Você está na página 1de 10

Sumário

Introdução ................................................................................................................... 2

Justificativa do tema .................................................................................................... 5

Delimitação do tema .................................................................................................... 6

Objetivo geral .............................................................................................................. 6

Objetivos específicos .................................................................................................. 6

Metodologia da pesquisa ............................................................................................ 6

Referencial Teórico ..................................................................................................... 7

Cronograma ................................................................................................................ 9

Referências ................................................................................................................. 9
Introdução

Possuidor de um sabor diferenciado o chocolate é um doce que conquistou um


número incontável de apreciadores por todo o mundo. Ele se apresenta de diversas
formas distintas, tais como tabletes, bebidas, bombons, sorvetes ou doces.

Contudo, o produto como conhecemos e consumimos hoje é bem diferente do


encontrado nas Américas na época do descobrimento.

O íncio

A matéria prima do chocolate, o cacau, já era utilizada no continente americano


antes mesmo de Cristóvão Colombo desembarcar no Novo Mundo. As civilizações
Maia e Asteca registraram a utilização do cacau vários séculos antes da chegada
dos exploradores europeus ao solo americano.

Existem indícios que apontam para o uso do cacau por povos pré-colombianos no
século V.

A mais antiga evidência arqueológica do consumo de cacau, registrada


pelos autores, é um vaso maya com tampa descoberto em 1984 num
túmulo real da localidade de Rio Azul, no nordeste da Guatemala, atribuído
à Segunda metade do século V d.C. O vaso tem hieróglifos pintados que
foram em parte decifrados e lidos com a frase “Vaso para beber cacau witik,
cacau kox”. Não fosse isso suficiente, o vaso continha resíduos secos que,
analisados nos laboratórios das indústrias Hershey, nos Estados Unidos,
resultaram ser de vestígios de cacau líquido (Porro, 1997, p. 281).

Segundo o pesquisador Antônio Porro, o contato inicial do ocidente com o cacau


ocorreu em 1502, na quarta viagem ao Novo Mundo de Cristóvão Colombo. Na
ocasião Colombo teria avistado nativos maias em uma enorme piroga, embarcação
utilizada pelos nativos, carregada de cacau. Nesse primeiro momento Colombo
ainda desconhecia a utilidade daquelas sementes.

Contudo, um dos primeiros europeus a experimentar e explorar o chocolate foi o


espanhol Hérnan Córtes. Ele foi privilegiado em sua chegada por um equívoco dos
nativos que o confundiram com uma personagem da mitologia local. Os astecas

2
acreditaram que ele seria um enviado dos deuses. Por isso conseguiu estreitar
relações com membros da elite Asteca rapidamente.

Córtes foi recebido em Tenochtitlan por Montezuma II, com todas as honrarias de
um deus. Lá o espanhol teve acesso à bebida derivada do cacau pela primeira vez.
(Porro, 1997).

Los españoles aprendieron a apreciar el chocolate, debidoa su continua


dependencia material de los indios. Los espacios coloniales de dependencia
incluían hogares en los que las mujeres trabajaban como esposas,
concubinas y sirvientas. (MARCY NORTON, 2008, p. 53)

O contato dos espanhóis com a cultura recém descoberta possibilitou que a bebida
de cacau se tornasse consumida habitualmente pelos exploradores no Novo Mundo
e posteriormente alcançou a Europa através da Espanha.

Não podemos deixar de mencionar a função de moeda que as amêndoas possuíam


na região mesoamericana. Características como a portabilidade, a forma
homogênea e divisível, permitiu o fácil manuseio. O poder estatal garantia o valor
das amêndoas, pois havia sempre a demanda e o valor agregado por ser matéria
prima da bebida dos deuses.

Os nativos mesoamericanos consumiam uma bebida feita com água fria e o pó das
amêndoas de cacau torradas e moídas. Essa bebida possuía um sabor amargo e
uma capa de espuma que era a parte mais apreciada pelos astecas.

Os espanhóis modificaram a forma original da bebida com o passar do tempo.


Passaram a dissolver o cacau em água quente, fizeram o uso de açúcar de cana e
mel para adoçar e usaram especiarias como canela e baunilha para suavizar o
amargo do cacau puro. Noutro momento o pó de cacau foi dissolvido em leite ao
invés de água.

Uma possível origem do nome ‘chocolate’ é apontada por Porro como neologismo
espanhol resultante da junção do termo maya, chocol (quente) e do asteca, alt
(água).

3
Do novo ao velho mundo

A chegada do cacau à Europa ocorre ainda no século XVI. O trânsito constante de


pessoas entre a metrópole e as colônias propiciou a expansão do consumo do
chocolate no velho continente.

Los europeos que habían crecido bebiendo chocolate en el Nuevo Mundo, o


que habían estado inmersos en el entorno indio durante un período
suficiente, no sólo adquirieron el gusto por el chocolate espeso, también lo
consumían de la misma manera en que había sido consumido desde hace
tiempo en Mesoamérica. Los españoles igualmente asimilaron la
constelación del cacao en su totalidad, y trataron de mantener, incluso del
otro lado del océano, las sensaciones sensoriales que acompañaban al
chocolate (MARCY NORTON, 2008, p. 57).

A forma de consumo de chocolate na Espanha seguiu, inicialmente, o mesmo


caminho adotado pelos povos da América Central. Os europeus que visitavam as
colônias e experimentavam a bebida acabavam tomando gosto e permaneciam
consumindo na metrópole. O chocolate desenvolvido pelos maias e astecas foi
ganhara espaço na dieta européia. Durante algum tempo houve rejeição ao
consumo de chocolate pelos grupos mais conservadores. Eles não aceitavam ingerir
uma bebida exótica originária do Novo Mundo, desenvolvida e consumida por
nativos tidos como bárbaros. Contudo, o chocolate ganhou adeptos rapidamente e
superou o preconceito inicial. Rapidamente o produto ultrapassou as fronteiras da
Espanha, quando chegou a países como França, Itália e Reino Unido.

No século XVIII, o produto já havia se espalhado por todo o continente europeu,


onde deixou de ser ingrediente exclusivo de uma bebida quente para integrar uma
vasta culinária que incluía tortas, bolos e biscoitos.

Somente no século XIX que o chocolate ganhou o formato de tablete sólido, como
se apresenta até hoje. O formato foi resultado de aprimoramentos tecnológicos que
permitiram a separação da gordura e os sólidos da amêndoa de cacau. O primeiro
passo para atingir esse resultado foi a utilização da prensa, o que possibilitou
separar a gordura da amêndoa, o que gera a manteiga de cacau. Outro fato que
marcou uma nova etapa na fabricação do chocolate foi o desenvolvimento do leite
em pó, por Henri Nestlé, em 1967. A mistura do pó de cacau com o leite em pó deu
origem ao chocolate ao leite.

4
No início do século XX o chocolate era um produto industrializado e sua expansão
foi rápida. A redução dos custos de duas das principais matérias primas, o cacau e o
açúcar, possibilitaram que o chocolate deixasse de ser uma iguaria restrita à elite.

O doce foi utilizado na Segunda Guerra Mundial como alimento das tropas norte
americanas, integrou a chamada ração D por ser nutritivo e estimular os sentidos
dos soldados.

Atualmente existem diversas receitas e inúmeros fabricantes de chocolates por todo


o mundo. Como resultado, o produto ganhou várias formas, preços e sabores. O
principal diferenciador passou a ser o fabricante, que agora é reconhecido através
da embalagem.

Palavras-chave: Chocolate, design, embalagem, identidade visual

Justificativa do tema

A pesquisa em questão tem como objetivo analisar o projeto gráfico das embalagens
dos tabletes de chocolate da Espírito Cacau, empresa situada na cidade de Vitória,
Espírito Santo, que produz tabletes de chocolate com utilização de porções varias de
massa de cacau em sua composição.

Uma pesquisa realizada em 2013 pelo Ibope a pedido da ABICAB – Associação


Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados,
apontou uma parcela de 3/4 da população como consumidores do alimento. Nessa
pesquisa foram reveladas informações sobre esse público, como idade, gênero,
classe social, preferência de sabor e fatores que influenciaram a decisão de compra.

O estudo mostra ainda que fatores como tipo de chocolate ou a embalagem


são mais importantes do que a marca e o preço na hora de presentear,
segundo 57% dos entrevistados (IBOPE, 2013).

Essa passa a ser uma tendência global, onde os fabricantes direcionam a produção
para produtos diferenciados e com maior retorno contra um menor volume
negociado.

5
Delimitação do tema

Objetivo geral

Objetivos específicos

- Elaborar um estudo sobre a história do cacau e do chocolate;

- Listar os principais fabricantes de chocolate

- Diagnosticar elementos positivos e negativos empregados na identidade visual da


marca e do produto

Metodologia da pesquisa

Esta pesquisa fará uso da forma exploratória, abordando casos de embalagens de


tabletes de chocolate da marca Espirito Cacau.

6
Figura 1. Caixa com tabletes da Espírito Cacau

Uma pesquisa exploratória, de acordo com Antônio Carlos Gil, se trata de aprimorar
idéias ou descobrir intuições, através, por exemplo, de levantamento bibliográfico.

As pesquisas de levantamento caracterizam-se pela interrogação direta das


pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se
à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do
problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa,
obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados (Gil,2002,
p. 50).

O levantamento quantitativo será utilizado para obter informações sobre o público


alvo, perfil social, econômico e freqüência de consumo.

Para mensurar a satisfação do consumidor com o produto e seus hábitos será


utilizada a coleta de dados qualitativos. Serão utilizados questionários com
perguntas duplas (abertas e fechadas), em ambiente virtual, para coletar as
informações. O chocolate é um produto Trade up, ou seja, o consumidor consegue
mensurar as diferenças de marca para marca e distingue a variação de qualidade de
cada produto.

Referencial Teórico

O consumo dos derivados de cacau tem início na região da mesoamericana com os


povos de cultura milenar, nativos da região. Segundo Maxwell (1999), o cultivo de

7
cacau teve início por volta de 1500 a.C. pelos olmecas. Ainda segundo o autor, o
chocolate era consumido líquido e frio.
As sementes de cacau eram trituradas, pulverizadas e deixadas de molho.
Adicionava-se, então, pouca água, e o preparado era ventilado, filtrado, e
coado. Em seguida o líquido era entornado repetidamente de uma vasilha
para outra, para que se formasse uma camada de espuma. Todas as
bebidas feitas com chocolate, anteriormente ao descobrimento, eram
preparadas dessa maneira (Maxwell, 1999, p. 61).

Após o descobrimento do continente americano, o chocolate rapidamente se


espalhou pelo mundo e hoje ganhou receitas diferentes daquela fria e amarga. A
chegada da cana de açúcar ao continente americano possibilitou combinar o cacau
com o açúcar, o que resultou na alteração da receita original em uma nova forma de
beber o chocolate, agora quente e adoçado (Maxwell, 1999).
No século XVIII, o cacau passou a compor receitas de diversos tipos de doces.
Somente no século XIX que o chocolate deixou de ser apreciado exclusivamente no
estado líquido e surgiu no formato de tablete sólido.
Chocolate comestível foi um produto de grande aceitação. Passou a ser
vendido em estabelecimentos que não comercializavam bebida alcoólica, e
sua publicidade foi feita por campanhas que criaram idéia de “valores
familiares”, simbolizados na imagem de saudáveis garotinhas e estudantes
primorosamente ao estilo vitoriano (Maxwell, 1999, p. 65).

O chocolate atualmente é predominantemente um produto industrial de consumo em


massa e comercializado no estado sólido. É definido por Renata Martins da seguinte
forma:
O chocolate pode ser definido como uma suspensão de partículas sólidas
(açúcar, sólidos de cacau e sólidos de leite) em uma fase gordurosa
contínua, que também contribui para o aroma, sabor, cor, além de promover
forma ao produto final. Deve fundir rápido e completamente em temperatura
próxima a do corpo humano, caso contrário, poderá promover um pobre
desprendimento de aroma/sabor e, provavelmente, um residual ceroso.
Os chocolates são preparados basicamente a partir da suspensão de
sacarose em manteiga de cacau (Martins, R. 2007, p. 7).

No campo do design, um dos aspectos mais relevantes trata-se da embalagem. É


através dela que o fabricante vai mostrar o seu produto ao consumidor. Esse
também será o campo de atuação do designer, que precisará convencer o
consumidor de que o produto em questão é o que ele procura, ou até mesmo
despertar um desejo e convencê-lo a experimentar um novo produto.
As embalagens têm como função despertar o interesse do consumidor. Se a
qualidade do produto atender às expectativas geradas pela aparência da
embalagem, o consumidor repetirá a compra do produto. Além de proteger
durante o manuseio, estocagem e distribuição do produto, determinando-lhe
8
a vida útil e atender aos requisitos da linha de empacotamento
(unidades/min) (Martins, R. 2007, p. 15).

Não podemos deixar de apontar a função protetora da embalagem. Ela permitirá que
o produto chegue ao destino sem perder suas principais características, evitando a
contaminação e prolongando a validade do produto.
No Espírito Santo temos como referência na fabricação a Chocolates Garoto S.A.,
que foi fundada em solo capixaba, na cidade de Vila Velha e se tornou uma das
maiores empresas do setor no país.

Referências

ADMINISTRADORES.COM. Setor de chocolates premium prevê faturamento de R$ 2,9


bilhões em 2018. Disponível em 13 set. 2014.
<http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/setor-de-chocolates-premium-preve-
faturamento-de-r-29-bilhoes-em-2018/92528/ >. Acesso: 20 0ut. 2016

BECKETT, S. T.. ROYAL SOCIETY OF CHEMISTRY (GRÃ-BRETANHA). The science of


chocolate. Cambridge: Royal Society of Chemistry, 2000.

COE, Sophie D.; COE, Michael D. La verdadera história del chocolate. México: Fondo de
Cultura Económica, 1999.

Espírito cacau. Disponível em 10 de jun. 2017.

<http:// www.espiritocacau.com.br/>

G1. Produção de chocolates no Brasil diminui quase 10%, diz associação. Disponível
em 15 jul 2015. <http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/07/producao-de-chocolates-no-
brasil-diminui-quase-10-diz-associacao.html>. Acesso: 29 nov. 2016.
9
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. edição - São Paulo: Atlas,
2002.

IBOPE INTELIGÊNCIA. Estudo mostra que Brasília é a cidade que mais consome
chocolates. Disponibilizado em 4 de abr. 2012. Disponível em:
<http://www.ibopeinteligencia.com/noticias-e-pesquisas/estudo-mostra-que-brasilia-e-a-
cidade-que-mais-consome-chocolates/>. Acesso em 08 out. 2016

IBOPE. 75% dos brasileiros consomem chocolate. Disponível em 6 ago 2013.


<http://www.ibope.com/pt-br/noticias/Paginas/75-dos-brasileiros-consomem-
chocolate.aspx>. Acesso em 29 out. 2016

ISTOÉ DINHEIRO. Um chocolate no PIB. Disponível em 21 fev. 2014.


<http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20140221/chocolate-pib/10064.shtml>.
Acesso em 28 out. 2016.

JORNAL DO BRASIL. Bombons e chocolates sentem a crise e devem ficar com


crescimento abaixo da inflação, em 2016. Em 15 fev. 2016. Disponível em:
<http://www.jb.com.br/economia/noticias/2016/02/15/bombons-e-chocolates-sentem-a-crise-
e-devem-ficar-com-crescimento-abaixo-da-inflacao-em-2016/>. Acesso: 17 out. 2016.

KANTAR IBOPE MEDIA. Marcas de chocolate veicularam 9 mil comerciais no mês que
antecedeu a Páscoa. Disponível em: 31 mar 2016.
<https://www.kantaribopemedia.com/marcas-de-chocolate-veicularam-9-mil-comerciais-no-
mes-que-antecedeu-a-pascoa/>. Acesso em 3 nov. 2016.

______. Marcas de chocolate investiram 27% a mais em publicidade na televisão


nessa Páscoa. Disponível em: 09 abr. 2015. <https://www.kantaribopemedia.com/marcas-
de-chocolate-investiram-27-a-mais-em-publicidade-na-televisao-nessa-pascoa/>. Acesso: 03
nov. 2016

MARTINS, Renata. DOSSIÊ TÉCNICO - Processamento de Chocolate. Serviço Brasileiro de


Respostas Técnicas – SBRT. Rio de Janeiro, 2007.

MAXWELL, Kenneth. Chocolate, piratas e outros malandros: ensaios tropicais. São Paulo:
Paz e Terra, 1999.

NORTON, MARCY. Chocolate para el imperio: la interiorizacion europea de la estetica


mesoamericana. Revista de Estudios Sociales. Ano: 2008, Ed.: 29.

O GLOBO. Gosto amargo: produção e consumo de chocolates em queda. Disponível


em: 05 abr 2016. <http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/producao-e-consumo-de-
chocolates-em-queda.html>. Acesso em 05 nov 2016.

PORRO, Antonio. Cacau e chocolate: dos hieroglifos à cozinha ocidentel. An. mus. paul.,
São Paulo, v. 5, n. 1, p. 279-284, 1997 .

PORTALDAPROPAGANDA.COM.BR. Laka e Oreo se unem em uma combinação sem


igual. Disponível em 31 jul 2014.
<http://www.portaldapropaganda.com.br/portal/component/content/article/16-capa/42899-
laka-e-oreo-se-unem-em-uma-combinacao-sem-igual>. Acesso: 02 nov. 2016.

10