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FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA RURAL


SECÇÃO DE SOLOS
LICENCIATURA EM ENGENHARIA AGRONÓMICA
TECNOLOGIA DE CONSERVAÇÃO DE SOLOS

Plano de Conservação de Solos do distrito de Namaacha

Discente: Docente:

Da Costa, Adelino José EngaFelicidade Jorge

Jeco, António Baptista

Lucas, Gonçalves Ernesto Monitor:

Matusse, Elísio Ernesto Arsénio Vilanculos

Vilanculos, Azarias Constantino

Maputo, Maio de 2017


Índice

1 DESCRIÇÃO BIOFÍSICA E SOCIOECONÓMICA DA ÁREA DO PROJECTO ....................... 1


1.1 Localização ............................................................................................................................. 3
1.2 Clima ....................................................................................................................................... 3
1.3 Precipitação ............................................................................................................................. 3
1.4 Temperatura ............................................................................................................................ 4
1.5 Evapotranspiração ................................................................................................................... 4
1.6 Solos e Hidrologia................................................................................................................... 5
1.7 Uso de terra ............................................................................................................................. 5
1.8 Aspectos socio-económicos .................................................................................................... 5
1.9 População ................................................................................................................................ 6
1.10 Mão-de-obra ............................................................................................................................ 6
1.11 Posse de terra .......................................................................................................................... 6
1.12 Situação económica ................................................................................................................ 6
1.13 Agricultura .............................................................................................................................. 7
2 ELABORAÇÃO DO MAPA DE SOLOS, MAPA DE USO ACTUAL DE TERRAS E MAPA
DE UNIDADE DE TERRA.................................................................................................................. 14
3 AVALIAÇÃO DE TERRAS PARA MILHO............................................................................... 17
4 ESTIMATIVAS DO RISCO DE PERDAS DE SOLO SEGUNDO USLE ................................. 18
5 NECESSIDADE DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO............................................................. 20

Tabela 1: Precipitação total e média no distrito de Namaacha ............................................................................... 3


Tabela 2: Temperaturas médias do distrito de Namaacha ...................................................................................... 4
Tabela 3: Evapotranspiração mensal (Estação de Umbelúzi) ................................................................................. 4
Tabela 4: Dados de Produção agrícola das campanhas 2009/10-2010/11............................................................. 7
Tabela 5: Precipitações mensais ............................................................................................................................. 8
Tabela 6: Precipitações máximas mensais em 24 horas ......................................................................................... 9
Tabela 7: Precipitações máximas anuais em 24 horas ......................................................................................... 10
Tabela 8: Números de dias de chuva por mês ...................................................................................................... 11
Tabela 9: características das unidades de terra em estudo, em termos de solo, declive, uso e vegetação. ....... 19
Tabela 10: Representação da quantidade de solo perdido por hectare por ano nas duas unidades em estudo. 19
Tabela 11: Distância horizontal e vertical com base nas fórmulas de Stewards e Saccardy. ................................ 20
Tabela 12: Cálculo de caudal máximo no terraço ................................................................................................. 20

Figura 1: Mapa de solos na área de estudo .......................................................................................................... 14


Figura 2: Mapa de uso actual de terra .................................................................................................................. 15
Figura 3: Mapa de unidade de terra (Namaacha) ................................................................................................. 16
Figura 4: Mapa de aptidão de terras para milho em sequeiro ............................................................................. 18

Gráfico 1: Períodos de crescimento para o cultivo de milho em Namaacha ........................................................... 5

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1 INTRODUÇÃO

1.1 Antecedentes
O solo é exposto a vários factores (bióticos e abióticos) que causam o desgaste ou
arrastamento das partículas ao longo do tempo de uma determinada região para outra, sendo a
água da chuva e vento agentes mais activos. Ao processo de deslocamento ou arrastamento as
partículas do solo de um lugar para outro é designado erosão, e pode ser hídrica (agente água)
e eólica (vento) (Imeson e Curfs, 2006). Sob o ponto de vista económico, a erosão do solo é
importante à medida que causa degradação de solos agrícolas, assoreamento de cursos e
reservatórios de água, perda de produtividade dos solos agrícolas e outros tipos de danos
(Brasil, 2006).

Para estimativas de perda do solo, foram desenvolvidas várias equações que tem em
consideração os agentes climáticos (precipitação), edáficos (relevo, cobertura e solo) e
maneio. Uma e outra inclui/exclui certos parâmetros, dependendo da região para qual foi
desenvolvida. No presente trabalho o foco foi no uso da equação universal de perda do solo
(ULSE) que avalia a perda do solo através dos seguintes parâmetros (A=R×K×LS×C×P). O
primeiro factor representa a susceptibilidade do solo ao processo erosivo da chuva, podendo
ser atribuída a características mecânicas, químicas e físicas do solo. O segundo factor é
relacionado com a topografia (declividade) e a erodibilidade depende do maneio solo e das
plantas (Macedo et al., 2009).

A intensidade de precipitação e a declividade do terreno são os dois factores que concorrem


directamente para erosão, sendo que o método de conservação visa a reduzir a acção de água
sobre o terreno (nivelamento, curvas de nível e terraço) (Macedo et al., 2009).

Necessidade de medidas de conservação


Para melhor planificação das medidas de conservação do solo, podem ser elaborados mapas
de uso de terras, declive entre outras que ajudam a ter uma visão mais detalhada das
condições locais em combinação com informações sobre o clima da região. Dependendo da
necessidade ou da situação de risco de perda de solo, podem ser desenhadas medidas de
conservação que podem ser de varia ordem, como exemplo, implantação da cobertura
vegetal, terraceamento entre outras, mas visto que os factores relativos ao clima são de difícil
controlo, e a erosão é mais influenciado por factores de maneio do que por qualquer outro,
portanto o uso do solo e o maneio da cultura constituem o foco da actuação do homem no
combate à erosão.

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1.2 Objectivos

1.3 Objectivo Geral


 Elaborar um plano de Conservação de Solos do distrito de Namaacha

1.4 Objectivos específicos


 Estimar o risco de perda de solo segundo equação universal de pardas de solos (USLE);

 Propor as medidas de conservação de solos.

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2 DESCRIÇÃO BIOFÍSICA E SOCIOECONÓMICA DA ÁREA DO PROJECTO

2.1 Localização
O distrito de Namaacha situa-se numa região montanhosa, a 75 km a Este da cidade de
Maputo, chamada Cordilheira dos Montes Libombos, no sudoeste da Província de Maputo,
na região Sul de Moçambique, tem como limites: a Oeste faz fronteira com a Africa de Sul e
o reino da Swazilândia, e os outros limites são distritos que o cercam Norte (Moamba), a Este
(Boane) e a Sul (Matutuíne) (JUSTAPAZ, 2012; MAE, 2014).

2.2 Clima
O distrito possui duas estações, a saber: seca e fresca que vai desde Abril até Setembro, e
chuvosa e quente que ocorre nos meses de Outubro a Março. Com base na classificação de
Koppen, o clima desta região é Tropical Húmido (AW), modificado pela altitude. Esta
informação possibilita uma melhor planificação da produção, pois a partir do conhecimento
do clima podem ser melhor tomadas as decisões acerca das culturas a produzir numa
determinada estação em que estas estão adaptadas com vista a que as mesmas tenham um
melhor desempenho.

2.3 Precipitação
Tabela 1: Precipitação total e média no distrito de Namaacha

Mês Precipitação mensal total (mm) Precipitação média mensal (mm)


Janeiro 2475.00 123.75
Fevereiro 2119.90 106.00
Março 1573.40 78.67
Abril 559.50 27.98
Maio 287.20 14.36
Junho 277.80 13.89
Julho 259.10 12.96
Agosto 254.60 12.73
Setembro 446.20 22.31
Outubro 1061.50 53.08
Novembro 1721.60 86.08
Dezembro 2135.40 106.77

O distrito de Namaacha recebe uma precipitação média anual de cerca de 700 mm, sendo o
mês de Janeiro o mais chuvoso (123.75 mm) e o de Agosto o mais seco (12.73 mm).

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2.4 Temperatura
Tabela 2: Temperaturas médias do distrito de Namaacha

Mês Temperatura Max


(Co) Temperatura Min (Co)
Janeiro 31.70 21.84
Fevereiro 31.86 22.16
Março 31.39 21.26
Abril 30.00 18.57
Maio 28.54 14.81
Junho 26.76 11.82
Julho 26.48 11.52
Agosto 27.76 13.64
Setembro 29.04 16.06
Outubro 29.24 18.05
Novembro 30.33 19.98
Dezembro 31.37 21.19
No que respeita à temperatura, foi registada uma máxima de 32º C e uma mínima de 12º C
correspondentes aos meses de Fevereiro e Julho respectivamente, onde o primeiro é o mais
quente e o segundo o mais fresco.

2.5 Evapotranspiração
Tabela 3: Evapotranspiração mensal (Estação de Umbelúzi)

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total

ETP 148.1 130.8 118.2 92.4 71.6 54.6 60.1 84.4 103.8 125.8 133.7 151.3 1274.7
(mm)

A evapotranspiração atinge o seu máximo no mês de Dezembro com 151.3 mm, um valor que
supera a precipitação neste mesmo mês (106 mm).

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Periodo de Crescimento
160

Precipitacao (mm) Evapotranspiracao (mm)


140
120
100
80
60
40
20
0

Mes

Precipitacao (mm) 1/2 Evapotranspiracao (mm)


Evapotranspiracao (mm)

Gráfico 1: Períodos de crescimento para o cultivo de milho em Namaacha

O período de crescimento para a cultura de milho, em condições de sequeiro, é a partir dos


meados de Outubro aos meados de Março. Durante estes meses a precipitação é superior a
metade evapotranspiração deste local.

2.6 Solos e Hidrologia


O distrito de Namaacha possui solos basálticos avermelhados e pretos com profundidades
variáveis pouco aptos para agricultura embora a agricultura seja considerada a principal
actividade do distrito. Os principais rios do Distrito são o Umbelúzi e o Maputo. Existem
outros cursos de água tais como o Kalichane, Changalane, Mabenga, Movene e inúmeras
nascentes que formam cascatas.

2.7 Uso de terra


De acordo com o mapa de uso actual de terra, a agricultura ocupa uma percentagem
significativa da terra da área de estudo. A terra é extensamente ocupada por pradaria e
matagal (que podem ser locais para a pratica de actividades florestais).

2.8 Aspectos socioeconómicos


A terra usada para agricultura neste distrito é maioritariamente utilizada para sistemas de
consociação de culturas alimentares, tais como milho, mandioca, feijão nhemba, amendoim e
batata-doce, sendo que o milho e a mandioca são as que maiores extensões de terra ocupam
com 7150 ha e 1051 ha respectivamente. A terra é também usada para produzir fruteiras, e
para outras actividades geradoras de rendimentos (MAE, 2014).

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2.9 População
A população do distrito de Namaacha era estimada em 48.019 habitantes, com uma densidade
populacional aproximada de 22 hab/km2, prevê-se que o distrito em 2020 venha a atingir os
57 mil habitantes. A população é maioritariamente jovem (41%, abaixo dos 15 anos), tem um
índice de masculinidade de 97% e uma taxa de urbanização de 30%, concentrada na Vila da
Namaacha e zonas periféricas (MAE, 2014).

2.10 Mão-de-obra
Estima-se que no distrito de Namaacha a cada 25 pessoas 15 são pertencentes a população
activa, sendo constituída por idosos e crianças, resultando numa relação de dependência
económica potencial de aproximadamente 1:1.5 (MAE, 2014).

A agricultura é a actividade económica que mais ocupa a população activa do distrito, com
cerca de 68% da mão-de-obra activa, seguida do sector terciário que ocupa cerca de 24% da
população activa e o sector secundário ocupa cerca de 8%. O sector terciário é dominado pela
actividade do comércio formal e informal onde trabalham cerca de 20% do total de pessoas
activas e quase 25% das mulheres activas do Distrito (Laita, em entrevista realizada no dia
24.02.2011, citado por Faria, 2011).

2.11 Posse de terra


Quanto a posse de terra no distrito de Namaacha, Administração do distrito e o Serviço de
Geografia e Cadastro (DADR) é a entidade responsável em coordenação com anciãos
influentes locais, esses agentes tem mediato e solucionado problemas ligados a posse de terra,
que se tem observado com a crescente procura de terrenos na cidade de Maputo. Estima-se
que a área média das explorações agrícolas familiares seja de 2 hectares, num total de cerca
de 15mil explorações. Com grau de exploração familiar dominante, mais de metade das
explorações do distrito tem menos de 1 hectare dos quais somente 20% da área é cultivada
(MAE, 2014).

2.12 Situação económica


A economia do distrito de Namaacha é predominantemente baseada na agricultura cuja
pratica ocupa cerca de 30% das terras férteis do distrito, produzindo culturas diversas dentre
as quais destacam-se as hortícolas, milho, leguminosas, batata-doce e mandioca, para alem de
fruteiras tais como a banana, o morango, etc. Estes produtos agrícolas juntamente com os
produtos da pecuária são comercializados e consumidos pelas famílias. Os três sectores
considerados vetores de desenvolvimento são: Fruticultura, Hortícolas e Avicultura (MAE,
2014).

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Pela sua localização o distrito beneficia de uma boa e fácil integração ao mercado e acesso a
áreas não agrarias que geram rendimentos. A prática de comércio informal para a venda de
produtos variados. E a indústria local ainda é fraca, com serviços tais como padaria,
carpintaria, moagem, fábrica de refrigerantes e fábrica de confecções. E serviços do sector
terciários (bancos e empresas de telecomunicações) (MAE, 2014).

2.13 Agricultura
A agricultura é a principal actividade económica do distrito, sendo predominantemente
constituída pelo sector familiar ou pequenas explorações que usa variedades locais, em
alguns casos o uso de tracção animal. As pequenas explorações produzem, sob condições de
sequeiro, milho, amendoim, feijões, batata-doce, banana e mandioca, e ainda hortícolas e
fruteiras. O governo local tem investido em desenvolver estratégias que impulsionam o
desenvolvimento agrário, tais como fomento das principais fruteiras, a realização de feiras de
insumos agrícolas (com destaque a sementes) e melhorias do sistemas e infraestruturas de
irrigação. O distrito possui também recursos naturais e potencial para o desenvolvimento do
turismo (MAE, 2014).

Tabela 4: Dados de Produção agrícola das campanhas 2009/10-2010/11

Campanha 2009/2010 Campanha 2010/2011


Principais Área Produção Área Produção
(ha) (ha)
Culturas Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas)
Milho 11.478 14.058 11.850 21.657
Amendoim 1.438 737 1.742 525
Mandioca 2.068 15.085 1.610 12.935
Feijões 2.729 1.061 2.110 1.365
Batata Doce 763 3.980 545 3.325
Hortícolas 2.774 32.938 2.430 39.010
Tomate 485 8.914 440 11.800
Banana 652 40.550 870 43.140
Ananás 85 1883 440 11800
Total 22.471 119.206 21.692 136.050
Fonte: MAE (2014)

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Tabela 5: Precipitações mensais

Mês
Ano Janeiro Fevereiro Marco Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Total Média
1986 128.70 31.80 69.50 54.10 4.10 12.80 0.60 0.10 19.20 11.90 49.20 113.80 2481.8 41.32
1987 85.30 2.00 103.30 28.50 11.60 2.50 0.50 44.80 97.80 44.70 44.90 61.80 2514.7 43.98
1988 32.80 125.20 100.70 22.00 25.20 28.50 13.70 8.30 15.20 118.50 26.20 94.30 2598.6 50.88
1989 40.70 190.50 28.30 24.00 7.30 54.20 0.60 8.50 14.60 35.00 129.90 346.60 2869.2 73.35
1990 125.70 83.80 94.90 40.10 2.70 0.30 0.00 7.70 0.40 40.90 23.90 86.30 2496.7 42.23
1991 182.20 48.40 91.60 6.60 9.90 36.30 18.60 0.00 13.60 6.00 67.20 87.90 2559.3 47.36
1992 37.10 34.60 9.70 6.60 6.50 17.80 3.40 9.40 0.60 7.80 40.40 138.40 2304.3 26.03
1993 62.40 83.50 151.40 35.70 29.00 9.20 17.10 12.00 1.50 25.70 32.80 92.40 2545.7 46.06
1994 161.00 22.70 50.80 38.50 7.70 0.80 0.40 10.50 7.90 107.80 36.60 115.10 2553.8 46.65
1995 69.10 23.50 45.90 9.20 47.40 0.60 14.00 19.40 1.20 85.30 43.10 142.10 2495.8 41.73
1996 182.20 194.10 39.70 44.70 44.50 0.00 43.50 5.70 0.50 103.00 47.20 87.70 2788.8 66.07
1997 190.10 62.60 100.10 25.90 15.60 20.50 4.20 50.40 70.90 82.50 75.70 113.90 2809.4 67.70
1998 261.00 59.10 84.50 14.90 0.00 0.00 5.60 2.90 19.50 98.00 142.20 99.50 2785.2 65.60
1999 175.80 230.00 58.50 42.10 25.80 8.90 15.20 28.10 33.20 87.60 153.50 61.90 2919.6 76.72
2000 107.50 410.80 223.00 35.80 11.80 20.20 14.90 3.20 59.80 42.40 213.20 75.50 3218.1 101.51
2001 112.60 204.20 23.20 31.80 9.40 0.00 15.40 6.60 1.60 19.60 316.40 158.20 2900 74.92
2002 65.50 17.50 17.00 2.50 0.00 0.00 5.20 9.20 4.30 45.30 14.10 47.60 2230.2 19.02
2003 5.80 74.20 28.60 2.00 9.10 57.60 76.00 0.00 30.80 6.60 17.90 20.20 2331.8 27.40
2004 189.70 75.00 89.00 36.00 8.90 2.90 1.20 1.80 28.80 42.20 108.70 56.60 2644.8 53.40
2005 162.20 48.90 35.80 9.20 1.10 71.10 7.20 7.20 8.60 34.10 16.90 2407.3 36.57
2006 97.60 97.50 163.70 22.70 1.50 3.60 8.30 18.80 23.10 42.10 104.40 118.70 2708 58.50
Total 2475.00 2119.90 1573.4 559.50 287.20 277.80 329.50 254.60 451.70 1061.50 1721.60 2135.40 55163.10 1103.93
Média 117.86 100.95 78.67 26.64 13.68 13.23 15.69 12.12 21.51 50.55 81.98 101.69 52.88

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Tabela 6: Precipitações máximas mensais em 24 horas

Mês
Ano Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Máxima
1986 34.90 12.60 29.60 13.80 3.90 12.80 0.60 0.10 7.50 7.20 19.00 38.00 38.00
1987 43.30 1.40 35.70 16.30 7.90 1.60 0.50 34.30 56.80 17.20 32.70 33.10 56.80
1988 16.00 64.30 37.50 17.00 15.30 25.40 6.50 6.50 6.40 24.40 13.80 19.70 64.30
1989 21.80 63.10 17.30 13.10 7.10 39.00 0.60 7.50 11.00 15.60 43.10 95.50 95.50
1990 25.30 30.00 43.00 10.50 2.40 0.30 0.00 6.10 0.40 19.30 14.30 32.60 43.00
1991 110.00 12.70 30.70 3.10 4.70 20.80 18.60 0.00 8.70 3.50 36.30 34.00 110.00
1992 14.70 17.70 8.70 6.50 6.00 11.00 2.20 8.80 0.60 3.40 14.00 38.10 38.10
1993 45.20 28.50 74.50 20.70 16.80 6.50 6.70 8.10 0.90 8.60 8.30 68.10 74.50
1994 109.60 9.60 26.20 24.80 5.60 0.50 0.40 9.40 7.90 42.60 13.70 39.20 109.60
1995 49.70 9.30 31.40 4.10 31.80 0.60 0.30 8.10 0.60 26.40 13.70 39.40 49.70
1996 45.70 64.40 23.30 22.10 22.30 0.00 7.00 3.50 0.50 82.90 37.00 37.30 82.90
1997 55.40 33.00 55.50 11.30 11.00 17.20 26.50 43.30 17.20 21.00 25.10 63.20 63.20
1998 142.20 27.50 52.20 7.40 0.00 0.00 2.00 2.90 8.40 25.20 54.80 26.70 142.20
1999 62.60 71.70 34.20 14.90 14.30 8.50 5.60 24.10 16.30 32.50 52.20 39.90 71.70
2000 22.00 169.00 45.10 9.80 5.90 17.50 5.60 2.30 33.00 28.70 94.20 42.90 169.00
2001 54.30 150.00 11.20 12.80 9.10 0.00 9.60 5.30 1.60 9.70 94.40 42.00 150.00
2002 21.30 6.30 7.00 2.50 0.00 0.00 15.40 9.20 2.80 19.30 5.30 17.50 21.30
2003 5.80 25.20 23.80 2.00 4.40 39.10 2.70 0.00 16.80 4.20 10.20 9.20 39.10
2004 89.20 23.60 52.20 21.90 8.50 2.20 40.20 0.90 21.00 29.30 39.90 48.70 89.20
2005 66.00 20.60 111.60 14.00 9.20 1.10 1.20 7.20 1.00 4.50 21.90 8.30 111.60
2006 28.10 22.10 13.80 7.60 1.50 2.80 8.30 10.90 18.30 29.00 50.20 62.60 62.60
Máxima 142.20 169.00 111.60 24.80 31.80 39.10 40.20 43.30 56.80 82.90 94.40 95.50

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Tabela 7: Precipitações máximas anuais em 24 horas

Ano Precipitação máxima anual Ano Precipitação máxima anual


1986 38 1997 63.2
1987 56.8 1998 142.2
1988 64.3 1999 71.7
1989 95.5 2000 169
1990 43 2001 150
1991 38.1 2002 21.3
1992 38.1 2003 39.1
1993 74.5 2004 89.2
1994 109.6 2005 66
1995 49.7 2006 111.6
1996 82.9

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Tabela 8: Números de dias de chuva por mês

Mês
Ano Janeiro Fevereiro Marco Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Total
1986 9 11 5 10 2 1 1 1 5 6 8 8 67
1987 8 2 11 6 4 3 1 4 9 10 13 9 80
1988 5 11 10 6 3 5 4 5 4 11 4 13 81
1989 9 15 7 6 2 3 1 4 4 6 13 27 97
1990 14 13 10 8 2 1 0 3 1 6 5 8 71
1991 15 11 11 3 5 4 1 0 7 7 10 8 82
1992 6 7 4 2 2 4 2 2 1 5 9 9 53
1993 6 14 7 8 5 3 7 5 2 7 10 11 85
1994 6 8 10 5 3 2 2 3 1 11 6 10 67
1995 8 7 8 5 4 1 2 5 3 11 13 14 81
1996 18 16 11 8 8 0 5 4 1 5 7 12 95
1997 17 5 8 3 5 3 4 2 10 13 11 7 88
1998 12 8 5 4 0 0 3 1 4 9 10 10 66
1999 14 11 9 7 4 2 1 2 5 7 9 8 79
2000 13 8 11 5 5 3 5 2 3 5 12 3 75
2001 7 11 4 4 2 0 4 2 1 8 12 8 63
2002 6 7 4 1 0 0 1 1 2 5 6 9 42
2003 1 6 2 1 4 7 2 0 3 3 5 3 37
2004 7 8 13 8 2 2 3 3 6 5 8 8 73
2005 13 6 0 8 1 1 1 1 2 4 7 6 50
2006 12 14 10 6 1 2 1 6 4 5 9 8 78
Total 206 199 160 114 64 47 51 56 78 149 187 199

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Quais são as consequências da precipitação para a agricultura e para a erosão na bacia
hidrográfica?

Para agricultura: durante o período de crescimento da cultura do milho verifica-se


disponibilidade de água, que pode suprir minimamente as necessidades de água da cultura.

Para a erosão na bacia hidrográfica: a ocorrência de erosão na bacia hidrográfica da área de


estudo é praticamente nula. Dados os valores de intensidade de curta de duração não são
potencialmente capazes de causar erosão.

Determinação de precipitações máximas em 24 horas que ocorrem com o tempo de


retorno de Tr=2, Tr=5, Tr=10, Tr= 25 e Tr= 50 anos.

 Os cálculos da precipitação, seguindo os passos do ANEXO 2, resultaram em:

Tabela 1: Valores de precipitação máxima durante durante 24 horas de onze anos

Ano 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06
Pmax 21.3 38 38.1 38.1 39.1 43 49.7 56.8 63.2 64.3 66 71.7 74.5 82.9 89.2 95.5 109.6 111.6 142.2 150 169

Tabela 2: Probabilidade da precipitação máxima

i 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
Pmax 21.3 38 38.1 38.1 39.1 43 49.7 56.8 63.2 64.3 66 71.7 74.5 82.9 89.2 95.5 109.6 111.6 142.2 150 169

K 5% 9% 14% 18% 23% 27% 32% 36% 41% 45% 50% 55% 59% 64% 68% 73% 77% 82% 86% 91% 95%

X 76.84762 1/n.(Σxi)
Σ 40.45497 √s²
A 0.026449 Sn/Sx
X0 56.80918 X – Yn/a
Y1 = 0 56.80918 xo+Y1/a
Y2=3 170.2343 X0+Y2/a

Tabela 4: Precipitação máxima com diferentes tempos de retorno

Duração
Tempo de retorno 1 Dia
2 71 mm
5 115 mm
10 143 mm
25 174 mm
50 205 mm

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Determinação de precipitação de 10 minutos, 30 minutos e 1 hora para diferentes
períodos de retorno.
Tabela 3: Precipitações máximas de curta duração (10 e 30 minutos e 1 hora)

Intensidade
Precipitação (mm/hr)
Tempo de
retorno 10min 30min 1h 10min 30min 1h
2 12.72 23.08 29.58 74.82843 46.15 29.58333
5 29.23 50.31 47.92 171.9363 100.625 47.91667
10 43.50 80.44 59.58 255.8578 160.875 59.58333
25 63.80 113.83 72.50 375.2941 227.65 72.5
50 86.27 152.90 85.42 507.4755 305.7917 85.41667

A intensidade de precipitação a curta duração tem a capacidade de causar erosão na área de


estudo. A quantidade de água que cai (160.875 mm), para o tempo de retorno de 10 anos com
uma duração de 30 minutos é muito elevada para que possa ser infiltrada pelo solo, isto
porque a capacidade de armazenamento do solo (150mm) é inferior a quantidade que o
mesmo pode receber, podendo ocasionar num escoamento superficial.

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3 ELABORAÇÃO DO MAPA DE SOLOS, MAPA DE USO ACTUAL DE TERRAS
E MAPA DE UNIDADE DE TERRA

Figura 1: Mapa de solos na área de estudo

A área de estudo é dominada por dois tipos de solos distintos: os Leptossolos Eutrícos (os
predominantes na área de estudo) e Lixissolos férricos (classificação da FAO). Outra
classificação caracteriza-os como sendo solos riolíticos líticos e basálticos vermelhos. A
textura do solo: franco argilo arenoso; coloração: castanho amarelado e castanho
avermelhado escuro; solo superficial sobre rocha basáltica meteorizada. Em toda área de
estudo a profundidade é variável.

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Figura 2: Mapa de uso actual de terra

A área é predominantemente ocupada por pradaria arborizada e agricultura (uso), e não


insignificante a pradaria. Estes últimos, mostram que para a prática da agricultura (neste caso
para produzir milho) requer-se-á ao preparo inicial do solo para permitir condições normais
de trabalho.

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Figura 3: Mapa de unidade de terra (Namaacha)

O mapa representa duas unidades de terra com aspectos de declividade, solo e cobertura
diferentes. Há uma unidade apresenta uma declividade Escarpada 8 (Es) tendo como tipo de
solo os Leptssolos eutrícos (Lpe). E há três tipos de cobertura característica para esta
unidade: agricultura (Agr), matagal alto (MAl) e Pradaria arborizada (Par).

A segunda unidade de terra apresenta uma declividade Quase Plano 0 - 2 (QP) e caracterizada
por Lixissolos férricos (Lif). A cobertura da área é constituída pela agricultura (Agr),
Pradaria (Pr) e Pradaria arborizada (Par).

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4 AVALIAÇÃO DE TERRAS PARA MILHO
Unidade de terra BV (solos basálticos Rl (solos Riolíticos Líticos)
avermelhados)
Precipitação anual (mm) 1104 1104
Classe de declive Quase plana a ondulada (2- Suavemente ondulada a
10) ondulada (5 – 10)
Frequência de inundação
Classe de drenagem Moderada a imperfeita Moderada a boa
Profundidade efectiva (cm) BV> 100; BV 2 : 50-100; < 30 sobre rocha
Bv3: 30 – 50
Classe textural FrAgAr- AgAr ou AgAr- FrAr- FrAgAr
Ag
Fragmentos de rocha (classe)
Carbono-org (%) Baixo a alto 0.6-1.8 Baixo a alto 0.4 - 1
pH em agua Moderadamente acido- Moderadamente acido-
alcalino 5.9 – 7.7 alcalino 5.9 – 7.7
CEe (mS/cm) Não Salgado 0.1 – 1.9 ou Não salgado (0 – 1.7)
0.1-1.3
Comprimento do período de 182 182
crescimento (dias)
Precipitação do período de 532 532
crescimento (mm)
Temperatura média do período 26 26
de crescimento (ºC)
Classe de aptidão S3 S3

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Figura 4: Mapa de aptidão de terras para milho em sequeiro

As duas unidades de terra são aptas para o cultivo de milho em sequeiro e aptidão desta terra
é classificada como marginal (S3), ou seja, se o factor limitante for manipulado
positivamente poderá causar um incremento na produção da cultura, caso contrário a
produção poderá ser afectada.

5 ESTIMATIVAS DO RISCO DE PERDAS DE SOLO SEGUNDO USLE


As duas unidades de terra escolhidas apresentam grandes diferenças nas suas características,
sendo a primeira unidade de terra constituída por solos Basáltico avermelhados com textura
franco argiloso e a segunda unidade de terra constituída por solos Riolitico lítico. O factor
topografia do solo (L*S), estimado usando o método de Arnoldus e o calculado para as duas
unidades em estudo não apresentam valores diferentes (tabela 9).

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Tabela 9: características das unidades de terra em estudo, em termos de solo, declive, uso e vegetação.

Unidade de solo 1 2
Tipo de solo Basalticos avermelhados Riolitico litico
Textura Franco argiloso Franco arenoso
M.O 2.4 1.25
K 0.033 0.032

factor L
Comprimento do declive 18 24
Coeficiente m 0.2 0.5
L 0.959789614 1.042100211
S 2 8
Factor S 0.1818 0.8442
L*S calculado 0.174489752 0.879740998
L*S estimado (Arnoldus) 0.163850783 0.878485001

Factor P curva nivel + faixas curva nivel + faixas


P 0.3 0.25

Factor C pradaria (< 2% lenhosas) savana arborea ou matagal(<20% lenhosas)


C 0.013 0.97

Tabela 10: Representação da quantidade de solo perdido por hectare por ano nas duas unidades em estudo.

U1 U2
R 39969.33028 39969.33028
K 0.033 0.032
L 0.959789614 1.042100211
S 0.1818 0.8442
P 0.3 0.25
C 0.013 0.97
Total (ton/ha/ano) 0.897584498 272.8622302
Nas unidades em estudo para a primeira unidade a perda de solo 0.9 ton/ha/ano, sendo esta
unidade constituída de solos de textura franco-argilosa. Na segunda unidade a perda de solos
estimada é 273 ton/ha/ano.

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6 NECESSIDADE DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO
Tabela 11: Distância horizontal e vertical com base nas fórmulas de Stewards e Saccardy.

Risco
U1 U2
Clima 5 5
Solo 5 5
Gestão 35 15
Uso de terra 45 5
Manutenção 35 35
Ks 125 65
s 2 8
Saccardy DV 8.14 12.93
DH 407.1626425 161.5826018
Stewards DV 0.025 0.052
DH 88.39 22.98
A distância vertical e horizontal dos terraços escolhida para ser usada na unidade de terra
com elevado ricos de erosão (U2), é do Stewards.
Tabela 12: Cálculo de caudal máximo no terraço

L 100 100
C 0.3 0.25
v0 0.305470129 0.429920923
Vc 0.45 0.55
L2 100 100
L1 88.39 22.98
Tc 314.3518519 235.2721292
I 0.255891605 0.341901951
Cruciane A 0.2668 0.2668
alfa 0.216 0.152
P 80.44 80.44
Assumindo largura (m) T 0.8 0.8
Assumindo
profundidade(m) D 0.5 0.5
Caudal escoado Q (m3/s) 0.013 0.023

O caudal máximo escoado na unidade de terra com elevado risco de erosão (U2) é de 0.023
m3 /s.

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7 DISCUSSÃO
Estimativas do risco de perdas de solo segundo USLE

A perda de solo na unidade 1 é cerca de 0.9 ton/ha/ano que segundo (Romero e Hernandez,
1987) apresenta um grau de erosão ligeiro e na unidade a perda de solos estimada é 273
ton/ha/ano que corresponde a um grau de muito elevado. As perdas de solo são devidas a
vários factores, sendo os mais prováveis a declividade e textura, a unidade 1 tem 2% de
declive e a textura é franco-argilosa e ambos proporcionam um equilíbrio em relação a
precipitação que ocorre na região. E a unidade 2 tem um declive 8% e os solos com textura
franco-arenosa, permitindo um fácil arrastamento das partículas do solo e acelerando desta
forma o processo erosivo.

Segundo Boot et al. (2006) a perda de solos máxima aceitável para solo de textura argilosa é
de 11 ton/há/ano e para solos arenosos a perda máxima aceitável é de 9 ton/ha/ano, assim a
perda de solo da unidade 1 esta dentro do limite aceitável enquanto a perda da unidade 2 está
muito além do convencionado, o que indica uma necessidade de implementação de medidas
de conservação do solo.

Os factores que podem influenciar o camponês a tomar medidas de conservação do solo para
a segunda unidade de estudo são o factor topografia do solo (L*S), para manipular o factor
topográfico do solo o camponês pode optar em fazer a plantação em curvas de nível (ISGA,
2010) ou fazer o terraceamento do solo, o outro factor que o camponês pode usar para tomar
medidas de conservação é o factor C (cobertura do solo), o camponês pode optar em deixar
restolhos da cultura depois de fazer a colheita para evitar a excessiva exposição do solo.

Necessidade de medidas de conservação

Distância entre terraços


As distâncias verticais e horizontais foram calculadas usando dois métodos, a saber; Saccardy
e Stewards. Pelo método de Saccardy, a distância vertical obtido foi de 8.14 m para unidade 1
e 12.93m para a unidade 2, e estes valores diferem dos que foram obtidos usando o método
de Stewards, 2.5 cm e 5.2cm para as unidades 1 e 2 respectivamente, e analisando estas
distancias, pode-se inferir que a topografia do terreno é a causa desta diferença, e pelos dois
métodos, estas distancias estão dentro dos limites aceitável para a distancia vertical (12m),
mas também muito baixos pelo método de Stewards. Para o método de Saccardy
provavelmente seriam mais adequados para zonas montanhosas. As distâncias horizontais

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também são bastante elevados usando o método de Saccardy e menores para o método de
Stewards, e como no caso anterior, verifica-se maior distancia para a unidade 2 devido o
declive.

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8 CONCLUSÃO
O risco de perda de solos estimado usando a fórmula universal de perda de solos para a
primeira na unidade é cerca de 0.9 ton/ha/ano, valor este que apresenta um grau de erosão
ligeiro e na segunda unidade a perda de solos estimada é 273 ton/ha/ano que corresponde a
um grau de muito elevado.

As medidas de conservação de solo que podem ser adoptadas para a unidade de solo que
apresenta maior risco de perda de solo incluem a plantação em curvas de nível de modo a
facilitar o escoamento da água no terreno e evitar a concentração da água nos locais mais
baixos do terreno, ou ainda pode-se fazer o terraceamento do solo e também pode-se optar em
deixar restolhos da cultura depois de fazer a colheita para evitar a excessiva exposição do
solo.

Da Costa, Matusse, Lucas, Jeco e Vilanculos Page 23


9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Boot, U. A., Berg, M. van den, Djik, K. J. van e Massingue, F. 2006. Apontamentos de
Tecnologia e Conservação do Solo. FAEF-UEM. Maputo.

Faria, Chico Francisco. 2011. Planeamento Descentralizado no Contexto do


Desenvolvimento Local em Moçambique; Um estudo do caso do Governo do Distrito de
Namaacha (2006-2009). Tese de Pós-graduação. Rio de Janeiro.

Imeson, A.C e Curfs M. 2006. Erosão do Solo. Lucinda.

ISGA. 2010. Manual de Melhores Práticas Agrícolas. USA.

JustaPaz. 2012. Conselhos Consultivos. Maputo


Macedo, José R.. Capeche, Claudio Lucas. Melo, Adoildo da Silva. 2009., Recomendação de
Manejo e Conservação de Solo e Água.Niterói-RJMinistério da Administração Estatal
(MAE). 2014. Perfil Do Distrito De Namaacha. Direcção Nacional da Administração Local.
Maputo.
Instituto Nacional de Estatística (INE). 2012. Estatística do Distrito de Namaacha. Maputo.

Romero, Juan Larios e Hernández, Jorge. 1987. Evaluación del riesgo de degradación
de los suelos por erosión hídrica en el estado de Tabasco. Revista de Geografia Agricola, pp
95-106.

Da Costa, Matusse, Lucas, Jeco e Vilanculos Page 24