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Formação das monarquias centralizadas (séculos XIV e XV) – PÁGINA 252

Às vésperas do século XVI, havia o confronto entre o interesse dos senhores feudais e dos
burgueses, estes eram compostos por comerciantes, artesãos e banqueiros. O desenvolvimento
comercial e urbano tinha como barreiras a falta de regulamentação, senhores feudais ditavam as leis
em seus territórios e cobravam impostos dos comerciantes interferindo na relações comerciais.
Nesse mesmo momento reis europeus desejavam fortalecer sua autoridade diminuindo os poderes
da igreja, como os comerciantes ansiavam por um sistema mais favorável ao comércio apoiaram
reis, contribuindo na formação de um exército mercenário a serviço do Estado.

Os senhores feudais foram beneficiados com a centralização do poder, tiveram a maior parte de seus
poderes garantidos e protegidos pelo exército mercenário do Estado.

O rei Filipe Augusto, ou Filipe II (1180-1223), agiu com astúcia ao argumentar que a cobrança de
impostos em todo o território francês era para resolver um problema que a sociedade enfrentava, no
caso, combater os ingleses que ocupavam o norte da França. Utilizou os recursos na montagem de
um poderosos exército que possibilitou o domínio de um território unificado e garantiria o poder
real.
Usou esse mesmo exército para obrigar a nobreza a continuar sujeita ao rei, obedecendo-lhe e
pagando impostos. Aqui percebe-se como o poder Estatal engana visando o interesse de um ou
alguns grupos, utilizando o poder obtido contra os próprios integrantes do Estado. O rei Filipe
favoreceu os comerciantes e nobres, ou seja, a elite daquele período foi ouvida e tinha seus
interesses protegidos pelo poder Estatal desde que não violasse o interesse do rei.

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DOCUMENTO – PÁGINA 253

1 – a) Essa lei determinava que os membros desse Estado não podiam organizar-se ou reunir-se
armados sem que o Rei soubesse, também era determinado que capitães e homens de guerra
atacassem comerciantes, roubassem ou pedissem algum tipo de resgaste; os comerciantes tinham a
proteção real.

b – Os grupos beneficiados com essa lei foram os comerciantes, artesões e banqueiros; o grupo que
tiveram seus poderes reduzido foram dos senhores feudais e aldeões.

C – Essa lei contribuiu ao centralizar o poder na mão do Rei que determinava o que era legal e
ilegal, tornando todos os habitantes da França sujeitos as mesmas leis e punições.

2 – a) Segundo texto, um governo legítimo raramente utilizará a força, sendo um de seus atributos a
obediência devido o consenso de uma parcela significativa da população.

B – Procuraram legitimar seu poder com a formação de um exército financiado com a cobrança de
impostos, criaram cargos de autoridade que fiscalizavam e exigiam o cumprimento da lei, formaram
assembleias a fim de consultarem a população mais rica (com o tempo os aldeões puderam
participar) e diminuíram o poder da igreja no Estado.

3 – a) Ela diz: é preciso lembrar que o modo de vida dos nômades da Arábia pouco diferia, na
época, daquele dos berberes e dos felás da África setentrional.

b)