .

2º) Construiremos uma coluna de transformação da variável. Convém que sigamos a seguinte

sugestão para construir esta coluna:


(PM − 1 PM ) .
0

h
Ou seja: Ponto Médio menos o primeiro Ponto Médio, e tudo isso dividido pela
amplitude da classe. Construindo essa coluna, teremos:
Classes fi PM (PM − ....
5)
=Yi
10
0 --- 10 2 5
10 --- 20 3 .
20 --- 30 8 .
30 --- 40 6 .
40 --- 50 1 .

Se vocês seguirem esta minha sugestão para construir a coluna de transformação da


variável [(PM-1ºPM)/amplitude da classe], então não será preciso perder um segundo
sequer para calcular os valores dessa coluna. Basta começar por zero e seguir adiante (0, 1, 2,
3 etc), até onde houver classe! Teremos:
Classes fi PM (PM − ....
5)
=Yi
10
0 --- 10 2 5 0
10 --- 20 3 . 1
20 --- 30 8 . 2
30 --- 40 6 . 3
40 --- 50 1 . 4

Vai ser sempre assim, professor? Vai! Desde que, repito, você aceite aquela minha
sugestão!
Uma observação: vocês viram que eu chamei o resultado dessa coluna de
transformação da variável de Yi. Viram? O que vem a ser este Yi? Ora, ele surgiu de onde? Ele
surgiu de uma transformação que nós fizemos, partindo dos valores dos Pontos Médios da
variável original. Assim, poderemos chamar esse Yi de Ponto Médio Transformado. Ok?
Percebam que, assim como o PM representava a variável original (Xi), o Ponto Médio
Transformado (Yi) representará a variável original (que podemos chamar pelo mesmo nome:
Yi). Ok?
Adiante!

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Como próximo passo, construiremos a coluna do fi.Yi, e faremos imediatamente o seu
somatório.
Teremos:

Classes fi PM (PM − 5) =Yi


fi.Yi
10
0 --- 10 2 5 0 0
10 --- 20 3 . 1 3
20 --- 30 8 . 2 16
30 --- 40 6 . 3 18
40 --- 50 1 . 4 4

Ora, se quiséssemos aplicar a fórmula da Média Aritmética para calcular o valor de X,


faríamos: X =
∑ fi.PM
.
n
E se quisermos aplicar esta fórmula para calcularmos a Média da variável transformada
Yi? Como ficaria esta fórmula? Trocaríamos PM (Ponto Médio da variável original Xi) por Yi
(Ponto Médio da variável transformada Yi). Teríamos:

Æ Y =
∑ fi.Yi
n
Portanto, é esse o nosso próximo passo: calcular a média da variável transformada Y.
Reparem que o numerador desta fórmula é o somatório da coluna que acabamos de
construir. E que o denominador é n (número de elementos do conjunto), que será descoberto
somando-se a coluna da fi (freqüência absoluta simples). Teremos:
Classes fi PM (PM − 5) =Yi
fi.Yi
10
0 --- 10 2 5 0 0
10 --- 20 3 . 1 3
20 --- 30 8 . 2 16
30 --- 40 6 . 3 18
40 --- 50 1 . 4 4
n=20 41

41
Daí: Y = Æ Y = 2,05
20
Pergunta: será que esse valor (2,05) é a resposta da nossa questão?
Claro que não! 2,05 é o valor da média da variável transformada! E não é isso que a
questão pergunta! Estamos à procura da média da variável original ( X ).
Assim, como próximo passo, faremos o desenho de transformação da variável. O que é
isso? É um desenho que retrata a coluna de transformação da variável. Começamos assim: de
um lado, temos a variável original Xi, e de outro, a variável transformada Yi.

Xi Yi

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Percebam que esse desenho deverá ser um retrato fiel da coluna de transformação da
variável. Nesta coluna, a variável original Xi está representada por PM, que é o Ponto Médio
original. E o que foi feito a esse Ponto Médio original? Foram feitas duas operações
matemáticas: primeiro subtraímos todos eles por 5; e depois, dividimos tudo por 10. Estão
vendo isso, lá na coluna de transformação da variável? Pois bem! Essas são, neste nosso
exemplo, as duas operações que transformaram a variável Xi na variável Yi. Teremos:

1º)-5 2º)÷10

Xi Yi
Compreendido como se desenhou este caminho de ida da transformação? Apenas
repetindo as operações que constavam lá na coluna de transformação da variável.
Mas, e se agora quisermos desenhar o caminho de volta? Como se faria o retorno da
variável transformada para a variável original? Basta invertermos as operações do
caminho de ida. Assim, a operação inversa da subtração é a soma; e a operação inversa da
divisão é a multiplicação. Teremos:
1º)-5 2º)÷10

Xi Yi

2º)+5 1º)x10

Verifiquem que inverteu-se também a seqüência das operações: onde terminou lá em


cima, começou aqui em baixo. Viram isso?
Eu lhes digo que esse desenho não nos deixará errar a questão! E ele será empregado,
além de no cálculo da Média, para trabalharmos várias outras medidas estatísticas, como
Desvio Padrão, Variância e Coeficiente de Variação. Por isso eu insisto em ensiná-lo!
Foi difícil fazer o desenho de transformação da variável? Claro que não!
O que nos resta saber é que, partindo de um lado do desenho com um valor de Média,
chegaremos ao lado oposto também com uma Média.
A título de adiantamento: se partirmos de um lado deste desenho com um valor de
Desvio Padrão, chegaremos ao lado oposto também com Desvio Padrão; se partirmos de um
lado deste desenho com Variância, chegaremos ao lado oposto também com Variância!
Pois bem! Qual foi a Média que já calculamos nesta resolução? Foi a Média da variável
transformada: Y . E a variável transformada está no lado direito do desenho. Assim, temos:
1º)-5 2º)÷10

Xi Yi Y = 2,05

2º)+5 1º)x10

Partindo desse lado direito com Média, chegaremos ao lado esquerdo com Média. Para
tanto, precisaremos percorrer o caminho de volta (em vermelho), passando pelas operações
desse caminho, e lembrando-nos das propriedades da Média.
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Numa frase: a Média é influenciada pelas quatro operações!
Ou seja, qualquer operação que surgir neste caminho de volta (seja de soma,
subtração, produto ou divisão) nós teremos que realizar. Assim, teremos:
Æ 2,05 x 10 = 20,5
E depois: 20,5 +5 = 25,5

Chegamos a:
1º)-5 2º)÷10

X =25,5 Xi Yi Y = 2,05

2º)+5 1º)x10

Chegamos à nossa resposta: X =25,5.


Exatamente a mesma resposta a qual havíamos chegado na primeira solução!
Amigos, eu nem preciso de bola de cristal para adivinhar o que está se passando pela
cabeça de muitos de vocês: esse professor está é louco, se acha que eu vou aprender esse tal
de método da variável transformada! Eu vou é só aplicar a formulazinha convencional da
Média, e pronto!
Acertei? Se você pensou assim, eu tenho uma má notícia a lhe dar: você não tem
escolha! O uso do método da variável transformada se tornou, por assim dizer, praticamente
uma obrigação! Mas por quê? Porque é o caminho do atalho! Aplicando este método, você,
em sua prova, chegará à resposta da questão na metade do tempo do seu concorrente que
preferir usar o método convencional.
Mas, professor, eu não achei o método convencional demorado! Claro que não! Mas
você viu os valores que eu usei para serem os limites das classes? Você viu os valores que eu
usei para serem as freqüências absolutas simples? Todos valores baixos e redondos!
Na sua prova não vai vir assim! Na sua prova, será mais ou menos desse jeito:
Classes fi
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

E aí? Vai encarar? Quer tentar o método convencional, aplicando a fórmula do X?


Vamos tentar!
1º) Construir a coluna dos Pontos Médios;
2º) Construir a coluna do fi.PM.

3º) Aplicar a fórmula: X=


∑ fi.PM
n

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Seguindo esses três passos, teremos o seguinte:

Classes fi PM fi.PM
29,5-39,5 4 34,5 138
39,5-49,5 8 44,5 356
49,5-59,5 14 54,5 763
59,5-69,5 20 64,5 1290
69,5-79,5 26 74,5 1937
79,5-89,5 18 84,5 1521
89,5-99,5 10 94,5 945
n=100 6.950

E aí, colega? O que você achou dessas continhas?


6950
Daí: X= = 69,5 Æ Resposta!
100
Ocorre que, quando você ainda estivesse na metade da resolução, eu aqui já teria feito
o seguinte:
1º) Descoberto o valor do primeiro ponto médio:
Classes fi PM
29,5-39,5 4 34,5
39,5-49,5 8 .
49,5-59,5 14 .
59,5-69,5 20 .
69,5-79,5 26 .
79,5-89,5 18 .
89,5-99,5 10 .
n=100

2º) Construído a coluna de transformação da variável:


Classes fi PM (PM − 34,5) = Yi
10
29,5-39,5 4 34,5 0
39,5-49,5 8 . 1
49,5-59,5 14 . 2
59,5-69,5 20 . 3
69,5-79,5 26 . 4
79,5-89,5 18 . 5
89,5-99,5 10 . 6
n=100

3º) Construído a coluna fi.Yi:


Classes fi PM (PM − 34,5) = Yi
fi.Yi
10
29,5-39,5 4 34,5 0 0
39,5-49,5 8 . 1 8

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49,5-59,5 14 . 2 28
59,5-69,5 20 . 3 60
69,5-79,5 26 . 4 104
79,5-89,5 18 . 5 90
89,5-99,5 10 . 6 60
n=100 350

4º) Calculado a Média da Variável Transformada: Y


350
Æ Y= = 3,5
100

5º) Desenhado como se deu a transformação da variável:


1º)-34,5 2º)÷10

Xi Yi

2º)+34,5 1º)x10

6º) Percorrido o caminho de volta, partindo do valor já calculado do Y , e chegado à


resposta:
Æ 3,5 x 10 = 35 e 35 + 34,5 = 69,5 Æ Resposta!

Acreditem: seu concorrente ainda estará na metade daquelas contas escabrosas!


E tanto mais rápido será a sua resolução pelo método da variável transformada, quanto
mais você treiná-lo em sua casa!
Tenha a certeza de que, a cada vez que você repetir o uso deste método alternativo,
sua resolução se tornará mais e mais acelerada! Chegará ao ponto de você ficar realmente
surpreso com sua própria velocidade! (Essa tabela acima foi extraída do AFRF 2002-2).
Ok?
Penso que por hoje já está de bom tamanho!
Vou deixar um Dever de Casa bem caprichado para vocês, e na próxima aula
trabalharemos os conceitos de Moda e de Mediana.
Um forte abraço a todos! E fiquem com Deus!
Na seqüência, as questões do nosso...
... Dever de Casa

10. (BANCO CENTRAL-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o


desvio-padrão era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento de
10%. O salário médio passou a ser de:
a) $ 90.000,00 d) $ 99.000,00
b) $ 91.000,00 e) $ 100.000,00
c) $ 95.000,00

(TTN-94) Considere a distribuição de freqüências transcrita a seguir:


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Xi fi
2 |— 4 9
4 |— 6 12
6 |— 8 6
8 |— 10 2
10|— 12 1

11. A média da distribuição é igual a:


a) 5,27 b) 5,24 c) 5,21 d) 5,19 e) 5,30

(AFTN-96) Para efeito das cinco próximas questões, considere os seguintes dados:

DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS DAS IDADES DOS


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ALFA, EM 1º/1/90
Classes de Freqüência Pontos Xi − 37 fi.di fi.di2 fi.di3 fi.di4
Idades s Médios = di
(anos) (fi) (Xi) 5
19,5 |— 24,5 2 22 -3 -6 18 -54 162
24,5 |— 29,5 9 27 -2 -18 36 -72 144
29,5 |— 34,5 23 32 -1 -23 23 -23 23
34,5 |— 39,5 29 37 — — — — —
39,5 |— 44,5 18 42 1 18 18 18 18
44,5 |— 49,5 12 47 2 24 48 96 192
49,5 |— 54,5 7 52 3 21 63 189 567
Total 16 206 154 1106

12. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 37,4 anos b) 37,8 anos c) 38,2 anos d) 38,6 anos e)39,0
anos

Para efeito da questão seguinte, sabe-se que o quadro de pessoal da empresa


continua o mesmo em 1º/1/96.

13. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 37,4 anos d) 43,8 anos
b) 39,0 anos e) 44,6 anos
c) 43,4 anos

(AFRF-2000) Para efeito da próxima questão faça uso da tabela de freqüências


abaixo.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

14. Quer-se estimar o salário médio anual para os empregados da Cia. Alfa.
Assinale a opção que representa a aproximação desta estatística calculada com
base na distribuição de freqüências.
a) 9,93 d) 10,00
b) 15,00 e) 12,50
c) 13,50
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(AFRF-2002) Para a solução da próxima questão utilize o enunciado que segue.

Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X) foram


examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse
exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa
intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência
relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

15. Assinale a opção que dá o valor médio amostral de X.


a) 140,10 d) 140,00
b) 115,50 e) 138,00
c) 120,00

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas


próximas questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a
uma amostra da distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$
1.000,00, do departamento de fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de
Y coincidentes com as extremidades das classes salariais.

Classes F
29,5 – 39,5 2
39,5 – 49,5 6
49,5 – 59,5 13
59,5 – 69,5 23
69,5 – 79,5 36
79,5 – 89,5 45
89,5 – 99,5 50

16. Assinale a opção que corresponde ao salário anual médio estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X.
a) 70,0 d) 74,4
b) 69,5 e) 60,0
c) 68,0

(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Para a solução da próxima


questão utilize o enunciado que segue.

A tabela abaixo apresenta a distribuição de freqüências do atributo salário


mensal medido em quantidade de salários mínimos para uma amostra de 200
funcionários da empresa X. Note que a coluna Classes refere-se a classes
salariais em quantidades de salários mínimos e que a coluna P refere-se ao
percentual da freqüência acumulada relativo ao total da amostra. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.
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Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

17. Assinale a opção que corresponde ao salário médio amostral calculado a


partir de dados agrupados.
a) 11,68 d) 16,00
b) 13,00 e) 14,00
c) 17,21

A próxima questão diz respeito à distribuição de freqüências seguinte associada


ao atributo de interesse . X Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classe Freqüências
s Simples
0-10 120
10-20 90
20-30 70
30-40 40
40-50 20

18. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá, aproximadamente, a média
amostral de X
a) 25,00 b) 17,48 c) 18,00 d) 17,65 e) 19,00

Bons estudos!

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AULA 05
Olá, amigos!
Tudo bem com vocês? E tudo bem com os estudos? Espero que sim!
Demos início aos trabalhos, comentando as questões pendentes do nosso...
... Dever de Casa

10. (BANCO CENTRAL-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o


desvio-padrão era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento de
10%. O salário médio passou a ser de:
a) $ 90.000,00 d) $ 99.000,00
b) $ 91.000,00 e) $ 100.000,00
c) $ 95.000,00

Sol.: Eis aqui uma questão bastante simples, e que explora uma das propriedades da Média!
Senão, vejamos: é dito pelo enunciado que o salário médio era de $90.000,00.
Já sabemos que o salário médio corresponde à média dos salários!
Após, fala-se que todos os salários – leia-se: todos os elementos do conjunto –
receberam um aumento de 10%. Ora, nosso trabalho será um só: traduzir esta informação!
Teremos que traduzi-la, obviamente, para uma operação matemática!
Aumentar um valor em 10% significa uma operação de quê? Soma? Produto? Quem me
diz? Ora, se você na hora da prova ficar na dúvida, basta fazer um teste: trabalhe com salários
originais de cem, duzentos e trezentos reais, e veja no que resulta um aumento de dez por
cento:
Æ R$100,00, com aumento de 10% vai para: R$110,00
Æ R$200,00, com aumento de 10% vai para: R$220,00
Æ R$300,00, com aumento de 10% vai para: R$330,00
Ora, qual é a mesma operação matemática que fará com que R$100 vire R$110; R$200
vire R$220; e R$300 vire R$330? Resposta: multiplicar por 1,10.
Assim, podemos convencionar: aumento de x% significa um produto por (1,x).
Outras conclusões:
Æ Se o aumento fosse de 20%: produto por 1,20.
Æ Se o aumento fosse de 30%: produto por 1,30.
Æ Se o aumento fosse de 5%: produto por 1,05.
Por outro lado, se a informação adicional fosse:
Æ Redução de 10%: produto por 0,90. (já que 1-0,10=0,90)
Æ Redução de 20%: produto por 0,80. (já que 1-0,20=0,80)
Æ Redução de 5%: produto por 0,95. (já que 1-0,05=0,95).
E assim por diante! Entendido?
Voltando à nossa questão: se todos os elementos do conjunto sofreram um aumento de
10%, ou seja, se todos eles foram multiplicados por 1,10, teremos que, de acordo com a
propriedade, a nova Média do conjunto será igual à Média anterior também multiplicada pela
mesma constante (1,10).
Daí:
Æ Nova Média = 90.000 x 1,10 = 99.000,00 Æ Resposta!

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(TTN-94) Considere a distribuição de freqüências transcrita a seguir:

Xi fi
2 |— 4 9
4 |— 6 12
6 |— 8 6
8 |— 10 2
10|— 12 1

11. A média da distribuição é igual a:


a) 5,27 b) 5,24 c) 5,21 d) 5,19 e) 5,30

Sol.: Estamos diante de uma Distribuição de Freqüências! Vamos, por primeiro, investigar se é
fato que todas as classes têm a mesma amplitude. É fato? Sim!
Logo, concluímos: podemos usar o Método da Variável Transformada para calcular a
Média do conjunto!
Não vamos perder essa oportunidade de treinar o método! Vamos a ele:
1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:
Xi fi PM
2 |— 4 9 3
4 |— 6 12 .
6 |— 8 6 .
8 |— 10 2 .
10|— 12 1 .

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Xi fi PM (PM − 3) = Yi
2
2 |— 4 9 3 0
4 |— 6 12 . 1
6 |— 8 6 . 2
8 |— 10 2 . 3
10|— 12 1 . 4

3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Xi Fi PM (PM − 3) = Yi
fi.Yi
2
2 |— 4 9 3 0 0
4 |— 6 12 . 1 12
6 |— 8 6 . 2 12
8 |— 10 2 . 3 6
10|— 12 1 . 4 4
n=30 34

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


34
Æ Y = = 1,133
30

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:

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1º)-3 2º)÷2

Xi Yi Y = 1,133

2º)+3 1º)x2

Æ 1,133 x 2 = 2,266 e 2,266 + 3 = 5,266 ≅ 5,27 Æ Resposta!

(AFTN-96) Para efeito das cinco próximas questões, considere os seguintes dados:

DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS DAS IDADES DOS


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ALFA, EM 1º/1/90
Classes de Freqüência Pontos Xi − 37 fi.di fi.di2 fi.di3 fi.di4
Idades s Médios = di
(anos) (fi) (Xi) 5
19,5 |— 24,5 2 22 -3 -6 18 -54 162
24,5 |— 29,5 9 27 -2 -18 36 -72 144
29,5 |— 34,5 23 32 -1 -23 23 -23 23
34,5 |— 39,5 29 37 — — — — —
39,5 |— 44,5 18 42 1 18 18 18 18
44,5 |— 49,5 12 47 2 24 48 96 192
49,5 |— 54,5 7 52 3 21 63 189 567
Total 16 206 154 1106

12. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 37,4 anos b) 37,8 anos c) 38,2 anos d) 38,6 anos e)39,0
anos

Sol.: Esta questão é muito interessante! Uma questão para se aprender bastante! E de
resolução quase imediata, conforme veremos.
Primeira coisa: as classes têm mesma amplitude? Sim! Logo, usaremos o método da
variável transformada para encontrar a Média.
Qual o primeiro passo deste método? Encontrar os Pontos Médios! A tabela fornecida na
prova já fez isso para nós? Sim. Este passo já está cumprido!
E depois, o que faríamos nós? Construiríamos uma coluna de transformação da
variável. A questão já fez isso para nós? Sim! A quarta coluna desta tabela é uma coluna de
transformação! O detalhe é que ele, elaborador, na hora de construir essa coluna de
transformação, não adotou aquela sugestão que nós demos na aula passada [(PM-1ºPM)/h].
Mas não tem problema! Se a questão já nos trouxe pronta uma transformação da
variável, nós simplesmente a aceitaremos! Não importa se essa transformação não segue a
sugestão que aprendemos anteriormente. Essa sugestão você poderá (e deverá) usar quando
for você a construir a coluna de transformação! Entendido?
Assim, a coluna de transformação já está pronta, e o Ponto Médio transformado foi
chamado de di pela prova.
Nosso próximo passo seria construir a coluna fi.Yi. No caso, como a prova chamou a
variável transformada de di, teríamos que construir a coluna fi.di e encontrar o seu somatório!
Mas a tabela também já fez esse trabalho para nós! Que maravilha! Já pegamos o
bonde andando, e a viagem já está quase toda completa! Vamos apenas complementar nosso
trabalho com os passos restantes do método!

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Próximo passo: calcular a Média da Variável Transformada ( d ). Considerando que


n=100, valor esse obtido pela soma da coluna do fi, teremos:
16
Æ di = = 0,16
100

Finalmente, faremos o desenho de transformação da variável e, percorrendo o caminho


de volta, descobriremos a resposta:
1º)-37 2º)÷5

Xi di d = 0,16

2º)+37 1º)x5

Æ 0,16 x 5 = 0,8 e 0,8 + 37 = 37,8 Æ Resposta!

Observem que, acima da tabela, está escrito que essas idades correspondem à data de
1º/janeiro/1990. Ok? Isso precisará ser lembrado na resolução da próxima questão! Vamos a
ela.

Para efeito da questão seguinte, sabe-se que o quadro de pessoal da empresa


continua o mesmo em 1º/1/96.

13. Marque a opção que representa a média das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 37,4 anos d) 43,8 anos
b) 39,0 anos e) 44,6 anos
c) 43,4 anos

Sol.: Essa é de graça! Ora, se a Média das idades no dia 1º/janeiro/1990 foi de 37,8 anos
(resposta da questão anterior), e se foi dito que as pessoas daquele conjunto anterior são
exatamente as mesmas, só que seis anos mais velhas, iremos concluir que os elementos do
nosso novo conjunto (as novas idades) foram todos adicionados à constante seis.
Concordam?
Assim, aplicando a propriedade da Média, teremos que:
Æ Nova Média = Média Anterior + constante
Æ Nova Média = 37,8 + 6 = 43,8 Æ Resposta!

(AFRF-2000) Para efeito da próxima questão faça uso da tabela de freqüências


abaixo.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

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14. Quer-se estimar o salário médio anual para os empregados da Cia. Alfa.
Assinale a opção que representa a aproximação desta estatística calculada com
base na distribuição de freqüências.
a) 9,93 d) 10,00
b) 15,00 e) 12,50
c) 13,50

Sol.: Aqui temos mais uma questão a ser trabalhada com o Método da Variável Transformada!
Porém, antes, teremos que realizar o trabalho preliminar que aprendemos no início deste
Curso, com o intuito de descobrir os valores da coluna da fi (freqüência absoluta simples).
Vemos, facilmente, que não há nenhum sinal indicativo de freqüência relativa nesta
tabela (nem no enunciado). Assim, a freqüência fornecida é absoluta! E será acumulada
porque o enunciado está dizendo isso expressamente. Ora, para saber se é acumulada
crescente ou decrescente, basta verificarmos os valores da coluna, para enfim concluirmos que
estamos diante da freqüência absoluta acumulada crescente (fac).
O trabalho preliminar necessário para construirmos a coluna da fi já é nosso conhecido,
de sorte que, sem mais demoras, teremos:
Classes de Salário fac fi
( 3 ; 6] 12 12
( 6 ; 9] 30 18
( 9 ; 12] 50 20
(12 ; 15] 60 10
(15 ; 18] 65 5
(18 ; 21] 68 3

E agora, sim, aplicaremos o método da variável transformada. Teremos:


1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:
Classes de fac fi PM
Salário
( 3 ; 6] 12 12 4,5
( 6 ; 9] 30 18 .
( 9 ; 12] 50 20 .
(12 ; 15] 60 10 .
(15 ; 18] 65 5 .
(18 ; 21] 68 3 .

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes de fac fi PM (PM − 4,5) = Yi
Salário
3
( 3 ; 6] 12 12 4,5 0
( 6 ; 9] 30 18 . 1
( 9 ; 12] 50 20 . 2
(12 ; 15] 60 10 . 3
(15 ; 18] 65 5 . 4
(18 ; 21] 68 3 . 5

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3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes de fac fi PM (PM − 4,5) = Yi fi.Yi
Salário
3
( 3 ; 6] 12 12 4,5 0 0
( 6 ; 9] 30 18 . 1 18
( 9 ; 12] 50 20 . 2 40
(12 ; 15] 60 10 . 3 30
(15 ; 18] 65 5 . 4 20
(18 ; 21] 68 3 . 5 15
n=68 123

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


34
Æ Y= = 1,81
30

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-4,5 2º)÷3

Xi Yi Y = 1,81

2º)+4,5 1º)x3

Æ 1,81 x 3 = 5,43 e 5,43 + 4,5 = 9,93 Æ Resposta!

(AFRF-2002) Para a solução da próxima questão utilize o enunciado que segue.

Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X) foram


examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse
exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa
intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência
relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

15. Assinale a opção que dá o valor médio amostral de X.


a) 140,10 d) 140,00
b) 115,50 e) 138,00
c) 120,00

Sol.: Nova questão para aplicarmos o Método da Variável Transformada! Aqui, novamente, o
único diferencial é que precisaremos novamente cumprir o ritual do trabalho preliminar! Já
trabalhamos, inclusive, com esta tabela. Teremos:

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Classes Fac Fi fi
70-90 5% 5% 10
90-110 15% 10% 20
110-130 40% 25% 50
130-150 70% 30% 60
150-170 85% 15% 30
170-190 95% 10% 20
190-210 100% 5% 10
100% n=200

(x2)

E somente agora estamos aptos a iniciar a aplicação do método da variável


transformada. Teremos:

1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:


Classes Fac Fi fi PM
70-90 5% 5% 10 80
90-110 15% 10% 20 .
110-130 40% 25% 50 .
130-150 70% 30% 60 .
150-170 85% 15% 30 .
170-190 95% 10% 20 .
190-210 100% 5% 10 .
100% n=200

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 80) = Yi
20

70-90 5% 5% 10 80 0
90-110 15% 10% 20 . 1
110-130 40% 25% 50 . 2
130-150 70% 30% 60 . 3
150-170 85% 15% 30 . 4
170-190 95% 10% 20 . 5
190-210 100% 5% 10 . 6
n=200

3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 80) = Yi fi.Yi
20

70-90 5% 5% 10 80 0 0
90-110 15% 10% 20 . 1 20
110-130 40% 25% 50 . 2 100
130-150 70% 30% 60 . 3 180
150-170 85% 15% 30 . 4 120
170-190 95% 10% 20 . 5 100
190-210 100% 5% 10 . 6 60
n=200 580

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4º) Calcular a média da variável transformada: Y


580
Æ Y= = 2,9
200

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-80 2º)÷20

Xi Yi Y = 2,9

2º)+80 1º)x20

Æ 2,9 x 20 = 58,0 e 58,0 + 80 = 138 Æ Resposta!

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas


próximas questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a
uma amostra da distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$
1.000,00, do departamento de fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de
Y coincidentes com as extremidades das classes salariais.

Classes F
29,5 – 39,5 2
39,5 – 49,5 6
49,5 – 59,5 13
59,5 – 69,5 23
69,5 – 79,5 36
79,5 – 89,5 45
89,5 – 99,5 50

16. Assinale a opção que corresponde ao salário anual médio estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X.
a) 70,0 d) 74,4
b) 69,5 e) 60,0
c) 68,0

Sol.: A coluna de freqüências apresentada nesta Distribuição foi, mais uma vez, a da
freqüência absoluta acumulada crescente – fac. Precisamos, assim, realizar o trabalho
preliminar, a fim de construir a coluna da fi – freqüência absoluta simples. Teremos:

Classes Fac fi
29,5 – 39,5 2 2
39,5 – 49,5 6 4
49,5 – 59,5 13 7
59,5 – 69,5 23 10
69,5 – 79,5 36 13
79,5 – 89,5 45 9
89,5 – 99,5 50 5

Agora, considerando que todas as classes têm mesma amplitude (h=10), aplicaremos o
método da Variável Transformada. Teremos:

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1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:

Classes fac fi PM
29,5 – 39,5 2 2 34,5
39,5 – 49,5 6 4 .
49,5 – 59,5 13 7 .
59,5 – 69,5 23 10 .
69,5 – 79,5 36 13 .
79,5 – 89,5 45 9 .
89,5 – 99,5 50 5 .

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes Fac fi PM (PM − 34,5) = Yi
10
29,5 – 39,5 2 2 34,5 0
39,5 – 49,5 6 4 . 1
49,5 – 59,5 13 7 . 2
59,5 – 69,5 23 10 . 3
69,5 – 79,5 36 13 . 4
79,5 – 89,5 45 9 . 5
89,5 – 99,5 50 5 . 6

3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes fac Fi PM (PM − 34,5) = Yi fi.Yi
10
29,5 – 39,5 2 2 34,5 0 0
39,5 – 49,5 6 4 . 1 4
49,5 – 59,5 13 7 . 2 14
59,5 – 69,5 23 10 . 3 30
69,5 – 79,5 36 13 . 4 52
79,5 – 89,5 45 9 . 5 45
89,5 – 99,5 50 5 . 6 30
N=50 175

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


175
Æ Y= = 3,5
50

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-34,5 2º)÷10

Xi Yi Y = 3,5

2º)+34,5 1º)x10

Æ 3,5 x 10 = 35,0 e 35,0 + 34,5 = 69,5 Æ Resposta!

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(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Para a solução da próxima
questão utilize o enunciado que segue.

A tabela abaixo apresenta a distribuição de freqüências do atributo salário


mensal medido em quantidade de salários mínimos para uma amostra de 200
funcionários da empresa X. Note que a coluna Classes refere-se a classes
salariais em quantidades de salários mínimos e que a coluna P refere-se ao
percentual da freqüência acumulada relativo ao total da amostra. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.
Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

17. Assinale a opção que corresponde ao salário médio amostral calculado a


partir de dados agrupados.
a) 11,68 b) 13,00 c) 17,21 d) 16,00 e) 14,00
Sol.: Vamos mais essa! O enunciado disse que a coluna de freqüências fornecida nesta tabela
é a Fac, freqüência relativa acumulada crescente. Descobrimos que é uma freqüência relativa
porque foi usada a palavra percentual. Sabemos que o tipo de freqüência que expressa valores
percentuais é a freqüência relativa. E concluímos que é acumulada por dois motivos: a Fac
termina sempre com 100%; e o enunciado ainda disse isso expressamente!
Assim, antes de aplicarmos o método da variável transformada para cálculo da Média,
teremos que fazer o trabalho preliminar, a fim de chegarmos à coluna da freqüência absoluta
simples – fi. Teremos:
Classes Fac Fi fi
4–8 20% 20% 40
8 – 12 60% 40% 80
12 – 16 80% 20% 40
16 – 20 98% 18% 36
20 – 24 100% 2% 4
100% n=200

Agora, sim, já podemos aplicar o método da variável transformada. Façamos isso!


1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:
Classes Fac Fi fi PM
4–8 20% 20% 40 6
8 – 12 60% 40% 80 .
12 – 16 80% 20% 40 .
16 – 20 98% 18% 36 .
20 – 24 100% 2% 4 .
100% n=200

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 6) = Yi
4
4–8 20% 20% 40 6
8 – 12 60% 40% 80 .
12 – 16 80% 20% 40 .
16 – 20 98% 18% 36 .
20 – 24 100% 2% 4 .
100% n=200

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3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 6) = Yi fi.Yi
4
4–8 20% 20% 40 6 0 0
8 – 12 60% 40% 80 . 1 80
12 – 16 80% 20% 40 . 2 80
16 – 20 98% 18% 36 . 3 108
20 – 24 100% 2% 4 . 4 16
100% n=200 284

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


284
Æ Y= = 1,42
200

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-6 2º)÷4

Xi Yi Y = 1,42

2º)+6 1º)x4

Æ 1,42 x 4 = 5,68 e 5,68 + 6 = 11,68 Æ Resposta!

A próxima questão diz respeito à distribuição de freqüências seguinte associada


ao atributo de interesse . X Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes Freqüências
Simples
0-10 120
10-20 90
20-30 70
30-40 40
40-50 20

18. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá, aproximadamente, a média
amostral de X
a) 25,00 b) 17,48 c) 18,00 d) 17,65 e) 19,00

Sol.: Essa tabela nos traz uma lição importante! Olhem para os valores da coluna de
freqüências que foi trazida na tabela. Os valores estão todos decrescentes, não é verdade? E
ainda assim, estamos diante de uma coluna de freqüência simples (fi).
Ou seja, não é pelo mero fato de as freqüências estarem sempre diminuindo, que
estaremos diante de uma freqüência acumulada decrescente; assim como não será acumulada
crescente pelo mero fato de as freqüências estarem aumentando!
Se não for dito que a freqüência é acumulada, resta que será freqüência simples!

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Pois bem! Se já estamos diante da freqüência absoluta simples e se é fato que todas as
classes têm a mesma amplitude, estamos aptos a aplicar o método da variável transformada
para descobrir o valor da Média do conjunto. Fazendo isso, teremos:
1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:
Classes fi PM
0-10 120 5
10-20 90 .
20-30 70 .
30-40 40 .
40-50 20 .

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes fi PM (PM − 5) = Yi
10
0-10 120 5 0
10-20 90 . 1
20-30 70 . 2
30-40 40 . 3
40-50 20 . 4

3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes fi PM (PM − 5) = Yi fi.Yi
10
0-10 120 5 0 0
10-20 90 . 1 90
20-30 70 . 2 140
30-40 40 . 3 120
40-50 20 . 4 80
n=340 430

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


430
Æ Y= = 1,265
340

5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do


caminho de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-5 2º)÷10

Xi Yi Y = 1,265

2º)+5 1º)x10

Æ 1,265 x 10 = 12,65 e 12,65 + 5 = 17,65 Æ Resposta!

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Passemos agora a mais teoria! Ainda não terminamos o estudo das propriedades da
Média. Vamos fazer isso agora!
# Outras Propriedades da Média:
Vejamos logo duas propriedades irmãs:
Æ A soma dos desvios dos elementos do conjunto em torno da Média é igual a
zero!
Como é isso? Vamos considerar o seguinte conjunto: {1, 2, 3, 4, 5}

Qual é a Média desse conjunto? Faremos (1+2+3+4+5)/5=15/5 Æ X =3.


Pois bem! O que construiremos agora é o conjunto dos desvios! Desvio é sinônimo de
diferença. Daí, vamos construir o conjunto formado pela diferença entre cada elemento Xi do
conjunto original e a Média. Teremos:

Æ (Xi- X ) = {(1-3), (2-3), (3-3), (4-3), (5-3)}

Æ (Xi- X ) = {-2, -1, 0, 1, 2}


Fazendo o somatório dos desvios em torno da média, teremos:

Æ ∑(Xi- X ) = {(-2)+(-1)+(0)+(1)+(2)}=0
Enfim, esse é o resumo da propriedade: ∑(Xi- X ) = 0
De uma forma resumida, memorizaremos: A soma dos desvios é zero!
Só isso! Esta propriedade poderá ser objeto de uma questão teórica, como já foi, em
provas mais antigas.

Æ A soma dos quadrados dos desvios dos elementos do conjunto em torno da


Média é um valor mínimo!
Essa é de compreensão menos imediata. Mas igualmente fácil.
Tomemos novamente o conjunto: {1, 2, 3, 4, 5}. Já sabemos que a Média é 3.
Assim, tomando a média 3 como referência, e construindo o conjunto dos desvios em
torno da média, teremos:

Æ (Xi- X ) = {-2, -1, 0, 1, 2}


Agora, se elevarmos cada um desses valores ao quadrado, teremos:

Æ (Xi- X )2 = {-22, -12, 02, 12, 22} = {4, 1, 0, 1, 4}


Fazendo o somatório dos quadrados dos desvios, teremos:

Æ ∑(Xi- X ) 2
= {4+1+0+1+4}=10 Æ Este é um valor mínimo!

Mínimo por quê? Porque encontraríamos um valor maior que 10, caso percorrêssemos
todo esse mesmo trajeto, tendo partido do conjunto dos desvios em torno de uma origem
qualquer diferente da Média.
Entenderam? Ainda não? Então, escolham um valor qualquer diferente da Média (3) do
conjunto. Qualquer valor serve! Pode ser o 2, então? Ok! Lembrem-se que 2 não é a Média do
conjunto! Comecemos. Vamos construir o conjunto dos desvios, em torno dessa origem 2.
Teremos:
Æ (Xi-2) = {(1-2),(2-2), (3-2), (4-2), (5-2)} = {-1, 0, 1, 2, 3}
Construindo os quadrados desses desvios, teremos:

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Æ (Xi-2)2 = {-12, 02, 12, 22, 32} = {1, 0, 1, 4, 9}


Fazendo o somatório dos quadrados desses desvios, teremos:

Æ ∑(Xi-2) 2
= {1+0+1+4+9}=15 Æ E 15 é maior que 10.

Por quê? Porque 10 é um valor mínimo!


Ficou compreendido?
Professor, como é que essas duas propriedades podem ser cobradas numa prova?
Basicamente, numa questão teórica. Nas provas mais antigas, nos idos dos anos noventa, era
muito comum a presença de questões mais conceituais. Hoje, são questões mais raras,
embora nada impeça de você se deparar com uma delas!
Então, resumindo essas duas propriedades irmãs, teremos:
Æ A soma dos desvios é igual a zero!
Æ A soma dos quadrados dos desvios é um valor mínimo!
É isso! Há ainda outra propriedade importante da Média que precisamos conhecer:

Æ A Média das Médias:


Essa propriedade tratará de uma situação em que haverá alguns conjuntos menores.
Para cada um desses conjuntos menores, a questão fornecerá o valor do seu número de
elementos, e o valor da sua Média. Assim, supondo que estejamos trabalhando com apenas
dois conjuntos menores (A e B), teremos, como dados da questão, os seguintes:
Æ conjunto A: número de elementos do conjunto A (nA)

Média dos elementos do conjunto A ( X A )

Æ conjunto B: número de elementos do conjunto B (nB)

Média dos elementos do conjunto B ( X B )

O que nos irá perguntar a questão da prova? Irá nos perguntar o seguinte: se
juntarmos todos os elementos do conjunto A com todos os elementos do conjunto B, e os
unirmos em um só conjunto maior, qual será a Média desse conjunto global?
Responderemos a esta pergunta usando a seguinte fórmula:

X GLOBAL =
[(n .X ) + (n .X )]
A A B B

(n A + nB )

Trata-se de uma das questões mais fáceis da prova, pois se resume a aplicar a fórmula
acima. Faz-se o copiar-colar e chega-se à resposta! Ok?
Virão duas questões que exploram o conhecimento desta propriedade no dever de casa
que deixarei nesta aula de hoje.
Existe ainda uma informação acerca da Média, e que às vezes, inclusive, é tratada como
uma propriedade, que diz o seguinte:
Æ A Média é influenciada por valores extremos!
O que quer dizer isso? Vejamos o conjunto abaixo:
Æ {1, 2, 3, 4, 5}
A média desse conjunto, já fizemos esse cálculo hoje, é igual a 3.
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E se trocarmos o valor extremo 5 por, digamos, 500? Teremos:


Æ {1, 2, 3, 4, 500}
A média desse novo conjunto será, feitos os cálculos, igual 102.
Houve um grande salto, não é verdade? Sim! E por quê? Porque a média é influenciada
pelos valores extremos!
Essa propriedade costumava ser mais exigida para efeitos comparativos com outras
medidas estatísticas, como Moda e Mediana. Assim, mais adiante, voltaremos a falar sobre ela.
Ok?
Pois bem! Acho que agora já podemos passar a falar na segunda medida de tendência
central: a Moda!

# MODA: Mo
Esse é um dos assuntos prediletos das alunas! Qualquer concurseira de respeito sabe
que Moda é aquilo que está em evidência. É isso mesmo? Assim na vida, assim na Estatística.
Moda, em sentido estatístico, será aquele elemento que mais aparece no conjunto!
Só isso! Nada mais fácil! Vamos aprender a reconhecer a moda de um rol, de dados
tabulados e de uma distribuição de freqüências. Vamos lá.
Æ Moda do Rol:
Analise o conjunto abaixo, e me diga qual é o elemento que se sobressai aos demais:
{1, 1, 2, 2, 2, 3, 3, 3, 3, 5, 5, 7, 7, 10}
Facilmente se vê que o elemento de maior freqüência, aquele que mais aparece no
conjunto, é o elemento Xi=3,0.
Está terminado! A Moda desse conjunto é 3. Diremos: Mo=3.
E não se fala mais nisso! Vocês acham, sinceramente, que a Esaf iria colocar uma
questão como essa em prova?
Quem pensou que não errou! Confira a questão abaixo, extraída do AFRF-1998:
(AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram obtidos de uma
amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa bolsa de valores internacional. A
unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 9, 9, 9, 10, 10, 10,
10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15, 15, 16, 16, 18, 23
Com base nestes dados, assinale a opção que corresponde ao preço modal.

a) 7 b) 23 c) 10 d) 8 e) 9

Sol.: Vejam que o conjunto foi apresentado na forma de um rol. E seus elementos
representam preços. Daí, a questão pede que se calcule o preço modal.
Se os elementos representassem salários, a questão pediria o salário modal.
Se os elementos representassem pesos, a questão pediria o peso modal.
Se representassem idades, a idade modal. E assim por diante!
Pois bem! Aqui, usaremos a técnica milenar do dedo. Basta colocar o dedo em cima dos
elementos do conjunto, e contar, para descobrir aquele que aparece mais vezes que os
demais!
Conclusão: o elemento Xi=8 é o que mais aparece. É aquele de maior freqüência. Logo,
é a Moda desse conjunto e a resposta da questão!
E acreditem: isso valeu um ponto numa prova de Auditor-Fiscal da Receita Federal.
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Isso corrobora a minha tese de que nem só de questões difíceis se faz uma prova!
Também existem as fáceis, as muito fáceis, as facílimas, e as estupidamente bestas!
E essas nós não podemos errar, nem em pesadelo.
Pois bem. Mais algumas informações:
Æ Se o conjunto apresenta uma só moda, será dito conjunto modal.
Mas, considere o rol abaixo:
{1, 2, 2, 2, 3, 3, 5, 7, 7, 7, 9, 10}
Quem é a moda desse conjunto? Não é apenas uma, mas são duas: o elemento 2 e o
elemento 7. Estamos, pois, diante de um conjunto dito bimodal.
E se houver três ou mais modas em um conjunto? Então estaremos diante de um
conjunto multimodal.
Atente agora para o seguinte conjunto:
{1, 2, 3, 4, 5}
Quem arrisca dizer qual é a Moda dele? Existe algum elemento que se destaca em
relação aos demais? Um elemento que aparece mais que os outros? Não! Nenhum elemento se
destaca. Daí, concluímos que não há moda neste rol, de sorte que estamos diante de um
conjunto amodal.
Conclusão: diferentemente da Média Aritmética, que sempre existe e é única, a Moda
pode existir, pode não existir e, no primeiro caso, pode haver uma, ou duas, ou várias Modas
em um mesmo conjunto!
Alguma dúvida para a Moda de um rol? Creio que não! Adiante.

Æ Moda de Dados Tabulados:


Aqui estamos diante do que há de mais fácil neste Curso!
Ora, sabemos que a Moda é o elemento de maior freqüência. Assim, diante do conjunto
seguinte, tente dizer qual é o elemento modal:
Xi fi
1 2
2 3
3 7
4 5
5 1

Neste caso, de o conjunto estar apresentado na forma de Dados Tabulados, sequer


precisamos aplicar a técnica do dedo. Basta deslizar pela coluna da freqüência absoluta
simples (fi), procurando pela maior fi. Ao encontrarmos, saberemos que o elemento Xi a que
ela se refere será a Moda do conjunto!
Assim:
Xi fi
1 2
2 3
3 7
4 5
5 1
A Moda do conjunto é 3.
Só e somente só!
Viram como é fácil? Essa aí nunca caiu em prova, até agora!
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Æ Moda para Distribuição de Freqüências:


Aqui estamos diante de uma questão de prova em potencial.
Há dois métodos distintos para calcularmos a Moda de uma Distribuição: A Moda de
Czuber e a Moda de King.
Precisamos saber que a regra é trabalharmos com o método de Czuber.
Dito de outra forma: só calcularemos a Moda de uma distribuição de freqüências pelo
método de King se a questão expressamente o determinar! Ok?
Consideremos o seguinte conjunto, supondo que represente os pesos de um grupo de
crianças:
Classes fi
0-10 2
10-20 4
20-30 7
30-40 5
40-50 2

Comecemos aprendendo o cálculo da Moda de Czuber. São dois passos:

1º) Identificar a classe modal.


Ora, classe modal é aquela de maior freqüência absoluta simples (maior fi). Só isso!
Neste caso, a maior fi é 7, de sorte que a terceira classe será a classe modal. Teremos:
Classes fi
0-10 2
10-20 4
20-30 7
30-40 5
40-50 2

Até aqui, tudo tranqüilo? Tranqüilíssimo! Pois bem. O segundo passo consiste em:
2º) Aplicar a Equação da Moda de Czuber. É a seguinte:

⎡ ∆a ⎤
Mo = l inf + ⎢ ⎥.h
⎣ ∆a + ∆p ⎦
Observem que os elementos desta fórmula serão extraídos daquela Classe Modal que
acabamos de identificar no primeiro passo. Ok? Assim, o limite inferior (linf) a que se refere a
equação é o limite inferior da classe modal; a amplitude (h) a que se refere a equação é a
amplitude da classe modal.
E esses deltas da fórmula, significam o quê? Delta significa diferença.
Quando falamos em ∆a estamos nos referindo à diferença anterior. E quando falamos
em ∆p estamos nos referindo à diferença posterior.
Tanto ∆a quanto ∆p serão calculados com base em um mesmo referencial: a freqüência
absoluta simples da classe modal. Assim:
Æ ∆a é a diferença entre a fi da classe modal e a fi da classe anterior; e
Æ ∆p é a diferença entre a fi da classe modal e a fi da classe posterior.
No caso do nosso exemplo teremos:

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Classes fi
0-10 2
10-20 4 ∆a=3
20-30 7
30-40 5 ∆p=2
40-50 2

Finalmente, resta-nos aplicar a fórmula de Czuber. E teremos que:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 3 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 20 + ⎢ .10 Æ Mo=26 Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 3 + 2 ⎥⎦

Pode haver questão mais fácil do que esta? Não pode! E cai na prova, exatamente
desse jeito! Um ponto garantido a mais para nós.
Aprendamos agora o cálculo da Moda de King. Em dois passos:
1º) Identificar a Classe Modal.
Já sabemos fazer isso: a classe modal é sempre aquela de maior freqüência absoluta
simples!
2º) Aplicar a equação de King, que é a seguinte:

⎡ fp ⎤
Mo = l inf + ⎢ ⎥.h
⎣ fp + fa ⎦

Os dados da equação da Moda de King serão também extraídos da Classe Modal.


Assim: linf se referirá ao limite inferior da classe modal; h é a amplitude da classe
modal.
E estas fp e fa, o que são? São, respectivamente:
Æ fp: freqüência absoluta simples da classe posterior à da classe modal; e
Æ fa: freqüência absoluta simples da classe anterior à da classe modal.
Nesta fórmula não calcularemos deltas, ou seja, não faremos diferenças. Tomaremos as
próprias freqüências simples, a anterior e a posterior à fi da classe modal.
Assim, para o nosso exemplo, teremos que:
Classes fi
0-10 2
10-20 4 fa
20-30 7
30-40 5 fp
40-50 2

Daí:

⎡ fp ⎤ ⎡ 5 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 20 + ⎢ .10 Æ Mo=25,56 Æ Resposta!
⎣ fp + fa ⎦ ⎣ 4 + 5 ⎥⎦

Quero chamar atenção para um detalhe: na Moda de Czuber (que é a regra!), o


numerador do colchete é o ∆a, enquanto o numerador da Moda de King é a fp. Perceberam
isso? Não pode errar a fórmula, senão a questão está perdida!
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Vou frisar novamente: só usaremos o cálculo da Moda de King se a questão mandar


expressamente. Se ela não o fizer, trabalharemos com a Moda de Czuber, que é a moda dos
deltas, que é a regra! Ok?
Vamos dar uma olhadinha no rol abaixo:
Æ {1, 2, 2, 3}
Quem é a Moda deste rol? É 2. Concordam? E se tomarmos cada elemento deste
conjunto original e os somarmos à constante 10, por exemplo, o que ocorrerá? Passaremos a
ter um novo conjunto. O seguinte:
Æ {11, 12, 12, 13}
Quem é a nova Moda? É 12. E nem precisávamos ter feito este cálculo, uma vez que
existe uma propriedade que afirma que: somando todos os elementos do conjunto a uma
mesma constante, a nova moda será a anterior também somada àquela constante!
E se serve para soma, serve também para subtração!
Tomemos novamente o conjunto original. E se multiplicarmos cada elemento daquele
conjunto pela constante 10, o que ocorreria? Chegaríamos ao seguinte conjunto:
Æ {10, 20, 20, 30}
E a nova Moda é 20, como já poderíamos prever. Sim! Pois há uma propriedade,
segundo a qual: multiplicando todos os elementos de um conjunto original por uma mesma
constante, a nova moda será a anterior também multiplicada pela mesma constante!
E se serve para multiplicação, serve também para divisão!
Resumo da história: a Moda, a exemplo da Média Aritmética, também é influenciada
pelas quatro operações!
Agora voltemos ao nosso conjunto primeiro: {1, 2, 2, 3}
Se trocarmos o elemento 3 por 300, o que ocorrerá? Teremos um novo conjunto:
Æ {1, 2, 2, 300}
A Moda deste conjunto mudou, em relação a que era antes? Não, permaneceu a
mesma (Mo=2). Conclusão: a Moda não é influenciada por valores extremos! E neste
particular, a Moda diferencia-se da Média, conforme já vimos anteriormente!
Já podemos passar ao estudo da terceira medida de tendência central: a Mediana!
Vamos a ela.

# Mediana: Md
Como o próprio nome pode sugerir, a Mediana é aquele elemento que está
rigorosamente no meio do conjunto, dividindo-o em duas partes iguais, ou seja, em duas
metades!
O cálculo da Mediana é quase sempre uma questão certa na prova! Uma questão que
não podemos e não iremos errar de jeito nenhum!
Æ Mediana para o Rol:
Consideremos o seguinte conjunto:
Æ {10, 20, 30, 40, 50}
Só olhando, seremos capazes de dizer qual é o elemento que está no meio deste
conjunto? Claro! É o elemento 30. Concordam? Ficaram dois elementos à sua direita, e dois à
sua esquerda. Ele está, portanto, no meio do conjunto. E sendo assim, é a Mediana!
Æ {10, 20, 30, 40, 50}
Md=30

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Vocês perceberam que o conjunto acima tem um número ímpar de elementos. Para ele,
temos que n=5.
Sempre que isso ocorrer, ou seja, sempre que o conjunto tiver um número ímpar de
elementos, significa que só haverá uma posição central.
E o elemento que ocupar esta posição central será a própria Mediana do conjunto!
Há um cálculo que podemos fazer para descobrir qual é a posição central, no caso de o
conjunto apresentar um número ímpar de elementos. Este cálculo é o seguinte:
Æ Posição Central = (n+1)/2
Isto é para quando n for um número ímpar!
Reparem bem que o resultado desta conta não é a Mediana do conjunto, e sim a sua
posição central. O elemento que ocupar esta posição central será, este sim, a Mediana.
No nosso exemplo, tínhamos n=5. (Um número ímpar, o que indica a existência de
uma única posição central)! Assim, faremos: (n+1)/2=(5+1)/2=3ª Posição!
Esta é a posição central do conjunto! Daí, usando novamente a técnica milenar do
dedo, você vai contar as posições do conjunto, até chegar à terceira. O elemento que a ocupar
será a Mediana que estamos procurando! Teremos:
Æ {10, 20, 30, 40, 50}
3ª Posição Æ Md=30

E se o conjunto tiver um número par de elementos? Aí a história é outra. Vejamos. Se


nosso conjunto for o seguinte:
Æ {10, 20, 30, 40, 50, 60}
Quantos elementos há? Seis elementos. Temos, pois: n=6. Um número par de
elementos! Sempre que isso ocorrer, ou seja, sempre que houver um número par de
elementos no conjunto, significa que haverá duas posições centrais!
Estas posições centrais poderão ser encontradas da seguinte forma:
Æ 1ª Posição Central: (n/2)
Æ 2ª Posição Central: a vizinha posterior.
Neste caso, em que n=6, teremos:
Æ 1ª Posição Central: (n/2)=6/2= 3ª Posição!
Æ 2ª Posição Central: a vizinha posterior = 4ª Posição!
As duas posições centrais estão, portanto, identificadas. Resta descobrir quais são os
dois elementos que as ocupam. E vejam o que será feito para calcularmos a Mediana.
Teremos:
Æ {10, 20, 30, 40, 50, 60}
4ª Posição Æ 30
Md=(30+40)/2 Æ Md=35,
3ª Posição Æ 40

Ou seja, se n é um número par, descobriremos quais são os dois elementos que


ocupam as duas posições centrais, somaremos esses elementos e dividiremos o resultado
desta soma por dois. Assim, chegaremos à Mediana do conjunto!
Ficou evidenciado neste exemplo que a Mediana não necessariamente terá que ser um
dos elementos do conjunto! Viram? Esse valor 35 não é um dos elementos! E no entanto é a
Mediana!
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A prova do Fiscal da Receita de 1998 cobrou uma questão para se determinar a


Mediana de um rol. Fazendo uma pequena e irrelevante adaptação, foi o seguinte:
(AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram obtidos de
uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa bolsa de valores
internacional. A unidade monetária é o dólar americano.

4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15,
15, 15, 16, 16, 18, 23

Assinale a opção que corresponde à mediana:


a) 9,0 b) 9,5 c) 8,0 d) 8,5 e) 10

Sol.: Estamos diante de um rol de 50 elementos. Portanto, n=50, que é um número par! Se n
é um número par, teremos duas posições centrais, que serão, respectivamente:
Æ 1ª Posição Central: (n/2)=50/2= 25ª Posição
Æ 2ª Posição Central: a vizinha posterior = 26ª Posição
Sabendo disso, e usando a milenar técnica do dedo, contaremos os elementos, para
saber quais deles ocupam estas duas posições centrais. Vamos lá:
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15,
15, 15, 16, 16, 18, 23

Os dois elementos que ocupam as duas posições centrais são, ambos, iguais a 9. Nem
precisaremos perder tempo somando-os e dividindo o resultado por dois. Concordam?
Basta dizer que a Mediana é igual a 9 e pronto! Daí: Md=9 Æ Resposta!

Acreditem-me: isto valeu um ponto numa prova de Fiscal da Receita!

Vou dar um pequeno salto, e ensinar logo o cálculo da Mediana para uma Distribuição
de Freqüências. Ok? Numa outra ocasião eu retorno e ensino a mediana para dados tabulados.
Pode ser? (Vamos ganhar um pouquinho de tempo!).

# Mediana para Distribuição de Freqüências:


Esta, sim, é questão quase certa na sua prova!
Consideremos o seguinte conjunto:
Classes fi
0-10 2
10-20 4
20-30 7
30-40 5
40-50 2

Se ele representa, suponhamos, os pesos de um grupo de crianças, então a questão lhe


pedirá que encontre o peso mediano; se fossem idades, a questão pediria a idade mediana; se
fossem salários, o salário mediano. E assim por diante!
O primeiro passo é identificar a Classe Mediana!
Para isso, trilharemos o seguinte caminho:
Æ Calcular a fração da Mediana: (n/2).

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No cálculo da mediana de uma distribuição de freqüências, não faz nenhuma diferença


se n é par ou é ímpar. Seja como for, o nosso cálculo será sempre esse mesmo: (n/2).
Æ Construirmos a coluna da fac (freqüência absoluta acumulada crescente).
Æ Compararemos os valores da fac com o resultado da fração da mediana (n/2),
fazendo a seguinte pergunta: Esta fac é maior ou igual a (n/2)?
Começaremos a fazer esta pergunta desde a fac da primeira classe (lá em cima) e a
repetiremos, descendo fac por fac, até que a resposta seja SIM.
Quando a resposta for sim, pararemos, procuraremos a classe correspondente, e esta
será a nossa Classe Mediana.
Vamos fazer isso? Teremos:
Classes fi
0-10 2
10-20 4
20-30 7
30-40 5
40-50 2
n=20
Æ n/2 = 10
Agora, construindo a fac, teremos:
Classes fi fac
0-10 2 2
10-20 4 6
20-30 7 13
30-40 5 18
40-50 2 20
n=20

Fazendo a pergunta, teremos:


Classes fi fac
0-10 2 2 Æ 2 é maior ou igual a 10? Não! (Adiante!)
10-20 4 6 Æ 6 é maior ou igual a 10? Não! (Adiante!)
20-30 7 13 Æ 13 é maior ou igual a 10? SIM! (PARAMOS AQUI!)
30-40 5 18
40-50 2 20
n=20

E a terceira classe é a nossa classe mediana!


Uma vez conhecedores da Classe Mediana, faremos com ela um desenho!
Vejamos novamente nosso conjunto:

Classes fi fac
0-10 2 2
10-20 4 6
20-30 7 13 ÆClasse Mediana!
30-40 5 18
40-50 2 20
n=20

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Traremos essa classe mediana aqui para fora, e nosso desenho será construído da
seguinte maneira:
Æ Na parte de cima do desenho, colocaremos os limites da classe. Teremos:

Limites da Classe: 20 30

Até aqui, tudo bem?


Na parte de baixo do desenho, colocaremos as freqüências absolutas acumuladas
crescentes (fac) associadas a esses dois limites!
Como assim? Vejamos: se eu perguntar quantos elementos já foram acumulados até o
limite inferior 20, o que você responderá? Veja o conjunto novamente:
Classes Fi Fac
0-10 2 2
10-20 4 6
20-30 7 13
30-40 5 18
40-50 2 20
n=20

Teremos acumulado 6 elementos, concordam?


E se eu perguntar quantos elementos já foram acumulados até o limite superior 30, o
que você dirá? Vejamos no conjunto:
Classes Fi Fac
0-10 2 2
10-20 4 6
20-30 7 13
30-40 5 18
40-50 2 20

Teremos acumulado 13 elementos!


Conclusão: na hora de identificar as freqüências acumuladas associadas aos dois limites
da classe mediana, estas fac serão, sempre e respectivamente, a fac da classe anterior, e a
fac da própria classe mediana!
Assim, complementando nosso desenho, teremos:

Limites da Classe: 20 30
fac associadas: 6 13

Faltando quase nada para terminarmos o desenho!


Agora perguntaremos: qual é a posição da Mediana? É o resultado da fração (n/2).
Quanto? 10. Pois bem! Esse 10 corresponde à posição, e posição corresponde à freqüência
acumulada. Assim, localizaremos a décima posição do conjunto na parte de baixo do desenho.
Teremos:
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Limites da Classe: 20 30
fac associadas: 6 10 13

Ora, a esta décima posição corresponde qual elemento dentro da classe? Corresponde à
Mediana. Assim, concluiremos o desenho, fazendo:

Limites da Classe: 20 Md 30
fac associadas: 6 10 13

É preciso agora que você releia com calma os passos necessários à feitura deste
desenho acima. À primeira vista, parece ser complicado. Mas não é! Quando nos habituarmos
a trabalhar com ele, estejam certos de que se tornará facílimo!
Uma vez diante deste desenho, marcaremos o pedaço da classe que vai do limite
inferior até a Mediana, e procuraremos por quatro valores. Os seguintes:

Limites da Classe: 20 Md 30
fac associadas: 6 10 13

Encontrando estes quatro valores, teremos:

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10

Limites da Classe: 20 Md 30
fac associadas: 6 10 13
4

Os quatro valores encontrados preencherão os quatro espaços de uma igualdade entre


duas frações. Uma dessas frações será composta pelos valores referentes à classe inteira. E a
segunda delas, pelos valores referentes à classe quebrada! Teremos:

10 x
7 4

Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(4x10)/7 Æ X=5,71


Agora, resta-nos olhar para o desenho, e constataremos que para chegar à Mediana,
teremos que somar o limite inferior ao X que acabamos de calcular.

Teremos: Md=20+X Æ Md=20+5,71 Æ Md=25,71 Æ Resposta!

Façamos mais um exemplo: uma questão recente de AFRF.


(AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de
tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de
freqüências seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

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Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do atributo X.
a) 71,04 d) 68,08
b) 65,02 e) 70,02
c) 75,03

Sol.: A questão pediu o cálculo da Mediana da Distribuição de Freqüências. Vamos fazer isso
apenas seguindo os passos que aprendemos acima, como se estivéssemos seguindo uma
receita de bolo. Não tem errada! Vamos:
1º) Encontrar o valor do n (somando a coluna da fi) e calcular a fração da Mediana
(n/2). Teremos:
Classes fi
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10
n=100

Æ (n/2)=50

2º) Construir a coluna da fac (freqüência absoluta acumulada crescente):

Classes fi fac
29,5-39,5 4 4
39,5-49,5 8 12
49,5-59,5 14 26
59,5-69,5 20 46
69,5-79,5 26 72
79,5-89,5 18 90
89,5-99,5 10 100
n=100

3º) Comparar os valores da fac com o valor da fração da Mediana (n/2), fazendo a
velha pergunta: esta fac é maior ou igual a (n/2)? até que a resposta seja sim!
Classes fi fac
29,5-39,5 4 4 Æ 4 é maior ou igual a 50? Não! (Adiante!)
39,5-49,5 8 12 Æ 12 é maior ou igual a 50? Não! (Adiante!)
49,5-59,5 14 26 Æ 26 é maior ou igual a 50? Não! (Adiante!)
59,5-69,5 20 46 Æ 46 é maior ou igual a 50? Não! (Adiante!)
69,5-79,5 26 72 Æ 72 é maior ou igual a 50? SIM! (PARAMOS AQUI!)
79,5-89,5 18 90
89,5-99,5 10 100
n=100

Com esses passos iniciais, conseguimos identificar qual é a Classe Mediana (69,5-79,5).
Resta-nos preparar o desenho, para cálculo da Mediana!
Comecemos com a parte de cima do desenho, onde colocaremos os limites da Classe
Mediana. Teremos:

Limites da Classe: 69,5 79,5


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Na parte de baixo do desenho, colocaremos as freqüências absolutas acumuladas


crescentes associadas àqueles dois limites. Já sabemos: serão sempre a fac da classe
anterior e a fac da própria classe mediana. Teremos:

Limites da Classe: 69,5 79,5


fac associadas: 46 72

Quase lá! Qual é a posição da Mediana neste conjunto? É o resultado da fração: 50.
Assim, associada à posição 50 teremos a Mediana. Nosso desenho completo é o seguinte:

Limites da Classe: 69,5 Md 79,5


fac associadas: 46 50 72

Uma vez que o desenho já está completo, iremos à procura de quatro valores.
Faremos:

10

Limites da Classe: 69,5 Md 79,5


fac associadas: 46 50 72
4

26

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
26 4
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(4x10)/26 Æ X=1,54
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=69,5+1,54 Æ Md=71,04 Æ Resposta!

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E aí? Fácil, não? Facílimo! E vai ficar ainda mais quando você praticar, resolvendo várias
questões de provas recentes!
Convém que você repita as resoluções até que esses passos fiquem todos
automatizados em sua mente. Na hora da prova, é só ligar o piloto automático e sair
resolvendo a questão sem dificuldade alguma!
Mais algumas informações. Considere o seguinte conjunto:
Æ {1, 2, 3}
A Mediana, todos concordam, é Md=2.
Se somarmos os elementos deste conjunto com a constante 10, teremos:
Æ {11, 12, 13}
E a nova mediana é 12. Ou seja, valeu aqui também para a Mediana a propriedade da
soma (e da subtração)!
Se multiplicarmos todos os elementos do conjunto original por 10, teremos:
Æ {10, 20, 30}
A nova mediana é 20. Vale também para a Mediana a propriedade do produto (e da
divisão)!
Em suma: a Mediana também é influenciada pelas quatro operações!
Se você trocar 3 por 300, nosso conjunto original agora será:
Æ {1, 2, 300}
E a Mediana continuará a ser 2. Ou seja, a Mediana, assim como a Moda (e
diferentemente da Média), não é influenciada por valores extremos!
Certo?
Ótimo! Há ainda mais a se falar acerca das três medidas de tendência central. Mas eu
creio que por hoje já temos um considerável número de informações para assimilar.
Concordam?
Fiquem então com o nosso...

... Dever de Casa:

01. (AFPS-2002/ESAF) Assinale a opção que dá o valor de “a” para o qual a

∑i =1 ( xi − a) = 0
n
equação é sempre verdadeira.
a) A média dos valores x.
b) A mediana dos valores x.
c) A moda dos valores x.
d) O desvio padrão dos valores x.
e) O coeficiente de assimetria dos valores x.

02. (TCDF-95) Em uma empresa, o salário médio dos empregados é de R$500,00. Os


salários médios pagos aos empregados dos sexos masculino e feminino são de
R$520,00 e R$420,00, respectivamente. Então, nessa empresa:
a) o número de homens é o dobro do número de mulheres.
b) O número de homens é o triplo do número de mulheres.
c) O número de homens é o quádruplo do número de mulheres.
d) O número de mulheres é o triplo do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

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03. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) Em uma amostra,
realizada para se obter informação sobre a distribuição salarial de homens e
mulheres, encontrou-se que o salário médio vale R$ 1.200,00. O salário médio
observado para os homens foi de R$ 1.300,00 e para as mulheres foi de R$
1.100,00. Assinale a opção correta.
a) O número de homens na amostra é igual ao de mulheres.
b) O número de homens na amostra é o dobro do de mulheres.
c) O número de homens na amostra é o triplo do de mulheres.
d) O número de mulheres é o dobro do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

04. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15,
15, 15, 16, 16, 18, 23
Com base nestes dados, assinale a opção que corresponde ao preço modal.

a) 7 b) 23 c) 10 d) 8 e) 9

05. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) Dados os conjuntos de valores:


A = {1, 1, 2, 3, 4, 5, 8, 8, 8, 8, 9, 10}
B = {6, 7, 8, 9, 10, 11, 12}
C = {1, 2, 4, 4, 4, 4, 5, 6, 9, 9, 9, 9, 10}

Em relação à moda, afirmamos que:


I – A é unimodal e a moda é 8
II – B é unimodal e a moda é 9
III – C é bimodal e as modas são 4 e 9

Então, em relação às afirmativas, é correto dizer que:


a) Todas são verdadeiras
b) Todas são falsas
c) Somente I e II são verdadeiras
d) Somente I e III são verdadeiras
e) Somente II e III são verdadeiras

06. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Em uma fila, oito pessoas


esperaram, em minutos, os seguintes tempos para serem atendidas: 8, 11, 5,
14, 16, 11, 8 e 11. O tempo mediano de espera, em minutos, é:
A) 11 B) 13 C) 15 D) 17

07. (ANAL. FIN. E CONT. GDF-94) Os valores (em 1000 URVs) de 15 imóveis
situados em uma determinada quadra são apresentados a seguir, em ordem
crescente: 30, 32, 35, 38, 50, 58, 64, 78, 80, 80, 90, 112, 180, 240 e 333.
Então, a mediana dos valores destes imóveis é:
a) 78 c) 80
b) 79 d) 100

08. (ESAF/TTN) Assinale a opção correta.


a) A moda é uma medida de posição que permite dividir a distribuição em duas
partes de igual freqüência.
b) A média harmônica é a média geométrica dos inversos das determinações da
variável.
c) A média aritmética não é influenciada pelos valores extremos da
distribuição.
d) A moda e a mediana são influenciadas pelos valores extremos da
distribuição.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são expressas na mesma unidade de
medida da variável a que se referem.

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(AFC-94 ESAF) Para a solução da questão seguinte, utilize a série estatística
abaixo:
2 5 7 13
3 6 9 13
3 6 11 13
4 6 11 13
4 7 12 15

09. Os valores da mediana e da moda da série são, respectivamente:


a) 4 e 15 b) 7 e 12 c) 6 e 13 d) 7 e 13 e) 9 e 13

10. (TTN-94) Marque a alternativa correta:


a) O intervalo de classe que contém a moda é o de maior freqüência relativa
acumulada (crescentemente).
b) A freqüência acumulada denominada “abaixo de” resulta da soma das
freqüências simples em ordem decrescente.
c) Em uma distribuição de freqüências existe uma freqüência relativa
acumulada unitária, ou no primeiro, ou no último intervalo de classe.
d) O intervalo de classe que contém a mediana é o de maior freqüência
absoluta simples.
e) Os intervalos de classe de uma distribuição de freqüência têm o ponto
médio eqüidistante dos limites inferior e superior de cada classe e sua
amplitude ou é constante ou guarda uma relação de multiplicidade com a
freqüência absoluta simples da mesma classe.

11. (ESAF/TTN) Dado o gráfico abaixo, onde fi é a freqüência simples ou


absoluta da i-ésima classe, então:

fi

12

10
8

4
2

2 4 6 8 10 12 14 16 idades

a) a moda se encontra na 4o classe e é igual a 9;


b) o número de observações é 42;
c) como a distribução é assimétrica, moda=média=mediana;
d) a freqüência acumulada crescente da 3ª classe é 20;
7
e) ∑ fi = 48 .
i =1

12. (FISCAL DO TRABALHO-94) O levantamento de dados sobre os salários de 100


funcionários de uma determinada empresa forneceu os seguintes resultados:

Quantidade de Quantidade de
salários mínimos funcionários
2 |— 4 25
4 |— 6 35
6 |— 8 20
8 |— 10 15
10|— 12 5
Total 100

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É correto afirmar que:
a) 20% dos funcionários recebem acima de 6 salários mínimos
b) a mediana é 7 salários mínimos
c) 60% dos funcionários recebem menos que 6 salários mínimos
d) o salário médio é de 7 salários mínimos
e) 80% dos funcionários recebem de 6 a 8 salários mínimos

(TTN-94) Considere a distribuição de freqüências transcrita a seguir:


Xi fi
2 |— 4 9
4 |— 6 12
6 |— 8 6
8 |— 10 2
10|— 12 1

13. A mediana da distribuição é igual a:


a) 5,30kg
b) 5,00kg
c) um valor inferior a 5kg
d) 5,10kg
e) 5,20kg

14. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) As distâncias, em milhares de quilômetros,


percorridas em um ano pelos 20 táxis de uma empresa, estão representadas no
quadro seguinte:
Distâncias Número de Táxis
45 |— 55 3
55 |— 65 7
65 |— 75 4
75 |— 85 5
85 |— 95 1
Total

Nestas condições, é correto afirmar que a mediana dessa distribuição, em


milhares de quilômetros é:
a) 57 b) 61 c) 65 d) 69 e) 73

15. (AFTN/1994) Com relação à distribuição de freqüências abaixo, podemos


dizer que a mediana e a moda:

classes fi
2 |— 4 7
4 |— 6 9
6 |— 8 18
8 |—10 10
10 |— 12 6
Total

a) Têm valor superior ao da média aritmética


b) Têm valor inferior ao da média aritmética
c) Têm o mesmo valor
d) Diferem por um valor igual a 10% da média aritmética
e) Diferem por um valor superior a 10% da média aritmética.

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(AFTN-96) Para efeito das cinco próximas questões, considere os seguintes dados:

DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS DAS IDADES DOS


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ALFA, EM 1º/1/90
Classes de Freqüência Pontos Xi − 37 fi.di fi.di2 Fi.di3 fi.di4
Idades s Médios = di
(anos) (fi) (Xi) 5
19,5 |— 24,5 2 22 -3 -6 18 -54 162
24,5 |— 29,5 9 27 -2 -18 36 -72 144
29,5 |— 34,5 23 32 -1 -23 23 -23 23
34,5 |— 39,5 29 37 — — — — —
39,5 |— 44,5 18 42 1 18 18 18 18
44,5 |— 49,5 12 47 2 24 48 96 192
49,5 |— 54,5 7 52 3 21 63 189 567
Total 16 206 154 1106

16. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 35,49 anos b)35,73 anos c) 35,91 anos d)37,26 anos e)38,01 anos

17. Marque a opção que representa a moda das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 35,97 anos d) 37,03 anos
b) 36,26 anos e) 37,31 anos
c) 36,76 anos

Para efeito das duas questões seguintes, sabe-se que o quadro de pessoal da
empresa continua o mesmo em 1º/1/96.

18. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 35,49 anos c) 41,49 anos e) 43,26 anos
b) 36,44 anos d) 41,91 anos

(AFRF-2000) Para efeito das duas próximas questões faça uso da tabela de
freqüências abaixo.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

19. Quer-se estimar o salário mediano anual da Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde ao valor aproximado desta estatística, com base na distribuição
de freqüências.
a) 12,50 d) 12,00
b) 9,60 e) 12,10
c) 9,00

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(AFRF-2002) Para a solução da próxima questão utilize o enunciado que segue.
Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X) foram
examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse
exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa
intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência
relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

20. Assinale a opção que corresponde à estimativa do quinto decil (= Mediana)


da distribuição de X.
a) 138,00 d) 139,01
b) 140,00 e) 140,66
c) 136,67

(AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue. O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de
tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de
freqüências seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

21. Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do


atributo X.
d) 71,04 d) 68,08
e) 65,02 e) 70,02
f) 75,03

22. Assinale a opção que corresponde ao valor modal do atributo X no conceito


de Czuber.
a) 69,50 b) 73,70 c) 71,20 d) 74,53 e) 80,10

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas


próximas questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a
uma amostra da distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$
1.000,00, do departamento de fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de
Y coincidentes com as extremidades das classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

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23. Assinale a opção que corresponde ao salário modal anual estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X, no conceito de Czuber.
a) 94,5 d) 69,7
b) 74,5 e) 73,8
c) 71,0

24. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:

Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1

Deseja-se obter informação sobre o preço mediano praticado na amostra. Assinale


a opção que melhor aproxima este valor.
a) 16 b) 19 c) 17 d) 11 e) 14,2

25. (Fiscal-Campinas-2002) Dada a distribuição de freqüência abaixo, indique o


valor da Moda e Mediana, respectivamente

Classes Fi
4|—6 12
6|—8 36
8|—10 18
10|—12 4
a) 7,14 7,28 d) 5,84 7,5
b) 6,54 5,78 e) 6,24 6,78
c) 7,24 6,38

26. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Assinale a opção que corresponde ao salário mediano


a) R$ 10.250, b)R$ 8.000, c) R$ 8.700, d)R$ 9.375, e) R$ 9.500,

(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Para a solução das três


próximas questões utilize o enunciado que segue.

A tabela abaixo apresenta a distribuição de freqüências do atributo salário


mensal medido em quantidade de salários mínimos para uma amostra de 200
funcionários da empresa X. Note que a coluna Classes refere-se a classes
salariais em quantidades de salários mínimos e que a coluna P refere-se ao
percentual da freqüência acumulada relativo ao total da amostra. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.

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Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

27. Assinale a opção que corresponde ao salário modal no conceito de Czuber.


a) 6 b) 8 c) 10 d) 12 e) 16

28. Assinale a opção que corresponde ao salário mediano calculado a partir de


dados agrupados por interpolação da ogiva.
a) 12 d) 10
b) 9 e) 11
c) 8

As duas próximas questões dizem respeito à distribuição de freqüências seguinte


associada ao atributo de interesse . X Não existem observações coincidentes com
os extremos das classes.
Classes Freqüências
Simples
0-10 120
10-20 90
20-30 70
30-40 40
40-50 20

29. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá a moda no conceito de Czuber.
a) 5 b) 4 c) 8 d) 10 e) 15

30. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá o valor aproximado da mediana
amostral das observações de . X
a) 20,0 b) 5,0 c) 12,0 d) 15,8 e) 15,6

Bons estudos! Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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AULA 06
Olá, amigos!
Darei início, meus queridos, com um pedido de desculpas, uma vez que tive dias
realmente difíceis esta semana, de sorte que não poderei escrever hoje a aula que gostaria.
Tentarei resolver uma parte das questões do Dever de Casa que ficaram da aula passada, e
realmente não sei se terei condições sequer de resolvê-las todas.
Reafirmo, de antemão, o compromisso de essa aula resumida em nada prejudicar a
nenhum de vocês, pois tenham como certa a reposição de todo o conteúdo do programa que
seria visto nesta aula seis. Ok?
Espero contar, novamente, com a compreensão de todos!
Dito isso, comecemos os trabalhos, comentando as questões pendentes do nosso...
... Dever de Casa

01. (AFPS-2002/ESAF) Assinale a opção que dá o valor de “a” para o qual a

∑i =1 ( xi − a) = 0
n
equação é sempre verdadeira.
a) A média dos valores x.
b) A mediana dos valores x.
c) A moda dos valores x.
d) O desvio padrão dos valores x.
e) O coeficiente de assimetria dos valores x.

Sol.: Esta questão é muito fácil, desde que você se lembre daquela propriedade, estudada por
nós, segundo a qual a soma dos desvios em torno da média é igual a zero! Ou seja:

Æ Σ(Xi- X )=0
Assim, para que a igualdade acima – Σ(Xi-a)=0 – se confirme, é preciso que o a seja a
Média do conjunto! E apenas isso!
Daí: opção A Æ Resposta!

02. (TCDF-95) Em uma empresa, o salário médio dos empregados é de R$500,00. Os


salários médios pagos aos empregados dos sexos masculino e feminino são de
R$520,00 e R$420,00, respectivamente. Então, nessa empresa:
a) o número de homens é o dobro do número de mulheres.
b) O número de homens é o triplo do número de mulheres.
c) O número de homens é o quádruplo do número de mulheres.
d) O número de mulheres é o triplo do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

Sol.: Questão que explora o conhecimento da propriedade “a média das médias”.


São dois conjuntos menores – empregados (H) e empregadas (M) – inseridos em um
conjunto maior (funcionários da empresa). Aplicação direta da fórmula!
Nossos dados são:
Æ Média Global = 500,00
Æ Média Empregados = 520,00
Æ Média Empregadas = 420,00
Daí, teremos:

Æ X GLOBAL =
[(n .X ) + (n .X )]
A A B B

(n A + nB )
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Æ 500 =
[(520.nH ) + (420.nM )] Æ 500.nH + 500.nM = 520.nH + 420.nM
(nH + nM )
Passando tudo para o mesmo lado, teremos:
Æ 20.nH = 80.nM
Æ nH = 4.nM Æ Letra C Æ Resposta!

03. (Auditor do Tesouro Municipal - Recife 2003/ ESAF) Em uma amostra,


realizada para se obter informação sobre a distribuição salarial de homens e
mulheres, encontrou-se que o salário médio vale R$ 1.200,00. O salário médio
observado para os homens foi de R$ 1.300,00 e para as mulheres foi de R$
1.100,00. Assinale a opção correta.
a) O número de homens na amostra é igual ao de mulheres.
b) O número de homens na amostra é o dobro do de mulheres.
c) O número de homens na amostra é o triplo do de mulheres.
d) O número de mulheres é o dobro do número de homens.
e) O número de mulheres é o quádruplo do número de homens.

Sol.: Nova questão do mesmo assunto da anterior! Vamos usar a propriedade da média das
médias.
Também estamos falando nos salários médios de homens e mulheres. (Quanta
criatividade da elaboradora...)! Aplicação direta da fórmula!
Nossos dados são:
Æ Média Global = 1.200,00
Æ Média Empregados = 1.300,00
Æ Média Empregadas = 1.100,00
Daí, teremos:

Æ X GLOBAL =
[(n .X ) + (n .X )]
A A B B

(nA + nB )
Æ 1200 =
[(1300.nH ) + (1100.nM )] Æ 1200.nH + 1200.nM = 1300.nH + 1100.nM
(nH + nM )
Passando tudo para o mesmo lado, teremos:
Æ 100.nH = 100.nM
Æ nH = nM Æ Letra A Æ Resposta!

04. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15,
15, 15, 16, 16, 18, 23
Com base nestes dados, assinale a opção que corresponde ao preço modal.

a) 7 b) 23 c) 10 d) 8 e) 9

Sol.: Uma das questões mais fáceis entre as últimas provas do Fiscal da Receita.
O conjunto foi apresentado na forma de um rol, e foi questionado o valor da Moda!

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Sabemos que a Moda é aquele elemento que mais aparece no conjunto! Daí, usaremos
a técnica milenar do dedo, e sairemos contando para descobrir esse elemento!
Qual foi? Foi o 8. Pronto! É a nossa Moda!
Assim: Letra D Æ Resposta!

05. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) Dados os conjuntos de valores:


A = {1, 1, 2, 3, 4, 5, 8, 8, 8, 8, 9, 10}
B = {6, 7, 8, 9, 10, 11, 12}
C = {1, 2, 4, 4, 4, 4, 5, 6, 9, 9, 9, 9, 10}

Em relação à moda, afirmamos que:


I – A é unimodal e a moda é 8
II – B é unimodal e a moda é 9
III – C é bimodal e as modas são 4 e 9

Então, em relação às afirmativas, é correto dizer que:


a) Todas são verdadeiras
b) Todas são falsas
c) Somente I e II são verdadeiras
d) Somente I e III são verdadeiras
e) Somente II e III são verdadeiras

Sol.: Outra questão muito simples a respeito da Moda!


Bastaria lembrar o que é um conjunto unimodal e bimodal. Aquele é o que apresenta
apenas uma moda, enquanto este último apresenta duas.
Assim, sem maiores esforços, verificamos que o conjunto A possui uma Moda (Mo=8),
que o conjunto B não possui Moda, sendo dito amodal, e finalmente que o conjunto C possui
duas Modas (Mo=4 e Mo=9), sendo dito, portanto, bimodal.
Daí: Letra D Æ Resposta!

06. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Em uma fila, oito pessoas


esperaram, em minutos, os seguintes tempos para serem atendidas: 8, 11, 5,
14, 16, 11, 8 e 11. O tempo mediano de espera, em minutos, é:
A) 11 B) 13 C) 15 D) 17

Sol.: A questão pediu a Mediana de um conjunto, que ainda não está em forma de rol.
Perceberam isso? Os dados estão todos desordenados. São dados brutos!
Nosso primeiro passo será, pois, o de transformar esses dados brutos em rol.
E somente após fazermos isso, é que poderemos procurar pela Mediana! Assim,
teremos:
Æ {5, 8, 8, 11, 11, 14, 16}
Agora, sim! É um rol de 7 (sete) elementos!
Um número ímpar de elementos, o que significa que haverá apenas uma posição
central. E o elemento que a ocupar será a própria Mediana.
Quem se lembra do cálculo que faremos para identificar essa posição central? A
seguinte: (n+1)/2.
Assim: (n+1)/2 = (7+1)/2 = 8/2 = 4ª Posição!
O elemento que ocupa esta quarta posição é o 11.
Daí: Md=11 Æ Letra A Æ Reposta!

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07. (ANAL. FIN. E CONT. GDF-94) Os valores (em 1000 URVs) de 15 imóveis
situados em uma determinada quadra são apresentados a seguir, em ordem
crescente: 30, 32, 35, 38, 50, 58, 64, 78, 80, 80, 90, 112, 180, 240 e 333.
Então, a mediana dos valores destes imóveis é:
a) 78 c) 80
b) 79 d) 100

Sol.: Mais uma questão pedindo a Mediana de um conjunto. Só que agora os elementos já
estão dispostos na forma de um Rol.
Começaremos contando quantos elementos há neste rol. Quantos são? São 15 (quinze),
um número ímpar de elementos! Assim, só haverá uma posição central, que é a seguinte:
Assim: (n+1)/2 = (15+1)/2 = 16/2 = 8ª Posição!
O elemento que ocupa esta oitava posição é o 78.
Daí: Md=78 Æ Letra A Æ Reposta!

08. (ESAF/TTN) Assinale a opção correta.


a) A moda é uma medida de posição que permite dividir a distribuição em duas
partes de igual freqüência.
b) A média harmônica é a média geométrica dos inversos das determinações da
variável.
c) A média aritmética não é influenciada pelos valores extremos da
distribuição.
d) A moda e a mediana são influenciadas pelos valores extremos da
distribuição.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são expressas na mesma unidade de
medida da variável a que se referem.

Sol.: Vamos analisar item por item.


a) A moda é uma medida de posição que permite dividir a distribuição em duas partes
de igual freqüência.
Totalmente equivocada esta definição de Moda desta opção A. Sabemos que a Moda
nada mais é do que aquele elemento de maior freqüência do conjunto. Não merece nem
muitas palavras este comentário.
b) A média harmônica...
Nem concluí a leitura desta opção, porque ainda não falamos acerca da Média
Harmônica. Não chegou ainda o momento oportuno. Ok? Aqui só interessa saber que está
errada esta opção! Adiante.
c) A média aritmética não é influenciada pelos valores extremos da distribuição.
Errado! Vimos que a propriedade fala exatamente o contrário! A palavra não tornou
falsa esta opção!
d) A moda e a mediana são influenciadas pelos valores extremos da distribuição.
Isto é falso! Vimos na aula passada que nem Moda nem Mediana são influenciadas
pelos valores extremos!
e) A moda, a mediana e a média aritmética são expressas na mesma unidade de
medida da variável a que se referem.
Está perfeito este texto. Significa dizer que se o meu conjunto expressa pesos, na
unidade quilos, então a média será calculada em quilos, a moda também e a mediana idem!
Ok? Letra E Æ Resposta!
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(AFC-94 ESAF) Para a solução da questão seguinte, utilize a série estatística


abaixo:
2 5 7 13
3 6 9 13
3 6 11 13
4 6 11 13
4 7 12 15

09. Os valores da mediana e da moda da série são, respectivamente:


a) 4 e 15 b) 7 e 12 c) 6 e 13 d) 7 e 13 e) 9 e 13

Sol.: Podemos, se quisermos, dispor esses elementos de forma linear, criando um rol.
Teremos:
Æ {2, 3, 3, 4, 4, 5, 6, 6, 6, 7, 7, 9, 11, 11, 12, 13, 13, 13, 13, 15}
É um rol de vinte elementos.
A questão pergunta pela Mediana e pela Moda. Comecemos por esta última.
A Moda do rol é aquele elemento que mais aparece. Assim: Mo=13.
A respeito da Mediana, vemos que há um número par de elementos (n=20), e que,
assim, haverá duas posições centrais no conjunto, determinadas da seguinte forma:
Æ 1ª Posição Central = (n/2) = 20/2 = 10ª Posição
Æ 2ª Posição Central = A vizinha posterior = 11ª Posição
Agora, descobriremos quais são os dois elementos que ocupam a 10ª e 11ª posições.
Quais são? 7 e 7. Assim, nem precisaremos perder tempo somando-os e dividindo a soma por
dois. Basta dizer que Md=7.
Daí: Letra D Æ Resposta!

10. (TTN-94) Marque a alternativa correta:


a) O intervalo de classe que contém a moda é o de maior freqüência relativa
acumulada (crescentemente).
b) A freqüência acumulada denominada “abaixo de” resulta da soma das
freqüências simples em ordem decrescente.
c) Em uma distribuição de freqüências existe uma freqüência relativa
acumulada unitária, ou no primeiro, ou no último intervalo de classe.
d) O intervalo de classe que contém a mediana é o de maior freqüência
absoluta simples.
e) Os intervalos de classe de uma distribuição de freqüência têm o ponto
médio eqüidistante dos limites inferior e superior de cada classe e sua
amplitude ou é constante ou guarda uma relação de multiplicidade com a
freqüência absoluta simples da mesma classe.

Sol.: Analisaremos item por item. Vamos lá.


a) O intervalo de classe que contém a moda é o de maior freqüência relativa acumulada
(crescentemente).
Errado! Sabemos que a classe modal é aquela de maior freqüência absoluta simples!
b) A freqüência acumulada denominada “abaixo de” resulta da soma das freqüências
simples em ordem decrescente.
Errado! Aprendemos que a coluna apelidada de abaixo de é a fac: freqüência absoluta
acumulada crescente. E não decrescente como disse esta opção!

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c) Em uma distribuição de freqüências existe uma freqüência relativa acumulada
unitária, ou no primeiro, ou no último intervalo de classe.
Certo! Quando aprendemos a trabalhar com as colunas de freqüência de uma
distribuição, vimos que as duas freqüências relativas acumuladas apresentam sempre 100%,
ou na primeira classe (no caso da Fad) ou na última (no caso da Fac). Ora, 100% expresso
em termos unitários é igual a 1 (a unidade)!
Assim: Letra C Æ Resposta!

11. (ESAF/TTN) Dado o gráfico abaixo, onde fi é a freqüência simples ou


absoluta da i-ésima classe, então:

fi

12

10
8

4
2

2 4 6 8 10 12 14 16 idades

a) a moda se encontra na 4o classe e é igual a 9;


b) o número de observações é 42;
c) como a distribução é assimétrica, moda=média=mediana;
d) a freqüência acumulada crescente da 3ª classe é 20;
7
e) ∑ fi = 48 .
i =1

Sol.: Podemos começar transformando o Histograma acima para uma Distribuição de


Freqüências! Teremos:
Classes fi
2-4 2
4-6 6
6-8 10
8-10 12
10-12 8
12-14 6
14-16 4
n=48

Assim, só em construir a Distribuição e em somar a coluna da freqüência absoluta


simples, imediatamente identificamos nossa resposta!
Daí: Letra E Æ Resposta!

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12. (FISCAL DO TRABALHO-94) O levantamento de dados sobre os salários de 100


funcionários de uma determinada empresa forneceu os seguintes resultados:

Quantidade de Quantidade de
salários mínimos funcionários
2 |— 4 25
4 |— 6 35
6 |— 8 20
8 |— 10 15
10|— 12 5
Total 100
É correto afirmar que:
a) 20% dos funcionários recebem acima de 6 salários mínimos
b) a mediana é 7 salários mínimos
c) 60% dos funcionários recebem menos que 6 salários mínimos
d) o salário médio é de 7 salários mínimos
e) 80% dos funcionários recebem de 6 a 8 salários mínimos

Sol.: Nesta tabela, vemos que n=100 elementos. Assim, se quisermos trabalhar com valores
percentuais, teremos que relação entre as freqüências absolutas e relativas é de um para um.
Ou seja, as freqüências que estão nesta coluna podem ser, perfeitamente, consideradas
relativas!
Assim, teremos:
Classes Fi
2-4 25%
4-6 35%
6-8 20%
8-10 15%
10-12 5%
Total: 100%

Vamos analisar item por item:


a) 20% dos funcionários recebem acima de 6 salários mínimos.
Errado! Acima de 6 salários nós temos as três últimas classes, as quais somadas
representam 40% dos elementos do conjunto!
b) A Mediana é 7.
Errado! A Mediana seria 7 se estivéssemos diante de uma distribuição de freqüências
simétrica! Como ainda não vimos o que é isso, deixemos para aprofundar esse comentário em
outra ocasião. O fato é que, na verdade, sequer precisaríamos realizar essas contas!
c) 60% recebem menos que 6 salários mínimos.
Certo! Menos de 6 salários são as duas primeiras classes, as quais somadas nos fazem
chegar a 60% dos elementos do conjunto!
Assim: Letra C Æ Resposta!

(TTN-94) Considere a distribuição de freqüências transcrita a seguir:


Xi fi

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2 |— 4 9
4 |— 6 12
6 |— 8 6
8 |— 10 2
10|— 12 1

13. A mediana da distribuição é igual a:


a) 5,30kg
b) 5,00kg
c) um valor inferior a 5kg
d) 5,10kg
e) 5,20kg

Sol.: Somando a coluna da fi vemos que há 30 (trinta) elementos neste conjunto!


São 30 posições, portanto! A mediana ocupa a posição central. Neste caso, a 15ª.
Ora, analisando as freqüências das classes, vemos que avançando só até a segunda
classe já teremos acumulado 21 elementos! Todos perceberam isso? (9+12=21).
Vemos ainda que há 9 elementos na primeira classe. São 9 posições. Para chegarmos à
15ª posição, teremos que avançar mais 6 posições, dentro da segunda classe, para chegarmos
à Mediana.
E a segunda classe, sozinha, possui 12 elementos! Metade de 12 é 6.
Conclusão: precisaremos avançar metade da segunda classe para chegarmos à
Mediana. E na metade da segunda classe, quem encontrarmos? O ponto médio!
Quem é o ponto médio da segunda classe? É 5.
Assim: Md=5 Æ Letra B Æ Resposta!
Se na hora da prova não conseguirmos levar a termo esta análise, e preferirmos fazer
as contas, teremos:
Classes fi fac
2-4 9 9 Æ Esta fac é ≥ 15? Não! Adiante!
4-6 12 21 Æ Esta fac é ≥ 15? Sim!
6-8 6 27
8-10 2 29
10-12 1 30
n=30

Feito isso, teremos:

Limites da Classe: 4 Md 6
fac associadas: 9 15 21
6

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12

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

2 x
12 6
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(2x6)/12 Æ X=1,0
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=4+1 Æ Md=5,0 Æ Resposta!

14. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) As distâncias, em milhares de quilômetros,


percorridas em um ano pelos 20 táxis de uma empresa, estão representadas no
quadro seguinte:
Distâncias Número de Táxis
45 |— 55 3
55 |— 65 7
65 |— 75 4
75 |— 85 5
85 |— 95 1
Total

Nestas condições, é correto afirmar que a mediana dessa distribuição, em


milhares de quilômetros é:
a) 57 b) 61 c) 65 d) 69 e) 73
Sol.: Esta questão se presta a um ensinamento maravilhoso! Uma dica de ouro, na verdade!
Vemos, mediante a soma das freqüências absolutas simples, que há 20 elementos
neste conjunto (n=20). Assim, a posição da Mediana é a 10ª.
Seguindo os passos para determinação da Mediana, teremos:
Classes fi fac
45-55 3 3 Æ Esta fac é ≥ 10? Não! Adiante!
55-65 7 10 Æ Esta fac é ≥ 10? Sim!
65-75 4 14
75-85 5 19
85-95 1 20
n=20

Repare na pergunta da segunda classe: Esta fac (10) é maior ou igual a 10?
Qual a resposta! Sim! É o quê? É IGUAL!
O ensinamento é este: sempre que estivermos à procura da Classe Mediana e, na hora
das perguntas, encontrarmos uma fac que seja exatamente igual à fração da Mediana,
diremos imediatamente, sem perder mais um segundo sequer, que a Mediana é igual ao
limite superior desta classe!
Assim, sem precisarmos fazer conta alguma, teremos que:
Æ Md=65 Æ Letra C Æ Resposta!

15. (AFTN/1994) Com relação à distribuição de freqüências abaixo, podemos


dizer que a mediana e a moda:

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classes fi
2 |— 4 7
4 |— 6 9
6 |— 8 18
8 |—10 10
10 |— 12 6
Total
a) Têm valor superior ao da média aritmética
b) Têm valor inferior ao da média aritmética
c) Têm o mesmo valor
d) Diferem por um valor igual a 10% da média aritmética
e) Diferem por um valor superior a 10% da média aritmética.

Sol.: Teremos que calcular a Média, a Moda e a Mediana do conjunto.


Vamos lá! Comecemos pela Média, para cujo cálculo usaremos o método da variável
transformada. Teremos:
Classes fi PM ( PM − 3) fi.Yi
= Yi
2
2-4 7 3 0 0
4-6 9 ... 1 9
6-8 18 ... 2 36
8-10 10 ... 3 30
10-12 6 ... 4 24
n=50 99

99
Æ Daí: Y= = 1,98
50
Obs.: Sempre que precisarmos dividir qualquer valor por 50, muito melhor é fazer o
seguinte: multiplica-se o tal valor por 2 e divide-se o resultado por 100. Sai mais rápido!
Daí, o desenho de transformação e os cálculos restantes são os seguintes:
1º)-3 2º)÷2

Xi Yi Y = 1,98

2º)+3 1º)x2

Æ 1,98 x 2 = 3,96 e 3,96 + 3 = 6,96

Assim: X = 6,96

Passemos ao cálculo da Moda. Teremos:


Classes fi
2-4 7
4-6 9
6-8 18 Æ Classe Modal (>fi)
8-10 10
10-12 6
n=50

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:


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⎡ ∆a ⎤ ⎡ 9 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 6 + ⎢ .2 Æ Mo=7,05
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 9 + 8 ⎥⎦
Finalmente, calculemos a Mediana do conjunto. Teremos:

Classes fi fac
2-4 7 7 Æ Esta fac é ≥ 25? Não! Adiante!
4-6 9 16 Æ Esta fac é ≥ 25? Não! Adiante!
6-8 18 34 Æ Esta fac é ≥ 25? Sim!
8-10 10 44
10-12 6 50
n=50

Teremos:

Limites da Classe: 6 Md 8
fac associadas: 16 25 34
9

18

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

2 x
18 9
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(2x9)/18 Æ X=1,0
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=6+1 Æ Md=7,0

Agora, vamos comparar as três respostas encontradas até aqui:

Æ X = 6,96 ; Mo=7,05 e Md=7,0

Assim, teremos que:


Æ Mo e Md são maiores que a Média Æ Letra A Æ Resposta!
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DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS DAS IDADES DOS


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ALFA, EM 1º/1/90
Classes de Freqüência Pontos Xi − 37 fi.di fi.di2 Fi.di3 fi.di4
Idades s Médios = di
(anos) (fi) (Xi) 5
19,5 |— 24,5 2 22 -3 -6 18 -54 162
24,5 |— 29,5 9 27 -2 -18 36 -72 144
29,5 |— 34,5 23 32 -1 -23 23 -23 23
34,5 |— 39,5 29 37 — — — — —
39,5 |— 44,5 18 42 1 18 18 18 18
44,5 |— 49,5 12 47 2 24 48 96 192
49,5 |— 54,5 7 52 3 21 63 189 567
Total 16 206 154 1106

16. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 35,49 anos b)35,73 anos c) 35,91 anos d)37,26 anos e)38,01 anos

Sol.: Questão muito tranqüila esta! É fornecida uma distribuição de freqüências e solicita-se
que calculemos a Mediana do conjunto.
Seguindo os passos já conhecidos nossos, teremos:
Classes de fi fac
Idades
(anos)
19,5 |— 24,5 2 2 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
24,5 |— 29,5 9 11 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
29,5 |— 34,5 23 34
Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
34,5 |— 39,5 29 63
39,5 |— 44,5 18 81 Æ Esta fac é ≥ 50? Sim!
44,5 |— 49,5 12 93
49,5 |— 54,5 7 100
Total n=100

Teremos:

Limites da Classe: 34,5 Md 39,5


fac associadas: 34 50 63
16

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29

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

5 x
29 16
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(5x16)/29 Æ X=2,76
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=34,5+2,76 Æ Md=37,26 Æ Resposta!

17. Marque a opção que representa a moda das idades dos funcionários em
1º/1/90.
a) 35,97 anos d) 37,03 anos
b) 36,26 anos e) 37,31 anos
c) 36,76 anos

Sol.: Vamos calcular a Moda do conjunto. Teremos:


Classes de fi
Idades
(anos)
19,5 |— 24,5 2
24,5 |— 29,5 9
29,5 |— 34,5 23
34,5 |— 39,5 29 Æ Maior fi => Classe Modal!
39,5 |— 44,5 18
44,5 |— 49,5 12
49,5 |— 54,5 7
Total n=100

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 6 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 34,5 + ⎢ .5 Æ Mo=26,26 anos Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 6 + 11⎥⎦

Para efeito das duas questões seguintes, sabe-se que o quadro de pessoal da
empresa continua o mesmo em 1º/1/96.

18. Marque a opção que representa a mediana das idades dos funcionários em
1º/1/96.
a) 35,49 anos c) 41,49 anos e) 43,26 anos
b) 36,44 anos d) 41,91 anos

Sol.: A questão trabalha com a mesma tabela da anterior, exceto pelo fato de que agora
estamos em outra data: 1º/janeiro/1996. Ou seja, seis anos após a data de confecção da
Distribuição original.
Ora, se a tabela representa idades, e agora estamos seis anos após, significa que todas
aquelas idades foram adicionadas à constante 6.

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Aprendemos que a Mediana, a exemplo da Média e da Moda, também é influenciada
pelas quatro operações!
Sabendo disso, e conhecendo que a Mediana original era de 37,26 anos, a nova
Mediana será:
Æ Md= 37,26+6 = 43,26 Æ Resposta!

Meus queridos, hoje iremos somente até aqui!


Próxima aula eu recupero o tempo perdido. Ok?
Obrigado, mais uma vez, pela compreensão!
Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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AULA 07 – MEDIDAS DE DISPERSÃO – PARTE 1

Olá, amigos!
Tudo bem com vocês?
Antes de começar, preciso dizer-lhes que houve um problema de comunicação entre mim
e o pessoal do Site, que põe a aula no ar. Um equívoco que partiu de mim, na realidade. Eu
escrevi esta aula 7 de Estatística oportunamente, na semana passada. Mas ao enviar para o
Site, acabei anexando a aula 7 do outro Curso que estou escrevendo, o de Matemática
Financeira...
Enfim, peço desculpas pela ausência desta aula 7 na semana passada.
O fato é que o mundo ideal é platônico... Mas, vamos em frente! O importante é que
estudemos e aprendemos o assunto! Vou me esforçar mais para que esse fato não se repita!
Ok? Pois bem!
Vamos dar início à nossa aula de hoje, resolvendo as questões pendentes do último...

... Dever de Casa

(AFRF-2000) Para efeito das duas próximas questões faça uso da tabela de
freqüências abaixo.

Freqüências Acumuladas de Salários Anuais, em Milhares de Reais, da Cia. Alfa


Classes de Salário Freqüências
Acumuladas
( 3 ; 6] 12
( 6 ; 9] 30
( 9 ; 12] 50
(12 ; 15] 60
(15 ; 18] 65
(18 ; 21] 68

01. Quer-se estimar o salário mediano anual da Cia. Alfa. Assinale a opção que
corresponde ao valor aproximado desta estatística, com base na distribuição de
freqüências.
a) 12,5 b) 9,6 c) 9,0 d) 12 e) 12,1

Sol.: A questão está pedindo o salário mediano, ou seja, a Mediana do conjunto!


Seguindo os passos nossos já conhecidos, teremos: Æ (n/2)=68/2=34. Daí:
Classes fac
3–6 12 Æ Esta fac é ≥ 34? Não! Adiante!
6–9 30 Æ Esta fac é ≥ 34? Não! Adiante!
9 – 12 50 Æ Esta fac é ≥ 34? Sim!
12 – 15 60
15 – 18 65
18 – 21 68

Teremos:

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Limites da Classe: 9 Md 12
fac associadas: 30 34 50
4

20

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

3 x
20 4
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(3x4)/20 Æ X=0,6
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=9+0,6 Æ Md=9,6 Æ Resposta!

(AFRF-2002) Para a solução da próxima questão utilize o enunciado que segue.

Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X) foram


examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse
exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa
intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa a freqüência relativa
acumulada. Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

02. Assinale a opção que corresponde à estimativa do quinto decil (= Mediana)


da distribuição de X.
a) 138,00 d) 139,01
b) 140,00 e) 140,66

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c) 136,67

Sol.: Mais uma questão de Mediana! O enunciado falou em quinto decil. Por hora, basta que
você saiba que quinto decil é sinônimo de Mediana. Ok? Vamos lá! Fazendo o trabalho preliminar
para preparar esta tabela, teremos:

Classes Fac Fi fi fac


70-90 5% 5% 10 10 Æ Esta fac é ≥ 100? Não! Adiante!
90-110 15% 10% 20 30 Æ Esta fac é ≥ 100? Não! Adiante!
110-130 40% 25% 50 80 Æ Esta fac é ≥ 100? Não! Adiante!
130-150 70% 30% 60 140 Æ Esta fac é ≥ 100? Sim!
150-170 85% 15% 30 170
170-190 95% 10% 20 190
190-210 100% 5% 10 200
Total 100% n=200

Teremos:

20

Limites da Classe: 130 Md 150


fac associadas: 80 100 140
20

60

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

20 x
60 20
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(20x20)/60 Æ X=6,67
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=130+6,67 Æ Md=136,67 Æ Resposta!

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(AFRF-2002.2) Para a solução das duas próximas questões utilize o enunciado que
segue.

O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de tamanho


100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências
seguinte:
Classes Freqüência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

03. Assinale a opção que corresponde à estimativa da mediana amostral do


atributo X.
a) 71,04 d) 68,08
b) 65,02 e) 70,02
c) 75,03

Sol.: Vocês certamente já perceberam que a Mediana é muitíssimo requerida em provas de


Estatística Básica! Aí estamos com mais uma dessas questões! Teremos:

Classes fi fac
29,5-39,5 4 4 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
39,5-49,5 8 12 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
49,5-59,5 14 26 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
59,5-69,5 20 46 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
69,5-79,5 26 72 Æ Esta fac é ≥ 50? Sim!
79,5-89,5 18 90
89,5-99,5 10 100
n=100

Daí:
10

Limites da Classe: 69,5 Md 79,5


fac associadas: 46 50 72
4

26

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Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
26 4
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(10x4)/26 Æ X=1,54
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=69,5+1,54 Æ Md=71,04 Æ Resposta!

04. Assinale a opção que corresponde ao valor modal do atributo X no conceito


de Czuber.
a) 69,50 b) 73,70 c) 71,20 d) 74,53 e) 80,10

Sol.: Cálculo da Moda é sempre mais rápido! Teremos:


Classes fi
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26 Æ Classe Modal (>fi)
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10
n=100

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 6 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 69,5 + ⎢ .10 Æ Mo=73,78 Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 6 + 8 ⎥⎦

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas


próximas questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a uma
amostra da distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$ 1.000,00,
do departamento de fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de Y
coincidentes com as extremidades das classes salariais.

Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

05. Assinale a opção que corresponde ao salário modal anual estimado para o
departamento de fiscalização da Cia. X, no conceito de Czuber.
a) 94,5 d) 69,7
b) 74,5 e) 73,8
c) 71,0

Sol.: Mais uma questão de Moda! Teremos:

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Classes fac fi
29,5-39,5 2 2
39,5-49,5 6 4
49,5-59,5 13 7
59,5-69,5 23 10
69,5-79,5 36 13 Æ Classe Modal (>fi)
79,5-89,5 45 9
89,5-99,5 50 5
n=100

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 3 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 69,5 + ⎢ .10 Æ Mo=73,78 Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 3 + 4 ⎥⎦

06. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:

Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1

Deseja-se obter informação sobre o preço mediano praticado na amostra. Assinale a


opção que melhor aproxima este valor.
a) 16 b) 19 c) 17 d) 11 e) 14,2

Sol.: Outra questãozinha de Mediana! Teremos:

Classes fi fac
[ 5 – 9) 3 3 Æ Esta fac é ≥ 12,5? Não! Adiante!
[ 9 – 13) 5 8 Æ Esta fac é ≥ 12,5? Não! Adiante!
[13 – 17) 7 15 Æ Esta fac é ≥ 12,5? Sim!
[17 – 21) 6 21
[21 – 25) 3 24
[25 – 29) 1 25
n=25

Daí:

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Limites da Classe: 13 Md 17
fac associadas: 8 12,5 15
4,5

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

4 x
7 4,5
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(4,5x4)/7 Æ X=2,57
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=13+2,57 Æ Md=15,57 ≅ 16 Æ Resposta!

07. (Fiscal-Campinas-2002) Dada a distribuição de freqüência abaixo, indique o


valor da Moda e Mediana, respectivamente

Classes Fi
4|—6 12
6|—8 36
8|—10 18
10|—12 4
a) 7,14 7,28 d) 5,84 7,5
b) 6,54 5,78 e) 6,24 6,78
c) 7,24 6,38

Sol.: Duas questões em uma: temos que calcular a Moda e a Mediana. Começando pela moda,
teremos:
Classes fi
4|—6 12
6|—8 36 Æ Classe Modal (>fi)
8|—10 18

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10|—12 4

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 24 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 6 + ⎢ .2 Æ Mo=7,14
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 24 + 18 ⎥⎦
Atenção: Neste instante, você vai dar uma olhadela nas opções de resposta! Por quê? Eu
nem terminei ainda de resolver a questão! Ora, pode ser que somente este primeiro resultado já
seja suficiente para você chegar à resposta. É o caso? Sim! Só há uma opção em que a Moda é
7,14. Assim: letra A Æ Resposta!

08. (FTE-Piauí-2001/ESAF) A Tabela abaixo mostra a distribuição de freqüência


obtida de uma amostra aleatória dos salários anuais em reais de uma firma. As
freqüências são acumuladas.

Classes de Salário Freqüências


(5.000-6.500) 12
(6.500-8.000) 28
(8.000-9.500) 52
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100

Assinale a opção que corresponde ao salário mediano


a) R$ 10.250, b)R$ 8.000, c) R$ 8.700, d)R$ 9.375, e) R$ 9.500,

Sol.: Nova questão de Mediana! Teremos:

Classes fac
(5.000-6.500) 12 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
(6.500-8.000) 28 Æ Esta fac é ≥ 50? Não! Adiante!
(8.000-9.500) 52 Æ Esta fac é ≥ 50? Sim!
(9.500-11.000) 74
(11.000-12.500) 89
(12.500-14.000) 97
(14.000-15.500) 100
Daí:
1500

Limites da Classe: 8000 Md 9500


fac associadas: 28 50 52
22

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24

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

1500 x
24 22
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(1500x22)/24 Æ X=1.375
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=8.000+1.375 Æ Md=9.375 Æ Resposta!

(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Para a solução das três próximas
questões utilize o enunciado que segue.

A tabela abaixo apresenta a distribuição de freqüências do atributo salário


mensal medido em quantidade de salários mínimos para uma amostra de 200
funcionários da empresa X. Note que a coluna Classes refere-se a classes
salariais em quantidades de salários mínimos e que a coluna P refere-se ao
percentual da freqüência acumulada relativo ao total da amostra. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes P
4 – 8 20
8 – 12 60
12 – 16 80
16 – 20 98
20 – 24 100

09. Assinale a opção que corresponde ao salário modal no conceito de Czuber.


a) 6 b) 8 c) 10 d) 12 e) 16

Sol.: Nova questão de Moda. Teremos:


Classes Fac Fi fi
4–8 20% 20% 40
8 – 12 60% 40% 80 Æ Classe Modal (>fi)
12 – 16 80% 20% 40
16 – 20 98% 18% 36
20 – 24 100% 2% 4
Total: 100% n=200

Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 40 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 8 + ⎢ .4 Æ Mo=10,0 Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣ 40 + 40 ⎥⎦

10. Assinale a opção que corresponde ao salário mediano calculado a partir de


dados agrupados por interpolação da ogiva.
a) 12 d) 10

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b) 9 e) 11
c) 8

Sol.: Nova questão de Mediana! Teremos:

Classes Fac Fi fi fac


4–8 20% 20% 40 40 Æ Esta fac é ≥ 100? Não! Adiante!
8 – 12 60% 40% 80 120 Æ Esta fac é ≥ 100? Sim!
12 – 16 80% 20% 40 160
16 – 20 98% 18% 36 196
20 – 24 100% 2% 4 200
Total: 100% N=200

Daí:
4

Limites da Classe: 8 Md 12
fac associadas: 40 100 120
60

80

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

4 x
80 60
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(4x60)/80 Æ X=3
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=8+3 Æ Md=11 Æ Resposta!

As duas próximas questões dizem respeito à distribuição de freqüências seguinte


associada ao atributo de interesse . X Não existem observações coincidentes com
os extremos das classes.
Classes Freqüências
Simples
0-10 120
10-20 90
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20-30 70
30-40 40
40-50 20

11. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá a moda no conceito de Czuber.
a) 5 b) 4 c) 8 d) 10 e) 15

Sol.: Nova questão de Moda. Teremos:


Classes fi
0-10 120 Æ Classe Modal (>fi)
10-20 90
20-30 70
30-40 40
40-50 20

Esta tabela traz uma situação curiosa e muito rara: a classe modal é a primeira classe da
Distribuição! Assim, na hora de calcularmos o ∆a, não vai haver uma fi anterior, perceberam? E
o que se faz neste caso? Nada! É como se a fi anterior fosse zero!
Aplicando a fórmula de Czuber aos valores da Classe Modal, teremos:

⎡ ∆a ⎤ ⎡ 120 ⎤
Æ Mo = l inf + ⎢ ⎥.h Æ Mo = 0 + ⎢ .10 Æ Mo=8,0 Æ Resposta!
⎣ ∆a + ∆p ⎦ ⎣120 + 30 ⎥⎦

12. (ANEEL 2004 ESAF) Assinale a opção que dá o valor aproximado da mediana
amostral das observações de . X
a) 20,0 b) 5,0 c) 12,0 d) 15,8 e) 15,6
Sol.: Última questão de Mediana desta lista! Teremos:

Classes fi fac
0-10 120 120 Æ Esta fac é ≥ 170? Não! Adiante!
10-20 90 210 Æ Esta fac é ≥ 170? Sim!
20-30 70 280
30-40 40 320
40-50 20 340
n=340

Daí:
10

Limites da Classe: 10 Md 20
fac associadas: 120 170 210
50

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90

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
90 50
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(10x50)/90 Æ X=5,55
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=10+5,55 Æ Md=15,55 ≅ 15,6 Æ Resposta!

Pois bem! Vamos agora dar início ao estudo das Medidas de Dispersão!
Eu lhes chamo a atenção para dizer que é um dos temas prediletos das mesas
elaboradoras! Não há prova de Estatística Básica que não cobre ao menos uma questão deste
assunto! Ok? Então vamos lá!
Medidas de Dispersão
A primeira coisa a saber é que Medida de Dispersão é a mesma coisa que Medida de
Variabilidade. Sinônimos!
O que vem a ser dispersão? Ora, dispersão é o mesmo que afastamento. Assim, ao
estudarmos a dispersão de um conjunto, estaremos investigando se os seus elementos estão
afastados ou próximos de um referencial. No mais das vezes, este referencial é a Média
Aritmética!
Em outras palavras: as Medidas de Dispersão irão nos dizer o quão próximos,ou quão
distantes, estão os elementos do conjunto em relação à Média!
Ok? Esta explicação se aplica a TODAS as Medidas de Dispersão!
Então não me venham perguntar depois “mas, professor, o que é mesmo esse desvio
padrão?” A resposta é essa, e vale, repito, para todas as medidas de dispersão: é uma medida
que serve para dizer se os elementos do conjunto estão próximos da média. Ou distantes!
Hoje estudaremos o Desvio Absoluto Médio (DAM), o Desvio Padrão (S), a Variância
(S2), e o Coeficiente de Variação (CV). Serão muitas informações, de sorte que vocês terão que
ler essa aula com muita calma e, de preferência, mais de uma vez!
Vamos lá!

# Desvio Absoluto Médio: DAM


A primeira coisa a saber é que o Desvio Absoluto Médio pode também ser chamado de:
Desvio Médio Absoluto, ou só Desvio Absoluto, ou só ainda Desvio Médio. São todos sinônimos!
Esta medida é muito pouco cobrada em prova. Pouquíssimo mesmo. Nas últimas dez
provas da Receita Federal, só foi cobrada uma única vez. Além do que, sobre ela precisaremos
conhecer, basicamente, as suas fórmulas. Não se exige nem o estudo de propriedades do DAM.
Assim sendo, vamos conhecer logo as fórmulas do Desvio Absoluto. São as seguintes:

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Æ DAM para ROL: DAM =


∑ Xi − X
n

Olha como é fácil! Basta você lembrar que o Desvio Absoluto é a única fórmula deste
nosso Curso em que aparece o módulo. Para quem está mais esquecido, módulo são esses dois
tracinhos verticais que você está vendo na fórmula. E o efeito do módulo é transformar valores
negativos em positivos. Só isso. Vamos entender melhor por meio do exemplo seguinte.
Exemplo: Considere o seguinte conjunto: {1, 2, 3, 4, 5}. Calcule o Desvio Absoluto Médio.
Sol.: Nossa resolução começa por quem? Pela fórmula! É sempre assim! A fórmula será sempre
o ponto de partida da resolução! É por meio dela que definiremos nossos passos. Olhando para a
fórmula, saberemos aquilo que já dispomos, e aquilo que ainda não temos e precisamos
encontrar. Ok?

Assim, olhando para a fórmula, vemos que ela pede o conhecimento da Média ( X ). Nós
já calculamos a Média? Ainda não! Então, começaremos por ela. Para encontrá-la, somaremos
os elementos do conjunto, e dividiremos esse resultado pelo número de elementos. Lembrados?
Teremos:
15
Æ X= = 3,0
5
Agora vejam que o numerador da fórmula pede que você construa o conjunto (Xi- X ).
Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )=[(1-3), (2-3), (3-3), (4-3), (5-3)]=(-2, -1, 0, 1, 2)

Mas percebam que a fórmula não quer simplesmente o conjunto (Xi- X ). Ela quer o
módulo deste conjunto! Assim, aplicando o efeito do módulo, teremos:

Æ Xi − X = (2, 1, 0, 1, 2)

Viram? Quem era negativo virou positivo!


Finalmente, o numerador da fórmula pede que somemos os elementos deste último
conjunto construído. Teremos:

Æ Σ Xi − X = Σ (2, 1, 0, 1, 2) = 2+1+0+1+2 = 6,0

E quanto ao denominador? Ora, ele consiste no n, número de elementos do conjunto.


Neste caso, n=5.
Assim, chegamos ao seguinte resultado:
Æ DAM=(6/5)=1,2 Æ Resposta!

Só isso!
Agora tenho uma notícia boa para vocês! Estão lembrados de quando estudamos as
fórmulas da Média Aritmética, e eu lhes falei a respeito de uma tal de transição?
A transição, para os mais esquecidos, era uma maneira de você passar de uma fórmula
de rol, para outra de dados tabulados; e desta última para uma fórmula de distribuição de
freqüências! Era, portanto, uma maneira de ajudar a nossa memorização!
A boa notícia é que a transição que aprendemos para as fórmulas da Média valem
também aqui para quase todas as medidas de dispersão, a começar pelo Desvio Absoluto Médio!
Recordando as duas regras da transição:

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1ª) Fórmula do rol para a dos Dados Tabulados: repete-se a fórmula do rol, e acrescenta-
se, sempre junto ao sinal de somatório, a fi, freqüência absoluta simples.
2ª) Fórmula dos Dados Tabulados para a da Distribuição de Freqüências: repete-se a
fórmula dos Dados Tabulados, e troca-se Xi (elemento individualizado) por PM (Ponto Médio).
E é somente isso! Você memoriza a fórmula do rol, e aplica as duas transições. E sabe o
que acontece? Você paga uma, e leva três! Um grande negócio!
Sabendo disso, vou repetir a fórmula do rol e, aplicando a transição, as fórmulas do DAM
para conjuntos apresentados nas formas de Dados Tabulados e de Distribuição de Freqüências
serão as seguintes:

Æ DAM para ROL: DAM =


∑ Xi − X
n
1ª transição: colocando fi junto ao sinal de somatório:

Æ DAM para Dados Tabulados: DAM =


∑ fi. Xi − X
n
2ª transição: trocando Xi por PM:

Æ DAM para Distribuição de Freqüências: DAM =


∑ fi. PM − X
n
A questão que eu disse que caiu numa das provas passadas de AFRF pedia o cálculo do
DAM para uma Distribuição. O ruim foi que, nesta prova, ainda não havia sido exigido o cálculo
da Média, de sorte que o primeiro trabalho era exatamente esse: descobrir o valor da média.
Para isso, você tinha que usar o método da variável transformada. Somente depois desse
trabalho, você teria condições de continuar aplicando a fórmula do DAM.
Foi uma questão trabalhosa. Mas não foi difícil. Que fique bem claro isso. Só acho que
devia ter valido dois pontos, em vez de um só. Enfim. (Essa questão vai ficar para o Dever de
Casa!).
Já sabemos tudo sobre o Desvio Absoluto Médio. Adiante!

# Desvio Padrão: S
É sinônimo de Dispersão Absoluta! (Guarde isso!).
Essa é, de longe, a medida de dispersão mais presente em prova! E por uma razão bem
simples: além da memorização das fórmulas (que são muitas!), teremos sobretudo que
conhecer com segurança as suas propriedades. Ok? Comecemos pelas fórmulas!
Aqui novamente a transição vai nos socorrer! Você só terá o trabalho de memorizar a
fórmula do Desvio Padrão para um rol. O restante das fórmulas (para Dados Tabulados e para
Distribuição de Freqüências) você leva de graça! (Pague uma e leve três!). Teremos:

∑ (Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão para Rol: S =


n
E agora você vai lembrar: a fórmula do Desvio Padrão é a fórmula da raiz! Ok?
E se aplicarmos aquela nossa conhecida transição? Como ficarão as outras duas
fórmulas? Vou repetir a do rol, para ajudar. Teremos:

∑ (Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão para Rol: S =


n
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1ª transição: colocando fi junto ao sinal de somatório:

∑ fi.(Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão para Dados Tabulados: S =


n

2ª transição: trocando Xi por PM:

∑ fi.(PM − X )
2

Æ Desvio Padrão para Distribuição de Freqüências: S =


n

Até agora, o que temos? Temos três fórmulas. Mas atenção: o Desvio Padrão é a primeira
medida deste Curso em que haverá diferença na fórmula, caso estejamos trabalhando com um
conjunto que represente toda a população, ou apenas uma amostra! Entendido? Faz
diferença na fórmula do Desvio Padrão se o conjunto é a população ou se é uma amostra!
Essas três fórmulas que vimos acima servem para o cálculo do Desvio Padrão
Populacional. Nós as aplicaremos se o conjunto for uma população! E quando saberemos que o
conjunto da questão é a população? Quando não for dito que é uma amostra!
Ou seja, a regra é a seguinte: o conjunto da questão da prova só será uma amostra se
isso for dito pelo enunciado! Caso contrário, não será amostra: será população! Ok?
Mas, e se a questão disser que o conjunto é uma amostra ou, por outra, pedir o cálculo
do Desvio Padrão Amostral? O que faremos? Ora, saberemos que amostral se refere a amostra,
de sorte que todas as três fórmulas vistas acima, que servem para o cálculo populacional, terão
que sofrer uma pequena modificação, para se adequar ao cálculo amostral. Essa pequena
modificação consiste em acrescentarmos um menos 1 no denominador. Assim, teremos:

∑ (Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão Amostral para Rol: S =


n −1
1ª transição: colocando fi junto ao sinal de somatório:

∑ fi.(Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão Amostral para Dados Tabulados: S =


n −1
2ª transição: trocando Xi por PM:

∑ fi.(PM − X )
2

Æ Desvio Padrão Amostral para Distribuição de Freqüências: S =


n −1

Mas, professor, e se a questão disser que o conjunto é uma amostra, e eu esquecer de


colocar o menos 1 no denominador da fórmula? Bem, neste caso, você errará a questão.
Simplesmente isso! Ou seja, o menos um no denominador do desvio padrão amostral é
imprescindível! Se esquecer, erra!
Aliás, só a título de informação, esse menos um é chamado de fator de correção de
Bessel. Esse nome não é importante. Pode ser esquecido sem problemas. O que não podemos
esquecer de colocá-lo na fórmula.
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Pois bem, ainda não acabou o estudo das fórmulas!
Se você reparar bem as equações que já dispomos, verá que em todas elas existe um
produto notável no numerador. Repararam? É o que está no parêntese! Esse produto notável
pode ser desenvolvido, de sorte que podemos realizar um desenvolvimento algébrico com essas
fórmulas básica, até chegarmos a novas fórmulas, que nada mais serão que as primeiras,
apresentadas de outro jeito.
Entendido? Obviamente que irei poupar a todos do tal desenvolvimento algébrico. (E nem
pense que na prova você teria tempo para fazê-lo!). O que nos interessa é o resultado. Qual é a
fórmula desenvolvida do Desvio Padrão para um rol? É a seguinte:

⎛1⎞⎡
Æ Fórmula Desenvolvida do S para Rol: S = ⎜ ⎟.⎢∑ Xi −
2
(∑ Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥

E aí? O que acharam? Ninguém se assuste, por favor! Tenho certeza que se você repetir
esta fórmula umas dez vezes, na décima vez já estará parecendo fácil.
Uma pergunta: vocês acham que se tomarmos os elementos de um mesmo conjunto, e
aplicarmos a eles as duas fórmulas do Desvio Padrão, a básica e a desenvolvida, chegaremos ao
mesmo resultado? O que você diz?
Claro que sim! Trata-se, na verdade, de uma mesma fórmula, apenas apresentada de
duas maneiras diferentes! O resultado será necessariamente o mesmo!
Então você dirá: se é assim, eu vou ficar apenas com a básica, que é menorzinha...” E eu
respondo: péssimo negócio! Haverá questões que serão imediatamente resolvidas na prova, se
você se lembrar da equação desenvolvida! Já veremos isso. Antes, porém, precisamos conhecer
também as fórmulas desenvolvidas do desvio padrão para Dados Tabulados, e para Distribuição
de Freqüências!
E como faremos isso? Aplicando a transição! Teremos:

⎛1⎞⎡
Æ Fórmula Desenvolvida do S para Rol: S = ⎜ ⎟.⎢∑ Xi −
2
(∑ Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥

1ª transição: colocando fi junto ao sinal de somatório:


Æ Fórmula Desenvolvida do S para Dados Tabulados:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi −
2
(∑ fi. Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

2ª transição: trocando Xi por PM:


Æ Fórmula Desenvolvida do S para Distribuição de Freqüências:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM −
2
(∑ fi.PM ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Quase lá! Só resta lembrar que, essas três fórmulas desenvolvidas do desvio padrão que
vimos acima servem apenas no caso de o conjunto trabalhado representar toda a população!
Mas se a questão disser que o conjunto é uma amostra, ou exigir o cálculo do desvio padrão

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amostral, então precisaremos modificar também as fórmulas desenvolvidas, acrescentando
aquele mesmo menos um no denominador.
Teremos:
Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Amostral de um Rol:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ Xi ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ Xi − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥

1ª transição: colocando fi junto ao sinal de somatório:

Æ Fórmula Desenvolvida do S Amostral para Dados Tabulados:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi. Xi ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

2ª transição: trocando Xi por PM:

Æ Fórmula Desenvolvida do S Amostral para Dist. de Freqüências:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

E com isso, concluímos a primeira etapa do estudo do Desvio Padrão: a memorização das
fórmulas.
A rigor, se você prestar bem atenção, são doze fórmulas. Mas você pagou apenas
duas, e levou todas as outras para casa! Como foi isso? Bastou você memorizar a fórmula
básica para o rol, e a fórmula desenvolvida para o rol. Daí, aplicava-se a transição, e pronto! E
mais: se a questão disser que o conjunto é amostra, você vai e põe um menos 1 no
denominador!
Só isso!
Para estas fórmulas ficarem bem memorizadas, vou repeti-las todas na seqüência.
Teremos:

# Fórmulas do Desvio Padrão: S

Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Populacional para Rol:

∑ (Xi − X )
2

S=
n
Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Populacional para Dados Tabulados:

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∑ fi.(Xi − X )
2

S=
n
Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Populacional para Distribuição de Freqüências:

∑ fi.(PM − X )
2

S=
n
Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Amostral para Rol:

∑ (Xi − X )
2

S=
n −1

Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Amostral para Dados Tabulados:

∑ fi.(Xi − X )
2

S=
n −1
Æ Fórmula Básica do Desvio Padrão Amostral para Distribuição de Freqüências:

∑ fi.(PM − X )
2

S=
n −1
Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Populacional para Rol:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi −
2
(∑ fi. Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Populacional para Dados Tabulados:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi −
2
(∑ fi. Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Populacional para Distribuição de


Freqüências:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM −
2
(∑ fi.PM ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Amostral para Rol:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi. Xi ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Amostral para Dados Tabulados:

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⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi. Xi ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Amostral para Distribuição de Freqüências:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Reparem nestas últimas três fórmulas, que o fator de correção (o menos 1) só entra no
denominador que fica dentro do parêntese! Ok?
Temos doze fórmulas no papel. E você só precisou memorizar duas delas! As demais
saíram por transição!
Neste momento, vou aproveitar a ótima oportunidade, e dizer a todos que a próxima
medida de dispersão que iremos estudar será a chamada Variância.
Precisamos saber, precisamente agora, que a Variância é, conceitualmente, o quadrado
do Desvio Padrão!
Ou seja: Variância = (Desvio Padrão)2
Ou seja de novo: Variância = S2
Ora, sabendo disso, e sabendo também que todas as fórmulas do desvio padrão têm raiz
quadrada, se as elevarmos ao quadrado, o que ocorrerá com todas elas? Perderão o sinal da
raiz. Só isso!
Em suma: se eu conheço as fórmulas do Desvio Padrão, então também conheço as
fórmulas da Variância: basta tirar o sinal da raiz! Assim, teremos:

# Fórmulas da Variância:

Æ Fórmula Básica da Variância Populacional para Rol:

S 2
=∑
(Xi − X )2

n
Æ Fórmula Básica da Variância Populacional para Dados Tabulados:

∑ fi.(Xi − X )
2

S 2
=
n
Æ Fórmula Básica da Variância Populacional para Distribuição de Freqüências:

∑ fi.(PM − X )
2

S 2
=
n
Æ Fórmula Básica da Variância Amostral para Rol:

∑ (Xi − X )
2

S 2
=
n −1
Æ Fórmula Básica da Variância Amostral para Dados Tabulados:

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∑ fi.(Xi − X )
2

S 2
=
n −1
Æ Fórmula Básica da Variância Amostral para Distribuição de Freqüências:

∑ fi.(PM − X )
2

S 2
=
n −1
Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Populacional para Rol:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi −
2 2
(∑ fi. Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦
Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Populacional para Dados Tabulados:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi −
2 2
(∑ fi. Xi ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Populacional para Distribuição de Freqüências:

⎛1⎞⎡
S = ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM −
2 2
(∑ fi.PM ) ⎤
2


⎝ n ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦
Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Amostral para Rol:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi. Xi ) ⎤
2

S =⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi − ⎥
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦
Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Amostral para Dados Tabulados:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi. Xi ) ⎤
2

S =⎜ ⎟.⎢∑ fi. Xi − ⎥
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦
Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Amostral para Distribuição de Freqüências:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

S =⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Vejam que negócio da China nós fizemos: memorizamos duas fórmulas (as duas do rol),
e levamos vinte e quatro para casa! Pague duas, e leve vinte e quatro! Excelente, não acham?
Basta você lembrar de fazer a transição, e lembrar de pôr o menos 1 no denominador, se
o conjunto for uma amostra!
Pois bem! Ainda não acabamos o estudo do Desvio Padrão. Eu apenas abri um parêntese,
para aproveitar as suas fórmulas que estavam no papel, para mostrar que bastava tirar o sinal
da raiz, e já estaremos com as fórmulas da Variância.
Passemos agora ao estudo das Propriedades do Desvio Padrão.

# Propriedades do Desvio Padrão:

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Æ O desvio padrão não é influenciado por operações de soma ou subtração.
Assim, se uma questão de prova nos der o seguinte rol: (101, 102, 103, 104, 105), e
pedir que calculemos o seu desvio padrão, o que podemos fazer?
Ora, as contas seriam muito grandes para chegarmos à resposta! Mas você pode pensar
assim: já que soma e subtração não alteram o desvio padrão, eu posso pegar todos os
elementos desse conjunto original, e subtrair cada um deles de uma mesma constante. Cem,
por exemplo. E chegaremos a um novo conjunto, que é o seguinte: (1, 2, 3, 4, 5).
São valores mais baixos? Sim, consideravelmente! E se encontrarmos para este novo
conjunto o valor do Desvio Padrão, esse resultado encontrado será exatamente o mesmo Desvio
Padrão daquele outro conjunto original! O mesmo!
Æ O desvio padrão somente é influenciado por operações de produto ou divisão:
multiplicaremos ou dividiremos pela própria constante.
Significa o quê? Significa que se conhecermos o desvio padrão de um conjunto original
(por exemplo, S=2), e se todos os elementos desse conjunto original forem multiplicados por
uma constante (por exemplo, multiplicados por 5), então chegaremos a um novo conjunto, cujo
novo desvio padrão será o S do conjunto original também multiplicado por 5.
Entendido isso?

Muitas questões de provas recentes elaboradas pela Esaf têm explorado esse
conhecimento. São questões que nos falam em variável transformada! Passemos a um exemplo.

Exemplo: Considere a seguinte transformação: (X-2)/3. Se o desvio padrão da variável


transformada é igual a 4, qual será o desvio padrão da variável original X?
Sol.: Sempre que o enunciado nos fornecer uma transformação da variável, já podemos, de
imediato, fazer o desenho de transformação. Esse desenho é simples, é rápido de ser feito, e
não deixará você errar a questão de jeito nenhum!
Podemos chamar a variável transformada de Y, por exemplo. Assim, nossa transformação
é a seguinte: Y=(X-2)/3. Fazendo a parte de cima do desenho, teremos:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi

Todos entenderam como se fez esse caminho de ida do desenho acima? Tomamos a
variável original X e, com ela, realizamos duas operações (aquelas da transformação!):
subtraímos todo mundo por 2, e depois dividimos todo mundo por 3.
E se agora resolvermos desenhar o caminho de volta, ou seja, as operações que nos
farão voltar à variável original. O que faremos? Fácil: inverteremos as operações do caminho de
ida. Só isso! Nada mais fácil. Teremos:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi

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2º)+2 1º)x3

Observem todos que inverteu-se também a seqüências das operações: onde terminou lá
em cima, começou aqui embaixo; e onde começou lá em cima, acabou cá em baixo. Ok? Pronto!
Não dá mais para errar essa questão!
O dado fornecido pelo enunciado foi que o Desvio Padrão da variável transformada é igual
a 4. Quem é a variável transformada? É o Y. Assim, do lado do Y, teremos que:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi Sy=4,0

2º)+2 1º)x3

Mas o Sy não me interessa! Interessa-me o Sx. Assim, partindo do Desvio Padrão de um


lado, chegarei ao Desvio Padrão do outro! Para tanto, precisarei percorrer as operações do
caminho adequado (de cima ou de baixo), lembrando-me das propriedades do Desvio Padrão!
Façamos isso: estamos partindo com Sy=4. A primeira operação que surge no caminho
de volta (de baixo) é um produto! Você vai fazer esse produto? Claro que sim! (Desvio padrão
só não é alterado por soma e subtração!). Teremos:
Æ 4 x 3 = 12
Por enquanto, temos S=12. Na seqüência, surge uma soma (+2). Faremos essa soma? O
que vocês me dizem? Não! E por que não faremos? Porque operações de soma (ou subtração)
não alteram o desvio padrão. Passaremos direto pela soma, e teremos, enfim, que:
Æ Sx=12,00
Entendido?
Alguém se lembra de como são as propriedades da Média Aritmética? Não? Elas cabem
todas numa única frase. Ninguém lembra? A Média é influenciada pelas quatro operações!
Assim, se a questão nos falasse sobre aquela mesma transformação da variável que
vimos acima, e dissesse ainda que a média da variável transformada é igual a Y =8,0, e pedir
que calculemos a média da variável original ( X )? Vejamos:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi Y =8,0

2º)+2 1º)x3

Ora, simplesmente percorreremos as operações do caminho de volta (caminho de baixo),


lembrando-nos das propriedades da Média, já que é com ela que estamos trabalhando.

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Se a Média é influenciada pelas quatro operações, então qualquer conta que aparecer
neste caminho de volta nós teremos que realizar. Assim, teremos que:
Æ 8 x 3 = 24 e 24 +2 =26

Ou seja: X =26,0

Pois bem! Só falta misturar tudo agora com as propriedades da Variância. Vejamos quais
são elas:

# Propriedades da Variância:

Æ A Variância não é influenciada por operações de soma ou subtração.


Mesmo entendimento que tivemos para o desvio padrão!

Æ A Variância somente é influenciada por operações de produto ou divisão:


multiplicaremos ou dividiremos pelo quadrado da constante.

Ou seja, se a variância de um conjunto original é 2, e nós multiplicarmos todos os seus


elementos por uma constante (3, por exemplo), qual será a nova variância? A nova variância
será igual à anterior, agora multiplicada pelo quadrado da constante, ou seja, multiplicada pelo
quadrado de 3, ou seja, multiplicada por 9.
Vejamos o exemplo abaixo:
Exemplo: Considere a seguinte transformação: (X-2)/3. Se a variância da variável
transformada é igual a 5, qual será o desvio padrão da variável original X?
Sol.: Também em questões de variância poderemos trabalhar com a tal da variável
transformada. Todos viram que há uma transformação bem aí, no enunciado? Ótimo! Podemos
fazer, de pronto, o desenho de transformação. Teremos:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi

2º)+2 1º)x3

Mas o que nos disse o enunciado? Que a variância do lado do Y é igual a 5. Assim,
teremos:
1º)-2 2º)÷3

Xi Yi S2y=5,0

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2º)+2 1º)x3

E o que faremos agora? Percorreremos as operações do caminho de volta (em vermelho),


lembrando-nos das propriedades da variância, já que agora é com ela que estamos trabalhando!
Teremos:

Logo de cara surgiu um produto! Você multiplica? Sim. Mas multiplica por 3 ou pelo
quadrado de 3? Pelo quadrado! Pois é exatamente o que reza a propriedade do produto (ou
divisão)!
Assim, teremos:
Æ 5 x (3)2 = 5 x 9 = 45
Na seqüência surge uma soma (+2). Você vai somar? Claro que não, uma vez que soma
não altera a variância! OK?
Para matarmos várias questões de provas recentes, resta-nos ainda conhecer a próxima
medida de dispersão: o coeficiente de variação. Vamos lá!

# Coeficiente de Variação: CV
O CV é também conhecido por dispersão relativa!
Conceitualmente, teremos que:
S
Æ CV =
X
Estão lembrados que o desvio padrão também se chama dispersão absoluta?
Pois bem! O CV é dito dispersão relativa, exatamente porque ele é igual à dispersão
absoluta (o desvio padrão) em relação a alguém. E esse alguém é a Média Aritmética! Ok?
Precisamos saber ainda que o CV é uma medida adimensional, ou seja, não depende da
unidade da variável trabalhada!
Essa informação já caiu muitas vezes, em questões teóricas de provas mais antigas!
(Bons tempos aqueles!).
Mas o que significa isso? Ora, considere que estamos com um conjunto que representa os
pesos de um grupo de crianças. Ok? Assim, nossa variável é peso, e é medida na unidade
quilos. Assim, se calcularmos a Média, será um valor em kg. Se calcularmos o desvio padrão,
será um valor em Kg. Finalmente, colocando Desvio Padrão e Média na fórmula do CV, teremos
que Kg corta com Kg.
Conclusão: o CV é adimensional. (Isso não cai mais em prova há um bom tempo...)
Finalmente, vejamos o seguinte exemplo:
Exemplo: Considere a seguinte transformação: (X-2)/3. Sabendo que, para a variável
transformada, a média é igual a 8,0 e o desvio padrão é igual a 4,0, calcule o coeficiente de
variação da variável original X.
Sol.: Esta é, talvez, a mais típica das questões de uma prova de estatística básica! Cai o tempo
todo em prova! Ora, o enunciado apresentou uma transformação da variável? O que você diz?
Sim! Daí, nosso primeiro passo será desenhar essa transformação. Teremos:
1º)-2 2º)÷3

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Xi Yi S2y=5,0

2º)+2 1º)x3

O que foi mais que a questão nos disse? Disse-nos que a variável transformada Y possui
dois valores já conhecidos: a média (igual a 8) e o desvio padrão (igual a 4). Teremos:

1º)-2 2º)÷3

Xi Yi Y =8,0 e Sy=4,0

2º)+2 1º)x3

E a questão pede o cálculo do CV do lado da variável X.


Ora, sabemos que CV=desvio padrão/média.
Mas não conhecemos nem o desvio padrão e nem a média, do lado do X. Mas os
conhecemos a ambos do lado do Y. Assim, tomaremos as duas medidas, uma por vez, e as
transportaremos para o lado do X.
Como faremos isso? Percorrendo as operações do caminho de volta, e recordando as
propriedades da média e do desvio padrão. Já fizemos isso agora há pouco. Teremos:
Æ Média: 8x3=24 e 24+2=26
Æ Desvio Padrão: 4x3=12 e só!
Assim, teremos que:
1º)-2 2º)÷3

CVx=12/26=0,461 Xi Yi Y =8,0 e Sy=4,0

2º)+2 1º)x3

Entendido?
Ótimo! Acho que por hoje já há o bastante!
Seguem as questões do Dever de Casa de hoje, e na próxima aula encerraremos o
estudo das medidas de dispersão! Ok?
Forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

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Dever de Casa:

54. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) No conjunto de dados A={3, 5, 7, 9, 11}, o


valor do desvio médio é:
a) 2,1 d) 2,8
b) 2,4 e) 3,1
c) 2,6

55. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) O desvio padrão do conjunto de dados A={2,


4, 6, 8, 10} é, aproximadamente:
a) 2,1 b) 2,4 c) 2,8 d) 3,2 e) 3,6

56. (AFC-94) Entre os funcionários de um órgão do governo, foi retirada uma


amostra de dez indivíduos. Os números que representam as ausências ao trabalho
registradas para cada um deles, no último ano, são: 0, 0, 0, 2, 2, 2, 4, 4, 6
e 10. Sendo assim, o valor do desvio padrão desta amostra é:
a) 3 c) 10
b) 9 d) 30

57. (Fiscal de Rendas RJ 2003 FJG) O desvio-padrão populacional dos valores 30,
40 e 50 é igual, aproximadamente, a:
A) 8 B) 8,16 C) 10 D) 10,16

58. (AFC-94) Uma empresa que possui 5 máquinas copiadoras registrou em cada
uma delas no último mês (em 1000 unidades): 20, 23, 25, 27 e 30 cópias,
respectivamente. O valor da variância desta população é:
a) 5 b) 11,6 c) 14,5 d) 25

59. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Os valores de uma amostra de


cinco elementos são: 4, 3, 3, 5 e 5. A variância dessa amostra é de:
A) 4,00 b) 3,00 c) 2,33 d) 1,00

60. (AFPS-2002/ESAF) Dada a seqüência de valores 4, 4, 2, 7 e 3 assinale a


opção que dá o valor da variância. Use o denominador 4 em seus cálculos.
a) 5,5 b) 4,5 c) 3,5 d) 6,0 e) 16,0

61. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa bolsa
de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 9,
9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15, 15,
16, 16, 18, 23
Os valores seguintes foram calculados para a amostra:

Σi Xi = 490 e Σi Xi2 – (Σi Xi )2/ 50 = 668

Assinale a opção que corresponde à mediana e à variância amostral,


respectivamente (com aproximação de uma casa decimal)
a) (9,0 13,6) d) (8,0 13,6)
b) (9,5 14,0) e) (9,0 14,0)
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c) (8,0 15,0)

62. (AFC-94) A média e a variância do conjunto dos salários pagos por uma
empresa eram de $285.000 e 1,1627x1010, respectivamente. O valor da variância
do conjunto dos salários após o corte de três zeros na moeda é:
a) 1,1627x107 c) 1,1627x105
6
b) 1,1627x10 d) 1,1627x104

63. (BACEN-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o desvio


padrão dos salários era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento
de 10%. O desvio padrão dos salários passou a ser de:
a) $ 10.000,00 d) $ 10.900,00
b) $ 10.100,00 e) $ 11.000,00
c) $ 10.500,00

64. (FISCAL DO TRABALHO-94) Do estudo do tempo de permanência no mesmo emprego


de dois grupos de trabalhadores (A e B), obtiveram-se os seguintes resultados
para as médias X a e X b e desvios-padrão Sa e Sb.
Grupo A: X a = 120 meses e Sa=24 meses
Grupo B: X b = 60 meses e Sb=15 meses
É correto afirmar que:
a) a dispersão relativa no grupo A é maior que no grupo B
b) a média do grupo B é 5/8 da média do grupo A
c) a dispersão absoluta do grupo A é o dobro da dispersão absoluta do grupo B
d) a dispersão relativa do grupo A é 4/5 da dispersão relativa do grupo B
e) a média entre os dois grupos é de 180 meses

65. (TCU-93) O quadro abaixo apresenta a renda mensal per capita das
localidades A e B:
Localidade Média Desvio Padrão
A 50 10
B 75 15

Assinale a opção correta:


a) O intervalo semi-interquartílico é dado por [10, 15]
b) A renda da localidade A é mais homogênea que a renda na localidade B
c) O coeficiente de variação é 50/75
d) A renda da localidade B é mais homogênea que a da localidade A
e) Os coeficientes de variação de renda nas localidades A e B são iguais

66. (TCDF-1995) Uma pesquisa de preços de determinado produto, realizada em


dois mercados, produziu os resultados mostrados na tabela abaixo:

Mercado Preço Médio (R$/kg) Desvio Padrão (R$/kg)


I 5,00 2,50
II 4,00 2,00
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Com base nesses resultados, é correto afirmar que
a) no mercado I, a dispersão absoluta dos preços é menor que no mercado II.
b) o mercado I apresenta uma dispersão relativa (de preços) maior que a do
mercado II.
c) no mercado I, a dispersão relativa é igual à dispersão absoluta.
d) no mercado I, a dispersão relativa dos preços é igual a do mercado II.
e) considerando os mercados I e II como se fossem um único mercado, a dispersão
absoluta da distribuição resultante é igual a 4,5.

67. (AFRF-2002.2) Uma variável contábil Y, medida em milhares de reais, foi


observada em dois grupos de empresas apresentando os resultados seguintes:
Grupo Média Desvio padrão
A 20 4
B 10 3
Assinale a opção correta.
a) No Grupo B, Y tem maior dispersão absoluta.
b) A dispersão absoluta de cada grupo é igual à dispersão relativa.
c) A dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo
A.
d) A dispersão relativa de Y entre os Grupos A e B é medida pelo quociente da
diferença de desvios padrão pela diferença de médias.
e) Sem o conhecimento dos quartis não é possível calcular a dispersão relativa
nos grupos.

68. (AFC-94) Seja X uma variável aleatória com média aritmética x = 10 e


desvio-padrão S = 3. Considere as variáveis: y = 2x +1 e z = 2x. A
única afirmação errada é:
a) as variáveis y e z tem a mesma média aritmética.
b) o desvio padrão de y é 6.
c) as variáveis y e z têm o mesmo desvio padrão.
d) a média de y é 21.
e) as variáveis x e z têm o mesmo coeficiente de variação.

69. (FTE-PA-2002/ESAF) Um certo atributo W, medido em unidades apropriadas,


tem média amostral 5 e desvio-padrão unitário. Assinale a opção que
corresponde ao coeficiente de variação, para a mesma amostra, do atributo
Y = 5 + 5W.
a) 16,7% b) 20,0% c) 55,0% d) 50,8% e) 70,2%

70. (Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Aplicando a transformação


z = (x - 14)/4 aos pontos médios das classes (x) obteve-se o desvio padrão de
1,10 salários mínimos. Assinale a opção que corresponde ao desvio padrão dos
salários não transformados.
a) 6,20 b) 4,40 c) 5,00 d) 7,20 e) 3,90

71. (AFRF-2003/ESAF) O atributo Z= (X-2)/3 tem média amostral 20 e variância


amostral 2,56. Assinale a opção que corresponde ao coeficiente de variação
amostral de X.
a) 12,9% d) 31,2%
b) 50,1% e) 10,0%
c) 7,7%

72. (AFRF-2000) Numa amostra de tamanho 20 de uma população de contas a


receber, representadas genericamente por X, foram determinadas a média
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amostral M = 100 e o desvio-padrão S =13 da variável transformada (X-200)/5.
Assinale a opção que dá o coeficiente de variação amostral de X.
a) 3,0% b) 9,3% c) 17,0% d) 17,3% e) 10,0%

73. (AFRF-2002) Um atributo W tem média amostral a≠ 0 e desvio padrão positivo


b≠1. Considere a transformação Z=(W-a)/b. Assinale a opção correta.
a) A média amostral de Z coincide com a de W.
b) O coeficiente de variação amostral de Z é unitário.
c) O coeficiente de variação amostral de Z não está definido.
d) A média de Z é a/b.
e) O coeficiente de variação amostral de W e o de Z coincidem.

74. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:
Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1

As quantidades mi e fi representam o ponto médio e a freqüência da classe de


preços i. Sabendo-se que: Σi(fi mi2) – (Σi fi mi)2 / 25 ≈ 694
assinale a opção que melhor aproxima o desvio padrão amostral.

a) 0,5 (347/3)0.5
b) 6
c) 0,9 (345/3)0.5
d) 28,91
e) 8

75. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa
a freqüência relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

Considere a transformação Z=(X-140)/10. Para o atributo Z encontrou-se


7
f Z2
i =1 i i
= 1680 , onde fi é a freqüência simples da classe i e Zi o ponto médio de
classe transformado. Assinale a opção que dá a variância amostral do atributo X.

a) 720,00 b) 840,20 c) 900,10 d) 1200,15 e) 560,30

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76. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo X.


a) 16,0 d) 18,1
b) 17,0 e) 13,0
c) 16,6

Bons estudos a todos! Forte abraço!

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AULA 08 – MEDIDAS DE DISPERSÃO – PARTE 2

Olá, amigos!
Espero que estejam todos bem!
Hoje daremos seqüência ao estudo das Medidas de Dispersão.
Em vez de começar resolvendo as questões pendentes, veremos logo alguns tópicos
importantes, e que ainda não foram comentados na aula passada. Ok?
Começando por uma propriedade do Desvio Padrão. Vamos lá!

# Propriedade Visual do Desvio Padrão:


Chama-se propriedade visual porque basta memorizar o desenho abaixo, e já estaremos
conhecendo esta teoria. Vejamos:

-3S -2S -S X +S +2S +3S

≅68%
≅95%
≅99%

Agora vamos tentar entender o desenho acima:


Æ Aproximadamente 68% dos elementos de um conjunto encontram-se dentro
do intervalo que vai de média menos um desvio padrão até média mais um desvio
padrão;
Æ Aproximadamente 95% dos elementos de um conjunto encontram-se dentro
do intervalo que vai de média menos dois desvios padrões até média mais dois desvios
padrões;
Æ Aproximadamente 99% dos elementos de um conjunto encontram-se dentro
do intervalo que vai de média menos três desvios padrões até média mais três desvios
padrões.
É só isso!
O que você não pode esquecer a respeito desta propriedade, é o seguinte:
1º) Esta propriedade não é válida para todo e qualquer conjunto! Mas,
apenas para distribuições simétricas, ou quase simétricas.

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2º) Não se trata de uma propriedade de exatidão, e sim de aproximação.
No mais, esta propriedade só vai ser usada por nós, eventualmente, para acertar
uma questão teórica! Somente! Não tem aplicação prática para questões de cálculo.
Ok?
Vamos falar agora sobre um Teorema de nome complicado, mas de muito fácil
entendimento: o Teorema de Tchebychev. Adiante.

# Teorema de Tchebychev:
Quanto ao nome desse sujeito, eu não dou garantia absoluta de estar certa a
escrita, mesmo porque já o vi escrito de três formas diferentes em livros por aí...! Mas,
tudo bem! O importante é conhecer o Teorema e como ele funciona.
O Teorema de Tcheb (vamos chamá-lo assim, já que vamos ter mesmo que ficar
íntimos dessa teoria...) trata acerca de uma relação entre a Média ( X ) e o Desvio-
Padrão (S) de um conjunto.
Aprende-se esse Teorema de uma forma quase que meramente visual. Vejamos
o desenho abaixo:

Esta curva é representativa de uma distribuição qualquer. Certo? Daí,


suponhamos que a Média esteja aí mais ou menos pelo meio da curva. Teremos:

O que a questão vai fazer? Vai fornecer o valor desta Média, e vai fornecer o
valor do Desvio-Padrão (S).
E vai também fornecer dois limites, os quais definirão um intervalo qualquer.

Depois disso, a questão vai poder fazer uma destas duas perguntas:

1ª) Qual a proporção máxima de elementos fora destes limites?


ou

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2ª) Qual a proporção mínima de elementos dentro destes limites?

Vou criar um exemplo, para entendermos melhor.


Suponhamos que eu diga que para um conjunto qualquer, o valor da média é
igual a 100 (cem) e o desvio-padrão é igual a 10 (dez). Ok?
Daí, eu estabeleço um intervalo, que vai de 70 a 130.
E pergunto: qual a proporção máxima de elementos do conjunto que está fora
desse intervalo?
Desenhando a questão, teremos:

70 100 130

Quem for bom observador já percebeu que a distância entre a média e o limite
superior desse intervalo será a mesma entre a média e o limite inferior. Ou seja, os
limites são eqüidistantes da Média. Chamando essa distância de D, teremos:

70 100 130

D D

Até aqui, tudo bem? Pois agora vem a pergunta. E pode ser qualquer uma entre
as seguintes:
1ª) Qual a proporção máxima dos elementos do conjunto fora do intervalo
70 a 130? Essa pergunta seria representada ilustrativamente assim:

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70 100 130
Repetindo: qual a proporção máxima dos elementos que estão fora dos limites do
intervalo, ou seja, nestas duas áreas destacadas (à esquerda do 70 e à direita do 130)?

2ª) Qual a proporção mínima dos elementos do conjunto dentro do intervalo


70 a 130? Essa pergunta seria representada ilustrativamente assim:

70 100 130

Entendido?
As perguntas serão sempre assim: proporção máxima fora do intervalo ou
proporção mínima dentro do intervalo.
Sabendo disso, vamos aprender agora como responder a estas duas possíveis
perguntas.
Para responder à primeira pergunta, relativa à proporção máxima fora do
intervalo, realizaremos os seguintes passos:

1º Passo) Calculamos o valor D que é a diferença entre qualquer dos limites do


intervalo e a média do conjunto.

Repetindo um desenho já feito, esse valor D será o seguinte:

70 100 130

D D

No caso desse exemplo, teríamos D=30.

2º Passo) Calcularemos o valor da fração (D/Desvio-Padrão), a qual chamaremos de K.


Ou seja:
D
K=
S

Com os dados do nosso exemplo, encontraremos que: K=(30/10)=3,0


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3º Passo) Aplicação direta da fórmula de Tcheb.

1
PMÁXIMA=
K2

Teremos, pois, que:

1 1
Æ PMÁXIMA= = = 0,1111 =11,11%
32 9

Ou seja: 11,11% é a proporção máxima dos elementos do conjunto que estão


fora daquele intervalo (70 a 130).

Uma vez conhecedores da PMÁXIMA fora do intervalo estabelecido, sem


maiores problemas chegaremos à pmínima dos elementos dentro do mesmo intervalo.
Basta fazer o seguinte:

Æ pmínima = 1 – PMÁXIMA

Para o mesmo exemplo, teríamos que:

Æ pmínima = 1 – PMÁXIMA Æ pmínima=1-0,1111=0,8889=88,89%

Entendido? É só isso e mais nada!

Uma rápida observação: se o enunciado pedir que você descubra qual a


proporção fora dos limites de um intervalo qualquer, já será sua obrigação saber que se
trata de uma proporção máxima!
Igualmente, se pedir que você descubra a proporção dentro dos limites daquele
intervalo, será sua obrigação saber, de antemão, que se trata de uma proporção
mínima!
Ok? Não precisa a questão dizer mais nada!

Passemos à resolução da questão 36, que caiu na prova do AFRF/2003. Veremos


que agora seremos capazes de resolvê-la sem nenhuma dificuldade. Vamos a ela:

AFRF/2003) As realizações anuais Xi dos salários anuais de uma firma com N


empregados produziram as estatísticas:

N
1
X=
N
∑X
i =1
i = R$14.300,00
0,5
⎡1
(X i − X ) ⎤⎥
N


2
S=⎢ = R$1.200,00
⎣N i =1 ⎦
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Seja P a proporção de empregados com salários fora do intervalo [R$ 12.500,00; R$


16.100,00]. Assinale a opção correta.

a) P é no máximo 1/2
b) P é no máximo 1/1,5
c) P é no mínimo 1/2
d) P é no máximo 1/2,25
e) P é no máximo 1/20

Sol.: Observemos que o enunciado pergunta por uma proporção que estará fora de um
determinado intervalo. Daí, sabemos imediatamente que se tratará de uma proporção
máxima.
Aqui não tem segredo: basta aplicar os passos aprendidos acima. Teremos:

1º Passo) Calculamos o valor D que é a diferença entre qualquer dos limites do


intervalo e a média do conjunto.

O desenho de nossa questão é o seguinte:

12500 14300 16100

D D

Daí, teremos que: D=1.800

2º Passo) Calcularemos o valor da fração K. Teremos:

D
Æ K= Æ K=(1800/1200)=1,5
S

3º Passo) Aplicação direta da fórmula de Tcheb.

1
PMÁXIMA=
K2

Teremos, pois, que:

1 1
Æ PMÁXIMA= 2
= Æ Resposta!
1,5 2,25

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E é só isso! Não precisava nem fazer a última conta, pois a resposta já foi dada
em termos fracionários!

Há uma última medida de dispersão, que nunca foi objeto de prova, até agora,
mas que passou a contar de alguns dos últimos programas de Estatística Básica. Refiro-
me à Variância Relativa. Vejamos do que se trata.

# Variância Relativa: Vr

Conceitualmente, a Variância Relativa – Vr – nada mais é que o quadrado do


Coeficiente de Variação. Ou seja:

Æ Vr = (CV)2

Ora, sabemos que o CV=S/ X .

Logo: Æ Vr=(CV)2 = S2/ X 2

Assim, vamos aprender o seguinte: poderemos chamar a Variância (comum) de


Variância Absoluta. Fazendo isso, poderemos dizer que a variância relativa é igual à
variância absoluta em relação a alguém. E esse alguém é o quadrado da média!
Ok?
Nunca houve questão de prova com este conceito. Mas eu penso que se surgir,
deverá ser um enunciado que explore o conceito de variável transformada!

A aula de hoje irá apenas até aqui, com a explanação destes três conceitos, que
nos fazem concluir o estudo teórico das medidas de dispersão.
Na próxima aula, exploraremos a prática, ou seja, a resolução de todas as
questões deste assunto! Creio que será uma aula também muito proveitosa! Ok?
Seguem mais algumas questões do nosso...

... Dever de Casa

77. (AFRF-2000) Tem-se um conjunto de n mensurações X1, ... , Xn com média


aritmética M e variância S , onde M = (X1 + ... + Xn )/ n e S2 = (1/ n) Σi
2

( Xi – M )2 . Seja θ a proporção dessas mensurações que diferem de M, em


valor absoluto, por pelo menos 2S. Assinale a opção correta.

a) Apenas com o conhecimento de M e S não podemos determinar θ exatamente,


mas sabe-se que 0,25 ≥ θ.
b) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 5% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.

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c) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 95% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
d) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 30% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
e) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 15% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.

78. (AFRF-2003) As realizações anuais Xi dos salários anuais de uma firma com
N empregados produziram as estatísticas
N
1
X=
N
∑X
i =1
i = R$14.300,00
0,5
⎡1
(X i − X ) ⎤⎥
N


2
S=⎢ = R$1.200,00
⎣N i =1 ⎦
Seja P a proporção de empregados com salários fora do intervalo [R$ 12.500,00; R$
16.100,00]. Assinale a opção correta.
a) P é no máximo 1/2 d) P é no máximo 1/2,25
b) P é no máximo 1/1,5 e) P é no máximo 1/20
c) P é no mínimo 1/2

79. (AFPS 2002/ESAF) Sejam X1, X2, X3, ... , Xn observações de um atributo X.
Sejam
1 n
x= ∑ xi
n i =1
1 n
s2 = ∑ (xi − x )2
n i =1
Assinale a opção correta.
a) Pelo menos 95% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
b) Pelo menos 99% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
c) Pelo menos 75% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
d) Pelo menos 80% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
e) Pelo menos 90% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.

80. (Analista CVM - 2000/ ESAF) Uma firma distribuidora de eletrodomésticos


está interessada em estudar o comportamento de suas contas a receber em dois
meses consecutivos. Com este objetivo seleciona, para cada mês, uma amostra de
50 contas. As observações amostrais constam da tabela seguinte:

Valor (R$) Freqüência de Março Freqüência de Abril


1.000,00 6 10
3.000,00 13 14
5.000,00 12 10
7.000,00 15 13
9.000,00 4 -
11.000,00 - 3

Assinale a opção que corresponde a amplitude do intervalo interquartílico,


em reais, para o mês de março.

a) 3.250,00 d) 6.000,00
b) 5.000,00 e) 2.000,00
c) 4.000,00

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(AFC-94) Para a solução das três próximas questões considere os dados da tabela
abaixo, que representa a distribuição de freqüências das notas em uma prova de
estatística aplicada em três turmas de 100 alunos cada.

Classes Freqüências das Notas na Prova de Estatística


de Notas TURMA 01 TURMA 02 TURMA 03
0 |— 2 20 10 5
2 |— 4 40 15 10
4 |— 6 30 50 70
6 |— 8 6 15 10
8 |— 10 4 10 5
Total 100 100 100

81. (AFC-94) Assinale a afirmação correta:


a) Moda (turma 2) < Moda (turma 3) d) Mediana (turma 1) < Mediana (turma 2)
b) Média (turma 1) > Média (turma 2) e) Mediana (turma 2) > Mediana (turma 3)
c) Média (turma 2) < Média (turma 3)

82. (AFC-94) A única opção errada é:


a) 1º quartil (turma 1) > 1º quartil (turma 3)
b) desvio-padrão (turma 2) > desvio-padrão (turma 3)
c) média (turma 2) = média (turma 3)
d) coeficiente de variação (turma 2) > coeficiente de variação (turma 3)
e) na turma 3: média = mediana = moda

83. (AFC-94) A distribuição de notas é simétrica em relação à média aritmética:


a) Nas três turmas c) Nas turmas 1 e 3 e) Nas turmas 2 e 3
b) Nas turmas 1 e 2 d) Somente na turma 1

Bons estudos!

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AULA 09 – MEDIDAS DE DISPERSÃO – PARTE 3

Olá, amigos!
Hoje é o dia de resolvermos todas as questões pendentes de Medidas de Dispersão! Por
meio destas resoluções, veremos como o assunto costuma ser cobrado em prova! Ok? Espero
que todos já tenham ao menos tentado resolvê-las! Vamos lá!

Dever de Casa

01. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) No conjunto de dados A={3, 5, 7, 9, 11}, o


valor do desvio médio é:
a) 2,1 d) 2,8
b) 2,4 e) 3,1
c) 2,6

Sol.: Quando a questão fala em desvio médio, está, na verdade, falando em Desvio Médio
Absoluto, ou em Desvio Absoluto Médio. Vimos que estes nomes são todos sinônimos!
Começaremos por onde? Pela fórmula! É sempre assim: a fórmula é o ponto de partida
da resolução!
Uma vez que nosso conjunto é representado por um rol, teremos que:

Æ DAM para ROL: DAM =


∑ Xi − X
n
Assim, olhando para o numerador, vemos que a Média ( X ) ainda não é nossa conhecida!
Vamos, pois, calcular a Média. Teremos:

Æ X =
∑ Xi = (3 + 5 + 7 + 9 + 11) = 35 = 7
n 5 5
Agora, ainda de olho no numerador, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(3-7), (5-7), (7-7), (9-7), (11-7)} = {-4, -2, 0, 2, 4}

Ocorre que a fórmula não pede apenas (Xi- X ). Ela pede o módulo de (Xi- X ).
Assim, teremos:

(Xi- X ) ={4, 2, 0, 2, 4}
E a soma destes elementos será:

∑ Xi − X = (4 + 2 + 0 + 2 + 4) = 12
Com isso, chegamos ao numerador da fórmula do Desvio Absoluto Médio! E quanto ao
denominador? O que significa esse n? Ora, significa número de elementos do conjunto! E
quantos são? São 5. Assim, concluindo a resolução, diremos que:
Æ DAM=12/5 Æ DAM=2,4 Æ Resposta!

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02. (FISCAL DE TRIBUTOS DE MG-96) O desvio padrão do conjunto de dados A={2,


4, 6, 8, 10} é, aproximadamente:
a) 2,1 b) 2,4 c) 2,8 d) 3,2 e) 3,6

Sol.: Este enunciado fala agora em Desvio Padrão! Uma vez que nosso conjunto é um rol, e
que não foi dito em momento algum que se tratava de uma amostra, calcularemos o S da
seguinte forma:

∑ (Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão Populacional para Rol: S =


n
O primeiro passo será descobrir o valor da Média do conjunto. Teremos:

Æ X=
∑ Xi = (2 + 4 + 6 + 8 + 10) = 30 = 6
n 5 5
Agora, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(2-6), (4-6), (6-6), (8-6), (10-6)} = {-4, -2, 0, 2, 4}


O numerador da fórmula pede que nós encontremos agora o conjunto dos quadrados de
(Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-4)2, (-2)2, (0)2, (2)2, (4)2} = {16, 4, 0, 4, 16}


Continuando a análise do numerador, teremos agora que somar os elementos do
conjunto construído acima. Teremos:

∑ (Xi − X ) = (16 + 4 + 0 + 4 + 16) = 40


2
Æ

Este é o nosso numerador! E o denominador é n (número de elementos do conjunto).


Assim, teremos, finalmente, que:

∑ (Xi − X )
2
40
Æ S= Æ S= = 8 =2,8 Æ Resposta!
n 5

03. (AFC-94) Entre os funcionários de um órgão do governo, foi retirada uma


amostra de dez indivíduos. Os números que representam as ausências ao trabalho
registradas para cada um deles, no último ano, são: 0, 0, 0, 2, 2, 2, 4, 4, 6
e 10. Sendo assim, o valor do desvio padrão desta amostra é:
a) 3 c) 10
b) 9 d) 30

Sol.: Novamente aqui o enunciado quer saber o valor do desvio padrão do rol. Mas,
diferentemente do exemplo anterior, por duas vezes é dito que o conjunto representa uma
amostra. O que significa isso, em termos práticos? Significa que nossa fórmula terá que ser
corrigida, com um acréscimo de menos 1 no denominador. Lembrados? A equação será a
seguinte:

∑ (Xi − X )
2

Æ S=
n −1
O primeiro passo será o cálculo da Média. Teremos:
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Æ X =
(0 + 0 + 0 + 2 + 2 + 2 + 4 + 4 + 6 + 10) = 30 = 3,0
10 10

Na seqüência, construiremos o conjunto (Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )={(0-3), (0-3), (0-3), (2-3), (2-3), (2-3), (4-3), (4-3), (6-3), (10-3)}
Assim:

Æ (Xi- X )={(-3), (-3), (-3), (-1), (-1), (-1), (1), (1), (3), (7)}
Elevando todo mundo ao quadrado, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-3)2, (-3)2, (-3)2, (-1)2, (-1)2, (-1)2, (1)2, (1)2, (3)2, (7)2}
Daí:

Æ (Xi- X )2={9, 9, 9, 1, 1, 1, 1, 1, 9, 49}


O numerador da fórmula pede que somemos esses elementos. Faremos:

∑ (Xi − X )
2
Æ = (9+9+9+1+1+1+1+1+9+49)=90
O denominador, por sua vez, será (n-1), uma vez que estamos diante de uma amostra.
Assim, sendo que n=10, então (n-1)=9.
Aplicando a fórmula inteira, teremos:

∑ (Xi − X )
2
90
Æ S = ÆÆ S = = 10 Æ Resposta!
n −1 9

Repare apenas que se nos esquecêssemos de pôr o -1 no denominador (por conta da


amostra!), chegaríamos a uma outra opção de resposta, que não seria a correta!
Adiante!

04. (Fiscal de Rendas RJ 2003 FJG) O desvio-padrão populacional dos valores 30,
40 e 50 é igual, aproximadamente, a:
A) 8 B) 8,16 C) 10 D) 10,16

Sol.: Questão semelhante à segunda. O conjunto é uma população e está representado por um
rol. Comecemos pela fórmula. Teremos:

∑ (Xi − X )
2

Æ Desvio Padrão Populacional para Rol: S =


n
Descubramos logo o valor da Média do conjunto. Teremos:

Æ X =
∑ Xi = (30 + 40 + 50) = 120 = 40
n 3 3
Agora, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(30-40), (40-40), (50-40)} = {-10, 0, 10}

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O numerador da fórmula pede que nós encontremos agora o conjunto dos quadrados de
(Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-10)2, (0)2, (10)2} = {100, 0, 100}


Continuando a análise do numerador, teremos agora que somar os elementos do
conjunto construído acima. Teremos:

∑ (Xi − X ) = (100 + 0 + 100) = 200


2
Æ

Este é o nosso numerador! E o denominador é n (número de elementos do conjunto).


Assim, teremos, finalmente, que:

∑ (Xi − X )
2
200
Æ S= Æ S= = 66,67 =8,16 Æ Resposta!
n 3

05. (AFC-94) Uma empresa que possui 5 máquinas copiadoras registrou em cada
uma delas no último mês (em 1000 unidades): 20, 23, 25, 27 e 30 cópias,
respectivamente. O valor da variância desta população é:
a) 5 b) 11,6 c) 14,5 d) 25

Sol.: Esta questão pede o cálculo da Variância Populacional de um Rol. Começaremos, como
sempre, pondo a fórmula no papel. É a seguinte:

Æ Fórmula da Variância Populacional para Rol: S 2


=∑
(Xi − X )
2

Como primeiro passo, teremos que descobrir a Média do conjunto. Teremos:

Æ X =
∑ Xi = (20 + 23 + 25 + 27 + 30) = 125 = 25
n 5 5
Agora, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(20-25), (23-25), (25-25), (27-25), (30-25)} = {-5, -2, 0, 2, 5}


O numerador da fórmula pede que nós encontremos agora o conjunto dos quadrados de
(Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-5)2, (-2)2, (0)2, (2)2, (5)2} = {25, 4, 0, 4, 25}


Continuando a análise do numerador, teremos agora que somar os elementos do
conjunto construído acima. Teremos:

∑ (Xi − X )
2
Æ = 58

Este é o nosso numerador! E o denominador é n (número de elementos do conjunto).


Assim, teremos, finalmente, que:

∑ (Xi − X )
2
58
Æ S 2
= Æ S 2= =11,6 Æ Resposta!
n 5

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06. (Controlador de arrecadação RJ 2004 FJG ) Os valores de uma amostra de


cinco elementos são: 4, 3, 3, 5 e 5. A variância dessa amostra é de:
A) 4,00 b) 3,00 c) 2,33 d) 1,00

Sol.: A questão agora pede o cálculo da Variância Amostral. Ou seja, nosso conjunto agora
representa não mais a população, e sim apenas uma amostra! Isso influencia nossas contas,
como já sabemos! O denominador da fórmula terá que receber o menos 1. Assim:

Æ Fórmula da Variância Amostral para Rol: S 2


=∑
(Xi − X )2

n −1

Antes de mais nada, convém que coloquemos esses elementos em ordem crescente, para
que se configure realmente o rol. Teremos:
Æ (3, 3, 4, 5, 5)
Agora, sim! Na seqüência, descobriremos a Média do conjunto. Teremos:

Æ X=
∑ Xi = (3 + 3 + 4 + 5 + 5) = 20 = 4,0
n 5 5
Agora, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(3-4), (3-4), (4-4), (5-4), (5-4)} = {-1, -1, 0, 1, 1}


O numerador da fórmula pede que nós encontremos agora o conjunto dos quadrados de
(Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-1)2, (-1)2, (0)2, (1)2, (1)2} = {1, 1, 0, 1, 1}


Continuando a análise do numerador, teremos agora que somar os elementos do
conjunto construído acima. Teremos:

∑ (Xi − X )
2
Æ =4

Este é o nosso numerador! E o denominador é n (número de elementos do conjunto).


Assim, teremos, finalmente, que:

∑ (Xi − X )
2
4
Æ S 2
= Æ S 2= =1,0 Æ Resposta!
n −1 4

07. (AFPS-2002/ESAF) Dada a seqüência de valores 4, 4, 2, 7 e 3 assinale a


opção que dá o valor da variância. Use o denominador 4 em seus cálculos.
a) 5,5 b) 4,5 c) 3,5 d) 6,0 e) 16,0

Sol.: Novamente se pede o cálculo da Variância de um Rol. Embora não tenha sido usada a
palavra amostra de forma expressa, o enunciado indica que devemos calcular a Variância
Amostral, no instante em que determina que deveremos usar o denominador 4 nos nossos
cálculos. Ora, se o conjunto tem n=5 elementos, e usaremos 4 no denominador, é porque está
sendo feita a correção da fórmula para o caso da amostra!
Colocando a fórmula no papel, teremos:
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Æ Fórmula da Variância Amostral para Rol: S 2


=∑
(Xi − X )2

n −1

Antes de mais nada, convém que coloquemos esses elementos em ordem crescente, para
que se configure realmente o rol. Teremos:
Æ (2, 3, 4, 4, 7)
Agora, sim! Na seqüência, descobriremos a Média do conjunto. Teremos:

Æ X=
∑ Xi = (2 + 3 + 4 + 4 + 7 ) = 20 = 4,0
n 5 5
Agora, construiremos o conjunto (Xi- X ). Teremos:

Æ (Xi- X )={(2-4), (3-4), (4-4), (4-4), (7-4)} = {-2, -1, 0, 0, 3}


O numerador da fórmula pede que nós encontremos agora o conjunto dos quadrados de
(Xi- X ). Fazendo isso, teremos:

Æ (Xi- X )2={(-2)2, (-1)2, (0)2, (0)2, (3)2} = {4, 1, 0, 0, 9}


Continuando a análise do numerador, teremos agora que somar os elementos do
conjunto construído acima. Teremos:

∑ (Xi − X )
2
Æ = 14

Este é o nosso numerador! E o denominador é n (número de elementos do conjunto).


Assim, teremos, finalmente, que:

Æ S 2
=∑
(Xi − X ) 2

Æ S 2=
14
=3,5 Æ Resposta!
n −1 4

08. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa bolsa
de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 9,
9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15, 15,
16, 16, 18, 23
Os valores seguintes foram calculados para a amostra:

Σi Xi = 490 e Σi Xi2 – (Σi Xi )2/ 50 = 668

Assinale a opção que corresponde à mediana e à variância amostral,


respectivamente (com aproximação de uma casa decimal)
a) (9,0 13,6) d) (8,0 13,6)
b) (9,5 14,0) e) (9,0 14,0)
c) (8,0 15,0)

Sol.: Esta questão pede duas coisas: a Mediana e a Variância Amostral. O conjunto, como
vemos, está representado por um rol.
Comecemos pela Mediana. Ora, se o conjunto é um rol, então faz diferença se o n é o
número par ou ímpar! Neste caso, temos que n=50, logo, um número par.

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E se n é um número par, significa que haverá duas posições centrais no conjunto! Estas
serão determinadas assim:
Æ 1ª Posição central: (n/2) = 50/2 = 25ª posição!
Æ 2ª Posição central: a vizinha posterior = 26ª posição.

Pronto! De resto, basta descobrir agora quais são os elementos que ocupam,
respectivamente, estas duas posições; e depois fazer a média deles dois, ou seja, somá-los e
dividir por dois o resultado da soma.
Esta média nem será necessária, uma vez que as duas posições centrais são, ambas,
ocupadas por um mesmo elemento (9). Assim, chegamos à primeira resposta:
Æ Md=9,0.
E quanto à Variância Amostral? Ora, percebamos que o enunciado nos forneceu um dado
adicional. Foi dito que:
Æ Σi Xi2 – (Σi Xi )2/ 50 = 668
Será que esse dado vai servir de alguma coisa?

Para saber disso, precisamos colocar no papel as duas fórmulas: a básica e a


desenvolvida. Teremos:
Æ Fórmula Básica da Variância Amostral para Rol:

S 2
=∑
(Xi − X )2

n −1

Æ Fórmula Desenvolvida da Variância Amostral para Rol:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ Xi ) ⎤
2

S =⎜ ⎟.⎢∑ Xi − ⎥
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥

Ora, se bem observarmos, perceberemos que o dado adicional da questão aparece na


fórmula desenvolvida da variância! Sim! Todos enxergaram? Ele é o colchete da fórmula! Já todo
calculado para nós, de bandeja! Assim, ficou evidenciado que adotaremos a equação
desenvolvida para resolver essa questão, e com imenso benefício para nós!
Teremos:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ Xi ) ⎤
2
⎛ 1 ⎞
⎟.[668] =
668
Æ S =⎜ ⎟.⎢∑ Xi − ⎥ Æ S2 = ⎜ = 13,6 Æ Resposta!
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥ ⎝ 50 − 1 ⎠ 49

Essa questão foi da prova do Fiscal da Receita de 1998. Foi a minha primeira tentativa
(frustrada) de virar fiscal. Lembro como se fosse hoje, que eu olhava para esse dado adicional e
pensava comigo: tenho certeza que isso serve para alguma coisa... Infelizmente, à época, eu
não conhecia ainda a fórmula desenvolvida da variância. Uma pena!
Adiante!

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09. (AFC-94) A média e a variância do conjunto dos salários pagos por uma
empresa eram de $285.000 e 1,1627x1010, respectivamente. O valor da variância
do conjunto dos salários após o corte de três zeros na moeda é:
a) 1,1627x107 c) 1,1627x105
6
b) 1,1627x10 d) 1,1627x104

Sol.: Aqui vem uma questão fácil, mas interessante! Ela explora uma propriedade da variância:
a propriedade do produto e divisão!
Foi dito que haverá um corte de 3 zeros na moeda.
Assim, quem ganhava 1000, com esses três zeros a menos, passará a ganhar 1. Quem
ganhava 2000 vai ganhar 2; quem ganhava 3000 vai ganhar 3.
Concordam?
E qual é a operação matemática que faz com que 1000 vire 1, 2000 vire 2, e 3000 vire 3?
Dividir por 1000, claro! E 1000 é o mesmo que 103.
Tudo bem até aqui?
Assim, concluímos: todos os elementos do conjunto original (salários originais) foram
divididos por uma mesma constante (103).
O que diz a propriedade da Variância sobre isso? Diz que a nova variância, ou seja, a
variância do novo conjunto, será igual à variância do conjunto original dividida pelo quadrado da
constante!
Quem é o quadrado de 103? É 106.
Isso é uma propriedade da potenciação. Potência de potência! Repete a base e
multiplicam-se os expoentes. Lembrados? O que fizemos foi isso:
Æ (103)2 = 10(3x2) = 106
Melhorou?
Assim, a nova variância será dividida por 106. Teremos:

1,1627 x1010
Æ Nova Variância = = 1,1627x104 Æ Resposta!
106
Nesta última conta foi usada uma outra propriedade da potenciação: a divisão de
potencia de mesma base. O que se faz neste caso? Repete-se a base, e subtraem-se os
expoentes! A base é 10. Foi repetida. Os expoentes eram 10 e 6. Foram subtraídos. E o que
restou? 10 elevado a 4.
Entendido? Adiante!

10. (BACEN-94) Em certa empresa, o salário médio era de $90.000,00 e o desvio


padrão dos salários era de $10.000,00. Todos os salários receberam um aumento
de 10%. O desvio padrão dos salários passou a ser de:
a) $ 10.000,00 d) $ 10.900,00
b) $ 10.100,00 e) $ 11.000,00
c) $ 10.500,00

Sol.: Todos os salários receberam um aumento de 10%. Como traduzir esta informação para
uma operação matemática? Esse é o X da questão!
Aumento de 10% significa um produto! Por quanto? Por 1,10.
Se o aumento fosse de 15%, multiplicaríamos por 1,15.
Se fosse por 30%, multiplicaríamos por 1,30.

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E assim por diante!
E se, ao invés de aumento, fosse redução de 10%? O que faríamos? Multiplicaríamos por
0,90.
Se fosse redução de 20%, multiplicaríamos por 0,80.
Se fosse redução de 30%, multiplicaríamos por 0,70. E assim por diante!
Pois bem! Se todos os elementos do conjunto foram multiplicados por uma mesma
constante (1,10), o que ocorrerá ao novo desvio padrão? De acordo com a propriedade, o novo
desvio padrão será também multiplicado pela mesma constante!
Assim: Novo Desvio Padrão = 10.000 x 1,10 = 11.000 Æ Resposta!

11. (FISCAL DO TRABALHO-94) Do estudo do tempo de permanência no mesmo emprego


de dois grupos de trabalhadores (A e B), obtiveram-se os seguintes resultados
para as médias X a e X b e desvios-padrão Sa e Sb.
Grupo A: X a = 120 meses e Sa=24 meses
Grupo B: X b = 60 meses e Sb=15 meses
É correto afirmar que:
a) a dispersão relativa no grupo A é maior que no grupo B
b) a média do grupo B é 5/8 da média do grupo A
c) a dispersão absoluta do grupo A é o dobro da dispersão absoluta do grupo B
d) a dispersão relativa do grupo A é 4/5 da dispersão relativa do grupo B
e) a média entre os dois grupos é de 180 meses

Sol.: Essa questão é meramente conceitual!


Precisamos saber o que é Dispersão Absoluta e o que é Dispersão Relativa. E isso já
aprendemos:
Æ Dispersão Absoluta = Desvio Padrão;
Æ Dispersão Relativa = Coeficiente de Variação.
Sabendo disso, podemos criar uma pequena tabela, para organizar melhor os dados da
questão. Teremos:
Média Desvio Padrão CV
(Dispersão Absoluta) (Dispersão Relativa)
Grupo A 120 24 (24/120)=0,20
Grupo B 60 15 (15/60)=0,25

Pronto! Chegamos à resposta! Vejam aí a opção D: A dispersão relativa de A é 4/5 da


dispersão relativa de B.
É verdade isso? 0,20 = (4/5)x0,25 ??
Sim! Então aí está! Letra D Æ Resposta!

12. (TCU-93) O quadro abaixo apresenta a renda mensal per capita das
localidades A e B:
Localidade Média Desvio Padrão
A 50 10
B 75 15

Assinale a opção correta:

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a) O intervalo semi-interquartílico é dado por [10, 15]
b) A renda da localidade A é mais homogênea que a renda na localidade B
c) O coeficiente de variação é 50/75
d) A renda da localidade B é mais homogênea que a da localidade A
e) Os coeficientes de variação de renda nas localidades A e B são iguais

Sol.: Questão semelhante à anterior!


Façamos o quadro completo. Teremos:
Média Desvio Padrão CV
Grupo A 50 10 (10/50)=0,20
Grupo B 75 15 (15/75)=0,20

De imediato, morreu a questão! Basta verificar o texto da opção E, a qual nos diz que os
dois coeficientes de variação são iguais!
Uma observação: o CV é indicativo de homogeneidade do conjunto:
Æ Quanto menor o CV, mais homogêneo é o conjunto;
Æ Quanto maior o CV, menos homogêneo é o conjunto.
Ok? Adiante!

13. (TCDF-1995) Uma pesquisa de preços de determinado produto, realizada em


dois mercados, produziu os resultados mostrados na tabela abaixo:

Mercado Preço Médio (R$/kg) Desvio Padrão (R$/kg)


I 5,00 2,50
II 4,00 2,00
Com base nesses resultados, é correto afirmar que
a) no mercado I, a dispersão absoluta dos preços é menor que no mercado II.
b) o mercado I apresenta uma dispersão relativa (de preços) maior que a do
mercado II.
c) no mercado I, a dispersão relativa é igual à dispersão absoluta.
d) no mercado I, a dispersão relativa dos preços é igual a do mercado II.
e) considerando os mercados I e II como se fossem um único mercado, a dispersão
absoluta da distribuição resultante é igual a 4,5.

Sol.: Outra questão na mesma linha!


Façamos o quadro completo. Teremos:
Média Desvio Padrão CV
Grupo I 5,0 2,5 (2,5/5,0)=0,5
Grupo II 4,0 2,0 (2,0/4,0)=0,5

Como já sabemos o que é dispersão absoluta e dispersão relativa, resta-nos analisar as


opções de resposta, para concluir que a correta é a letra D, que diz que os dois CV são iguais!
Adiante!

14. (AFRF-2002.2) Uma variável contábil Y, medida em milhares de reais, foi


observada em dois grupos de empresas apresentando os resultados seguintes:
Grupo Média Desvio padrão
A 20 4
B 10 3
Assinale a opção correta.
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a) No Grupo B, Y tem maior dispersão absoluta.
b) A dispersão absoluta de cada grupo é igual à dispersão relativa.
c) A dispersão relativa do Grupo B é maior do que a dispersão relativa do Grupo
A.
d) A dispersão relativa de Y entre os Grupos A e B é medida pelo quociente da
diferença de desvios padrão pela diferença de médias.
e) Sem o conhecimento dos quartis não é possível calcular a dispersão relativa
nos grupos.

Sol.: Uma curiosidade: as três questões anteriores, que traziam rigorosamente o mesmo
modelo desta aqui, caíram em provas de 1993, 1994 e 1995. Ora, qual não foi a surpresa de
muita gente, minha inclusive, ao encontrar novamente o mesmo enunciado numa prova de
2002! Moral da história: a Esaf reutiliza questões antigas, vez por outra! De sorte que vale a
pena, muitíssimo, conhecer bem as provas passadas! Quanto mais, melhor!

Façamos o quadro completo. Teremos:


Média Desvio Padrão CV
Grupo A 20,0 4,0 (4/20)=0,20
Grupo B 10,0 3,0 (3/10)=0,30

Vemos, sem maiores dificuldades, que o CV do grupo B é maior que o CV do grupo A. É o


que está sendo dito na alternativa c.
Logo: Letra C Æ Resposta!

15. (AFC-94) Seja X uma variável aleatória com média aritmética x = 10 e


desvio-padrão S = 3. Considere as variáveis: y = 2x +1 e z = 2x. A
única afirmação errada é:
a) as variáveis y e z tem a mesma média aritmética.
b) o desvio padrão de y é 6.
c) as variáveis y e z têm o mesmo desvio padrão.
d) a média de y é 21.
e) as variáveis x e z têm o mesmo coeficiente de variação.

Sol.: Aqui começa uma seqüência de questões que envolvem a variável transformada!
Questões muito fáceis, diga-se de passagem!
A variável original é a X.
Neste enunciado, há duas variáveis transformadas: Y e Z, assim definidas:
Æ Y=2X+1 e Æ Z=2X
Conhecemos a média e o desvio padrão da variável original X.
Fazendo o desenho de transformação da variável para a variável Y, teremos:
1º)x2 2º)+1

Xi Yi

Agora, aplicando a propriedade da média, que é influenciada pelas quatro operações,


teremos:
1º)x2 2º)+1

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x =10 y = (10x2)+1=21
Xi Yi

Aplicando a propriedade do desvio padrão, que só é influenciado por produto e divisão


(multiplica-se ou divide-se pela própria constante), teremos:
1º)x2 2º)+1

Sx=3,0 Sy=(3x2)=6,0
Xi Yi

Temos ainda que a variável Z é definida por: Z=2.X


Construindo o caminho de transformação da variável e aplicando as mesmas
propriedades acima, teremos que:
1º)x2

x =10 Z = (10x2)=20
Xi Zi

Aplicando a propriedade do desvio padrão, que só é influenciado por produto e divisão


(multiplica-se ou divide-se pela própria constante), teremos:
1º)x2

Sx=3,0 Sz=(3x2)=6,0
Xi Zi

Com isso, chegamos a quatro resultados. Os seguintes:


Æ Média de Y=21 ;
Æ Desvio Padrão de Y = 6,0
Æ Média de Z=20;
Æ Desvio Padrão de Z=6,0
Analisando as opções de resposta, concluiremos que Y e Z tem o mesmo desvio
padrão. É o que nos diz a alternativa C.
Logo: Letra C Æ Resposta!

16. (FTE-PA-2002/ESAF) Um certo atributo W, medido em unidades apropriadas,


tem média amostral 5 e desvio-padrão unitário. Assinale a opção que
corresponde ao coeficiente de variação, para a mesma amostra, do atributo
Y = 5 + 5W.
a) 16,7% b) 20,0% c) 55,0% d) 50,8% e) 70,2%

Sol.: Começarmos fazendo o desenho de transformação da variável. Teremos:


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1º)x5 2º)+5

Wi Yi
O enunciado nos forneceu elementos da variável W, e pediu resultados da variável Y.
Precisamos achar o CV da variável Y. Para tanto, precisaremos conhecer a sua média e o
seu desvio padrão. Trabalhando com essas duas medidas, e explorando as suas propriedades,
teremos:

1º)x5 2º)+5

w =5 y = (5x5)+5=30
Wi Yi

Aplicando a propriedade do desvio padrão, que só é influenciado por produto e divisão


(multiplica-se ou divide-se pela própria constante), teremos:
1º)x5 2º)+5

Sw=1,0 Sy=(1x5)=5,0
Wi Yi

Conhecedores desses resultados, teremos agora condições de calcular o CV de Y.


Teremos:
Æ CV=Desvio Padrão/Média Æ CVy=5/30=0,167 = 16,7% Æ Resposta!

17. (AFRF-2003/ESAF) O atributo Z= (X-2)/3 tem média amostral 20 e variância


amostral 2,56. Assinale a opção que corresponde ao coeficiente de variação
amostral de X.
a) 12,9% d) 31,2%
b) 50,1% e) 10,0%
c) 7,7%

Sol.: Novamente, começarmos fazendo o desenho de transformação da variável. Teremos:


1º)-2 2º)÷3

Xi Zi

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2º)+2 1º)x3
Conhecemos a Média e o Desvio Padrão da variável transformada Z, e a questão nos
pede o cálculo do CV da variável original X.
Para chegarmos à resposta, precisaremos conhecer o valor da Média e do Desvio Padrão
de X. Faremos o seguinte:
1º)-2 2º)÷3

Xi Zi Z = 20 e S2z=2,56

2º)+2 1º)x3

Daí: Æ X =(20x3)+2 Æ X =62,00


O problema da média está resolvida! Agora, a respeito do desvio padrão tem um chapéu!
Precisamos do Desvio Padrão de X, e a questão nos forneceu a Variância de Z. Ora, para
chegarmos ao Desvio Padrão de X, precisamos partir do Desvio Padrão de Z.
Assim, sabendo que o desvio padrão é a raiz quadrada da variância, faremos:

Æ Sz= Sz 2 = 2,56 =1,6


Agora, sim! Aplicando a propriedade do desvio padrão, teremos:
Æ Sx=1,6x3=4,8
Finalmente, teremos que:
Æ CVx= Desvio Padrão de X/Média de X = 1,6/62=0,077
Æ CVx=7,7% Æ Resposta!

18. (AFRF-2000) Numa amostra de tamanho 20 de uma população de contas a


receber, representadas genericamente por X, foram determinadas a média
amostral M = 100 e o desvio-padrão S =13 da variável transformada (X-200)/5.
Assinale a opção que dá o coeficiente de variação amostral de X.
a) 3,0% b) 9,3% c) 17,0% d) 17,3% e) 10,0%

Sol.: Questão idêntica à anterior. Façamos o desenho de transformação. Teremos:

1º)-200 2º)÷5

Xi Zi Z = 100 e Sz=13,00

2º)+200 1º)x5

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Conhecemos a Média e o Desvio Padrão da variável transformada, e queremos calcular o
CV da variável original X. Aplicando as propriedades devidas, faremos:

Æ X =(100x5)+200 Æ X =700,00
Æ Sx=13x5=65,00
Daí, finalmente, diremos que:
Æ CVx=65/700 Æ CV=0,093 =9,3% Æ Resposta!

19. (AFRF-2002) Um atributo W tem média amostral a≠ 0 e desvio padrão positivo


b≠1. Considere a transformação Z=(W-a)/b. Assinale a opção correta.
a) A média amostral de Z coincide com a de W.
b) O coeficiente de variação amostral de Z é unitário.
c) O coeficiente de variação amostral de Z não está definido.
d) A média de Z é a/b.
e) O coeficiente de variação amostral de W e o de Z coincidem.

Sol.: Uma questão bem simples. Convém, para facilitar mais ainda nosso raciocínio, que
adotemos a nomenclatura com a qual estamos acostumados! Assim, quando a questão diz que a
média de W é a, diremos que é W . O enunciado diz também que o desvio padrão de W é b.
Diremos que é Sw.
Assim, faremos agora o desenho de transformação sugerida pelo enunciado. Teremos:

1º)- W 2º)÷Sw

Wi Zi

Agora, se partirmos com W , chegaremos à Média de Z. Teremos:

Æ Z =( W - W )÷Sw Æ Z =0,
Ora, se é verdade que Z =0, então, também concluiremos que:
Sw Sw
Æ CVw= =
Z 0
E qualquer divisão por zero, na linguagem da Esaf, resulta em um valor indefinido!
É o que diz a alternativa C.
Logo: Letra C Æ Resposta!

20. (ACE-MICT-1998/ESAF) Num estudo sobre a distribuição do preço de venda de


um produto obteve-se, a partir de uma amostra aleatória de 25 revendedores, a
tabela de freqüências seguinte:
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Classe de mi fi
Preços
[ 5 – 9) 7 3
[ 9 – 13) 11 5
[13 – 17) 15 7
[17 – 21) 19 6
[21 – 25) 23 3
[25 – 29) 27 1

As quantidades mi e fi representam o ponto médio e a freqüência da classe de


preços i. Sabendo-se que: Σi(fi mi2) – (Σi fi mi)2 / 25 ≈ 694
assinale a opção que melhor aproxima o desvio padrão amostral.

a) 0,5 (347/3)0.5
b) 6
c) 0,9 (345/3)0.5
d) 28,91
e) 8

Sol.: A questão pede o cálculo do desvio padrão amostral.

Pela informação adicional do enunciado, resta evidenciado que devemos trabalhar com a
fórmula desenvolvida do desvio padrão amostral. Como o conjunto está em formato de uma
Distribuição de Freqüências, teremos que:
Æ Fórmula Desenvolvida do Desvio Padrão Amostral para Distribuição de
Freqüências:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Reparem que o dado adicional da questão já é o próprio colchete da fórmula acima.


Assim, sabendo ainda que n=25 elementos, teremos que:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2
⎛ 1 ⎞ ⎛ 694 ⎞
⎥ Æ S = ⎜ ⎟.[694] Æ S = ⎜
Æ S= ⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎟
2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦ ⎝ 24 ⎠ ⎝ 24 ⎠

O que é preciso agora é transformar esse resultado ao qual chegamos acima em uma das
alternativas de resposta! Usaremos um pouco de álgebra.
Se fatorarmos o denominador, teremos que: 24=2x2x2x3=22x12
Assim:

⎛ 694 ⎞ ⎛ 694 ⎞ 1 694 1 347


Æ S= ⎟ Æ S= ⎜ 2 ⎟= . = . = 0,5 x(347 / 3) Æ Resposta!
0,5

⎝ 24 ⎠ ⎝ 2 x12 ⎠ 2 6 2 3

21. (AFRF-2002) Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo


financeiro (X) foram examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de
uma empresa. Esse exercício produziu a tabela de freqüências abaixo. A coluna
Classes representa intervalos de valores de X em reais e a coluna P representa

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a freqüência relativa acumulada. Não existem observações coincidentes com os
extremos das classes.
Classes P (%)
70-90 5
90-110 15
110-130 40
130-150 70
150-170 85
170-190 95
190-210 100

Considere a transformação Z=(X-140)/10. Para o atributo Z encontrou-se


7
f Z2
i =1 i i
= 1680 , onde fi é a freqüência simples da classe i e Zi o ponto médio de
classe transformado. Assinale a opção que dá a variância amostral do atributo X.

a) 720,00 b) 840,20 c) 900,10 d) 1200,15 e) 560,30

Sol.: Essa questão é das boas! Envolve uma transformação da variável original. Esta
transformação foi fornecida pelo próprio enunciado, e está expressa pela seguinte conta: Z=(X-
140)/10.
A variável original é a Xi, e está sendo transformada na Zi por meio de duas operações:
uma subtração por 140 e depois uma divisão por 10.
Pois bem! O que nos pede a questão? Que encontremos a variância amostral.

Reparemos que quando se trata de variância, faz toda diferença se estamos trabalhando
com uma amostra ou com uma população!

As fórmulas para cálculo da variância amostral, conforme já sabemos, são as seguintes:

∑ ( PM − X ) . fi
2
⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

= Æ S =⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2 2 2
Æ S ou
n −1 ⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Como decidir por uma delas? Ora, ambas nos fazem chegar ao mesmo resultado, porém
haverá sempre uma que será mais conveniente para nossa resolução, de acordo com os dados
adicionais fornecidos pelo enunciado!

∑i =1 Z i2 f i = 1680
7
Neste caso, o dado adicional foi o seguinte:

Onde Zi é o ponto médio transformado, ou seja, o ponto médio da variável Z.

Dica: sempre que a questão trouxer em seu enunciado uma transformação da variável, é
interessante que nós façamos de pronto um desenho que a represente. Trata-se do desenho de
transformação da variável.

Teremos:

1ª)-140 2ª)÷10

X Z

2ª)+140 1ª)x10

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∑i =1 Z i2 f i = 1680
7
Voltemos ao dado adicional trazido pelo enunciado:
Comparemos esse dado com as duas fórmulas passíveis de serem usadas:

∑ ( PM − X ) . fi
2
⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.PM ) ⎤
2

= Æ S =⎜ ⎟.⎢∑ fi.PM − ⎥
2
ou
2 2
Æ S
n −1 ⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Pronto! Já temos condição de afirmar que a fórmula boa para essa resolução é a fórmula
desenvolvida! A maior! Para ficar melhor de enxergar, troquemos PM (Ponto Médio) por Zi (que
é o ponto médio da variável Z), e teremos:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.Zi ) ⎤
2

Æ S =⎜ ⎟.⎢∑ fi.Zi − ⎥
2 2

⎝ n − 1 ⎠ ⎢⎣ n ⎥⎦

Viram? Daquele colchete, já conhecemos o valor da primeira parcela, que é igual a 1680.
Sabemos também que para essa distribuição de freqüências, n=200, conforme dito na segunda
linha do enunciado (...foram examinados 200 itens...).
Daí, até agora, substituindo os valores conhecidos na fórmula, teremos:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.Zi ) ⎤
2

Æ S =⎜ ⎟.⎢1680 − ⎥
2

⎝ 200 − 1 ⎠ ⎢⎣ 200 ⎥

Em suma: só nos resta descobrir o valor do numerador da segunda parcela do colchete,


ou seja, o valor de (∑fi.Zi)2.
Vamos trabalhar as colunas de freqüência da nossa distribuição. A coluna P(%)
representa neste caso, conforme já é do nosso conhecimento, a freqüência relativa acumulada
crescente (Fac). Daí, construiremos primeiro a coluna da Freqüência Relativa Simples (Fi) e
depois a da freqüência absoluta simples (fi).
Esse trabalho com as colunas de freqüência é algo cujo conhecimento é imprescindível
para nós! E estou contando que todos nós já saibamos fazer isso! O resultado deste trabalho
será o seguinte:

Classes Fac Fi fi
70-90 5% 5% 10
90-110 15% 10% 20
110-130 40% 25% 50
130-150 70% 30% 60
150-170 85% 15% 30
170-190 95% 10% 20
190-210 100% 5% 10
n=200

Do que precisamos mesmo? Da parcela (∑fi.Zi)2. Ora, a coluna fi já é nossa conhecida!


Resta, pois, encontrarmos quem é o Zi. Sabemos que Zi=(Xi-140)/10, e que este Xi
representa o Ponto Médio da variável original. Daí, precisamos logo construir a coluna do Xi.
Teremos:

Classes Fac Fi fi Xi
70-90 5% 5% 10 80
90-110 15% 10% 20 100
110-130 40% 25% 50 120
130-150 70% 30% 60 140

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150-170 85% 15% 30 160
170-190 95% 10% 20 180
190-210 100% 5% 10 200
n=200

Agora, sim: nosso próximo passo é construir a coluna do Zi. Teremos:

Classes Fac Fi fi Xi ⎛ Xi − 140 ⎞


Zi= ⎜ ⎟
⎝ 10 ⎠
70-90 5% 5% 10 80 -6
90-110 15% 10% 20 100 -4
110-130 40% 25% 50 120 -2
130-150 70% 30% 60 140 0
150-170 85% 15% 30 160 2
170-190 95% 10% 20 180 4
190-210 100% 5% 10 200 6
n=200

Voltemos agora para nosso objetivo: (∑fi.Zi)2. Próximo passo? Construir a coluna (fi.Zi),
e somar seus valores. Teremos:

Classes Fac Fi fi Xi ⎛ Xi − 140 ⎞ fi.Zi


Zi= ⎜ ⎟
⎝ 10 ⎠
70-90 5% 5% 10 80 -6 -60
90-110 15% 10% 20 100 -4 -80
110-130 40% 25% 50 120 -2 -100
130-150 70% 30% 60 140 0 0
150-170 85% 15% 30 160 2 60
170-190 95% 10% 20 180 4 80
190-210 100% 5% 10 200 6 60
n=200 (∑fi.Zi)=-40

Quase lá! O que queremos? (∑fi.Zi)2. Daí, teremos: (-40)2=1600. Agora só precisamos
completar a fórmula e fazer as contas. Ficaremos com:

⎛ 1 ⎞⎡ (∑ fi.Zi ) ⎤
2
⎛ 1 ⎞⎡ 1600 ⎤ 1672
Æ Sz = ⎜ ⎟.⎢1680 − ⎥ Æ Æ Sz 2 = ⎜ ⎟.⎢1680 − Æ Sz =
2 2

⎝ 200 − 1 ⎠ ⎢⎣ 200 ⎥ ⎝ 199 ⎠ ⎣ ⎥


200 ⎦ 199

Æ E: SZ2=8,4020

Bem que esta poderia ser nossa resposta! Só que ainda não é! Claro que não! O que
encontramos foi a variância da variável transformada! E o que a questão pede é a variância
da variável original.
É aí que entra aquele tal desenho de transformação da variável.
O resultado que temos até aqui (8,4020) está do lado da variável Z. Teremos:

1ª)-140 2ª)÷10

X Z Sz2=8,4020

2ª)+140 1ª)x10
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Para chegarmos à variância do lado de cá, ou seja, da variável original X, teremos que
percorrer o caminho de baixo, lembrando das propriedades da variância.
Variância é influenciada por produto ou divisão? Sim! Multiplicaremos (ou dividiremos) a
variância pelo quadrado da constante!
Logo, se a primeira operação do caminho de baixo é uma multiplicação por dez, então
faremos com a variância um produto pelo quadrado de dez, ou seja, multiplicaremos por 100
(cem).
Já no tocante à segunda operação do caminho de baixo, lembraremos que a variância
não é influenciada por operações de soma ou subtração. Ou seja, a segunda operação (soma
com 140) não será realizada! Teremos:

1ª operação) 8,4020 x 100 = 840,20

2ª operação) Não realizaremos!

Daí: Variância da Variável Original = Sx2=840,20 Æ Resposta!

22. (AFRF-2002.2) O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro,


numa amostra de tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos,
produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo X.


a) 16,0 d) 18,1
b) 17,0 e) 13,0
c) 16,6

Sol.: O ponto de partida da resolução, como sabemos, é a fórmula! Neste caso, a nossa é a
seguinte:

DMA =
∑ PM − X . fi
n

O enunciado chamou a medida de desvio absoluto médio. Poderia ser também desvio
médio absoluto ou simplesmente desvio absoluto. São sinônimos.
Esta nunca foi uma medida muito explorada em provas de estatística, embora sempre
tenha figurado entre os programas!
Os passos de resolução serão determinados, obviamente, pela fórmula. Olhando para a
equação, veremos aquilo que já dispomos, e o que ainda não temos e precisamos encontrar.
Voltemos a olhar para a nossa distribuição de freqüências e para a fórmula:

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Classes Freqüência
(f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5
49,5-59,5
8
14
DMA =
∑ PM − X . fi
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
n
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

O que já temos? Olhemos para a equação! Temos os Pontos Médios? Ainda não! Então é
nosso primeiro passo: construir a coluna dos Pontos Médios. Teremos:

Classes fi PM
29,5-39,5 4 34,5
39,5-49,5 8 44,5
49,5-59,5 14 54,5
59,5-69,5 20 64,5
69,5-79,5 26 74,5
79,5-89,5 18 84,5
89,5-99,5 10 94,5

A fórmula agora pede a Média. Já a temos? Ainda não! Então é nosso próximo passo está
definido: calcular a Média! É como se fossem duas questões em uma! Usaremos o método da
variável transformada. Teremos:

Classes fi PM (PM − 34,5) = Yi Yi.fi


10
29,5-39,5 4 34,5 0 0
39,5-49,5 8 44,5 1 8
49,5-59,5 14 54,5 2 28
59,5-69,5 20 64,5 3 60
69,5-79,5 26 74,5 4 104
79,5-89,5 18 84,5 5 90
89,5-99,5 10 94,5 6 60
∑Yi.fi=350

Daí, encontrando a média da variável transformada Y, teremos:

Æ Y=
∑Yi. fi Æ Y=
350
= 3,50
n 100

Agora, fazendo as operações do caminho de volta da transformação da variável, teremos:


Æ 1º) 3,5 x 10 = 35,0
Æ 2º) 35 + 34,5 = 69,5 Æ X =69,5

A equação do Desvio Médio Absoluto pede agora a diferença (PM- X ). Teremos:

Classes fi PM (PM- X )
29,5-39,5 4 34,5 -35

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39,5-49,5 8 44,5 -25
49,5-59,5 14 54,5 -15
59,5-69,5 20 64,5 -5
69,5-79,5 26 74,5 5
79,5-89,5 18 84,5 15
89,5-99,5 10 94,5 25

Reparando melhor na fórmula, veremos que ela pede o valor absoluto da coluna que
acabamos de construir. O módulo! E o efeito do módulo é, senão outro, transformar em positivo
quem estiver negativo. Daí, tomando a última coluna construída, faremos:

Classes fi PM (PM- X ) |(PM- X )|


29,5-39,5 4 34,5 -35 35
39,5-49,5 8 44,5 -25 25
49,5-59,5 14 54,5 -15 15
59,5-69,5 20 64,5 -5 5
69,5-79,5 26 74,5 5 5
79,5-89,5 18 84,5 15 15
89,5-99,5 10 94,5 25 25

A fórmula agora pede que multipliquemos essa coluna por fi. Teremos:

Classes fi PM (PM- X ) |(PM- X )| |(PM- X )|.fi


29,5-39,5 4 34,5 -35 35 140
39,5-49,5 8 44,5 -25 25 200
49,5-59,5 14 54,5 -15 15 210
59,5-69,5 20 64,5 -5 5 100
69,5-79,5 26 74,5 5 5 130
79,5-89,5 18 84,5 15 15 270
89,5-99,5 10 94,5 25 25 250
n=100 ∑|(PM- X )|.fi=1300

Agora, sim! Já temos tudo para aplicarmos a fórmula do DMA. Teremos, enfim, que:

DMA =
∑ PM − X . fi Æ DMA =
1300
Æ DMA=13,00 Æ Resposta!
n 100

23. (AFRF-2000) Tem-se um conjunto de n mensurações X1, ... , Xn com média


aritmética M e variância S , onde M = (X1 + ... + Xn )/ n e S2 = (1/ n) Σi
2

( Xi – M )2 . Seja θ a proporção dessas mensurações que diferem de M, em


valor absoluto, por pelo menos 2S. Assinale a opção correta.

a) Apenas com o conhecimento de M e S não podemos determinar θ exatamente,


mas sabe-se que 0,25 ≥ θ.
b) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 5% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.

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c) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 95% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
d) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 30% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.
e) O conhecimento de M e S é suficiente para determinar θ exatamente, na
realidade tem-se θ = 15% para qualquer conjunto de dados X1, ... , Xn.

Sol.: O enunciado nos fala que para um dado conjunto o valor da média vale M e a variância
vale S2. Ora, sabemos que variância é o quadrado do Desvio-Padrão. Logo, se variância é S2,
então o Desvio-Padrão será apenas S (a raiz quadrada da variância).
Fala também acerca de uma proporção θ, que é a proporção dos elementos do conjunto
que diferem da Média M, em valor absoluto, por pelo menos 2S. Quando se diz “em valor
absoluto” queremos dizer uma diferença para mais e para menos.

Nosso intervalo está, pois, estabelecido: (Média-2S a Média+2S). Teremos:

M-2S M M+2S

Pois bem! O que a questão quer saber? A proporção dos elementos que diferem da média
por pelo menos 2S. Esse pelo menos significa no mínimo. E no mínimo vai significar além de 2S.
Ou seja: queremos saber a proporção dos elementos que estão fora do intervalo (M-2S a
M+2S).
Essa proporção fora do intervalo será uma proporção máxima ou uma proporção mínima?
Máxima, conforme já aprendemos!
Seria mínima caso fosse a proporção dos elementos dentro do intervalo.
Sabendo disso tudo, só nos resta seguir os passos aprendidos acima. Teremos:

1º Passo) Calculamos o valor D que é a diferença entre qualquer dos limites do intervalo e a
média do conjunto.

M-2S M M+2S

D D

Daí, encontramos que a distância D=2S.


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2º Passo) Calcular a fração K. Teremos:

D
Æ K= Æ k=(2S/S) Æ k=2
S

3º Passo) Aplicar o Teorema de Tcheb. Teremos:

1
Æ PMÁXIMA= Æ PMÁXIMA=(1/4)=0,25
K2

Ora, a questão chamou esta proporção de θ. Daí, se θ é uma proporção máxima, é


porque seu valor será menor ou igual a 0,25. Esta é a nossa resposta. Vejamos o que diz a
opção a:

“Apenas com o conhecimento de M e S não podemos determinar θ exatamente, mas


sabe-se que 0,25 ≥ θ”

É exatamente o que encontramos! Letra A Æ Resposta!

24. (AFRF-2003) As realizações anuais Xi dos salários anuais de uma firma com
N empregados produziram as estatísticas
N
1
X=
N
∑X
i =1
i = R$14.300,00
0,5
⎡1
(X i − X ) ⎤⎥
N


2
S=⎢ = R$1.200,00
⎣N i =1 ⎦
Seja P a proporção de empregados com salários fora do intervalo [R$ 12.500,00; R$
16.100,00]. Assinale a opção correta.
a) P é no máximo 1/2 d) P é no máximo 1/2,25
b) P é no máximo 1/1,5 e) P é no máximo 1/20
c) P é no mínimo 1/2

Sol.: Esta questão já foi resolvida na aula passada! Desculpem!

25. (AFPS 2002/ESAF) Sejam X1, X2, X3, ... , Xn observações de um atributo X.
Sejam
1 n
x= ∑ xi
n i =1
1 n
s2 = ∑ (xi − x )2
n i =1
Assinale a opção correta.

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a) Pelo menos 95% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
b) Pelo menos 99% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
c) Pelo menos 75% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
d) Pelo menos 80% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.
e) Pelo menos 90% das observações de X diferem de x em valor absoluto por menos que 2S.

Sol.: Esta questão pergunta, em outras palavras, qual a proporção de elementos localizados
dentro do intervalo que vai de (Média–2S) até (Média+2S).
Ora, na questão 23 (duas atrás), descobrimos a proporção dos elementos que ficam fora
deste mesmo intervalo. Lá, por ser proporção do lado de fora, era uma proporção máxima!
E aqui, por ser uma proporção dentro do intervalo, será uma proporção mínima!
Aprendemos, na aula passada, que: Pmínima = 1 – Pmáxima
Assim: Pmínima=1-0,25 Æ Pmínima=0,75
É o que diz a letra C das alternativas: pelo menos (=no mínimo) 75% das observações de
X diferem da média, em valor absoluto, por menos que 2S.
Prestem atenção para o seguinte:
Æ ...diferem por menos que... = proporção dentro!
Æ ...diferem por pelo menos... = proporção fora!
Logo: Letra C Æ Resposta!

(AFC-94) Para a solução das três próximas questões considere os dados da tabela
abaixo, que representa a distribuição de freqüências das notas em uma prova de
estatística aplicada em três turmas de 100 alunos cada.

Classes Freqüências das Notas na Prova de Estatística


de Notas TURMA 01 TURMA 02 TURMA 03
0 |— 2 20 10 5
2 |— 4 40 15 10
4 |— 6 30 50 70
6 |— 8 6 15 10
8 |— 10 4 10 5
Total 100 100 100

26. (AFC-94) Assinale a afirmação correta:


a) Moda (turma 2) < Moda (turma 3) d) Mediana (turma 1) < Mediana (turma 2)
b) Média (turma 1) > Média (turma 2) e) Mediana (turma 2) > Mediana (turma 3)
c) Média (turma 2) < Média (turma 3)

Sol.: Uma seqüência muito interessante de questões! O enunciado apresenta, em uma única
tabela, três distribuições de freqüência. Separadamente, seriam elas as seguintes:

Æ A primeira:
Classes Turma 01
fi
0–2 20
2–4 40
4–6 30
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6–8 6
8 – 10 4

Æ A segunda:
Classes Turma 02
fi
0–2 10
2–4 15
4–6 50
6–8 15
8 – 10 10

Æ A terceira:
Classes Turma 03
fi
0–2 5
2–4 10
4–6 70
6–8 10
8 – 10 5

Ora, a primeira coisa que procuraremos enxergar numa distribuição de freqüências é se


ela é simétrica ou não! Como saber se uma distribuição é simétrica? Usando a técnica do
elevador! No que consiste? Vamos aplicar a técnica na segunda tabela fornecida pela questão.
Basta seguir os seguintes passos:

1º) Identificamos qual é a fi da classe intermediária!

Classes Turma 02
fi
0–2 10
2–4 15
4–6 50 Æ Classe intermediária!
6–8 15
8 – 10 10

2º) Subimos um andar e descemos um andar, e comparamos as duas fi encontradas!


Teremos:

Classes Turma 02
fi
0–2 10
2–4 15
4–6 50
6–8 15
8 – 10 10

São iguais essas novas fi? Sim! Daí, prossegue a técnica, novamente subindo e descendo
um andar! Teremos:

Classes Turma 02

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fi
0–2 10
2–4 15
4–6 50
6–8 15
8 – 10 10

Iguais novamente? Sim! Ainda tem para onde subir ou descer? Não! Então, acabou a
nossa análise, e nossa conclusão é a seguinte: estamos diante de uma distribuição simétrica!
Se em qualquer momento dessa análise, ao subir e descer um andar, tivéssemos
encontrado fi diferentes, diríamos então que a distribuição não seria simétrica, mas assimétrica.
Qual a razão de estarmos fazendo esse estudo? Muito simples: quando a distribuição de
freqüências é simétrica, teremos sempre que a Média será igual à Moda, e será igual à
Mediana! E essas três medidas serão calculadas da seguinte forma: somaremos o limite inferior
da primeira classe com limite superior da última classe, e este resultado dividiremos por dois.
Da seguinte forma:

Classes Turma 02
Fi
0–2 10
2–4 15
4–6 50
6–8 15
8 – 10 10

Æ X = Mo = Md =
(0 + 10) = 5,0
2

E não precisamos fazer mais nenhum cálculo!

Vamos agora descobrir se a distribuição de freqüências da Turma 03 é simétrica ou não.

Teremos:

Classes Turma 03
fi
0–2 5
2–4 10
4–6 70
6–8 10
8 – 10 5

E aí? Simétrica! Daí, concluiremos que:

Æ X = Mo = Md =
(0 + 10) = 5,0
2

E a distribuição de freqüências da Turma 01? Vejamos:

Classes Turma 01
fi
0 – 2 20
2 – 4 40
4 – 6 30
6 – 8 6
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8 – 10 4

Logo no primeiro salto, concluímos que a distribuição é assimétrica!

Daí, até o presente momento, já descobrimos que:

Æ X TURMA 02 = Mo TURMA 02 = Md TURMA 02


= 5,0
Æ X TURMA 03 = Mo TURMA 03 = Md TURMA 03

Sabendo disso, já descartamos as opções a, c e e, as quais comparam medidas relativas


às turmas 02 e 03.
Restam, portanto, as opções b e d.
Analisemos a opção d: Mediana (turma 1) < Mediana (turma 2)
A Mediana da Turma 02 já sabemos que vale 5,0. Agora, observemos melhor a Tabela da
turma 01:

Classes Turma 01
fi
0–2 20
2–4 40
4–6 30
6–8 6
8 – 10 4

Uma análise atenta nos fará ver que esse conjunto tem 100 elementos (n=100). Para
isso, basta somar a coluna da fi. Também vemos, sem maiores esforços, que só as duas
primeiras classes já somam 60 elementos! Sendo 20 na primeira classe e 40 na segunda. Ou
seja: mais da metade dos elementos do conjunto estão nas duas primeiras classes. Ora, a
Mediana é exatamente aquele elemento que está no meio do conjunto, dividindo-o em duas
partes iguais.
Daí, concluímos que a Classe Mediana será a segunda (2 a 4). De sorte que a Mediana
dessa distribuição será um valor qualquer inserido nesta classe!
Mesmo sem calcular essa Mediana da turma 01, vemos que não haveria como esta
medida ser maior que 5, uma vez que 5 é um valor que faz parte da terceira classe (e não da
segunda)!

Conclusão: Mediana (turma 1) < Mediana (turma 2) Æ Resposta!

27. (AFC-94) A única opção errada é:


a) 1º quartil (turma 1) > 1º quartil (turma 3)
b) desvio-padrão (turma 2) > desvio-padrão (turma 3)
c) média (turma 2) = média (turma 3)
d) coeficiente de variação (turma 2) > coeficiente de variação (turma 3)
e) na turma 3: média = mediana = moda

Sol.: Aqui procura-se pela opção errada!


Observemos que a opção c compara a média das turmas 02 e 03. Já sabemos que são
iguais! Descartada está, pois, esta opção!
A opção e afirma que a média, moda e mediana da turma 03 são iguais. Perfeito! Já
sabíamos disso, uma vez que se trata de uma distribuição simétrica! Descartamos mais essa
opção de resposta!
Restaram as opções a, b e d.
Essas duas últimas comparam duas medidas – Desvio-Padrão e Coeficiente de Variação –
das turmas 02 e 03. Acerca dessas turmas, já sabemos que:
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Æ X TURMA 02 = Mo TURMA 02 = Md TURMA 02


= 5,0
Æ X TURMA 03 = Mo TURMA 03 = Md TURMA 03

S
Vejamos qual é o conceito do Coeficiente de Variação: CV =
X
Ora, uma vez que as duas médias são iguais, temos que os denominadores dos
Coeficientes de Variação das turmas 02 e 03 são os mesmos!
Se os denominadores são iguais, o que vai definir se um CV é maior que o outro será
apenas o numerador, ou seja, o Desvio-Padrão!
Daí, apenas por hipótese, consideremos que seja verdadeiro o que está dito na opção b:
Æ Desvio-Padrão (Turma 02) > Desvio-Padrão (Turma 03)

Ora, se isto acima for verdadeiro, então, resta que será também necessariamente
verdadeiro o que está dito na opção d:
Æ coeficiente de variação (Turma 2) > coeficiente de variação (Turma 3)

Perceberam? Claro! Se o denominador (média) é o mesmo para as duas turmas!


Da mesma forma, se considerarmos que o que está dito na opção b é falso, resta que
será também necessariamente falsa a opção d. Em suma: uma vez que a média das turmas 02
e 03 são iguais, então as duas opções b e d estão amarradas: ou ambas serão verdadeiras, ou
ambas serão falsas.
Como só há uma opção falsa, concluímos (sem precisar fazer uma só conta!) que não
podem ser nem a b e nem a d. E o que resta? Resta a Opção A Æ Resposta!

28. (AFC-94) A distribuição de notas é simétrica em relação à média aritmética:


a) Nas três turmas c) Nas turmas 1 e 3 e) Nas turmas 2 e 3
b) Nas turmas 1 e 2 d) Somente na turma 1

Sol.: Esta já foi resolvida acima! As distribuições simétricas são as turmas 2 e 3.


Assim: Letra E Æ Resposta!

É isso, meus queridos!


Na próxima aula, avançaremos na matéria! Ok?
Um forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

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AULA 10 – CORRELAÇÃO LINEAR


Olá, amigos!
Antes de mais nada, espero que todos tenham tido um Natal muito feliz! Com muita
paz e alegria no coração!
Agora sim, passemos às explicações, pois estou lhes devendo uma tonelada delas. O
caso é que vários fatos se somaram, e acabaram por me deixar realmente impossibilitado de
escrever as últimas aulas no prazo previsto! Certamente que vocês já estudaram (ou estão
estudando) o Direito Tributário. Não é verdade? Então é muito provável que já tenham ouvido
falar em decadência. Sim? Pois é. Não raro, quando chega o fim do ano, os fiscais que
trabalham nas seções de fiscalização (o que é o meu caso) têm que se desdobrar em dois (ou
em dez!) para concluir certas operações e evitar que transcorra o tal prazo decadencial.
Por conta disso, nas últimas quatro semanas, tenho cumprido uma jornada aproximada
de doze horas de trabalho por dia, só na Receita. É isso mesmo: doze horas por dia. O estresse
de ter que concluir muitas tarefas em pouquíssimo tempo simplesmente consumiu as energias
com as quais sempre contei para escrever as aulas à noite, em casa.
Vejam que não estou dizendo que o pneu furou, tampouco que o despertador deixou de
tocar. Estou sendo sincero com vocês. Estou contando somente a verdade. Minha esposa, Sílvia,
é testemunha de o quanto estou abatido e desgostoso, por não ter conseguido entregar as aulas
nas datas certas. Este é, pelos meus cálculos, o nono (ou será o décimo?) Curso online que
ministro no Site, e esta situação nunca havia acontecido. Peço-lhes a todos, muito
sinceramente, que me perdoem por este atraso.
Sei o quanto levam a sério a sua preparação, e eu, creiam-me, da mesma forma!
Só me resta, pois, contar com a boa-vontade de vocês em me perdoar por este atraso,
e em relevar.
E não percamos mais tempo! Na seqüência, apresento-lhes um novo assunto: a
Correlação Linear. Adiante!

CORRELAÇÃO LINEAR

Até agora, todas as medidas estatísticas que estudamos neste Curso diziam respeito
somente a uma variável. Ou seja, estudamos a média das idades, ou a moda dos salários, ou a
mediana dos pesos, ou o desvio-padrão das estaturas, e assim por diante.
No que diz respeito à Correlação, surge aí uma diferença. Estaremos agora estudando,
conjuntamente, duas variáveis!
A Correlação é uma medida estatística que nos vai responder duas perguntas:
1ª) Existe alguma força unindo estas duas variáveis?
2ª) Caso exista esta força, como se comporta uma variável em relação à outra?
Por meio de exemplos, entenderemos bem melhor. Vejamos.
Suponhamos que se pretende estudar as duas seguintes variáveis: número de anos que
uma pessoa freqüentou os bancos escolares, e número de livros que esta pessoa lê por ano.
Ora, o censo comum nos levaria facilmente a crer que alguém que estudou por mais
tempo lê mais livros por ano; ao passo que quem mal freqüentou a escola pouco lê. Não é
verdade?
Mas a Estatística não trabalha com o censo comum, e sim com dados de pesquisa.
Assim, uma pesquisa seria realizada, e seriam coletados pares de informações, ou
seja, cada pessoa pesquisada responderia a estas duas perguntas: Quantos anos estudou? e
Quantos livros lê por ano?

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Desta forma, ao fim da pesquisa, teremos um grupo de pares de informações, os quais
irão alimentar uma tabela. Teríamos:

Variável X Variável Y
(Tempo de estudo, (Número de livros
em anos) lidos por ano)
2 5
5 8
7 12
4 9
3 1

E será por meio dos dados constantes nesta tabela que trabalharemos a Correlação!
Na realidade, a Correlação nada mais é que uma fórmula – veremos daqui a pouco – a
qual será preenchida por meio dos dados (os pares de informação) constantes na tabela acima,
e cujo resultado nos conduzirá àquelas duas conclusões: 1ª) se há uma força unindo as duas
variáveis; e 2ª) como se comporta uma variável em relação à outra.
Ora, é quase certo que o resultado da aplicação da fórmula da Correlação para os dados
acima nos iria indicar duas coisas: 1ª) sim, há uma força unindo estas duas variáveis; e 2ª)
estas duas variáveis se comportam de forma, digamos, diretamente proporcional. Ou seja,
aumentando-se uma, a outra também aumenta, e diminuindo-se uma, a outra também diminui.
Neste ponto convém que sejamos apresentados à fórmula da Correlação, que é a
seguinte:

n.∑ Xi.Yi − ∑ Xi.∑ Yi


r ( x, y ) =
[n.∑ Xi 2
][
− (∑ Xi ) . n.∑ Yi 2 − (∑ Yi )
2 2
]
O primeiro impulso, ao ver a fórmula acima, é o de abandonar este assunto, e ir buscar
algo mais fácil para estudar... Um engano terrível este pensamento!
Eu lhes adianto que há, basicamente, quatro tipos de questão de Correlação caindo em
prova, e que destes, três são muito fáceis! Ou seja, há 75% de chance de cair uma questão de
resolução quase imediata sobre este tema! Não vamos esquecer disso, OK?
Quanto à fórmula acima, daqui a pouco voltaremos a ela, e eu lhes ensinarei uma
maneira facílima de memorizá-la. Por hora, vamos com calma.
O resultado da aplicação da fórmula da Correlação variará, sempre, entre -1 (menos um)
e 1. Ou seja, nunca será menor que menos um, e nunca maior que um. Teremos:

-1 0 1

Vamos agora aprender como se interpreta o resultado da Correlação.


Se tomarmos os dados da tabela, aplicarmos a fórmula da Correlação, e encontrarmos
um resultado igual a zero, diremos que não existe força alguma unindo estas duas variáveis.
Ou seja, o resultado zero indica ausência total de Correlação!
À medida que o resultado da Correlação vai se afastando do zero, em direção aos
extremos (-1 ou +1), vai aumentando a intensidade da força que une aquelas duas variáveis!
Quando o resultado da fórmula é igual a -1 ou a 1, então se diz que a correlação é
máxima. Ou seja, é máxima a força que une as duas variáveis. Correlação igual a 1 é dita
correlação perfeita positiva. Igual a -1, correlação perfeita negativa.

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Conhecemos, pois, a primeira análise do resultado da Correlação: a existência ou
inexistência de força unindo as duas variáveis. E quando esta força é mais intensa ou menos
intensa.
A segunda análise do resultado diz respeito ao comportamento das variáveis, uma em
relação à outra.
E é facílima esta análise:
Æ Se o resultado da Correlação der um valor maior que zero (positivo), teremos que as
variáveis se comportam de forma diretamente proporcional, ou seja, aumentando-se o valor de
uma, aumenta também a outra, e diminuindo-se uma, diminui também a outra;
Æ Se o resultado da Correlação for menor que zero (negativo), as variáveis se
comportarão de maneira inversamente proporcional, ou seja, aumentando-se o valor de uma, o
da outra diminui; e vice-versa.
Compreendido isso?
Assim, interpretar o resultado da correlação pode perfeitamente ser uma questão de
prova! Pelo que me consta, ainda não foi. Mas pode ser. Isso pode!
Agora vamos voltar à tabela que vimos acima:
Variável X Variável Y
(Tempo de estudo, (Número de livros
em anos) lidos por ano)
2 5
5 8
7 12
4 9
3 1

Com os pares de informação que vemos acima, seremos capazes de criar um gráfico,
muito simples, chamado Diagrama de Dispersão, em que cada par de informação se
transformará em um ponto. Vejamos como é simples:
O primeiro par de informação é (2 e 5). Estão vendo?
Variável X Variável Y
(Tempo de estudo, (Número de livros
em anos) lidos por ano)
2 5
5 8
7 12
4 9
3 4

Este par vai virar um ponto no gráfico.


Da mesma forma, os demais pares irão formar, cada um, um ponto no diagrama.
Os demais pontos serão, portanto, (5 e 8), (7 e 12), (4 e 9) e (3 e 4).
Marcando estes pontos no gráfico, teremos:

Yi
12
11
10
9
8
7
6
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5
4
3
2
1
0 1 2 3 4 5 6 7 Xi

Observando os pontos marcados acima, facilmente vemos que é impossível uni-los por
meio de uma reta perfeita. Todavia, percebemos também que embora não formem uma reta
perfeita, estes pontos estão dispostos em torno do formato aproximado de uma reta.
Senão vejamos:

Yi
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0 1 2 3 4 5 6 7 Xi

Percebam ainda que esta reta é ascendente, ou seja, ela está subindo, da esquerda para
a direita. Quando isso ocorrer, ou seja, quando os pontos do diagrama de dispersão não
formarem uma reta perfeita, mas estiverem dispostos ao longo de uma reta ascendente, então
diremos que a correlação é positiva (r>1).
Outra situação possível é que os pontos do diagrama, oriundos da tabela (dos pares de
informação) também não formassem uma reta descendente perfeita, mas se aproximassem, ou
seja, estivessem dispostos ao longo de uma reta que desce, da esquerda para a direita. Seria
algo semelhante ao seguinte:

Yi
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0 1 2 3 4 5 6 7 Xi

Neste caso, diremos que a Correlação não é perfeita, porque os pontos não formaram
uma reta perfeita, mas é negativa, porque estão dispostos ao longo de uma reta descendente!
E se os pontos do diagrama formarem uma reta perfeita? São dois casos possíveis:
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1º) Os pontos, unidos, formaram uma reta ascendente perfeita:

Yi

Xi
Neste caso, temos a situação de uma correlação perfeita positiva, ou seja, r=1.
2º) Os pontos, unidos, formaram uma reta descendente perfeita:
Yi

Xi
Neste caso, temos a situação de uma correlação perfeita negativa, ou seja, r=-1.
Por fim, se estivermos estudando a existência da correlação entre as duas seguintes
variáveis: 1ª) número de anos que a pessoa freqüentou a escola; e 2ª) número do sapato que a
pessoa calça.
Ora, é muitíssimo provável que ao fazermos a pesquisa, e ao preenchermos uma tabela
com os pares de informações coletados, e depois ao marcarmos os pontos no diagrama de
dispersão, cheguemos ao seguinte gráfico:
Yi

Xi
Percebemos que, neste caso, não é possível sequer aproximar os pontos do diagrama
para o formato de uma reta, quer ascendente, quer descendente.
Quando isso ocorrer, diremos que estamos diante da ausência da correlação, ou seja,
r=0.
Com o que vimos até aqui, já estamos aptos a resolver um estilo de questão de
Correlação: aquele que pergunta pela interpretação do diagrama de dispersão.

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Um resumo desta teoria que acabamos de ver é o que se segue, nos cinco quadros
seguintes:

r>1 r<1 r=1 r=-1 r=0

Acreditem-me: estes pequenos gráficos já foram objeto de prova. Era olhar para o
desenho e acertar a questão.
Mas se trata de uma questão muito rara. A chance de cair não é das maiores. Pelo sim,
pelo não, melhor é conhecermos tudo!
O terceiro tipo de questão, que aprenderemos agora, diz respeito às propriedades da
Correlação. Uma questão facílima, para quem conhece essas tais propriedades. E o bom de tudo
é que podemos reuni-las em uma única frase:
A correlação não é influenciada nem por operações de soma, nem de subtração,
nem de produto, e nem de divisão, exceto pelo sinal.
Como é isso?
Vamos ver, por meio de vários exemplos:
Uma questão de prova pode dizer que a correlação entre duas variáveis quaisquer x e y é
igual a 0,8. Ou seja, r(x,y)=0,8. E perguntar qual a correlação entre (2x-3 e 3y+5). Ou seja,
perguntar: r(2x-3, 3y+5)=?
Como resolveremos essa questão? Analisando as operações que ocorreram com as
variáveis x e y. Vejamos. Temos:
Æ r(x,y)=0,8 e r(2x-3, 3y+5)=?
A variável x virou o quê? Virou 2x-3.
Quais as operações que ocorreram com o x? Ele foi multiplicado por 2, e depois,
subtraído de 3. Produto ou subtração afetam a correlação? Não! Por último: o x mudou de sinal?
Não!
Quais as operações que ocorreram com o y? Ele foi multiplicado por 3, e depois, somado
a cinco. Produto e soma não influenciam a correlação! Por fim, o y não mudou de sinal.
Assim, desconsiderando as operações que não influenciam na Correlação, teremos que:
Æ r(2x-3, 3y+5) = r(x,y) = 0,8
Viram? O que temos a fazer é apenas desconsiderar aquelas operações que não
influenciam na correlação, e depois ver o que sobrou! Apenas fiquemos atentos, e muito, para
verificar se o sinal das variáveis x e y vai mudar ou não! Mais um exemplo.

Exemplo 2) Sabendo que r(x,y)=0,8, quanto será r(2x-3, -3y+5)?


Novamente, teremos que desconsiderar aquelas operações que não alteram o valor da
correlação. Fazendo isso, teremos:
Æ r(2x-3, -3y+5)
Estão todos vendo que ao cortar o 3 que está multiplicando com o y, restou um sinal de
menos antes dele? Assim, teremos que:
Æ r(2x-3, -3y+5) = r(x,-y) = -0,8

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Ou seja: mudando o sinal de apenas uma das variáveis, muda também o sinal da
correlação!
Novo exemplo.

Exemplo 3) Sabendo que r(x,y)=0,8, quanto será r(-2x-3, 3y+5)?


Cortemos o que não altera a correlação, e teremos:
Æ r(-2x-3, 3y+5)
Prestando bem atenção, veremos que, ao eliminar o que não interessa à correlação, o
sinal do x ficou negativo. Viram? Assim, teremos que:
Æ r(-2x-3, 3y+5) = r(-x,y)=-0,8

Novamente, alterou-se o sinal de apenas uma das variáveis. Já sabemos o efeito disto:
muda também o sinal da correlação. (O que era 0,8 virou -0,8). Só isso!
Exemplo 4) Sabendo que r(x,y)=0,8, quanto será r(-2x-3, -3y+5)?
Fazendo os cortes devidos, de acordo com as propriedades da correlação, teremos:
Æ r(-2x-3, -3y+5)
Percebemos que, desta vez, modificaram-se os sinais das duas variáveis. Com isso, o
sinal da correlação permanecerá inalterado!
Assim, teremos:
Æ r(-2x-3, -3y+5) = r(-x,-y)=0,8

Até aqui, o que temos sobre as propriedades é o seguinte: cortando-se as operações de


soma, subtração, produto e divisão, se o que restar forem apenas as duas variáveis...
Æ ... com o mesmo sinal original: a correlação não se modifica;
Æ ... e modificou-se o sinal de apenas uma delas: a correlação muda de sinal;
Æ ... e modificaram-se os sinais das duas variáveis: a correlação não se modifica.

Mais algumas informações que precisamos conhecer:


1ª) A correlação entre x e x é igual a 1. Ou seja: r(x,x)=1,0.
Assim, fazendo uso das propriedades que já conhecemos:
Æ r(-x, x)=-1,0
Æ r(x, -x)=-1,0
Æ r(-x,-x)=1,0
2ª) A correlação entre x e y é igual à correlação entre y e x. Ou seja:
Æ r(x,y) = r(y,x)

Assim, recolhendo todos estes conhecimentos sobre as propriedades, já somos capazes


de resolver algumas questões de prova. Vejamos.

(BACEN-98) Duas variáveis aleatórias X e Y têm coeficiente de correlação linear igual a 0,8. O
coeficiente de correlação linear entre as variáveis 2x e 3x é:
a) 0,8
b) 0,53
c) 0,27
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d) 0,32
e) 0,4

Sol.: É dito pelo enunciado que r(x,y)=0,8. E a questão pergunta quanto é r(2x,3y).

Ora, vimos exemplos bem mais interessantes que isto! Cortando os dois produtos, o que
resta é a apenas: r(2x,3y) = r(x,y) = 0,8 Æ Resposta!

É o que eu costumo chamar de um ponto de graça! Vejamos mais uma.

(BACEN-94) O coeficiente de correlação linear entre x e y é r. Se y=4-2x, então:


a) r=1
b) 0<r<1
c) r=0
d) -1<r<0
e) r=-1

Sol.: É dito pelo enunciado que r(x,y)=r. Em seguida, é dito ainda que y=4-2x.
Assim, substituindo este valor de y, teremos:
Æ r(x,y) = r(x, 4-2x)
Aplicando agora a propriedade da correlação, teremos:
Æ r(x, 4-2x) = r(x, -x) = -1
Assim, concluímos que: r(x,y) = r = r(x,-x) = -1
Ou seja: r=-1 Æ Reposta!

Mais uma.

(TRF-2006) O coeficiente de correlação entre duas variáveis Y e X é igual a +0,8. Considere,


agora, a variável Z definida como: Z = 0,2 - 0,5X. O coeficiente de correlação entre as variáveis
Z e X, e o coeficiente de variação entre as variáveis Z e Y serão iguais, respectivamente, a:”
a) -1,0 e -0,8
b) +1,0 e +0,8
c) -0,5 e -0,8
d) -0,5 e +0,8
e) -0,2 e -0,4

Sol.: A questão informa que r(x,y)=0,8.


A seguir, define que z=0,2-0,5x.
E pergunta duas coisas:
1º) r(z,x)=? e 2º) r(z,y)=?
Do início.
Substituindo a definição de z, teremos:
Æ r(z,x) = r(0,2-0,5x , x)
Aplicando as propriedades, teremos:

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Æ r(z,x) = r(0,2-0,5x , x) = r(-x,x) = -1

Agora a segunda pergunta. Substituindo o z de novo, teremos:


Æ r(z,y) = r(0,2-0,5x , y)
Aplicando as propriedades, teremos que:
Æ r(z,y) = r(0,2-0,5x , y) = r(-x,y)
Ora, se foi dito pelo enunciado que r(x,y)=0,8
Então: r(-x,y)=-0,8

Assim, as duas respostas que a questão procura são: -1 e -0,8 Æ Resposta!

O quarto tipo de questão que pode cair em prova sobre correlação é a mais difícil delas. É
a questão que exige a aplicação da fórmula!
Ou seja, é um enunciado que vai fornecer uma tabela com todos aqueles pares de
informação (das variáveis x e y), e vai pedir que seja calculado o valor do coeficiente de
correlação linear. Em outras: a questão irá querer saber o valor de r(x,y).
Antes de mais nada, convém saber do seguinte: a tabela para aplicação da fórmula da
correlação somente estará completa se contar com as seguintes cinco colunas:

Xi Yi Xi2 Yi2 Xi.Yi


. . . . .
. . . . .
. . . . .
ΣXi ΣYi ΣXi2 ΣYi2 ΣXi.Yi

Precisamos destas cinco colunas, porque a fórmula será preenchida exatamente com os
cinco somatórios que estão em azul na tabela acima!
Além desses somatórios, a fórmula traz também um tal de n. O que significa este n?
Significa número de pares de informações!
Assim, conhecendo, por meio da tabela, o número de pares de informação (n), e os
somatórios das cinco colunas acima, pronto!, já estaremos aptos a aplicar a fórmula e a fazer as
contas, e a chegar à resposta da questão!
Próximo passo: memorizar a fórmula. Vejamos novamente.

n.∑ Xi.Yi − ∑ Xi.∑ Yi


r ( x, y ) =
[n.∑ Xi 2
][
− (∑ Xi ) . n.∑ Yi 2 − (∑ Yi )
2 2
]
Para memorizar esta belezura, basta que você memorize o primeiro colchete do
denominador. É o seguinte:
Æ n.ΣXi2-(ΣXi)2
É somente essa parcela que você precisará memorizar! Somente essa!

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Assim, convém que você a repita várias e várias vezes no papel. Olhando para ela, sem
olhar para ela. De todo jeito! Até que fique definitivamente memorizada.
Depois disso, lembraremos do seguinte: o denominador está debaixo do sinal da raiz
quadrada. E dentro desta raiz, há o produto de dois colchetes: o primeiro deles é aquele que a
gente já decorou. E o segundo é praticamente igual ao primeiro, trocando-se apenas o X por Y.
Você há, portanto, de concordar comigo, que o denominador já está todo memorizado.
Concorda?
Pois bem! Voltemos àquele colchete que decoramos no começo.
Agora, vamos desenvolvê-lo. É muito fácil fazer isso. Todos concordam que Xi2=Xi.Xi?
Sim? E todos também concordam que: (ΣXi)2=(ΣXi).(ΣXi)? Sim?
Assim, podemos dizer que:
Æ n.ΣXi2-(ΣXi)2 = n.Xi.Xi-(ΣXi).(ΣXi)
Tudo bem até aqui?
Pois bem! Observem que o desenvolvimento acima resultou em duas parcelas, nas quais
só aparece a variável X.
Mas para chegarmos ao numerador da fórmula, modificaremos ligeiramente o resultado
deste desenvolvimento, de forma que tenhamos as duas variáveis X e Y, e não apenas X.
Teremos: n.Xi.Yi-(ΣXi).(ΣYi)
Pronto! Chegamos ao numerador da fórmula. Agora, sim, conhecemos a fórmula inteira!
Com isso, estamos aptos, finalmente, a resolver mais este tipo de questão de correlação!
Vejamos algumas delas.

(AFTN-96) Considere a seguinte tabela, que apresenta valores referentes às variáveis x e y,


porventura relacionadas:
Valores das variáveis x e y relacionadas
X Y x2 Y2 xy
1 5 1 25 5
2 7 4 49 14
3 12 9 144 36
4 13 16 169 52
5 18 25 324 90
6 20 36 400 120
21 75 91 1.111 317

Marque a opção que representa o coeficiente de correlação linear entre as variáveis x e y.


a) 0,903 b) 0,926 c) 0,947 d) 0,962 e) 0,989

Sol.: Percebam que o enunciado não precisa descrever exatamente quais são as variáveis X e Y.
Ele apenas as chama por estas letras e pronto!
Eu pergunto a vocês: esta tabela fornecida nesta questão já está completa para usarmos
a fórmula da correlação linear?
O que vocês dizem? Sim, já está completa! Resta, portanto, colocar a fórmula no papel e
fazer as contas. Teremos:

n.∑ Xi.Yi − ∑ Xi.∑ Yi


Æ r ( x, y ) =
[n.∑ Xi 2
][
− (∑ Xi ) . n.∑ Yi 2 − (∑ Yi )
2 2
]

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6 x317 − 21x75
Æ r ( x, y ) =
[ ][
6 x91 − (21) 2 . 6 x1111 − (91) 2 ]

São apenas estas as rápidas continhas que teremos que fazer!


Moral da história? Não faremos esta questão! O quê, professor? É isso mesmo! Trata-se
de uma questão asterisco. Já falei disso aqui? Questão asterisco é aquela que você vê e sabe, na
mesma hora, que será uma resolução muitíssimo demorada, e que, conseqüentemente, vai
roubar o tempo de várias outras questões de resolução mais rápida!
Assim, ao identificar uma questão asterisco, você vai colocar um imenso (adivinha o
quê?) asterisco ao seu lado, para identificá-la, e para que você possa voltar a ela, no final da
prova, depois de haver resolvido todo o resto, e, obviamente, se houver tempo para isso!
Não poderia deixar de dar esse conselho a vocês. Pulem esta questão! Ponham um
asterisco e deixem para o final.
Mas, cuidado! Nem sempre o que parece é! Vejamos a questão abaixo.

(TRF-2006) Para 5 pares de observações das variáveis X e Y, obteve-se os seguintes


resultados:

ΣX = ΣY = 15
ΣX2 = ΣY2 = 55
ΣXY = 39

Sabendo-se que esses 5 pares de observações constituem a totalidade da distribuição


conjunta populacional dessas duas variáveis, o valor do coeficiente de correlação entre X e Y é
igual a:

a) +1,000 b) +0,709 c) +0,390 d) -0,975 e) -0,600

Sol.: É mais um enunciado que pede a aplicação da fórmula da correlação linear!


Observem que não foi fornecida aqui tabela alguma. Todavia, foram fornecidos cinco
somatórios. Estão vendo? Exatamente aqueles cinco somatórios que precisamos para aplicar a
fórmula da correlação!
Assim, antes de colocarmos o tal do asterisco nesta questão, convém observarmos
melhor! Vejam que há somatórios iguais. Estão vendo? Que tal tentarmos substituir estes
valores na fórmula? Teremos:

n.∑ Xi.Yi − ∑ Xi.∑ Yi


Æ r ( x, y ) =
[n.∑ Xi 2
][
− (∑ Xi ) . n.∑ Yi 2 − (∑ Yi )
2 2
]
5 x39 − 15 x15
Æ r ( x, y ) =
[5x55 − (15) ][. 5x55 − (15) ]
2 2

Ora, os colchetes do denominador são iguais! Como estão sendo multiplicados, é mesmo
que um só colchete elevado ao quadrado! Assim, como é do conhecimento de todos nós, se
temos a raiz quadrada de um valor qualquer elevado à segunda potência, desaparece o sinal da
raiz. Assim, teremos:

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5 x39 − 15 x15
Æ r ( x, y ) =
5 x55 − (15) 2

Viram? O que me dizem? Dá para fazer estas contas, ou não? Claro que sim! Teremos:
Æ r(x,y)=(195-225)/(275-225)
Æ r(x,y)=-30/50 = -3/5 = -0,600 Æ Resposta!

É isso, meus queridos!


Quero, mais uma vez, pedir sinceramente que me perdoem pelo atraso desta aula!
Jamais permitiria que acontecesse se estivesse em condições físicas de escrevê-la antes. Espero
que acreditem em mim, pois estou sendo honesto com vocês.
Não tem dever de casa hoje, porque eu já resolvi todas as questões. Então fica assim: o
dever de casa é estudar essa aula com muita calma, e refazer todos os exemplos que eu resolvi
neste texto. Ok?
Um forte abraço a todos! A próxima aula eu postarei ainda ao longo desta semana!
Fiquem todos com Deus!

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AULA 11 – NÚMEROS ÍNDICES


Olá, amigos!
Vamos dar seqüência ao nosso estudo, hoje, com um assunto novo – os números
índices – comumente presente nas diversas provas de Estatística Básica, sobretudo no AFRF.
Trata-se de um assunto diferenciado de tudo o que vimos até aqui. Deixaremos de
trabalhar com elementos de um conjunto dispostos em rol, dados tabulados ou distribuição de
freqüências.

Trabalharemos sim com dados relativos a preços e quantidades, normalmente


apresentados em uma tabela, e referentes a bens ou produtos, em diferentes épocas.

A princípio, saibamos que existem números índices simples e compostos! O


número índice simples analisa variações de preço e quantidade, ao longo do tempo, para um
único produto; enquanto isso, o número índice composto o faz em relação a um grupo de bens.

Antes de mais nada, convém sabermos que quando tratamos de preços e quantidades
de um bem qualquer, estaremos sempre relacionando estes preços ou quantidades a duas
épocas distintas! Normalmente, essas épocas são anos! Por exemplo, compararemos o preço do
produto A no ano de 1990 e no ano de 1995. Ou então, compararemos a quantidade vendida do
produto B no ano de 2002 e no ano de 2003. E assim por diante!

Convencionou-se então chamar estas duas épocas, estes dois anos, pela seguinte
nomenclatura: ano base (que é o ano de referência!) e ano dado. E mais: doravante,
adotaremos que o ano base será designado pelo símbolo (o) enquanto que o ano dado será
designado pelo símbolo (n).

Desta forma, se falarmos em preços e quantidades de um determinado bem X,


nos anos de 2000 e de 2002, tomando como referência (ano base!) o ano de 2000, teremos
que:
Æ po é o preço do bem no ano base (2000);
Æ pn é o preço do bem no ano dado (2002);
Æ qo é a quantidade do bem no ano base (2000);
Æ qn é a quantidade do bem ano dado (2002).

# Número Índice Relativo de Preço:


O primeiro número índice simples que aprenderemos é o Índice Relativo de Preço! É
designado por po,n.

Definiremos o Relativo de Preço da seguinte maneira:

pn
po ,n =
po

Onde, conforme já sabemos:


Æ po é o preço do bem no ano base; e
Æ pn é o preço do bem no ano dado.

Vamos a um exemplo! Suponhamos que nos foi fornecida a seguinte tabela


abaixo, a qual expressa preços de determinados produtos em duas épocas distintas – anos de
2000 e de 2002 – considerando como ano de referência o de 2000.

Teremos:

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Preço (em R$1,00)
Produtos 2000 ( po ) 2002( p n )
A 15 20
B 8 8
C 12 7

Agora, vejamos como calcular o Índice Relativo de Preço de 2002, com base no
ano 2000, para os produtos apresentados na tabela! Faremos o seguinte cálculo:

p 2002
p 2000, 2002 =
p 2000

Daí, teríamos que:

Para o Produto A Æ p2000,2002=(20/15)=1,33=133,33%

Para o Produto B Æ p2000,2002=(8/8)=1,0=100,0%

Para o Produto C Æ p2000,2002=(7/12)=0,583=58,3%

Feito isso, passamos à elaboração de uma nova tabela, agora utilizando os


resultados encontrados nos índices relativos de preços!

Teremos:

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

Observemos que os índices relativos dos produtos no ano base serão sempre
iguais a 100! Caso contrário, não poderíamos tomar estes valores como base ou como
referência! Confiramos novamente:

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

Agora vamos interpretar estes resultados! Os cálculos dos índices relativos de preços
nos informam que:

Analisando o produto A, veremos o seguinte:

Índices Relativos de Preço (%)


Produto 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3

Æ O preço do bem A elevou-se 33,3% no ano de 2002, tomando por base o ano
de 2000! Basta fazer a subtração dos índices de preço! Vejamos: 133,3-100=33,3.

Para o produto B, teremos:

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Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
B 100 100

Æ O preço do produto B não sofreu qualquer variação no ano de 2002, tomando


como referência o seu preço em 2000. Novamente, basta subtrair: 100-100=0!

Para o produto C, finalmente, teremos:

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
C 100 58,3

Aqui, entenderemos que, no ano de 2002, houve uma redução no preço do bem C,
em relação ao preço do mesmo bem no ano de 2000. E de quanto foi essa redução? Ora, é só
subtrair:58,3-100=-41,7. O sinal negativo no resultado da subtração nos indica que houve uma
redução no preço do produto no ano dado em relação ao ano base!

Observemos que estes três valores que encontramos, 33,3%, 0% e –41,7%,


correspondem ao que chamamos de variação de preço! Daí, podemos ainda afirmar que:

Variação de preço = po ,n − 100

Daí, chegamos também ao seguinte:

po,n = 100 + variação de preço

Só isso! Não é fácil? Já sabemos o primeiro número índice!

# Número Índice Relativo de Quantidade:

O próximo número índice simples que aprenderemos é o Índice Relativo de Quantidade!


Este é designado por qo,n.

É praticamente a mesma coisa que o índice relativo de preços, com uma única
diferença: em vez de tratarmos de preços, estaremos lidando com quantidades dos produtos!

Calcularemos o relativo de quantidade da seguinte forma:

qn
qo ,n =
qo

Conforme já sabemos, qo é a quantidade do bem no ano base; e qn quantidade do


produto no ano dado!

Suponhamos um exemplo, em que uma determinada loja conseguiu vender 300


aparelhos de DVD em 2002, enquanto apenas 120 no ano de 2000. Qual seria o índice relativo
de quantidade em 2002, com base no ano de 2000?

Teremos que:
q 2002
q 2000, 2002 =
q 2000

Daí: q2000,2002=(300/120)=2,5=250%

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Se fôssemos colocar esse resultado em uma tabela, teríamos o seguinte:

Índices Relativos de Quantidade (%)


Produto 2000 (qo) 2002 (qo,n)
DVD 100 250,0

Concluímos, portanto, que houve uma variação de quantidade de 150%. Ou


seja, fazendo a diferença entre o índice relativo de quantidade que calculamos e 100% (que é o
índice do ano-base), chegamos à variação de quantidade! Ou seja: 250%-100%=150%.

Em outras palavras: em termos de quantidade, foram vendidos nesta loja 150%


aparelhos de DVD a mais em 2002, em relação à quantidade vendida no ano de 2000.

# Número Índice Relativo de Valor:

De antemão, precisamos saber que o conceito de valor é um produto! Teremos


que: valor=(preço x quantidade). E isso é bem intuitivo! Se eu comprar duas canetas, ao preço
de R$10,00 cada, qual o valor que estarei pagando? É só multiplicar!

Pois bem! O Índice Relativo de Valor será dado por:

vn
vo , n =
vo

E, como dissemos acima, Valor=(Quantidade.Preço). Daí:

Vo= po.qo e Vn=pn.qn

Daí, podemos concluir que:

vn pn × qn pn qn
vo , n = = = × = po ,n × qo ,n
vo po × qo po qo

Ou seja, o Índice Relativo de Valor pode ser decomposto em um relativo de preço


e um relativo de quantidade.

Façamos um exemplo! Suponhamos que uma loja vendeu, no ano de 2000, uma
quantia de 520 fogões, ao preço de R$350,00. Em 2002, essa mesma loja conseguiu vender
apenas 400 fogões, ao preço de R$600,00 cada. Qual seria o índice relativo de valor, tomando
por base o ano de 2000? Se quisermos, podemos colocar os dados deste enunciado numa
tabela, de forma que teremos o seguinte:

Preços (em R$1,00) Quantidades (unid.)


Produto 2000 ( po ) 2002( p n ) 2000 (qo) 2002(qn)
Fogão 350,00 600,00 520 400

Daí, faríamos:

v 2002 p ⋅q 600 x 400 240.000


v 2000, 2002 = = n n = = = 1,3187 = 131,87%
v 2000 p o ⋅ q o 350 x520 182.000

Traduzindo: no ano de 2002, o faturamento desta loja foi 31,87% (=131,87%-100%)


maior que em 2000!

Apenas isso!

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# Propriedades:

Passemos a algumas propriedades desses números índices já aprendidos.

Æ Propriedade da Identidade!

Esta nos diz que, se o ano base e o ano dado se confundem, ou seja, se ano base e ano
dado são um só, então o valor do índice é 100%! Já vimos isso antes, quando construímos a
tabela dos relativos! Verificamos que os índices no ano base são sempre iguais a 100%.
Lembrados? Quando construímos a tabela dos relativos de preço, encontramos o seguinte:

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

E encontramos estes valores 100 nos preços relativos de 2000, simplesmente pelo
seguinte:

po
p o ,o = = 1 = 100%
po

Æ Propriedade da Reversão do Tempo!

Se trocarmos os anos x e y, no cálculo dos índices, encontraremos a seguinte relação:

Ix,y = (1 / Iy,x)

Este “I” está substituindo o “p” (de preço), ou o “q” (de quantidade), ou o “v” (de
valor)!

Isso quer dizer que se tivermos, por exemplo:

Æ p2000,2002=125%

Podemos afirmar imediatamente que:

Æ p2002,2000= (1/p2000,2002)=(1/125%)=80%

A mesma coisa se aplica a índices relativos de quantidade e de valor!

Æ Propriedade Circular!

Essa é boa e já caiu em prova recente do AFRF!

Será entendida da seguinte forma:

I 0,1 × I1, 2 × I 2,3 × K × I n −1,n = I 0,n

Novamente aqui o “I” está em lugar de “p” (de preço), ou de “q” (de quantidade), ou
de “v” (de valor)!

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Se tivermos na questão dados relativos a variações de índices (de preço, quantidade ou
valor) de um bem em diversos anos consecutivos, poderemos trabalhar com o uso desta
propriedade!

Vamos a uma questão do AFRF-2001:

(AFRF-2001) Um índice de preços com a propriedade circular, calculado anualmente,


apresenta a seqüência de acréscimos δ1=3%, δ2=2% e δ3=2%, medidos
relativamente ao ano anterior, a partir do ano t0. Assinale a opção que corresponde ao
aumento de preço do período t0+2 em relação ao período t0-1.

a) 7,00% b) 6,08% c) 7,16% d) 9,00% e) 6,11%

Sol.: Vamos anotar as variações apresentadas pelo enunciado!

Variações de preço: δ1=3% ; δ2=2% ; δ3=2%

Vimos agora há pouco que:

po,n = 100 + variação de preço

O segredo agora é ter atenção! O enunciado falou que os acréscimos são medidos em
relação ao ano anterior, a partir do ano t0. Logo, o ano anterior a t0 é a ano t0-1! Daí, a
primeira variação (o primeiro δ) será exatamente a do ano t0 em relação ao ano t0-1!

Teremos, portanto, os seguintes relativos de preço:


Æ pt 0−1,t 0 = 100% + 3% = 103%
Æ pt 0,t 0+1 = 100% + 2% = 102%
Æ pt 0+1,t 0+ 2 = 100% + 2% = 102%

Daí, o relativo de preço em t0+2 com relação a t0-1 será o seguinte:

Pt0-1,t0+2=(1,03)x(1,02)x(1,02) = 1,0716 = 107,16%

Daí, restaria fazer: Variação de Preço = Pt0-1,t0+2 - 100%

Daí: Variação de Preço = 7,16% Æ Resposta!

Uma outra forma de resolver esta questão, talvez até mais simples, consistia apenas
em adotar o valor 100 para o primeiro preço (o preço em t0-1). Daí, faríamos as variações
descritas no enunciado, até chegarmos ao preço do ano desejado, que é o t0+2. Vejamos:

Æ Pt0-1=100

A primeira variação será de 3%. Ora, 3% de 100 é 100x0,03=3. Daí, passaríamos a:

Æ Pt0=103

O próximo delta é 2%. Daí, calcularemos 2% de 103. Chegaremos a: 103x0,02=2,06.


Somando este valor ao último preço, teremos: 103+2,06=105,06. Daí:

Æ Pt0+1=105,06

Finalmente, a última variação foi de 2%. Calculando 2% de 105,06, teremos:


105,06x0,02=2,1012. Daí, somando este valor ao último preço encontrado, chegaremos a:

Æ Pt0+2=107,16

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Pronto! Como a questão quer saber a variação do preço de Pt0+2 em relação a Pt0-1, só
teremos agora que subtrair!

Daí, teremos: 107,16-100=7,16 Æ E poderemos colocar o sinal de %, uma vez que a


referência é 100.

Teremos, finalmente: 7,16% Æ Resposta!!

# Índice Aritmético Simples:

Designado por Ia, o Índice Aritmético Simples representa tão somente a Média
Aritmética dos índices relativos!

Será calculado, portanto, da seguinte forma:

Æ Índice Aritmético Simples de Preço:

Ia =
∑p o,n
=
p A o ,n + p B o ,n + pC o ,n + K
n n

Onde o numerador é a soma dos relativos de preço dos produtos apresentados numa
tabela, e n é o número de produtos! Vejamos um exemplo! Consideremos a tabela de índices
relativos de preços extraída construída por nós anteriormente:

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

Teríamos que o índice aritmético simples de preço neste caso será igual a:

Ia =
∑p o,n
=
133,3 + 100 + 58,3
Æ Daí: Ia=97,2 Æ Resposta!
n 3

Concluímos, por este cálculo, que houve uma redução de 2,8% (=100-97,2) nos preços
dos três produtos – observados conjuntamente – no ano de 2002, em relação ao ano de 2000.

Æ Índice Aritmético Simples de Quantidade:

Ia =
∑q o,n
=
q A o ,n + q B o ,n + qC o ,n + K
n n

Aqui, a única diferença em relação ao índice anterior é que, em vez de trabalharmos


com preços, estaremos trabalhando com quantidades!
Observemos que estes índices aritméticos são ditos “simples” justamente porque
trabalham com um único elemento: ou preço ou quantidade!

O próximo número índice será dito “ponderado”, uma vez que levará em conta os dois
elementos - preço e quantidade -, de modo que a quantidade será o “fator de ponderação”.
Funcionará como uma espécie de “peso”. Vejamos!

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Æ Índice Aritmético Ponderado:

Designado por Iap, e calculado da seguinte forma:

Iap =
∑ p .q =
o,n p A o ,n .q A + p B o ,n .q B + pC o ,n .q C + K
∑q q A + q B + qC + ...

A dica é simples: basta pensar no cálculo da média aritmética para dados tabulados!
Estamos todos lembrados? Recordemos que este cálculo seria dado por:

X =
∑ Xi. fi
n

Pois bem! Aqui, nos números índices, o Xi daria lugar aos preços, enquanto que o fi
daria lugar às quantidades! Lembraremos ainda que o n da fórmula acima é dado por Σfi.
Vejamos um exemplo!

Consideremos a tabela abaixo, de preços e quantidades de uma série de produtos.


Observemos que os preços já estão expressos como relativos de preços! Vejamos:

Relativos de Preços Quantidades


Produto 2002( p n ) (em %) 2002(qn) (unid.)
A 125 120
B 95 200
C 110 185

Daí, o Índice Aritmético Ponderado neste caso seria dado por:

Ia =
(125 x120) + (95 x200) + (110 x185) = 54350 = 107,62
(120 + 200 + 185) 505

Æ Índice Harmônico Simples:

Será designado por Ih, e representa tão somente a média harmônica dos índices
relativos. Vejamos.

Æ Índice Harmônico Simples de Preço:

Aqui, repetiremos a fórmula da Média Harmônica para o rol, substituindo Xi pelos


índices relativos de preços! Apenas isso! Teremos:

n n
Ih = =
1 1 1 1
∑p p Ao ,n
+
p Bo ,n
+
pCo ,n
+K
o ,n

Vamos a um exemplo! Usando os dados da tabela da página 12, abaixo transcrita,


calculemos o índice harmônico simples de preço.

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

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3
Ih == = 86,57 Æ Daí: Ih=86,57
1 1 1
+ +
133,3 100 58,3

Segundo este cálculo, houve uma redução de 13,43% (=100-86,57) nos preços dos
três produtos – observados conjuntamente – no ano de 2002, em relação ao ano de 2000.

Æ Índice Harmônico Simples de Quantidade:

Aqui, a única diferença em relação ao índice acima será que agora trabalharemos com
quantidades, em vez de preços! Teremos, portanto, que:

n n
Ih = =
1 1 1 1
∑q q Ao ,n
+
q Bo ,n
+
qCo ,n
+K
o ,n

Æ Índice Harmônico Ponderado:

Designado por Ihp, e calculado da seguinte forma:

Ihp =
∑q =
∑q
⎛ q ⎞ qA q q
+ B + C +K
∑ ⎜⎜ p ⎟
⎟ p Ao ,n p Bo ,n pCo ,n
⎝ o ,n ⎠

Novamente a dica se repete: basta lembrarmos da fórmula da Média Harmônica para


Dados Tabulados! Daí, trocaremos Xi pelos relativos de preços e trocaremos fi pelas
quantidades! Vamos a um exemplo! Considerando os dados da tabela abaixo, calculemos o
índice harmônico ponderado:

Relativos de Preços Quantidades


Produto 2002( p n ) (em %) 2002(qn) (unid.)
A 125 120
B 95 200
C 110 185

120 + 200 + 185


Ihp = Æ Daí, feitas as contas: Ihp=106,38 Æ Resposta!
120 200 185
+ +
125 95 110

Æ Índice Geométrico Simples:

Será designado por Ig, e representa apenas a média geométrica dos índices
relativos.

Abriremos parêntese para aprender como se calcula a Média Geométrica de um


conjunto! E é muito simples. Designaremos por X g ! Teremos:

Æ Média Geométrica para o Rol:

Xg = n ∏ Xi

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O símbolo ∏ significa “produtório”. É o irmão do somatório ∑ , com a diferença que


o somatório soma, e o produtório multiplica!
Daí, produtório de um conjunto de elementos Xi nada mais é que o produto destes
elementos!

Exemplo: Calculemos a média geométrica do conjunto {1, 2, 3, 4, 5}.

Xg = n ∏ Xi Æ X g = 5 1x 2 x3 x 4 x5 Æ X g = 5 120 Æ E: X g = 2,61

Æ Média Geométrica para Dados Tabulados:

Faremos a transição já nossa conhecida! Aqui, surgirá o fi. Teremos:

Xg = n ∏ Xi fi

Observemos que neste caso, o fi ficará no expoente do Xi!

Æ Média Geométrica para Distribuição de Freqüências:

Basta substituir Xi por Ponto Médio (PM). Teremos:

Xg = n ∏ PM fi

Æ Índice Geométrico Simples de Preço:

Aqui, repetiremos a fórmula da Média Geométrica para o rol, trocando apenas Xi pelos
relativos de preço! Teremos:

Ig = n ∏p 0,n = n p Ao ,n × p Bo ,n × pCo ,n × K

Exemplo: calculemos o índice geométrico simples de preços dos dados abaixo.

Índices Relativos de Preço (%)


Produtos 2000 ( po ) 2002 ( po ,n )
A 100 133,3
B 100 100
C 100 58,3

Ig = n p Ao,n × p Bo,n × pCo ,n × K = 3 133,3x100 x58,3 = 3 777.139 = 91,94

Æ Índice Geométrico Simples de Quantidade:

Usaremos a fórmula do índice anterior, apenas trocando os relativos de preços por


relativos de quantidades! Teremos:

Ig = n ∏q 0,n = n q Ao ,n × q Bo ,n × qCo ,n × K

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Æ Índice Geométrico Ponderado:

Designado por Igp, e calculado da seguinte forma:

Igp = ∑ ∏p = ∑ p Ao ,t × p Bo,t × pCo ,t ×K


q q q qA qB qC
0 ,t

Exemplo: Calculemos o índice geométrico ponderado dos dados abaixo.

Æ Índices Complexos de Quantidade e de Preço:

Estes dois índices que vamos aprender – Laspeyres e Paasche – são constantemente
exigidos em provas do AFRF!

São índices que envolvem preços e quantidades, simultaneamente, referentes a duas


épocas distintas: ano base e ano dado! Então, o que poderia ser efetivamente mais complicado
aqui seria apenas conhecer as quatro fórmulas! Teremos duas fórmulas para Paasche e duas
para Laspeyres.

Um primeiro contato com as fórmulas:

Æ Índice de Preço de Paasche: Pa =


∑ p .q n n

∑ p .q o n

Æ Índice de Quantidade de Paasche: Pa =


∑ q .p n n

∑ q .p o n

Æ Índice de Preço de Laspeyres: La =


∑ p .q n o

∑ p .q o o

Æ Índice de Quantidade de Laspeyres: La =


∑ q .p n o

∑ q .p o o

É...! A primeira impressão não é das melhores! Temos que aprender um meio de
memorizar estas quatro fórmulas! Vamos lá.

# Memorizando Laspeyres e Paasche:

1º Passo) As quatro fórmulas começam com somatório sobre somatório!

Æ Preço de Paasche: Pa =
∑ ..........
∑ ..........

Æ Quantidade de Paasche: Pa =
∑ ...........
∑ ...........

Æ Preço de Laspeyres: La =
∑ ...........
∑ ...........

Æ Quantidade de Laspeyres: La =
∑ ...........
∑ ...........
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2º Passo) Índice de preço começa com preço, enquanto índice de quantidade começa
com quantidade! Teremos:

Æ Preço de Paasche: Pa =
∑ p.q
∑ p.q

Æ Quantidade de Paasche: Pa =
∑ q. p
∑ q. p

Æ Preço de Laspeyres: La =
∑ p.q
∑ p.q

Æ Quantidade de Laspeyres: La =
∑ q. p
∑ q. p
3ºPasso) Agora, “amarraremos” as quatro fórmulas, dando um “nó” (n,o) na
vertical!

Ficaremos com:

Æ Preço de Paasche: Pa =
∑ p .q
n

∑ p .q
o

Æ Quantidade de Paasche: Pa =
∑ q .pn

∑ q .po

Æ Preço de Laspeyres: La =
∑ p .q
n

∑ p .q
o

Æ Quantidade de Laspeyres: La =
∑ q .pn

∑ q .po

4º Passo) Agora só nos resta complementar os dois preços ou quantidades que estão
faltando em cada fórmula com os índices (o) ou (n). Saibamos que, para cada uma destas
fórmulas, os índices que estão faltando são iguais, ou seja, estão faltando ou dois (o) ou dois
(n). Aí, iremos nos lembrar do “bizú do pão-de-ló”. (Essa teoria, se é que podemos chamar
assim, não existe em livro nenhum...é mais uma das minhas invenções malucas!).

Do bizú do pão-de-ló, nós só vamos aproveitar o “ló”. O “ló” traz o “L” de Laspeyres e o
“o” do índice “o”. Daí, lembraremos da frase: “Laspeyres é ló!” E se Laspeyres é ló, então os
dois índices que estão faltando para concluirmos a fórmula são ambos o próprio “o”. Teremos:

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Æ Preço de Laspeyres: La =
∑ p .q
n o
(“Laspeyres é ló”!)
∑ p .q
o o

Æ Quantidade de Laspeyres: La =
∑ q .p
n o
(“Laspeyres é ló”!)
∑ q .p
o o

E quanto ao Paasche? Ora, Paasche não é ló! Então, concluímos que “Paasche é n”!
Teremos:

Æ Preço de Paasche: Pa =
∑ p .q
n n
(“Paasche é n”!)
∑ p .q
o n

Æ Quantidade de Paasche: Pa =
∑ q .p
n n
(“Paasche é n”!)
∑ q .p
o n

Pronto! É só isso! Uma vez conhecendo as quatro equações acima, o que restará ser
feito é apenas alimentá-las com os dados de uma tabela, a qual será fornecida na questão! Ou
seja, fica faltando somente fazer o copiar-colar, e matar a questão!
Importante: Os resultados de qualquer destas quatro fórmulas terão que ser, ao final,
multiplicados por 100 (cem)!
Vejamos resolver algumas questões de provas passadas, e entenderemos melhor como
aplicar as fórmulas de Paasche e de Laspeyres. Adiante!
AFTN/94:
Considere a estrutura de preços e de quantidades relativa a um conjunto de quatro
bens, transcrita a seguir, para responder as três próximas questões.

ANOS ANO 0 (BASE) ANO 1 ANO 2 ANO 3


BENS Preços Quantidade Preços Quantidade Preços Quantidade Preços Quantidade
B1 5 5 8 5 10 10 12 10
B2 10 5 12 10 15 5 20 10
B3 15 10 18 10 20 5 20 5
B4 20 10 22 5 25 10 30 5

101. (AFTN/1994) Os índices de quantidade de Paasche, correspondentes aos quatro anos,


são iguais, respectivamente a:
a) 100,0; 90,8; 92,3; 86,4
b) 100,0; 90,0; 91,3; 86,4
c) 100,0; 90,0; 91,3; 83,4
d) 100,0; 90,8; 91,3; 82,2
e) 100,0; 90,6; 91,3; 86,4

Sol.: A primeira coisa que temos que recordar é a fórmula do índice de quantidade de Paasche.
Lembrando dos artifícios mnemônicos que apresentei acima, saberemos que a fórmula que nos
interessa aqui é a seguinte:

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Pa =
∑ q .p n n

∑ q .p o n

Agora, observemos as respostas! Todas elas começam com o valor 100! Isso por quê?
Porque esse primeiro índice diz respeito ao cálculo do ano zero (ano base) em relação a ele
próprio! Logicamente, que dispensaremos esse cálculo!

Nosso trabalho será fazer as contas restantes:


Æ Ano 1, em relação ao ano zero;
Æ Ano 2 em relação ao ano zero; e
Æ Ano 3 em relação ao ano zero!

Observemos que estamos calculando tudo “em relação ao ano zero”, exatamente
porque o ano zero é o ano de referência!

Antes de iniciarmos as contas, olharemos para as respostas! Qual é o segundo valor


que vem nas opções de resposta? Temos 90,8 , 90,0 e 90,6. Ora, como temos valores
diferentes, faremos esse primeiro cálculo, do índice de quantidade de Paasche do ano 1 em
relação ao ano zero! Teremos:

Pa =
∑ q .p
n n
=
(5 x8) + (10 x12) + (10 x18) + (5 x 22) = 450 = 0,900
∑q .p
o n (5 x8) + (5 x12) + (10 x18) + (10 x 22) 500
Este resultado será multiplicado por 100! Teremos: Pa=0,90x100=90,0

Agora, analisemos as opções! Com este valor 90,0 reduzimos as possibilidades de


resposta às opções b e c. Quem for bom observador já viu que após o 90,0, nestas duas opções,
encontraremos o mesmo valor 91,3, que corresponde ao índice de Paasche do ano 2 em relação
ao ano zero! Como a resposta é a mesma, o “desempate” sairá mesmo com as contas do índice
do ano 3 em relação ao ano zero! É o que faremos agora! Teremos:

Pa =
∑q .p
n n
=
(10 x12) + (10 x20) + (5 x 20) + (5 x30) = 570 = 0,864
∑q .p
o n (5 x12) + (5 x20) + (10 x 20) + (10 x30) 660
Que multiplicado por 100, ficará: 0,864x100=86,4

Finalmente, chegamos à resposta! Opção B!

102. (AFTN/1994) Os índices de preços de Laspeyres correspondentes aos quatro anos são
iguais, respectivamente, a:
a) 100,0; 117,7; 135,3; 155,3
b) 100,0; 112,6; 128,7; 142,0
c) 100,0; 112,6; 132,5; 146,1
d) 100,0; 117,7; 132,5; 146,1
e) 100,0; 117,7; 133,3; 155,3

Sol.: O ponto de partida aqui será também a fórmula! Sem conhecermos a fórmula,
como poderemos querer acertar a questão? Não dá! Ei-la:

Índice de Preço de Laspeyres Æ La =


∑ p .qn o

∑ p .qo o

Observando as respostas, vimos que todas as opções começam com o valor 100,0. Já
sabemos o motivo disso: esse valor representa o índice calculado para o ano zero (ano base),
em relação a ele próprio!

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Antes de passarmos às próximas contas, vamos escolher com qual “ano dado” iremos
trabalhar! Como escolher isso? Olhando para as respostas, e buscando aquela que, em todas as
opções, há valores diferentes!

Vejamos: o segundo valor das cinco opções ou serão 117,7 ou serão 112,6. Isso
não é bom! Não vai nos trazer conclusão nenhuma! Já, o terceiro valor das opções – que se
refere ao índice do ano dois em relação ao ano zero – nos traz um leque maior: 135,3 ou 128,7
ou 132,5 ou 133,3. A única resposta que se repete é o 132,5. Ou seja, se der qualquer uma
das outras respostas, já teremos “matado” a questão!!

Passemos às contas:

La =
∑ p .q
n o
=
(10 x5) + (15 x5) + (20 x10) + (25 x10) = 575 = 1,353
∑ p .q
o o (5 x5) + (10 x5) + (15 x10) + (20 x10) 425

Esse valor, multiplicado por 100, resultará em: 135,3

Com isso, já chegamos à resposta! Æ Opção A.

(AFTN-1996) Para efeito das duas próximas questões, considere os seguintes dados:

Artigos Quantidades (1000t) Preços (R$/t)


1993 1994 1995 1993 1994 1995
1 12 13 14 58 81 109
2 20 25 27 84 120 164

103. (AFTN-1996) Marque a opção que representa os índices de Laspeyres de preços, no


período de 1993 a 1995, tomando por base o ano de 1993.
a) 100,0; 141,2; 192,5
b) 100,0; 141,4; 192,8
c) 100,0; 141,8; 193,1
d) 100,0; 142,3; 193,3
e) 100,0; 142,8; 193,7

Sol.: Bem! Aqui, se você é bom observador, já viu que só aplicaremos a fórmula uma
única vez! Claro! Para o ano de 1995, em relação ao ano de 1993 (que é o base!). Por que isso?
Porque os cinco valores, nas cinco opções de resposta, são todos diferentes!
Teremos:

La =
∑ p .q
n o
=
(109 x12) + (164 x 20) = 4588 = 1,931
∑ p .q
o o (58 x12) + (84 x 20) 2376
Multiplicando esse resultado por 100, chegaremos à resposta!

Portanto: La=193,1 Æ Resposta) Opção “C”!

104. (AFTN-1996) Marque a opção que representa os índices de Paasche de preços, no


período de 1993 a 1995, tomando por base o ano de 1993.
a) 100,0; 141,3; 192,3
b) 100,0; 141,6; 192,5
c) 100,0; 141,8; 192,7
d) 100,0; 142,0; 193,3
e) 100,0; 142,4; 193,6

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Sol.: Nesta questão, da mesma forma que na anterior, só precisaremos aplicar a


fórmula do índice uma única vez! Basta olharmos com cuidado para as opções de resposta e
veremos que o segundo valor de todas as opções são todos distintos. O terceiro valor também!
Daí, podemos escolher, entre fazer o cálculo do ano 94 em relação a 93, ou do ano 95 em
relação a 93. Fica a gosto do freguês!

Aplicaremos aqui o preço de Paasche de 1994 em relação a 1993. Teremos:

Pa =
∑ p .q
n n
=
(81x13) + (120 x 25) = 4053 = 1,420
∑ p .q
o n (58 x13) + (84 x 25) 2854
Multiplicando este valor por 100, chegaremos à resposta!

Daí: 1,42x100=142,0 Æ Resposta)Opção “D”!

106. (AFTN-1998) A tabela abaixo apresenta a evolução de preços e quantidades de cinco


produtos:

Ano 1960 (ano base) 1970 1979


Preço (po) Quant. (qo) Preço (p1) Preço (p2)
Produto A 6,5 53 11,2 29,3
Produto B 12,2 169 15,3 47,2
Produto C 7,9 27 22,7 42,6
Produto D 4,0 55 4,9 21,0
Produto E 15,7 393 26,2 64,7
Totais ∑po.qo=9009,7 ∑p1.qo=14358,3 ∑p2.qo=37262,0

Assinale a opção que corresponde aproximadamente ao índice de Laspeyres para 1979


com base em 1960.
a) 415,1
b) 413,6
c) 398,6
d) 414,4
e) 416,6

Sol.: Aqui temos uma questão mais fácil ainda! Observemos que o enunciado nada
dispôs acerca de qual dos índices de Laspeyres deveria ser utilizado, se o de preços ou o de
quantidades!

Porém, analisando os dados fornecidos na tabela acima, vemos que a sua última linha
apresenta alguns resultados já em forma de somatórios! E todos eles estão iniciando com preço!
Daí, concluímos: vamos trabalhar buscando o índice de preços de Laspeyres, do ano de 1979 em
relação a 1960! Teremos:

La =
∑ p .q
n o
=
37262,0
= 4,136
∑ p .q
o o 9009,7

Multiplicando isto por 100, teremos nosso resultado final!

Daí: 4,136 x 100 = 413,6 Æ Resposta) Opção B!

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# Mudança de Base:

O último ponto teórico do programa do AFRF e, portanto, deste nosso Curso, está
inserido no contexto dos Números Índices, e é chamado de Mudança de Base!
Trata-se do assunto o mais fácil de todos! Na questão de “mudança de base”, será
fornecida uma tabela muito simples, com duas linhas: na de cima, uma seqüência de épocas
distintas; na de baixo, índices que representam geralmente preços de um determinado produto!
Em suma, teremos preços de um bem em diferentes anos!
Nesta tabela, apenas um dos valores da segunda linha será igual a 100. Este ano será,
portanto, chamado ano base (ou ano de referência)! Todos os demais índices de preços podem
ser imediatamente “comparados” de forma percentual ao preço do ano base, uma vez que este
último é igual a 100! Por exemplo, consideremos a tabela abaixo:
Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986
Índice 75 88 92 100 110 122

Aqui, nosso ano base é 1984, pois é o único que traz o índice igual a 100. (Ficou fácil
enxergar isso, pelo destaque que eu dei na tabela acima). Se quisermos comparar o que houve
com o preço desse produto no ano de 1985, diremos sem dificuldades que ocorreu um aumento
de 10%. Claro! (110-100=10).

Pois bem! O problema agora é o seguinte: queremos mudar a base dessa tabela! Ou
seja, queremos que o ano base deixe de ser 1984 e passe a ser outro qualquer! Por exemplo,
queremos que o ano base passe a ser o de 1981. O que faremos?

Ora, se a nova base vai ser o ano de 1981, naturalmente que o índice deste ano terá
que assumir o valor de 100. A pergunta: qual é seu valor atualmente? É 75! Então, teremos que
fazer uma operação matemática, para que 75 transformem-se em 100!

Basta, para tanto, dividirmos por 0,75. Vejamos:

75 75 ⎛ 100 ⎞
= = 75 x⎜ ⎟ = 100
0,75 ⎛ 75 ⎞ ⎝ 75 ⎠
⎜ ⎟
⎝ 100 ⎠

Pronto! Com isso, nosso índice que antes era 75, agora passou a 100! Era isso o
que queríamos fazer!

O que nos resta agora é apenas saber que, a mesma operação que foi realizada
com o índice da nova base será também feita com todos os outros índices da tabela!

Ou seja, não vai mudar só o índice do ano-base: mudará toda a tabela! E a operação
será a mesma: dividir por 0,75. Teremos, portanto:

Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986


Índice 100 88/0,75 92/0,75 100/0,75 110/0,75 122/0,75

Chegaríamos a:

Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986


Índice 100 117,33 122,67 133,33 146,67 162,67

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Esta é nossa nova tabela, cuja nova base é o ano de 1981!

Naturalmente que, na prova, não iremos construir toda a nova tabela! Iremos nos
fixar apenas no que for solicitado pelo enunciado! Uma questão versando sobre esse assunto
caiu na prova do AFRF-98, e pegou muita gente! Vejamos essa questão!

(AFTN-1998) A tabela seguinte dá a evolução de um índice de preço calculado com base no


ano de 1984.

Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986


Índice 75 88 92 100 110 122

No contexto da mudança de base do índice para 1981 assinale a opção correta:


a) Basta dividir a série de preços pela média entre 0,75 e 1,00
b) Basta a divisão por 0,75 para se obter a série de preços na nova base
c) Basta multiplicar a série por 0,75 para se obter a série de preços na nova base
d) O ajuste da base depende do método utilizado na construção da série de preços,
mas a divisão por 0,75 produz uma aproximação satisfatória.
e) Basta multiplicar a série de preços pela média entre 0,75 e 1,00

Sol.: Essa tabela fornecida na questão já é nossa conhecida: é exatamente o exemplo


que acabamos de trabalhar! Daí, já sabemos que nossa operação, para passarmos o ano base
de 1984 para 1981 será aquela de dividir os índices por 0,75.

Agora, reparemos melhor as opções b e d:

b) Basta a divisão por 0,75 para se obter a série de preços na nova base.

d) O ajuste da base depende do método utilizado na construção da série de preços, mas


a divisão por 0,75 produz uma aproximação.

A mim, muito me parece que ambas estão corretas! Inclusive eu fiz essa prova, na
época, (minha primeira tentativa!), e embora pensando que estavam as duas opções
perfeitamente corretas, já tinha conhecimento das “malícias” da ESAF. Daí, pensando nisso,
marquei a letra D e acertei a questão!

Daí, faremos o caminho inverso: aprenderemos pela resposta! Doravante,


entenderemos que, no pensamento da ESAF, a divisão por 0,75 é um procedimento que conduz
a uma aproximação. Li vários livros sobre o assunto, e nenhum deles falou dessa forma. Mas,
como nosso objetivo aqui é um ponto a mais na prova, eu, se fosse vocês, aceitaria esse
entendimento como se fosse lei!

Para fechar esta aula de hoje, vou resolver mais duas questões de Números Índices que
nem estão previstas na relação do nosso Curso, mas que eu não queria deixar de resolver.
Foram cobradas recentemente em concursos do AFRF. Vamos a elas!

(AFRF-2000) Uma empresa produz e comercializa um determinado bem X. A empresa quer


aumentar em 60% seu faturamento com X. Pretende atingir este objetivo aumentando o preço
do produto e a quantidade produzida em 20%. Supondo que o mercado absorva o aumento de
oferta e eventuais acréscimos de preço, qual seria o aumento de preço necessário para que a
firma obtenha o aumento de faturamento desejado?

a) 25,3% b) 20,5% c) 33,3% d) 40,0% e) 35,6%

Sol.: Uma questãozinha que se resolve só pela álgebra! Só precisamos saber que faturamento é
quantidade vezes preço! Ou seja:

Faturamento = Quantidade x Preço

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Como o enunciado vem falar em aumentos percentuais, um ótimo artifício seria


estabelecer os valores inicias de preço e quantidade como sendo iguais a 100. Daí, teríamos:

10.000 (fat.) = 100 (q) x 100 (p)

Daí, a questão quer aumentar o faturamento em 60% e a quantidade em 20%.


Teríamos, portanto:

16.000 (fat.) = 120 (q) x preço

Daí: preço = 16.000 / 120 Æ E: preço=133,3

Ora, se partimos de um preço igual a 100, e passamos a 133,3 , concluímos que o


aumento foi apenas dessa diferença. Ou seja:

Aumento do preço = 133,3 – 100 = 33,3

E como o valor de referência é igual a 100, podemos colocar o sinal de % no resultado.


Teremos:

Æ Aumento do preço = 33,3% Æ Resposta!

(AFRF-2002) A inflação de uma economia, em um período de tempo t, medida por um índice


geral de preços, foi de 30%. Assinale a opção que dá a desvalorização da moeda dessa
economia no mesmo período.
a) 30,00%
b) 23,08%
c) 40,10%
d) 35,30%
e) 25,00%

Sol.: Esta questão, que foi cobrada no primeiro concurso de 2002, exigiu o
conhecimento de um índice que, certamente, não estava (e nunca esteve!) no programa. Trata-
se do índice deflator, ou índice de desvalorização da moeda! Seu cálculo é dado pelo seguinte:

1
desvalorização = −1
IPo ,t

Onde IPo,t significa exatamente o índice de preço, e será calculado com base no valor
da inflação do período, da seguinte forma:

IPo,t=INFLAÇÃO+100%

Esta inflação foi fornecida pelo enunciado como sendo igual a 30%. Daí, teremos:

IPo,t=30%+100%=130%=1,30

Agora, é só aplicar a fórmula do deflator. Teremos:

⎛ 1 ⎞
desvalorização = ⎜ ⎟ − 1 = −0,2308 = −23,08%
⎝ 1,30 ⎠

O sinal negativo apenas indica que o dinheiro se desvalorizou naquele período. Daí,
chegamos à nossa resposta:

Desvalorização = 23,08% Æ Resposta!

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É isso! Vou deixar a modéstia de lado e dizer o seguinte: você, meu caro aluno online,
dificilmente vai encontrar uma aula de Números Índices como esta.
Nem no meu livro (“Estatística Básica”, Ed. Campus) o capítulo dos números índices
está assim tão bem explicado.
E como vocês mesmo puderam ver, eu resolvi quase todas as questões do nosso
material que tratam deste assunto, de sorte que ficou apenas uma para você resolver em casa.
Assim, aí vai:

Dever de Casa
107. (AFRF-2005) Considerando-se os dados sobre os preços e as quantidades vendidas de
dois produtos em dois anos consecutivos, assinale a opção correta:

Produto I Produto II
Ano
P11 Q11 P21 Q21
1 40 6 40 2
2 60 2 20 6

a) O índice de Laspeyres indica um aumento de 50% no nível de preços dos


dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 50%.
b) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Laspeyres são 80 para o
preço relativo do produto 1 e 240 para o preço do produto 2.
c) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preços dos
dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 75%.
d) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Paasche são 240 para o
preço relativo do produto 1 e 80 para o preço relativo do produto 2.
e) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preço dos
dois produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 25%.

Antes de encerrar nosso encontro, duas palavrinhas.


Estamos chegando ao final das resoluções previstas para este Curso. Depois desta aula
de hoje, fica faltando resolvermos o exercício final, que são as questões da prova do último
AFRF, e uma ou outra questão que tenha sido, eventualmente, saltada.
Então, na nossa próxima aula, farei um pente fino em todas as questões do nosso
material, procurando ver se alguma delas deixou de ser resolvida, e trarei também a resolução
da prova do AFRF 2005.
Estou em falta com vocês com as perguntas do fórum. O motivo desta falta é o mesmo
que apresentei no início da aula de hoje. Quero me redimir com vocês! Vou pedir ao Site que
mantenha o Curso aberto por pelo menos mais duas semanas, até que eu tenha condições de
tentar dirimir todas as dúvidas que estão lá pendentes, e mais aquelas que vierem a ser
postadas nos próximos dias. Ok?
Se me permitem uma confissão, eu sempre fui um professor meio vaidoso, no sentido de
nunca querer que alguém diga que fiz um trabalho mal feito. Sempre gostei de ver todos
satisfeitos com minhas aulas, sejam escritas, sejam presenciais. Esse é mais um motivo pelo
qual fiquei imensamente contrariado por ter atrasado estas últimas aulas. Sei que ninguém
gosta de atraso, tampouco eu.
Assim, pela enésima vez, quero lhes pedir que me perdoem.
Outro pedido: leiam com calma a aula de hoje (sobretudo Laspeyres e Paasche).
Números Índices é sempre uma questãozinha sagrada na prova de Estatística Básica! Ok?
É isso! Um forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

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AULA 12 – MOMENTOS ESTATÍSTICOS, ASSIMETRIA E CURTOSE


Olá, amigos!
Tudo bem com vocês?
Antes de mais nada, quero desejar a todos vocês um ano novo realmente muito feliz!
Que 2007 venha cheio de renovação das nossas forças e nossas energias, e de muita saúde,
sobretudo, para que tenhamos coragem de enfrentar todos os desafios da vida, e superar todas
as dificuldades, com a ajuda de Deus!
Aliás, 2007 está prometendo ser um ano de muitos e bons concursos públicos! Muitas
vagas serão preenchidas no serviço público, e uma delas, certamente, será sua! Já pensou, que
maravilha! A fila da aprovação vai andar a passos largos no ano que está nascendo, e sua vez
de passar se aproxima a cada dia! Eu não tenho nenhuma dúvida disso!
Pois bem. Voltemos à Estatística. Fazendo a revisão das questões propostas para o
nosso Curso, tomei um susto, pois vi que houve um salto nos enunciados dos assuntos:
Momentos Estatísticos, Assimetria e Curtose.
Mas não tem problema: veremos agora!
Na verdade, estes três assuntos foram retirados do programa do AFRF no último edital,
o de dezembro de 2005. Mas, como sempre foram objeto da prova do Fiscal da Receita (em
1996, 1998, 2001, 2002-1, 2002-2 e 2003), é inteiramente possível que retornem ao próximo
concurso! Nada impede!
Assim, parece-me muito conveniente que aprendamos logo! Não é verdade? Sobretudo
em se tratando de assuntos de compreensão tão fácil.
Vamos lá, então!

# Momentos Estatísticos:
Quem tenta estudar esse assunto por livros acadêmicos, em geral, faz uma salada na
cabeça. A primeira confusão é que o leitor acaba por não entender o que significa esse tal de
momento. Ou seja, não entende para que ele serve ou a que se aplica.
Então, para tentar dirimir qualquer espécie de atrapalho, simplifiquemos: o momento
estatístico é apenas uma fórmula, a qual será utilizada, eventualmente, no estudo de dois outros
assuntos: Assimetria e Curtose!
Ora, quando formos estudar, ainda hoje, a Assimetria e a Curtose, você irá compreender
perfeitamente o que ambos significam.
E o momento? O momento é, repito, meramente uma fórmula, que se fará necessária aos
cálculos de assimetria e curtose.
Resumindo: o momento é um assunto meio, para chegamos aos dois assuntos fim:
assimetria e curtose. Ok?
Só isso! Você não vai pegar no Momento. Não vai senti-lo. Vai simplesmente aplicá-lo.
Ok?
Assim, a respeito deste tema – Momentos Estatísticos – só precisaremos conhecer a
fórmula, e mais adiante veremos quando ela será aplicada. Mais nada!
A rigor, existem três tipos de momentos estatísticos. Porém, para efeito de resolução de
uma questão de prova, só iremos aplicar um deles.
É o seguinte.

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# Momento Centrado na Média Aritmética:

É este o tipo de Momento que precisamos conhecer, e bem. Será exatamente ele que
encontraremos nas nossas fórmulas de Assimetria e Curtose. Vejamos como se calcula este
Momento para rol, dados tabulados e distribuição de freqüências. Teremos:

Æ Para o rol:

Usaremos o seguinte:

∑ (Xi − X )
r

mr =
n

Se durante nossa prova precisarmos determinar o Momento de Ordem 2 Centrado na


Média, para um determinado conjunto, como ficaria nossa fórmula? Da seguinte forma:

∑ (Xi − X )
2

m2 =
n

Agora olhemos bem para a fórmula acima. É semelhante a uma medida que já
conhecemos, que é justamente a Variância. Daqui, extraímos mais esta conclusão: O Momento
de Segunda Ordem Centrado na Média Aritmética de um conjunto é o mesmo que a sua
Variância.

Em praticamente todas as questões de prova de estatística, quando eventualmente


precisarmos trabalhar com o cálculo do Momento, o faremos quando o conjunto vier
apresentado sob a forma de uma Distribuição de Freqüências. Então, vamos ganhar tempo e
apresentar as outras fórmulas, deixando os exemplos para o caso da Distribuição de
Freqüências.

Æ Para Dados Tabulados:

Teremos que:

∑ (Xi − X ) . fi
r

mr =
n

Creio que todos já tenham percebido: da fórmula do momento para um rol para a
fórmula dos dados tabulados, seguimos aquela nossa velha conhecida transição! A mesma
transição que usamos para memorizar cálculos da média, do desvio absoluto, do desvio padrão,
da variância etc.
A mesma transição, obviamente, vai-se verificar também na transição da fórmula dos
dados tabulados para a da distribuição de freqüências. Teremos:

Æ Para Distribuição de Freqüências:

∑ (PM − X ) . fi
r

mr =
n

Observação: Notemos que as fórmulas dos Momentos não sofrem a Correção de Bessel.
Recordando um pouco, a correção de Bessel nada mais é do que o “menos 1”, colocado no
denominador das fórmulas do Desvio-Padrão e da Variância, quando o conjunto trazido pela
questão representar uma amostra. Portanto, não esqueçamos disso: Correção de Bessel é
somente para Desvio Padrão (S) e para Variância (S2).

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Exemplo: Consideremos o conjunto abaixo.

Xi fi
0 -- 4 1
4 -- 8 2
8 --12 2
12 -- 16 1

Determinemos o valor do Terceiro Momento Centrado na Média para o conjunto acima.

Sol.: Para o que a questão solicitou, nossa fórmula será a seguinte:

∑ (PM − X ) . fi
3

m3 =
n

Ora, como o Momento será centrado na Média, o primeiro passo será, necessariamente,
calcular o X.

A pergunta: para essa distribuição de freqüências apresentada, precisaremos fazer contas


para determinar o valor da Média? Percebamos que se trata de uma distribuição simétrica.

Daí, sem maiores dificuldades, encontramos que: X = 8 .

Como próximo passo, construiremos a coluna dos Pontos Médios (PM). Teremos,
portanto:
Xi Fi PM
0–4 1 2
4 -- 8 2 6
8 --12 2 10
12 -- 16 1 14

Na seqüência, encontraremos a coluna (PM- X ). Teremos:

Xi fi PM (PM- X )
0 -- 4 1 2 -6
4 -- 8 2 6 -2
8 --12 2 10 2
12 -- 1 14 6
16

Prosseguindo, encontraremos a coluna [(PM- X )3]. Ficaremos com:

Xi fi PM (PM- X ) (PM- X )3
0 -- 4 1 2 -6 -216
4 -- 8 2 6 -2 -8
8 --12 2 10 2 8
12 -- 16 1 14 6 216

Observemos que não é preciso “decorar” esta seqüência de passos. Basta olharmos para
a fórmula – que será nossa guia – e veremos o que já dispomos e o que precisamos encontrar.
Daí, saberemos imediatamente qual será nosso passo seguinte.

O que nos falta agora é acharmos a coluna do [(PM- X )3.fi] e determinarmos seu
somatório. Teremos, portanto:

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Xi fi PM (PM- X ) (PM- X )3 (PM- X )3.fi


0 -- 4 1 2 -6 -216 -216
4 -- 8 2 6 -2 -8 -16
8 --12 2 10 2 8 16
12 -- 16 1 14 6 216 216
n=6 0

Finalmente, aplicando a fórmula do Terceiro Momento, teremos:

∑ (PM − X ) . fi
3
0
m3 = Æ m3 = = 0 Æ Resposta!
n 6

Exemplo: Para o mesmo conjunto abaixo, determinemos o valor do Momento Centrado na


Média de Ordem 4. Eis o conjunto:

Xi fi
0 -- 4 1
4 -- 8 2
8 --12 2
12 -- 16 1

Nossa fórmula adaptada seria a seguinte:

∑ (PM − X ) . fi
4

m4 =
n

Uma vez que se trata do mesmo conjunto do exemplo anterior, saltaremos aqui os
passos iniciais e apresentaremos já a coluna do (PM- X ). Teremos:

Xi fi PM (PM- X )
0 -- 4 1 2 -6
4 -- 8 2 6 -2
8 --12 2 10 2
12 -- 16 1 14 6

Na seqüência, encontraremos a coluna (PM- X )4:

Xi fi PM (PM- X ) (PM- X )4
0-4 1 2 -6 1296
4–8 2 6 -2 16
8 – 12 2 10 2 16
12 – 16 1 14 6 1296

E agora a coluna (PM- X )4.fi:

Xi fi PM (PM- X ) (PM- X )4 (PM- X )4.fi


0-4 1 2 -6 1296 1296
4–8 2 6 -2 16 32
8 – 12 2 10 2 16 32
12 – 16 1 14 6 1296 1296
n=6 2656

Daí, aplicando a fórmula, teremos o seguinte:

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∑ (PM − X ) . fi
4
2656
m4 = Æ m4 = = 442,67 Æ Resposta!
n 6

Fizemos questão de apresentar dois exemplos, com m3 e m4 (terceiro e quarto


Momentos), porque serão precisamente estes os que serão exigidos em cálculos de Assimetria e
Curtose, como veremos oportunamente.

Daí, conclusões finais:


- Usaremos esta teoria dos Momentos como suporte para chegarmos aos valores de
Assimetria e Curtose;
- O momento centrado na Média de segunda ordem é o mesmo que a Variância;
- Daremos ênfase ao m3 e m4 para efeito de utilização das fórmulas (que
aprenderemos adiante) de Assimetria e de Curtose.

# Resumo das Fórmulas de Momento:

Æ Momento Centrado na Média Aritmética:

∑ (Xi − X ) ∑ (Xi − X ) . fi ∑ (PM − X ) . fi


r r r

mr = ; mr = ou mr =
n n n

# Medidas de Assimetria:

Avançaremos agora na matéria e aprenderemos a calcular os índices de Assimetria de um


conjunto. Este assunto, conforme dito já hoje, não constou mais no programa do último
concurso do AFRF. Mas, já que estamos aqui mesmo, melhor é aprender de vez!
A respeito deste assunto, já tivemos uma noção inicial, uma vez que aprendemos
anteriormente que há uma relação estreita entre o comportamento da curva no tocante à sua
assimetria, e entre as Medidas de Tendência Central.
Naquela ocasião, vimos que existem três situações distintas sob as quais um conjunto
pode apresentar-se, em termos de assimetria. E ainda, qual seria o comportamento da Média,
Moda e Mediana para cada uma daquelas situações.
Recordando um pouco:

Æ Distribuição Assimétrica à Direita (ou de Assimetria Positiva):

Moda < Mediana < Média

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Æ Distribuição Assimétrica à Esquerda (ou de Assimetria Negativa):

Média < Mediana < Moda

Æ Distribuição Simétrica:

Média=Mediana=Moda

Somente este conhecimento já seria suficiente para acertarmos uma questão que
perguntasse apenas se o conjunto é simétrico, ou assimétrico à esquerda ou à direita.

Porém, se o enunciado vier solicitando o valor do índice (ou coeficiente) de


assimetria, então precisaríamos conhecer as fórmulas necessárias para chegarmos a essa
resposta.

Existem cinco formas distintas de determinarmos índices de Assimetria.

Na questão, nossa primeira preocupação será saber qual dos métodos está sendo
requerido. E a segunda, naturalmente, será conhecer a fórmula solicitada.

Æ Índice Quartílico de Assimetria:

Será calculado pela fórmula seguinte:

A=
(Q3 + Q1 − 2Md )
(Q3 − Q1)
Onde:
- Q1 é o primeiro Quartil;
- Q3 é o terceiro Quartil;
- Md é a Mediana.

Uma boa forma de memorizar esta fórmula, seria usando as seguintes etapas:

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1o) Começando apenas o Q3 e o Q1:

A= Q3 Q1
Q3 Q1

2o) Depois, acrescentando o “mais e menos”:

Q3 + Q1
A=
Q3 − Q1

3o) Completando, finalmente o numerador com o “menos duas Medianas”:

Q3 + Q1 − 2 Md
A=
Q3 − Q1

Naturalmente que essa é apenas uma sugestão.

Acerca desta fórmula, convém sabermos que se o índice der positivo, isso indica uma
Curva de Assimetria Positiva (Curva Assimétrica à Direita). Se negativo, teremos uma Curva de
Assimetria Negativa (Curva Assimétrica à Esquerda).

No mais, precisaremos saber como calcular os Quartis, que são um tipo de Medida
Separatriz. Adianto a vocês que as medidas separatrizes – Quartis, Decis e Percentis – são
obtidas pelo mesmíssimo procedimento que se usa para determinar o valor da Mediana de um
conjunto. A Mediana, em si, já é também uma medida separatriz. (Além de ser uma medida de
tendência central).
Como o próprio nome sugere, medida separatriz é aquela que separa. Ela divide o
conjunto em um número de partes iguais.
Já sabemos que a Mediana divide o conjunto ao meio, de sorte que só existe uma
mediana.
O Quartil, por sua vez, divide o conjunto em quatro partes. Assim, existem três quartis: o
Q1 (primeiro quartil), o Q2 (segundo quartil) e o Q3 (terceiro quartil).
O Decil divide o conjunto em dez partes iguais. De sorte que existem nove decis. Claro!
Só precisamos marcar nove pontos em uma reta para ela seja dividida em dez partes!
Concordam? Assim, haverá o D1, D2, D3, D4, D5, D6, D7, D8, D9 e D10.
Finalmente, o Percentil (ou Centil) divide o conjunto em cem partes iguais. Existem,
portanto, noventa e nove percentis (P1, P2, P3, ..., P99).
Vamos aprender de vez como se calculam estas medidas separatrizes.
Estão todos lembrados que para calcular a Mediana de uma distribuição de freqüências,
nós utilizamos uma fração logo no início do procedimento? Sim? Trata-se da fração da Mediana,
que é a (n/2).
Pois bem! Cada uma das demais separatrizes terá sua própria fração. E é somente isso!
Conhecida a fração da medida separatriz que se deseja calcular, todo o restante do
procedimento é idêntico ao que já conhecemos para calcular a mediana!
E é muito fácil saber qual é esta fração! Senão vejamos.
Qual a fração do primeiro quartil (Q1)?
Ora, o quartil divide o conjunto em quantas partes? Em quatro partes. Daí, faremos logo:
Æ n/4.
O 1 do Q1 vai acompanhar o n do numerador. Assim, teremos:
Æ Fração do Q1 = 1n/4.
Este 1 multiplicando não precisa aparecer. Então fica só (n/4) mesmo!
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E a fração do Q3, qual será?
Ora, o quartil divide o conjunto em quatro partes. Daí, o começo da fração é: n/4.
Só que estamos interessados no Q3. Assim, esse 3 vai para o numerador, acompanhar o
n. Ficaremos, pois, que a fração do Q3 é: (3n/4).
E assim por diante!
Vejamos a fração do primeiro decil D1, por exemplo. O decil divide o conjunto em dez
partes iguais. Logo, o início da fração é (n/10). O 1 do D1 vai para o numerador, e teremos:
(1n/10), que fica apenas (n/10).
Qual a fração do sétimo decil (D7)? Já adivinhou? Começamos com n/10, uma vez que o
decil divide o conjunto em dez partes. Agora, o 7 do D7 vai para o numerador, e teremos,
enfim, que a fração do D7 é (7n/10).
Creio que agora tudo ficou esclarecido. Sim?
Vejamos. Eu quero que você me diga qual a fração do P35 (trigésimo quinto percentil).
Você saberia dizer qual é? Claro! Primeiro, pensaremos que o percentil divide o conjunto em
cem partes iguais. Assim, começaremos por n/100. E agora, o 35 do P35 vai para o numerador,
e teremos, finalmente, que a fração do P35 é (35n/100).
Certo? Tudo entendido?
Ótimo! Uma vez sabendo qual a fração que inicia o cálculo da medida separatriz
desejada, o restante, conforme dito há pouco, é só seguir a receita de bolo que aprendemos
para calcular a mediana!
Com o exemplo resolvido abaixo, estou certo que tudo ficará ainda mais compreendido!
AFRF-2002.2: O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de
tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências
seguinte:
Classes Freqüência (fi)
29,5 – 39,5 4
39,5 – 49,5 8
49,5 – 59,5 14
59,5 – 69,5 20
69,5 – 79,5 26
79,5 – 89,5 18
89,5 – 99,5 10

Assinale a opção que dá o valor do coeficiente quartílico de assimetria:


a) 0,080
b) –0,206
c) 0,000
d) –0,095
e) 0,300

Sol.: Comecemos pela Mediana.


1o Passo) Determinamos n pelo somatório da coluna do fi e calculamos (n/2):

Classes Freqüência (fi)


29,5 – 39,5 4
39,5 – 49,5 8
49,5 – 59,5 14
59,5 – 69,5 20
69,5 – 79,5 26
79,5 – 89,5 18
89,5 – 99,5 10
n=100

Daí, teremos n=100 e (n/2)=50

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2o Passo) Construiremos a coluna da freqüência absoluta acumulada crescente (fac):

Classes fi fac↓
29,5 – 39,5 4 4
39,5 – 49,5 8 12
49,5 – 59,5 14 26
59,5 – 69,5 20 46
69,5 – 79,5 26 72
79,5 – 89,5 18 90
89,5 – 99,5 10 100
n=100
3o Passo) Passamos às perguntas comparativas dos valores da fac com o valor de referência
(n/2). Teremos:

Classes fi fac↓
29,5 – 39,5 4 4 Æ 4 é ≥ 50? Não!
39,5 – 49,5 8 12 Æ 12 é ≥ 50? Não!
49,5 – 59,5 14 26 Æ 26 é ≥ 50? Não!
59,5 – 69,5 20 46 Æ 46 é ≥ 50? Não!
69,5 – 79,5 26 72 Æ 72 é ≥ 50? SIM!
79,5 – 89,5 18 90
89,5 – 99,5 10 100
n=100

Daí, nossa Classe Mediana será a quinta classe (69,5 – 79,5).


Feito isso, teremos:

10

Limites da Classe: 69,5 Md 79,5


fac associadas: 46 50 72
4

26

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
26 4
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(4x10)/26 Æ X=1,54
Finalmente, o que falta ser feito é apenas somar o limite inferior da classe mediana ao
valor do X que acabamos de calcular. Teremos:
Æ Md=69,5+1,54 Æ Md=71,04

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Este valor vai ficar guardado, de molho, esperando o final da resolução! Adiante!

Agora, vamos à procura do Primeiro Quartil – Q1:

1o Passo) Determinemos o valor da fração do Q1, ou seja, de (n/4):

Como n=100, teremos que (n/4)=25

2o Passo) Como já dispomos da coluna da fac, passamos às perguntas comparativas:

Classes fi fac↓
29,5 – 39,5 4 4 Æ 4 é ≥ 25? Não!
39,5 – 49,5 8 12 Æ 12 é ≥ 25? Não!
49,5 – 59,5 14 26 Æ 26 é ≥ 25? SIM!
59,5 – 69,5 20 46
69,5 – 79,5 26 72
79,5 – 89,5 18 90
89,5 – 99,5 10 100
n=100

Daí, a classe do Q1 é a terceira classe (49,5 – 59,5). Resta-nos fazer o desenho.


Teremos:
10

Limites da Classe: 49,5 Q1 59,5


fac associadas: 12 25 26
13

14

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
14 13
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(10x13)/14 Æ X=9,28
Somando este x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ Q1=49,5+9,29 Æ Q1=58,78

Este resultado também aguardará o final da resolução! Adiante!

Finalmente, resta-nos encontrar o valor do Terceiro Quartil, Q3:

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1o Passo) Calculamos o valor da fração do Q3, que é, conforme sabemos: (3n/4).

Como n=100, teremos: (3n/4)=75

2o Passo) Uma vez que já temos a coluna da fac, passemos às perguntas de praxe:

Classes fi fac↓
29,5 – 39,5 4 4 Æ 4 é ≥ 75? Não!
39,5 – 49,5 8 12 Æ 12 é ≥ 75? Não!
49,5 – 59,5 14 26 Æ 26 é ≥ 75? Não!
59,5 – 69,5 20 46 Æ 46 é ≥ 75? Não!
69,5 – 79,5 26 72 Æ 72 é ≥ 75? Não!
79,5 – 89,5 18 90 Æ 90 é ≥ 75? SIM!
89,5 – 99,5 10 100
n=100

Achamos nossa Classe do Terceiro Quartil: é a penúltima classe (79,5 – 89,5). Daí,
construindo o desenho, teremos:

10

Limites da Classe: 79,5 Q3 89,5


fac associadas: 72 75 90
3

18

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
18 3
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(3x10)/18 Æ X=1,67
Somando x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ Q3=79,5+1,67 Æ Q3=81,17

Agora, vamos relacionar os valores das medidas encontradas por nós:

Æ Q1=58,78 ; Æ Q3=81,17 e Æ Md=71,04

Daí, aplicando a fórmula do Índice Quartílico de Assimetria, teremos:

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Q3 + Q1 − 2Md 81,17 + 58,78 − 2 x71,04
A= Æ A=
Q3 − Q1 81,17 − 58,78

Æ E: A = −0,095 Æ Resposta!

À primeira vista, parece ser uma questão bem mais demorada do que fato é. Na hora da
prova, com o candidato já bastante “treinado”, realmente não se perde muito tempo nesta
resolução. Mesmo porque é um procedimento bastante repetitivo, e que deverá estar,
certamente, automatizado pelo aluno.

# Coeficientes de Assimetria de Pearson:

Veremos agora duas outras maneiras de calcular o índice de assimetria de um conjunto,


as quais envolvem as Medidas de Tendência Central. São as seguintes:

Æ Primeiro Coeficiente de Assimetria de Pearson:

Dado pela fórmula que se segue:

A=
(X − Mo)
S
Onde:
- X é a Média Aritmética;
- Mo é a Moda; e
- S é o Desvio-Padrão do conjunto.

Observando bem esta fórmula que define o Primeiro Coeficiente de Pearson, verificamos
que o sinal da assimetria será definido pelo seu numerador. Assim, apenas comparando os
valores da Média Aritmética e da Moda, saberemos qual o tipo de assimetria da distribuição.

Assim, de acordo com este coeficiente, teremos:

→ Se X = Mo → Assimetria Nula! Ou seja, distribuição Simétrica!


→ Se X > Mo → Assimetria Positiva! Curva Assimétrica à Direita!
→ Se X < Mo → Assimetria Negativa! Curva Assimétrica à Esquerda.

Æ Segundo Coeficiente de Assimetria de Pearson:

Será calculado da seguinte maneira:

A=
(
3 X − Md )
S

Onde:
- X é a Média Aritmética;
- Md é a Mediana; e
- S é o Desvio-Padrão do conjunto.

Aqui, para este Segundo Coeficiente de Pearson, observamos que o sinal da assimetria
será definido apenas comparando os valores da Média Aritmética e da Mediana do conjunto.
Teremos, portanto:

→ Se X = Md → Assimetria Nula. Ou seja, distribuição Simétrica.


→ Se X > Md → Assimetria Positiva. Curva Assimétrica à Direita.
→ Se X < Md → Assimetria Negativa. Curva Assimétrica à Esquerda.

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Estes dois Coeficientes de Assimetria de Pearson não costumavam ser muito exigidos em
provas de Estatística Básica dos concursos. Tal foi, portanto, a surpresa dos candidatos que
enfrentaram a prova do AFRF 2002.1. Vejamos a questão abaixo:
AFRF-2002.1: Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X), foram
examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse exercício produziu
a tabela de freqüências abaixo. A coluna Classes representa intervalos de valores de X em reais
e a coluna P representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações coincidentes
com os extremos das classes.

Classes P (%)
70 – 90 5
90 – 110 15
110 – 130 40
130 – 150 70
150 – 170 85
170 – 190 95
190 – 210 100

Seja S o desvio padrão do atributo X. Assinale a opção que corresponde à medida de


assimetria de X como definida pelo primeiro coeficiente de Pearson.

a) 3/S
b) 4/S
c) 5/S
d) 6/S
e) 0

Sol.: Para resolvermos esta questão, precisaríamos inicialmente trabalhar com as colunas de
freqüências, para chegarmos à freqüência absoluta simples – fi. O resultado deste
procedimento, já realizado para este enunciado em aulas anteriores, é o seguinte:

Classes Fac↓ Fi fi
70 – 90 5% 5% 10
90 – 110 15% 10% 20
110 – 130 40% 25% 50
130 – 150 70% 30% 60
150 – 170 85% 15% 30
170 – 190 95% 10% 20
190 – 210 100% 5% 10

Agora o que nos resta é apenas recordarmos da fórmula do Primeiro Coeficiente de


Assimetria de Pearson:

A=
(X − Mo)
S

Se observarmos as opções de resposta, veremos que elas vêm com o Desvio-Padrão – S


– no denominador. Ou seja, só precisaremos nos preocupar com o numerador da fórmula.

Na primeira questão desta prova, já havia sido exigido o cálculo da Média. Inclusive já a
fizemos, em oportunidade anterior, na página 6 da nossa aula 5, para ser mais preciso!

Vamos transcrever aquela solução:

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1º) Descobrir o valor do primeiro Ponto Médio:


Classes Fac Fi fi PM
70-90 5% 5% 10 80
90-110 15% 10% 20 .
110-130 40% 25% 50 .
130-150 70% 30% 60 .
150-170 85% 15% 30 .
170-190 95% 10% 20 .
190-210 100% 5% 10 .
100% n=200

2º) Construir a coluna de transformação da variável:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 80) = Yi
20

70-90 5% 5% 10 80 0
90-110 15% 10% 20 . 1
110-130 40% 25% 50 . 2
130-150 70% 30% 60 . 3
150-170 85% 15% 30 . 4
170-190 95% 10% 20 . 5
190-210 100% 5% 10 . 6
n=200

3º) Construir a coluna do fi.Yi e fazer seu somatório:


Classes Fac Fi fi PM (PM − 80) = Yi fi.Yi
20

70-90 5% 5% 10 80 0 0
90-110 15% 10% 20 . 1 20
110-130 40% 25% 50 . 2 100
130-150 70% 30% 60 . 3 180
150-170 85% 15% 30 . 4 120
170-190 95% 10% 20 . 5 100
190-210 100% 5% 10 . 6 60
n=200 580

4º) Calcular a média da variável transformada: Y


580
Æ Y= = 2,9
200
5º) Fazer o desenho de transformação da variável, e percorrer as operações do caminho
de volta, para chegarmos à resposta! Teremos:
1º)-80 2º)÷20

Xi Yi Y = 2,9

2º)+80 1º)x20

Æ 2,9 x 20 = 58,0 e 58,0 + 80 = 138


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Agora, tudo o que temos a fazer é descobrir o valor da Moda desta distribuição de
freqüências. Seguiremos os passos já nossos conhecidos para isso:

Classes fi
70 – 90 10
90 – 110 20
110 – 130 50
130 – 150 60
150 – 170 30
170 – 190 20
190 – 210 10

1º Passo) Determinaremos da Classe Modal:

Xi fi
70 – 90 10
90 – 110 20
110 – 130 50
130 – 150 60 Æ Classe Modal! Æ (a de maior fi)
150 – 170 30
170 – 190 20
190 – 210 10

Para a qual teremos: linf=130 e h=10

2º Passo) Calcularemos os elementos da fórmula de Czuber: Δa e Δp

Xi fi
70 – 90 10
90 – 110 20
110 – 130 50 Æ Classe Anterior: Δa=60-50 Æ Δa=10
130 – 150 60 Æ Classe Modal!
150 – 170 30 Æ Classe Posterior: Δp=60-30 Æ Δp=30
170 – 190 20
190 – 210 10

3º Passo) Aplicaremos a fórmula da Moda de Czuber:

⎛ Δa ⎞
Segundo Czuber, teremos que: Mo = l inf + ⎜⎜ ⎟⎟ ⋅ h
⎝ Δa + Δp ⎠

⎛ 10 ⎞
Daí: Mo = 130 + ⎜ ⎟ ⋅ 20 Æ E: Mo=135
⎝ 10 + 30 ⎠

Finalmente, dispondo já de todos os elementos que procurávamos, aplicaremos a fórmula


do Primeiro Coeficiente de Assimetria de Pearson. Teremos:

A=
(X − Mo) Æ A=
(138 − 135)
S S

3
Æ A= Æ Resposta!
S

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# Índice Momento de Assimetria:

Este é o quarto método pelo qual aprenderemos a determinar o valor do grau de


Assimetria de um conjunto.
Será dado pela seguinte fórmula:

m3
A=
S3
Onde:
- m3 é o Terceiro Momento Centrado na Média Aritmética; e
- S3 é o Desvio-Padrão, elevado à terceira potência.

Para efeitos mnemônicos, lembraremos deste cálculo como sendo a Fórmula do 3, uma
vez que é o único algarismo que aparece nela.

Trata-se de um índice cuja aplicação não é das mais rápidas. Vamos relembrar como se
calculam os elementos deste índice.

No numerador, teremos m3, que é terceiro momento (ou momento de terceira ordem),
cuja fórmula aprendemos já nesta aula de hoje, e que é dado por:

∑ (PM − X ) . fi
3

m3 =
n

E, no denominador, o Desvio-Padrão ao cubo, que poderá ser encontrado da seguinte


maneira:

∑ (PM − X ) . fi ⎟
3
⎛ 2 ⎞

S =⎜
3

⎜ n ⎟
⎝ ⎠

Daí, teremos que a fórmula completa do Índice Momento de Assimetria será:

∑ (PM − X ) . fi
3

A= n

∑ (PM − X ) . fi ⎟
3
⎛ 2 ⎞

⎜ ⎟
⎜ n ⎟
⎝ ⎠

Percebemos, portanto, que para encontrar o Índice Momento de Assimetria teríamos que
trabalhar o numerador e o denominador da fórmula isoladamente, para em seguida chegar ao
resultado. Exatamente como se fossem duas questões em uma só.

O que pode acontecer, é de a prova já fornecer uma tabela de freqüências bastante


completa, de forma que já nos estivessem disponíveis todas as colunas que precisaríamos para
usar na fórmula. Por exemplo, suponhamos que o enunciado da questão nos fornecesse uma
distribuição nos moldes dessa abaixo:

Classes fi PM PM- X (PM- X )2 (PM- X )2.fi (PM- X )3 (PM- X )3.fi


... ... ... ... ... ... ... ...
Σ n E F

Vejam que escolhi algumas letras (E e F) para os somatórios das colunas que nos
interessarão, somente para efeitos de desenvolvermos o raciocínio a seguir.

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Nossa resolução, neste caso, se resumiria quase a uma transposição dos dados da tabela
para a fórmula. Teríamos, portanto:

F
A= n
3
⎛ E⎞
⎜ ⎟
⎜ n⎟
⎝ ⎠

# Índice Decílico de Assimetria:


Uma quinta e última maneira de se determinar a assimetria de um conjunto é por este
índice decílico. Nesta fórmula, só estarão presentes decis. Vejamos:
D9 + D1 − 2Md
A=
D9 − D1

# Resumo das Fórmulas de Assimetria:

Segue, abaixo, um sumário das fórmulas dos índices e coeficientes de Assimetria que
aprendemos hoje, e que seguramente poderão ser, eventualmente, cobrados nas próximas
provas de estatística dos concursos.

Æ Índice Quartílico de Assimetria:

A=
(Q3 + Q1 − 2Md )
(Q3 − Q1)
Æ Índice Decílico de Assimetria:
D9 + D1 − 2Md
A=
D9 − D1

Æ Primeiro Coeficiente de Assimetria de Pearson:

A=
(X − Mo)
S

Æ Segundo Coeficiente de Assimetria de Pearson:

A=
(
3 X − Md )
S

Æ Índice Momento de Assimetria:

∑ (PM − X ) . fi
3

m3 n
A= Æ A=

∑( )
3
S3 ⎛ ⎞2
⎜ PM − X . fi ⎟
⎜ ⎟
⎜ n ⎟
⎝ ⎠

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# Medidas de Curtose:

Este é um assunto de fácil compreensão e muito freqüente em provas de estatística dos


concursos públicos.

O que significa analisar um conjunto quanto à Curtose? Significa apenas verificar o “grau
de achatamento da curva”. Ou seja, saber se a Curva de Freqüência que representa o conjunto é
mais “afilada” ou mais “achatada” em relação a uma curva padrão, chamada curva normal.

Teremos, portanto, no tocante às situações de Curtose de um conjunto, as seguintes


possibilidades:

Curva Leptocúrtica

Curva Mesocúrtica

Curva Platicúrtica

Logo, como vemos acima, uma curva (um conjunto) poderá ser, quanto à sua Curtose:

- Mesocúrtica: ou de curtose média. “Meso” lembra meio. Esta curva está no meio
termo: nem muito achatada, nem muito afilada;

- Platicúrtica: é a curva mais achatada. Seu desenho lembra o de um prato emborcado.


Então, “prato” lembra “plati” e “plati” lembra “platicúrtica”;

- Leptocúrtica: é a curva mais afilada.

Em capítulos anteriores, vimos que existe uma relação estreita entre o valor das Medidas
de Tendência Central (Média, Moda e Mediana) e o comportamento da Assimetria de um
conjunto.

Todavia, quando se trata de Curtose, não há como extrairmos uma conclusão sobre qual
será a situação da distribuição – se mesocúrtica, platicúrtica ou leptocúrtica – apenas
conhecendo os valores da Média, Moda e Mediana.

Outra observação relevante, e que já foi bastante explorada em questões teóricas de


provas anteriores, é que não existe uma relação entre as situações de Assimetria e as situações
de Curtose de um mesmo conjunto. Ou seja, Assimetria e Curtose são medidas independentes e
que não se influenciam mutuamente.

Aprenderemos duas distintas maneiras de calcular o Índice de Curtose de um conjunto.

Æ Índice Percentílico de Curtose:

Encontraremos este índice usando a seguinte fórmula:

C=
(Q3 − Q1 )
2(P90 − P10 )
Onde:
- Q3 é o terceiro quartil;
- Q1 é o primeiro quartil;
- P90 é o nonagésimo percentil e
- P10 é o décimo percentil.
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Podemos ainda, levando em consideração a relação que há entre as medidas


separatrizes, dizer que o Índice Percentílico de Curtose será dado por:

C=
(Q3 − Q1 )
2(D9 − D1 )

Onde:
- Q3 é o terceiro quartil;
- Q1 é o primeiro quartil;
- D9 é o nono decil; e
- D1 é o primeiro decil.

Ou seja, trabalharemos aqui com duas Medidas Separatrizes – o Quartil e o Decil.

Vejamos uma questão resolvida deste assunto.

AFRF-2002.1: Em um ensaio para o estudo da distribuição de um atributo financeiro (X), foram


examinados 200 itens de natureza contábil do balanço de uma empresa. Esse exercício produziu
a tabela de freqüência abaixo. A coluna Classes representa intervalos de valores de X em reais e
a coluna P representa a freqüência relativa acumulada. Não existem observações coincidentes
com os extremos das classes.

Classes P(%)
70 – 90 5
90 – 110 15
110 – 130 40
130 – 150 70
150 – 170 85
170 – 190 95
190 - 210 100

Entende-se por curtose de uma distribuição seu grau de achatamento em geral medido
em relação à distribuição normal. Uma medida de curtose é dada pelo quociente k = Q / (P90-
P10), onde Q é a metade da distância interquartílica e P90 e P10 representam os percentis de
90% e 10%, respectivamente. Assinale a opção que dá o valor da curtose k para a distribuição
de X.
a) 0,263
b) 0,250
c) 0,300
d) 0,242
e) 0,000
Sol.:
No enunciado, o elaborador tentou complicar um pouco a compreensão da fórmula do
índice percentílico de Curtose. Além disso, usou Percentis em lugar de Decis. Todavia, sabemos
perfeitamente que Décimo Percentil (P10) é o mesmo que Primeiro Decil (D1), e que
Nonagésimo Percentil (P90) é a mesma coisa que Nono Decil (D9).
Daí, tudo esclarecido. Usaremos, de fato, para encontrar esta resposta, o Índice
Percentílico de Curtose, exatamente da forma como o conhecemos:

C=
(Q3 − Q1 )
2(D9 − D1 )

Aproveitaremos que todo esse trabalho de encontrar os Quartis (Q1 e Q3) e os Decis (D1
e D9) já foram feitos para este mesmo enunciado, e reproduziremos aqui a resolução desta
questão.

Obviamente que todos perceberam que havia um trabalho preliminar a ser realizado, que
era exatamente o de chegarmos à coluna da freqüência absoluta simples – fi.

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Como já foi falado exaustivamente sobre este procedimento de usar o Caminho das
Pedras para chegar às freqüências desejadas, expomos a seguir o resultado destas operações e,
finalmente, a coluna da fi.

Classes Fac↓ Fi fi
70 – 90 5% 5% 10
90 – 110 15% 10% 20
110 – 130 40% 25% 50
130 – 150 70% 30% 60
150 – 170 85% 15% 30
170 – 190 95% 10% 20
190 – 210 100% 5% 10

Æ Cálculo da fração do Primeiro Quartil – Q1:


1º Passo) Encontraremos n e calcularemos (n/4):

Xi fi
70 !--- 90 10
90 !--- 110 20
110 !--- 130 50
130 !--- 150 60
150 !--- 170 30
170 !--- 190 20
190 !--- 210 10
n=200

Daí, achamos que n=200, portanto, (n/4)=50

2º Passo) Construímos a fac:

Xi fi fac↓
70 !--- 90 10 10
90 !--- 110 20 30
110 !--- 130 50 80
130 !--- 150 60 140
150 !--- 170 30 170
170 !--- 190 20 190
190 !--- 210 10 200
n=200

3º Passo) Comparamos os valores da fac com o valor de (n/4), fazendo a pergunta de praxe,
adaptada ao primeiro quartil:

Xi fi fac↓
70 !--- 90 10 10 Æ 10 é maior ou igual a 50? NÃO!
90 !--- 110 20 30 Æ 30 é maior ou igual a 50? NÃO!
110 !--- 130 50 80 Æ 80 é maior ou igual a 50? SIM!
130 !--- 150 60 140
150 !--- 170 30 170
170 !--- 190 20 190
190 !--- 210 10 200
n=200

Como a resposta foi afirmativa na terceira fac, procuramos a classe correspondente


(110 !--- 130) e dizemos que esta será nossa Classe do Primeiro Quartil.

4º Passo) Fazendo o desenho adequado, teremos:

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20

Limites da Classe: 110 Q1 130


fac associadas: 30 50 80
20

50

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

20 x
50 20
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(20x20)/50 Æ X=8,0
Somando x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ Q1=110+8 Æ Q1=118,0

Æ Cálculo do Terceiro Quartil: Q3

Sol.:
1º Passo) Encontraremos n e calcularemos (3n/4):

Xi fi
70 !--- 90 10
90 !--- 110 20
110 !--- 130 50
130 !--- 150 60
150 !--- 170 30
170 !--- 190 20
190 !--- 210 10
n=200

Daí, achamos que n=200 e, portanto, (3n/4)=150

2º Passo) Já dispondo da coluna da fac, comparamos os valores da fac com o valor de (3n/4),
fazendo a pergunta de praxe, adaptada ao terceiro quartil:

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Xi fi fac↓
70 !--- 90 10 10 Æ 10 é maior ou igual a 150? NÃO!
90 !--- 110 20 30 Æ 30 é maior ou igual a 150? NÃO!
110 !--- 130 50 80 Æ 80 é maior ou igual a 150? NÃO!
130 !--- 150 60 140 Æ 140 é maior ou igual a 150? NÃO!
150 !--- 170 30 170 Æ 170 é maior ou igual a 150? SIM!
170 !--- 190 20 190
190 !--- 210 10 200
n=200

Como a resposta SIM surgiu na fac da quinta classe (150 !--- 170), diremos que esta
será nossa Classe do Terceiro Quartil.

3º Passo) Faremos o desenho adequado para descobrir o Q3. Teremos:

20

Limites da Classe: 150 Q3 170


fac associadas: 140 150 170
10

30

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

20 x
30 10
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(20x10)/30 Æ X=6,67
Somando x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ Q3=150+6,67 Æ Q3=156,67

Æ Cálculo do Primeiro Decil: D1

1º Passo) Encontraremos n e calcularemos (n/10):

Daí, achamos que n=200 e, portanto, (n/10)=20

2º Passo) Conhecedores da coluna da fac, comparamos os valores da fac com o valor de


(n/10), fazendo a pergunta de praxe, adaptada ao primeiro decil:

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Xi fi fac↓
70 !--- 90 10 10 Æ 10 é maior ou igual a 20? NÃO!
90 !--- 110 20 30 Æ 30 é maior ou igual a 20? SIM!
110 !--- 130 50 80
130 !--- 150 60 140
150 !--- 170 30 170
170 !--- 190 20 190
190 !--- 210 10 200
n=200

Achamos, portanto, que a classe correspondente (90 !--- 110) será nossa Classe do Primeiro
Decil!

3º Passo) Fazer o desenho. Teremos:

20

Limites da Classe: 90 D1 110


fac associadas: 10 20 30
10

20

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

20 x
20 10
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(20x10)/20 Æ X=10,0
Somando x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ D1=90+10 Æ D1=100,0

Æ Finalmente, encontraremos o Nono Decil – D9:

1º Passo) Encontraremos n e calcularemos (9n/10):

Daí, achamos que n=200 e, portanto, (9n/10)=180

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2º Passo) Conhecedores da coluna da fac, comparamos os valores da fac com o valor de


(9n/10), fazendo a pergunta de praxe, adaptada ao nono decil:

Xi fi fac↓
70 !--- 90 10 10 Æ 10 é maior ou igual a 180? NÃO!
90 !--- 110 20 30 Æ 30 é maior ou igual a 180? NÃO!
110 !--- 130 50 80 Æ 80 é maior ou igual a 180? NÃO!
130 !--- 150 60 140 Æ 140 é maior ou igual a 180? NÃO!
150 !--- 170 30 170 Æ 170 é maior ou igual a 180? NÃO!
170 !--- 190 20 190 Æ 190 é maior ou igual a 180? SIM!
190 !--- 210 10 200
n=200

Achamos, portanto, que a classe correspondente (170 !--- 190) será nossa Classe do
Nono Decil.

3º Passo) Faremos o desenho adequado, e teremos que:

20

Limites da Classe: 170 D9 190


fac associadas: 170 180 190
10

20

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

20 x
20 10
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(20x10)/20 Æ X=10,0
Somando x com o limite inferior da classe, teremos:
Æ D9=170+10 Æ D9=180,0

Agora sim! Chegou o momento de reunirmos os valores encontrados, para compormos a


fórmula da Curtose! Teremos, portanto:

Æ C=
(Q3 − Q1 ) Æ C=
(156,6 − 118) Æ C = 0,242 Æ Resposta!
2(D9 − D1 ) 2(180 − 100)

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Æ Interpretação do Resultado do Índice Percentílico de Curtose:

A questão acima foi resolvida pela mera aplicação da fórmula do índice percentílico.
Todavia, questões haverá que solicitarão não apenas o resultado do índice, mas questionarão a
situação de curtose em que se encontra aquele conjunto. Ou seja, desejarão saber se a
distribuição será Mesocúrtica, Leptocúrtica, ou Platicúrtica.

Daí, teremos que saber interpretar o resultado do índice de Curtose.

No caso deste Índice Percentílico, a leitura que faremos do resultado é a seguinte:

Se C<0,263 Æ A distribuição é LEPTOCÚRTICA;

Se C=0,263 Æ A distribuição é MESOCÚRTICA;

Se C>0,263 Æ A distribuição é PLATICÚRTICA.

Para a questão que resolvemos acima, por exemplo, tendo encontrado C=0,242,
concluiríamos que se tratava de uma distribuição Leptocúrtica, caso isso estivesse sendo
perguntado pela questão.

# Índice Momento de Curtose:

Será dado pela seguinte fórmula:

m4
C=
S4
Onde:
- m4 é o Momento de 4a Ordem Centrado na Média Aritmética; e
- S4 é o Desvio-Padrão do conjunto, elevado à quarta potência.

Como só aparece número “4” nesta fórmula, lembraremos dela como sendo a fórmula do
4.

Esta nos parece tão trabalhosa quanto a primeira (a do índice percentílico). Pois, na
verdade, teríamos que encontrar isoladamente o valor do numerador (que já é uma questão em
si) e depois o valor do denominador. As fórmulas seriam as seguintes:

Æ O numerador (m4): Quarto Momento Centrado na Média:

∑ (PM − X ) . fi
4

m4 =
n

Æ O denominador (S4): Quarta potência Desvio-Padrão:

( )
2
⎡ PM − X . fi ⎤

2

S4 = S( )2 2
=⎢ ⎥
⎢ n ⎥
⎣ ⎦

Como vimos acima, a quarta potência do Desvio-Padrão é a mesmíssima coisa que o


quadrado da Variância.

Então, nossa fórmula completa do índice momento de Curtose seria a seguinte:

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∑ (PM − X ) . fi
4

C= n
( )
2
⎡ PM − X . fi ⎤

2

⎢ ⎥
⎢ n ⎥
⎣ ⎦

Questão de prova que venha a exigir o cálculo deste índice Momento de Curtose deverá,
naturalmente, fornecer uma tabela já bastante completa, de modo que, apenas pelas colunas
fornecidas na distribuição, já tivéssemos condições chegar ao resultado.

Caso a prova nos dê na questão apenas uma tabela com a coluna das classes e a coluna
da freqüência absoluta simples, teríamos que fazer um trabalho bastante demorado para
chegarmos à resposta.

Vejamos um exemplo ilustrativo dos passos que precisaríamos seguir.

A tabela abaixo representa os dados fornecidos pelo enunciado:

Classes fi
... ...

Daí, como primeiro passo, teríamos que encontrar o valor da Média do conjunto.
Provavelmente, seria mais rápido determinarmos o X se utilizarmos o método da Variável
Transformada. Então, construiríamos a coluna dos Pontos Médios – PM:

Classes fi PM
... ... ...

Em seguida, a Coluna de Transformação da Variável:

Classes fi PM (PM-1ºPM)=Yi
h
... ... ... ...

Daí, faríamos a coluna do (Yi.fi):

Classes fi PM (PM-1ºPM)=Yi Yi.fi


h
... ... ... ... ...

E aplicaríamos a fórmula da Média da Variável Transformada:

Y=
∑ Yi. fi
n

E, com este resultado, percorreríamos o Caminho de Volta da transformação, fazendo:

( Y x h ) e {( Y x h)+ 1ºPM} = X

Neste ponto, construiríamos a coluna (PM- X ):

Classes fi PM (PM-1ºPM)=Yi Yi.fi PM- X


h
... ... ... ... ... ...

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E a coluna (PM- X )2 :

Classes fi PM (PM-1ºPM)=Yi Yi.fi PM- X (PM- X )2


h
... ... ... ... ... ... ...

E a coluna [(PM- X )2.fi]:

Xi fi PM (PM-1ºPM)=Yi Yi.fi PM- X (PM- X )2 (PM- X )2.fi


h
... ... ... ... ... ... ... ...

E a coluna (PM- X )4 : (Desaparecerão aqui a coluna de transformação e a coluna do


(Yi.fi) apenas por uma questão de espaço).

Xi fi PM PM- X (PM- X )2 (PM- X )2.fi (PM- X )4


... ... ... ... ... ... ...

E, finalmente, a coluna [(PM- X )4.fi]:

Xi fi PM PM- X (PM- X )2 (PM- X )2.fi (PM- X )4 (PM- X )4.fi


... ... ... ... ... ... ... ...

Daí, vamos designar nomes aos somatórios das colunas que nos interessam, só para
enxergarmos melhor como será nossa conclusão:

Xi fi PM PM- X (PM- X )2 (PM- X )2.fi (PM- X )4 (PM- X )4.fi


... ... ... ... ... ... ... ...
n E F

Para concluir a questão, aplicaríamos a fórmula do 4:

∑ (PM − X ) . fi
4

C= n
( )
2
⎡ PM − X . fi ⎤

2

⎢ ⎥
⎢ n ⎥
⎣ ⎦
E encontraríamos que:
⎛F⎞
⎜ ⎟
C = ⎝ ⎠2
n
Æ Resposta da Questão!
⎛E⎞
⎜ ⎟
⎝n⎠

Aprenderemos, na seqüência, como interpretar o resultado do índice Momento de


Assimetria e, após, faremos uma questão extraída da prova do AFRF-2002.2, para termos uma
noção mais precisa de como este assunto tem sido cobrado.

Æ Interpretação do Resultado do Índice Momento de Curtose:

Novamente aqui precisaremos conhecer como analisar o resultado do índice de Curtose, a


fim de podermos definir nossa distribuição como Mesocúrtica, Leptocúrtica, ou Platicúrtica.

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Interpretaremos o Índice Momento de Curtose da seguinte maneira:

Se C > 3 Æ A distribuição é LEPTOCÚRTICA;

Se C = 3 Æ A distribuição é MESOCÚRTICA;

Se C < 3 Æ A distribuição é PLATICÚRTICA.

É, portanto, de suma importância que tenhamos bem memorizados estes valores de


referência, a partir dos quais poderemos dizer em qual das situações de Curtose se encontra
determinado conjunto.

Passemos à questão.

AFRF-2002-2: O atributo do tipo contínuo X, observado como um inteiro, numa amostra de


tamanho 100 obtida de uma população de 1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências
seguinte:

Classes Freqüência (fi)


29,5 – 39,5 4
39,5 – 49,5 8
49,5 – 59,5 14
59,5 – 69,5 20
69,5 – 79,5 26
79,5 – 89,5 18
89,5 – 99,5 10

Para a distribuição de freqüências do atributo X, sabe-se que:

∑ (Xi − X ) . fi = 24.500 ∑ (Xi − X ) . fi = 14.682.500


2 4
e

Nessas expressões os Xi representam os pontos médios das classes e X a média amostral.

Assinale a opção correta. Considere para sua resposta a fórmula da curtose com base nos
momentos centrados e suponha que o valor de curtose encontrado é populacional.

a) A distribuição do atributo X é leptocúrtica.


b) A distribuição do atributo X é platicúrtica.
c) A distribuição do atributo X é indefinida do ponto de vista da intensidade da curtose.
d) A informação dada se presta apenas ao cálculo do coeficiente de assimetria com base
nos momentos centrados de X.
e) A distribuição de X é normal.

Sol.: A questão foi bastante clara, ao definir que o índice de curtose a ser empregado será o
índice Momento. Daí, teremos que relembrar a fórmula:

∑ (PM − X ) . fi
4

m4 n
C= Æ C=
S4
( )
2
⎡ PM − X . fi ⎤

2

⎢ ⎥
⎢ n ⎥
⎣ ⎦

Agora, reparemos nos dados fornecidos pelo enunciado. Observemos que o que ele
chamou de Xi é o nosso Ponto Médio, que chamamos de PM. Daí, não resta dúvida: já nos foram
fornecidos o numerador do m4 e o numerador do S4.

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Ora, o n – número de elementos do conjunto – será obtido somando a coluna da fi. E


chegaremos ao valor de n=100. Daí, concluímos: já dispomos de todos os elementos da
fórmula. Resta-nos transpô-los.

Assim, teremos:

∑ (PM − X ) . fi
4
14.682.500
C= n Æ C= 100 Æ C = 2,44
( )
2 2
⎡ PM − X . fi ⎤ ⎡ 24.500 ⎤

2

⎢ ⎥ ⎢⎣ 100 ⎥⎦
⎢ n ⎥
⎣ ⎦

E agora passamos à interpretação do resultado. Se utilizamos o índice Momento de


Curtose, e encontramos que C=2,44 (portanto, um valor menor que 3) concluímos que a
distribuição é platicúrtica!

Logo: Opção b Æ Resposta da Questão!

É isso!
Esta aula já se tornou por demais repleta de informações!
Foi nosso penúltimo encontro! Na próxima aula, que será a última do nosso Curso,
resolverei as questões que ficarão pendentes de nosso dever de casa de hoje, e falarei sobre
mais alguma coisa que tenha sido esquecida.
Ok?
Forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

Dever de Casa

84. (AFPS-2002/ESAF) Uma estatística importante para o cálculo do coeficiente


de assimetria de um conjunto de dados é o momento central de ordem três μ3 .
Assinale a opção correta.

a) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios absolutos em relação


à média.
b) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos quadrados dos desvios em
relação à média.
c) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios positivos em relação
à média.
d) O valor de μ3 é obtido subtraindo-se o cubo da média da massa de dados da
média dos cubos das observações.
e) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos cubos dos desvios em relação
à média.

85. (TCU-93) Os montantes de venda a um grupo de clientes de um supermercado


forneceram os seguintes sumários: média aritmética = $1,20 , mediana = $0,53
e moda = $0,25. Com base nestas informações, assinale a opção correta:

a) A distribuição é assimétrica à direita.


b) A distribuição é assimétrica à esquerda.
c) A distribuição é simétrica.
d) Entre os três indicadores de posição apresentados, a média aritmética é a
melhor medida de tendência central.
e) O segundo quartil dos dados acima é dado por $0,25.

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86. (AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram


obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa
bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.

4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9,
9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15,
15, 16, 16, 18, 23

Pode-se afirmar que:


a) a distribuição amostral dos preços tem assimetria negativa
b) a distribuição amostral dos preços tem assimetria positiva
c) a distribuição amostral dos preços é simétrica
d) A distribuição amostral dos preços indica a existência de duas sub-
populações com assimetria negativa
e) nada se pode afirmar quanto à simetria da distribuição amostral dos preços

87. (AFTN-98) Pede-se a um conjunto de pessoas que executem uma tarefa manual
específica que exige alguma habilidade. Mede-se o tempo T que cada uma leva
para executar a tarefa. Assinale a opção que, em geral, mais se aproxima da
distribuição amostral de tais observações.
a) Espera-se que a distribuição amostral de T seja em forma de U, simétrica
e com duas modas nos extremos.
b) Espera-se que a distribuição amostral seja em forma de sino.
c) Na maioria das vezes a distribuição de T será retangular.
d) Espera-se que a distribuição amostral seja assimétrica à esquerda.
e) Quase sempre a distribuição será simétrica e triangular.

88. (AFTN-94) Assinale a alternativa correta:


a) Toda medida de posição ou de assimetria é um momento de uma variável
aleatória.
b) A média aritmética é uma medida de posição, cuja representatividade independe
da variação da variável, mas depende do grau de assimetria da distribuição de
freqüência.
c) Em qualquer distribuição de freqüência, a média aritmética é mais
representativa do que a média harmônica.
d) A soma dos quadrados dos resíduos em relação à média aritmética é nula.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são medidas de posição com valores
expressos em reais que pertencem ao domínio da variável a que se referem.

89. (AFTN-94) Indique a opção correta:


a) O coeficiente de assimetria, em qualquer distribuição de freqüência, é menor
do que o coeficiente de curtose.
b) O coeficiente de assimetria, em uma distribuição de freqüência, é um real no
intervalo [-3, 3].
c) O coeficiente de curtose, em uma distribuição de freqüência, é igual a três
vezes o quadrado da variância da distribuição.
d) O coeficiente de curtose é igual a três em uma distribuição normal padrão.
e) Em uma distribuição simétrica, o coeficiente de curtose é nulo.

90. (AFTN-98) Assinale a opção correta.


a) Para qualquer distribuição amostral, se a soma dos desvios das
observações relativamente à média for negativa, a distribuição
amostral terá assimetria negativa.
b) O coeficiente de variação é uma medida que depende da unidade em que
as observações amostrais são medidas.
c) O coeficiente de variação do atributo obtido pela subtração da média
de cada observação e posterior divisão pelo desvio padrão não está
definido.
d) Para qualquer distribuição amostral pode-se afirmar com certeza que
95% das observações amostrais estarão compreendidas entre a média
menos dois desvios padrões e a média mais dois desvios padrões.
e) As distribuições amostrais mesocúrticas em geral apresentam cauda
pesada e curtose excessiva.

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91. (AFPS-2002/ESAF) A tabela abaixo dá a distribuição de freqüências de um


atributo X para uma amostra de tamanho 66. As observações foram agrupadas em 9
classes de tamanho 5. Não existem observações coincidentes com os extremos das
classes.

Classes Freqüências
4-9 5
9-14 9
14-19 10
19-24 15
24-29 12
29-34 6
34-39 4
39-44 3
44-49 2

Sabe-se que o desvio padrão da distribuição de X é aproximadamente 10. Assinale a


opção que dá o valor do coeficiente de assimetria de Pearson que é baseado na
média, na mediana e no desvio padrão.
a) -0,600 c) 0,709 e) -0,610
b) 0,191 d) 0,603

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AULA 13 – RELAÇÃO DOS EXERCÍCIOS FINAIS


Olá, amigos!
Ainda não é chegada nossa aula derradeira!
Sei que muitos estão chateados – e com toda a razão do mundo – pelo atraso destas
últimas aulas. Noutra ocasião já conversei com vocês a respeito disto, e do quanto me sinto
triste em ter ocorrido tal fato.
Infelizmente, não houve como ser diferente.
Hoje, vejo que não atinei bem para o fato de que todos nós temos limites físicos.
Inclusive eu. Estou de férias esta semana, desde a segunda-feira última. E estou tentando me
recuperar – física e psicologicamente – de um cansaço profundo que estou sentindo.
O que tive condições de fazer nestes últimos dias foi passar um pente fino em todas as
nossas aulas anteriores, buscando verificar se houve questões da nossa lista que não tenham
sido resolvidas, e quais seriam elas.
Foram 15 questões, além das últimas 7 que foram cobradas no AFRF-2005, e que
compõem o exercício final do nosso Curso. Total: 22 questões!
Nossa próxima aula será a última. Nela apresentarei a resolução de todas estas
questões que estão faltando, e que são as seguintes:

ÚLTIMAS QUESTÕES PENDENTES DE RESOLUÇÃO


01.(Analista fin..e controle GDF 94 CESPE) Um órgão financiador de projetos recebeu nos
últimos doze meses as seguintes quantidades mensais de propostas de projetos: 22, 10, 8,
16, 20, 26, 30, 40, 42, 36, 28, 24. Assinale a alternativa que representa o 1º quartil deste
conjunto.
a) 18 b) 20 c) 22 d) 24

(AFC-94 ESAF) Para a solução da questão seguinte, utilize a série estatística abaixo:
2 5 7 13
3 6 9 13
3 6 11 13
4 6 11 13
4 7 12 15

02.Os valores do 1º e do 3º quartil da série são, respectivamente:


a) 2 e 15 b) 5 e 12 c) 4 e 13 d) 4 e 12 e) 6 e 13

03.Considere a seguinte distribuição de freqüências:


classes fi
0 |— 5 20
5 |— 10 20
10 |— 15 40
15 |— 20 10
20 |— 25 10
Total
A moda da distribuição é:
a) 12,5; dada a simetria da distribuição.
b) Inferior à média aritmética e à mediana.
c) Superior à média aritmética e à mediana.
d) Igual à menor freqüência simples absoluta.
e) Igual à média aritmética.

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04.(IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências abaixo, não


existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Assinale a opção que corresponde ao oitavo decil.


a) 179,5 d) 184,5
b) 189,5 e) 174,5
c) 183,9

(FTE-PA-2002/ESAF) A tabela de freqüências abaixo deve ser utilizada nas duas próximas
questões e apresenta as freqüências acumuladas (F) correspondentes a uma amostra da
distribuição dos salários anuais de economistas (Y) – em R$ 1.000,00, do departamento de
fiscalização da Cia. X. Não existem realizações de Y coincidentes com as extremidades das
classes salariais.
Classes F
29,5 - 39,5 2
39,5 - 49,5 6
49,5 - 59,5 13
59,5 - 69,5 23
69,5 - 79,5 36
79,5 - 89,5 45
89,5 - 99,5 50

05.(Técnico de Planejamento e Pesquisa IPEA 2004 ESAF) Para uma amostra aleatória de
determinado atributo encontrou-se a seguinte distribuição de freqüências. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes Freqüências
2000 – 4000 18
4000 – 6000 45
6000 – 8000 102
8000 – 10000 143
10000 – 12000 32
12000 – 14000 60

Assinale a opção que corresponde à melhor aproximação do nonagésimo quinto percentil.


a) 13.000 d) 12.667
b) 12.585 e) 13.900
c) 13.333

06.(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Aplicando a transformação z = (x - 14)/4


aos pontos médios das classes (x) obteve-se o desvio padrão de 1,10 salários mínimos.
Assinale a opção que corresponde ao desvio padrão dos salários não transformados.
a) 6,20 b) 4,40 c) 5,00 d) 7,20 e) 3,90

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07.(Analista CVM - 2000/ ESAF) Uma firma distribuidora de eletrodomésticos está interessada
em estudar o comportamento de suas contas a receber em dois meses consecutivos. Com
este objetivo seleciona, para cada mês, uma amostra de 50 contas. As observações
amostrais constam da tabela seguinte:

Valor (R$) Freqüência de Março Freqüência de Abril


1.000,00 6 10
3.000,00 13 14
5.000,00 12 10
7.000,00 15 13
9.000,00 4 -
11.000,00 - 3

Assinale a opção que corresponde a amplitude do intervalo interquartílico, em reais, para


o mês de março.

a) 3.250,00 d) 6.000,00
b) 5.000,00 e) 2.000,00
c) 4.000,00

08.(AFPS-2002/ESAF) Uma estatística importante para o cálculo do coeficiente de assimetria de


um conjunto de dados é o momento central de ordem três μ3 . Assinale a opção correta.

a) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios absolutos em relação à média.


b) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos quadrados dos desvios em relação à média.
c) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios positivos em relação à média.
d) O valor de μ3 é obtido subtraindo-se o cubo da média da massa de dados da média dos cubos
das observações.
e) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos cubos dos desvios em relação à média.

09.(TCU-93) Os montantes de venda a um grupo de clientes de um supermercado forneceram


os seguintes sumários: média aritmética = $1,20 , mediana = $0,53 e moda = $0,25. Com
base nestas informações, assinale a opção correta:

a) A distribuição é assimétrica à direita.


b) A distribuição é assimétrica à esquerda.
c) A distribuição é simétrica.
d) Entre os três indicadores de posição apresentados, a média aritmética é a melhor medida de
tendência central.
e) O segundo quartil dos dados acima é dado por $0,25.

10.(AFTN-98) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior, foram obtidos de uma
amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomada numa bolsa de valores internacional.
A unidade monetária é o dólar americano.

4, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 7, 7, 7, 7, 7, 7, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 9, 9, 9, 10, 10, 10, 10,


10, 10, 10, 10, 11, 11, 12, 12, 13, 13,14, 15, 15, 15, 16, 16, 18, 23

Pode-se afirmar que:


a) a distribuição amostral dos preços tem assimetria negativa
b) a distribuição amostral dos preços tem assimetria positiva
c) a distribuição amostral dos preços é simétrica
d) A distribuição amostral dos preços indica a existência de duas sub-populações com
assimetria negativa
e) nada se pode afirmar quanto à simetria da distribuição amostral dos preços

11.(AFTN-98) Pede-se a um conjunto de pessoas que executem uma tarefa manual específica
que exige alguma habilidade. Mede-se o tempo T que cada uma leva para executar a tarefa.
Assinale a opção que, em geral, mais se aproxima da distribuição amostral de tais
observações.
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a) Espera-se que a distribuição amostral de T seja em forma de U, simétrica e com duas
modas nos extremos.
b) Espera-se que a distribuição amostral seja em forma de sino.
c) Na maioria das vezes a distribuição de T será retangular.
d) Espera-se que a distribuição amostral seja assimétrica à esquerda.
e) Quase sempre a distribuição será simétrica e triangular.

12.(AFTN-94) Assinale a alternativa correta:


a) Toda medida de posição ou de assimetria é um momento de uma variável aleatória.
b) A média aritmética é uma medida de posição, cuja representatividade independe da variação
da variável, mas depende do grau de assimetria da distribuição de freqüência.
c) Em qualquer distribuição de freqüência, a média aritmética é mais representativa do que a
média harmônica.
d) A soma dos quadrados dos resíduos em relação à média aritmética é nula.
e) A moda, a mediana e a média aritmética são medidas de posição com valores expressos em
reais que pertencem ao domínio da variável a que se referem.

13.(AFTN-94) Indique a opção correta:


a) O coeficiente de assimetria, em qualquer distribuição de freqüência, é menor do que o
coeficiente de curtose.
b) O coeficiente de assimetria, em uma distribuição de freqüência, é um real no intervalo [-3,
3].
c) O coeficiente de curtose, em uma distribuição de freqüência, é igual a três vezes o quadrado
da variância da distribuição.
d) O coeficiente de curtose é igual a três em uma distribuição normal padrão.
e) Em uma distribuição simétrica, o coeficiente de curtose é nulo.

14.(AFTN-98) Assinale a opção correta.


a) Para qualquer distribuição amostral, se a soma dos desvios das observações
relativamente à média for negativa, a distribuição amostral terá assimetria
negativa.
b) O coeficiente de variação é uma medida que depende da unidade em que as
observações amostrais são medidas.
c) O coeficiente de variação do atributo obtido pela subtração da média de cada
observação e posterior divisão pelo desvio padrão não está definido.
d) Para qualquer distribuição amostral pode-se afirmar com certeza que 95% das
observações amostrais estarão compreendidas entre a média menos dois desvios
padrões e a média mais dois desvios padrões.
e) As distribuições amostrais mesocúrticas em geral apresentam cauda pesada e
curtose excessiva.

15.(AFPS-2002/ESAF) A tabela abaixo dá a distribuição de freqüências de um atributo X para


uma amostra de tamanho 66. As observações foram agrupadas em 9 classes de tamanho 5.
Não existem observações coincidentes com os extremos das classes.
Classes Freqüências
4-9 5
9-14 9
14-19 10
19-24 15
24-29 12
29-34 6
34-39 4
39-44 3
44-49 2

Sabe-se que o desvio padrão da distribuição de X é aproximadamente 10. Assinale a opção que
dá o valor do coeficiente de assimetria de Pearson que é baseado na média, na mediana e no
desvio padrão.
a) -0,600 c) 0,709 e) -0,610
b) 0,191 d) 0,603

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AFRF 2005 – ESTATÍSTICA BÁSICA

16. Para dados agrupados representados por uma curva de freqüências, as diferenças
entre os valores da média, da mediana e da moda são indicadores da assimetria da
curva. Indique a relação entre essas medidas de posição para uma distribuição
negativamente assimétrica.
a) A média apresenta o maior valor e a mediana se encontra abaixo da moda.
b) A moda apresenta o maior valor e a média se encontra abaixo da mediana.
c) A média apresenta o menor valor e a mediana se encontra abaixo da moda.
d) A média, a mediana e a moda são coincidentes em valor.
e) A moda apresenta o menor valor e a mediana se encontra abaixo da média.

17. Uma empresa verificou que, a idade média dos consumidores de seu principal produto
é de 25 anos, considerada baixa por seus dirigentes. Com o objetivo de ampliar sua
participação no mercado, a empresa realizou uma campanha de divulgação voltada
para consumidores com idades mais avançadas. Um levantamento realizado para
medir o impacto da campanha indicou que as idades dos consumidores apresentaram
a seguinte distribuição:
Idade (X) Freqüência Porcentagem
18 !--- 25 20 40
25 !--- 30 15 30
30 !--- 35 10 20
35 !--- 40 5 10
Total 50 100

Assinale a opção que corresponde ao resultado da campanha considerando o seguinte


critério de decisão: se a diferença X -25 for maior que o valor 2σX / n , então a campanha
de divulgação surtiu efeito, isto é, a idade média aumentou; caso contrário, a campanha de
divulgação não alcançou o resultado desejado.

a) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,1 é maior que 2σX/ n =1,53.


b) A campanha não surtiu efeito, pois X -25=0 é menor que 2σX/ n =1,64.
c) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,1 é maior que 2σX/ n =1,41.
d) A campanha não surtiu efeito, pois X -25=0 é menor que 2σX/ n =1,53.
e) A campanha surtiu efeito, pois X -25=2,5 é maior que 2σX/ n =1,41.

18. Considerando-se os dados sobre os preços e as quantidades vendidas de dois produtos


em dois anos consecutivos, assinale a opção correta:

Produto I Produto II
Ano
P11 Q11 P21 Q21
1 40 6 40 2
2 60 2 20 6

a) O índice de Laspeyres indica um aumento de 50% no nível de preços dos dois


produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 50%.
b) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Laspeyres são 80 para o preço
relativo do produto 1 e 240 para o preço do produto 2.
c) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preços dos dois
produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 75%.
d) Os fatores de ponderação no cálculo do índice de Paasche são 240 para o preço
relativo do produto 1 e 80 para o preço relativo do produto 2.
e) O índice de Laspeyres indica um aumento de 25% no nível de preço dos dois
produtos, enquanto o índice de Paasche indica uma redução de 25%.

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19. Para uma amostra de dez casais residentes em um mesmo bairro, registraram-se os
seguintes salários mensais (em salários mínimos):

Identificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
do casal
Salário do 30 25 18 15 20 20 21 20 25 27
marido (Y)
Salário da 20 25 12 10 10 20 18 15 18 23
esposa (X)

Sabe-se que:
∑ ∑ ∑
10 10 10
i −1
Yi = 221 i −1
Yi 2 = 5069 i −1
XiYi = 3940

∑ ∑
10 10
i −1
Xi = 171 i −1
Xi 2 = 3171
Assinale a opção cujo valor corresponda à correlação entre os salários dos homens e os
salários das mulheres.
a) 0,72 b) 0,75 c) 0,68 d) 0,81 e)0,78

20. Assinale a opção que expresse a relação entre as médias aritmética ( X ), geométrica
(G) e harmônica (H), para um conjunto de n valores positivos (X1, X2, ... , Xn):
a) G ≤ H ≤ X , com G=H= X somente se os n valores forem todos iguais.
b) G ≤ X ≤ H, com G= X =H somente se os n valores forem todos iguais.
c) X ≤ G ≤ H, com X =G=H somente se os n valores forem todos iguais.
d) H≤ G ≤ X , com H=G= X somente se os n valores forem todos iguais.
e) X ≤ H ≤ G, com X =H=G somente se os n valores forem todos iguais.

21. De posse dos resultados de produtividade alcançados por funcionários de determinada


área da empresa em que trabalha, o Gerente de Recursos Humanos decidiu empregar
a seguinte estratégia: aqueles funcionários com rendimento inferior a dois desvios
padrões abaixo da média (Limite Inferior – LI) deverão passar por treinamento
específico para melhorar seus desempenhos; aqueles funcionários com rendimento
superior a dois desvios padrões acima da média (Limite Superior – LS) serão
promovidos a líderes de equipe.
Indicador Freqüência
0 !--- 2 10
2 !--- 6 20
4 !--- 6 240
6 !--- 8 410
8 !--- 10 120
Total 800

Assinale a opção que apresenta os limites LI e LS a serem utilizados pelo Gerente de


Recursos Humanos.
a) LI=4,0 e LS=9,0 c) LI=3,0 e LS=9,8 d) LI=3,2 e LS=9,4
b) LI=3,6 e LS=9,4 e) LI=3,4 e LS=9,6

22. Em uma determinada semana uma empresa recebeu as seguintes quantidades de


pedidos para os produtos A e B:

Produto A 39 33 25 30 41 36 37
Produto B 50 52 47 49 54 40 43

Assinale a opção que apresente os coeficientes de variação dos dois produtos:


a) CVA=15,1% e CVB=12,3% d) CVA=15,1% e CVB=10,3%
b) CVA=16,1% e CVB=10,3% e) CVA=16,1% e CVB=15,1%
c) CVA=16,1% e CVB=12,3%
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Vou fazer todo o possível para disponibilizar estas resoluções acima nos primeiros dias
da semana que vem.
Continuo, meus queridos, contando com a amizade e com a compreensão de todos
vocês!
Um forte abraço a todos! E fiquem com Deus!

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AULA 14 – RESOLUÇÕES FINAIS DA LISTA DE QUESTÕES


Olá, amigos!
Espero que estejam todos bem!
Apresento-lhes, hoje, as vinte e duas últimas resoluções da lista original do nosso
Curso! Com elas, concluímos o nosso trabalho no tocante às aulas. E no tocante ao Fórum, vou
tentar responder as perguntas pendentes durante os dias seguintes.
Vou pedir à LuBSB que mantenha o fórum no ar.
Passemos às resoluções! Vamos a elas.

ÚLTIMAS QUESTÕES PENDENTES DE RESOLUÇÃO


01.(Analista fin. e controle GDF 94 CESPE) Um órgão financiador de projetos recebeu nos
últimos doze meses as seguintes quantidades mensais de propostas de projetos: 22, 10, 8,
16, 20, 26, 30, 40, 42, 36, 28, 24. Assinale a alternativa que representa o 1º quartil deste
conjunto.
a) 18 b) 20 c) 22 d) 24

Sol.: A primeira coisa a ser feita nesta resolução é colocar os dados brutos apresentados no
enunciado numa forma de rol. Ou seja, colocá-los em ordem crescente! Teremos:
Æ 8, 10, 16, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 36, 40, 42
Feito isso, aprendemaos que para encontrar algum Quartil em um rol, antes temos que
descobrir quem é a Mediana do conjunto! Uma vez descoberta a Mediana, dividiremos o
conjunto original em duas partes: a parte dos elementos à esquerda da Mediana, e a parte dos
elementos à direita da Mediana.
Até aqui, tudo bem? Vamos fazer isso! Teremos:
Æ 8, 10, 16, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 36, 40, 42
Md=(24+26)/2
Md=25

Quais foram os dois subconjuntos que ficaram à esquerda e à direita da mediana?


Vejamos:

Æ {8, 10, 16, 20, 22, 24} e {26, 28, 30, 36, 40, 42}
Pois bem! Agora é o seguinte: o primeiro quartil Q1 será a Mediana do conjunto da
esquerda, enquanto o terceiro quartil Q3 será a Mediana do conjunto da direita!
Só isso!
Como a questão quer saber o primeiro quartil, teremos:
Æ {8, 10, 16, 20, 22, 24}
Md=(16+20)/2
Md=18 Æ Q1=18 Æ Resposta!

(AFC-94 ESAF) Para a solução da questão seguinte, utilize a série estatística abaixo:
2 5 7 13
3 6 9 13
3 6 11 13
4 6 11 13
4 7 12 15

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02.Os valores do 1º e do 3º quartil da série são, respectivamente:


a) 2 e 15 b) 5 e 12 c) 4 e 13 d) 4 e 12 e) 6 e 13

Sol.: Vamos seguir o mesmíssimo raciocínio da questão anterior! Aqui, os elementos já estão
em rol. Assim, descobriremos, por primeiro, quem é a Mediana do conjunto! Teremos:

Æ {2, 3, 3, 4, 4, 5, 6, 6, 6, 7, 7, 9, 11, 11, 12, 13, 13, 13, 13, 15}


Md=7
Assim, excluindo a Mediana do conjunto, geraremos dois subconjuntos, que são os
seguintes:
Æ {2, 3, 3, 4, 4, 5, 6, 6, 6} e {9, 11, 11, 12, 13, 13, 13, 13, 15}

Daí, o primeiro e o terceiro quartil serão os seguintes:

Æ {2, 3, 3, 4, 4, 5, 6, 6, 6} e {9, 11, 11, 12, 13, 13, 13, 13, 15}
Q1=4 Q3=13

Daí: Q1=4 e Q3=13 Æ Resposta!

03.Considere a seguinte distribuição de freqüências:


classes fi
0 |— 5 20
5 |— 10 20
10 |— 15 40
15 |— 20 10
20 |— 25 10
Total
A moda da distribuição é:
a) 12,5; dada a simetria da distribuição. d) igual à menor freqüência simples.
b) Inferior à média aritmética e à mediana. e) igual à média aritmética.
c) Superior à média aritmética e à mediana.

Sol.: Vamos calcular as três medidas de posição para esta distribuição de freqüências.
Comecemos pela Média. Teremos:

classes fi PM (PM-2,5)/5=Yi fi.Yi


0 |— 5 20 2,5 0 0
5 |— 10 20 7,5 1 20
10 |— 15 40 12,5 2 80
15 |— 20 10 17,5 3 30
20 |— 25 10 22,5 4 40
Total n=100 170

170
Æ Y = = 1,7
100

Nosso desenho de transformação da variável é o seguinte:

1º)-2,5 2º)÷5

Xi Yi Y = 1,7

2º)+2,5 1º)x5

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Daí:
Æ 1,7 x 5 = 8,5 e 8,5 + 2,5 = 11,0 Æ Média!
Calculemos a Mediana do conjunto! Teremos: (n/2)=50

classes fi fac
0 |— 5 20 20 Æ 20 é ≥ 50? Não!
5 |— 10 20 40 Æ 40 é ≥ 50? Não!
10 |— 15 40 80 Æ 80 é ≥ 50? Sim!
15 |— 20 10 90
20 |— 25 10 100
Total n=100

Faremos:

Limites da Classe: 10 Md 15
fac associadas: 40 50 80
10

40

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

5 x
40 10
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(5x10)/40 Æ X=1,25
Finalmente, teremos:
Æ Md=10+1,25 Æ Md=11,25

Calculando agora a Moda do conjunto, teremos:


classes fi
0 |— 5 20
5 |— 10 20 ÆΔa=20
10 |— 15 40 Æ Classe Modal!
15 |— 20 10 ÆΔp=30
20 |— 25 10
Total n=100

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Aplicando a fórmula de Czuber, teremos:

⎡ Δa ⎤
Æ Mo=linf+ ⎢ ⎥.h Æ Mo=10+[20/(20+30)].5 Æ Mo=12,0
⎣ Δa + Δp ⎦

Reunindo os três resultados, teremos:

Æ Média=11,0 ; Mediana=11,25 e Moda=12,0

Logo: a Moda é superior à Média e à Mediana Æ Resposta!

04.(IRB-Brasil Resseguros S.A. – 2004 ESAF) Na distribuição de freqüências abaixo, não


existem observações coincidentes com os extremos das classes.

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4
139,5-149,5 12
149,5-159,5 26
159,5-169,5 46
169,5-179,5 72
179,5-189,5 90
189,5-199,5 100

Assinale a opção que corresponde ao oitavo decil.


a) 179,5
b) 189,5
c) 183,9
d) 184,5
e) 174,5

Sol.: Aprendemos que o procedimento usado para se calcular qualquer medida separatriz é o
mesmo usado para o cálculo da Mediana, mudando apenas a fração inicial!
Assim, para o oitavo decil, temos que a fração será: (8n/10).
Sabendo que n=100 (a última fac!), então teremos: (8n/10)=80
Fazendo as perguntas de praxe, descobriremos qual é a classe do D8. Faremos:

Classe Freqüência Acumulada


129,5-139,5 4 Æ 4 é ≥ 80? Não!
139,5-149,5 12 Æ 12 é ≥ 80? Não!
149,5-159,5 26 Æ 26 é ≥ 80? Não!
159,5-169,5 46 Æ 46 é ≥ 80? Não!
169,5-179,5 72 Æ 72 é ≥ 80? Não!
179,5-189,5 90 Æ 90 é ≥ 80? Sim!
189,5-199,5 100

Fazendo agora aquele mesmo desenho que aprendemos para a Mediana, só que agora
trabalhando com a classe do oitavo decil, teremos o seguinte:

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10

Limites da Classe: 179,5 D8 189,5


fac associadas: 72 80 90
8

18

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

10 x
18 8
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(8x10)/18 Æ X=4,44
Finalmente, teremos:
Æ D8=179,5+4,44 Æ D8=183,9 Æ Resposta!

05.(Técnico de Planejamento e Pesquisa IPEA 2004 ESAF) Para uma amostra aleatória de
determinado atributo encontrou-se a seguinte distribuição de freqüências. Não existem
observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes Freqüências
2000 – 4000 18
4000 – 6000 45
6000 – 8000 102
8000 – 10000 143
10000 – 12000 32
12000 – 14000 60

Assinale a opção que corresponde à melhor aproximação do nonagésimo quinto percentil.


a) 13.000 d) 12.667
b) 12.585 e) 13.900
c) 13.333

Sol.: Agora não tem mais segredo!! Qual é a fração do P95? É a seguinte: (95n/100).

Vamos descobrir o valor do n? Teremos:

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Classes fi
2000 – 4000 18
4000 – 6000 45
6000 – 8000 102
8000 – 10000 143
10000 – 12000 32
12000 – 14000 60
n=400

Assim, teremos que: (95n/100)=380

Faremos, construiremos a coluna da fac e faremos as perguntas de praxe, a fim de


descobrirmos a classe do P95. Teremos:

Classes fi fac
2000 – 4000 18 18 Æ 18 é ≥ 380? Não!
4000 – 6000 45 63 Æ 63 é ≥ 380? Não!
6000 – 8000 102 165 Æ 165 é ≥ 380? Não!
8000 – 10000 143 308 Æ 308 é ≥ 380? Não!
10000 – 12000 32 340 Æ 340 é ≥ 380? Não!
12000 – 14000 60 400 Æ 400 é ≥ 380? Sim!
n=400

Fazendo agora o desenho, teremos:

2000

Limites da Classe: 12000 P95 14000


fac associadas: 340 380 400
40

60

Com esses quatro valores, formamos uma igualdade entre duas frações. A seguinte:

2000 x
60 40
Multiplica-se cruzando, e teremos: Æ X=(2000x40)/60 Æ X=1.333,33
Finalmente, teremos:
Æ P95=12.000+1.333,33 Æ P95=13.333,33 Æ Resposta!

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06.(Oficial de Justiça Avaliador TJ CE 2002 / ESAF) Aplicando a transformação z = (x - 14)/4


aos pontos médios das classes (x) obteve-se o desvio padrão de 1,10 salários mínimos.
Assinale a opção que corresponde ao desvio padrão dos salários não transformados.
a) 6,20 b) 4,40 c) 5,00 d) 7,20 e) 3,90

Sol.: A questão envolve uma transformação da variável. O que faremos? Claro! Faremos o
desenho de transformação! Que é o seguinte:

1º)-14 2º)÷4

Xi Zi Sz=1,10

2º)+14 1º)x4

Vejam que já está do lado da variável transformada Z a informação adicional do


enunciado, qual seja, que o desvio padrão de Z é Sz=1,10.
Agora, a questão pergunta qual o desvio padrão de X. Ora, basta percorrermos o
caminho de volta, lembrando-nos das propriedades do desvio padrão. Teremos:
Æ 1,10 x 4 = 4,40
A soma que se segue, no caminho de volta, não será efetuada, uma vez que Desvio
Padrão não sofre influência nem de soma nem de subtração!
Assim, passando direto pela soma, teremos, finalmente, que:
Æ Sx=4,40 Æ Resposta!

07.(Analista CVM - 2000/ ESAF) Uma firma distribuidora de eletrodomésticos está interessada
em estudar o comportamento de suas contas a receber em dois meses consecutivos. Com
este objetivo seleciona, para cada mês, uma amostra de 50 contas. As observações
amostrais constam da tabela seguinte:

Valor (R$) Freqüência de Março Freqüência de Abril


1.000,00 6 10
3.000,00 13 14
5.000,00 12 10
7.000,00 15 13
9.000,00 4 -
11.000,00 - 3

Assinale a opção que corresponde a amplitude do intervalo interquartílico, em reais, para


o mês de março.

a) 3.250,00 d) 6.000,00
b) 5.000,00 e) 2.000,00
c) 4.000,00

Sol.: O intervalo interquartílico, também chamada amplitude interquartílica, é uma medida de


memorização muito fácil. Senão, vejamos. O que sugere o nome interquartílico? Sugere entre os
quartis. Concordam?
E quais são os quartis mais distantes entre si? São o primeiro e o terceiro: Q1 e Q3.
Assim, a distância entre os quartis, ou a amplitude interquartílica, ou ainda o intervalo
interquartílico nada mais é que: Q3-Q1.
Só isso!
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Vamos começar nossa busca pelo primeiro quartil (Q1). Teremos:

Valor (R$) fi
1.000,00 6
3.000,00 13
5.000,00 12
7.000,00 15
9.000,00 4
n=50

A fração do Q1 é (n/4), conforme sabemos. Neste caso, temos que (n/4)=12,5.


Construindo a coluna da fac e fazendo as perguntas de praxe, teremos:
Valor (R$) fi fac
1.000,00 6 6 Æ 6 é ≥ 12,5? Não!
3.000,00 13 19 Æ 19 é ≥ 12,5? Sim!
5.000,00 12 31
7.000,00 15 46
9.000,00 4 50
n=50

Assim, achamos que Q1=3.000,00


Para o terceiro quartil, sabemos que a fração correspondente é (3n/4). Teremos, pois,
que: (3n/4)=37,5. Usando a pergunta de praxe, teremos:
Valor (R$) fi fac
1.000,00 6 6 Æ 6 é ≥ 37,5? Não!
3.000,00 13 19 Æ 19 é ≥ 37,5? Não!
5.000,00 12 31 Æ 31 é ≥ 37,5? Não!
7.000,00 15 46 Æ 46 é ≥ 37,5? Sim!
9.000,00 4 50
n=50

Uma vez descobertos os valores de Q1 e de Q3, resta-nos aplicar a fórmula que


corresponde ao conceito de intervalo interquartílico. Teremos que:
Æ Intervalo Interquartílico = Q3 – Q1 = 7000 – 3000 = 4.000, Æ Resposta!

08.(AFPS-2002/ESAF) Uma estatística importante para o cálculo do coeficiente de assimetria de


um conjunto de dados é o momento central de ordem três μ3 . Assinale a opção correta.

a) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios absolutos em relação à média.


b) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos quadrados dos desvios em relação à média.
c) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos desvios positivos em relação à média.
d) O valor de μ3 é obtido subtraindo-se o cubo da média da massa de dados da média dos cubos
das observações.
e) O valor de μ3 é obtido calculando-se a média dos cubos dos desvios em relação à média.

Sol.: O enunciado nos pede, simplesmente, o conceito do terceiro momento central, o que é
sinônimo de terceiro momento centrado na média. Ora, para acertar esta questão só é preciso
conhecer a fórmula dos momentos! Aprendemos isso em uma de nossas aulas!

∑ (Xi − X )
3

Teremos que o terceiro momento é dado por: Æ m3 =


n
Traduzindo: a média dos cubos dos desvios em relação à média Æ Letra E Æ Resposta!
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