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Com o pensamento de evitar os males da guerra, tendo como momento histórico a Primeira

guerra mundial, foi fundado na Escócia a primeira fundação referente à relações


internacionais, assim tendo como intenção normatizar relações internacionais. O realismo se
apresenta como contraparte dos liberalistas, chamados por estes como idealistas, pois
enxergavam o mundo como ele deveria ser, uma forma de lidar com a realidade através de
ideais perfeitos, constructos mentais que organizariam a sociedade e o mundo de forma até
certo ponto utópica, assim vendo o mundo como ele deveria ser, e tentar forçar tal modelo
contra a realidade. Ao contrário deste, o realismo se apresenta com uma visão de relações
internacionais que observa a realidade de fato, assim não ligada com princípios morais, pois
estes seriam opcionais. Com a discussão entre estudiosos, houve a criação de várias correntes,
discordando em pontos sobre o modo de visão do realismo. Em características gerais, os
realistas analisam de modo objetivo, empirista e pragmática.

O Estado é o foco de tal corrente, sendo este sujeito das relações internacionais, indo de
encontro com o interesse da nação, como a manutenção do poder, instrumento que garante
sua sobrevivência nas relações internacionais, e internamente na manutenção de suas
instituições. Para a sobrevivência internacional, uma tática comum é a cooperação, assim
como também produz equilíbrio do poder em escala internacional. A ética quanto ao Estado
dentro do realismo é mínimo, já que a busca pela sobrevivência pode-se ser usado como
argumento para não obedecer acordos ou regras de ética e moralidade, descrevendo assim
um egoísmo excessivo e a própria conservação ou busca por interesses pessoais em
decadência da cooperação possível com outros Estados.

Dentre as correntes no realismo, podemos observar a de Hans Morgenthau, tendo alguns dos
princípios que direcionam a sua forma de lidar com outros Estados, ou seja a política externa.
Ele vê na própria natureza humana um referencial para política, assim Estados assim como
pessoas possuem interesses, dentre eles o poder, que é usado como meio para assim servir os
interesses da nação, e assim como a intenção principal de seres vivos, a própria conservação é
objetivo central.

Na corrente de John Herz, houve a adição, têm com Mortenthau mesmo conceito geral, sendo
que ele admitia o valor da ética e moral nas relações internacionais, e também trazendo o
problema da segurança para discussão, como a corrida armamentista, como o caso da Guerra
Fria, e muitos acontecimentos atuais, quando um Estado adquire e investe em poder
armamentista, e isso gera regionalmente e mundialmente uma reação idêntica por risco de
ameaça gerado, assim o risco mundial de perigo gera tal reforço em segurança.

O liberalismo, tendo como fundamento o pensamento de Kant, também conhecidos como


idealistas (na opinião dos realistas), possuem uma visão positiva da natureza humana,
enxergando o Estado como negativo, porém necessário. As relações entre Estados podem
compor cooperação e paz, para assim produzir um comércio livre, e expandir os direitos
universais do homem. Aqui os sujeitos de relação internacional podem ser vários, um
pensamento assim descrito como pluralista, que se incluem organismos internacionais,
Estados e até empresas cujos limites não se fixam em um só Estado, mas abrindo até para
indivíduos. Sua crença está na visão otimista, em que focam na ausência de guerra, cujo
interesse principal é manter a liberdade comercial.
Em suas características gerais, observam a guerra como uma situação que desfavorável para a
economia e comercial, e o crescimento econômico internacional iria produzir paz e a
cooperação à nível internacional, a interdependência é um conceito central, visando que em
um sistema internacional, a individualidade é impossível ou de difícil sustentação, assim
mostrando a integração produzida pelo efeito global, o começo de uma guerra acaba gerando
um efeitos sistêmico que afeta de forma ampla até Estados distantes. Tal paz democrática
representa uma vontade pública dentro do Estado, já que a paz é uma procura geral. Para
então regular as relações internacionais foi criado o direito internacional, bem como instâncias
supranacionais, assim lidando com a pluralidade de Estados como um gigante organismo
internacional unido, e usar um direito próprio para questões próprias. O uso de princípios
morais universais, que vieram do direito natural, assim protegendo indivíduos através de
direitos inatos, ou seja, que possuam em seu patrimônio jurídico a partir do seu nascimento,
combinando assim com o direito positivo para evitar guerras, através da federação dos
Estados. Assim tal união iria perpetuar a idéia de guerra justa, e a resolução de conflitos
internacionais com a ausência de uso da força, sendo até certo ponto limitada e evitada.

O funcionalismo é uma das vertentes, que tentou produzir conhecimento empírico e


científico, assim podendo estar em mesmo patamar dos realistas, e também poder trazer
privilégios para a cooperação em nível internacional. Demonstrando que a paz é preferível, e a
guerra algo a ser evitado, sendo essa a escolha mais racional. A interdependência