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2.º Teste – 11.

º ano
Proposta de Correção

Grupo I
A.
1. Todo o monólogo de Telmo é marcado por sentimentos de profunda angústia. Esse
sentimento começa por surgir associado a uma atitude de perplexidade face aos
confusos sentimentos provocados pela notícia de que o amo desaparecido está vivo.
A descoberta interior de que também ele, afinal, não desejava que tal acontecesse, ao
contrário do que sempre julgara, enche-o de sentimentos de culpa.
2. Ao ouvir Telmo pedir a Deus que prolongue a vida do “inocentinho” que criara e que
tanto sofrera, o Romeiro julga que Telmo se refere ao amo desparecido, isto é, a si
próprio. Com o seu comentário: “Que não oiça Deus o teu rogo!”, o Romeiro
pretende comunicar a Telmo o desespero em que se encontra, ele que apenas deseja a
morte. Mostra assim que, longe de admitir o afastamento afetivo de Telmo, o
Romeiro mantém, pelo contrário, uma confiança absoluta na fidelidade e no afeto do
velho aio.
3. A fala proferida “à parte”: “Já não sei pedir senão pela outra” constitui um
comentário que Telmo faz para si próprio e que não é ouvido pela outra personagem
em cena. Corresponde à confirmação de que as suas preocupações estão
concentradas nessa “outra filha”, embora sinta que devia ainda pedir por D. João.
4. As indicações cénicas, ou didascálias, que constituem, no seu conjunto, um texto
secundário ou de suporte do texto dramático, cumprem, no excerto transcrito várias
funções: definir a movimentação das personagens em cena: “Ajoelha”; explicitar o
sentimento ou a atitude que deve transparecer no comportamento da personagem:
“Sobressaltado”; marcar uma alteração no tom de voz da personagem: “Alto”.

B.
5. Gil Vicente analisou a sociedade quinhentista, dando-a a conhecer, através de uma
vasta obra, onde aplicou o seu lema: “a rir se corrigem os costumes”.
Os seus textos refletem a mudança das mentalidades desde a Idade Média ao
Renascimento. As transformações económicas, sociais e políticas levaram a uma crise de
valores, como ilustra a Farsa de Inês Pereira, através da leviandade da protagonista e da
decadência do Escudeiro (como ilustra o Auto da Feira, através da personagem Roma e
das críticas de Serafim e do Tempo; e também do quadro popular da segunda parte da
peça). A corrupção, a exploração do povo e a falta de devoção são visadas através da
crítica mordaz, em obras religiosas (Auto da Feira) e profanas (Farsa de Inês Pereira),
onde ninguém foi poupado, desde o rei ao clero, passando pelo povo.
As personagens vicentinas provocam o riso, criando momentos de absurdo que levam
o público a refletir sobre as suas próprias práticas e a inverter situações pouco
exemplares. Na verdade, o cómico em Gil Vicente é muito mais do que uma forma de
divertir.

1
Em suma, Gil Vicente satirizou através de personagens-tipo, da linguagem e dos vários
processos de cómico. Recriou o seu tempo, divertiu, como pretendiam os reis, mas,
essencialmente, criticou e moralizou os costumes.

Grupo II
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.

A D C B B A B Complemento do Oração subordinada Sujeito.


nome e adjetiva relativa
predicativo do restritiva.
sujeito.

Grupo III

Tópicos sugeridos:

 atualmente, vivemos num mundo global onde há uma fácil comunicação, troca de
experiências e de bens materiais;
 o fácil contacto com o exterior traz consequências positivas (ex. importação de
procedimentos médicos, contacto com novos alimentos, progresso social e cultural, etc.);
 a globalização também traz consequências negativas (ex. adoção de tradições
desadequadas ao clima e às caraterísticas da população, endividamento familiar e
nacional, etc.);
 alteração da arquitetura tradicional;
 outras consequências: comemoração de dias festivos, cujas tradições importamos do
estrangeiro (ex. Halloween); alteração de hábitos alimentares;
 (...)