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PEQUENO DICIONÁRIO

ECONOMÊS - PORTUGUÊS

A
AÇÃO
Ação é um título mobiliário que corresponde ao direito de uma fração de uma
empresa, representando uma parte do capital social dela. Quem possui ações detém
uma parte da empresa, e por isso recebe parte proporcional dos lucros. As ações
podem ou não ser negociadas em Bolsas de Valores, trata-se de um título
negociável, que representa a menor parcela em que se divide o capital de uma
sociedade anônima.
Ação ao portador
Ação ao portador é aquela que não apresenta o nome do proprietário, que pertence
a quem detém seu poder. Desde 1990 o Brasil não tem mais ações ao portador,
como forma de coibir o uso destes papéis na lavagem de dinheiro e na evasão fiscal.
Ação cheia (com)
Ação cujos direitos (dividendos, bonificação, subscrição e outros) ainda não foram
exercidos.
Ação de primeira ou segunda linhas
As de primeira linha são ações das empresas mais tradicionais, de grande porte, e
que têm maior liquidez - facilidade de negociação. Correspondem às blue chips, do
termo em inglês. As de segunda linha são ações com menor liquidez, embora
também possam incluir empresas sólidas.
Ação com valor nominal
Ação que tem um valor impresso, estabelecido pelo estatuto da companhia que a
emitiu.
Ação escritural
É uma ação que circula no mercado de capitais sem a emissão de certificado. É
escriturada por um banco, o qual é o depositário das ações da empresa e processa
os pagamentos e transferências por meio da emissão de extratos bancários. Apesar
de um número reduzido, ainda existem no mercado ações com emissão de
certificados.
Ação listada em bolsa
Ação negociada no pregão de uma bolsa de valores.
Ação Nominativa
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Ação que identifica o nome de seu proprietário. Ele terá efetivamente a posse da
ação depois do lançamento no Livro Registro das Ações Nominativas, que é
controlado pela empresa.
Ação Objeto
Valor mobiliário a que se refere uma opção.
Ação Ordinária
Ação que proporciona participação nos resultados econômicos de uma empresa:
confere a seu titular o direito de voto em assembléia.
Ação Preferencial
Ação que oferece a seu detentor prioridade no recebimento de dividendos e/ou, no
caso de dissolução da empresa, no reembolso de capital. Em geral não concede
direito a voto em assembléia. A ação preferencial (PN) não dá direito ao acionista de
participar da administração da empresa. Para compensar, o acionista tem
preferência de receber os dividendos (lucros) da empresas antes dos outros
acionistas que detêm ordinárias. Além disso, o valor do dividendo da preferencial
deve ser no mínimo 10% superior ao da ordinária. As ações preferenciais apenas
proporcionam direito a voto em situações especiais: quando a empresa deixa de
pagar dividendos por três anos consecutivos, até que a empresa volte a pagar
dividendos, e quando estiver em votação alteração dos direitos dos preferencialistas.
Ação sem valor nominal
Ação para a qual não se convenciona valor emissão, prevalecendo o preço de
mercado por ocasião do lançamento.
Ação vazia (ex)
Ação cujos direitos (dividendo, bonificação, subscrição) já foram exercidos.
Acionista
Aquele que possui ações de uma sociedade anônima.
Acionista majoritário
É o indivíduo, ou conjunto de indivíduos, que possui o efetivo controle administrativo
da empresa, por conta da posse de número suficiente de ações ordinárias (ON).
Acionista minoritário
É o indivíduo que não detém o controle da empresa. É o caso do que possui ações
ordinárias (ON), com direito a voto, mas em quantidade insuficiente para ser o
controlador, e também o caso do que detém ações preferenciais (PN), qualquer que
seja a quantidade, porque este acionista não tem direito a voto.
ACC - Adiantamento de Contrato de Câmbio
É uma linha de crédito para empresas exportadoras que já tenham vendido sua
mercadoria para outros países. É um crédito que custa menos que os empréstimos
em moeda nacional. O exportador assume o risco de alguma variação cambial
brusca para cima ampliar muito seu endividamento. O risco desta operação é
reduzido, no entanto, porque a empresa também vai receber seus créditos do
comprador em dólares. Casando suas receitas com suas dívidas, a empresa corre
menos risco.
ADR - American Depositary Receipt
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É um certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de


uma empresa fora dos Estados Unidos. Muitas empresas brasileiras têm suas ações
negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque através deste instrumento. A
empresa ganha visibilidade no mercado internacional e pode ter maior facilidade em
captar recursos no exterior, através de empréstimo ou mesmo emissão de novas
ações. Os grandes investidores estão sempre comparando os preços das ações de
uma empresa no Brasil com seu preço equivalente em Nova Iorque, com base nos
seus ADRs. Quando há uma distorção de preços - ou seja: quando fica mais barato
comprar num lugar e vender em outro com lucro -, o que também é chamado de
arbitragem, os investidores aproveitam para ampliar seus ganhos, comprando onde
está barato e vendendo onde está caro.
After market
Nome do pregão eletrônico realizado na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) à
noite, após o fechamento do pregão normal, até as 22 horas.
AGE - Assembléia Geral Extraordinária
Reunião de acionistas de companhia de capital aberto com o objetivo de discutir
assuntos do interesse social da empresa. A reunião é convocada e instalada na
forma da lei e dos estatutos, porém sua convocação não é obrigatória.
Ágio
É a diferença a mais, na compra de um título, ação, bem ou moeda, entre o valor
nominal (oficial) e o valor pago pelo comprador.

AGO - Assembléia Geral Ordinária


Reunião convocada obrigatoriamente pela diretoria da companhia de capital aberto
para a verificação dos resultados, leitura, discussão e votação dos relatórios de
diretoria e eleição do conselho fiscal da diretoria. Deve ser realizada até quatro
meses depois do encerramento do exercício social.
Alavancagem
Termo utilizado no mercado financeiro para designar a obtenção de recursos para
realização de determinadas operações. Trata-se de uma estratégia na qual o
investidor pretende aumentar as possibilidades de rendimento através de
empréstimos ou operações do mercado de derivativos. No caso de operações de
crédito, a alavancagem acorre através de empréstimo de terceiros para aumentar as
possibilidades de lucro. Consequentemente, esta operação também aumenta o grau
de risco da operação. Quanto maior é o grau de endividamento de uma empresa,
maior é sua alavancagem. No caso dos derivativos, a partir do controle de um lote
de ações, por exemplo, é possível fazer operações nos mercados de opção, a termo
e futuro, a fim de aumentar as possibilidades de ganhos, embora também com maior
risco. Dessa forma, o investidor se beneficiada da valorização (na compra) ou
desvalorização (na venda) desses papéis, que pode resultar em significativa
elevação de sua taxa de retorno, por ter trabalhado com alavancagem, e não apenas
com o ativo no mercado à vista.
ALCA - Associação de Livre Comércio das Américas
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É uma proposta de união comercial entre 34 países das Américas. Ela vem sendo
negociada desde meados dos anos 90 e tem 2005 como prazo para o encerramento
das negociações, para vigência a partir de 2006.
Alfa
Indicador utilizado no Ranking Anbid-Sharpe - Sharpe. É um estimador (variável
matemática que estima) da rentabilidade do fundo que independe do comportamento
do mercado de ações, representado pelo IBA - Índice Brasileiro de Ações. A Anbid
calcula este indicador e outros (beta e R2) para avaliar os fundos de ações (inclui os
antigos fundos carteira livre). Estatisticamente falando, alfa é uma estimativa de
intercepto para y, quando x igual a zero, numa reta de regressão em que x é a
variável independente. Em livros de estatística, é possível encontrar a demonstração
matemática deste cálculo nas seções que expliquem reta de regressão. Em livros
de finanças pode haver referências próximas ao termo risco.
Análise fundamentalista
É a projeção do comportamento futuro de preços de ativos - como ações - a partir do
estudo do balanço e demonstração de resultados da empresa, informações setoriais
e macroeconômicas. O uso conjunto destas informações permite que o analista
recomende a compra ou venda dos ativos.

Análise gráfica ou grafista


É a projeção do comportamento futuro de preços de ativos a partir de cotações
passadas, para se chegar a recomendações de compra e venda desses títulos. A
análise é baseada em gráficos construídos a partir das séries históricas de cotações,
procurando identificar padrões gráficos que sinalizem o comportamento futuro do
papel.
AMEX - American Stock Exchange
A segunda maior bolsa de valores nos Estados Unidos (a primeira é a Bolsa de Nova
York), transacionando cerca de 10 % de todas as ações negociadas no país.
ANA (Aviso de Negociação de Ações)
Comprovante de operação enviado pela Bolsa de Valores ao comitente (investidor).
ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento
Entidade formada por várias instituições financeiras com sede no Rio de Janeiro.
Andar de lado
Mercado fraco, sem tendência definida estagnado. Expressão utilizada para indicar
que o mercado está com uma tendência indefinida de elevação ou baixa dos
negócios. Os operadores estão esperando por alguma sinalização e, enquanto isso,
são prudentes em suas aplicações.
Andima - Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto
Instituição do mercado financeiro que reúne bancos comerciais, múltiplos ou de
investimento, sociedades corretoras e distribuidoras de valores.
Aplicação
Emprego da poupança na aquisição de títulos, com o objetivo de auferir
rendimentos.
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Apregoação
Ato de apregoar a compra ou venda de ações, mencionando-se o papel, o tipo, a
quantidade de títulos e o preço pelo qual se pretende fechar o negócio, executado
por um operador, representante de sociedade corretora, na sala de negociações
(pregão).
Arbitragem
1. Operação na qual um investidor aufere um lucro sem risco, realizando transações
simultâneas em dois ou mais mercados.
2. Sistemática que possibilita a liquidação física e financeira das operações
interpraças, por meio da qual a mesma pessoa, física ou jurídica, atuando no
mercado a vista, poderá comprar em uma bolsa e vender em outra, a mesma ação,
em iguais quantidades, desde que haja convênio firmado entre as duas bolsas.
É uma operação de compra e venda de ativos financeiros ou reais que permite ao
investidor ganhar unicamente pela diferença de preços. Por exemplo: suponha que
comprar ações no Brasil e vender estes mesmos papéis em Nova Iorque custasse $
1 por ação. Agora suponha que uma ação custa $ 10 na Bolsa de Valores de São
Paulo e o equivalente a $ 15 na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Um investidor
pode neste caso fazer uma arbitragem, para obter um lucro apenas pela diferença
de preços nos dois locais, independentemente de acreditar que o preço da ação vai
cair ou subir. No exemplo, o investidor compra a ação por $ 10, coloca mais $ 1 de
custos, e tem um lucro de $ 4, ao vender a ação por $ 15 em Nova Iorque.
Asset management
São empresas cuja atividade consiste em administrar recursos de terceiros. Elas
podem fazer parte de grupos financeiros, embora devam ser sempre independentes
na tomada de decisões em relação à administração de recursos da própria empresa,
não podendo haver junção na gestão dos recursos do banco com os de terceiros.
Ativo
O conceito se emprega tanto para empresa, quanto para o mercado financeiro. São
bens concretos, direitos e valores que formam o patrimônio de uma empresa,
opondo-se ao passivo (dívidas, obrigações etc.). No mercado financeiro, são valores
diversos, como títulos de renda fixa, ações, ouro, moedas etc.
Ativo Circulante
São os ativos com maior grau de liquidez na composição do balanço patrimonial de
uma empresa. São os bens mais fáceis de serem convertidos em dinheiro, segundo
vocabulário usado na contabilidade.
Ativo Financeiro
Todo tipo de aplicação financeira, como títulos de renda fixa públicos e privados,
caderneta de poupança, ações, ouro, moedas estrangeiras, fundos de investimento
etc.
Ativo Fixo ou Permanente
São os ativos do balanço patrimonial que a empresa não tem intenção de vender a
curto prazo e que, regra geral, são convertidos em dinheiro com menor rapidez, caso
das instalações físicas, máquinas e equipamentos usados na produção, móveis etc.,
segundo vocabulário usado na contabilidade.
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Ativos Reais
Todo o tipo de bem concreto, como imóveis, automóveis, avião, jóias etc.
ATM - Automatic Teller Machine
Denominação usada para designar os caixas eletrônicos. Outro termo utilizado é
"terminais de auto-atendimento", uma vez que estes equipamentos possuem uma
variedade de funções, como realizar consultas gerais, pagamentos, aplicações e
resgates, troca de senhas, emissão de cheque avulso e retirada de dinheiro.
Aumento de capital
Incorporação de reservas e/ou novos recursos ao capital da empresa. Realizado, em
geral, mediante bonificação, elevação do valor nominal das ações e/ou direitos de
subscrição pelos acionistas, ou também pela incorporação de outras empresas.
Aumento do valor nominal
Alteração do valor nominal da ação em conseqüência de reservas ao capital de uma
empresa sem emissão de novas ações.

Balancete
Balanço parcial da situação patrimonial de uma empresa, referente a um período do
seu exercício social, feito segundo as normas contábeis. Trata-se de um
levantamento dos saldos devedores e credores de uma empresa feito, geralmente,
mês a mês para retratar o andamento dos negócios.
Balança Comercial
Registra os valores FOB das exportações e o valor das importações. Se o valor das
exportações superar os das importações, a balança comercial apresenta um
superávit. Se acontecer o contrário teremos um déficit .
Balança de Pagamentos
O Balanço de Pagamentos é o resumo, expresso em unidades monetárias (US$),
das transações ocorridas entre o país e o resto do mundo. Ele apresenta duas
grandes contas: o saldo em transações correntes, que se refere às transações de
bens e serviços realizadas pelos brasileiros com o exterior; e, o saldo de capitais que
reflete o fluxo de moedas entre o país e o resto do mundo. A estrutura do Balanço
de Pagamentos é a seguinte:
1. Saldo da Balança Comercial;
2. Saldo do Balanço de Serviços (que engloba pagamento de juros ao exterior,
fretes, dólares gastos em turismo, etc);
3. Transferências unilaterais (que envolve transferências de pessoas/instituições
entre o Brasil e outros países, sem contrapartida, ou seja, sem a necessidade de
pagamento posterior);
4. Saldo em transações correntes ( que equivale a 1+2+3);
5. Conta de Capital;
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6. Erros e Omissões;
7. Resultado (que equivale a 4+5+6, e reflete a variação das Reservas Cambiais).
Balanço Patrimonial
Demonstrativo contábil dos valores do ativo, do passivo e do patrimônio líquido de
uma entidade jurídica, relativo a um exercício social completo. Tem como objetivo
demonstrar a situação econômico-financeira da empresa, segundo as normas
contábeis.
BACEN - Banco Central do Brasil
O Banco Central do Brasil foi criado em 1964, para atuar como orgão executivo
central do sistema financeiro nacional. Suas principais atribuições são :
(1) Emitir papel moeda e moeda metálica;
(2) Executar compra e venda de Títulos Federais (através de operações de Open
Market) tanto para executar Política Monetária como para o próprio financiamento do
Tesouro Nacional;
(3) Receber depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como
realizar operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições
financeiras.
(4) Ser o depositário das Reservas Internacionais do País;
(5) Autorizar o funcionamento, fiscalizar e aplicar as penalidades previstas a
instituições financeiras;
Todas essas atividades do Banco Central, no Brasil, são reguladas pelo CMN
(Conselho Monetário Nacional).

Banco Comercial
Instituição financeira, pública ou privada, cuja carteira é voltada à intermediação do
crédito de curto e médio prazos. Oferecem produtos bancários por meio dos quais
captam recursos de agentes econômicos (pessoas físicas e jurídicas) poupadoras ou
superavitárias e os emprestam a agentes que necessitam de liqüidez para
movimentar suas atividades.
Banco de Investimento
Nome dado às instituições financeiras que têm por principal atividade a
intermediação de recursos voltados aos investimentos das empresas. Atuam na
captação e empréstimo de recursos de médio e longo prazos, bem como em
operações relacionadas aos mercados de ações e títulos privados, como a
colocação de ações e a distribuição de debêntures.
Banco Múltiplo
Nome dado às instituições financeiras que operam com mais de um tipo de carteira.
De acordo com as regulamentações do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do
Banco Central, a designação de banco múltiplo cabe aos bancos com pelo menos
duas das seguintes carteiras, uma delas devendo ser necessariamente comercial ou
de investimento: (i) carteira comercial; (ii) de investimento (ou de desenvolvimento,
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no caso de banco público); (iii) de crédito imobiliário; (iv) de crédito, financiamento e


investimento; (v) de arrendamento mercantil.
Banco Mundial - Bird
O Banco Mundial foi fundado em 1944, com sede em Washington, e é a maior fonte
de linhas de crédito para projetos de desenvolvimento. Seu objetivo é promover
países em desenvolvimento num padrão de crescimento econômico sustentável e
visando ao combate à pobreza. Sua instituição mais conhecida é o Bird, o Banco
Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, que oferece linhas de crédito a
países em desenvolvimento. O Banco Mundial é uma organização de direito privado,
da propriedade de mais de 180 países, todos acionistas, cuja participação varia em
função das suas contribuições ao banco.
Base Monetária
A base monetária corresponde à criação primária de moeda (pelo Banco Central).
Ela é divulgada em dois conceitos pelo Banco Central do Brasil: num conceito mais
restrito, por convenção, corresponde ao total de papel-moeda em circulação somado
às reservas bancárias, e, num mais amplo, corresponde ao total da base restrita,
mais os depósitos compulsórios em espécie e títulos federais (tanto do BACEN,
quanto do Tesouro) fora do Banco Central.
BBC - Bônus do Banco Central
É um título de renda fixa de curto prazo emitido pelo Banco Central.
BDR - Brazilian Depositary Recepts
Títulos emitidos por empresas estrangeiras no Brasil, para captar investimentos.
Benchmark
É uma padrão de referência utilizado para se comparar a rentabilidade entre os
investimentos, títulos, taxa de juros etc., de tal modo a saber se os demais itens a
serem comparados se encontram acima ou abaixo em relação ao que é proposto
como referência. Exemplo: se o benchmark de um FIF é o CDI, a rentabilidade
esperada do fundo deve ser igual ou superior a do CDI.
Bens de Capital (ou Produção)
São os bens que servem para a produção do outros bens, tais como máquinas,
equipamentos, material de transporte e construção.
Bens Intermediários
São aqueles bens que são absorvidos na produção de outros, como o açucar nas
balas, os componentes na televisão etc.
Benefícios
Dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição distribuídos, por uma empresa,
a seus acionistas.
Beta
Indicador utilizado no Ranking Anbid-Sharpe - Sharpe. É uma estimativa do nível de
oscilação que se deve esperar de um fundo (ou ativo qualquer) como resposta a
variações do mercado de ações (representado pelo IBA - Índice Brasileiro de Ações,
no caso do cálculo realizado pela Anbid). Um beta igual a 2, por exemplo, indica que
quando o IBA sobe 1% o fundo tende a subir 2%. E vice-versa no caso de queda de
preços. Estatisticamente falando, o beta estabelece uma relação de proporção entre
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a variação de mercado (variável independente) com a variação da ação (variável


dependente). Quanto maior o beta, maior o risco do papel. Um beta negativo
significa que quando o mercado está subindo, a ação tende a cair e vice-versa. Em
livros de estatística, é possível encontrar a demonstração matemática deste cálculo
nas seções que expliquem reta de regressão. Em livros de finanças pode haver
referências próximas ao termo risco.
BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento
Com sede em Washington, foi estabelecido em 1959, contando atualmente com 46
países-membros, alguns fora das Américas (especialmente países desenvolvidos
que contribuem com recursos). O banco oferece linhas de crédito para governos e
empresas de países da América Latina e Caribe com o objetivo de promover o
desenvolvimento regional.
Block-trade
Leilão de grande lote de ações nas bolsas de valores.
Bloqueio de posição
Operação pela qual um aplicador impede o exercício de sua posição mediante a
compra, em pregão, de uma opção da mesma série da anteriormente lançada.
Blue chip
Em geral, ações de empresas tradicionais de grande porte, com grande liquidez e
procura no mercado de ações. Sinônimo de ações de empresas de primeira linha.
BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuros
Bolsa na qual são negociados contratos futuros de juros, câmbio, índice de bolsa e
de mercadorias, como boi gordo, ouro e café, entre outros contratos, como ouro à
vista.
Boi gordo (contratos de)
É um contrato entre uma empresa administradora e o investidor que tem como
objetivo investir na engorda de boi gordo (ou outros animais, como suínos). A
empresa recebe o dinheiro do cliente para aplicar na engorda de animais. No final do
contrato, se compromete a entregar o valor monetário equivalente à venda daqueles
animais (ou parte de animais) que o investidor "comprou" através do contrato. É um
título de valor mobiliário, cuja fiscalização e regulamentação está sob a
responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários.
Bolsa de Mercadorias
Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos
primários de maior importância no comércio internacional e interno, como café,
açúcar, algodão, cereais etc. Realizando negócios tanto com estoques existentes
quanto com mercados futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel
estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas
flutuações de procura e reduzindo os riscos dos comerciantes.
Bolsa de Valores
Instituição com ou sem fins lucrativos na qual se negociam títulos e ações. Estas
negociações podem ser feitas à vista ou a termo (com prazo definido de
vencimento). Os negócios de oferta de compra e venda devem ser feitos em
pregões. Modernamente estes pregões são eletrônicos, mas ainda existem pregões
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a viva-voz (ao vivo), quando operadores fazem suas ofertas aos gritos para seus
colegas, num local físico determinado, também chamado pregão.

Bolsa de Valores de Nova York - NYSE


A maior e mais importante bolsa de valores do Mundo. Também conhecida como Big
Board, de onde é apurado o índice Dow-Jones que é composto por 30 empresas.
Bolsa em alta
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de
fechamento anterior.
Bolsa em baixa
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de
fechamento anterior.
Bolsa estável
Quando o índice de fechamento de determinado pregão está no mesmo nível do
índice de fechamento anterior.
Bonificação em ações (filhotes)
Ações emitidas por uma empresa em decorrência de aumento de capital, realizado
por incorporação de reservas e/ou de outros recursos, e distribuídas gratuitamente
aos acionistas, na proporção da quantidade de ações que já possuem.
Bonificação em dinheiro
Distribuição aos acionistas, além dos dividendos, de valor em dinheiro referente a
reservas até então não incorporadas.
Bônus de subscrição
São títulos negociáveis que conferem ao titular o direito de comprar ações desta
mesma empresa dentro de um prazo estabelecido, por um preço predeterminado.
Ou seja, garante ao acionista o direito de subscrever ações. Caso o acionista não
efetue a compra da ação no período estipulado, perderá seu direito e não terá
restituição do valor pago pelo bônus. O bônus, portanto, é um direito, com prazo de
expiração, como uma opção.
Boom
Fase no mercado de ações em que o volume de transações ultrapassa,
acentuadamente, os níveis médios em determinado período, com expressivo
aumento das cotações.

BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é a principal
instituição financeira de fomento no Brasil. Criado na década de 50 tem como
objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico do país - estimulando, via
financiamento, com taxas de juros e prazos de especiais, as atividades agrícola,
industrial e de serviços.
Bradies
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São títulos da dívida externa brasileira lastreados em papéis do Tesouro dos


Estados Unidos. O Brasil emitiu cerca de US$ 50 bilhões de títulos no processo de
renegociação da dívida externa elaborado por Nicholas Brady, então secretário do
Tesouro norte-americano. É daí que saiu o nome bradies. No mercado internacional
da dívida externa brasileira, há nove tipos de papéis diferentes. Os bradies são os
títulos de mercado emergente mais negociados no mercado norte-americano. Por
isso, servem como indicador do nível de risco percebido e aceito pelos investidores
internacionais. Um dos títulos da dívida externa brasileira mais importantes é o C-
Bond.
BTC - Banco de Títulos Calispa
Serviço oferecido pela Calispa, no qual os investidores tem a possibilidade de
disponibilizar suas ações custodiadas na BOVESPA (doadores) para empréstimo a
outros investidores interessados (tomadores).

Cadastro de clientes
Conjunto de dados e informações gerais sobre a qualificação dos clientes.
Caderneta de poupança
Depósitos de poupança, em dinheiro, trata-se de uma aplicação de renda fixa que
paga juros de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial. Regra geral,
oferece menor rendimento que outras aplicações de renda fixa. Mas é a aplicação
mais procurada pelo pequeno investidor, porque costuma ter um menor limite
mínimo de depósito. Também oferece algum nível de segurança. A caderneta tem
uma data mensal de aniversário e somente paga o rendimento para o dinheiro que
ficou parado nesta conta entre os dois aniversários. Muitos bancos oferecem
cadernetas com múltiplos aniversários. Na prática, estas contas têm um único
número, mas funcionam como se fossem várias contas, cada qual com um
aniversário. De qualquer forma, o rendimento somente é pago se o dinheiro ficou
depositado desde o último aniversário da conta ou da sub-conta. É permitido sacar o
dinheiro da poupança antes do aniversário, porém os juros referentes ao dinheiro
sacado não serão pagos. O rendimento da caderneta de poupança costuma ser
igual em todos os bancos, embora alguns ofereçam atrativos, como a compensação
da CPMF (para aplicações acima de três meses), ou facilidades na tomada de
crédito, incluindo juros mais baixos. O dinheiro da caderneta é a principal fonte de
recursos para o financiamento de imóveis. A poupança não paga Imposto de Renda.
Caixa 2
Nome dado aos recursos que a empresa não declara para o fisco, que não têm
registro nos livros contábeis. São valores sonegados, com o objetivo de reduzir o
pagamento de impostos e/ou porque têm origem duvidosa. Muitas vezes, o caixa 2
acaba sendo usado em operações ilícitas, como pagamento de propinas a
funcionários públicos ou depósitos em paraísos fiscais.
Caixa de registro e liquidação
Empresa responsável pela liquidação e compensação das negociações a vista, a
termo e de opções, realizadas em bolsa.
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Calispa
Empresa controlada pela Bolsa de Valores de São Paulo. Sua função é compensar e
liquidar financeiramente as operações realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo
(BOVESPA).
Call
Veja Opção de Compra de Ações.
Câmara de Compensação
Organização que reúne vários bancos de uma localidade com o objetivo de liquidar
os débitos entre eles, conpensando todos os cheques emitidos contra cada um dos
seus membros mas apresentados para cobrança em qualquer um dos outros.
Câmbio
Negociação de moeda estrangeira, através da compra, venda ou troca da moeda de
um país pela de outro. O câmbio exprime a relação de troca entre moedas de
diferentes países, transação comum nas operações de comércio exterior
(exportação e importação) e de transferências de capital, por qualquer motivo, seja
investimento ou gastos com turismo. As cotações relativas das moedas são
definidas por diversos fatores, dependendo basicamente da oferta e da procura por
uma moeda. O nível de desenvolvimento econômico do país contribui para a
definição de sua taxa de câmbio, bem como o nível de investimentos estrangeiros
que recebe, seu nível de relação comercial com os demais países, sua situação
fiscal, seu nível de juros, entre outros fatores. Países mais fortes economicamente,
mais sólidos, tendem a ter moedas com maior aceitação internacional.

Capital
É a soma de todos os recursos, bens e valores, mobilizados para a constituição de
uma empresa.
Capital Aberto (companhia de )
Empresa que tem suas ações registradas na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) distribuídas entre um determinado número de acionistas, que podem ser
negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
Capital autorizado
Limite estatutário, de competência de assembléia geral ou do conselho de
administração, para aumentar o capital social de uma empresa.
Capital de Giro
Parte dos bens de uma empresa representados pelo estoque de produtos e pelo
disponível (imediatamente e a curto prazo). Em contabilidade, é a parte do capital da
empresa que se destina a tocar os negócios no dia-a-dia. É aquele dinheiro que vai
ser usado para pagar salários, fornecedores e contas em geral. É importante que a
empresa tenha capital de giro suficiente, caso contrário precisará tomar empréstimos
no mercado, quando estiver apertada, sem caixa, para pagar seus compromissos.
Este mesmo termo é usado pelos bancos para as operações de empréstimos para
empresas, com prazo mínimo de 30 dias. Neste caso, o termo é usado vinculado à
análises financeiras, e se refere a empréstimos a um dado nível de juro.
Capital de Risco
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Capital investido em atividades em que existe a possibilidade de perdas.


Capital Fechado (companhia de)
Empresa do tipo Sociedade Anônima (S.A.) em que o capital, representado pelas
ações, é dividido entre poucos acionistas. Essas ações não são negociadas nas
bolsas de valores ou no mercado de balcão.
Capital Social
Montante de capital de uma sociedade anônima que os acionista vinculam a seu
patrimônio como recursos próprios, destinados ao cumprimento dos objetivos da
mesma.
Capital social subscrito a integralizar
Parcela de subscrição que o acionista deverá pagar, de acordo com determinação
do órgão que autorizou o aumento de capital de uma sociedade.

Capital social subscrito e realizado


Montante de capital social acrescido da parcela de subscrição paga pelo acionista.
Capitalização
Ampliação do patrimônio, via reinversão de resultados ou captação de recursos, pela
emissão de ações.
Capitalização dos juros
Cobrança de juros sobre juros. A cada início de mês, o novo juro é aplicado sobre a
dívida total, que inclui o principal (empréstimo de fato) e os juros dos meses
anteriores. No caso dos juros simples, a taxa incide apenas sobre o principal. Por
exemplo, uma dívida de $ 100, com juro de 10% ao mês. No juro composto
(capitalizado) a evolução da dívida iria para $ 110 no final do primeiro mês, $ 121 no
final do segundo, e assim sucessivamente até que no final de um ano a dívida seria
de $ 313,84. No juro simples, a dívida seria de $ 110 no final do primeiro mês, de $
120 no final do segundo, e assim sucessivamente até chegar a $ 220 no final de um
ano. Uma diferença de $ 93,84. Há uma discussão sem fim sobre se é correto ou
não cobrar juros capitalizados. Mas esta conversa é mais moral do que prática, e
não leva a lugar algum. Aparentemente, quem está devendo prefere o juro simples,
porque teria uma dívida menor no vencimento. Acontece que na prática as coisas
são diferentes. Vamos supor que o banco queira receber $ 313,84 por um
empréstimo de $ 100 em um ano, e os tomadores de empréstimos aceitam pagar
este montante, mas a lei proíbe o juro composto. Neste caso, o banco simplesmente
converte o juro composto em taxa simples. No mesmo exemplo, bastaria que o
banco cobrasse uma taxa mensal de 17,82%. Desta forma, através do juro simples,
no valor de $ 17,82 por mês, cobrados apenas sobre o principal de $ 100, no final de
um ano a dívida estaria nos mesmos $ 313,84. Não faz sentido discutir se o Brasil
deve praticar juros compostos ou simples. A taxa composta é sem dúvida a mais
usada, até pela sua praticidade. Se os juros estão altos, é preciso discutir os motivos
macroeconômicos, a política econômica, o cenário internacional e, por que não, a
disposição dos tomadores de empréstimos aceitarem juros absurdos. A calculadora
aceita qualquer cálculo, e no final o devedor vai pagar mesmo os $ 313,84.
C-Bond (Front-Loaded Interest Reduction with Capitalization Bond)
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 14

Título da dívida externa brasileira negociado no mercado internacional. A emissão


desses títulos ocorreu em abril de 1994, com vencimento em abril de 2014.
Captação
Obtenção de recursos para aplicação a curto, médio e/ou longo prazos.
Carta de Crédito
Carta cujo signatário autoriza o destinatário a entregar a uma terceira pessoa certa
importância em dinheiro ou determinada quantidade de mercadorias.
Carteira administrada
Expressão que designa um portfólio de investimentos sob a responsabilidade de um
gestor, a quem cabe a escolha das aplicações (ações, títulos e outros ativos e
valores) de acordo com os níveis de remuneração e risco desejados. A carteira pode
ser formada por recursos de um único investidor ou de um grupo deles, caso dos
fundos de investimento.
Carteira de ações
Conjunto de ações de diferentes empresas, de propriedade de pessoas físicas ou
jurídicas.
Carteira de investimentos
Conjunto de ativos financeiros pertencentes a uma pessoa ou empresa. A carteira de
um investidor é o conjunto de todos os tipos de investimentos que ele possui. A
carteira de um o operador de bolsas de valores ou de um fundo de investimento é o
conjunto de todos os títulos, papéis ou valores que são objeto de negociação.
Carteira de títulos
Conjunto de títulos de rendas fixa e variável, de propriedade de pessoas físicas ou
jurídicas.
Caução
Depósito de títulos ou valores efetuados para o credor, visando garantir o
cumprimento de obrigação assumida.
Cautela
Certificado que materializa a existência de determinado número de ações; também
chamada título múltiplo.
Certificado
Documento que comprova a existência e a posse de determinada quantidade de
ações.
Certificado de depósito
Título representativo das ações depositadas em uma instituição financeira. Algumas
empresas do Mercosul são negociadas nas bolsas de valores brasileiras por meio
desse mecanismo.

CDB - Certificado de Depósito Bancário


DICIONÁRIO DE ECONOMIA 15

São títulos nominativos, emitidos pelos bancos comerciais e de investimentos, que


pagam taxas de juros em determinado vencimento para seus compradores. O
dinheiro captado nos CDBs é usado para as operações de crédito do banco.
CDC - Crédito Direto ao Consumidor
Trata-se do financiamento pessoal concedido, pelas próprias vendedoras ou por
financeiras, para aquisição de qualquer bem de consumo ou serviço. O consumidor
passa a desfrutar imediatamente de um bem que será pago com sua renda futura.
Os cartões de crédito também são uma forma de crédito direto ao consumidor.
CDI - Certificado de Depósito Interbancário
É um título de renda fixa que representa operações de crédito entre bancos. Um
banco emite um CDI, vende este papel no mercado, e com isso consegue levantar
dinheiro para suas necessidades. A taxa do CDI é divulgada diariamente, para
operações de um dia ou por prazos maiores (30, 60 ou mais dias), regra geral como
taxa anualizada. Instituições como Cetip e Anbid fazem apuração diária das médias
destas taxas e divulgam ao mercado como parâmetro das taxas praticadas.
Certificado de Desdobro
Comprovante do desdobramento de um certificado de ações em vários outros.
CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários
Título mobiliário privado recentemente criado, e que começa a atrair a atenção de
investidores, ampliando as possibilidades de investimento no setor imobiliário. São
papéis emitidos por empresas securitizadoras e lastreados em contratos de
financiamento de imóveis. O risco destes papéis é o de inadimplência dos contratos
em que são lastreados. Por regulamentação da CVM (Comissão de Valores
Mobiliários), só podem ser objeto de oferta pública CRIs com valor nominal a partir
de R$ 300 mil, o que torna estes papéis inacessíveis aos pequenos investidores.
Estes valores mínimos podem ser alterados a qualquer momento.
Cesta Básica
Conjunto de bens satisfazem as necessidades básicas de uma família de
trabalhadores. O conceito de necessidades básicas varia conforme o nível médio de
renda da população alvo. Como exemplo pode-se citar a cesta básica elaborada
pelo Procon-São Paulo, que computa o preço médio de uma cesta de produtos
alimentares, de higiene e limpeza consumidos por uma família padrão de quatro
pessoas com renda de 10,3 salários mínimos, na região metropolitana de São Paulo.
Cetip - Central de Custódia e Liquidação de Títulos
Empresa criada pelas instituições financeiras, em parceria com o Banco Central,
onde se custodiam, registram e liquidam financeiramente as operações feitas com
todos os papéis privados e os títulos estaduais e municipais através de seu sistema
eletrônico. Na Cetip ficam garantidas as operações, pois quem compra tem certeza
da validade do título e quem vende tem certeza de recebimento do valor. Abrange
também a liquidação financeira das transações realizadas na Bolsa de São Paulo
(Bovespa), Bolsa do Rio de Janeiro (BVRJ) e Bolsa de Mercadorias e de Futuros
(BM&F).
Chamada de bônus
Resgate de bônus pelo emitente, mediante o pagamento antes do vencimento.
Chamada de capital
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 16

Subscrição de ações novas, com ou sem ágio, para aumentar o capital de uma
empresa.
Chinese Wall
Termo usado para designar a separação física e administrativa entre a tesouraria do
banco e a gestora de fundos (asset management). Esta separação é exigida pelo
Banco Central para evitar possíveis conflitos de interesses entre o banco e a
administração dos recursos de terceiros.
Circuit breaker
Procedimento das bolsas que interrompe o pregão quando a variação do preço de
um ativo ou do índice de ações atinge um limite predeterminado, tanto de alta
quanto de baixa. O objetivo é evitar que causas localizadas gerem pânico entre os
investidores. Este mecanismo não impede a alta ou baixa das ações e outros ativos,
mas força que os movimentos acompanhem decisões conscientes sobre
observações mais concretas, reduzindo o efeito do fator emocional, sempre muito
presente nas bolsas.
Cisão
É o processo de transferência, por uma empresa, de parcelas de seu patrimônio a
uma ou mais sociedades, já existentes ou constituídas para esse fim, extinguindo-se
a empresa cindida se houver versão de todo o seu patrimônio.
Clearing house
Clearing house - ou câmara de compensação - é o sistema pelo qual as bolsas
garantem o cumprimento dos compromissos de compra e venda assumidos em
pregão. Pode ser uma estrutura interna ou externa, adjunta à bolsa. A clearing é
responsável pelo registro de todas as operações realizadas, acompanhamento das
posições mantidas, compensação financeira dos fluxos e liquidação dos contratos.

Clube de investimentos
Grupo de pessoa físicas (máximo de cento e cinqüenta), que aplica recursos de uma
carteira diversificada de ações, administrada por uma instituição financeira
autorizada. O clube pode ou não ter como gestor um dos cotistas do clube, sendo
que a administração deve ser em parceria com uma instituição autorizada, seja um
banco de investimentos, uma corretora ou uma distribuidora. De acordo a Instrução
n.º 40 de 1984 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cabe às bolsas de
valores a função de registrar, regulamentar e fiscalizar os clubes de investimentos.
Os clubes são isentos de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira) na compra e venda de ações.
CMN - Conselho Monetário Nacional
Órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional, subordinado ao
Ministério da Fazenda. Ao CMN compete: estabelecer as diretrizes gerais das
políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição,
funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os
instrumentos de política monetária e cambial. O CMN é constituído pelo ministro da
Fazenda (presidente), pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente
do Banco Central do Brasil (Bacen). Os serviços de secretaria do CMN são
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 17

exercidos pelo Bacen. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do


Crédito (Comoc), composta pelo presidente do Bacen, na qualidade de coordenador,
pelo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo secretário
executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, pelo secretário executivo do
Ministério da Fazenda, pelo secretário de Política Econômica do Ministério da
Fazenda, pelo secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e por quatro
diretores do Bacen, indicados por seu presidente. Está previsto o funcionamento
também junto ao CMN de comissões consultivas de normas e organização do
sistema financeiro, de mercado de valores mobiliários e de futuros, de crédito rural,
de crédito industrial, de crédito habitacional e para saneamento e infra-estrutura
urbana, de endividamento público e de política monetária e cambial.
CNBV - Comissão Nacional de Bolsas de Valores
Associação civil sem fins lucrativos, que tem a função de representar os interesses
das bolsas de valores do País perante as autoridades monetárias e reguladoras do
mercado.
Colocação direta
Aumento de capital realizado pela subscrição de ações, pelos atuais acionistas,
diretamente em uma empresa.
Colocação indireta
Aumento de capital realizado mediante subscrição, no qual a totalidade das ações é
adquirida por uma instituição financeira ou por um grupo reunido em consórcio, para
posterior colocação no mercado secundário.
Combinação de opções
Compra ou venda de duas ou mais séries de opções sobre a mesma ação-objeto,
porém com preços de exercício e/ou datas de vencimento diferentes.
Comitente
Pessoa que encarrega uma outra de comprar, vender ou praticar qualquer ato, sob
suas ordens e por sua conta, mediante certa remuneração a que se dá o nome de
comissão.
Commercial paper
Nota promissória de curto prazo normalmente emitida por empresas de grande porte
e reduzido risco de crédito. Estes papéis são vendidos diretamente pelas empresas
aos investidores, mas também podem ser emitidos via corretora. É um meio de as
empresas obterem recursos a um custo menor que os juros bancários.
Commodities
Termo em inglês que significa "mercadoria". Se referem a mercadoria em estado
bruto ou produto primário com grande importância comercial, como por exemplo,
café, milho, algodão, cobre, petróleo etc. Por ser um produto não-diferenciado (dado
um nível de padrão), que não tem preço diferente por questões de marca, nem
envolve alta tecnologia, é fácil criar mercados homogêneos para estes produtos. Por
isso, é fácil ver um mercado internacional que negocia soja, café ou petróleo, mas
não há uma bolsa negociando carros da marca x ou y.
Companhia
O mesmo que Sociedade Anônima.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 18

Compra em margem
Aquisição de ações a vista, com recursos obtidos pelo investidor por meio de um
financiamento com uma sociedade corretora que opere em Bolsa. É uma
modalidade de operação da Conta Margem.
Concordata
Recurso jurídico concedido à empresa insolvente (que não tem condições
momentâneas de saldar seus compromissos nos prazo contratuais) para evitar ou
suspender sua falência. Permite que a empresa continue com suas atividades,
ficando obrigada a liquidar suas dívidas dentro de um prazo estabelecido
judicialmente. Distingue-se , portanto, da falência, quando a empresa insolvente
cessa todas as suas atividades.
Confirmação
Aviso que o corretor dá ao cliente da efetivação de uma negociação com ações.
Conta margem
Forma de negociação de ações que possibilita ao investidor obter, em uma
sociedade corretora, financiamento para compra dos títulos e/ou empréstimo dos
papéis para venda. Essas operações são feitas no mercado a vista de bolsa. O custo
e liquidação do financiamento, bem como a remuneração do empréstimo dos títulos
e sua devolução, são pactuados diretamente entre o investidor e a corretora.
Contas Públicas
O resultado das contas do setor público é conhecido como déficit público - que
representa o excesso de gastos do Governo (em suas diferentes instâncias:
Governo Federal e Banco Central; Estados e Municípios, ainda, empresas estatais)
frente as suas receitas. Entretanto, esta contabilidade pode ser dividida em três
níveis:
(1) Déficit Nominal: corresponde ao resultado nominal das contas do setor público,
ou seja, não é excluído o efeito da inflação sobre o fluxo de receitas e despesas do
governo.
(2) Déficit Operacional: corresponde ao resultado real das contas públicas, ou seja,
exclui-se do resultado nominal o efeito da inflação.
(3) Déficit Primário: corresponde ao resultado fiscal das contas públicas, ou seja,
exclui-se do resultado operacional a despesa com juros que o Governo tem que
pagar sobre as suas dívidas.
Assim, o resultado puro das contas do Governo é representado pelo déficit primário,
que diz, sem o efeito da inflação e dos juros pagos sobre as suas dívidas, se ele
gastou mais ou menos do que a sua receita permitia. Entretanto, com as altas taxas
de juros praticadas e o crescimento da dívida mobiliária, o acompanhamento do
déficit no conceito operacional vem sendo cada vez mais relevante, uma vez que a
despesa com juros representa uma grande fonte de gastos para o Governo. À
medida que a estabilidade de preços for se firmando no país, o conceito de déficit
nominal ganhará maior relevância, pois o efeito diminuto da inflação deverá dar novo
sentido a esta estatística - tendendo a substituir a relevância do conceito
operacional. O Banco Central divulga estes três conceitos de déficit público, só que
sob a ótica da necessidade do seu financiamento. Ou seja, é divulgada a série de
necessidades de financiamento do setor público, que é o mesmo que dizer: se o
governo tem necessidade de financiamento, é por que tem déficit; enquanto que, se
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 19

apresentar uma necessidade de financiamento "negativa", isso quer dizer que ele
teve um superávit, ou seja, gastou menos do que arrecadou.
Controle Acionário
Posse, por um acionista ou grupo de acionistas, da maior parcela de ações, com
direito a voto, de uma empresa, garantindo o poder de decisão sobre ela.

Conversão
Mudança das características de um título. No caso de ações, pode ser sua
transformação, quanto à forma (de nominativa para escritural) ou à espécie ( de
ordinárias em preferenciais ou vice-versa) dependendo de deliberação de
assembléia geral extraordinária e do disposto no estatuto social de uma sociedade
anônima.
Corretagem
Taxa de remuneração de um intermediário financeiro na compra ou venda de títulos.
Corretor
Intermediário na compra e venda de títulos.
Corretora de Valores
Atua no mercado de capitais, comprando e vendendo ações e distribuindo títulos de
valores mobiliários, de carteira própria e de terceiros. Opera fisicamente nas bolsas
de valores, administra fundos de investimento, faz lançamento de ações ao público,
administra carteira, faz custódia de valores mobiliários e intermedia operações de
câmbio.
Cotação
É preço de títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias que estão sendo
negociadas. Termo utilizado principalmente nas bolsas de valores ou de
mercadorias.
Cotação de abertura
Cotação de um título na primeira operação realizada em um dia de negociação.
Cotação de fechamento
Última cotação de um título em uma dia de negociação.
Cotação máxima
A maior cotação atingida por um título no decorrer de um dia de negociação.
Cotação média
Cotação média de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.
Cotação mínima
A menor cotação de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.
CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
Cobrada sobre toda movimentação financeira. A alíquota atual é de 0,38%. Na
prática, a cobrança acontece apenas quando há movimentação na conta corrente.
Como toda aplicação em investimento ou troca de aplicação precisa
necessariamente passar pela conta corrente, qualquer movimentação é tributada. A
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 20

CPMF foi criada com o objetivo de destinar recursos para a área de saúde, embora
haja muita controvérsia política sobre o destino efetivo do dinheiro. Do ponto de vista
econômico, a contribuição é muito questionada porque cria ruídos no processo
produtivo e é um imposto que vai se acumulando sobre outros. Para o mercado
financeiro, é mais um custo que prejudica as operações, especialmente no mercado
de ações, o que muitas vezes afasta os investidores internacionais. Seu nome antigo
era IPMF (Imposto Provisório sobre a Movimentação Financeira).
Crack
Ocorre quando as cotações das ações declinam velozmente para níveis
extremamente baixos.
Cupom cambial
É o rendimento em dólar, pago ao investidor que assume risco de investir em outra
moeda (no caso brasileiro, o real), bem como a taxa de juro paga nos títulos com
correção cambial. A diferença entre a taxa de juros interna e a desvalorização da
taxa de câmbio do país equivale ao juro pago em dólar, ou cupom cambial. O cupom
cambial tende a se elevar quanto maior for o risco de desvalorização do real, através
do aumento dos juros internos. Um exemplo: se o juro interno está em 15%, e o real
se desvaloriza 5%, o cupom cambial fica em 9,5% (juro composto). Se a
desvalorização do real fica em 7%, o cupom cambial cai para 7,5%. Por isso, se há
risco de uma desvalorização mais forte do Real, o governo precisa aumentar os
juros internos, para manter atraente o juro pago em dólar para os investidores.
Custo de oportunidade
O quanto se deixa de receber de um investimento quando se opta por um segundo
investimento. Por exemplo: quando se investe em ações, esperando um retorno, o
custo de oportunidade pode ser o juro pago na caderneta de poupança, uma vez
que o dinheiro investido nas ações não foi aplicado na caderneta. Este tipo de
raciocínio é uma forma de tornar relativos os ganhos. Se dissermos que ganhamos
20% com uma ação é uma coisa. Se dissermos que ganhamos 20% com uma ação,
mas poderiamos ter ganho 15% na caderneta de poupança, é outra coisa. Quando
comparamos o rendimento da caderneta, uma opção quase sem risco, com a ação
percebemos que o ganho não foi tão grande. Quem arriscou para ganhar 20%
deixou de ganhar os 15% da caderneta. Este conceito também pode ser usado em
qualquer investimento em empresas. Quando se tem um projeto de investir em rede
fast food, por exemplo, com retorno de 15% ao ano, uma opção é verificar se não
vale mais a pena ganhar estes mesmos 15% na caderneta de poupança, sem
trabalhar!

Custódia
Significa a guarda de títulos e valores. É o local onde os títulos e as ações são
registrados em nome de quem os comprou, garantindo a sua propriedade. Existem
empresas especializadas a guardar esses títulos ou ações. O Cetip custodia títulos
de renda fixa e as bolsas de valores mantém suas próprias câmaras de custódia
para as ações negociadas em seu pregão. A Bovespa tem a Companhia Brasileira
de Liquidação e Custódia (CBLC). Essa câmara é responsável pela manutenção e
atualização dos direitos das ações (dividendos, bonificações, subscrição etc.). Além
do extrato mensal, a cada movimentação é emitido um aviso ao acionista.
Custódia fungível
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 21

Serviço de custódia no qual os valores mobiliários retirados podem não ser os


mesmos depositados, embora sejam das mesmas espécie, qualidade e quantidade.
Hoje a custódia fungível trabalha apenas com ações, no Brasil, mas é possível
trabalhar com qualquer outro valor que tenha características homogêneas. Não há
emissão de um certificado em papel, o que evita a necessidade de controlar
certificados específicos, uma vez que os ativos têm as mesmas características (são
homogêneos). Esta forma é menos burocrata, porque facilita o fluxo mais ágil dos
ativos.
CVM - Comissão de Valores Mobiliários
Órgão federal, subordinado ao Ministério da Fazenda, que tem a função de
regulamentar o mercado de capitais - bolsas e balcão -, especialmente no
desenvolvimento, disciplina e fiscalização desses mercados. Sob fiscalização da
CVM estão as Bolsas de Valores e sociedades corretoras, os bancos de
investimento, as distribuidoras e as companhias abertas, os agentes autônomos de
investimento e as carteiras de depósitos de valores mobiliários, os fundos e
sociedades de investimento e os auditores independentes, os consultores e
analistas de valores mobiliários.

D+
Jargão utilizado no mercado financeiro que expressa o dia da operação financeira e
o dia em que ela será realmente efetuada. Só são considerados os dias úteis neste
cálculo. Exemplo: o cliente enviou um DOC hoje, mas ele será creditado apenas
amanhã. O crédito ocorre em D+1. O "D" significa o dia em que foi feita a operação
verbalmente e o "+ seguido de um número" significa o número de dias úteis
necessários para que se efetive realmente a operação. D+0 = hoje; D+1 = próximo
dia útil; D+2 = dois dias úteis adiante etc. As ordens de resgate em fundos de ações
ocorrem geralmente em D+3.
Data de exercício da opção
Data de registro em pregão da operação de compra ou de venda a vista das ações-
objeto da opção.
Data de vencimento da opção
O dia que se extingue o direito de uma opção.
Data ex-direito
Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo, bonificação,
subscrição), na bolsa devalores.
Day-trade
Expressão em inglês que significa a realização de uma operação financeira e sua
liquidação no mesmo dia, ou seja, a compra e venda do mesmo ativo, na mesma
quantidade, no mesmo dia e pela mesma sociedade corretora. Dessa forma, o
investidor permanece com a posição de investimento inalterada, porém realiza
ganhos ou perdas com a operação.
Dealer
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 22

São instituições credenciadas pelo Banco Central a participar dos leilões informais
de câmbio e títulos públicos. Os dealers são escolhidos dentre os bancos mais
ativos no mercado. Eles têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre
o leilão informal. Bancos que falham com essa obrigação são descredenciados pelo
Banco Central.
Debêntures
Título que garante ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda
é variável. O portador de um debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao
contrário do acionista, que é um dos proprietários dela.
Debêntures conversíveis em ações
Aquelas que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em
épocas e condições predeterminadas.
Deduções estatutárias
Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto
social, não é distribuída aos acionistas.
Demanda
Em economia é o desejo de consumo individual ou coletivo de bens e serviços, a
determinado nível de preços.
Democratização do capital
Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total ou
parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela participar e que
não mantém, necessariamente, relações entre si, com o grupo controlador ou com a
própria companhia.
Demonstrações Financeiras
Demonstrações das principais contas da empresa, relatadas no balanço patrimonial,
demonstração de resultado, demonstração das origens e aplicações de recursos
(Doar), alterações do patrimônio líquido e notas explicativas.
Depósito Compulsório
Os bancos mantém parte de seus depósitos no Banco Central. Parte destes
depósitos são voluntários - para cobrir eventuais déficits na compensação bancária -
, e parte são compulsórias. As Reservas Compulsórias são uma proporção dos
depósitos à vista e a prazo (sendo que por um curto prazo de tempo também exigiu-
se compulsórios sobre operações de empréstimos, avais e fianças) que os bancos
tem que recolher no Bacen, obrigatoriamente. Quem fixa este percentual é o CMN,
com o propósito de limitar a expansão das operações de crédito na economia.
Depreciação
Significa a perda de valor de algum ativo em decorrência do uso, da ação do tempo,
da obsolescência tecnológica ou redução no preço de mercado - geralmente de
máquinas, equipamentos e edificações. O cálculo da depreciação pode ser feito pelo
custo original ou pelo custo atual. No mercado financeiro, depreciação também é
usada para indicar que a moeda nacional perde poder de compra em relação às
moedas estrangeiras.
Derivativos
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 23

Nome genérico de um grupo extenso de operações financeiras, as mais variadas,


excluindo as que sejam compra e venda direta de ativos financeiros ou reais,
embora estas operações tenham como base de negociação o preço ou cotação de
um ativo (chamado de ativo-objeto). São operações financeiras que derivam de
ativos-objetos. Neste grupo estão operações do mercado futuro, do mercado de
opções, dos swaps e de todas as operações mais complexas de engenharia
financeira. Um exemplo ajuda a entender. A compra e venda de ações é uma
operação de mercado à vista. Já a compra e venda de índice futuro de ações, ou
opção de compra de uma ação, ou opção de compra de índice futuro de ações, são
derivativos, contratos que não são o próprio ativo ações, mas derivados destas.
Estes grupos são contratos mais padronizados neste mercado de derivativos. Mas
existem inúmeras outras operações possíveis, em mercados de balcão, ou geradas
pela combinação entre contratos existentes, através de engenharia financeira. As
operações com derivativos podem ser usadas como mecanismo de Hedge
(proteção), ou como operações de alto risco com objetivo de lucros extraordinários.
Vale lembrar que neste caso, se a estratégia montada for perdedora, o prejuízo
também será extraordinário. Este aspecto de risco é o que preocupa os mercados
financeiros internacionais, porque muitas vezes nem mesmo as autoridades
financeiras internacionais conseguem prever as conseqüências de operações muito
sofisticadas. Para entender mais sobre derivativos pesquise também mercado futuro,
mercado de opções e swaps.
Deságio
É quando se paga por um ativo (título, ação ou bem qualquer) um preço menor que
o de face, ou tabelado, ou de referência. É a diferença, para menos, entre o valor
nominal e o preço de compra de um bem.
Desconto de duplicata
Operação de crédito para empresas. O banco empresta dinheiro para a empresa e
recebe duplicatas, de clientes desta empresa, como garantia da operação. Se
alguma duplicata deixar de ser paga, regra geral, cabe à empresa que entregou as
duplicatas pagar a dívida e depois ir tentar recuperar sua perda diretamente com seu
cliente.
Desdobramento de cautelas
É a elevação do número de ações sem a correspondente elevação do capital social
da empresa. Ocorre quando a empresa desdobra cada uma de suas ações em duas,
três, ou mais; sendo que todas juntas permanecem com o valor nominal da ação
desdobrada.
Desemprego (índices de)
Existem várias metodologias para medir o desemprego. De maneira geral, os índices
procuram captar o porcentual de pessoas capacitadas e disponíveis para trabalhar
que se encontram desocupadas. Alguns indicadores computam uma base maior de
trabalhadores, considerando todos os trabalhadores aptos para o trabalho. É o caso
do índice de desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-Econômicos (Dieese). Já o índice da Fundação Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) tem por base apenas do número estimado de
trabalhadores que estão de fato em busca de colocação no mercado. Por isso, o
índice do IBGE é sistematicamente inferior ao índice do Dieese, porque medem
situações diferentes.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 24

Desvio de prêmio - ranking Sharpe / Anbid


É o risco do fundo em relação à taxa livre de risco (riskfree) ou benchmark
(parâmetro de mercado usado como medida de desempenho).

DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-


Econômicos
Instituto de pesquisas criado em 1955, com o objetivo de assessorar os sindicato de
trabalhadores. Fornece periodicamente dados relativos a custo de vida,
desemprego, produtividade e nível de salário real.
Diferencial
Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-objeto,
porém de séries diferentes.
Direito de retirada
Direito de um acionista de se retirar de uma empresa, mediante o reembolso do
valor de suas ações, quando for dissidente de deliberação de assembléia que
aprovar determinadas matérias definidas na legislação pertinente.
Direito de subscrição
Direito de uma acionista de subscrever preferencialmente novas ações de uma
sociedade anônima quando do aumento de seu capital.
Direitos
Veja Benefícios.
Disclosure
Transparência da empresa. É um termo geralmente utilizado pelo mercado
financeiro, especialmente no caso da postura de empresas e instituições financeiras
que tenham títulos no mercado de capitais. A obrigação que a empresa tem de
informar todas as questões relacionadas à sua situação econômica e financeira, e
de seus títulos, ao mercado.
Distribuidora
Veja Sociedade distribuidora.
Diversificação
É como o investidor divide sua poupança nos diversos ativos financeiros e reais,
como colocar 10% de seu dinheiro guardado na caderneta de poupança, 50% em
fundos de renda fixa, 20% em fundo imobiliário e 20% em ações. A diversificação
ajuda a reduzir os riscos de perdas. É o velho ditado: não coloque todos os ovos
numa única cesta. Desta forma, quando um investimento não estiver indo muito
bem, os outros podem compensar, de forma que na média não se tenha perdas mais
expressivas. Imagine uma pessoa que compre 100% de sua poupança em ações de
uma empresa que venha a falir! Da noite para o dia este investidor perdeu todo o
seu dinheiro. Melhor então dividir a poupança em vários investimentos. A forma
como a pessoa diversifica suas aplicações depende de seu perfil como investidor,
especialmente do nível de risco que aceita, do prazo que espera obter rendimento,
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 25

de seus objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir. Uma pessoa
com pequena poupança tem menor capacidade de diversificar que uma pessoa com
muito dinheiro. Quem tem dez mil reais não pode querer investir uma parte em
imóveis, o que é possível para quem tem um milhão de reais, por exemplo. Também
é preciso lembrar que existem os valores mínimos exigidos para cada aplicação.
Assim, se um fundo de ações exige um mínimo de cinco mil reais, um investidor que
tenha menos do que este patamar não pode diversificar suas aplicações incluindo
este fundo. O ideal na diversificação é incluir ativos mais e menos líquidos, com
maior e menor nível de risco e rentabilidade, de vários mercados, de forma a reduzir
o risco geral da carteira de perdas provocadas por uma rentabilidade baixa ou
negativa de um único ativo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o
mais recomendado é diversificar a carteira em vários papéis, novamente com o
objetivo de reduzir os riscos.
Dívida Externa
Somatória dos débitos de um país, garantidos pelo seu governo, resultantes de
empréstimos e financiamentos contraídos com residentes no exterior. Os débitos
podem ter origem no próprio governo, em empresas estatais e em empresas
privadas. Neste último caso, isso ocorre com aval do governo para fornecimento das
divisas que servirão às amortizações e ao pagamento de juros. Cada país tem um
conjunto de títulos de dívida, com nomes diferentes, que representam contratos com
condições diferenciadas de juros, carência, vencimentos, garantias etc. Os títulos da
dívida externa são importante indicador do risco do país. Por isso se diz, quando os
juros dos títulos da dívida brasileira sobem, que o risco do Brasil aumentou. Isso
significa que os investidores estão exigindo maior juro pelo papel por entender que o
risco do país aumentou.
Dívida Interna
Somatória dos débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas
residentes no próprio país. Sempre que as despesas superam as receitas, há
necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para isso, as autoridades econômicas
podem optar por três soluções : emissão de papel- moeda, aumento da carga
tributária (impostos) e lançamento de títulos.
Dividend yeld
Taxa obtida dividindo-se o valor do dividendo distribuído por ação pelo preço atual
da ação. O indicador pode ser usado na análise da rentabilidade esperada de uma
ação. Por exemplo, se uma ação custa R$ 100,00 e se espera, com base na política
de distribuição e nas projeções de lucro da empresa, uma distribuição de dividendos
de R$ 15,00 por ação, tem-se então um yield de 15%.

Dividendo
Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações
possuídas. Normalmente, é resultado dos lucros obtidos por uma empresa, no
exercício corrente ou em exercícios passados.
Dividendo cumulativo
Dividendo que, caso não seja pago em um exercício, se transfere para outro.
Dividendo pro rata
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 26

Dividendo distribuído às ações emitidas dentro do exercício social proporcionalmente


ao tempo transcorrido até o seu encerramento.
Dólar Cabo
Estabelece o parâmetro de compra e venda de moeda que será utilizada para
transferência direta do exterior, e para o exterior via ordem de pagamento, portanto,
sem o manuseio do dólar papel. A cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar Comercial
Corresponde à taxa de câmbio para importação e exportação e operações
financeiras, com liquidação em dois dias, emissão de passagens aéreas e
marítimas, bônus, commercial paper , negociadas entre bancos comercias e
empresas com o objetivo de fechar suas posições no comércio exterior e remessas
de capitais. Antigamente havia dólar comercial e dólar flutuante. Hoje estes
mercados estão unificados. A taxa chamada de venda é a quanto o banco está
cobrando para vender dólar. A taxa chamada de compra é o quanto o banco está
pagando para comprar dólar. A cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar Fiscal
Corresponde à taxa de câmbio para efeito de cálculo dos tributos incidentes na
importação do próprio dia, divulgada pela Receita Federal.
Dólar Paralelo ou Papel
Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda adquirida
fora dos meios oficiais, ou seja, via doleiros. É importante salientar que a cotação do
dólar paralelo é influenciada pela cotação do ouro no mercado externo. A taxa
chamada de venda é a quanto o doleiro está cobrando para vender dólar. A taxa
chamada de compra é o quanto o doleiro está pagando para comprar dólar. A
cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar Ptax
Dólar oficial do Banco Central (Ptax800). Estabelece o parâmetro para as operações
de compra e venda de comércio exterior e operações financeiras.
Dólar Turismo
Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda para pessoas
que vão viajar para o exterior, deve verificar que a cotação é diferente para a compra
de dólar em papel moeda da compra de traveller’s check. A cotação é expressa em
R$ por US$.
Dow Jones
Índice utilizado para acompanhar a evolução dos negócios na Bolsa de Valores de
Nova York . Seu cálculo é feito a partir de uma média das cotações entre as trinta
empresas de maior importância na bolsa de valores, as vinte companhias
ferroviárias mas destacadas e as quinze maiores empresas concessionárias de
serviços públicos.
Dumping
Venda de produtos a preços mais baixos que os custos, com a finalidade de eliminar
a concorrência e conquistar fatias maiores de mercado.
Duration
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 27

Indicador utilizado pelos analistas de instituições financeiras para medir a


sensibilidade de títulos à variação da taxa de juros. É calculado com base no fluxo
de caixa do título, do pagamento de juros e principal, em cada prazo contratual, bem
como no valor presente do título. Em outros termos, a duration mede qual o prazo
médio no qual o detentor do título terá recebido o pagamento total. Contudo, como
existem constantes variações de taxa de juros no mercado, haverá
conseqüentemente variações no valor presente do título e na sua duration. Quando
ocorre um aumento de taxa de juros, o valor presente diminui e a duration também
diminui. A duration de carteira é a média ponderada das durations dos ativos e
representa o prazo médio do pagamento total da carteira.

Emissão
Colocação de dinheiro ou títulos em circulação.
Emprego
O nível de emprego e a renda dos trabalhadores são um reflexo do nível de
atividade (produção) da economia. Em momentos de crescimento econômico, as
empresas procuram mais trabalhadores para ampliar a produção. Assim, quanto
maior o nível de atividade, maior o número de postos de trabalho e/ou maior o
salário dos empregados. Com mais procura por trabalhadores, estes podem exigir
melhores salários e melhores condições de trabalho. A época do ano também
interfere no nível de emprego. No final de ano, a economia costuma estar aquecida
devido ao pagamento do 13º salário e o aumento do consumo, e com isto o
desemprego cai. Nos primeiros meses do ano, em que os consumidores evitam
gastar, a economia desacelera e muitos trabalhadores são demitidos. O progresso
técnico interfere no nível de emprego. As modernas tecnologias tornam a produção
mais automatizada e menos demandante de mão-de-obra, especialmente a de
menor qualificação. O emprego é um dos elementos mais importantes na condução
da política econômica, em virtude das suas implicações sociais. Sempre é desejável
que a condução da política tenha como objetivo levar a economia a uma situação de
pleno emprego. Mesmo no chamado pleno emprego, o desemprego nunca é zero.
Isso se deve ao tempo existente entre a saída do trabalhador de um posto de
trabalho e sua entrada em outro. Devido a esse movimento, a totalidade dos
trabalhadores nunca estará simultaneamente empregada. Este desemprego mínimo
inevitável é chamado de "desemprego friccional" nos manuais de economia.
Empresa aberta
Empresa que pode lançar ações e títulos mobiliários no mercado. A empresa pode
ser aberta e não estar listada em Bolsa de Valores.
Empresa fechada
Empresa que não pode lançar ações e títulos mobiliários.
Encargos Sociais
Conjunto de obrigações trabalhistas que devem ser pagas pelas empresas
mensalmente ou anualmente, além do salário do empregado.
Endosso
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 28

Transferência da propriedade de um título mediante declaração escrita, geralmente


feita em seu próprio verso.
Especulação
Negociação em mercado com o objetivo de ganho, em geral a curto prazo. Embora
exista um senso comum diferente, especulação é uma atividade normal no mercado
financeiro e em qualquer negócio. As pessoas compram um imóvel acreditando que
ele vai valorizar, ou pelo menos que não vai perder valor. Quem acredita que um
imóvel vai perder valor procura vendê-lo antes. Especular, portanto, é uma atividade
típica de investidor, no sentido de comprar ativos financeiros que devem valorizar
mais do que outros, e vender ativos que devem perder valor ou valorizar menos. Não
há nada de ilegal nesta atividade. O senso comum que se tem da palavra
especulação é por conta de haver confusão com a palavra manipulação.

Euro
O Tratado de Maastricht, de 1992, estabeleceu uma série de metas para o
estabelecimento de uma moeda comum a todos os países-membros da União
Européia. Desde então, várias negociações progrediram até que se definisse a
unificação monetária com a abolição das moedas nacionais em 1º de janeiro de
2002. Os países devem respeitar limites macroeconômicos, como endividamento
público, déficit fiscal e inflação. A autoridade responsável pela coordenação da
política monetária dos países-membros é o Banco Central Europeu (BCE), com sede
em Frankfurt, Alemanha. Nem todos os países da União Européia adotaram o Euro.
Dos 15 países que compões a EU, aderiram ao Euro Alemanha, Áustria, Bélgica,
Espanha, Grécia, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal
(a Grécia só cumpriu os pré-requisitos mais tarde e tem um cronograma diferenciado
dos demais países). Estes países compõem a chamada Eurolândia. Muitos
questionam-se sobre o sucesso da moeda e os custos de se abandonar moedas
nacionais fortes e tradicionais. É o caso do Reino Unido, onde a opinião pública é
majoritariamente contrária à extinção da libra esterlina. Também ficaram de fora a
Dinamarca e a Suécia. Ao ser lançado, em 1º de janeiro de 1999, o Euro passou a
ser moeda única expressa em valores fixos nas moedas nacionais dos países que o
adotaram. Como moeda em regime de câmbio flutuante, seu valor tem oscilado. Mas
as suas quedas no primeiro ano engrossaram os argumentos dos céticos com a
moeda única.
Eurobond (eurobônus)
Títulos privados ou públicos, com valor expresso em uma determinada moeda (em
geral dólares estadunidenses) e vendidos em outro país que não o da moeda
utilizada. Por meio meio destes papéis é possível a empresas e governos captar
recursos de médio e longo prazos no chamado euromercado, nome usado para
designar o dinheiro mantido em depósitos em moedas nacionais fora de seus países
de origem (por exemplo, dólares mantidos em depósitos britânicos ou japoneses). O
nome Eurobônus não significa que os títulos são lançados necessariamente na
Europa, embora esse seja o caso mais comum.
Exclusão do direito de preferência
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 29

O estatuto da empresa aberta que contiver autorização para aumento do capital


pode prever a emissão, sem direito de preferência, para antigos possuidores de
ações, de debêntures ou partes beneficiárias conversíveis em ações.
Ex-direitos
Denominação dada a uma ação que teve exercidos os direitos concedidos por uma
empresa.
Execução de ordem
Efetiva realização de uma ordem de compra ou venda de valores mobiliários.

Exercício de opções
Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de comprar ou de
vender o lote de ações-objeto, ao preço de exercício.
Exercício Social
Período de 12 meses em que o orçamento financeiro de uma empresa deve ser
executado. No término do exercício, deve-se fazer um balanço das atividades da
empresa, a partir do qual são calculados impostos, lucros, dividendos etc.
Ex-proventos
É o que se diz de uma ação que está sendo negociada sem os direitos de seus
proventos (dividendos, subscrição e bonificação). Esta é uma denominação em geral
dada por prazos curtos, apenas para caracterizar claramente uma situação que foi
alterada. Por exemplo, suponha que uma empresa pague sempre dividendos em
março. Até a divulgação do valor destes dividendos referentes 1999, ela estará
sendo cotada considerando este direito incluído. Assim que ela anunciar estes
dividendos, por exemplo em 15 de março de 2000, a Bolsa de Valores define que o
papel passa a ser negociado sem este direito. Ou seja: sem o direito dos dividendos
de 1999. Mas continua sendo negociada com outros direitos que serão anunciados
no futuro, até que sejam anunciados. O ex-proventos (como ex-dividendos) é um
título temporário que a ação recebe, apenas naqueles primeiros dias do anúncio de
provento, para deixar bem claro que algo aconteceu com o papel naqueles dias, a
ponto de eventualmente interferir em seu preço de mercado.

FAC - Fundo de Aplicação em Cotas


Esse tipo de fundo de investimento se difere dos demais pelo fato de comprar e
vender cotas de outros fundos de investimento e não papéis e títulos disponíveis no
mercado.
FAF - Fundo de Aplicação Financeira
Fundo criado pelo plano Collor II em substituição aos fundos de curto prazo,
inclusive o open e o over. As taxas de remuneração das FAFs deveriam ser iguais
às da TR , substituindo com vantagens as aplicações de curto prazo anteriores.
Falência
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 30

Quando, através de ação judicial, uma empresa é declarada incapaz de saldar seus
débitos nos prazos contratuais, ou mesmo se for beneficiada pelo adiamento dos
prazos, caso da concordata. A falência pode ser pedida pelos representantes da
própria empresa ou por um credor que tenha título de dívida vencida.
FAPI
Fundo de Aposentadoria Programada Individual.
Fechamento de posição
Operação pela qual o lançador de uma opção, pela compra em pregão de uma outra
da mesma série, ou o titular, pela venda de opções adquiridas, encerram suas
posições ou parte delas. A expressão também é utilizada quando da realização de
operações inversas no mercado futuro.
Fechamento em alta
Quando o índice de fechamento for superior ao índice de fechamento do pregão
anterior.
Fechamento em baixa
Quando o índice de fechamento for inferior ao índice de fechamento do pregão
anterior.
FED - Federal Reserve
Banco Central norte-americano. É composto de fato por doze bancos regionais e 24
filiais.
FIESP - Federação das Indústrias do Estado de S.Paulo
Órgão sindical de representação dos interesses dos industriais do estado. Congrega
mais de 100.000 indústrias, grandes, médias e pequenas, reunidas em 106
sindicatos diferentes.
FGV 100
É um índice de preços de ações, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Faz uma
média ponderada dos preços de 100 ações de empresas privadas não-financeiras
que têm seus papéis negociados nas principais Bolsas de Valores do País,
selecionadas segundo critérios de qualidade e liquidez.
FGV 100 Especial
Semelhante ao FGV 100, só que inclui também empresas estatais.
FIF
Fundo de Investimento Financeiro. Investem diretamente em ativos financeiros.
Genericamente chamados de fundos de renda fixa, os FIFs são fiscalizados pelo
Banco Central. Eles podem conter também títulos de derivativos e papéis de renda
variável, ou estarem vinculados a ativos atrelados ao dólar. Sua concentração, no
entanto, deve ser em títulos de renda fixa (prefixados ou DI). Atenção: na prática, os
fundos de derivativos e de multiportifólio são de renda variável, porém eles são
classificados como FIFs e estão sob fiscalização do Banco Central. Portanto, no
grupo de FIFs temos carteiras com perfil de renda fixa e carteiras com elevada
concentração de risco e papéis diversos, de renda variável, incluindo derivativos.
Filhote
Veja Bonificação em ações.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 31

FIPE
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, vinculada à Universidade de São
Paulo.
Float
É a receita apropriada pelos bancos por meio dos rendimentos dos recursos
mantidos pelos clientes em depósito à vista (conta corrente).
Fluxo de Caixa
O pagamento ou recebimento efetivo do dinheiro por uma empresa ou instituição
governamental.
Franchising
Método de comercialização de produtos ou serviços no qual o franqueado obtém o
direito de uso de uma marca e opera de acordo com um padrão de qualidade
estabelecido pelo franqueador em troca de um pagamento de um determinado valor.
FOB - Free on Board
Designação da cláusula de contrato segundo a qual o frete não está incluído no
custo da mercadoria. Valor FOB é o preço de venda da mercadoria acrescido de
todas as despesas que o exportador faz até colocá-lo a bordo.
FGV - Fundação Getúlio Vargas
Entidade fundada em 1944. A instituição tem o objetivo de dedicar-se à pesquisa no
campo das ciências sociais, da administração e economia, reunindo características
de escola, editora e centro de estudos, pesquisa e cooperação técnica.
Fundo 157
Fundo criado em 1967 com a finalidade de alavancar o mercado de ações. Os
contribuintes tinham opção de aplicar parte do Imposto de Renda (2%) no fundo,
permitindo que o investidor, em lugar de pagar o IR, pudesse adquirir quotas de
fundos administrados pelo banco de sua escolha. Os fundos receberam
investimentos de 1967 a 1982, e não foram extintos. Os recursos estão disponíveis
para o resgate.
Fundo de pensão
Conjunto de recursos proveniente de contribuições de empregados e da própria
empresa administrados por uma entidade a ela vinculada, cuja destinação é a
aplicação em uma carteira diversificada de ações, outros títulos mobiliários e
imóveis.
Fundo Garantidor de Crédito
É um fundo criado pelo governo, mas mantido pelos bancos, com a finalidade de
funcionar como uma espécie de seguro bancário para os investidores. Desta forma,
quem investe em um banco que quebra tem pelo menos parte de seu dinheiro
devolvido. O seguro máximo hoje é de R$ 20 mil. Estão seguradas diversas
aplicações financeiras, como CDBs, RDBs, depósitos à vista, caderneta de
poupança, letras hipotecárias, letras de câmbio e letras imobiliárias. Se o cliente tiver
mais do que este montante nestas aplicações, somente vai poder receber o que tem
direito após a liquidação do banco. Mas neste caso, o cliente entra na fila com os
demais credores, e pode não reaver todo o seu dinheiro. Lembre-se que os fundos
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 32

de investimento não são garantidos por este seguro, porque são um condomínio de
quotistas.
Fundo imobiliário
Fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio fechado, cujo
patrimônio é destinado a aplicações em empreendimentos mobiliários. As quotas
desses fundos, que não podem ser resgatadas são registradas na CVM, podendo
ser negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão.
Fundo mútuo de ações
Conjunto de recursos administrados por uma distribuidora de valores, sociedades
corretora, banco de investimento, ou banco múltiplo com carteira de investimento,
que os aplica em uma carteira diversificada de ações, distribuindo os resultados aos
cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas.
Fundo mútuo de ações carteira livre
Constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado, é uma comunhão de
recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de títulos e valores
mobiliários. Deverá manter, diariamente , no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado
em ações de emissão das companhias abertas, opções de ações, índices de ações
e opções sobre índices de ações.

Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes


Constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma comunhão de recursos
destinados a aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão
de empresas emergentes. Entende-se como empresa emergente, a companhia que
satisfaça os seguintes parâmetros:
1. Tenha faturamento líquido anual consolidado inferior a R$ 60 milhões;
2. Não seja integrante de grupo de sociedades com patrimônio líquido superior a R$
120 milhões.

Ganho de capital
Diferença positiva entre o valor de venda dos bens e direitos e seu respectivo custo
de aquisição.
GATT - General Agreement on Tariffs and Trade
Tratado multilateral de comércio internacional firmado em 1947. O GATT rege-se por
três princípios básicos : tratamento igual, não discriminatório, para todas as nações
comerciantes; redução de tarifas por meio de negociações e eliminação das cotas de
importação.
Gestão ativa
Tipo de administração dos recursos dos fundos que tem como objetivo superar o
rendimento de seu benchmark. Desta forma, a carteira de investimento não é
necessariamente igual à composição do índice de referência.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 33

Gestão passiva
Tipo de administração dos recursos dos fundos que tem como objetivo atingir a
mesma rentabilidade de seu benchmark. Desta forma, a carteira de investimento
deverá ser igual à composição do índice de referência.
Globalização
É um termo de ampla abrangência, muito usado na imprensa. Refere-se ao processo
de internacionalização das economias, com crescente integração e interdependência
entre os mercados. Até os anos 80, muitas empresas vinham expandindo suas
atividades pelo mundo, seja pela exportação de produtos, e importação de fatores,
seja pela instalação de subsidiárias fora do país de origem. Este quadro evoluiu a
partir dos anos 90, com a quebra de fronteiras propiciada pelo desenvolvimento das
comunicações e da tecnologia de informação, e também por mudanças institucionais
como a abertura comercial e a desregulamentação de diversas economias. Esse
conjunto de condições não só favorece o comércio e as transferências de capital
para investimento entre países, mas também vem permitindo às empresas
posicionar suas estratégias considerando o mundo como um mercado integrado, de
dimensões globais.
Governança corporativa
É o sistema que garante o tratamento igualitário entre os acionistas, além de
transparência e responsabilidade na divulgação dos resultados da empresa. Através
da prática da governança corporativa, é permitido aos acionistas a efetiva
monitoração da direção executiva. Dentre as medidas estabelecidas por empresas
que seguem a prática da boa governança devem constar quatro princípios básicos:
tratamento igual a acionistas minoritários e majoritários, transparência na relação
com o investidor, adoção de normas internacionais nos registros contábeis e
cumprimento das leis. Se a empresa adota esses princípios, recebe mais crédito de
instituições que defendem a posição do acionista minoritário na administração da
empresa. Vários países adotam códigos das melhores práticas de governança
corporativa. No Brasil, este documento foi preparado pelo Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa (IBGC), em maio de 1999. O projeto teve apoio da Bolsa de
Valores de São Paulo, que patrocinou o lançamento do código.
Grupamento
É a redução do número de ações sem alteração do capital social da empresa,
através da reunião em uma única ação de várias ações da empresa. É o oposto de
um desdobramento. Um grupamento pode ocorrer quando há uma queda persistente
da ação fazendo com que seu preço fique muito baixo.

Hedge
Expediente adotados por compradores e vendedores para se resguardarem de
flutuações de preços. Em finanças, a palavra tem o sentido de expressar operações
que reduzem o risco, referindo-se à operação feita no mercado financeiro para se
proteger de oscilação brusca de preços. Não se trata de um tipo de operação, mas
do objetivo da operação. Por exemplo, mercados futuros e de opções tanto podem
ser usados no sentido de proteção contra riscos (hedge) como no de especulação
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 34

com objetivos de obter ganhos extraordinários. Quando usados com objetivo de


hedge, os mercados derivativos têm a função de reduzir o risco das partes. Quando
usado para especulação, o risco pode aumentar.

Holding (empresa)
Aquela que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais
empresas.
Home broker
Termo relacionado à Bolsa de Valores de São Paulo, referente sistema de
negociação através da Internet, que permite ao usuário dar ordens diretas de
compra e venda através da rede.
Horizonte de investimento
Horizonte de investimento de qualquer ativo financeiro ou real depende do tempo
que é necessário para obter um melhor retorno, teoricamente. Assim, quando se
compra ações, regra geral, os analistas recomendam ter um horizonte de longo
prazo. Embora as ações possam ser vendidas a qualquer momento, o ideal é que o
investidor atue neste mercado com uma estratégia de ganhar dinheiro no longo
prazo. Não convém aplicar hoje em ações o dinheiro que será usado para pagar a
prestação da casa própria amanhã, por exemplo. Esta é uma recomendação natural
para investimentos de maior risco. Também não se deve comprar um imóvel
sabendo que será necessário vendê-lo em seis meses. É melhor esperar um
momento adequado, que pode ser em seis meses, mas também pode não ser.
Hot Money
São aplicações em títulos ou no câmbio, atraídas por taxas de juros elevadas ou
diferenças cambiais significativas, de curtíssimo prazo, podendo deslocar-se de um
mercado para outro com grande agilidade. de flutuações de preços. No mercado
financeiro brasileiro, é o termo usado para operações de crédito voltadas às
empresas que precisam de capital de curtíssimo prazo (inferior a 30 dias). As
empresas tomam dinheiro no hot money para cobrir eventual falta de caixa para
suas atividades.

IBA - Índice Brasileiro de Ações


O Índice Brasileiro de Ações é calculado pela Comissão Nacional de Bolsas de
Valores (CNBV). É um índice que mede o comportamento de ações na Bovespa. Ele
é composto por ações das empresas que estiveram presentes em, no mínimo, 80%
dos pregões nos últimos seis meses, com, no mínimo, dez operações em cada
pregão. No índice são evitadas as ações que aparecem em negócios esporádicos, o
que torna o preço de suas negociações pouco representativo. O peso de cada papel
no índice é proporcional ao volume de negócios realizados.
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Órgão governamental que tem a
finalidade de fornecer informações e estudos estatísticos, geográficos, demográficos,
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 35

cartográficos, de recursos naturais etc., necessários ao conhecimento da realidade


física, social e econômica do País.
IBOVESPA
Sigla do Índice Bovespa. É o índice que mede a valorização das ações mais
negociadas na Bovespa. O índice é composto por papéis de primeira e segunda
linhas. O primeiro critério para o papel compor o índice é o da negociabilidade. Ou
seja: é preciso que o papel esteja entre os 80% mais negociados no mercado. O
segundo critério é o da presença do papel nos negócios realizados em 80% dos
pregões. E o terceiro é o da participação do papel, com representação de, no
mínimo, 0,1% do volume total da Bolsa.
IBV - Índice da Bolsa de Valores
Número que exprime a variação média diária dos valores das negociações na Bolsa
de Valores do Rio de Janeiro, de uma carteira de ações de cerca de cem empresas
selecionadas.
IBX - Índice Brasil
O Índice Brasil é calculado pela Bovespa. É um índice de preços que mede o retorno
de uma carteira teórica composta por 100 ações (primeira, segunda e terceira linhas)
selecionadas entre as que apresentarem o maior número de negócios e volume
financeiro. São ponderadas no índice pelo seu respectivo número de ações
disponíveis à negociação. O IBX é considerado um índice que avalia o retorno total
das ações componentes de sua carteira. A revisão na composição da carteira é feita
a cada quatro meses.
IDU - Interest Due and Unpaid
Título de dívida externa do governo brasileiro com vencimento em 2001, do grupo
dos bradies.
Imposto de Renda
Tributo cobrado das pessoas ou empresas sobre a renda obtida no exercício de
suas atividades profissionais ou comerciais, ou ainda sobre os rendimento
resultantes de aplicações financeiras. No caso das pessoas, quanto maior a renda,
maior a taxa de imposto a ser paga ao governo. Para as empresas, o porcentual do
imposto depende do tipo da empresa e do regime no qual ela se enquadra.
Aplicações financeiras têm alíquotas diferenciadas. As de renda fixa pagam 20%. As
de renda variável pagam hoje 10% e vão pagar 20% a partir de 2002.

Inadimplência
Falta de cumprimento de um contrato ou de qualquer de suas condições. Termo
usado com muita freqüência para indicar o não-pagamento, por parte do tomador, do
empréstimo no montante e prazo estipulados nas cláusulas do contrato. É a situação
daquele que deve e não honra seus compromissos.
Indexação
É o processo de correção monetária de contratos expressos em moeda corrente,
com base na variação de índices de inflação, com o objetivo de proteger o credor do
contrato das perdas provocadas pela desvalorização sistemática da moeda
(aumento generalizado de preços). O mecanismo ganhou muita importância no
Brasil durante os anos de inflação galopante. Praticamente todos os contratos - de
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 36

aplicações financeiras, a aluguéis e salários - eram indexados, corrigidos, pela


variação da inflação. Este é um mecanismo eficiente no sentido de evitar uma
explosão incontrolável de preços em momentos de inflação galopante, o que poderia
levar a um processo hiperinflacionário. Mas, ao mesmo tempo que protege o valor
real dos contratos, tirando o efeito inflacionário, é um mecanismo de perpetuação do
nível de inflação, porque praticamente toda a economia passa a repetir o padrão de
comportamento de preços do passado. Simplificando, um processo de alimentação
automática de aumentos de preços, na linha de inflação inercial.
Índice de ações
É um índice que representa o comportamento de um conjunto de ações, que seja
representativo, das oscilações de preços destes ativos, com base nos negócios
realizados em determinada Bolsa de Valores. Há muitas formas de calcular este
índice. Cada um tem sua metodologia. Regra geral, este número deve representar a
variação média de preços no mercado, considerando também a importância de cada
ação no volume de negócios (ponderação). No Brasil, o principal índice é o
Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo. Nos Estados Unidos, há dois índices
muito importantes. O mais tradicional é o Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova
Iorque (NYSE - New York Stock Exchange). O segundo índice é o Nasdaq, também
da Bolsa de Valores de Nova Iorque, mas que tem um peso maior de empresas de
tecnologia. Com as transformações econômicas com base na tecnologia - incluindo
empresas de telecomunicações, de informática e Internet -, o Nasdaq se tornou a
referência de expectativas para a chamada nova economia, que inclui estes setores
dinâmicos de tecnologia. O Dow Jones, por sua vez, como mais tradicional, está
atrelado à velha economia, embora também haja empresas de tecnologia na sua
composição.
Índice de lucratividade
Relação entre o capital atual e o inicial de uma aplicação.
Índice de Sharpe
Número que expressa o retorno por nível de risco de cada carteira ou ativo. Este
índice é usado pela Anbid para avaliar o desempenho dos fundos de investimento.
Para avaliar o desempenho de um ativo qualquer, o analista deve usar índices como
o Sharpe, que ponderem rentabilidade por risco. Avaliar algo apenas por sua
rentabilidade distorce as conclusões do estudo.
Índice Preço/Lucro - P/L
Quociente da divisão do preço de uma ação no mercado, em um instante, pelo lucro
líquido anual da mesma. Assim, o P/L é o número de anos que se levaria para
reaver o capital aplicado na compra de uma ação, pelo recebimento do lucro gerado
por uma empresa. Para tanto torna-se necessário que se condicione essa
interpretação à hipótese de que o lucro por ação se manterá constante e será
distribuído todos os anos.
Índices de Preços
O termo "índice de preços" se refere a um número que permite acompanhar a
evolução do preço de um determinado produto (ou uma cesta de produtos) no
tempo. A taxa de inflação, tradicionalmente chamada por índice de inflação,
expressa a variação de um número índice que é calculado a partir da média
ponderada de preços de vários bens (previamente estabelecidos por um instituto de
pesquisa). Neste sentido, o "câmbio" nada mais é do que a variação do preço de
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 37

uma moeda estrangeira (em geral do dólar), podendo, igualmente, ser transformado
em um número índice, cuja variação tradicionalmente é chamada por "variação
cambial".
Inflação
Inflação é o nome que se dá ao processo de elevação do nível geral de preços, isto
é, da média dos preços de uma economia, que provoca uma perda do poder
aquisitivo da moeda. Inflação elevada é um forte sinal de instabilidade da economia.
Há muitos fatores que geram inflação. Um aumento muito grande de um preço
básico da economia, como o petróleo, pode contaminar os demais preços da
economia, provocando inflação maior. Se o governo gasta mais do que arrecada, e
cobre seus gastos extras emitindo dinheiro, está provocando uma desvalorização de
sua moeda. E à medida que a moeda vale menos, os produtos sobem de preço,
gerando a inflação. A inflação empobrece a população, principalmente as pessoas
que têm menos instrumentos para se defender, das camadas mais pobres. Na época
de inflação galopante no Brasil, as pessoas que não tinham acesso às contas
correntes com correção monetária sofriam mais este efeito, porque o dinheiro sem
correção perdia valor todos os dias. Esta perda de valor do dinheiro também é
chamada imposto inflacionário. Os índices de preço, ou de inflação, são indicadores
que procuram mensurar a evolução do nível preços. Um índice de preços é um
número que está associado à média ponderada dos preços de uma determinada
cesta de produtos em um determinado período. Assim, se de um mês para o outro
determinado índice de preços sofre uma elevação de 0,5%, por exemplo, significa
que os preços que fazem parte da cesta correspondente a esse índice aumentaram,
em média, 0,5%.

No Brasil, os principais índices de inflação são:

1. IPC Fipe - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FIPE/USP, mede a


variação dos preços de produtos e serviços, no município de São Paulo, para
famílias que ganham entre 1 e 20 salários mínimos.
2. IGP-M - Índice Geral dos Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getúlio
Vargas. A coleta de preços é feita entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês
corrente, com divulgação no dia 30. É composto por três índices: Índice de Preços
no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo
da Construção (INCC), que representam 60%, 30% e 10%, respectivamente, do
IGP-M.
3. IPC - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FGV, mede a inflação para
famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos, em São Paulo e no Rio de
Janeiro. O IPC representa 30% do IGP-M. Este índice é calculado para três
intervalos diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M,
IGP-DI e IGP-10), com um peso de 30%.
4. IPA - Índice de Preços no Atacado, calculado pela FGV, com base na variação dos
preços no mercado atacadista. Este índice é calculado para três intervalos
diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e
IGP-10), com um peso de 60%.
5. INCC - Índice Nacional do Custo da Construção, calculado pela FGV, mede a
variação de preços de uma cesta de produtos e serviços atualizados pelo setor de
construção civil. Este índice é calculado para três intervalos diferentes, e compõem
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 38

os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de
10%.
6. IGP-DI - Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. É calculado pela FGV
entre o primeiro e o último dia do mês. Sua divulgação ocorre por volta do dia 10 do
mês seguinte. Mede os preços que afetam diretamente a atividade econômica do
País, excluída as exportações. A exemplo do IGP-M, também é composto pela
média ponderada do IPC, IPA e INCC, calculados para o respectivo período.
7. INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Calculado pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro,
Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e
Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos
preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 8
salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do
mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.
8. IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado. É calculado pelo IBGE nas
regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São
Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município
de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas
famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. O período de coleta de preços
vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o
período de oito dias úteis.
9. ICV - Índice do Custo de Vida, calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), mede a variação dos preços em quatro
grupos: alimentação, transportes, saúde e habitação. A pesquisa é realizada no
município de São Paulo, pegando todas as faixas de renda. O período de coleta de
preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e o índice é divulgado
aproximadamente no início da 2ª quinzena do mês seguinte.
10. ICVM - Índice do Custo de Vida da Classe Média. Calculado pela Ordem dos
Economistas, a pesquisa é realizada no município de São Paulo, tomando como
base as despesas das famílias que tenham uma renda mensal na faixa entre 10 e 40
salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do
mês corrente e o índice é divulgado aproximadamente no 10º dia de mês seguinte.

Informação privilegiada
Informação que não é pública, conhecida por poucos. O insider é a pessoa que teve
acesso à esta informação privilegiada. É ilegal usar informações privilegiadas para
obter ganhos no mercado financeiro. Desta forma, um diretor financeiro de uma
empresa não pode negociar no mercado financeiro com base em informações que
não sejam públicas. Em geral, estes termos aparecem ligados aos mercados de
ações, futuros e opções, justamente quando ocorre um negócio irregular feito por
quem tem esta informação privilegiada, ou foi orientado por insider.
Insider
Investidor que tem acesso privilegiado a determinadas informações, antes que estas
se tornem conhecidas no mercado.
Institucional (investidor)
Instituição que dispõe de vultosos recursos mantidos em certa estabilidade e
destinados à reserva de risco ou à renda patrimonial e que investe parte dos
mesmos no mercado de capitais.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 39

Investimento
Em economia, considera-se investimento todo acréscimo de capital das empresas
destinado à ampliação da sua capacidade produtiva. No dia-a-dia, o termo é usado
genericamente para identificar aplicações financeiras, que são, na verdade,
modalidades de poupança, e não de investimento. A principal fonte dos recursos
destinados ao investimento é a poupança das pessoas e empresas. Parte
importante da poupança guardada no sistema financeiro é emprestada para as
empresas investirem. Quando o governo gasta mais do que arrecada, também
disputa parte desde dinheiro poupado, através da venda de títulos públicos. Ou seja:
quando o governo emite títulos e tira dinheiro do mercado está reduzindo o capital
disponível para novos investimentos privados. Quando a poupança interna de um
país não é suficiente para sustentar seus investimentos, como ocorre com o Brasil, o
país pode fazer dívidas no exterior. O país também pode receber investimentos
diretos de empresas estrangeiras que querem se instalar no seu território. O
investimento em produção pode ser feito em estruturas, como prédios e fábricas, ou
em equipamentos, como máquinas e computadores, ou mesmo em estoques de
materiais e produtos finais. Existe um volume mínimo de investimentos necessários
para que a empresa pelo menos mantenha sua capacidade produtiva, uma vez que
as instalações e equipamentos estão sofrendo desgastes permanentes, o que é
chamado de depreciação. Se o investimento feito é menor do que a depreciação, a
empresa está perdendo capacidade produtiva e pode estar caminhando para um
sucateamento de sua planta. Ou seja: pode acabar com uma planta produtiva muito
defasada, sem competitividade, com custos elevados, o que leva a empresa à
incapacidade de vender seus produtos. A parcela do investimento que ultrapassa a
depreciação é chamada de investimento líquido.
Investimento Estrangeiro
Aquisição de empresas, equipamentos, instalações, estoques ou interesses
financeiros de um país por empresas, governos ou indivíduos de outros países.
IOF
Imposto sobre Operações Financeiras. Imposto cobrado sobre as operações de
crédito e seguro realizadas por instituições financeiras e seguradoras. O governo
usa este imposto como fonte de arrecadação e para fazer política econômica,
estimulando ou punindo operações, à medida de seus objetivos. Por exemplo, se
quer estimular o crédito, pode reduzir o IOF. Se quer estimular alongamento de
prazo das aplicações de renda fixa, coloca um IOF sobre saques inferiores a 30 dias.
IPCA-E - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado Especial
Possui a mesma estrutura do IPCA, diferenciando-se somente pelo período de
coleta, que se dá entre o dia 15 do mês anterior e 15 do mês de referência. Este
índice foi especialmente criado para a correção da UFIR e a partir de Dez/94 passou
a ser divulgado trimestralmente. Foi o indexador oficial da economia brasileira de
Dez/85 até o Plano Cruzado.
IRF-M
Índice de Renda Fixa do Mercado, indicador utilizado para medir o desempenho dos
títulos de renda fixa prefixados. É um índice de rentabilidade calculado para uma
carteira teórica composta por títulos públicos federais (LTNs - Letras do Tesouro
Nacional). Divulgado pela BM&F (Bolsa de Mercadoria & Futuros) e pela Andima
(Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto ) desde 1º de dezembro
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 40

de 2000, é um bom parâmetro para acompanhar o desempenho dos fundos de


investimento em renda fixa prefixados, que concentram suas carteiras em papéis
com este perfil.

J
Joint-Venture
Associação de empresas para o desenvolvimento e execução de um projeto
específico.
Juros
Taxa de rendimento paga por bancos, empresas e pessoas físicas que tomam
dinheiro emprestado, seja para uso próprio ou para repasse a terceiros. Quando um
poupador aplica seu dinheiro no banco, está de fato emprestando o dinheiro ao
banco, em troca de uma taxa de juro. O mesmo acontece com o governo, que vende
seus títulos públicos no mercado, e em troca deste dinheiro aceita pagar juros. O
mercado trabalha com juros prefixados (valor da taxa é conhecido na aplicação) e
pós-fixados (valor da taxa é conhecida no final da aplicação). Quando a taxa de juro
tende a cair, as aplicações prefixadas costumam ser mais rentáveis. Quando o juro
tende a subir, ganham as aplicações pós-fixadas. No entanto, ninguém sabe com
certeza se uma taxa de juro vai subir ou cair. Este é o risco inerente ao investimento.
K

Keidaren
A mais importante associação empresarial japonesa, agrupando empresas e
organizações dos mais variados ramos de negócio.

Laissez-Faire, Laissez-Passer
Palavra de ordem do liberalismo econômico, cunhada no século XVIII pelos
fisiocratas franceses, proclamando a mais absoluta liberdade de produção e
comercialização de mercadorias. Em tradução direta significa "deixar fazer, deixar
passar".
Lançador
No mercado de opções, aquele que vende uma opção, assumindo a obrigação de,
se o titular exercer, vender ou comprar o lote de ações objeto a que se refere.
Lançamento de opções
Operação de venda que dá origem às opções de compra ou de venda.
Lance
Preço oferecido em pregão para a compra ou venda de um lote de títulos, pelos
representantes das sociedades corretoras.
Leasing (arrendamento mercantil)
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 41

Operação financeira entre uma empresa proprietária de determinados bens


(máquina, carro, etc.) e uma pessoa jurídica, que usufrui desses bens contra o
pagamento de prestações. A grande vantagem do leasing é a não imobilização de
capital, sobretudo nos casos em que o valor do bem é muito alto e que terá
utilização limitada. No final do contrato, a arrendatária tem a opção de adquirir
definitivamente o bem arrendado.
Lei Anti Truste
Conjunto de leis promulgadas nos Estados Unidos para restringir a ação monopolista
de certas grandes empresas.
Leilão especial
Sessão de negociação em pregão, em dia e hora determinados pela bolsa de
valores em que se realizará a operação.
Letra de câmbio
Tipo de título negociável no mercado. Consiste numa ordem de pagamento em que
uma pessoa ordena que uma segunda pessoa pague determinado valor para um
terceira. Deve trazer, de forma explícita, o valor do pagamento, a data e o local para
efetuá-lo.
Letra do Tesouro
Qualquer título emitido pelo governo federal, com prazo fixo e que paga juros de
mercado. As Letras do Tesouro são usadas como instrumento de controle do
dinheiro circulante e de financiamento a investimento e obras públicas.
Letra hipotecária
Título de crédito emitido por bancos hipotecários, que têm como lastro os créditos
habitacionais concedidos pela instituição. A LH paga a TR (Taxa Referencial) mais
uma taxa de juros negociável, de acordo com prazo de aplicação e volume aplicado.
Para o investidor, a principal vantagem destes títulos é a isenção de Imposto de
Renda, o que pode tornar o investimento mais atrativo do que outras alternativas
como fundos de renda fixa ou CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo.
Letra imobiliária
Título emitido por sociedades de crédito imobiliário, destinado à captação de
recursos para o financiamento de construtores e adquirentes de imóveis.
LIBOR - London Interbank Ordinary Rate
É a taxa de juros normalmente cobrada pelos bancos londrinos.
Liquidez
No mercado financeiro, é a facilidade e rapidez com que se converte um
investimento qualquer em moeda corrente, com a menor perda possível de
rentabilidade. Quanto mais rápido um título ou bem pode ser vendido no mercado,
com o menor nível de perda de rentabilidade, maior a sua liquidez. Isso tem um
valor, que está colocado no preço do ativo. O papel moeda é por definição o ativo de
maior liquidez, porque é trocado sem custos e imediatamente. Em Bolsas de
Valores, por exemplo, existem ações que são mais líquidas que outras, porque mais
facilmente encontram compradores interessados. O mesmo acontece no mercado de
imóveis e títulos de renda fixa. Também existem investimentos que não podem ser
vendidos durante um determinado prazo de carência, ou mesmo durante todo o
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 42

período da aplicação. São investimentos com nenhuma liquidez durante o tal


período de referência. Uma aplicação em caderneta de poupança ou fundo de renda
fixa pode ser resgatada diariamente, tendo portanto mais liquidez que um
investimento em imóvel, que pode demorar para ser vendido a um preço de
mercado. Não confundir liquidez com o prazo da aplicação. Ações, por exemplo,
podem ser vendidas diariamente (são líquidas), mas se recomenda que sejam
investimento com horizonte de longo prazo, ou seja, que na hora da compra haja
uma disposição financeira para ficar neste investimento por um prazo suficiente,
mesmo que longo, para que dê o retorno adequado.
Lote
Quantidade de títulos de característica idênticas.
Lote fracionário
Quantidade de ações inferior ao lote-padrão.
Lote-padrão
Lote de títulos de características idênticas e em quantidade prefixada pelas bolsas
de valores.
Lote redondo
Lote Totalizando um número inteiro de lotes-padrões.
Lucratividade
Ganho líquido total propiciado por um título. Em bolsa, o lucro líquido proporcionado
por uma ação, resultante de sua valorização em pregão em determinado período e
do recebimento de proventos dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição
distribuídos pela empresa emissora, no mesmo intervalo de tempo.
Lucratividade média
Média das várias lucratividade alcançadas por um título em diversos períodos.
Lucro líquido por ação
Ganho por ação obtido durante um determinado período de tempo, calculado por
meio da divisão do lucro líquido de uma empresa pelo número existente de ações.

Manipulação
No mercado financeiro, manipular é agir ou usar informações de forma irregular,
para provocar distorções no mercado, desconsiderando as regras vigentes.
Manipulação é crime. Em geral está associada ao objetivo de conseguir lucros
indevidos ou provocar prejuízos. É o caso de investidores que soltam boatos
mentirosos ou que tentam forçar os preços dos ativos a subirem ou caírem. A
concentração dos ativos na mão de poucos vendedores facilita a manipulação do
mercado, mesmo quando ela não ocorra de fato. O mercado financeiro tem regras e
mecanismos para evitar a manipulação. A manipulação é péssima para o mercado,
porque reduz a credibilidade na eficiência e justiça das operações financeiras,
provocando perdas para a maioria dos agentes do mercado.
Margem
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 43

Montante, fixado pelas bolsas de valores, a ser depositado em dinheiro, títulos ou


valores mobiliários, pelo cliente que efetua uma compra ou venda a termo ou a
futuro, ou um lançamento a descoberto de opções.
Market maker
Na tradução literal, significa formador de mercado. São instituições que têm
habilitação técnica e capacidade financeira para se comprometer a manter ofertas
permanentes de compra e venda para determinadas quantidades de ações ou
outros ativos. A bolsa é quem estipula o tamanho do lote mínimo de ações e o
spread - taxa adicional de risco - máximo entre a oferta de compra e venda que o
market maker é obrigado a manter diariamente no mercado.
Maxidesvalorização
A princípio, qualquer desvalorização drástica de uma moeda pode ser denominada
maxidesvalorização.
Mega Bolsa
Nome dado à tecnologia de negociação atualmente utilizada pela Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa), implantada em 1997. O sistema engloba o pregão viva voz
e os terminais remotos pelos quais as corretoras podem enviar suas ordens de
compra ou venda diretamente de seus escritórios, em qualquer parte do País. O
sistema reproduz na tela o ambiente de negócios, exibindo os registros de ofertas e
propiciando o fechamento automático das operações.

Mercado a termo
Negócios realizados nas Bolsas de Valores ou de Mercadorias com um vencimento
futuro acertado entre as partes. É um mercado diferente do futuro porque o preço é
efetivamente pago apenas no vencimento, sem ajustes diários.
Mercado à vista
Mercado em que os negócios são realizados com pagamento à vista e entrega
imediata da mercadoria. No mercado financeiro, a liquidação física (entrega dos
títulos pelo vendedor) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em
pregão e a liquidação financeira (pagamento dos títulos pelo comprador) se dá no 3º
dia útil posterior à negociação, somente mediante a efetiva liquidação física.
Mercado Comum Europeu
Entidade supranacional que congrega doze países da Europa Ocidental (Alemanha,
França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo em 1957; Irlanda, Inglaterra e
Dinamarca em 1973; Grécia em 1981 e Portugal e Espanha em 1986). Os países
membros estabeleceram um sistema que tende a fundir seus mercados nacionais
em um único mercado, instituindo facilidades para circulação entre eles de
mercadorias e serviços; capitais e mão de obra.
Mercado de ações
Segmento do mercado de capitais, que compreende a colocação primária em
mercado de ações novas emitidas pelas empresas e a negociação secundária (em
bolsas de valores e no mercado de balcão) das ações já colocadas em circulação.
Mercado de balcão
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 44

Mercado de títulos sem lugar físico determinado para as transações, as quais são
realizadas por telefone entre instituições financeiras. São negociadas ações de
empresas não registradas em bolsas de valores e outras espécies de títulos, sem
que haja conhecimento público, ou que outros agentes possam fazer ofertas para
alterar o rumo da operação.
Mercado de balcão organizado
Sistema organizado de negociação de títulos e valores mobiliários de renda variável
pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM.
Mercado de Capitais
Toda a rede de Bolsas de Valores e instituições financeiras (bancos, companhias de
investimento e de seguro) que opera com compra e venda de papéis (ações, títulos
de dívida em geral).

Mercado de derivativos
É o mercado no qual a formação de seus preços deriva dos preços do mercado à
vista. Neste universo, temos os mercados futuros, a termo, de opções e de swaps.
Mercado de opções
São contratos que negociam o direito de comprar ou vender algo. A palavra direito,
neste caso, faz toda a diferença. Quem compra uma opção de compra de uma ação,
por exemplo, tem direito de comprar esta ação por um dado preço acertado entre as
partes (preço de exercício), em determinada data (vencimento), ou antes dela
(alguns contratos permitem exercício do direito - da opção - antes do vencimento).
Por este direito, o comprador da opção paga um preço chamado prêmio. Ou seja: o
comprador da opção paga o prêmio pelo direito. E se exercer, paga a ação ao preço
de exercício combinado em contrato. Exercendo ou não a opção, o comprador perde
o prêmio para o vendedor. A lógica por trás deste sistema é a seguinte: quem
compra uma opção de compra a $ 100 acredita que no vencimento a ação estará
custando mais de $ 100. Ou seja: vai poder comprar barato e vender mais caro no
mercado. O comprador tanto acredita nisso que paga um prêmio para o vendedor da
opção. Já o vendedor acredita no contrário: que o preço de $ 100 está é caro para a
data de vencimento. E aceita correr o risco de estar errado em troca do mesmo
prêmio. Nas opções de venda a lógica é a mesma, mas a operação é diferente.
Quem vende uma opção de venda corre o risco de ter que comprar ação de quem
comprou esta opção. Neste caso, o vendedor da opção de venda acredita que o
preço no vencimento estará acima do valor de exercício, de forma que o comprador
deste direito não vai querer vender sua ação por preço mais barato. O comprador da
opção de venda, na contramão, acredita que o preço de mercado estará mais baixo,
de forma que terá interesse em vender o papel pelo preço de exercício.
Mercado financeiro
È o mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos.
No mercado financeiro, são efetuadas transações com títulos de prazos médio,
longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e
fixo.
Mercado futuro
Mercado no qual são realizadas operações, envolvendo lotes padronizados de
commodities ou ativos financeiros, para liquidação em datas prefixadas. De forma
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 45

simplificada, é um contrato que dá direito ao comprador ao recebimento de


mercadoria ou ativo financeiro, ou seu equivalente em valores monetários, em data
futura determinada. Naturalmente, este contrato cria obrigação semelhante em
sentido contrário e complementar para o vendedor do contrato. O mercado futuro
pode ser usado como operação de hegde (seguro), ou por especuladores. Por
exemplo, um agricultor tem interesse em vender seu café a no mínimo $ 170, mas
está com receio que na safra, daqui a seis meses, o preço de mercado não esteja
neste patamar. Então, verifica que os contratos futuros de café com vencimento em
seis meses estão custando $ 180. Na outra ponta temos a administração de uma
torrefadora. Ela quer garantir que daqui a seis meses vai poder comprar café a um
preço razoável dentro do padrão de renda de seus consumidores. A administração
também acha razoável o preço do contrato de café com vencimento em seis meses
a $ 180. Então, o produtor vende contrato de café no mercado futuro e se
compromete no vencimento a entregar seu produto ao preço acertado. A torrefadora,
que comprou o contrato, aceita pagar este preço no vencimento. Ambos fizeram uma
operação de hedge, se garantindo mutuamente contra oscilações (altas ou baixas)
maiores de preços. Se o preço subir acima deste patamar, o agricultor terá deixado
de ganhar, e a torrefadora terá economizado. E vice-versa. Este mesmo instrumento
poderia ser usado com maior nível de risco. Suponha que o mesmo agricultor
acredite que $ 180 é um preço muito barato, e resolva comprar 10 contratos neste
valor para ganhar se o preço subir. Seu objetivo então é ganhar com a venda de seu
produto mais a diferença entre os preços de $ 180 e o quanto espera que o produto
custe no mercado, por exemplo, $ 400, se o preço esperado for de $ 220. Porém, se
o preço cair para $ 150, o agricultor vai vender sua própria produção a este preço, e
ainda vai ter que pagar $ 180 por algo que vale $ 150 no mercado, perdendo um
total de $ 300 no exemplo dado. O mesmo contrato futuro, neste caso, serviu para
uma operação de risco, com perdas. Do ponto de vista técnico, este mercado se
diferencia do a termo porque exige que os participantes paguem ajustes diários,
como forma de diminuir o risco da operação. Desta forma, se o preço do contrato
sobe, seu vendedor é obrigado a pagar a diferença para o comprador. E se o preço
do contrato cai, o comprador paga a diferença ao vendedor. Isso reduz o risco
porque vai obrigando compradores e vendedores a pagarem diariamente a
diferença, evitando que uma eventual inadimplência de algum agente seja conhecida
apenas no vencimento, quando os prejuízos para o mercado podem ser mais
expressivos.
Mercado primário
Se refere à primeira colocação de ações ou outros títulos no mercado financeiro,
provenientes de novas emissões. As empresas recorrem ao mercado primário para
completar os recursos de que necessitam, visando ao financiamento de seus
projetos de expansão ou seu emprego em outras atividades.
Mercado secundário
No qual ocorre a negociação dos títulos adquiridos no mercado primário,
proporcionando a liquidez necessária.
Mercosul
O Mercado Comum do Sul, conhecido como Mercosul (em espanhol, Mercosur), é
um acordo de livre comércio entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai,
estabelecido pelo Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991. São membros
associados a Bolívia (desde 1997) e o Chile (desde 1996), países que negociam a
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 46

entrada no Mercosul. Nem todas as medidas acordadas já foram implementadas,


como o estabelecimento da tarifa externa comum para todos os produtos, mas as
relações entre os países membros aprofundaram-se muito desde a sua vigência. Os
objetivos do Mercosul são o estabelecimento de uma tarifa externa comum, a
adoção de uma política comercial comum e a coordenação de políticas
macroeconômicas e setoriais dos seus membros.
M & A - Merger and Acquisition
Significa fusão e/ou aquisição de uma empresa por outra.
Meta
Mercado de Empresas Teleassistidas implantado desde agosto de 1996. É um
mercado de acesso da Bovespa. Empresas que desejam lançar ações na Bovespa
usam o Meta para ganhar liquidez, para se mostrar ao mercado, com maior
facilidade do que necessitam na própria Bolsa. O Meta tem regras e tratamento
próprios, mas as empresas nele transacionadas fazem parte do mercado principal da
Bovespa, obedecendo às suas normas e regulamentos. Para a realização das
operações no Meta, é necessário que um promotor de negócios (pessoa jurídica)
seja o intermediário das negociações de ações desta empresa, garantindo ofertas
diárias firmes de compra e venda dos papéis. Além disso, as operações terão início
a partir do recebimento de ofertas de compra e venda durante o período de pré-
abertura do mercado, o qual tem como objetivo estabelecer o preço base de
abertura. Após o fechamento dos negócios com base nas ofertas colocadas no
período de pré-abertura, o mercado do papel abre para a negociação contínua do
mesmo.
Moeda corrente
Dinheiro autorizado a circular legalmente pelo país, emitido pelo governo e utilizado
como forma de pagamento.
Moeda podre
Denominação dada a títulos da dívida pública ou de estatais, que não têm liquidez
(facilidade de negociação) por não terem sido pagos no vencimento. São aceitos
pelo seu valor nominal nos processos de privatização. Estes títulos são negociados
no mercado com grande desconto (deságio) em relação ao seu valor nominal (de
face). Ou seja: o valor de mercado é bem inferior ao valor nominal. O tamanho do
deságio depende do emissor (muitas vezes estatais que não existem mais), do
vencimento do título e de outras características. Se tornaram populares nos
processos de privatização ao serem aceitas como forma de pagamento pelo seu
valor nominal.

NAFTA -North American Free Trade Agreement


O NAFTA é a ampliação do acordo de livre comércio existente entre os Estados
Unidos e o Canadá desde 1989, com a inclusão do México em 1994 como uma
ampliação do FTA.
Nasdaq
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 47

National Association of Security Dealers Automated Quotation System. Bolsa norte-


americana em que são negociados papeis de empresas de Internet, informática e
alta tecnologia. Opera no mercado de balcão, cujos títulos são negociados por meio
do pregão eletrônico.
Nasdaq Composite Index
Principal índice de ações negociadas na Nasdaq, bolsa eletrônica norte-americana
que negocia ações das principais empresas de tecnologia e Internet. Exprime a
variação média diária dos preços das ações listadas nesta bolsa.
Negociação comum
Aquela realizada em pregão, entre dois representantes de diferentes sociedades
corretoras, a um preço ajustado entre ambos.
Negociação direta
Realizada sob normas especiais por um mesmo representante de sociedade
corretora para comitentes diversos. Os interessados nessa operação devem
preencher o cartão de negociação ou digitar um comando específico no caso de
negociação eletrônica indicando que estão atuando como comprador e vendedor ao
mesmo tempo.
Negociação por terminais
Veja Pregão eletrônico.
Nota de corretagem
Documento que a sociedade corretora apresenta ao seu cliente, registrando a
operação realizada, com indicação da espécie, quantidade de títulos, preço, data do
pregão, valor da negociação, da corretagem cobrada e dos emolumentos devidos.
Novo Mercado
Nome dado ao novo segmento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa),
oficialmente lançado em 11 de dezembro de 2000. A proposta é de manter um
sistema de negociação separado na Bolsa, no qual serão negociadas apenas ações
de empresas que atendam a um conjunto de exigências que protegem os acionistas
minoritários. O objetivo é atrair maior número de investidores, nacionais e
internacionais, e aumentar o volume de negócios. Embora já lançado, o Novo
Mercado ainda não tem data certa para começar a funcionar. A adesão das
empresas é voluntária e elas precisam de um tempo para adaptar-se aos padrões
exigidos.

Oferta de direitos
Oferta feita por uma empresa a seus acionistas, dando-lhes a oportunidade de
comprar novas ações por um preço determinado, em geral abaixo do preço corrente
do mercado, e dentro de um prazo relativamente curto.
Oferta pública de compra
Proposta de aquisição, por um determinado preço, de um lote específico de ações,
em operação sujeita a interferência.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 48

Oferta publica de venda


Proposta de colocação, para o público, de um determinado número de ações de
uma empresa.
Opção
Contrato que envolve o estabelecimento de direitos e obrigações sobre
determinados títulos, com prazo e condições preestabelecidos.
Opção coberta
Quando há o depósito, em bolsa de valores, das ações-objetos de uma opção.
Opção de Compra de ações
Direito outorgado ao titular de uma opção de, se desejar, adquirir do lançador um
lote-padrão de determinada ação, por um preço previamente estipulado, durante o
prazo de vigência da opção.
Opção de venda de ações
Direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar, vender ao lançador um
lote-padrão de determinada ação, por um preço previamente estipulado, na data de
vencimento da opção.
OIB - Opções sobre o índice Bovespa
Proporcionam a seus possuidores o direito de comprar ou vender um índice Bovespa
até (ou em) determinada data. Tanto o Prêmio como o preço de exercício dessas
opções são expressos em pontos do índice, cujo valor econômico é determinado
pela BOVESPA (atualmente R$ 1,00).
Open market
No sentido amplo, é qualquer mercado sem local físico determinado e com livre
acesso à negociação. No Brasil, porém, tal denominação se aplica ao conjunto de
transações realizadas com títulos de renda fixa, de emissão pública ou privada.
Opep
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com sede em Viena,
foi fundada em 1960 por cinco países: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e
Venezuela. Posteriormente, mais países se associaram, restando até hoje o Qatar
(desde 1961); Indonésia (1962); Líbia (1962); Emirados Árabes Unidos (1967);
Argélia (1969); Nigéria (1971). A Opep é um cartel do qual participam países em
desenvolvimento dependentes de suas exportações de petróleo como principal fonte
de renda. Seu objetivo é controlar o mercado de petróleo de modo a garantir a
receita de seus países com a exportação do produto. Seus membros são
responsáveis por cerca de 40% da produção mundial de petróleo e
aproximadamente 65% das reservas mundiais conhecidas de óleo cru.
Operação caixa
Operação pela qual um investidor vende a vista um lote possuído de ações e o
recompra, no mesmo pregão, em um dos mercados a prazo; o custo do
financiamento é dado pela diferença entre os preços de compra e de venda.
Operação de financiamento
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 49

Consiste na compra a vista de um lote de ações e sua venda imediata em um dos


mercados a prazo; a diferença entre os dois preços é a remuneração da aplicação
pelo prazo do financiamento.
Operador de pregão
Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de
venda de ações no pregão de uma bolsa de valores.
Operador do sistema eletrônico
Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de
venda de ações e/ou opções, pelo sistema de pregão eletrônico da Bovespa.
Ordem
Instrução dada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução de
compra ou venda de valores mobiliários.
Ordem administrada
O investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores
mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A execução da ordem ficará a
critério da corretora.
Ordem casada
Composta por uma ordem de compra e uma outra de venda de um determinado
valor mobiliário. Sua efetivação só se dará quando ambas puderem ser executadas.
Ordem a mercado
Quando só há a especificação da quantidade e das características de um valor
mobiliário. Deve ser efetuadas desde o momento de seu recebimento no pregão.
Ordem de financiamento
constituída por uma ordem de compra (ou venda) de um valor mobiliário em um tipo
de marcado e uma outra concomitante de venda (ou compra) de igual valor
mobiliário no mesmo ou em outro mercado, com prazos de vencimento distintos.
Ordem de Pagamento
Qualquer documento escritural em que uma pessoa autoriza outra a receber
pagamento de uma terceira. Nesse contexto, as ordens de pagamento mais comuns
são o próprio papel moeda e o cheque.
Ordem discricionária
Pessoa física ou jurídica que administra carteira de títulos e valores mobiliários ou
um representante de mais de um cliente estabelecem as condições de execução da
ordem. Após executada, o ordenante indicará:
1.O nome do investidor (ou investidores);
2. A quantidade de títulos e/ou valores mobiliários a ser atribuída a cada um deles;
3. Preço.
Ordem limitada
Aquela que deve ser executada por um preço igual ou melhor do que o especificado
pelo comitente.
Ordem on-stop
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 50

O investidor determina o preço mínimo pelo qual a ordem deve ser executada.
1. Ordem on-stop de compra
Será executada quando, em uma alta de preços, ocorrer um negócio a preço igual
ou maior que o preço determinado;
2. Ordem on-stop de venda
Será executada quando, em uma baixa de preços, ocorrer um negócio a um preço
igual ou menor que o preço determinado.
OMC - Organização Mundial do Comércio
A Organização Mundial do Comércio, com sede em Genebra, foi criada em 1995
como uma conclusão da Rodada Uruguai do Gatt (Acordo Geral de Comércio e
Tarifas), mecanismo anterior de regulamentação do comércio internacional. Desde
sua fundação, a OMC é o organismo multilateral responsável pela regulamentação
do comércio entre os 140 países associados, com o objetivo de liberalizar o
comércio internacional. Suas principais funções são de administrar tratados
comerciais, estabelecer fóruns de negociação comercial, mediar disputas comerciais
e monitorar políticas comerciais nacionais.
Oscilação
Variação (positiva ou negativa) verificada no preço de um mesmo ativo em um
determinado período de tempo.
Overnight
Operações realizadas no open market por prazo mínimo de um dia, restritas às
instituições financeiras. Operações de troca de dinheiro por um dia, para resgate no
primeiro dia útil seguinte. No mercado é comum usar a abreviação over para este
tipo de operação. O Over Andima é uma taxa referencial da média dos negócios
realizados por um dia com troca de títulos públicos, segundo cálculos da Andima.

Paraísos Fiscais
Países que oferecem incentivos às operações financeiras, por meio de vantagens
como o sigilo total e a cobrança de impostos baixos ou nulos. Como exemplos
podemos citar : Hong Kong, Bahamas, Ilhas Caymann, Luxemburgo, Suiça e
Panamá.
P/L
Índice preço/lucro. É um índice usado no mercado financeiro para comparação de
ações com a finalidade de identificar qual está barata ou cara, considerando este
índice relativo. O índice é obtido da divisão do preço de uma ação no mercado pelo
lucro líquido anual da ação em questão. Dessa maneira, o P/L indica uma estimativa
de prazo, em anos, para que o investidor recupere o capital aplicado na compra da
ação, assumindo-se a distribuição integral dos lucros da empresa. Na prática isso
não acontece, porque o lucro e o preço da ação não são lineares (iguais todos os
anos), nem os dividendos correspondem a 100% do lucro. Mas não deixa de ser
uma estimativa.
Passivo
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 51

Conjunto das dívidas e obrigações da empresa. É o oposto do Ativo, o qual


representa o conjunto dos direito e bens da empresa.
Patrimônio
É o conjunto dos bens de uma pessoa ou empresa.
Patrimônio Líquido
Conceito da contabilidade. Corresponde à diferença entre o Ativo (bens e direitos) e
o Passivo (dívidas e obrigações) de uma empresa. Se o passivo supera o ativo,
temos um patrimônio líquido negativo.
Payout
Percentual do lucro de uma empresa pago em forma de dividendo.
Perfil do investidor
É o conjunto de características do investidor no que se refere a seus investimentos.
Depende basicamente do nível de risco que aceita tomar nas suas aplicações, do
horizonte de investimento (prazo para investimento), do nível de rendimento
desejado, do horizonte de renda a receber, do nível de despesas familiar, do nível
de segurança a garantir etc. É um conjunto muito grande de variáveis que vai definir
quanto o investidor aceita colocar (ou não) numa aplicação de risco, quanto pode
poupar, e se deve ou não fazer um seguro de vida. Quanto menos aceita risco,
mesmo que recebendo rendimentos menores, mais conservador é o investidor.
Quanto mais aceita riscos, apostando em rendimentos maiores, mais agressivo é o
investidor. O perfil é pessoal, mas pode mudar com o tempo. Um jovem sem filhos
naturalmente tem maior disposição ao risco do que uma pessoa perto da
aposentadoria, que ainda tenha filhos para educar. Também um nível maior de
despesas fixas torna as pessoas mais conservadoras, porque precisam ter reservas
maiores para emergências, ou mesmo um caso de desemprego. Outras vezes, a
parte destinada à poupança é reduzida porque se torna necessário fazer um seguro
de vida, o que também faz com que o investidor tenda a ficar mais conservador. Vale
lembrar, no entanto, que não existem regras para este perfil. Pode haver pessoas
que tomam grandes riscos mesmo que este não seja seu perfil esperado. Mas são
exceções. Os bancos de investimento costumam ter testes para traçar o perfil do
investidor antes de oferecer produtos. De qualquer forma, o próprio investidor deve
perguntar que nível de risco aceita antes de fazer qualquer investimento.
Permissionária
Sociedade corretora especialmente admitida no pregão de uma bolsa de valores, da
qual não possui título patrimonial.
Pessoa Jurídica
Qualquer instutuição (empresa, sociedade, corporação, etc.) que se personaliza e
individualiza, distinguindo-se das pessoas físicas que a formam.
PGBL
Plano Gerador de Benefícios Livres.
PIB - Produto Interno Bruto
É a medida do produto gerado na economia durante um determinado período de
tempo. O cálculo é feito em unidades monetárias (Reais, Dólares etc) porque essa é
a única forma de somar coisas tão distintas como bens (carros, toneladas de trigo,
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 52

etc) e serviços (o produto gerado em escolas, bancos, barbeiros, hospitais, etc). A


sua variação anual reflete o quanto a economia produziu a mais, ou a menos, que
no ano anterior. A variação de 5,8% em 1994, por exemplo, mostra o quanto os
brasileiros produziram a mais neste ano em relação ao anterior, já descontada a
inflação do período. Por outro lado, é muito importante relacionar o crescimento da
produção com o da população do país, pois, é esta relação que determinará se, na
média, a população está "enriquecendo" ou não. Como exemplo pode-se observar
os resultados do ano de 1991: mesmo com o crescimento de 0,3% do PIB, a
evolução do PIB per capita foi negativa (-1,3%), evidenciando que a população
cresceu mais do que a produção naquele ano, mostrando que, na média, a
população empobreceu. É importante lembrar que o PIB per capita é apenas uma
média indicativa: a distribuição deste ganho ou perda se dá de forma desigual entre
as diferentes pessoas, e este efeito não é captado por este indicador.
PIB per capta
É muito importante relacionar o crescimento da produção (PIB) com o da população
do país, pois, é esta relação que determinará se, na média, a população está
"enriquecendo" ou não. Como exemplo pode-se observar os resultados do ano de
1991: mesmo com o crescimento de 0,3% do PIB, a evolução do PIB per capita foi
negativa (-1,3%), evidenciando que a população cresceu mais do que a produção
naquele ano, mostrando que, na média, a população empobreceu. É importante
lembrar que o PIB per capita é apenas uma média indicativa: a distribuição deste
ganho ou perda se dá de forma desigual entre as diferentes pessoas, e este efeito
não pode ser captado neste indicador.
Posição em aberto
Saldo de posições mantidas pelo investidor em mercados futuros e de opções.
Poupança
Parcela da renda não utilizada para consumo.

Prazo
No mercado financeiro é o tempo definido para resgate de um título. Pode ser diário,
mensal, anual, ou ter qualquer prazo combinado entre as partes. Alguns títulos não
permitem o resgate antecipado. Outros podem ser resgatados antecipadamente,
como a caderneta de poupança, mas com a perda de rendimento. E também
existem os casos de títulos que pagam apenas parte do rendimento compromissado
se o resgate for antecipado. No mercado financeiro também é comum se falar em
investimento de curto, médio e longo prazos, como indicativos do tempo que se
espera para que um investimento dê retorno. Estes são conceitos relativos, e não se
referem ao prazo efetivo de aplicação, mas ao horizonte de investimento. Ações, por
exemplo, são recomendadas como investimento de longo prazo, mas podem ser
compradas e vendidas diariamente. Dependendo da circunstância, curto prazo pode
ser um dia ou um mês. No Brasil, dada a histórica instabilidade econômica e elevada
inflação, investimentos até um mês são considerados de curto prazo. Até um ano é
médio prazo. E mais de um ano é longo prazo. À medida que a estabilidade
econômica prevaleça, os conceitos de prazo de investimento deverão ser alongados.
Nos Estados Unidos, o governo emite com facilidade títulos com vencimento em 30
anos. No Brasil, é difícil pensar num preço correto para títulos com mais de um ou
dois anos.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 53

Prazo de subscrição
Prazo fixado por uma sociedade anônima para que o acionista exerça seu direito de
preferência na subscrição de ações de sua emissão.
Preço de exercício da opção
Preço por ação pelo qual um titular terá direito de comprar ou vender a totalidade
das ações-objeto da opção.
Pregão
Sessão durante a qual se efetuam negócios com papéis registrados em uma bolsa
de valores, diretamente na sala de negociações e/ou pelo sistema de negociação
eletrônica da BOVESPA.
Pregão eletrônico
Sistema eletrônico de negociação por terminais, que permite a realização de
negócios, por operadores e corretoras credenciados, nos mercados a vista, a termo
e de opções, com papéis e horários definidos pela BOVESPA.
Prêmio
É um termo usado em vários sentidos no mercado financeiro, associado ao ganho
extraordinário que um agente tem ao tomar um risco qualquer. No mercado de
opções, é o valor pago por quem compra o contrato para o emissor deste contrato.
Como é o emissor que fica com o risco, novamente a palavra está associada a um
ganho que se tem pela tomada de um risco.
Prêmio de Risco
Na metodologia de cálculo do índice de Sharpe, para avaliação de fundos de
investimento, o termo representa a rentabilidade acima da taxa livre de risco
(riskfree) ou do benchmark (parâmetro de mercado usado como medida de
desempenho). O prêmio de risco é sempre definido em relação a uma aplicação
alternativa. No índice de Sharpe, este prêmio é a rentabilidade média do fundo que
supera à da caderneta de poupança, no período de cálculo considerado. É de se
esperar que o fundo pague uma rentabilidade adicional sobre a poupança,
considerada um ativo sem risco.
Prime Rate
Indica nos Estados Unidos, a taxa preferencial de juros, mais baixa que a vigente no
mercado e cobrada de tomadores de empréstimos privilegiados.
Private banking
Segmento dos bancos que faz atendimento diferenciado e exclusivo a clientes
pessoa física que possuem grande volume de investimento. Cada instituição define
qual o patamar mínimo de investimentos ou patrimônio para que o cliente seja
atendido no private banking.
Privatização
Aquisição ou incorporação de uma companhia ou empresa pública por uma empresa
privada.
Produção Industrial
A pesquisa mensal industrial do IBGE fornece, mensalmente, uma estimativa do
movimento do produto da indústria em termos físicos. Trata-se de um índice de
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 54

quantum (análise das quantidades produzidas), cuja a base de comparação


instituída pelo IBGE é atualmente o ano de 1991. O índice sazonalmente ajustado é
aquele que procura, através de modelos estatísticos, eliminar os movimentos
previsíveis de alta ou queda de produção para cada setor. Como exemplo de um
movimento sazonal, temos o tradicional crescimento da produção de bens de
consumo nos últimos meses do ano, em função da expectativa de um maior volume
de vendas, devido ao Natal. Uma série ajustada sazonalmente já elimina este
movimento previsível, ficando como resultado apenas a variação "pura" daquele
período. Assim, hipoteticamente, se tivermos uma variação de +3%, já sazonalmente
ajustada, na comparação entre a produção de um determinado bem no mês de
novembro de 1996, em relação à realizada em fevereiro de 1996, isto representaria
que, já descontado o movimento médio esperado para o período, houve um
crescimento de 3% na produção - o ajuste sazonal torna possível a comparação
"pura" entre dados.

Proventos
Veja Benefícios.
Put
Veja Opção de venda de ações.

Quadro de cotações
Local no recinto de negociações das bolsas de valores onde os diversos preços e
quantidades de ações negociadas são apresentados.
Quinta feira Negra
O dia 24 de outubro de 1929, quando teve início a queda na Bolsa de Valores de
Nova York, desencadeando a Grande Depressão que estenderia até meados da
década de 30.
Quota (de fundo ou clube de investimento)
Parte ideal de um fundo ou clube de investimento, cujo valor é igual à divisão de seu
patrimônio líquido pelo número existente de quotas.

R2
É uma medida do grau de relacionamento entre a rentabilidade do fundo e a do
mercado de ações (medido pelo IBA - Índice Brasileiro de Ações). Um R2 de 0,9, por
exemplo, indica que 90% das variações do fundo são explicadas pelo
comportamento do IBA. O valor máximo que o R2 pode atingir é 1 (equivalente a
100%). Neste caso, toda e qualquer variação ocorrida seria explicada pelo
comportamento do IBA.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 55

Rating
É a avaliação e a classificação de ativos, fundos de investimento, empresas ou
mesmo países, com base principalmente no critério de risco, feitas por companhia
independente, especializada neste processo. O rating é expresso numa espécie de
nota, sendo que cada instituição tem seu próprio sistema de notas, que não é
comparável às demais. O rating soberano é o que avalia o risco de países,
considerando, por exemplo, o risco de não pagamento de dívidas do governo, nível
de endividamento, cumprimento de metas fiscais etc. Quanto maior o risco de uma
moratória, por exemplo, quando o país não tem condições de honrar seus
compromissos, menor o rating. O rating soberano influencia a confiança dos
investidores estrangeiros na decisão de encaminhar ou não seus investimentos ao
país. E também está intimamente ligado com o nível de juro cobrado pelo investidor
para emprestar seu dinheiro. Quanto maior o risco, maior a taxa de juro exigida.
Razão Social
É o nome devidamente registrado sob o qual uma pessoa jurídica se individualiza e
exerce suas atividades. A razão social diferencia-se do nome dado a um
estabelecimento ou do nome comercial com que a empresa pode ser reconhecida
junto ao público.
Recibo de subscrição
Documento que comprova o exercício do direito de subscrição, passível de ser
negociado em bolsas de valores.
Recompra de ações
É a reaquisição das ações pela própria empresa emissora.
Redesconto
São duas as operações de redesconto no Brasil: redescontos de liquidez ou
especiais. Os especiais são refinanciamentos de operações específicas, previstas
por lei como financiamentos de produtos agrícolas, à exportação de manufaturados,
etc. Quanto ao empréstimo de liquidez, trata-se de uma operação eventual, para
cobrir o caixa de bancos com problemas momentâneos de liquidez. Por exemplo,
caso um banco se programe para um volume de saque líquido de R$ x,xx na
compensação de um determinado dia, e, na verdade ele foi superior a esta quantia,
para que as operações deste banco sejam honradas, o Bacen empresta o valor
necessário a este banco, cobrando uma taxa de juros superior à taxa média cobrada
no mercado financeiro.
Registro em Bolsa
Condição para que uma empresa tenha suas ações admitidas à cotação em uma
bolsa de valores, desde que satisfaça as normas estabelecidas pela mesma.
RCTB - Recibo de Carteira da Telebrás
Cesta de 13 ações, que contém papéis das 12 holdings criadas com a cisão da
Telebrás, além das ações da própria Telebrás.

Renda Fixa
É o nome genérico que se dá para as aplicações em títulos que pagam juros, ou em
investimentos que tenham carteira composta com maioria de títulos de renda fixa.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 56

Numa avaliação rigorosa, apenas as aplicações com juro prefixado poderiam ter este
nome, por efetivamente fixar o rendimento. Na prática, este termo é usado também
para os títulos que pagam juros pós-fixados. A comparação deve ser feita com ativos
de renda variável, cujo comportamento é mais volátil e inesperado, assim, temos que
CDB , LTN , cadernetas de poupança e títulos de crédito possuem renda fixa, que
pode ser inteiramente pré-fixada ou vinculada à correção monetária.
Renda Variável
Rendimento obtido em aplicações cujos rendimento é desconhecido. É o caso geral
de investimento em ações e em imóveis. O investidor quando compra este tipo de
ativo acredita poder ganhar, mas não tem certeza de quanto, e sabe que também
pode perder dinheiro. Ninguém sabe quanto será pago em dividendo ou aluguel,
nem se o valor do ativo vai subir ou cair ao longo do tempo.
Rentabilidade
Ganho ou perda monetária ocorrida em um investimento, provocados pela variação
de preço do título financeiro, ou pelo recebimento de uma renda derivada da posse
do bem, como o recebimento de dividendos ou de aluguel. A rentabilidade costuma
ser apresentada em valores percentuais. No moderno conceito financeiro, não basta
avaliar qual a rentabilidade de um ativo, mas qual a rentabilidade em relação ao
risco trazido para a carteira de investimentos. Ou seja: é sempre necessário avaliar
se o rendimento esperado compensa ou não o risco assumido (relação retorno-
risco). Um bom parâmetro para pensar a questão é comparar a rentabilidade
esperada de um investimento com risco com a rentabilidade de um ativo sem risco,
como a caderneta de poupança, em determinados volumes de aplicação.
Naturalmente, um investimento com risco não pode pagar menos do que a
caderneta de poupança.
Reservas Cambiais
As reservas cambiais refletem o montante de moeda estrangeira (e ouro) acumulado
pelo país. O resultado do Balanço de Pagamentos, que reflete o resultado monetário
das transações de bens e serviços realizadas pelos brasileiros com o exterior (Saldo
em transações correntes), assim como o fluxo de capitais entre o país e o exterior
(sejam empréstimos, financiamentos, aplicações em mercado financeiro,
investimento direto em plantas industriais, etc), vai exprimir se houve acúmulo ou
perda de moeda estrangeira no período, refletindo, portanto a variação das reservas
cambiais. Vale lembrar que o Balanço de Pagamentos registra somente um fluxo
monetário dentro de um determinado período (em geral os resultados são
apresentados em trimestres ou anuais), enquanto que as Reservas Cambiais
revelam o estoque de moedas estrangeiras em um determinado momento. Assim,
podemos dizer que o Brasil, em dezembro de 1995, contava com um estoque de 52
bilhões de dólares em moeda estrangeira (Reservas Cambiais),e que, ao longo de
1995 houve um acúmulo de 13.5 bilhões de dólares no país.
Risco
Nível de incerteza quanto ao rendimento esperado de um investimento. No mercado
financeiro, existem o risco de mercado e o risco de crédito. O risco de mercado é
aquele relacionado com as oscilações de preço do investimento escolhido. O risco
de crédito é o relacionado com a probabilidade de um título financeiro ser pago (risco
de inadimplência do tomador do crédito). Regra geral, o nível de rentabilidade está
associado ao nível de risco. Quanto maior o risco aceito pelo investidor maior deve
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 57

ser a rentabilidade potencial deste investimento. Naturalmente, algumas aplicações


envolvem maior risco. O investidor somente deve aplicar seu dinheiro num
investimento quando conseguir entender o nível de risco que está assumindo. Não
existe de fato investimento sem risco, embora o mercado até trabalhe com algumas
taxas como se elas não tivessem risco algum, caso dos títulos do Tesouro norte-
americano, e da caderneta de poupança no Brasil. Imagine um investidor que
compra por cerca de $ 75 uma parte de um título norte-americano, com a promessa
de receber 6% ao ano no prazo de cinco anos, quando então vai receber $ 100. Se
no dia seguinte o juro subir para 7%, este mesmo título estará valendo no mercado $
71. Ou seja: do dia para a noite perdeu dinheiro, se precisar vender o título, porque o
juro mudou. Pode até não haver dúvidas de que o governo americano vai pagar
suas dívidas, mas há o risco de perdas por alterações no mercado.
Risco Cambial
As operações financeiras que envolvem transação ou indexação cambial possuem o
risco de perdas se houver uma variação cambial não esperada. Se um turista faz
compras no exterior com cartão de crédito, corre o risco de, entre o ato da compra e
o pagamento da fatura, ter ocorrido uma desvalorização cambial e ter que pagar
mais do que o esperado, em reais, pela fatura do cartão. As empresas e pessoas
físicas que tomam empréstimos indexados ao dólar também correm risco cambial.
Risco de Liquidez
É o risco associado à retenção de um ativo que não se consegue vender com
facilidade (ativo sem ou com pouca liquidez), ou à necessidade de se fazer um
empréstimo ou rolar uma dívida em um momento de escassez de recursos no
mercado.
Risco País (ou de soberania)
É o risco de o governo de um país mudar a sua política ao ponto de interferir nos
pagamentos a credores estrangeiros, por questões econômicas ou políticas. Este
risco geralmente está embutido na taxa de juros cobrada por empréstimos
estrangeiros.

Sala de negociação
Local adequado ao encontro dos representantes de corretoras de valores e à
realização, entre eles, de transações de compra e venda de ações/opções, em
mercado livre e aberto.
Samurai Bonds
São títulos de renda fixa denominados em yen (moeda do Japão), emitidos por não-
residentes no Japão e vendidos naquele país. Estes títulos ficam sujeitos à
legislação japonesa, condição que os diferencia dos títulos emitidos em yen no
euromercado. O mercado de títulos de renda fixa no Japão é hoje o segundo maior
do mundo, em boa parte devido à alta capacidade de poupança da população.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 58

SEC - Securities & Exchange Comission


É a instituição de regulamenta o mercado de capitais norte-americano. É o órgão
correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos.
Série de opções
Opções do mesmo tipo, sobre a mesma ação-objeto, com o mesmo mês de
vencimento e o mesmo preço de exercício.
Sobras de subscrição
Direitos referentes ao não exercício de preferência em uma subscrição.
Sociedade Anônima
Empresa que tem o capital dividido em ações, com a responsabilidade de seus
acionistas limitada proporcionalmente ao valor de emissão das ações subscritas ou
adquiridas.
Sociedade corretora
Instituição auxiliar do sistema financeiro, que opera no mercado de capitais com
títulos e valores mobiliários, em especial no mercado de ações. É a intermediária
entre os investidores nas transações em bolsas de valores. Administra carteiras de
ações, fundos mútuos e clubes de investimentos, entre outras atribuições.
Sociedade distribuidora
Instituição auxiliar do Sistema Financeiro que participa do sistema de intermediação
de ações e outros títulos no mercado primário, colocando-os à venda para o público.
Sociedade Limitada
Sociedade comercial por cotas de responsabilidade limitada: cada sócio responde
apenas na medida da sua cota. Deve adotar uma razão social que explique, o
quanto possível, o objetivo da sociedade e seja sempre seguida da palavra "limitada"
ou "Ltda".
Soma
Sociedade Operadora do Mercado de Acesso. É o mercado de acesso para as
empresas que pretendem lançar seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo. A
empresa lança seu papel na Soma para tentar atingir a liquidez de mercado
(facilidade de negociação da ação) necessária para entrar na Bolsa paulista. É uma
espécie de primeira etapa para ganhar a confiança do mercado. Assim como as
bolsas, a Soma também está sob a fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários.
Split
Elevação do número de ações representantes do capital de uma empresa pelo
desdobramento, com a correspondente redução de seu valor nominal.
Spread
Taxa adicional de risco cobrada no mercado financeiro, sobretudo o internacional. É
variável de acordo conforme a liquidez do tomador, volume de empréstimo e o prazo
de resgate. No contexto financeiro, significa a diferença entre o custo de captação
de recursos e o custo da taxa de empréstimos, ou a diferença entre o preço de
compra e o preço de venda de um ativo.
Straddle
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 59

Compra ou venda, por um mesmo investidor de igual número de opções de compra


e de venda sobre a mesma ação-objeto, com idênticos preços de exercício e datas
de vencimento.
Subscrição
Lançamento de novas ações, por uma sociedade anônima, com a finalidade de obter
os recursos necessários para investimento. Os acionistas de uma empresa possuem
a preferência na compra de ações emitidas pelo aumento do capital e com preço
inferior ao praticado pelo mercado. O exercício da subscrição deve ser feito em
prazo determinado. A quantidade de ações a serem subscritas é proporcional ao
número de ações já possuídas pelos acionistas. Embora o direito de subscrição seja
reservado aos acionistas da empresa, ele pode ser negociado em bolsas de valores.
Swap
São contratos que estabelecem a troca de risco entre investidores. É o caso de uma
empresa que tem receitas em dólar (exportações) e uma dívida corrigida por juros
pós-fixados. Esta empresa gostaria de trocar seu risco ‘juro pós-fixado’ pelo risco
‘dólar’. Na outra ponta tem uma empresa varejista nacional, com receitas em reais,
um bom caixa aplicado diariamente no mercado (acompanhando portando a
evolução dos juros), mas que tem uma dívida em dólar. Esta empresa quer
justamente o oposto, quer trocar seu risco ‘dólar’ pelo risco ‘juro pós-fixado’. Estas
duas empresas então fazem um contrato de swap entre si, ou através da
intermediação de instituição financeira, para trocar uma posição de risco. Swap é um
contrato derivativo. Pode ser usado como no exemplo acima, de hedge (seguro), ou
como especulação para ter ganhos extraordinários, podendo haver também perdas
extraordinárias se a estratégia for perdedora. No mercado, as operações mais
comuns destes contratos são de troca de juros prefixados por juros pós-fixados (CDI
over), que é o swap prefixado, e swap cambial, de taxa de dólar por juros pós-
fixados.
T
Tag along
Direito que garante aos acionistas minoritários, no caso de venda do controle da
companhia, as mesmas condições de oferta dadas aos controladores. Em caso de
privatização, por exemplo, os acionistas minoritários teriam direito a receber por
suas ações o mesmo prêmio pago em leilão aos controladores. Este direito foi
retirado da Lei das Sociedades Anônimas na reforma de 1997, com o objetivo de
facilitar o processo de privatizações. Está prevista em projeto, no entanto, a sua
inclusão na nova lei das S/As.
Taxa de Corretagem
Taxa que as corretoras cobram pelos seus serviços.
Taxa de Desemprego
Nas pesquisas de emprego/desemprego são consideradas várias subdivisões da
população: o total da população residente no local da pesquisa; o total de pessoas
que estão trabalhando - seja como empregados, autônomos ou como empregadores
- que é chamada de população "ocupada"; e, ainda, a parcela da população que está
desocupada - ou seja, que está a procura de algum tipo de ocupação, seja ela
formal ou não. Todas as pesquisas nesta área estabelecem critérios para limitar a
população que julgam qualificadas a assumir algum tipo de ocupação - em geral
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 60

uma idade mínima. Assim, sob este critério, a junção da população ocupada e
desocupada compõe a chamada "População Economicamente Ativa" (PEA). A taxa
de desemprego aberto é aquela que relaciona o número de pessoas desocupadas,
procurando trabalho na época da pesquisa, e a PEA. Na pesquisa mensal de
emprego do IBGE, a população focada é a de idade igual ou superior a quinze anos,
e a amostra da pesquisa se circunscreve a seis regiões metropolitanas: Recife,
Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre.
TBF - Taxa Básica Financeira
Criada em 29/07/1995 pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para o cálculo é
utilizado uma amostra de 30 maiores Instituições Financeiras do país, a partir da
remuneração mensal média dos CDBs e RDBs no prazo de 30 a 35 dias. É uma
espécie de TR mas sem o redutor. Tem por finalidade remunerar um novo tipo de
caderneta de poupança com prazo mínimo de 90 dias criada pelo Governo dentro de
um processo de desindexação. É um índice diário, divulgado pelo Banco Central
com a cotação em % no período.
TBF
Taxa Básica Financeira diária, definida pelo Banco Central.
TDA
Título da Dívida Agrária, emitidos pelo governo federal para pagamento de
desapropriação de terras pelo projeto de reforma agrária.
TJLP
Taxa de Juros a longo Prazo. Foi criada em dezembro de 1994. É utilizada nas
operações de crédito para empresas com recursos do BNDES.
TR - Taxa Referencial
A partir de 29/07/1994, a TR voltou a ser calculada com base no índice de
Remuneração Média dos CDBs , deduzida a taxa real de juros equivalente ao 1.3%.
É a taxa que define o rendimento das Cadernetas de Poupança e do SFH (Sistema
Financeiro de Habitação). Embora seja usada como indexador dos contratos, a TR é
uma taxa de juro e não pode ser confundida com inflação.
Titular de opção
Aquele que tem o direito de exercer ou negociar uma opção.
Títulos mobiliários
Ou valores mobiliários, são títulos emitidos por empresas para captar recursos no
mercado. É o caso de ações, debêntures e quotas de fundos de investimento em
renda variável. Outros títulos que estão nesta categoria são: bônus de subscrição;
notas promissórias; certificados de depósitos de valores mobiliários; índices
representativos de carteira de ações; opções de compra e venda de valores
mobiliários; direitos de subscrição; recibos de subscrição; quotas de fundos
imobiliários; certificados de investimento audiovisual; contratos de parceria para
engorda de animais; certificados representativos de contratos mercantis de compra e
venda a termo de energia elétrica; recibos de depósitos (depositary receipts,
instrumento utilizado na colocação de ações de companhias brasileiras no exterior);
e certificados de recebíveis imobiliários (CRI). Instituições financeiras também
podem emitir valores mobiliários.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 61

Título patrimonial da bolsa


Desde que autorizada pelo Banco Central do Brasil, no qual deverá previamente se
registrar, a sociedade corretora deverá adquirir um título patrimonial da bolsa de
valores em que desejar ingressar como membro.
Trading post
Sistema de negociações contínuas realizadas por meio de postos de negociações,
tendo como objetivo dar homogeneidade aos trabalhos, em função da quantidade de
negócios, permitindo, assim, distribuir uniformemente o fluxo de operações pelo
recinto (sala de negociações).

U
UFESP
Unidade Fiscal do Estado de São Paulo.
UFIR
Unidade Fiscal de Referência, usada para atualização monetária de tributos e
respectivas multas.
Underwriters
Instituições financeiras especializadas em operações de lançamento de ações no
mercado primário. No Brasil, tais instituições são, em geral, bancos múltiplos ou
bancos de investimento, sociedades distribuidoras e corretoras que mantêm equipes
formadas por analistas e técnicos capazes de orientar os empresários, indicando-
lhes as condições e a melhor oportunidade para que uma empresa abra seu capital
ao público investidor, por meio de operações de lançamento.
Underwriting
Esquema de lançamento de ações mediante subscrição pública, para o qual uma
empresa encarrega um intermediário financeiro, que será responsável por sua
colocação no mercado.
União Européia
A União Européia (EU), com sede em Bruxelas, é um bloco regional que
compreende 15 países europeus. O processo de cooperação e integração entre os
países da Europa ocidental iniciou-se em 1951 com seis países: Alemanha, Bélgica,
França, Holanda, Itália e Luxemburgo. Posteriormente, houve 4 expansões, em
1973, com a entrada da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; em 1981, passaram a
integrá-la Espanha, Grécia e Portugal; em 1995 foram incluídas Áustria, Finlândia e
Suécia. Atualmente, a União Européia prepara-se para a entrada de mais uma onda
de países do sul e leste europeu. Os candidatos são: Bulgária, Chipre, Eslováquia,
Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia, República Tcheca e
Romênia. A União Européia é regida por uma série de acordos e instituições que
regulam aspectos econômicos, sociais e políticos comuns a todos os países-
membros. Ela não é apenas uma união aduaneira, mas uma união supranacional de
grande abrangência e em constante aprofundamento. Cada vez mais, no decorrer
dos anos, as barreiras de toda natureza entre os países que a compõem vão
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 62

desaparecendo e a União Européia, vai se assemelhando a um país unificado,


embora ainda preserve a soberania dos Estados nacionais que a compõem.
UPC
Unidade Padrão de Capital, utilizada como unidade monetária em financiamento de
moradias.

V
Valor de exercício da opção
Preço de exercício por ação, multiplicado pelo número de ações que compõem o
lote-padrão de uma opção.
Valor futuro
É o valor de um fluxo futuro de recebimentos, no valor nominal a ser recebido na
data de vencimento.
Valor intrínseco da opção
Diferença, quando positiva, entre o preço a vista de uma ação objeto e o preço de
exercício da opção, no caso de uma opção de compra, e entre o preço de exercício
e o preço a vista, no caso de uma opção de venda.
Valor nominal da ação
Valor mencionado no estatuto social de uma empresa e atribuído a uma ação
representativa de seu capital.
Valor Patrimonial da ação
Resultado da divisão entre o patrimônio líquido e o número de ações da empresa.
Valor presente
É valor atual (descontado) de um fluxo futuro de recebimentos monetários. Os
valores futuros são descontados pela taxa de juro compatível com o risco do
investimento. Desta forma, o valor presente de um título de renda fixa do governo
federal é descontado para valor presente por uma taxa de juro menor do que o título
de uma empresa que tenha dificuldades para honrar seus compromissos.
Valor unitário da Ação - VUA
Quociente entre o valor do capital social realizado de uma empresa e o número de
ações emitidas.
Valor Venal
É o valor de mercado de um produto. Não é o valor real do produto, nem
necessariamente incorpora seu custo de produção. É o valor com que pode ser
comercializado - mais alto ou mais baixo, dependendo das circunstâncias do
mercado.
VAR - Value at Risk
O VAR é uma medida estatística usada para medir o risco de mercado de carteira de
ativos e/ou passivos. Busca medir, em termos financeiros, o impacto na carteira das
variações de taxa de juros, dólar, preço das ações etc.
Variação
Diferença entre os preços de um determinado título em dois instantes considerados.
DICIONÁRIO DE ECONOMIA 63

Venda em margem
Venda, a vista, de ações obtidas por empréstimo, pelo investidor, em uma sociedade
corretora que opere em bolsa. É uma modalidade de operações da Conta Margem.
Viés de juros (Copom)
Termo que designa tendência. Por exemplo, quando a reunião do Copom (Conselho
de Política Monetária) divulga a taxa básica de juros (Selic), divulga também o viés
da taxa (de alta, baixa ou neutro). Ou seja, define qual a tendência que a taxa de
juros poderá seguir até a próxima reunião. Não há um compromisso por parte do
Banco Central de alterar os juros nesta direção, mas não deixa de ser um indicativo
de tendência para o mercado.
Volatilidade
Indica o grau médio de variação das cotações de um título em um determinado
período. Medida da freqüência da oscilação dos preços de um ativo financeiro ou
índice numa Bolsa de Valores. Em estatística, é o desvio-padrão.
Voto
Direito que tem o proprietário de ações ordinárias (ou preferenciais não destituídas
dessa faculdade) de participar das deliberações nas assembléias gerais.