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Condenado por abuso sexual


é inocentado após novos
relatos dos filhos
TJ-SP absolveu vendedor condenado a 27 anos de prisão por
suposto abuso contra casal de filhos

1.mar.2018 às 17h19 Dhiego Maia relacionadas


SÃO PAULO O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu nesta quinta-feira CEO do Comitê
Olímpico dos EUA cai
(1º) o vendedor Atercino Ferreira de Lima, 51, da acusação de abuso
após casos de abuso
sexual contra seus dois filhos. Ele havia sido condenado a 27 anos de
prisão e cumpria pena na penitenciária de Guarulhos (Grande SP).

O caso, revelado pela Folha, ganhou repercussão quando os próprios Tribunal de Milão diz que Robinho
'desprezou' vítima de abuso
filhos resolveram mudar o teor de seus depoimentos. No ano passado,
eles disseram à Justiça que na época da denúncia, quando tinham seis
Prisões são mantidas em 73% dos casos em
e dez anos, mentiram sob ordens, em meio a espancamentos, de uma audiências de custódia 
amiga da ex-mulher de Atercino, com quem moravam.

De 2004, ano da denúncia, a 2017, o vendedor apresentou diversos veja também


recursos em liberdade, até ser preso quando estava em seu local de
trabalho, em abril de 2017. 

Nesta quinta, o 7º Grupo de Câmaras do tribunal paulista seguiu o


voto do relator, o desembargador França Carvalho, e decidiu, de forma
unânime, pela absolvição de Atercino sob a alegação de que a INTERVENÇÃO NO RIO

retratação das então vítimas era suficiente para a revisão da Acompanhe toda a cobertura da ação
condenação. Cabe recurso da decisão. federal na segurança pública do estado

O pedido de revisão criminal analisado pelo TJ paulista foi o primeiro FEBRE AMARELA
caso apresentado à Justiça pela organização não governamental Tire algumas dúvidas sobre formas de
Innocence Project Brasil, criada em 2016 por um grupo de advogados contaminação, sintomas e vacinação
criminalistas de São Paulo que presta assessoria jurídica a pessoas
vítimas de erro judicial. No momento, a Innocence Project analisa 56
pedidos de assistência advindos de todas as regiões do país.

Andrey Camilo Lima, 24 - Zanone Fraissat/Folhapress

Segundo a advogada Dora Cavalcanti, fundadora da ONG, o recurso de PUBLICIDADE

Atercino avançou ao levantar novos depoimentos e um laudo


psicológico que refutou a possibilidade de os irmãos terem sido
abusados sexualmente pelo condenado.

“Foi um caso que a gente estudou muito. Tivemos desde o início a


absoluta certeza de que se tratava de um erro judicial em que essas
crianças, hoje adultas, foram coagidas e forçadas a criar essa ficção”,
disse.

Em agosto, os irmãos sentaram-se em frente a uma câmera e, na


presença do juiz da 4ª Vara Criminal de Guarulhos (SP) e de um
membro do Ministério Público, reafirmaram a inocência do pai.
Descreveram torturas supostamente praticadas pela amiga da mãe,
como ajoelhar em grãos de milho e espancamentos com cabos de
vassoura. 

A violência era tanta, segundo o filho mais velho, Andrey Camilo Lima,
24, que ele fugiu de casa algumas vezes para ir morar em abrigos. Já
adultos, os irmãos procuraram o pai, que os recebeu bem.

ENTENDA O CASO

Andrey tentava ser ouvido pela Justiça para livrar o pai da acusação
desde 2012. Hoje, ele comemorou o resultado. “Foi o melhor dia da
minha vida. Em meio a tanto termo técnico, eu só entendi que ele foi
absolvido quando todo mundo começou a se abraçar. A única coisa
que eu quero agora é dar um abraço nele aqui fora”, disse após a
audiência.

Na primeira ida ao TJ-SP, Andrey tentou falar pessoalmente com os


desembargadores que analisavam um recurso da defesa do pai, mas
seu depoimento foi rejeitado porque os juízes entenderam que não
seria juridicamente possível ouvi-lo naquela fase.

Após a recusa, Andrey registrou uma declaração pública em cartório


na qual afirma que "nunca" sofreu abuso de seu pai e que foi instado a
mentir à polícia. Em 2015, aos 18 anos, a irmã Aline fez declaração
semelhante.

Em 2014, o caso chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas a


relatora Rosa Weber rechaçou o pedido, mencionando súmula que
veta, "em recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas".

Na análise do processo, de 829 páginas, os advogados da Innocent


Project encontraram uma série de pontos estranhos e mal explicados,
como os dois laudos de exame de corpo de delito que, ao não
constatar vestígio de violência sexual e descartar "conjunção carnal",
desmentiam parte dos depoimentos das crianças.

Além disso, uma segunda denúncia de abuso sexual feita pela ex-
mulher, desta vez contra colegas do filho em uma escola estadual, caiu
no esquecimento sem qualquer comprovação —Andrey também
negou essa denúncia.

Em outro ponto duvidoso, as crianças disseram que os abusos


ocorreram na casa da família, à noite. Porém, a própria mãe afirmou à
polícia que nunca ouviu ou soube de nada errado nos dez anos de
casamento. Ela nunca presenciou os supostos abusos.

Andrey mostra foto de pai no celular - Zanone Fraissat/Folhapress

ORIGEM DA DENÚNCIA

A história da condenação de Atercino remonta a 2002. Após uma


década de casamento, ele e sua mulher, uma assistente comercial, se
separaram. Ela foi morar com sua amiga e os filhos. Atercino casou-se
novamente.

Em dezembro de 2003, as crianças foram levadas pelas duas mulheres


à Delegacia da Mulher de Guarulhos. Aos policiais e uma psicóloga,
disseram ter sido vítimas de abuso pelo pai, antes da separação.

Tudo começou com a amiga da mãe. Ela disse à polícia que "passou a
desconfiar" que "algo estava acontecendo" depois que o menino teria
chegado da escola com sinais físicos de maus-tratos. Após "apertá-lo",
expressão usada por ela, alertou a mãe, que levou todos à polícia.

A Promotoria pediu a condenação de Atercino a 45 anos de prisão.


Arrolou como testemunhas apenas as crianças, a mãe e sua amiga.
Após recurso, o TJ-SP reduziu a pena para 27 anos de reclusão.

OUTRO LADO

A Folha procurou o Ministério Público para saber se o órgão pretende


recorrer da decisão, mas até esta publicação, não obteve resposta.

Em manifestação anterior, a Promotoria disse que Andrey "foi vítima


de abuso sexual pelo réu e, quando ouvido em juízo, não teve dúvida
em apontar o pai como o autor do crime, que consistiu na prática de
atos libidinosos", em referência ao depoimento prestado pelo filho
quando ele ainda era criança.

Já a família da mulher que teria agredido os irmãos nos anos 2000 não
foi localizada. Em reportagem anterior sobre o caso, afirmou que só
prestaria esclarecimentos à Justiça.

Atercino será posto em liberdade assim que o alvará de soltura for


expedido pela Justiça. “Agora ele vai voltar para casa e se restabelecer.
Não esperava um resultado tão positivo como esse”, disse Aline Lima,
filha do vendedor.

TÓPICOS

abuso sexual

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comentários
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mensagem.

LORENZO FRIGERIO Há 4 horas

Não dá mais para ser homem hoje em dia. Somos todos estupradores, pedófilos,
assediadores ou violentos. Basta a mulherada abrir a boca. Sempre cola. Paranóia
importada de países anglo-saxões "politicamente corretos". Tem toda uma geração
milenial que acredita. Tristes tempos.

RESPONDA 9 DENUNCIE

JULIO CAMPOS Há 2 horas

Quantos casos de falsas acusações por mulheres existem por ai? Pior do que deixar um
criminoso solto, é condenar por quase 3 décadas uma pessoa completamente inocente.
O Ministério Publico errou, a ministra Rosa Weber errou, a Justiça errou, todos erraram
porque deram valor de prova à palavra de duas mulheres. Quero saber elas serão
condenadas ao mesmo tempo que o homem foi. Não vão, porque mulheres não são
condenadas como homens pelos mesmo crimes. Cadê a luta pela igualdade?

RESPONDA 3 DENUNCIE

ADHERBAL OLIVEIRA Há 2 horas

Só quem se deu mal foi o Atercino. Os outros foram todos errados, até os filhos, que
bancaram a estória já adultos. Quem vai indenizar a vítima das tramoias?

RESPONDA 2 DENUNCIE

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