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2017

Atualizado em 17 de fevereiro de 2017


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IMUNIZAÇÃO 2017
O tema imunização sempre está presente nas provas de enfermagem, sendo complexo de ser estudado
em decorrência dos inúmeros detalhes e atualizações constantes. Esta aula proporcionar-lhe-á um
entendimento completo desse tema com foco nas provas de concursos públicos.

Todas as informações e conteúdos abordados estão atualizados de acordo com a última edição do
Manual de Imunização do Ministério da Saúde, publicado no fim de 2014 e demais normas, publicadas em
2015 e 2016.

Atenção: O conteúdo referente à Sala de Vacina foi ATUALIZADO conforme o Manual de Normas e
Procedimentos para Vacinação (2014), Notas Técnicas de 2015 sobre as vacinas contra HPV e Influenza e Nota
Informativa do PNI nº 149 de 20/10/2015 (que reformulou o calendário de vacinação para 2016), Portaria MS
nº 1.533 DE 18/08/2016, Notas informativas de outubro e dezembro de 2016 . Fique atenta(o), pois
algumas bancas podem cobrar regras antigas.

Boa aula!

Profº. Rômulo Passos


Profª Sthephanie Abreu

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1 - SALA DE VACINA

Vejamos abaixo algumas orientações importantes para fins de concurso sobre a Sala de Vacina:

Em referência à organização dos imunobiológicos dentro dos equipamentos de refrigeração na sala de


vacina, considera-se o seguinte:

 Os serviços que dispõem de câmara refrigerada para o armazenamento e conservação dos


imunobiológicos podem organizar as vacinas em qualquer prateleira, sem a necessidade de separá-las
por tipo (atenuada ou inativada, viral ou bacteriana), haja vista que a temperatura é uniforme em
todos os pontos no interior do equipamento. É importante identificar todos os itens para evitar trocas
inadvertidas.
 Para os serviços que ainda utilizam refrigeradores domésticos para o armazenamento e conservação
dos imunobiológicos, é importante ressaltar que por não atender aos critérios de segurança e
qualidade, o refrigerador de uso doméstico não é mais recomendado para o armazenamento de
imunobiológicos. As instâncias que ainda utilizam tais equipamentos devem proceder, no menor prazo
possível, à substituição gradativa por câmaras refrigeradas cadastradas pela ANVISA, (Manual da Rede
de Frio/2013 página 69).
 Em relação aos refrigeradores domésticos utilizados para o armazenamento e conservação dos
imunobiológicos, observar o seguinte:
 Monitorar a temperatura do equipamento pelo menos duas vezes ao dia (antes do início e no
final da jornada de trabalho).
 Identificar a localização do evaporador ou da entrada de ar refrigerado no interior da câmara
(é variável de acordo com marca/modelo), NÃO POSICIONAR os frascos de imunobiológicos
nas proximidades deste(s) ponto(s). Essas regiões sofrem variações de temperatura e,
eventualmente, podem submeter os insumos à temperatura negativa, comprometendo as
características certificadas pelo laboratório produtor.
 Organizar os imunobiológicos por tipo (viral ou bacteriano), acondicioná-los em bandejas
(perfuradas ou não. Nas perfuradas há a facilidade da circulação do fluxo do ar.) e armazená-
los na segunda e na terceira prateleiras, colocando na frente os produtos com prazo de
validade mais curto para que sejam utilizados antes dos demais. Atenção especial para não
colocar próximas as vacinas com rotulagem semelhante, a fim de minimizar os erros de
imunização com a troca dos produtos.
 Também não é recomendado armazenar vacinas na porta do refrigerador.
 Não é necessário retirar a gaveta do compartimento inferior do refrigerador. Neste espaço,
colocar garrafas contendo água misturada a um corante (azul de metileno, anil, violeta de
genciana), para auxiliar a manutenção da temperatura no interior do refrigerador. Colocar as
garrafas dispostas de maneira a permitir a circulação do ar frio entre elas. Não substituir as
garrafas por bobinas reutilizáveis.
 Acrescenta-se ainda que o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação (2014) explicita que,
nos refrigeradores de uso doméstico, os imunobiológicos devem ser acondicionados em bandejas e

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estas devem ser colocadas na segunda e terceira prateleiras. Assim, como sugestão para a
organização dos imunobiológicos, apresenta-se o seguinte:
 Na segunda prateleira acondicionar bandeja com as vacinas virais tais como a tríplice viral,
tetra viral, febre amarela, VIP e VOP, varicela, hepatite A, hepatite B, HVP, influenza e raiva
humana.
 Na terceira prateleira acondicionar bandeja com as vacinas bacterianas como a BCG, penta,
DTP, dT, dTpa, pneumo 10, pneumo 23, meningo C. Acondicionar também nesta prateleira os
diluentes das vacinas.
 Atenção especial ao acondicionar vacinas com rotulagem semelhante a fim de evitar os erros de
imunização. Atentar também para o prazo de validade definido pelo laboratório produtor para que
sejam utilizados os produtos com validade mais próxima.
 Colocar o equipamento distante de fonte de calor, como estufa e autoclave, e fora do alcance de raios
solares;
 Nivelar os equipamentos adequadamente;
 Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20 cm, de modo a permitir a livre circulação do ar;
 Usar tomada exclusiva para cada equipamento, é proibido o uso de "T";
 Os equipamentos devem permanecer com a temperatura interna preferencialmente de +5ºC, ponto
ideal, mínima de +2º C e máxima de +8º C.
 Usar os equipamentos, única e exclusivamente para conservar imunobiológicos;
 Certificar-se de que a porta está vedando adequadamente. Usando uma tira de papel com 3 cm de
largura aproximadamente coloca-se entre a borracha da porta e o equipamento, se ao puxar o papel a
borracha apresentar resistência, a vedação está adequada. Este teste deve ser feito em vários pontos
da porta, especialmente nos quatro ângulos.

Apesar dessa atualização, algumas bancas ainda apresentam as


regras antigas (1ª prateleira para vacinas virais e 2ª prateleira para
vacinas bacterianas), por isso precisamos sempre avaliar a melhor
resposta. Caso, você erre alguma questão desatualizada, faça o
recuso sempre com embasamento em literatura oficial e detalhada.

Não é recomendada a utilização de refrigerador ‘duplex’ em sala de vacina, pois este tipo de
equipamento não mantém a temperatura preconizada, uma vez que os dois compartimentos estão separados
e a câmara de estoque de imunobiológicos não possui evaporador.

A limpeza do refrigerador é um procedimento importante para manter as condições ideais de


conservação dos imunobiológicos. Deve ser feita a cada 15 dias ou quando a camada de gelo do congelador
atingir 0,5 cm.

Após a limpeza do refrigerador, as portas devem ser mantidas fechadas por um período de uma a três
horas (dependendo do tipo de refrigerador).

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Mas, cuidado! Antes de recolocar os imunobiológicos na geladeira,
deve-se verificar se a temperatura interna está entre +2 ºC e +8 ºC,
sendo ideal +5 ºC.

Em caso de falta de energia elétrica, se a temperatura do refrigerador chegar ≥ 7º C, os


imunobiológicos devem ser transferidos para caixa térmica.

Resumo - Sala de Vacina


Equipamento distante Afastar o refrigerador Usar tomada
de fonte de calor e da parede, pelo menos exclusiva para cada
raios solares; 20 cm; equipamento;

Temperatura interna Usar os equipamentos


Verificar a temperatura 2
preferencialmente de +5ºC, exclusivamente para
vezes ao dia;
> de +2º C e < de +8º C; conservar imunobiológicos.

Refrigerador ‘duplex’ Não é recomendado

Limpeza do refrigerador feita a cada 15 dias ou camada de gelo 0,5


cm.
temperatura a 7º C, os imunobiológicos em
Falta de energia elétrica caixa térmica

Vejamos na figura abaixo, como os imunobiológicos ficam organizados no refrigerador (REGRA ATUAL):

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Amigo (a), é importante destacar que, na porta e na gaveta da parte de baixo do refrigerador, não se
deve colocar imunobiológicos, pois quando a porta é aberta estas áreas são as primeiras a sofrerem o impacto
da temperatura ambiente.

O controle da temperatura dos equipamentos que armazenam imunobiológicos em todas as instâncias


da rede de frio é feito mediante a verificação sistemática dos termômetros.

Na sala de vacinação, nos postos de vacinação fixos e volantes, por ocasião das atividades extramuros
em campanhas, intensificações e bloqueios, bem como no transporte, os imunobiológicos devem ficar entre
+2 ºC e +8 ºC (ideal + 5 ºC), que é a temperatura a ser mantida no interior do refrigerador e de caixas térmicas.

Para verificar e controlar a temperatura, são utilizados os seguintes termômetros:

 Termômetro analógico de momento e de máxima e mínima (capela);


 Termômetro digital de momento e de máxima e mínima, com cabo extensor;
 Termômetro digital de momento e de máxima e mínima, com cabo extensor e dois visores;
 Termômetro analógico de cabo extensor;
 Termômetros a laser.

O termômetro linear fornece apenas a temperatura do momento. Por isso, seu uso não é aconselhável
para o monitoramento da temperatura no interior dos refrigeradores ou de caixas térmicas.

O termômetro mais recomendado para ser usado nos equipamentos da rede de frio é o de momento e
de máxima e mínima, pois pode-se verificar a temperatura máxima, a temperatura mínima ocorrida em um
espaço de tempo e a temperatura no momento da verificação.

A título de exemplo, vamos verificar como funciona o termômetro analógico de momento e de


máxima e mínima (capela).

O termômetro analógico de momento e de máxima e mínima (ver figura abaixo) contém duas colunas
verticais de mercúrio com escalas inversas. É utilizado para verificar as variações de temperatura, num período
de tempo preestabelecido, oferecendo três tipos de informação:

 a temperatura mínima (mais fria);


 a temperatura máxima (mais quente); e
 a temperatura do momento.

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Figura - Termômetro analógico de momento e de máxima e mínima – capela (Brasil, 2001). 6
O termômetro de aferição da temperatura máxima e mínima deve permanecer sempre na posição
vertical. Isso é obvio!

2 - IMUNIDADE
A imunização ativa ocorre quando o próprio sistema imune do indivíduo, ao entrar em contato com uma
substância estranha ao organismo, responde produzindo anticorpos e células imunes (linfócitos T). Esse tipo
de imunidade geralmente dura por vários anos, às vezes, por toda uma vida. Os dois meios de se adquirir
imunidade ativa são contraindo uma doença infecciosa e a vacinação.

A imunização passiva é obtida pela transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos por um animal
ou outro ser humano. Esse tipo de imunidade produz uma rápida e eficiente proteção, que, contudo, é
temporária, durando em média poucas semanas ou meses. A imunidade passiva natural é o tipo mais comum
de imunidade passiva, sendo caracterizada pela passagem de anticorpos da mãe para o feto através da
placenta e também pelo leite. Essa transferência de anticorpos ocorre nos últimos 2 meses de gestação, de
modo a conferir uma boa imunidade à criança durante seu primeiro ano de vida. A imunidade passiva artificial
pode ser adquirida sob três formas principais: a imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina
humana hiperimune e o soro heterólogo. A transfusão de sangue é uma outra forma de se adquirir imunidade
passiva, já que, virtualmente, todos os tipos de produtos sanguíneos (i.e. sangue total, plasma, concentrado de
hemácias, concentrado de plaquetas, etc.) contêm anticorpos.

IMUNIDADE
 Produzida pelo próprio sistema imune do indivíduo;

Ativa  Apresenta duração de vários anos, às vezes, de toda uma vida;

 Pode ser adquirida, contraindo uma doença infecciosa e pela vacinação.

 Obtida pela transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos por um animal ou


outro ser humano;

 Produz uma rápida e eficiente proteção, mas temporária, durando em média poucas
semanas ou meses.
Passiva  A imunidade passiva natural é caracterizada pela passagem de anticorpos da mãe
para o feto através da placenta e também pelo leite.

 A imunidade passiva artificial pode ser adquirida sob três formas principais:
a imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina humana hiperimune e
os soros (ex.: soro antiofídico e soro antirrábico).

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Vejamos no esquema abaixo as principais informações sobre imunidade:

3 – VACINA BCG

A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) é indicada para prevenir as formas graves da tuberculose
(miliar e meníngea) nos menores de cinco anos, mais frequentemente nos menores de um ano.

A vacina é administrada nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente na maternidade ou na


primeira visita do bebê à unidade de saúde, considerando que quanto menor a idade maior a eficácia da
vacina.

Na rotina dos serviços, a vacina é disponibilizada para crianças até 4 anos


11 meses e 29 dias ainda não vacinadas.
Crianças vacinadas na faixa etária preconizada que não apresentam cicatriz
vacinal após 6 meses da administração da vacina, revacinar apenas uma vez.
A vacina BCG é administrada por via intradérmica. O volume de cada dose
corresponde a 0,1 ml, rigorosamente, para evitar complicações.

Como deve ser a vacinação BCG de indivíduos expostos ao HIV?

 Administrar ao nascimento ou o mais precocemente possível;


 Criança que chega ao serviço, ainda não vacinada, poderá receber BCG se assintomática e sem sinais
de imunodepressão;
 A revacinação não é indicada;
 A partir dos 5 anos de idade, pessoas portadoras de HIV não devem ser vacinadas, mesmo que
assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência.

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Atenção! A administração da vacina BCG deve ser adiada quando a criança
apresentar peso inferior a 2 kg, devido à escassez do tecido cutâneo (panículo
adiposo) e quando apresentar lesões graves de pele.

A vacina BCG é utilizada, também, para a pessoa que é comunicante de paciente de hanseníase (contato
intradomiciliar), com o objetivo de propiciar proteção cruzada contra a doença, adotando esquema
diferenciado.

O esquema de vacinação com a BCG corresponde a uma dose, a partir do nascimento.

 Na ausência da cicatriz, é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose (intervalo
mínimo);
 A revacinação, no entanto, só pode ser feita até uma vez, já que a ausência de cicatriz não
significa necessariamente que a pessoa não está imunizada;
 Os recém-nascidos contatos de indivíduos bacilíferos deverão ser vacinados somente após o
tratamento da infecção latente da tuberculose ou a quimioprofilaxia.
 Ao administrar dose adicional em contato de paciente de hanseníase, respeite o intervalo de seis
meses da dose anterior. Administre um pouco acima (± 1 cm) da cicatriz existente.
 Em gestante contato de indivíduo portador de hanseníase, a vacinação com BCG deve ser adiada
para depois do parto.
 A realização do teste tuberculínico é dispensável, antes ou depois da administração da vacina
BCG, inclusive para os contatos de pacientes de hanseníase.

No caso de contato intradomiciliar de paciente com diagnóstico de hanseníase, que não apresenta
sinais e sintomas, independente de ser paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB), o esquema de vacinação deve
considerar a história vacinal do contato, da seguinte forma:

Menores de 1 ano de idade A partir de 1 ano de idade

• Não vacinados: administrar uma • Sem cicatriz: administrar uma


dose de BCG. dose
• Comprovadamente vacinados: • Vacinados com uma dose:
não administrar outra dose de administrar outra dose de
BCG. BCG, com intervalo mínimo de
• Comprovadamente vacinados seis meses após a dose
que não apresentem cicatriz anterior.
vacinal: administrar uma dose de • Vacinados com duas doses:
BCG seis meses após a última não administrar outra dose de
dose. BCG.

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“Está estudando? Deixe o celular no silencioso. CONCENTRE-SE!”

Para não termos dúvidas, vejamos o esquema abaixo:

Notas sobre a administração da vacina BCG:


 A administração da vacina é feita na região do músculo deltóide, no nível da inserção inferior, na face
externa superior do braço direito.
 O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em avaliações da
atividade de vacinação.
 O bisel da agulha deve estar voltado para cima;
 A seringa deve formar com o braço um ângulo de 15º;
 A dose da vacina deve ser de 0,1ml, exatamente;
 O procedimento correto na introdução da agulha no local indicado (formando um ângulo de 15º) e a
administração da dose exata (0,1ml) previnem complicações.

Figura - Visualização da pápula após a


vacinação com a BCG (SESAB, 2011).

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Notas sobre a administração intradérmica:

 Quando necessário, a limpeza da pele deve ser feita com água e sabão;
 O álcool comum não deve ser utilizado pela sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo
poder antisséptico;
 Na injeção intradérmica, especialmente, o uso do álcool não é indicado para evitar uma possível
interação com o líquido injetável, em face da presença dos poros e pelo fato de o líquido ser
depositado muito próximo da epiderme.
 Em situações excepcionais, quando não houver água e sabão (vacinação na zona rural e em
ambiente hospitalar), utilizar o álcool a 70%;
 Quando for utilizado o álcool a 70% manter a fricção da pele por 30 segundos e, em seguida,
esperar mais 30 segundos para a secagem e, só então, administrar o imunobiológico.
 Para não esquecermos , observe abaixo as principais informações sobre a vacina BCG:

4 – VACINAS PENTAVALENTE, TRÍPLICE BACTERIANA (DTP), DIFTERIA E


TÉTANO (DT)

Desde o 2º semestre de 2012, a nova vacina pentavalente agregou duas vacinas que eram
administradas separadamente: a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e outras infecções pelo
Haemophilus influenza tipo b) e a vacina contra a hepatite B.

“As lutas são grandes, mas você irá conseguir ser aprovado.
ACREDITE”

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Além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina tríplice bacteriana - DTP
(difteria, tétano, coqueluche). O primeiro reforço deverá ser administrado aos 15 meses e o segundo reforço
aos 4 anos de idade. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas
primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas, para prevenir a transmissão vertical. Ou
seja, há uma dose da vacina hepatite B (monovalente) cujo público alvo são as crianças com até 30 dias de
vida, bem como outras crianças que já tinham esquema completo para tetravalente, mas não tinham para a
Hepatite B.

Como era antes?


1 - Tetravalente (contra difteria, coqueluche, tétano e outras infecções por Haemophilus influenza b) -
vacina injetável em três doses (2, 4 e 6 meses). Reforço da tríplice bacteriana - DTP (incluída na tetravalente)
aos 15 meses e aos 4 anos.

Segue o antigo calendário da vacina tetravalente: 2 meses -> 4 meses -> 6 meses -> reforço da tríplice
bacteriana (DTP) aos 15 meses -> reforço da DTP aos 4 anos.

2 - Hepatite B - vacina injetável aplicada ao nascer (ou na primeira visita à unidade de saúde), com 1
mês de vida e novamente aos 6 meses.

Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses.

Amigo(a), como é a regra atual do calendário de vacinação da


pentavente e hepatite B?

1 - Pentavalente (contra hepatite B, difteria, coqueluche, tétano e outras infecções por Haemophilus
influenza b) - vacina injetável aos 2, 4 e 6 meses. Reforço da tríplice bacteriana aos 15 meses e aos 4 anos.
Segue o calendário da vacina pentavalente: 2 meses -> 4 meses -> 6 meses -> reforço da DTP aos 15
meses -> reforço da DTP aos 4 anos.

2 - Hepatite B - com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha apenas na criança ao
nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão vertical.

Segue o calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da criança.
Outras três doses dessa vacina foram incluídas na pentavalente (2, 4 e 6 meses).

Adolescente e adultos que não apresentam o esquema vacinal completo


contra hepatite B (três doses) deverão seguir as regras anteriores, ou seja,
devem receber até três doses.

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Em síntese, a pentavalente é composta pela vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis1, hepatite B
(recombinante) e Haemophilus influenzae tipo b (conjugada) - DTP/HB/Hib2.

É indicada para imunização ativa de crianças a partir de 2 meses de idade.

O Ministério da Saúde adquiriu a vacina pentavalente (DTP/HB/Hib) de dois laboratórios produtores,


Novartis/Berna e Serum Institute of India Ltd.

A vacina combinada é inteiramente líquida na forma de suspensão injetável apresentada em frasco ou


ampola contendo 1 dose de 0,5mL.

A vacinação básica consiste na aplicação de 3 doses, com intervalo de 60 dias (mínimo de 30 dias), a
partir de 2 meses de idade. E indicada para a vacinação de crianças menores de 5 anos de idade como dose do
esquema básico.

Os dois reforços necessários serão realizados com a vacina DTP (difteria, tétano e pertussis). O primeiro
reforço aos de 15 meses e o segundo reforço aos 4 anos. A idade máxima para aplicação da DTP é de 6 anos
11meses e 29 dias.

Ressalta-se também que fará parte deste esquema, para os recém-nascidos, a primeira dose nas
primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas, com a vacina hepatite B (recombinante).

A vacina pentavalente (DTP/HB/Hib) deve ser administrada na dose de 0,5 mL por via intramuscular, no
vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas crianças acima de dois
anos de idade.

Deve ser evitada administração na região glútea, em razão da maior quantidade de tecido adiposo,
situação em que a vacina não é inoculada no interior do músculo.

A vacina pentavalente é indicada para pessoas menores de 5 anos de idade.

1
Pertússis, coqueluche ou tosse convulsa é uma doença altamente contagiosa e perigosa para crianças causada pelas bactérias Gram-
negativas Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis (geralmente com sintomas mais ligeiros), que causa tosse violenta contínua e
dolorosa. A patologia é prevenível por vacinação.
2
Vacina pentavalente (DTP - difteria, tétano e coqueluche + HB - hepatite B + Hib - Haemophilus influenzae tipo b).
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A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis, conhecida como tríplice bacteriana (DTP), é indicada
para a administração das duas doses de reforço, quando foi usada a vacina pentavalente no esquema básico.

O objetivo da vacinação é prevenir contra a difteria, o tétano e a coqueluche (ou pertussis).

A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é uma associação dos toxóides diftérico e tetânico com a
Bordetella pertussis inativada, tendo o hidróxido de alumínio como adjuvante e o timerosal como preservativo.

A vacinação com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é indicada para o reforço do esquema
básico, que, de modo geral, corresponde a uma dose com intervalo mínimo de seis meses depois da vacinação
básica (pentavalente). Um segundo reforço é dado entre quatro anos e seis anos, 11 meses e 29 dias,
preferencialmente aos 4 anos.

A vacina pentavalente é administrada aos 2, 4 e 6 meses. Em regra, o


reforço da tríplice bacteriana (DTP) é feito aos 15 meses e aos 4 anos.

Ao indicar a vacinação com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP), considerar as doses
administradas anteriormente e não reiniciar o esquema.

Vejamos algumas observações sobre a DTP:

 O reforço pode ser administrado em qualquer idade (até os seis anos, onze meses e 29 dias),
observando-se um intervalo mínimo de seis meses após a última dose da vacinação básica
(pentavalente);
 Se o esquema básico não for iniciado ou completado até a idade de seis anos, onze meses e 29
dias, as doses necessárias serão aplicadas com a vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT)
em lugar da vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP);
 Caso a criança esteja com quatro anos ou mais e não tenha recebido o primeiro reforço, não é
necessário administrar dois reforços, mas apenas um na ocasião do atendimento, seguindo-se o
esquema de uma dose da vacina difteria e tétano adulto, a cada 10 anos.

A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) é administrada por via intramuscular profunda.

Em regra, a vacina tríplice bacteriana (DTP) deve ser administrada na dose de 0,5 mL por via
intramuscular profunda, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de dois anos de idade e na região
deltóide nas crianças acima de dois anos de idade.

“Mantenha o foco nos estudos, que a vitória é certa!”

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Em resumo:

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES


O reforço pode ser
administrado em qualquer
DTP Reforço da 0,5 ml Intramuscular
idade (até os seis anos, onze
pentavalente (IM), no vasto
(difteria, meses e 29 dias), observando-
aos 15 meses e lateral da coxa
tétano, se um intervalo mínimo de seis
aos 4 anos em crianças
pertussis) meses após a última dose da
menores de 2
vacinação básica;
anos e na
região deltoide Se o esquema básico não for
nas crianças iniciado ou completado até 6
acima de 2 anos anos 11 meses e 29 dias, as
doses necessárias serão
aplicadas com a vacina
adsorvida difteria e tétano
adulto (dT) em lugar da DTP.

A vacina adsorvida difteria e tétano (dT) adulto é constituída pelos toxóides diftérico e tetânico. É
indicada a partir dos sete anos de idade, inclusive para adolescentes e adultos conforme calendários
específicos, com o objetivo de prevenir o tétano e a difteria. A vacinação de mulheres em idade fértil (12 a 49
anos) e gestantes visa, principalmente, a prevenção do tétano neonatal.

A vacina adsorvida difteria e tétano adulto é administrada nos maiores de sete anos para os reforços do
esquema básico e para aqueles que não tenham recebido as vacinas pentavalente e tríplice bacteriana (DTP),
ou que tenham esquema incompleto dessas vacinas.

O esquema básico da adsorvida difteria e tétano adulto (dT) corresponde a três doses com intervalo de
60 dias entre as doses. Esse esquema é feito para as pessoas que não estiverem com o esquema completo da
pentavalente e tríplice bacteriana (DTP).

O reforço da vacina adsorvida difteria e tétano n (dT) adulto é administrado de 10 em 10 anos.


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Em suma, temos o seguinte:

As vacinas Pentavalente e DTP não são administradas se a criança apresentar quadro neurológico em
atividade e/ou após dose anterior de vacina com estes componentes, a criança registrar qualquer das
seguintes manifestações:

 convulsões até 72 horas após a administração da vacina;


 colapso circulatório, com estado de choque (DTP) ou com episódio hipotonico-hiporresponsivo
(EHH), até 48 horas após a administração da vacina;
 encefalopatia nos primeiros sete dias após a administração da vacina;
 história de choque anafilático após administração de dose anterior da vacina (Pentavalente).

5 - VACINA HEPATITE
B
A vacina hepatite B (recombinante) sofreu mudanças significativas no Programa Nacional de Imunização
(PNI).
Anteriormente ao 2º semestre de 2012, a vacina hepatite B (recombinante) era aplicada ao nascer (ou
na primeira visita à unidade de saúde), com 1 mês de vida e novamente aos 6 meses.
Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses.
Com a inclusão da vacina pentavalente no PNI, desde o 2º semestre de 2012, a vacina hepatite B
(recombinante) passa a ser aplicada sozinha na criança ao nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão
vertical.
Segue o atual calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da
criança. Outras três doses dessa vacina foram incorporadas na pentavalente (2, 4 e 6 meses).

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Agora, vamos detalhar o calendário básico da vacina contra hepatite B:
• Para recém-nascidos, deve-se administrar uma dose ao nascer, o mais precocemente possível,
nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda
na maternidade. Esta dose pode ser administrada até 30 dias após o nascimento. O esquema
de vacinação deve ser completado com a administração da vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6
meses.
• Para crianças que iniciam esquema vacinal a partir de 1 mês de idade até 4 anos 11 meses e
29 dias, deve-se administrar três doses da vacina pentavalente, com intervalo de 60 dias entre
as doses, mínimo de 30 dias.
• Para indivíduos ≥ 5 anos:
 Sem comprovação vacinal: administrar três doses da vacina hepatite B com intervalo de
30 dias entre a primeira e a segunda doses e de 6 meses entre a primeira e a terceira
doses (0, 1 e 6 mês);
 Em caso de esquema vacinal incompleto, não reiniciar o esquema, apenas completá-lo
conforme situação encontrada.
 Para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional, deve-se administrar três doses
da vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior.
Conforme Nota Informativa do PNI nº 149 de 20/10/2015, a vacina Hepatite B que era destinada para
crianças ≥ 5 anos até 49 anos (quando não vacinadas com a pentavalente) e para grupos prioritários de risco
(independente da idade), passará, a partir de 2016, a ser realizada em toda a população sem limite de idade.
Em resumo, será ampliada a oferta da vacina contra Hepatite B para a população independentemente da
idade e/ou da condição de vulnerabilidade.
De acordo com o PNI, como a expectativa e a qualidade de vida da população vêm aumentando, os
idosos representam uma parcela crescente da população, e com frequência de atividade sexual em ascensão,
com grande resistência ao uso de estratégias de proteção. Com isso, aumenta o risco de contrair doenças
sexualmente transmissíveis como a hepatite B. Destaca-se que nessa população a hepatite B apresenta
características clínicas mais graves, sendo de fundamental importância a vacinação universal.
A dose será de 0,5 ml até os 19 anos de idade e 1 ml a partir de 20 anos, via intramuscular.
Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos, a vacina contra hepatite B deve ser
preferencialmente administrada nas primeiras 12 horas de nascimento.
Ademais, em recém-nascidos de mães portadoras da hepatite B, a vacina e a imunoglobulina humana
anti-hepatite B deve ser administrada, preferencialmente nas primeiras 12 horas, podendo a imunoglobulina
ser administrada no máximo até 7 dias de vida.
6 - VACINA ROTAVÍRUS
A vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) - VORH deve ser administrada preferencialmente aos 2
e 4 meses de idade. A primeira dose pode ser administrada a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A
segunda dose pode ser administrada a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo
entre as doses é de 30 dias.

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A vacina rotavírus é administrada
exclusivamente por via oral, com a dose
de 1,5mL, por meio de uma seringa apropriada.

Notas sobre a administração da vacina rotavírus:

 Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a


vacinação, não repetir a dose;
 Esta vacina é contraindicada para crianças com
imunodepressão severa ou que tenham histórico de
invaginação intestinal ou com malformação congênita não
corrigida do trato gastrointestinal.
Figura - Administração da Vacina Rotavírus (SESAB, 2011).

“Mantenha o FOCO no ESTUDOS!”

7 - VACINA MENINGOCÓCICA C

De acordo com o Programa Nacional de Imunização, a vacina meningocócica C (conjugada) deve ser
administrada preferencialmente aos 3 e 5 meses, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.
Uma dose de reforço deve ser administrada preferencialmente aos 12 meses (podendo ser feito até 4 anos).
Conforme disposições explicitadas na Nota Informativa 149/2015 do PNI, a dose de reforço da vacina
meningocócica C (conjugada) foi alterada dos 15 para 12 meses.
Para crianças entre 12 meses a 4 anos sem comprovação da vacina, deve-se administrar dose única.
Segue o calendário da vacina meningocócica C: 1ª dose aos 3 meses + 2ª dose aos 5 meses + reforço
aos 12 meses.
A vacina meningocócica C é administrada na dose de 0,5 mL, pela via intramuscular.

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Notas sobre a administração da vacina meningocócica C (conjugada):

• Para crianças que iniciam o esquema básico após 5 meses de idade, deve-se considerar o intervalo
mínimo entre as doses e administrar a dose de reforço com intervalo de 60 dias após a última dose;

• Para crianças entre 12 meses e 4 anos sem comprovação vacinal, deve-se administrar dose única.

Vacina Meningocócica C

O Ministério da Saúde anunciou, no dia 10 de outubro de 2016, ampliação da vacina meningocócica C para
adolescente, ambos os sexos, faixa etária de 12 a 13 anos em 2017, em dose única ou reforço, conforme situação
vacinal. Até 2020, a faixa etária será ampliada gradativamente a partir de 9 anos. Maiores detalhes, assista à
videoaula de atualização aqui nesta disciplina do Curso Completo de Enfermagem.

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8 - VACINA PNEUMOCÓCICA

A vacina pneumocócica 10-valente é constituída por 10 (dez) sorotipos de pneumococos (1, 4, 5, 6B, 7F,
9V, 14, 18C, 19F, 23F) e conjugada com a proteína D de Haemophilus influenzae para oito de seus sorotipos e
carreadores de toxóide diftérico (DT) e de toxóide tetânico (TT ou T) usados por dois sorotipos.
A embalagem possui 10 frascos-ampola de vidro, apresentados em unidose, com 0,5 ml.

Figura - Embalagem da Vacina Peneumocócica (Ministério da Saúde, 2010).

A vacina deve ser administrada por injeção intramuscular (IM) de preferência na área do vasto lateral
da coxa da criança.
Nenhum dado está disponível sobre a administração subcutânea da vacina pneumocócica conjugada 10-
valente.

A vacina não deve, sob nenhuma circunstância, ser administrada por


via endovenosa ou intradérmica.

Em regra, a primeira dose iniciará a partir de 2 meses de idade. O esquema de vacinação primária
consiste em três doses de 0,5 ml, com intervalo de pelo menos 1 mês entre as doses, contudo o Programa
Nacional de Imunização (PNI) adotou o intervalo de 2 meses entre as doses. Desta forma o esquema será de 2
e 4 meses.
Uma dose de reforço é recomendada pelo menos 6 meses após a última dose do esquema primário,
sendo este preferencialmente entre os 12 e 15 meses de idade.
Segue o calendário da vacina pneumocócica 10-valente: 2 meses -> 4 meses -> reforço aos 12 meses.
De acordo com a Nota Informativa nº 149/2015 do PNI, a vacina pneumocócica 10-valente segue a
adoção de esquema básico de duas doses (2 e 4 meses) e reforço, preferencialmente aos 12 meses, podendo
ser administrado até os 4 anos de idade. Para as crianças entre 12 meses e 4 anos, não vacinadas, administrar
dose única.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso do esquema básico de 2 doses e reforço. A
efetividade deste esquema de vacinação com 3 doses (2 doses no primeiro ano de vida e reforço no 2° ano) é
semelhante à do esquema com 4 doses (3 doses no primeiro ano e reforço no segundo ano). Por isso, a 3º
dose (que era aos 6 meses) foi retirada do calendário de vacinação do PNI.

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9 - VACINA INFLUENZA

A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, de interesse para a saúde pública no
Brasil. Apresenta potencial para levar a complicações graves e ao óbito, especialmente nos grupos de alto risco
(crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças
crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A principal intervenção preventiva em saúde pública para este agravo é a vacinação. A campanha anual,
realizada entre os meses de abril e maio, contribuiu ao longo dos anos para a prevenção da gripe nos grupos
vacinados, além de apresentar impacto de redução das internações hospitalares, gastos com medicamentos
para tratamento de infecções secundárias e mortes evitáveis.

Vamos conhecer os grupos prioritários a serem vacinados e recomendações:

 Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: deverão receber a vacina influenza. Todas as crianças
que receberam uma ou duas doses da vacina da influenza sazonal, deveriam receber apenas 1
dose em 2015. Também deve ser considerado o esquema de duas doses para as crianças menores
de 9 anos que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30
dias após a 1ª dose.
 Gestantes: devem receber a vacina influenza todas as gestantes em qualquer idade gestacional.
Para este grupo não haverá exigência quanto à comprovação da situação gestacional, sendo
suficiente para a vacinação que a própria mulher afirme o seu estado de gravidez.

Nota: a vacinação de gestantes contra a influenza é segura em qualquer idade gestacional.


A experiência pós-comercialização com a vacina influenza sazonal inativada e com a vacina
influenza pandêmica (H1N1) 2009 inativada, no Brasil e em outros países, não identificou
qualquer risco associado ao uso da vacina em gestantes.

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 Puérperas: mulheres no período de até 45 dias após o parto foram incluídas no grupo alvo de
vacinação. Para isso, deverão apresentar qualquer documento, durante o período de vacinação
(certidão de nascimento da criança, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o
parto, entre outros).
 Trabalhador de Saúde: eleito para vacinação é aquele que exerce atividades de assistência à
saúde, atuando na recepção, no atendimento, bem como na investigação de casos de infecções
respiratórias, nos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade, cuja
ausência compromete o funcionamento desses. Assim, trabalhadores de saúde que exercem suas
atividades em unidades que fazem atendimento de pessoas com influenza, bem como
recepcionistas, pessoal de limpeza, segurança, motoristas de ambulâncias dessas unidades,
equipes de laboratório responsáveis pelo diagnóstico, profissionais que atuam na vigilância
epidemiológica, e os que atuam no controle sanitário de viajantes nos postos de entrada dos
portos, aeroportos e fronteiras deverão ser vacinados.
 Povos indígenas: a vacinação será indiscriminada (indicada) para a toda população indígena, a
partir dos seis meses de idade. A programação de rotina é articulada entre o Programa Nacional
de Imunizações (PNI) e a Secretaria de Atenção a Saúde Indígena (SESAI).
 Indivíduos com 60 anos ou mais de idade deverão receber a vacina contra influenza.
 População privada de liberdade: o planejamento e operacionalização da vacinação nos
estabelecimentos penais deverão ser articulados com as Secretarias Estaduais e Municipais de
Saúde e Secretarias Estaduais de Justiça (Secretarias Estaduais de Segurança Pública ou
correlatos), conforme Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, 2.ª edição/ Brasília–DF
2005 e a NOTA TÉCNICA 121 SISPE/DAPES/SAS – PNI/SVS/MS – DEPEN/MJ, de 1º de agosto de
2011.
 Pessoas portadoras de doenças crônicas (conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde
em conjunto com sociedades científicas): a vacinação contra influenza de indivíduos portadores
de doenças crônicas e outras condições especiais foi incluída na campanha de vacinação de 2013.

Notas:

A vacinação deste grupo passa a ser realizada em todos os postos de vacinação e não apenas
nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). No entanto, mantém-se a
necessidade de prescrição médica, que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, devem se


dirigir aos postos em que estão cadastrados para receber a vacina. Caso no local onde são
atendidos regularmente não haja um posto de vacinação, devem buscar a prescrição médica
na próxima consulta que estiver agendada, visando garantir esse documento com
antecedência, para evitar filas no período da vacinação.

Pacientes que são atendidos na rede privada, vinculada ou não ao SUS, também devem buscar
a prescrição médica com antecedência, junto ao seu médico assistente, devendo apresentá-la
nos postos de vacinação durante a realização da campanha de 2013.

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Agora, veremos o esquema de vacinação e dose da influenza:

A vacinação é anual, devido às mudanças das características dos vírus influenza decorrentes da
adversidade antigênica e genômica a cada ano e da efemeridade da proteção.

Em 2016, foi adotado o seguinte esquema e volume de dose, conforme a situação vacinal da criança.

“Não deixe de revisar os conteúdos!”

Crianças vacinadas pela primeira vez:

Fonte: CGPNI/DEVEP/SVS/MS

Todas as crianças de seis meses a menores de nove anos que receberam


uma ou duas doses da vacina contra a influenza sazonal em 2015, devem
receber apenas uma dose em 2016.
Fonte: Campanha nacional contra Influenza. Brasília-DF, 2016. Disponível em:
http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/11/informe-tecnico-
campanha-vacinacao-influenza-2016.pdf

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Vacina Influenza

Deve-se adotar a via de administração intramuscular.

Via de administração subcutânea: recomenda-se a administração da vacina por via subcutânea em


pessoas que apresentam discrasias sanguíneas ou estejam utilizando anticoagulantes orais. Para estas
situações, recomenda-se utilizar a vacina do laboratório Sanofi Pasteur produzida na França.

10 - VACINA TRÍPLICE VIRAL


De acordo com as disposições da Nota Informativa do PNI de dezembro de 2016, o Ministério da Saúde
passa a disponibilizar duas doses de vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para pessoas de 12
meses até 29 anos de idade e uma dose da vacina varicela (atenuada) para crianças até quatro anos de
idade.

A introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade justifica-se em função da


correção da falha vacinal neste grupo e também pela situação epidemiológica da caxumba nos últimos anos,
cujos surtos têm acometido, principalmente, adolescentes e adultos jovens nesta faixa etária.

Nesse sentido, a vacina sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é uma vacina combinada que contém
os vírus vivos do sarampo, da caxumba e da rubéola, atenuados em cultivo celular.

Para indivíduos de 12 meses a 29 anos, deve ser administrada duas doses, conforme situação vacinal
encontrada.

A 1ª dose deve ser administrada aos 12 meses com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, preferencialmente,
aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), para as crianças que já
tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. A vacina tetra viral será administrada entre os 15 a 23 meses
e 29 dias, caso a criança tenha recebido a 1ª dose da tríplice viral, podendo ser administrada até os 4 anos.

Para não esquecer: a 1ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) continua a ser administrada
preferencialmente aos 12 meses de idade. As crianças que tiverem tomado a 1ª dose da tríplice viral deverão
receber a tetra viral entre os 15 a 23 meses e 29 dias (preferencialmente aos 15 meses), podendo ser
administrada até os 4 anos. Além disso, caso não tenha a disponibilidade da vacina tetra viral, essa pode ser
substituída pela tríplice viral + vacina varicela (atenuada).

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Para as crianças acima de 15 meses de idade não vacinadas, administrar a vacina tríplice viral
observando o intervalo mínimo de 30 dias
entre as doses. Considerar vacinada a pessoa
que comprovar duas doses de vacina com
componente sarampo, caxumba e rubéola.

Para indivíduos de 30 a 49 anos de


idade, deve-se administrar uma dose,
conforme situação vacinal encontrada.
Considerar vacinada a pessoa que comprovar
uma dose de vacina com componente
sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) ou
sarampo e rubéola (dupla viral).

Para melhor compreensão sobre as mudanças nas vacinas tríplice viral, tetra viral e varicela
atenuada, assista à videoaula aqui no curso Completo de Enfermagem para Concursos.

A vacina sarampo, caxumba e rubéola é administrada por via subcutânea. O volume correspondente a
uma dose é de 0,5 ml, podendo variar de acordo com o laboratório produtor.

A vacina em questão está contraindicada nas ocorrências específicas listadas na sequência:

 Registro de anafilaxia após recebimento de dose da vacina;


 Presença de imunodeficiências congênitas ou adquiridas;

Indivíduos com infecção assintomática pelo HIV podem


ser vacinados.

 Uso de corticosteróides em doses imunossupressoras (nessa situação a pessoa deve ser


vacinada, pelo menos, um mês depois da suspensão do uso da droga);
 Vigência de quimioterapia imunossupressora;
 Transplantados de medula óssea;
 Pessoas que fazem uso de imunoglobulina, sangue total ou plasma, no momento da vacinação
ou que farão uso em futuro próximo;
 Na vigência de gravidez.
Notas sobre a vacina sarampo, caxumba e rubéola (SCR):

 Indivíduos até 29 anos que não tiver comprovação do recebimento de duas doses da vacina
sarampo, caxumba e rubéola devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
 Quando houver comprovação das duas doses não é preciso vacinar.
 A partir dos 30 anos o esquema com a vacina sarampo, caxumba e rubéola é de dose única e
considera vacinação anterior devidamente comprovada, sendo indicada para pessoas de 30 a 49
anos.
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O Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) ampliou o Calendário Básico
de Vacinação da Criança em 2013, com a introdução da vacina tetra viral que possibilitará evitar complicações,
casos graves e óbitos por varicela no grupo alvo da vacinação e a prevenção, controle e eliminação das
doenças sarampo, caxumba e rubéola.

A vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) substituiu a vacina tríplice viral (sarampo,
caxumba e rubéola) para as crianças de 15 meses de idade. Assim, com a introdução da vacina tetra viral, o PNI
visa reduzir o número de injeções em um mesmo momento, bem como buscar uma melhor adesão à vacinação
e consequentemente, melhoria das coberturas vacinais.

No Brasil, a vacina varicela está disponível desde 2000 nos Centros de Referências para Imunobiológicos
Especiais (CRIE) para indivíduos susceptíveis em situação de pré-exposição, para pessoas sem história de
varicela e com maior risco de desenvolver doença grave e ou complicações associadas. Também já é utilizada
em situação de pós-exposição, para imunocompetentes susceptíveis, comunicantes intra-hospitalares de casos
de varicela. Esta vacina está também incluída no Calendário de Vacinação dos Povos Indígenas desde 2002.

Após a implantação da vacina tetra viral no calendário de vacinação da criança, o Ministério da Saúde
passou a monitorar a situação epidemiológica da varicela, visando à definição de qual o melhor período para a
inclusão da uma segunda dose com a vacina varicela nesse calendário.

As embalagens tetra viral contêm 10 frascos-ampola mais 10 seringas preenchidas com diluente (0,5 mL)
e 20 agulhas para a reconstituição e administração da vacina.

Figura - Vacina Tetra Viral (Ministério da Saúde, 2013).

11 - VACINA FEBRE AMARELA


A febre amarela continua sendo um importante problema de saúde pública particularmente nos 13
países das Américas com áreas endêmicas. Nos últimos trinta anos a atividade do vírus da febre amarela se
encontra restrita a área enzoótica compreendida por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa,
Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela.

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A principal estratégia de prevenção é a vacinação. A vacinação contra a febre amarela é recomendada
para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não
vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre. Atualmente, as áreas de vacinação são
revisadas anualmente, com apoio de especialistas para identificação dos municípios com maior risco de
transmissão.

A vacina está recomendada na rotina, no Calendário Nacional de Vacinação, na área com recomendação
de vacina (ACRV) e o esquema constitui em uma 1 dose aos 9 meses de idade, sendo necessária uma dose de
reforço aos 4 anos de idade. O intervalo mínimo a ser considerado entre a dose do esquema e o reforço é de
30 dias. A dose é 0,5 ml, via subcutânea.
Vamos observar as seguintes situações no que se refere à vacinação contra febre amarela:

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A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença.
Produzida no Brasil desde 1937, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, é da cepa
17DD, sendo constituída por vírus vivos atenuados derivados de uma amostra africana do vírus amarílico
selvagem. Apresenta eficácia acima de 95%.
A vacina febre amarela é reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, eventos adversos podem
ocorrer, como reações locais e sistêmicas, tais como febre, dor local, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor no
corpo), dentre outros. Atenção especial deve ser dada quando, após administração da vacina de febre
amarela, a pessoa apresentar dor abdominal intensa.
Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e décimo dia após a aplicação, razão pela qual a
imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de transmissão. É contraindicada para:
• Crianças com menos de 6 meses de idade.
• Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza, como: pacientes infectados pelo HIV com
imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 <200 células/mm³ ou menor de 15% do total de
linfócitos, para crianças com menos de 6 anos de idade.
• Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,
radioterapia, imunomoduladores).
• Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
• Pacientes com imunodeficiência primária.
• Pacientes com neoplasia.
Observação: Nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração desta vacina deve ser
condicionada a avaliação médica individual de risco-benefício e não deve ser realizada em caso de
imunodepressão grave.
• Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de
galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina).
• Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timona, casos de ausência de
timo ou remoção cirúrgica).

12 - VACINA PÓLIO
No Brasil, a vacina que vem sendo utilizada com sucesso desde a década de 60 é a vacina oral
poliomielite (VOP), vacina de vírus atenuados, trivalente, contendo os três tipos de poliovírus (1, 2 e 3). É
epidemiológica e operacionalmente a melhor vacina para gerar proteção a cada um dos três tipos de vírus da
poliomielite e tem sido amplamente utilizada, viabilizando a erradicação global da doença. Desde 2016, o PNI
vem adotando a vacina oral poliomielite (VOP) bivalente, contra os sorotipos 1 e 3.
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As ações de vacinação desenvolvidas contribuíram para a erradicação da poliomielite no País, sendo que
o último caso ocorreu em 1989.

Conforme definido no plano global de erradicação, uma região precisa estar sem circulação do vírus da
poliomielite por três anos, em vigência de um sistema de vigilância para paralisias flácidas agudas funcionante,
para ser declarada como livre da circulação do poliovírus.

No entanto, a não ocorrência de pólio no continente americano não é o suficiente, uma vez que a
doença ainda circula em outros países e pode ser reintroduzida na região através de viajantes infectados em
regiões que apresentam bolsões de pessoas não vacinadas, por exemplo.

A vigilância sensível de paralisias flácidas agudas, através da notificação, investigação e coleta oportuna
de amostras de fezes de todos os casos de paralisias flácidas agudas é fundamental para a garantia de
detecção rápida de um vírus importado e as altas e homogêneas coberturas vacinais evitam que esses vírus
circulem. É por isso que o Brasil e outros países da região ainda realizam campanhas de vacinação com a vacina
oral poliomielite e priorizam a vigilância de paralisias flácidas agudas.

É inegável o sucesso e a contribuição da utilização da VOP na erradicação da poliomielite. A interrupção


do seu uso deverá ser cuidadosamente programada e planejada. As principais estratégias a serem
consideradas após a interrupção da VOP, mundialmente, são uma vigilância ativa e a não interrupção da
imunização com a vacina poliomielite inativada (VIP).

Como países desenvolvidos e em desenvolvimento declararam a intenção de continuar com a


imunização de suas populações, mesmo após a erradicação do poliovírus selvagem, a VIP deverá ser utilizada
nesses países para prevenir a reintrodução do vírus selvagem e o ressurgimento da poliomielite.

O Brasil, visando cumprir esta determinação, introduziu, desde agosto de 2012, a vacina inativada
poliomielite (VIP) em esquema sequencial com 2 doses de VIP e 2 doses de VOP. As doses da VIP visam
minimizar o risco, que é raríssimo, de paralisia associada à vacina, e as da VOP, manter a imunidade
populacional (de rebanho) contra o risco potencial de introdução de poliovírus selvagem através de viajantes
oriundos de localidades que ainda apresentam casos autóctones da poliomielite, por exemplo.

Conforme disposições descritas na Nota Informativa do PNI nº 149/2015, a partir de janeiro de 2016,
ocorreu a substituição da terceira dose, administrada atualmente com a vacina oral poliomielite (VOP), por
vacina inativada poliomielite (VÏP).

Nesta situação, o esquema básico deixou de ser sequencial (VIP, VIP, VOP, VOP). Os reforços
administrados aos 15 meses e 4 anos com vacina VOP permanecem.

Estudos realizados em todo o mundo permitiram descrever as características da VIP, como a capacidade
para evitar surtos de poliomielite, de modo que muitos países já a incluíram nos seus calendários de vacinação
de forma exclusiva ou com esquema sequencial.

Veja que a tendência é a substituição da vacina oral da poliomielite (VOP) pela vacina inativada
poliomielite (VIP). No Brasil, atualmente as crianças recebem essas vacinas da seguinte forma: VIP - 1ª, 2ª e 3ª
doses aos 2, 4 e 6 meses; VOP –reforço aos 15 meses e 4 anos. Além dessas, temos a vacinação com a VOP
anualmente nas campanhas nacionais para crianças menores de 5 anos.

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Vamos agora sintetizar o tema:

O intervalo entre as doses é de 60 dias, podendo ser de 30 dias, sendo que nos primeiros 6 meses de
idade o intervalo mínimo de 30 dias só é recomendado se o indivíduo estiver sob risco iminente de exposição à
circulação viral, como por exemplo, pessoas que se deslocarão a regiões endêmicas ou em situações de surto
da doença.

A via de administração preferencial da VIP é a intramuscular, entretanto, a via subcutânea também


pode ser usada, mas em situações especiais (casos de discrasias sanguíneas).

O local de aplicação preferencial para injeção intramuscular em bebês é o músculo vasto-lateral da coxa
ou região ventroglútea e para crianças maiores o músculo deltóide.

A dose dessa vacina (VIP) é de 0,5 ml.

As contraindicações da VIP são as seguintes:

• Qualquer indivíduo portador de alergia grave (anafilaxia) a qualquer componente da vacina.


Como a VIP contém vestígios de estreptomicina, neomicina, e polimixina B, existe um risco
teórico de reações alérgicas em pessoas sensíveis a estes antibióticos;
• Qualquer pessoa que já apresentou quadro de reação alérgica grave a uma vacinação anterior
com VIP;
• Pessoas com quadro clínico de doenças respiratórias superiores leve a moderada, com ou sem
febre, reação local a uma dose prévia da vacina, terapia antimicrobiana atual e, a fase de
convalescença de doença aguda não são contraindicações para a vacinação com VIP;
• A amamentação não interfere com o sucesso da imunização com a VIP.

A via de administração exclusiva da VOP é a oral, com a dose de duas gotas.


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Notas sobre a vacina oral poliomielite (VOP):
 Indivíduos com cinco anos de idade ou mais:
 Sem comprovação vacinal: administrar 3 doses da VOP, com intervalo de 30 a 60 dias entre elas,
mínimo de 30 dias;
 Com esquema incompleto: completar esquema com a VOP;
 Nesta faixa etária não há necessidade de reforço.
 Repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar.
 Esta vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, contato de pessoa HIV positivo ou com
Aids, bem como que tenham histórico de paralisia flácida associada à dose anterior da VOP.

A vacina inativada poliomielite (VIP) deverá ser conservada sob refrigeração, à temperatura de +2°C a
+8°C. Não deve ser congelada. O frasco multidose da vacina, uma vez aberto, pode ser usado por um prazo
estabelecido pelo laboratório produtor, constante da bula do produto ou das normas do PNI, desde que
armazenada entre 2º a 8ºC.

13 - VACINA HPV
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero.
Essas vacinas, na verdade, previnem contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o
câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma delas é a quadrivalente, ou seja, previne
contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11,
presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
O Brasil está disponibilizando a vacina contra o HPV, usada na prevenção de câncer de colo do útero. A
vacina protege meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus

 População-alvo será: meninos de 9 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos, com esquema vacinal de 2


doses.
 As doses só serão aplicadas com autorização dos pais ou responsáveis.

O esquema completo de vacinação é composto de 3 doses. O esquema normal da


vacina (0, 2 e 6 meses) é 1ª dose, 2ª dose após dois meses e 3ª dose após seis meses.

No entanto, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), está adotando
outro esquema (0 e 6 meses): 1ª dose, 2ª dose seis meses depois. As provas de concurso em regra exploram o
esquema do PNI.
Vejam o esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde:
Esquema vacinal: 2 doses:
1ª dose
2ª dose: 6 meses após a 1ª dose
O tipo da vacina é: quadrivalente (subtipos 6, 11, 16 e 18).

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Indicações:
 Prevenção contra HPV 16 e 18 (responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero);
 6 e 11 (verrugas genitais - condiloma acuminado);
 Confere ainda proteção cruzada contra HPV 31, 33,52 e 58;
 Evidências recentes – 56% de redução na prevalência do HPV entre adolescentes apesar de
apenas 35% de cobertura vacinal nos Estados Unidos.

Vacina é eficaz em quem ainda não iniciou a vida sexual e, portanto, não teve contato com o vírus HPV.
A adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolau (preventivo).
Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas perguntas sem
respostas relativas a essas vacinas.
Segundo Informe Técnico do PNI de 2015, a vacina contra o HPV também passou a ser ofertada para as
mulheres de 14 a 26 anos de idade vivendo com HIV. Esta população foi incorporada como prioritária,
considerando que as complicações decorrentes do HPV ocorrem com mais frequência em pacientes portadores
de HIV e da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Esta indicação é reforçada com a recomendação
da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) do Programa
Nacional de Imunizações (PNI) em conformidade com o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais, visto
que a vacina é uma medida de prevenção primária que proporcionará maior proteção à infecção pelo HPV.
O Ministério da Saúde anunciou, no dia 10 de outubro de 2016, que a vacinação contra HPV será estendida
para os meninos. A partir de janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária
será ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos. Outra
mudança é que, a partir de 2017, meninas que chegaram aos 14 anos sem a vacina também poderão se vacinar.

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Outra inovação é que meninos e homens vivendo com HIV/aids, entre nove e 26 anos de idade
deverão receber a vacina, sendo o esquema de 3 doses (0, 2 e 6 meses). Isso já era proposto para meninas.
Para maiores esclarecimentos, assista ao vídeo de atualização na aula de imunização.

14 – PROFILAXIA CONTRA A RAIVA


A prevenção da Raiva transmitida em áreas urbanas ou rurais, por animais domésticos, é feita mediante
a manutenção de altas coberturas vacinais nesses animais, por meio de estratégias de rotina e campanhas;
controle de foco e bloqueio vacinal; captura e eliminação de cães de rua; envio de amostras para exame
laboratorial, para monitoramento da circulação viral. A profilaxia da Raiva humana é feita com o uso de
vacinas e soro, quando os indivíduos são expostos ao vírus rábico pela mordedura, lambedura de mucosas ou
arranhadura provocada por animais transmissores da Raiva.

A vacinação antirrábica não tem contraindicação, devendo ser iniciada o mais breve possível e garantir
o completo esquema de vacinação preconizado.
 Manutenção de altas coberturas vacinais nesses
Prevenção da
animais, por meio de estratégias de rotina e
Raiva transmitida
campanhas;
em áreas urbanas
 Controle de foco e bloqueio vacinal; captura e
ou rurais, por
eliminação de cães de rua;
animais
 Envio de amostras para exame laboratorial, para
domésticos.
Raiva

monitoramento da circulação viral.

 É feita com o uso de vacinas e soro, quando os


indivíduos são expostos ao vírus rábico pela mordedura,
lambedura de mucosas ou arranhadura provocada por
Profilaxia
animais transmissores da Raiva.
da Raiva
 A vacina sempre faz parte do esquema de profilaxia;
 A indicação do soro ocorre quando se trata de um
acidente de alto risco para desenvolvimento da doença.

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Nobre concurseira(o), veja que os instrumentos disponíveis para prevenção e controle da raiva humana
são a vacina e o soro.

As vacinas humanas (cultivo celular) são mais potentes, seguras e isentas de risco. São produzidas em
cultura de células (diploides humanas, células Vero, células de embrião de galinha, etc.), com cepas de vírus
Pasteur (PV) ou Pittman-Moore (PM) inativados pela betapropiolactona.

As vias de aplicação são a intramuscular (mais utilizada) e intradérmica (utilizada em casos específicos).

 Via intramuscular - são apresentadas na dose 0,5ml e 1ml, dependendo do fabricante (verificar
embalagem e/ou lote). A dose indicada pelo fabricante NAO DEPENDE da idade ou do peso do
paciente. A aplicação intramuscular deve ser profunda, na região do deltoide ou vasto lateral da
coxa. Em crianças até 2 anos de idade, está indicado o vasto lateral da coxa.
 Via intradérmica - a dose da via intradérmica e de 0,1ml. Deve ser aplicada em locais de
drenagem linfática, geralmente nos braços, na inserção do músculo deltoide.

A vacina antirrábica não deve ser aplicada na região glútea.

A vacina contra raiva não tem contraindicação (gravidez, mulheres lactantes, doença intercorrente ou
outros tratamentos), devido à gravidade da doença que apresenta letalidade de aproximadamente 100%.

As vacinas contra a raiva produzidas em meios de cultura são seguras. De acordo com os trabalhos
publicados na literatura, causam poucos eventos adversos e, na quase totalidade dos casos, de pouca
gravidade. O soro para uso humano (soro heterólogo) é uma solução concentrada e purificada de anticorpos,
preparada em equídeos imunizados contra o vírus da raiva.

A dose indicada e de 40UI/kg de peso do paciente. Deve-se infiltrar nas lesões a maior quantidade
possível da dose do soro (vejam que o soro é aplicado diretamente ao redor das lesões do animal agressor).
Quando a lesão for extensa e múltipla, a dose do soro a ser infiltrada, pode ser diluída, em soro fisiológico,
para que todas as lesões sejam infiltradas. Caso a região anatômica não permita a infiltração de toda a dose, a
quantidade restante, a menor possível, deve ser aplicada por via intramuscular, na região glútea.

No quadro a seguir, encontra-se o esquema para tratamento profilático antirrábico humano

CONDIÇÕES DO ANIMAL AGRESSOR


Cão ou gato raivoso
desaparecido ou
Cão ou gato morto
Tipo de exposição Cão ou gato sem suspeita clinicamente Animais silvestres5
de Raiva no momento da suspeito de Raiva no (Inclusive os
agressão momento da domiciliados)
agressão Animais domésticos de
interesse econômico
ou de produção

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• Lavar com água e sabão; • Lavar com água e • Lavar com água e
Contato indireto sabão; sabão;
• Não tratar.
• Não tratar; • Não tratar;
Acidentes leves • Lavar com água e sabão • Lavar com água e • Lavar com água e
sabão sabão;
• Ferimentos • Observar o animal
superficiais, pouco durante 10 dias após • Iniciar tratamento • Iniciar
extensos, geralmente exposição1; profilático com 2 imediatamente o
únicos, em tronco e doses, uma no dia 0 esquema profilático
• Se o animal permanecer
membros (exceto e outra no dia 3. com 5 doses de vacina
sadio no período de
mãos, polpas digitais administradas nos dias
observação, encerrar o • Observar o animal
e planta dos pés); 0, 3, 7, 14 e 28.
caso; durante 10 dias após
podem acontecer em
exposição1;
decorrência de • Se o animal morrer,
mordeduras ou desaparecer ou se tornar • Se a suspeita de
arranhaduras raivoso, administrar 5 Raiva for descartada
causadas por unha ou doses de vacina (dias 0, 3, após o 10° dia de
dente; 7, 14 e 28). observação,
suspender o
• Lambedura de pele
tratamento
com lesões
profilático e encerrar
superficiais;
o caso;
• Se o animal
morrer, desaparecer
ou se tornar raivoso,
completar o
esquema até 5
doses, aplicar uma
dose entre o 7° e o
10° dias e uma dose
nos dias 14 e 28.
Acidentes graves • Lavar com água e sabão • Lavar com água e • Lavar com água e
• Observar o animal durante
sabão sabão
• Ferimentos na
1,2
cabeça, face, pescoço, 10 dias após exposição ; • Iniciar o • Iniciar
mão, polpas digitais • Iniciar esquema profilático tratamento com imediatamente o
e/ou planta do pé; com 2 doses, uma no dia 0 e soro3 e 5 doses de esquema profilático
outra no dia 3. vacina nos dias 0, 3, com soro 3e 5 doses de
• Ferimentos
• Se o animal permanecer
7, 14 e 28; vacina administrada
profundos, múltiplos
sadio no período de nos dias 0, 3, 7, 14 e
ou extensos, em • Observar o animal
observação, encerrar o caso; 28.
qualquer região do durante 10 dias após
corpo; • Se o animal morrer, exposição;
desaparecer ou se tornar
• Lambedura de • Se a suspeita de
raivoso, dar continuidade ao
mucosas; esquema profilático,
Raiva for descartada
administrando o soro e
3,4 após o 10° dia de
• Lambedura de pele
completando o esquema até observação,
onde já existe lesão
5 doses. suspender o
grave;
esquema profilático
Aplicar uma dose entre o 7° e
• Ferimento profundo e encerrar o caso;
o 10° dia e uma dose nos dias
causado por unha de 14 e 28.
animal.
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1 - É necessário orientar o paciente para que ele notifique imediatamente a Unidade de Saúde se o
animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, uma vez que podem ser necessárias novas intervenções de
forma rápida, como a aplicação do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação.

2 - É preciso avaliar, sempre, os hábitos do cão e gato e os cuidados recebidos. Podem ser dispensados
do esquema profilático as pessoas agredidas pelo cão ou gato que, com certeza, não tem risco de contrair a
infecção rábica. Por exemplo, animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente); não tenham contato
com outros animais desconhecidos; que somente saem à rua acompanhados dos seus donos e que não
circulem em área com a presença de morcegos. Em caso de dúvida, iniciar o esquema de profilaxia indicado.
Se o animal for procedente de área de raiva controlada não é necessário iniciar o esquema profilático. Manter
o animal sob observação e só iniciar o esquema profilático indicado (soro+vacina) se o animal morrer,
desaparecer ou se tornar raivoso.

3 - O soro deve ser infiltrado na(s) porta(s) de entrada. Quando não for possível infiltrar toda dose,
aplicar o máximo possível e a quantidade restante, a menor possível, aplicar pela via intramuscular, podendo
ser utilizada a região glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina. Quando as
lesões forem muito extensas ou múltiplas a dose do soro a ser infiltrada pode ser diluída, o menos possível,
em soro fisiológico para que todas as lesões sejam infiltradas.

4 - Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico ou quando
o mesmo não se encontra disponível no momento, aplicar a dose de soro recomendada antes da aplicação da
3ª dose da vacina de cultivo celular. Após esse prazo o soro não é mais necessário.

5 - Nas agressões por morcegos deve-se indicar a soro-vacinação independentemente da gravidade


da lesão, ou indicar conduta de reexposição

15 - INTRODUÇÃO DA VACINA DTPA PARA GESTANTES NO CALENDÁRIO NACIONAL


DE VACINAÇÃO
Considerando a situação epidemiológica da coqueluche e a necessidade de proteger contra a doença o
binômio mãe-filho, a vacina adsorvida de difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) - dTpa, foi
introduzida desde de novembro de 2014 no Calendário Nacional de Vacinação para gestantes e profissionais
de saúde que atendam recém-nascidos nas maternidades e UTIs neonatais, como reforço ou complementação
do esquema da vacina dupla adulto (difteria e tétano).

Esta vacina oferece proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida (passagem de anticorpos
maternos por via transplacentária para o feto) quando a criança ainda não teve a oportunidade de completar o
esquema vacinal.

INDICAÇÃO DA VACINA:

De acordo com a Nota Informativa do PNI de dezembro de 2016, a vacina é indicada para gestantes a
partir da vigésima semana (20ª), preferencialmente, podendo ser administrada até o puerpério.

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Observe que as mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, devem
receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível. É importante ressaltar que esta estratégia só
deve ser realizada como última opção. Ora, a vacinação no período do puerpério impede apenas que a mãe
adoeça e possa ser uma fonte de infeção para o seu filho, não impedindo, portanto, que a criança, ao ter o
contato com outra fonte de infecção, tenha o risco de adoecer.

A dTpa adulto deve ser administrada a cada gestação considerando que os anticorpos tem curta
duração, portanto, a vacinação na gravidez não levará a alto nível de anticorpos protetores em gestações
subsequentes. Esta vacina deverá ser registrada no cartão do pré-natal ou de vacinação do adulto.

Para a proteção do RN, além da indicação da vacina para as gestantes, é de fundamental importância a
vacinação dos profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal
(UTI/UCI convencional e UCI Canguru), atendendo recém-nascidos e crianças menores de um ano.

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA:

Caixa com 10 seringas preenchidas monodose de 0,5 mL e 10 agulhas para aplicação intramuscular.

Esquema recomendado: O esquema recomendado da dTpa adulto é uma dose a cada gestação;

A depender da situação vacinal encontrada, deve-se administrar uma dose da vacina dTpa para iniciar o
esquema, completar ou como dose de reforço. Este esquema deverá ser completado até 20 dias antes da data
provável do parto com a dT.

RESUMO - DTPA

16 - VACINA HEPATITE A
A vacina hepatite A (HA) é altamente eficaz e de baixa reatogenicidade, com taxas de soroconversão de
94% a 100%.
E indicada para a prevenção da infecção causada pelo vírus da Hepatite A. O PNI recomenda a vacinação
de crianças de 15 meses até menores de 2 anos de idade.

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De acordo com a Nota Informativa do PNI de dezembro de 2016, deve-se administrar uma dose de
vacina hepatite A nas crianças, aos 2 a 4 anos, 11 meses e 29 dias, que perderam a oportunidade de serem
vacinadas anteriormente (entre 15 a 23 meses). Criança que já tiver recebido uma dose desta vacina não
necessita ser vacinada.
O PNI recomenda uma dose aos 15 meses (antes era aos 12 meses) de idade na rotina de vacinação.
Situações individuais específicas podem exigir a adoção de esquema e dosagens diferenciados nos CRIE.
O volume da vacina a ser administrado e de 0,5 mL. A vacina pode ser administrada simultaneamente
com as demais vacinas dos calendários de vacinação do Ministério da Saúde.
A vacina é administrada por via intramuscular.

A vacina contra Hepatite A foi incluída desde


o dia 15/07/2014 no Calendário Nacional de
Imunização. É indicada para crianças entre 15
a 23 meses, podendo ser realizada até os 4
anos. Dose única, 0,5 ml, IM.

17 - CONTRAINDICAÇÕES, SITUAÇÕES ESPECIAIS, ADIAMENTO, VACINAÇÃO


SIMULTÂNEA E FALSAS CONTRAINDICAÇÕES
Para melhor entendimento deste tópico, vejamos algumas questões comentadas!

1º. (Rômulo Passos) A ocorrência de febre, acima de 38,5ºC, após a administração de uma vacina constitui
contraindicação à dose subsequente.

COMENTÁRIOS:

Alguns fatores, situações e condições podem ser considerados como possíveis contraindicações comuns
à administração de todo e qualquer imunobiológico. Outros fatores, situações e condições especiais devem ser
objeto de avaliação tem em vista a decisão em vacinar. Além disso, outros fatores, situações e condições
podem apontar a necessidade do adiamento da vacinação. Já as situações específicas, relacionadas a cada
produto em particular, estarão citadas na descrição de cada vacina.

Contraindicação é entendida como uma condição na pessoa a ser vacinada que aumenta, em muito, o
risco de um evento adverso grave, ou que faz com que o risco de complicações da vacina seja maior que o
risco da doença contra qual se deseja proteger. A vacina não deve ser administrada quando uma
contraindicação é identificada na pessoa a ser vacinada.

Para todo e qualquer imunobiológico consideram-se como contraindicações:

 A ocorrência de hipersensibilidade (reação anafilática) após o recebimento de dose anterior;


 História de hipersensibilidade aos componentes de qualquer um dos produtos.

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Agora, vamos descrever algumas considerações sobre esse tema:

A questão está incorreta, já que a ocorrência de febre, acima de 38,5 ºC, após a administração de uma
vacina não constitui contraindicação à dose subsequente.

2º. (Rômulo Passos) De acordo com o Programa Nacional de Imunização, pessoas que fazem uso de terapia
com corticosteróides devem ser vacinadas com intervalo de, pelo menos, um mês após a suspensão da droga.

COMENTÁRIOS:

São situações especiais que devem ser avaliadas, cada uma em suas particularidades, no sentido da
indicação ou não da vacinação:

Pessoas que fazem uso de terapia com corticosteróides devem ser vacinadas
com intervalo de, pelo menos, um mês após a suspensão da droga;

Notas:

 Essas pessoas podem estar imunodeprimidas, dependendo da dose e do tempo de


utilização da droga;
 São consideradas como imunossupressora a dose superior a 2mg/kg de peso, por dia, de
prednisona ou equivalente para crianças, e acima de 20 mg/kg de peso, por dia, para
crianças maiores e adultos, por tempo superior a 14 dias.
 Pessoas infectadas pelo HIV precisam de proteção especial contra as doenças imunopreveníveis,
mas é necessário avaliar cada caso, considerando que há uma grande heterogeneidade de
situações, desde o soropositivo (portador assintomático, sem alterações imunológicas) até o
imunodeprimido, com a instalação da doença;
 Indivíduos classificados como HIV-positivos, mas que não apresentam alterações imunológicas e
não registram sinais ou sintomas clínicos indicativos de imunodeficiência, podem receber todas
as vacinas dos calendários de vacinação o mais precocemente possível.

Notas:

 À medida em que aumenta a imunodepressão, aumenta o risco da administração de


vacinas de agentes vivos, bem como a possibilidade de resposta imunológica insuficiente
ou inadequada;
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 Pessoas com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave não devem receber vacinas
de agentes vivos.
 A pessoa que fez transplante de medula óssea (pós-transplantada) deve ser revacinada com todas as
vacinas dos calendários oficiais de vacinação (de acordo com a indicação: idade e dose), seis a 12
meses depois do transplante; devem ser encaminhados ao CRIE para serem vacinados.

Notas:

 Considerar que o transplantado, com relação à resposta imune, pode ser afetado por
inúmeros fatores: imunidade do doador, tipo de transplante, tipo de célula utilizada,
medicamentos imunossupressores etc.

A partir dos comentários, verificamos que a questão apresenta-se correta.

3º. (Rômulo Passos) A decisão por adiar uma vacina está relacionada a uma atitude de precaução por parte do
profissional de saúde que deve avaliar a relação entre o risco e o benefício de uma determinada imunização.

COMENTÁRIOS:

O adiamento da administração de um imunobiológico é uma decisão que está relacionada a uma


condição específica da pessoa que vai receber a vacina (física e ou biológica) ou à possibilidade de
interferência entre vacinas no caso de vacinas vivas.

A decisão por adiar uma vacina está relacionada a uma atitude de precaução por parte do profissional
de saúde que deve avaliar a relação entre o risco e o benefício de uma determinada imunização.

O adiamento da administração de um imunobiológico, no entanto, deve ocorrer somente em situações


muito específicas a exemplo das descritas a seguir:

 quando a pessoa estiver recebendo dose elevada de corticóide, a vacinação com vacinas de vírus vivo
atenuado ou com vacina de bactéria viva deve ser adiada por 30 dias depois da suspensão ou do
termino do tratamento;

Nota:

 Considerar como elevada a dose maior que 2mg/kg de peso/por dia, de prednisona ou
equivalente para crianças e maior que 20mg/kg de peso/por dia para crianças maiores e
adultos, por um período inferior a 14 dias.

 A administração de imunoglobulina humana (gamaglobulina) sangue total ou plasma deve ser adiada
nos três meses anteriores à imunossupressão por doença ou terapêutica (quimioterapia, radioterapia);
 Quando a pessoa apresenta doença grave febril principalmente para que os sinais e sintomas da
doença não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina
aplicada.

A questão, portanto, encontra-se correta.

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4º. (Rômulo Passos) A vacinação simultânea consiste na administração de duas ou mais vacinas em diferentes
locais ou vias de administração. Todas as vacinas dos calendários de vacinação, sem exceção, podem ser
administradas simultaneamente sem que ocorra interferência na resposta imunológica. A administração
simultânea também não aumenta a possibilidade de reações adversas locais ou sistêmicas.

COMENTÁRIOS:

A vacinação simultânea consiste na administração de duas ou mais vacinas em diferentes locais ou vias
de administração. Todas as vacinas dos calendários de vacinação, de um modo geral, podem ser administradas
simultaneamente sem que ocorra interferência na resposta imunológica. A administração simultânea também
não aumenta a possibilidade de reações adversas locais ou sistêmicas.

Nessas situações, as vacinas devem ser administradas em locais diferentes do corpo da pessoa a ser
vacinada.

Como exceção tem-se a administração simultânea das vacinas da febre amarela e a tríplice viral, pois,
segundo estudos recentes, essa simultaneidade reduz a resposta imunológica para a tríplice viral.

A questão, portanto, está errada.

5º. (Rômulo Passos) Falsa contraindicação é a situação em que o profissional de saúde diante de situações ou
ocorrências que não têm sustentação técnica ou científica decide por não administrar a vacina, muitas vezes
por receio, insegurança ou desconhecimento. São exemplos de situações que caracterizam a ocorrência de
falsas contraindicações, ou seja, situações em que as pessoas podem receber qualquer vacina, exceto:

a) vigência de enfermidade aguda benigna, a exemplo de processo catarral ou diarréia quando a criança é
sadia, ou infecção simples das vias respiratórias superiores (resfriado comum, coriza, catarro), sem febre;
b) criança prematura, com exceção daquelas com peso inferior a 2,5 kg;
c) ocorrência de reação a uma dose anterior da vacina, a exemplo da reação local (dor, vermelhidão ou
inflamação no lugar da injeção) ou febre inferior a 40,5 ºC, registrada após a administração da vacina
tetravalente;
d) uso de antibiótico ou antiviral, uma vez que esses medicamentos não interferem na resposta imune às
vacinas;
e) vigência de desnutrição, uma vez que mesmo nessas situações a resposta às vacinas é adequada e não há
aumento dos eventos adversos.

COMENTÁRIOS:

São exemplos de situações que caracterizam a ocorrência de falsas contraindicações, ou seja, situações
em que as pessoas podem receber qualquer vacina:

 Vigência de enfermidade aguda benigna, a exemplo de processo catarral ou diarreia quando a


criança é sadia, ou infecção simples das vias respiratórias superiores (resfriado comum, coriza,
catarro), sem febre;
 Criança prematura, com exceção daquelas com peso inferior a 2 kg;

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 Ocorrência de reação a uma dose anterior da vacina, a exemplo da reação local (dor, vermelhidão
ou inflamação no lugar da injeção) ou febre inferior a 40,5ºC, registrada após a administração da
vacina tetravalente;
 Uso de antibiótico ou antiviral, uma vez que esses medicamentos não interferem na resposta
imune às vacinas;
 Vigência de desnutrição, uma vez que mesmo nessas situações a resposta às vacinas é adequada e
não há aumento dos eventos adversos;
 Diagnóstico clínico prévio de doença, relacionada a vacina a ser administrada;
 Vigência de doença neurológica estável;
 História familiar de convulsões relacionadas à vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis ou à
vacina sarampo, caxumba, rubéola;
 História familiar da síndrome de morte súbita do lactente relacionada à vacina adsorvida difteria,
tétano, pertussis;
 História de alergia aos antibióticos contidos nas vacinas (neomicina, estreptomicina ou polimixima
B), salvo se a reação alérgica que se apresentou tenha sido do tipo anafilática;
 Vigência de tratamento com corticosteróides em dias alternados, em dose inferior a 2mg/kg/dia
de prednisona ou equivalente, no caso de criança, ou em dose inferior a 20mg/kg/dia em criança
maior ou adulto, pois nessas situações essa pessoa não é considerada imunodeprimida;
 Uso de corticosteróides inalatório ou tópico ou com dose de manutenção fisiológica;
 Quando a pessoa é contato domiciliar de mulher grávida, ou seja, quando convive com gestante,
uma vez que os vacinados não transmitem os vírus vacinais do sarampo, caxumba ou da rubéola;
 Quando a mulher está no período de amamentação pode ser vacinada;

Nota: atualmente, a exceção, no caso da mulher que está amamentando, refere-se à vacina
febre amarela (atenuada), cuja administração deve ser adiada até que a criança complete
seis meses de idade, pela possibilidade de transmissão do vírus vacinal pelo leite materno.

 Quando a pessoa está fazendo tratamento antirrábico;


 Quando a pessoa relatar história remota de diagnóstico clínico da doença objeto de prevenção da
vacina que está sendo administrada ela pode ser vacinada.

Nota: nas situações de surto quando a pessoa relatar diagnóstico clínico da doença objeto
da vacinação (medida de controle) é indicado o adiamento da vacinação.

A letra B é a incorreta, pois é uma falsa contraindicação para a administração de imunobiológicos


(vacinas) a criança ser prematura, com exceção daquelas com peso inferior a 2 Kg, e não 2,5 kg.

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42
GABARITO
1. INCORRETA
2. CORRETA
3. CORRETA
4. INCORRETA
5. B

Essas aulas escritas (PDF) são atualizadas mensalmente - se for imprimir,


faça isso apenas das aulas que estiver acompanhando, pois o material é
ATUALIZADO E AMPLIADO MENSALMENTE.

Todos os dias são inseridos novos vídeos potenciais nas disciplinas deste
curso Completo de Enfermagem para Concursos.

As questões online estão sendo ampliadas diariamente


(todas comentadas em vídeo) - estude por elas para ser aprovado(a).

Ao final deste curso, acesse o menu Certificados na área do aluno para


você fazer download e imprimir seu certificado, com
código de autenticidade.

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43
TABELA RESUMO - IMUNIZAÇÃO

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

> 2 kg; ausência da cicatriz é indicada a


Dose ao nascer até revacinação 6 meses após a 1ª dose,
BCG 0,1 ml ID podendo ser realizada apenas uma vez;
completar 5 anos

- Para indivíduos ≥ 5 anos


(independentemente de idade limite ou
vulnerabilidade):
- Sem comprovação vacinal: administrar
3 doses da vacina hepatite B com
intervalo de 30 dias entre a primeira e a
Hepatite B
segunda doses e de 6 meses entre a
primeira e a terceira doses (0, 1 e 6).
0,5 ml até os
Dose ao nascer 19 anos e
IM
1ml a partir Em caso de esquema vacinal
de 20 anos. incompleto, não reiniciar o esquema,
apenas completá-lo.
- Para gestantes em qualquer faixa
etária e idade gestacional: administrar 3
doses da vacina hepatite B,
considerando o histórico de vacinação
anterior.

IM, no vasto
A vacina combinada é apresentada em
lateral da
frasco ou ampola contendo 1 dose de
coxa, em
0,5 ml.
crianças
Os dois reforços necessários serão
< de 2 anos e
administrar aos 2, 4 realizados com a vacina DTP (difteria,
Penta na região
e 6 meses de idade. tétano e pertussis). O primeiro reforço
deltóide nas
1 dose de aos de 15 meses de e o segundo reforço
crianças
0,5 ml. aos 4 anos.
acima de 2
anos3. A idade máxima para aplicação da DTP
é de 6 anos 11 meses e 29 dias.

O reforço pode ser administrado em


qualquer idade (até os 4 anos, onze
meses e 29 dias), observando-se um
DTP (difteria, Reforço da Idem da intervalo mínimo de seis meses após a
tétano e pentavalente aos 15 0,5mL. pentava- última dose da vacinação básica;
pertussis) meses e aos 4 anos. lente

Se o esquema básico não for iniciado ou


completado até a idade de 6 anos 11

3
A pentavalente pode, ainda, ser administrada na região ventro-glútea, por estar livre de estruturas anatômicas importantes (não
apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos), sendo indicada para qualquer faixa etária.
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44
meses e 29 dias, as doses necessárias
serão aplicadas com a vacina adsorvida
difteria e tétano adulto (dT) em lugar da
DTP;
VOP
≥ 5 anos
• Sem comprovação vacinal:
administrar 3 (três) doses da
VOP;
• Com esquema incompleto:
VIP-VOP: administrar completar esquema com a VOP;
1ª, 2ª e 3ª doses • Nesta faixa etária não há
com VIP aos 2, 4 e 6 VIP (0,5 ml); VIP (IM); VOP necessidade de reforço.
VIP/VOP
meses, e reforços VOP (2 gts) (VO) o Repetir a dose se a
aos 15 meses e 04 criança regurgitar,
anos com VOP cuspir ou vomitar.
• Esta vacina é contraindicada
para crianças imunodeprimidas,
contato de pessoa HIV positivo
ou com Aids, bem como que
tenham histórico de paralisia
flácida associada à dose
anterior da VOP.

Exclusiva-
Rotavírus Se a criança regurgitar, cuspir ou
2 doses (2 e 4 meses) 1,5mL. mente por via
Humano vomitar após a vacinação não repetir a
oral
dose.

2 doses aos 2 e 4
Pneumocó- meses de idade. Para as crianças entre 12 meses a 4
cica 10 Fazer um reforço 0,5 ml IM anos, não vacinadas, administrar dose
valente preferencialmente única.
aos 12 meses.

2 doses aos 3 e 5
Meningo- meses de idade. Para as crianças entre 12 meses a
Fazer um reforço 0,5 ml IM 4 anos, não vacinadas, administrar dose
cócica C preferencialmente única.
aos 12 meses.

Aos 9 meses de Aos viajantes para as áreas com


idade e reforço aos 4 recomendação, administrar a vacina 10
Febre anos de idade. dias antes da data da viagem.
0,5 ml SC
Amarela Durante surtos,
Contraindicada para gestantes e
antecipar a idade
deve ser adiada em mulheres que estão
para 6 meses.
amamentando até o 6º mês de vida da
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45
criança.
Para pessoas a partir de 60 anos
depende da avaliação do risco da
doença e benefício da vacina.
Crianças entre 15 a
23 meses, podendo
Hepatite A 0,5 ml IM Dose única
ser feita até os 4
anos.

Aos 12 meses e a De 1 a 29 anos todo indivíduo deve ter o


segunda dose aos 15 esquema de 2 doses da tríplice viral.
meses de idade com Indivíduos de 30 a 49 anos de idade que
Tríplice Viral
a vacina tetra viral, 0,5 ml SC não apresentarem comprovação vacinal
(SCR)
podendo ser administrar 1 dose.
administrada até 4
anos. É contra indicada para gestantes.

Os vacinados anteriormente com 3


Indivíduo sem doses das vacinas DTP, DT, dTpa, penta
vacinação ou dT, administrar reforço, a cada 10
anteriormente ou anos.
Dupla tipo sem comprovação de Em ferimentos graves, antecipar a
0,5 ml IM
adulto - dT: três doses da vacina, dose de reforço se a última dose foi
seguir o esquema de administrada há mais de 5 anos. Nesse
três doses (0, 2 e 4 caso, deve ser administrada
meses). preferencialmente 20 dias antes da data
provável do parto.
Influenza Revacinação anual.

Administrar apenas 1 dose adicional


1 dose nos indivíduos após 5 anos.
com 60 anos e mais
Pneumocó- que vivem em
cica 23 instituições 0,5 ml IM ou SC Esta vacina é oferecida por ocasião da
valente fechadas, tais como Campanha Nacional de Vacinação
asilos, hospitais, contra a Influenza.
casas de repouso.

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QUESTÕES COMENTADAS
VAMOS MEU AMIGO (A) CONCURSEIRO (A), SEGUIR COM FORÇA E DETERMINAÇÃO!

1. (Prefeitura de Alagoa Grande-PB/IBFC/2014) Na primeira prateleira da geladeira de vacinas devem ser


armazenados os imunobiológicos que _______ ser submetidos à temperatura negativa. As vacinas contra
________ e __________ são exemplos de imunobiológicos que devem ser armazenados na primeira prateleira.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.

a) Não podem / Pneumococo / Vacina oral da poliomielite.


b) Não podem / BCG / Febre Amarela.
c) Podem / Dupla Adulto / Hepatite B.
d) Podem / Febre Amarela / SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola).
COMENTÁRIOS:
De acordo com a regra antiga, as bandejas com imunobiológicos devem ser colocadas nas prateleiras,
da seguinte maneira:

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47
Observe que a banca cobrou a regra antiga da organização do refrigerador. Portanto, são exemplos de
imunobiológicos que poderiam ser armazenados na primeira prateleira da geladeira de estocagem de vacinas:
vacina poliomielite; vacina sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral); vacina sarampo e rubéola (dupla viral) e
vacina febre amarela.

Portanto, o gabarito letra D.

De acordo com o novo Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação (2014), nos refrigeradores
de uso doméstico, os imunobiológicos devem ser acondicionados em bandejas e estas devem ser colocadas na
segunda e terceira prateleiras. Esta publicação menciona apenas que as vacinas devem ser organizadas por
tipo (viral ou bacteriano) sem, contudo, identificar qual imunobiológico deve ficar em qual prateleira. Assim,
como sugestão para a organização dos imunobiológicos, apresenta-se o seguinte:
 Na segunda prateleira acondicionar bandeja com as vacinas virais tais como a tríplice viral, tetra
viral, febre amarela, VIP e VOP, varicela, hepatite A, hepatite B, HVP, influenza e raiva humana.
 Na terceira prateleira acondicionar bandeja com as vacinas bacterianas como a BCG, penta, DTP, dT,
dTpa, pneumo 10, pneumo 23, meningo C. Acondicionar também nesta prateleira os diluentes das
vacinas.

2. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) Considerando a organização e os cuidados com as vacinas, leia as


afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I- A Cadeia de Frio representa o processo logístico (recebimento, armazenamento, distribuição e transporte)
da Rede de Frio.
II- Na sala de vacinação, todas as vacinas devem ser armazenadas entre + 0ºC e +10ºC, sendo ideal +4ºC.
III- Deve-se realizar limpeza do equipamento da vacina principalmente na véspera de feriado prolongado ou ao
final da jornada de trabalho.

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IV- Os imunobiológicos devem ser organizados em bandejas sem que haja a necessidade de diferenciá-los por
tipo ou compartimento, uma vez que a temperatura se distribui uniformemente no interior do equipamento.
Estão corretas as afirmativas:
a) I, II e III, apenas.
b) I, II, III e IV.
c) I e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) II e IV, apenas.
COMENTÁRIOS:
De acordo com o novo Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação (2014),
Vamos analisar cada alternativa:
I - CORRETA. A Cadeia de Frio representa o processo logístico (recebimento, armazenamento,
distribuição e transporte) da Rede de Frio.
II - INCORRETA. Na sala de vacinação, todas as vacinas devem ser armazenadas entre + 2ºC e +8ºC,
sendo ideal +5ºC.
III - INCORRETA. Se realizar limpeza do equipamento da vacina a cada 15 dias ou
quando a camada de gelo chegar a 0,5 cm.
IV - CORRETA. Os imunobiológicos devem ser organizados em bandejas sem que haja a necessidade de
diferenciá-los por tipo ou compartimento, uma vez que a temperatura se distribui uniformemente no interior
do equipamento. Atenção: a regra mencionada na questão refere-se a refrigeradores específicos para o
armazenamento dos imunobiológicos e não para geladeiras comuns de uso domiciliar.

Dessa forma, o gabarito da questão é a letra C.

3. (AVAPE/Consulplan/2013) Sobre os princípios da imunidade e o uso dos imunobiológicos, marque a


alternativa correta.
a) As vacinas conferem ao organismo imunidade passiva artificialmente adquirida.
b) Na imunidade ativa, o organismo produz anticorpos específicos contra determinado antígeno.
c) Os anticorpos obtidos pelo recém-nascido, por meio da mãe, é um exemplo de imunidade ativa.
d) As imunoglobulinas e os soros são produzidos a partir de antígenos ou pelo produto de antígenos.
e) A duração da proteção conferida pelos soros é relativamente mais duradoura do que pelas vacinas.
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar os itens da questão:
Item A. Incorreto. As vacinas conferem ao organismo imunidade ativa. Por outro lado, os soros e
imunoglobulinas conferem ao organismo imunidade passiva artificialmente adquirida.
Item B. Correto. Na imunidade ativa (doenças infecciosas, a exemplo da varicela, e vacinas), o organismo
produz anticorpos específicos contra determinado antígeno.
Item C. Incorreto. Os anticorpos obtidos pelo recém-nascido, por meio da mãe, é um exemplo de
imunidade passiva natural, e não ativa.
Item D. Incorreto. As imunoglobulinas e os soros são produzidos pela transferência ao indivíduo de
anticorpos produzidos por um animal ou outro ser humano, e não por antígenos.

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Item E. Incorreto. A duração da proteção conferida pelos soros é relativamente menos duradoura do que
pelas vacinas.

Nessa tela, o gabarito da questão é a letra B.

4. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Sobre a vacina BCG, assinale a alternativa correta.


a) A vacina BCG é administrada com a finalidade principal de prevenir as formas graves da meningite.
b) A idade de vacinação recomendada é a partir de 02 meses de vida, ou peso superior a 3,0 kg.
c) A vacina BCG é preparada com vírus vivos, a partir de cepas atenuadas do Mycobacterium bovis.
d) Na ausência da cicatriz vacinal é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose.
e) A realização do teste tuberculínico é indispensável, antes da administração da vacina BCG.
COMENTÁRIOS:
Vamos corrigir cada uma das assertivas:
Item A. A vacina BCG é administrada com a finalidade principal de prevenir as formas graves da
tuberculose, e não meningite.
Item B. A idade de vacinação recomendada é a partir do nascimento. Em crinças com peso inferir a 2,0
kg, deve ser adiada.
Item C. A vacina BCG é preparada com bactéria atenuada do Mycobacterium bovis.
Item D. Na ausência da cicatriz vacinal é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose.
Item E. A realização do teste tuberculínico é recomendada em casos específicos, não sendo
indispensável antes da administração da vacina BCG.

Diante do exposto, a resposta só pode ser a letra D.

5. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) De acordo com a Portaria MS 1498/2013, faz parte do


calendário nacional de vacinação do idoso reforço, a cada 10 anos, de:
a) vacina hepatite B (recombinante).
b) vacina adsorvida difteria e tétano adulto.
c) vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B
(conjugada).
d) vacina febre amarela (atenuada).
e) vacina pneumocócica 10-valente (conjugada).
COMENTÁRIOS:
O reforço da vacina adsorvida difteria e tétano (dT) adulto é administrado de 10 em 10 anos.

Por isso, o gabarito é a letra B.

6. (HUPAA-UFAL/EBSERH/IDECAN/2014) De acordo com o Programa Nacional de Imunização, o 2º reforço da


vacina tríplice bacteriana (DTP) em uma criança em dia com o esquema de vacinação deve ser feita em qual
idade?
a) 4 anos. b) 5 anos. c) 6 meses. d) 9 meses. e) 12 meses.

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50
COMENTÁRIOS:
Vejamos a tabela abaixo:
VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

O reforço pode ser administrado em


qualquer idade (até os 4 anos, onze
meses e 29 dias), observando-se um
Intramuscular (IM), no intervalo mínimo de seis meses após
vasto lateral da coxa a última dose da vacinação básica;
DTP Reforço da em crianças menores
( difteria, pentavalente de 2 anos e na região Se o esquema básico não for
0,5 ml
tétano, aos 15 meses deltoide nas crianças iniciado ou completado até 6 anos
pertussis) e aos 4 anos acima de 2 anos 11 meses e 29 dias, as doses
necessárias serão aplicadas com a
vacina adsorvida difteria e tétano
adulto (dT) em lugar da DTP.

A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra A.

7. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) A vacina adsorvida Difteria, Tétano e Pertussis (DTP) está indicada para os
reforços de esquema básico de vacinação. O primeiro reforço deve ser administrado aos_________ e, o
segundo, aos_______________. Assinale a alternativa que completa respectivamente as lacunas.
a) 15 meses; 4 anos de idade.
b) 9 meses; 5 anos de idade.
c) 18 meses; 6 anos de idade.
d) 12 meses; 7 anos de idade.
e) 24 meses; 5 anos de idade.
COMENTÁRIOS:
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis, conhecida como tríplice bacteriana (DTP), é uma
associação dos toxóides diftérico e tetânico com a Bordetella pertussis inativada, tendo o hidróxido de alumínio
como adjuvante e o timerosal como preservativo e tem por objetivo prevenir contra a difteria, o tétano e a
coqueluche (ou pertussis).
A vacinação com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é indicada para o reforço do esquema
básico, que, de modo geral, corresponde a uma dose com intervalo mínimo de seis meses depois da vacinação
básica (pentavalente). Um segundo reforço é dado entre quatro anos e seis anos, 11 meses e 29 dias,
preferencialmente aos 4 anos.

A vacina pentavalente é administrada aos 2, 4 e 6 meses. Em regra, o reforço da


tríplice bacteriana (DTP) é feito aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Portanto, o gabarito da questão é a letra A.

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8. (Prefeitura de Macau-RN/CONPASS/2014) Ainda de acordo com o Calendário Nacional de Imunizações,
disponível no Sistema Único de Saúde, em relação à vacina pentavalente é correto afirmar:
a) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), na região glútea, em crianças menores de
4 anos de idade e na região deltóide nas crianças a partir de seis anos de idade.
b) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da coxa esquerda, em
crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas crianças a partir de dois anos de idade.
c) Deve ser administrada 0,1 ml da vacina por via intradérmica, em crianças menores de 1 ano de idade e na
região glútea nas crianças a partir de dois anos de idade.
d) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via subcutânea, em crianças menores de 1 ano de idade e na
região deltóide nas crianças a partir de dois anos de idade.
e) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da coxa esquerda, em
crianças menores de 1 ano de idade e na região glútea nas crianças a partir de dois anos de idade.
COMENTÁRIOS:
Conforme explicação desta aula, verificamos que a vacina pentavalente deve ser administrada 0,5 ml da
vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da coxa esquerda, em crianças menores de 2 anos de idade
e na região deltóide nas crianças a partir de dois anos de idade.

Dessa forma, o gabarito é a letra B.

9. (Instituto Benjamin Constant/AOCP/2013) A vacina Pentavalente, introduzida recentemente no calendário


de vacinação infantil, é indicada para imunização ativa de crianças a partir de qual idade, e protege contra
quais doenças?
a) 1 ano; protege contra difteria, sarampo; rubéola, rotavírus e doenças causadas por Meningocócico do tipo c.
b) 3 meses protege contra tétano, meningite, sarampo, hepatite B e formas graves de tuberculose em
menores de 5 anos.
c) 6 meses; protege contra tétano, coqueluche, sarampo, poliomielite e doenças causadas por Meningocócico
tipo c.
d) 2 meses; protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus
influenzae tipo b.
e) 4 meses; protege contra sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite e doenças causadas por Haemophilus
influenzae tipo b.
COMENTÁRIOS:
Pentavalente (contra hepatite B, difteria, coqueluche, tétano e outras infecções por Haemophilus
influenza b) - vacina injetável aos 2, 4 e 6 meses. Reforço da tríplice bacteriana aos 15 meses e aos 4 anos.

Nesses termos, o gabarito da questão é a letra D.

10. (Residência Multiprofissional/SES-DF/CESPE/2011) A vacina DPT é composta por toxoides diftérico e


tetânico, além de célula inteira de Bordetella pertussis, enquanto a DTaP é composta por seus antígenos na
vacina acelular. Essa última tem eficácia superior à primeira e não causa reações adversas.

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COMENTÁRIOS:
As vacinas tríplice bacteriana (DTP) e pentavalente (DTP/HB/Hib) são contraindicadas a crianças com
doença neurológica em atividade ou que tenham apresentado, após a aplicação de dose anterior, algum dos
seguintes eventos:
1. convulsão nas primeiras 72 horas;
2. encefalopatia nos primeiros sete dias;
3. episódio hipotônico-hiporresponsivo, nas primeiras 48 horas;
4. reação anafilática, que ocorre nos primeiros 30 minutos e até duas horas pós-vacinação.
Nos três primeiros pontos descritos acima, em face da contraindicação para uso da vacina tríplice (DTP),
deve-se utilizar a vacina dupla tipo infantil (DT) ou DTP acelular (DTPa).
O Programa Nacional de Imunização (PNI) ainda não inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa) no
calendário de rotina para crianças devido os seguintes fatores:
a) na maioria dos estudos, as vacinas acelulares não são mais eficazes do que as celulares na
prevenção da coqueluche em todas as suas formas clínicas;
b) em geral, as vacinas acelulares, quando combinadas com a vacina Hib, são menos imunogênicas
contra este último antígeno do que as vacinas celulares;
c) a tríplice bacteriana celular (DTP) é produzida no Brasil;
d) o custo das vacinas acelulares é muito maior.
Diante desse cenário, a vacina DTPa está disponível nos Centros de Referência de Imunobiológicos
Especiais (CRIE), para circunstâncias específicas. Verificamos que a vacina a DTPa tem eficácia inferior à DPT,
sendo utilizada apenas em certos casos que haja contraindicação da pentavalente e tríplice bacteriana (DTP).

Logo, a questão apresenta-se incorreta.

11. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) Sobre a vacina rotavírus humano G1P1[8] (atenuada) (VORH), analise as
afirmativas abaixo, de valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de cima para baixo.
( ) É indicada para a prevenção de gastroenterites causadas por rotavírus dos sorotipos G1 em crianças
menores de 1 ano de idade. Embora seja monovalente, a vacina oferece proteção cruzada contra outros
sorotipos de rotavírus que não sejam G1 (G2, G3, G4, G9).
( ) Mesmo que a criança esteja na faixa etária preconizada, a vacina é contraindicada na presença de
imunodepressão severa.
( ) A vacina não está contraindicada para crianças que tenham histórico de invaginação intestinal ou com
malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal.
( ) O esquema corresponde a duas doses, administradas aos 2 e 4 meses de idade. A primeira dose pode ser
administrada a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A segunda dose pode ser administrada a partir
de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. Mantenha intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
( ) O volume a ser administrado e 0,5 ml.
a) F, V, F, V, F. c) F, F, V, F, V. e) V, F, V, F, V.
b) V, V, V, V, V. d) V, V, F, V, F.

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53
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as alternativas!
VERDADEIRA. É indicada para a prevenção de gastroenterites causadas por rotavírus dos sorotipos G1
em crianças menores de 1 ano de idade. Embora seja monovalente, a vacina oferece proteção cruzada contra
outros sorotipos de rotavírus que não sejam G1 (G2, G3, G4, G9).
VERDADEIRA. Mesmo que a criança esteja na faixa etária preconizada, a vacina é contraindicada na
presença de imunodepressão severa.
FALSA. A vacina está contraindicada para crianças que tenham histórico de invaginação intestinal ou
com malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal.
VERDADEIRA. O esquema corresponde a duas doses, administradas aos 2 e 4 meses de idade. A
primeira dose pode ser administrada a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A segunda dose pode
ser administrada a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. Mantenha intervalo mínimo de 30 dias
entre as doses.
FALSA. O volume a ser administrado e 1,5 ml.

Portanto, o gabarito da questão é a letra D.

12. (Prefeitura de Alagoa Grande-PB/IBFC/2014) Leia as frases abaixo e marque (F) se a afirmativa for falsa e
(V) se for verdadeira. Em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo.
( ) Em recém-nascidos de mães portadoras da hepatite B, administrar a vacina e a imunoglobulina humana
anti-hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas, podendo a imunoglobulina ser administrada no
máximo até sete dias de vida.
( ) A dose recomendada da vacina da Hepatite B é 0,5 ml até os 14 anos e 1 ml a partir de 15 anos, via
subcutânea.
( ) Para recém-nascidos deve-se administrar uma dose da vacina ao nascer, o mais precocemente possível,
nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.
( ) As gestantes somente devem receber a vacina contra Hepatite B durante o terceiro trimestre de gestação.
a) V,F,V,F.
b) V,V,V,V.
c) F,V,F,V.
d) F,F,V,F.
COMENTÁRIOS:
Vejamos as assertivas erradas:
Item II. O volume da vacina hepatite B (recombinante) monovalente a ser administrado é de 0,5 ml até
os 19 anos de idade e 1 ml a partir dos 20 anos. Situações individuais específicas podem exigir a adoção de
esquema e dosagem diferenciados. Ademais, a via de administração é a intramuscular profunda.
Item IV. Para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional: administrar 3 (três) doses da
vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior.

Nesses termos, o gabarito é a letra A (V F V F).

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13. (HU-UFMG/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Portadora da hepatite B, com idade gestacional de 34 semanas,
acaba de dar à luz a recém-nascido do sexo masculino. De acordo com a Portaria n°. 3.318/2010, é correto
afirmar que:
a) a vacina hepatite B (recombinante) deve ser administrada no recém-nascido preferencialmente após 12
horas do nascimento.
b) o recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de três doses: 0, 1 e 6 meses de
vida.
c) o recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de quatro doses: 0, 1, 2 e 6
meses de vida.
d) o recém-nascido deve receber imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12 horas ou no
máximo até 1 mês de vida.
e) a mãe deve receber vacina hepatite B (recombinante) e imunoglobulina humana anti-hepatite B nas
primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento.
COMENTÁRIOS¹:
De acordo com a Portaria n° 3.318/2010, na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos, a
vacina contra hepatite B deve ser administrada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras
12 horas de nascimento, ainda na maternidade. Esta dose pode ser administrada até 30 dias após o
nascimento.
A vacina da hepatite B nos prematuros, menores de 36 semanas de gestação ou em recém-nascidos a
termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguia o esquema de quatro doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida.
Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de mães portadoras da hepatite B
administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG), disponível nos Centros de Referência
para Imunobiológicos Especiais - (CRIE) nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o
nascimento. A vacina e a HBIG devem ser administradas em locais anatômicos diferentes.
A Portaria GM/MS nº 1.498/2013 alterou a vacina contra hepatite B, incluindo três doses na
pentavalente, sendo confirmado pela Portaria atua nº 1533 DE 18/08/2016.
Veja como era: Hepatite B - vacina injetável aplicada ao nascer (ou na primeira visita à unidade de
saúde), com 1 mês de vida e novamente aos 6 meses. Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B:
ao nascer -> 1 mês -> 6 meses.
Veja como ficou: Hepatite B - com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha apenas na
criança ao nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão vertical.
Segue o calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da criança.
Outras três doses dessa vacina foram incluídas na pentavalente (2, 4 e 6 meses).

Isto posto, vamos analisar as alternativas da questão:


 Item A. A vacina hepatite B (recombinante) deve ser administrada no recém-nascido
preferencialmente nas 12 horas (e não após) do nascimento, mesmo que a mãe do mesmo seja
portadora do vírus. Como a mãe do recém-nascido é portadora da hepatite B, conforme
enunciado da questão, a criança deve receber não só a vacina contra Hepatite B, mas também a
imunoglobulina humana anti-hepatite B.
 Item B. O recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de (três
doses: 0, 1 e 6 meses de vida) quatro doses: 0, 2, 4 e 6 meses de vida.

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 Item C. O recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de quatro
doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Esse item foi considerado correto inicialmente, mas verifique
que atualmente o recomendado é o seguinte: quatro doses - 0, 2, 4 e 6 meses de vida. As três
doses (2, 4, 6) são feitas dentro da pentavalente.
 Item D. O recém-nascido deve receber imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12
horas ou no máximo até (1 mês de vida) sete dias após o nascimento.
 Item E. (A mãe) O recém-nascido deve receber vacina hepatite B (recombinante) e
imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após
o nascimento.

O gabarito da questão apontado pela banca foi a letra C.


Todavia, essa questão foi anulada, pois descreveu o esquema antigo. O Instituto AOCP cobrou uma
questão praticamente igual na prova do concurso do HU-UFMT também em 2014.
Veja a justificativa da AOCP para anular a questão:
“Prezados Candidatos, em resposta aos recursos interpostos para esta questão, temos a esclarecer que a
mesma será anulada, tendo em vista que a legislação especificada foi revogada (Portaria MS 1.498/2013).
Portanto, recurso deferido”.

14. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) A vacina hepatite B (recombinante) é apresentada sob a forma líquida em


frasco unidose ou multidose, isolada ou combinada com outros imunobiológicos. Sobre esse assunto, análise
as afirmativas abaixo, de valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de cima para baixo.
( ) A vacina contém o antígeno recombinante de superfície (HBsAg), que é purificado por vários métodos
físico-químicos e adsorvido por hidróxido de alumínio, tendo o timerosal como conservante.
( ) A vacina previne a infecção pelo vírus das hepatites A e B.
( ) A vacina é indicada para recém-nascidos, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas,
preferencialmente nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, até
30 dias de vida.
( ) A vacina é contraindicada para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional.
a) V, V, V, F.
b) V, V, V, V.
c) F, V, V, V.
d) F, F, F, V.
e) V, F, V, F.
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as alternativas!
VERDADEIRA. A vacina contém o antígeno recombinante de superfície (HBsAg), que é purificado por
vários métodos físico-químicos e adsorvido por hidróxido de alumínio, tendo o timerosal como conservante.
FALSA. A vacina previne a infecção pelo vírus da Hepatite B.
VERDADEIRA. A vacina é indicada para recém-nascidos, o mais precocemente possível, nas primeiras 24
horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de
saúde, até 30 dias de vida.
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FALSA. A vacina é indicada para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional.
Abaixo segue um esquema importante para facilitar a sua memorização a respeito do tema abordado na
questão.

Dessa forma, o gabarito da questão é a letra E.

15. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O calendário nacional de vacinação dos povos indígenas


inclui a vacina de rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada), com a administração da 1ª e 2ª doses,
respectivamente, com qual idade?
a) Ao nascer e 3 meses.
b) 2 meses e 4 meses.
c) 2 meses e 6 meses.
d) 6 meses e 1 ano.
e) 9 meses e 15 meses.
COMENTÁRIOS:
Essa questão foi de graça . A vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) - VORH deve ser
administrada preferencialmente aos 2 e 4 meses de idade.

Nesses termos, o gabarito é a letra B.

16. (Prefeitura de Vila Rica-MT/Consulplan/2012) De acordo com o Calendário Básico de Vacinação da


Criança do Ministério da Saúde, a 1ª e 2ª doses da vacina Meningocócica C (conjugada) deve ser administrada
aos
a) 2 e 4 meses de idade.
b) 3 e 5 meses de idade.
c) 4 e 6 meses de idade.
d) 9 e 12 meses de idade.
e) 12 e 15 meses de idade.

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COMENTÁRIOS:
De acordo com o Programa Nacional de Imunização, a vacina meningocócica C (conjugada) deve ser
administrada preferencialmente aos 3 e 5 meses, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.
Uma dose de reforço deve ser administrada preferencialmente aos 12 meses (podendo ser feito até 4 anos).
Segue o calendário da vacina meningocócica C: 1ª dose aos 3 meses + 2ª dose aos 5 meses + reforço
aos 12 meses.
Além disso, conforme a atualização do PNI de outubro de 2016, a vacina meningocócica C será
disponibilizada para ambos os sexos, para a faixa etária de 12 a 13 anos de idade, considerando um reforço ou
dose única, conforme situação vacinal. Até 2020, a faixa etária será ampliada gradativamente a partir de nove
anos de idade.

Nessa tela, o gabarito da questão é a letra B.

17. (HU-UNB/EBSERH/IBFC/2013) Segundo calendário nacional, uma criança deve receber a vacina
pneumocócica 10-valente (conjugada) com a idade de:
a) 2, 4 e 6 meses e mais uma dose de reforço aos 12 meses.
b) 3 e 5 meses e mais uma dose de reforço aos 15 meses.
c) 2, 4 e 15 meses.
d) 3 e 7 meses apenas.
COMENTÁRIOS:
De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), a primeira dose da vacina pneumocócica 10-
valente (conjugada) iniciará a partir de 2 meses de idade. O esquema de vacinação primária consiste em 2
doses de 0,5 ml, com intervalo de pelo menos 1 mês entre as doses, contudo o Programa Nacional de
Imunização adota o intervalo de 2 meses entre as doses. Desta forma o esquema é de 2 e 4 meses.
Uma dose de reforço é recomendada preferencialmente entre os 12 e 15 meses de idade.

O gabarito foi a letra A.

Atualmente (2016), o esquema não considera a dose aos 6 meses, sendo da seguinte forma: 2 e 4 meses
e uma dose de reforço aos 12 meses. Logo, a questão está desatualizada.

18. (Rômulo Passos) A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, e é um problema de
saúde pública no Brasil, sendo a principal intervenção preventiva para este agravo a vacinação. Para uma
criança de 11 meses de idade, que será vacinada pela primeira vez contra Influenza, o número de doses e o
volume por dose desta vacina é de
a) 01 dose - 0,5 ml
b) 01 dose - 01 ml
c) 03 doses - 0,2 ml
d) 02 doses – 0,25 ml

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COMENTÁRIOS:

Crianças de 6 meses a 2 anos de idade devem receber 2 doses da vacina contra influenza, na dosagem
de 0,25 ml. O intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas. Operacionalmente: 2ª dose 30 dias após receber
a 1ª dose, de acordo com o esquema abaixo:

Fonte: CGPNI/DEVEP/SVS/MS

Dessa forma, o gabarito da questão é a letra D.

19. (HUPAA-UFAL/EBSERH/IDECAN/2014) A vacina tríplice viral (SCR) do Programa Nacional de Imunização


deve ser aplicada em pessoas maiores de 20 anos com o seguinte esquema:
a) Dose única.
b) 2 doses, com intervalo de 30 dias.
c) 2 doses, com intervalo de 60 dias.
d) 3 doses, com intervalos de 30 e 60 dias.
e) 3 doses, com intervalos de 60 dias cada.
COMENTÁRIOS:
A partir dos 20 anos o esquema com a vacina sarampo, caxumba e rubéola é de dose única e considera
vacinação anterior devidamente comprovada, sendo indicada para pessoas de 20 a 49 anos.

Nesses termos, o gabarito é a letra A.


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20. (Prefeitura de Osasco-SP/FGV/2014) O Calendário Nacional de Vacinação estabelece que os idosos de 60
anos ou mais devem ser imunizados contra a febre amarela. Assinale a opção que indica o número de doses e
o intervalo de tempo recomendado para essa vacina.
a) Uma dose a cada ano.
b) Duas doses a cada 5 anos.
c) Três doses a cada 10 anos.
d) Duas doses a cada 6 anos.
e) Uma dose a cada 10 anos.
COMENTÁRIOS:
De acordo com as novas recomendações para a vacina febre amarela, o esquema constitui em uma 1
dose aos 9 meses de idade, sendo necessária uma dose de reforço aos 4 anos de idade.
No entanto, essa questão foi elaborada de acordo com o esquema antigo: uma dose a partir dos 9
meses, com reforço a cada 10 anos.
Portanto, segue o novo esquema para vacina da Febre Amarela.

Nessa tela, o gabarito foi a letra E.

Imunização é um conteúdo que passa por constantes atualizações, tenha cuidado na


hora da resolução das questões, pois algumas bancas ainda cobram o esquema
antigo.

21. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No que se refere à vacina inativada poliomielite (VIP) e a vacina
oral contra poliomielite (VOP), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a
alternativa com a sequência correta.
( ) A Vacina oral contra poliomielite (VOP) foi retirada do calendário infantil de imunizações, pois foi
substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP).
( ) Está indicada para a imunização passiva contra a poliomielite causada pelos três sorotipos (1,2 e 3) a partir
dos 4 meses de idade.
( ) O Programa Nacional de Imunizações recomenda que a vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) não seja
administrada simultaneamente com a vacina de Rotavírus.

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( ) A vacina inativada poliomielite não deve ser usada em controle de surtos da doença se a vacina oral
poliomielite estiver disponível.
a) F – F – V – V.
b) V – V – F – F.
c) F – V – F – V.
d) V – V – V – F.
e) F – F – F – V.
COMENTÁRIOS:
Vejamos cada um dos itens da questão:
Item I - A Vacina oral contra poliomielite (VOP) foi retirada do calendário infantil de imunizações, pois foi
substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP). Incorreto. Houve uma alteração no calendário, mas a VOP
foi mantida, conforme explicações acima.
Item II - Está indicada para a imunização passiva contra a poliomielite causada pelos três sorotipos (1,2
e 3) a partir dos 2 meses de idade.
Item III - O Programa Nacional de Imunizações recomenda que a vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada)
não seja administrada simultaneamente com a vacina de Rotavírus. Falso. A vacina poliomielite 1, 2 e 3
(inativada) pode ser administrada simultaneamente com qualquer outra vacina recomendada pelo Programa
Nacional de Imunizações. Em caso de administração concomitante, devem ser utilizadas diferentes agulhas e
sítios de administração.
Item IV - A vacina inativada poliomielite (VIP) não deve ser usada em controle de surtos da doença se a
vacina oral poliomielite (VOP) estiver disponível. Verdadeiro. O vírus vacinal (VOP) compete com o vírus
selvagem pela ocupação dos sítios de acoplamento na luz intestinal e assim é eficaz no bloqueio de surtos.

Nesses termos, o gabarito da questão é a letra E (apenas o item IV apresenta-se certo).

22. (MEAC e HUWC UFC/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Em 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina
contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação e ela será fornecida gratuitamente, pelo Sistema Único de
Saúde. Com relação à vacina do HPV, é correto afirmar que
a) é de dose única e deve ser administrada em meninos e meninas.
b) são duas doses e deve ser administrada apenas em meninas.
c) é de dose única e deve ser administrada apenas em meninas.
d) são três doses e de devem ser administradas apenas em meninas.
e) são três doses e devem ser administradas em meninas e meninos.
COMENTÁRIOS:
O Ministério da Saúde inicialmente adotou o esquema estendido (0, 6 e 60 meses): 1ª dose, 2ª dose seis
meses depois, e 3ª dose após cinco anos da 1ª dose em meninas.

A partir do exposto, o gabarito foi a letra D.

Atualmente, o esquema não há a 3ª dose, ou seja, é formado da seguinte forma: 1ª dose, 2ª dose seis
meses depois (0 e 6 meses). Além disso, é também indicada para meninos.

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23. (HU-UFMS/BSERH/Instituto AOCP/2014) A prevenção do HPV representa potencial para reduzir a carga de
doença cervical e lesões precursoras do câncer de colo de útero. Para isto, o Ministério da Saúde adotou a
vacina
a) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 21) e de alto risco (HPV
56, 28 e 33).
b) quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV
16 e 18).
c) bivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 26) e de alto risco (HPV 33).
d) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 18) e de alto risco (HPV
12, 15 e 23).
e) monovalente que confere proteção contra HPV de alto risco (HPV 16).
COMENTÁRIOS:
O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de
baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV 16 e 18).

Dessa forma, o gabarito é a letra B.

24. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com
risco de exposição permanente ao vírus da Raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por profissionais
como biólogos e médicos veterinários. Assim, o esquema pré-exposição e os dias de aplicação nestes casos
são:
a) Esquema: 3 doses; Dias de aplicação: 0,7,28.
b) Esquema: 2 doses; Dias de aplicação: 0,3.
c) Esquema: Dose única; Dias de aplicação: 0.
d) Esquema: 5 doses; Dias de aplicação: 0,3,7,14,28.
e) Esquema: 4 doses; Dias de aplicação: 0, 3, 7,14.
COMENTÁRIOS
A questão aborda sobre profilaxia pré-exposição, vamos entendê-la para poder resolver a questão. Essa
profilaxia deve ser indicada para pessoas com risco de exposição PERMANENTE ao vírus da raiva, durante
atividades ocupacionais exercidas por profissionais como:
 médico veterinário;
 biólogo;
 auxiliares e demais funcionários de laboratório de virologia e anatomopatologia para raiva;
 estudantes de veterinária, biologia e agrotécnica;
 pessoas que atuam no campo na captura, vacinação, identificação e classificação de mamíferos
passíveis de portarem o vírus, bem como funcionários de zoológicos;
 pessoas que desenvolvam trabalho no campo (pesquisas, investigações ecoepidemiológicas) com
animais silvestres; e
 espeleólogos, guias ecoturismo, pescadores e outros profissionais que trabalham em áreas de risco.
Vejamos como é o esquema pré-exposição para raiva.

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Esquema 3 doses

Dias de
0, 7, 28
aplicação

Vias de
Intramuscular profunda: dose completa. Local: deltoide
administração,
ou vasto lateral. NÃO APLICAR NO GLÚTEO.
dose e local de
Intradérmica: 0,1 ml, na inserção do músculo deltoide.
aplicação.

A partir do 14º dia após a última dose do esquema.


Controle
Atenção! São considerados satisfatórios os títulos de
sorológico
anticorpos ≥ 0,5 UI/ml.

O item correto é o A,
Pois descreve que o esquema pré-exposição é composto por 3 doses, nos dias 0, 7 e 28.

25. (Instituto Benjamin Constant/AOCP/2013) Assinale a alternativa que apresenta uma vacina composta por
vírus vivos atenuados.
a) BCG.
b) Febre Amarela.
c) DTP.
d) Hepatite B.
e) Haemophilus influenzae do tipo b
COMENTÁRIOS:
As principais vacinas compostas por vírus vivos atenuados4 são as seguintes: tríplice viral, tetra viral,
febre amarela, poliomielite e rotavírus.
Vamos descrever abaixo a composição das principais vacinas do calendário básico do Programa Nacional
de Imunização (PNI).
A vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é uma vacina combinada que contém os
vírus vivos do sarampo, da caxumba e da rubéola, atenuados em cultivo celular.
A vacina contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela (tetra viral) é uma vacina combinada que
contém os vírus vivos do sarampo, da caxumba, da rubéola e varicela, atenuados em cultivo celular.
A vacina contra a febre amarela é composta de vírus vivos atenuados da febre amarela, derivados da
linhagem 17 D, cultivados em ovos embrionados de galinha.
A vacina oral poliomielite (VOP) contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos I,
II e III (cepas Sabin).

4
As vacinas produzidas contra os vírus podem ser de dois tipos a saber: atenuada ou inativada. A vacina atenuada é aquela em que o
vírus encontra-se vivo, porém sem capacidade de produzir a doença (caxumba, febre amarela, poliomielite, rubéola, sarampo, tríplice
viral, varicela e varíola). Algumas vezes estes vírus podem reverter para a forma selvagem causando a doença. Estas vacinas são
contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. A vacina inativada contém o vírus inativado por agentes químicos ou físicos, ou
subunidades e fragmentos obtidos por engenharia genética. Neste caso nunca ocorre a reversão para a forma selvagem (gripe,
hepatites A e B, poliomielite injetável e raiva). Estas vacinas podem ser indicadas para os imunodeprimidos.
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A vacina rotavírus G1P1[8] (atenuada) é monovalente, ou seja, a cepa utilizada em sua composição
possui apenas um sorotipo do Rotavirus.
A vacina inativada poliomielite (VIP) é constituída por cepas inativadas (mortas) dos três tipos (1, 2 e 3)
de poliovírus e produz anticorpos contra todos eles.
A vacina BCG é preparada com bacilos vivos (bactérias), a partir de cepas do Mycobacterium bovis,
atenuadas com glutamato de sódio.
A vacina hepatite B (recombinante) contem o antígeno recombinante de superfície (rHBsAg) que é
purificado por vários métodos físico-químicos, adsorvido por hidróxido de alumínio, tendo o timerosal como
conservante. A composição varia conforme o laboratório produtor.
A vacina pentavalente é uma associação dos toxóides diftérico e tetânico com a Bordetella pertussis
(bactérias) inativada, oligossacarídeos Hib e antígeno de superfície da hepatite B.
A vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT) é constituída pelos toxóides diftérico e tetânico, sendo
que o componente diftérico apresenta-se em menor concentração que na vacina adsorvida difteria, tétano e
pertussis e na vacina adsorvida difteria e tétano infantil.
A vacina conjugada meningococo do grupo C é apresentada sob a forma isolada ou combinada com o
meningococo do grupo A (bactéria). Neste caso, contêm 50mcg do polissacarídeo capsular purificado
correspondente a cada sorogrupo.

Por eliminação, o gabarito da questão é a letra B.

26. (Prefeitura de Indaiatuba-SP/IBFC/2013) A vacinação é a maneira mais eficaz de evitar diversas doenças
imunopreveníveis, como varíola (erradicada), poliomielite (paralisia infantil), sarampo, tuberculose, rubéola,
gripe, hepatite B, febre amarela, entre outras. Em relação à vacinação da criança assinale a alternativa correta:
a) A primeira dose da vacina oral rotavírus humano deve ser administrada até 5 meses e 15 dias.
b) A vacina BCG deve ser administrada o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento.
c) A vacina pneumocócica 10 deve ser administrada no primeiro mês de vida.
d) A vacina sarampo, caxumba e rubéola é realizada em dose única.
COMENTÁRIOS:
Item A. INCORRETO. A vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) - VORH deve ser administrada
preferencialmente aos 2 e 4 meses de idade. A primeira dose pode ser administrada a partir de 1 mês e 15 dias
até 3 meses e 15 dias. A segunda dose pode ser administrada a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29
dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.

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Item B. CORRETO. A vacina BCG é administrada nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente na
maternidade ou na primeira visita do bebê à Unidade de Saúde, considerando que quanto menor a idade maior
a eficácia da vacina.
Item C. INCORRETO. Em regra, a primeira dose da vacina pneumocócica 10 iniciará a partir de 2 meses
de idade. O esquema de vacinação primária consiste em 2 doses de 0,5 ml, com intervalo de pelo menos 1 mês
entre as doses, contudo o Programa Nacional de Imunização (PNI) adotou o intervalo de 2 meses entre as
doses. Desta forma o esquema será de 2 e 4 meses. Uma dose de reforço é recomendada preferencialmente
entre os 12 e 15 meses de idade.
Segue o calendário da vacina pneumocócica 10-valente: 2 meses -> 4 meses -> reforço aos 12 meses.

Item D. INCORRETO. A vacina sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é uma vacina combinada que
contém os vírus vivos do sarampo, da caxumba e da rubéola, atenuados em cultivo celular.
Para indivíduos de 12 meses a 29 anos, deve ser administrada duas doses, conforme situação vacinal
encontrada.
A 1ª dose deve ser administrada aos 12 meses com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, preferencialmente,
aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), para as crianças que já
tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. A vacina tetra viral será administrada entre os 15 a 23 meses
e 29 dias, caso a criança tenha recebido a 1ª dose da tríplice viral, podendo ser feita até os 4 anos.
PARA NÃO ESQUECEREM: a 1ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) continuará a ser
administrada preferencialmente aos 12 meses de idade. As crianças que tiverem tomado a 1ª dose da tríplice
viral deverão receber a tetra viral entre os 15 a 23 meses e 29 dias (preferencialmente aos 15 meses), podendo
ser feita até os 4 anos.
Para indivíduos de 30 a 49 anos de idade, deve-se administrar uma dose, conforme situação vacinal
encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina com componente sarampo,
caxumba e rubéola (tríplice viral) ou sarampo e rubéola (dupla viral).
A vacina sarampo, caxumba e rubéola é administrada por via subcutânea. O volume correspondente a
uma dose é de 0,5 ml, podendo variar de acordo com o laboratório produtor.

Nessa tela, a alternativa correta é a letra B.

27. (HU-UFMA/EBSERH/IBFC/2013) Mariana tem um filho de 1 ano, 2 meses e 2 dias e apresenta esquema de
vacinação completa até os 9 meses de idade. Hoje ela comparece à unidade básica de saúde para completar
esquema de vacinação. Segundo o calendário nacional de vacinação, assinale a alternativa que contemple os
imunobiológicos indicados para este caso.
a) Apenas 1ª dose de Sarampo, Caxumba e Rubéola (SRC).
b) Apenas reforço Pneumo 10 e 1ª dose de Sarampo, Caxumba e Rubéola (SRC).
c) Apenas 1º reforço da pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae, Hepatite B) e
reforço da Vacina inativada poliomielite (VIP).
d) Apenas 1º reforço da DTP (Difteria, Tétano, Coqueluche) e reforço da Vacina Inativada poliomielite (VIP).
e) Apenas reforço Pneumo 10.

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COMENTÁRIOS:
Para melhor entendimento da questão vejamos, na tabela abaixo, o cronograma do Calendário Nacional
de Imunização.

Tabela Resumo – Imunização

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

> 2 kg; ausência da cicatriz é indicada a


Dose ao nascer até
BCG 0,1 ml ID revacinação 6 meses após a 1ª dose,
completar 5 anos
podendo ser realizada apenas uma vez;
- Para indivíduos ≥ 5 anos
(independentemente de idade limite ou
vulnerabilidade):
- Sem comprovação vacinal: administrar
3 doses da vacina hepatite B com
intervalo de 30 dias entre a primeira e a
segunda doses e de 6 meses entre a
Hepatite B 0,5 ml até os
Dose ao nascer primeira e a terceira doses (0, 1 e 6).
19 anos e 1ml
IM
a partir de 20
anos.
Em caso de esquema vacinal incompleto,
não reiniciar o esquema, apenas
completá-lo.
- Para gestantes em qualquer faixa
etária e idade gestacional: administrar 3
doses da vacina hepatite B, considerando
o histórico de vacinação anterior.

IM, no A vacina combinada é apresentada em


vasto frasco ou ampola contendo 1 dose de 0,5
administrar aos 2, 4 lateral da ml.
Penta
e 6 meses de idade. coxa, em
Os dois reforços necessários serão
1 dose de 0,5 crianças
realizados com a vacina DTP (difteria,
ml. < de 2 anos tétano e pertussis). O primeiro reforço

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Tabela Resumo – Imunização

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

e na região aos de 15 meses de e o segundo reforço


deltóide aos 4 anos.
nas
A idade máxima para aplicação da DTP é
crianças
de 6 anos 11 meses e 29 dias.
acima de 2
anos5.
O reforço pode ser administrado em
qualquer idade (até os 4 anos, onze
meses e 29 dias), observando-se um
intervalo mínimo de seis meses após a
Reforço da última dose da vacinação básica;
DTP (difteria, Idem da
pentavalente aos
tétano e 0,5mL. pentava- Se o esquema básico não for iniciado ou
15 meses e aos 4
pertussis) lente completado até a idade de 6 anos 11
anos.
meses e 29 dias, as doses necessárias
serão aplicadas com a vacina adsorvida
difteria e tétano adulto (dT) em lugar da
DTP;
VOP
≥ 5 anos
• Sem comprovação vacinal:
administrar 3 (três) doses da
VOP;
• Com esquema incompleto:
VIP-VOP:
completar esquema com a VOP;
administrar 1ª, 2ª e
• Nesta faixa etária não há
3ª doses com VIP
VIP (0,5 ml); VIP (IM); necessidade de reforço.
VIP/VOP aos 2, 4 e 6 meses, e
VOP (2 gts) VOP (VO) o Repetir a dose se a
reforços aos 15
criança regurgitar,
meses e 04 anos
cuspir ou vomitar.
com VOP
• Esta vacina é contraindicada
para crianças imunodeprimidas,
contato de pessoa HIV positivo
ou com Aids, bem como que
tenham histórico de paralisia
flácida associada à dose anterior
da VOP.

Exclusiva-
Rotavírus 2 doses (2 e 4 Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar
1,5mL. mente por
Humano meses) após a vacinação não repetir a dose.
via oral

Pneumocó- 0,5 ml IM Para as crianças entre 12 meses a 4


cica 10 2 doses aos 2 e 4 anos, não vacinadas, administrar dose

5
A pentavalente pode, ainda, ser administrada na região ventro-glútea, por estar livre de estruturas anatômicas importantes (não
apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos), sendo indicada para qualquer faixa etária.
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Tabela Resumo – Imunização

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

valente meses de idade. única.


Fazer um reforço
preferencialmente
aos 12 meses.
2 doses aos 3 e 5
Meningo- meses de idade. Para as crianças entre 12 meses a
Fazer um reforço 0,5 ml IM 4 anos, não vacinadas, administrar dose
cócica C preferencialmente única.
aos 12 meses.
Aos viajantes para as áreas com
recomendação, administrar a vacina 10
dias antes da data da viagem.
Aos 9 meses de
idade e reforço aos Contraindicada para gestantes e
Febre 4 anos de idade. deve ser adiada em mulheres que estão
0,5 ml SC
Amarela Durante surtos, amamentando até o 6º mês de vida da
antecipar a idade criança.
para 6 meses.
Para pessoas a partir de 60 anos
depende da avaliação do risco da doença
e benefício da vacina.
Crianças entre 15 a
23 meses, podendo
Hepatite A 0,5 ml IM Dose única
ser feita até os 4
anos.

Aos 12 meses e a
segunda dose aos De 1 a 29 anos todo indivíduo deve ter o
15 meses de idade esquema de 2 doses. Indivíduos de 30 a
Tríplice Viral 49 anos de idade que não apresentarem
com a vacina tetra 0,5 ml SC
(SCR) comprovação vacinal administrar 1 dose.
viral, podendo ser
administrada até 4 É contra indicada para gestantes.
anos.

Indivíduo sem Os vacinados anteriormente com 3 doses


vacinação das vacinas DTP, DT, dTpa, penta ou dT,
anteriormente ou administrar reforço, a cada 10 anos.
sem comprovação Em caso de ferimentos graves
Dupla tipo
de três doses da 0,5 ml IM antecipar a dose de reforço se a última
adulto - dT:
vacina, seguir o dose foi administrada há mais de 5 anos.
esquema de três Nesse caso, deve ser administrada
doses (0, 2 e 4 preferencialmente 20 dias antes da data
meses). provável do parto.
Influenza Revacinação anual.

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Tabela Resumo – Imunização

VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES

1 dose nos Administrar apenas 1 dose adicional


indivíduos com 60 após 5 anos.
anos e mais que
Pneumocó-
vivem em
cica 23 0,5 ml IM ou SC Esta vacina é oferecida por ocasião da
instituições
valente Campanha Nacional de Vacinação contra
fechadas, tais como
asilos, hospitais, a Influenza.
casas de repouso.

De acordo com o caso hipotético apresentado na questão, o filho da Mariana (com esquema vacinal
completo até os 9 meses) recebeu as seguintes vacinas: BCG (dose única); Hepetite b (dose ao nascer);
pentavalente - Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae, Hepatite B (3 doses); VIP (3 doses da
VIP); pneumo 10 (2 doses); Rotavírus (2 doses); Meningo C (2 doses), Febre amarela (dose inicial).
Como o filho de Marina tem 14 meses e 2 dias, necessitava dos seguintes imunobiológicos na época da
aplicação da prova em análise: pneumo10 (reforço); e tríplice viral - Sarampo, Caxumba e Rubéola (1ª dose).
Atualmente, também precisaria da dose de reforço da meningocócica C.

A partir do exposto, constatamos que o gabarito é a letra B.

28. (HU-UFPE/EBSERH/IDECAN2014) Fazem parte do calendário básico de vacinação de pessoas com 60 anos
ou mais, de acordo com o Programa Nacional de Imunização, as seguintes vacinas, EXCETO:
a) Hepatite B.
b) Febre amarela.
c) Pneumocócica.
d) Meningocócica.
e) Influenza sazonal.
COMENTÁRIOS:
A condição vacinal do idoso deve ser verificada e algumas vacinas devem ser realizadas, a exemplo das
vacinas influenza, pneumocócica 23-valente e a difteria e tétano (dT).
A vacina influenza é administrada anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a
Influenza.
A vacina contra difteria e tétano (dT) deve ser administrada a cada 10 anos como reforço da
tetravalente/pentavalente e DTP, quando o esquema dessas vacinas estiver em dia.
Deve ser administrada uma dose da vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica), durante a
Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, nos indivíduos de 60 anos e mais não vacinados que
vivem acamados e ou em instituições fechadas como, casas geriátricas, hospitais, unidades de
acolhimento/asilos, casas de repouso. Ademais, deve ser administrada uma dose adicional da vacina
pneumocócica 23-valente 5 anos após a dose inicial, uma única vez.
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Acerca da questão, notamos que a vacina meningocócica só é administrada em crianças.

A questão foi acertadamente anulada,

pois apenas as vacinas contra a influenza, difteria e tétano (dT) e a pneumocócica 23-valente fazem
parte do calendário nacional da pessoa idosa. Ademais, atualmente a vacina contra hepatite B pode ser
realizada em idosos, caso o esquema esteja incompleto ou ausente.

29. (Prefeitura de Ituporanga - SC/IOBV/2014) A imunidade adquirida através da vacinação é chamada de:
a) Imunidade ativa natural
b) Imunidade passiva natural
c) Imunidade ativa artificial
d) Imunidade passiva artificial
COMENTÁRIOS:
A imunização ativa ocorre quando o próprio sistema imune do indivíduo, ao entrar em contato com uma
substância estranha ao organismo, responde produzindo anticorpos e células imunes (linfócitos T). Esse tipo de
imunidade geralmente dura por vários anos, às vezes, por toda uma vida. Os dois meios de se adquirir
imunidade ativa são contraindo uma doença infecciosa e a vacinação.
A infecção natural (com ou sem sintomas) confere imunidade ativa, natural e é duradoura, pois há
estimulação das células de memória. Após uma infecção por sarampo, rubéola ou varicela, por exemplo, o
indivíduo ficará protegido, não havendo mais o risco de adquirir a mesma doença novamente.
A imunidade ativa, adquirida de modo artificial, é obtida pela administração de vacinas, que estimulam
a resposta imunológica, para que esta produza anticorpos específicos.
A imunização passiva é obtida pela transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos por um animal
ou outro ser humano. Esse tipo de imunidade produz uma rápida e eficiente proteção, que, contudo, é
temporária, durando em média poucas semanas ou meses. A imunidade passiva natural é o tipo mais comum
de imunidade passiva, sendo caracterizada pela passagem de anticorpos da mãe para o feto através da
placenta e também pelo leite. Essa transferência de anticorpos ocorre nos últimos 2 meses de gestação, de
modo a conferir uma boa imunidade à criança durante seu primeiro ano de vida. A imunidade passiva artificial
pode ser adquirida sob três formas principais: a imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina
humana hiperimune e o soro heterólogo. A transfusão de sangue é uma outra forma de se adquirir imunidade
passiva, já que, virtualmente, todos os tipos de produtos sanguíneos (i.e. sangue total, plasma, concentrado de
hemácias, concentrado de plaquetas, etc) contêm anticorpos.

Nesses termos, concluímos que o gabarito da questão é a letra C.

30. (Prefeitura de Pedras Grandes - SC/FAEPESUL/2014) O Ministério da Saúde através do Programa Nacional
de Imunização recomenda que logo após o nascimento, deve ser iniciado o esquema básico de vacinação.
Sendo assim, os recém-nascidos podem e devem, ainda no berçário, receber as seguintes vacinas:
a) BCG por via intradérmica e hepatite B por via intramuscular;
b) Tétano por via intramuscular e hepatite B por via intramuscular;
c) Rubéola por via subcutânea e BCG por via intradérmica;
d) BCG por via subcutânea e hepatite B por via intramuscular;
e) Hepatite B por via intramuscular e Tétano por via subcutânea.
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COMENTÁRIOS:
Ao nascer, o recém-nascido deve ser vacinado com a vacina contra a hepatite B e BCG.
A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) é indicada para prevenir as formas graves da tuberculose
(miliar e meníngea) nos menores de cinco anos, mais frequentemente nos menores de um ano.
A vacina é administrada nas primeiras 12 horas de vida, por via intradérmica, preferencialmente na
maternidade ou na primeira visita do bebê à unidade de saúde, considerando que quanto menor a idade maior
a eficácia da vacina.
A vacina contra Hepatite B, com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha apenas na
criança ao nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão vertical.
COMO ERA ANTES:
Hepatite B - vacina injetável aplicada ao nascer (ou na primeira visita à unidade de saúde), com 1 mês
de vida e novamente aos 6 meses.
Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses.
Regra atual:
Hepatite B - com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha apenas na criança ao nascer,
de forma injetável, para evitar a transmissão vertical.
Segue o calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da criança.
Outras três doses dessa vacina foram incluídas na pentavalente (2, 4 e 6 meses).
Administrada por via intramuscular, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e
na região deltóide nas crianças acima de dois anos de idade.

Após exposição do conteúdo, concluímos que o gabarito da questão é a letra A.

31. (EBSERH Nacional/AOCP/2015) O soro heterólogo para Raiva é uma solução concentrada e purificada de
anticorpos, preparada em equídeos imunizados contra o vírus da raiva. Após receber o soro, o paciente deverá
ser observado pelo prazo de:
a) 10 minutos. c) 30 minutos. e) 02 horas.
b) 20 minutos. d) 50 minutos.
COMENTÁRIOS:
Caros colegas, de acordo com as Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana (BRASIL, 2011):
O soro heterólogo é uma solução concentrada e purificada de anticorpos, preparada em equídeos
imunizados contra o vírus da raiva. O soro deve ser conservado em geladeira, entre +2ºC e +8ºC, observando-se
o prazo de validade do fabricante.
A dose indicada é de 40 UI/kg de peso do paciente. Deve-se infiltrar na(s) lesão(ões) a maior quantidade
possível da dose do soro. Quando as lesões forem muito extensas ou múltiplas, a dose pode ser diluída, o
menos possível, em soro fisiológico, para que todas as lesões sejam infiltradas. Caso a região anatômica não
permita a infiltração de toda a dose, a quantidade restante, a menor possível, deve ser aplicada por via
intramuscular, na região glútea.
Adicionalmente, a possibilidade de desenvolvimento de alguns eventos adversos, dentre eles o choque
anafilático, que é uma manifestação imediata. É uma manifestação rara que pode ocorrer nas primeiras 2
horas após a aplicação. Os sintomas mais comuns são formigamento nos lábios, palidez, dispneia, edemas,
exantemas, hipotensão e perda de consciência.
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Por isso, após receber o soro, o paciente deverá ser observado pelo prazo de 2 horas.

Diante do exposto, a resposta correta é a letra E.

32. (EBSERH Nacional/AOCP/2015) Sobre a profilaxia da Raiva Humana, são corretas as afirmativas a seguir,
EXCETO.
a) a profilaxia contra a raiva deve ser iniciada o mais precocemente possível.
b) sempre que houver indicação, é necessário tratar o paciente em qualquer momento, independentemente
do tempo transcorrido entre a exposição e o acesso à unidade de saúde.
c) havendo abandono do esquema profilático, é necessário completar as doses da vacina prescritas
anteriormente e não iniciar nova série.
d) recomenda-se que o paciente evite esforços físicos excessivos e bebidas alcoólicas durante e logo após a
profilaxia da raiva humana.
e) a história vacinal do animal agressor constitui elemento fundamental para a dispensa ou indicação do
esquema profilático da raiva humana.
COMENTÁRIOS:
Vejamos quais são as bases gerais da profilaxia da raiva humana, de acordo com as Normas Técnicas de
Profilaxia da Raiva Humana (BRASIL, 2011):
1. A profilaxia contra a raiva deve ser iniciada o mais precocemente possível. (Item A)
2. Sempre que houver indicação, tratar o paciente em qualquer momento, independentemente do
tempo transcorrido entre a exposição e o acesso à unidade de saúde. (Item B)
3. A história vacinal do animal agressor NÃO constitui elemento suficiente para a dispensa da indicação
do esquema profilático da raiva humana. (Item E)
4. Havendo abandono do esquema profilático, completar as doses da vacina prescritas anteriormente
e não iniciar nova série. (Item C)
5. Recomenda-se que o paciente evite esforços físicos excessivos e bebidas alcoólicas durante e logo
após a profilaxia da raiva humana. (Item D)
6. Embora não se tenha, no Brasil, vacina antirrábica de vírus vivo, em caso de acidente por esse tipo de
vacina, o paciente deve receber esquema profilático completo (soro + vacina).
7. Em caso de acidente por vacina antirrábica animal de vírus inativado, não há recomendação de
esquema profilático da raiva humana.
8. Não se indica o uso de soro antirrábico para os pacientes considerados imunizados por esquema
profilático anterior, exceto nos casos de pacientes imunodeprimidos ou em caso de dúvidas sobre o tratamento
anterior.
9. Nos casos de pacientes imunodeprimidos, usar, obrigatoriamente, o esquema de soro+vacinação,
independentemente do tipo de acidente e mesmo se o paciente tiver histórico de esquema profilático anterior.
Checar se existe indicação na literatura.
10. Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico, ou quando
não há soro disponível no momento, aplicar a dose de soro recomendada antes da aplicação da 3a dose da
vacina de cultivo celular. Após esse prazo, o soro não é mais necessário.

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11. Não se deve consumir produtos de origem animal (carne, leite) suspeitos de raiva. Se ocorrer, não há
indicação de esquema profilático para raiva humana. Não há relatos de caso de raiva humana transmitida por
essa via.

A resposta incorreta é a letra E

Ao passo que a história vacinal do animal agressor NÃO constitui elemento suficiente para a dispensa da
indicação do esquema profilático da raiva humana.

33. (EBSERH/HU-UFG/AOCP/2015) A incorporação da vacina dTpa no Calendário Nacional de vacinação, para


a gestante e profissionais de saúde de alguns segmentos específicos, tem como principal objetivo proteger
recém-nascidos, nos primeiros meses de vida, até que se complete o esquema vacinal contra
a) o sarampo.
b) a rubéola.
c) o tétano neonatal.
d) a coqueluche.
e) a varicela.
COMENTÁRIOS:
Considerando a situação epidemiológica da coqueluche e a necessidade de proteger contra a doença o
binômio mãe-filho, a vacina adsorvida de difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) - dTpa, foi
introduzida desde de novembro de 2014 no Calendário Nacional de Vacinação para gestantes e profissionais
de saúde que atendam recém-nascidos nas maternidades e UTIs neonatais, como reforço ou complementação
do esquema da vacina dupla adulto (difteria e tétano).
Esta vacina oferece proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida (passagem de anticorpos
maternos por via transplacentária para o feto) quando a criança ainda não teve a oportunidade de completar o
esquema vacinal.
Indicação da vacina:
A vacina é indicada para gestantes a partir da vigésima sétima semana (27ª) até a trigésima sexta
semana (36ª) de gestação, preferencialmente, podendo ser administrada até 20 dias antes da data provável do
parto. A dTpa adulto deve ser administrada a cada gestação considerando que os anticorpos tem curta
duração, portanto, a vacinação na gravidez não levará a alto nível de anticorpos protetores em gestações
subsequentes. Esta vacina deverá ser registrada no cartão do pré-natal ou de vacinação do adulto.
Para a proteção do RN, além da indicação da vacina para as gestantes, é de fundamental importância a
vacinação dos profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal
(UTI/UCI convencional e UCI Canguru), atendendo recém-nascidos e crianças menores de um ano.
ESQUEMA DA DTPA

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De acordo com o exposto o gabarito da questão é a letra D.

34. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) Sobre a vacina da Hepatite A, assinale a alternativa correta.


a) O Programa Nacional de Imunização recomenda a vacinação de crianças de 24 a 36 meses de idade.
b) A vacina não pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário de vacinação do
Ministério da Saúde.
c) O volume da vacina a ser administrado é de 0,5 ml e a via é a intramuscular.
d) A composição da vacina contém vírus da hepatite A, tem como adjuvante antibióticos e não contem
hidróxido de alumínio.
e) A vacina hepatite A é apresentada sob a forma líquida em frascos multidoses.
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as alternativas:
a) Incorreta. O Programa Nacional de Imunização recomenda a vacinação de crianças de 15 a 23 meses
de idade, podendo ser feita até 4 anos.
b) Incorreta. A vacina pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário de
vacinação do Ministério da Saúde.
c) CORRETA. O volume da vacina a ser administrado é de 0,5 ml e a via é a intramuscular.
d) Incorreta. A composição da vacina contém vírus da hepatite A, tem adjuvantes e contém hidróxido
de alumínio.
e) Incorreta. A vacina hepatite A é apresentada sob a forma líquida em frascos monodose.

Portanto, o gabarito da questão é a letra C.

35. (Prefeitura Teresina/PI - FMS/NUCEPE/UESPI/2015) A vacina BCG liofilizada, após diluição e completa
homogeneização, é aplicada por via intradérmica na dose indicada de 0,1ml, na inserção inferior do músculo
deltoide do braço direito. Sobre a evolução normal da lesão vacinal podemos afirmar, EXCETO:
a) da 1ª à 2ª semana: mácula avermelhada com enduração de 5mm a 15mm de diâmetro.
b) da 3ª à 4ª semana: pústula que se forma com o amolecimento do centro da lesão, seguida pelo
aparecimento de crosta.
c) da 4ª à 5ª semana: úlcera com 4mm a 10mm de diâmetro.

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d) da 6ª à 12ª semana: cicatriz com 4mm a 7mm de diâmetro, encontrada em cerca de 95% dos vacinados.
Não se deve cobrir a úlcera ou colocar qualquer tipo de medicamento.
e) o tempo dessa evolução é de seis a 13ª semanas, podendo prolongar-se raramente até a 24ª semana.
Eventualmente, pode haver recorrência da lesão, mesmo depois de ter ocorrido a completa cicatrização.
COMENTÁRIOS:
A vacina BCG liofilizada, após diluição com solução de cloreto de sódio e completa homogeneização, é
aplicada por via intradérmica na dose indicada de 0,1 ml, na inserção inferior do músculo deltoide do braço
direito. A lesão vacinal evolui da seguinte forma:
 da 1ª à 2ª semana: mácula avermelhada com enduração de 5mm a 15mm de diâmetro.
 da 3ª à 4ª semana: pústula que se forma com o amolecimento do centro da lesão, seguida pelo
aparecimento de crosta.
 da 4ª à 5ª semana: úlcera com 4mm a 10mm de diâmetro.
 da 6ª à 12ª semana: cicatriz com 4mm a 7mm de diâmetro, encontrada em cerca de 95% dos
vacinados. Não se deve cobrir a úlcera ou colocar qualquer tipo de medicamento.
O tempo dessa evolução é de 6 a 12 semanas, podendo prolongar-se raramente até a 24ª semana.
Eventualmente, pode haver recorrência da lesão, mesmo depois de ter ocorrido a completa cicatrização.
Quando aplicado em indivíduos anteriormente infectados, quer por infecção natural, quer pela
vacinação, o BCG determina lesões geralmente um pouco maiores e de evolução mais acelerada (fenômeno de
Koch), com cicatrização precoce.
Durante a evolução normal da lesão vacinal, pode ocorrer enfartamento ganglionar axilar e supra ou
infraclavicular, único ou múltiplo, não-supurado.
Aparece três a seis semanas após a vacinação, é homolateral ao local da aplicação, firme, móvel,
clinicamente bem perceptível, frio, indolor, medindo até 3 cm de diâmetro, e não acompanhado de
sintomatologia geral. Pode evoluir por tempo variável, geralmente em torno de quatro semanas e permanece
estacionário durante um a três meses, desaparece espontaneamente, sem necessidade de tratamento. O
aparecimento desses gânglios ocorre em até 10% dos vacinados.
Pode ocorrer linfadenopatia regional não-supurada com mais de 3 cm de diâmetro, sem evidências de
supuração (flutuação e/ou fistulização); como conduta, deve-se observar e acompanhar o paciente, até que
ocorra regressão expressiva da adenomegalia. Não puncionar e não administrar isoniazida. Notificar.

Dessa forma, o gabarito da questão é a letra E.

Fonte: Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, 2007.


Link: http://www.fmt.am.gov.br/layout2011/dam/crie/manual_eapv.pdf

36. (HU-FURG/EBSERH/IBFC/2016) Sobre a vacina contra a varicela, leia as afirmativas a seguir e assinale a
alternativa correta.
I. A primeira dose da vacina com componente da varicela é administrada aos 15 meses de idade (vacina
tetraviral).
II. A segunda dose da vacina com componente da varicela é administrada aos 2 anos de idade (vacina varicela).
III. Na profilaxia de pós-exposição, a vacina pode ser utilizada a partir dos 9 meses de idade.
IV. O volume da dose da vacina e de 0,5 ml.

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V. Considerar como válida a dose administrada a menores de 12 meses de idade na vigência de surto.
Estão corretas as afirmativas:
a) I, II, III, IV e V.
b) II, IV e V, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III, IV e V, apenas.
COMENTÁRIOS:
A vacina contra varicela combate ao vírus causador da catapora e é feita com o vírus varicela-zoster
atenuado. Ela não é considera obrigatória e não está incluída no Programa Nacional de Imunização do
Ministério da Saúde. Em 2013 ela foi adicionada à vacina tríplice viral, formando a vacina tetra viral e
passou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 Esquema, dose e volume
A primeira dose da vacina com componente da varicela é administrada aos 15 meses de idade (vacina
tetraviral). Já a segunda é administrada aos 4 anos de idade (vacina varicela). Na profilaxia de pós-exposição, a
vacina pode ser utilizada a partir dos 9 meses de idade. Para o usuário indígena que perdeu a oportunidade de
receber o esquema quando criança, administre uma ou duas, conforme indicação da bula. O volume da dose da
vacina é de 0,5 ml.
Verificamos que a primeira dose da vacina varicela é indicada para todas as crianças na tetraviral. Por
outro lado, a segunda dose aos 4 anos é indicada na rotina de vacinação da população indígena.
Esta vacina também esta indicada para usuários com condições clinicas especiais nos Centros de
Referencia para Imunobiológicos Especiais (Crie).

Notas:
 Não considere como válida a dose administrada a menores de 12 meses de
idade na vigência de surto. Neste caso, mantenha o esquema vacinal.
 Não administre tal vacina simultaneamente com a vacina febre amarela,
estabelecendo o intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais
que impossibilitem manter o intervalo indicado.

 Via de administração

A via de administração recomendada é a subcutânea.

NÃO administrar por via intravascular ou intradérmica.

 Contraindicação

Está contraindicada para usuários com imunodeficiência congênita ou adquirida, portadores de


neoplasia maligna, em tratamento com corticosteroides em dose imunossupressora e em outras terapêuticas
imunodepressoras (quimioterapia, radioterapia etc.), bem como gestantes, exceto em situações de alto risco de
exposição a algumas doenças virais preveníveis por vacinas, como, por exemplo, a febre amarela e para
mulheres em idade fértil que pretendem engravidar dentro de um mês.
 Conservação

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A vacina é conservada entre +2ºC e +8ºC (sendo ideal +5ºC, não podendo ser congelada, pois o
congelamento provoca a perda de potência e/ou forma agregados e aumenta o risco de reações.
Fonte: Manual de normas e procedimentos para vacinação, 2014. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf

Vamos analisar as alternativas!


I. VERDADEIRA. A primeira dose da vacina com componente da varicela é administrada aos 15 meses de
idade (vacina tetraviral).
II. FALSA. A segunda dose da vacina com componente da varicela é administrada aos 4 anos de idade
(vacina varicela).
III.VERDADEIRA. Na profilaxia de pós-exposição, a vacina pode ser utilizada a partir dos 9 meses de
idade.
IV.VERDADEIRA. O volume da dose da vacina e de 0,5 ml.
V. FALSA. Não considerar como válida a dose administrada a menores de 12 meses de idade na vigência
de surto.

Dessa forma, o gabarito da questão é a letra C.

37. (Prefeitura Teresina/PI - FMS/NUCEPE/UESPI/2015) O Programa Nacional de Imunização – PNI, em 1973,


foi instituído com o objetivo de prevenir as principais doenças imunopreveníveis do país. A imunização tem se
mostrado o melhor programa de saúde pública, levando a queda acentuada da incidência das doenças
infecciosas. Sobre os tipos de vacinas coloque (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso e marque a sequência
CORRETA.
( ) Vacinas vivas – Resultam da modificação de vírus selvagem ou bactérias em laboratório, habitualmente por
cultivos sucessivos, precisam se replicar para serem efetivas, resposta imune similar à da infecção natural,
necessitam menor número de doses para imunizar, imunidade duradoura.
( ) Vacinas inativadas – Podem ser bacterianas ou virais, são inativadas em laboratório através do calor ou
através de processos químicos. Podem se constituir de micro-organismos inteiros ou fracionados. Necessita de
várias doses para imunizar, não causam doenças, mesmo na situação de imunossupressão, pois não podem se
replicar.
( ) Vacinas combinadas – Proteínas ou toxinas de um segundo tipo de micro-organismo (que um sistema
imune imaturo possa reconhecer) é ligado ao micro-organismo contra o qual se quer imunizar.
( ) Vacinas conjugadas – Contém no mesmo frasco várias vacinas diferentes.
a) V, V, F, V.
b) V, F, F, F.
c) V, V, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, F, V.
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as alternativas!

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VERDADEIRA. Vacinas vivas, como por exemplo, VOP, BCG, Tetraviral – Resultam da modificação de
vírus selvagem ou bactérias em laboratório, habitualmente por cultivos sucessivos, precisam se replicar para
serem efetivas, resposta imune similar à da infecção natural, necessitam menor número de doses para
imunizar, imunidade duradoura.
VERDADEIRA. Vacinas inativadas, como por exemplo, DTP, dT, VIP – Podem ser bacterianas ou virais,
são inativadas em laboratório através do calor ou através de processos químicos. Podem se constituir de micro-
organismos inteiros ou fracionados. Necessita de várias doses para imunizar, não causam doenças, mesmo na
situação de imunossupressão, pois não podem se replicar.
FALSA. Vacinas conjugadas– Proteínas ou toxinas de um segundo tipo de micro-organismo (que um
sistema imune imaturo possa reconhecer) é ligado ao micro-organismo contra o qual se quer imunizar, por
exemplo, Pneumocócica 10-valente e Meningocócica C.
FALSA. Vacinas combinadas – Contém no mesmo frasco várias vacinas diferentes, por exemplo, DTP,
Tetraviral, Pentavalente.

Portanto, o gabarito da questão é a letra C.

“Para alcançar a aprovação, defina metas diárias de estudo, semanais e


mensais. Isso será decisivo para alimentar sua produtividade e manter-se
motivado(a).”

=================

Amigo(a), terminamos mais uma aula de nosso curso. Espero que tenha gostado.

Até o próximo encontro!

Profº Rômulo Passos


Profº Sthephanie Abreu

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GABARITO
1-D 20 - E
2-C 21 - E
3-B 22 - D
4-D 23 - B
5-B 24 - A
6-A 25 - B
7-A 26 - B
8-B 27 - B
9-D 28 - Anulada
10 - Incorreta 29 - C
11 - D 30 - A
12 - A 31 - E
13 - C 32 - E
14 - E 33 - D
15 - B 34 - C
16 - B 35 - E
17 - A 36 - C
18 - D 37 - C
19 - A

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REFERÊNCIAS

 Manual de normas e procedimentos para vacinação, 2014. Disponível em:


http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf

 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1498_19_07_2013.html

 http://www.sopape.com.br/data/conteudo/arquivos/informe_tecnico_introducao_va
cina_tetraviral.pdf

 http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2014-05/instrucao-normativa---
calendario-nacional-de-vacinacao.pdf

 http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/imunizacao/vacina/multi_2013/Informe_tecni
co_da_campanha_de_multivacinacao_2013.pdf

 http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2012-06/informe-tecnico-vacina-
pentavalente.pdf

 Manual de Procedimentos para Vacinação da SESAB (2011).


http://www.suvisa.ba.gov.br/sites/default/files/galeria/texto/2012/03/07/Manual%20de...p
df

 Instrução Normativa Referente Ao Calendário Nacional De Vacinação.


http://www.sanofipasteur.com.br/ckfinder/userfiles/files/Bula-Varicela-Biken.pdf

 http://www.saude.rs.gov.br/upload/20140730114341instrucao_normativa_imunizacoes.pdf

www.romulopassos.com.br