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O que significa o Quadro Guernica de Pablo Picasso:

O Quadro Guernica de Pablo Picasso é uma das mais famosas pinturas do artista
espanhol e uma das mais conhecidas do cubismo. Esta obra de arte revela os efeitos
da guerra em uma população.
O artista espanhol se inspirou no bombardeamento da cidade Guernica no dia 26 de
abril de 1937. Neste dia, aviões alemães da Legião Condor destruíram quase
completamente a cidade espanhola. Guernica (ou Gernika em basco) é uma cidade da
província da Biscaia, localizada na comunidade autônoma do País Basco.

Por este motivo, este quadro tem também um significado político e funciona como uma
crítica à devastação causada pelas forças Nazistas aliadas com o ditador espanhol
Franco. Outra possível interpretação indica que o quadro Guernica funciona como um
símbolo de paz ou anti-guerra.

Depois de ter sido terminado (demorou aproximadamente um mês a ser terminada), o


quadro fez uma digressão pelo mundo, tendo ficado globalmente reconhecido e
atraindo a atenção do resto do mundo para a Guerra Civil Espanhola.

Com o início da Guerra Civil Espanhola (em 1936), o falecimento da sua mãe em 1939
e o princípio da Segunda Guerra Mundial, o artista teve uma fase mais escura.
Algumas das suas obras criadas nessa altura revelam o seu estado de espírito mais
atormentado, como por exemplo o quadro Guernica e a série de "Dona Maar".

Quando rompeu a Segunda Guerra Mundial, o artista resolveu emprestar a sua pintura
ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), onde esteve até 1981, ano em
que regressou a Espanha.

Guernica é uma pintura a óleo sobre tela de grandes dimensões, com 7.76 metros de
comprimento e 3.49 metros de altura. Atualmente, esta pintura está exposta em Madri,
no Museu Reina Sofia.

Análise do quadro Guernica


O contexto histórico é essencial para interpretar esta pintura. Neste momento, a
Espanha vivia um conflito entre as forças Republicanas e os Nacionalistas, liderados
pelo General Francisco Franco. Os Nacionalistas contaram com o apoio do exército
Nazista e autorizaram os alemães a bombardearem Guernica, como forma de
testarem novas armas e táticas de guerra, que viriam a ser usadas mais tarde na
Segunda Guerra Mundial.
Depois do ataque destruidor, Pablo Picasso - que estava morando em França na
altura - estava trabalhando numa obra para apresentar numa Exibição em Paris a
pedido do Governo Republicano Espanhol, mas decidiu abandonar a sua ideia original
para criar uma obra relacionada com o ataque em Guernica.

Cores
O preto e branco foram as cores escolhidas pelo o autor, que servem para intensificar
a sensação de drama causado pelo bombardeamento.

Composição
Esta é uma obra cubista, pois inclui figuras geometricamente decompostas, usando
elementos surrealistas e técnicas que seriam associadas ao cubismo.
O cavalo e o touro são dois dos elementos mais destacados do quadro, sendo
elementos muito populares na cultura espanhola. Uma possível interpretação é que
este ataque representa um ataque à cultura espanhola, uma tentativa de destruir os
ideais defendidos pelos cidadãos espanhóis.

Além disso, também é possível ver o horror causado em seres humanos, com um
soldado morto no chão, uma mãe que chora a morte do filho morto nos seus braços
(esquerda do quadro), uma mulher em desespero enquanto a sua casa é destruída em
chamas (direita do quadro), uma mulher com a perna ferida que tenta fugir de todo o
caos causado (no centro da pintura) e uma mulher com um lampião, que parece
iluminar o resto dos elementos (no centro do quadro).

Alguns elementos parece que têm algo escrito dentro, como se fossem formados por
folhas de jornal. Isso indica como o pintor foi informado sobre o ataque ocorrido em
Guernica.

A espada quebrada representa a derrota do povo, que foi quebrado pelos seus
opositores, enquanto os edifícios em chamas indicam a destruição não apenas em
Guernica, mas a destruição causada pela Guerra Civil.

O pintor espanhol Pablo Picasso nasceu em Málaga, Espanha. No contexto da obra


Guernica, a Espanha sofria com os horrores da Guerra Civil Espanhola e com da
ditadura franquista. No dia 26 de Abril de 1937 a pequena aldeia de Guernica, com
pouco mais de sete mil habitantes, foi atacada por toneladas de bombas incendiárias
pelas forças nacionalistas que apoiavam o General Francisco Franco. O General
atacou Guernica cruelmente, com o único intuito de promover a barbárie, pois aquela
região da Espanha era desprovida de possíveis estratégias de guerra, tanto do lado
dos republicanos quanto do exército franquista. Esse ataque foi considerado um dos
piores da História, o símbolo da barbárie.

Pablo Picasso, ao saber das atrocidades ocorridas nesta cidade, revoltado, pintou o
quadro Guernica em pouco tempo. A obra foi para Picasso uma forma de protesto
contra a guerra civil espanhola e a ditadura franquista. O desejo do artista era
despertar nas pessoas que apreciariam a pintura o repudio à guerra. A obra
permaneceu muito tempo em Paris, Picasso pediu que o quadro só retornasse à
Espanha quando o país novamente fosse uma democracia. Hoje Guernica encontra-se
no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri. O pintor foi um dos
precursores do Cubismo, pintou a obra Guernica trinta anos após sua primeira obra
Cubista, Les demoiselles d’Avingnon. Guernica é considerada uma pintura cubista, é
possível notar na obra as características do cubismo ao apresentar as figuras de forma
desarmoniosa, subjetivas.

A obra de arte para um artista moderno como Picasso cumpre sempre uma função
social. Ao observarmos a tela nos deparamos com figuras que expressam aflição, dor,
insegurança, sofrimento, como a mulher com a criança no colo e o cavalo. As cores
usadas pelo pintor em tons cinza e nas cores preta e branca nos remetem à morte, ao
horror, ao desumano, à guerra e à destruição. Os aspectos simbólicos da obra
expressados pelas figuras do touro, da flor, da mão que segura uma espécie de
lamparina são fortes e passíveis de várias interpretações. São figuras que no conjunto
da obra nos dão a ideia da luta, da violência acontecida no vilarejo e ao mesmo tempo
representam o recomeço, a esperança de um povo inocente que se viu massacrado
pela ambição de outros.
No lado direito superior da tela, deparamo-nos com um homem de braços abertos e
com medo, muitos pesquisadores acreditam que Picasso inspirou-se em uma obra do
ano de 1808 do também pintor espanhol Francisco Goya. Nessa obra, chamada “Os
Fuzilamentos de 3 de maio”, Goya retrata uma circunstância trágica acontecida na
Espanha, mais precisamente em Montana Del Príncipe Pio, nos arredores da capital,
que foi o fuzilamento de espanhóis realizado na rua pelo exército de Napoleão.

Os Fuzilamentos de três de Maio (1808) – Francisco GoyaAo estabelecermos um


paralelo, notamos a semelhança entre as pinturas, mas com um detalhe: no quadro de
Picasso, os braços do homem estão voltados para cima, como se para deter as
bombas que caem do céu, num momento de desespero. No quadro de Goya, do lado
direito, sobre um fundo de tom escuro e pesado, uma fileira de soldados aponta seus
fuzis para um grupo de pessoas ajoelhadas à esquerda. No centro, uma lanterna no
chão projeta uma luz temerosa sobre um homem que, de camisa branca e calça bege,
ergue os braços em direção aos atiradores. Como se estivesse pedindo clemência.

Existe nesse momento uma relação intertextual com “Guernica” e “Os Fuzilamentos de
3 de maio”, pois as duas pinturas retratam a população espanhola inocente em estado
de sofrimento e massacrada por forças militares estrangeiras. Na pintura, é muito
comum que os pintores mencionem outras obras dentro das suas. Assim, o pintor
demonstra nas suas produções artísticas, expressões de seu mundo pessoal e do
mundo onde ele está inserido.

Uma obra de arte como Guernica é um documento histórico, em determinado


momento ela fala por si e nesse momento podemos identificar traços de uma época
distante, analisar aspectos políticos, culturais e sociais de um período conturbado. É o
resgate de um tempo e um espaço cheio de significados, percebidos coletivamente ou
não. É uma mensagem que se ajusta no tempo, pois a obra, mesmo não sendo a
guerra em si, recupera seus aspectos destrutivos e desumanos como forma de
denúncia. Toda expressão artística está profundamente ligada à História.

A principal imagem existente sobre os horrores da Guerra Civil Espanhola (1936-1939)


é o quadroGuernica, pintado por Pablo Picasso em 1937. A produção artística do
pintor espanhol causou comoção da opinião pública internacional por retratar as ações
militares desencadeadas pelas forças do General Franco contra as populações que
habitavam o território espanhol, em especial o intenso bombardeamento realizado
sobre a vila de Guernica, ocorrido no mesmo ano de produção da obra do pintor.

A obra Guernica, de Pablo Picasso, retrata os horrores de Guerra Civil Espanhola. *


Guernica era uma vila de mais ou menos 6 mil habitantes situada na região norte da
Espanha, em uma das províncias do País Basco. Durante a Idade Média, a vila ficou
conhecida por ser local de reunião das Juntas Gerais, o conselho político de Biscaia, e
por ser aí que havia ocorrido o juramento dos monarcas espanhóis de respeito aos
Foros Bascos, o conjunto de leis que regulamentava e garantia os direitos e costumes
deste povo.

A escolha de Franco de bombardear a pequena vila pode estar relacionada a esta


dimensão simbólica que ela carrega, já que dessa forma o ditador espanhol poderia
humilhar os bascos que haviam assinado, em outubro de 1936, um tratado de
autonomia com o Governo Republicano espanhol, o qual Franco havia declarado
guerra.

A ação de bombardear e metralhar civis indefesos ocorreu em 26 de abril de 1937, e


possivelmente Franco não esperava que causasse a comoção pública internacional
verificada, já que não contava com a presença dos correspondentes de guerra que
cobriam o conflito espanhol na mesma noite em que se deu o bombardeio.
Rapidamente a notícia se espalhou pelos jornais de todo o mundo.

Foi desta divulgação que Pablo Picasso teve a ideia de retratar o ataque. Radicado na
França, o pintor havia recebido um pedido do governo republicano espanhol para
produzir um quadro que comporia o pavilhão espanhol na Exposição Internacional de
Paris de 1937. Como o objetivo era também fazer propaganda contra a insurreição
franquista, o choque do pintor com as imagens veiculadas pelos jornais dos destroços
causados pelo bombardeio em Guernica levou-o a produzir em pouco mais de um mês
a sua obra mais conhecida.

O painel de 3,49 metros de altura por 7,76 metros de comprimento expôs ao público
os horrores causados pelo bombardeio dos aviões da Luftwaffe (força aérea alemã) à
população de Guernica. Aliados do general Franco, os militares alemães fizeram do
ataque à vila um palco de experiências para as posteriores ações aéreas contra os
inimigos aliados. Os mais de 300 quilos de bombas serviram para humilhar os bascos,
treinar os militares alemães e proporcionar a ideia para a produção de uma das mais
conhecidas pinturas do século XX. Uma das imagens mais fortes produzidas a partir
do Guerra Civil Espanhola (1936-1939) foi o painel "Guernica", pintado por Pablo
Picasso, em 1937, completando, portanto, em 2015, 78 anos de existência.

O painel retrata as ações militares das forças conduzidas pelo general Franco, em 26
de abril de 1937, contra a população que habitava o território espanhol, principalmente
a vila de Guernica, situada na região norte da Espanha, ocupada por cerca de 6 mil
habitantes. Os ataques foram feitos pelos aviões da Luftwaffe (Força Aérea Alemã),
vinculados a Franco. Os alemães usaram os ataques a Guernica como experiências
para ataques posteriores contra os inimigos na Segunda Guerra Mundial.

Alguns historiadores consideram que a escolha do ditador espanhol em bombardear


Guernica foi um ato simbólico, pois essa vila estava localizada em uma das províncias
do País Basco e, em 1936, os bascos haviam assinado um tratado de autonomia com
o Governo Republicano Espanhol, a quem Franco tinha declaro guerra.

O que Franco não esperava era uma repercussão internacional tão ampla sobre o fato.
Na ocasião do bombardeio, estavam presentes na Espanha um grande número de
correspondentes de guerra, jornalistas que cobriram o ataque no mesmo dia em que
ele aconteceu.

Imediatamente a notícia se espalhou pelo mundo, e foi através dos jornais que
Picasso, radicado na França nessa época, tomou conhecimento do fato. Picasso havia
recebido um pedido do Governo Republicano Espanhol para produzir um quadro que
comporia o pavilhão espanhol na Exposição Internacional de Paris de 1937 e, diante
da tragédia, teve a ideia da elaboração da obra "Guernica".

Os detalhes da Obra:

"Guernica" foi produzido em menos de um mês. No painel, estão simbolizados os


horrores causados pelo bombardeio. Na obra que veio a se tornar a mais importante
de Picasso, o artista buscou fazer propaganda contra a insurreição franquista. O painel
tem 3,49 m de altura e 7,76 m de comprimento.
Picasso pintou a obra Guernica trinta anos após sua primeira obra Cubista, Les
demoiselles d’Avingnon. "Guernica" é considerada uma pintura cubista, sendo possível
notar na obra as características do cubismo ao apresentar as figuras de forma
desarmoniosa, subjetivas.

Segundo a historiadora Lilian Maria Martins de Aguiar, o observador vê no painel


figuras que expressam aflição, dor, insegurança, sofrimento, como a mulher com a
criança no colo e o cavalo. As cores usadas por Picasso apresentam tons
acinzentados. Também são usadas as cores preta e branca de maneira a remeter o
pensamento de quem está diante da imagem à morte, ao horror, ao desumano, à
guerra e à destruição.

Para a historiadora, os aspectos simbólicos da obra expressados pelas figuras do


touro, da flor, da mão que segura uma espécie de lamparina dão a ideia da luta, da
violência acontecida na vila de Guernica, representando concomitantemente o
recomeço, a esperança de um povo massacrado pela ambição de outros.

No lado direito superior do painel "Guernica", há um homem de braços abertos,


voltados para cima, num momento de desespero, como que para deter as bombas que
caem do céu. Muitos pesquisadores acreditam que Picasso inspirou-se em uma obra
do ano de 1808 do também pintor espanhol Francisco Goya, o quadro “Os
Fuzilamentos de 3 de Maio”, onde um homem que vai ser fuzilado estendo os braços
para os atiradores.

"Guernica" permaneceu muito tempo em Paris. Picasso pediu que o painel só fosse
enviado à Espanha quando o país novamente fosse uma democracia. Hoje,
"Guernica" encontra-se no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri.