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PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO
1ª VARA DO TRABALHO DE PORTO VELHO
RTOrd 0000083-08.2017.5.14.0001
AUTOR: APARECIDO DIAS DOS REIS
RÉU: CAIRU TRANSPORTES LTDA

SENTENÇA

RELATÓRIO

APARECIDO DIAS DOS REIS, qualificado na inicial, ajuizou a presente


reclamação trabalhista em face CAIRU TRANSPORTES LTDA, também qualificada, alegando que
trabalha para a reclamada desde 15/03/2013, exercendo a função de ajudante de depósito e que está
afastado do labor em decorrência de um acidente ocorrido no trabalho no dia 16/04/2014. Diante do
descumprimento de alguns direitos postula indenização por danos morais, estéticos e materiais, inclusive
pensão, entre outros. Atribuiu à causa o valor de R$ 600.000,00. A inicial veio acompanhada de
documentos.

Frustrada a primeira proposta conciliatória, a reclamada ofertou defesa


escrita na forma de contestação pugnando pela improcedência dos pedidos, acompanhada de documentos,
os quais foram impugnados pelo reclamante.

Houve produção de prova pericial consistente em perícia médica.

Na audiência de instrução foram colhidos o depoimento do reclamante e


do preposto da reclamada.

Sem mais provas a produzir encerrou-se a instrução processual.

Razões finais em forma de memoriais pelas partes.

A última proposta conciliatória foi prejudicada.

É o relatório.

FUNDAMENTAÇÃO

ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS ESTÉTICOS. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS
(DANOS EMERGENTES E PENSIONAMENTO).

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Alega o reclamante, em síntese, que ao fazer uma entrega de material, no
exercício de suas funções a serviço da reclamada, no dia 16/04/2014, teve que retirar uma motocicleta do
lugar que o caminhão tinha que aproximar para a entrega. Relata que o veículo caiu sobre si, oportunidade
que teve de "utilizar-se de sua coluna", foçando de forma exagerada e lhe provocando fortes dores na
região, desde de então. Diz que este era o procedimento determinado pela reclamada quando algo obstruía
o local da entrega.

Alega que informou o ocorrido para a reclamada, que se recusou a emitir o


Comunicado de Acidente do Trabalho - CAT e também de lhe prestar assistência. Afirma que procurou o
INSS e teve o reconhecimento do acidente do trabalho, sendo que até a presente data o Reclamante estava
afastado de suas funções em razão da percepção do referido benefício, que afirma ser na modalidade
auxílio doença por acidente do trabalho (espécie 91), sob o n. 6147349809. Aduz que precisará de cirurgia
para recuperação. Postula indenizações por danos morais, estéticos e materiais.

Em sua defesa, a reclamada alega que o reclamante não sofreu acidente no


dia 16/04/2014 e que ele trabalhou normalmente neste dia, nada relatando a ela. Afirma que durante todo
o mês de abril/2014 e por mais dois anos, o autor trabalhou normalmente, sem atestados médicos, e sem
informar o ocorrido. Afirma que só em 13/06/2016 o autor lhe apresentou o comprovante do benefício
previdenciário e afastou -se do trabalho. Enfim, negou o acidente suscitado pelo autor.

Esclareceu que o salário base do autor, quando da apresentação da


contestação, era no valor de R$ 1.108,53.

Nega a ocorrência do acidente e qualquer responsabilidade. Afirma que a


orientação, quando algum veículo está em local onde é necessário estacionar o caminhão para descarga de
mercadoria o "exigido pela empresa, é que neste casos, se aguarde ou a retirada do veículo/bem pelo seu
proprietário, ou que, estacione mais a frente ou atrás do comercio, para então se fazer a entrega da
mercadoria".

Diz que que o autor tem hérnia discal e "é preexistente eis que, diante dos
estudos da medicina, esta doença é hérnia discal reconhecida como pré-existente, deste modo, por ser até
mesmo anterior ao contrato de trabalho." Enfim, contesta todos os pedidos.

A responsabilidade civil do empregador no caso de acidente do trabalho,


em regra, é subjetiva conforme dispõe a Constituição Federal em seu art. 7º, inciso XXVIII, em que os
elementos dolo e culpa devem ser verificados.

No mesmo sentido, para ser configurada a responsabilidade civil subjetiva


o Código Civil (arts. 186, 187 e 927) estabelece que devem ser cumpridos os seguintes requisitos:
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existência de um dano ao empregado; nexo causal entre o dano e as atividades profissionais desenvolvidas
pela autora para a reclamada; e ocorrência de conduta culposa (negligência, imprudência ou imperícia) da
reclamada para a produção do dano.

Assim, por se tratar de fato constitutivo do seu direito, cabia ao autor


provar o cumprimento dos requisitos necessários para responsabilizar a reclamada pelos danos que alega
ter sofrido.

O acidente do trabalho é fato controverso nos autos, sendo afirmado pelo


autor e negado completamente pela reclamada. Não há nos autos nenhum documento comprovando o
alegado acidente, mas há a documentos comprovando a concessão de benefício (código 91), emitidos pelo
INSS, com data de solicitação em 15/06/2016 (fls. 27 e 81). Ocorre que a data de solicitação é distante do
dia que o autor diz ter sofrido o acidente (16/04/2014).

Verifico que o controle de jornada de fls. 80, não impugnado pelo autor, e
indica que ele trabalhou normalmente no dia do acidente alegado e em todos os seguintes.

Por sua vez, a ressonância magnética de fls. 35, datada de 16/03/2016, traz
a conclusão de que o autor tem "espondilose lombar", "hérnia discal de base larga póstero-mediana
L5-S1 que toca a raiz neural direita de L5" e "abaulamento discal difuso de L4-L5 que oblitera
parcialmente os recessos laterais determinando conflitos disco-radiculares. Nota-se pequeno componente
discal protruso póstero-mediano com migração caudal". O que indica que o autor estava doente no dia
16/03/2016, um ano e onze meses após o alegado acidente.

O perito judicial juntou aos autos um laudo (fls. 122-149) com o


diagnóstico confirmando o laudo da ressonância magnética conforme se vê nas fls. 20: "...o Reclamante é
portador de LOMBALGIA CRÔNICA, DISCOPATIA DEGENERATIVA, DESIDRATAÇÃO DISCAL E
ABAULAMENTO DE L4-L5 E L5-S1 E FISSURA ANUAL L4-L5 E L5-S1. [CID 10 - M54]". Laudo este,
que diz não existir nexo causal, mas sim concausal com o trabalhado prestado pelo autor à ré, sob o
argumento de que o "acidente alegado oportunizou a investigação da enfermidade crônica degenerativa
adquirida ao longo da vida e do trabalho braçal".

Em complementação ao laudo pericial (fls. 168), o auxiliar do juízo


retificou suas informações dizendo que inexiste nexo causal ou concausal com o trabalho prestado para a
reclamada.

O perito concluiu que o autor tem doenças crônicas (adquirida ao longo da


vida) e de natureza degenerativa e que o quadro de lombalgia que ele sentiu poderia ser "agudizada a
qualquer momento, independente de movimentos ou labutas ou acidentes".
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Ainda que existisse nexo concausal com o trabalho para a ré, estaria
vinculado ao acidente do trabalho indicado pelo autor, infortúnio que não restou provado.

A inércia do autor em produzir provas somada aos seguintes documentos


nos autos: relatório do plano de saúde (fls. 33) a indicar os gastos médicos apenas a partir de março de
2016; relatório do médico assistente do autor (fls. 31), Dr. Emerson Luiz Sena da Silva, afirmando que a
primeira consulta dele foi em 15 de março de 2016, me convence que as patologias em sua coluna
realmente se manifestaram somente em 2016 e não foram agravadas por nenhum incidente ocorrido no
labor para a reclamada, posto que inexistente.

Para corroborar esse raciocínio está o fato de que o autor trabalhou no


meio rural desde os 16 anos, conforme declarou ao perito judicial, sendo que o início do contrato de
trabalho com a reclamada foi em 15/03/2013 e perdurou até 2016, quando se afastou pelo problema de
saúde, ou seja, passou os três anos últimos - de trinta anos de serviços - por si só, sem um acidente, o que
não poderia ter provocado as patologias indicadas no laudo pericial.

Diante disso, ainda que o autor tenha recebido o benefício previdenciário


na modalidade de auxílio doença por acidente do trabalho (código 91), não reconheço que essa vinculação
da doença ao trabalho seja com os serviços prestados à reclamada, mas ante o reconhecimento da natureza
degenerativa, tenho que a sua predisposição genética, postura, peso corporal, atividades físicas, estado
emocional e fatos da vida cotidiana são elementos para eclodir a doença.

Nesse sentido, o perito ainda esclarece que as patologias na coluna lombo


sacra que acometem o autor são comuns à sua faixa etária - 50 anos - e que não o incapacita para o labor
devendo apenas fazer fisioterapia para fortalecimento da musculatura paravertebral a fim de evitar
episódios de lombalgia.

Registro que o juízo não é vinculado à decisão da entidade previdenciária


e que restou demonstrada nestes autos que a patologia que acomete o autor é de natureza degenerativa e,
portanto, não pode ser considerada oriunda ou agravada pelo trabalho (art. 20, §1º, inc. I, da Lei 8.213/91)
prestado à reclamada.

Dessa forma, nos termos do art. 20, § 1º, da Lei 8.213/1991, tenho por não
demonstrado o nexo causal ou concausal entre o dano causado ao obreiro e as atividades laborais
desempenhadas para a ré.

Ante ao exposto, nos termos do art. 20 da Lei 8.213/1991, julgo


improcedentes os pedidos do autor de condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos

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morais, indenização por danos estéticos por lesão corporal, indenização por danos materiais consistentes
em despesas médicas, hospitalares, fisioterápicas e pensionamento mensal vitalício.

MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

O autor exerceu devidamente o seu direito constitucional de ação,


respeitando todas as balizas éticas do processo, inexistindo, assim, qualquer justificativa para condená-lo
a pagar a multa por litigância de má-fé requerida na contestação.

Indefiro.

JUSTIÇA GRATUITA

Diante da declaração do reclamante de que é pobre e não tem condições de


arcar com as despesas processuais, além de demonstrado que o salário por ele percebido não supera o
limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (CLT, art. 790, § 3º), defiro os
benefícios da justiça gratuita.

HONORÁRIOS PERICIAIS

Levando em conta o grau de zelo do profissional, a qualidade do laudo


pericial - com complementação decorrente de uma falha do perito, a complexidade da matéria estudada
pelo perito (médica) e o local e tempo exigidos para a prestação do serviço (30 dias) e a pontualidade na
entrega do laudo pericial, em observância ao teto estabelecido pelo art. 790-B, §1º, da CLT, atualmente
regulamentado na Resolução n. 66/2010 do CSJT, arbitro os honorários periciais em R$1.000,00 ao
senhor Ilton Roberto Kramer, que ficarão a cargo do reclamante diante da sucumbência no objeto da
perícia.

Em observância ao disposto no art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal e


com base no art. 98, §1º, V e art. 99 do CPC e art. 790, §3º, da CLT, e com aplicação dos princípios do
direito fundamental do acesso à Justiça e da dignidade da pessoa humana e, ainda, com base no art. 8º da
Convenção Interamericana de Direito Humanos de São José da Costa Rica, aplico no presente caso a
interpretação conforme a Constituição Federal para assim, com base na condição de beneficiário da
Justiça Gratuita do reclamante, determinar que a União responda pelo pagamento nos honorários periciais,
conforme exposto na parte final do §4º do art. 790-B da CLT.

Para tanto, determino seja expedida requisição ao Tribunal Regional do


Trabalho da 14ª Região solicitando o pagamento da quantia de R$1.000,00 ao senhor Heinz Roland
Jakobi.

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HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS

A Lei n.13.467/2017 normatizou os honorários advocatícios


sucumbenciais nesta Justiça Especializada (art. 791-A, da CLT). Nesse passo, considerando que as regras
processuais se aplicam imediatamente após a vigência da lei (teoria do isolamento dos atos adotada pelo
sistema processual brasileiro - art. 14 e 1.046 do CPC), inclusive em relação aos processos em curso, se
tratando os honorários advocatícios sucumbenciais de pedido implícito, com base na teoria da
causalidade, é a sentença o ato processual que constitui o marco temporal para aplicação da regra que
regulamenta seus efeitos.

Nesse sentido é pacífica a jurisprudência do STJ ao aplicar a Lei 13105/15


(novo CPC), que alterou as regras sobre honorários advocatícios, sobre os processos em curso e ainda não
sentenciados na data da sua entrada em vigor, verbis:

"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.


ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MARCO TEMPORAL
PARA A APLICAÇÃO DO CPC/2015. PROLAÇÃO DA SENTENÇA. PRECEDENTE. IMPUGNAÇÃO
DO VALOR FIXADO A TÍTULO DE VERBA HONORÁRIA. MAJORAÇÃO. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ.
AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. O recorrente alega que não há falar em direito adquirido a fim de
conclamar incida o Novo Código de Processo Civil apenas às demandas ajuizadas após a sua entrada em
vigor (conforme decidido pelo Tribunal a quo), porquanto, consoante estabelecido no artigo 14 do
NCPC, o novel diploma normativo processual incidirá imediatamente aos processos em curso. 2. A
jurisprudência desta Corte tem entendido que o marco temporal que deve ser utilizado para determinar o
regramento jurídico aplicável para fixar os honorários advocatícios é a data da prolação da sentença,
que, no caso, foi na vigência do Código de Processo Civil de 1973. Precedente: REsp 1.636.124/AL, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/12/2016, DJe 27/04/2017" (AgInt
no REsp 1657177/PE, segunda Turma, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES).

Além do que foi disposto acima, não há que se falar em elemento surpresa
e violação da segurança jurídica, pois além de os honorários advocatícios sucumbenciais se tratarem de
pedido implícito, esse entendimento encontra-se previsto em lei, está em consonância com jurisprudência
pacífica e as partes tiveram, pelo menos, o período de 120 dias (período da vacatio legis), para agirem
(renunciando ao direito ou reconhecendo o pedido) de forma a evitar os ônus da sucumbência sob o pálio
da novel regra.

Ante ao exposto, com base no art. 791-A da CLT, diante da sucumbência


do autor, condeno - o a pagar ao advogado da parte contrária honorários de sucumbência no importe de
5% sobre o valor do pedido julgado integralmente improcedente (Súmula 326 do STJ) - valor que resultar
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da liquidação da sentença caso não tenha sido liquidado na inicial, em observância ao grau de zelo do
profissional evidenciado pela técnica de redação, objetividade e concisão da defesa; a prestação de
serviços se deu exclusivamente nessa capital; o valor da causa; o grau de complexidade das questões
discutidas não exigem nenhum estudo específico ou pesquisa mais aprofundada; o profissional apresentou
argumentos coerentes pertinentes e não criou incidentes infundados nem preliminares descabidas; o feito
tramitou durante 11 meses.

Registro que se não comprovado que o autor, totalmente sucumbente nessa


ação beneficiária da justiça gratuita, não tiver obtido em outro processo judicial créditos capazes de
suportar as despesas com honorários advocatícios sucumbenciais, a obrigação ficará sob condição
suspensiva nos dois anos após o trânsito em julgado da decisão, podendo ser executada se o credor
(advogado beneficiado com a decisão) demonstrar que deixou de existir insuficiência de recursos. Após
esse prazo, extingue-se as obrigações do autor beneficiário da justiça gratuita.

DISPOSITIVO

Isto posto, na Ação Trabalhista ajuizada por APARECIDO DIAS DOS


REIS em face de CAIRU TRANSPORTES LTDA, nos termos da fundamentação supra, DECIDO julgar
IMPROCEDENTES os pedidos do autor de condenação da reclamada ao pagamento de indenização por
danos morais, indenização por danos estéticos por lesão corporal, indenização por danos materiais
consistentes em despesas médicas, hospitalares, fisioterápicas e pensionamento mensal vitalício.

O reclamante deverá pagar honorários de sucumbência ao advogado da


reclamada no importe de 5% sobre o valor do pedido julgado integralmente improcedente 0 valor que
resultar da liquidação da sentença caso não tenha sido liquidado na inicial.

Concedo os benefícios da Justiça Gratuita ao reclamante.

Diante da sucumbência do reclamante no objeto da perícia e por se tratar


de beneficiário da Justiça Gratuita e não ter obtido crédito capaz de suportar essa despesa (art. 790-B, §
4º, da CLT) expeça-se requisição ao Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região solicitando o
pagamento da quantia de R$1.000,00 ao senhor Heinz Roland Jakobi

Custas pelo reclamante no importe de R$ 12.000,00 calculadas sobre valor


atribuído à causa, dispensadas na forma da lei.

Intimem-se as partes.

Cumpra-se.

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Nada mais.

PORTO VELHO, 24 de Janeiro de 2018

MARCELLA DIAS ARAUJO FREITAS


Juiz(a) do Trabalho Substituto(a)

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