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OS PRINCÍPIOS DA CURA DAS ATITUDES

Os princípios da Cura das atitudes são afirmações que nos


permitem olhar o mundo e percebê-lo de um modo diferente. Seu propósito
é ajudar-nos a abandonar o apego de nosso ego ao medo, à raiva e aos
pensamentos hostis, permitindo ao amor fluir livre e ininterruptamente
dentro de nós e através da nossa vida.
Ao seguirmos os princípios da Cura das Atitudes, aprendemos
que é possível curar o nosso sentimento de separação, os nossos
sentimentos de medo e qualquer ausência de paz que possamos estar
experimentando em nossa vida.

1. A essência do nosso ser é o amor: o primeiro princípio


baseia-se na premissa de que nossa verdadeira identidade é a espiritual, não
a física, e de que a nossa essência é o amor.
Por mais simples que pareça, existe uma parte de nós que
resiste a essa idéia. Essa resistência advém do fato de acreditarmos que
deveríamos temer o amor e não confiar nele; que deveríamos acreditar que
somos apenas um corpo, nascido para morrer e que a morte do corpo é o
nosso fim.

2. Saúde é paz interior, curar é abandonar o medo:


vivemos num mundo onde a palavra saúde geralmente está associada ao
estado do corpo físico.
Na Cura das Atitudes, a saúde não se concentra só no corpo,
mas na mente. A Cura das Atitudes baseia-se na premissa de que o nosso
estado mental natural é o de paz interior. Podemos ter paz interior
independentemente do estado de nosso corpo ou daquilo que está
acontecendo em nossa vida exterior.
Até mesmo uma pessoa que está morrendo de uma doença
como o câncer ou a AIDS pode ter essa paz interior. Curar é abandonar o
medo – porque o ato de deixar que o medo passe leva-nos diretamente à
obtenção de uma mente pacífica, que contém apenas pensamentos
amorosos e apaziguadores, leva-nos à experiência dessa paz em todos os
aspectos da nossa vida.

3. Dar e receber são a mesma coisa: o mundo geralmente é


visto como um ambiente injusto, hostil e pouco amoroso, onde o
importante é obter tudo o que for possível e agarrar-se ao que se obteve. A
crença generalizada é de que, quando damos algo a uma outra pessoa,
temos menos do que tínhamos antes. As pessoas acreditam que se deve
obter, não que se deve dar, ou que se deve dar visando obter.
A base desse terceiro princípio é acreditar na abundância, não
na escassez. A Lei do amor é como um bumerangue e, assim, tudo que
damos voltará para nós numa ampla variedade de formas e padrões.

4. Podemos nos desprender do passado e do futuro:


estamos convencidos de que uma das razões pelas quais muitos de nós
sentem-se tão cansados, extenuados, irritáveis, enraivecidos e deprimidos é
que gastamos um tempo imenso, a cada hora do dia e da noite,
concentrados nas mágoas e nos pensamentos implacáveis do passado,
receamos ser novamente feridos, rejeitados ou não amados: temos medo do
futuro porque acreditamos que o terrível passado está destinado a repetir-
se.
Se esta for a nossa crença, iremos constatar que é impossível
sermos felizes no presente. Na verdade, muitos de nós gastam tanto tempo
pensando no passado e tendo medo do futuro que mal nos permitimos
passar algum tempo no precioso presente. Em vez disso, gastamos o nosso
tempo sobrepondo o passado ao presente.
Quando deixamos de ver qualquer valor em nos agarrarmos às
lembranças implacáveis e às antigas magoas, podemos então deixar o
passado ir-se embora.
Do mesmo modo, quando percebemos que não há nenhum
valor em nos preocuparmos com um futuro terrível, podemos nos
desprender dele. E então, somos capazes de usar todas as nossas energias
para propagar o amor no presente. Quase todos nós acreditamos que aquilo
que aconteceu no passado ainda está nos afetando hoje, o que ocorre na
realidade, é que as nossas experiências passadas – nas quais acreditávamos
ser as vítimas – deixaram de existir e, portanto não podem mais nos afetar.
Tudo o que resta são os pensamentos, as atitudes, os julgamentos e as
percepções que temos sobre aquelas experiências, é isso que continua a nos
afetar. Mas, já que fomos nós que construímos tudo isso em nossa mente,
temos o poder de escolher se continuaremos a nos agarrar a elas ou se
deixaremos ir-se embora.

5. O agora é o único tempo que existe ... E cada instante é


para nos doarmos: a nossa experiência cotidiana está baseada na crença
em um tempo linear, e na suposição de que este tempo existe para que
possamos realizar, julgar, condenar e claro, nos preocupar. Em geral,
acreditamos que devemos ser egoístas e egocêntricos, pensando antes de
tudo em nós mesmos, isso exige que nos preocupemos com a nossa
segurança no futuro e não confiemos completamente em ninguém, nem nos
outros, nem em nós mesmos e, com certeza, nem em Deus ou em um Poder
Superior.
Este quinto princípio afirma que existe uma outra realidade que
não está baseada no tempo linear, e que é possível vivermos cada segundo
como se fosse o único tempo existente; uma visão do tempo que é eterna,
amorosa e doadora, na qual não existe pressa e nem ansiedade...

6. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros


perdoando, em vez de julgar: geralmente estamos concentrados, como
um raio laser, naquilo que o corpo faz e no porquê de sua existência.
Estamos constantemente julgando – seja ao censurar os outros
ou ao condenar nós mesmos. Muitos de nós acreditam com toda convicção,
que as pessoas fazem coisas imperdoáveis e que nossa segurança depende
de nunca perdoarmos ou esquecermos o mal que nos tenha sido feito. É
uma crença que destrói nossa paz de espírito e nossa saúde.
Pelo fato de projetarmos nossa própria raiva nos outros, o
processo de perdoá-los irá nos levar ao processo de perdoar a nós mesmos,
não podemos experenciar totalmente a nós mesmos, enquanto amor, até
que tenhamos, perdoado totalmente a todos e a nós.
Aprender a liberar os bloqueios que nos impedem de amar e de
perdoar aos outros e a nós mesmos faz-nos lembrar que a essência do nosso
ser é o amor. Talvez cheguemos à conclusão de que o nosso verdadeiro
propósito nessa vida na Terra é amar, a nós, e aos outros, através do
perdão.

7. Podemos nos tornar buscadores de amor em vez de


buscadores de defeitos: quando vivenciamos a separação nos nossos
relacionamentos, é porque estamos supondo que devemos ir em busca dos
defeitos dos outros. No entanto, o nosso ser espiritual vê os
relacionamentos como um caminho de busca do amor – o qual resulta em
união. Este princípio nos ensina que, na verdade, é muito mais fácil amar
do que odiar.

8. Podemos escolher nos direcionar para a paz interior,


independentemente do que está acontecendo no exterior: nossas
experiências passadas frequentemente nos aterrorizam e nos levam a
acreditar que tudo o que nos acontece é causado por condições, pessoas ou
acontecimentos exteriores a nós. Como resultado, achamos que estamos
sempre correndo o risco de sermos atacados, feridos e vitimados.
Este oitavo princípio ajuda-nos a ver que existe uma outra
maneira de se olhar o mundo, e que são os nossos próprios pensamentos
que causam e criam a nossa realidade. Sua base é a idéia de que não são
pessoas ou condições exteriores a nós que nos perturbam, mas sim que o
nosso sofrimento é causado apenas pelos nossos próprios pensamentos a
respeito dessas pessoas ou condições. Este princípio leva-nos à liberdade,
ao nos lembrar que são apenas os nossos pensamentos à respeito do mundo
que causam o nosso sofrimento. Ele nos lembra que podemos, em cada
segundo da nossa vida, ter paz interior, independentemente do caos que
possa estar ocorrendo em nossa volta.

9. Somos alunos e Mestres uns dos outros: muitos de nós


foram ensinados a acreditar que a sabedoria só vem da idade, que é
resultado de anos de experiência e que os mestres só têm algo a ensinar aos
alunos e nada a aprender com eles. No entanto, quando começamos a
reconhecer que existe um aluno e um mestre dentro de cada um de nós, a
nossa perspectiva muda. Passamos a compreender que cada um tem algo a
aprender com o outro, e que todos nós somos professores capacitados,
independentemente da idade ou das “credenciais”. Quano o aluno estiver
pronto, o mestre surgirá. E vice-versa!

10. Podemos nos concentrar na totalidade da vida e não


nos seus fragmentos: durante nossa vida, olhamos como se fosse através
de um caleidoscópio, enxergando apenas alguns minúsculos fragmentos,
nunca o todo. Na verdade, o mundo é como um tecido no qual todas as
coisas e todos os seres vivos estão entrelaçados. Quando conseguimos
tomar distância de um fragmento da vida e vê-lo com relação ao todo
ganhamos uma nova perspectiva e podemos, portanto, fazer escolhas
totalmente novas.

11. Já que o amor é eterno, a morte não deve ser


encarada com medo: em vez de continuarmos seguindo nossa crença de
que nascemos apenas para morrer este princípio declara que, quando
realmente acreditamos que o amor é eterno, não teremos medo da morte.
Quando deixamos de ter medo de morrer, podemos realmente
começar a viver.

12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como


seres que ou oferecem amor ou suplicam ajuda: quando optamos por
mudar o modo como percebemos os outros neste mundo, isto é, quando os
vemos ou como seres plenos de amor ou como seres cheios de medo que
suplicam por amor – no íntimo estamos livres.
Por outro lado, se persistirmos na crença de que o “Ataque” vem
do exterior, encontramos sempre um meio de racionalizar ou de nos
defender e contra-atacar. Em vez de perceber os outros como atacantes,
podemos aprender a vê-los como pessoas cheias de medo.
Quando a nossa resposta ao que consideramos um ataque por
parte de outra pessoa é vê-la como alguém cheio de medo que está
suplicando por amor, em vez de nos defender ou contra-atacar, vamos
entrar em contato com um estado interior bem diferente. Essa resposta ao
ataque do outro gera amor em vez de gerar mais medo e, assim, deixa de
perpetuar-se o jogo de ataque e defesa.