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Laboratório de Biologia Celular e Molecular

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde


Universidade do Extremo Sul Catarinense

MANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

AUTORES
Rahisa Scussel
Jonatha Moretto Ronchi

COORDENADORES
Professora Dra. Vanessa Moraes de Andrade
Professor Dr. Ricardo Andrez Machado de Ávila

Avenida Universitária, 1105 – Bairro Universitário


Criciúma/SC – Brasil, CEP 88806-000
Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
Bloco S – 1º Andar, Sala 21 e Sala 22.
Coordenação: +55 (48) 3431-2757
Laboratório: +55 (48) 3431-2758
http://www.unesc.net/portal/capa/index/109

Primeira edição
2017
SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO: O LABIM..................................................................................................... 6
2. BEM VINDO! ................................................................................................................................ 8
2.1 O pessoal do laboratório ...................................................................................................... 9
3. O QUE ESPERAR DA PRIMEIRA SEMANA ......................................................................... 12
3.1 O que fazer na primeira semana ..................................................................................... 12
3.2. O que não fazer na primeira semana............................................................................ 13
4. ROTINAS DO LABORATÓRIO ............................................................................................... 16
4.1 Horários ................................................................................................................................... 16
4.2 Tarefas, trabalhos e atribuições no laboratório ....................................................... 16
5. SOBREVIVÊNCIA NO LABORATÓRIO ................................................................................ 19
5.1 Dicas de uso para o caderno de laboratório ............................................................... 20
5.2 Dicas de um milhão de dólares de um dos maiores físicos de todos os tempos
............................................................................................................................................................ 20
6. SEGURANÇA NO TRABALHO ................................................................................................ 23
6.1 Jaleco......................................................................................................................................... 24
6.2 Calça comprida e sapatos fechados................................................................................ 24
6.3 Luvas de procedimentos .................................................................................................... 25
6.4 Óculos de segurança e máscara ....................................................................................... 25
7. PADRÕES E UNIDADES DE MEDIDA .................................................................................. 27
7.1 Prefixos das unidades ......................................................................................................... 27
7.2 Coerência e conversão de unidades............................................................................... 28
7.3 Incerteza e algarismos significativos ............................................................................ 30
8. EQUIPAMENTOS ...................................................................................................................... 33
8.1 Como manusear e cuidar do microscópio óptico? .................................................... 33
8.2 Como manusear e cuidar do Termômetro? ................................................................ 35
8.3 Como manusear e cuidar do Paquímetro? .................................................................. 36
8.4 pH, uma medida de acidez................................................................................................. 36
8.5 Como operar e cuidar da Bomba de vácuo? ................................................................ 38
8.6 Como manusear e cuidar do Banho Maria? ................................................................. 38
8.7 Como manusear a Balança analítica? ............................................................................ 39
8.8 Como utilizar e limpar a Capela de proteção química?........................................... 40
8.9 Como utilizar e limpar a Estufa de secagem? ............................................................. 42
8.10 Como utilizar e limpar a Capela de fluxo laminar? ................................................ 42
8.11 Como devo operar e cuidar da centrífuga eppendorf? ......................................... 43
8.12 Como utilizar e limpar o Forno de Micro-ondas? ................................................... 45
8.13 Como utilizar e limpar os Refrigeradores? ............................................................... 45
8.14 Como utilizar e limpar o Agitador Magnético? ........................................................ 47
8.15 Estufa incubadora com atmosfera de CO2 ................................................................. 48
9. VIDRARIAS ................................................................................................................................. 50
9.1 Béquer ...................................................................................................................................... 50
9.2 Pipetas: graduadas, volumétricas, micropipetas e pipetas de Pasteur............. 50
9.4 Balão volumétrico ................................................................................................................ 53
9.5 Erlenmeyers (frascos cônicos) e Kitasatos ................................................................. 53
9.6 Vidro de relógio e Bastão de Vidro................................................................................. 54
9.7 Frascos Âmbar ....................................................................................................................... 54
9.8 Condensador .......................................................................................................................... 55
9.9 Trapp frasco lavador de gases ......................................................................................... 55
9.10 Procedimentos para higienização de vidrarias ...................................................... 55
9.11 Higienização do Barrilete de água destilada............................................................ 56
10. PREPARO DE SOLUÇÕES ..................................................................................................... 58
10.1 Classificação quanto à razão soluto/solvente ......................................................... 58
10.2 Concentração de uma solução ....................................................................................... 59
10.3 Regras para manuseio de Reagentes e Soluções .................................................... 60
10.4 Segurança no manuseio de soluções ........................................................................... 61
11. SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS .............................................................................................. 67
12. EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL ............................................................................................. 70
13. BE A RESEARCHER ................................................................................................................ 73
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 76
1. APRESENTAÇÃO: O LABIM

O Laboratório de Biologia Celular e Molecular (LABIM) foi criado em agosto


de 2006, em substituição ao anteriormente denominado Laboratório de Alergia e
Imunologia (LAIM), para atender a necessidade de expandir a área de investigação de
acordo com as novas temáticas de pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Ciências
da Saúde (PPGCS).

O LABIM está diretamente voltado para a pesquisa científica e conta com a


participação de dois professores orientadores:

Professor Dr. Ricardo Andrez Machado de Ávila atua nas áreas de:
bioinformática, proteoma, venenos de serpentes, tityus toxinas,
imunoquímica, mapeamento de epítopos, síntese química orgânica e
inorgânica.

Professora Dra. Vanessa Moraes de Andrade atuando principalmente


nas áreas de Genética toxicológica englobando: plantas medicinais e
alimentos funcionais, risco ocupacional, biomonitoramento ambiental,
testes de genotoxicidade e mutagenicidade.

As pesquisas em desenvolvimento envolvem alunos de Graduação de


diferentes cursos da área da saúde, áreas das engenharias e tecnologias, e alunos de
Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da
Unesc. O LABIM tem parceria com outras Instituições como UFSC, UFRGS, ULBRA,
PUCRS, USP, UFMG, UFSM e UNIFI (Itália).
7
2. BEM VINDO!

Uma coisa surpreendente acontece aqui: você recebe pagamento ou créditos


escolares para fazer experimentos, o que é uma maneira tão agradável de trabalhar que
beira ao excitante! O trabalho vale o tempo investido. A vestimenta de trabalho é
informal. As horas de trabalho são geralmente autodeterminadas e baseadas nas
necessidades do experimento. O laboratório ou departamento é cheio de pessoas
brilhantes, loucas, interessantes, bem loucas, excitantes e muito loucas, com as quais
você pode discutir desde a concentração necessária de sal para uma solução tampão até 8
as implicações da última lei aprovada no Congresso, ou da personagem que morreu no
seriado preferido. Além disso, ainda pode ter todo o conforto psicológico de um lar.

Como qualquer organização social complexa, os laboratórios de pesquisa têm


suas próprias regras e costumes. A dificuldade é que as regras não são mencionadas.
Espera-se que você decifre as várias pistas obscuras e se torne um membro que respeite
as leis de uma sociedade em que o individualismo é altamente rejeitado. Apesar de ser
uma profissão em que a comunicação de dados é o objetivo e a recompensa da pesquisa,
nem todas as pessoas vão se comunicar com você de maneira clara e satisfatória. Não se
preocupe você vai superar isso! Num curto espaço de tempo, o prazer de trabalhar junto
com colegas em projetos interessantes e singulares vai suplantar qualquer sentimento
inicial de mal-estar. Mas para ter o seu trabalho bem-feito, você deve antes navegar entre
alguns sinais às vezes vagos e confusos e aprender como o seu laboratório pulsa e vibra.
2.1 O pessoal do laboratório

Os grupos de laboratório têm uma


dinâmica que é nitidamente única, na qual as
Trate todos os membros
pessoas trabalham de maneira mais independente
do que em outros grupos, e a estrutura
do laboratório com o
organizacional tende a ser preferencialmente mesmo respeito que você
horizontal. Praticamente, isso significa que todos tem pelo chefe do
são iguais e que não é tarefa de alguém mostrar a laboratório
você como fazer as coisas. Não pense que só porque 9
uma pessoa tem um status "mais baixo" do que o
seu, você pode ordenar indiscriminadamente que ela faça uma solução-tampão. Você até
pode conseguir o tampão, mas também vai gerar muita agressão passiva. Antagonizar
uma pessoa pode significar que ninguém vai conseguir um espaço no freezer para você,
tirar os seus tubos da lavadora quando você os tiver esquecido ou ajudá-lo com cálculos,
até que você tenha mudado a sua atitude.

Os laboratórios têm uma grande variedade de pessoal trabalhando neles,


com diferentes níveis de comprometimento e várias razões para estar ali.

O elenco de personagens comumente inclui:

O pesquisador principal. Essa pessoa pode também ser


conhecida como o coordenador do laboratório, o chefe, o orientador.
Ela provavelmente passa mais tempo realizando tarefas
administrativas, como a redação de projetos ou relatórios de
pesquisa, do que fazendo o trabalho de laboratório, mas é o guia intelectual
por trás da maioria dos projetos. Direta ou indiretamente, é responsável pelo
financiamento da pesquisa do laboratório. Toda a atmosfera de trabalho -
amizade e camaradagem ou competitividade feroz - dependerá da
personalidade e da liderança do pesquisador principal.

O pós-doc. Esta é a abreviatura para "pós-doutorado", que pode ser um


pesquisador associado, assistente ou "residente" (os termos dependem das instituições),
uma pessoa que já recebeu o seu Ph. D. ou, mais raramente,
M.D., e está fazendo um treinamento de dois a cinco anos
antes de tentar um cargo como pesquisador principal em
uma universidade ou em uma indústria. Um pós-doc.
geralmente trabalha de maneira bem independente no seu
próprio projeto, embora colabore com outros membros do
laboratório em algum aspecto particular do projeto.

O estudante de pós-graduação. Os estudantes de pós-graduação


frequentam o laboratório para realizar a parte experimental de suas dissertações de
mestrado ou teses de doutorado. Geralmente trabalham por longas horas e investem
uma grande quantidade de tempo e de emoção em seus projetos. Assim como os pós-
docs, os estudantes de pós-graduação têm seus próprios projetos e gradativamente
tornam-se independentes durante o seu período no laboratório.

O pesquisador visitante. Durante um período sabático, um membro de


alguma faculdade pode ir para outro laboratório, onde pode aprender uma nova técnica,
experimentar uma nova área de conhecimento ou
colaborar numa série de experimentos.

O técnico ou assistente de pesquisa. Um


técnico pode ser um estudante de graduação que 10
pretende ganhar mais experiência no laboratório antes
de entrar num curso de doutorado ou um profissional
habilitado e pago. Em instituições acadêmicas geralmente
é um aluno de pós-graduação que ficará no cargo por apenas dois anos. Na indústria ou
em alguns centros médicos, existem colocações de longa duração (com mais dinheiro e
prestígio). Os técnicos realizam várias tarefas, incluindo a encomenda de materiais, o
preparo de meios e o cuidado de linhagens de células, o auxílio na pesquisa de um
membro específico do laboratório e o projeto e a realização de seus próprios
experimentos.

O estagiário. Muitos programas de pós-graduação exigem que seus


estudantes trabalhem em vários laboratórios antes que eles decidam em qual vão
realizar o trabalho de sua tese. Essas breves semanas de trabalho são conhecidas como
estágio. O estagiário fica no laboratório de seis semanas a seis meses, geralmente num
projeto de curta duração. Ele pode ser solicitado a fazer rodízio, pode querer aprender
novas. Técnicas numa área nova ou pode estar
observando o campo antes de assumir um
compromisso maior.

ICs: Alunos de iniciação científica vulgo


escravos. Alunos de iniciação científica
provavelmente são os destaques de muitas salas de
aula por terem sua curiosidade concentrada com
adrenalina e emoção. São geralmente aquelas
pessoas que adoram ver as coisas acontecendo de baixo dos próprios olhos ou que tem
uma vontade imensa de descobrir algo novo. As almas do laboratório. Participam de
muitos projetos dentro do laboratório, costumam ajudar na organização do laboratório,
desde a limpeza de vidrarias, a organização de armários, reagentes, geladeiras, até na
organização e execução de experimentos em conjuntos com os alunos de pós-graduação.
11
3. O QUE ESPERAR DA PRIMEIRA SEMANA

O coordenador do laboratório, ou a pessoa responsável pela sua presença,


provavelmente vai sentar com você para discutir o projeto em que você vai trabalhar. O
básico do projeto provavelmente já foi delineado antes de você vir para o laboratório,
mas este é o momento para descobrir as especificidades. Se for oferecida a chance de
trabalhar junto com outra pessoa (em vez de trabalhar completamente independente),
agarre a oportunidade! Você vai ter muito mais ajuda do que se tiver que reunir as
instruções sozinho e poderá negociar sua autonomia mais tarde. 12

Se puder, leia a literatura relacionada com o projeto no qual você irá trabalhar, ou sobre
o tema do trabalho, antes da conversa. Não se preocupe se nem tudo fizer sentido ou se
não fizer sentido nenhum - assim que você fizer alguns experimentos, e estiver mais
tempo na rotina do laboratório, tudo vai se tomar mais claro - ler sobre o assunto lhe
fornecerá o vocabulário com o qual será possível manter a conversação.

3.1 O que fazer na primeira semana

Faça um experimento! Não espere até entender o sistema para começar os


experimentos - você não estará pronto para efetivamente aprender até que tenha feito
seus primeiros experimentos. Isso é mágica, mas é a verdade
banal n° 1 do laboratório. Isso também vai ajudá-lo a se sentir
e ser considerado como um membro produtivo. O
experimento pode ser simples e ser usado para comparar os
seus resultados com os de outros em algum ensaio feito com
frequência no laboratório.

Organize a sua bancada. Encontre, limpe e


organize o que você precisa para o seu escaninho e seu espaço
pessoal no laboratório. Pense em termos de fazer um experimento assim que for
possível.

Apresente-se a todo mundo. O pessoal que trabalha em laboratório vai e vem,


as pessoas são ocupadas, portanto, não se sinta menosprezado se você não recebe um
tratamento com tapete vermelho. Faça com que todos saibam quem você é e em que está
trabalhando. Perguntar às pessoas sobre o projeto em que estão trabalhando é uma boa
maneira de quebrar o gelo. Vá almoçar com os membros do laboratório pelo menos uma
vez durante a semana.

Tome nota de tudo. Isso não é apenas cortesia, mas uma necessidade. Você
receberá tantas informações na primeira semana que é impossível lembrar de todos os
detalhes. E os detalhes podem ser de crucial importância quando você se descobre
sozinho à noite e não se lembra onde está o reagente de que precisa.

Familiarize-se com o modo como o laboratório funciona, onde as coisas são


guardadas, quem faz o que e quando. Observe e faça perguntas quando isso não for muito
inoportuno; não pergunte sobre a lancheira ou sobre o uso do telefone quando alguém
estiver no meio de um experimento.

Pergunte. É verdade, você não quer aborrecer ninguém,


especialmente sem necessidade. Mas é sempre melhor perguntar sobre
um procedimento, um reagente, um equipamento, do que perder tempo e 13
dinheiro. Se você comete um erro, pergunte sempre a um colega se o erro
pode ser reparado. Os mesmos erros são sempre repetidos pelos novatos,
e sempre há uma saída para muitos experimentos aparentemente
arruinados.

3.2. O que não fazer na primeira semana

Não mencione constantemente, quando estiverem lhe mostrando algo, que


“nós não fazíamos desta maneira na aula/no meu outro laboratório/no hospital”.
Quando você já estiver no laboratório por algum tempo e tiver tido a chance para
realmente avaliar a maneira como algo em particular é feito, você estará apto a
introduzir um aperfeiçoamento ou tomar suas próprias decisões sobre um método. Mas,
por enquanto, apenas ouça.

No laboratório, não leia jornais ou romances, nem


execute jogos no computador. Durante todos os dias no laboratório,
especialmente mais cedo, há horas mortas (sem experimentos), mas
ler a seção de esportes enquanto outros estão trabalhando duro vai
criar uma primeira impressão ruim. Use o tempo para ler literatura
relevante ou, melhor ainda, ajudar um colega de laboratório.

Não pergunte ou reclame sobre dinheiro e salário. A conversa sobre


dinheiro é inadequada e neoprofissional. Negocie seu salário e benefícios antes da
sua chegada e mantenha um ouvido atento para pistas de injustiça, mas não macule o
início do seu trabalho com conversas sobre o que os seus amigos em outros laboratórios
estão recebendo de salário.

Não use excessivamente o telefone ou a copiadora para assuntos pessoais.


Na medida do possível, tente manter as suas atividades neoprofissionais longe do
laboratório o quanto puder. Se você precisa usar o telefone por razões pessoais, faça a
ligação o mais breve possível, especialmente se você compartilha o telefone com outros
membros do laboratório.
Não dê a entender que você está trabalhando no laboratório por qualquer
outra razão que não seja o amor pela ciência e pela pesquisa. Se não for, talvez você não
está no lugar certo para o seu âmbito profissional.

14
15
4. ROTINAS DO LABORATÓRIO

Embora os laboratórios tenham pessoas circulando durante todas as horas


do dia, certas rotinas e costumes se mantêm firmes no caos aparente. Irão se passar
algumas semanas até que o ritmo do laboratório fique claro e você possa se posicionar
nesse ambiente. Inicialmente, tente se encaixar nas rotinas do trabalho.

4.1 Horários 16

Como os experimentos nunca se ajustam em um horário comercial, quem


trabalha em um laboratório sempre tem horários longos, imprevisíveis e bastante
excêntricos. Mesmo que o laboratório seja voltado para pesquisa e
que nenhuma palavra seja dita a respeito de horários,
provavelmente existe um horário-padrão que se espera que seja
cumprido. Trabalhar menos horas do que o esperado - e,
algumas vezes, o quanto se espera não é dito claramente - pode
estigmatizar um novo membro do laboratório. Procure se
informar quantas horas de trabalho são presumidas e tente
manter-se conforme o esperado. Se a maioria das pessoas tende a
chegar tarde pela manhã e trabalhar até a noite, tente fazer o mesmo. Trabalhar em
horários diferentes dos outros dificulta conhecer as pessoas e conseguir a ajuda que você
necessita delas.

A situação pessoal pode não permitir que você trabalhe nos horários do
laboratório. Aulas, transporte público e parceiros de trabalho são alguns dos fatores que
também podem influenciar em seu horário de trabalho. Tente, o quanto puder sobrepor
o seu horário com o dos outros membros do laboratório. Mantenha sempre o seu
horário de acordo, porque certamente você não vai querer estar numa situação na qual
precise se esgueirar e agir de maneira estranha, tal como manter as luzes acesas e os
equipamentos ligados só para dar a impressão de que está no laboratório. Espera-se que
o seu trabalho fale por si mesmo.

A política de férias também varia de laboratório para laboratório. Se o


projeto está indo bem, você não quer sair durante uma sequência de bons resultados, ou
então, se o projeto não está indo bem, você se sente culpado por sair antes de colocá-lo
no caminho correto. Tire o tempo que você merece, mas não abuse do privilégio de
decisões independentes.

4.2 Tarefas, trabalhos e atribuições no laboratório


Em muitos laboratórios, o pessoal deve compartilhar tarefas comuns. Assim
também acontece em no LABIM. Tarefas
típicas incluem fazer litros de um tampão
frequentemente usado, buscar gelo, trocar os
Tome cuidado com as músicas e
cilindros de C02 das incubadoras, listar
outras distrações no laboratório, você
materiais e reagentes faltantes, e, solicitar a
pode estar tirando a concentração de
compra, ou cuidar dos resíduos. Essas
algum colega em experimento.
atividades podem ser permanentes ou
Procure antes, sempre se certificar
realizadas em forma de rodízio a intervalos
do consenso comum do laboratório.
regulares. Às vezes, a tarefa envolve um 17
determinado equipamento que fica sobre
responsabilidade de uma pessoa, que deve
mantê-lo em ordem e em bom funcionamento.

Leve as suas atribuições a sério. Não deixe que elas venham em segundo
lugar, depois dos seus próprios experimentos. Outros membros do laboratório podem
depender do tampão que você sempre se esquece de fazer, e mesmo que você nunca
tenha arrumado o experimento de alguém, poderá ficar com reputação de mau colega.
Tente fazer sempre a sua tarefa com satisfação.
18
5. SOBREVIVÊNCIA NO LABORATÓRIO

Qualquer pessoa num laboratório geralmente está disposta a ajudar, mas é


extremamente ocupada e você deve respeitar isso para que elas lhe ajudem a aprender
como descobrir as informações de que precisa. Essas regras soam rígidas, mas elas são
o senso comum num ambiente no qual os objetivos do grupo são funcionalmente
secundários às realizações e às responsabilidades individuais.

1. Peça, não ordene. As outras pessoas no laboratório são colegas.


19
2. Não suponha nada e nem crie hipóteses comportamentais ou rótulos de
caráter de colegas. Você não deve pensar que alguém irá parar imediatamente seu
próprio experimento para ajudá-lo naquilo que estiver precisando, que alguém irá
ocupar-se do alarme da incubadora. Seja bem humilde nas suas expectativas. E também,
não suponha que qualquer outra pessoa esteja sempre certa.

3. Escreva tudo quando receber instruções de alguém. Você vai receber


uma grande quantidade de informações dadas por várias pessoas e
deve evitar fazer sempre as mesmas perguntas. Anote o nome das
pessoas, tempos de incubação e temperaturas, local dos reagentes,
instruções de uso de equipamentos. Isso tem o benefício psicológico
de não apenas ajudá-lo a lembrar, mas também fará com que acumule
pontos positivos ao tornar óbvio para as pessoas que você está
interessado no que eles estão dizendo.

4. Marque hora ou peça tempo com as pessoas. O tempo é sempre


apertado quando um experimento está em andamento - mesmo cinco minutos do tempo
de uma pessoa (e, no laboratório, quase nada leva cinco minutos) pode ser impossível
de se conseguir. Pergunte para a pessoa se, no final da manhã, ela pode lhe mostrar como
usar a balança. Não espere até que as suas amostras tenham descongelado e você tenha
um intervalo de dois minutos para, desesperadamente, pedir a ajuda de alguém.

5. Seja educado e gentil. “Todos irão apreciar seu bom comportamento, sua
gentileza e todos os seu bom dias”, mesmo que não pareça, isso fará uma grande
diferença.

6. Não deixe as coisas em qualquer lugar, exceto aquelas que pertencem à


sua própria bancada. Isso significa: nenhum frasco na pia, nem uma pipeta no lixo, a
menos que esses sejam o seu destino correto, etc.

Lembre-se: a Ciência serve para encantar, e não para humilhar as pessoas. O


segredo não está no que você faz, mas sim como você faz as coisas.
5.1 Dicas de uso para o caderno de laboratório

I. Registre todos os dados e observações diretamente no caderno. A


organização é desejável, mas lembre-se de que nos cadernos dos cientistas que
mudaram o mundo, nunca a beleza veio antes da inspiração. Não hesite, anote tudo,
depois com cuidado, organize.

II. Anteceda cada registro ou conjunto de registros com um cabeçalho ou


legenda.
20
III. Coloque a data em cada página do caderno à medida que ele for sendo
utilizado.

IV. Ao invés de apagar qualquer registro, risque-o com uma linha


horizontal e coloque o registro correto o mais próximo possível.

V. Por fim, nunca remova as páginas do caderno.

5.2 Dicas de um milhão de dólares de um dos maiores físicos de todos os tempos

1. Escolha um conceito: Anote o conceito que você deseja aprender. Quer


saber mais sobre niilismo? Anote no papel. Quer saber mais sobre as Leis de Newton?
Anote no papel. Quer saber mais sobre Taylor Swift? Tudo bem, anote no papel.

2. Seja simples, mas eficiente: Escreva tudo o que você sabe sobre este
conceito. Mas atenção: escreva como se estivesse explicando para uma criança. A ideia é
que seja o mais simples possível. Por mais desnecessário que você julgue isso, é uma
etapa importante. Evite jargões e frases prontas e explique cada detalhe.

3. Pesquise sobre o tema: Ao fazer as anotações, certamente dúvidas


devem ter surgido. É agora que você preenche as lacunas. Pesquise tudo o que ainda falta
entender. É aí que você realmente vai aprender mais sobre ele. Depois de entender o que
faltava sobre o assunto, volta às anotações simples e complete ela.

4. Revise e Simplifique: Depois de tudo isso, releia, revise e simplifique


ainda mais. Leia em voz alta para ter certeza sobre a clareza do tema. Se alguma coisa
parecer confusa ou estranha, volte ao tópico três até se sentir satisfeito.

5. GRAN FINALE: "Se não conseguir explicar um conceito científico para uma
criança de 10 anos, quer dizer que não entendeu o assunto” - Niels Bohr, Richard
Feynman & Albert Einstein.
Os capítulos 2, 3, 4 e 5 têm como referência:

BARKER, K. Na bancada: manual de iniciação científica em laboratórios de


pesquisas biomédicas. Porto Alegre: Artmed, 2002. 474 p.

21
22
6. SEGURANÇA NO TRABALHO

Para realizarmos nosso trabalho, muitos


materiais, equipamentos e diversas vidrarias são
importantes.

Porém o MAIS importante para realizarmos


nossas atividades com SUCESSO é você! Isso mesmo, sem
nós, pesquisadores não há nenhum trabalho, nenhum
23
resultado.

Por isso devemos sempre cuidar da nossa


segurança e da nossa saúde. E SEMPRE utilizar os
equipamentos de proteção individual – EPI, e os
equipamentos de proteção coletiva – EPC.

Aqui vão algumas dicas de segurança no trabalho do laboratório:

1. Antes de começar a trabalhar no laboratório, aprenda a localização das


torneiras, e do extintor de incêndio. Aprenda a usar corretamente esses equipamentos e
não hesite em usá-los, se necessário.

2. Use EPIs (equipamento de proteção individual) o tempo todo. O risco


potencial de danos sérios e talvez permanente faz com que seja obrigatório o uso de
proteção individual. Lentes de contato nunca devem ser usadas em laboratório, dado
que vapores podem reagir com elas, provocando um efeito danoso para os olhos. Use
LUVAS sempre que for manusear algum produto tóxico ou infectante.

3. A maior parte dos produtos utilizados em laboratório são infectantes e/ou


tóxicos, portanto evite o contato destes com a pele. Caso isso ocorra, lave imediatamente
a área afetada com grandes quantidades de água. Se uma solução corrosiva for
derramada sobre a roupa, remova o traje imediatamente; não fique preocupado com
constrangimentos. Em caso de acidentes, procure/ligue imediatamente para S.O.S.
ou serviço de atendimento a emergências mais próximo.

SOS - Suporte Básico de Vida em Saúde

(48) 3431.2709

4. NUNCA realize um experimento sem autorização.

5. Evite trabalhar sozinho; por questões de segurança, para a realização de


experimentos certifique-se de que tenha sempre alguém para lhe dar uma mão. Sempre
deixe alguém avisado quando você estiver trabalhando sozinho no laboratório.

6. Nunca leve comida ou bebida para o laboratório. Nunca tome líquidos em


recipientes de vidro de laboratório. No laboratório é proibido fumar.
7. Use sempre algum instrumento de sucção (pipetadores) ao lidar com
pipetas e jamais utilize a boca para esta tarefa.

8. Use sempre calçado fechado. Prenda os cabelos e use sempre o jaleco


enquanto estiver no laboratório.

9. Seja extremamente cuidadoso com objetos aquecidos, pois vidro quente


se parece com vidro frio.

10. Nunca dê continuidade ao manuseio de vidrarias quebradas, essas devem


ser descartadas em local apropriado. 24
11. Utilize sempre a capela com exaustão quando os vapores tóxicos ou
nocivos possam ser envolvidos no procedimento. Seja cauteloso ao fazer testes para
determinar odores; use sua mão para puxar os vapores em direção ao nariz.

12. Notifique diretamente o professor em caso de ferimento.

13. Descarte as soluções e produtos químicos como orientado. É ilegal e


ambientalmente inadequado despejar soluções contendo metais pesados e solventes
orgânicos na pia em muitas localidades; em caso de dúvidas quanto ao descarte de
soluções procure sempre o professor ou alguém mais experiente no laboratório.

14. Ao manusear materiais infectantes, tenha cuidado! Sempre descarte as


luvas em lixeira apropriada. Esterilize as superfícies de trabalho com álcool 70%, e
encaminhe os resíduos passíveis de processo de esterilização a úmido para a autoclave,
e posteriormente descarte-os. Lave bem as mãos após a manipulação com detergente e
água corrente e depois com álcool 70%.

6.1 Jaleco

Para qualquer atividade prática dentro do laboratório, as quais


envolvam manuseio ou exposição a reagentes químicos, físico-químicos, ou
materiais infectantes ou de vidrarias e acessório que tiveram contato
com estes, você deverá estar utilizando jaleco, e este sempre fechado!
Este deve ser de mangas compridas, preferencialmente de algodão.
Como seu uso é rotineiro, é interessante que você tenha pelo menos
dois jalecos. Lave-o sempre separado de outras roupas, e evite o contato com
outros materiais de estudos. Por isso é legal você ter um saco plástico para
envolvê-lo, antes de guarda-lo na sua bolsa.

6.2 Calça comprida e sapatos fechados


Assim como o jaleco, para qualquer atividade prática dentro do laboratório,
as quais envolvam manuseio ou exposição a reagentes químicos, físico-químicos, e
infectantes, ou de vidrarias e acessório que tiveram contato com estes, você deverá estar
utilizando calças compridas e sapatos fechados. A calça também deverá ser lavada
separada às outras roupas.

6.3 Luvas de procedimentos

O uso de luvas de procedimento é essencial durante as atividades do


laboratório, as quais envolvam manuseio de reagentes químicos, e físico-químicos, e
materiais infectantes, como no preparo de soluções, sínteses químicas, ensaios
25
específicos, experimentação animal. Pois as mãos são as partes diretamente mais
expostas durante estes procedimentos.
As luvas de látex comum e talco são indicadas para procedimentos que
envolvam algum risco biológico, como manuseio de culturas de bactérias, fungos,
células, e o manuseio de animais de laboratório.
As luvas de látex nitrílico (luvas azuis) são mais indicadas para o manuseio
de soluções que contenham alguns reagentes químicos, como
álcoois, cetonas, ácidos e bases, etc.
As luvas de borracha nitrílica são recomendadas
para higienização de vidrarias e limpeza mais profunda das
superfícies e armários do laboratório.
As luvas de vaqueta são indicadas para manuseio de
materiais expostos a temperaturas extremas, desde baixas (~-80 °C) a
altas temperaturas (~150 °C), podendo ser utilizada para manuseio de amostras
armazenadas em freezer -80 °C, ou materiais que foram secados em estufas.

6.4 Óculos de segurança e máscara

Durante a realização de atividades práticas no


laboratório que envolvam exposições potenciais aos olhos,
como higienização de vidrarias, ou de equipamentos, ou no
manuseio de reagentes químicos voláteis, deve-se utilizar os
óculos de segurança.
A máscara deve ser utilizada quando há exposição à pós e poeiras, odores
desagradáveis. Quando do manuseio de compostos químicos voláteis como álcoois, (i.g.
metanol, isopropanol), ácidos e bases fortes, deve-se utilizar máscara com filtro para
vapores químicos, ou ainda manuseá-los em capela de segurança química (exaustão).
26
7. PADRÕES E UNIDADES DE MEDIDA

O cotidiano no laboratório de pesquisa envolve a experimentação, que por


sua vez exige aquisição de dados por meio de medidas, e normalmente utilizamos
números para descrever os resultados destas medidas. Quando utilizamos um número
para descrever uma medida, precisamos sempre especificar a unidade que estamos
utilizando, pois descrever uma distância somente como “2,35” não significa nada
(YOUNG; et al, 2008).
27
Quando medimos uma grandeza, sempre comparamos com um padrão de
referência, este padrão por sua vez define uma unidade desta grandeza. Em outros
casos podemos ainda definir uma grandeza descrevendo como calculá-la a partir de
outras grandezas que conseguimos medir (YOUNG; et al, 2008).

As medidas podem ser diretas ou indiretas. “Medidas diretas são feitas


quando o valor padrão é comparado diretamente com o valor desconhecido da mesma
grandeza.” (PIACENTINI, 2013. p. 10). Medidas Indiretas é “quando se utilizam padrões
de grandezas relacionadas com a grandeza a ser medida.” (PIACENTINI, 2013. p. 10).
Neste sentido é a definição da velocidade média de um objeto em movimento, definida
como a distância percorrida (medida com uma régua) dividida pelo intervalo de tempo
(medido com cronômetro) do percurso (distância percorrida) (YOUNG; et al, 2008).

Para respaldo e confiabilidade de nossos resultados, entre outros fatores,


precisamos calcular e mensurar medidas confiáveis e
precisas, ou seja, estas não podem variar e devem ser
possíveis de reproduzir por outros pesquisadores de
diversos locais. A fim de garantir a confiabilidade e
padronização de medidas, estabeleceu-se o Sistema
Internacional ou SI (do francês Système
Internacional) (YOUNG; et al, 2008).

Este objeto de metal protegido por estes recipientes de vidro é o padrão internacional do quilograma.

7.1 Prefixos das unidades


A partir da unidade fundamental é possível adicionar unidades maiores ou
menores para uma mesma grandeza. No SI estas unidades maiores ou menores são
relacionadas por meio de múltiplos de 10 ou de 1/10. E normalmente escrevemos estes
múltiplos usando notação exponencial, a exemplo: 1000 = 10³; 1/1000 = 10-3. Destes
múltiplos provém a nomeação das unidades em associação a unidade fundamental, isto
é, pense na unidade fundamental metro. Adicionando-se o múltiplo 10³, teremos 10³
metros, que por sua vez é um quilômetro. Ou seja, adicionamos o prefixo “quilo”
abreviado por k (segundo SI este é sempre minúsculo) que representa o múltiplo 10³,
portanto 1 quilômetro = 1 km = 1000 metros = 10 ³ m (YOUNG; et al, 2008).

A figura abaixo ilustra alguns comprimentos típicos no universo.

28

Fonte: YOUNG; et al, 2008.

Prefixos para múltiplos de dez


Potência de dez Prefixos Abreviaturas
10-24 Locto y
10-21 Zepto z
10-18 Atto a
10-15 Femto f
10-12 Pico p
10-9 Nano n
10-6 Micro µ
10-3 Mili m
10-2 Centi c
103 Quilo k
106 Mega M
109 Giga G
1012 Tera T
1015 Peta P
1018 Exa E
1021 Zeta Z
1024 Iota Y
Fonte: YOUNG; et al, 2008.

7.2 Coerência e conversão de unidades


Para relacionar as grandezas que mensuramos, utilizamos equações. Estas
por sua vez devem sempre possuir coerência dimensional, ou seja, os termos só podem
ser somados ou equacionados se possuírem a mesma unidade (YOUNG; et al, 2008).
Por exemplo, na diluição de um reagente ou solução é comum utilizarmos a
equação: C1V1 = C2V2, onde C1= concentração inicial do reagente, V1 = volume a ser
utilizado deste reagente, C2 = concentração desejada e V2 = volume final da solução. Se
queremos como volume final 4 mL de solução com concentração final de 0,250 µg/mL,
quanto iremos utilizar do reagente que está na concentração atual de 1 mg/mL? Nota-se
que é necessário observar a coerência dimensional, deixando as unidades iguais para
proceder com o cálculo. Portanto: 1mg/mL = 1000 µg/mL, e assim o volume de reagente
a ser utilizado é 0,001 mL ou 1 µL.

𝐶1 × 𝑉1 = 𝐶2 × 𝑉2
29
𝑚𝑔
1 × 𝑉1 = 0,250 𝜇𝑔/𝑚𝐿 × 4 𝑚𝐿
𝑚𝐿
𝜇𝑔
1000 × 𝑉1 = 0,250 𝜇𝑔/𝑚𝐿 × 4 𝑚𝐿
𝑚𝐿
1 𝜇𝑔
𝑉1 =
1000 𝜇𝑔/𝑚𝐿

𝑉1 = 0,001 𝑚𝐿 ∴ 𝑉1 = 1 𝜇𝐿

Dica: Sempre use unidades em cálculos, escreva os números com as


respectivas unidades. E sempre observe se as unidades são equivalentes, se
não, faça a conversação para que a unidade seja a mesma para cada grandeza.

FATORES DE CONVERSÃO DE UNIDADES


Comprimento
1 m = 100 cm = 1000 mm = 106 µm = 109 nm
1 km = 1000 m = 0,6214 mi
1 Å = 10-10 m = 10-8 cm = 10-1 nm
1 ano-luz = 9,461 × 1015 m
Área
1 m² = 104 cm² = 10,76 pés²
1 cm² = 0,155 pol²
1 pol² = 6,452 cm²
Volume
1 litro = 1000 cm³ = 10-3 m3 = 1000 mL
1 mL = 1000 µL
Massa
1 kg = 103 g
1 g = 1000 µg
Tempo
1 min = 60 s
1 h = 3600 s = 60 min
Fonte: YOUNG; et al, 2008.
30

7.3 Incerteza e algarismos significativos

A análise quantitativa é realizada por meio da medida de uma grandeza


relacionada ao alvo de uma determinada pesquisa, e esta medida por sua vez envolve
incertezas. Estas incertezas estão associadas à capacidade e grau de sofisticação do
instrumento de medida, e ao operador que manuseia este instrumento. Por isso as
medidas devem ser submetidas a um tratamento matemático que permita manifestar a
confiabilidade destas medidas (PIACENTINI; et al, 2013).

Ao medirmos uma grandeza, seu resultado sempre terá um erro de escala,


pois este erro está atrelado à escala do próprio instrumento de medida utilizado na
medição. Esse erro varia conforme o instrumento utilizado, conforme o limite da
resolução desse instrumento de medida O erro de escala em instrumentos analógicos é
determinado pela expressão: ± Menor Divisão de Escala ÷2; e o erro de escala em
instrumentos não-analógicos é determinado pela própria M.D.E.- menor divisão de
escala (PIACENTINI; et al, 2013).

Geralmente se indica a acurácia ou exatidão de um valor medido, isto é, o grau


de aproximação esperado entre o valor real e o valor medido (YOUNG; et al, 2008). Assim
as medida são representadas por: M = (m± ∆m)u, onde: M = Medida; m = número; ∆m =
erro provável de medida; u = unidade (PIACENTINI; et al, 2013).

É comum em algumas situações a incerteza de um número (que representa


um resultado de medição) não aparecer explicitamente, e sim indicada pelo número de
dígitos confiáveis, ou seja, de algarismos significativos do valor da medida YOUNG; et
al, 2008). A regra geral que se deve utilizar ao apresentar uma medida com apenas os
algarismos que se tem certeza, seguido de um único algarismo duvidoso, pois estes são
determinados como os algarismos significativos de uma medida (PIACENTINI; et al,
2013).
No resultado da leitura desta medida da figura acima, o comprimento da
barra cinza é de 16,45 cm. Todos estes são algarismos significativos, porque o algarismo
5 foi avaliado abaixo da menor divisão da escala, porém este é o primeiro algarismo
duvidoso (PIACENTINI; et al, 2013). 31

Então quando calculamos uma determinada grandeza a partir de medidas


com incertezas, os resultados também serão incertos. O resultado da soma ou subtração
de várias medidas é obtido arredondando-se a soma na casa decimal da parcela mais
pobre em decimais (PIACENTINI; et al, 2013), exemplo:

28,9̅ cm + 11,364̅ cm + 27,854̅ cm + 0,66̅ cm = 68,7̅78 cm ∴ = 68,8 cm

Já para o resultado de uma multiplicação ou divisão o deve ter o mesmo


número de algarismos significativos da medida mais pobre em algarismos significativos
(PIACENTINI; et al, 2013), exemplo:

1,3579̅ cm × 1,34̅ cm = 1,81̅958 cm ∴ = 1,82 cm

Você deve apresentar os resultados sempre levando em consideração a regra


dos algarismos significativos, na qual o número obtido pode ter apenas um algarismo
duvidoso. Assim você precisará arredondar o número no primeiro algarismo duvidoso.
Os critérios são (PIACENTINI; et al, 2013):

1) Se os algarismos depois do primeiro algarismo significativo forem números


superiores a 5, 50, 500, 5000, etc., aumente uma unidade do algarismo duvidoso
e despreze os demais:
1,81̅958 cm ∴ = 1,82 cm

Como 958 > 500, então se somou +1 no algarismo duvidoso.


2) Se os algarismos depois do primeiro algarismo significativo forem números
inferiores a 5, 50, 500, 5000, etc., o algarismo duvidoso não modifica:
1,81̅481 cm ∴ = 1,81 cm

Como 481 < 500, então algarismo duvidoso não modificou.

3) Se os algarismos depois do primeiro algarismo significativo forem números


iguais a 5, 50, 500, 5000, etc., o algarismo duvidoso deve ser par (no caso de
ímpar, soma-se uma unidade para torna-lo número par):
1,81̅50 cm ∴ = 1,82 cm
Como 50 = 50, e sendo o algarismo duvidoso ímpar, somou-se +1.

Fonte: PIACENTINI; et al, 2013.


32
8. EQUIPAMENTOS

8.1 Como manusear e cuidar do microscópio óptico?

O microscópio óptico é um equipamento utilizado para ampliar estruturas


impossíveis de visualizar a olho nu, como tecido, células, etc, dispostos em
lâminas.
33
A técnica de visualização de lâminas consiste em:

1) Colocar sobre a platina a lâmina a ser observada;


2) Centralizar o material utilizando o charriot;
3) Colocar no eixo de luz a objetiva de menor aumento.
4) Ajustar as oculares à vista do observador, combinando os campos visuais,
esquerdo e direito, para um só campo.
5) Ajustar a iluminação girando o controle de luz;
6) Focalizar o material a ser observado começando pela objetiva de menor aumento;
7) Girar o botão de focalização, do macro e micrométrico;
8) Sem desfocar, substituir a objetiva para aumento superior, movimentando o
revólver sem tocar na objetiva, ajustando o foco com o botão micrométrico;
9) Após as observações, retirar a lâmina e organizar a bancada de trabalho;
10) Antes de desligar o
equipamento, é necessário colocar todo
o sistema de iluminação em baixa
incidência.

1- Controle de luz
2- Botão de focalização
3- Diafragma de campo luminoso
4- Controle do diafragma
5- Parafusos do condensador
6- Revolver das lentes objetivas
7- Sistema de lentes binoculares
8- Platina
9- Charriot

Recomendações importantes para otimização a vida útil do microscópio:


1) Para locomover o microscópio, é necessário segurar o braço do microscópio com
e a base para evitar impactos nos componentes internos.
2) Para transportar o microscópio utilizar exclusivamente a embalagem original do
equipamento.
3) Evitar operar o equipamento em ambientes de muita poeira, umidade, alta
temperatura, vibração ou a incidência direta de luz solar.
4) Quando não estiver utilizando, manter sempre o microscópio coberto por uma
capa de proteção contra poeira. Estas capas não deverão ser de plástico, pois este 34
retém a umidade. Recomenda-se que sejam de algodão ou qualquer outro tecido
que permita a aeração do microscópio.
5) Manter o equipamento desligado da rede elétrica quando não estiver sendo
utilizado.
6) Os procedimentos de limpeza do microscópio deverão ser realizados a cada vez
que o equipamento for utilizado.
7) O óleo de imersão utilizado com a objetiva de imersão (100x) deve ser
imediatamente removido após o uso, pois poderá enrijecer e causar danos à
visualização do foco.
8) Manter sobre a mesa, abaixo da objetiva de maior aumento (100x), um papel
macio e um pedaço de algodão, para que os resíduos de óleo sejam por estes
absorvidos.
9) As lentes são finamente polidas, não tocá-las para evitar arranhaduras.
10) Não imergir a objetiva de 40x no óleo de imersão, pois poderá acarretar danos à
objetiva.
11) O óleo de imersão irrita a pele. Evitar o contato com a pele, os olhos e a roupa
12) O microscópio deve ser ligado por no mínimo uma hora semanalmente, devido à
umidade existente no ambiente do laboratório.

Procedimentos de Limpeza do Microscópio

1) Você deverá utilizar os Equipamentos de Proteção Individual


(EPI) específicos à atividade.
2) Para limpeza externa do equipamento, utilizar um pincel macio
e quando houver manchas na carcaça efetuar a limpeza com
uma gaze embebida em água com detergente neutro, removendo-o com uma gaze
embebida somente em água.
3) Para limpeza da objetiva com óleo de imersão, deve-se remover o óleo com um
papel macio, com movimentos de dentro para fora para evitar a entrada de óleo
na mesma. Quando ocorrer excesso de óleo na objetiva, utilizar um cotonete
umedecido com solução de limpeza para instrumentos ópticos. Esta solução é
preparada com 50% de éter elítico e 50% de clorofórmio.
4) Iniciar a limpeza das oculares borrifando ar com uma pera de borracha a fim de 35
remover partículas de poeira, em seguida utilizar um algodão limpo e seco.
5) Por fim, borrifar novamente com a pera de borracha retirando restos de fibras de
algodão.
6) Manter sobre a mesa, abaixo da objetiva de maior aumento (100x), um papel
macio e um pedaço de algodão.
7) Após a limpeza, cobrir o microscópio com capa para proteção de poeiras.

Como utilizar o Microscópio óptico de Fluorescência?

Além do microscópio óptico convencional, de campo claro, também


utilizamos um microscópio invertido de fluorescência para análise de lâminas do ensaio
cometa, o qual verifica níveis de dano no DNA.

Este microscópio possui filtros de fluorescência adequados para leituras de


lâminas coradas com determinados marcadores fluorescentes. No LABIM utilizamos
como marcadores o brometo e o SYBR gold. Este microscópio deve sempre ser operado
no escuro.

Acoplado ao microscópio há um computador com Software Comet IV que


possibilita a leitura e contagem de danos de forma mais precisa, e aquisição de imagens,
pois possui câmera acoplada.

Os cuidados com este microscópio são semelhantes ao microscópio óptico


convencional. Pode-se seguir o mesmo procedimento de limpeza.

8.2 Como manusear e cuidar do Termômetro?

O termômetro é um instrumento indicado para controle de


temperaturas. Geralmente os que se tem no laboratório são em vidro, com
preenchimento de Mercúrio. Por isso tem que ter muito cuidado ao manuseá-
lo, para fins de evitar acidentes, pois o mercúrio é bastante tóxico.
Você deverá sempre estabilizá-lo, movimentando-o para baixo, com a ponta
metálica também para baixo, de modo que o mercúrio fique próximo da temperatura
mais baixa, e então deixe a parte metálica em contato o objeto, superfície, etc. que se
deseja mensurar a temperatura. Para higienizá-lo, você pode umedecer um papel macio,
e limpar a superfície do termômetro.

8.3 Como manusear e cuidar do Paquímetro?


O paquímetro permite mensurar comprimentos
com mais precisão do que outros instrumentos para a 36
mesma finalidade, como régua. Isso porque este
equipamento possui uma escala móvel, nônio, que
possibilita uma medida com mais algarismos significativos,
e assim, uma medida mais precisa.

No Labim há um paquímetro digital, que fornece


a leitura da medida de forma direta, sem erros operacionais envolvidos com a
interpretação da leitura pelo operador. Este fica armazenado em uma caixa dentro do
armário, sem as pilhas. Quando utilizá-lo, você deve colocar as pilhas, liga-lo e averiguar
se está funcionando corretamente. Após o uso, você deve limpá-lo com um pano macio e
seco, retirar as pilhas e guarda-lo novamente na caixa.

8.4 pH, uma medida de acidez

Os eletrólitos podem ser classificados em ácidos e bases, conforme as


definições de Svante Arrhenius (RUSSELL, 1994). Ácidos, dissociam-se liberando íons
𝐻 + em solução, e bases dissociem-se em solução, liberando 𝑂𝐻 − . Uma reação de
neutralização é uma reação ácido-base, na qual os íons 𝐻 + e 𝑂𝐻 − combinam-se,
formando água e sal (RUSSELL, 1994).
Chang (2010) explica que, como as concentrações dos íons 𝐻 + e 𝑂𝐻 − em
soluções aquosas são frequentemente números muito pequenos, portanto
inconvenientes de trabalhar, Soren Sorensen, em 1909, propôs uma escala prática,
logarítmica, designada pH – Potencial Hidrogeniônico.
O pH de uma solução é definido, conforme Chang (2010. p. 514), “como o
logaritmo negativo da concentração de íon hidrogênio, em mol/L.” Isto é, a concentração
de hidrogênio é em mol/L. Pois o pH é uma quantidade adimensional, a qual exprime a
concentração do íon hidrogênio. A equação 1 demonstra como calcular o pH.
Pode-se então, classificar soluções, em ácidas ou básicas a 25 °C, a partir dos
seus valores do pH como mostra a tabela 1. Nota-se que o pH aumenta quando a
concentração de 𝐻 + diminui. Uma das formas de obter mais precisamente os valores do
pH, é considerar ao invés da concentração, a atividade, que é a concentração efetiva de
íons 𝐻 + . Pois considera-se um comportamento ideal, o que implicitamente gera erros, a
formação de pares iônicos e outros tipos de interações, podem alterar a concentração
real ou efetiva de íons 𝐻 + . Há métodos de cunho da termodinâmica para calcular a
atividade (CHANG, 2010).

(1) 𝑝𝐻 = − log[𝐻 + ] (CHANG, 2010. p. 514).

Tabela 1- Relação do valor do pH, concentração de íons 𝐇 + com o significado químico.

Tipos de Soluções Concentração de 𝐻 + Valor do pH 37

Ácidas [𝐻 + ] > 1,0 × 10−7 𝑀 < 7,00


Básicas [𝐻 + ] < 1,0 × 10−7 𝑀 > 7,00
Neutras [𝐻 + ] = 1,0 × 10−7 𝑀 = 7,00
Fonte: CHANG, 2010. p 514.

8.4.1 Como manusear e cuidar do pHmetro?

O pHmetro é a ferramenta que consiste em um eletrodo acoplado a um


potenciômetro, com uma escala que converte o valor
de potência de corrente lida em unidades de pH. Para
que este procedimento ocorra de forma eficaz, é
necessário realizar a calibração do equipamento. A
calibragem do pHmetro deve sempre ser
executada antes de quaisquer medições. A
Calibragem é feita a partir de soluções tampões
padrão, uma de pH 4,0, e outra de pH 7,0.

1) Você deverá ligar o pHmetro, com o eletrodo imerso em água destilada e


esperar cerca de 20 minutos, para que o mesmo se estabilizasse, fixando-se a
temperatura de 25 °C como padrão.

2) Você deve secar o eletrodo com papel macio, e em seguida submerger o


mesmo em solução tampão de pH 4,0. Deve selecionar a opção de calibração, e pH 4,0,
esperar para que no display do pHmetro apareça mensagem de que o valor de pH 4,0 foi
aceito. Repita este procedimento para solução tampão de pH 7,0.

3) Depois disso, você deverá lavar o eletrodo com água destilada, e realizar
as medições de pH. Lembrando em submerger o eletrodo na amostra esperando a leitura
estabilizar. Repita o procedimento de limpeza do eletrodo com água destilada, e em
seguida coloque o eletrodo em solução de repouso (KCl 3M).
Soluções do pHmetro

 Solução de repouso KCl 3M


Ver item “10.  Soluções para correção de pH:
PREPARO DE o Ácida (HCl)
SOLUÇÕES” o Básica (NaOH).
Página 59.

8.5 Como operar e cuidar da Bomba de vácuo?


38
A bomba de vácuo é utilizada em operações onde se requer vácuo, como em
filtrações e aspirações, ou para retirar o ar de recipientes fechados como, dessecadores,
evaporadores rotativos e estufas a vácuo, bem como para operações que necessitam de
pressão, como no processo de síntese manual de peptídeos.

A bomba deve ser instalada em local ventilado, limpo e seco. Você deve
colocar a bomba sobre uma superfície plana e estável.

Instalar um trap (lavador de gases, filtro ou armadilha) para


proteger a bomba de eventual sucção de líquidos ou gases indevidos. Utilizar
mangueiras de silicone para a montagem do conjunto. A bomba não poderá
ser ligada sem óleo, pois a mesma poderá ser danificada. Verificar se o
nível de óleo está adequado, e se o mesmo apresenta sujidades ou resíduos de fase
imiscíveis, neste caso substitua o óleo imediatamente. Verificar a voltagem antes de ligar
o equipamento e ligar o plug em 220 V.

É normal a elevação do nível de óleo quando a bomba estiver em


funcionamento. Ligar a bomba no botão Liga/Desliga localizado atrás do equipamento.
Deixar o equipamento ligado somente no período de execução do trabalho. Desligá-la
após o término do trabalho. Retirar o plug da tomada.

Procedimentos de Limpeza: Caso houver vestígios de óleo, utilizar um


papel toalha para retirar o excesso do mesmo, em seguida, limpar a
superfície com um pano umedecido com água.

8.6 Como manusear e cuidar do Banho Maria?


O banho Maria é um equipamento utilizado
para promover aquecimento indireto e uniforme de
substâncias, tendo água quente como fonte de calor.

O banho Maria do nosso laboratório tem faixa de


trabalho de 5 a 110 °C, com tanque em aço inox, isolação
térmica na carcaça, resistência de aquecimento e
termostato de controle e fusível de segurança.
Os recipientes que serão imersos no banho deverão suportar a temperatura
utilizada no processo. Você nunca deverá utilizar líquido corrosivo no tanque.

É imprescindível o uso da tampa angular que acompanha o


equipamento, se for trabalhar com temperatura acima de 60 °C. Nunca
ligar o banho sem água, pois queimará a resistência em poucos minutos.

Procedimento de operação:

1) Você deverá encher a cuba com água suficiente para cobrir a resistência
(aproximadamente 3 cm acima da última espiral de resistência). Monitorar o
39
nível de água durante todo o procedimento;
2) Verificar a voltagem antes de ligar o equipamento; Ligar o plugue em 220 V;
3) Acionar a chave Liga/Desliga localizada à esquerda do equipamento, a lâmpada
do interruptor e a lâmpada piloto irão acender;
4) Posicionar um termômetro na parte superior do aparelho com pelo menos 4 cm
de imersão na água.
5) Ajustar no termostato a temperatura desejada.
6) Fazer frequentemente a comparação com o termômetro, já que a escala no dial
do termostato é apenas uma simples referência.
7) Quando a lâmpada piloto, indicadora de aquecimento se apagar, o equipamento
atingiu a temperatura ajustada pelo knob e então iniciará os ciclos de
termostatização da água através do liga-desliga para manter a temperatura
ajustada;
8) Se houver muita evaporação é estritamente necessário utilizar o sistema de
alimentação constante da água para o tanque, sendo que o excesso sairá pelo
dreno ou ladrão.
9) Para desligar, acionar a chave Liga/Desliga.
10) Retirar o plugue da tomada.

Procedimentos de Limpeza: Após utilização desligar o aparelho,


aguardar o resfriamento, remover toda água da cuba, fazer a limpeza
interna com água limpa e detergente neutro, em seguida secá-la com um
pano macio. Limpar o equipamento externamente com pano umedecido
com água.

8.7 Como manusear a Balança analítica?


Muitos dos métodos químicos experimentais, em algum
momento, dependem da medida de massa, portanto a pesagem é um
procedimento amplamente utilizado nos laboratórios. O instrumento
utilizado para medir a massa com precisão chama-se balança analítica.

A balança analítica sofreu mudanças radicais movidas pelo


desejo de produzir um instrumento menos dependente da prática do operador, menos
sensível ao ambiente e que tornasse a operação de pesagem mais rápida. Esse processo
resultou no instrumento padrão moderno: a balança eletrônica, na qual segundo Vogel
(2008. p. 36) “a pesagem é mais conveniente, a possibilidade de falha mecânica é muito
menor e a sensibilidade à vibração é muito reduzida.”

Em uma operação na balança eletrônica, permite que o operador leia em um


visor digital, a massa de um objeto colocado no prato da balança. Vogel (2008) coloca
também que maioria das balanças eletrônicas incorpora o recurso do uso da tara, a qual
permite cancelar a massa do recipiente e faz com que se possa ler diretamente a massa
do material adicionado ao recipiente.

Quando você usar a balança analítica, centre o peso no prato da balança e 40


certifique-se que não há interferências no processo de medição, como outros aparelhos
na bancada que gerem vibrações (p.ex. centrífuga, ou ar-condicionado). Sempre espere
que o material esteja em temperatura ambiente antes de pesá-lo. Utilize metais não
reativos, plásticos não reativos, e materiais vítrios para pesagem. Você deve limpar o
prato da balança com pincel, antes e após o uso, e ainda registrar seu nome e data de
utilização na relação de usuários que fica afixada ao lado da balança.

8.8 Como utilizar e limpar a Capela de proteção química?

A capela de proteção química é um sistema de exaustão, considerado um


equipamento de proteção coletiva, indicado para manusear com maior segurança,
substâncias que possuam riscos químicos e físicos podendo ser voláteis, tóxicos,
explosivos, corrosivos, irritantes, venenosos, cancerígenos e teratogênicos.

A cabine possui janela frontal de vidro transparente com deslocamento


vertical, bancada de piso impermeável a líquidos, uma saída de gás para bico de Bunsen,
entrada e saída de água, tomadas externas para equipamentos que necessitam serem
utilizados dentro da cabine (como agitadores magnéticos, banho-maria, etc) e lâmpada
fluorescente dentro da cabine.
Torneira

Bico de Botão
Bunsen vermelho
desliga a
exaustão
41
Válvula de
gás
Interruptor de luz
Botão verde
liga a
Válvula
exaustão
da água

Procedimento de Operação

1) Ligar a exaustão da cabine de segurança química, pressionando o botão verde,


localizado na parte frontal do equipamento;
2) Ligar a iluminação através da chave liga/desliga, localizada na parte frontal do
equipamento.
3) Colocar os materiais a serem manuseados dentro da cabine de forma organizada.
4) Baixar o vidro da janela frontal até o alcance dos braços do manipulador com espaço
adequado para o manuseio.
5) Para utilizar a torneira de água dentro da cabine, girar a válvula (verde), localizada na
parte frontal do equipamento.
6) Ao finalizar o procedimento, fechar todas as válvulas, desligar o sistema de exaustão
e a iluminação.
7) Para desligar a exaustão da cabine, pressionar o botão vermelho, localizado na parte
frontal do equipamento.

Procedimentos de Limpeza: Após utilização, se houver respingos de


substâncias ou derramamento de líquidos, limpar o mais rápido
possível, para evitar danos ao equipamento e perigo ao manipulador.
Limpar a cabine interna e externamente com um pano umedecido em
água e sabão, utilizando em seguida uma solução de álcool 70 % para
desinfecção. Limpar o vidro da janela frontal, com um pano umedecido em álcool 70 %.
8.9 Como utilizar e limpar a Estufa de secagem?

Secar e esterilizar materiais e vidrarias, numa faixa de temperatura de 50°C


à 300°C. Câmara interna em aço inoxidável com polimento tipo espelho. Porta com
abertura para a esquerda. Para secagem

Lâmpada Piloto
Termostato 42
Chave liga/desliga

Procedimento de operação: Para secagem sempre devemos utilizar temperatura de


50°C. Lembrando que as vidrarias de precisão, como balão volumétrico, pipetas,
provetas, etc, nunca devem ser secas em estufa.

Procedimentos de limpeza: A carcaça da estufa NÃO pode ser limpa com


álcool, pois danifica o produto. Para manchas geradas por respingos de
álcool, utilizar vaselina para limpeza da carcaça. Umedecer pano com água
e detergente neutro para limpeza interna e externa.

8.10 Como utilizar e limpar a Capela de fluxo laminar?

A capela de fluxo laminar permite o trabalho sob condições estéreis, protege


o material a ser manipulado de qualquer contaminação, seja do ar ou de outros meios e
protege o operador dos meios contagiosos na manipulação de materiais biológicos,
como bactérias e fungos patogênicos.

Ligue a lâmpada germicida (durante 15 minutos) apenas durante o processo


de descontaminação, desligando-a quando for operar o equipamento. Sempre utilizar a
ventilação quando operar na capela. Os bicos de Bunsen ou outro tipo de chama devem
ser mantidos a um mínimo de 30 cm do filtro HEPA ou de sua tela protetora. Você sempre
deverá estar paramentado com jaleco limpo e luvas novas. Sempre organize tudo após o
uso.
Procedimentos de Limpeza: O processo de descontaminação do equipamento deve ser
repetido diariamente ao ligar o equipamento e caso este fique
desligado por algumas horas. Para realizar a limpeza de rotina, passar
um pano embebido em álcool 70% por todas as superfícies internas da
área de trabalho. Efetuar a limpeza externa do equipamento utilizando
um pano umedecido com água e detergente neutro.

8.11 Como devo operar e cuidar da centrífuga eppendorf?


43

A centrífuga é um equipamento amplamente utilizado no laboratório, em


diversos experimentos e procedimentos. Seu objetivo consiste em sedimentar
substância de peso molecular diferente, por ação de uma da força gravitacional e separar
as fases das substâncias líquidas com densidades diferentes através da força centrípeta.

Assim, utilizamos quando precisamos sedimentar um peptídeo que está


suspenso em solução de clivagem, por exemplo. Ou quando coletamos sangue, e
queremos avaliar algo ou o soro, entre outras aplicações.

Procedimento de operação: 1) Você deve verificar qual o volume que precisará


centrifugar e assim você poderá definir os adaptadores para tubos que você usará.
Possuímos adaptadores para tubos cônicos (falcon) de 50 mL e 15 mL e para tubos
cônicos tipo eppendorf de 2,0 mL. Estes ficam armazenados na gaveta próxima da
centrífuga. .

2) Posicionar as amostras a serem centrifugadas, para evitar danos, observar


rigorosamente o equilíbrio das cargas e o posicionamento correto dos tubos. Se for
necessária uma carga parcial de tubos, estes deverão ser colocados de tal maneira que a
sua distribuição seja simétrica em relação ao eixo de giro, assim quando o número de
tubos for ímpar compensar o lado oposto com um tubo contendo água na mesma
quantidade.

OBS1: Quando a densidade da água for muito diferente do fluido a ser centrifugado, utilize o mesmo fluido
para o equilíbrio e balanceamento de peso. Se a centrífuga estiver excepcionalmente barulhenta, verificar
se o carregamento das amostras está equilibrado e se não há algum tubo quebrado.

3) Agora você deverá definir, conforme o objetivo do processo de centrifugação ou do


protocolo que você está seguindo, os parâmetros de centrifugação, os quais são:
temperatura (°C), velocidade (rpm ou rcf), e, tempo de centrifugação (min). Clique uma
vez no botão “Temp” para definir a temperatura, e então utilize os botões de setas para
escolher o valor, em seguida clique em “Speed” para definir a velocidade de
centrifugação, os botões de seta também irão te ajudar a definir o valor, em seguida,
pressione em “Time” e defina o tempo de centrifugação.
OBS2: Caso a temperatura atual da centrifuga esteja muito aquém da temperatura desejada, feche a tampa
da centrífuga (sem amostra), e pressione em “Fast Cool” e em seguida pressione “Start”, acompanhe o
processo, e quando a temperatura estiver próxima ou igual a temperatura desejada, clique em “Stop”,
espere uma luz verde acender no botão “Open”, então clique nele, e abra a tampa da centrífuga.

4) Feche o compartimento preto, certifique-se que este não esteja frouxo e em seguida
feche a tampa da centrifuga e clique em “Start”.

OBS3: Caso seja necessário interromper o processo antes do tempo predeterminado, clique em “Stop”.

5) Após o fim do processo, uma luz verde deverá acender no botão open, então
pressione-o, e abra a tampa da centrifuga, e a tampa do compartimento preto. Retire 44
suas amostras cuidadosamente.

Procedimentos de Limpeza: 1) Limpar os adaptadores (porta-tubos) sempre com água


morna contendo detergente neutro, enxaguar com água e secá-los
imediatamente (estes podem secar em estufa a temp. máxima de 50°C),
principalmente antes de um armazenamento prolongado, ou quando se
tenha derramado sobre a mesma um líquido qualquer, e para evitar a
formação prematura de corrosão.

2) Se algum líquido cair na câmara de centrifugação a mesma deverá ser limpa


imediatamente, porque a presença do líquido poderá causar a corrosão dos
componentes da centrífuga.

3) Secar a câmara de centrifugação (após trabalhar com temperaturas baixas), com


papel toalha.

OBS4: Cuidados especiais são necessários quando da utilização de materiais infecciosos na centrífuga.
Tubos contendo tais materiais deverão ser centrifugados completamente fechados e esterilizados
em autoclave após sua utilização.

OBS5: Cuidar e guardar em um lugar adequado e protegido todos os acessórios utilizados na centrífuga
quando esta não estiver em operação.
8.12 Como utilizar e limpar o Forno de Micro-ondas?
O forno de micro-ondas é indicado para aquecer, ferver ou descongelar
substâncias e líquidos. Assim, os recipientes podem se aquecer durante o
funcionamento, por isso ao retirar o material de dentro do forno, utilizar sempre luvas
térmicas para evitar queimaduras.

NÃO utilizar utensílios metálicos no forno de micro-ondas. As


micro-ondas não podem penetrar no metal, provocando um fenômeno
parecido com um relâmpago. Sempre que utilizar papel, algodão ou gaze
dentro do forno de micro-ondas, monitorar o processo constantemente, 45
devido a possibilidade de incêndio.

Quando são aquecidas substâncias líquidas no forno micro-ondas, estas


podem estar quentes além do seu ponto de fervura sem borbulhamento visível. Quando
se retira o recipiente onde estão esses líquidos, o choque térmico pode causar a
formação rápida de bolhas de vapor. É necessário cuidado ao retirá-los, pois um volume
de líquido quente pode jorrar rapidamente desse conteúdo. Aguardar 30 segundos até
retirar o recipiente de dentro do forno, para que a temperatura caia levemente.

Se os materiais no interior provocarem faíscas ou fumaça, manter fechada a


porta do forno, desligar o forno e desconectar o cabo de força da tomada. Não armazenar
produtos no interior do forno micro-ondas. Não colocar produtos inflamáveis no interior
ou nas proximidades do micro-ondas.

Procedimentos de Limpeza: Desconectar o plugue da tomada. Limpar as partes


externas e internas com um pano umedecido com sabão neutro.
Também se pode utilizar um pano umedecido com álcool 70% para
limpar as partes internas. Não utilizar materiais abrasivos ou palhas de
aço para a limpeza. O Painel de controle deve ser limpo apenas com
pano seco ou papel macio. A porta e as vedações da porta devem ser
mantidas limpas. Para remover os resíduos mais difíceis, aquecer uma pequena jarra de
água por 3 ou 4 minutos na potência 70%. O vapor da água ajudará a amolecer a sujeira.
Acrescentar algumas rodelas de limão na água para eliminar odores do interior do forno.
Não enxaguar o prato giratório colocando-o na água logo após o uso, pois isso pode
causar quebra ou dano.

8.13 Como utilizar e limpar os Refrigeradores?

O refrigerador é um equipamento muito importante dentro do laboratório


porque é utilizado para manter meios de cultura, reagentes, kits bioquímicos, materiais
biológicos, alguns produtos químicos, e outros produtos resfriados ou congelados.
A temperatura interna do refrigerador depende da temperatura ambiente, da
quantidade de materiais armazenados e do número de vezes que a porta é aberta. Assim,
você deve usar uma regulagem adequada para cada situação, para evitar desperdício de
energia ou perdas de materiais.

Evite o contato de qualquer tipo de óleo ou gordura com as


partes plásticas do refrigerador. Os materiais e produtos que transmitem
odores fortes com facilidade deverão ser armazenados em recipientes
com tampa ou embalados cuidadosamente. Todo material
armazenado no refrigerador deverá estar IDENTIFICADO. Não
46
colocar garrafas de vidro, de plástico ou latas fechadas no
compartimento do congelador, exceto se recomendado pelo fabricante. Em caso de falta
de energia elétrica, procure não abrir a porta do refrigerador. Isto garantirá que a
temperatura interna seja mantida por um tempo maior.

Procedimentos de Limpeza: 1) A borracha de vedação da porta deve ser limpa


cuidadosamente com sabão neutro e água morna. Enxaguar e secar,
tomando cuidado para não danificar a borracha. 2) Para limpar a
superfície externa do refrigerador, utilizar água e sabão neutro. 3) Para
limpar as partes internas do refrigerador, usar somente um pano
umedecido em solução de água e bicarbonato de sódio 5 %.

OBS1: Jamais limpar o refrigerador com fluidos inflamáveis como álcool, querosene, gasolina,
tinner, solventes e com produtos químicos ou abrasivos como detergentes ou ácidos.

OBS2: Não jogue água diretamente dentro ou fora do refrigerador.

OBS3: Não utilizar espátulas metálicas, escovas, produtos abrasivos ou alcalinos para a limpeza das
superfícies plásticas no interior do seu refrigerador.

OBS4: As peças plásticas não podem ser lavadas com água quente.

Manutenção Preventiva: A cada seis meses, limpar a parte posterior do refrigerador


com aspirador de pó ou pano, a fim de evitar o acúmulo de poeira e danos
ao equipamento. Fazer a limpeza geral, descongelando e limpando toda a
parte interna e externa do refrigerador. Lembre-se de organizar
cuidadosamente as amostras, reagentes, insumos guardados no
refrigerador. Você deve identificar adequadamente cada um destes, e organizá-los por
categoria, como por tipo de experimento/procedimento.
8.14 Como utilizar e limpar o Agitador Magnético?

O agitar magnético é indicado para o preparo de soluções diversas, ou em


procedimentos mais específicos que necessita de agitação, e aquecer substâncias de
baixa viscosidade. O funcionamento está embasado em um conjunto magnético, com
barra magnética que auxilia na movimentação do produto, com controle individual de
aquecimento e agitação.

Quando você precisar do aquecimento, utilize sempre béquer de vidro para


47
colocar o produto que se deseja agitar/aquecer, pois este recipiente suporta grandes
variações de temperatura. Cuidar com as substâncias perigosas com risco de explosão,
implosão, liberação de gases tóxicos e inflamáveis quando expostas ao
calor e agitação. Utilizar o agitador magnético na capela de segurança
química quando manipular estas substâncias. A plataforma de
aquecimento e o recipiente podem atingir altas temperaturas.
Manipular estes materiais com luvas para material quente. NUNCA
deixar o equipamento aquecendo sem supervisão. Quando este
equipamento for utilizado somente para aquecer, pode ser utilizado com produtos de
diversas viscosidades.

Procedimento de Operação: 1) Colocar o agitador em uma bancada limpa e seca e


manter uma distância de 15 cm de cada lado do
equipamento como área de segurança.

2) Ligar o plugue na tomada de 220V. Ligar o equipamento,


pressionando a chave liga/desliga (posição para cima),
localizada na parte frontal do equipamento.

3) Colocar a barra magnética no béquer vidro contendo o


produto que se deseja agitar ou aquecer.

4) Quando a substância a ser agitada é corrosiva ou pode danificar o equipamento, cobrir


a base do agitador com papel alumínio.

5) Posicionar o béquer sobre a plataforma de aquecimento do agitador, cuidando para


que o conjunto fique estável sobre a bancada.

6) Utilizar o botão de ajuste de agitação para programar a rotação desejada e o botão de


ajuste de aquecimento para programar a temperatura desejada.

7) A rotação mínima é regulada no potenciômetro, localizado na parte traseira do


equipamento. Girar o potenciômetro para aumentar ou diminuir a rotação quando
necessário.
8) Caso a barra magnética perca o sincronismo na agitação, a rotação deverá ser
diminuída até que a barra entre novamente em sincronismo. Se caso houver necessidade
apenas de agitação, não acionar o botão de ajuste de aquecimento.

9) Caso precisar apenas de aquecimento, não utilizar a barra magnética e não acionar o
botão de ajuste de agitação. Para desligar, posicionar os botões de ajustes de agitação e
aquecimento no mínimo, desligar a chave liga/desliga e retirar o plugue da tomada.

10) Ter especial cuidado com a plataforma de aquecimento e o recipiente, pois estes
poderão atingir altas temperaturas, podendo causar graves queimaduras.
48

Procedimentos de Limpeza: Realizar este procedimento apenas quando o


equipamento estiver desligado da rede elétrica e totalmente frio. Utilizar
um pano limpo e seco ou levemente umedecido com água e sabão. Caso
houver danificação do papel alumínio que está sobre a superfície do
agitador o mesmo deverá ser substituído.

8.15 Estufa incubadora com atmosfera de CO2

Esta estufa é indicada para crescimento de células e tecidos. Deve-se realizar


a manutenção controle diário, limpeza semanal e troca de água, e controle do nível de
CO2 no cilindro.
49
9. VIDRARIAS

As vidrarias são instrumentos essenciais dentro do laboratório. Estas, além


de servirem para o melhor manuseio de pós de líquidos, possibilitam determinar
quantidades precisas e/ou exatas, subsidiam o preparo de diversas soluções, e são
aplicadas praticamente em todos os procedimentos, diariamente, no laboratório.
As vidrarias devem ser higienizadas após o uso: primeiramente com água e
detergente neutro e após com um banho de água destilada. Estas, devem ser secas em 50
estufa a 50 °C, salvo exceções. Após estarem secas, estas devem ser armazenadas no
armário próprio para este fim, isto é, aquele que está identificado com etiqueta
“Vidrarias”.

9.1 Béquer
O béquer é um instrumento de uso geral no laboratório, em verdade a sua
função não está relacionada à medição propriamente dita, apesar de ser geralmente
graduado. A escala do béquer não tem precisão, ela existe apenas para guiar o
experimentador, para ter ideia da quantidade que está manuseando.
Conforme Vogel (2008) os béqueres mais satisfatórios
para uso geral são os que têm bico. A vantagem é que é mais fácil de
transferir, e também é um local conveniente para apoiar um bastão
de agitação e ainda é uma saída para gases e vapores quando o
bécher está coberto por um vidro de relógio.
Assim, o béquer é comumente utilizado para fazer
reações entre soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de precipitação e
aquecer líquidos, entre outros usos.
No LABIM há diversos tipos de béqueres. É uma vidraria essencial para
diversos usos. Cada tipo de béquer, de diferente material e tamanho é mais indicado para
determinado uso, por isso, em casos de dúvidas sempre pergunte ou pesquise. Ok?

9.2 Pipetas: graduadas, volumétricas, micropipetas e pipetas de Pasteur


As pipetas são instrumentos de precisão utilizadas para a medição de
determinados volumes.
Conforme Baccan existem dois tipos de pipetas (vidraria), as volumétricas ou
de transferência e as graduadas. “As pipetas de transferência são tubos de vidro
expandidos cilindricamente na parte central, possuem extremidade inferior estreita
e tem marca de calibração do seu volume gravada na parte superior” (BACCAN, 2001.
p. 169).
“As pipetas graduadas são tubos cilíndricos com uma escala numerado do
alto para baixo, até sua capacidade máxima.” (BACCAN, 2001. p. 169). É importante
salientar que as pipetas são calibradas levando em consideração a fração de fluido que 51
adere as paredes internas das mesmas.
Por questão de calibração as pipetas NUNCA podem secar em
estufa, pois a submissão destas a altas temperaturas (maiores que
temperatura ambiente, ~25 °C) acarreta no comprometimento da
calibração da escala, deixando dúbia a medição.
As micropipetas são equipamentos que possibilitam pipetar soluções
aquosas, ácidos, reagentes, suspensões, soros e meios de cultura com volumes variáveis
na escala micro, conforme a capacidade de cada equipamento.
Para a utilização da micropipeta são necessárias ponteiras adequadas ao
volume da micropipeta:

0-200 µL
Nunca aspirar líquidos com a
micropipeta sem que uma
ponteira esteja fixada.
200-1000 µL

Deve-se operar a micropipeta lenta e suavemente,


mantendo-a sempre na posição vertical, pois o líquido nunca deve
entrar no eixo da micropipeta. A profundidade de imersão no líquido
de amostra deve ser o minimo necessário e deve permanecer
constante durante a aspiração.
Nunca forçar o ajuste de volume para além dos limites
recomendados. O uso de força excessiva para girar o botão fora do limite
de volume recomendável poderá causar defeito no mesmo.
Não pipetar líquidos com temperaturas acima de 70°C.
A pipeta de Pasteur, ao contrário das outras, não é utilizada
para mensurar volumes, mas sim para transferência de líquidos. Possui
mecanismo semelhante ao de conta-gotas. Estas podem ser de plástico
ou de vidro.

Instruções para Uso de uma Pipeta

As seguintes instruções são especificamente apropriadas para as pipetas 52


volumétricas, mas podem ser modificadas para a utilização com outros tipos de pipetas.
O líquido é sugado para o interior da pipeta pela aplicação de um pequeno vácuo. A boca
jamais deve ser utilizada para a sucção por causa do risco de ingestão acidental do
líquido que está sendo pipetado. Em vez disso, um bulbo de sucção de borracha, ou um
tubo de borracha conectado a um sistema de vácuo, deve ser empregado.
9.3 Provetas

São tubos cilíndricos utilizados na medição aproximada de volume.


Vogel (2008) coloca que as provetas não podem ser utilizadas quando se deseja
um grau moderado de exatidão, mas são satisfatórias para medidas
aproximadas.
Por questão de calibração, que é realizada por
gravimetria, ou seja, pesando-se o líquido (água) e conferindo seu 53
volume (por relação com densidade), as provetas NUNCA podem
secar em estufa, pois a submissão destas a altas temperaturas
(maiores que temperatura ambiente, ~25 °C) acarreta no comprometimento da
calibração da escala, deixando dúbia a medição.

9.4 Balão volumétrico

Os balões volumétricos ou balões aferidos são instrumentos


de volume fixo, pois apresenta uma única marca indicando um
determinado volume, possuem formato de pera, de fundo chato e colo
longo e estreito (VOGEL, 2008). Estes permitem mensurar com precisão
volume fixos de líquidos.
Para evitar erros de paralaxe no ajuste final do volume,
deve-se verificar se o nível inferior do menisco do líquido está
tangenciando a marcação de volume do balão, isto em visão frontal
(VOGEL, 2008).
Estes são rigorosamente calibrados em temperatura de 20 a 25°C (VOGEL,
2008), assim não podendo ser aquecidos ou submetidos a mudanças
bruscas de temperatura. NÃO podem secar em estufa, e nem ser
submetidos a temperaturas muito baixas.

9.5 Erlenmeyers (frascos cônicos) e Kitasatos

O erlenmeyer assim como o béquer, é um frasco de uso comum e de uso geral


no laboratório. Este é mais indicado para mistura de líquidos, no aquecimento de
soluções, em procedimentos de titulações, no preparo de meios de cultura,
entre outros (VOGEL,2008). Seu formato estreito evita perdas de materiais
em agitação manual.
O Kitasato é também um frasco cônico, porém este possui uma
saída lateral que possibilita a conexão deste com sistemas de vácuo,
ou saída para gases e vapores. Este é normalmente utilizado junto
com o funil de Buchner em filtrações a vácuo.
54

9.6 Vidro de relógio e Bastão de Vidro

O vidro de relógio como o próprio nome indica, tem


forma côncava, e ele é utilizado para determinação de
evaporações, e de umidade em pequena escala. Além de auxiliar na
pesagem de substâncias.

O bastão de vidro é uma vidraria auxiliar, que serve


para agitar ou transferir líquidos de um recipiente a outro. É de
vidro para evitar reações químicas com as substâncias que estão
sendo manipuladas.

9.7 Frascos Âmbar


Estes frascos são indicados para o armazenamento de soluções. Por ser
âmbar, asseguram que a solução não irá reagir ou degradar com a presença de luz. Os
frascos âmbar de boca larga são indicados para coleta de água e sedimento, e devem ser
exclusivamente para este fim. Também seguem limpeza específica.

Estes, quando reaproveitados de outros reagentes, devem ser


exaustivamente lavados com água destilada, seguida de acetona ou
diclorometano, e novamente lavada com água destilada, e borrifado solução
de álcool 70%. Devem secar em estufa, de 50 °C a 100 °C. Devem ser
guardados e organizados por tamanho.
9.8 Condensador
É um instrumento utilizado no processo de separação de
misturas, por destilação simples ou fracionada, é comumente
utilizado em conjunto com o balão de destilação. Portanto este
condensa vapores gerados pelo aquecimento de líquidos.

Esse processo é possível porque o condensador é


formado por um duto interno e um externo. No duto interno há a
captação dos vapores, que serão condensados porque no duto
externo há água fria corrente, fazendo refrigerar e assim condensar o vapor que está 55
sendo captado no duto interno, o qual desemboca em um erlenmeyer ou em um béquer.

9.9 Trapp frasco lavador de gases

Esta vidraria é essencial para aumentar a vida útil da


bomba de vácuo, pois impede que vapores químicos sejam aspirados
para o sistema promotor de vácuo. O princípio do Trapp é a criação
de obstáculos para estes vapores e gases químicos, que podem ser
absorvidos por filtro de sílica, que geralmente encontra-se no final
do tubo que recebe os vapores. Outro princípio que auxilia nesse
processo de barramento de vapores químicos é fazê-los condensar,
diminuindo a temperatura no frasco Trapp colocando-o em contato com gelo.

9.10 Procedimentos para higienização de vidrarias

1. Antes de lavar qualquer vidraria, certifique-se que esta não contenha


nenhuma solução perigosa ou resquícios de reagentes.

OBS1: Utilize sempre luvas, jaleco, e óculos de segurança para procedimentos de higienização.

OBS2: Lembre-se que alguns reagentes tem um índice de reatividade


elevado e podem facilmente liberar calor em contato com a água ou vapor Consultar item “10.4
tóxico. Segurança no manuseio
de soluções” Página 61 e
OBS3: Se você pretende ajudar um colega de laboratório pergunte a ele item “11. Segregação de
primeiro quais foram os reagentes envolvidos no processo experimental resíduos” Página 67.
e descarte apropriadamente as sobras.

2. Para uma higienização eficiente, basta lavar todas as partes do objeto com
bastante água corrente, esponja e detergente neutro, salvo exceções. Garanta que todas
as partes foram bem lavadas. Vassourinhas com cabos metálicos flexíveis podem auxiliá-
lo na lavagem de vidrarias maiores e mais trabalhadas como um balão de fundo redondo
ou até mesmo uma proveta.

3. Ao terminar a lavagem, verifique se não possui nenhuma outra impureza


ou qualquer resquício de reagentes. Passe então bastante água destilada em todas as
áreas de contato do objeto e deixe a secar, salvo exceções, você pode secá-las em estufa
de secagem, a 50 °C.

4. Se mesmo com a lavagem continuar apresentando alguma impureza (como


gorduras ou resíduos), aconselha-se utilizar uma quantidade mínima de álcool 70% ou
acetona, que seja apenas o suficiente para remover o resíduo ou camada gordurosa. 56

5. Após isso, passe novamente bastante água destilada e deixe a secar.

OBS4: Não esqueça as vidrarias dentro da estufa ou sobre a bancada. Assim que elas secarem, procure
guardá-las no local apropriado.

9.11 Higienização do Barrilete de água destilada

1. Esvazie todo o barrilete de água destilada antes de começar a manuseá-lo.


Certifique-se de que a pia está limpa e com bastante espaço para você realizar a tarefa.

OBS1: Não descarte água destilada, a menos que esteja contaminada. Separe frascos adequadamente
higienizados para armazenar temporariamente a água destilada ainda contida no barrilete.

2. Lave bem todas as áreas de contato do barrilete com água da torneira,


esponja e detergente neutro. Abra e feche a torneira do barrilete durante o processo para
que a água e o detergente também passem por lá. Para auxiliá-lo(a), utilize a vassourinha
metálica pequena.

3. Enxágue bem com água da torneira para retirar a espuma.

4. Passe apenas na parede por dentro do barrilete álcool 70% e deixe escoar
pela torneira.

5. Enxágue todo o barrilete com bastante


água destilada.

6. Agora é só ligar o destilador e esperar até


que atinja o volume desejado.
57
10. PREPARO DE SOLUÇÕES

As substâncias puras são formadas, segundo Chang (2010) de matéria que


tem uma composição definida, ou seja, constante e que possuem propriedades
características. Conforme Chang (2010) uma substância pode ser constituída
por um elemento ou por um composto. Sendo que um elemento é uma
substância que não pode ser mais simplificada em processos químicos. E
também segundo Chang (2010, p.5) um composto é “uma substância
composta de átomos de dois ou mais elementos quimicamente unidos em 58
proporções fixas.” Os compostos só podem ter seus componentes puros
separados por processos químicos.

A mistura do ponto de vista físico-químico é uma dispersão, na qual as


partículas de uma fase, a fase dispersa, se encontram distribuídas em outra fase, a fase
dispergente. Isso porque fase, conforme Russell (1994, p. 11) “é definida como sendo a
região distinta, na qual todas as propriedades são as mesmas.” Portanto, as misturas são
classificadas em misturas heterogêneas, suspensões e dispersões coloidais, e misturas
homogêneas, as soluções. Pois as suspensões e dispersões coloidais apresentam duas ou
mais fases, enquanto que as soluções apresentam uma única fase.

Kotz; Terichel e Weaver (2010, p. 13) colocam que


uma “mistura em que a textura desigual dos materiais pode ser
detectada é denominada mistura heterogênea. [...] Em uma
mistura heterogênea, as propriedades em uma região são
diferentes daquelas em outra região.” Kotz; Terichel e Weaver
(2010, p. 14) também afirmam que “a composição em uma
mistura homogênea é a mesma em diferentes regiões. Misturas
homogêneas são frequentemente chamadas de soluções.”

Assim, soluções são misturas homogêneas de duas ou


mais substâncias, nas quais o soluto é a substância presente em menor quantidade e o
solvente está em maior quantidade, sendo que a solução pode ser líquida, gasosa ou
sólida (CHANG, 2010).

10.1 Classificação quanto à razão soluto/solvente

As soluções podem ser classificadas de acordo com a quantidade de soluto


em relação ao solvente, em diluída e concentrada, são as ditas insaturadas, e saturadas
e supersaturadas. Coeficiente de solubilidade é o indicador de saturação da solução.
Refere-se à quantidade (geralmente em gramas) necessária do soluto para formar, com
uma quantidade-padrão (geralmente em litros) do solvente, uma solução saturada em
determinadas condições de temperatura e pressão (SARDELLA, 1997).

59

Fonte: SARDELLA, 1997.

10.2 Concentração de uma solução

A concentração de uma solução está relacionada à quantidade de soluto em


uma dada quantidade de soluto (SARDELLA, 1997).
A concentração comum (C) indica a massa (em gramas) de soluto por volume
𝑚(𝑔)
(em litros) de solução. 𝐶 = (SARDELLA, 1997).
𝑉(𝐿)
Concentração molar ou molaridade (M) de uma solução é a razão entre o
𝑛
número de mols de moléculas do soluto e o volume (em litros) da solução. 𝑀 = 𝑉 ∴
(𝐿)
𝑚(𝑔)
𝑀 = 𝑀𝑀 A massa molar (MM) de um elemento corresponde ao mesmo valor de
𝑔 .𝑉(𝐿)
( )
𝑚𝑜𝑙
sua massa atômica, só que esta deve ser expressa em gramas, desta mesma maneira é a
massa molar de uma substância. Exemplo Carbono C, massa atômica 12 u, portanto
massa molar será 12 g. Água, massa molar 18 u, portanto, 18 g de massa molar. O mol é
uma unidade de medida para expressar uma quantidade definida de átomos, ou
moléculas, etc. Ou seja, o mol é a unidade de medida do número de Avogrado, que é 6,02 ×
1023 . Por isso em 12 g de Carbono, há 6,02 × 1023 átomos, ou seja, 12 g/mol (SARDELLA,
1997).
A densidade (d) de uma solução é a razão estabelecida entre a massa e o
𝑚(𝑔)
volume desta. 𝑑 = 𝑉 , por exemplo, se a densidade de uma solução é de 200 g/L,
(𝑚𝐿)

significa que cada litro dessa solução tem 200 g (SARDELLA, 1997).
Ao preparar uma solução, você deve verificar nos rótulos dos reagentes seu
grau de pureza, para que este seja considerado nos cálculos, para evitar erros de
concentração.
10.3 Regras para manuseio de Reagentes e Soluções

A realização de procedimentos químicos, análises químicas, sínteses


químicas, etc., em regra geral, requer reagentes e soluções com pureza conhecida. Um
frasco de reagente de determinado grau químico, assim que aberto, pode ser utilizado
com confiança. Quando este frasco estiver pela metade, a confiança em seu grau químico
dependerá da forma como este tem sido manuseado e armazenado desde que foi aberto.
Neste sentido, seguem algumas regras que devem ser observadas para prevenir
acidentes e/ou contaminações acidentais de reagentes e soluções: 60
1. Selecione o produto com o melhor grau disponível para o trabalho analítico. Quando for
possível, utilize o menor frasco capaz de fornecer a quantidade desejada.

2. Leia atentamente o rótulo! Antes de abrir o frasco. Nele contém informações importantes
quanto à sua periculosidade, toxicidade, inflamabilidade e outros riscos à
saúde ou possíveis reações com outros reagentes, além de informações
úteis como peso molecular, fórmula molecular (ou química) e grau de
pureza - ou concentração.

3. No preparo de soluções que envolvam a diluição de ácidos fortes,


SEMPRE adicione o ácido na água e NUNCA a água no ácido. A regra se mantém para bases
fortes com altos potenciais de corrosão como o Hidróxido de Sódio (NaOH)

4. No caso de soluções recem preparadas. Transfira-as para frascos limpos e livres de


contaminações químicas ou biológicas. Certifique-se de rotular/identificar o frasco
adequadamente, com informações como data de preparo, responsável pelo preparo,
concentração, nome da solução, isto é, especifique o produto gerado no preparo desta solução,
pH, e outras informações pertinentes, como das condições de armazenamento.

5. Tampe todo e qualquer frasco imediatamente após a retirada de um produto químico.


Segure a tampa dos frascos de reagentes entre seus dedos; ou coloque-a sobre um papel toalha
de forma que você consiga visualizá-la. Nunca coloque a tampa diretamente sobre a superfície
de trabalho.

6. Nunca devolva qualquer excesso de reagente ao frasco original, a menos que você seja
instruído a fazê-lo. O dinheiro economizado com a devolução de excessos raramente vale o risco
de contaminar todo o frasco.

7. Nunca coloque espátulas, colheres ou facas em um frasco contendo um reagente sólido,


a menos que você seja instruído a fazê-lo. Em vez disso, agite o frasco ainda fechado
vigorosamente, ou bata-o suavemente sobre uma mesa de madeira para romper qualquer
incrustação; então despeje a quantidade desejada. Ocasionalmente essas medidas não são
eficientes e, nesses casos, uma colher de porcelana limpa deve ser utilizada.

8. Siga as normas locais para segregação de resíduos químicos para as


sobras de reagentes e soluções.
9. Mantenha o armário de reagentes e a balança de laboratório limpos e bem organizados.
Limpe qualquer derramamento imediatamente, atentando-se para procedimentos de
neutralização, se necessário, mesmo se alguém estiver esperando para usar o mesmo produto
químico ou reagente.

10.4 Segurança no manuseio de soluções

Muitos dos reagentes e produtos químicos que são utilizados no laboratório


61
apresentam algum tipo de risco à segurança e saúde das pessoas que trabalham com
eles. Neste sentido, existem algumas formas de identificar estes produtos, para garantir
a segurança das pessoas, do ambiente de trabalho e do meio ambiente.

Sob a perspectiva da química, um produto será perigoso quando afetar direta


e indiretamente os seres humanos e o meio ambiente (Araújo, 2005). Bem, assim sendo,
que sejamos muito responsáveis com os resíduos químicos. Não é mesmo?

Misturar duas substâncias químicas pode ser perigoso. Pode ocorrer a


formação de um gás tóxico, uma reação explosiva ou queima intensa que pode destruir
a própria embalagem e afetar substâncias próximas. Por isso, antes de manusearmos
produtos químicos, devemos pesquisar sobre a natureza físico-química e potenciais
toxicológicos destes, isso pode indicar como reagem entre si, e seus efeitos para a saúde
e meio ambiente.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, tem um banco de dados


com fichas de informações de produtos químicos. Para ter acesso a este clique neste
link: < http://emergenciasquimicas.cetesb.sp.gov.br/manual-de-produtos-quimicos/>
e entre em “Lista Completas de todos os produtos químicos”

Para entendermos melhor os riscos relacionados aos produtos químicos,


vamos entender as características e natureza que proporcionam estes riscos:

INFLAMÁVEIS: Gases que se inflamam com o ar a 20 °C e a uma pressão de


referência de 101,3 kPa. Facilmente combustível ou que, por atrito, ou presença
de fonte de energia, possa causar fogo ou contribuir para tal (ABNT, 2009).

EXPLOSIVOS: material ou substância que, quando iniciada, sofre decomposição


muito rápida em produtos mais estáveis, com grande liberação de calor e
desenvolvimento súbito de pressão (MTE, 2011).

OXIDANTES: São substâncias que em sua estrutura molecular possuem


oxigênio, geralmente por fornecer oxigênio, causa ou contribui, mais do que o
ar, para a combustão de outro material (ABNT, 2009).
CORROSIVOS: São substâncias que causam a corrosão. A corrosão por sua vez,
é causada pela ação do meio ou de uma agente químico, sobre um determinado
material, causando sua deterioração (MERÇON; GUIMARÃES; MAINIER, 2004).

TÓXICOS: São substâncias capazes de causar danos graves ou morte a um


organismo vivo (OGA; ZANINI, 2003,), e ainda capazes de gerar, frente à
presença em uma dada concentração, um estado patológico do organismo (CETESB,
2003).

RADIOATIVOS: São substâncias que possuem um núcleo muito energético, por


ter excesso de partículas ou de carga, tende a estabilizar-se, emitindo algumas 62
partículas, fenômeno conhecido por radiação (CARDOSO, 2003).

Conhecendo a natureza dos produtos químicos e demais substâncias que


apresentam algum tipo de risco à saúde humana e ambiental, ficou estabelecido padrão
de identificação destes, para fins de manuseio, armazenamento e destinação final segura
e adequada, por meio do rótulo e número de risco.

Rótulo de risco: é um losango que apresenta símbolos e/ou expressões emolduradas


referentes à classe do produto perigoso (CETESB, 2003).

Número de risco: os números que indicam o tipo e a intensidade do risco, são formados
por dois ou três algarismos. A importância do risco é registrada da esquerda para a
direita. Os algarismos que compõem os números de risco têm o seguinte significado:

Número de Risco Significado


2 Emissão de gás devido à pressão ou à reação química
3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases, ou líquido sujeito
a auto aquecimento
4 Inflamabilidade de sólidos, ou sólidos sujeitos a auto
aquecimento
5 Efeito oxidante (favorece incêndio)
6 Toxicidade
7 Radioatividade
8 Corrosividade
9 Risco de violenta reação espontânea
OBS1: A letra X antes dos algarismos significa que o produto reage perigosamente com água.
OBS2: A repetição de um número indica, em geral, aumento da intensidade daquele risco específico.

Além da padronização de identificação dos produtos químicos pelos


fabricantes, por meio do rótulo e número de risco, uma das formas adotadas no LABIM
é a utilização do diagrama de Hommel.

A seguir o diagrama de Hommel, ou diamante de fogo/risco com alguns


exemplos de alicação.
63

AZUL: RISCO À SAÚDE OU TOXICIDADE

4. Substâncias que são capazes de levar a morte, causar danos graves ou


sequelas sérias com pouca exposição. Exemplos: acrilonitrila, cianogênio, dimetil sulfato,
cianeto de hidrogênio, etc.

3. Substâncias que são capazes de produzir danos físicos sérios temporários


ou sequelas. Exemplos: ácido acrílico, amônia (gás), azidas, cianetos, sódio e amálgama
de sódio, ácido sulfúrico, fósforo branco, etc.
2. Substâncias que, em exposição intensa ou contínua, mas não-crônica,
podem causar incapacidade temporária ou possível sequela. Exemplos: anidrido acético,
benzeno, tetracloreto de carbono, éter etílico, clorofórmio, etc.

1. Substâncias que podem causar irritação e pequenas sequelas. Exemplos:


acetileno, nitrato de amônio, dimetilformamida, fósforo vermelho, etc.

0. Substâncias que, em incêndios, não oferecem risco maior além do


representado pelo material combustível comum. Além da padronização de identificação
dos produtos químicos pelos fabricantes, por meio do rótulo e número de risco, uma das
formas adotadas no LABIM é a utilização do diagrama de Hommel. 64

VERMELHO: RISCO DE INFLAMABILIDADE

4. Substâncias que podem vaporizar rapidamente ou completamente à


pressão e temperatura ambiente, ou que são rapidamente dispersas no ar e queimam
com facilidade. Exemplos: acetileno, peróxido de benzoíla, tert-buti hidroperóxido,
cianogênio, éter etílico, formaldeído (gás), cianeto de hidrogênio.

3. Líquidos e sólidos que podem sofrer ignição na maioria das condições de


temperatura ambiental. Exemplos: acrinonitrila, benzeno, éter diidopropílico, dioxano,
metanol, etc.

2. Substâncias que devem ser aquecidas com moderação ou expostas a


temperaturas relativamente altas para sofrerem ignição. Exemplos: anidros acéticos,
ácido acético glacial, solução de formaldeídos, etc.

1. Substâncias que devem ser pré-aquecidas antes de ocorrer a ignição.


Exemplos: dicromatos de amônio, solução ou gás de amônia, fósforo vermelho, etc.

0. Materiais não-combustíveis.

AMARELO: REATIVIDADE

4. Substâncias que são intrinsecamente capazes de detonação, decomposição


explosiva ou reação em condições normais de temperatura e pressão. Exemplos:
peróxidos de benzoíla, hidroperóxido, ácido peracético, ácido pírico, etc.

3. Substâncias que são intrinsecamente capazes de sofrer detonação ou


decomposição explosiva ou reação, mas requerem uma fonte para essa reação acontecer,
ou que devem ser aquecidas em confinamento antes da reação, ou que reagem
explosivamente com água. Exemplos: acetileno, acroleína, nitrato de amônio, peróxido
de hidrogênio (>52%), etc.

2. Substâncias que sofrem mudanças químicas violentas em temperaturas e


pressões elevadas ou que reagem violentamente com água, ou que podem formar
misturas explosivas com água. Exemplos: brometo ou cloreto de acetila, ácido acrílico,
ácido clorossulfônico, percloratos, potássio, sódio, ácido sulfúrico, cloreto de vinila, etc.

1. Substâncias que são normalmente estáveis, mas podem tornar-se instáveis


quando submetidas a temperaturas e pressões elevadas. Exemplos: dicromato de
amônio, éter dietílico, éter diidopropílico, perclorato de Magnésio, hidróxidos de Sódio 65
e de Potássio, etc.

0. Substâncias estáveis ainda em condições de incêndio, e que não são


reativas com a água.

Fonte das descrições: Adaptado de Armour, M.A. Hazardous laboratory chemicals disposal guide. CRC
Press, 1996.

BRANCO: RISCOS ESPECÍFICOS

Substâncias com alguma particularidade. Exemplos:

OXY – Oxidante.

ACID – Ácido.

COR – Corrosivo.

W – Não misturar com água.


66
11. SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS

Eis aqui algo muito importante!

Nosso trabalho envolve a


produção de diversos tipos de resíduos,
tantos sólidos como líquidos. Estes têm
natureza distinta, e podem afetar de forma
negativa nossa saúda, a salubridade do
67
nosso ambiente de trabalho e ainda
impactar negativamente o meio ambiente.

Pensando em todas as consequências que nossos resíduos poderiam


acarretar, no laboratório nós seguimos à risca as normas de segregação de resíduos.

No nosso laboratório segregamos os resíduos de acordo com as normas do


Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde da UNESC, respeitando a
legislação ambiental vigente. Deste modo, temos quatro tipos de resíduos:

1) Infectante: São os resíduos que oferecem algum tipo de risco biológico, resultantes
de atividades de manuseio e experimentação com animais de laboratório, de
manuseio de fluidos corpóreos, como sangue, urina, etc. de culturas
celulares, bacteriológicas, de fungos, entre outros.
Se sólidos, devem ser acondicionados na lixeira com identificação
“Resíduo Infectante”. Se líquido deve seguir para processo de
esterilização por autoclave (Este é realizado pelo Laboratório de
Ensino de Microbiologia e Parasitologia, Bloco S, Térreo, sala 04) e
descartado no expurgo (no Laboratório de Ensino de Parasitologia, Bloco S, Térreo,
sala 02).

2) Tóxicos ou resíduo químico: São os resíduos que tiveram contato com qualquer
produto químico, como ácidos, bases, sais, álcoois, cetonas, etc. São àqueles que
podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente,
dependendo de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade e toxicidade.
Se sólidos, devem ser acondicionados na lixeira com identificação
“Resíduo Químico”. Se líquido, deve ser armazenado em frasco, de
preferência de vidro, e etiquetado com etiqueta padrão fornecida
pelo PGRSS/UNESC, onde deve constar a composição do resíduo, isto é, todos os
produtos químicos utilizados, mesmo em quantidades mínimas, incluindo água.

3) Reciclável: São todos os resíduos passíveis de reciclagem, como papeis, papelão,


alguns tipos de plásticos, vidro, latas de alumínio, etc.
Se sólidos, devem ser acondicionados na lixeira com identificação
“Resíduo Reciclável”. Se líquido, deve ser armazenado em frasco, de
preferência de vidro, identificado com a composição do resíduo e o
processo de reciclagem ao qual será submetido, como a Destilação, por exemplo.

4) Rejeito ou não reciclável: São todos os resíduos não passíveis de reciclagem, como
papel toalha, alguns tipos de plásticos, etc, que não apresentam
nenhuma característica de infectante ou potencial tóxico. Se sólidos,
devem ser acondicionados na lixeira com identificação “Resíduo
Rejeito”. Se líquido, e não apresenta nenhum risco biológico ou
potencial ecotoxicológico e toxicológico, pode ser descartado na rede
convencional de esgoto.

68
69
12. EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL

A experimentação animal é uma parcela da domesticação animal pelos seres


humanos. Neste sentido, o uso animal na ciência, para fins de entendimento de anatomia,
fisiologia e patologias de forma comparada e extrapolada, é remoto aos cientistas da
Grécia antiga (BAEDER et al, 2012).

Porém, considera-se que o primeiro a utilizar animais em experimento


científico sistemático, foi William Harvey, considerado o fundador da fisiologia moderna,
70
e criador do método experimental nas ciências biológicas (MAGALHÃES, 2012).

A teoria darwiniana embasou a extrapolação dos dados obtidos em pesquisas


com modelos animais para seres humanos, alavancando ainda mais a utilização de
animais nas ciências biomédicas (BAEDER et al, 2012).

O uso de camundongos na pesquisa, especialmente a


espécie Mus musculus, remota o século XVII, e sua introdução como
animal de laboratório está relacionada às suas características
biológicas, pois é um animal pequeno, muito prolífero, que possui
período de gestação curto. Além disso, este animal é de fácil domesticação e manutenção.
Por todas essas características, tornou-se o mamífero mais usado na experimentação
mundial (SANTOS, 2002).

A questão dos direitos dos animais e a sua utilização em pesquisas vêm sendo
discutida desde então. A obra The Principles of Humam Experimental Tecnique de William
Russell e Rex Burch estabelece alguns princípios
orientadores ao uso de animais na pesquisa, conhecidos
como o princípio dos “3Rs”: Reduce, Replace e Refine.
1)Reduce (redução) Utilizar o mínimo de animais em um
experimento. Por isso utilizar um bom modelo estatístico
e animais de colônias geneticamente homogêneas,
mantidas em biotérios, em condições adequadas.
2)Refine (refinamento) Aplicação de analgesia, sedação
e eutanásia adequados, com o propósito de minimizar a
dor e desconforto, evitando ao máximo o estresse dos
animais de experimentação. 3)Replace (substituição) o
uso de métodos alternativos, sempre que possível
(BAEDER et al, 2012).

No sentido de garantir o uso de animais de experimentação de acordo com os


princípios bioéticos atualmente ratificados, os instrumentos de controle que mais têm
crescido em diversos países são as Comissões de Ética no Uso de Animais, geralmente
estabelecidas em instituições científicas (BAEDER et al, 2012).
Assim, todos os experimentos realizados no nosso laboratório que utilizam
animais estão de acordo com as normativas e regulamentações do Conselho Nacional de
Controle de Experimentação Nacional – CONCEA, e com as regulamentações e
normativas da Comissão de Ética em Uso de Animais (CEUA) da UNESC.

Sempre devemos avaliar cuidadosamente um experimento, pensando em


alternativas, que não utilizem, ou que diminuam a necessidade de utilização de animais.
Quando utilizarmos, devemos ser responsáveis, de forma a realizarmos os
procedimentos com método, atenção e calma, para garantir que estes animais não
foram utilizados em vão. Os preceitos éticos que envolvem a vida e bem-estar dos
71
animais em todas as fases de experimentação devem nortear o método, e procedimentos
a serem realizados.

Por isso sempre siga e respeite as “NORMAS


GERAIS DE USO DO CENTRO DE EXPERIMENTAÇÃO
ANIMAL”, pois estas foram estruturadas de acordo com os
preceitos bioéticos internacionalmente e nacionalmente
ratificados, alinhadas às normativas e regulamentações do
Conselho Nacional de Controle de Experimentação Nacional
– CONCEA, e com as regulamentações e normativas da
Comissão de Ética em Uso de Animais (CEUA) da UNESC.

Para submissão de projetos à CEUA/UNESC, você deverá preencher o


“Formulário para Uso de Animais em EXPERIMENTAÇÃO”, disponível para download em
http://www.unesc.net/portal/capa/index/373/6762/. Antes de submeter um projeto
ou trabalhar com experimentação animal, você deverá realizar o Treinamento de
Manejo de Animais de Laboratório oferecido pela CEUA/UNESC. Procure se informar
quanto ao cronograma do treinamento junto ao portal da CEUA, e converse com outros
colegas do laboratório a respeito.

Para maiores informações sobre o Centro de


Experimentação Animal do PPGCS/UNESC, acesse o link:

http://www.unesc.net/portal/capa/index/650/10519/
72
13. BE A RESEARCHER

Muitas vezes trabalhando no laboratório


acabamos realizando atividades de forma automática,
mecânica, repetitiva, apenas porque o orientador disse ser
necessário. Porém, quantas vezes você parou para pensar no
que estava fazendo? E se aquele é o jeito certo de fazê-lo?

Não, não estou aqui dizendo que o Orientador fica


73
te testando (sim ele faz isso, ). Mas nós devemos
desenvolver senso crítico! Devemos enxergar nitidamente o
sentido das coisas que estamos desenvolvendo e
trabalhando, porque isso faz parte da nossa construção
científica.

Um passo importante para isso é estudar! Isso mesmo.. Aqui vão algumas
dicas que podem ser úteis:

1) Tenha um caderno de anotações. Nele anote tudo o que você tem


dúvidas, ou o que você acha que precisa saber mais! Organize-o por tema,
datas, etc. É importante organizar, para que você consiga acessar
facilmente suas anotações e entende-las depois.
2) Pesquisa sobre o tema. Nas suas anotações, surgirão mais dúvidas, ou
durante as práticas dentro do laboratório, você encontrará necessidade
de saber mais, por isso, PESQUISE! Tente sempre optar por pesquisas em
periódicos científicos e em livros, isso te dará mais segurança ao construir
a sua ideia sobre determinado assunto.
3) Explique para uma criança. Sim, ao elaborar suas anotações, faça-as de
forma simples, como se você estivesse explicando para seu irmãozinho,
para sua sobrinha, etc. Assim você irá explorar cada detalhe, mas de forma
simples, e com suas próprias palavras, fazendo analogias, que o farão
entender de fato o que você está estudando.
4) Faça sínteses. Depois de construir sua ideia, a leia em voz alta, e tente
construir um resumo sobre suas anotações e pesquisas. Isso deve te dar
segurança e clareza a respeito do assunto. Aqui você deve sentir que o
domina melhor. Caso ainda tenha dúvidas, volte a fazer o passo 2.

Como estudar a literatura científica?

Para a maioria de nós do mundo acadêmico, a literatura científica é um


GRANDE desafio! Construí-la, estuda-la, a ler, apresentam obstáculos. A começar pela
leitura de artigos, por menores que sejam, estes são em sua maioria, complexos,
recheados de termos técnicos e informações inovadoras, que muitas vezes, temos
contato ali pela primeira vez. Sem contar é claro, a dificuldade que nós iniciantes temos
com a língua inglesa. Assim a primeira dica para facilitar suas pesquisas e estudos em
relação a literatura científica é:
ESTUDE INGLÊS! – Por mais chato que você ache, você concorda que é
essencial né? Quando você não domina nem um pouquinho de inglês, você perde muito
do mundo científico. Você não terá contato somente por meio de
artigos e periódicos científicos (leitura, elaboração, etc.), mas
também com cientistas de muitos lugares. E provavelmente a língua
inglesa iria lhe ajudar muito na comunicação com eles.

Estudar inglês, ou outro idioma diferente da sua língua nativa, pode ser bem
menos doloroso do que você imagina. Você deve gostar de assistir filmes, séries, ler
literatura, não é mesmo? Procure fazê-lo em inglês. Sim, assista aos filmes e séries
74
legendados, e leia livros legais e de linguagem mais simples em inglês. Se você gosta de
comédia, eu poderia indicar a série “Friends”. Você vai adorar aprender inglês assim.

Outra dica é, encontrar a forma que te instiga a continuar focado nos estudos,
e que faça com que você entenda melhor e domine os temas que você está estudando.
Pessoalmente, a forma que me encontrei é de realizar FICHAMENTOS.

Fazer fichamento é uma forma bem pessoal de estudar, você provavelmente


teve que fazer isso algumas vezes na escola básica, com aqueles livros de literatura...
Talvez você não lembre, mas o fichamento, consiste em ler, e fazer comentários,
anotações, e reflexões a respeito do que foi lido. Ainda, você pode aproveitar e
correlacionar ideias, textos e autores, discutindo consigo mesmo o que está lendo. Ao
fazer isso, lembre-se sempre de anotar a referência de onde você está lendo e dos outros
textos e autores que você está correlacionando. Isso irá te ajudar a construir
posteriormente um conceito, e ainda lhe possibilitará acessar novamente estes textos.

Aqui, você pode ter mais ideias de


como ler um artigo científico!

Nesta publicação, há dicas de vários


cientistas em diferentes estágios de
carreira de diversas áreas, contando
como eles leem os artigos. ;)

http://www.sciencemag.org/careers/2016/03/how-
seriously-read-scientific-
paper?utm_source=newfromscience&utm_medium=faceb
ook-text&utm_campign=seriouspaper-3115
75
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, G.M. Segurança na armazenagem, manuseio e transporte de produtos


perigosos. 2. ed. Rio de Janeiro: Gerenciamento Verde, 2005. 948 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14725-1:2009 –


Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente:
terminologia. Rio de Janeiro, 2009. 9 p.

BACCAN, N.; et al. Química analítica quantitativa elementar. 3.ed. São Paulo: Edgard 76
Blucher – Instituto de Tecnologia, 2001.

BAEDER, F.M.; et al. Percepção histórica da Bioética na pesquisa com animais:


possibilidades. Revista Bioethikos, v. 6, n. 3, p. 313-320, 2012. Disponível em:
<http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/96/7.pdf> Acesso em: 20.2.2017

BARKER, K. Na bancada: manual de iniciação científica em laboratórios de pesquisas


biomédicas. Porto Alegre: Artmed, 2002. 474 p.

CARDOSO, E.M. Programa de Integração CNEN: módulo de informação técnica. 3. ed.


Rio de Janeiro: Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, 2003. Disponível em: <
http://www.cnen.gov.br/component/content/article?id=167 > Acesso em 12.2.2017

CHANG, R. Química geral: conceitos essenciais. 4.ed. Porto Alegre: AMGH, 2010.

COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - CETESB. Manual de Produtos


Químicos: Guia técnico. 2. Rev. São Paulo: CETESB, 2003. Disponível em:
<http://emergenciasquimicas.cetesb.sp.gov.br/ > Acesso em: 11.2.2017

KOTZ, J.C.; TREICHEL, P. M.; WEAVER, G.C. Química geral e reações químicas. São
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MAGALHÃES, L.E. A ciência e os animais de laboratório. RESBCAL. v.1 n.1, p. 7-13,


jan./fev./mar. 2012.

MERÇON, F.; GUIMARÃES, P.I.C.; MAINIER, F.B. Corrosão: um exemplo usual de


fenômeno químico. Química Nova na Escola, n. 19, p. 11-14, maio/2004. Disponível
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MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO - MTE, Norma Regulamentadora nº 19 – NR


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OGA, S.; ZANINI, A.C. Fundamentos de toxicologia. 2.ed. São Paulo: Atheneu, 2003. 474
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77
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78