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1.

Vetores, objetos criados para a representação de grandezas que necessitam de


direção e sentido além do seu valor. Podem ser definidos por pontos em um
plano, ou espaço, cartesiano. Sabendo disso, qual o vetor entre os pontos:
𝐴(1, 2, 3) e 𝐵(−1, −2, 3).
Solução:
O vetor 𝑪, ligando os pontos 𝐴 e 𝐵 pode ser determinado pela computação da
distância entre os vértices. Observe que o enunciado citou o sistema de
coordenadas cartesianas. Desta forma:
𝑪𝑨𝑩 = (𝒃𝒙 − 𝒂𝒙 )𝒄𝒙 + (𝒃𝒚 − 𝒂𝒚 )𝒄𝒚 + (𝒃𝒛 − 𝒂𝒛 )𝒄𝒛
𝑪𝑨𝑩 = (−𝟏 − (𝟏))𝒄𝒙 + (−𝟐 − (𝟐))𝒄𝒚 + (𝟑 − 𝟑)𝒄𝒛
𝑪𝑨𝑩 = −𝟐𝒄𝒙 − 𝟒𝒄𝒚
Você pode verificar estes cálculos. Há uma calculadora online aqui:
http://onlinemschool.com/math/assistance/vector/p_to_vector/
2.
Os sistemas de coordenadas e métricos servem para que os estudantes e
pesquisadores possam usar as mesmas referências e terem as mesmas
interpretações de equações, cálculos e medidas. Mas, no estudo puro e simples
das equações vetoriais, eles são dispensáveis.
Considere, por exemplo um sistema onde as distâncias sejam medidas apenas
por unidades de medida, sem a definição de unidades. Neste sistema temos dois
vetores. Um que parte da origem até o ponto 𝐴 dado por (6, -2, -4) e um vetor
unitário 𝒃, a partir da origem e apontando a direção do ponto 𝐵, dado por
1
(2, −2, 1). Se os pontos 𝐴 e 𝐵 estão separados por 10 unidades de medida,
3
Calcule o vetor 𝑩, entre a origem e o ponto 𝐵 (HAYT e BUCK, 2012).
Solução:
O enunciado especifica que 𝑨 = (6, −2, −4) . Podemos usar a definição de vetor
unitário e definir o vetor 𝑨 em relação ao seu vetor unitário, considerando 𝑖, 𝑗 𝑒 𝑘
como os fatores que multiplicam cada um dos vetores unitários do sistema
cartesiano teremos:
𝑨 𝑨 1
𝒂= = = 𝑨
|𝑨| √𝑖 2 + 𝑗 2 + 𝑘 2 √𝑖 2 + 𝑗 2 + 𝑘 2

Observe que sempre poderemos representar o vetor unitário desta forma.


Substituindo os dados fornecidos pelo enunciado chegamos e equação do vetor
unitário de 𝑩:
1
𝒃= 𝑩(2, −2, 1)
3
expandindo o que sabemos de 𝑩, teremos:
2𝑩 2𝑩 𝑩
𝒃= 𝒂𝑥 − 𝒂𝑦 + 𝒂𝑧
3 3 3
Temos também, graças ao enunciado, o ponto 𝐴 o que nos permite calcular o
vetor 𝑨:
𝑨 = 6𝒂𝑥 − 2𝒂𝑦 − 4𝒂𝑧
O enunciado também especifica que a distância entre os pontos 𝐴 𝑒 𝐵 é de 10
unidades. Sabemos que a distância entre dois pontos é dada pelo módulo do
vetor que liga estes pontos então |𝐵 − 𝐴| = |𝐴 − 𝐵| = 10. Tudo que precisamos
fazer é calcular este módulo. E podemos calcular este módulo operando com os
índices de cada vetor unitário no espaço cartesiano.
2𝐵 2𝐵 1𝐵
|(6 − ) 𝒂𝑥 + [−2 − (− )] 𝒂𝑦 + [(−4) − ]𝒂𝑧 | = 10
3 3 3
2𝐵 2𝐵 1𝐵
|(6 − ) 𝒂𝑥 + (−2 + )𝒂𝑦 + [(−4) − ]𝒂𝑧 | = 10
3 3 3
Achamos o vetor distância, basta agora calcular o módulo e igualar a 10, para
atender o enunciado;

2𝐵 2 2𝐵 2 1𝐵 2
√(6 − ) + (−2 + ) + [(−4) − ] = 10
3 3 3

2𝐵 2 2𝐵 2 1𝐵 2
(6 − ) + (−2 + ) + [(−4) − ] = 100
3 3 3
2
2𝐵 2𝐵 2 2
2𝐵 2𝐵 2 2
1𝐵 1𝐵 2
[6 + (2.6. − ) + ( ) ] + [−2 + (2. −2. ) + ( ) ] + [−4 + (2. −4. − ) + ] = 100
3 3 3 3 3 3

4𝐵 2 8𝐵 4𝐵 2 8𝐵 𝐵 2
36 − 8𝐵 + +4− + + 16 + + = 100
9 3 9 3 9
56 + 8𝐵 + 𝐵 2 = 100
𝐵 2 − 8𝐵 − 44 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau temos: 𝐵 ′ = −3,7460 𝑒 𝐵" = 11,746
com não existe módulo negativo temos: 𝐵 = 11,746 logo o vetor 𝑩 será:
2 2 1
𝑩 = (11,746)𝒂𝑥 − (11,746)𝒂𝑦 + (11,746)𝒂𝑧
3 3 3
𝑩 = 𝟕, 𝟖𝟑𝒂𝒙 − 𝟕, 𝟖𝟑𝒂𝒚 + 𝟑, 𝟗𝟐𝒂𝒛

3.
O cálculo de vetores unitários permite a determinação de um vetor com a mesma
direção e sentido de um outro vetor qualquer. Esta ferramenta é utilizada para
separar o módulo, ou amplitude, da direção e sentido de um vetor e simplifica as
operações com grandezas vetoriais. Você precisa encontrar a direção e o sentido
do vetor 𝑪 resultante da operação entre os vetores 𝑴 = −10𝒂𝑥 + 4𝒂𝑦 − 8𝒂𝑧 e
𝑵 = 8𝒂𝑥 + 7𝒂𝑦 − 2𝒂𝑧 . Sabendo que a operação necessária pode ser
representada por −𝑴 + 2𝑵, qual das respostas a seguir contém o vetor unitário
desejado?
(a) 𝑪 = 0,36𝒂𝑥 + 𝒂𝑦 + 0,56𝒂𝑧
(b) 𝑪 = 0,45𝒂𝑦 + 0,84𝒂𝑧
(c) 𝑪 = 9,12𝒂𝑥 + 5,37𝒂𝑦 + 2,08𝒂𝑧
(d) 𝑪 = 0,92𝒂𝑥 + 0,36𝒂𝑦 + 0,14𝒂𝑧
(e) 𝑪 = 𝒂𝑥 + 0,5𝒂𝑦

Solução: Letra d
Realizando a operação desejada encontramos os fatores de 𝑪
𝑪 = −𝑴 + 2𝑵 = −(−10𝒂𝑥 + 4𝒂𝑦 − 8𝒂𝑧 ) + 2(8𝒂𝑥 + 7𝒂𝑦 − 2𝒂𝑧 )
𝑪 = 10𝒂𝑥 − 4𝒂𝑦 + 8𝒂𝑧 + 16𝒂𝑥 + 14𝒂𝑦 − 4𝒂𝑧
𝑪 = 26𝒂𝑥 + 10𝒂𝑦 + 4𝒂𝑧 ∴ 𝑪(26,10,4)
Com isso podemos calcular o vetor unitário de 𝑪:
26𝒂𝑥 + 10𝒂𝑦 + 4𝒂𝑧 26𝒂𝑥 + 10𝒂𝑦 + 4𝒂𝑧
𝑐= =
√262 + 102 + 42 28,1425
𝐶 = 0,92𝒂𝑥 + 0,36𝒂𝑦 + 0,14𝒂𝑧

4.
Considerando o vetor expresso por: −𝑎𝑥 − 5𝑎𝑦 − 𝑎𝑧 e usando o produto escalar,
encontre o ângulo que este vetor, em um espaço cartesianos de três dimensões
faz com o eixo 𝑧.
a) 𝜃 = 101,10°
b) 𝜃 = 69,5°
c) 𝜃 = 98,10°
d) 𝜃 = 47,34°
e) 𝜃 = 110,20°

Solução: a resposta certa é a letra a


Geometricamente, o produto escalar é dado por:
𝑨 ∙ 𝑩 = |𝑨||𝑩|𝑐𝑜𝑠𝜃
Onde 𝜽 é o ângulo formado entre os dois vetores. A partir da definição
geométrica podemos determinar uma fórmula para o cálculo do ângulo 𝜽:
𝑨∙𝑩
𝜽 = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( )
|𝑨||𝑩|
Logo teremos que calcular o módulo do vetor dado:

𝑨 = −𝑎𝑥 − 5𝑎𝑦 − 𝑎𝑧 = √12 + 52 + 12 = √27


O vetor que representa o eixo 𝑧 é 𝒂𝑧 e seu módulo é 1. Sendo assim:
(−𝑎𝑥 − 5𝑎𝑦 − 𝑎𝑧 ) ∙ 𝑎𝑧 1
𝜽 = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( ) = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( − )
√27 √27
𝜽 = 𝟏𝟎𝟏, 𝟏𝟎°
5.
Dados os pontos: 𝑀(0.1 , −0.2 , −0.1), 𝑁(−0.2 , 0.1 , 0.3) e 𝑃(0.4 , 0, 0.1) indique a
opção que contém: o produto escalar 𝑹𝑀𝑁 ∙ 𝑹𝑀𝑃 e o ângulo entre 𝑹𝑀𝑁 𝑒 𝑹𝑀𝑃 .
Observe que na especificação dos vetores foi utilizado o caractere ponto como
separador decimal para não confundir com as vírgulas usadas para separação
das coordenadas.
(a) 0,04 e 65º
(b) 0,05 e 78º
(c) 0,03 e 67º
(d) 0,06 e 88º
(e) 0,05 e 45º

Solução: a resposta certa é a letra b.


Utilizando o caractere ponto como separador decimal para não confundir com as
vírgulas usadas para separação das coordenadas. Para calcular o produto
escalar 𝑹𝑀𝑁 ∙ 𝑹𝑀𝑃 precisamos, primeiro calcular 𝑹𝑀𝑁 e 𝑹𝑀𝑃 :
𝑹𝑀𝑁 = (−0.2 , 0.1, 0.3) − (0.1, −0.2 , −0.1) = (−0.3 , 0.3, 0.4)
𝑹𝑀𝑃 = (0.4, 0, 0.1) − (0.1, −0.2 , −0.1) = (0.3, −0.2, −0.2)
Sendo assim, o produto escalar 𝑹𝑀𝑁 ∙ 𝑹𝑀𝑃 é dado por:
𝑹𝑀𝑁 ∙ 𝑹𝑀𝑃 = (−0.3 , 0.3, 0.4) ∙ (0.3, 0.2, 0.2) = −0.09 + 0.06 + 0.08 = 0.05
Por sua vez, o ângulo θ entre 𝑹𝑀𝑁 e 𝑹𝑀𝑃 pode ser calculado por:
𝑹𝑀𝑁 ∙ 𝑹𝑀𝑃 0.05
θ = 𝑐𝑜𝑠 −1 = 𝑐𝑜𝑠 −1
|𝑹𝑀𝑁 ||𝑹𝑀𝑃 | √0.32 + 0.32 + 0.42 √0.32 + 0.22 + 0.22
0,05 0,05
θ = 𝑐𝑜𝑠 −1 = 𝑐𝑜𝑠 −1 = 77.96º
√0.32 + 0.32 + 0.42 √0.32 + 0.22 + 0.22 √0.34√0.17
6.
Considere duas cargas 𝑄1 = 5 𝜇𝐶 𝑒 𝑄2 = −7 𝜇𝐶 localizadas nos pontos
(0, 0 ,0) 𝑒 (1, 2 3), respectivamente, e determine a intensidade do campo elétrico
𝐸 no ponto 𝑃(3, −4, 2)
Solução: a resposta correta é a letra a.
Primeiro precisamos determinar os vetores unitários e seus módulos:
𝑟 − 𝑟1 = 3𝒂𝑥 − 4𝒂𝑦 + 2𝒂𝑧 ∴ |𝑟 − 𝑟1 | = √29

𝑟 − 𝑟2 = 2𝒂𝑥 − 6𝒂𝑦 − 𝒂𝑧 ∴ |𝑟 − 𝑟1 | = √41


𝑄1 𝑄2
𝑬𝒓 = 𝒂1 + 𝒂
4𝜋𝜖0 |𝑟 − 𝑟1 |2 4𝜋𝜖0 |𝑟 − 𝑟2 |2 2
𝑄1 (𝑟 − 𝑟1 ) 𝑄2 (𝑟 − 𝑟2 )
𝑬𝒓 = 3
+
4𝜋𝜖0 |𝑟 − 𝑟1 | 4𝜋𝜖0 |𝑟 − 𝑟2 |3
1 𝑄1 (𝑟 − 𝑟1 ) 𝑄2 (𝑟 − 𝑟2 )
𝑬𝒓 = { + }
4𝜋𝜖0 |𝑟 − 𝑟1 |3 |𝑟 − 𝑟2 |3

10−6 5(3𝒂𝑥 − 4𝒂𝑦 + 2𝒂𝑧 ) −7(2𝒂𝑥 − 6𝒂𝑦 − 𝒂𝑧 )


𝑬𝒓 = { 3 + 3 }
4𝜋𝜖0 (√29) (√41)
𝑬𝒓 = 𝟑𝟖𝟒, 𝟓𝟎𝒂𝒙 − 𝟐𝟖𝟕, 𝟐𝟓𝒂𝒚 + 𝟖𝟏𝟔, 𝟐𝟕𝒂𝒛 𝑽/𝒎

7.
A Lei de Coulomb, publicada pela primeira vez em 1783 pelo físico francês
Charles Augustin de Coulomb, permite calcular a força exercida por uma
partícula carregada sobre uma carga de prova. Considerando a existência de
duas. Cargas pontuais de 1𝑛𝐶 e −2𝑛𝐶 estão localizadas no vácuo,
respectivamente em (0, 0, 0) e (2, 2, 2). Qual a força que atua em cada carga?
Solução:
A força que atua na carga 1 devida a carga 2 é igual a força que atua na carga
2 devido a carga um então tanto faz qual das forças calcularemos:
𝑅12 = (2 − (0))𝑎𝑥 + (2 − 0)𝑎𝑦 + ((2) − 0)𝑎𝑧

𝑅12 = 2𝑎𝑥 + 2𝑎𝑦 + 2𝑎𝑦 ⟹ |𝑅12 | = √12 = 2√3


(1 × 10−9 )(−2 × 10−9 ) 2
𝑭𝟏𝟐 = (𝒂𝑥 + 𝒂𝑦 + 𝒂𝑧 )
10−9 2√3
4𝜋 36𝜋 (2√3)2

(−2 × 10−18 ) 1
𝑭𝟏𝟐 = (𝒂 + 𝒂𝑦 + 𝒂𝑧 )
12 × 10−9 √3 𝑥
9
(−18 × 10−18 ) 1
𝑭𝟏𝟐 = (𝒂 + 𝒂𝑦 + 𝒂𝑧 )
12 × 10−9 √3 𝑥
(−18)
𝑭𝟏𝟐 = × 10−9 (𝒂𝑥 + 𝒂𝑦 + 𝒂𝑧 )
12√3
𝑭𝟏𝟐 = 𝟎, 𝟖𝟔𝟔 × 𝟏𝟎−𝟗 (𝒂𝒙 + 𝒂𝒚 + 𝒂𝒚 )

8.
Como a equação da força devida a existência de uma carga elétrica e linear,
podemos utilizar o princípio da superposição para encontrar a força devida a um
conjunto de cargas pontuais espalhadas pelo espaço. Considere uma carga
pontual 𝑄1 = 35 𝑛𝐶 localizada no ponto 𝑃1 (4, −2, 7) e a carga 𝑄2 = 60 𝑛𝐶 no
ponto 𝑃2 (3, 4, −2) ambas no vácuo. Determine a intensidade do campo elétrico
no ponto 𝑃3 (1, 2, 3).
Solução:
Se utilizarmos os vetores posição destas cargas e os conceitos de simetria, a
intensidade do campo elétrico no ponto𝑃3 (1, 2, 3), será dada pela soma vetorial
dos campos elétricos devidos a cada carga:
𝑄1 𝑄2
𝑬= 𝑹13 + 𝑹
4𝜋𝜖0 |𝑅13 |2 4𝜋𝜖0 |𝑅23 |2 23
35 × 10−9 60 × 10−9
𝑬= 𝑹 + 𝑹
4𝜋𝜖0 |𝑅13 |2 13 4𝜋𝜖0 |𝑅23 |2 23
Agora precisamos lembrar que o vetor unitário será dado pelo vetor
dividido por seu módulo. Sendo assim:
35 × 10−9 𝑹13 60 × 10−9 𝑹23
𝑬= +
4𝜋𝜖0 |𝑅13 |2 |𝑅13 | 4𝜋𝜖0 |𝑅23 |2 |𝑅23 |
Colocando em evidência o que é comum e simplificando, ficamos com:
10−9 35𝑹13 60𝑹23
𝑬= [ + ]
4𝜋𝜖0 |𝑹13 |3 |𝑹23 |3
Sendo assim, o primeiro passo é calcular estes dois vetores unitários:
𝑹13 = (1 − 4)𝑎𝑥 + (2 − (−2))𝑎𝑦 + (3 − 7)𝑎𝑧

𝑹13 = −3𝑎𝑥 + 4𝑎𝑦 − 4𝑎𝑧 ∴ |𝑹13 | = √32 + 42 + 42 = √41


𝑹23 = (1 − (3))𝑎𝑥 + (2 − 4)𝑎𝑦 + (3 − (−2))𝑎𝑧

𝑹23 = −2𝑎𝑥 − 2𝑎𝑦 + 5𝑎𝑧 ∴ |𝑹23 | = √22 + 22 + 52 = √33


Desta forma, a intensidade do campo em 𝑃2 será dada por:

10−9 35(−3𝑎𝑥 + 4𝑎𝑦 − 4𝑎𝑧 ) 60(−2𝑎𝑥 − 2𝑎𝑦 + 5𝑎𝑧 )


𝑬= [ + ]
10−9 |√41|
3
|√33|
3
4𝜋 36𝜋

35(−3𝑎𝑥 + 4𝑎𝑦 − 4𝑎𝑧 ) 60(−2𝑎𝑥 − 2𝑎𝑦 + 5𝑎𝑧 )


𝑬 = 9[ 3 + 3 ]
|41|2 |33|2
A soma vetorial dos campos elétricos resulta em:
𝑬 = −9,298𝑎𝑥 − 0,898𝑎𝑦 + 9,443𝑎𝑧
Logo, a intensidade será dada pelo módulo deste vetor ou:
𝑬 = 𝟏𝟑, 𝟐𝟖𝟑 𝐍/𝐂
9.
Sobre um filamento retilíneo descrito or 𝑥 = 2 𝑚 𝑒 𝑦 = −4𝑚 existe uma
distribuição uniforme de carga de densidade 𝜌𝑙 = 20 𝑛𝐶/𝑚. Calcule o campo
elétrico no ponto 𝑃(−2, −1, 4) (EDMINISTER, 1979, p. 23)
Solução:
Trata-se da aplicação direta da equação do campo elétrico devido a distribuição
linear de cargas:
𝜌𝐿
𝑬= 𝒂
2𝜋𝜖0 𝜌 𝜌
Observe que o filamento em questão é paralelo
ao eixo 𝑧 logo o campo resultante não terá
componentes ao longo deste eixo. Se tomarmos
um ponto no filamento que seja perpendicular ao
ponto desejado, mas que esteja sobre o
filamento de cargas, teremos:
𝑹 = ((−2) − 2))𝒂𝑥 + ((−1) − (−4))𝒂𝑦
𝑹 = −4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦
Cujo módulo será dado por:

|𝑹| = 𝑅 = √42 + 32 = 5
No nosso caso, a distância, por causa do uso das coordenadas cilíndricas,
quando definimos a fórmula 𝑅 = 𝜌 logo, substituindo na equação teremos:
𝜌𝐿 20 × 10−9 −4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦 20 × 10−9
𝑬= 𝒂 = = − 4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦
2𝜋𝜖0 𝜌 𝜌 2𝜋𝜖0 (5) 5 2𝜋𝜖0 (5)2
20 × 10−9 10 × 10−9
𝑬= − 4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦 = − 4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦
2𝜋10−9 2 25 × 10−9
(5)
36𝜋 36
10 360
𝑬= − 4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦 = − 4𝒂𝑥 + 3𝒂𝑦 => 𝑬 = −57,6𝒂𝑥 + 43,2𝒂𝑦
25 25
36
10.
Um plano de cargas definido por 𝑦 = 3 𝑚 contém uma distribuição uniforme de
10−8
cargas com densidade superficial dada por 𝜌𝑆 = ( 6𝜋 ) 𝐶/𝑚2. Determine o
campo 𝑬 em todos os pontos do espaço (EDMINISTER, 1979, p. 24).
Solução:
Trata-se da aplicação direta da equação de campo elétrico para placas planas:
𝜌𝑠
𝑬= 𝒂
2𝜖0 𝑛
O campo será normal a placa neste caso, o campo terá a direção do eixo 𝑦 para
𝑦 > 3 𝑚:
10−8
( 6𝜋 ) 10−8 36𝜋 6 × 10−8
𝑬= 𝒂 = 𝒂 = 𝒂 = 30𝒂𝑦 𝑉/𝑚
10−9 𝑦 6𝜋 2 × 10−9 𝑦 2 × 10−9 𝑦
2 × 36𝜋

Para 𝑦 < 3 𝑚: 𝑬 = −30𝒂𝑦 𝑉/𝑚