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Tanatognose

Necrópsia/Autópsia
 Um dilema.
 Qual a diferença ?
Autópsia
• Definição: É o exame externo e interno
de um cadáver com a finalidade de
determinar a causa morte, a causa
jurídica da morte e às vezes identificar o
corpo.
• Se presta: Justiça, política sanitária,
desenvolvimento médico-científico.
• Quem solicita: Justiça, Vigilância
sanitária e o médico.
Quem faz a autópsia ?

• Perito (médico legista)


• Médico patologista.
• Pessoa idônea e de conhecimentos
(perito ad hoc).
A quem pertence o morto ?

• A- Morte suspeita ou violenta.

• B- Morte epidêmica ou doença de


notificação compulsória.

• C- Morte natural.
Critérios para realização de autópsias

• 1- Considerações
• A- Pessoa natural termina com a morte, a vontade perdura.
• B- Morte presumida - 80 anos, desaparecido há cinco.
• C- Morto não é pessoa: é coisa. Contudo o respeito e reverência
continuam.
• D- Não são cadáveres: mola, partes do corpo, esqueleto e múmia.
Feto ?
• E- Respeito aos mortos: destruição, subtração ocultação e
vilipêndio são crime.
• F- No Brasil nenhum cadáver humano poderá ser enterrado sem
declaração de óbito.
• 2- Preencher os requisitos da legislação.
Em caso de morte violenta ou
suspeita:
• O cadáver não pertence a família, sim ao Estado. A
Secretaria de Segurança Pública recolherá ao IML,
realizando exame cadavérico, após o qual expedirá
DECLARAÇÃO DE ÓBITO E LAUDO CADAVÉRICO
que será enviado para a polícia civil. O exame é
obrigatório por lei.
• Caso não exista IML, o delegado ou juiz indicará o
perito.
• Caso não haja delegado ou juiz, cai fora daí porque
você poderá ser o próximo enterrado sem declaração
de óbito.
• CONCLUSÃO: IML é um órgão público estadual, seu
perito é funcionário público estadual. Não existe IML
privado.
Em caso de morte hospitalar ou doença de
notificação compulsório ou infecciosa contagiosa:

• Nas mortes hospitalares de causa desconhecida,


realizar autópsia no SVO do hospital ou no SVO público.
Em caso de morte hospitalar de causa e doença
conhecidas, o médico assistente, substituto ou
plantonista terá que liberar a declaração de óbito.
• Mortes extra hospitalares naturais e de doença
desconhecida: o cadáver será levado ao SVO, com
expedição de declaração de óbito e laudo
anatomopatológico.
• Mortes extra hospitalares de doença conhecida e
acompanhada por médico assistente, este terá a
responsabilidade de liberar a declaração de óbito.
Em caso de morte hospitalar ou doença de
notificação compulsório ou infecciosa
contagiosa:
• Todo hospital universitário deverá ter SVO.
• O SVO é obrigatório em municípios com população com
mais de 100.000 habitantes.
• Caso a localidade não tenha SVO a declaração de óbito
poderá ser assinada por duas pessoas idôneas.
• Caso não existam pessoas idôneas na cidade, caia
fora, você estará correndo PERIGO !
• Conclusão: SVO é um instituto público ou privado,
tutelado pelo estado, para esclarecer eventos mórbidos
não criminosos.
Critérios para realização
de autópsias

Definição de morte:
 Anatômica/histológica.
 Súbita/agônica.
 Natural/violenta.
 Morte encefálica.
Autópsias clínicas
1- Consentimento
esclarecido.

2- Solicitação de autópsia:
- Identificação
- História clínica
- Exame físico
- Laboratório
- Justificativa
Definição de morte

A- Fenômenos abióticos imediatos:


• Perda da consciência
• Perda da sensibilidade
• Abolição da motilidade e do tônus muscular
• Cessação da respiração
• Cessação da circulação
• Cessação da atividade cerebral
Definição de morte
B- fenômenos consecutivos:
• Evaporação tegumentar.
• Resfriamento do corpo.
• Livores hipostáticos.
• Rigidez cadavérica.
Definição de morte

C- Fenômenos transformativos
destrutivos:
• Autólise
• Putrefação
• Período de coloração
• Período gasoso
• Período coliquativo
• Período de esqueletização
• Maceração
Definição de morte

D- Fenômenos transformativos
conservadores:
• Mumificação
• Saponificação
• Calcificação
• Corificação
Técnicas de autópsia
 A- Técnica de Virchow. Os órgãos são retirados um
a um e examinados posteriormente.
 B- Técnica de Rokitanski. Os órgãos são retirados
isoladamente após terem sido abertos e
examinados in situ.
 C- Técnica de Ghon. A evisceração se dá através
de monoblocos de órgãos anatomicamente/ou
funcionalmente relacionados.
 D- Técnica de Letulle. O conteúdo das cavidades
torácica e abdominal é retirado em um só
monobloco.
Considerações finais

• A- Laudo anatomopatológico.
• B- Certidão de óbito.
Causa imediata ou terminal
*
Causa intermediária

Causa intermediária

Causa básica da morte

Outros estados patológicos significativos que


contribuíram
para a morte, não estando, entretanto, relacionados
com o estado patológico que a produziu.

* O Código de Classificação Internacional de Doenças


relativo a cada diagnóstico será preenchido pelos
codificadores da Secretaria de Saúde.
Exemplo de morte por causa
natural
Paciente do sexo masculino, 65 anos. Há
35 anos, sabia ser hipertenso e não fez
tratamento. Há dois anos, começou a
apresentar dispneia de esforço. Foi ao
médico, que diagnosticou hipertensão
arterial e cardiopatia hipertensiva, e
iniciou o tratamento. Há dois meses,
insuficiência cardíaca congestiva e,
hoje, teve edema agudo de pulmão,
falecendo após 5 horas. Há dois meses,
foi diagnosticado câncer de próstata.
Edema agudo do pulmão 5 horas
Insuficiência cardíaca congestiva 2 meses
Cardiopatia hipertensiva 2 anos
Hipertensão arterial sistêmica 35 anos
Neoplasia maligna de próstata 2 meses
Sul-africano acorda no necrotério após ser
considerado morto
25/07/2011 - 15h04 – UOL Tabloide
Um sul-africano de 50 anos considerado morto acordou no necrotério
e gritou para ser libertado, informou o site "The Telegraph".
Segundo Sizwe Kupelo, o porta-voz da área de saúde da cidade
Libode, na África do Sul, a família do homem achou que ele
estivesse morto.
"A família ligou direto para o necrotério para que eles levassem o
corpo, mas o homem acordou no domingo, às 17h e gritou,
ordenando que ele saísse do frio", disse Kupelo.
O engano assustou os dois atendentes do necrotério, que saíram
correndo do prédio achando que tratava-se de um fantasma.
Depois de pedirem ajuda e voltarem para encontrar o homem vivo,
uma ambulância o levou para o hospital, já que o homem passou
quase 24 horas exposta a um extremo frio, segundo Kupelo.