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Aula 05

Administração Pública p/ TCE-PE (Todos os Cargos) Com videoaulas

Professor: Rodrigo Rennó

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Administração Pública p/ TCE-PE
Teoria e exercícios comentados
Prof. Rodrigo Rennó – Aula 05

Aula 5: Governo Eletrônico

Olá pessoal, tudo bem?


Nessa aula, iremos cobrir o seguinte tópico:
 Governo eletrônico; transparência da administração pública;
controle social e cidadania.

Espero que gostem da aula!

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Sumário
Governo Eletrônico. ............................................................................... 3
Relacionamentos existentes com as TICs e a emergência do e-gov .......................... 4
G2C (Government to Citizen/Consumer ou Governo para Cidadão/Cliente) ............. 5
G2B (Government to Business ou Governo para Empresas) .............................. 5
G2G (Government to Government ou Governo para Governo) ........................... 6
Conceito ampliado: o e-governance ........................................................... 7
Princípios e Diretrizes do Governo Eletrônico ................................................ 8
Evolução do e-gov no Brasil ................................................................. 11
CEGE .......................................................................................... 12
Inclusão Digital ............................................................................... 13
Universalização dos Serviços de Telecomunicações ........................................ 13
Certificação Digital ........................................................................... 14
Compras Eletrônicas Governamentais ....................................................... 14
Cartão Magnético ............................................................................. 14
Comércio Eletrônico .......................................................................... 15
Transparência .................................................................................... 15
Transparência no Contexto da LRF .......................................................... 18
Noções sobre Governo Aberto ............................................................... 19
Parceria para Governo Aberto - Open Government Partnership ......................... 20
Portal da Transparência ....................................................................... 23
Resumo ........................................................................................... 25
Questões Comentadas ........................................................................... 33
Lista de Questões Trabalhadas na Aula. ........................................................ 43
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Gabaritos. ........................................................................................ 47
Bibliografia ...................................................................................... 47

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Governo Eletrônico.

A evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC),


como a internet, as redes de computadores, as comunicações via satélite e
celular, criaram um ambiente propício para o desenvolvimento da
Sociedade do Conhecimento1.
Estas novas tecnologias estão possibilitando uma atuação do Estado
mais presente na vida do cidadão, com o aprimoramento de vários serviços
públicos.
Neste contexto, o governo eletrônico é a forma pela qual os
governos, de acordo com a ONU2, podem usar a internet e a Web para
disponibilizar informação e serviços aos cidadãos. Já para a OCDE3,
o governo eletrônico é definido como o uso das TIC, em particular a
internet, como ferramenta para levar a um melhor governo.
Já para Diniz4, a ideia de governo eletrônico está ligada a duas
dimensões: uma relacionada à modernização da administração pública
por meio da utilização destas tecnologias de informação e
comunicação (TIC) e na melhoria dos processos administrativos; a outra
dimensão seria ligada ao uso da internet para a prestação de serviços
públicos eletrônicos.
De acordo com o site GOV.BR5,
“A rede mundial tornou-se um desafio para as
empresas, instituições e organismos do governo em
todo o mundo e não há como escapar desse
processo de transformação da sociedade. Para
todos aqueles que tiverem meios de acesso, as
informações são diversas, públicas e gratuitas e,
para os que não têm, o Estado assume um papel
muito importante, voltado para a
democratização do acesso à rede e a
prestação eficiente de seus serviços aos
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cidadãos, usando as tecnologias de


informação e comunicação (TIC's)”.
Assim, o governo eletrônico, ou governança eletrônica, é uma
ferramenta essencial para que o Estado possa aumentar a transparência de

1
(Braga, Alves, Figueiredo, & Santos, 2008)
2
(ONU, 2002) apud (Braga, Alves, Figueiredo, & Santos, 2008)
3
(OCDE, 2003) apud (Braga, Alves, Figueiredo, & Santos, 2008)
4
(Diniz, Barbosa, Junqueira, & Prado, 2009)
5
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/principios

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seus atos e programas para a sociedade ao mesmo tempo em que aumenta


sua eficiência e eficácia.
Portanto, podemos pensar tanto no governo eletrônico como uma
forma de modernizar a própria gestão da máquina pública, quanto em uma
forma mais moderna e eficiente de prestar serviços públicos aos seus
cidadãos.
O governo eletrônico se insere, portanto, dentro deste panorama da
utilização da internet e das tecnologias de comunicação por todos os
agentes da sociedade para trocar informação, vender, comprar, prestar
serviços, etc.

Fique atento!
Uma “pegadinha” comum das bancas é dizer que o Governo Eletrônico
engloba somente as tecnologias da informação ou a Internet. O E-gov
abrange também as tecnologias de comunicação, como o rádio e a
televisão, por exemplo.

No caso brasileiro, a adoção do governo eletrônico implica em uma


postura mais moderna do Estado perante seus cidadãos e está associado a
emergência de temas como o controle social e a maior transparência, bem
como a accountability.

Relacionamentos existentes com as TICs e a emergência do e-gov

Dentre os tipos de relacionamento de negócios privados que são


encontrados na internet, Nunes e Vendrametto citam6:
 B2C (Business to Consumer ou Negócios-Consumidores) – é o
meio mais conhecido, em que empresas atendem diretamente
ao consumidor final. Neste caso, estão incluídas todas as lojas
virtuais e portais institucionais de empresas. Quando
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compramos algum produto em um site (como a


“americanas.com.br”, por exemplo) estamos nos utilizando
deste tipo;
 B2B (Business to Business ou Negócio a Negócio) – neste caso,
o que ocorre é a troca de informação ou compra e venda de
produtos entre empresas. Portanto, é o uso da internet por
empresas, para que estas tenham maior facilidade para
negociar entre si. Assim, só participam pessoas jurídicas;

6
(Nunes & Vendrametto, 2009)

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Com a disseminação da utilização da internet para o atendimento das


demandas de empresas e clientes, o governo se viu cada vez mais cobrado
pela população para que passasse a utilizar estas ferramentas.
Estas iniciativas, também chamadas de e-gov, ou e-government
podem ser desdobradas nestes relacionamentos7:

G2C (Government to Citizen/Consumer ou Governo para Cidadão/Cliente)

Abrange a utilização da internet e das TIC para o governo atender


diretamente aos cidadãos e melhorar a qualidade de seus serviços
públicos.
Dentre as iniciativas mais conhecidas, podemos citar a utilização das
urnas eletrônicas nas eleições (que reduziu enormemente as filas e o tempo
de apuração dos resultados) e o recebimento das declarações de imposto
de renda pela internet (que possibilita o preenchimento e a entrega dos
dados pelo contribuinte no conforto de seu lar).

G2B (Government to Business ou Governo para Empresas)

É o relacionamento do governo com as empresas, através da


utilização da internet e das TIC. O governo busca com estas iniciativas tanto
uma melhoria no tempo e nos custos de suas aquisições, bem como o
incentivo a determinados negócios e um melhor acesso de pequenos
negócios a estas oportunidades de negócios que as compras do governo
possibilitam.
De acordo com Zimath8:
“As iniciativas voltadas para o setor empresarial, o
G2B, surgem para atender uma demanda das
organizações atualmente
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munidas de
computadores, sistemas de informações gerenciais,
aplicações em comércio eletrônico, intranet,
extranet. O e-gov permite o “diálogo” digital entre
empresas e governo, reduzindo custos,
promovendo o desenvolvimento de
determinados segmentos e regiões e
viabilizando negócios. ”

7
(Nunes & Vendrametto, 2009)
8
(Zimath, 2003) apud (Nunes & Vendrametto, 2009)

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Dentre as experiências de sucesso nesta área podemos citar o portal


Comprasnet, que proporciona uma visão global de todas as compras
efetuadas pelo governo federal9. Os fornecedores têm acesso aos editais e
podem participar dos pregões eletrônicos. Já os gestores têm acesso aos
preços e catálogos de materiais de modo mais fácil e rápido.

G2G (Government to Government ou Governo para Governo)

O governo federal também se relaciona com outros entes federados


através das TIC. Quando os estados utilizam o portal do CAUC, Cadastro
Único de Convênios, para checar se existem pendências com a União estão
fazendo uso deste tipo de relacionamento.
Desta forma, a internet e as TIC serão cada vez mais utilizadas para
que os governos possam trocar informação e se relacionar.

G2B -
Governo para
Empresas
G2C - G2G -
Governo para Governo para
Cidadãos Governos

E-gov

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Figura 1 - Relacionamentos do e-gov

De acordo com Paludo10, as ações do governo eletrônico visam:


 Permitir maior participação do cidadão, com vistas ao
fortalecimento da cidadania;
 Oferecer serviços diversos diretamente pela internet;
 Fornecer uma enorme e variada quantidade de informações de
interesse da sociedade;

9
(Nunes & Vendrametto, 2009)
10
(Paludo, 2013)

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 Desburocratizar, facilitar e expandir as formas de comunicação


com os cidadãos, a sociedade em geral, órgãos públicos e
governos, com vistas a melhorar a governança;
 Aumentar a eficiência administrativa, com redução simultânea
de custos;
 Melhorar a eficácia e os resultados da gestão pública;
 Aumentar a transparência das ações governamentais;
 Promover o accountability governamental.
Cabe lembrar que não é só o governo federal que está envolvido nas
ações de governo eletrônico. Os estados e municípios também estão
atuando fortemente nesta área e buscando ampliar seus serviços
eletrônicos.

Conceito ampliado: o e-governance

Atualmente, muitos já pensam o conceito de governo eletrônico, e-


gov, como ainda mais abrangente: de governança eletrônica. A
governança pode ser definida como a capacidade do Estado de formular
e implementar as políticas públicas, além da articulação dos interesses dos
cidadãos e o exercício dos seus deveres e direitos.
Para a Unesco11,
“A e-governança pode ser entendida como a
performance desta governança por meio eletrônico
de modo a facilitar um processo de disseminação
das informações ao público e outros órgãos de
maneira eficiente, rápida e transparente, além
de desenvolver as atividades administrativas
do governo”.
De acordo com a própria Unesco, a e-governança pode ter os
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seguintes campos de aplicação:

Campo de Atuação Descrição

Administração eletrônica Refere-se a melhoria dos processos


governamentais e do funcionamento
(e-administration)
interno do setor público com as novas

11
Fonte: http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-
URL_ID=4404&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

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tecnologias de informação e
comunicação.

Serviços eletrônicos Refere-se a melhoria na prestação de


serviços à população. Alguns exemplos
(e-services)
seriam: requisição de documentos
públicos, pedidos de certidões, emissão
de permissões e licenças.

Democracia eletrônica Envolve uma participação maior e mais


ativa dos cidadãos no processo decisório
(e-democracy)
do Estado através das novas tecnologias.

Princípios e Diretrizes do Governo Eletrônico

O Governo Eletrônico deve seguir, no Brasil, um conjunto de


diretrizes que atuam nas seguintes frentes fundamentais12:

1. Junto ao cidadão;
2. Na melhoria da sua própria gestão interna;
3. Na integração com parceiros e fornecedores.

Estas diretrizes gerais de implantação e operação do Governo


Eletrônico funcionam no âmbito dos Comitês Técnicos de Governo
Eletrônico e servem de referência para estruturar as estratégias de
intervenção, sendo adotadas como orientações para todas as ações de
governo eletrônico, gestão do conhecimento e gestão da TI em toda a
Administração Pública Federal.
De acordo com o site GOV.BR, as diretrizes são13:
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1 - A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania

A política de governo eletrônico do governo brasileiro abandona a


visão que vinha sendo adotada, que apresentava o cidadão-usuário antes

12
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/principios
13
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/principios

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de mais nada como “cliente” dos serviços públicos, em uma perspectiva de


provisão de inspiração neoliberal.
O deslocamento não é somente semântico. Significa que o governo
eletrônico tem como referência os direitos coletivos e uma visão de
cidadania que não se restringe à somatória dos direitos dos
indivíduos. Assim, forçosamente incorpora a promoção da participação
e do controle social e a indissociabilidade entre a prestação de serviços
e sua afirmação como direito dos indivíduos e da sociedade.
Essa visão, evidentemente, não abandona a preocupação em atender
as necessidades e demandas dos cidadãos individualmente, mas a vincula
aos princípios da universalidade, da igualdade perante a lei e da equidade
na oferta de serviços e informações.

2 - A Inclusão Digital é indissociável do Governo Eletrônico

A Inclusão digital deve ser tratada como um elemento constituinte da


política de governo eletrônico, para que esta possa configurar-se como
política universal. Esta visão funda-se no entendimento da inclusão digital
como direito de cidadania e, portanto, objeto de políticas públicas para
sua promoção.
Entretanto, a articulação à política de governo eletrônico não pode
levar a uma visão instrumental da inclusão digital. Esta deve ser vista como
estratégia para construção e afirmação de novos direitos e consolidação de
outros pela facilitação de acesso a eles. Não se trata, portanto, de contar
com iniciativas de inclusão digital somente como recurso para ampliar a
base de usuários (e, portanto, justificar os investimentos em governo
eletrônico), nem reduzida a elemento de aumento da empregabilidade de
indivíduos ou de formação de consumidores para novos tipos ou canais de
distribuição de bens e serviços.

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3 - O Software Livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo


Eletrônico

O software livre deve ser entendido como opção tecnológica


do governo federal. Onde possível, deve ser promovida sua utilização.
Para tanto, deve-se priorizar soluções, programas e serviços baseados em
software livre que promovam a otimização de recursos e investimentos em
tecnologia da informação.
Entretanto, a opção pelo software livre não pode ser entendida
somente como motivada por aspectos econômicos, mas pelas
possibilidades que abre no campo da produção e circulação de
conhecimento, no acesso a novas tecnologias e no estímulo ao

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desenvolvimento de software em ambientes colaborativos e ao


desenvolvimento de software nacional.
A escolha do software livre como opção prioritária onde cabível,
encontra suporte também na preocupação em garantir ao cidadão o direito
de acesso aos serviços públicos sem obrigá-lo a usar plataformas
específicas.

4 - A gestão do conhecimento é um instrumento estratégico de articulação e gestão


das políticas públicas do Governo Eletrônico

A Gestão do Conhecimento é compreendida, no âmbito das políticas


de governo eletrônico, como um conjunto de processos
sistematizados, articulados e intencionais, capazes de assegurar a
habilidade de criar, coletar, organizar, transferir e compartilhar
conhecimentos estratégicos que podem servir para a tomada de
decisões, para a gestão de políticas públicas e para inclusão do cidadão
como produtor de conhecimento coletivo.

5 - O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos

O governo eletrônico não deve significar aumento dos dispêndios do


governo federal na prestação de serviços e em tecnologia da informação.
Ainda que seus benefícios não possam ficar restritos a este aspecto, é
inegável que deve produzir redução de custos unitários e
racionalização do uso de recursos.
Grande parte das iniciativas de governo eletrônico pode ser realizada
através do compartilhamento de recursos entre órgãos públicos. Este
compartilhamento pode se dar tanto no desenvolvimento quanto na
operação de soluções, inclusive através do compartilhamento de
equipamentos e recursos humanos. Deve merecer destaque especial o
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desenvolvimento compartilhado em ambiente colaborativo, envolvendo


múltiplas organizações.

6 - O Governo Eletrônico deve contar com um arcabouço integrado de políticas,


sistemas, padrões e normas

O sucesso da política de governo eletrônico depende da definição e


publicação de políticas, padrões, normas e métodos para sustentar as ações
de implantação e operação do Governo Eletrônico que cubram uma série
de fatores críticos para o sucesso das iniciativas.

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7 - Integração das ações de Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros
poderes

A implantação do governo eletrônico não pode ser vista como um


conjunto de iniciativas de diferentes atores governamentais que podem
manter-se isoladas entre si. Pela própria natureza do governo eletrônico,
este não pode prescindir da integração de ações e de informações.
A natureza federativa do Estado brasileiro e a divisão dos Poderes
não pode significar obstáculo para a integração das ações de governo
eletrônico. Cabe ao Governo Federal um papel de destaque nesse processo,
garantindo um conjunto de políticas, padrões e iniciativas que garantam a
integração das ações dos vários níveis de governo e dos três Poderes.

Evolução do e-gov no Brasil

A evolução da utilização das tecnologias de Informação e


Comunicação (TIC) no Brasil seguiu as seguintes etapas14:

Etapa Descrição

Pioneirismo As primeiras aplicações de TIC consistiam em


máquinas eletromecânicas que tabulavam dados
(Anos 1950 até meados dos anos e eram usados para calcular folhas de pagamento
1960) e para cálculos contábeis.

Centralização Nesta época, foram criadas as primeiras


empresas estatais dedicadas a TI, como o Serpro.
(Meados dos 1960 até os 1970) Novos serviços foram criados, como os cadastros
de contribuintes, cadastros sociais (PIS/PASEP),
controles de imposto de renda, etc.

Terceirização (anos 1980) Com a crise fiscal dos anos 80, os centros de
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dados perderam recursos e pessoal capacitado,


com perda tecnológica crescente. Com isso,
muitos serviços foram terceirizados pelo Estado.
O foco das empresas estatais nesse momento
esteve no fortalecimento dos sistemas de
administração governamentais, buscando a
integração dos órgãos do governo. Como exemplo
dos sistemas criados nessa época temos o SIAFI
e o RENAVAM.

14
(Reinhard & Dias, 2005)

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Governo eletrônico (a partir Três fatores foram importantes para as mudanças


dos anos 1990) no setor de TIC no Brasil e no mundo:
 O aparecimento dos PCs, computadores
pessoais;
 Popularização da Internet;
 Privatização do setor de
telecomunicações, que reduziu os
preços e facilitou o acesso aos serviços;
Como exemplos de serviços que apareceram
nessa época, temos o portal ComprasNet, o
recebimento eletrônico das declarações de IR pela
Receita Federal, bem como o Sistema de
Pagamentos Brasileiro.

CEGE

O governo brasileiro vem praticando uma política de incentivo à


utilização da internet como maneira de melhor atender aos cidadãos em
empresas, além de melhorar a governança pública, ou seja, a gestão dos
recursos públicos para poder atender aos desejos e necessidades da
sociedade.
A coordenação destas ações no governo brasileiro é função do
Comitê Executivo de Governo Eletrônico – CEGE. Este comitê elegeu
como princípios de sua atuação15:
 a promoção da cidadania como prioridade;
 a indissociabilidade entre inclusão digital e o governo eletrônico;
 a utilização do software livre como recurso estratégico;
 a gestão do conhecimento como instrumento estratégico de
articulação e gestão das políticas públicas;
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 a racionalização dos recursos; a adoção de políticas, normas e


padrões comuns;
 a integração com outros níveis de governo e demais poderes.
De acordo com Pinto e Fernandes16, a implementação do programa
do governo eletrônico abrange um conjunto de projetos e ações:
“Em primeiro lugar, os projetos voltados para a
oferta de serviços e informações ao cidadão
em meio eletrônico, particularmente por meio de

15
(CEGE, 2004) apud (Nunes & Vendrametto, 2009)
16
(Pinto & Fernandes, 2005)

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sítios na Internet. A criação e desenvolvimento de


portais integradores de serviços e informações tem
sido a principal iniciativa. Em segundo lugar, a
expansão e melhoria da infraestrutura de
redes de comunicação, destacando-se a
constituição da denominada Infovia Brasil, que será
uma rede de alto desempenho para uso exclusivo
da administração pública federal9. Em terceiro
lugar, a convergência e integração entre os
sistemas e bases de dados. Avanço relevante
nesse sentido foi a definição inicial dos padrões de
interoperabilidade para sistemas e equipamentos
de informática que deverão orientar a estratégia de
integração10. Finalmente, a construção do marco
legal e normativo para as transações
eletrônicas tem sido prioridade que afeta não
somente o desenvolvimento dos serviços do
Governo ao cidadão, como também toda a vasta
gama de atividades no âmbito do comércio
eletrônico. ”
Assim, estes projetos englobam diversas iniciativas que buscam
fortalecer o governo eletrônico. Estas iniciativas transversais são
fundamentais para criar uma infraestrutura para que o governo eletrônico
seja eficaz e eficiente17:

Inclusão Digital

Abrange iniciativas de cunho social, de forma a possibilitar que


pessoas mais necessitadas não fiquem alijadas dos conhecimentos e
instrumentos necessários para que participem da internet e do governo
eletrônico.
Uma das ações inseridas neste contexto é a ampliação dos
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telecentros, bem como o fornecimento de acesso em locais remotos e a um


preço mais acessível para a população mais carente.

Universalização dos Serviços de Telecomunicações

Fundamental para que a iniciativa anterior funcione, esta


universalização deve proporcionar acesso aos serviços de telecomunicações

17
(Pinto & Fernandes, 2005)

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em todo o território nacional e engloba a telefonia e as redes de dados


digitais.
Dentre as ações que são inseridas neste contexto, temos: a
informatização das bibliotecas, de redes de ensino, de instituições de saúde
e ampliação da oferta de conectividade à internet18.

Certificação Digital

A certificação digital busca, através da disseminação das chaves


públicas de segurança, garantir o sigilo e a segurança nas informações,
pagamentos e transações online. Estas chaves públicas de segurança são
fundamentais para que o governo eletrônico possa funcionar, pois garante
a integridade das informações e que somente as pessoas e empresas
autorizadas tenham acesso aos seus próprios dados fiscais e cadastrais.

Compras Eletrônicas Governamentais

Envolve a disponibilização de informações sobre as compras


governamentais e a modalidade de compra conhecida como pregão
eletrônico. Esta modalidade aumenta a transparência sobre as aquisições
do governo, bem como busca aumentar a competição entre os licitantes e
reduzir o custo total para o Estado.
O portal utilizado no momento pelo governo federal é o
www.comprasnet.gov.br.

Cartão Magnético
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O pagamento de auxílios como o Bolsa-família, entre outros, através


de cartões magnéticos possibilita uma redução de custos e o aumento do
controle sobre estes programas19. Por meio da utilização destes cartões, o
governo pode ter um controle mais eficaz do funcionamento do programa
e dos dados destes beneficiários.

18
(Pinto & Fernandes, 2005)
19
(Pinto & Fernandes, 2005)

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Comércio Eletrônico

Existem diversas iniciativas que estão inseridas neste contexto. A


definição dos marcos legais que regulam o comércio eletrônico é uma delas.
Outra ação é a inclusão digital de micro e pequenas empresas.
De certa forma, busca-se criar o arcabouço jurídico que dê segurança
a todas as partes que operam no comércio eletrônico, além de criar
condições que possibilitem às pequenas empresas participar deste
processo.

Transparência

Cada vez mais, a transparência nas ações governamentais é vista


como elemento necessário para que o país possa reduzir as suas
desigualdades, aumentar sua eficiência e atingir o seu pleno
desenvolvimento.
De acordo com Matias-Pereira20,
“A transparência do Estado se efetiva por meio do
acesso do cidadão à informação governamental, o
que torna mais democrática as relações entre o
Estado e sociedade civil. ”
De acordo com Vieira21, “A promoção da transparência e do acesso à
informação é considerada medida indispensável para o fortalecimento da
democracia, uma vez que possibilita que o poder público seja exercido de
forma aberta e às vistas dos cidadãos, os quais podem, então, acompanhar,
avaliar e controlar a gestão do interesse público”.
Assim, ser transparente é dar acesso para a sociedade de todos
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os atos e decisões públicas. É informar à sociedade e deixar disponíveis


dados e informações que possibilitem uma análise e eventual crítica da
atuação do Estado.
Mais informado, o cidadão poderá avaliar melhor as políticas públicas,
os diversos governantes e fazer melhores escolhas quando for votar. Assim,
somente quando o cidadão conhece as ações governamentais, seus

20
(Matias-Pereira, Os efeitos da crise política e ética sobre as instituições e a economia no
Brasil 2006)
21
(Vieira 2012)

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motivos e possibilidades, ele conseguirá cobrar comportamentos e


decisões dos seus governantes de modo mais efetivo.
De acordo com Torres22, a transparência e a disponibilização da
informação no setor público consagram, entre outros, dois grandes
objetivos: atacar o importante problema da corrupção e propiciar o
aperfeiçoamento constante das ações estatais.
Uma das iniciativas mais interessantes nessa área é o Portal da
Transparência do governo federal, que é uma iniciativa da CGU
(atualmente, o Ministério da Transparência, Controle e Fiscalização) que
busca dar transparência aos gastos do Poder Executivo federal.
Infelizmente, ainda temos muito a avançar neste ponto em nosso
país. Nosso Estado ainda é pouco transparente. Muitas ações são pouco
divulgadas e as decisões são tomadas sem uma clareza de quais foram os
objetivos e alternativas disponíveis.
De acordo com Oliveira23,
“Há dois grandes desafios a serem superados para
se obter uma divulgação das informações públicas
adequada ao controle social: a falta de vontade
política e a falta de conhecimento técnico
sobre como organizar as informações”.
A falta de vontade política existe em muitos órgãos, pois muitas
lideranças desejam utilizar a máquina pública para objetivos
patrimonialistas, clientelistas e fisiologistas. Para isso, quanto menos
informação a sociedade tiver, melhor será para eles.
Entretanto, existe também um desconhecimento geral também por
parte dos servidores públicos de quais são as informações que devem ser
disponibilizadas e em qual formato elas devem ficar à disposição do público.
Isso é importante, porque não adianta simplesmente “jogar” os dados
em um site de qualquer jeito. Isso não é ser transparente. As informações
devem estar disponíveis em uma linguagem comum, de entendimento
fácil para o público em geral. 87100380430

Outro fator importante é o seguinte: os dados devem estar


disponíveis de forma que cada cidadão possa trabalhar com eles, possa
fazer suas próprias análises.
Assim, não devem vir pré-formatados por critérios pouco claros. O
objetivo aqui é evitar que os dados sejam manipulados e distorcidos pelo
governo de plantão, em busca de acobertar seus erros ou propagandear
seus resultados positivos.

22
(Torres 2004)
23
(Oliveira 2012)

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Portanto, os cidadãos não têm somente o direito de receber um


relatório, um documento já trabalhado pelo governo, mas sim à
informação primária: os dados “brutos”, como planilhas, vídeos, áudios,
gráficos e demais informações, desde que estes que não estejam
protegidos por sigilo ou envolvam dados pessoais.
Deste modo, uma maior profissionalização dos servidores e da
máquina estatal é fundamental para que tenhamos uma maior
transparência do Estado perante seus cidadãos.
Alguns órgãos ainda estão com déficit de profissionais capacitados
para atender à demanda atual de informação dos cidadãos, quanto mais
para atender ao crescimento esperado da demanda por informações no
futuro.
Esse é um desafio que deve ser vencido pelas próximas
administrações no Brasil para que o Estado esteja pronto para ser
efetivamente transparente.
A própria sociedade deve aprender a solicitar informações ao Estado.
De nada adianta o direito de acesso às informações, se as pessoas não
sabem utilizar as ferramentas, nem sabem quais informações devem pedir.
Para que este movimento de ampliação da transparência possa
acontecer, a Tecnologia da Informação e o que se conceituou de governo
eletrônico são aspectos fundamentais.

Envolve dar acesso para a sociedade


de todos os atos e decisões públicas
Transparência Está associada ao conceito de
Accountability
Possibilita o Controle Social
87100380430

Entretanto, uma coisa deve ficar clara: o aspecto mais importante


para sabermos se estamos ou não sendo transparentes não é o
tecnológico!
Não basta usarmos as tecnologias de informação mais avançadas se
não utilizamos uma linguagem simples, se não estamos abertos a uma
interação maior com o usuário e não utilizamos essas ferramentas
como subsídio para aprimorar a gestão.
A dimensão político-institucional é mais importante do que a
dimensão tecnológica para que um governo seja transparente.

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Transparência no Contexto da LRF

Com a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, a


transparência no Brasil ganhou um grande impulso. Esta lei veio exigir dos
governos diversos instrumentos de transparência atualmente consagrados,
como o Relatório de Gestão Fiscal - RGF e o Relatório Resumido de
Execução Orçamentária - RREO.
De acordo com Paludo24, a LRF foi um divisor de águas na história das
finanças em termos de transparência das contas públicas no Brasil.
Desde então, os diversos governos têm aprimorado seus
instrumentos de transparência, de forma a cumprir com a LRF. Estes
instrumentos têm possibilitado uma tomada de consciência que antes não
se via do estado das contas governamentais e das prioridades e qualidades
das diferentes gestões públicas.
Assim, a democracia participativa passa a se tornar realidade, pois
somente com instrumentos que facilitem a participação dos cidadãos o
controle da sociedade sobre o Estado pode ocorrer.
Abaixo, podemos ver os artigos 48, 48-A e 49 da LRF, que detalham
os instrumentos de transparência da lei:

Da Transparência da Gestão Fiscal


“Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será
dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público:
os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de
contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução
Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas
desses documentos.
Parágrafo único. A transparência será assegurada também mediante:
I – incentivo à participação popular e realização de audiências
públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos,
87100380430

lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;


II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em
tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução
orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público;
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle,
que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder
Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.

24
(Paludo 2010)

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Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do parágrafo único do art.
48, os entes da Federação disponibilizarão a qualquer pessoa física ou
jurídica o acesso a informações referentes a:
I – quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no
decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a
disponibilização mínima dos dados referentes ao número do
correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à
pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso,
ao procedimento licitatório realizado;
II – quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das
unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários.
Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo
ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder
Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para
consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.
Parágrafo único. A prestação de contas da União conterá demonstrativos
do Tesouro Nacional e das agências financeiras oficiais de fomento, incluído
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, especificando os
empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriundos dos
orçamentos fiscal e da seguridade social e, no caso das agências
financeiras, avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades
no exercício. ”25

Noções sobre Governo Aberto

Atualmente, estamos presenciando o crescimento de um novo


paradigma no setor público: o aparecimento e crescimento da noção de
Governo Aberto, um movimento criado para tornar os governos mais
efetivos, transparentes e responsivos aos desejos e necessidades dos seus
87100380430

cidadãos.
O conceito de Governo Aberto reflete uma mudança de cultura
organizacional no setor público. De um governo que dialoga pouco com
seus cidadãos, devemos ir ao encontro de um governo mais aberto
ao diálogo, mais transparente em suas ações e mais aberto ao
aprendizado com a experiência de outros governos.
Um governo que busca aplicar o conceito de Governo Aberto em sua
gestão deve imprimir em seus projetos, ações e programas uma maior
transparência, deve prestar contas de suas ações, deve envolver seus
cidadãos e usuários da definição de suas políticas públicas e deve buscar a

25
Lei Complementar n° 101/2000

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inovação sempre que possível, ou seja, deve utilizar todos os novos


recursos tecnológicos disponíveis26.
O governo brasileiro sido um dos pioneiros na adoção dos princípios
do Governo Aberto. Em parceria com diversos outros países, foi um dos
criadores da “Parceria para Governo Aberto” ou “Open Government
Partnership”.

Parceria para Governo Aberto - Open Government Partnership

A Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership, em


inglês) foi lançada em 2011 e é uma iniciativa multilateral internacional,
que hoje conta com a participação de 65 países, e tem o objetivo de tornar
os governos mais abertos, efetivos e responsáveis por meio da construção
de compromissos concretos que promovam a transparência, a luta contra
a corrupção, a participação social e o fomento ao desenvolvimento de novas
tecnologias27.
A parceria foi criada por oito governos considerados “fundadores”:
Brasil, Indonésia, Filipinas, México, Noruega, África do Sul, Inglaterra e
Estados Unidos. Os quatro princípios do governo aberto, segundo a Open
Government Partnership (OGP) são os seguintes28:
 Transparência - As informações sobre as atividades de
governo são abertas, compreensíveis, tempestivas, livremente
acessíveis e atendem ao padrão básico de dados abertos.
 Prestação de Contas e Responsabilização
(Accountability) - Existem regras e mecanismos que
estabelecem como os atores justificam suas ações, atuam
sobre críticas e exigências e aceitam as responsabilidades que
lhes são incumbidas.
 Participação Cidadã - O governo procura mobilizar a
87100380430

sociedade para debater, colaborar e propor contribuições que


levam a um governo mais efetivo e responsivo.
 Tecnologia e Inovação - O governo reconhece a importância
das novas tecnologias no fomento à inovação, provendo acesso
à tecnologia e ampliando a capacidade da sociedade de utilizá-
la.

26
Fonte: http://www.governoaberto.cgu.gov.br/a-ogp/o-que-e-governo-aberto
27
Fonte: http://www.opengovpartnership.org/
28
Fonte: http://www.governoaberto.cgu.gov.br/a-ogp/o-que-e-governo-aberto

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Segundo a Declaração de Governo Aberto da OGP, para um governo


ser considerado aberto, ele deve buscar alcançar quatro objetivos29:

Aumentar a
disponibilidade de
Apoiar a participação
informações sobre
social
atividades
governamentais

Implementar os Ampliar o acesso a


padrões mais altos de novas tecnologias para
integridade profissional fins de abertura e
na Administração prestação de contas

Figura 2 - Objetivos de um Governo Aberto de acordo com a OGP

Para que um país possa participar da OGP, deve demonstrar cumprir


alguns requisitos mínimos, como: transparência fiscal, acesso à
informação, disponibilização dos dados bens e renda dos agentes públicos
e a participação cidadã30.
Assim, os requisitos mínimos para a participação de um governo
como membro da OGP estão descritos abaixo:

Requisitos Mínimos Descrição

Transparência Fiscal Publicação rotineira e consistente


dos dados orçamentários

Deve haver uma lei de acesso à


Acesso à Informação informação que garanta o direito
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do cidadão aos dados e


informações que são essenciais
ao governo aberto.

Divulgação de declarações Regras que demandam a


patrimoniais por autoridades disponibilização dos dados de
renda e patrimônio dos agentes

29
Fonte: http://www.governoaberto.cgu.gov.br/a-ogp/o-que-e-governo-aberto
30
Fonte:
http://www.opengovpartnership.org/sites/default/files/attachments/leaflet_web.pdf

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políticos eleitos e agentes


públicos.

Para que o Governo Aberto exista


são necessárias liberdades civis e
uma abertura para a participação
Participação cidadã social e engajamento dos
cidadãos na definição das
políticas públicas e ações
governamentais.

Dentro do governo brasileiro, a CGU (Controladoria-Geral da União)


foi o órgão responsável por liderar a inserção do Brasil na Parceria para
Governo Aberto (OGP). Para isso, entrou em articulação com diversos
órgãos públicos e com a sociedade civil para construir os Planos de Ação
Brasileiros.
Já estamos no segundo plano de ação. Dentre algumas ações do
nosso governo para desenvolver o Governo Aberto, temos algumas muito
importantes31:

Iniciativas do Descrição
Governo Aberto

Criação de um banco de dados que contenha


um preço de referência dos produtos mais
comprados pelo Governo Federal, a partir dos
dados publicados no portal da transparência,
Banco de Preço possibilitando a identificação de preços médios
da Administração dos produtos, constituindo estratégia eficiente
Pública Federal para a elaboração de orçamentos e licitações,
para a disseminação de melhores práticas nas
compras públicas, bem como para o apoio às
ações de combate à corrupção, nas
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circunstâncias em que se verifique a existência


de aquisições com sobre preço.

O objetivo é implantar uma infraestrutura de


Projeto Cidades conexão à internet em municípios, interligando
Digitais órgãos públicos. A proposta ainda buscará
fomentar o uso de ferramentas de governo
eletrônico na gestão pública municipal, além
de viabilizar a formação de uma rede digital

31
Fonte: http://www.governoaberto.cgu.gov.br/no-brasil/planos-de-acao-1/2o-plano-de-
acao-brasileiro

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aberta voltada para a troca de experiências e


de conteúdo.

Adequação dos dados educacionais já


disponibilizados pelo MEC ao formato de dados
Dados abertos, de modo aderente aos princípios de
Educacionais dados abertos e à Infraestrutura Nacional de
Abertos Dados Abertos, INDA, possibilitando a
ampliação do acesso pelo cidadão, inclusive
com disponibilização de consultas com filtros e
com o acesso a formatos que permitam
tratamento amigável.

Realizar a abertura dos dados da Lei


Orçamentária Anual (LOA), da execução
Abertura dos orçamentária e das informações sobre
dados da compras governamentais seguindo os
execução do princípios dos dados abertos. Também serão
orçamento da abertos dados do Sistema Integrado de
União e das Administração de Serviços Gerais (SIASG). O
compras objetivo é disponibilizar plataformas para que
governamentais os cidadãos tenham acesso às informações
atualizadas sobre a execução orçamentária e
a respeito de compras, licitações, atas de
registro de preços e outros dados do processo
de compras do Governo federal.

Consiste na implantação de um sistema


eletrônico, por meio do qual a Anvisa pretende
tornar o processo de Consultas Públicas mais
Sistema acessível ao usuário, ágil e transparente, com
Eletrônico para destaque para o FormSUS, que possibilitará o
Consultas acompanhamento das contribuições em tempo
Públicas real pelo público interessado. O principal
objetivo do projeto é o de garantir maior
87100380430

transparência das contribuições recebidas e


estimular a participação social nas Consultas
Públicas da Anvisa.

Portal da Transparência

O Portal da Transparência do Governo Federal foi lançado em 2004


e é responsabilidade da Controladoria-Geral da União (CGU), que recebe
os dados de diversos órgãos do governo, como a Secretaria do Tesouro
Nacional e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e
disponibiliza em seu portal.

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Esta é uma das iniciativas mais interessantes por parte do Estado


para suprir o cidadão com informações relevantes sobre a atuação
governamental
Dentro do portal da transparência federal, podemos encontrar32:

 Informações sobre Transferências de Recursos, para estados,


municípios, pessoas jurídicas, e feitas ao exterior, ou diretamente a
pessoas físicas;
 Informações sobre gastos diretos do Governo Federal, como:
contratação de obras, serviços e compras governamentais, além das
diárias pagas e os gastos feitos em cartões de pagamento do Governo
Federal;
 Informações diárias sobre a execução orçamentária e financeira;
 Informações sobre receitas previstas, lançadas e realizadas;
 Informações sobre Convênios;
 Informações sobre a lista de Empresas Sancionadas pelos órgãos e
entidades da Administração Pública das diversas esferas federativas;
 Informações sobre cargo, função e situação funcional dos
servidores e agentes públicos do Poder Executivo Federal.
 Informações sobre transparência no governo – relação dos órgãos e
entidades do Governo Federal que possuem páginas de transparência
pública próprias;
 Informações sobre participação e controle social;
 Informações sobre projetos e ações no âmbito do Poder
Executivo Federal, que são divulgadas pelos órgãos em suas
respectivas páginas eletrônicas – Rede de Transparência;
 Páginas de Transparência de Estados e Municípios - dados de
cada ente federativo, sobre transferências de recursos recebidas do
governo federal e cadastro de convênios, extraídos do Portal da
Transparência.
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Atualmente, os entes subnacionais (estados) já possuem seus portais


da transparência (como o portal paulista, acessível em
http://www.transparencia.sp.gov.br/).

32
Fonte: http://www.portaltransparencia.gov.br/sobre/OQueEncontra.asp

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Resumo

Governo Eletrônico

O governo eletrônico é a forma pela qual os governos, de acordo com a ONU, podem usar a
internet e a Web para disponibilizar informação e serviços aos cidadãos.
Já para a OCDE, o governo eletrônico é definido como o uso das TIC, em particular a internet,
como ferramenta para levar a um melhor governo.
Para Diniz, a ideia de governo eletrônico está ligada a duas dimensões: uma relacionada à
modernização da administração pública por meio da utilização destas tecnologias de
informação e comunicação (TIC) e na melhoria dos processos administrativos; a outra
dimensão seria ligada ao uso da internet para a prestação de serviços públicos eletrônicos.
No caso brasileiro, a adoção do governo eletrônico implica em uma postura mais moderna do
Estado perante seus cidadãos e está associado a emergência de temas como o controle social
e a maior transparência, bem como a accountability.

Relacionamentos existentes com as TICs e a emergência do e-gov

Dentre os tipos de relacionamento de negócios privados que são encontrados na internet,


Nunes e Vendrametto citam:
 B2C (Business to Consumer ou Negócios-Consumidores) é o meio mais conhecido, em
que empresas atendem diretamente ao consumidor final. Neste caso, estão incluídas
todas as lojas virtuais e portais institucionais de empresas. Quando compramos algum

deste tipo;
 B2B (Business to Business ou Negócio a Negócio) neste caso, o que ocorre é a troca de
informação ou compra e venda de produtos entre empresas. Portanto, é o uso da internet
por empresas, para que estas tenham maior facilidade para negociar entre si. Assim, só
participam pessoas jurídicas;
Com a disseminação da utilização da internet para o atendimento das demandas de empresas
e clientes, o governo se viu cada vez mais cobrado pela população para que passasse a utilizar
estas ferramentas. 87100380430

Estas iniciativas, também chamadas de e-gov, ou e-government podem ser desdobradas


nestes relacionamentos:
- G2C (Government to Citizen/Consumer ou Governo para Cidadão/Cliente): Abrange a
utilização da internet e das TIC para o governo atender diretamente aos cidadãos e melhorar
a qualidade de seus serviços públicos.
- G2B (Government to Business ou Governo para Empresas): É o relacionamento do governo
com as empresas, através da utilização da internet e das TIC. O governo busca com estas
iniciativas tanto uma melhoria no tempo e nos custos de suas aquisições, bem como o
incentivo a determinados negócios e um melhor acesso de pequenos negócios a estas
oportunidades de negócios que as compras do governo possibilitam.
- G2G (Government to Government ou Governo para Governo): O governo federal também
se relaciona com outros entes federados através das TIC. Quando os estados utilizam o portal

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do CAUC, Cadastro Único de Convênios, para checar se existem pendências com a União estão
fazendo uso deste tipo de relacionamento.

De acordo com Paludo, as ações do governo eletrônico visam:


 Permitir maior participação do cidadão, com vistas ao fortalecimento da cidadania;
 Oferecer serviços diversos diretamente pela internet;
 Fornecer uma enorme e variada quantidade de informações de interesse da sociedade;
 Desburocratizar, facilitar e expandir as formas de comunicação com os cidadãos, a
sociedade em geral, órgãos públicos e governos, com vistas a melhorar a governança;
 Aumentar a eficiência administrativa, com redução simultânea de custos;
 Melhorar a eficácia e os resultados da gestão pública;
 Aumentar a transparência das ações governamentais;
 Promover o accountability governamental.

Conceito ampliado: o e-governance

A e-governança pode ser entendida como a performance desta governança por meio
eletrônico de modo a facilitar um processo de disseminação das informações ao público e
outros órgãos de maneira eficiente, rápida e transparente, além de desenvolver as
atividades administrativas do governo

Campo de Atuação Descrição

Administração Refere-se a melhoria dos processos governamentais e do


eletrônica funcionamento interno do setor público com as novas tecnologias
de informação e comunicação.
(e-administration)

Serviços eletrônicos Refere-se a melhoria na prestação de serviços à população. Alguns


exemplos seriam: requisição de documentos públicos, pedidos de
(e-services)
certidões, emissão de permissões e licenças.

Democracia eletrônica Envolve uma participação maior e mais ativa dos cidadãos no
processo decisório do Estado através das novas tecnologias.
(e-democracy) 87100380430

Princípios e Diretrizes do Governo Eletrônico

O Governo Eletrônico deve seguir, no Brasil, um conjunto de diretrizes que atuam nas
seguintes frentes fundamentais:

 Junto ao cidadão;
 Na melhoria da sua própria gestão interna;

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1 - A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania: o governo eletrônico tem


como referência os direitos coletivos e uma visão de cidadania que não se restringe à
somatória dos direitos dos indivíduos.

2 - A Inclusão Digital é indissociável do Governo Eletrônico: A Inclusão digital deve ser tratada
como um elemento constituinte da política de governo eletrônico, para que esta possa
configurar-se como política universal

3 - O Software Livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo Eletrônico:


O software livre deve ser entendido como opção tecnológica do governo federal. Onde
possível, deve ser promovida sua utilização. Para tanto, deve-se priorizar soluções, programas
e serviços baseados em software livre que promovam a otimização de recursos e
investimentos em tecnologia da informação, e as possibilidades que abre no campo da
produção e circulação de conhecimento

4 - A gestão do conhecimento é um instrumento estratégico de articulação e gestão das


políticas públicas do Governo Eletrônico: A Gestão do Conhecimento é compreendida, no
âmbito das políticas de governo eletrônico, como um conjunto de processos sistematizados,
articulados e intencionais, capazes de assegurar a habilidade de criar, coletar, organizar,
transferir e compartilhar conhecimentos estratégicos que podem servir para a tomada de
decisões

5 - O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos: O governo eletrônico não deve
significar aumento dos dispêndios do governo federal na prestação de serviços e em
tecnologia da informação. Deve produzir redução de custos unitários e racionalização do uso
de recursos.

6 - O Governo Eletrônico deve contar com um arcabouço integrado de políticas, sistemas,


padrões e normas: O sucesso da política de governo eletrônico depende da definição e
publicação de políticas, padrões, normas e métodos para sustentar as ações de implantação
e operação do Governo Eletrônico que cubram uma série de fatores críticos para o sucesso
das iniciativas.

7 - Integração das ações de Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros
poderes: Pela própria natureza do governo eletrônico, este não pode prescindir da integração
de ações e de informações.
Evolução do e-gov no Brasil
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Etapa Descrição

Pioneirismo As primeiras aplicações de TIC consistiam em máquinas


eletromecânicas que tabulavam dados e eram usados para calcular
(Anos 1950 até
folhas de pagamento e para cálculos contábeis.
meados dos anos
1960)

Centralização Nesta época, foram criadas as primeiras empresas estatais dedicadas a


TI, como o Serpro. Novos serviços foram criados, como os cadastros de
(Meados dos 1960
contribuintes, cadastros sociais (PIS/PASEP), controles de imposto de
até os 1970)
renda, etc.

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Terceirização (anos Com a crise fiscal dos anos 80, os centros de dados perderam recursos
1980) e pessoal capacitado, com perda tecnológica crescente. Com isso,
muitos serviços foram terceirizados pelo Estado.
O foco das empresas estatais nesse momento esteve no fortalecimento
dos sistemas de administração governamentais, buscando a integração
dos órgãos do governo. Como exemplo dos sistemas criados nessa
época temos o SIAFI e o RENAVAM.

Governo eletrônico Três fatores foram importantes para as mudanças no setor de TIC no
(a partir dos anos Brasil e no mundo:
1990)
 O aparecimento dos PCs, computadores pessoais;
 Popularização da Internet;
 Privatização do setor de telecomunicações, que reduziu os
preços e facilitou o acesso aos serviços;
Como exemplos de serviços que apareceram nessa época, temos o
portal ComprasNet, o recebimento eletrônico das declarações de IR
pela Receita Federal, bem como o Sistema de Pagamentos Brasileiro.

CEGE

O governo brasileiro vem praticando uma política de incentivo à utilização da internet como
maneira de melhor atender aos cidadãos em empresas, além de melhorar a governança
pública
A coordenação destas ações no governo brasileiro é função do Comitê Executivo de Governo
Eletrônico CEGE. Este comitê elegeu como princípios de sua atuação:
 a promoção da cidadania como prioridade;
 a indissociabilidade entre inclusão digital e o governo eletrônico;
 a utilização do software livre como recurso estratégico;
 a gestão do conhecimento como instrumento estratégico de articulação e gestão das
políticas públicas;
 a racionalização dos recursos; a adoção de políticas, normas e padrões comuns;
 a integração com outros níveis de governo e demais poderes.
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De acordo com Pinto e Fernandes, a implementação do programa do governo eletrônico


abrange um conjunto de projetos e ações:

 oferta de serviços e informações ao cidadão em meio eletrônico


 a expansão e melhoria da infraestrutura de redes de comunicação
 convergência e integração entre os sistemas e bases de dados
 construção do marco legal e normativo para as transações eletrônicas

Inclusão Digital

Abrange iniciativas de cunho social, de forma a possibilitar que pessoas mais necessitadas não
fiquem alijadas dos conhecimentos e instrumentos necessários para que participem da
internet e do governo eletrônico.

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Universalização dos Serviços de Telecomunicações

Fundamental para que a iniciativa anterior funcione, esta universalização deve proporcionar
acesso aos serviços de telecomunicações em todo o território nacional e engloba a telefonia
e as redes de dados digitais.

Certificação Digital

A certificação digital busca, através da disseminação das chaves públicas de segurança,


garantir o sigilo e a segurança nas informações, pagamentos e transações online.

Compras Eletrônicas Governamentais

Envolve a disponibilização de informações sobre as compras governamentais e a modalidade


de compra conhecida como pregão eletrônico.

Cartão Magnético

O pagamento de auxílios como o Bolsa-família, entre outros, através de cartões magnéticos


possibilita uma redução de custos e o aumento do controle sobre estes programas

Comércio Eletrônico

Existem diversas iniciativas que estão inseridas neste contexto. A definição dos marcos legais
que regulam o comércio eletrônico é uma delas. Outra ação é a inclusão digital de micro e
pequenas empresas.

Transparência

Ser transparente é dar acesso para a sociedade de todos os atos e decisões públicas
Somente quando o cidadão conhece as ações governamentais, seus motivos e
possibilidades, ele conseguirá cobrar comportamentos e decisões dos seus governantes de
modo mais efetivo.
Uma das iniciativas mais interessantes nessa área é o Portal da Transparência do governo
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federal, que é uma iniciativa da CGU (atualmente, o Ministério da Transparência, Controle e


Fiscalização) que busca dar transparência aos gastos do Poder Executivo federal.
Há dois grandes desafios a serem superados para se obter uma divulgação das informações
públicas adequada ao controle social: a falta de vontade política e a falta de conhecimento
técnico sobre como organizar as informações.
Não basta usarmos as tecnologias de informação mais avançadas se não utilizamos uma
linguagem simples, se não estamos abertos a uma interação maior com o usuário e não
utilizamos essas ferramentas como subsídio para aprimorar a gestão.

Transparência no Contexto da LRF

Com a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, a transparência no Brasil


ganhou um grande impulso. Esta lei veio exigir dos governos diversos instrumentos de

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transparência atualmente consagrados, como o Relatório de Gestão Fiscal - RGF e o Relatório


Resumido de Execução Orçamentária - RREO.

Noções sobre Governo Aberto

Atualmente, estamos presenciando o crescimento de um novo paradigma no setor público: o


aparecimento e crescimento da noção de Governo Aberto, um movimento criado para tornar
os governos mais efetivos, transparentes e responsivos aos desejos e necessidades dos seus
cidadãos.
O conceito de Governo Aberto reflete uma mudança de cultura organizacional no setor
público. De um governo que dialoga pouco com seus cidadãos, devemos ir ao encontro de
um governo mais aberto ao diálogo, mais transparente em suas ações e mais aberto ao
aprendizado com a experiência de outros governos.

Parceria para Governo Aberto - Open Government Partnership

A Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership, em inglês) foi lançada em
2011 e é uma iniciativa multilateral internacional, que hoje conta com a participação de 65
países, e tem o objetivo de tornar os governos mais abertos, efetivos e responsáveis por meio
da construção de compromissos concretos que promovam a transparência, a luta contra a
corrupção, a participação social e o fomento ao desenvolvimento de novas tecnologias
Os quatro princípios do governo aberto, segundo a Open Government Partnership (OGP) são
os seguintes:
 Transparência - As informações sobre as atividades de governo são abertas,
compreensíveis, tempestivas, livremente acessíveis e atendem ao padrão básico de
dados abertos.
 Prestação de Contas e Responsabilização (Accountability) - Existem regras e
mecanismos que estabelecem como os atores justificam suas ações, atuam sobre críticas
e exigências e aceitam as responsabilidades que lhes são incumbidas.
 Participação Cidadã - O governo procura mobilizar a sociedade para debater, colaborar
e propor contribuições que levam a um governo mais efetivo e responsivo.
 Tecnologia e Inovação - O governo reconhece a importância das novas tecnologias no
fomento à inovação, provendo acesso à tecnologia e ampliando a capacidade da
sociedade de utilizá-la.
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Para um governo ser considerado aberto, ele deve buscar alcançar quatro objetivos:
• Aumentar a disponibilidade de informações sobre atividades governamentais
• Apoiar a participação social
• Implementar os padrões mais altos de integridade profissional na Administração
• Ampliar o acesso a novas tecnologias para fins de abertura e prestação de contas
Assim, os requisitos mínimos para a participação de um governo como membro da OGP estão
descritos abaixo:

Requisitos Mínimos Descrição

Transparência Fiscal Publicação rotineira e consistente dos dados orçamentários

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Acesso à Informação Deve haver uma lei de acesso à informação que garanta o direito
do cidadão aos dados e informações que são essenciais ao
governo aberto.

Divulgação de Regras que demandam a disponibilização dos dados de renda e


declarações patrimoniais patrimônio dos agentes políticos eleitos e agentes públicos.
por autoridades

Para que o Governo Aberto exista são necessárias liberdades


civis e uma abertura para a participação social e engajamento
Participação cidadã
dos cidadãos na definição das políticas públicas e ações
governamentais.

Dentre algumas ações do nosso governo para desenvolver o Governo Aberto, temos algumas
muito importantes

Iniciativas do Governo Descrição


Aberto

Criação de um banco de dados que contenha um preço de


referência dos produtos mais comprados pelo Governo
Banco de Preço da Federal, a partir dos dados publicados no portal da
Administração Pública transparência, possibilitando a identificação de preços médios
Federal dos produtos, constituindo estratégia eficiente para a
elaboração de orçamentos e licitações, para a disseminação de
melhores práticas nas compras públicas, bem como para o
apoio às ações de combate à corrupção, nas circunstâncias em
que se verifique a existência de aquisições com sobre preço.

O objetivo é implantar uma infraestrutura de conexão à


internet em municípios, interligando órgãos públicos. A
Projeto Cidades Digitais proposta ainda buscará fomentar o uso de ferramentas de
governo eletrônico na gestão pública municipal, além de
viabilizar a formação de uma rede digital aberta voltada para a
troca de experiências e de conteúdo.

Adequação dos dados educacionais já disponibilizados pelo


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MEC ao formato de dados abertos, de modo aderente aos


Dados Educacionais princípios de dados abertos e à Infraestrutura Nacional de
Abertos Dados Abertos, INDA, possibilitando a ampliação do acesso
pelo cidadão, inclusive com disponibilização de consultas com
filtros e com o acesso a formatos que permitam tratamento
amigável.

Realizar a abertura dos dados da Lei Orçamentária Anual (LOA),


Abertura dos dados da
da execução orçamentária e das informações sobre compras
execução do orçamento da
governamentais seguindo os princípios dos dados abertos.
União e das compras
Também serão abertos dados do Sistema Integrado de
governamentais
Administração de Serviços Gerais (SIASG). O objetivo é
disponibilizar plataformas para que os cidadãos tenham acesso
às informações atualizadas sobre a execução orçamentária e a

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respeito de compras, licitações, atas de registro de preços e


outros dados do processo de compras do Governo federal.

Consiste na implantação de um sistema eletrônico, por meio


do qual a Anvisa pretende tornar o processo de Consultas
Públicas mais acessível ao usuário, ágil e transparente, com
Sistema Eletrônico para destaque para o FormSUS, que possibilitará o
Consultas Públicas acompanhamento das contribuições em tempo real pelo
público interessado. O principal objetivo do projeto é o de
garantir maior transparência das contribuições recebidas e
estimular a participação social nas Consultas Públicas da
Anvisa.

Portal da Transparência

O Portal da Transparência do Governo Federal foi lançado em 2004 e é responsabilidade da


Controladoria-Geral da União (CGU), que recebe os dados de diversos órgãos do governo,
como a Secretaria do Tesouro Nacional e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
e disponibiliza em seu portal.
Dentro do portal da transparência federal, podemos encontrar:

 Informações sobre Transferências de Recursos, para estados, municípios, pessoas


jurídicas, e feitas ao exterior, ou diretamente a pessoas físicas;
 Informações sobre gastos diretos do Governo Federal, como: contratação de obras,
serviços e compras governamentais, além das diárias pagas e os gastos feitos em
cartões de pagamento do Governo Federal;
 Informações diárias sobre a execução orçamentária e financeira;
 Informações sobre receitas previstas, lançadas e realizadas;
 Informações sobre Convênios;
 Informações sobre a lista de Empresas Sancionadas pelos órgãos e entidades da
Administração Pública das diversas esferas federativas;
 Informações sobre cargo, função e situação funcional dos servidores e agentes
públicos do Poder Executivo Federal.
 Informações sobre transparência no governo relação dos órgãos e entidades do
Governo Federal que possuem páginas de transparência pública próprias;
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 Informações sobre participação e controle social;


 Informações sobre projetos e ações no âmbito do Poder Executivo Federal, que são
divulgadas pelos órgãos em suas respectivas páginas eletrônicas Rede de
Transparência;
 Páginas de Transparência de Estados e Municípios - dados de cada ente federativo,
sobre transferências de recursos recebidas do governo federal e cadastro de
convênios, extraídos do Portal da Transparência.
Atualmente, os entes subnacionais (estados) já possuem seus portais da transparência.

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Questões Comentadas

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O uso de


tecnologias da informação, que possibilita a elevação da
eficiência administrativa e a melhoria tanto dos serviços internos
como daqueles prestados ao cidadão, deu origem ao chamado
governo eletrônico.

Beleza. O uso das tecnologias de informação possibilitou uma


melhora na prestação de serviços aos cidadãos, uma redução nos custos
internos dos órgãos e aumento da eficiência e interação entre os setores.
O gabarito é questão certa.

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) As ações do


governo eletrônico, relacionadas especialmente ao e-
governança, e-democracia e e-governo, embora favoreçam a
transparência, limitam a participação do cidadão e o
fortalecimento da cidadania.

A questão está equivocada. As ações do governo eletrônico não


limitam a participação do cidadão e o fortalecimento da cidadania, muito
pelo contrário. Elas fortalecem e facilitam essa participação do cidadão na
gestão pública e fortalecem a noção de cidadania. O gabarito é questão
errada.

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O uso de


tecnologias da informação e comunicação, especialmente após a
ampliação do acesso à Internet, dificulta a transparência da
administração pública devido ao excesso de informações cuja
avaliação, em termos de veracidade, depende de conhecimentos
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técnicos.

O uso das novas tecnologias da informação facilita o aumento da


transparência, não dificulta. Ter mais informações possibilita ao cidadão
comparar gestores públicos e ter maior participação na gestão pública. O
gabarito é questão errada.

(CESPE – MEC – WEBDESIGN – 2015) A política de governo


eletrônico brasileira (e-GOV) segue um conjunto de diretrizes
que atuam em três frentes. 1-junto ao cidadão; 2-na melhoria da
gestão interna; e 3-na integração com parceiros e fornecedores.

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Essa questão do Cespe trata das diretrizes do Governo Eletrônico no


Brasil. Ele deve seguir um conjunto de diretrizes que atuam nas seguintes
frentes fundamentais33:

4. Junto ao cidadão;
5. Na melhoria da sua própria gestão interna;
6. Na integração com parceiros e fornecedores.

Portanto, o gabarito é questão correta.

(CESPE – CADE – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Vinculado apenas


às tecnologias da informação, o governo eletrônico permite o
controle e o acompanhamento dos atos de governo.

O erro da questão está no termo “vinculado apenas às tecnologias da


informação”, pois as tecnologias de comunicação (como o rádio e a
televisão, por exemplo) também estão envolvidas no conceito de governo
eletrônico. O gabarito é, assim, questão errada.

(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) A adoção do


governo eletrônico no Brasil é resultado das transformações do
papel do Estado e da busca por mecanismos de transparência e
controle social.

A adoção do governo eletrônico no Brasil realmente implica em uma


postura mais moderna do Estado brasileiro perante seus cidadãos e está
associado a emergência de temas como o controle social e a maior
transparência, bem como a accountability.
É através do e-gov que o Estado tem possibilitado essa maior
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transparência, que por sua vez capacita o cidadão a cobrar e fiscalizar as


ações governamentais. O gabarito, deste modo, é questão certa.

(CESPE – TCU – ACE – 2013) O governo eletrônico associa-se ao


conceito de accountability, por proporcionar transparência aos
atos do governo e publicidade às informações governamentais.

33
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/principios

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Exato. O governo eletrônico está alinhado ao conceito de


accountability, pois é através das tecnologias de TIC que o Estado tem
ampliado a capacidade de transparência e de prestação de contas do
governo perante a sociedade. O gabarito é questão certa.

(CESPE – TCU – ACE – 2013) Participação cidadã, melhoria do


gerenciamento interno do Estado e integração com parceiros e
fornecedores são pressupostos que fundamentam as ações do
programa de governo eletrônico.

A questão versa sobre as diretrizes do Governo Eletrônico no Brasil.


Ele deve seguir um conjunto de diretrizes que atuam nas seguintes frentes
fundamentais34:

1. Junto ao cidadão;
2. Na melhoria da sua própria gestão interna;
3. Na integração com parceiros e fornecedores.

Portanto, a questão está correta.

(CESPE – ANAC – ANALISTA – 2012) Os avanços tecnológicos


têm gerado ferramentas mais acessíveis que incentivam o
controle social e demandam novos aplicativos, no âmbito do
governo eletrônico.

Os avanços tecnológicos possibilitam um aprimoramento dos serviços


públicos e da transparência das ações governamentais. Isso gera um
ambiente mais propício ao controle social, certamente. Além disso, essas
novas tecnologias facilitam a criação de aplicativos que trabalham com
dados públicos. O gabarito é questão certa.
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(CESPE –STM – ANALISTA - 2011) As iniciativas de e-gov


(governo eletrônico) têm se mostrado insuficientes no que se
refere ao fornecimento de acesso de maior qualidade às
informações e serviços públicos à população.

Esta questão é um pouco polêmica, pois podemos dizer que estas


iniciativas de e-gov ainda tem muito para evoluir. Alguns candidatos
reclamaram e fizeram recursos, mas a banca não mudou seu

34
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/principios

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entendimento. Temos diversos portais atualmente que fornecem diversas


informações, como o Portal da Transparência da CGU.
Entretanto, eles não são ainda de fácil entendimento para o público
“leigo”. Apesar disso, eles realmente já fornecem uma grande quantidade
de dados, como execução orçamentária e financeira, despesas com
pessoal, etc. O gabarito foi mesmo questão errada.

(CESPE –CORREIOS – ANALISTA - 2011) O modelo de


acessibilidade de governo eletrônico (e-MAG) consiste em um
conjunto de recomendações a ser considerado no
desenvolvimento de portais e sítios eletrônicos da administração
pública, a fim de garantir, a pessoas com necessidades especiais,
o pleno acesso aos conteúdos disponíveis.

Perfeito. Esta frase está correta e foi retirada diretamente da página


do e-MAG na Internet35:
“O Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico
(e-MAG) consiste em um conjunto de
recomendações a ser considerado para que o
processo de acessibilidade dos sítios e portais do
governo brasileiro seja conduzido de forma
padronizada e de fácil implementação.
O e-MAG é coerente com as necessidades
brasileiras e em conformidade com os padrões
internacionais. Foi formulado para orientar
profissionais que tenham contato com publicação
de informações ou serviços na Internet a
desenvolver, alterar e/ou adequar páginas, sítios e
portais, tornando-os acessíveis ao maior número de
pessoas possível”.
Desta forma, o gabarito é mesmo questão certa.
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(CESPE –TCU – ANALISTA - 2011) O governo eletrônico provoca


uma integração daqueles que possuem mais recursos, deixando
de fora parte considerável da população.

Esta questão foi inicialmente considerada como correta pela banca.


O governo eletrônico engloba a oferta de serviços públicos através das

35
Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-MAG

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tecnologias de informação e comunicação. Deste modo, apenas as pessoas


que têm acesso aos computadores conseguem acesso a estes serviços.
A lógica da frase indicaria que a oferta de serviços pela internet
aumentaria a lacuna de acesso entre os ricos e os mais pobres. Entretanto,
a frase não foi muito feliz, pois o governo eletrônico não gera uma
“integração” entre os que têm mais recursos. Ele serve sim entre um canal
entre o governo e seus cidadãos. Deste modo, a banca acabou por alterar
seu entendimento e o gabarito foi questão errada.

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) O aumento das tecnologias


de informação no setor público tem gerado maior nível de
burocratização dos serviços de gestão governamental, pois
demanda atualizações frequentes dos dados daquelas
organizações que lidam com o governo (ADAPTADA).

Nem pensar. O aumento da utilização destas tecnologias de


informação pela população possibilita uma interação mais fácil entre o
cidadão e o Estado. Através do governo eletrônico, o cidadão pode
rapidamente ter uma solução, ao invés de ter de ir pessoalmente em
alguma agência ou órgão público. Deste modo, o gabarito é questão errada.

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) O uso das tecnologias de


informação e comunicação promove avanços significativos na
gestão da informação pelo serviço público, o que possibilita a
redução dos custos, o aperfeiçoamento dos processos e a
capacitação para prestar serviços e informações de melhor
qualidade, promovendo a transparência das ações
governamentais (ADAPTADA).

A utilização destas tecnologias gerou um ganho de produtividade em


todos os setores, não só o setor público. Através dos instrumentos e
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ferramentas geradas pelo e-gov, as pessoas trocam informações de forma


mais rápida, os controles são mais eficazes, o gerenciamento dispõe de
mais dados para tomar decisões, dentre outras vantagens.
Isto gerou vantagens de diversos tipos. Como exemplo: o
planejamento e o processo de logística ficaram mais eficientes, o
atendimento dos usuários é mais fácil e rápido através da internet, o
recebimento de sugestões ficou disponível para mais pessoas etc. O
gabarito é questão certa.

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) Ainda que a rede do


governo ofereça acesso a informações sobre as políticas, os
projetos e as ações governamentais, bem como sobre a

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tramitação de demandas dirigidas aos órgãos públicos ou de


interesse do cidadão, falta a ela a integração necessária com os
sistemas administrativos informatizados dos variados órgãos,
limitando o acesso dos cidadãos às informações, principalmente
quanto aos gastos governamentais (ADAPTADA).

Negativo. Não existe esta limitação. Os gastos governamentais já


estão disponíveis para análise dos cidadãos. O gabarito é questão errada.

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) Os avanços na tecnologia


da informação produzem profundos impactos na administração
pública. Apesar de a reforma gerencial proporcionar mais
informações e melhor qualidade aos dirigentes públicos, a
transparência pública não contribui para garantir caráter mais
democrático e orientado para a consolidação da cidadania
(ADAPTADA).

A transparência não só contribui, mas é fundamental para que nossa


Administração Pública seja mais democrática. Quando os cidadãos não
sabem o que está sendo decidido dentro dos órgãos públicos, quais são os
resultados das ações governamentais, não têm como avaliar seus
governantes. O gabarito é questão errada.

(CESPE – SENADO – CONSULTOR - 2002) A implementação do


governo eletrônico envolve a aplicação maciça de tecnologia da
informação, visando a otimização de processos de trabalho.

Beleza. O objetivo maior da implementação do governo eletrônico é


melhorar a prestação de serviços públicos para a sociedade. O aumento da
qualidade destes serviços é conseguido através da melhoria dos processos
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de trabalho. Assim, o gabarito é questão correta.

(CESPE – SENADO – CONSULTOR - 2002) A implementação do


governo eletrônico envolve a diminuição da exclusão digital,
mediante a promoção de uma cultura de utilização e
popularização do acesso às tecnologias informacionais a
segmentos específicos.

Para que o governo eletrônico funcione de forma efetiva, é necessário


que a população possa ter acesso aos instrumentos que permitam a todos
acessar estes serviços. Portanto, a inclusão digital é fundamental para que

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a população mais carente tenha acesso aos serviços públicos disponíveis


na Internet, por exemplo.
Desta forma, devem existir incentivos específicos para a inclusão
digital em escolas de periferia, por exemplo. O gabarito é, portanto,
questão certa.

(CESPE – CGE-PI– AUDITOR – 2015) A transparência, referente


à possibilidade de acesso do cidadão às informações
governamentais, é um elemento essencial para o controle do
aparelho do Estado pela sociedade.

O conceito de transparência realmente está associado à possibilidade


de que o cidadão tenha acesso aos dados e informações das ações e
políticas governamentais.
Esse acesso aos dados e informações é o que possibilita esse cidadão
ter capacidade efetiva de avaliação da conduta dos seus representantes
eleitos e dos governos.
Afinal, sem conhecermos quais são as atividades e objetivos do
Estado, como iremos avaliar seu comportamento, não é verdade? O
gabarito é questão certa.

(CESPE – TJ-CE – TÉCNICO – 2014 - ADAPTADA) A transparência


consiste em um mecanismo de controle social que permite ao
cidadão avaliar a efetividade da administração pública.

A transparência por parte do Estado possibilita que seus cidadãos


possam fiscalizar de perto as suas ações e seus resultados. Assim, a
transparência é uma condição necessária para que o controle social seja
efetivo. O gabarito é questão certa.
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(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Uma forma de


promover a transparência na administração pública consiste no
investimento e na profissionalização dos serviços públicos.

Realmente, deve existir uma maior profissionalização dos servidores


para que a máquina pública tenha maior transparência. O trabalho de
disponibilizar as informações dos atos e políticas públicas, em tempo hábil,
aos cidadãos não é tarefa trivial.
Assim, um maior investimento nessa profissionalização é
fundamental. O gabarito é questão certa.

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(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Em


atendimento às expectativas dos cidadãos quanto à eficiência do
Estado, as compras públicas se tornaram objeto de controle
social.

As compras públicas, por movimentarem um montante grande de


recursos públicos, são sempre um dos principais “alvos” do controle social.
Naturalmente, estas informações que são disponibilizadas aos cidadãos são
importantes para que a sociedade possa cobrar uma maior eficiência do
Estado. O gabarito é questão certa.

(CESPE – EBC– TÉCNICO – 2011) A gestão pública moderna


apresenta um conceito importante de transparência, que faz
referência à possibilidade de o cidadão ter acesso às informações
e ações do governo e de intervir em caso de verificação de fatos
e atos que atentem contra os seus direitos.

A transparência realmente possibilita ao cidadão informado um


controle social sobre as ações governamentais. Somente com as
informações sendo disponibilizadas em tempo hábil é que a coletividade
tem como cobrar das autoridades que o interesse público seja sempre o
foco da atuação estatal. O gabarito é questão certa.

(CESPE –CORREIOS – ANALISTA - 2011) A prestação de contas


é dever do administrador público e de qualquer pessoa que seja
responsável por bens e valores públicos, a fim de que se atenda
o interesse da coletividade e, consequentemente, o bem comum.

Correto. Qualquer pessoa física ou jurídica que tenha em seu poder


recursos públicos deve prestar contas e ser transparente. Este é um dever
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constitucional. O gabarito é questão certa.

(CESPE –EBC – ANALISTA - 2011) A adoção de sistema integrado


de administração financeira e de controle que atenda a padrão
mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União
é requisito essencial para se assegurar a transparência da gestão
fiscal nos municípios.

Perfeito. Esta questão aborda um instrumento de transparência que


foi criado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o artigo n°
48 da LRF:

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“Art. 48. São instrumentos de transparência da


gestão fiscal, aos quais será dada ampla
divulgação, inclusive em meios eletrônicos de
acesso público: os planos, orçamentos e leis de
diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e
o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido
da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão
Fiscal; e as versões simplificadas desses
documentos.
Parágrafo único. A transparência será assegurada
também mediante
I – incentivo à participação popular e realização de
audiências públicas, durante os processos de
elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes
orçamentárias e orçamentos
II – liberação ao pleno conhecimento e
acompanhamento da sociedade, em tempo real, de
informações pormenorizadas sobre a execução
orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de
acesso público
III – adoção de sistema integrado de
administração financeira e controle, que
atenda a padrão mínimo de qualidade
estabelecido pelo Poder Executivo da União e
ao disposto no art. 48-A“.
Desta maneira, o gabarito é questão correta.

(CESPE – INCA – ANALISTA – 2010) A transparência pública


implica maior publicidade das ações dos gestores públicos, no
que tange ao uso adequado dos recursos, maior concorrência
entre os fornecedores e legitimidade oriunda da participação da
sociedade no processo decisório.
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Exato. A transparência do setor público implica uma disponibilização


de dados e informações sobre os atos e políticas públicas, em tempo hábil
e no formato adequado aos cidadãos.
Essa maior transparência possibilita um maior controle da população
sobre os atos de governo, além de uma maior participação da sociedade
nas decisões do Estado e um ambiente de negócios mais favorável ao
desenvolvimento econômico. O gabarito é questão certa.

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(CESPE – MDS – TÉCNICO – 2006) O insulamento burocrático é


um fenômeno característico de administrações públicas com alto
grau de controle social

O insulamento burocrático significa uma máquina pública que não é


transparente, que tenta decidir sem que o público tenha conhecimento de
suas razões e de seus objetivos.
Este tipo de comportamento do corpo burocrático vai contra o
controle social, não a favor. Sem que as pessoas tenham conhecimento do
que ocorre no governo, elas não terão como controlar estes atos. O gabarito
é mesmo questão errada.

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Lista de Questões Trabalhadas na Aula.

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O uso de tecnologias


da informação, que possibilita a elevação da eficiência administrativa e
a melhoria tanto dos serviços internos como daqueles prestados ao
cidadão, deu origem ao chamado governo eletrônico.

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) As ações do governo


eletrônico, relacionadas especialmente ao e-governança, e-democracia
e e-governo, embora favoreçam a transparência, limitam a participação
do cidadão e o fortalecimento da cidadania.

(CESPE – TRE-PI – ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O uso de tecnologias


da informação e comunicação, especialmente após a ampliação do
acesso à Internet, dificulta a transparência da administração pública
devido ao excesso de informações cuja avaliação, em termos de
veracidade, depende de conhecimentos técnicos.

(CESPE – MEC – WEBDESIGN – 2015) A política de governo eletrônico


brasileira (e-GOV) segue um conjunto de diretrizes que atuam em três
frentes. 1-junto ao cidadão; 2-na melhoria da gestão interna; e 3-na
integração com parceiros e fornecedores.

(CESPE – CADE – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Vinculado apenas às


tecnologias da informação, o governo eletrônico permite o controle e o
acompanhamento dos atos de governo.

(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) A adoção do governo


eletrônico no Brasil é resultado das transformações do papel do Estado
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e da busca por mecanismos de transparência e controle social.

(CESPE – TCU – ACE – 2013) O governo eletrônico associa-se ao


conceito de accountability, por proporcionar transparência aos atos do
governo e publicidade às informações governamentais.

(CESPE – TCU – ACE – 2013) Participação cidadã, melhoria do


gerenciamento interno do Estado e integração com parceiros e
fornecedores são pressupostos que fundamentam as ações do programa
de governo eletrônico.

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(CESPE – ANAC – ANALISTA – 2012) Os avanços tecnológicos têm


gerado ferramentas mais acessíveis que incentivam o controle social e
demandam novos aplicativos, no âmbito do governo eletrônico.

(CESPE –STM – ANALISTA - 2011) As iniciativas de e-gov (governo


eletrônico) têm se mostrado insuficientes no que se refere ao
fornecimento de acesso de maior qualidade às informações e serviços
públicos à população.

(CESPE –CORREIOS – ANALISTA - 2011) O modelo de acessibilidade de


governo eletrônico (e-MAG) consiste em um conjunto de
recomendações a ser considerado no desenvolvimento de portais e sítios
eletrônicos da administração pública, a fim de garantir, a pessoas com
necessidades especiais, o pleno acesso aos conteúdos disponíveis.

(CESPE –TCU – ANALISTA - 2011) O governo eletrônico provoca uma


integração daqueles que possuem mais recursos, deixando de fora parte
considerável da população.

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) O aumento das tecnologias de


informação no setor público tem gerado maior nível de burocratização
dos serviços de gestão governamental, pois demanda atualizações
frequentes dos dados daquelas organizações que lidam com o governo
(ADAPTADA).

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) O uso das tecnologias de


informação e comunicação promove avanços significativos na gestão da
informação pelo serviço público, o que possibilita a redução dos custos,
o aperfeiçoamento dos processos e a capacitação para prestar serviços
e informações de melhor qualidade, promovendo a transparência das
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ações governamentais (ADAPTADA).

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) Ainda que a rede do governo


ofereça acesso a informações sobre as políticas, os projetos e as ações
governamentais, bem como sobre a tramitação de demandas dirigidas
aos órgãos públicos ou de interesse do cidadão, falta a ela a integração
necessária com os sistemas administrativos informatizados dos variados
órgãos, limitando o acesso dos cidadãos às informações, principalmente
quanto aos gastos governamentais (ADAPTADA).

(CESPE –TRE-MA – ANALISTA - 2009) Os avanços na tecnologia da


informação produzem profundos impactos na administração pública.

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Apesar de a reforma gerencial proporcionar mais informações e melhor


qualidade aos dirigentes públicos, a transparência pública não contribui
para garantir caráter mais democrático e orientado para a consolidação
da cidadania (ADAPTADA).

(CESPE – SENADO – CONSULTOR - 2002) A implementação do governo


eletrônico envolve a aplicação maciça de tecnologia da informação,
visando a otimização de processos de trabalho.

(CESPE – SENADO – CONSULTOR - 2002) A implementação do governo


eletrônico envolve a diminuição da exclusão digital, mediante a
promoção de uma cultura de utilização e popularização do acesso às
tecnologias informacionais a segmentos específicos.

(CESPE – CGE-PI– AUDITOR – 2015) A transparência, referente à


possibilidade de acesso do cidadão às informações governamentais, é
um elemento essencial para o controle do aparelho do Estado pela
sociedade.

(CESPE – TJ-CE – TÉCNICO – 2014 - ADAPTADA) A transparência


consiste em um mecanismo de controle social que permite ao cidadão
avaliar a efetividade da administração pública.

(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Uma forma de


promover a transparência na administração pública consiste no
investimento e na profissionalização dos serviços públicos.

(CESPE – SUFRAMA – ANALISTA TÉCNICO – 2014) Em atendimento às


expectativas dos cidadãos quanto à eficiência do Estado, as compras
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públicas se tornaram objeto de controle social.

(CESPE – EBC– TÉCNICO – 2011) A gestão pública moderna apresenta


um conceito importante de transparência, que faz referência à
possibilidade de o cidadão ter acesso às informações e ações do governo
e de intervir em caso de verificação de fatos e atos que atentem contra
os seus direitos.

(CESPE –CORREIOS – ANALISTA - 2011) A prestação de contas é dever


do administrador público e de qualquer pessoa que seja responsável por
bens e valores públicos, a fim de que se atenda o interesse da
coletividade e, consequentemente, o bem comum.

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(CESPE –EBC – ANALISTA - 2011) A adoção de sistema integrado de


administração financeira e de controle que atenda a padrão mínimo de
qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União é requisito
essencial para se assegurar a transparência da gestão fiscal nos
municípios.

(CESPE – INCA – ANALISTA – 2010) A transparência pública implica


maior publicidade das ações dos gestores públicos, no que tange ao uso
adequado dos recursos, maior concorrência entre os fornecedores e
legitimidade oriunda da participação da sociedade no processo decisório.

(CESPE – MDS – TÉCNICO – 2006) O insulamento burocrático é um


fenômeno característico de administrações públicas com alto grau de
controle social

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Gabaritos.

10. E 20. C
1. C
11. C 21. C
2. E
12. E 22. C
3. E
13. E 23. C
4. C
14. C 24. C
5. E
15. E 25. C
6. C
16. E 26. C
7. C
17. C 27. E
8. C
18. C
9. C
19. C

Bibliografia
Castells, M. (1999). Para o Estado-Rede: globalização econômica e
instituições políticas na era da informação. Em L. Bresser Pereira, L.
Sola , & J. Wilheim, Sociedade e Estado em transformação (pp. 147-
171). Brasília: ENAP.
Chiavenato, I. (2010). Administração nos novos tempos (2° ed.). Rio de
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Chiavenato, I. (2014). Comportamento Organizacional: a dinâmica do
sucesso das organizações (3º ed.). Barueri: Manole.
Daft, R. L. (2005). Management. Mason: Thomson.
Hitt, M., Miller, C., & Collela, A. (2007). Comportamento Organizacional:
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Kunsch, M. (2013). Comunicação pública: direitos de cidadania,


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Macêdo, I. I., Rodrigues, D. F., Johann, M. P., & Cunha, N. M. (2007).
Aspectos Comportamentais da Gestão de Pessoas (7° Ed. ed.). Rio
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Marchiori, M. (2008). Os Desafios da Comunicação Interna nas
Organizações. Natal: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da
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Moura, S. (Jan/Abr de 1998). A Construção de Redes Públicas na Gestão


Local: algumas tendências recentes. Revista de Administração
Contemporânea, V.2(n°1), 67-85.
Rennó, R. (2013). Administração Geral para Concursos. Rio de Janeiro:
Campus Elsevier.
Robbins, S. P. (2004). Organizational Behavior (11° ed.). Upper Saddle
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Schemerhorn Jr., J. R. (2008). Management (9° ed.). Hoboken: Wiley &
Sons.
Teixeira, S. M. (2002). O desafio da gestão das redes de políticas. VII
Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la
Administración Pública. Lisboa.

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