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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da

Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios – Aula 00


Professor Marcelo Seco

Aula 00

Contabilidade
Estrutura Conceitual
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Aula 00 – Estrutura Conceitual – CPC 00

Bem vindos!!!

Alunas e alunos do Ponto, olá!

É com muito prazer que passo a acompanhá-los em sua preparação para a


obtenção de uma das vagas para cargo de Auditor Fiscal da Receita
Federal do Brasil – AFRFB.

Sou Marcelo Gonçalves Seco, e vamos tratar nas próximas aulas do conteúdo
programático de Contabilidade Geral e Avançada previsto para a nossa prova,
com base no edital do último concurso, publicado em 07/03/2014.

Muito cedo para começar? Não, meus caros!!! Estamos no momento ideal para
uma ótima preparação.

Antes, algumas palavras sobre mim: sou paulistano, graduado em Sistemas de


Informação e pós-graduado em Engenharia de Software. Minha experiência no
mundo dos concursos começou em 1992, ano em que fui aprovado em
concursos para a Sabesp (Analista de Sistemas), Cetesb (Analista
Administrativo) e Comgás (Analista Financeiro). Na época, embora tivesse
passado em primeiro lugar na Comgás, acabei optando pela Sabesp, onde
trabalhei por alguns anos. Em determinado momento resolvi sair da Sabesp
para a iniciativa privada (sim, isso acontece, meus caros). Em meus anos no
setor privado ocupei os cargos de Diretor Administrativo e Diretor Financeiro, o
que me proporcionou adquirir um vasto leque de conhecimentos.

Em janeiro de 2009 retomei a vida de concurseiro e, tendo sido aprovado no


primeiro concurso para APOFP da Sefaz-SP, voltei ao serviço público. Em 2012
fui aprovado no concurso para AFTM do Município de São Paulo, cargo que
exerci até há pouco tempo. Atualmente sou Agente Fiscal de Rendas na Sefaz-
SP, onde também sou professor da Escola Fazendária do estado, a Fazesp.

Nos últimos seis anos tenho estado imerso nesse mundo e angariei
conhecimento sobre as matérias que precisamos estudar e também sobre a
forma correta de nos prepararmos para as provas. É esse conhecimento,
associado à minha experiência como professor e instrutor em diversos cursos e
palestras, que pretendo dividir com vocês.

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Caros, curtam minha página do Facebook para acessar novidades sobre
concursos, resoluções de questões e outras dicas. É um trabalho que estou
iniciando, conto com a ajuda de vocês. Eis o link:

http://www.facebook.com/professormarceloseco

Vamos lá?

Você terá que enfrentar essa preparação como uma guerra, na qual seu único
objetivo é vencer a batalha final: o dia da prova!

As pessoas acham graça de eu colocar as coisas desse modo, mas é isso


mesmo! Você tem que encarar esse período como uma fase de guerra em sua
vida. Fazendo isso, o caminho se torna mais suave.

Não se assustem com a quantidade de páginas de


algumas aulas. Para resolver algumas questões de
forma didática, às vezes utilizo muito espaço e isso
aumenta o tamanho da aula. Contudo, a teoria é sempre curta, e a leitura da
aula é bastante rápida.

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Nosso Curso

Muito bem! Tradicionalmente a banca para esse concurso é a nossa querida


Esaf. Posso dizer-lhes que adoro essa banca. Provavelmente teremos uma boa
quantidade de vagas e, embora tenhamos um bom período para que nos
preparemos, não temos tempo a perder!

No último concurso nossa disciplina contou com 20 questões de peso 2,


representando 19% do total da nota. O aproveitamento mínimo exigido foi
de 40% na matéria e 60% na prova.

De qualquer forma teremos que trabalhar arduamente, porque nosso objetivo


não será obter o mínimo, mas garantir a maioria dos pontos em
contabilidade na prova objetiva, e para isso é que trabalharei com vocês.
Temos que trabalhar durante as aulas com uma meta de 90% de acertos para
que, na prova, obtenhamos entre 75% e 80%.

Vamos lá! Vasculhei todas as provas de contabilidade da Esaf realizadas entre


2010 e 2014, e vou resolver com vocês todas essas questões (desde que se
refiram ao conteúdo exigido, é claro). Optei por deixar de lado provas
anteriores a 2009, para ficarmos atualizados com as tendências do
examinador, mas se necessário utilizarei algumas questões mais velhas,
sempre com o cuidado de não inserir material obsoleto.

Então só resolveremos questões da Esaf? Não meus caros!!! Em alguns


momentos teremos que trabalhar questões de outras bancas, para fixar o
conteúdo, mas a quantidade de questões da Esaf que faremos já será
suficiente para vocês se adequarem ao estilo e ao nível de dificuldade imposto
pelos examinadores da banca.

Cada uma de nossas aulas terá uma parte inicial teórica, na qual abordaremos
os aspectos essenciais relacionados ao tema. Após isso, apresentarei um bloco
de questões resolvidas sobre o assunto. No final de cada aula existirá a lista
das questões utilizadas. O texto teórico e a resolução das questões terão
sempre um tamanho equilibrado, o que lhes permitirá assimilar o conteúdo
com tranquilidade.

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Na última aula eu disponibilizarei um resumo com dicas e observações que
julgo importantes sobre os temas mais explorados pela banca, material que
deve ser carregado no seu bolso na reta final para a prova, para ser lido várias
vezes.

Meus caros, nas duas últimas semanas que precedem a prova vocês devem ter
um material pronto para ser usado na revisão. Durante as aulas anotem os
pontos em que sentiram maior dificuldade, isso fará parte do seu caderno de
reta final.

Quero que façam o seguinte: nas duas últimas semanas antes da prova
vocês vão estudar seus resumos duas vezes (uma vez em cada semana) isso
será essencial. Para tanto, devem começar a se organizar desde já, em todas
as matérias.

Ao final do curso eu pretendo que vocês estejam prontos e seguros para


DESTRUIR a sabatina de contabilidade da Esaf.

Deixo com vocês, para reflexão, uma frase de André Gide, sobre a importância
de não procrastinar. Ao lado dela, uma figura que é a personalização da
obstinação: o Fidalgo Dom Quixote, do mestre Cervantes.

Se não fizeres isto, quem o fará? Se não o fazes


logo, quando será?

Meus caros, a obstinação deve estar ao lado de vocês nos próximos meses,
pois a hora é agora!!!

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Nossas Aulas

Aula Conteúdo
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório
00 Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC).
Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais. Princípios de
Contabilidade. Regime de caixa e Competência Despesas
01 antecipadas, receitas antecipadas. Alterações na lei 6404/76.
Tratamento dos saldos existentes do ativo diferido e das Reservas
de Reavaliação. Impacto das alterações dispostas na MP 627/13.
Patrimônio: componentes patrimoniais, ativo, passivo e situação
líquida. Equação fundamental do patrimônio. Sistema de contas,
contas patrimoniais e de resultado. Plano de contas. Balancete de
02
verificação: conceito, forma, apresentação, finalidade, elaboração.
Escrituração: conceito e métodos; partidas dobradas; lançamento
contábil – rotina, fórmulas; processos de escrituração.
Mensuração a valor justo e apuração dos ativos líquidos:
03 conceitos, cálculos, apuração e tratamento contábil. CPC 12 –
Ajuste a valor presente. CPC 46 – Valor Justo.
Ativos: estrutura, grupamentos e classificações, conceitos,
processos de avaliação, registros contábeis e evidenciações.
Passivos: conceitos, estrutura e classificação, conteúdo das
04
contas, processos de avaliação, registros contábeis e
evidenciações. Mensuração, registro contábil, reversão. CPC 01 -
Redução do valor recuperável de ativos.
Tratamento das Participações Societárias, conceito de coligadas e
controladas, definição de influência significativa, métodos de
avaliação, cálculos, apuração do resultado de equivalência
05 patrimonial, tratamento dos lucros não realizados, recebimento de
lucros ou dividendos de coligadas e controladas, contabilização.
Apuração e tratamento contábil da mais valia, do goodwill e do
deságio: cálculos, amortizações e forma de evidenciação.
Operações com mercadorias, fatores que alteram valores de
compra e venda, forma de registro e apuração do custo das
06
mercadorias ou dos serviços vendidos. Estoques, inventários,
tributos recuperáveis. CPC 16 Estoques - CFC 1273/10.
Apuração do Resultado, incorporação e distribuição do resultado,
compensação de prejuízos, tratamento dos dividendos e juros
sobre capital próprio, transferência do lucro líquido para reservas,
forma de cálculo, utilização e reversão de Reservas.
Demonstrações Contábeis, obrigatoriedade de apresentação e
elaboração de acordo com a Lei n. 6.404/76 e suas alterações e as
Normas Brasileiras de Contabilidade atualizadas. CPC 26 –
07
Apresentação das Demonstrações Contábeis. Balanço Patrimonial:
obrigatoriedade, apresentação; conteúdo dos grupos e subgrupos.
Patrimônio líquido: capital social, adiantamentos para aumento de
capital, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria,
prejuízos acumulados, reservas de capital e de lucros, cálculos,
constituição, utilização, reversão, registros contábeis e formas de
evidenciação.

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Demonstração do Resultado do Exercício, estrutura, evidenciação,


características e elaboração. Apuração da receita líquida, do lucro
bruto e do resultado do exercício, antes e depois da provisão para
08 o Imposto sobre Renda, contribuição social e participações.
Demonstração do Resultado Abrangente, conceito, conteúdo e
forma de apresentação. Demonstração de Mutações do Patrimônio
Líquido, forma de apresentação e conteúdo.
Demonstração do Fluxo de Caixa: obrigatoriedade de
apresentação, métodos de elaboração e forma de apresentação.
09
Demonstração do Valor Adicionado – DVA: conceito, forma de
apresentação e elaboração. Notas explicativas
Tratamento das Participações Societárias – Consolidação das
10
demonstrações.
CPC 27 Imobilizado. Tratamentos de Reparo e conservação de
bens do ativo, gastos de capital versus gastos do período. Ganhos
11 ou perdas de capital: alienação e baixa de itens do ativo.
Tratamento da depreciação, amortização e exaustão, conceitos,
determinação da vida útil, forma de cálculo e registros.
Operações de Duplicatas descontadas, cálculos e registros
contábeis. Operações financeiras ativas e passivas, tratamento
12 contábil e cálculo das variações monetárias, das receitas e
despesas financeiras, empréstimos e financiamentos: apropriação
de principal, juros transcorridos e a transcorrer.
Tratamento de operações de arrendamento mercantil. Ativo Não
Circulante Mantido para Venda, Operação Descontinuada e
Propriedade para Investimento, conceitos e tratamento contábil.
13
Ativos Intangíveis, conceito, apropriação, forma de avaliação e
registros contábeis. CPC 06 Arrendamento Mercantil. CPC 28
Investimentos. CPC 04 Intangível.
Debêntures, conceito, avaliação e tratamento contábil.
Tratamento das partes beneficiárias. Subvenção e assistência
14 governamental: conceitos, tratamento contábil, avaliação e
evidenciação. CPC 08 Custos de Transação e Prêmios. CPC 07
Subvenção Governamental.
Provisões Ativas e Passivas, tratamento das Contingências Ativas
e Passivas. Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e
15 Retificação de Erro. Folha de pagamentos: elaboração e
contabilização. Passivo atuarial, depósitos judiciais, definições,
cálculo e forma de contabilização. CPC 23 Omissões e erros.
Análise das Demonstrações. Análise horizontal e indicadores de
16
evolução.
Análise das Demonstrações. Índices e quocientes financeiros de
17
estrutura e econômicos.
18 Rumo ao dia da Prova: Resumo com os principais itens do edital.

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Índice

Apresentação 1

1 - Considerações Iniciais 9

2 - Demonstrações Contábeis e seus Usuários 11

3 - Finalidades do CPC 00 12

4 - Relatório Contábil-Financeiro de Propósito Geral (DCs) 13

5 - Recursos Econômicos e Reivindicações da Entidade 14

6 - Estrutura Conceitual das Demonstrações Contábeis 22

7 - Mensuração dos elementos Demonstrações Contábeis 32

8 - Conceitos de capital 33

Resumo 36

Exercícios Resolvidos 41

Lista das Questões Apresentadas 76

Gabarito 92

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1 - Considerações Iniciais

Sempre que possível manterei fragmentos de texto do próprio CPC, isso


ajudará na resolução de questões que cobrem a literalidade. Contudo, para
simplificar o texto e tornar a leitura mais leve, durante a aula vou utilizar
alguns termos reduzidos. Sempre que tiver dúvida, volte a esse ponto e reveja
as definições. CPC é a sigla para Comitê de Pronunciamentos Contábeis, cuja
formação estudaremos em aula futura.

Usaremos:

 Demonstrações contábeis, relatórios ou simplesmente DCs, como


sinônimo de “relatórios contábil-financeiros de propósito geral”.

 Informação, como “informação contábil-financeira de propósito


geral”. É importante você ter em mente que a contabilidade não trata
apenas de coisas contábeis, mas sim de contábeis e financeiras.

 CPC 00, para designar a “Estrutura Conceitual Para Elaboração e


Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro”.

 Entidade, no lugar de “entidade que reporta a informação” (ou


reporting entity, termo também citado no CPC). Ou seja, a empresa que
está preparando a demonstração.

 Administração referindo-se tanto à “diretoria executiva quanto ao


conselho de administração ou órgãos similares”.

 Características qualitativas se referindo a “características qualitativas


da informação contábil-financeira útil.”

 Restrições no lugar de “restrições da informação contábil-financeira


útil”.

Comecemos com alguns alertas dados pelo próprio CFC sobre o que considera
elementos básicos para essa nova estrutura conceitual. No decorrer da aula
passaremos novamente por esses conceitos, mas você deve ter bem claro que
essas são premissas do processo de elaboração e divulgação de
demonstrações contábeis e, como foram destacadas pelo CFC, podem ser
visadas pelo examinador.

1.1 - Os relatórios contábil-financeiros (DCs) se destinam primariamente aos


seguintes usuários externos, sem hierarquia de prioridade:

 Investidores

 Financiadores

 Outros credores

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Note que embora existam destinatários primários, eles não são os únicos,
pois as DCs se destinam a usuários externos em geral, como veremos
oportunamente.

1.2 - Não existe possibilidade de postergação de divulgação de


informações. Prover prontamente informação fidedigna e relevante pode
melhorar a confiança do usuário e promover a estabilidade econômica.

1.3 - As características qualitativas da informação contábil-financeira são


divididas em dois grupos:

 Qualitativas Fundamentais (RRF)

Relevância (materialidade)

Representação Fidedigna (neutralidade)

 Qualitativas de Melhoria (CCVT)

Comparabilidade

Compreensibilidade

Verificabilidade

Tempestividade

1.4 - Confiabilidade não é mais considerada uma característica


qualitativa, tendo sido englobada pela representação fidedigna.

1.5 – Prevalência da essência sobre a forma não é uma característica.


Trata-se de um princípio cujo atendimento deve ser perseguido pelo mundo
contábil. A observância da essência sobre a forma nunca deve ser abandonada,
pois resulta em uma informação que representa de maneira fidedigna a
substância econômica do evento.

A prevalência da essência sobre a forma é princípio


basilar das regras internacionais de contabilidade, e foi
adotada pelo Brasil. Significa abandonar, quando
necessário, a forma legal do evento, e retratar a sua
essência econômica de forma pura.

1.6 – Prudência não é uma característica. Não deve ser considerada como
um aspecto da representação fidedigna por ser incompatível com a
neutralidade.

Então acabou a Prudência na contabilidade? NÃO!!!

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A prudência continua sendo um Princípio de


Contabilidade, obrigatório segundo as Normas
Brasileiras. Porém, sua utilização é restrita aos casos
em que existe incerteza sobre a quantificação de
valores e deve ser utilizado sempre buscando a
neutralidade da informação.

Relembremos o texto que define o Princípio da Prudência:

“Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor


para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre
que se apresentem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo


grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às
estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos
e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não
sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de
mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais”.

2 - Demonstrações Contábeis e seus Usuários

O CPC 00 tem como finalidade ditar o regramento básico a ser observado na


elaboração das demonstrações. As DCs são elaboradas para usuários
externos em geral, com finalidades distintas e necessidades diversas.

O objetivo das DCs é fornecer informações que sejam úteis na tomada de


decisões econômicas e avaliações diversas por parte dos usuários em geral,
sem atender a nenhuma necessidade específica.

As bancas adoram afirmar que as DCs se destinam aos usuários internos ou


que as autoridades tributárias podem determinar que as demonstrações sejam
feitas da maneira x ou y. Isso está errado.

Com relação a esse ponto, quero que vocês levem para


a prova duas informações preciosas sobre as DCs:
São feitas para usuários externos;
Não são feitas para atender necessidade específica de
nenhum grupo;

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Caros, pensem no seguinte:

Os usuários internos da entidade podem, sim, usar as DCs. Mas eles precisam
delas? Claro que não! Eles têm acesso privilegiado a todas as informações que
são utilizadas na elaboração das DCs, e podem fazer os relatórios que
quiserem com elas. Por isso, não é aos usuários internos que as DCs se
destinam.

Governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, podem determinar


exigências para atender a seus próprios interesses? Claro que podem!
Mas essas exigências devem ser atendidas em relatórios separados, pois não
podem afetar as demonstrações contábeis, que devem ser elaboradas
segundo os ditames do CPC 00.

Usuários das DCs utilizam-nas para tomar decisões referentes, por


exemplo, a:

 Decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;


 Avaliar a administração da entidade;
 Avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e
proporcionar-lhes benefícios;
 Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros
emprestados à entidade;
 Determinar políticas tributárias;
 Determinar a distribuição de lucros e dividendos;
 Elaborar e usar estatísticas da renda nacional;
 Regulamentar as atividades das entidades.

O CPC 00 foi desenvolvido de forma a ser aplicável a vários modelos contábeis


e conceitos de capital e sua manutenção. Veremos adiante o que são esses
conceitos, por hora, preocupe-se em fixar a ideia de que este CPC não trata
de conceitos que sejam aplicáveis a um único modelo.

3 - Finalidades do CPC 00

 dar suporte ao desenvolvimento de novas normas (quando eu


disser normas, entendam normas, interpretações e comunicados
técnicos) e à revisão dos já existentes, quando necessário;
 dar suporte à padronização de normas e procedimentos relacionados à
apresentação das demonstrações contábeis;
 dar suporte aos órgãos reguladores nacionais;
 auxiliar elaboradores das demonstrações contábeis na aplicação das
normas;
 auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião;
 auxiliar os usuários na interpretação de informações contidas nas
DCs;
 proporcionar informações sobre o enfoque adotado na formulação
das normas.

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Importante:

O CPC 00 não é uma norma. Não define normas ou procedimentos para


qualquer questão particular de mensuração ou divulgação. Nada na Estrutura
Conceitual substitui qualquer norma, interpretação ou comunicado técnico.

Como assim Professor? Não é uma norma?

É isso mesmo! Essa é uma orientação do próprio comitê. O CPC 00 não é uma
norma que tenha precedência sobre outras normas, ele apenas define
conceitos, que devem ser obrigatoriamente observados. Mas, em caso de
conflitos entre o CPC 00 e qualquer outra norma, interpretação ou
comunicado, devem prevalecer estes últimos.

4 - Relatório Contábil-Financeiro de Propósito Geral (DCs)

O objetivo de um relatório contábil-financeiro (demonstração contábil) é


fornecer informações sobre a entidade. Essas informações devem ser úteis
para investidores existentes e em potencial, a credores por
empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao
fornecimento de recursos para a entidade.

Aqui temos que fazer uma pausa para deixar claro esse aspecto dos usuários.
As DCs são destinadas a usuários externos em geral, como já vimos:
investidores, governo, acionistas, empregados e outros. Porém, o CPC deixa
claro que três grupos de usuários devem ser olhados com mais cuidado pela
entidade, os quais são chamados de usuários primários, são eles:

 Investidores (atuais e potenciais);


 Credores por empréstimo (Financiadores);
 Outros credores

Qual é o porquê dessa orientação?

Ora, está claro que são esses os grupos que injetam dinheiro na
empresa, e é para eles que tem que ser preparado um bom conjunto de
informações. Esses usuários só investirão na entidade se tiverem certeza de
que ela poderá garantir a integridade de seus capitais.

Usuários primários, são eles:


Investidores (atuais e potenciais);
Credores por empréstimo (Financiadores);
Outros credores

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Atentemos para mais algumas observações interessantes sobre os relatórios
que o examinador pode abordar:

Os relatórios (DCs) não atendem a todas as informações de que os


usuários necessitam. É necessário que os usuários considerem informação
de outras fontes para completar a formação de suas opiniões.

Os relatórios não são elaborados para se chegar ao valor da entidade.


Apenas fornecem informação para ajudar os usuários primários a estimarem o
valor da entidade que reporta.

O intuito das normas contidas nos CPCs é proporcionar um conjunto de


informações que atenda às necessidades do número máximo de usuários
primários. Contudo, nada impede que a entidade preste informações
adicionais.

A administração da entidade não é considerada um usuário externo.


Trata-se de usuários internos que não precisam apoiar-se nos relatórios, pois
podem obter a informação internamente.

Então a administração não pode usar as DCs?

Claro que pode!!! Só que ela tem condições de obter qualquer outro tipo de
relatório.

Em grande parte, as informações contidas nos relatórios são baseadas


em estimativas, julgamentos e modelos e não em descrições ou retratos
exatos. O CPC 00 estabelece os conceitos que devem ser utilizados na
realização dessas estimativas e modelos.

5 - Recursos Econômicos e Reivindicações da Entidade que Reporta

Não se assuste com essa nomenclatura. Vamos mantê-la para que você se
acostume aos conceitos do CPC, mas basicamente ela se refere ao seguinte:

 Recursos econômicos – Ativo

 Reivindicações contra a entidade - Passivo

Relatórios fornecem informação acerca da posição patrimonial e financeira da


entidade, ou seja, sobre os recursos econômicos e reivindicações. Também
fornecem informação sobre os efeitos de transações e outros eventos que
alteram essa posição.

Recursos + Reivindicações = Posição


Posição + Transações = Nova Posição
Uma posição é avaliada quanto ao seu retorno e
liquidez, representando fraqueza ou vigor financeiro

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5.1 - Mudanças nos Recursos Econômicos e Reivindicações

Mudanças nos recursos econômicos e reivindicações da entidade resultam


da performance financeira e de outros eventos ou transações, como, por
exemplo, a emissão de títulos de dívida ou de títulos patrimoniais.

Informações sobre a performance financeira auxiliam os usuários a


compreender o retorno que a entidade produz sobre os seus recursos
econômicos. Podem também ajudar a avaliar o quão diligente a
administração tem sido no desempenho de suas responsabilidades e são do
mesmo modo úteis para predição de retornos futuros.

Os recursos e reivindicações podem mudar por outras razões que não


sejam resultantes de sua performance, como é o caso da emissão de
ações. Essas informações também devem ser consideradas pelos usuários.

Muito bem. Que história é essa de mudança nos recursos, retorno, diligência
da administração?

É simples, caros alunos. Os usuários primários, aqueles que colocam seu


dinheiro na entidade, estão interessados em saber se aquele investimento
está sendo bem administrado e está dando lucro, e se vai continuar
assim no futuro.

5.2 – Avaliação da Performance da Entidade (Resultado ou Retorno)

Este tópico procura tratar de questões relativas à forma como os investidores e


credores devem analisar o desempenho da empresa. Embora seja menos
visado, creio que é recomendável dispensar alguns minutos em seu estudo.

Neste ponto de sua preparação você já deve entender o que é o regime de


competência e saber que ele é o regime adotado pela contabilidade nacional.

O CPC deixa claro que o regime de competência é o que


retrata com propriedade os efeitos de transações e
outros eventos sobre os recursos e reivindicações da
entidade.

Segundo o texto, o regime de competência, fornece melhor base de


avaliação da performance passada e futura da entidade do que a informação
puramente baseada em entradas e saídas de caixa.

Em determinado momento o regime de competência é tratado pelo nome de


“accruals”. Não se preocupe com esse nome. Apenas saiba que a banca pode
vir a usá-lo como sinônimo de regime de competência, embora não seja
essa a exata definição do termo.

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A entidade deve ser avaliada pelos usuários em função da sua capacidade de
gerar fluxos de caixa por meio de suas operações e não pela obtenção de
recursos adicionais de investidores e credores. Deve-se também considerar o
cenário econômico em que a entidade está inserida

Informações sobre os fluxos de caixa durante um período também ajudam os


usuários a avaliar a capacidade de geração de fluxos futuros.

5.3 - A Entidade que Reporta a Informação

Este capítulo está previsto, mas ainda não existe no CPC. O texto deixa claro
que as normas internacionais estão em constante processo de aprimoramento,
e que os CPCs serão adequados à medida que essas normas forem sendo
editadas.

5.4 - Informação Contábil-Financeira Útil

A informação deve ser útil para os usuários, e deve basear-se em


fenômenos econômicos (recursos, reivindicações, transações, eventos).
Alguns relatórios podem também incluir expectativas e estratégias da
administração (forward-looking information). A tarefa de avaliar informações
futuras pode incluir variáveis e custos diversos dos que se aplicam ao
tratamento da informação passada.

Durante o processo de elaboração das demonstrações devem ser aplicadas, às


informações, as características qualitativas e avaliada a restrição
referente ao custo de gerar tais informações.

Para ser considerada útil, a informação deve possuir as características


fundamentais de relevância e de representação fidedigna. Veremos à
frente o que são esses conceitos. Por hora, guardemos essa condição e
fixemos que essa utilidade deve ser para o usuário.

Não basta ter apenas uma das características fundamentais, mesmo que
associada a outras. A utilidade da informação requer obrigatoriamente
relevância e representação fidedigna. A presença das demais
características pode melhorar a utilidade da informação, mas não tem o poder
de torná-la útil se uma das duas fundamentais estiver ausente.

5.5 - Características qualitativas fundamentais

Gosto de usar o mnemônico RRF para as características fundamentais. Se


vocês se sentirem confortáveis com o uso de mnemônicos, experimentem.

Digo isso porque se trata de um recurso que deve ser utilizado com cuidado.
Não adianta, caro aluno, criar uma infinidade de siglas mnemônicas e perder-
se no meio delas. O melhor, sempre, é entender o conceito! Feito isso, alguns
recursos de memorização podem, sim, ser úteis. Vamos em frente.

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RRF

Para ser considerada útil, a informação deve possuir as


características fundamentais de relevância e de
representação fidedigna. E somente a existência
simultânea dessas duas características é que permite
que se considere útil uma informação.

5.5.1 - Relevância

Informação relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões dos


usuários. Essa capacidade de fazer diferença em uma decisão independe de
que o usuário decida ou não levar em consideração a informação e independe,
também, de o usuário já conhecê-la por outras fontes.

Em suma, a entidade deve avaliar se a informação é relevante. O que o


usuário vai fazer com ela não deve ser considerado.

Para ser capaz de fazer diferença nas decisões, a informação deve ter valor
preditivo, valor confirmatório ou ambos.

 Valor preditivo: possibilidade de ser utilizada pelos usuários para


predizer futuros resultados.

 Valor confirmatório: possibilidade de retroalimentar avaliações


prévias (confirmá-las ou alterá-las).

Os conceitos de preditivo e confirmatório são avaliados pela ótica do


usuário. É ele quem vai usar a informação em suas previsões e confirmações,
e não a entidade.

O usuário emprega uma informação de valor preditivo para fazer uma


estimativa futura. Chegado esse termo futuro, utiliza a informação
confirmatória para verificar se sua previsão estava correta.

Materialidade

Alunos, a materialidade não é uma característica fundamental, mas sim


um aspecto da relevância. A informação é material se a sua omissão ou
sua divulgação distorcida puder influenciar decisões.

A materialidade é um conceito baseado na natureza e na magnitude dos


valores no contexto de uma entidade em particular. Não se pode especificar
um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que
seria julgado material para uma situação particular.

Resumindo: o que é material para uma entidade pode não ser para
outra. Uma diferença de caixa de 100 reais pode ser relevante para uma
pequena mercearia, mas torna-se irrisória para uma grande rede de varejo.

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5.5.2 - Representação Fidedigna

A representação fidedigna precisa ter três atributos, que devem ser


maximizados o quanto possível. A confiabilidade, que não é mais considerada
característica da informação, encontra-se agora, indiretamente,
contemplada pela representação fidedigna. A primazia da essência sobre
a forma também é aspecto inerente à representação fidedigna.

Então, confiabilidade e essência sobre a forma são aspectos da representação


fidedigna? Exato, meus caros!!!

A representação fidedigna tem que ser:

 Completa

Deve possuir toda informação necessária para que o usuário compreenda


o fenômeno retratado, e até explicações sobre a forma como se chegou a
ela, quando necessário (forma de cálculo de uma estimativa, por
exemplo).

 Neutra

Deve ser desprovida de viés na seleção ou na apresentação da


informação. Não deve ser distorcida com maior ou menor peso, ênfase
maior ou menor, ou qualquer outro tipo de manipulação.

 Livre de erro

Representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos.


Um retrato livre de erros significa que não há erros ou omissões no
fenômeno retratado, e que o processo utilizado para produzir a
informação foi aplicado livre de erros. Uma estimativa pode ser
considerada fidedigna se o montante for descrito claramente como sendo
uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo forem
devidamente reveladas, e nenhum erro tiver sido cometido na seleção e
aplicação do processo.

Representação Fidedigna é uma representação:

Completa
Neutra
Livre de Erro

Portanto, é confiável, e representa a essência do evento


econômico que se propõe a demonstrar.

5.5.3 - Aplicação das características qualitativas fundamentais

O CPC sugere um roteiro para avaliação dos fenômenos econômicos com o


intuito de identificar informações úteis. É o seguinte:

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 Identificar o fenômeno com potencial de ser útil.

 Identificar o tipo de informação que seria mais relevante se


estivesse disponível e pudesse ser representado com fidedignidade.

 Determinar se a informação está disponível e pode ser representada


com fidedignidade.

Esse processo deve ocorrer levando-se em conta as restrições de custo e os


efeitos das características de melhoria, as quais veremos a seguir.

5.6 - Características qualitativas de melhoria

O que significa o conceito de melhoria? Elucidemos!

Se a informação for útil, ou seja, for relevante e for representada com


fidedignidade, ela poderá ser melhorada com a aplicação das características
de melhoria. A análise da aderência a essas características pode também
auxiliar a determinar qual de duas alternativas equivalentes de
informação útil deve ser usada para retratar um fenômeno.

CCVT

Comparabilidade, compreensibilidade, verificabilidade,


e tempestividade são características qualitativas de
melhoria.

A aplicação das características de melhoria deve ser feita maior extensão


possível. Como assim Professor? Veja, se você puder melhorar um aspecto da
informação, sem atrapalhar os outros, e sem deixar de mantê-la útil, você
deverá fazê-lo.

Lembrando sempre que a presença das características de melhoria em


determinada informação, por si só, não tem o poder de torná-la útil.

5.6.1 - Comparabilidade

A informação será mais útil caso possa ser comparada com informação similar
sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para
outro período. Percebam, ela já era útil, e caso seja comparável, será
melhorada, tornando-se mais útil.

Comparabilidade permite que se identifiquem similaridades diferenças


entre os itens. É a única das características que não está relacionada com um
único item, pois, por óbvio, comparação requer no mínimo dois itens.

Não podemos confundir comparabilidade com consistência.


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Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,
tanto de um período para outro na mesma entidade, quanto para um único
período entre entidades.

Comparabilidade é o objetivo, é a característica desejada na informação.


A consistência está relacionada aos métodos que auxiliam a alcançar esse
objetivo.

Alguns pontos destacados no CPC sobre a comparabilidade:

Para que a informação seja comparável, coisas iguais precisam parecer


iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes.

A presença das características fundamentais (RRF) facilita a obtenção da


comparabilidade. O inverso não é verdade.

A discricionariedade na escolha de métodos contábeis alternativos para o


mesmo fenômeno econômico é válida, mas diminui a comparabilidade.

5.6.2 - Compreensibilidade

Informação compreensível é aquela caracterizada e apresentada com


clareza.

A exclusão do relatório de informações sobre fenômenos complexos não


é admitida, por torná-los distorcidos.

O objetivo aqui é fazer com que a informação seja clara e compreensível,


mesmo que o evento retratado seja complexo. Não se pode partir da ideia de
que tudo que é complicado deve ser omitido, pois se estaria criando um
documento incompleto que fugiria à representação fidedigna, tornando a
informação inútil. E, como já sabemos, não adianta aplicar os atributos de
melhoria se os fundamentais não estiverem presentes.

5.6.3 - Verificabilidade

A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação


representa fidedignamente o fenômeno econômico. Significa que diferentes
observadores podem chegar a um consenso sobre a representação fidedigna.
Isso quer dizer que o usuário deve ter meios para verificar se a
informação que está sendo divulgada corresponde à realidade dos fatos.

A verificação pode ser direta ou indireta.

 Verificação direta: observação direta, como, por exemplo, por meio da


contagem de caixa.

 Verificação indireta: checar os dados de entrada do modelo ou fórmula


e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma
metodologia. Um exemplo é a verificação dos estoques por meio da
checagem dos dados de entrada e do recálculo do saldo final.

Pode não ser possível verificar informação sobre o futuro. Nesse caso,
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para ajudar os usuários a decidirem se desejam usar tal informação é
necessário divulgar as premissas subjacentes, os métodos de obtenção e
outros fatores.

Por exemplo, é fácil verificar o saldo de um contrato a vencer no futuro. Já a


aferição do grau de certeza de uma estimativa de retorno em função de
expectativas de comportamento de mercado requer dados adicionais.

5.6.4 - Tempestividade

Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de


decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões.

Informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certas


informações podem ter a tempestividade prolongada, em decorrência de
alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências.

5.6.5 - Aplicação das características qualitativas de melhoria

A aplicação das características qualitativas de melhoria é um processo iterativo


que não segue uma ordem preestabelecida.

Uma característica de melhoria pode ter que ser diminuída para maximização
de outra, desde que se tenha uma perspectiva de aprimoramento da relevância
ou da representação fidedigna no longo prazo.

5.7 - Restrição de custo na elaboração e divulgação de relatórios

O custo de gerar a informação é uma restrição sempre presente na entidade


no processo de elaboração e divulgação das demonstrações.

Não é possível que os relatórios forneçam toda e qualquer informação


que todo usuário julgue ser relevante.

Na aplicação da restrição do custo é feita uma avaliação


para verificar se os benefícios proporcionados pela
elaboração e divulgação da informação justificam os
custos incorridos para fornecimento e uso.

A análise de custo benefício vai depender de fatores intrínsecos a cada


entidade. Por isso, os órgãos legais devem avaliar a possibilidade de exigir a
apresentação de diferentes conjuntos de DCs em decorrência dos
tamanhos variados das entidades, das diferentes formas de captação de
capital, das diferentes necessidades de usuários ou de outros fatores.

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6 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das
Demonstrações Contábeis

A partir de agora entramos em uma parte que o CPC denomina de “texto


remanescente”. É uma parte do documento que ainda vai ser revisada, mas
continua vigente com sua redação atual.

6.1 - Premissa subjacente – Continuidade (going concern assumption)

As demonstrações são elaboradas tendo como premissa


que a entidade está em atividade e irá manter-se em
operação no futuro, ou seja, não tem intenção, nem
necessidade, de entrar em processo de liquidação ou de
reduzir materialmente a escala de suas operações.

Se essa intenção ou necessidade existir, as demonstrações contábeis podem


ter que ser elaboradas em bases diferentes e, nesse caso, a base de
elaboração utilizada deve ser divulgada.

A continuidade já é nossa velha conhecida, não é mesmo? O CPC afirma que


as demonstrações devem ser elaboradas com base nesse pressuposto.
Caso haja expectativa de descontinuar a operação, as DCs devem ser
feitas em bases diferentes.

Atentem, meus caros, para o fato de o texto utilizar, para essa situação de
possível descontinuidade, a expressão “demonstrações podem ter que ser
elaboradas em bases diferentes”. Ora, “podem ter que” é bem diferente de
“devem”, mas o fato é que algumas bancas já utilizaram o vocábulo “devem” e
precisamos saber que, exceto no caso em que constarem as duas alternativas
(“podem ter que” e “devem”), o “devem” há que ser considerado certo.
Marquem sem hesitar!!!

6.2 - Elementos das demonstrações contábeis

Nas demonstrações os itens são agrupados em classes de acordo com suas


características econômicas. Essas classes são denominadas de elementos das
demonstrações contábeis.

Elementos da posição patrimonial e financeira (BP)


Ativos
Passivos
Patrimônio líquido
Elementos da mensuração do desempenho (DRE)
Receitas
Despesas

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Na demonstração das mutações financeiras podem ser utilizados elementos
dos dois grupos.

Os elementos são desmembrados em subclasses, a fim de mostrar as


informações da maneira mais útil aos usuários.

6.3 - Posição patrimonial e financeira

Os elementos da posição patrimonial e financeira são os ativos, os passivos e o


patrimônio líquido.

 Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de


eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios
econômicos para a entidade;
 Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída
de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos;
 Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade
depois de deduzidos todos os seus passivos.

Esses conceitos devem estar cristalinos durante seus estudos:

 Ativo
Recurso controlado;
Resultado de eventos passados;
Futuros benefícios econômicos;
 Passivo
Obrigação presente;
Derivada de eventos passados;
Saída de recursos que gerariam benefícios;
 Patrimônio Líquido
Residual dos ativos depois de deduzidos todos os seus passivos.

Algumas observações:

Não é pelo simples fato de possuir as características acima que um elemento


vai ser reconhecido no balanço patrimonial (BP). O reconhecimento
depende de critérios que veremos adiante.

Mais uma vez: para encaixar o item em uma das classes devemos observar
sua essência econômica, e não a sua forma legal.

BPs elaborados de acordo com as normas vigentes podem incluir itens que não
satisfaçam às definições de ativo ou de passivo e que não sejam tratados como
parte do patrimônio líquido. Essa situação será objeto e subsídio para futuras
revisões.

6.3.1 - Ativos

O benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em


contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou de
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equivalentes de caixa da a entidade.

Um ativo pode ser um bem utilizado na produção, um item de caixa ou


equivalentes de caixa ou ainda um item capaz de reduzir as saídas de caixa,
como um novo processo industrial que reduza os custos de produção.

Os benefícios econômicos podem fluir para a entidade de diversas


maneiras. O ativo pode ser:

 Usado na produção de bens ou na prestação de serviços;


 Trocado por outros ativos;
 Usado para liquidar um passivo;
 Distribuído aos proprietários da entidade.

A forma física não é essencial para a existência de ativo. Assim sendo, as


patentes e os direitos autorais, por exemplo, são considerados ativos, caso
eles sejam controlados pela entidade e possam fazer fluir benefícios
econômicos para ela.

O direito de legal de propriedade não é essencial para determinar a


existência do ativo. Assim, por exemplo, um imóvel objeto de arrendamento
mercantil será um ativo, caso a entidade o controle e benefícios econômicos
sejam esperados.

Segredos industriais e conhecimentos (know-how), podem ser


considerados ativos? Sim. Segundo o CPC 00 podem, mas só serão
reconhecidos se atenderem aos critérios. Em aulas futuras voltaremos a falar
desse controverso assunto. Por hora gurde o posicionamento deste CPC.

Transações previstas para o futuro não dão origem,


hoje, a ativos. A intenção de adquirir estoques, por
exemplo, não atende, por si só, à definição de ativo.

Há uma forte associação entre incorrer em gastos e gerar ativos, mas essas
atividades não são indissociáveis. Podemos ter gastos voltados para a busca
por benefícios econômicos que não resultem em ativos.

De modo análogo, a ausência de gasto não impede que um item


satisfaça à definição de ativo e se qualifique para reconhecimento no BP.

Como vimos, o estudo da definição de ativo traz algumas particularidades, mas


nada de absurdo. Esse item deve ser tratado com carinho pelo aluno.

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6.3.2 - Passivos

Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade


tenha uma obrigação presente, resultante de eventos passados.
Obrigações podem ser legais ou oriundas de práticas usuais do negócio, de
usos e costumes. Um exemplo de obrigação não legal é o passivo que se
registra ao fazer uma provisão para troca de produtos cujos defeitos apareçam
mesmo depois de finda a garantia.

Obrigação presente é diferente de compromisso futuro.


A intenção da entidade de adquirir ativos no futuro não
dá origem, por si só, a uma obrigação presente. A
obrigação surge somente quando o ativo é entregue ou
contratos de aquisição são assinados.

A liquidação de uma obrigação presente implica saída de recursos ou


assunção de novas obrigações, e pode ocorrer de diversas maneiras:

 Pagamento em caixa;
 Transferência de outros ativos;
 Prestação de serviços;
 Substituição da obrigação por outra;
 Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.

A obrigação pode também ser extinta por outros meios, tais como pela
renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos.

Alguns passivos somente podem ser mensurados por estimativa. No


Brasil, denominam-se esses passivos de provisões. Caso a provisão envolva
uma obrigação presente e satisfaça os demais critérios da definição,
ela é um passivo, ainda que seu montante tenha que ser estimado.

Em aulas futuras, falaremos mais sobre estimativas e provisões. Por hora,


guardemos o entendimento do CPC.

6.3.3 - Patrimônio líquido (PL)

O PL, embora definido como algo residual, pode ter ( e tem) subclassificações
no balanço patrimonial.

O montante do PL que é apresentado no balanço patrimonial depende da


mensuração dos ativos e passivos. O montante agregado do patrimônio
líquido somente por coincidência corresponderá ao valor de mercado
agregado das ações da entidade ou da soma que poderia ser obtida pela venda
dos seus ativos líquidos.
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A definição de patrimônio líquido e os outros aspectos dessa Estrutura
Conceitual que tratam do patrimônio líquido são igualmente aplicáveis aos
diversos tipos de entidades.

O CPC tratou superficialmente das subdivisões do PL. Não cabe aqui discorrer
sobre a estrutura e o tratamento das contas do PL, que são objeto de outras
aulas. No entanto, lembro que é assunto recorrente e que deve ser dominado
por vocês.

6.4 – Performance (Resultado)

O resultado é utilizado como medida de performance ou como base para


outras medidas, como o retorno do investimento ou o resultado por ação.
Receitas e despesas estão diretamente relacionadas com a
mensuração do resultado. O reconhecimento de receitas e despesas
dependem em parte dos conceitos de capital e de manutenção de capital, os
quais veremos adiante.

6.4.1 – Definindo Receitas e Despesas

Vamos olhar com cuidado as definições do CPC para receita e despesa. Embora
sejam definições básicas da contabilidade, e também do cotidiano, pequenos
detalhes e inversões podem ser inseridos em uma questão, com o objetivo de
induzir o candidato a erro.

 Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o


período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do
aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em
aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados
com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;

 Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o


período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução
de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do
patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com
distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais.

Da mesma forma com o que ocorre com ativo e passivo, itens de receita e
despesa devem ser agrupados em classes, de acordo com sua origem e outros
fatores. Também vale aqui o alerta de que as características que identificam a
essência de uma receita ou despesa não devem ser confundidas com os
critérios para o seu reconhecimento. Veremos isso ainda nessa aula.

6.4.2 - Receitas

A definição de receita abrange tanto receitas propriamente ditas quanto


ganhos. A receita surge no curso das atividades usuais da entidade. Os
ganhos representam outros itens que se enquadram na definição de receita e
podem ou não surgir no curso das atividades usuais.

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Não se preocupem por hora em separar receita e ganho. Basta saber que essa
diferenciação existe.

Vamos a alguns exemplos apenas para ilustrar:

 Receita de Vendas
 Receita de Juros
 Receita de Aplicações Financeiras
 Ganho na Venda de Imobilizado
 Ganho por Desconto no Pagamento de um Passivo

Em regra, os ganhos são reportados líquidos das respectivas despesas.

Exemplo:

A entidade vende uma máquina com ganho de 100,00, porém gasta 20,00
para removê-la do local. Vai reconhecer apenas um ganho de 80,00, e não
uma receita de 100,00 e um despesa de 20,00.

Atenção, isso é apenas a regra geral. Se uma assertiva disser que os


ganhos são reportados líquidos das respectivas despesas, ela está correta. Mas
não esqueçam que na contabilidade cada caso deve ser analisado à luz de seus
regramentos específicos, e isso deve ser levado em conta na resolução de
questões.

Uma receita pode ser resultado do aumento de um ativo, como a entrada


no caixa pelo pagamento de uma venda efetuada, ou da diminuição de um
passivo, como o cancelamento de uma dívida, por exemplo.

Receitas não realizadas também devem ser reconhecidas, e são


apresentadas separadamente nas demonstrações. Receitas não realizadas são
estudadas em nosso curso de contabilidade. São aquelas que já atenderam aos
critérios para reconhecimento, mas ainda não se converteram em entrada de
fluxo de caixa.

6.4.3 - Despesas

A definição de despesas abrange tanto as perdas quanto as despesas


propriamente ditas que surgem no curso das atividades usuais da entidade.
Perdas podem ou não surgir no curso das atividades usuais da entidade.

Exemplos:

 Despesas de Salário
 Despesas de Aluguel
 Perdas por Sinistro
 Perda na Venda de Imobilizado

Em regra, as perdas são reportadas líquidas das respectivas receitas.

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Exemplo:

A entidade vende uma máquina com ganho de 100,00, porém gasta 150,00
para removê-la do local. Vai reconhecer apenas uma despesa de 50,00, e não
uma receita de 100,00 e um despesa de 150,00.

Uma despesa pode ser resultado da diminuição de um ativo, como a saída


no caixa pelo pagamento de salários, ou do aumento de um passivo, como o
surgimento de uma indenização a pagar, por exemplo.

Despesas não realizadas também devem ser reconhecidas, e são


apresentadas separadamente nas demonstrações. Despesas não realizadas são
aquelas que já atenderam aos critérios para reconhecimento, mas ainda não se
converteram em saída de fluxo de caixa.

6.4.4 - Ajustes para manutenção de capital

A reavaliação ou a atualização de ativos e passivos dão margem a aumentos


ou a diminuições do patrimônio líquido. Embora tais aumentos ou
diminuições se enquadrem na definição de receitas e de despesas, dependendo
do conceito de manutenção de capital utilizado, eles não são incluídos na
demonstração do resultado.

Os itens surgidos das reavaliações não devem passar


pelo resultado, sendo incluídos diretamente no
patrimônio líquido como ajustes para manutenção do
capital, também conhecidos como ajustes de avaliação
patrimonial.

A orientação para esse procedimento tem como base o fato de esses aumentos
ou diminuições gerados no patrimônio não terem nenhuma relação com as
atividades da empresa.

O CPC fala também sobre a possibilidade de incluir esses valores nas reservas
de reavaliação, mas não consideraremos essa opção, pois a constituição de
reserva de reavaliação está proibida pela Lei 11638/07.

6.5 - Reconhecimento dos elementos das demonstrações contábeis

Reconhecer é fazer o lançamento contábil, incorporando o item ao balanço


patrimonial ou à demonstração do resultado. Envolve a descrição e
mensuração de valor. Somente os itens que satisfazem os critérios de
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reconhecimento devem ser reconhecidos. Por outro lado, a falta de
reconhecimento de um item com condições para tal é um erro que não pode
ser justificado.

O reconhecimento só poderá ser feito se estiverem


presentes os dois critérios:
Probabilidade de entrada ou saída de benefícios
econômicos
+
Mensuração Confiável

Um elemento deve ser reconhecido se:

For provável que algum benefício econômico flua para a entidade ou flua da
entidade (entre ou saia) e se o item tiver custo ou valor que possa ser
mensurado com confiabilidade.

A probabilidade de futuros benefícios econômicos deve ser avaliada com


base na situação existente no momento em que são elaboradas as
demonstrações. Você deve separar bem os conceitos de provável e possível.
Se for apenas possível, mas não provável, o item não deve ser
reconhecido. Normalmente as bancas utilizam as expressões: possível,
provável, chances remotas, grande probabilidade e outras do gênero.

Contudo, se um percentual for oferecido na questão, devemos avaliar pela


probabilidade. Segundo as normas vigentes de auditoria, evento provável é
aquele cuja chance de ocorrer é maior do que a de não ocorrer. Logo,
51% de chance de ocorrer significa evento provável, e deve ser reconhecido.

A confiabilidade da mensuração não deve ser afastada caso seja necessário


o uso de estimativas. Uma estimativa razoável e neutra pode ser
considerada confiável.

Um item que possui as características de elemento (ativo, passivo,


patrimônio líquido, receita ou despesa), mas não atende aos critérios para
reconhecimento pode, caso seja considerado relevante, ter sua divulgação
requerida em notas explicativas, em material explicativo ou em quadros
suplementares.

Esse é o caso, por exemplo, de um evento que não atenda a nenhum, ou


atenda apenas a um dos critérios. Imaginemos uma grande demanda judicial
contra a empresa, para a qual ainda não se tenha ideia de ganho ou perda da
causa (aspecto benefícios), nem do valor envolvido (aspecto mensuração).
Dado o aspecto de incerteza envolvido, caso seja relevante, a existência do
litígio deve ser demonstrada de forma clara nas notas explicativas.

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6.5.1 - Reconhecimento de ativos

Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial


quando for provável que benefícios econômicos futuros
dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou
valor puder ser mensurado com confiabilidade.

Um ativo não deve ser reconhecido quando os gastos incorridos não


proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios. Ao invés
disso, tal transação deve ser reconhecida como despesa na demonstração
do resultado. Um exemplo disso é o gasto com pesquisa e desenvolvimento de
novos produtos. Enquanto não se tiver certeza razoável (provável) de que
haverá retorno, os valores envolvidos devem ser classificados como despesa.

6.5.2 - Reconhecimento de passivos

Um passivo deve ser reconhecido no balanço


patrimonial quando for provável que uma saída de
recursos detentores benefícios econômicos seja exigida
em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual
essa liquidação se dará puder ser mensurado com
confiabilidade.

Note que falamos em obrigação presente. Um pedido de compra para


pagamento a prazo, por exemplo, na data em que é feito o pedido ainda não é
um passivo. Será reconhecido na entrada da mercadoria, ou na assinatura de
algum contrato, se for o caso.

6.5.3 - Reconhecimento de receitas

A receita deve ser reconhecida na demonstração do


resultado quando resultar em aumento nos benefícios
econômicos relacionado com aumento de ativo ou com
diminuição de passivo, e puder ser mensurada com
confiabilidade.

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O reconhecimento da receita ocorre simultaneamente com o reconhecimento


do aumento nos ativos ou da diminuição nos passivos (contrapartida do
lançamento), e só deve ser efetuado se houver suficiente grau de certeza de
que a receita tenha sido ganha.

6.5.4 - Reconhecimento de despesas

A despesa deve ser reconhecida na demonstração do


resultado quando resultar em decréscimo nos
benefícios econômicos, relacionado com a diminuição
de um ativo ou o aumento de um passivo, e puder ser
mensurada com confiabilidade.

O reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o reconhecimento


do aumento nos passivos ou da diminuição nos ativos (contrapartida do
lançamento), e só deve ser efetuado se houver suficiente grau de certeza de
que a despesa ocorrerá.

6.5.5 – Confrontação entre despesas e receitas

Caros alunos, dediquemos uma atenção especial a esse pequeno tópico,


muito visado pelos examinadores.

Em alguns textos a confrontação entre despesas e receitas chega a ser


rotulada de princípio, embora não esteja no rol dos princípios contábeis
brasileiros. O que precisamos saber é que o regime de competência (este
sim, um princípio), está intimamente relacionado à confrontação entre
despesas e receitas.

As despesas devem ser reconhecidas por associação


com os correspondentes itens de receita. Esse processo,
chamado de confrontação entre despesas e receitas
(regime de competência), envolve o reconhecimento
simultâneo ou combinado das receitas e despesas que
resultem das mesmas transações ou de outras.

Por exemplo, as despesas que integram o custo das mercadorias vendidas


devem ser reconhecidas no mesmo momento em que a receita da venda das
mercadorias é reconhecida.

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Quando se espera que os benefícios sejam gerados ao longo de vários
períodos e a associação com a receita somente possa ser feita de modo geral
e indireto, as despesas devem ser reconhecidas com base em
procedimentos de alocação sistemática e racional. Esse é o caso da
depreciação, por exemplo.

A despesa deve ser reconhecida imediatamente quando se constatar que o


gasto não produzirá benefícios econômicos futuros. No caso de insucesso
de um novo projeto, por exemplo.

A despesa também deve ser reconhecida nos casos em que um passivo é


incorrido sem o correspondente reconhecimento de ativo, como no caso
de passivo decorrente de garantia de produto pu uma indenização, por
exemplo.

Como vemos, a confrontação entre despesas e receitas deve ocorrer


sempre que possível, mas ela não estará presente em todos os eventos
econômicos de interesse da contabilidade.

7 - Mensuração dos elementos das demonstrações contábeis

Mensurar consiste em determinar os montantes monetários por meio dos


quais os elementos das demonstrações devem ser reconhecidos, ou seja,
encontrar o seu valor.

Esse processo envolve a escolha de uma base específica de mensuração,


que é o nome que o CPC dá às várias metodologias de custo autorizadas
para as demonstrações. É importante saber que um mesmo conjunto de
demonstrações pode utilizar combinações variadas de métodos de avaliação do
custo, de acordo com as características do item representado.

Alunos, esse também é um assunto recorrente em provas, portanto, vamos


dominá-lo!!!

7.1 - Custo histórico

Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de


caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da
aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos
recebidos em troca da obrigação ou pelos montantes em caixa ou
equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no
curso normal das operações.

7.2 – Custo Corrente

Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa


que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes
fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos
montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se
espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.
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7.3 – Valor Realizável (valor de realização ou de liquidação).

Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa


que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os passivos
são mantidos pelos seus montantes de liquidação, isto é, pelos montantes em
caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera serão pagos
para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das
operações.

7.4 – Valor Presente (atenção, esse é o único em que os valores são


descontados)

Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros
de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso
normal das operações. Os passivos são mantidos pelo valor presente,
descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera
serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

A referência a valor descontado significa que os valores devem ser trazidos ao


valor presente, utilizando-se a taxa de juros padrão da entidade.

Bases de Mensuração
Valor é
Ativo Passivo
descontado?
Valor recebido ou valor
Custo Valor na data da
para liquidar no curso Não
Histórico aquisição
normal das operações
Custo Valor para adquirir na Valor para liquidar na
Não
Corrente data do balanço data do balanço
Valor para liquidar no
Valor Valor obtido pela venda
curso normal das Não
Realizável de forma ordenada
operações
Valor presente do fluxo Valor presente do fluxo
Valor
de entradas esperado no de saídas para liquidar no Sim
Presente curso normal curso normal

A base mais adotada pelas entidades é o custo histórico, combinado com


outras bases de mensuração. No curso de contabilidade aprenderemos qual
valor deve ser aplicado a cada item. Por hora, fixemos as definições.

Prestem atenção especial ao termo “valores descontados”. O único método


que utiliza valores descontados é o do Valor Presente. Esse
conhecimento é muito exigido e pode, sozinho, valer uma questão.

8 - Conceitos de capital

O CPC traz dois conceitos de capital: físico e financeiro.

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Capital Financeiro

Representado pelo dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o


capital financeiro é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da
entidade.

Capital Físico

Representado pela capacidade operacional, o capital físico é considerado como


a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de
produção diária.

A seleção do conceito de capital apropriado para a entidade deve estar


baseada nas necessidades dos usuários das demonstrações. O conceito de
capital financeiro (ou monetário) é adotado pela maioria das entidades.

O CPC deixa claro que não é sua intenção determinar qual modelo a entidade
deve escolher. O importante é que as demonstrações sigam as diretrizes da
estrutura conceitual.

Passemos agora aos conceitos de manutenção de capital, que estão


relacionados com a forma pela qual a entidade define o capital que ela procura
manter. Eles representam um elo entre os conceitos de capital e os
conceitos de lucro, pois fornecem um ponto de referência para medição
do lucro. A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de
capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e
passivos.

8.1 – Manutenção do capital financeiro

Considera-se que houve lucro somente se o montante financeiro (ou


dinheiro) no fim do período exceder o montante financeiro no começo
do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e
seus aportes de capital.
A manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade
monetária nominal ou em unidades de poder aquisitivo constante. Ou seja,
não requer base específica de mensuração. A escolha da base depende do
tipo de capital financeiro que a entidade está procurando manter.

Neste conceito, os aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do


período (ganhos de estocagem), são lucros. Entretanto, não são
reconhecidos até que os ativos sejam realizados (vendidos).

Somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento
no nível geral de preços é considerada como lucro. O restante do aumento é
tratado como ajuste para manutenção do capital, parte integrante do
patrimônio líquido.

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8.2 – Manutenção do capital físico

Considera-se que houve lucro somente se a capacidade física produtiva


(capacidade operacional) da entidade (ou os recursos necessários para
atingir essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física
produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições
aos proprietários e seus aportes de capital.

O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo


corrente como base de mensuração.

Neste conceito, quando o capital é definido em termos de capacidade física


produtiva, o lucro representa o aumento dessa capacidade ao longo do
período. Todas as mudanças de preços de ativos e passivos são vistas como
mudanças na mensuração da capacidade produtiva. Assim, não são
consideradas lucro, e devem ser tratadas como ajustes para manutenção do
capital, parte do patrimônio líquido.

Conceitos de Manutenção do Capital


Requer base Efeito das Mudanças
Definição do Lucro
específica? de Preço
Valor do aumento que
Só há lucro se o
Capital exceder a inflação é
montante financeiro for Não
Financeiro considerado como lucro,
maior (mais dinheiro)
o resto vai para ajuste.
Valor do aumento não é
Só há lucro se a
Capital Sim. Requer lucro. Vai tudo para
capacidade produtiva for
Físico custo corrente ajuste de manutenção de
maior
capital.

Muito bem! Aqui terminamos a parte teórica do CPC 00. A aula ficou um pouco
extensa, mas era necessário que eu passasse a vocês todos os conceitos
contidos no texto do pronunciamento conceitual básico. A intenção é que vocês
possam utilizar a aula como base para o estudo, sem precisar se dirigir ao
texto da resolução. Contudo, aos que tiverem tempo sobrando, recomendo a
leitura do documento integral.

Vamos agora a um resumo dos principais pontos e depois resolveremos


exercícios.

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CPC 00 – Estrutura Conceitual - Resumo

 Os relatórios ou demonstrações se destinam primariamente, mas não


apenas, aos seguintes usuários externos, sem hierarquia de
prioridade:

Investidores

Financiadores

Outros credores

 Não existe possibilidade de postergação de divulgação de


informações.

 As características qualitativas da informação são:

Características Qualitativas da Informação


Fundamentais* RRF De Melhoria CCVT

Relevância
Comparabilidade
Representação Fidedigna
Compreensibilidade
Verificabilidade
*As duas juntas tornam útil a
Tempestividade
informação.

 Confiabilidade não é mais considerada uma característica qualitativa,


tendo sido englobada pela representação fidedigna.

 Prevalência da essência sobre a forma não é uma característica.


Trata-se de um princípio cujo atendimento deve ser priorizado.

 Prudência não é uma característica. Não é aspecto da representação


fidedigna por ser incompatível com a neutralidade.

 A prudência continua sendo um Princípio de Contabilidade, obrigatório


segundo as Normas Brasileiras.

 As Demonstrações Contábeis:

São feitas para usuários externos;


Não são feitas para atender necessidade específica de nenhum grupo;

 O CPC 00 não é uma norma. Nada na Estrutura Conceitual substitui


qualquer norma, interpretação ou comunicado técnico.

 O da demonstração contábil é fornecer informações úteis sobre a entidade


para investidores existentes e em potencial, a credores por
empréstimos e a outros credores, considerados usuários primários.
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 A administração da entidade não é considerada um usuário externo.

 Relatórios fornecem informação acerca da posição patrimonial e


financeira da entidade, ou seja, sobre os recursos econômicos e
reivindicações (ativos e passivos). Também fornecem informação sobre os
efeitos de transações e outros eventos que alteram essa posição (receitas,
despesas e resultado).

 O regime de competência, fornece melhor base de avaliação da


performance da entidade do que a informação puramente baseada em
entradas e saídas de caixa.

 Para ser considerada útil, a informação deve possuir, obrigatoriamente, as


características fundamentais de relevância e de representação
fidedigna.

 Características qualitativas fundamentais são a relevância e a


representação fidedigna. RRF

 Informação relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões dos


usuários.

 Materialidade não é uma característica fundamental, mas sim um


aspecto da relevância. A informação é material se a sua omissão ou
sua divulgação distorcida puder influenciar decisões.

 A materialidade é um conceito baseado na natureza e na magnitude dos


valores no contexto de uma entidade em particular.

 Representação Fidedigna é uma representação:

Completa
Neutra
Livre de Erro

 Se a informação for útil, ou seja, for relevante e for representada com


fidedignidade, ela poderá ser melhorada com a aplicação das
características de melhoria.

 Características qualitativas de melhoria são:

Comparabilidade, compreensibilidade, verificabilidade, e


tempestividade. CCVT

 Não podemos confundir comparabilidade com consistência.

 A exclusão do relatório de informações sobre fenômenos complexos


não é admitida, por torná-los distorcidos.

 Na aplicação da restrição do custo é feita uma avaliação para verificar se


os benefícios proporcionados pela elaboração e divulgação da informação
justificam os custos incorridos para fornecimento e uso.

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 As demonstrações são elaboradas tendo como premissa que a entidade


está em atividade e irá manter-se em operação no futuro, ou seja,
não tem intenção, nem necessidade, de entrar em processo de liquidação ou
de reduzir materialmente a escala de suas operações

 Elementos da posição patrimonial e financeira (BP)


Ativos
Passivos
Patrimônio líquido

 Elementos da mensuração do desempenho (DRE)


Receitas
Despesas

 Os elementos são desmembrados em subclasses, a fim de mostrar as


informações da maneira mais útil aos usuários.

 Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos


passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para
a entidade;

 Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos


passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da
entidade capazes de gerar benefícios econômicos;

 Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de


deduzidos todos os seus passivos.

 Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período


contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou
diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e
que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos
instrumentos patrimoniais;

 Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período


contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou
assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e
que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos
instrumentos patrimoniais.

 Os itens surgidos das reavaliações não devem passar pelo resultado,


sendo incluídos diretamente no patrimônio líquido como ajustes para
manutenção do capital, também conhecidos como ajustes de avaliação
patrimonial.

 Reconhecer é fazer o lançamento contábil, incorporando o item ao


balanço patrimonial ou à demonstração do resultado. Envolve a descrição e

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mensuração de valor.

 Um elemento deve ser reconhecido se:

For provável que algum benefício econômico flua para a entidade ou


flua da entidade (entre ou saia);
e
Se o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com
confiabilidade.

 Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for


provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a
entidade e seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade.

 Um passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for


provável que uma saída de recursos detentores benefícios econômicos seja
exigida em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual essa
liquidação se dará puder ser mensurado com confiabilidade.

 A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando


resultar em aumento nos benefícios econômicos relacionado com aumento
de ativo ou com diminuição de passivo, e puder ser mensurada com
confiabilidade.

 A despesa deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando


resultar em decréscimo nos benefícios econômicos, relacionado com a
diminuição de um ativo ou o aumento de um passivo, e puder ser
mensurada com confiabilidade.

 As despesas devem ser reconhecidas por associação com os


correspondentes itens de receita. Esse processo, chamado de
confrontação entre despesas e receitas (regime de competência), envolve o
reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que
resultem das mesmas transações ou de outras.

 Mensurar consiste em determinar os montantes monetários por meio


dos quais os elementos das demonstrações devem ser reconhecidos, ou
seja, encontrar o seu valor.

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Bases de Mensuração
Valor é
Ativo Passivo
descontado?
Valor recebido ou valor
Custo Valor na data da
para liquidar no curso Não
Histórico aquisição
normal das operações
Custo Valor para adquirir na Valor para liquidar na
Não
Corrente data do balanço data do balanço
Valor para liquidar no
Valor Valor obtido pela venda
curso normal das Não
Realizável de forma ordenada
operações
Valor presente do fluxo Valor presente do fluxo
Valor
de entradas esperado no de saídas para liquidar no Sim
Presente curso normal curso normal

 Capital Financeiro

Representado pelo dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o


capital financeiro é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da
entidade.

 Capital Físico

Representado pela capacidade operacional, o capital físico é considerado


como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas
unidades de produção diária.

Conceitos de Manutenção do Capital


Requer base Efeito das Mudanças
Definição do Lucro
específica? de Preço
Valor do aumento que
Só há lucro se o
Capital exceder a inflação é
montante financeiro for Não
Financeiro considerado como lucro,
maior (mais dinheiro)
o resto vai para ajuste.
Valor do aumento não é
Só há lucro se a
Capital Sim. Requer lucro. Vai tudo para
capacidade produtiva for
Físico custo corrente ajuste de manutenção de
maior
capital.

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Exercícios Resolvidos

Questões da Esaf ao longo da lista.


1 – Cesgranrio 2011 Petrobrás - De acordo com o pronunciamento da
Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações
Contábeis, a contabilização das transações que prioriza a substância e a
realidade econômica dos fatos e não sua forma legal, indica que os registros
contábeis devem contemplar, prioritariamente,
A) integridade.
B) prudência.
C) essência sobre a forma.
D) representação adequada.
E) relação entre custo e benefício.

O comando da questão descreve o princípio básico da elaboração das DCs, que


é a prevalência da essência sobre a forma. Leiam meu artigo no Ponto sobre os
CPCs, para entender a origem dessa orientação. Por hora, mantenham isso na
cabeça: prevalência da essência sobre a forma, sempre.

A prevalência da essência sobre a forma é princípio


basilar das regras internacionais de contabilidade, e foi
adotada pelo Brasil. Significa abandonar, quando
necessário, a forma legal do evento, e retratar a sua
essência econômica de forma pura.
Porém, não faz parte do rol dos Princípios Contábeis.

Gaba: C

2 – Cesgranrio 2013 BNDES - Há um princípio que obriga a Contabilidade a


reconhecer a receita, no momento da emissão de seu documento fiscal,
independente de seu recebimento.
Tal princípio é o do(a):
A) regime de competência
B) regime de caixa
C) relevância
D) confiabilidade
E) continuidade

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Competência

O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e


outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da
Competência também pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas
e de despesas correlatas.

Muito bem! Fique claro que regime de competência não é um princípio. Trata-
se de um regime de contabilização que obedece ao princípio da competência.

Mas, como sempre digo, não inventemos moda, e satisfaçamos a vontade do


examinador cravando a alternativa A. O importante é saber que o
reconhecimento da receita independe do momento em que se recebe o valor
relativo a ela. Aqui ele utilizou, de forma errada, o momento da emissão da
nota fiscal como sendo o momento do fato gerador da receita. Nem sempre
isso é verdade. Eu posso emitir a nota e não entregar a mercadoria, mas não é
por isso que você vai perder a questão.

Gaba: A

3 Cesgranrio 2011 Petrobrás - O pronunciamento conceitual básico


intitulado Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das
Demonstrações Contábeis, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis,
estabelece as diretrizes para a preparação e apresentação das demonstrações
contábeis destinadas aos:
a) administradores corporativos.
b) bancos e investidores.
c) contadores e executivos da empresa.
d) sócios/acionistas da empresa.
e) usuários externos.

Letras a e c tratam de usuários internos.


Letras b e d poderiam estar certas, mas menos certas do que a letra e.

As DCs são destinadas aos usuários externos em geral, a alternativa e é literal.

Gaba: E

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4 - Cesgranrio 2011 Petrobrás - Nos termos do Pronunciamento Conceitual
Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis, essas demonstrações retratam os
efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, agrupando-
os em classes de acordo com as suas características econômicas, sendo essas
classes chamadas de elementos das demonstrações contábeis. Os elementos
diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira são
APENAS os seguintes:
a) ativo e passivo
b) ativo, receitas e despesas
c) ativo, passivo, receitas e despesas
d) ativo, passivo e patrimônio líquido
e) passivo e patrimônio líquido

Os elementos são os seguintes:


Posição patrimonial e financeira: ativo, passivo e PL
Resultado, performance ou desempenho: receitas e despesas
Letras b e c citam elementos do resultado.
Letras a e e estão erradas por causa da palavrinha “APENAS” no enunciado.

Gaba: D

5 - Cesgranrio 2011 Transpetro - O Pronunciamento Conceitual Básico do


CPC, que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis, afirma que as demonstrações
contábeis preparadas sob a orientação desse pronunciamento objetivam
fornecer informações que sejam úteis. Tais demonstrações contábeis são úteis
porque:

a) permitem avaliar as variações patrimoniais, econômicas e financeiras


ocorridas no exercício social.
b) fornecem informações para a tomada de decisão e a avaliação por parte dos
usuários em geral.
c) facilitam a determinação de políticas públicas.
d) ajudam a desregulamentar as atividades das entidades.
e) determinam a contenção de investimentos para a aplicação em mercado
futuro.

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Usuários das DCs utilizam-nas para tomar decisões sobre:

 Decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;


 Avaliar a administração da entidade;
 Avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e
proporcionar-lhes benefícios;
 Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros
emprestados à entidade;
 Determinar políticas tributárias;
 Determinar a distribuição de lucros e dividendos;
 Elaborar e usar estatísticas da renda nacional;
 Regulamentar as atividades das entidades.

Letra a, estaria correta se não tivesse incluído econômicas. As demonstrações


informam apenas sobre a posição patrimonial e financeira, segundo o CPC 00.
Letra c, errada. O certo é política tributária.
Letra d, errada. Ajudam na regulamentação.
Letra e, errada. Contenção de investimentos? Não existe isso no CPC 00. As
DCs ajudam a decidir quando comprar, manter e vender títulos.

Gaba: B

6 - FCC 2013 ICMS SP - A Casa de Espetáculos William Shakespeare realizou


uma peça teatral, em outubro de 2012. De acordo com os critérios da
Resolução CFC no 1.412/2012, a receita deveria ser reconhecida quando:
a) os artistas assinaram o contrato de realização do espetáculo.
b) a empresa recebeu o valor correspondente à venda dos bilhetes.
c) o público cadastrou-se online para compra posterior dos bilhetes.
d) os bilhetes para o espetáculo teatral foram vendidos.
e) o espetáculo teatral aconteceu.

Vamos começar com uma questão que trata do CPC 30, que versa sobre
receitas e será tema de aula futura. Resolvi incluí-la na lista para que vocês
entendam a importância do CPC 00. Com base nele, já seria possível garantir
esse pontinho.
Nós vimos que o CPC estabelece que o princípio da competência deve ser
utilizado para o registro das transações. Ele pressupõe que os lançamentos
devem confrontar despesas e receitas, levando em conta o momento em que a
o evento realmente acontece e produz efeitos.
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Muito bem, de forma essencial, em qual momento ocorre a mágica de
transformar uma prestação de serviço em receita para a entidade? No exato
momento em que o serviço está sendo prestado! No caso da casa de
espetáculos, isso se verifica no momento em que o espetáculo ocorre. Levando
a teoria para perto de um limite razoável, um espetáculo de uma hora, que
gerasse receita de 3600 reais, deveria resultar na apropriação de 1 real de
receita a cada segundo. Mas isso não é necessário, pois não é assim que a
contabilidade opera.
As alternativas a, b, d, podem, se atenderem aos critérios, resultar em
reconhecimento de ativos e passivos. A alternativa c não resulta em
lançamento algum.

Gaba: E

7 - CESPE 2013 TRT - Deve-se reconhecer uma provisão para passivo


contingente, caso a entidade preveja a necessidade, ainda que remota, de uma
saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar
determinada obrigação.

Errado! Necessidade remota jamais implica reconhecimento de passivo.


Lembrando, o reconhecimento de passivos requer provável (bem diferente de
remota) saída de recursos e valor mensurável.

Gaba: E

8 FCC 2012 TRE PR - Sobre a estrutura conceitual para a elaboração e


apresentação das demonstrações contábeis, considere:

I. A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações


adicionais fornecidas para atender às necessidades da administração da
empresa.
II. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam
úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de
decisão econômica.
III. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de
que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em
liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações.

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IV. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a
compreensibilidade para alguns usuários da contabilidade devem ser excluídas
das demonstrações contábeis.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) III e IV.

Vamos lá!
I – Errado! As informações devem ser úteis para os usuários externos, e
atender às suas necessidades. A administração pode usar as demonstrações?
Pode, mas não precisa, pois dispõe de coisa melhor. Então, a administração
nunca será o foco das preocupações da estrutura conceitual.
II – Certo! As informações devem ser úteis para usuários externos em geral.
III - Certo! Princípio da continuidade, premissa da elaboração das DCs.
IV- Errado! Nenhuma informação relevante deve ser excluída dos relatórios,
sob pena de se ferir a representação fidedigna (neutra, completa e livre de
erro, lembram?). Não se pressupõe que o usuário é incapaz de entender
fenômenos complexos, mas, caso seja, ele pode contratar auxílio.

Gaba: B

9 FCC 2012 AFTM SP - Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e


Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere:

I. As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para


atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura
conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de
propósito geral.
II. A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe
tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua
prestação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários
dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral.

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III. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações
e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e
reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos
efeitos são produzidos.
IV. Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos
métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando
a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período
entre entidades.
Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

I – Errado! As autoridades tributárias podem tudo, ou quase tudo! Mexer na


estrutura conceitual das DCs, elas não podem. Podem requerer declarações
diversas na forma de obrigações acessórias, como já sabemos. Mas isso não
implica alteração na forma dos relatórios contábeis determinados pelo CPC. Os
relatórios de propósito fiscal serão elaborados e entregues fora do processo
das demonstrações contábeis.

II – Certo! Uma das finalidades dos relatórios é permitir aos usuários que
avaliem a administração e o resultado da entidade.

III - Já vimos isso hoje! O regime de competência é o que o CPC determina.

IV – Errado! A banca inverteu os conceitos de Comparabilidade e Consistência.


Comparabilidade é o objetivo, é a característica qualitativa de melhoria.
A informação será mais útil caso possa ser comparada com informação similar
sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para
outro período. A consistência está relacionada aos métodos que auxiliam a
alcançar esse objetivo.
Consistência é um aspecto da comparabilidade, e refere-se ao uso dos
mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro na
mesma entidade, quanto para um único período entre entidades.

Gaba: B
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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios – Aula 00
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10 ESAF 2012 AFRFB - Entre as características qualitativas de melhoria, a
comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis
mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil
que comparabilidade é a característica que:
a) permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos
itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis.
b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para
outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para
um único período entre entidades.
c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas
contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as entidades precisam
adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo.
d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual,
quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo levados a um
completo acordo.
e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos
aplicados em demonstrações contábeis de mesmo segmento.

Alternativa a, perfeita! Comparabilidade é o objetivo, é a característica


qualitativa de melhoria. A informação será mais útil caso possa ser
comparada com informação similar sobre outras entidades e com
informação similar sobre a mesma entidade para outro período.
A letra b traz a definição de consistência, que não é característica, lembrem
sempre.
Letra c começa falando sobre o conceito de consistência e acaba com uma
informação errada. A comparabilidade não requer que sejam utilizados os
mesmos métodos, apenas requer que sejam obedecidos os mesmos
fundamentos.
Letra d trata dos aspectos do entendimento dos usuários sobre a informação
comparável. Usuários diferentes não precisam, e não irão, chegar a um
completo acordo sobre a condição da entidade. Apenas será formado um
consenso, uma harmonia no entendimento.
Letra e está errada porque padronização de métodos está relacionada à
consistência, e mesmo sendo ela um aspecto da comparabilidade, o CPC 00
deixa claro que métodos padronizados não são essências para que a
informação seja comparável.

Gaba: A

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11 UEL 2012 ICMS PR - A receita e as despesas relacionadas à mesma
transação são reconhecidas simultaneamente. Esse processo está vinculado ao
princípio da confrontação das despesas com as receitas (regime de
competência).
Porém, quando as despesas não podem ser mensuradas confiavelmente, a
receita fica impossibilitada de ser reconhecida.
Em tais circunstâncias, quaisquer valores já recebidos pela venda dos bens
serão reconhecidos como:

a) um ativo.
b) um custo.
c) um passivo.
d) uma perda.
e) uma receita.

A questão fala sobre regime de competência no reconhecimento das despesas


e receitas, o que é correto. Reconhecimento requer mensuração mais
probabilidade de ocorrer. Se não podemos mensurar com segurança a
despesa, o que fazemos com as receitas relacionadas? Avancemos um pouco
sobre o CPC 30, para adiantar a informação de que nesse caso as receitas
devem ser reconhecidas como passivo. Veremos o porquê disso no
momento oportuno.

Gaba: C

12 CFC 2012 Suficiência - A NBC TG - ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura


Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis
estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de
demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. Portanto, NÃO é
finalidade dessa NBC TG:
a) apoiar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de
informações nelas contidas, preparadas em conformidade com as normas.
b) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a
conformidade das demonstrações contábeis com as normas.
c) dar suporte aos responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis
na aplicação das normas e no tratamento de assuntos que ainda não tiverem
sido objeto de normas.

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d) definir normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre
aspectos de mensuração, divulgação ou de publicidade.

Relembrando as finalidades do CPC 00:

 dar suporte ao desenvolvimento de novas normas (quando eu


disser normas, entendam normas, interpretações e comunicados
técnicos) e à revisão dos já existentes, quando necessário;
 dar suporte à padronização de normas e procedimentos relacionados à
apresentação das demonstrações contábeis;
 dar suporte aos órgãos reguladores nacionais;
 auxiliar elaboradores das demonstrações contábeis na aplicação das
normas;
 auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião;
 auxiliar os usuários na interpretação de informações contidas nas
DCs;
 proporcionar informações sobre o enfoque adotado na formulação
das normas.

Logo, a única que não se encaixa no rol é a letra d. E além disso, vai contra os
preceitos do CPC 00, que deixa expresso que “Esta Estrutura Conceitual não é
uma norma propriamente dita e, portanto, não define normas ou
procedimentos para qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração
ou divulgação.”

Gaba: D

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13 FCC-2012 TRT - A empresa Figueira S.A. ao estabelecer as taxas de
depreciação optou por adotar as taxas fiscais, ainda que soubesse que seus
ativos teriam vida útil econômica substancialmente diferente. Procedeu dessa
forma para aumentar a depreciação do período, realizando assim menos
pagamento de dividendos. Pode-se afirmar que a empresa NÃO atendeu ao
princípio/pressuposto da:
a) neutralidade.
b) materialidade.
c) competência.
d) essência.
e) entidade.

Alunos, essa questão é recorrente. Fiquem atentos! Qualquer assertiva que


diga que a entidade registrou algo maior ou menor do que deveria ter sido
registrado, está querendo dizer que foi ferida a neutralidade. Não interessa
se o objetivo da entidade com esse procedimento foi digno ou não.
A representação fidedigna é característica fundamental, e a
neutralidade é um de seus componentes (completa, neutra e livre de
erros, lembram?). Prestem atenção adicional se o texto envolver questões de
prudência, nesse caso você vai ter que avaliar o que está sendo pedido. Os
examinadores não costumam misturar os conceitos na mesma questão, para
evitar problemas de recurso e anulação.

Gaba: A

14 FCC 2012 MPE AP - Na mensuração dos ativos a custo corrente os ativos:


a) monetários são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalente de caixa
que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordinária.
b) são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de
entradas líquidas de caixa, que se espera seja gerado pelo item no curso
normal das operações.
c) são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa
ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da
aquisição.
d) são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que
teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem
adquiridos na data do balanço.

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e) são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa
ou pelo valor atualizado dos recursos entregues para adquiri-los na data da
alienação.
Bases de Mensuração
Valor é
Ativo Passivo
descontado?
Valor recebido ou valor
Custo Valor na data da
para liquidar no curso Não
Histórico aquisição
normal das operações
Custo Valor para adquirir na Valor para liquidar na
Não
Corrente data do balanço data do balanço
Valor para liquidar no
Valor Valor obtido pela venda
curso normal das Não
Realizável de forma ordenada
operações
Valor presente do fluxo Valor presente do fluxo
Valor
de entradas esperado no de saídas para liquidar no Sim
Presente curso normal curso normal

Esse quadro deve estar na ponta da língua. Mamão com açúcar!


Custo corrente, data do balanço.

Gaba: D

15 CESPE 2012 - O equilíbrio entre o custo e o benefício, uma das


características qualitativas das demonstrações contábeis, consiste em
contrabalançar a elaboração dos demonstrativos com as necessidades comuns
da maioria dos usuários.

Tudo errado! Restrição de custo benefício não é uma característica da


informação. É uma restrição que deve ser observada na elaboração e
apresentação das demonstrações. Nem leiam mais essa assertiva horrenda.

Gaba: E

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16 CFC 2012 Suficiência - As características do registro e da informação
contábil apresentadas abaixo são verdadeiras, EXCETO:

a) Fidedignidade – onde os registros contábeis realizados e as informações


apresentadas devem representar fielmente o fenômeno contábil que lhes deu
origem.
b) Imparcialidade – onde os registros contábeis devem ser realizados e as
informações devem ser apresentadas de modo a privilegiar interesses
específicos e particulares de agentes e/ou entidades.
c) Integridade – onde os registros contábeis e as informações apresentadas
devem reconhecer os fenômenos patrimoniais em sua totalidade, não podendo
ser omitidas quaisquer partes do fato gerador.
d) Verificabilidade – onde os registros contábeis realizados e as informações
apresentadas devem possibilitar o reconhecimento das suas respectivas
validades.

Linda questão, em que o examinador misturou as características do registro


contábil (não é objeto do CPC 00, mas sim do estudo dos princípios contábeis),
com as características da informação.

Letras a e d, corretas, pois são características da informação, como vimos


durante a aula.
Letra c fala da integridade, que é um dos aspectos do princípio da
oportunidade, ao lado da tempestividade (sim, ela está também presente na
definição dos princípios).
Mas o candidato não precisava entender nada de contabilidade. Bastava-lhe
conhecer a semântica da palavra imparcialidade para acertar a questão, com
louvor! Quem é imparcial, não privilegia ninguém.

Gaba: B

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17 CFC 2012 Suficiência - Conforme a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL –
Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações
Contábeis, para que um recurso controlado por uma entidade atenda ao
conceito de Ativo, é característica essencial a:
a) entrega ou promessa futura de entrega de caixa ou outros ativos financeiros
para a aquisição.
b) existência de documento que comprove o direito de propriedade da
entidade.
c) existência de substância física, material e corpórea, avaliada com base em
documentação hábil.
d) expectativa de geração de benefícios econômicos futuros para a entidade.

Definição de ativo:
“É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e
do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade”.

A Letra a é uma salada. Pode haver promessa futura ou ativos financeiros


envolvidos, mas eles não são a característica essencial do ativo.
O reconhecimento de um ativo não requer propriedade legal, incorreta a b.
Também não requer substância física, incorreta a c.
A alternativa d está correta por representar uma das condições para a
existência de um ativo.

Gaba: D

18 CFC-2012 Suficiência - De acordo com a NBC TG ESTRUTURA


CONCEITUAL, para a informação contábil-financeira ser útil, ela precisa ter as
seguintes características qualitativas fundamentais:

a) comparabilidade e valor justo.


b) relevância e representação fidedigna.
c) tempestividade e materialidade.
d) verificabilidade e objetividade.

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Mais um quadro para ser mantido fresco na memória:

Características Qualitativas da Informação


Fundamentais* RRF De Melhoria CCVT

Relevância
Comparabilidade
Representação Fidedigna
Compreensibilidade
Verificabilidade
*As duas juntas tornam útil a
Tempestividade
informação.

Primeiro ponto: só existem 2 características fundamentais.


Segundo ponto: somente a presença das duas pode tornar uma informação
útil.
Valor justo, materialidade e objetividade, não são características.
Os outros termos citados são características de melhoria.

Gaba: B

19 FCC 2009 - TJ-SE - A identificação de um gasto efetuado que NÃO produza


benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma
entidade como:
a) ganho.
b) despesa.
c) custo.
d) receita.
e) ativo.

Se o gasto produzido tivesse trazido para a entidade algum recurso do qual se


esperassem benefícios futuros, ele seria um ativo. Como não vai produzir
esses benefícios, ele será reconhecido como despesa.

Gaba: B

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20 FCC 2009 TJ-SE - De acordo com a estrutura conceitual contábil,
considere:
I. Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço
patrimonial, nos grupos de ativos.
II. As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa,
considerando-se a sua associação direta com a receita gerada.
III. O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos
montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no inicio do período e no
final do período do Balanço Patrimonial.
Está correto o que se afirma APENAS em

a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.

I – Errado. Um ativo somente deve ser reconhecido quando for provável que
benefícios econômicos fluam para a entidade e se seu valor puder ser
mensurado com confiabilidade. Logo não são todos que devem ser
reconhecidos.
II – Correto. Competência e Confrontação.
III – Errado. Essa definição é do conceito financeiro, e não do físico..

Gaba: D

21 CESPE - O Conselho Federal de Contabilidade, ao tratar da estrutura


conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis,
menciona as doações recebidas como exemplo de um ativo, passível de
reconhecimento no balanço patrimonial, pois, embora haja ausência de um
gasto, há evidência de obtenção de benefícios futuros.

Perfeito. A doação será reconhecida se puder gerar benefícios futuros e se


puder ser mensurada com confiança. Veja o que diz o CPC 00:
“Há uma forte associação entre incorrer em gastos e gerar ativos, mas ambas
as atividades não são necessariamente indissociáveis. Assim, o fato de a
entidade ter incorrido em gasto pode fornecer uma evidência de busca por
futuros benefícios econômicos, mas não é prova conclusiva de que um item

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que satisfaça à definição de ativo tenha sido obtido. De modo análogo, a
ausência de gasto relacionado não impede que um item satisfaça à definição
de ativo e se qualifique para reconhecimento no balanço patrimonial. Por
exemplo, itens que foram doados à entidade podem satisfazer à definição de
ativo.”

Gaba: C

22 FCC 2011 TCE-SE - Ativo é definido na estrutura conceitual da


contabilidade como um recurso:
a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais,
independentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar.
b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para
o seu pagamento.
c) adquirido à vista pela entidade.
d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios
econômicos futuros.
e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição
do capital

Definição de ativo:
“É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e
do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade”.

A essa altura vocês já perceberam como as bancas adoram o ativo, e como os


examinadores têm pouca criatividade! Mas é isso mesmo, não há segredo em
resolver uma prova, as questões se repetem sempre. Vamos a essa:
Letra a, errada, pois o ativo não precisa ser propriedade da entidade, ela
apenas precisa ter o controle dos riscos e benefícios sobre ele. Além do mais, é
necessário que se espere, sim, um fluxo de benefícios (sejam ou não caixa).
Letras b e c, nada a ver. Pode até existir saída de recurso pelo pagamento da
aquisição de um ativo, mas isso não tem nada a ver com a sua definição.
Letra e, errada. Um ativo pode, sim, ser distribuído aos proprietários, mas isso
também não tem nada a ver com a sua definição.
Letra d, perfeita! Notem que foi usado o termo “controlado”.

Gaba: D

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23 CESPE 2011 Correios - Para efeitos normativos, incluem-se, entre as
demonstrações contempladas pelo CPC 00, as informações financeiras
destinadas exclusivamente a fins fiscais.

Já dissemos antes. O fisco pode muita coisa, menos alterar o formato das
demonstrações, cujas informações têm caráter de utilidade geral. As
informações específicas para fins fiscais (ou outros quaisquer) não se encaixam
nas DCs. Algumas agências reguladoras, como ANEEL, por exemplo, exigem
também demonstrações específicas, mas elas são apresentadas em separado.

Gaba: Errado

24 CESPE 2011 Correios – A fim de viabilizar a compreensão das


demonstrações pelo gestor e demais usuários da informação contábil, deve-se
evitar ou mesmo excluir, das demonstrações contábeis, as informações de
elevada complexidade.

Errado! Nenhuma informação relevante deve ser excluída dos relatórios, sob
pena de se ferir a representação fidedigna (neutra, completa e livre de erro,
lembram?). Não se pressupõe que o usuário é incapaz de entender fenômenos
complexos, mas, caso seja, ele pode contratar auxílio.

Gaba: Errado

25 CESPE 2013 TRT - Passivo é uma obrigação presente da entidade,


derivada de eventos passados, cuja liquidação resultará em saída de recursos
da entidade.

Vejam isso! Maldade do examinador, mas está errado.


A definição é: “Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de
recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos”.
Lembram da questão anterior? Para reconhecer tem que ser provável. E se é
provável, pode acontecer. Mas não há certeza de que aconteça, portanto o
vocábulo “resultará” está definindo o erro.

Gaba: Errado.

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26 FCC 2011 ALESP - Para determinação de um ativo é necessário avaliar a
capacidade que este bem ou direito tem na geração de benefícios econômicos
futuros. Desta forma, NÃO se deve considerar para determinação de um ativo
se ele:

a) é usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de


mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade.
b) pode ser trocado por outros ativos.
c) pode ser usado para liquidar um passivo.
d) pode ser distribuído aos proprietários da empresa.
e) tem substância física e pode ser negociado.

O ativo pode ser:

 Usado na produção de bens ou na prestação de serviços;


 Trocado por outros ativos;
 Usado para liquidar um passivo;
 Distribuído aos proprietários da entidade.

A forma física não é essencial para a existência de ativo.

Gaba: E

27 FCC 2011 ALESP - A empresa Correção S.A. tem a prática de dar garantia
de um ano de seus produtos a seus clientes. A média de reclamações é de 2%,
mas a empresa constitui provisão de 5% para atender ao princípio da
prudência. O procedimento realizado pela empresa é

a) adequado, pois apresenta a posição mais conservadora que a empresa pode


adotar, resultando na menor situação econômico financeira que a empresa
pode obter.
b) inadequado, visto que reconhece uma provisão excessiva superavaliando o
passivo e apresentando demonstrações contábeis não confiáveis, devido à falta
de neutralidade.
c) correto, visto que as estimativas e provisões são de responsabilidade do
contabilista, que deve adotar o procedimento que melhor lhe resguarde,
quando for questionado.

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d) permitido, desde que apresente uma posição econômico-financeira mais
conservadora, com valores que conduzam a uma visão de valor inferior ao que
efetivamente a empresa tenha.
e) proibido, em decorrência de estar fundamentado na essência e não na
forma, gerando uma subavaliação dos passivos.

Alterar deliberadamente qualquer avaliação para mais ou para menos,


independentemente de objetivo nobre ou espúrio, está sempre errado, por
ferir a neutralidade, que é aspecto da representação fidedigna. Isso torna a
informação distorcida e inútil. Logo, alternativas a, c, d estão erradas.
Quanto à letra e, fundamentar-se na essência e não na forma é o que deve ser
feito, mas não é esse o caso. Além do quê, constituir provisão além do
necessário gera superavaliação do passivo, e não subavaliação.
Notem que o enunciado falou em prudência, mas o que se fez não tem
nenhuma relação com a prudência.

Gaba: B

28 FCC 2011 Nossa Caixa - Recurso controlado pela entidade como


resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros
benefícios econômicos para a entidade.
Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),
cujo teor foi aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade, e que versa
sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das
Demonstrações Contábeis, esta é a definição de:

a) Passivo.
b) Receitas.
c) Despesas.
d) Ativo.
e) Patrimônio Líquido.

Definição de ativo:
“É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e
do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade”.

Gaba: D

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29 CESPE 2009 - A fim de atingir seus objetivos, as demonstrações contábeis
devem ser preparadas em conformidade com o regime de caixa. Segundo esse
regime, os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos quando
são recebidos ou pagos.

Segundo o CPC 00 as DCs devem ser preparadas seguindo o regime de


competência. Ele pressupõe que os lançamentos devem confrontar despesas e
receitas, levando em conta o momento em que a o evento realmente acontece
e produz efeitos.
Gaba: Errado

30 CESPE 2009 - São usuários das demonstrações contábeis citados na sua


estrutura conceitual: investidores; empregados; credores por empréstimos;
fornecedores e outros credores comerciais; clientes; governos e suas agências;
e o público.

Perfeito! São os usuários externos em geral. Não esqueçamos que


investidores, financiadores e outros credores são considerados usuários
primários.
Gaba: Certo

31 FCC 2009 TJ-SE - Em conformidade com o estabelecido pelo CPC 00, o


conceito financeiro de manutenção do capital, no qual o capital é definido em
unidades monetárias nominais, o ganho por manutenção e/ou estocagem de
ativos, no período, só podem ser reconhecidos como lucro
a) no momento em que ocorrer variação do indexador definido pelo órgão
regulador.
b) de acordo com o regime de competência, independente da transferência
para terceiros.
c) ao final de cada período verificado pela variação de um indexador definido
pela entidade.
d) no momento em que estes ativos forem efetivamente vendidos a terceiros.
e) ao final do período examinado, se ocorrer aumento no índice geral de
preços.

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Conceitos de Manutenção do Capital
Requer base Efeito das Mudanças
Definição do Lucro
específica? de Preço
Valor do aumento que
Só há lucro se o
Capital exceder a inflação é
montante financeiro for Não
Financeiro considerado como lucro,
maior (mais dinheiro)
o resto vai para ajuste.
Valor do aumento não é
Só há lucro se a
Capital Sim. Requer lucro. Vai tudo para
capacidade produtiva for
Físico custo corrente ajuste de manutenção de
maior
capital.

Já sabemos que no conceito de manutenção financeira de capital o valor do


aumento de preço de ativos que exceder o índice de preços torna-se lucro.
Certo? Perfeito!
Fixemos então mais a seguinte informação: essa apropriação do lucro só
poderá ocorrer no momento em que o ativo for transacionado, vendido,
transferido a terceiros. Isto é determinação expressa do CPC 00.

Gaba: D

32 FCC 2009 TJ SE - O procedimento contábil a ser adotado por uma


entidade, quando a determinação de um valor a receber, decorrente de ação
judicial, não apresenta condições da utilização de uma base confiável para
mensuração do valor desse evento, é:

a) estimar um custo provável para ação judicial e registrá-lo como ativo


diferido.
b) divulgar o fato nas notas explicativas ou em demonstrações suplementares.
c) projetar um valor e registrar no patrimônio com Resultado de Exercícios
Futuros.
d) reconhecer o evento em conta de ajuste patrimonial no Patrimônio Líquido.
e) estabelecer uma base para calcular uma provisão ativa e evidenciar o fato
em demonstrações complementares
Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável
que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e
seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade.
No caso em questão falta uma das condições, que é a mensuração confiável.
Quando isso acontece, o evento não deve ser reconhecido nas DCs. Caso seja
relevante, a informação deverá ser incluída nas Notas explicativas ou em
outros relatórios.
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Letra a está tão errada que nem sei por onde começar. Se a ação tiver algum
custo, será reconhecido como despesa ou provisão, dependendo da natureza
desse custo. E o comando da questão fala em valor a receber, que não pode
ser mensurado. Mas o mais importante é o seguinte: ativo diferido não pode
mais ser reconhecido na contabilidade nacional. Você pode até se
deparar com algum balanço em que a conta exista, mas estará em processo de
amortização.
Letras c e d erradas: se o enunciado disse que não se pode estabelecer uma
base confiável, não há como reconhecer nada.
Letra e, errada. Essa base não seria confiável, e para divulgar em
demonstrações não seria necessário calcular o valor. Mais errado ainda seria
divulgar um valor que não representasse fidedignamente o evento. Além do
mais, isso que ele chamou de provisão ativa, seria, na verdade um “ativo
contingente”.
Letra b, literal do CPC 00.

Gaba: B

33 ESAF 2010 CVM - As demonstrações contábeis, quando corretamente


elaboradas, satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usuários,
uma vez que quase todos eles as utilizam para a tomada de decisões de ordem
econômica. Sob esse aspecto, pode-se dizer que, entre outras finalidades, os
usuários baseiam-se nas demonstrações contábeis para praticar as seguintes
ações, exceto:
a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ações.
b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-
lhes outros benefícios.
c) determinar a distribuição de lucros e dividendos.
d) regulamentar as atividades das entidades.
e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.

Usuários das DCs utilizam-nas para tomar decisões sobre:


 Decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;
 Avaliar a administração da entidade;
 Avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e
proporcionar-lhes benefícios;
 Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros
emprestados à entidade;

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 Determinar políticas tributárias;
 Determinar a distribuição de lucros e dividendos;
 Elaborar e usar estatísticas da renda nacional;
 Regulamentar as atividades das entidades.

Somente a alternativa e não se encontra no rol de finalidades das DCs.

Gaba: E

34 CFC 2011 Suficiência - Em relação às características qualitativas das


informações contábeis, assinale a opção INCORRETA.
a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações
semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela
entidade, e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando
requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas.
b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões
econômicas dos usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos
passados, presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas
avaliações anteriores.
c) Para ser confiável, a informação contida nas demonstrações contábeis deve
ser neutra, isto é, imparcial. As demonstrações contábeis não são neutras se,
pela escolha ou apresentação da informação, elas induzirem a tomada de
decisão ou julgamento específico, visando atingir um resultado ou desfecho
predeterminado.
d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações
contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. Para tanto,
presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios,
atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as
informações com razoável diligência.

A letra a está errada e é a nossa resposta. Errada por dois motivos. Primeiro
porque consistência, embora desejável, não é característica da informação,
mas sim um aspecto da comparabilidade. Segundo, porque mudanças em
políticas são admitidas são admitidas nos seguintes casos, segundo o CPC 23:
“A entidade deve alterar uma política contábil apenas se a mudança:
-for exigida por Pronunciamento, Interpretação ou Orientação; ou
-resultar em informação confiável e mais relevante nas demonstrações
contábeis sobre os efeitos das transações, outros eventos ou condições acerca

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da posição patrimonial e financeira, do desempenho ou dos fluxos de caixa da
entidade.”

Letras b e c, perfeitas.
Letra d foi considerada correta, mas faço uma ressalva. A comparabilidade,
como característica de melhoria que é, não é essencial, mas apenas desejável.
Essenciais são apenas as fundamentais.

Gaba: A

35 CESPE 2011 - Pelo princípio da continuidade, pressupõe-se que, em algum


momento, toda entidade entrará em liquidação, sendo necessário o
reconhecimento de tal fato para fins de avaliação de seus ativos e passivos.

As demonstrações são elaboradas tendo como premissa que a entidade


está em atividade e irá manter-se em operação no futuro, ou seja, não
tem intenção, nem necessidade, de entrar em processo de liquidação ou de
reduzir materialmente a escala de suas operações. Esse é o princípio da
continuidade!

Gaba: Errado

36 CESPE 2009 - Itens doados a uma entidade não satisfazem a definição de


ativo, pois não é possível reconhecer ativos que não foram adquiridos ou
produzidos pela entidade.

CPC 00
“...a ausência de gasto relacionado não impede que um item satisfaça à
definição de ativo e se qualifique para reconhecimento no balanço patrimonial.
Por exemplo, itens que foram doados à entidade podem satisfazer à
definição de ativo.”
Se o item recebido em doação satisfizer as condições para reconhecimento,
deverá ser reconhecido.

Gaba: Errado

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37 CFC 2011 Suficiência - Em relação ao Passivo, julgue os itens abaixo e,
em seguida, assinale a opção CORRETA.
I. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis.
II. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo, mas não são
reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável.
III. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços.
Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns):

a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) III, apenas.

I – Certo. Podem ocorrer de obrigações formais, mas não somente delas


(lembrem da essência sobre a forma).
II – Certo. Se não for mensurável com confiança, divulga-se em NEs.
III – Certo. Prestação de serviços é um dos meios para se “pagar” um passivo.

Gaba: A

Nosso quadrinho para as próximas três questões.

Conceitos de Manutenção do Capital


Requer base Efeito das Mudanças
Definição do Lucro
específica? de Preço
Valor do aumento que
Só há lucro se o
Capital exceder a inflação é
montante financeiro for Não
Financeiro considerado como lucro,
maior (mais dinheiro)
o resto vai para ajuste.
Valor do aumento não é
Só há lucro se a
Capital Sim. Requer lucro. Vai tudo para
capacidade produtiva for
Físico custo corrente ajuste de manutenção de
maior
capital.

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38 CESPE 2009 - Segundo o conceito financeiro, capital é sinônimo de
capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades
produtivas.

Errado, esse é o conceito físico de capital. Associado à capacidade produtiva.

Gaba: Errado

39 CESPE 2011 - Segundo o conceito financeiro de capital, o capital de uma


empresa é representado pela sua situação patrimonial líquida.

Perfeito. Aumentou a situação patrimonial líquida, aumentou o capital


financeiro.

Gaba: Certo

40 CESPE 2011 - De acordo com o conceito físico de capital, capital é a


capacidade produtiva fundamentada, por exemplo, nas unidades de produtos
finalizadas diariamente.

Perfeito. Capital físico é igual a capacidade produtiva.

Gaba: Certo

41 ESAF 2010 CVM - Das cinco assertivas abaixo apenas uma expressa a
informação correta. Assinale a opção que a contém.
a) As características qualitativas são os atributos que tornam as
demonstrações contábeis úteis para os usuários. As principais características
qualitativas são: compreensibilidade, relevância, confiabilidade, continuidade e
comparabilidade.
b) As normas contábeis chamam de “elementos das demonstrações contábeis”
as classes em que são retratados os efeitos patrimoniais e financeiros das
transações e outros eventos, de acordo com as suas características
econômicas.
c) Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição
patrimonial e financeira da entidade são as receitas e as despesas.

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d) Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho
da entidade são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.
e) A demonstração das mutações na posição financeira não reflete os
elementos da Demonstração do Resultado, mas as mutações nos elementos do
balanço patrimonial.

Letra a, errada pois, confiabilidade e continuidade não são características.


Letras c e d, erradas. Os conceitos foram invertidos.
Letra e, errada. A demonstração das mutações financeiras pode conter
elementos dos dois grupos, de desempenho e de posição patrimonial e
financeira, DRE e BP.

Gaba: B

42 ESAF 2010 CVM - Aponte abaixo a opção que contém uma assertiva
incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para
a entidade.
b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já
ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes
de gerar benefícios econômicos para a entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é
essencial à existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de
propriedade. Ao determinar a existência de um ativo, entretanto, o direito de
propriedade não é essencial.

Letras a,b,d,e, perfeitas.


Letra c, errada:
Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os seus passivos (e não os resultados).

Gaba: C

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43 – Cespe 2013 AFT - Em relação ao patrimônio, julgue os itens
subsequentes.
Créditos incobráveis e estoques de medicamentos vencidos não representam
ativos.

Correto. Vejamos:
CPC 00
Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos
para a entidade;

Créditos incobráveis e medicamentos vencidos não podem trazer benefícios


futuros para a entidade. Pelo contrário, uma vez classificados como
incobráveis, serão baixados contra a EPCLD – Expectativa de Perdas com
Clientes de Liquidação Duvidosa (antiga PDD – Provisão para Devedores
Duvidosos) passando a representar perdas que serão reconhecidas como
despesas.

Gaba: C

44 – Cespe 2013 AFT - A existência de uma obrigação futura é requisito


essencial para a contabilização de um passivo.

Errado, pois passivo é uma obrigação presente da entidade. Vamos ver:

CPC 00
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos
passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da
entidade capazes de gerar benefícios econômicos.

Obrigação presente é diferente de compromisso futuro. A intenção da entidade


de adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação
presente. A obrigação surge somente quando o ativo é entregue ou contratos
de aquisição são assinados.

Gaba: E

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45 Cespe 2013 Bacen - Com relação aos objetivos apropriados para a
contabilidade quanto à utilidade da informação contábil, existem divergências
de percepções entre administradores e auditores.

Cuidado com esta assertiva escorregadia!

As informações contábeis devem ter sua utilidade averiguada tendo como


referência os usuários externos. Lembram do que dissemos na aula?

A administração da entidade não é considerada um usuário externo.


Trata-se de usuários internos que não precisam apoiar-se nos relatórios, pois
podem obter a informação internamente.

E os auditores? Ora, sua função é garantir que a informação esteja livre de


distorções relevantes, permitindo que se obtenha uma representação
fidedigna, que é uma das características fundamentais da informação contábil.
Por óbvio, a administração tem, em relação às informações contábeis, uma
outra preocupação, que é garantir a obtenção de informações de valor
gerencial.

Mas atenção!!!

Mesmo assim, a administração deve buscar a produção de informações


contábeis úteis!!! As percepções da utilidade são diferentes, mas a essência da
informação é a mesma.

Gaba: C

46 – Cespe 2013 TCU - De acordo com o pronunciamento conceitual básico


(R1), elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a
seguir.
A característica qualitativa da comparabilidade é obtida quando são usados os
mesmos métodos para os mesmos itens, pressupondo-se que as
características qualitativas de melhoria tenham sido satisfeitas.

Errado!

Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,

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tanto de um período para outro na mesma entidade, quanto para um único
período entre entidades.

Comparabilidade é o objetivo, é a característica desejada na informação.


A consistência está relacionada aos métodos que auxiliam a alcançar esse
objetivo.

Para que a informação seja comparável, coisas iguais precisam parecer


iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes.

Além do mais, somente com a presença das características fundamentais


(RRF), é que se pode falar em características qualitativas. Então, são elas, as
fundamentais, que devem ser pressupostas para que se pense nas
qualitativas.

Consistência garante comparabilidade? Não! É necessária, porém, não


suficiente.

Gaba: E

47 – FGV 2013 Conder BA - Para melhor atender aos diversos tipos de


usuários e suas necessidades, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu
o pronunciamento conceitual básico com a estrutura conceitual para
elaboração e divulgação de relatório contábil financeiro, que menciona como
características qualitativas fundamentais da informação contábil:
A) Entidade e continuidade.
B) Relevância e representação fidedigna.
C) Comparabilidade e compreensibilidade.
D) Tempestividade e verificabilidade.
E) Materialidade e utilidade.

RRF

Para ser considerada útil, a informação deve possuir as


características fundamentais de relevância e de
representação fidedigna. E somente a existência
simultânea dessas duas características é que permite
que se considere útil uma informação.

Gaba: B

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48 – FGV 2011 Sefaz RJ adaptada - Assinale a alternativa que apresente,
respectivamente, a característica qualitativa das Demonstrações Contábeis,
conforme o Pronunciamento Conceitual Básico emitido pelo CPC, relacionada
corretamente às descrições a seguir:
1 - Informação é caracterizada e apresentada com clareza.
2 - Informação está disponível para tomadores de decisão a tempo de poder
influenciá-los em suas decisões.
3 - Usuário deve tem meios para verificar se a informação que está sendo
divulgada corresponde à realidade dos fatos.
4 - Similaridades e diferenças entre os itens de informações podem ser
verificadas.
A) Confiabilidade, Materialidade, Compreensibilidade, Comparabilidade
B) Compreensibilidade, Relevância, Integridade, Comparabilidade
C) Compreensibilidade, Materialidade, Confiabilidade, Confiabilidade
D) Confiabilidade, Relevância, Primazia da Essência sobre a Forma,
Comparabilidade
E) Compreensibilidade, Tempestividade, Verificabilidade, Comparabilidade

Vamos lembrar das características de melhoria:

CCVT

Comparabilidade, compreensibilidade, verificabilidade,


e tempestividade são características qualitativas de
melhoria.

E lembrando sempre que a presença das características de melhoria em


determinada informação, por si só, não tem o poder de torná-la útil.

Comparabilidade
A informação será mais útil caso possa ser comparada com informação similar
sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para
outro período. Percebam, ela já era útil, e caso seja comparável, será
melhorada, tornando-se mais útil.

Comparabilidade permite que se identifiquem similaridades diferenças


entre os itens. É a única das características que não está relacionada com um
único item, pois, por óbvio, comparação requer no mínimo dois itens.
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Não podemos confundir comparabilidade com consistência.

Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,


tanto de um período para outro na mesma entidade, quanto para um único
período entre entidades.

Comparabilidade é o objetivo, é a característica desejada na informação.


A consistência está relacionada aos métodos que auxiliam a alcançar esse
objetivo.

Compreensibilidade
Informação compreensível é aquela caracterizada e apresentada com
clareza.

A exclusão do relatório de informações sobre fenômenos complexos não


é admitida, por torná-los distorcidos.

Verificabilidade
A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação
representa fidedignamente o fenômeno econômico. Significa que diferentes
observadores podem chegar a um consenso sobre a representação fidedigna.
Isso quer dizer que o usuário deve ter meios para verificar se a
informação que está sendo divulgada corresponde à realidade dos fatos.

A verificação pode ser direta ou indireta.

 Verificação direta: observação direta, como, por exemplo, por meio da


contagem de caixa.

 Verificação indireta: checar os dados de entrada do modelo ou fórmula


e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma
metodologia. Um exemplo é a verificação dos estoques por meio da
checagem dos dados de entrada e do recálculo do saldo final.

Tempestividade
Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de
decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões.

Gaba: E

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49 – FGV 2014 AL BA - Os investidores, credores por empréstimo e outros
credores, existentes e em potencial, representam os usuários primários dos
relatórios contábil‐financeiros de propósito geral. Neste sentido, assinale a
afirmativa correta.
(A) Esses usuários individuais possuem as mesmas necessidades de
informação.
(B) Esses usuários podem requerer que as entidades, que reportam a
informação, prestem as informações de que necessitam, diretamente.
(C) Os relatórios contábil‐financeiros de propósito geral devem atender a todas
as informações que esses usuários necessitam.
(D) Esses usuários precisam considerar informação pertinente de outras
fontes, como condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e
clima político, e perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade.
(E) Os relatórios contábil‐financeiros de propósito geral devem divulgar o valor
da entidade que reporta a informação.

Letra A, errada.
Cada grupo de usuários possui necessidades específicas de informação.

Letra B, errada.
Embora as necessidades sejam diferentes, nenhum usuário pode requerer que
a entidade, em suas DCs, atenda especificamente às suas necessidades de
informação.

O intuito das normas contidas nos CPCs é proporcionar um conjunto de


informações que atenda às necessidades do número máximo de usuários
primários (e não a todos eles). Contudo, nada impede que a entidade
preste informações adicionais (se assim desejar, e não por imposição).

Letra C, errada.
Os relatórios (DCs) não atendem a todas as informações de que os
usuários necessitam.

Letra D, correta.
É necessário que os usuários considerem informação de outras fontes para
completar a formação de suas opiniões.

Letra E, errada.

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Os relatórios não são elaborados para se chegar ao valor da entidade.
Apenas fornecem informação para ajudar os usuários primários a estimarem o
valor da entidade que reporta.

Gaba: D

50 – FGV 2014 Compesa - Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e


Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00, entre os
usuários primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral estão
(A) os investidores.
(B) os administradores.
(C) os funcionários.
(D) os consumidores.
(E) o governo.

Usuários primários, são eles:


Investidores (atuais e potenciais);
Credores por empréstimo (Financiadores);
Outros credores

Gaba: A

Viram com o as questões não são nenhum terror? O CPC 00 é muito pedido em
provas, destruam-no com carinho. Bons estudos!!!

Nas próximas aulas resolveremos mais questões da Cespe, inclusive algumas


de provas de 2013 e 2014, para que tenhamos uma noção do tamanho da
encrenca.

Até a próxima aula!

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Lista das Questões Apresentadas

1 – Cesgranrio 2011 Petrobrás - De acordo com o pronunciamento da


Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações
Contábeis, a contabilização das transações que prioriza a substância e a
realidade econômica dos fatos e não sua forma legal, indica que os registros
contábeis devem contemplar, prioritariamente,
A) integridade.
B) prudência.
C) essência sobre a forma.
D) representação adequada.
E) relação entre custo e benefício.

2 – Cesgranrio 2013 BNDES - Há um princípio que obriga a Contabilidade a


reconhecer a receita, no momento da emissão de seu documento fiscal,
independente de seu recebimento.
Tal princípio é o do(a):
A) regime de competência
B) regime de caixa
C) relevância
D) confiabilidade
E) continuidade

3 Cesgranrio 2011 Petrobrás - O pronunciamento conceitual básico


intitulado Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das
Demonstrações Contábeis, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis,
estabelece as diretrizes para a preparação e apresentação das demonstrações
contábeis destinadas aos:
a) administradores corporativos.
b) bancos e investidores.
c) contadores e executivos da empresa.
d) sócios/acionistas da empresa.
e) usuários externos.

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4 - Cesgranrio 2011 Petrobrás - Nos termos do Pronunciamento Conceitual
Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis, essas demonstrações retratam os
efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, agrupando-
os em classes de acordo com as suas características econômicas, sendo essas
classes chamadas de elementos das demonstrações contábeis. Os elementos
diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira são
APENAS os seguintes:
a) ativo e passivo
b) ativo, receitas e despesas
c) ativo, passivo, receitas e despesas
d) ativo, passivo e patrimônio líquido
e) passivo e patrimônio líquido

5 - Cesgranrio 2011 Transpetro - O Pronunciamento Conceitual Básico do


CPC, que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis, afirma que as demonstrações
contábeis preparadas sob a orientação desse pronunciamento objetivam
fornecer informações que sejam úteis. Tais demonstrações contábeis são úteis
porque:
a) permitem avaliar as variações patrimoniais, econômicas e financeiras
ocorridas no exercício social.
b) fornecem informações para a tomada de decisão e a avaliação por parte dos
usuários em geral.
c) facilitam a determinação de políticas públicas.
d) ajudam a desregulamentar as atividades das entidades.
e) determinam a contenção de investimentos para a aplicação em mercado
futuro.

6 - FCC 2013 ICMS SP - A Casa de Espetáculos William Shakespeare realizou


uma peça teatral, em outubro de 2012. De acordo com os critérios da
Resolução CFC no 1.412/2012, a receita deveria ser reconhecida quando:
a) os artistas assinaram o contrato de realização do espetáculo.
b) a empresa recebeu o valor correspondente à venda dos bilhetes.
c) o público cadastrou-se online para compra posterior dos bilhetes.
d) os bilhetes para o espetáculo teatral foram vendidos.
e) o espetáculo teatral aconteceu.

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7 - CESPE 2013 TRT - Deve-se reconhecer uma provisão para passivo
contingente, caso a entidade preveja a necessidade, ainda que remota, de uma
saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar
determinada obrigação.

8 FCC 2012 TRE PR - Sobre a estrutura conceitual para a elaboração e


apresentação das demonstrações contábeis, considere:
I. A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações
adicionais fornecidas para atender às necessidades da administração da
empresa.
II. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam
úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de
decisão econômica.
III. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de
que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em
liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações.
IV. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a
compreensibilidade para alguns usuários da contabilidade devem ser excluídas
das demonstrações contábeis.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) III e IV.

9 FCC 2012 AFTM SP - Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e


Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere:
I. As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para
atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura
conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de
propósito geral.
II. A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe
tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua
prestação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários
dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral.

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III. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações
e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e
reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos
efeitos são produzidos.
IV. Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos
métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando
a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período
entre entidades.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

10 ESAF 2012 AFRFB - Entre as características qualitativas de melhoria, a


comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis
mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil
que comparabilidade é a característica que:
a) permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos
itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis.
b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para
outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para
um único período entre entidades.
c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas
contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as entidades precisam
adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo.
d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual,
quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo levados a um
completo acordo.
e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos
aplicados em demonstrações contábeis de mesmo segmento.

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11 UEL 2012 ICMS PR - A receita e as despesas relacionadas à mesma
transação são reconhecidas simultaneamente. Esse processo está vinculado ao
princípio da confrontação das despesas com as receitas (regime de
competência).
Porém, quando as despesas não podem ser mensuradas confiavelmente, a
receita fica impossibilitada de ser reconhecida.
Em tais circunstâncias, quaisquer valores já recebidos pela venda dos bens
serão reconhecidos como:
a) um ativo.
b) um custo.
c) um passivo.
d) uma perda.
e) uma receita.

12 CFC 2012 Suficiência - A NBC TG - ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura


Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis
estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de
demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. Portanto, NÃO é
finalidade dessa NBC TG:
a) apoiar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de
informações nelas contidas, preparadas em conformidade com as normas.
b) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a
conformidade das demonstrações contábeis com as normas.
c) dar suporte aos responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis
na aplicação das normas e no tratamento de assuntos que ainda não tiverem
sido objeto de normas.
d) definir normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre
aspectos de mensuração, divulgação ou de publicidade.

13 FCC-2012 TRT - A empresa Figueira S.A. ao estabelecer as taxas de


depreciação optou por adotar as taxas fiscais, ainda que soubesse que seus
ativos teriam vida útil econômica substancialmente diferente. Procedeu dessa
forma para aumentar a depreciação do período, realizando assim menos
pagamento de dividendos. Pode-se afirmar que a empresa NÃO atendeu ao
princípio/pressuposto da:

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a) neutralidade.
b) materialidade.
c) competência.
d) essência.
e) entidade.

14 FCC 2012 MPE AP - Na mensuração dos ativos a custo corrente os ativos:


a) monetários são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalente de caixa
que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordinária.
b) são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de
entradas líquidas de caixa, que se espera seja gerado pelo item no curso
normal das operações.
c) são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa
ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da
aquisição.
d) são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que
teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem
adquiridos na data do balanço.
e) são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa
ou pelo valor atualizado dos recursos entregues para adquiri-los na data da
alienação.

15 CESPE 2012 - O equilíbrio entre o custo e o benefício, uma das


características qualitativas das demonstrações contábeis, consiste em
contrabalançar a elaboração dos demonstrativos com as necessidades comuns
da maioria dos usuários.

16 CFC 2012 Suficiência - As características do registro e da informação


contábil apresentadas abaixo são verdadeiras, EXCETO:
a) Fidedignidade – onde os registros contábeis realizados e as informações
apresentadas devem representar fielmente o fenômeno contábil que lhes deu
origem.
b) Imparcialidade – onde os registros contábeis devem ser realizados e as
informações devem ser apresentadas de modo a privilegiar interesses
específicos e particulares de agentes e/ou entidades.
c) Integridade – onde os registros contábeis e as informações apresentadas
devem reconhecer os fenômenos patrimoniais em sua totalidade, não podendo
ser omitidas quaisquer partes do fato gerador.

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d) Verificabilidade – onde os registros contábeis realizados e as informações
apresentadas devem possibilitar o reconhecimento das suas respectivas
validades.

17 CFC 2012 Suficiência - Conforme a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL –


Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações
Contábeis, para que um recurso controlado por uma entidade atenda ao
conceito de Ativo, é característica essencial a:
a) entrega ou promessa futura de entrega de caixa ou outros ativos financeiros
para a aquisição.
b) existência de documento que comprove o direito de propriedade da
entidade.
c) existência de substância física, material e corpórea, avaliada com base em
documentação hábil.
d) expectativa de geração de benefícios econômicos futuros para a entidade.

18 CFC-2012 Suficiência - De acordo com a NBC TG ESTRUTURA


CONCEITUAL, para a informação contábil-financeira ser útil, ela precisa ter as
seguintes características qualitativas fundamentais:
a) comparabilidade e valor justo.
b) relevância e representação fidedigna.
c) tempestividade e materialidade.
d) verificabilidade e objetividade.

19 FCC 2009 - TJ-SE - A identificação de um gasto efetuado que NÃO produza


benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma
entidade como:
a) ganho.
b) despesa.
c) custo.
d) receita.
e) ativo.

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20 FCC 2009 TJ-SE - De acordo com a estrutura conceitual contábil,
considere:
I. Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço
patrimonial, nos grupos de ativos.
II. As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa,
considerando-se a sua associação direta com a receita gerada.
III. O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos
montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no inicio do período e no
final do período do Balanço Patrimonial.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.

21 CESPE - O Conselho Federal de Contabilidade, ao tratar da estrutura


conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis,
menciona as doações recebidas como exemplo de um ativo, passível de
reconhecimento no balanço patrimonial, pois, embora haja ausência de um
gasto, há evidência de obtenção de benefícios futuros.

22 FCC 2011 TCE-SE - Ativo é definido na estrutura conceitual da


contabilidade como um recurso:
a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais,
independentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar.
b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para
o seu pagamento.
c) adquirido à vista pela entidade.
d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios
econômicos futuros.
e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição
do capital

23 CESPE 2011 Correios - Para efeitos normativos, incluem-se, entre as


demonstrações contempladas pelo CPC 00, as informações financeiras
destinadas exclusivamente a fins fiscais.

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24 CESPE 2011 Correios – A fim de viabilizar a compreensão das
demonstrações pelo gestor e demais usuários da informação contábil, deve-se
evitar ou mesmo excluir, das demonstrações contábeis, as informações de
elevada complexidade.

25 CESPE 2013 TRT - Passivo é uma obrigação presente da entidade,


derivada de eventos passados, cuja liquidação resultará em saída de recursos
da entidade.

26 FCC 2011 ALESP - Para determinação de um ativo é necessário avaliar a


capacidade que este bem ou direito tem na geração de benefícios econômicos
futuros. Desta forma, NÃO se deve considerar para determinação de um ativo
se ele:
a) é usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de
mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade.
b) pode ser trocado por outros ativos.
c) pode ser usado para liquidar um passivo.
d) pode ser distribuído aos proprietários da empresa.
e) tem substância física e pode ser negociado.

27 FCC 2011 ALESP - A empresa Correção S.A. tem a prática de dar garantia
de um ano de seus produtos a seus clientes. A média de reclamações é de 2%,
mas a empresa constitui provisão de 5% para atender ao princípio da
prudência. O procedimento realizado pela empresa é
a) adequado, pois apresenta a posição mais conservadora que a empresa pode
adotar, resultando na menor situação econômico financeira que a empresa
pode obter.
b) inadequado, visto que reconhece uma provisão excessiva superavaliando o
passivo e apresentando demonstrações contábeis não confiáveis, devido à falta
de neutralidade.
c) correto, visto que as estimativas e provisões são de responsabilidade do
contabilista, que deve adotar o procedimento que melhor lhe resguarde,
quando for questionado.
d) permitido, desde que apresente uma posição econômico-financeira mais
conservadora, com valores que conduzam a uma visão de valor inferior ao que
efetivamente a empresa tenha.
e) proibido, em decorrência de estar fundamentado na essência e não na
forma, gerando uma subavaliação dos passivos.

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28 FCC 2011 Nossa Caixa - Recurso controlado pela entidade como
resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros
benefícios econômicos para a entidade.
Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),
cujo teor foi aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade, e que versa
sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das
Demonstrações Contábeis, esta é a definição de:
a) Passivo.
b) Receitas.
c) Despesas.
d) Ativo.
e) Patrimônio Líquido.

29 CESPE 2009 - A fim de atingir seus objetivos, as demonstrações contábeis


devem ser preparadas em conformidade com o regime de caixa. Segundo esse
regime, os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos quando
são recebidos ou pagos.

30 CESPE 2009 - São usuários das demonstrações contábeis citados na sua


estrutura conceitual: investidores; empregados; credores por empréstimos;
fornecedores e outros credores comerciais; clientes; governos e suas agências;
e o público.

31 FCC 2009 TJ-SE - Em conformidade com o estabelecido pelo CPC 00, o


conceito financeiro de manutenção do capital, no qual o capital é definido em
unidades monetárias nominais, o ganho por manutenção e/ou estocagem de
ativos, no período, só podem ser reconhecidos como lucro
a) no momento em que ocorrer variação do indexador definido pelo órgão
regulador.
b) de acordo com o regime de competência, independente da transferência
para terceiros.
c) ao final de cada período verificado pela variação de um indexador definido
pela entidade.
d) no momento em que estes ativos forem efetivamente vendidos a terceiros.
e) ao final do período examinado, se ocorrer aumento no índice geral de
preços.

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32 FCC 2009 TJ SE - O procedimento contábil a ser adotado por uma
entidade, quando a determinação de um valor a receber, decorrente de ação
judicial, não apresenta condições da utilização de uma base confiável para
mensuração do valor desse evento, é:

a) estimar um custo provável para ação judicial e registrá-lo como ativo


diferido.
b) divulgar o fato nas notas explicativas ou em demonstrações suplementares.
c) projetar um valor e registrar no patrimônio com Resultado de Exercícios
Futuros.
d) reconhecer o evento em conta de ajuste patrimonial no Patrimônio Líquido.
e) estabelecer uma base para calcular uma provisão ativa e evidenciar o fato
em demonstrações complementares

33 ESAF 2010 CVM - As demonstrações contábeis, quando corretamente


elaboradas, satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usuários,
uma vez que quase todos eles as utilizam para a tomada de decisões de ordem
econômica. Sob esse aspecto, pode-se dizer que, entre outras finalidades, os
usuários baseiam-se nas demonstrações contábeis para praticar as seguintes
ações, exceto:
a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ações.
b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-
lhes outros benefícios.
c) determinar a distribuição de lucros e dividendos.
d) regulamentar as atividades das entidades.
e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.

34 CFC 2011 Suficiência - Em relação às características qualitativas das


informações contábeis, assinale a opção INCORRETA.
a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações
semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela
entidade, e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando
requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas.
b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões
econômicas dos usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos
passados, presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas
avaliações anteriores.
c) Para ser confiável, a informação contida nas demonstrações contábeis deve
ser neutra, isto é, imparcial. As demonstrações contábeis não são neutras se,

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pela escolha ou apresentação da informação, elas induzirem a tomada de
decisão ou julgamento específico, visando atingir um resultado ou desfecho
predeterminado.
d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações
contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. Para tanto,
presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios,
atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as
informações com razoável diligência.

35 CESPE 2011 - Pelo princípio da continuidade, pressupõe-se que, em algum


momento, toda entidade entrará em liquidação, sendo necessário o
reconhecimento de tal fato para fins de avaliação de seus ativos e passivos.

36 CESPE 2009 - Itens doados a uma entidade não satisfazem a definição de


ativo, pois não é possível reconhecer ativos que não foram adquiridos ou
produzidos pela entidade.

37 CFC 2011 Suficiência - Em relação ao Passivo, julgue os itens abaixo e,


em seguida, assinale a opção CORRETA.
I. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis.
II. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo, mas não são
reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável.
III. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços.
Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns):
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) III, apenas.

38 CESPE 2009 - Segundo o conceito financeiro, capital é sinônimo de


capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades
produtivas.

39 CESPE 2011 - Segundo o conceito financeiro de capital, o capital de uma


empresa é representado pela sua situação patrimonial líquida.

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40 CESPE 2011 - De acordo com o conceito físico de capital, capital é a
capacidade produtiva fundamentada, por exemplo, nas unidades de produtos
finalizadas diariamente.

41 ESAF 2010 CVM - Das cinco assertivas abaixo apenas uma expressa a
informação correta. Assinale a opção que a contém.
a) As características qualitativas são os atributos que tornam as
demonstrações contábeis úteis para os usuários. As principais características
qualitativas são: compreensibilidade, relevância, confiabilidade, continuidade e
comparabilidade.
b) As normas contábeis chamam de “elementos das demonstrações contábeis”
as classes em que são retratados os efeitos patrimoniais e financeiros das
transações e outros eventos, de acordo com as suas características
econômicas.
c) Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição
patrimonial e financeira da entidade são as receitas e as despesas.
d) Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho
da entidade são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.
e) A demonstração das mutações na posição financeira não reflete os
elementos da Demonstração do Resultado, mas as mutações nos elementos do
balanço patrimonial.

42 ESAF 2010 CVM - Aponte abaixo a opção que contém uma assertiva
incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para
a entidade.
b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já
ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes
de gerar benefícios econômicos para a entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é
essencial à existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de
propriedade. Ao determinar a existência de um ativo, entretanto, o direito de
propriedade não é essencial.

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43 – Cespe 2013 AFT - Em relação ao patrimônio, julgue os itens
subsequentes.
Créditos incobráveis e estoques de medicamentos vencidos não representam
ativos.

44 – Cespe 2013 AFT - A existência de uma obrigação futura é requisito


essencial para a contabilização de um passivo.

45 - Cespe 2013 Bacen - Com relação aos objetivos apropriados para a


contabilidade quanto à utilidade da informação contábil, existem divergências
de percepções entre administradores e auditores.

46 – Cespe 2013 TCU - De acordo com o pronunciamento conceitual básico


(R1), elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a
seguir.
A característica qualitativa da comparabilidade é obtida quando são usados os
mesmos métodos para os mesmos itens, pressupondo-se que as
características qualitativas de melhoria tenham sido satisfeitas.

47 – FGV 2013 Conder BA - Para melhor atender aos diversos tipos de


usuários e suas necessidades, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu
o pronunciamento conceitual básico com a estrutura conceitual para
elaboração e divulgação de relatório contábil financeiro, que menciona como
características qualitativas fundamentais da informação contábil:
A) Entidade e continuidade.
B) Relevância e representação fidedigna.
C) Comparabilidade e compreensibilidade.
D) Tempestividade e verificabilidade.
E) Materialidade e utilidade.

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48 – FGV 2011 Sefaz RJ adaptada - Assinale a alternativa que apresente,
respectivamente, a característica qualitativa das Demonstrações Contábeis,
conforme o Pronunciamento Conceitual Básico emitido pelo CPC, relacionada
corretamente às descrições a seguir:
1 - Informação é caracterizada e apresentada com clareza.
2 - Informação está disponível para tomadores de decisão a tempo de poder
influenciá-los em suas decisões.
3 - Usuário deve tem meios para verificar se a informação que está sendo
divulgada corresponde à realidade dos fatos.
4 - Similaridades e diferenças entre os itens de informações podem ser
verificadas.
A) Confiabilidade, Materialidade, Compreensibilidade, Comparabilidade
B) Compreensibilidade, Relevância, Integridade, Comparabilidade
C) Compreensibilidade, Materialidade, Confiabilidade, Confiabilidade
D) Confiabilidade, Relevância, Primazia da Essência sobre a Forma,
Comparabilidade
E) Compreensibilidade, Tempestividade, Verificabilidade, Comparabilidade

49 – FGV 2014 AL BA - Os investidores, credores por empréstimo e outros


credores, existentes e em potencial, representam os usuários primários dos
relatórios contábil‐financeiros de propósito geral. Neste sentido, assinale a
afirmativa correta.
(A) Esses usuários individuais possuem as mesmas necessidades de
informação.
(B) Esses usuários podem requerer que as entidades, que reportam a
informação, prestem as informações de que necessitam, diretamente.
(C) Os relatórios contábil‐financeiros de propósito geral devem atender a todas
as informações que esses usuários necessitam.
(D) Esses usuários precisam considerar informação pertinente de outras
fontes, como condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e
clima político, e perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade.
(E) Os relatórios contábil‐financeiros de propósito geral devem divulgar o valor
da entidade que reporta a informação.

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50 – FGV 2014 Compesa - Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00, entre os
usuários primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral estão
(A) os investidores.
(B) os administradores.
(C) os funcionários.
(D) os consumidores.
(E) o governo.

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Gabarito

1 C 6E 11 C 16 B 21 C 26 E 31 D 36 E 41 B 46 E
2 A 7E 12 D 17 D 22 D 27 B 32 B 37 A 42 C 47 B
3 E 8B 13 A 18 B 23 E 28 D 33 E 38 E 43 C 48 E
4 D 9B 14 D 19 B 24 E 29 E 34 A 39 C 44 E 49 D
5 B 10 A 15 E 20 D 25 E 30 C 35 E 40 C 45 C 50 A

1 6 11 16 21 26 31 36 41 46
2 7 12 17 22 27 32 37 42 47
3 8 13 18 23 28 33 38 43 48
4 9 14 19 24 29 34 39 44 49
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50

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