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Aula 00

Conhecimentos Específicos p/ ALE-SE (Analista Legislativo - Psicologia)

Professor: Viviane Silva

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00

AULA 00
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SUM£RIO P£GINA
SUM£RIO
P£GINA

ApresentaÁ„o

01

Cronograma do curso

03

IntroduÁ„o e ApresentaÁ„o do curso

04

Teorias da personalidade

05

Documentos psicolÛgicos: declaraÁ„o, atestado, parecer, laudo, relatÛrio de acordo com as ResoluÁıes do Conselho Federal de Psicologia.

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APRESENTA« O

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 AULA 00

Futuro(a) Analista Legislativo, £rea de Sa˙de e AssistÍncia Social, Especialidade Psicologia da Assembleia Legislativa do Estado do Sergipe (ALESE)

Seja bem-vindo a este curso de CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS focado na sua preparaÁ„o para o concurso para Analista Legislativo, £rea de Sa˙de e AssistÍncia Social, Especialidade Psicologia da Assembleia Legislativa do Estado do Sergipe (ALESE). Essa È nossa primeira aula, porÈm antes de iniciarmos farei uma breve apresentaÁ„o do nosso mÈtodo e divis„o dos conte˙dos que o levar„o ‡ preparaÁ„o rumo ‡ sua aprovaÁ„o. Nossas aulas ser„o disponibilizadas, de acordo com as datas j· estabelecidas em nosso cronograma e os conte˙dos ser„o apresentados da seguinte forma:

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 - curso escrito

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00

- curso escrito completo (em PDF), formado por 07 aulas onde ser„o apresentados os conte˙dos, que ser„o a seguir relacionados, questıes de provas e dicas de estudo para a potencializaÁ„o de sua preparaÁ„o. - fÛrum de d˙vidas, onde vocÍ pode entrar em contato direto conosco quando julgar necess·rio. N„o guarde as d˙vidas para vocÍ, estamos aqui para ajud·-lo.

Vale dizer que este curso È concebido para ser o seu material de estudos e a ideia È que vocÍ consiga economizar bastante tempo, pois abordaremos todos os tÛpicos exigidos no edital e nada alÈm disso, e vocÍ poder· estudar conforme a sua disponibilidade de tempo, em qualquer ambiente onde vocÍ tenha acesso a um computador, tablet ou celular, e evitar· a perda de tempo gerada pelo tr‚nsito das grandes cidades. Isso È importante para todos os candidatos, mas È especialmente relevante para aqueles que trabalham e estudam, de repente exatamente como ocorre com vocÍ. O concurso exige conte˙do especÌfico e vocÍ pode j· ter estudado ou tratado desses temas em algum momento da sua vida acadÍmica e profissional ou nunca ter estudado profundamente alguns desses conte˙dos, n„o tem problema, este curso visa atender a todos. Aqui no EstratÈgia nÛs sempre solicitamos que os alunos avaliem os nossos cursos e nossa direÁ„o docente acompanha e utiliza os feedbacks de nossos alunos para o aperfeiÁoamento de nossos materiais. Sou Pedagoga e Mestre em Psicologia Educacional, ministro aulas para concursos de diversas ·reas, tenho experiÍncia em concursos p˙blicos desde 1994 e seguirei com vocÍ ao longo dessas 07 aulas rumo ao seu sonho, trabalhando conte˙do pertinente, escrito de acordo com questıes de concursos p˙blicos e com os padrıes de exigÍncia da organizadora FundaÁ„o Carlos Chagas (FCC).

Vamos ao trabalho?

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CRONOGRAMA DO CURSO

Inicialmente, transcrevo abaixo o conte˙do program·tico oriundo do edital publicado de Analista Legislativo, £rea de Sa˙de e AssistÍncia Social, Especialidade Psicologia da Assembleia Legislativa do Estado do Sergipe (ALESE).

Conhecimentos EspecÌficos: Teorias da personalidade. Psicopatologia geral. PsicodiagnÛstico. TÈcnicas psicoter·picas. Psicodin‚mica e sa˙de mental no trabalho. ClÌnica do Trabalho. MediaÁ„o de Conflitos e prevenÁ„o de violÍncia no Trabalho. Ergonomia da atividade e Qualidade de Vida no Trabalho. Psicologia da Sa˙de: aspectos psicolÛgicos das enfermidades agudas e crÙnicas. Sa˙de ocupacional: riscos decorrentes da organizaÁ„o do trabalho; agravos ‡ sa˙de relacionados com o trabalho. Instrumentos de AvaliaÁ„o PsicolÛgica: critÈrios de seleÁ„o, avaliaÁ„o e interpretaÁ„o de resultados. Testes PsicolÛgicos. Entrevista: admissional; avaliaÁ„o; acompanhamento; tÈcnicas. TÈcnicas de din‚mica de grupo. ReinserÁ„o profissional apÛs licenÁa de sa˙de. Acompanhamento psicossocial: ajustamento; readaptaÁ„o; encaminhamento. PromoÁ„o e proteÁ„o ‡ sa˙de. Documentos psicolÛgicos: declaraÁ„o, atestado, parecer, laudo, relatÛrio de acordo com as ResoluÁıes do Conselho Federal de Psicologia. AvaliaÁ„o e parecer: faturamento, inspeÁ„o de clÌnicas psicolÛgicas, qualidade dos serviÁos, reembolso e auditorias. …tica profissional.

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Nosso curso ser· dividido em 07 aulas escritas, incluindo esta aula introdutÛria.

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OrganizaÁ„o do Curso

Aula 0:

ApresentaÁ„o e IntroduÁ„o do curso

Teorias da personalidade.

Documentos psicolÛgicos: declaraÁ„o, atestado, parecer, laudo, relatÛrio de acordo com as ResoluÁıes do Conselho Federal de Psicologia.

Aula 1:

Psicopatologia geral.

PsicodiagnÛstico.

TÈcnicas psicoter·picas.

Aula 2:

Psicodin‚mica e sa˙de mental no trabalho.

ClÌnica do Trabalho.

MediaÁ„o de Conflitos e prevenÁ„o de violÍncia no Trabalho.

Ergonomia da atividade e Qualidade de Vida no Trabalho.

Aula 3:

Testes PsicolÛgicos.

Entrevista: admissional; avaliaÁ„o; acompanhamento; tÈcnicas.

TÈcnicas de din‚mica de grupo.

Aula 4:

 

Psicologia da Sa˙de: aspectos psicolÛgicos das enfermidades agudas e crÙnicas. Sa˙de ocupacional: riscos decorrentes da organizaÁ„o do trabalho; agravos ‡ sa˙de relacionados com o trabalho. Instrumentos de AvaliaÁ„o PsicolÛgica: critÈrios de seleÁ„o, avaliaÁ„o e interpretaÁ„o de resultados.

Aula 5:

ReinserÁ„o profissional apÛs licenÁa de sa˙de.

Acompanhamento psicossocial: ajustamento; readaptaÁ„o; encaminhamento. PromoÁ„o e proteÁ„o ‡ sa˙de.

Aula 6:

 

AvaliaÁ„o e parecer: faturamento, inspeÁ„o de clÌnicas psicolÛgicas, qualidade dos serviÁos, reembolso e auditorias. …tica profissional.

Sem mais, vamos ao nosso curso!

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

Psicologia da personalidade È a ·rea da psicologia que estuda e procura explicar as particularidades humanas que influenciam o comportamento. Iniciaremos nosso estudo pela definiÁ„o de personalidade que consiste no conjunto de caracterÌsticas que determinam os padrıes pessoais e sociais de uma pessoa e sua formaÁ„o È um processo gradual, complexo e ˙nico a cada indivÌduo. O termo personalidade, segundo o senso comum, È usado para descrever caracterÌsticas marcantes de uma pessoa, porÈm o conceito de personalidade tambÈm est· relacionado com mudanÁas de habilidades, atitudes, crenÁas, emoÁıes, desejos, e ao modo constante e particular do indivÌduo perceber, pensar, sentir e agir, alÈm da interferÍncia de fatores culturais e sociais nessas caracterÌsticas. Muitas s„o as teorias que estudam a personalidade, porÈm uma das mais importantes na histÛria do estudo de personalidade È a teoria de Freud.

Sigismund Schlomo Freud, o Sigmund Freud, foi um mÈdico neurologista criador da psican·lise. Freud nasceu em uma famÌlia judaica,

em Freiberg in M‰hren, na Època pertencente ao ImpÈrio AustrÌaco. Para Freud, o comportamento humano È resultado de trÍs sistemas: o Id, o Ego e o Superego:

O Id È inato, ou seja, que nasce com o indivÌduo, È congÍnito, regido pelo princÌpio do prazer, exige satisfaÁ„o imediata dos impulsos, sem levar em conta as consequÍncias indesej·veis. O Ego È uma evoluÁ„o do Id, pois apesar de conter elementos inconscientes como o Id funciona muito mais ‡ nÌvel consciente e prÈ-consciente, dessa forma, comandado pelo princÌpio da realidade. O Ego cuida dos impulsos do Id e muitos dos desejos acabam sendo n„o satisfeitos, mas sim reprimidos.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00  O Superego

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O Superego contÈm ideias derivadas dos valores familiares e sociais, por isso È um sistema parcialmente consciente que serve como censor (que censura) das funÁıes do ego, de onde derivam sentimentos de puniÁ„o, medo e culpa.

Sobre sexualidade Freud explica que ela È reconhecida como um

instinto com o qual as pessoas nascem e que se expressam de diferentes formas, de acordo com as fases do desenvolvimento e essas fases deixar„o traÁos que definir„o a estrutura da personalidade do indivÌduo e s„o relacionadas da seguinte forma:

Fase oral (0 a 2 anos)

Fase anal (2 a 4 anos)

Fase f·lica (4 a 7 anos)

PerÌodo de latÍncia (7 a 12 anos)

AdolescÍncia (a partir dos 12 anos).

Como dito, diversas s„o as teorias sobre personalidade e vamos citar a de Erich Fromm e segundo ele a personalidade È produto das condiÁıes culturais, ou seja, para Fromm a personalidade se desenvolve a partir daquilo que a sociedade oferece. O autor acredita que a sociedade est· doente e n„o satisfaz as necessidades do homem, porÈm o homem deve se ajustar a essa sociedade para escapar da solid„o de outros homens e da natureza tentando se adaptar tambÈm a suas exigÍncias interiores. Na tentativa de agrupar e diferenciar as caracterÌsticas da personalidade pode-se dizer que os determinantes inconscientes do comportamento e os determinantes conscientes s„o fatores centrais entre algumas teorias da personalidade, porÈm considera-se tambÈm, a hereditariedade, a base biolÛgica e os aspectos sociais do indivÌduo aspectos relevantes na determinaÁ„o da personalidade do indivÌduo. Os traÁos de personalidade podem, algumas vezes, tornar-se n„o adaptativos, inflexÌveis e a pessoa comeÁa a sentir prejuÌzo no seu dia-a-

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dia devido ‡s consequÍncias negativas da sua interaÁ„o com os outros e com o mundo. … importante perceber que uma pessoa pode apresentar traÁos de personalidade dependente, por exemplo, mas isso n„o constituir uma perturbaÁ„o de personalidade. Tal sÛ acontece, quando esses traÁos ocasionam que a mesma pessoa deixe de conseguir funcionar adequadamente, e sinta que È t„o desajustada que n„o consegue realizar nada comparando com o que os outros realizam. Existem uma sÈrie de perturbaÁıes de personalidade e essas perturbaÁıes se baseiam num conjunto de traÁos que, combinados entre si, podem afetar negativamente a vida do indivÌduo. Dentre as perturbaÁıes de personalidade, destacamos algumas caracterÌsticas de cada uma delas:

Personalidade paranoide: as caracterÌsticas centrais dessa personalidade, s„o geralmente, a desconfianÁa e suspeita contra os outros e isso interfere no modo de pensar, sentir, e naturalmente de agir. De forma persistente os indivÌduos tendem a interpretar as intenÁıes e aÁıes dos outros como ameaÁadoras, sendo difÌcil adotar outras explicaÁıes alternativas para os seus comportamentos. Personalidade esquizoide: essa perturbaÁ„o expressa-se, essencialmente, por trÍs caracterÌsticas: falha de interesse nas relaÁıes sociais, tendÍncia ao isolamento e frieza emocional. O

termo “esquizoide” foi criado por Eugen Bleuer, no início do século

XX, para definir uma tendÍncia da pessoa para dirigir sua atenÁ„o para o mundo interior, fechando-se ao exterior. A caracterÌstica central È o padr„o evasivo de distanciamento de relacionamentos sociais. Personalidade antissocial: caracteriza-se por um padr„o de comportamento antissocial, de desrespeito e desconsideraÁ„o pelas regras sociais e pelos direitos dos outros, bem como pela sua transgress„o. E embora tal descriÁ„o nos possa levar a pensar que

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estamos perante pessoas com capacidades sociais deficit·rias, verificamos frequentemente que tal n„o acontece, estando antes estas capacidades orientadas para a satisfaÁ„o pessoal. S„o normalmente pessoas muito centradas em si, com uma grande incapacidade de atender aos sentimentos dos outros ou de entender a sua perspectiva, relacionando-se esta postura com a ausÍncia de sentimento de culpa. Personalidade borderline ou estado-limite: os traÁos borderline na personalidade apresentam caracterÌsticas de instabilidade e isso pode afetar as relaÁıes com os outros nos ‚mbitos social, familiar e profissional. A maneira de pensar, sentir e agir, poder· trazer um grande desconforto ou sofrimento pela trajetÛria de vida, È como se uma enorme desorganizaÁ„o e caos tomaram conta, nada tem sentido. As relaÁıes estabelecidas com os outros, apesar de muito intensas, poder„o ser particularmente inst·veis, marcadas por desapontamentos e com isso tudo, manter um estado de humor est·vel È particularmente difÌcil. Personalidade histriÙnica: As pessoas que apresentam este tipo de perturbaÁ„o tÍm uma necessidade constante de atenÁ„o, demonstram comportamentos excessivamente dram·ticos e o seu inÌcio verifica-se no comeÁo da idade adulta. S„o aquelas pessoas que descreverÌamos como muito emotivas, muito enÈrgicas, manipuladoras, sedutoras, impulsivas, inconstantes e exigentes. No comeÁo do sÈculo XX este dist˙rbio era conhecido por histeria e especialmente identificado entre a populaÁ„o feminina. IndivÌduos com este dist˙rbio s„o geralmente ingÍnuos, crÈdulos, tÍm um baixo limiar de frustraÁ„o e uma forte dependÍncia emocional. Personalidade evitante: evitam atividades profissionais ou escolares que envolvam contatos interpessoais significativos, por medo de crÌticas, desaprovaÁ„o ou rejeiÁ„o. A intimidade interpessoal È habitualmente difÌcil para estas pessoas, apesar de serem capazes de estabelecer relaÁıes Ìntimas quando est·

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assegurada uma aceitaÁ„o sem crÌtica. No geral tem dificuldade em falar de si e recusarem a intimidade por medo de serem expostas, ridicularizadas ou envergonhadas. Tendem a ser tÌmidos, calados, inibidos e invisÌveis, com medo de que com qualquer chamada de atenÁ„o possam ser rejeitados ou rebaixados. Estas pessoas consideram-se socialmente inaptas, destituÌdas de encanto ou inferiores aos outros; Personalidade evitante: caracteriza-se por uma forte necessidade em se sentir cuidado, protegido e prÛximo dos outros. H· uma grande dificuldade em sentir-se autÛnomo, sÛ e vulner·vel. Quando se sente desta forma, surge um caos interior e uma enorme ang˙stia. Torna-se difÌcil levar a sua vida para a frente e cuidar de si prÛprio sozinho, por isso, rapidamente tende a procurar alguÈm que o possa apoiar e proteger. Personalidade obsessivo-compulsivo: preocupa-se excessivamente com regras, ordens, organizaÁıes ou esquemas a ponto de perder a prÛpria finalidade da atividade que seria realizada. Por ser perfeccionista procura continuamente a perfeiÁ„o em tudo o que faz, revendo as tarefas vezes sem fim, com a sensaÁ„o de que ainda h· correÁıes para serem feitas. Devido aos excessos pode acontecer que se dedique tanto ao trabalho, ‡ responsabilidade e ‡ produtividade que se afaste totalmente dos seus amigos, hobbies e lazer. Acredita que “não pode perder tempo”, o que o impede de relaxar e aproveitar os bons momentos, levando consigo tarefas de trabalho para “aproveitar bem o tempo” e assim sentir menos desconforto, mesmo quando vai de fÈrias.

Um outro teÛrico que discorreu sobre as teorias da personalidade È Carl Gustav Jung e que durante muito tempo foi discÌpulo de Freud. As teorias do autor tÍm sido fonte de inspiraÁ„o, mas tambÈm de controvÈrsia. Ele È o fundador de uma escola do campo psicanalÌtico, a

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escola de psicologia analÌtica, tambÈm denominada psicologia dos complexos e psicologia profunda.

No entanto, afastou-se de Freud principalmente porque n„o estava de acordo com a sua teoria da sexualidade. Mesmo assim, Jung postulou a existÍncia de um inconsciente coletivo, que antecedia o inconsciente individual.

A personalidade È denominada por Jung como psique e

em

sua

teoria h· in˙meros subsistemas que interagem o tempo todo. Jung foi chamado por Freud de o prÌncipe herdeiro da psican·lise. O crucial desta separaÁ„o entre os dois psiquiatras foi a formulaÁ„o do conceito de inconsciente. Jung percebeu que o inconsciente n„o era apenas um reservatÛrio de emoÁıes sombrias e desejos primitivos e perversos, mas que tambÈm era fonte de criatividade e elo inexor·vel entre o homem primitivo e o contempor‚neo. Para tanto, dividiu o inconsciente em pessoal e coletivo. Ele continuou com a ideia da consciÍncia, estipulando o ego como seu centro e que nada chega atÈ a consciÍncia se n„o for pelo ego. Assim, o ego È o organizador da consciÍncia, composto de percepÁıes conscientes, recordaÁıes, pensamentos e sentimentos. … o ego que fornece continuidade e identidade ‡ personalidade. Apesar de ser uma parte pequena na psique total, È o ego que desempenha a funÁ„o b·sica de vigia da consciÍncia. Ao contr·rio do que pensamos, quando interagimos socialmente, n„o mostramos o ego, nem vemos o ego de outrem, mas sim a persona. O ego È um organizador das diversas personas. Jung utiliza o termo persona para designar os muitos papÈis sociais que desempenhamos para interagir com o mundo. A persona se desenvolve desde os primeiros anos de vida, quando a crianÁa aprende quais valores s„o socialmente aceitos e quais comportamentos s„o valorizados pelos seus pais. Para Jung o complexo n„o seria uma patologia, mas sim uma estrutura inerente ao sistema psÌquico. Os complexos pertencem ao

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campo do inconsciente pessoal, apesar de seu n˙cleo ser herdado geneticamente e, portanto, pertencer ao inconsciente coletivo, o qual abordaremos em seguida. Os complexos seriam aglomerados de energia psÌquica atraÌdos por um determinado padr„o de sentimento, pensamento, percepÁıes, memÛrias advindas de uma ou mais experiÍncias. Nas pesquisas sobre o simbolismo das alucinaÁıes e fantasias de seus pacientes psiqui·tricos, Jung descobriu a existÍncia de determinados padrıes de comportamento caracterÌsticos da espÈcie humana, e portanto, herdados por todas as pessoas em quaisquer culturas e regiıes. Deu o nome de arquÈtipo ‡ esta tendÍncia inata que direcionam o desenvolvimento humano. … o equivalente psÌquico ao DNA. O arquÈtipo, apesar de constituir o n˙cleo central dos complexos, pertencem ao inconsciente coletivo. Dentro de todo sistema arquetÌpico, existe um arquÈtipo central, centro regulador de toda psique consciente e inconsciente -, potencial inato ordenador e organizador da vida psÌquica, que direciona o desenvolvimento da personalidade que È chamado de Self. O Self È um fator interno de orientaÁ„o, È o Self que envia sÌmbolos ‡ consciÍncia para que possam ser interpretados e revelados. O processo de desenvolvimento da personalidade rumo ‡ consciÍncia plena de todos os seus aspectos foi denominado por Jung como individuaÁ„o. A meta da individuaÁ„o È atingir a experiÍncia profunda de que todos os nÌveis da psique s„o um mesmo todo, pleno de potencialidades. E desse modo o indivÌduo pode se perceber dentro da sua verdadeira natureza, ou seja, indivisÌvel, completo, total e repleto de possibilidades de realizaÁ„o. Para Carl Jung existem quatro funÁıes psicolÛgicas b·sicas: pensar, sentir, intuir e perceber. Em cada pessoa, uma ou v·rias destas funÁıes tÍm uma Ínfase particular.

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Com base na teoria das quatro funÁıes b·sicas, Jung postula que se formam dois grandes tipos de car·ter: o introvertido e o extrovertido e cada um deles tem traÁos especÌficos, que os diferenciam um do outro. O indivÌduo de car·ter extrovertido caracteriza-se pelo interesse na realidade exterior e sÛ depois se foca no mundo interior. As decisıes s„o tomadas pensando no seu efeito na realidade exterior, em vez de pensar na sua prÛpria existÍncia. As aÁıes s„o realizadas em funÁ„o do que os outros possam pensar sobre delas. S„o pessoas que se encaixam em quase qualquer ambiente, mas tÍm dificuldade em realmente se adaptar. S„o sugestion·veis, influenci·veis e tendem a imitar os demais. O indivÌduo de car·ter introvertido caracteriza-se pelo interesse por si mesmo, pelos seus sentimentos e pensamentos. Orienta o seu comportamento de acordo com o que sente e pensa, mesmo que isso v· contra a realidade exterior. N„o se preocupa muito com o efeito que as suas aÁıes possam causar ao seu redor. Preocupa-se sobretudo com que as aÁıes o satisfaÁam interiormente. Tem dificuldades em se encaixar e adaptar aos diferentes ambientes. Uma outra teoria foi desenvolvida por Jung a partir das funÁıes psicolÛgicas b·sicas e dos tipos de car·ter fundamentais e segundo o autor todas as pessoas pertencem a um ou a outro tipo. S„o estas:

Reflexivo extrovertido: corresponde aos indivÌduos cerebrais e objetivos, que atuam quase exclusivamente na base da raz„o. SÛ d„o como certo aquilo que se comprove com as devidas provas. S„o pouco sensÌveis e podem ser atÈ mesmo prepotentes e manipuladores com os outros. Reflexivo introvertido: caracteriza-se como uma pessoa com grande atividade intelectual, que, no entanto, tem dificuldade para se relacionar com os outros. Normalmente È uma pessoa teimosa e determinada em alcanÁar os seus objetivos. Sentimental extrovertido: s„o pessoas com grande habilidade para entender os outros e para estabelecer relaÁıes sociais s„o os sentimentais extrovertidos. No entanto, È muito difÌcil para eles se

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afastar do seu grupo e sofrem quando s„o ignorados. TÍm muita facilidade de comunicaÁ„o. Sentimental introvertido: corresponde ‡s pessoas solit·rias e com grande dificuldade para estabelecer relaÁıes com os outros. Podem ser pouco soci·veis e melancÛlicos. Faz todo o possÌvel para passar despercebido e gosta de permanecer em silÍncio, È muito sensÌvel ‡s necessidades dos outros. Perceptivo extrovertido: Os indivÌduos tÍm uma fraqueza especial por objetos a ponto de lhes atribuir qualidades m·gicas, ainda que faÁam isso de modo inconsciente. N„o s„o apaixonados pelas ideias, a n„o ser que ganhem uma forma concreta. Procuram o prazer acima de tudo. Perceptivo introvertido: colocam uma Ínfase especial nas experiÍncias sensoriais: d„o muito valor ‡ cor, ‡ forma, ‡ textura, o mundo deles È o mundo da forma, como fonte de experiÍncias interiores. Intuitivo extrovertido: s„o muito ativas e inquietas, precisam de v·rios estÌmulos diferentes. S„o determinadas a alcanÁar objetivos e uma vez que conseguem, passam para o prÛximo e esquecem o anterior. Elas n„o ligam muito para o bem-estar daqueles que as rodeiam. Intuitivo introvertido: S„o extremamente sensÌveis aos estÌmulos mais sutis. A personalidade intuitiva introvertida corresponde ao tipo de pessoas que quase “adivinham” o que os outros pensam, sentem ou se dispıem a fazer. S„o criativas, sonhadoras e idealistas.

Alfred Adler nasceu em Viena, em 1870, e morreu na EscÛcia em 1937. Foi um dos fundadores da Sociedade PsicanalÌtica de Viena e depois seu presidente. N„o demorou muito para que comeÁasse a desenvolver ideias que divergissem das de Freud. Formou o grupo do sistema holÌstico da psicologia individual.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Para Adler, o

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Para Adler, o homem procura contato com os outros, empreende atividades sociais em cooperaÁ„o, pıe o bem-estar social acima do interesse prÛprio, adquirindo um estilo de vida que È, predominantemente, orientado para o meio externo. Adler manifesta uma preocupaÁ„o biolÛgica, tanto quanto Freud e Jung. Freud enfatiza o sexo, Jung os padrıes primitivos de pensamento e Adler o interesse social. Adler cria alguns conceitos muito importantes para a psicologia da personalidade e para ele Self corresponde a um sistema altamente personalizado e subjetivo que interpreta e tornam significativas as experiÍncias do organismo. Segundo ele o estilo de vida corresponde ao princÌpio do sistema pelo qual a personalidade funciona, È o todo que comanda as partes. … o princÌpio que explica a singularidade da pessoa. Cada pessoa tem um estilo de vida e n„o h· dois iguais. Todos tÍm o mesmo objetivo, a superioridade, mas h· in˙meras maneiras de atingi-lo. Toda conduta de uma pessoa tem origem em seu estilo de vida. Este forma-se na inf‚ncia, por volta dos quatro anos de idade e, daÌ por diante, as experiÍncias s„o assinaladas e utilizadas de acordo com ele. … uma compensaÁ„o para determinada inferioridade. Para Adler a luta pela superioridade corresponde ao objetivo superior do homem na sua luta contra os obst·culos: ser agressivo, poderoso, superior. Todas as funÁıes do homem seguem a direÁ„o da luta pela superioridade, que È inata, È um princÌpio din‚mico preponderante uma luta pela plena realizaÁ„o de si mesmo. Para ele h· a inferioridade org‚nica, pois, cada regi„o do corpo apresenta uma inferioridade b·sica, inferioridade essa que existe em virtude de heranÁa ou de alguma anomalia do desenvolvimento. No princÌpio, Adler correlacionava a inferioridade com feminilidade, cuja compensaÁ„o ele chamou de protesto masculino. Os sentimentos de inferioridade decorrem de um senso de imperfeiÁ„o em alguma esfera da

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 vida. Adler afirmava

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vida. Adler afirmava que os sentimentos de inferioridade n„o s„o indÌcios de anormalidade, s„o a causa de todo melhoramento na vida humana. O interesse social corresponde ‡ verdadeira e inevit·vel compensaÁ„o pela natural fraqueza dos seres humanos. … quando a luta pela superioridade se torna socializada. Adler acreditava que o interesse social È inato e que o homem È uma criatura social por natureza e n„o por h·bito. Contudo, ‡ semelhanÁa de qualquer outra aptid„o natural, esta predisposiÁ„o inata n„o surge espontaneamente. Ela torna-se atuante quando orientada e treinada. … esse interesse social inato que motiva o homem a subordinar o interesse pessoal ao bem-estar comum. Adler descobriu a ideia de que o homem È motivado mais pelas expectativas do futuro do que por suas experiÍncias do passado. Esses objetivos de ficÁ„o eram, para Adler, a causa subjetiva dos acontecimentos psicolÛgicos, isso foi denominado por ele de finalismo de ficÁ„o. Adler identificou a teoria de Freud com o princÌpio da causalidade e sua prÛpria teoria com o princÌpio do finalismo. Esse objetivo final pode ser uma ficÁ„o, isto È, um ideal impossÌvel de realizar-se, mas que È, n„o obstante, um estÌmulo real para o esforÁo humano e para a explanaÁ„o ˙ltima de sua conduta. Adler acreditava, contudo, que a pessoa podia libertar-se da influÍncia dessas ficÁıes e enfrentar a realidade quando necess·rio, o que o neurÛtico È incapaz de fazer.

O Big Five ou Modelo dos Cinco Grandes Fatores nasceu a partir dos estudos sobre a Teoria dos TraÁos de Personalidade, representando um avanÁo conceitual e empÌrico desta ·rea, pois descreveu dimensıes humanas b·sicas de forma consistente e replic·vel. O modelo do Big Five comeÁou a ser estruturado no inÌcio da dÈcada de 1930, quando Mc Dougall sugeriu analisar a personalidade a partir de cinco fatores independentes que, na Època, foram denominados intelecto, car·ter, temperamento, disposiÁ„o e humor.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Nessa mesma Època,

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Nessa mesma Època, na Alemanha, Baumgarten sugeria uma an·lise da linguagem para entender os traÁos da personalidade. O trabalho de Baumgarten teve uma influÍncia fundamental sobre Allport que, em conjunto com Odbert, examinou cerca de 400.000 palavras do Webster’s New International Dictionaire, derivando 4.500 descritores de traÁos de personalidade, estudo que muito influenciou Cattell em suas publicaÁıes na dÈcada de 40. As publicaÁıes de Cattell e Eysenck dominavam a literatura como os principais modelos obtidos atravÈs da an·lise fatorial. O modelo inicial foi desenvolvido por Ernest Tupes e Raymond Christal em 1961, que n„o conseguiu relevante import‚ncia no mundo acadÍmico atÈ os anos 1980. Em 1990, L. M. Digman avanÁou em seu modelo de cinco fatores de personalidade, e que Goldberg estendeu a um nÌvel mais elevado de organizaÁ„o. Esses cinco domÌnios amplos continham e resumiam a maioria dos traÁos de personalidade conhecidos e representavam a estrutura b·sica por tr·s de todos os demais traÁos de personalidade. O desenvolvimento desses fatores resultou em um rico contexto conceitual para integrar todas as pesquisas e teorias em psicologia da personalidade. Os traÁos do Big Five tambÈm s„o conhecidos como "Modelo de Cinco Fatores" ou MCF e como os Fatores Globais de Personalidade. Alguns estudiosos usaram mÈtodos diferentes para encontrar os cinco traÁos, e assim, seus fatores possuem, em algum grau, nomes e definiÁıes diferentes. No entanto, todos s„o correlacionados e ligados analiticamente. Em Baltimore (Maryland), Robert McCrae e Paul Costa, no centro de pesquisas de Gerontologia do National Institute of Health, iniciaram um extensivo programa de pesquisas que identificou os chamados cinco grandes fatores:

1) Neuroticismo: mede a instabilidade emocional. Pessoas com pontuaÁıes altas nessa escala s„o ansiosas, inibidas, melancÛlicas e

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 dotadas de baixa

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dotadas de baixa autoestima. J· as que obtÈm baixa pontuaÁ„o s„o de f·cil trato, otimistas e dotadas de boa estima consigo mesmas; 2) Extrovers„o: È a mais ampla das cinco dimensıes. Mede a sensaÁ„o de bem-estar, o nÌvel de energia e a habilidade nas relaÁıes interpessoais. PontuaÁıes elevadas significam afabilidade, sociabilidade e capacidade de se impor. Baixas indicam introvers„o, reserva e submiss„o; 3) Abertura ‡ novas experiÍncias: pessoas com pontuaÁıes elevadas gostam de novidades e tendem a ser criativas. Na outra ponta da escala est„o os convencionais e ordeiros, os que gostam da rotina e tÍm senso aguÁado do certo e do errado; 4) Simpatia: refere-se ao modo como nos relacionamos com os outros. Muitos pontos indicam uma pessoa compassiva, amistosa e calorosa. Na outra extremidade est„o os retraÌdos, crÌticos e egocÍntricos; 5) Conscienciosidade: mede o grau de concentraÁ„o. Aqueles com altas pontuaÁıes apresentam grande motivaÁ„o, s„o disciplinados, comprometidos e confi·veis. Os que apresentam resultados baixos s„o indisciplinados e se distraem facilmente.

Gordon Willard Allport foi um psicÛlogo estadunidense e acreditava que a personalidade È determinada biologicamente quando nascemos e moldada de acordo com as experiÍncias do ambiente em que vivemos. Hans Eysenck atravÈs das respostas de question·rios que entregou a 700 soldados com perturbaÁıes neurÛticas, ele chegou ‡ conclus„o de que o comportamento poderia ser representado por duas dimensıes de comportamento e ele denominou-as de traÁos de personalidade:

Introvertido / Extrovertido: Os introvertidos s„o reservados, planejam as aÁıes e controlam as emoÁıes. Eles tendem a ser sÈrios, confi·veis e pessimistas. J· os extrovertidos s„o soci·veis, gostam de excitaÁ„o e desafios. Tendem a ser livres, otimistas e impulsivos.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00  NeurÛtico ou

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NeurÛtico ou inst·vel / Est·vel: Os neurÛticos s„o ansiosos, preocupados e mudam constantemente de humor. S„o muito emotivos e tÍm dificuldade para se acalmar. Os est·veis s„o calmos e despreocupados. N„o reagem com intensidade aos problemas.

Posteriormente Eysenck adicionou uma terceira dimens„o de comportamento, que seria a do Psicoticismo. Nesta estariam inseridas as pessoas que n„o possuem empatia (a capacidade de colocar-se no lugar dos outros). Elas seriam pessoas cruÈis, solit·rias, agressivas e problem·ticas. Raymond Bernard Cattell foi um psicÛlogo brit‚nico conhecido por explorar uma ampla variedade de ·reas na psicologia. Estas ·reas incluÌram: as dimensıes b·sicas da personalidade e temperamento, um leque de habilidades cognitivas, as dimensıes din‚micas de motivaÁ„o e emoÁ„o, as dimensıes clÌnicas da personalidade, padrıes de comportamento social e de grupo, preditores da criatividade e da realizaÁ„o, e muitos mÈtodos de investigaÁ„o cientÌfica e de mediÁ„o para explorar estas ·reas. Cattell discordou de Eysenck afirmando que n„o era possÌvel compreender a personalidade observando apenas 3 dimensıes de comportamento. Ele fez uma pesquisa de fontes diferentes, utilizando dados de vidas de pessoas, question·rios e testes objetivos e chegou ‡ conclus„o de que haviam dezesseis traÁos de personalidade comuns a todas as pessoas. Segundo Cattell, todos temos traÁos de temperamento e traÁos din‚micos. Os traÁos din‚micos s„o superficiais, s„o muito Ûbvios e facilmente identificados por outras pessoas, ao passo que os traÁos de temperamento s„o mais importantes, porÈm menos visÌveis e ocultos em aspectos diferentes do comportamento.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 DOCUMENTOS PSICOL”GICOS: DECLARA«

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DOCUMENTOS PSICOL”GICOS: DECLARA« O, ATESTADO, PARECER, LAUDO, RELAT”RIOS DE ACORDO COM AS RESOLU«’ES CFP

Para falarmos sobre a elaboraÁ„o de documentos psicolÛgicos

escritos utilizaremos o que est· determinado na resoluÁ„o do Conselho

Federal de Psicologia n 007/2003 que instituiu o Manual de ElaboraÁ„o

de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo, decorrentes de seu

trabalho de avaliaÁ„o psicolÛgica.

O Manual fixa

tambÈm todas as diretrizes e os procedimentos

norteadores na elaboraÁ„o de documentos, nos quais o psicÛlogo deve se

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basear para toda e qualquer comunicaÁ„o por escrito, decorrente da

avaliaÁ„o psicolÛgica.

O processo de avaliaÁ„o psicolÛgica utiliza-se dos instrumentais

tÈcnicos tais como entrevistas, testes, observaÁıes, estudos de campo,

din‚micas de grupo, escuta e ainda intervenÁıes verbais.

Esses instrumentos se configuram como mÈtodos e tÈcnicas

psicolÛgicas para a coleta de dados, estudos e interpretaÁıes de

informaÁıes a respeito dos sujeitos ou grupos atendidos.

Segundo o Manual:

“tais instrumentais técnicos devem obedecer ‡s condiÁıes mÌnimas requeridas de qualidade e de uso, devendo ser adequados ao que se propıe a investigar".

A elaboraÁ„o de relatÛrios e/ou laudos pressupıe o estudo do caso

e o planejamento das intervenÁıes necess·rias ‡ resoluÁ„o da

problem·tica apresentada e deve, portanto:

"apresentar

os

procedimentos

e

conclusıes

gerados pelo processo de avaliaÁ„o psicolÛgica,

relatando sobre

o

encaminhamento, as

intervenÁıes,

o

diagnÛstico,

o

prognÛstico

e

evoluÁ„o

do

caso,

orientaÁ„o

e

sugest„o

de

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 projeto terapÍutico, bem

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projeto terapÍutico, bem como, caso necess·rio, solicitaÁ„o de acompanhamento psicolÛgico, limitando-se a fornecer somente as informaÁıes necess·rias relacionadas ‡ demanda, solicitaÁ„o ou petiÁ„o."

Esses laudos devem, portanto, ser indicativos das polÌticas de

atendimento necess·rias a garantia de direitos das pessoas atendidas e

descrever as possibilidades de mudanÁa da situaÁ„o-problema,

considerando a rede de relaÁıes dos implicados e dos recursos sociais de

sua realidade.

O cuidado com a linguagem e a precis„o no uso de termos e

conceitos psicolÛgicos, s„o imprescindÌveis para uma comunicaÁ„o clara,

consistente e concisa nos laudos psicolÛgicos.

Ainda segundo o Manual o laudo, sendo uma peÁa de natureza e

valor cientÌficos, deve conter narrativa detalhada e did·tica, com clareza,

precis„o e harmonia, tornando-se acessÌvel e compreensÌvel ao

destinat·rio.

Os relatÛrios psicolÛgicos s„o tambÈm peÁas de registro da histÛria

dos sujeitos, que podem ter acesso aos documentos em diferentes

momentos de sua vida, sendo assim, esses relatÛrios s„o, tambÈm, o

registro das formas de atendimento utilizadas pelos profissionais, nas

circunst‚ncias sociais e polÌticas de um determinado momento histÛrico.

Assim a escrita desses documentos È tambÈm o registro da pr·tica

psicolÛgica realizada, podendo revelar muito do que somos e de como

agimos para a transformaÁ„o ou manutenÁ„o, de uma realidade social

desigual e injusta.

Parecer È um documento fundamentado e resumido sobre uma

quest„o focal do campo psicolÛgico cujo resultado pode ser indicativo ou

conclusivo e tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no

campo do conhecimento psicolÛgico, atravÈs de uma avaliaÁ„o

especializada, de uma "quest„o-problema", visando a dirimir d˙vidas que

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 est„o interferindo na

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est„o interferindo na decis„o, sendo, portanto, uma resposta a uma

consulta, que exige de quem responde competÍncia no assunto.

O psicÛlogo parecerista deve fazer a an·lise do problema

apresentado, destacando os aspectos relevantes e opinar a respeito,

considerando os quesitos apontados e com fundamento em referencial

teÛrico-cientÌfico.

Havendo quesitos, o psicÛlogo deve respondÍ-los de forma sintÈtica

e convincente, n„o deixando nenhum quesito sem resposta. Quando n„o

houver dados para a resposta ou quando o psicÛlogo n„o puder ser

categÛrico, deve-se utilizar a express„o "sem elementos de convicÁ„o".

Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afirmar "prejudicado", "sem

elementos" ou "aguarda evoluÁ„o".

Quando expuser os motivos o psicÛlogo deve apresentar a quest„o

em tese, n„o sendo necess·ria, portanto, a descriÁ„o detalhada dos

procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos.

A discuss„o do parecer psicolÛgico se constitui na an·lise minuciosa

da quest„o explanada e argumentada com base nos fundamentos

necess·rios existentes, seja na Ètica, na tÈcnica ou no corpo conceitual da

ciÍncia psicolÛgica. Nesta parte, deve respeitar as normas de referÍncias

de trabalhos cientÌficos para suas citaÁıes e informaÁıes.

Na conclus„o do parecer o psicÛlogo apresentar· seu

posicionamento, respondendo ‡ quest„o levantada. Em seguida, informa

o local e data em que foi elaborado e assina o documento.

Segundo o Manual o prazo de validade do conte˙do dos documentos

escritos, decorrentes das avaliaÁıes psicolÛgicas, dever· considerar a

legislaÁ„o vigente nos casos j· definidos. N„o havendo definiÁ„o legal, o

psicÛlogo, onde for possÌvel, indicar· o prazo de validade do conte˙do

emitido no documento em funÁ„o das caracterÌsticas avaliadas, das

informaÁıes obtidas e dos objetivos da avaliaÁ„o.

Ao definir o prazo, o psicÛlogo deve dispor dos fundamentos para a

indicaÁ„o, devendo apresent·-los sempre que solicitado.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Os documentos escritos

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Os documentos escritos decorrentes de avaliaÁ„o psicolÛgica, bem

como todo o material que os fundamentou, dever„o ser guardados pelo

prazo mÌnimo de 5 anos, observando-se a responsabilidade por eles tanto

do psicÛlogo quanto da instituiÁ„o em que ocorreu a avaliaÁ„o psicolÛgica.

Esse prazo poder· ser ampliado nos casos previstos em lei, por

determinaÁ„o judicial, ou ainda em casos especÌficos em que seja

necess·ria a manutenÁ„o da guarda por maior tempo.

Em caso de extinÁ„o de serviÁo psicolÛgico, o destino dos

documentos dever· seguir as orientaÁıes definidas no CÛdigo de …tica do

PsicÛlogo.

A seguir temos a ResoluÁ„o CFP n 007/2003 que institui o Manual

de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo na

Ìntegra.

RESOLU« O CFP N 007/2003

Institui o Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo, decorrentes de avaliaÁ„o psicolÛgica e revoga a ResoluÁ„o CFP n 17/2002. O Conselho Federal de Psicologia, no uso de suas atribuiÁıes legais e regimentais, que lhe s„o conferidas pela Lei n 5.766, de 20 de dezembro de 1971; Considerando que o psicÛlogo, no seu exercÌcio profissional, tem sido solicitado a apresentar informaÁıes documentais com objetivos diversos; Considerando a necessidade de referÍncias para subsidiar o psicÛlogo na produÁ„o qualificada de documentos escritos decorrentes de avaliaÁ„o psicolÛgica; Considerando a frequÍncia com que representaÁıes Èticas s„o desencadeadas a partir de queixas que colocam em quest„o a qualidade dos documentos escritos, decorrentes de avaliaÁ„o psicolÛgica, produzidos pelos psicÛlogos;

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Considerando os princÌpios

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Considerando os princÌpios Èticos fundamentais que norteiam a atividade profissional do psicÛlogo e os dispositivos sobre avaliaÁ„o psicolÛgica contidos no CÛdigo de …tica Profissional do PsicÛlogo; Considerando as implicaÁıes sociais decorrentes da finalidade do uso dos documentos escritos pelos psicÛlogos a partir de avaliaÁıes psicolÛgicas; Considerando as propostas encaminhadas no I F”RUM NACIONAL DE AVALIA« O PSICOL”GICA, ocorrido em dezembro de 2000; Considerando a deliberaÁ„o da Assembleia das PolÌticas Administrativas e Financeiras, em reuni„o realizada em 14 de dezembro de 2002, para tratar da revis„o do Manual de ElaboraÁ„o de Documentos produzidos pelos psicÛlogos, decorrentes de avaliaÁıes psicolÛgicas; Considerando a decis„o deste Plen·rio em sess„o realizada no dia 14 de junho de 2003, resolve:

Artigo 1 - Instituir o Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos, produzidos por psicÛlogos, decorrentes de avaliaÁıes psicolÛgicas. Artigo 2 - O Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos, referido no artigo anterior, dispıe sobre os seguintes itens:

I) PrincÌpios norteadores; II) Modalidades de documentos; III) Conceito / finalidade / estrutura; IV) Validade dos documentos; V) Guarda dos documentos. Artigo 3 - Toda e qualquer comunicaÁ„o por escrito decorrente de avaliaÁ„o psicolÛgica dever· seguir as diretrizes descritas neste manual. Par·grafo ˙nico. A n„o-observ‚ncia da presente norma constitui falta Ètico-disciplinar, passÌvel de capitulaÁ„o nos dispositivos referentes ao exercÌcio profissional do CÛdigo de …tica Profissional do PsicÛlogo, sem prejuÌzo de outros que possam ser arguidos. Artigo 4 - Esta resoluÁ„o entrar· em vigor na data de sua publicaÁ„o. Artigo 5 - Revogam-se as disposiÁıes em contr·rio.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 MANUAL DE ELABORA«

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MANUAL DE ELABORA« O DE DOCUMENTOS DECORRENTES DE

AVALIA«’ES PSICOL”GICAS

CONSIDERA«’ES INICIAIS

A avaliaÁ„o psicolÛgica È entendida como o processo tÈcnico-

cientÌfico de coleta de dados, estudos e interpretaÁ„o de informaÁıes a

respeito dos fenÙmenos psicolÛgicos, que s„o resultantes da relaÁ„o do

indivÌduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratÈgias

psicolÛgicas mÈtodos, tÈcnicas e instrumentos. Os resultados das

avaliaÁıes devem considerar e analisar os condicionantes histÛricos e

sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como

instrumentos para atuar n„o somente sobre o indivÌduo, mas na

modificaÁ„o desses condicionantes que operam desde a formulaÁ„o da

demanda atÈ a conclus„o do processo de avaliaÁ„o psicolÛgica.

O presente Manual tem como objetivos orientar o profissional

psicÛlogo na confecÁ„o de documentos decorrentes das avaliaÁıes

psicolÛgicas e fornecer os subsÌdios Èticos e tÈcnicos necess·rios para a

elaboraÁ„o qualificada da comunicaÁ„o escrita.

As modalidades de documentos aqui apresentadas foram sugeridas

durante o I F”RUM NACIONAL DE AVALIA« O PSICOL”GICA, ocorrido em

dezembro de 2000.

Este Manual compreende os seguintes itens:

I. PrincÌpios norteadores da elaboraÁ„o documental;

II. Modalidades de documentos;

III. Conceito / finalidade / estrutura;

IV. Validade dos documentos;

V. Guarda dos documentos.

I - PRINCÕPIOS NORTEADORES NA ELABORA« O DE DOCUMENTOS

O psicÛlogo, na elaboraÁ„o de seus documentos, dever· adotar

como princÌpios norteadores as tÈcnicas da linguagem escrita e os

princÌpios Èticos, tÈcnicos e cientÌficos da profiss„o.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 1 – PRINCÕPIOS

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1 PRINCÕPIOS T…CNICOS DA LINGUAGEM ESCRITA

O documento deve, na linguagem escrita, apresentar uma redaÁ„o

bem estruturada e definida, expressando o que se quer comunicar. Deve

ter uma ordenaÁ„o que possibilite a compreens„o por quem o lÍ, o que È

fornecido pela estrutura, composiÁ„o de par·grafos ou frases, alÈm da

correÁ„o gramatical.

O emprego de frases e termos deve ser compatÌvel com as

expressıes prÛprias da linguagem profissional, garantindo a precis„o da

comunicaÁ„o, evitando a diversidade de significaÁıes da linguagem

popular, considerando a quem o documento ser· destinado.

A comunicaÁ„o deve ainda apresentar como qualidades: a clareza, a

concis„o e a harmonia. A clareza se traduz, na estrutura frasal, pela

sequÍncia ou ordenamento adequado dos conte˙dos, pela explicitaÁ„o da

natureza e funÁ„o de cada parte na construÁ„o do todo. A concis„o se

verifica no emprego da linguagem adequada, da palavra exata e

necessária. Essa “economia verbal” requer do psicólogo a atenção para o

equilÌbrio que evite uma redaÁ„o lacÙnica ou o exagero de uma redaÁ„o

prolixa. Finalmente, a harmonia se traduz na correlaÁ„o adequada das

frases, no aspecto sonoro e na ausÍncia de cacofonias.

2 PRINCÕPIOS …TICOS E T…CNICOS

2.1.PrincÌpios …ticos

Na elaboraÁ„o de DOCUMENTO, o psicÛlogo basear· suas

informaÁıes na observ‚ncia dos princÌpios e dispositivos do CÛdigo de

…tica Profissional do PsicÛlogo. Enfatizamos aqui os cuidados em relaÁ„o

aos deveres do psicÛlogo nas suas relaÁıes com a pessoa atendida, ao

sigilo profissional, ‡s relaÁıes com a justiÁa e ao alcance das informaÁıes

- identificando riscos e compromissos em relaÁ„o ‡ utilizaÁ„o das

informaÁıes presentes nos documentos em sua dimens„o de relaÁıes de

poder.

Torna-se imperativo a recusa, sob toda e qualquer condiÁ„o, do uso

dos instrumentos, tÈcnicas psicolÛgicas e da experiÍncia profissional da

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Psicologia na sustentaÁ„o

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Psicologia na sustentaÁ„o de modelos institucionais e ideolÛgicos de

perpetuaÁ„o da segregaÁ„o aos diferentes modos de subjetivaÁ„o.

Sempre que o trabalho exigir, sugere-se uma intervenÁ„o sobre a prÛpria

demanda e a construÁ„o de um projeto de trabalho que aponte para a

reformulaÁ„o dos condicionantes que provoquem o sofrimento psÌquico, a

violaÁ„o dos direitos humanos e a manutenÁ„o das estruturas de poder

que sustentam condiÁıes de dominaÁ„o e segregaÁ„o.

Deve-se realizar uma prestaÁ„o de serviÁo respons·vel pela

execuÁ„o de um trabalho de qualidade cujos princÌpios Èticos sustentam o

compromisso social da Psicologia. Dessa forma, a demanda, tal como È

formulada, deve ser compreendida como efeito de uma situaÁ„o de

grande complexidade.

2.2. PrincÌpios TÈcnicos

O processo de avaliaÁ„o psicolÛgica deve considerar que os objetos

deste procedimento (as questıes de ordem psicolÛgica) tÍm

determinaÁıes histÛricas, sociais, econÙmicas e polÌticas, sendo as

mesmas, elementos constitutivos no processo de subjetivaÁ„o. O

DOCUMENTO, portanto, deve considerar a natureza din‚mica, n„o

definitiva e n„o cristalizada do seu objeto de estudo.

Os psicÛlogos, ao produzirem documentos escritos, devem se

basear exclusivamente nos instrumentais tÈcnicos (entrevistas, testes,

observaÁıes, din‚micas de grupo, escuta, intervenÁıes verbais) que se

configuram como mÈtodos e tÈcnicas psicolÛgicas para a coleta de dados,

estudos e interpretaÁıes de informaÁıes a respeito da pessoa ou grupo

atendidos, bem como sobre outros materiais e grupo atendidos e sobre

outros materiais e documentos produzidos anteriormente e pertinentes ‡

matÈria em quest„o. Esses instrumentais tÈcnicos devem obedecer ‡s

condiÁıes mÌnimas requeridas de qualidade e de uso, devendo ser

adequados ao que se propıem a investigar.

A linguagem nos documentos deve ser precisa, clara, inteligÌvel e

concisa, ou seja, deve-se restringir pontualmente ‡s informaÁıes que se

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 fizerem necess·rias, recusando

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fizerem necess·rias, recusando qualquer tipo de consideraÁ„o que n„o

tenha relaÁ„o com a finalidade do documento especÌfico.

Deve-se rubricar as laudas, desde

a

primeira atÈ

a pen˙ltima,

considerando que a ˙ltima estar· assinada, em toda e qualquer

modalidade de documento.

II - MODALIDADES DE DOCUMENTOS

  • 1. DeclaraÁ„o *

  • 2. Atestado psicolÛgico

  • 3. RelatÛrio / laudo psicolÛgico

  • 4. Parecer psicolÛgico *

* A DeclaraÁ„o e o Parecer psicolÛgico n„o s„o documentos decorrentes

da avaliaÁ„o PsicolÛgica, embora muitas vezes apareÁam desta forma. Por

isso consideramos importante constarem deste manual afim de que sejam

diferenciados.

III - CONCEITO / FINALIDADE / ESTRUTURA

1 DECLARA« O

1.1. Conceito e finalidade da declaraÁ„o

… um documento que visa a informar a ocorrÍncia de fatos ou

situaÁıes objetivas relacionadas ao atendimento psicolÛgico, com a

finalidade de declarar:

a) Comparecimentos do atendido e/ou do seu acompanhante,

quando necess·rio;

b) Acompanhamento psicolÛgico do atendido;

c) InformaÁıes sobre as condiÁıes do atendimento (tempo de

acompanhamento, dias ou hor·rios).

Neste documento n„o deve ser feito o registro de sintomas,

situaÁıes ou estados psicolÛgicos.

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1.2. Estrutura da declaraÁ„o CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula
  • 1.2. Estrutura da declaraÁ„o

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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a)

Ser emitida em papel timbrado ou apresentar na subscriÁ„o do

documento o carimbo, em que conste nome e sobrenome do psicÛlogo,

acrescido de sua inscrição profissional (“Nome do psicólogo / nº

da

inscrição”).

b)

A declaraÁ„o deve expor:

Registro do nome e sobrenome do solicitante;

Finalidade do documento (por exemplo, para fins de

 

comprovaÁ„o);

Registro de informaÁıes solicitadas em relaÁ„o ao atendimento

(por exemplo: se faz acompanhamento psicolÛgico, em quais

dias, qual hor·rio);

Registro do local e data da expediÁ„o da declaraÁ„o;

Registro do nome completo do psicÛlogo, sua inscriÁ„o no CRP

e/ou carimbo com as mesmas informaÁıes;

Assinatura do psicÛlogo acima de sua identificaÁ„o ou do

 

carimbo.

2 ATESTADO PSICOL”GICO

 
  • 2.1. Conceito e finalidade do atestado

… um documento expedido pelo psicÛlogo que certifica uma

determinada situaÁ„o ou estado psicolÛgico, tendo como finalidade

afirmar sobre as condiÁıes psicolÛgicas de quem, por requerimento, o

solicita, com fins de:

 

a)

Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante;

b)

Justificar estar apto ou n„o para atividades especÌficas, apÛs

realizaÁ„o de um processo de avaliaÁ„o psicolÛgica, dentro do rigor

tÈcnico e Ètico que subscreve esta ResoluÁ„o;

 

c)

Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante, subsidiado na

afirmaÁ„o atestada do fato, em acordo com o disposto na ResoluÁ„o CFP

n 015/96.

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2.2. Estrutura do atestado CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula

2.2. Estrutura do atestado

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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A formulaÁ„o do atestado deve restringir-se ‡ informaÁ„o solicitada

pelo requerente, contendo expressamente o fato constatado. Embora seja

um documento simples, deve cumprir algumas formalidades:

a) Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscriÁ„o do

documento o carimbo, em que conste o nome e sobrenome do psicÛlogo,

acrescido de sua inscrição profissional (“Nome do psicólogo / nº da

inscrição”).

b) O atestado deve expor:

Registro do nome e sobrenome do cliente;

Finalidade do documento;

Registro da informaÁ„o do sintoma, situaÁ„o ou condiÁıes

psicolÛgicas que justifiquem o atendimento, afastamento ou falta

podendo ser registrado sob o indicativo do cÛdigo da

ClassificaÁ„o Internacional de DoenÁas em vigor;

Registro do local e data da expediÁ„o do atestado;

Registro do nome completo do psicÛlogo, sua inscriÁ„o no CRP

e/ou carimbo com as mesmas informaÁıes;

Assinatura do psicÛlogo acima de sua identificaÁ„o ou do

carimbo.

Os registros dever„o estar transcritos de forma corrida, ou seja,

separados apenas pela pontuaÁ„o, sem par·grafos, evitando, com isso,

riscos de adulteraÁıes. No caso em que seja necess·ria a utilizaÁ„o de

par·grafos, o psicÛlogo dever· preencher esses espaÁos com traÁos.

O atestado emitido com a finalidade expressa no item 2.1, alÌnea b,

dever· guardar relatÛrio correspondente ao processo de avaliaÁ„o

psicolÛgica realizado, nos arquivos profissionais do psicÛlogo, pelo prazo

estipulado nesta resoluÁ„o, item V.

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3 – RELAT”RIO PSICOL”GICO CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula

3 RELAT”RIO PSICOL”GICO

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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  • 3.1. Conceito e finalidade do relatÛrio ou laudo psicolÛgico

O relatÛrio ou laudo psicolÛgico È uma apresentaÁ„o descritiva

acerca de situaÁıes e/ou condiÁıes psicolÛgicas e suas determinaÁıes

histÛricas, sociais, polÌticas e culturais, pesquisadas no processo de

avaliaÁ„o psicolÛgica. Como todo DOCUMENTO, deve ser subsidiado em

dados colhidos e analisados, ‡ luz de um instrumental tÈcnico

(entrevistas, din‚micas, testes psicolÛgicos, observaÁ„o, exame psÌquico,

intervenÁ„o verbal), consubstanciado em referencial tÈcnico-filosÛfico e

cientÌfico adotado pelo psicÛlogo.

A finalidade do relatÛrio psicolÛgico ser· a de apresentar os

procedimentos e conclusıes gerados pelo processo da avaliaÁ„o

psicolÛgica, relatando sobre o encaminhamento, as intervenÁıes, o

diagnÛstico, o prognÛstico e evoluÁ„o do caso, orientaÁ„o e sugest„o de

projeto terapÍutico, bem como, caso necess·rio, solicitaÁ„o de

acompanhamento psicolÛgico, limitando-se a fornecer somente as

informaÁıes necess·rias relacionadas ‡ demanda, solicitaÁ„o ou petiÁ„o.

  • 3.2. Estrutura

O relatÛrio psicolÛgico È uma peÁa de natureza e valor cientÌficos,

devendo conter narrativa detalhada e did·tica, com clareza, precis„o e

harmonia, tornando-se acessÌvel e compreensÌvel ao destinat·rio. Os

termos tÈcnicos devem, portanto, estar acompanhados das explicaÁıes

e/ou conceituaÁ„o retiradas dos fundamentos teÛrico-filosÛficos que os

sustentam.

O relatÛrio psicolÛgico deve conter, no mÌnimo, 5 (cinco) itens:

identificaÁ„o, descriÁ„o da demanda, procedimento, an·lise e conclus„o.

  • 1. IdentificaÁ„o

  • 2. DescriÁ„o da demanda

  • 3. Procedimento

  • 4. An·lise

  • 5. Conclus„o

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 3.2.1. IdentificaÁ„o …

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

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3.2.1.

IdentificaÁ„o

… a parte superior do primeiro tÛpico do documento com a

finalidade de identificar:

O autor/relator quem elabora;

O interessado quem solicita;

O assunto/finalidade qual a raz„o/finalidade.

No identificador AUTOR/RELATOR, dever· ser colocado o(s) nome(s)

do(s) psicÛlogo(s) que realizar·(„o) a avaliaÁ„o, com a(s) respectiva(s)

inscriÁ„o(ıes) no Conselho Regional.

 

No identificador INTERESSADO, o psicÛlogo indicar· o nome do

autor do pedido (se a solicitaÁ„o foi da JustiÁa, se foi de empresas,

entidades ou do cliente).

 

No identificador ASSUNTO, o psicÛlogo indicar· a raz„o, o motivo do

pedido (se para acompanhamento psicolÛgico, prorrogaÁ„o de prazo para

acompanhamento ou outras razıes pertinentes a uma avaliaÁ„o

psicolÛgica).

3.2.2.

DescriÁ„o da demanda

Esta parte È destinada ‡ narraÁ„o das informaÁıes referentes ‡

problem·tica apresentada e dos motivos, razıes e expectativas que

produziram o pedido do documento. Nesta parte, deve-se apresentar a

an·lise que se faz da demanda de forma a justificar o procedimento

adotado.

3.2.3.

Procedimento

A descriÁ„o do procedimento apresentar· os recursos e

instrumentos tÈcnicos utilizados para coletar as informaÁıes (n˙mero de

encontros, pessoas ouvidas etc) ‡ luz do referencial teÛrico-filosÛfico que

os embasa. O procedimento adotado deve ser pertinente para avaliar a

complexidade do que est· sendo demandado.

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3.2.4. An·lise CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 …
  • 3.2.4. An·lise

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

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… a parte do documento na qual o psicÛlogo faz uma exposiÁ„o

descritiva de forma metÛdica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das

situaÁıes vividas relacionados ‡ demanda em sua complexidade. Como

apresentado nos princípios técnicos, “O processo de avaliação psicológica

deve considerar que os objetos deste procedimento (as questıes de

ordem psicolÛgica) tÍm determinaÁıes histÛricas, sociais, econÙmicas e

polÌticas, sendo as mesmas, elementos constitutivos no processo de

subjetivaÁ„o. O DOCUMENTO, portanto, deve considerar a natureza

dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de estudo”.

Nessa exposiÁ„o, deve-se respeitar a fundamentaÁ„o teÛrica que

sustenta o instrumental tÈcnico utilizado, bem como princÌpios Èticos e as

questıes relativas ao sigilo das informaÁıes. Somente deve ser relatado o

que for necess·rio para o esclarecimento do encaminhamento, como

disposto no CÛdigo de …tica Profissional do PsicÛlogo.

O psicÛlogo, ainda nesta parte, n„o deve fazer afirmaÁıes sem

sustentaÁ„o em fatos e/ou teorias, devendo ter linguagem precisa,

especialmente quando se referir a dados de natureza subjetiva,

expressando-se de maneira clara e exata.

  • 3.2.4. Conclus„o

Na conclus„o do documento, o psicÛlogo vai expor o resultado e/ou

consideraÁıes a respeito de sua investigaÁ„o a partir das referÍncias que

subsidiaram o trabalho. As consideraÁıes geradas pelo processo de

avaliaÁ„o psicolÛgica devem transmitir ao solicitante a an·lise da

demanda em sua complexidade e do processo de avaliaÁ„o psicolÛgica

como um todo.

Vale ressaltar a import‚ncia de sugestıes e projetos de trabalho

que contemplem a complexidade das vari·veis envolvidas durante todo o

processo.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 ApÛs a narraÁ„o

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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ApÛs

a

narraÁ„o

conclusiva,

o

documento

È

encerrado,

com

indicaÁ„o do local, data de emiss„o,

assinatura do psicÛlogo e

o

seu

n˙mero de inscriÁ„o no CRP.

4 PARECER

  • 4.1. Conceito e finalidade do parecer

Parecer È um documento fundamentado e resumido sobre uma

quest„o focal do campo psicolÛgico cujo resultado pode ser indicativo ou

conclusivo.

O parecer tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora,

no campo do conhecimento psicolÛgico, atravÈs de uma avaliaÁ„o

especializada, de uma “questão-problema”, visando a dirimir dúvidas que

est„o interferindo na decis„o, sendo, portanto, uma resposta a uma

consulta, que exige de quem responde competÍncia no assunto.

  • 4.2. Estrutura

O psicÛlogo parecerista deve fazer a an·lise do problema

apresentado, destacando os aspectos relevantes e opinar a respeito,

considerando os quesitos apontados e com fundamento em referencial

teÛrico-cientÌfico.

Havendo quesitos, o psicÛlogo deve respondÍ-los de forma sintÈtica

e convincente, n„o deixando nenhum quesito sem resposta. Quando n„o

houver dados para a resposta ou quando o psicÛlogo n„o puder ser

categÛrico, deve-se utilizar a expressão “sem elementos de convicção”.

Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afirmar “prejudicado”, “sem

elementos” ou “aguarda evolução”.

O parecer È composto de 4 (quatro) itens:

  • 1. IdentificaÁ„o

  • 2. ExposiÁ„o de motivos

  • 3. An·lise

  • 4. Conclus„o

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 4.2.1. IdentificaÁ„o Consiste

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TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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  • 4.2.1. IdentificaÁ„o

Consiste em identificar o nome do parecerista e

sua titulaÁ„o, o

nome do autor da solicitaÁ„o e sua titulaÁ„o.

  • 4.2.2. ExposiÁ„o de Motivos

Destina-se ‡ transcriÁ„o do objetivo da consulta e dos quesitos ou ‡

apresentaÁ„o das d˙vidas levantadas pelo solicitante. Deve-se apresentar

a quest„o em tese, n„o sendo necess·ria, portanto, a descriÁ„o detalhada

dos procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos.

  • 4.2.3. An·lise

A discuss„o do PARECER PSICOL”GICO se constitui na an·lise

minuciosa da quest„o explanada e argumentada com base nos

fundamentos necess·rios existentes, seja na Ètica, na tÈcnica ou no corpo

conceitual da ciÍncia psicolÛgica. Nesta parte, deve respeitar as normas

de referÍncias de trabalhos cientÌficos para suas citaÁıes e informaÁıes.

  • 4.2.4. Conclus„o

Na parte final, o psicÛlogo apresentar· seu posicionamento,

respondendo ‡ quest„o levantada. Em seguida, informa o local e data em

que foi elaborado e assina o documento.

V VALIDADE DOS CONTE⁄DOS DOS DOCUMENTOS

O prazo de validade do conte˙do dos documentos escritos,

decorrentes das avaliaÁıes psicolÛgicas, dever· considerar a legislaÁ„o

vigente nos casos j· definidos. N„o havendo definiÁ„o legal, o psicÛlogo,

onde for possÌvel, indicar· o prazo de validade do conte˙do emitido no

documento em funÁ„o das caracterÌsticas avaliadas, das informaÁıes

obtidas e dos objetivos da avaliaÁ„o.

Ao definir o prazo, o psicÛlogo deve dispor dos fundamentos para a

indicaÁ„o, devendo apresent·-los sempre que solicitado.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 VI - GUARDA

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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VI - GUARDA DOS DOCUMENTOS E CONDI«’ES DE GUARDA

Os documentos escritos decorrentes de avaliaÁ„o psicolÛgica, bem

como todo o material que os fundamentou, dever„o ser guardados pelo

prazo mÌnimo de 5 anos, observando-se a responsabilidade por eles tanto

do psicÛlogo quanto da instituiÁ„o em que ocorreu a avaliaÁ„o psicolÛgica.

Esse prazo poder· ser ampliado nos casos previstos em lei, por

determinaÁ„o judicial, ou ainda em casos especÌficos em que seja

necess·ria a manutenÁ„o da guarda por maior tempo.

Em caso de extinÁ„o de serviÁo psicolÛgico, o destino dos

documentos dever· seguir as orientaÁıes definidas no CÛdigo de …tica do

PsicÛlogo.

QUEST’ES DE CONCURSOS ANTERIORES

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 VI - GUARDA

01. (FUNRIO - Analista/Psicologia do INSS) Cada uma das teorias da

personalidade propıe modelos explicativos e conceitos prÛprios,

construÌdos a partir da vis„o de mundo do autor, das bases filosÛficas e

descobertas cientÌficas que ele utilizou como referÍncia para seus

experimentos, bem como dos resultados obtidos de seus estudos e

observaÁıes. Uma destas teorias diz que o modelo que afirma a

existÍncia de um modelo conflitual de motivaÁ„o, no qual o

comportamento È provocado por impulsos inconscientes que exigem

gratificaÁ„o, È o(a)

a) Condicionamento Operante de B.F. Skinner

b) Personologia de Henry Murray

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c) Teoria PsicanalÌtica de Freud d) Teoria AnalÌtica de Carl Jung CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES
  • c) Teoria PsicanalÌtica de Freud

  • d) Teoria AnalÌtica de Carl Jung

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TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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  • e) Teoria Centrada na Pessoa de Carl Rogers

02.

(CONSULPLAN - Analista Judici·rio Psicologia/TSE) N O faz

parte dos traÁos observados nos Big Five a

a)

abertura ‡ experiÍncia

b)

extrovers„o

c)

afabilidade

d)

toler‚ncia

03.

(CESPE - Analista Psicologia/ TRE-ES) Com relaÁ„o ‡s teorias e

aos transtornos da personalidade, julgue o item subsecutivo.

De acordo com a teoria adleriana, o ser humano nasce fraco e inferior;

por isso, a forÁa din‚mica subjacente ao seu comportamento È a luta pelo

sucesso ou pela superioridade.

( ) CERTO ( ) ERRADO

04.

(CESPE - Analista Judici·rio Psicologia/ TRE-BA) Acerca das

teorias e transtornos de personalidade, julgue o item.

A personalidade depressiva manifesta-se por pessimismo, seriedade

excessiva - sendo o sujeito incapaz de demostrar alegria ou relaxamento

-, passividade, indecis„o e ceticismo. O sujeito È, normalmente, muito

crÌtico e queixoso, desinvestido dos laÁos sociais e apresenta estados

depressivos severos. O trabalho terapÍutico, nesse caso, deve-se basear

nas crenÁas disfuncionais quando a autoestima parece ligada a uma

devoÁ„o excessiva que leva o sujeito a negligenciar o prazer.

( ) CERTO ( ) ERRADO

05.

(CESPE - Analista Judici·rio Psicologia/ TRE-BA) Acerca das

teorias e transtornos de personalidade, julgue o item.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 Com sujeitos que

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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Com sujeitos que apresentam personalidade histriÙnica, que tÍm

tendÍncia ‡ dramatizaÁ„o, a intervenÁ„o do terapeuta deve ser no sentido

de cortar rapidamente as dramatizaÁıes. AlÈm disso, È necess·rio evitar

as mudanÁas de assunto e retomar os objetivos definidos, estando atento

‡ seduÁ„o ou ‡ hostilidade que lhe ser„o dirigidos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

06. (VUNESP / UNIFESP 2016) O laudo e o parecer s„o dois tipos de

informe psicolÛgico. Os dois documentos podem ser diferenciados porque

o:

a) parecer, quase sempre, constitui o resultado de um processo

psicodiagnÛstico com v·rios objetivos, j· o laudo pressupıe um ˙nico

objetivo.

b) laudo se restringe ‡ an·lise de problemas especÌficos, enquanto o

parecer responde a questões como “o quê”, “quanto”, “como”, “por quê”,

“para quê” e “quando”.

c) parecer sempre pressupıe a aplicaÁ„o de instrumentos de medida, j· o

laudo prescinde da utilizaÁ„o desse tipo de estratÈgia de investigaÁ„o.

d) laudo costuma apresentar-se na forma de um texto mais extenso,

abrangente e minucioso, enquanto o parecer È mais focalizado, resumido

e curto.

e) parecer responde a questıes formuladas por outros psicÛlogos, j· o

laudo È um documento elaborado para atender ‡s demandas de

profissionais de outras ·reas.

07. Quanto ao Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos

pelo psicÛlogo, julgue o descrito a seguir:

O cuidado com a linguagem e a precis„o no uso de termos e conceitos

psicolÛgicos, s„o prescindÌveis para uma comunicaÁ„o clara, consistente e

concisa nos laudos psicolÛgicos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 08. Segundo o

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TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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08. Segundo o Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos

pelo psicÛlogo o laudo deve conter narrativa detalhada e did·tica, com

clareza, precis„o e harmonia, tornando-se acessÌvel e compreensÌvel ao

destinat·rio.

 

(

) CERTO

(

) ERRADO

09. O relatÛrio psicolÛgico deve conter, no mÌnimo, 5 (cinco) itens. Qual

das alternativas abaixo relaciona precisamente os 5 descritos no Manual

de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo:

  • a) identificaÁ„o, descriÁ„o da demanda, procedimento, an·lise e

conclus„o.

  • b) identificaÁ„o, objetivo, descriÁ„o da demanda, an·lise e conclus„o.

  • c) identificaÁ„o, descriÁ„o da demanda, procedimento, avaliaÁ„o e

conclus„o.

  • d) objetivo, identificaÁ„o, procedimento, avaliaÁ„o e conclus„o.

  • e) identificaÁ„o, descriÁ„o da demanda, procedimento, an·lise e processo

de avaliaÁ„o.

10. Sobre os documentos e suas regras, descritas no Manual de

ElaboraÁ„o de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo, julgue:

I. Os relatÛrios psicolÛgicos s„o tambÈm peÁas de registro da histÛria dos

sujeitos, que podem ter acesso aos documentos em diferentes momentos

de sua vida.

II. Parecer È um documento fundamentado e resumido sobre uma

quest„o focal do campo psicolÛgico cujo resultado pode ser indicativo ou

conclusivo e tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no

campo do conhecimento psicolÛgico.

III. A discuss„o do parecer psicolÛgico n„o se constitui em uma an·lise

minuciosa da quest„o explanada e argumentada com base nos

fundamentos necess·rios existentes, portanto, n„o deve respeitar as

normas de referÍncias de trabalhos cientÌficos para suas citaÁıes e

informaÁıes.

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 IV. A conclus„o

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IV. A conclus„o do parecer o psicÛlogo apresentar· seu posicionamento,

respondendo ‡ quest„o levantada, porÈm n„o È necess·rio informar o

local e data em que foi elaborado e assina o documento.

  • a) Somente a I est· CORRETA.

  • b) II e III est„o CORRETAS.

  • c) I e II est„o CORRETAS.

  • d) II e IV est„o CORRETAS.

  • e) I e III est„o INCORRETAS.

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 IV. A conclus„o
D 06 D 01 C ERRADO 07 CERTO 03 05 CERTO 09 A 10 C 08
  • D
    06 D

01 C
01 C

ERRADO

07

CERTO

03

05 CERTO 09 A
05 CERTO
09 A
10 C
10 C
  • 08 CERTO

  • 04 CERTO

D 06 D 01 C ERRADO 07 CERTO 03 05 CERTO 09 A 10 C 08
02
02

COMENT£RIOS

Quest„o 01. A Teoria de Freud afirma a existÍncia de um modelo

conflitual de motivaÁ„o, no qual o comportamento È provocado por

impulsos inconscientes que exigem gratificaÁ„o. O comportamento È

provocado por impulsos inconscientes, com base biolÛgica que exigem

gratificaÁ„o. A medida em que crescemos e amadurecemos, ficamos mais

capazes de adiar a gratificaÁ„o atÈ o momento e lugar apropriado.

Quest„o 02. Big Five ou Modelo

dos

Cinco Grandes Fatores nasceu a

partir dos estudos sobre a Teoria dos TraÁos de Personalidade, sendo

elas:

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 1) Neuroticismo: mede

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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1) Neuroticismo: mede a instabilidade emocional. Pessoas com

pontuaÁıes altas nessa escala s„o ansiosas, inibidas, melancÛlicas e

dotadas de baixa autoestima. J· as que obtÈm baixa pontuaÁ„o s„o de

f·cil trato, otimistas e dotadas de boa estima consigo mesmas;

2) Extrovers„o: È a mais ampla das cinco dimensıes. Mede a sensaÁ„o

de bem-estar, o nÌvel de energia e a habilidade nas relaÁıes

interpessoais. PontuaÁıes elevadas significam afabilidade, sociabilidade e

capacidade de se impor. Baixas indicam introvers„o, reserva e

submiss„o;

3) Abertura ‡ novas experiÍncias: pessoas com pontuaÁıes elevadas

gostam de novidades e tendem a ser criativas. Na outra ponta da escala

est„o os convencionais e ordeiros, os que gostam da rotina e tÍm senso

aguÁado do certo e do errado;

4) Simpatia: refere-se ao modo como nos relacionamos com os outros.

Muitos pontos indicam uma pessoa compassiva, amistosa e calorosa. Na

outra extremidade est„o os retraÌdos, crÌticos e egocÍntricos;

5) Conscienciosidade: mede o grau de concentraÁ„o. Aqueles com altas

pontuaÁıes apresentam grande motivaÁ„o, s„o disciplinados,

comprometidos e confi·veis. Os que apresentam resultados baixos s„o

indisciplinados e se distraem facilmente.

Quest„o 03. Segundo Adler o ser humano nasce fraco e inferior e a forÁa

din‚mica subjacente ao seu comportamento È a luta pelo sucesso ou pela

superioridade.

Quest„o 04. As caracterÌsticas dessa personalidade s„o caracterizadas

por pessimismo, seriedade excessiva - sendo o sujeito incapaz de

demostrar alegria ou relaxamento -, passividade, indecis„o e ceticismo. O

sujeito È, normalmente, muito crÌtico e queixoso, desinvestido dos laÁos

sociais e apresenta estados depressivos severos. O trabalho terapÍutico,

nesse caso, deve-se basear nas crenÁas disfuncionais quando a

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 autoestima parece ligada

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autoestima parece ligada a uma devoÁ„o excessiva que leva o sujeito a

negligenciar o prazer.

Quest„o 05. Os sujeitos com personalidade histriÙnica tÍm uma

necessidade constante de atenÁ„o, demonstram comportamentos

excessivamente dram·ticos e o seu inÌcio verifica-se no comeÁo da idade

adulta. S„o aquelas pessoas que descreverÌamos como muito emotivas,

muito enÈrgicas, manipuladoras, sedutoras, impulsivas, inconstantes e

exigentes. No comeÁo do sÈculo XX este dist˙rbio era conhecido por

histeria e especialmente identificado entre a populaÁ„o feminina.

IndivÌduos com este dist˙rbio s„o geralmente ingÍnuos, crÈdulos, tÍm um

baixo limiar de frustraÁ„o e uma forte dependÍncia emocional.

Quest„o 06. Segundo o Manual de ElaboraÁ„o de Documentos Escritos

produzidos pelo psicÛlogo o laudo, sendo uma peÁa de natureza e valor

cientÌficos, deve conter narrativa detalhada e did·tica, com clareza,

precis„o e harmonia, tornando-se acessÌvel e compreensÌvel ao

destinat·rio. J· o Parecer È um documento fundamentado e resumido

sobre uma quest„o focal do campo psicolÛgico cujo resultado pode ser

indicativo ou conclusivo.

Quest„o 07. A quest„o est· ERRADA. Segundo o Manual de ElaboraÁ„o

de Documentos Escritos produzidos pelo psicÛlogo o cuidado com a

linguagem e a precis„o no uso de termos e conceitos psicolÛgicos, s„o

imprescindÌveis para uma comunicaÁ„o clara, consistente e concisa nos

laudos psicolÛgicos.

Vale salientar que muitas organizadoras alteram alguns prefixos ou

sufixos das palavras e isso altera totalmente o sentido da quest„o.

Quest„o 08. A quest„o est· CERTA. Segundo o Manual o relatÛrio ou

laudo psicolÛgico s„o uma apresentaÁ„o descritiva acerca de situaÁıes

e/ou condiÁıes psicolÛgicas e suas determinaÁıes histÛricas, sociais,

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CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS Profa. Ma. Viviane Silva - Aula 00 polÌticas e culturais,

CONHECIMENTOS ESPECÕFICOS

TEORIA E QUEST’ES COMENTADAS

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polÌticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliaÁ„o psicolÛgica e

sua estrutura deve narrativa detalhada e did·tica, com clareza, precis„o e

harmonia, tornando-se acessÌvel e compreensÌvel ao destinat·rio.

Quest„o 09. O relatÛrio psicolÛgico deve conter, no mÌnimo, os seguintes

itens: identificaÁ„o, descriÁ„o da demanda, procedimento, an·lise e

conclus„o.

Quest„o 10. A discuss„o do parecer psicolÛgico se constitui em uma

an·lise minuciosa da quest„o explanada e argumentada com base nos

fundamentos necess·rios existentes e deve respeitar as normas de

referÍncias de trabalhos cientÌficos para suas citaÁıes e informaÁıes. A

conclus„o do parecer o psicÛlogo apresentar· seu posicionamento,

respondendo ‡ quest„o levantada e È necess·rio informar o local e data

em que foi elaborado e assina o documento.

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