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Nome Função Onde é utilizado Característica

Broca diamantada Exposição Pulpar Alta rotação;


1012 ou 1014 ponta ativa
Broca diamantada Remoção do teto, Câmera pulpar Alta rotação;
3080 ou 3082 modelagem da câmera ponta inativa
Broca Enzo Z Remoção do teto, Câmera pulpar Alta rotação;
modelagem da câmera ponta inativa
Broca Gates Gliden Dar forma cônica ao Terço cervical e Baixa rotação;
canal (preparo e médio ponta inativa
desgaste)
Broca Largo Dar forma cônica ao Terço cervical e Baixa rotação;
canal (preparo e médio ponta inativa
desgaste)
Lima Kerr Exploração e Ampliação Terço cervical, médio Guia ativa,
do canal radicular e apical
Lima Hedstroem Ampliação e Terço cervical, médio Guia inativa,
alisamento das paredes e apical
Broca Lentulo Inserção do cimento
endodôntico
McSpadden Termoplastificador
(esquentar e amolecer
a Guta-Percha)
Diagnostico > Abertura Coronária > PBM Cervical e Médio > Odontometria >
Preparo Biomecânico do Terço Apical > MIC > Obturação > Preservação >
Reparo (se precisar)
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Acesso Cirúrgico
Objetivo:
- Permitir a visão e o acesso aos canais radiculares sem que haja interferências sobre o
instrumento.

Área de eleição > Zona de Abordagem > Direção de trepanação > Formato de contorno >
Forma de conveniência ou desgaste compensatórios

Atenção:
- Todo tecido cariado deve ser removido
- Assoalho da câmera pulpar nunca deve ser deformado
- Nunca procure canais utilizando broca com ponta ativa
- Remover todo teto
- A abertura deve ser de modo que a lima consiga entrar reta

Dificuldades:
- Pouca visibilidade
- Pouca luminosidade
- Campo operacional diminuído

1 - Raio-x inicial:
- Avaliar anatomia interna

2 - Remover tecido cariado e restaurações deficientes

3 - Abertura coronária:
- Exposição Pulpar (ponto de eleição, Direção de acesso)
- Remoção do teto da câmara pulpar
- Desgaste compensatório

- Dentes anteriores superiores: 45° em relação ao longo eixo do dente.


- Dentes anteriores inferiores: Inicia 45° depois muda para paralelo ao longo eixo do dente.
- Dentes posteriores: Paralelo ao longo eixo do dente.
Dente Área de eleição e formato
Incisivos e caninos Face palatina / Triangular com base para
incisal
Pré-Molares Face Oclusal na fossa central / Oval no
sentido V-P
Molar superior Face oclusal, fosseta mesial / Triangular com
base voltada para vestibular
Molar inferior Fosseta principal da face oclusal /Triangular
com base voltada para mesial

4 - Esvaziamento da câmera pulpar


- Remoção da polpa

5 - Localização do canal

6 - Preparo da entrada dos canais


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PODE ESCURECER A COROA

- Não remoção do corno pulpar


- Materiais que foram usados na obturação do canal presentes na câmara pulpar. Alguns
cimentos usados nessa obturação escurecem com o passar do tempo
- Necrose pulpar, ou seja, a morte da polpa do dente. Isso ocorre quando o tratamento de
canal não foi realizado e o tecido pulpar se decompõe liberando pigmentos que, em contato
com a camada interna do dente (dentina), a escurecem
- Abertura incorreta (insuficiente) da coroa do dente no momento do tratamento: Haverá
retenção de sangue e restos de tecido pulpar em decomposição que irão escurecer com o
passar do tempo e consequentemente escurecer a coroa do dente
- Hemorragia pulpar que pode ocorrer posteriormente à abertura do canal. A hemoglobina do
sangue irá se degradar formando sulfeto de ferro que oxida no interior da dentina,
manchando-a.

Não remoção do Corno Pulpar:

- Acumulo de polpa > Escurecimento do dente


- Acumulo de Tecido infectado
Cavidade Pulpar:
- Cavidade anatômica contida no interior do dente, circundada por dentina, e que
aloja o órgão pulpar.
- Dividida em Câmera pulpar e Canal radicular

Câmera pulpar
- Acompanha a forma externa da coroa
- Aloja a polpa

Teto da câmera pulpar


- Parte da câmera pulpar que está voltada para face oclusal ou borda incisal

Divertículos (corno-pulpar)
- Prolongamento, da câmera pulpar, dirigidos para ponta de cúspides

Assoalho da Câmera Pulpar


- Colocado ao nível da linha cervical
- Limita a câmara pulpar e o canal radicular
- Nos dentes unirradiculares, o assoalho é “virtual”, ou seja, câmara e canal
continuam sem limite definido.

Canal Radicular:
- Acompanha a forma externa da raiz
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Fatores que podem interferir no volume da polpa dental:
- Idade
- Lesões cariosas
- Abrasões
- Problemas periodontais
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Limite CDC:

- Cemento-Dentina-Canal
- Limite apical de trabalho

RAZÕES PARA ESTABELECER O NÍVEL APICAL NO LIMITE CDC:


- Eliminar espaços que possam abrigar microorganismos;
- Manter o material obturador dentro do canal (dentinário);
- Pós-operatório confortável ao paciente;
- Criar condições favoráveis ao reparo;
- Limite para ação dos instrumentais endodônticos.

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Canal Principal:
- É o de maior calibre
- Percorre a raiz em toda extensão, terminando no forame

Canal Colateral
-Menor calibre que o principal;
-Paralelo ao canal principal;
-Pode terminar no mesmo forame do principal ou separadamente.

Canal Lateral
-Sai do canal principal e termina no periodonto lateral;
-Localizado no terço cervical e médio

Canal Secundário
-Sai do canal principal e termina no periodonto lateral;
-Localizado no terço apical.

Canal Acessório
-Sai do canal secundário ou lateral e termina no periodonto lateral

Interconduto
-Dois canais entre si;
-Não alcançam o periodonto lateral.

Canal Recorrente
-Sai e retorna ao canal principal;
-Não chegam a região apical.

Delta Apical
-Várias derivações na região apical dentinária;
-Parte do canal principal em direção ao periodonto apical.

Cavo Inter-Radicular
-Sai do assoalho da câmara pulpar e termina em direção ao ligamento periodontal na região de furca.
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SUPERIOR
Incisivo Central S.
- Raiz: 1
- Canal: 1
- Característica: câmara pulpar apresenta forma triangular, ampla no sentido M-D; presença
ombro palatino

Incisivo Lateral S.
- Raiz: 1
- Canal: 1
- Característica: câmara pulpar apresenta forma triangular, ampla no sentido M-D; presença
ombro palatino e Raiz com desvio acentuado para distal.
- Dens in dente

Canino S.
- Raiz: 1
- Canal: 1
- Característica: Ampla no sentido V-P, presença ombro palatino, curvatura apical para
vestibular

1º Pré-M. S.
- Raiz: 2
- Canal: 2
- Característica: Ampla no sentido V-P, Assoalho bem profundo

2º Pré-M. S.
- Raiz: 1
- Canal: 1 (pode apresentar 2)
- Característica: Ampla no sentido V-P, assoalho bem Profundo

1º Molar S.
- Raiz: 3 (MV, DV e P)
- Canal: 4 (MV, PV; DV e P) ou 3 (MV, DV e P)
- Característica: Ampla no sentido V-P,

1º Molar S.
- Raiz: 3 (MV, DV e P)
- Canal: 3 (MV, DV e P) ou 4 (MV, PV; DV e P)
- Característica: Ampla no sentido V-P,
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INFERIOR
Incisivo Central I.
- Raiz: 1
- Canal: 1 (pode apresentar 2)
- Característica: câmera pulpar ampla no sentido V-P; Poder haver segundo canal abaixo do
ombro lingual; remover ombro com a Gates-gliden

Canino I.
- Raiz: 1
- Canal: 1 (pode apresentar 2 fusionadas)
- Característica: Ampla no sentido V-P

1º Molar S.
- Raiz: 2 (MV, DV e P)
- Canal: 3 (MV, ML; D) ou 4 (MV, MM, ML e D) ou 4(MV, ML , DV e DL)

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INSTRUMENTAIS

Kerr (K)
Secção: triangular ou quadrangular
Cabo: quadrado vazio □
Cinemática: ½ ou ¼ de volta no sentido horário. Remoção com tração lateral.
Guia: ativa
Espiralização: passos curtos

Hedströen (H)
Secção: vírgula
Cabo: círculo vazio ○
Cinemática: introdução, pressão e remoção, SEM rotação
Guia: inativa
Espiralização: cones sobrepostos
Características: bom parar retratamentos

K- Flexofile
Secção: triangular ou quadrangular
Cabo: quadrado cheio ▪
Cinemática: igual às K
Guia: inativa
Espiralização: mais números de espirais

Níquel e Titânio
Secção:
Cabo: quadrado meio cheio, meio vazio.
Cinemática: igual a K
Guia: inativa
Espiralização: usinagem
Características: muito flexíveis
Serie Numero Cor D0 D16
Especial 06 Rosa 0,06 0,38
08 Cinza 0,08 0,40
10 Roxa 0,1 0,42
1 º SÉRIE 15 Branco, 0,15 0,47
20 Amarelo, 0,20 0,52
25 Vermelho, 0,25 0,57
30 Azul, 0,30 0,62
35 Verde, 0,35 0,67
40 Preto 0,40 0,72
2 º SÉRIE 45 Branco, 0,45 0,77
50 Amarelo, 0,5 0,82
55 Vermelho, 0,55 0,87
60 Azul, 0,6 0,92
70 Verde, 0,7 1,02
80 Preto 0,8 1,12
3 º SÉRIE 90 Branco, 0,9 1,22
100 Amarelo, 1 1,32
110 Vermelho, 1,1 1,42
120 Azul, 1,2 1,52
130 Verde, 1,3 1,62
140 Preto 1,4 1,72
Dx = D0 + x.0,02
Instrumentação do terço cervical – Alargamento progressivo – Vantagens:
- Remoção da contaminação cervical pela maior eliminação do conteúdo tóxico do canal
radicular;
- redução na formação de degrau, desvio apical, fratura de instrumento;
- possibilita um ação mais direta sobre as paredes do canal radicular;
- permite maior penetração da cânula de irrigação e melhora a efetividade da solução
irrigadora;
- favorece o refluxo da substancia química;
- facilita a inserção da medicação intracanal, e as manobras de obturação do canal

Broca Gates-Gliden
- Selecionar o diâmetro
- Inundar o canal*
- Levar girando ao interior do canal
- Movimento vertical
- Leve pressão
- Direção ao ápice
- Retirar acionando

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Odontometria (Condutometria ou Endodometria)
Definição:
-Indica a determinação precisa do limite do canal dentinário
- Até onde devem ser aplicadas as manobras do tratamento endodôntico.

Objetivos:
- Determinar o comprimento do dente
- Estabelecer um limite de instrumentação e obturação, evitando danos aos tecidos
periapicais.

*Obter CRT sempre após o Preparo do TCM*


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Preparo Biomecânico do terço cervical e médio

- Raio-x ortorradial, medir CAD com régua milimetrada e o CTP (CAD – 3mm)
- Isolamento Absoluto
- Inundar canal e realizar exploração com LK 10 ou 15 com a medida do CTP
- Novo Raio-x
- Descobrir CRD (CTP + medida da distância entre a ponta da lima e o ápice do dente)
- Com o CRD agora se obtém o CRT (CRD – 1mm)
- Irrigar, aspirar e inundar
- Preparo do TCM com GG ou Largo (diâmetro decrescente)
(Irrigar e utilizar lima de exploração entre um instrumento e outro)
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Isolamento Absoluto
- Compreende o conjunto de procedimentos realizados na cavidade bucal com a finalidade de
eliminar a umidade, propiciar condições assépticas e possibilitar o tratamento endodôntico.

Finalidade:
- Impedir que os líquidos bucais cheguem ao dente
- Impedir que os líquidos irrigadores caiam na cavidade bucal, proteção ao paciente

Vantagens:
- Retração e proteção dos tecidos moles
- Melhor acesso e visibilidade
- Condições adequadas p/ inserção de materiais
- Auxilia no controle de infecção
- Redução do tempo de trabalho
- Trabalho em condições assépticas
- Proteção para o paciente e profissional
- Mandatório no ponto de vista legal

Preparo antes do isolamento absoluto:


- Remoção de placa bacteriana (Profilaxia);
- Remover cáries e cálculo
- Remover restaurações fraturadas;
- Remover arestas cortantes;
- Exame dos espaços inter-dentários
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Irrigação em Endodontia

Quando irrigar:
- Antes, durante e depois da instrumentação

Técnica de Irrigação > Pressão Positiva > 2 à 3 mm aquém do CRT

Matérias utilizados na Irrigação:


- Seringa irrigadora de 3ml > Ponta de irrigação Navitip e Endo-eze > Solução irrigadora

MEIOS QUÍMICOS > soluções irrigadoras.


MEIOS FÍSICOS> irrigar e simultaneamente aspirar, inundar.
MEIOS MECÂNICOS > ação dos instrumentos.

Requisitos do Irrigante ideal:


- Ter um amplo espectro de ação
- Dissolver tecido pulpar inflamado ou necrótico;
- Inativar endotoxinas;
- Prevenir a formação de smearlayer durante a instrumentação ou dissolvê-la
uma vez que formada.

- Apresentar ação de lavagem;


- Reduzir o atrito do instrumento (lubrificação);
- Facilitar a remoção de dentina;
- Dissolver tecido orgânico e inorgânico;

- Penetrar até o terço apical;


- Matar bactérias e fungos;
- Ser biocompatível*;
- Não enfraquecer a estrutura dentinária.

Soluções Irrigadoras:
- Compostos Halogenados (EX:Hipoclorito de sódio até 5%; Clorexidina 2%)
- Compostos Quelantes. Ex: EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético)

Hipoclorito de sódio (solução de Milton)


Caracteristicas:
- Antimicrobiana;
- Solvente de tecidos;
- Desodorizante;
- Clareadora;
- Lubrificante;
- Baixa tensão Superficial;
- Detergente.

- Potente solvente orgânico;


- Potente solvente de gorduras (saponificação), responsável pela elevada alcalinidade.
- Potente antimicrobiano (libera cloro nascente).
- Baixa tensão Superficial
- Neutralização parcial de produtos Tóxicos
- Bactericida
- Auxilia na instrumentação
- Dupla ação detergente
- Não ser irritante no interior do canal
- Ação de limpeza
- Ação lubrificante
- pH elevado

Injeção acidental de Hipoclorito de sódio


Hipoclorito de sódio – Desvantagens
- Favorece Formação de SmearLayer
- Produto instável
- É toxico aos tecidos vivos
- Difícil armazenamento
- Interfere na estrutura do instrumento

Vai causar:
- Dor intensa > Edema imediato > Hemorragia via endodôntica
O que fazer:
- Irrigar abundantemente com soro fisiológico;
- Informar ao paciente o ocorrido;
- Tratar resposta inflamatória:
- Monitoramento do paciente até remissão dos sinais e sintomas.

Como tratar:
- Medicação: Betametasona, Amoxicilina e Analgésico
- Compressas quentes por 24h (a cada 15 minutos) em caso de equimose

Clorexidina 2%
- Ação antibacteriana de amplo espectro (Enterococcus faecalis)
- Substantividade;
- Biocompatibilidade;
- Baixa tensão superficial;
- Composto estável;
- Não dissolve tecido orgânico.

Indicações:
- Irrigante alternativo
- Indivíduos alérgicos a Hipoclorito
- Dentes com ápice incompletos
- Lesões persistentes
EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético)
- Aumenta a permeabilidade dentinaria
- Sequestro de íons cálcio da dentina
- Remove SmearLayer
- Toalete Final

Outras soluções irrigadoras:


- Agua de hidróxido de Calcio (agua de cal)
- Soluções de Peroxido de hidrogênio
- Acido cítrico (alternativa ao EDTA)
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PBM do Terço Apical
Batente Apical:
- Preparo entre o IAI e o IM
Patencia:
- Manter o canal desobstruído (sem Smear Layer e Débris)
Como manter o canal Patente:
- Instrumento bem fino (Diâmetro menor que a LK inicial)
- LK pequeno calibre (08, 10, 15)
- LK usada até o CRD (sem movimentos de instrumentação
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Medicação Intracanal
Objetivos:
- Combater microrganismos, que resistiram a santificação
- Desinfecção de áreas não atingidas pelo PBM
- Moderar Inflamação
- Estimular reparação
- Promover a neutralização de produtos tóxicos (LPS)

- Minimizar Inflamação dos tecidos periapicais e remanescentes pulpares.


- Tornar o SCR, de dentes com polpa mortificada e infectada, em um meio
impróprio à proliferação bacteriana.
- Agir como Barreira mecânica, reduzindo a infiltração marginal

Limpeza do SCR
- Deverá seguir a rotina do PBM
- Deve-se utilizar limas associadas as substâncias químicas coadjuvantes;
- Soluções irrigadoras com ação quelante revigorando a permeabilidade dentinária.

Preparo Biomecânico> Irrigação e Toalete com EDTA 17%


Procedimentos Prévios:
- CORRETO DIAGNÓSTICO CLÍNICO;
- ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO DOS MATERIAIS ENDODÔNTICOS;
- DESINFECÇÃO DA CAVIDADE COM SOLUÇÕES ANTI-SÉPTICAS;
- CORRETA ANESTESIA;
- PREPARO DO DENTE PARA RECEBER ISOLAMENTO ABSOLUTO;
- COLOCAÇÃO DO DIQUE DE BORRACHA.
- ANTI-SEPSIA DO CAMPO OPERATÓRIO;
- ABERTURA CORONÁRIA;
- MANUTENÇÃO DA CADEIA ASSÉPTICA DURANTE O TRATAMENTO;
- PBM-LIMPEZA E ATRIBUIÇÃO DE FORMA CÔNICA AO CANAL RADICULAR QUANDO
POSSÍVEL*;
- PRESERVAÇÃO DA VITALIDADE DO COTO PULPAR E DEMAIS REMANESCENTES VIVOS DO
S.C.R.

Situações que exigem emprego de M.I.C.


- Inflamação pulpar
- Dentes com polpa morta
- Dentes traumatizados
- Presença de microrganismos
- Reabsorção Radiculares
- Envolvimento Endo-periodontal
- Processos infecciosos resistentes aos procedimentos
- Processos infecciosos refratários aos procedimentos
Ação por contato:
- Hidróxido de cálcio
- Otosporin ou Maxitrol (Corticosteroide + Antibiótico)
- PMCC (Paramonoclorofenol Canforado) (maior eficiência)

Ação à distância:
- Formocresol
- PMCC

Polpa viva > Corticosteroide + Antibiótico (Otosporin ou Maxitrol)


Otosporin:
- Controle inflamatório e dor pós-operatório
- Antibiótico associado evita Crescimento de microrganismo
- 3 à 7 dias

Otospotin ou Maxitrol – Modo de uso:


- Ação por contato
- Pode ser levado ao canal com uma seringa
- Pode ser levado ao canal com uma pinça
- Algodão Umedecido (Pulpotomia)
- Cone de papel (Biopulpectomia)
- Proteção da Câmara Pulpar com Algodão Estéril
- Restauração Provisória.
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Necrose pulpar (polpa morta)

Formocresol ou Tricresol Formalina (MIC sem PBM)


- Ação a distância
- Alta toxicidade celular
- Curta duração do efeito

- Tempo de uso: 3 a 15 dias


- Ação bactericida potente
- Antes do PBM, como pré-meditação

Modo de Uso:
- Limpeza da cavidade
- bolina de algodão com tricresol (apenas o cheiro)
- Bolinha de algodão seca e estéril
- Selamento da cavidade

Paramonoclorofenol (PMCC) (MIC com PBM)


- 7 à 15 dias
- Contato Direto

- Usado associado à Cânfora ou Furacim, diminuindo a toxidade.


- Bactericida
- Toxicidade Celular
- Efeito à distância Fraco
- Maior efeito por contato
- Elevada Penetrabilidade
- Baixa tensão superficial
- Eficiente apenas contra m. Aeróbicos
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Polpa Viva ou Morta


Hidróxido de Cálcio:
- Ação bactericida e bacteriostática de amplo espectro
- Boa tolerância
- Estimula formação óssea e de tecido cementóide
- Ação prolongada
- Podem seu usados em todos os casos (bio ou necropulpectomia; com ou sem lesão)
- Ação por contato

- Periodo de 7-15 dias para Barreira mecânica


- Periodo maior que 30 dias para estimulação de formação óssea

Pasta Callen (hidróxido de cálcio + PMCC)


- PMCC para aumenta o espectro microbiano
- Para indução de reparação tecidual necessitamos de um período de no mínimo 30
dias
- Biopulpecotomia e Necropulpectomia

Hidróxido de Cálcio – Modo de Uso:


- Instrumentação do canal
- Aplicação de EDTA por 3 minutos (com a Lima Memória)
- Irrigação (Soro ou Hipoclorito de sódio)
- Secagem do canal com cone de papel
- Aplicação da pasta de Hidróxido de cálcio (com Seringa Calen)
- Agitação com Lentulo
- Proteção com bolinha de algodão estéril
- Restauração Provisória
Armazenamento e Administracao do MIC:
- Devem ser adquiridos em pequenas quantidades
- Acondicionamento adequado
- Prazo de validade
- Ambiente endodôntico devidamente preparado para receber o fármaco

Selamento Provisório (independente do MIC)


- Bolinha de algodão estéril
- Cotosol
- Cimento provisório (CIV ou resina provisória)
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Obturação do Canal Radicular

- Finalidade Seladora (Evitar espaços vazios, e selamento antimicrobiano)


- Finalidade Biológica (Estimular o processo de reparo apical e periapical)

O que pode causar um Selamento não hermético:


- Estrutura tubular da dentina
- Irregularidades do canal

Momento oportuno para obturação:


- Ausência de: Dor, sintomatologia, exsudação, hemorragia, Edema ou mobilidade
- Restaurações Provisórias intactas
- Colaboração do paciente
- Grau de dificuldade
Sempre obturar até onde foi feito o Preparo do canal (CRT)

Preparos prévios:
- Remoção do Smear Leayer
- Remoção do Medicamento intracanal
- EDTA e Irrigação
- Secar canal com cone de papel esterelizado
- Descontaminação do Cone de Guta-Percha
1 - Hipoclorito de sódio ou Clorexidina - 5min
2 – Alcool 70%
3 – Gaze esterilizada
- Seleção do Cone de Guta-Percha (Inspeção visual; Critério tátil; Critério Radiográfico)

MATERIAIS OBTURADORES
REQUISITOS FÍSICOS: REQUISITOS BIOLÓGICOS:
- Fácil inserção no canal - Ter tolerância tecidual
- Ser plástico no momento do uso e - Estimular a formação de tecido
depois tomar presa mineralizado
- Possuir bom tempo de trabalho - Ser reabsorvido no caso de
- Não deve sofrer contração extravasamento
- Boa aderência e viscosidade - Ter ação antimicrobiana.
- Apresentar bom escoamento
- Não solubilizar dentro do canal
- Selamento em todos sentidos
- Não causar alteração cromática
- Passível de esterilização
- Ser radiopaco
- ph quase neutro
- Ser de fácil remoção.

Cones de Guta-Percha (materiais sólidos)


- Facilmente removível
- Baixo custo
- Não alteram a cor do dente
- Pouca adesividade
- Pequena resistência mecânica
- Podem ser deslocados pela pressão

Cimento Obturador (materiais plásticos)


- Selam os espaços entre parede destinaria e material obturador
- Preenche lacunas e irregularidades, laterais, acessórios, principal e entre
cones.
- Lubrificantes
- Todos exibem toxicidade à extrusão
- Pode ser a base de: Oxido de zinco e eugenol; Ca(OH)2; Resina; Ionômero
de vidro
Cimento de Oxido de Zinco-Eugenol:
- Mais usado no Brasil
- Citotóxico devido ao eugenol
- Não estimula o reparo apical
- Podem manchar o dente
- Se extruídos, são reabsorvidos
- Longo tempo de presa
- Consistência mais fluida = resposta inflamatória intensa
- Antibacteriano.
Cimento a base de Ca(OH)2:
- Aproveitar as propriedades biológicas do Ca(OH)2.
- Estimula o reparo apical –Ex: Sealapex
- Atividade antimicrobiana
- Desvantagem: solubilidade, desintegração e adesividade
- Exemplos: Sealapex, Apexit e Sealer 26
- Cuidado: Sealer 26 apresenta resina em sua composição, sendo insolúvel e irritante.
Cimento a base de Resina Plastica:
- Propriedades físico-químicas excelentes (escoamento e adesividade). Ex:AH26
- Não reabsorvível
- Propriedades biológicas críticas
- Atualmente, foi adicionado produtos para melhorar suas propriedades biológicas
- O AH plusé considerado o cimento com melhor propriedades físicas e biológicas
(Leonardo, 2009)
- Exemplos: AH26,Hydron, Diaket, Top seale AH plus.

Cimento a base de Ionômero de Vidro


- Dificulta o retratamento, por isso o fabricante pede para acrescentar o maior número
de guta-percha
- É mais permeável que os demais cimentos
- Não apresenta atividade bactericida
- É irritante e não reabsorvido, quando extravasado
- Não teve boa aceitação (dispositivos especiais)
- Exemplo: Ketac-Endo( ESPE ). Pré-dosado.

Técnica de Condensação Lateral:

Pode ser Passiva (Espaço aberto pelo cone) ou Ativa (Espaço aberto pelo
instrumento – Espaçador digital)

- Colocação sucessiva de cones auxiliares lateralmente a um cone principal bem


adaptado e cimento no canal. O Espaço para os cones auxiliares é comumente criado
pela ação dos espaçadores.
- A desvantagem é que essa técnica não pode preencher irregularidades do canal tão
bem quanto a compactação vertical com Guta-Percha aquecida

- Baixo custo
- Considerada muito segura
- Não oferece estrutura tridimensional
Técnica de Condensação Lateral Ativa:
1 - Pode não preencher irregularidades do canal e não produz uma massa
homogênea
2 - O espaçador deve ficar a 2mmda extensão de trabalho
3 - Retirar espaçador girando pra trás e para fora
4 - Pressão superior a 1,5kg é capaz de fraturar a raiz.

Roteiro de Obturação:
1 - Desinfecção e Seleção do cone
2 - Confirmação radiográfica (Prova do Cone)
3 - Secagem do conduto com Pontas de papel
(Calibração da Guta-Percha com régua calibradora e lamina de Bisturi)
4 – Aplicação do cimento obturador (técnica biológica = usando o cone principal/ Técnica
Clássica = usando lima ou espaçador digital)
5 – Introdução do espaçador digital
6 – Remoção e posicionamento do Cone acessório
(cones acessórios – preencher acima do terço médio)
7 – Corte com instrumento Aquecido
8 – Condensação vertical com ponta fria
(condensador deve ter diâmetro menor que o do canal e não deve tocar nas paredes
dentinarias)
(Obturação abaixo da margem gengival)
9 – Termoplastificação (2mm aquém do CRT)
10 – Condensação vertical
11 – Radiografia para confirmar preenchimento uniforme do canal
(Se apresentar falhas: Utilizar novamente espaçador e cones acessórios; Reutilizar
McSpadden)
12 – Toalete da cavidade com bolinha de algodão esterilizado e álcool
13 – RX final e restauração provisória

Selamento: Cotosol > CIV > Restauração provisória


Sequência de RX necessários para realização do tratamento endodôntico:
- Rx: Inicial > Odontometria> Prova do Cone> Condensação> Final

Técnica Hibrida de Tagger


- Associação da Condensação lateral + termoplastificação com McSpadden
Compactação termodinâmica (Compactador de McSpadden):
- Preenchimento tridimensional do canal radicular
- Geração de calor
- Há risco de fratura do dente e instrumento
- Difíceis em canais curvos
- Maior potência de extrusão
Obturação - Sequencia técnica resumida:
1.ANESTESIA
2.ISOLAMENTO ABSOLUTO
3.REMOÇÃO DE RESTAURAÇÃO PROVISÓRIA
4.DESCONTAMINAÇÃO DOS CONES
5.REMOÇÃO DE MEDICAÇÃO INTRACANAL E SMEAR LAYER (EDTA –5MIN)
6.PROVA DO CONE PRINCIPAL (CALIBRAÇÃO, SE NECESSÁRIO)
7.RX DE PROVA DO CONE (DEVE ESTAR NO CRT)
8.SECAGEM DO CANAL COM CONES DE PAPEL ABSORVENTES ESTERILIZADOS (CRT)
9.SECAGEM DOS CONES
10.SELEÇÃO DO ESPAÇADOR DIGITAL
11.ESPATULAÇÃO DO CIMENTO
12.LEVAR O CONE PRINCIPAL ENVOLVIDO EM CIMENTO AO CANAL
13.INSERIR ESPAÇADOR DIGITAL (CRT-2MM) REMOVER GIRANDO SENTIDO ANTI-HORÁRIO
14.INSERIR CONE ACESSÓRIO (CRT)
15.ALTERNAR INSERÇÃO DE ESPAÇADOR E CONES ACESSÓRIOS ATÉ PREENCHIMENTO DO
CANAL
16.USO DE MC SPADDEN NO SENTIDO HORÁRIO (CRT -2 ou 3MM)
17.RX DE CONFIRMAÇÃO DE OBTURAÇÃO
18.CORTE CERVICAL COM CALCADOR AQUECIDO E CONDENSAR COM OUTRO CALCADOR FRIO;
19.VERIFICAR ALTURA DO CORTE SE ESTÁ ABAIXO DA MARGEM GENGIVAL (USAR PINÇA);
20.LIMPEZA DA CÂMARA CORONÁRIA COM BOLINHA DE ALGODÃO ESTERILIZADA EMBEBIDA
EM ÁLCOOL 70% OU HIPOCLORITO DE SÓDIO
21.TAMPÃO NA EMBOCADURA /ASSOALHO COM COLTOSOL
22.PREENCHIMENTO COM CIV RESTAURADOR
23.RESTAURAÇÃO DEFINITIVA
24.RX FINAL
25.PROSERVAÇÃO

Desbridamento Foraminal:
- Descontaminar canal comentário
- Feito antes do Toalete final
- Usa-se lima de fino calibre para isso
- Instrumentação no CRD (CRT +1mm)
- Feito só em caso de polpa morta

- Parecido com Patência (mas tem objetivo diferente)

Radiografias:
- Inicial
- Odontometria
- Prova do cone
- Condensação
- Final
Lentulo

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Condensador McSpadden

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Broca 1012

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Broca 3082

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Broca Endo Z

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Broca Gates Gliden

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Broca Largo

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Lima Kerr

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Lima Hedstroem

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Espaçador Digital