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Ficha Técnica

Título: Agro-Pecuária, Programa da 9ª Classe Edição:


©INDE/MINED - Moçambique
Autor: INDE/MINED – Moçambique
Capa, Composição, Arranjo gráfico: INDE/MINED - Moçambique
Arte final: INDE/MINED - Moçambique
Tiragem: 1500 Exemplares
Impressão: DINAME
Nº de Registo: INDE/MINED – 6243/RLINLD/2010

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Prefácio

Caro Professor

É com imenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino Secundário
Geral.

Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve necessidade
de se reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a integração do aluno se
faça sem sobressaltos e para que as competências gerais, tão importantes para a vida
continuem a ser desenvolvidas e consolidadas neste novo ciclo de estudos.

As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram


desenvolver, compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores
necessários para a vida que permitam ao graduado do Ensino Secundário Geral enfrentar o
mundo de trabalho numa economia cada vez mais moderna e competitiva.

Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que hoje tem
em mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do INDE e da DINEG, de
professores das várias instituições de ensino e formação, quadros de diversas instituições
públicas, empresas e organizações, que colocaram a sua sabedoria ao serviço da
transformação curricular e a quem aproveitamos desde já, agradecer.

Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes programas,


apelamos ao estudo permanente das sugestões que eles contêm e que convoquem a vossa
criatividade e empenho para levar a cabo a gratificante tarefa de formar hoje os jovens que
amanhã contribuirão para o combate à pobreza.

Aires Bonifácio Baptista Ali.

Ministro da Educação e Cultura

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1. Introdução

A Transformação Curricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que


se enquadra no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da
Educação e Cultura e tem como objectivos:

• Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos alunos


aprendizagens relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico do país.
• Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo
diversificado, flexível e profissionalizante.
• Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a continuação
dos estudos como para o mercado de trabalho e auto emprego.
• Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social.

Constituem principais documentos curriculares:


• O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador que
contém os objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de estudos e
as estratégias de implementação;
• Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos;
• O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG);
• Outros materiais de apoio.

1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG

O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas


orientadoras que visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes
instrumentos relevantes para que continuem a aprender ao longo de toda a sua vida.

O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre
uma componente profissionalizante e, por outro, permitir aos jovens a aquisição de
competências relevantes para uma integração plena na vida política, social e
económica do país.

As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às


exigências do mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades
comunicativas, ao domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, à
resolução rápida e eficaz de problemas, entre outros desafios.

Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação,


assegurando uma formação integral do indivíduo que assenta em quatros pilares,
assim descritos:

Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual,


crítico e estético, de modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos
autónomos, críticos e formular os seus próprios juízos de valor que estarão na
base das decisões individuais que tiver de tomar em diversas circunstâncias
da sua vida;

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Saber Conhecer que é a educação para a aprendizagem permanente de
conhecimentos científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários
para a compreensão, a interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos
sociais, económicos, políticos e naturais;

Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional sólida,


um espírito empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte não só
ao meio produtivo actual, mas também às tendências de transformação no
mercado;

Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do


Homem, isto é, saber comunicar-se com os outros, respeitar-se a si, à sua
família e aos outros homens de diversas culturas, religiões, raças, entre
outros.
Agenda 2025:129

Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a educação


se organize em torno deles de modo a proporcionar aos jovens instrumentos para
compreender o mundo, agir sobre ele, cooperar com os outros, viver, participar e
comportar-se de forma responsável.

Neste quadro, o desafio da escola é, pois, fornecer as ferramentas teóricas e práticas


relevantes para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos como
indivíduos, e como cidadãos responsáveis e úteis na família, na comunidade e na
sociedade, em geral.

1.2. Os desafios da Escola

A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. Isto significa
que o papel da escola transcende os actos de ensinar a ler, a escrever, a contar ou
de transmitir grandes quantidades de conhecimentos de história, geografia, biologia
ou química, entre outros. Torna-se, assim, cada vez mais importante preparar o
aluno para aprender a aprender e para aplicar os seus conhecimentos ao longo da
vida.

Perante este desafio, que competências são importantes para uma integração plena
na vida?

As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos, isto é,


conhecimentos, habilidades atitudes, valores e comportamentos que o indivíduo
mobiliza para enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa, na
vida quotidiana. Isto significa que para resolver um determinado problema, tomar
decisões informadas, pensar critica e criativamente ou relacionar-se com os outros
um indivíduo necessita de combinar um conjunto de conhecimentos, práticas e
valores.

Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola,


mas também à sociedade, a quem cabe definir quais deverão ser consideradas
importantes, tendo em conta a realidade do país.

Neste contexto, reserva-se à escola o papel de desenvolver, através do currículo,


não só as competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de

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comunicação, leitura e escrita, matemática e cálculo, mas também, as competências
gerais, actualmente reconhecidas como cruciais para o desenvolvimento do indivíduo
e necessárias para o seu bem estar, nomeadamente:

a) Comunicação nas línguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa;


b) Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima; de estratégias de
aprendizagem e busca metódica de informação em diferentes meios e uso de
tecnologia;
c) Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na realização
e apresentação dos trabalhos;
d) Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida
económica social do país e do mundo;
e) Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se
relacionar bem com os outros;
f) Uso de leis, gestão e resolução de conflitos;
g) Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis;
h) Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da
comunidade bem como em relação ao alcoolismo, tabagismo e outras drogas;
i) Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza;
j) Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança;
k) Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação individualmente
ou em grupo;
l) Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências,
idosos e crianças.

Importa destacar que estas competências encerram valores a serem desenvolvidos


na prática educativa no contexto escolar e extra-escolar, numa perspectiva de
aprender a fazer fazendo.
(...) o aluno aprenderá a respeitar o próximo se tiver a oportunidade de
experimentar situações em que este valor é visível. O aluno só aprenderá a viver num
ambiente limpo se a escola estiver limpa e promover o asseio em todos os espaços
escolares. O aluno cumprirá as regras de comportamento se elas forem exigidas e
cumpridas por todos os membros da comunidade escolar de forma coerente e sistemática.
PCESG:27
Neste contexto, o desenvolvimento de valores como a igualdade, liberdade, justiça,
solidariedade, humildade, honestidade, tolerância, responsabilidade, perseverança, o
amor à pátria, o amor próprio, o amor à verdade, o amor ao trabalho, o respeito pelo
próximo e pelo bem comum, deverá estar ancorado à prática educativa e estar
presente em todos os momentos da vida da escola.

As competências acima indicadas são relevantes para que o jovem, ao concluir o ESG
esteja preparado para produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir os
estudos nos níveis subsequentes.

Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança, isto é,
adaptar-se a uma economia baseada no conhecimento, em altas tecnologias e que
exigem cada vez mais novas habilidades relacionadas com adaptabilidade, adopção
de perspectivas múltiplas na resolução de problemas, competitividade, motivação,

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empreendedorismo e a flexibilidade de modo a ter várias ocupações ao longo da
vida.

1.3. A Abordagem Transversal

A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica


com vista um desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. Com efeito, toda
a comunidade escolar é chamada a contribuir na formação dos alunos, envolvendo-
os na resolução de situações-problema parecidas com as que se vão confrontar na
vida.

No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais e


dos temas transversais. De referir que, embora os valores se encontrem
impregnados nas competências e nos temas já definidos no PCESG, é importante que
as acções levadas a cabo na escola e as atitudes dos seus intervenientes sobretudo
dos professores constituam um modelo do saber ser, conviver com os outros e bem
fazer.

Neste contexto, toda a prática educativa gravita em torno das competências acima
definidas de tal forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente
escolar e fora dele contribuam para o seu desenvolvimento. Assim, espera-se que as
actividades curriculares e co-curriculares sejam suficientemente desafiantes e
estimulem os alunos a mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.

O currículo do ESG prevê ainda a abordagem de temas transversais, de forma


explícita, ao longo do ano lectivo. Considerando as especificidades de cada disciplina,
são dadas indicações para a sua abordagem no plano temático, nas sugestões
metodológicas e no texto de apoio sobre os temas transversais.

O desenvolvimento de projectos comuns constitui-se também com uma estratégias


que permite estabelecer ligações interdisciplinares, mobilizar as competências
treinadas em várias áreas de conhecimento para resolver problemas concretos.
Assim, espera-se que as actividades a realizar no âmbito da planificação e
implementação de projectos, envolvam professores, alunos e até a comunidade e
constituam em momentos de ensino-aprendizagem significativos.

1.4 As Línguas no ESG

A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo


globalizado. No currículo do ESG, são usados a língua oficial (Português), línguas
Moçambicanas, línguas estrangeiras (Inglês e Francês).

As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento


conjugado de todas as disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas
de línguas. Todos os professores deverão assegurar que alunos se expressem com
clareza e que saibam adequar o seu discurso às diferentes situações de
comunicação. A correcção linguística deverá ser uma exigência constante nas
produções dos alunos em todas as disciplinas.

O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção
da leitura (concursos literários, sessões de poesia), debates sobre temas de interesse
dos alunos, sessões para a apresentação e discussão de temas ou trabalhos de

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pesquisa, exposições, actividades culturais em datas festivas e comemorativas, entre
outros momentos de prática da língua numa situação concreta. Os alunos deverão
ser encorajados a ler obras diversas e a fazer comentários sobre elas e seus autores,
a escrever sobre temas variados, a dar opiniões sobre factos ouvidos ou lidos nos
órgãos de comunicação social, a expressar ideias contrárias ou criticar de forma
apropriada, a buscar informações e a sistematizá-la.

Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das
línguas e, no caso da língua oficial e das línguas moçambicanas, o estudo de obras
de autores moçambicanos constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto
patriótico e exaltação da moçambicanidade.

1.5. O Papel do Professor

O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e


responsáveis na família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, comunidade)
ou no trabalho.

Para conseguir este feito, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos,
envolvendo-os em actividades ou projectos, colocando problemas concretos e
complexos. A preparação do aluno para a vida passa por uma formação em que o
ensino e as matérias leccionadas tenham significado para a vida do jovem e possam
ser aplicados a situações reais.

O ensino - aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará


mais sentido se estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os
conteúdos inerentes à disciplina, às componentes transversais e às situações reais.

Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, é importante


que este consiga:

• organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus


conhecimentos, habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas
de soluções;
• encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o
desenvolvimento de competências. Por exemplo, envolver os alunos numa
actividade, projecto ou dar um problema que os obriga a recorrer a
conhecimentos, procedimentos e experiências de outras áreas do saber;
• acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos,
motivá-los e corrigi-los durante o processo de trabalho;
• criar, nos alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender
o mundo e transformá-lo;
• avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser desenvolvidas,
numa perspectiva formativa.

Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao


saber, à profissão, aos alunos e colegas de outras disciplinas. Com efeito, o sucesso

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deste programa passa pelo trabalho colaborativo e harmonizado entre os professores
de todas as disciplinas. Neste sentido, não se pode falar em desenvolvimento de
competências para vida, de interdisciplinaridade se os professores não dialogam, não
desenvolvem projectos comuns ou se fecham nas suas próprias disciplinas. Um
projecto de recolha de contos tradicionais ou da história local poderá envolver
diferentes disciplinas. Por exemplo:
- Português colaboraria na elaboração do guião de recolha, estrutura,
redacção e correcção dos textos;
- História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de
fontes;
- Geografia integraria aspectos geográficos, físicos e socio-económicos da
região;
- Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes.

Com estes projectos treinam-se habilidades, desenvolvem-se atitudes de trabalhar


em equipa, de análise, de pesquisa, de resolver problemas e a auto-estima,
contribuindo assim para o desenvolvimento das competências mais gerais definidas
no PCESG.

As metodologias activas e participativas propostas, centradas no aluno e viradas


para o desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que, o
professor não é mais um centro transmissor de informações e conhecimentos,
expondo a matéria para reprodução e memorização pelos alunos. O aluno não é um
receptáculo de informações e conhecimentos. O aluno deve ser um sujeito activo na
construção do conhecimento e pesquisa de informação, reflectindo criticamente
sobre a sociedade.

O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem, regulando


os recursos e aplicando uma pedagogia construtivista. O seu papel na liderança de
uma comunidade escolar implica ainda que seja um mediador e defensor
intercultural, organizador democrático e gestor da heterogeneidade vivencial dos
alunos.

As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva


de conceber e utilizar conceitos; maior capacidade de trabalho individual e em
grupo; entusiasmo, espírito competitivo, aptidões e gostos pessoais; o gosto pelo
raciocínio e debate de ideias; o interesse pela integração social e vocação
profissional.

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O ensino-aprendizagem na displina de Agro-Pecuária

O ensino-aprendizagem na disciplina de Agro-Pecuária integra as actividades práticas e


tecnológicas que pretendem desenvolver competências orientadas para a actividade
prática relacionada com a actividades psico-motoras, estéticas e úteis à vida, numa
perspectiva do desenvolvimento integral do homem.
A introdução da disciplina de Agro-Pecuária no ESG visa desenvolver competências
práticas e tecnológicas que lhes permitam contribuir para a redução da vulnerabilidade e
da pobreza absoluta no país, através da aplicação de novas técnicas de produção agro-
pecuária, conservaçãode produtos agro-pecuários bem como a conservação dos recursos
disponíveis.
A aprendizagem na Agro-Pecuária visa:
• Desenvolver nos alunos actitudes e hábitos positivos em relação ao trabalho,
contribuindo assim para a resolução de problemas da família e da comunidade;
• Desenvolver habilidades necessárias para a concepção de pequenos projectos de
produção;
• Contribuir para a aplicação de novas técnicas de produção na família e na
comunidade, como forma de aumentar a produção e a produtividade, melhorar a
dieta alimentar e garantir a segurança alimentar.
No processo de ensino-aprendizagem de Agro-Pecuária deverá ser previlegiada a
componente prática. Esta pressupõe a existência de espaços apropriados dentro ou fora da
escola para que os alunos possam experimentar, observar e fazer o acompanhamento das
técnicas aprendidas. Outra componente importante são os instrumentos, equipamentos,
máquinas agrícolas e sementes necessárias para a prática de Agro-Pecuária.
As aulas práticas incluem simulações, participação em actividades produtivas nas
plantações, locais de criação de animais no âmbito das actividades de férias (vide
OTEO´s: actividades de férias e produção escolar). Outras formas de aprendizagem, por
exemplo, através do uso das TIC`s (internet, vídeos), poderão ser exploradas no ensino da
Agro-Pecuária

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Competências gerais a desenvolver no I ciclo:
1. Comunicação nas línguas portuguesa, moçambicana e inglesa.
• Explica as técnicas de produção de plantas e animais na comunidade
2. desenvolvimento da autonomia pessoal e auto-estima, de estratégias de
aprendizagem e busca metódica da informação em diferentes meios e uso de
tecnologias.
• Busca as informções e inovações tecnológicas para a melhoria das actividades agro-
pecuárias na comunidade.
3. Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na
realização e apresentação dos trabalhos.
• Interelaciona as zonas agro-climáticas e as culturas a explorar na comunidade
4. Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida
económica e social do país e do mundo.
• Elabora pequenos projectos de produção e promove feiras agro-pecuária na
comunidade
5. Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidades para se
relacionar bem com os outros.
• Realiza a negociação do uso e aproveitamento da terra com as comunidades.
6. Uso de leis, gestão e resolução de conflitos.
• Explica as leis do uso e aproveitamento da Terra e gestão de recursos naturais
existentes na comunidade.
7. Desenvolvimento do civismo e da cidadania responsável.
• Interage com os camponeses no processo de produção agro-pecuária e valoriza com
muita responsabilidade as experiências das comunidades.
8. Adopção de comportamentos pensados e responsáveis em relação à sua saúde e
da comunidade, bem como em relação aos vícios (tabagismo, alcoolismo,droga).
• Promove pequenas associações de jovens agro-pecuários nas comunidades como
forma de prevenção e combate ao uso de drogas.

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9. Aplicação da formação profissionalizante para a redução da pobreza.
• Promove pequenos cursos de formação aos pequenos agricultores e criadores.
10. Capacidade de lidar com a complexidade , diversidade e mudança.
• Interlaciona as fases de denvolvimento da agro-pecuário em Moçambique.
11. Desenvolvimento de projectos e estratégias de implementação individual ou
em grupo.
• Elabora e organiza pequenos projectos de produção agro-pecuária quer
individualmente ou em pequenas associações.
12. A adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências,
idosos e crianças.
Oferece produtos agro-pecuários aos portadores de deficiência, idosos e crianças, como
forma de garantir uma boa dieta alimentar e longevidade

Visão geral dos conteúdos do I ciclo:


1. Conteúdos de Agro-Pecuária na 8ª classe
35 semanas a 2 aulas por semana = 70 aulas por ano
1.Unidade: Introdução a Agricultura
2. Unidade: Preparação do solo
3. Unidade: Propagação de plantas
4. Unidade: Práticas culturais
5. Unidade: Colheita e armazenamento
6. Unidade: Introdução a pecuária
7. Unidade: Tecnologia de criação de galinhas
8. Unidade: Tecnologia de criação de patos
9. Unidade: Tecnologia de criação de perús

2. Conteúdos de Agro-Pecuária na 9ª classe


35 semanas a 2 aulas por semana = 70 aulas por ano

1. Unidade: Culturas alimentares


2. Unidade: Culturas de rendimento
3. Unidade: Tecnologia de criação de coelhos

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4. Unidade: Tecnologia de criação de suinos

3. Conteúdos de Agro-Pecuária na 10ª classe


35 semanas a 2 aulas por semana = 70 aulas por ano
1. Unidade: Fruteiras
2. Unidade: Silvicutura
3. Unidade: Tecnologia de criação de bovinos
4. Unidade: Tecnologia de criação de ovinos e caprinos
5. Unidade: Produtos pecuários, sua importância e conservação.

Competência geral da disciplina de Agro-pecuária no I ciclo


O aluno aplica as técnicas de produção de Agro-pecuária e de gestão de recursos
naturais na comunidade.

Competências da disciplina de agro-pecuária na 9ª classe


- Explica a importância socio-económica das culturas alimentares e de rendimento na
comunidades;

- Identifica as diferentes culturas alimentares e de rendimento na comunidade;

- Identifica as diferentes variedades de culturas alimentares e de rendimentos na


comunidade;

- Aplica as técnicas de maneio de culturas alimentares e de rendimento na comunidade;

- Realiza a colheita, processamento e comercialização das culturas alimentares e de


rendimento na comunidade;

- Explica a importância da criação de coelhos e suínos na comunidade;

- Aplica as técnicas de criação de coelhos e suínos na comunidade.

Objectivo geral da disciplina no I ciclo

O aluno deve ser capaz de aplicar as técnicas de produção de Agro-Pecuária e de gestão


de recursos naturais na comunidade.

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Objectivos específicos da disciplina na 9ª classe
- Explicar a importância socio-económica das culturas alimentares e de rendimento na
comunidade;

- Identificar as culturas alimentares e de rendimento na comunidade;

- Identificar as diferentes variedades das culturas alimentares e de rendimento na


comunidade;

- Realizar o maneio das culturas alimentares e de rendimento na comunidade;

- Caracterizar os sistemas de cultivo das diferentes culturas alimentares e de rendimento


na comunidade;

- Realizar a colheita, processamentto e comercialização das culturas alimentares e de


rendimento na comunidade;

- Explicar a importância da criação de coelhos e suínos na comunidade;

- Identificar as qualidades zootécnicas de coelhos e suínos;

- Explicar os processos reprodutivos nos coelhos e suínos;

- Explicar as medidas higio-sanitárias na criação de coelhos e suínos na comunidade;

Visão geral dos conteúdos de Agro-Pecuária na 9ª classe por trimestre:


35 semanas, 2 aulas por semana = 70 aulas por ano

I Trimestre
1. Unidade: Culturas alimentares
1.1. Estudo das hortícolas 9 horas
Introdução ao estudo das culturas alimentares;
Definição e sua classificação;
Introdução ao estudo das culturas hortícolas (Alface, alho, cebola, cenoura, pepino,
pimento, tomate e couves e repolhos);
Origem e distribuição geográfgica;
Importância sócio-económica e sua produção em Moçambique;

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Descrição Botânica das hortícolas ( taxonomia, morfologia e fisiologia);
Variedades mais cultivadas;
Exigências Ecológicas (clima e solo)
Preparação do solo (armação do terreno e viveiros );
Transplantação (época, densidade, profundidade e compasso);
Práticas culturais ( Controlo de pragas, doenças, infestantes, adubação, rega, desbaste,
retancha, repicagem, amontoa e capação);
Colheita, processamento, e comercialização;

1.2. Estudo das leguminosas de grão 6 horas


Feijão nhemba, vulgar, Jugo, verde e o amendoim;
Origem e distribuição geográfica;
Importância sócio-económica e sua produção em Moçambique
Descrição Botânica das leguminisas ( taxonomia, morfologia e fisiologia);
Variedades mais cultivada;
Exigências Ecológicas (clima e solo);
Preparação do solo ( limpeza do solo, lavoura, gradagem e sulcagem/coveamento
Sementeira directa (Época, densidade, profundidade,compasso);
Tipo de sementeira e sistemas de cultivo;

Práticas culturais ( Controlo de pragas, doenças, infestantes, adubação, rega, desbaste,


ressementeira);
Colheita, processamento, e comercialização;
1.3. Estudo das raizes e tubérculos 4 horas
Mandioca, batata reno, batata doce e inhame
Origem e distribuição,
Importância sócio-económica e sua produção em Moçambique;
Descrição botânica (Taxonoma, morfologia e fisiologia);
Variedades mais cultivadas
Exigências Ecológicas (clima e solo);
Preparação do solo (escolha do terreno, limpeza do solo, lavoura, gradagem e
sulcagem);
Sementeira/Plantação ( selecção e tratamento da semente/estacas, época, densidade,
profundidade,compasso , tipo de sementeira/plantação e sistemas de cultivo)
Práticas culturais (controlo de pragas, doenças, infestantes, adubação, amontoa,
desamontoa e rega)
Colheita, processamento, transporte e conservação.

1.4. Estudo dos cereais 5 horas


Milho, arroz,mapira, trigo e mexoeira
Origem e distribuição geográfica dos cereais;
Importância sócio- económica e sua produção em Moçambique;
Descrição Botânica (taxonomia, morfologia e fisiologia);

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Principais variedades;
Exigências ecológicas (solo e clima);
Preparação do solo (limpeza do solo, lavoura, gradagem, armação do terreno)

II Trimestre

1.4. Estudo dos cereais (continuação) 3 horas

Sementeira (época, densidade, profundidade, compasso, tipos de sementeira e


sistemas de cultivo )
Práticas culturais ( Controlo de pragas, doenças, infestantes, monda, adubação, rega e
drenagem)
Colheita, processamento, transporte, secagem, ensacamento e armazenamento.

2. Unidade temática: Culturas de rendimento 10 horas


2.1.Cultura de tabaco
Origem e distribuição geográfica em Moçambique;
Importância sócio-económica e sua produção em Moçambique;
Descrição Botânica (taxonómica, morfológica e fisiológica);
Exigências ecológicas ( Clima e solo)
Preparação do solo ( Limpeza do terreno, lavoura, gradagem, alfobres, sulcagem/
coveamento);
Sementeira em alfóbres;
Plantação (Época de transplante, compasso, densidade, e profundidade)
Práticas culturais (Adubação, rega, controlo de pragas, doenças e infestantes,
desbaste capação e desponta);
Colheita, processamento e comercialização.
2.2. Estudo da cana sacarina
Origem e distribuição geográfica em Moçambique;
Importância sócio-económica e sua produção em Moçambique;
Descrição botânica (Taxonómica, morfológica e fisiológica)
Exigências ecológicas ( Clima e solo)
Preparação do solo ( Limpeza do terreno, lavoura, gradagem, sulcagem)
Plantação ( corte, selecção e tratamento de estacas, época da plantação, compasso,
densidade, e profundidade)
Práticas culturais ( rega, adubação,controlo de pragas, doenças e infestantes);
Colheita, processamento e comercialização.
2.3. Estudo do algodão
Origem e distribuição geográfica em Moçambique;
Importância sócio- económica e sua produção em Moçambique; variedades)
Descrição botânica (taxonómica, Morfológica e fisiológica);
Exigências ecológicas ( Clima e solo);

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Preparação do solo ( Limpeza do terreno, lavoura, gradagem, sulcagem);
Sementeira ( Época, densidade, profundidade, compasso);
Sistemas de cultivo
Práticas culturais ( rega, adubação, desbaste; controlo de pragas, doenças e
infestantes);
Colheita, processamento e comercialização.
2.4. Estudo da soja
Origem e distribuição geográfica em Moçambique;
Importância sócio- económica e sua produção em Moçambique);
Descrição botânica (taxonómica, Morfológica e fisiológica);
Exigências ecológicas ( clima e solo);
Preparação do solo ( limpeza do terreno, lavoura, gradagem, sulcagem);
Sementeira ( época, densidade, profundidade, compasso);
Sistemas de cultivo
Práticas culturais ( rega, adubação, desbaste; controlo de pragas, doenças e
infestantes);
Colheita, processamento e comercialização.

2.5. Estudo do girassol

Origem e distribuição geográfica em Moçambique;


Importância sócio- económica e sua produção em Moçambique);
Descrição botânica (taxonómica, morfológica e fisiológica);
Principais variedades;
Exigências ecológicas ( Clima e solo);
Preparação do solo ( limpeza do terreno, lavoura, gradagem, sulcagem);
Sementeira ( Época, densidade, profundidade, compasso);
Praticas culturais ( rega, adubação, desbaste; controlo de pragas, doenças e
infestantes);
Colheita, processamento e comercialização.

3. Unidade: Tecnologia de criação de coelhos 11 horas


Introdução ao estudo dos coelhos;
Definição e importância socio-económica;
Perspectivas actuais da criação de coelhos em Moçambique;
Exterior dos coelhos e sua importância;
Sistemas de criação de coelhos (familiar e industrial);
Instalações para coelhos (tipos de instalações, localização, topografia do terreno e
material utilizado);
Equipamento nas instalações cunículas (comedouros, bebedouros, lâmpadas, gaiolas e
ninhos);
Alimentação para coelhos (pastos e rações, R1 e R2);
Medidas de higiene nas instalações cunículas (limpeza e desinfecções);

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Reprodução nos coelhos (cio, cobrições e partos);
Cuidados a ter com recém-nascidos;
Doenças mais frequentes nos coelhos (coccidiose, sarna e coriza);
Medidas de prevenção e tratamento.

III Trimestre
4. Unidade: Tecnologia de criação de suinos 22 horas
Introdução ao estudo dos suínos;
Definição e importância socio-económica;
Perspectivas actuais da criação de suínos em Moçambique;
Exterior dos suínos e sua importância;
Sistemas de criação de suínos (familiar e industrial);
Instalações para suínos (tipos de instalações, localização, topografia do terreno e
material utilizado);
Equipamento nas instalações suínas (comedouros, bebedouros, lâmpadas, cama );
Alimentação para suínos (pastos e rações, S1 e S4);
Medidas de higiene nas instalações suínas (limpeza e desinfecções);
Reprodução nos suínos (cio, cobrições e partos);
Cuidados a ter com recém-nascidos;
Doenças mais frequentes nos suínos (peste suína africana, sarna, mal-rubro, golpe de
calor, intoxicação alimentar);
Medidas de prevenção e tratamento.

Funções das aulas de Agro-Pecuária na 9ª classe

Nas aulas de Agro-Pecuária os alunos aprendem os conteúdos básicos sobre agricultura e


pecuária ,assim como as técnicas básicas de produção de plantas e animais, bem como a
saúde e regras de higiene.
Neste nível, os alunos são confrontados com as técnicas de produção agro-pecuária. Este
novo conhecimento vai contribuir para a redução da pobresa absoluta pois, permite dotar
os alunos de conhecimentos técnico-científicos nesta àrea, o que vai permitir o aumento
da produção, criando a possibilidade da diversificaçào da dieta alimentar nas
comunidades.

Temas transversais

Os temas transversais são aqueles que , dada a sua complexidade e importância não
podem ser abordados numa disciplina de forma isolada, mas sim aproveitando as
potenciallidades dos conteúdos das outras disciplinas para que sejam consolidadas. Os
temas transversais dos programas da 9ª classe são:
• Cultura de paz, direitos humanos e democracia;
• Genero e equidade;
• Saúde reprodutiva(Educação sexual, ITS,HIV/SIDA);
• Saúde e nutrição;

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• Prevençao e combate as drogas, ao tabagismo e ao alcoolismo
• Uso sustentável dos recursos ambientais;
• Calamidades naturais(cheia, seca, ciclone, sismo);
• Segurança rodoviaria
• Identidade cultural e moçambicanidade;

Na disciplina de Agro-Pecuária , o tema cultura de paz , direitos humanos e democracia,


uso sustentável dos recursos ambientais e identidade cultural e Moçambicanidade,
enquadram-se na unidade temática introdução ao estudo das culturas alimentares, de
rendimento e na tecnologia de criação de animais. Ex: Ao falar destes temas, o professor
poderá fazer referência às leis de uso e aproveitamento de terra para a criação de animais
e produção agrícola, bem como na valorização do produto agro-pecuário Moçambicano.
Nas actividades práticas agro-pecuárias,o professor deverá considerar a questão do
género e equidade.
Os temas, saúde e nutrição,saúde reprodutiva, enquadram-se melhor na unidade temática
colheita e armazenamento na parte agrícola e na tecnologia de criação de animais em
pecuária, onde o professor poderá fazer abordagem sobre o valor nutritivo dos vegetais e
produtos pecuários para dieta alimentar.
Ao abordar a cultura de tabaco e da cana sacarina o professor deverá falar não só dos
beneficios economicos do cultivo destas culturas, mas tambem alertar sobre os perigos do
tabagismo e do alcoolismo.
No respeitante a segurança rodoviária o professor deverá chamar atenção sobre os
cuidados a observar na movimentação das máquinas agrícolas e meios de transporte, tais
como bicicletas, carroças na via pública.
No concernente ao uso sustentável dos recursos ambientais o professor fará uma
abordagem integrada nas unidades temátuicas: Práticas culturais, preparação do solo e na
tecnologia de criação de animais de cada espécie.
O tema calamidades naturais pode ser abordado nas unidades temáticas: Introdução ao
estudo das culturas alimentares, de rendimento e na Tecnologia de criação de animais.

18
Programa da 9ª classe
Unidade Tematica 1: Culturas alimentares

1.1. Estudo das hortícolas

Objectivos Específicos Conteúdos Competências básicas Tempo


O aluno deve ser capaz de: O aluno:
• Introdução ao estudo das culturas
-Identificar as culturas alimentares; - Identifica as diferentes
alimentares; de culturas alimentares
• Definição e sua classificação;
na comunidade;
- Explicar a • Introdução ao estudo das culturas hortícolas
importância socio- (Alface, alho, cebola, cenoura, pepino,
económica das culturas pimento, tomate e couves e repolhos); - Aplica as técnicas de 9 horas
alimentares na maneio das culturas na
• Origem e distribuição geográfgica;
comunidade; comunidade;
• Importância sócio-económica e sua produção
em Moçambique;
- Caracterizar os • Descrição Botânica das hortícolas (
diferentes tipos de taxonomia, morfologia e fisiologia);
hortícolas; • Variedades mais cultivadas;
• Exigências Ecológicas (clima e solo)
- Escolher o solo e • Preparação do solo (armação do terreno e
clima adequados viveiros );
para o seu cultivo; • Transplantação (época, densidade,
profundidade e compasso);
- Realizar o maneio • Práticas culturais ( Controlo de pragas,
correcto das doenças, infestantes, adubação, rega,
culturas. desbaste, retancha, repicagem, amontoa e
capação);
• Colheita, processamento, e comercialização;

19
1.2. Estudo das leguminosas de grão

- Identifica as diferentes
•Feijão nhemba, vulgar, Jugo, verde e o leguminosas de grão na
- Identificar as amendoim; comunidade;
diferentes • Origem e distribuição geográfica;
subespécies e • Importância sócio-económica e sua produção - Explica a importância
variedades dos em Moçambique; socio-económica das
feijões e • Descrição Botânica das leguminisas ( leguminosas nas
amendoim; taxonomia, morfologia e fisiologia); comunidades;
• Variedades mais cultivada; 6 horas
- Implantar a cultura • Exigências Ecológicas (clima e solo); - Aplica as técnicas de
de leguminosas de cultivo de leguminosas
• Preparação do solo ( limpeza do solo, lavoura,
acordo com as gradagem e sulcagem/coveamento de grão na comunidade.
exigências
• Sementeira directa (Época, densidade,
ecológicas;
profundidade,compasso);
- Aplicar as práticas • Tipo de sementeira e sistemas de cultivo;
culturais no cultivo • Práticas culturais ( Controlo de pragas, doenças,
das leguminosas. infestantes, adubação, rega, desbaste,
ressementeira).

• Colheita,processamento, transporte e
conservação.

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1.3. Estudo das raízes e tubérculos

- Identificar as raizes e • Mandioca, batata reno, batata doce e inhame


tubérculos; • Origem e distribuição,
• Importância sócio-económica
- Explicar a e sua produção em Moçambique;
importância das raizes • Descrição botânica (Taxonoma, morfologia - Prepara o terreno para a
e tubérculos na e fisiologia); sementeira /plantação
comunidade; • variedades mais cultivadas
• Exigências Ecológicas (clima e solo); - Faz a selecção e
-Caracterizar os tratamento da
• Preparação do solo (escolha do terreno,
sistemas de cultivo em limpeza do solo, lavoura, gradagem e semente/estacas;
uso nas comunidades; sulcagem);
- Aplica as técnicas de 4 horas
• Sementeira/Plantação ( selecção e tratamento
- Escolher o solo e cultivo das raizes e
da semente/estacas, época, densidade,
clima adequados tubérculos.
profundidade,compasso , tipo de
para as raízes e
sementeira/plantação e sistemas de cultivo)
tubérculos;
• Práticas culturais (controlo de pragas,
doenças, infestantes, adubação, amontoa,
- Realizar
desamontoa e rega)
correctamente o
maneio das raizes e • Colheita, processamento, transporte e
tubérculos. conservação.

21
1.4. Estudo dos cereais

- Identificar os • Milho, arroz,mapira, trigo e mexoeira


cereais;
• Origem e distribuição geográfica dos cereais;
- Explicar a • Importância sócio- económica e sua
importância socio- produção em Moçambique; - Identifica os diferentes
económica dos • Descrição Botânica (taxonomia, morfologia tipos de cerais;
cereais na e fisiologia);
comunidade; • Principais variedades;
• Exigências ecológicas (solo e clima); - Escolhe solos adequados
- Escolher o solo e para o cultivo de acordo com
• Preparação do solo (limpeza do solo,
clima adquados para lavoura, gradagem, armação do terreno) o tipo do cereal; 8 horas
o cultivo;
• Sementeira (época, densidade, profundidade,
compasso, tipos de sementeira e sistemas de
- Aplica as técnicas de
cultivo )
- Aplicar as técnicas maneio dos cereais na
de cultivo dos cerais • Práticas culturais ( Controlo de pragas, comunidade.
doenças, infestantes, monda, adubação, rega
na comunidade.
e drenagem)
• Colheita, processamento, transporte,
secagem, ensacamento e armazenamento.

22
Sugestões metodológicas:
o professor, a partir do pré- requisito dos alunos, poderá enriquecer e sistematizar a importância das culturas e sua produção em
Moçambique, dando exemplos sobre o rendimento de algumas culturas no País.
Poderá conduzir a aula de modo que os alunos possam compreender a diversidade das culturas em termos evolutivos e adaptabilidade
fisiológica. Neste contexto, poderá dar ênfase às mutações naturais favoráveis, cruzamentos entre diferentes varieades dos cereais,
selecções específicas, tamanho, cor, característica do grão, exigências nutricionais e ecológicas.
Pode se explicar que em regra as hortícolas são feitas mediante alfobres onde se produzem as plantas que são depois transplantados
para o campo definitivo.
Mostrar o aluno que as datas de sementeira no cultivo das leguminosas são importantes para o bom desenvolvimento da cultura e
variam segundo o tipo de cultura.
O professor poderá orientar os alunos a rever o conceito doença e praga da 1ª unidade temática, bem como as práticas culturais
abordadas na 4ª unidade 8ª classe.
O professor poderá explicar aos alunos que as fases do desenvolvimento das pragas e o tipo de cultura determinam a escolho do seu
método do controlo. Neste contexto, o professor deve explicar a biologia e o ciclo de vida das pragas específicas das culturas,
estabelecendo a relação com o ciclo da cultura.

Indicadores de desempenho:
• Identifica a importância sócio-económica das culturas alimentares;
• Dicide sobre as melhores regiões para produção de cada cultura;
• Estabelece alfobres das principais hortícolas;
• Planifica e realiza as diferentes práticas culturais em cada uma das culturas alimentares;
• Dicide sobre omelhor momento para realizar a colheita das diferentes cultuaras;
• Planifica a colheita, processamento e comercialização das diferentes culturas.

23
2. Unidade Temática 2 : Culturas de rendimento

2.1. Estudo da cultura de tabaco

Objectivos Específicos Conteúdos Competências básicas Tempo


O aluno deve ser capaz de: O aluno:

- Identifica as diferentes variedades de


• Origem e distribuição geográfica tabaco;
- Distinguir as variedades do em Moçambique;
tabaco • Importância sócio-económica e - Prepara o terreno para a sementeira e
sua produção em Moçambique; plantação do tabaco na comunidade;
- Descrever botanicamente a • -Descrição Botânica
cultura de tabaco; (taxonómica, morfológica e - Aplica as técnicas de cultivo da cultura 10 horas
fisiológica); na comunidade
- Identificar o solo e o clima • Exigências ecológicas ( Clima e
adequados para o cultivo de solo)
tabaco; • Preparação do solo ( Limpeza do
terreno, lavoura, gradagem,
- Realizar a preparação do solo, alfobres, sulcagem/
sementeira e plantação de coveamento);
acordo com as normas • Sementeira em alfóbres;
técnicas;
• Plantação (Época de transplante,
compasso, densidade, e
- Conceber um plano de práticas
profundidade)
culturais para um melhor
• Práticas culturais (Adubação,
desenvolvimento das plantas
rega, controlo de pragas,
doenças e infestantes, desbaste
capação e desponta);
• Colheita, processamento e
comercialização.

24
2.2. Estudo da cultura de cana sacarina

- Descrever botanicamente a
cana de acuçar; • Origem e distribuição geográfica
em Moçambique;
- Preparar o terreno para a • Importância sócio-económica e - Identifica a cultura da cana de açúcar;
plantação; sua produção em Moçambique;
• Descrição botânica - Executa todas as operações culturais com
- Preparar as estacas e tratá-las (Taxonómica, morfológica e vista a condução da cultura
para a plantação de acordo fisiológica)
com a época do cultivo, • Exigências ecológicas ( Clima e - Realiza a colheita e comercialização da
compasso, profundidade e solo) cana
exigências ecológicas; • Preparação do solo ( Limpeza do
terreno, lavoura, gradagem,
- Aplicar as práticas culturais. sulcagem)

• Plantação ( corte, selecção e


tratamento de estacas, época da
plantação, compasso, densidade,
e profundidade)
• Práticas culturais ( rega,
adubação,controlo de pragas,
doenças e infestantes);
• Colheita, processamento e
comercialização.

25
2.3. Estudo da cultura de algodão

- Descrever botanicamente a
cultura de algodão; • Origem e distribuição geográfica
em Moçambique; - Identifica as diferentes variedades do
- Identificar o solo e o clima • Importância sócio- económica e algodão
adequados para o cultivo de sua produção em Moçambique;
algodão, variedades) - Escolhe e prepara o terreno para a
• Descrição botânica (taxonómica, sementeira na comunidade;
- Realizar a preparação do solo Morfológica e fisiológica);
de acordo com as normas • Exigências ecológicas ( Clima e -
técnicas solo); - Aplica as técnicas de cultivo da cultura na
• Preparação do solo ( Limpeza do comunidade.
- Conceber um plano de terreno, lavoura, gradagem,
cuidados culturais para um sulcagem);
melhor desenvolvimento das
plantas • Sementeira ( Época, densidade,
profundidade, compasso);
- Realizar a colheita,
• Sistemas de cultivo
processamentto e
comercialização.
• Práticas culturais ( rega,
adubação, desbaste; controlo de
pragas, doenças e infestantes);
Colheita, processamento e
comercialização.

26
2.4. Estudo da cultura de soja

- Descrever botanicamente a • Origem e distribuição geográfica - Explica a importância socio-económica da


cultura de soja; em Moçambique; soja na comunidade;
• Importância sócio- económica e
- Identificar o solo e o clima sua produção em Moçambique); - Aplica as técnicas de produção da soja na
adequados para o cultivo de • Descrição botânica (taxonómica, comunidade;
soja; Morfológica e fisiológica);
• Exigências ecológicas ( clima e
- Realizar a preparação do solo solo);
de acordo com as normas • Preparação do solo ( limpeza do
técnicas; terreno, lavoura, gradagem,
sulcagem);
- Conceber um plano de • Sementeira ( época, densidade,
cuidados culturais para um profundidade, compasso);
melhor desenvolvimento das
• Sistemas de cultivo
plantas;
• Práticas culturais ( rega,
adubação, desbaste; controlo de
- Realizar a colheita,
pragas, doenças e infestantes);
processamento e
• Colheita, processamento e
comercialização.
comercialização.

27
2.5. Estudo da cultura de girassol

- Descrever botanicamente a • Origem e distribuição - Explica a importância sócio-económica do


cultura de girassol; geográfica em Moçambique; girassol na comunidade;
• Importância sócio- económica e
- Identificar o solo e o clima sua produção em Moçambique); - Aplica as técnicas de cultivo do girassol na
adequados para o cultivo de • Descrição botânica comunidade;
girassol; (taxonómica, morfológica e
fisiológica);
- Realizar a preparação do solo • Principais variedades;
de acordo com as normas • Exigências ecológicas ( Clima e
técnicas; solo);
• Preparação do solo ( limpeza do
- Conceber um plano de terreno, lavoura, gradagem,
cuidados culturais para um sulcagem);
melhor desenvolvimento das
• Sementeira ( Época, densidade,
plantas; profundidade, compasso);
• Praticas culturais ( rega,
- Realizar a colheita,
adubação, desbaste; controlo de
processamento e
pragas, doenças e infestantes);
comercialização.
• Colheita, processamento e
comercialização

Sugestões metodológicas:
o professor, a partir do pré- requisito dos alunos, poderá enriquecer e sistematizar a importância das culturas e sua produção em
Moçambique, dando exemplos sobre o rendimento de algumas culturas no País.

28
Poderá conduzir a aula de modo que os alunos possam compreender a diversidade das culturas em termos evolutivos e adaptabilidade
fisiológica. Neste contexto, poderá dar ênfase às mutações naturais favoráveis, cruzamentos entre diferentes variedades de culturas de
rendiento, selecções específicas, exigências nutricionais e ecológicas.
Pode-se explicar que em regra pela natureza destas culturas normalmente elas são produzidas em grandes áreas, em sistema de mono-
cultivo e com aplicação de insumos como fertilizantes, rega, pesticidas que permitem um bom desenvolvimento das culturas e a
obtenção de melhores rendimentos.
O professor poderá orientar os alunos a rever o conceito doença e praga da 1ª unidade temática, bem como as práticas culturais
abordadas na 4ª unidade 8ª classe.
O professor poderá explicar aos alunos que as fases do desenvolvimento das pragas e o tipo de cultura determinam a escolho do seu
método do controlo. Neste contexto, o professor deve explicar a biologia e o ciclo de vida das pragas específicas das culturas,
estabelecendo a relação com o ciclo da cultura.

Indicadores de desempenho:
• Identifica a importância sócio-económica das culturas industriais;
• Decide sobre as melhores regiões para produção de cada cultura;
• Estabelece plantações para as diferentes culturas;
• Planifica e realiza as diferentes práticas culturais em cada uma das culturas industriais;
• Decide sobre omelhor momento para realizar a colheita das diferentes cultuaras;
• Planifica a colheita, processamento e comercialização das diferentes culturas.

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3. Unidade temática: Tecnologia de criação de coelhos

Objectivos específicos Competências Tempo


O aluno deve ser capaz Conteúdos O aluno:
de:

• Explicar a • Introdução ao estudo dos coelhos • Explica a importância da


importância da • Definição e importância socio-económica criação de coelhos na
criação de coelhos • Perspectivas actuais da criação de coelhos em comunidade;
na comunidade; Moçambique
• Exterior dos coelhos e sua importância
• Identificar as partes • Sistemas de criação de coelhos (familiar e • Aplica as técnicas de
externas do coelho industrial) criação de coelhos na
e sua importância; • Instalações para coelhos (tipos de instalações, comunidade
localização, topografia do terreno e material 11 horas
• Explicar os utilizado)
processos • Equipamento nas instalações cunículas
reprodutivos nos (Comedouros, bebedouros, lâmpadas, gaiolas e
coelhos; ninhos)
• Alimentação para coelhos (pastos e rações, R1 e
• Explicar as medidas R2...)
higio-sanitárias na • Medidas de higiene nas instalações cunículas
criação de coelhos; (limpeza e desinfecções)
• Reprodução nos coelhos (Cio, cobrições e partos)
• Cuidados a ter com recém-nascidos
• Doenças mais frequentes nos coelhos (Coccidiose,
sarna e coriza);
• Medidas de prevenção e tratamento.

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Sugestões metodológicas:
O professor, ao introduzir este tema, poderá começar por explorar os conhecimentos e experiências que os alunos têm acerca da
criação de coelhos nas suas comunidades; fazendo-lhes perguntas. Em seguida, faz um resumo explicando a importância, o valor
económico-social da criação de coelhos na comunidade, as perspectivas da criação em Moçambique, sistemas de criação, tipos de
instalações, equipamento, maneio alimentar e sanitário empregues na criação de coelhos.
O professor, poderá promover a criação desta espécie com a finalidade de ligar a teoria à prática, fornecer a carne alunos como
também para venda. Por outro lado, poderá organizar uma visita de estudo a uma empresa de criação de coelhos, onde os alunos terão
a possibilidade de ver de perto as técnicas de criação. Porém, o professor durante as suas aulas, poderá utilizar maquetas, cartazes e
vídeos para a ilustração na aula. Poderá também organizar a turma em grupos para fazer desenhos de coelhos e, com os melhores,
poderá produzir cartazes ou quadros para a demonstração durante as aulas.

Indicadores de desempenho:
• Identifica os locais adequados para a implantação duma exploração cunícola na comunidade.
• Elabora um micro-projecto de exploração de coelhos na comunidade;
• Estabelece um plano de maneio sanitário e alimentar nos coelhos;
• Elabora um plano de abate e comercialização de coelhos;
.

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Unidade temática 4: Tecnologia de criação de Suínos

Objectivos específicos Conteúdos Competências Tempo


O aluno deve ser capaz O aluno
de:

- Explicar a importância • Introdução ao estudo dos suínos - Explica a importância da


da criação de suínos na • Definição e importância socio-económica criação de suínos na
comunidade; • Perspectivas actuais da criação de suínos em comunidade;
Moçambique
- Identificar as partes • Exterior dos suínos e sua importância
externas do suíno; • Sistemas de criação de suínos (familiar e industrial)
• Instalações para suínos (tipos de instalações, - Aplica as técnicas de criação
localização, topografia do terreno e material utilizado) de suínos na comunidade
- Explicar os processos
• Equipamento nas instalações suínas (Comedouros,
reprodutivos nos suínos; 22 horas
bebedouros, lâmpadas, cama )
• Alimentação para suínos (pastos e rações, S1 e S4...)
- Explicar as medidas
higio-sanitárias na • Medidas de higiene nas instalações suínas (limpeza e
criação de suínos. desinfecções)
• Reprodução nos suínos (Cio, cobrições e partos)
• Cuidados a ter com recém-nascidos
• Doenças mais frequentes nos suínos (Peste suína
Africana, sarna, mal-rubro, golpe de calor, intoxicação
alimentar);
• Medidas de prevenção e tratamento.

Sugestões metodológicas:
O professor, ao introduzir este tema, poderá começar por explorar os conhecimentos e experiências que os alunos têm acerca da
criação de suínos nas suas comunidades; fazendo-lhes perguntas. Em seguida, faz um resumo explicando a importância, o valor
económico-social da criação de suínos na comunidade, as perspectivas da criação em Moçambique, sistemas de criação, tipos de
instalações, equipamento, maneio alimentar e sanitário empregues na criação de suínos.

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O professor, poderá promover a criação desta espécie com a finalidade de ligar a teoria à prática, fornecer a carne alunos como
também para venda. Por outro lado, poderá organizar uma visita de estudo a uma empresa de criação de suínos, onde os alunos terão a
possibilidade de ver de perto as técnicas de criação. Porém, o professor durante as suas aulas, poderá utilizar maquetas, cartazes e
vídeos para a ilustração na aula. Poderá também organizar a turma em grupos para fazer desenhos de suínos e, com os melhores,
poderá produzir cartazes ou quadros para a demonstração durante as aulas.

Indicadores de desempenho:
• Identifica os locais adequados para a implantação duma exploração de suínos na comunidade.
• Elabora um micro-projecto de exploração de suínos na comunidade;
• Estabelece um plano de maneio sanitário e alimentar nos suínos;
• Elabora um plano de abate e comercialização de suínos;
.
Avaliação
A avaliação é uma tarefa didáctica, necessária, contínua e sistemática do trabalho do professor em todo o processo de ensino e
aprendizagem na escola. É através desta, que se pode acompanhar a par e passo, o domínio das matérias pelos alunos e também obter
resultados que vão surgindo no decorrer do trabalho inter activo professor -aluno e vice versa.
A avaliação é uma tarefa muito complexa que não pode ser entendida e nem resumida simplesmente em provas e atribuição da nota ao
aluno.
Alguns estudos feitos mostraram que no actual sistema de ensino existe uma discrepância entre o nível de mediação pedagógica e o
nível de assimilação, sendo a maior preocupação dos professores o cumprimento dos programas no fim do ano, sem no entanto,
certificarem se a maioria dos alunos aprendeu o que se esperava que aprendesse.
No ensino secundário, o professor precisa de saber o que vai avaliar, embora todos os conteúdos tenham a sua importância, nem todos
vão ser avaliados, senão os conteúdos que correspondam directamente às competências básicas e aos objectivos da classe.
Estes objectivos podem ser avaliados de diferentes formas, nas provas sistémicas, trimestrais, de forma oral, escrita e em trabalhos
práticos.
O professor deverá fazer perguntas que permitam aos alunos responderem aos objectivos referidos no Programa de ensino. Não devem
ser perguntas reprodutivas, mas devem dar possibilidades aos alunos para aplicarem os conhecimentos relacionados com a vida diária.
Os outros conteúdos servirão para enriquecer o nível dos conhecimentos dos alunos. É assim que a avaliação deve ser uma
componente essencial e sistemática, tendo como finalidades:
• Avaliar as habilidades dos alunos através de trabalhos ou exercícios práticos;
• Avaliar o grau de assimilação da matéria pelos alunos através de perguntas orais, trabalhos práticos e testes escritos (sistemáticos
ou finais);

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• Avaliar o cumprimento das competências básicas e objectivos propostos no programa de ensino. Por isso, o professor , sempre que
preparar as aulas, testes e outros trabalhos, deve consultar o programa de ensino;
A avaliação deve funcionar como termómetro para medição do esforço do professor para a obtenção de informações do seu próprio
trabalho com os alunos.
Algumas actividades que podem ser avaliadas:
1. Em grupos, os alunos podem preparar alguns temas e apresentá-los em seminário, tendo em conta o contexto e disponibilidade
dos materiais. Temas sugeridos:
• Sistemas de cultivo de culturas alimentares e de rendimento em Moçambique;
• Condução de algumas culturas alimentares e de rendimento;
• Controlo de pragas e doenças.
• Sistemas de criação de coelhos em Moçambique;
• Maneio alimentar e sanitário nos coelhos;
• Sistemas de criação de suínos em Moçambique;
• Maneio alimentar e sanitário nos suínos;

2. Elaboração de materiais didácticos que ilustrem:


• Diferentes culturas alimentares e de rendimento exploradas em Moçambique;
• Diferentes tipos de equipamento pecuário e agrícola em uso nas explorações agrárias;
• Diferentes espécies animais (coelhos e suínos) exploradas em Moçambique;
• Durante o trabalho em grupo o professor poderá avaliar;
• As formas de expressão utilizadas pelos alunos;
• O modo como se aperceberam dos aspectos importantes a fazer na descrição de um objecto;
• A descrição de informação quanto ao tipo de materiais utilizados e não só;
• Se os títulos dos trabalhos apresentados resumem o desenvolvimento dos conteúdos;
• Se os materiais apresentam uma sequência lógica e são compreensíveis;
• Durante a apresentação do seminário o professor deverá ser o moderador e no final deverá fazer a síntese das discussões
e esclarecer as dúvidas apresentadas pelos alunos.

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